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1 APOSTILA DE LÍNGUA PORTUGUESA Prof. Hellielsom Ferreira Aulas particulares - Língua Portuguesa e Redação 96991498129 - @hellielsom 2 SUMÁRIO 1 ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO ...................................................................... 03 2 FUNÇÕES DA LINGUAGEM ................................................................................. 03 2.1 Função Emotiva ..................................................................................................... 03 2.2 Função Referencial ................................................................................................ 04 2.3 Função Apelativa .................................................................................................... 04 2.4 Função Fática ......................................................................................................... 04 2.5 Função Poética ....................................................................................................... 05 2.5 Função metalinguística ........................................................................................... 05 3 PROCESSO DE FORMAÇÃO DE PALAVRAS .................................................... 06 3.1 Palavras primitivas e palavras derivadas ............................................................... 06 3.2 Tipos de composição .............................................................................................. 06 3.3 Palavras cognatas .................................................................................................. 06 3.4 Derivação .............................................................................................................. 06 4. CLASSE DE PALAVRAS ...................................................................................... 07 4.1 SUBSTANTIVO ...................................................................................................... 08 4.2 ADJETIVO .............................................................................................................. 09 4.3 ARTIGO .................................................................................................................. 10 4.4 PRONOME ............................................................................................................. 11 4.5 ADVÉRBIO ............................................................................................................. 16 4.6 PREPOSIÇÃO ........................................................................................................ 17 4.7 CONJUNÇÃO ......................................................................................................... 18 4.8 INTERJEIÇÃO ........................................................................................................ 19 4.9 VERBO ................................................................................................................... 20 5 FRASE, ORAÇÃO E PERÍODO ............................................................................. 23 5.1 FRASE .................................................................................................................... 23 5.2 ORAÇÃO ................................................................................................................ 23 5.3 PERÍODO ............................................................................................................... 23 6 TERMOS CONSTITUINTES DA ORAÇÃO ........................................................... 25 6.1 TERMOS ESSENCIAIS DA ORAÇÃO ................................................................... 25 6.2 TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO ............................................................... 26 6.3 TERMOS ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO ................................................................. 27 7. TRANSITIVIDADE VERBAL .................................................................................. 27 8 CONCORDÂNCIA .................................................................................................. 28 8.1 CONCORDÂNCIA NOMINAL ................................................................................. 29 8.2 CONCORDÂNCIA VERBAL ................................................................................... 31 9 REGÊNCIA ............................................................................................................. 34 9.1 REGÊNCIA VERBAL .............................................................................................. 34 9.2 REGÊNCIA NOMINAL ........................................................................................... 37 10 INTERPRETAÇÃO TEXTUAL ................................................................................ 37 3 1. ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO Quando correlacionamos esse tema com o texto gera uma nova versão de interpretação textual, e isso deve ser bem observado durante a realização da prova. Como sempre é exposto nada deve ser decorado. Devemos entender os fundamentos, as estruturas. Devemos entender que cada texto que fazemos, cada gráfico, cada imagem, cada som tem uma finalidade, tem um objetivo a ser alcançado em relação ao seu receptor. Um pássaro canta para realçar algum comportamento seu em relação à natureza, alguém buzina para alertar alguém, alguém faz um desenho ou uma pintura para demonstrar sua percepção de mundo ou para chamar a atenção sobre algo. Quando contamos um caso, temos a intenção comunicativa de informar, fazer rir, impressionar etc. Assim, qualquer texto tem uma intenção comunicativa. Mesmo quando não estamos com a menor vontade de conversar pela manhã, cansado ainda da noite passada e, no ônibus, quando sentamos, alguém nos cumprimenta e diz “Lindo dia, não?!”. Nossa resposta “seca” e direta “Sim lindo dia!” demonstra algo para o emissor da mensagem: que não estamos para conversa! Assim, confirmamos que todo e qualquer texto tem uma intenção, um objetivo na comunicação! O emissor é aquele que emite, que codifica a mensagem. O receptor é aquele que recebe, que decodifica a mensagem. A mensagem é a forma como a mensagem é transmitida pelo emissor. Não é o conteúdo, mas como o emissor transmitiu a informação. O código é o conjunto de signos usados na transmissão e recepção da mensagem. O referente é o contexto, o conteúdo, a informação veiculada na mensagem. O canal é o meio pelo qual circula a mensagem. Obs.: as atitudes e reações dos comunicantes são também referentes e exercem influência sobre a comunicação. Com base na centralização e da predominância dos elementos de comunicação acima, temos a intenção discursiva, a intenção comunicativa do autor. Assim, passar a ter as funções de linguagem. 2. FUNÇÕES DA LINGUAGEM 2.1 FUNÇÃO EMOTIVA (OU EXPRESSIVA) centraliza- se no emissor, revelando sua opinião, sua emoção, a sua impressão sobre algo. Nela prevalece a 1ª pessoa do singular, interjeições e exclamações. É a linguagem das biografias, memórias, poesias líricas e cartas de amor. Dizemos que esta é uma linguagem altamente subjetiva, pois parte da visão parcial da primeira pessoa do singular. 4 Veja um exemplo dessa função: "(Eu) Sentia um medo horrível e ao mesmo tempo desejava que um grito me anunciasse qualquer acontecimento extraordinário. Aquele silêncio, aqueles rumores comuns, espantavam- me. Seria tudo ilusão? Findei a tarefa, ergui-me, desci os degraus e fui espalhar no quintal os fios da gravata. Seria tudo ilusão?... Estava doente, ia piorar, e isto me alegrava. Deitar-me, dormir, o pensamento embaralhar-se longe daquelas porcarias. Senti uma sede horrível... Quis ver-me no espelho. Tive preguiça, fiquei pregado à janela, olhando as pernas dos transeuntes." (Graciliano Ramos) Observe o predomínio da primeira pessoa do singular nos termos grifados acima. Note que o texto parteda impressão, da emoção de alguém. Por dizemos que essa é uma função emotiva ou expressiva ou até subjetiva. 2.2 FUNÇÃO REFERENCIAL (OU DENOTATIVA) centraliza-se no referente, quando o emissor procura oferecer informações da realidade. É uma linguagem objetiva, direta, denotativa, prevalecendo a 3ª pessoa do singular. Linguagem usada nas notícias de jornal e livros científicos. Veja um exemplo dessa função: "O risco maior que as instituições republicanas hoje correm não é o de se romperem, ou serem rompidas, mas o de não funcionarem e de desmoralizarem de vez, paralisadas pela semvergonhice, pelo hábito covarde de acomodação e da complacência. Diante do povo, diante do mundo e diante de nós mesmos, o que é preciso agora é fazer funcionar corajosamente as instituições para lhes devolver a credibilidade desgastada. O que é preciso (e já não há como voltar atrás sem avacalhar e emporcalhar ainda mais o conceito que o Brasil faz de si mesmo) é apurar tudo o que houver a ser apurado, doa a quem doer." (O Estado de São Paulo) Este é um texto informativo, centrado no argumento, no racional, sem vacilações em emoções ou em linguagem figurada. 2.3 FUNÇÃO APELATIVA (OU CONATIVA) centraliza-se no receptor; o emissor procura influenciar o comportamento do receptor. Como o emissor se dirige ao receptor, é comum o uso de tu e você, ou o nome da pessoa, além dos vocativos e imperativo. Usada nos discursos, sermões e propagandas que se dirigem diretamente ao consumidor. Veja um exemplo dessa função: Aqui fica clara a intenção de modificar o comportamento do interlocutor, do receptor da mensagem. 5 2.4 FUNÇÃO FÁTICA centraliza-se no canal, tendo como objetivo prolongar ou não o contato com o receptor, ou testar a eficiência do canal. Linguagem das falas telefônicas, saudações e similares. O canal é a linha com as latinhas, simulando uma ligação telefônica. O emissor apenas testou o canal. Como percebeu que quem atendeu não era a pessoa com quem queria falar, finalizou a comunicação. 