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ROTEIRO PRÁTICO - ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA EXAME FÍSICO MÃO E PUNHO PUNHO O exame físico do punho deve ser realizado com todo o membro superior exposto, paciente sentado de frente para o médico e com os cotovelos apoiados sobre a mesa. Lembrar sempre de fazer o exame físico bilateralmente, avaliando os dois membros. O exame é iniciado com a inspeção, seguindo para palpação, amplitude de movimentos, os testes musculares, a avaliação da sensibilidade e por fim, os testes especiais. ➢ Inspeção: Nela devem ser observados postura do membro, deformidades, aumentos de volume (edema, tumores e tumorações, sinovites), coloração da pele, presença de cicatrizes, hematomas, equimoses, flictenas, ferimentos (cortantes, contusos, abrasivos ou esfoliantes). ➢ Palpação: Devem-se pesquisar alteração da temperatura, presença de deformidades e tumorações e localização de pontos dolorosos. A temperatura local pode estar aumentada na presença de processos inflamatórios ou infecciosos (infecção, artrite reumatoide, tenossinovites). As tumorações devem ser analisadas quanto a localização, consistência (mole, fibrosa, dura), mobilidade e presença de dor. ➢ Amplitude de movimentos: Iniciar testando os movimentos passivos e depois os ativos. Normalmente, esses movimentos têm amplitudes equivalentes, porém, em alguns casos, como aderências tendinosas e paralisias, os movimentos passivos são mais amplos. O punho apresenta seis movimentos, quais sejam pronação, supinação, flexão, extensão, desvios radiais e ulnar. • Pronação e supinação: esses movimentos devem ser testados com o cotovelo fletido a 90° e junto ao corpo para neutralizar a rotação do ombro. A posição neutra é a que apresenta o polegar para cima; a pronação ou rotação medial do antebraço e a supinação e rotação lateral do antebraço são, em média, respectivamente, de 80° e 90°, evitando-se o movimento do carpo. • Flexão e extensão: a flexão é medida com o goniômetro colocado no dorso do punho, uma perna do aparelho sobre o terceiro metacarpo e a outra sobre o rádio. Na população geral, a flexão varia entre 52 e 93o, com média entre 70° e 80°. Já a extensão é medida com o goniômetro colocado no aspecto volar do punho, com uma perna no trajeto do terceiro metacarpo e a outra no antebraço no trajeto do rádio, e apresenta variação entre 42 e 79°, com média de 60 a 70º. • Desvios ulnar e radial: desvio ulnar (adução) é medido com o centro do goniômetro sobre o punho, uma perna na linha longitudinal do terceiro metacarpo e a outra sobre o rádio. O desvio ulnar médio é de 45°, sendo 30° na articulação radiocárpica e 15° na mediocárpica. O desvio radial (abdução) é medido com o goniômetro posicionado como para medir a adução e, em média, é de 15°, sendo 8o na radiocárpica e 7° na mediocárpica. ➢ Testes especiais: . Teste de Finkelstein Utilizado para diagnosticar tenossinovite do primeiro compartimento dorsal (tendões do abdutor longo do polegar e do extensor curto do polegar). O teste consiste em fazer um desvio ulnar do punho do paciente, mantendo o polegar aduzido e fletido. O teste será positivo quando o paciente referir dor na região do processo estiloide do rádio. Teste de Phalen Utilizado para diagnóstico da síndrome do túnel do carpo. O teste consiste em manter o punho em flexão máxima durante 1 minuto. Será positivo quando o paciente sentir formigamento ou dormência no território do nervo mediano, principalmente no dedo médio. O teste de Phalen invertido é a mesma coisa, porém os punhos vão estar em extensão máxima. Teste ou sinal de Tinel É a percussão de um nervo. Usado para acompanhar o progresso da regeneração ou crescimento axonal de um nervo. Deve-se percutir o nervo de distal para proximal. Onde é o local da regeneração o paciente vai referir sensação de choque elétrico. A progressão distal desse choque sugere bom prognóstico. Teste de Watson Usado para pesquisar instabilidade do escafoide. O examinador com o polegar pressiona a tuberosidade do escafoide de anterior para posterior e com a outra mão movimenta o punho do paciente de ulnar para radial. Quando apresenta instabilidade, vai ocasionar um deslocamento dorsal do escafoide seguido de um estalido doloroso. Teste da dor dorsal do punho Não é um teste específico, ele é sensitivo para casos de alterações patológicas no dorso do punho. O teste é realizado com o punho do paciente parcialmente fletido, enquanto é feita a extensão ativa do segundo e terceiro dedos contra resistência aplicada pelo examinador. Com a presença de doenças o paciente vai referir dor na região dorsal do punho. Teste da tecla do piano Usado para revelar instabilidade na articulação radioulnar distal e vem acompanhado de dor e hipermobilidade da cabeça da ulna quando o paciente ou o examinador aplica força de dorsal para volar com o punho apoiado na mesa. Teste de Allen Usado para determinar a patência das artérias que suprem a mão. Feito comprimindo-se as artérias radial e ulnar no punho com ambas as mãos do examinador; em seguida solicita-se ao paciente para abrir e fechar fortemente os dedos, de modo que a mão fique pálida. Logo depois relaxa os dedos e o examinador libera uma das artérias e observa se houve reperfusão imediata da mão e, se houver está confirmada a patência da artéria liberada, se ausência de reperfusão, o teste é positivo, indicando alteração do fluxo arterial testado. Em seguida o teste é repetido e liberada a artéria que permaneceu comprimida. MÃO ➢ Testes especiais: Além dos testes descritos na tabela abaixo, acrescenta-se o teste de Watson, teste de Phalen, teste de Tinel, teste de Allen e o teste de Filkenstein que já foram descritos acima. Testes dos ligamentos retinaculares Mede o tônus dos ligamentos retinaculares. Mantém- se a articulação interfalângica proximal em extensão e realiza- se a flexão da articulação interfalângica distal. A resistência ao movimento é proporcionada pelos ligamentos retinaculares oblíquos. Com a articulação IFP em flexão, os ligamentos retinaculares relaxam- se e permitem a flexão da IFP com maior facilidade Variante do teste de Bunnel- Littler Várias são as situações em que há apenas alteração do tônus da musculatura intrínseca radial ou ulnar isoladamente. Nessas situações, pode- se examinar separadamente esses músculos realizando a abdução ou adução ao nível da MCF (articulação metacarpofalângica) estendida, relaxando um grupo de músculos e tensionando o outro para o teste.