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UNIP - UNIVERSIDADE PAULISTA PSICOLOGIA ANA JULIA SILVA MORINO TIRELLI ANDREIA DA SILVA SANTANA BEATRIZ DURAM GONÇALVES GUILHERME CHAVES CINTRA MARIA HELENA FRANÇA FERREIRA NAYANE OLIVEIRA PROCESSOS GRUPAIS ANÁLISE DO FILME 12 HOMENS E UMA SENTENÇA São José do Rio Preto 2021 ANA JULIA SILVA MORINO TIRELLI RA: N30571-1 ANDREIA DA SILVA SANTANA RA: D620FH-7 BEATRIZ DURAM GONÇALVES RA: N36384-3 GUILHERME CHAVES CINTRA RA: N307JC-8 MARIA HELENA FRANÇA FERREIRA RA: N228CJ-7 NAYANE OLIVEIRA RA: D643DI-0 PROCESSOS GRUPAIS ANÁLISE DO FILME 12 HOMENS E UMA SENTENÇA Atividade prática supervisionada com objetivo de analisar e relacionar a obra cinematográfica 12 HOMENS E UMA SENTENÇA com a teoria apresentada em aula. Orientadora: Profª Ingrid Bergamo São José do Rio Preto 2021 2 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO…………………………………………………………………....4 2 DESENVOLVIMENTO…………………………………………………………...4 2.1 RESUMO………………………………………………………………………..4 2.2 RELAÇÃO COM A TEORIA DE PROCESSOS GRUPAIS………............5 3 CONCLUSÃO……………………………………………………………………..7 4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.............................................................8 ANEXOS……………………………………………………………………………… 3 1 INTRODUÇÃO O presente trabalho tem o objetivo de apresentar uma análise sobre a obra cinematográfica 12 HOMENS E UMA SENTENÇA, que se passa em um tribunal norte-americano onde um menino está sendo julgado sob acusação de ter assassinado o próprio pai. Esse julgamento envolve um júri composto por 12 homens, que se reúnem para decidir de forma unânime pela culpa ou inocência do rapaz. E a partir dessa análise, será realizado um levantamento bibliográfico para explicar os fenômenos englobados nos processos grupais e relacioná-los com a situação vivenciada por esse júri na sala do tribunal. 2 DESENVOLVIMENTO 2.1 RESUMO O filme em referência tem sua cena inicial na sala de audiências, onde o Juiz, de forma clara orienta aos doze jurados para a regra básica a ser seguida para a definição do veredito. Tal veredito poderia condenar o réu à morte pelo assassinato. Os jurados só deveriam condenar ou absolver o réu quando tivessem certeza do veredicto e, em caso de dúvida ou discordância quanto a sua culpa ou inocência, deveria se utilizar do bom senso e fazer com que prevalecesse a inocência, até que existisse unanimidade de veredictos entre todos os doze jurados. Reunidos na sala do júri, os doze jurados seguem o procedimento padrão e iniciam com uma votação preliminar, antes de discutirem os aspectos relacionados ao crime. Nessa votação há uma surpresa inesperada onde um dos jurados declara que acredita que o réu é inocente. Questionado por seu posicionamento, esse jurado começa a argumentar sobre a necessidade de analisar os detalhes, depoimentos, fatos, objetos e circunstâncias apresentados como provas. A partir do levantamento dessa discussão, os jurados começaram a discutir sobre o tempo de passagem do trem, a faca usada no crime e o tempo de amparo ou negação do testemunho dos vizinhos. 4 Apesar de diversas argumentações o jurado enfrenta uma enorme resistência dos demais, porém, no decorrer desse processo eles começam a notar uma insegurança pessoal quanto ao posicionamento inicial. E assim, em cada rodada de votação a contagem de votos que considerava o réu inocente aumentava. Ao exercitarem a capacidade de ver além, os jurados, mesmo tentando provar a culpa do réu nesse processo, chegaram à conclusão de sua inocência. 