2.5 FUNÇÃO POÉTICA centraliza-se na mensagem (na forma como é veiculada), revelando recursos imaginativos criados pelo emissor. Afetiva, sugestiva, conotativa, ela é metafórica. Valorizam-se as palavras, suas combinações. É a linguagem figurada apresentada em obras literárias, letras de música, em algumas propagandas etc. O verbo infinitivo Ser criado, gerar-se, transformar O amor em carne e a carne em amor; nascer Respirar, e chorar, e adormecer E se nutrir para poder chorar (Vinícius de Morais) Note o cuidado com a forma! Um poema é um exemplo clássico da função poética, pois a escolha das estrofes, dos versos, da rima, da métrica em cada verso, tudo isso mostra claramente o envolvimento com escolha das palavras. Além disso, há demonstração de emoção, de imagens sugestivas, etc. 2.6 FUNÇÃO METALINGUÍSTICA centraliza-se no código, usando a linguagem para falar dela mesma. A poesia que fala da poesia, da sua função e do poeta, um texto que comenta outro texto. Principalmente os dicionários são repositórios de metalinguagem. 6 Normalmente uma placa tem a intenção comunicativa de informar. Assim, tem função predominantemente referencial. Porém, nesta placa a informação encontra-se num trecho bem pequeno: “E tenha cuidado com a ponte à frente” A primeira informação é basicamente para explicar um problema da placa, o que gera a ideia de que o código (a placa) fala dele mesmo (as bodas da placa). Assim, há metalinguagem. Isso ocorre também quando um autor explica seu próprio processo criativo, ou quando o autor mostra ao leitor como conseguir extrair do livro o melhor de sua técnica. Bom! Agora que vimos os elementos de comunicação e as funções de linguagem, devemos entender que, em um mesmo texto, podem aparecer várias funções da linguagem. O importante é saber qual a função predominante no texto, para então o definir. 3. PROCESSO DE FORMAÇÃO DE PALAVRAS 3.1 PALAVRAS PRIMITIVAS E PALAVRAS DERIVADAS As palavras primitivas são aquelas que dão origem as outras palavras e as palavras derivadas são aquelas que se originam das outras. Ex. pedra (palavra primitiva) -> pedraria (palavra derivada) Composição: é o processo que a palavra se forma pela agregação de 2 (ou +) palavras de sentido próprio. Ex. plano + alto = planalto (palavra composta). 3.2 TIPOS DE COMPOSIÇÃO Justaposição: é a composição em que os elementos juntos têm a mesma pronúncia de quando estavam separados (gira + sol = girassol). Aglutinação: é a composição em que pelo menos um dos elementos têm a pronúncia diferente de quando estavam separados (água + ardente = aguardente). 3.3 PALAVRAS COGNATAS São as que possuem o mesmo radical, e por isso, diz-se que pertencem à mesma família etimológica. Ex. desejar (verbo), indesejável (adjetivo), desejo (substantivo). 3.4 DERIVAÇÃO Processo de formar palavras no qual a nova palavra é derivada de outra, chamada de primitiva. Os processos de derivação são: Derivação Prefixal: A derivação prefixal é um processo de formar palavras no qual um prefixo ou mais são acrescentados à palavra primitiva. Ex.: re/com/por (dois prefixos), desfazer, impaciente. Derivação Sufixal: A derivação sufixal é um processo de formar palavras no qual um sufixo ou mais são acrescentados à palavra primitiva. Ex.: realmente, folhagem. Derivação Prefixal e Sufixal: A derivação prefixal e sufixal existe quando um prefixo e um sufixo são acrescentados à palavra primitiva de forma independente, ou seja, mesmo sem a presença de um dos afixos a palavra continua tendo significado. 7 Ex.: deslealmente (des- prefixo e -mente sufixo). Você pode observar que os dois afixos são independentes: existem as palavras, desleal e lealmente. Derivação Parassintética: A derivação parassintética ocorre quando um prefixo e um sufixo são acrescentados à palavra primitiva de forma dependente, ou seja, os dois afixos não podem se separar, devendo ser usados ao mesmo tempo, pois sem um deles a palavra não se reveste de nenhum significado. Ex.: anoitecer (a- prefixo e -ecer - sufixo), neste caso, não existem as palavras anoite e noitecer, pois, os afixos não podem se separar. Derivação Regressiva: A derivação regressiva existe quando morfemas da palavra primitiva desaparecem. Ex.: mengo (flamengo), dança (dançar), portuga (português). Derivação Imprópria: A derivação imprópria, mudança de classe ou conversão ocorre quando a palavra, pertencente a uma classe, é usada como fazendo parte de outra. Exemplos: Coelho - substantivo comum, usado como substantivo próprio - Daniel Coelho da Silva. verde, geralmente usado como adjetivo - Comprei uma camisa verde-, é usado como substantivo: O verde do parque comoveu a todos. 4. CLASSE DE PALAVRAS A morfologia está agrupada em dez classes, denominadas classes de palavras ou classes gramaticais. São elas: Substantivo, Artigo, Adjetivo, Numeral, Pronome, Verbo, Advérbio, Preposição, Conjunção e Interjeição. 8 4.1 SUBSTANTIVO Tudo o que existe é ser e cada ser tem um nome. Substantivo é a classe gramatical de palavras variáveis, as quais denominam os seres. Além de objetos, pessoas e fenômenos, os substantivos também nomeiam: Lugares: Brasil, Rio de Janeiro... Sentimentos: amor, ciúmes ... Estados: alegria, fome... Qualidades: agilidade, sinceridade... Ações: corrida, leitura... Os substantivos podem ser classificados em: próprios, comuns, concretos, abstratos, simples, compostos, primitivos, derivados e coletivos. Substantivo comum: É aquele que nomeia o grupo de seres de uma mesma espécie. Exemplo: camisa, cadeira. Substantivo próprio: É aquele que nomeia um ser entre outros da mesma espécie. Exemplo: São Paulo, Maria. Substantivo concreto: É aquele que designa o ser propriamente dito, com existência própria e independente deoutros seres. Esses seres podem ter existência no mundo real ou imaginário. Exemplo: Folha, Pedra Substantivo abstrato: É aquele que designa ação, sensação, estado ou qualidade dos seres. Os seres designados pelos substantivos abstratos tem existência dependente de outros seres. Exemplo: vento, amor, saudade Substantivo simples: É aquele formado por apenas um elemento. Exemplos: flor, moleque, amor, pedra, tempo, sol etc. Substantivo composto: É aquele formado por dois ou mais elementos. Exemplos: couve-flor, pé-de-moleque, amor-perfeito, pedra-sabão, passatempo, girassol etc. Substantivo primitivo: É aquele que não deriva de nenhuma outra palavra dentro da própria língua. Exemplos: escada, ferro, piano, noite etc. Substantivo derivado: É aquele que se origina de outra palavra. Exemplos: escadaria, ferreiro, pianista, noitada etc. Substantivo coletivo: É o substantivo comum que, no singular, designa um conjunto de seres. Exemplo: O grande mapeamento da fauna e flora do Brasil não se faz hoje Flexão de Gênero Substantivos Biformes: apresentam duas formas, ou seja, uma feminina e outra masculina, por exemplo: menino – menina Substantivos Heterônimos: apresentam formas para ambos os gêneros, porém com radicais distintos, por exemplo: mulher – homem Substantivos Uniformes: apresentam somente uma forma para ambos os gêneros e são classificados em: Comum de dois: apresenta uma forma para ambos os gêneros, diferenciada somente pelo artigo feminino “a” e o masculino “o”, por exemplo: o estudante – a estudante. Sobrecomum: apresenta uma forma e um artigo (masculino ou feminino) para ambos os gêneros, por exemplo: a criança; o indivíduo; a pessoa; o gênio. 9 Epiceno: utilizado para distinguir os animais (macho ou fêmea), os epicenos apresentam uma forma e um artigo (masculino ou feminino) para ambos os gêneros, por exemplo: a piranha (macho ou fêmea) 4.2 ADJETIVO Adjetivo é a classe de palavras encarregada de atribuir características aos substantivos, ou seja, indicar suas qualidades e estados. Eles são termos que variam em gênero (feminino e masculino), número (singular e plural) e grau (comparativo e superlativo). Tipos de Adjetivos Adjetivo Simples – apresenta somente um radical. Exemplos: pobre, magro, triste. Adjetivo Composto – apresenta mais de um radical. Exemplos: luso-brasileiro, superinteressante. Adjetivo Primitivo – palavra que dá origem a outros adjetivos. Exemplos: bom, alegre, puro. Adjetivo Derivado – palavras que derivam de substantivos ou verbos. Exemplos: escultor (verbo esculpir), formoso (substantivo formosura). Gênero dos Adjetivos Adjetivos Uniformes – apresentam uma forma para os dois gêneros (feminino e masculino). Exemplo: feliz. Adjetivos Biformes – a forma varia conforme o gênero (masculino e feminino). Exemplo: carinhoso, carinhosa. Número dos Adjetivos Os adjetivos podem estar no singular ou no plural, concordando com o número do substantivo a que se referem. Assim, a sua formação se assemelha à dos substantivos. O plural dos adjetivos compostos é feito da seguinte forma: Apenas o segundo elemento é flexionado, no caso de adjetivos compostos formados por dois adjetivos. Exemplos: Pacto socioeconômico e causa socioeconômica (flexão de gênero) Escola anglo-americana e escolas anglo-americanas (flexão de número) *Exceção: meninos surdos-mudos. Os adjetivos compostos em que o segundo elemento é um substantivo são invariáveis em gênero e número. Exemplos: Vestido verde-alface e Camisa verde-alface (flexão de gênero) Tinta amarelo-ouro e tintas amarelo-ouro (flexão de número) Grau dos Adjetivos Quanto ao grau, os adjetivos são classificados em Comparativo (utilizado para comparar qualidades) e Superlativo (utilizado para intensificar qualidades). Grau Comparativo Comparativo de Igualdade: O professor de matemática é tão bom quanto o de geografia. Comparativo de Superioridade: Marta é mais habilidosa do que a Patrícia. 10 Comparativo de Inferioridade: João é menos feliz que Pablo. Grau Superlativo Superlativo Absoluto: Analítico: A moça é extremamente organizada. Sintético: Luiz é inteligentíssimo. Superlativo Relativo de: Superioridade – A menina é a mais inteligente da turma. Inferioridade – O garoto é o menos esperto da classe. Adjetivos Pátrios Chamados também de “adjetivos gentílicos“, os adjetivos pátrios indicam o local de origem ou nacionalidade da pessoa, por exemplo: brasileiro, carioca, paulista, europeu, espanhol. Locução Adjetiva A locução adjetiva é o conjunto de duas ou mais palavras que possuem valor de adjetivo. Exemplos: Amor de mãe – Amor maternal Doença de boca – Doença bucal Carne de boi – Carne bovina Festas de junho – Festas juninas 4.3 ARTIGO É a palavra que antecede o substantivo, determinando seu número (singular ou plural) e seu gênero (feminino ou masculino). Os artigos são classificados em: Artigos Definidos: palavras que determinam o substantivo de forma precisa, especifica-o. Artigos Indefinidos: termos que indicam o substantivo de forma imprecisa, genérica, ao invés de especificar. Artigo Definido: Os artigos definidos, como o próprio nome indica, definem ou individualizam os substantivos, seja uma pessoa, objeto ou lugar. São eles: A – feminino (gênero), singular (número) O – masculino (gênero), singular (número) As – feminino (gênero), plural (número) Os – masculino (gênero), plural (número) Exemplos: O rapaz saiu para almoçar. Compramos a câmera que desejávamos. Pablo viajou com os amigos. Ana comeu as encomendas. Artigo Indefinido: Os artigos indefinidos indicam de maneira vaga, indeterminada ou imprecisa, uma pessoa, objeto ou lugar ao qual não se fez menção anterior no texto. São eles: Um – masculino (gênero), singular (número). Uma – feminino (gênero), singular (número). 11 Uns – masculino (gênero), plural (número). Umas – feminino (gênero), plural (número). Exemplos: Um dia sairemos dessa cidade. Uma vez passamos pela cidade dela. Pedro não quis sair com uns colegas de trabalho. Eu quero comprar umas pinturas para essa casa. Características dos Artigos Os artigos sempre devem concordar com substantivo em gênero (masculino e feminino) e número (singular e plural). a menina – as meninas; o garoto – os garotos; um mês – uns meses; uma mesa – umas mesas. Os artigos podem ser combinados com preposições. ao/aos (a+ o/os) à/às (a+ a/as) da/das (de+ a/as) do/dos (de+ o/os) na/nas (em+ a/as) no/nos (em+ o/os) num/nuns (em+ um/uns) numa/numas (em+uma/umas) dum/duns (de+ um/uns) duma/dumas (de+ uma/umas) 4.4 PRONOME É a classe de palavras que reúne unidades em número limitado e que se refere a um significado léxico pela situação ou por outras palavras do contexto. De modo geral, esta referência é feita a um objeto substantivo considerando-o apenas como pessoa localizada do discurso. Os pronomes podem ser: pessoais, possessivos, demonstrativos (abarcando o artigo definido), indefinidos (abarcando o artigo indefinido), interrogativos e relativos. Classificação dos pronomes Pronomes Pessoais: São os pronomes que indicam as pessoas do discurso e são classificados em pronomes pessoais do caso reto e pronomes pessoais do caso oblíquo. Pessoas do Verbo Pronomes do Caso Reto Pronomes do Caso Oblíquo 1ª pessoa do singular eu me, mim, comigo 2ª pessoa do singular tu (você) te, ti, contigo 12 3ª pessoa do singular ele, ela o, a lhe, se, si, consigo 1ª pessoa do plural nós nos, conosco 2ª pessoa do plural vós (vocês) vos, convosco 3ª pessoa do plural eles, elas os, as, lhes, se, si, consigo Os pronomes oblíquos se dividem em átonos e tônicos. Átonos: são os pronomes do caso oblíquo que não possuem preposição em sua formação: me, te, lhe, o, a, se, nos, vos, lhes, os, as, se. Tônicos: são os pronomes do caso oblíquo que possuem preposição em sua formação: mim, comigo, ti, contigo,si, consigo, conosco, convosco. Observação: Se a preposição é com, dizemos comigo, contigo, consigo, conosco, convosco, e não: com mi, com ti, com si, com nós, com vós. No entanto, empregam-se com nós e com vós, quando estes pronomes tônicos vêm seguidos ou precedidos de: mesmos, próprios, todos, outros, ambos, numeral ou oração adjetiva, a fim de evidenciar o antecedente: Exemplos: “Há um céu para nós outros na imortalidade das nossas obras terrenas” Com vós todos ou com todos vós. Com vós ambos ou com ambos vós. Pronomes Possessivos: São os pronomes que indicam posse às três pessoas do discurso e variam em gênero e número. 1ª pessoa (singular) meu minha meus minhas 2ª pessoa (singular) teu tua teus tuas 3ª pessoa (singular) seu sua seus suas 1ª pessoa (plural) nosso nossa nossos nossas 1ª pessoa (plural) vosso vossa vossos vossas 1ª pessoa (plural) seu sua seus suas Pronomes Demonstrativos: São os pronomes que são utilizados para indicar algo. Reúnem palavras variáveis que indicam a posição dos seres em relação às pessoas. Pronomes Demonstrativos Singular Plural Feminino esta, essa, aquela estas, essas, aquelas Masculino este, esse, aquele estes, esses, aqueles 13 Pessoas do Verbo Pronomes Utilizados Localização do Elemento Primeira pessoa este, esta, estes, estas, isto quando o elemento está com a pessoa que fala ou próximo dela Segunda pessoa esse, essa, esses, essas, isso quando o elemento está com quem se fala Terceira pessoa aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo quando o elemento não está com a pessoa que fala e nem com a pessoa com quem se fala Exemplos: Este livro (perto da pessoa que fala) Esse livro (longe da pessoa que fala ou perto da pessoa com quem se fala) Aqueles livros (distante de quem fala e com quem se fala) São pronomes demonstrativos também: o, mesmo, próprio, semelhante e tal. Exemplo: Farei somente o que me pedir. (Farei somente aquilo que me pedir) Ela não conseguirá fazer semelhante bolo. (Ela não conseguirá fazer aquele bolo) Tais ações são imperdoáveis. (Essas ações são imperdoáveis) Mesmo(s) e Próprio(s) são demonstrativos de reforço. Exemplo: Você só gosta de fazer a mesma coisa. Ele próprio procurou os documentos. Pronomes Indefinidos: São aqueles que se aplicam à 3ª pessoa quando têm sentido vago ou exprimem quantidade indeterminada. Eles podem ser variáveis ou invariáveis. Seguem exemplos na tabela adiante: Variáveis Invariáveis nenhum, nenhuns, nenhuma, nenhumas ninguém algum, alguns, algumas, algumas alguém todo, todos, toda, todas tudo outro, outros, outra, outras outrem muito, muitos, muita, muitas nada pouco, poucos, pouca, poucas cada 14 certo, certos, certa, certas algo vários, vários, tanto, tanta, tantos, tantas, quanto, quantos, quanta, quantas, qualquer, quaisquer – Além disso, podem ser classificados como SUBSTANTIVOS ou ADJETIVOS. Pronomes Indefinidos Substantivos: assumem o lugar do ser ou da quantidade aproximada de seres na frase. Exemplo: Algo o incomoda? Alguém pode me ajudar? Pronomes Indefinidos Adjetivos: qualificam um ser expresso na frase, conferindo-lhe a noção de quantidade aproximada. Exemplo: Cada povo tem seus costumes. Certas pessoas exercem várias profissões. Pronomes Interrogativos: São os pronomes que são empregados nas perguntas, diretas ou indiretas. São eles: Que, Quem, Qual Quanto. Exemplo: – Quem veio aqui? – Que peça, senhor? – Qual consideras melhor? – Quantos vieram? No lugar de “que”, podemos usar a forma enfática “o que”. Que será feito? ou O que será feito? Pronomes de Tratamento: Existem formas substantivas de tratamento indireto de 2.ª pessoa que flexionam o verbo para a 3.ª pessoa. São as chamadas formas substantivas de tratamento ou formas pronominais de tratamento: Exemplo: você, vocês (tratamento familiar, íntimo, informal) o senhor, a senhora (tratamento cerimonioso, formal, respeitoso) Aos pronomes de tratamento pertencem as formas de reverência que consistem em nos dirigirmos às pessoas pelos seus atributos ou qualidades que ocupam: Pronome de Tratamento Abreviações Emprego Vossa Alteza V.A.(singular) e V.V.A.A. (plural) para príncipes, duques Vossa Eminência V. Ex.ª / V.Em.ªs para cardeais 15 Vossa Excelência V. Ex.ª/V. Ex.ªs para altas patentes militares, ministros, Presidente da República, Deputados, Senadores, Embaixadores, pessoas de alta categoria, bispos e arcebispos Vossa Magnificência V. Mag.ª / V.Mag.ªs para reitores de universidade Vossa Majestade V.M. / V.V.M.M. para reis, imperadores Vossa Santidade V.S. para o Papa Vossa Onipotência Não se abrevia para Deus Vossa Reverendíssima V. Rev.m.ª/V. Rev.m.ªs para sacerdotes Vossa Senhoria V. S.ª/V. S.ªs para oficiais até coronel, funcionários graduados, pessoas de cerimônia, nas correspondências e textos escritos O substantivo gente, precedido do artigo a e em referência a um grupo de pessoas em que se inclui a que fala, ou a esta sozinha, passa a pronome e se emprega fora da linguagem cerimoniosa. Em ambos os casos o verbo fica na 3.ª pessoa do singular. Ex.: É verdade que a gente, às vezes, tem cá as suas birras. Pronomes Relativos: São os que normalmente se referem a um termo anterior chamado antecedente. Sendo assim, ele desempenha dois papéis gramaticais: o de sua referência ao antecedente como pronome e o de transpositor de oração, ou seja, função conectiva. Invariáveis Variáveis que o qual, os quais, a qual, as quais quem cujo, cujos, cuja, cujas quando quanto, quantos, quantas como onde Quem se refere a pessoas ou coisas personificadas e sempre aparece precedido de preposição. 16 Que e o qual se referem a pessoas ou coisas. Que e quem funcionam como pronomes substantivos. O qual aparece como substantivo ou adjetivo Onde, como pronome relativo, refere-se a lugar e pode ser substituído por em que 4.5 ADVÉRBIO É a expressão modificadora que por si só denota uma circunstância (de lugar, de tempo, modo, intensidade, condição, etc.). Os advérbios flexionam em grau (comparativo e superlativo). Eles se referem a um verbo, a um adjetivo, a outro advérbio ou, até mesmo, a uma declaração inteira. Numa oração, ele desempenha a função de adjunto adverbial. Exemplo: João escreve bem (advérbio em referência ao verbo). João é muito bom escritor (advérbio em referência ao adjetivo bom). João escreve muito bem (advérbio em referência ao advérbio bem). Felizmente João chegou (advérbio em referência a toda a declaração:João chegou; o advérbio deste tipo geralmente exprime um juízo pessoal de quem fala. Classificação dos Advérbios Advérbio de Modo: Bem, mal, assim, melhor, pior, depressa, devagar, acinte, debalde e grande parte das palavras que terminam em “-mente”: cuidadosamente, calmamente, tristemente, dentre outros. Exemplos Fui bem nas questões. Estava andando depressa por causa do temporal. Advérbio de Intensidade: Muito, demais, pouco, tão, quão, demasiado, bastante, imenso, demais, mais, menos, quanto, quase, tanto, tudo, nada, todo. Exemplos: Comeu demasiado no jantar. Ela gosta bastante de jogar futebol. Advérbio de Lugar: Aí, aqui, acolá, cá, lá, ali, adiante, abaixo, embaixo, acima, adentro, dentro, afora, fora, defronte, atrás, detrás , atrás, além, aquém, antes, aonde, longe, perto. Exemplos: Minha casa é ali. O livro está embaixo da cama. Advérbio de Tempo: Hoje, já, afinal, logo, agora, amanhã, amiúde, antes, ontem, tarde, breve, cedo, depois, enfim, entrementes, ainda, jamais, nunca, sempre, outrora, primeiramente, imediatamente, antigamente, provisoriamente, sucessivamente, constantemente. Exemplos: Ontem estivemos numa reunião de trabalho. Sempre estamos juntos. Advérbio de Negação: Não, nem, tampouco, nunca, jamais. Exemplos: Jamais voltarei ao estabelecimento dele. Não saiu de casa o dia todo. Advérbio de Afirmação:Sim, deveras, indubitavelmente, decididamente, certamente, realmente, decerto, certo, efetivamente. Exemplos: Certamente viajarei em dezembro.. Ele gostou deveras dos países que visitou. 17 Advérbio de Dúvida: Possivelmente, provavelmente, acaso, porventura, quiçá, será, talvez, casualmente. Exemplos: Provavelmente irei ao banco. Quiçá chova hoje. 4.6 PREPOSIÇÃO Unidade linguística desprovida de independência. Classe invariável que liga dois termos da oração numa relação de subordinação. O termo anterior à preposição chama- se antecedente ou subordinante, e o posterior chama-se consequente ou subordinado. O subordinante pode ser substantivo, adjetivo, pronome, verbo, advérbio ou interjeição. Exemplos: livro de história Útil a todos Alguns de vocês Necessito de ajuda Referentemente ao assunto Ai de mim! Já o termo subordinado (após a preposição) é constituído por substantivo, adjetivo, verbo (no infinitivo ou no gerúndio) ou advérbio Exemplos: casa de Pedro Pulou de contente Gosta de estudar Em chegando Ficou por aqui Classificação das Preposições Preposições essenciais: são aquelas que funcionam apenas como preposição: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, per, perante, por, sem, sob, sobre, trás. Preposições acidentais: são as palavras de outras classes gramaticais que fazem as vezes de preposição: afora, fora, como, conforme, consoante, durante, exceto, mediante, menos, salvo, segundo, visto, após, etc. Locuções Prepositivas: A locução prepositiva é formada por duas ou mais palavras com o valor de preposição, sempre terminando por uma preposição: abaixo de, acima de, a fim de, além de, antes de, até a, depois de, ao invés de, em vez de, ao lado de, em que pese a, à custa de, em via de, à volta com, defronte de, a par de, perto de, por causa de, através de, etc. Combinação, Contração e Crase Combinação é quando não há perda de elementos fonéticos Exemplos: Aonde (a + onde) Ao (a + o) Aos (a + os) Contração é quando há perda de elementos fonéticos na junção da preposição com outra palavra Exemplos: Do (de + o) Desta (de + esta) Dessa (de + essa) 18 Dum (de + um) No (em + o) Neste (em + este) Nisso (em + nisso) Crase é a fusão de duas vogais idênticas que veremos mais detalhadamente nas próximas aulas. Exemplos: à (contração da preposição a + o artigo a) Àquilo (contração da preposição a + a primeira vogal do pronome demonstrativo aquilo) 4.7 CONJUNÇÃO Unidades que têm por missão reunir orações num mesmo enunciado. A conjunção liga duas orações ou duas palavras de mesmo valor gramatical, estabelecendo uma relação entre elas. As conjunções são divididas em coordenadas (coordenativas) e subordinadas (subordinativas). Coordenadas: Ligam orações que pertencem ao mesmo nível sintático. Dizem- se independentes umas das outras, logo, podem aparecer em enunciados separados. Exemplos: Pedro fez concurso para medicina, e Maria se prepara para a mesma profissão. O exemplo acima poderia, sem prejuízo, ser reescrito em dois enunciados separados e independentes: Pedro fez o concurso para medicina. Maria se prepara para a mesma profissão. Por isso, a conjunção coordenativa é um conector. Subordinadas: Ligam orações que se dizem dependentes umas das outras, logo, não podem aparecer em enunciados separados. Aqui, a conjunção assinala qual oração poderia aparecer sozinha. Exemplos: Soubemos que vai chover. No exemplo acima, a oração “vai chover” poderia aparecer em um enunciado sozinha, tendo em vista o seu sentido completo. No entanto, ao ser conectada à oração “Soubemos”, ela passou a exercer um nível inferior da estruturação gramatical, a função de palavra, já que “vai chover” se tornou objeto direto do núcleo verbal soubemos. Essa é apenas mais uma função das conjunções subordinadas. Classificação das conjunções coordenadas Aditivas: Exprimem soma, adição de pensamentos: e, nem, não só… mas também, não só… como também. Exemplo: Paula não fala nem ouve. Adversativas: Exprimem oposição, contraste, compensação de pensamentos: mas, porém, contudo, entretanto, no entanto, todavia. Exemplo: Não fomos os vencedores, todavia exibimos a melhor apresentação. Alternativas: Exprimem escolha: ou…ou, já…já, ora…ora, quer…quer, seja…seja. Exemplo: Ou você vem agora ou você não vai mais. Conclusivas: Exprimem conclusão de pensamento: logo, por isso, pois – quando vem depois do verbo –, portanto, por conseguinte, assim. Exemplo: Chove bastante, portanto não poderemos sair. 19 Explicativas: Exprimem razão, motivo: que, porque, assim, pois (quando vem antes do verbo), porquanto, por conseguinte. Exemplo: Não saímos, porque a babá faltou. Classificação das conjunções subordinadas Integrantes: (que, se): Introduzem orações subordinadas com função substantiva. Exemplo: Quero que você saia já. Causais: (que, porque, como, pois, visto que, já que, uma vez que): Introduzem orações subordinadas que dão ideia de causa. Exemplo: Não fui à aula porque adoeci. Comparativas: (que, do que, como): Introduzem orações subordinadas que dão ideia de comparação. Exemplo: Meu primo é mais inteligente que eu. Concessivas: (embora, ainda que, mesmo que, se bem que, posto que, apesar de que, por mais que, por melhor que). Iniciam orações subordinadas que exprimem um fato contrário ao da oração principal. Exemplo: Vou à praia, mesmo que chova. Condicionais: (se, caso, contanto que, salvo se, desde que, a não ser que): Iniciam orações subordinadas que exprimem hipótese ou condição para que o fato da oração principal se realize ou não. Exemplo: Se não chover, irei ao clube. Conformativas: (segundo, como, conforme): Iniciam orações subordinadas que exprimem acordo, concordância de um fato com outro. Exemplo: Cada um colhe conforme plata. Consecutivas (que, de forma que, de modo que, de maneira que): Iniciam orações subordinadas que exprimem a consequência ou o efeito do que se declara na oração principal. Exemplo: Foi tamanho o susto que ela desmaiou. Temporais: (logo que, antes que, quando, assim que, sempre que): Iniciam orações subordinadas que dão ideia de tempo. Exemplo: Quando as férias chegarem, viajaremos. Finais: (a fim de que, para que): Iniciam orações subordinadas que exprimem uma finalidade. Exemplo: Estamos aqui para que ele fique tranquilo. Proporcionais: (à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto mais, quanto menos, quanto menor, quanto melhor): Iniciam orações subordinadas que exprimem concomitância, simultaneidade. Exemplo: Quanto mais trabalho, menos recebo. 4.8 INTERJEIÇÃO É a expressão com que se traduz os nossos estados emotivos. É mais uma classe gramatical invariável. As interjeições possuem existência autônoma e, a rigor, constituem por si orações. São sempre acompanhadas de um ponto de exclamação. As interjeições podem representar 20 sons vocálicos tradicionais, palavras já correntes na língua ruídos de animais ou de objetos e locuções que expressam sensações. Interjeições comuns De exclamação: viva! De admiração: ah!, oh! De alívio: ah!, eh! De animação: coragem!, eia!, sus! De apelo ou chamamento: ó!, olá!, alô!, psit!, psiu! De aplauso: bem!, bravo! De desejo ou ansiedade: oh!, oxalá!, tomara! De dor física: ai!, ui! De dor moral: oh! De dúvida, suspeita, admiração: hum!, hem! (ou hein) De impaciência: arre!, irra!, apre!, puxa! De imposição de silêncio: psiu! (demorado) De repetição: bis! De satisfação: upa!, oba!, opa! De zombaria: fiau! 4.9 VERBO O verbo é a classe de palavras que exprime ação, estado, mudança de estado, fenômeno da natureza e possui inúmeras flexões, de modo que a sua conjugação é feita mediante as variações de pessoa, número, tempo, modo, voz e aspeto. ESTRUTURA DO VERBO O verbo é formado por três elementos: Radical; Vogal Temática e Desinências. Radical: O radicalé a base. Nele está expresso o significado do verbo. Exemplos: DISSERT- (dissert-ar), ESCLAREC- (esclarec-er), CONTRIBU- (contribu-ir). Vogal Temática: A vogal temática se une ao radical para receber as desinências e, assim, conjugar os verbos. O resultado dessa união chama-se tema. Assim, tema = radical + vogal temática. Exemplos: DISSERTA- (disserta-r), ESCLARECE- (esclarece-r), CONTRIBUI- (contribui-r). A vogal temática indica a qual conjugação o verbo pertence: 1.ª conjugação abrange os verbos cuja vogal temática é A: argumentar, dançar, sambar. 2.ª conjugação abrange os verbos cuja vogal temática é E e O: escrever, ter, supor. 3.ª conjugação abrange os verbos cuja vogal temática é I: emitir, evoluir, ir. Desinências: As desinências são os elementos que junto com o radical promovem as conjugações. Elas podem ser: Desinências modo-temporais quando indicam os modos e os tempos. Desinências número-pessoais quando indicam as pessoas. Exemplos: Dissertávamos (va- desinência de tempo pretérito do modo indicativo), (mos- desinência de 1.ª pessoa do plural) 21 Esclarecerei (re- desinência de tempo futuro do modo indicativo), (i- desinência de 1.ª pessoa do singular) Contribuamos (a- desinência de modo presente do modo subjuntivo), (mos- desinência de 1.ª pessoa do plural) Para conjugarmos os verbos temos de ter em conta as flexões a seguir. Pessoa: 1.ª (eu, nós); 2.ª (tu, vós) e 3.ª (ele, eles). Número: Singular (eu, tu, ele) e Plural (nós, vós, eles). Tempo: Presente, Pretérito e Futuro. Modo: Indicativo, Subjuntivo e Imperativo. Voz: Voz Ativa, Voz Passiva e Voz Reflexiva. FORMAS NOMINAIS As formas nominais são: Infinitivo, Particípio e Gerúndio: Infinitivo Pessoal e Impessoal: O infinitivo não tem valor temporal ou modal. Ele é pessoal quando tem sujeito e é impessoal quando, por sua vez, não tem sujeito. Exemplos: O gerente da loja disse para irem embora. (infinitivo pessoal) Cantar é uma delícia! (infinitivo impessoal) Particípio: O particípio é empregado como indicador de ação finalizada, na formação de tempos compostos ou como adjetivo. Exemplos: Feito o trabalho, vamos descansar! A Ana já tinha falado sobre esse tema. Calados, os filhos ouviram o sermão dos pais. Gerúndio: O gerúndio é empregado como adjetivo ou como advérbio. Exemplos: Encontrei João correndo. Cantando, terminaremos depressa. CLASSIFICAÇÃO DOS VERBOS Os verbos são classificados da seguinte forma: Verbos Regulares: Não têm o seu radical alterado. Exemplos: falar, torcer, tossir. