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Resumo para N1 IESC II
Gabriel Ladeia
2° Período FIP-GBI
Semana 02-
PNAB- Política Nacional de Atenção Básica-
Atenção Básica e Atenção Primária à Saúde são equivalentes.
A atenção básica é o conjunto de ações de saúde individuais, familiares e
coletivas que envolvem promoção, prevenção, proteção, diagnóstico,
tratamento, reabilitação, redução de danos, cuidados paliativos e vigilância em
saúde.
Características da atenção básica-
● Será a principal porta de entrada e centro de comunicação da RAS (Rede
de Atenção à saúde), coordenadora do cuidado e ordenadora das ações e
serviços disponibilizados na rede.
● Será ofertada integralmente e gratuitamente a todas as pessoas, de acordo
suas necessidades e demandas dentro do território, considerando os
determinantes e condicionantes da saúde.
Princípios do SUS-
● Universalidade: Possibilitar o acesso universal e contínuo a serviços de saúde
de qualidade e resolutivos para qualquer tipo de pessoa.
● Equidade: Ofertar cuidado reconhecendo as diferenças nas condições de vida
e saúde e de acordo com as necessidades das pessoas.
● Integralidade: Conjunto de serviços executados pela equipe de saúde que
atendam às necessidades da população, desde serviços mais básicos até
serviços completos.
Diretrizes:
● Regionalização e hierarquização: A atenção básica é considerada o elo de
comunicação entre os pontos de atenção à saúde da RAS
● Territorialização
● População adscrita: População presente no território do SUS
● Cuidado centrado na pessoa: Desenvolvimento de ações de forma
singularizada de cuidado.
● Resolutividade: A AB deve ser capaz de resolver a grande maioria dos
problemas de saúde da população.
● Longitudinalidade do cuidado: A continuidade da relação de cuidado de
vínculo e responsabilidade entre os profissionais e usuários ao longo do
tempo e de modo permanente e consistente.
● Coordenar o cuidado: Consiste em elaborar, acompanhar e organizar o fluxo
dos usuários entre os pontos de atenção das RAS.
● Ordenar as redes: Orientar o profissional a reconhecer as necessidades de
saúde da população.
● Participação da comunidade: Visa estimular a participação da comunidade da
sociedade no dia a dia do SUS.
Funcionamento da Atenção Básica-
● Carga horária mínima: 40 horas semanais, no mínimo 5 dias da semana e
nos 12 meses do ano
● Horários alternativos de funcionamento: podem ser pactuados através das
instâncias de participação social- respeitando a carga horária mínima.
● População adscrita por eAP (equipe da atenção primária) e ESF (equipe
saúde da família): de 2.000 a 3.500 pessoas, localizadas dentro do seu
território
● 4 equipes por UBS/USF (AP ou SF): para que possam atingir o seu potencial
resolutivo
● Teto Máximo de eAP e eSF: com ou sem profissionais de saúde bucal -
Município e distrito federal: população/2.000
● Municípios ou territórios com menos de 2.000 hab: 1 eAP ou eSF
responsável por todo território
Composição mínima da eSF-
Composição mínima da eAP-
Semana 03-
Programa Previne Brasil- Novo modelo de alocação orçamentária da Atenção Básica
Em novembro de 2019 foi lançado o programa previne brasil, com os
objetivos de aumentar o acesso da população aos serviços de APS, e
responsabilizar gestores municipais e mudar a forma de financiamento da APS
que passou ser realizada por 3 eixos:
● Capitação
○ O cálculo irá considerar a população cadastrada na eSF e eAP no
SISAB (Sistema de informação em saúde para a Atenção Básica).
○ Vulnerabilidade socioeconômico da população cadastrada na eSF e na
eAP
○ O perfil demográfico por faixa etária da população cadastrada na eSF e
na eAP
○ Classificação geográfica definida pelo IBGE
● Desempenho
○ Pagamento por desempenho, para o pagamento por desempenho
deverão ser observadas as seguintes categorias de indicadores:
○ I-Processo e resultados intermediários das equipes;
○ II-Resultados em saúde; e
○ III- Globais de APS
● Ações estratégicas
○ Incentivo para ações estratégicas- o cálculo para definição dos
recursos financeiros para incentivo para ações estratégicas deverá
considerar:
○ I- as especificidades e prioridades em saúde
○ II- os aspectos estruturais das equipes; e
○ III- a produção em ações estratégicas em saúde.
■ O incentivo para ações estratégicas contemplará o custeio das
seguintes ações, programas e estratégias:
■ I- Programa saúde na hora
■ II- Equipe de Saúde bucal (eSB)
■ III- Unidade odontológica móvel…
Suspensão de recursos-
● I- 25% por eSF para casos de ausência do profissional auxiliar ou técnico
de enfermagem ou agente comunitário de saúde na equipe por um período
superior a 60 dias.
● II- 50% por eSF e eAP para os casos de ausência do profissional médico ou
enfermeiro na equipe por mais de 60 dias.
● III-100% por eSF e eAP para os casos de ausência simultânea do profissional
médico e enfermeiro na eSF
○ Ausência total de eSF ou eAP ou verificação de dano ao horário.
Semana 04-
Território e Ambiente em saúde-
Território como solo: Definido por critérios geográficos com uma visão
estática que não acompanha as mudanças contínuas do território.
Território como processo: Definido por critérios geográficos, políticos,
econômicos, sociais e culturais, com uma visão dinâmica que acompanha as
mudanças do território.
Para muitos autores da saúde coletiva: é o espaço da produção da vida,
portanto da saúde.
Território distrito- é a delimitação de um território administrativo assistencial,
que congrega diferentes pontos da RAS.
Território área- é o território processo de responsabilidade de uma eSF ou
eAB.
Território microárea- é a subdivisão do território de responsabilidade da eS
para definição das áreas de atuação de cada agente comunitário de saúde (ACS).
Territorialização-
É um dos macroprocessos básicos da APS, que dão suporte ao
atendimento das diversas demandas da população. Processo de territorialização,
envolve o levantamento do perfil territorial-ambiental do perfil demográfico, do perfil
socioeconômico e do perfil institucional.
Processo de cadastramento familiar-
Tem o objetivo de conhecer as famílias residentes nas áreas de
responsabilidade das equipes de saúde, relacionando os seus integrantes, a
situação de moradia e outras informações necessárias para a programação das
ações de saúde
Risco e vulnerabilidade-
Risco: Probabilidade de ocorrência de um agravo em um grupo qualquer com
determinada característica.
Vulnerabilidade: Refere-se de cada indivíduo ou grupo, a esse agravo
“A vulnerabilidade opera quando o risco está presente” (Yunes e Szymanski, 2001)
Vigilância em saúde-
As ações de vigilância em saúde são coordenadas com as demais ações e
serviços desenvolvidos e ofertados no SUS para garantir a integralidade da
atenção à saúde da população.
Semana 05-
As condições de saúde e o sistema de saúde e a rede de atenção à saúde e a rede
de atenção à saúde-RAS
Redes de atenção à Saúde (RAS)-
Organizam-se por meio de pontos de atenção à saúde, locais onde são
ofertados serviços de saúde que determinam a estruturação dos pontos de atenção
secundária e terciária. No RAS o centro de comunicação é a atenção primária à
saúde, sendo esta a ordenadora do cuidado.
Elementos constitutivos da RAS-
● Modelo de saúde
● População
● Sistema logístico
● Centro comunicador (APS)
● Sistema de apoio
● Pontos de atenção secundários
● Pontos de atenção terciários
● Sistema de governança
Papel da AP na RAS e seus desafios para a sua implementação-
● Elaborar planos de ação regionais mais vivos que impactam efetivamente na
melhoria da a AS que visem o aumento do financeiro.
● Fortalecer a AB como coordenadora do cuidado.
● Que o estado e o MS voltem a protagonizar a implantação da RAS no
território
● Estimular e reestruturar os grupos de condução na região, município e
estado.
● Formação, capacitação qualificação e educação permanentemente dos
trabalhadores.
● Criar a Cultura e a prática de trabalho em rede.
● Que sejam incorporados aos contratos o papel desde prestados na
operacionalização da rede, com mecanismos de monitoramentodo
cumprimento das metas
● Melhorar a capacidade de gestoras da SES e das SMS para o monitoramento
de todos os processos, melhorando a governança da rede.
Semana 06-
Metodologias de educação popular em saúde no trabalho na APS-
Histórico da educação para a saúde-
● Em 1986: I conferência internacional sobre promoção da saúde que resulta na
carta de Ottawa.
● Nessa conferência a OMS e demais órgãos internacionais decidiram que a
educação para a saúde não é da responsabilidade exclusiva dos serviços de
saúde, todos os setores são responsáveis pela construção de um
bem-estar global
Prática educativa em saúde:
● Atua no desenvolvimento de capacidades individuais e coletivas.
● Visa a melhoria da qualidade de vida e da saúde da comunidade assistida
● Tem como princípio norteador a Política Nacional de Promoção da Saúde
● Reforça que a educação e a saúde são práticas sociais inseparáveis e
interdependentes que sempre estiveram articuladas.
● São elementos fundamentais no processo dos profissionais da saúde
A Educação em Saúde
No contexto dos serviços de Saúde Pública tem dimensões importantes a serem
tratadas
a) Educação permanente em saúde como política norteadora dos processos
educativos contínuos nos diferentes arranjos assistenciais do SUS, com suas
diversas denominações (capacitações, treinamentos, cursos, atualizações,
aperfeiçoamentos…)
b) Educação popular em saúde, que reconhece que os saberes são
construídos diferentemente, e por meio da interação entre sujeitos, esses
saberes se tornam comuns ao serem compartilhados.
i) O que é educação popular em saúde? É uma prática voltada para a
promoção, a proteção e a recuperação da saúde a partir do diálogo
entre a diversidade de saberes, valorizando os saberes populares, a
ancestralidade, a produção de conhecimentos e a inserção destes no
SUS.