2.2 RELAÇÃO COM A TEORIA DE PROCESSOS GRUPAIS O contexto do filme inicialmente aborda o fato de um júri precisar decidir unanimemente por uma sentença, envolvendo uma questão relacionada aos processos grupais que envolvem os indivíduos. O fenômeno é estudado a partir da investigação de ações e comportamentos levados por uma liderança, sem a real cogitação de seu sentido e impacto. Pois, segundo Freud (1973), todo comportamento individual dentro de uma multidão poderiam ser compreendidos a partir do psiquismo dos indivíduos, na medida em que os processos mentais se articulam desde cedo com a dimensão social da existência. A teoria de Kurt Lewin e com progressos de W.C Schutz, apresentam estudos sobre a comunicação humana e as relações interpessoais. Lewin (1978) defendia que os grupos democráticos tinham mais eficiência em uma análise a longo prazo. E os autoritários possuíam apenas uma eficiência imediata. Essa questão foi demonstrada ao longo de toda a conversa entre os jurados, onde o autoritarismo de um dos jurados prevalecia, e foram democratizando suas posições, inclusive propondo uma incitação maior de suas crenças. Haviam onze pessoas com um pensamento igual e apenas um que diferia. Nesse momento iniciaram o diálogo, e alguns se mantinham em silêncio, um modo de comunicação que não estava sendo voluntário e autêntico, como Lewin propõe que deva ser. 5 De acordo com a visão de Schutz, existem três necessidades interpessoais, a de inclusão, a de controle e a de afeição. No filme observamos a necessidade de inclusão, representada pelo jurado que acreditava na inocência do réu, que por ser o único a defender essa postura sentia a necessidade de ser aceito pelo grupo. E a necessidade de controle, representada pelo jurado que defendia a culpa do réu do início ao fim, e foi o último a mudar seu voto. O processo grupal no júri passou de autoritário para democrático, e como Lewin (1978) defende, é o que torna a realização do objetivo mais demorada, porém duradoura, ainda mais se tratando da vida de um rapaz, que a princípio seria considerado culpado e sentenciado à pena de morte, para inocente. Segundo Kurt Lewin (1978) a definição de grupo exige a existência de três aspectos fundamentais, sendo eles: A Existência, que permite a criação do sentimento grupal através da união que o indivíduo realiza entre seu campo psicológico e sua percepção. A Interdependência, que exige dos indivíduos o estabelecimento de relações em virtude da necessidade de alcançar um objetivo em comum. A Contemporaneidade se dá quando o indivíduo está ciente do espaço-tempo que ocupa, assim como da importância de suas experiências passadas e como isso influencia no seu comportamento atual. 6 3 CONCLUSÃO Durante a discussão um dos jurados se manifestou contra a opinião majoritária do grupo, a partir de suas observações levantou dúvidas sobre o que estava estabelecido como consenso, e conseguiu a partir daí gerar dúvida nos demais participantes, iniciando uma discussão reflexiva e aprofundada sobre o tema que os unia. A mudança para um grupo democrático permitiu que certos membros, que até então haviam se mantido reservados, pudessem questionar pontos que não haviam sido abordados enquanto o grupo estava sob uma dinâmica autoritária. Trazendo benefícios para o próprio grupo Após compartilharem experiências pessoais e trocarem questionamentos e opiniões acerca do caso, podemos perceber que desenvolveram o sentimento de grupo, os unindo em torno da nova percepção dos fatos. Com base na análise e levantamento bibliográfico realizado, foi possível concluir que a obra cinematográfica 12 HOMENS E UMA SENTENÇA contempla as características presentes nas teorias sobre dinâmicas de grupos. 7 4 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA AMARAL, Vera Lúcia do. Psicologia da educação / Vera Lúcia do Amaral. - Natal, RN: EDUFRN, 2007. 208 p.: il. BARRETO, M. F. M. Dinâmica de grupo: história, práticas e vivências. 5a ed. Campinas: Alínea, 2014. DOZE HOMENS E UMA SENTENÇA. Título original: “Twelve Angry Men”. Direção: Sidney Lumet. Produção/Distribuição: Fox/MGM. Elenco: Henry Fonda, Lee J. Cobb, Ed Begley, E.G. Marshall, JackWarden, Martin Balsam, John Fiedler, Jack Klugman, Edward Binns, Joseph Sweeney, George Voskovec, Robert Webber. EUA. 1957. Drama. DVD. 96 min. MAILHIOT, G. B. Dinâmica e Gênese dos Grupos - atualidade das descobertas de Kurt Lewin. Petrópolis: Vozes, 2013. MINICUCCI, A. Técnicas do trabalho de grupo. 3ª ed. São Paulo: Atlas, 2001. 8 http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/catalogo/busca.asp?parceiro=105441&nautor=68159&refino=1&sid=2261172499830550211918760&k5=18D48DB&uid=ANEXOS 9