Educação em Saúde-
Campo de práticas e de conhecimento do setor saúde que se ocupa mais
diretamente com a criação de vínculos entre a ação assistencial e o pensar o fazer
cotidiano da população.
Educação sanitária e educação em saúde:
● Educação sanitária parte do pressuposto que alguém tem o conhecimento e
outro não (educação bancária)
● Educação em saúde parte do pressuposto que todos têm algum
conhecimento e que a partir do seu e do meu conhecimento se constrói um
novo conhecimento.
Princípios da PNEPS-SUS-
● Diálogo
● Amorosidade
● Problematização
● Construção compartilhada do conhecimento
● Emancipação
● Compromisso com a construção do projeto democratico popular
Eixos estratégicos da PNEPS-SUS-
● Participação, controle social e gestão participativa
● Formação, comunicação e produção de conhecimento
● Cuidado em saúde
● Intersetorialidade e diálogos multiculturais
Semana 07-
Vigilância em saúde e vigilância comunitária
Quando se trata de abordagem comunitária, os profissionais devem priorizar
os problemas de saúde com maior impacto na saúde da população afetada,
considerando a frequência com que os problemas aparecem e a possibilidade de
atuação sobre os seus determinantes. As informações provenientes do sistema de
vigilância em saúde (VS) são úteis na elaboração do diagnóstico da comunidade.
Entre várias definições de VS, se destaca como uma forma de pensar e agir,
tendo como objetivo a análise permanente da situação de saúde da população e a
organização e a execução de práticas de saúde adequadas enfrentando os
problemas existentes por meio de ações de vigilância, de promoção, de prevenção e
controle de doenças e agravos à saúde.
A VS necessita estar apoiada em 3 pilares fundamentais: território, problemas e
práticas de saúde.
Características da vigilância em saúde:
● Intervenção sobre problemas de saúde - danos, riscos e/ou determinantes
● Ênfase em problemas que requerem atenção e acompanhamento contínuos
● Operacionalização do conceito de risco
● Articulação entre as ações promocionais, preventivas e curativas
● Atuação intersetorial
● Ações sobre o território
● Intervenção sob a forma de operações
Ações da vigilância- SVS(Secretaria de vigilância em saúde)
● Laboratórios de saúde pública
● Imunizações
● Investigação e resposta a surtos de referência nacional
● Vigilância epidemiológicas de doenças transmissíveis e não transmissíveis
● Programa de prevenção e controle de doenças
● Promoção à saúde
● Pesquisa aplicada
● Vigilância em saúde ambiental
● Informações epidemiológicas e análise de situação de saúde
Objetivos da vigilância-
Detectar precocemente os riscos à saúde, garantindo a quebra da cadeia de
transmissão das doenças
Determinar modos de transmissão
Detectar magnitude e tendências
Identificar a etiologia ou causa das doenças
Determinar o papel do ambiente
Avaliar o impacto de medidas de controle
Componentes de vigilância em saúde-
1. Vigilância epidemiológica
2. Vigilância sanitária
3. Vigilância do meio ambiente
4. Vigilância do trabalhador
Vigilância Epidemiológica
Entende-se por vigilância epidemiológica um conjunto de ações que
proporcionam o conhecimento, a detecção ou prevenção de qualquer mudança
nos fatores determinantes e condicionantes de saúde individual ou coletiva, com a
finalidade de recomendar e adotar medidas de prevenção e controle das doenças
e agravos.
Objetivos da VE
● Contribuir para a descrição da história natural de uma doença.
○ Geração de hipóteses sobre etiologia
○ Documentar a disseminação de doenças e identificar fatores de risco
● Identificar novos problemas
● Detectar epidemias
● Estimar magnitude da morbidade e mortalidade
● Recomendar medidas de prevenção e controle
● Revisar prática e definir prioridades
● Acompanhamento das tendências
Prática da VE
● Reunir informações
● Processar
● Analisar
● Interpretar dados
● Planejar
● Adotar e avaliar as medidas de controle
Ações da VE
● Notificação
● Investigação epidemiológica
○ Elucidação diagnóstica
○ Adoção de medidas de controle
● Gerenciamento das ações e medidas de controle em âmbito municipal,
regional, estadual e nacional
Conceitos importantes-
● Funções da vigilância epidemiológica
● Coleta de dados da VE (tipos de dados, fontes de dados)
● Sistema de informações VE (SIS, SINAN, FIN, FII, SIM, SINASC, SUH/SUS)

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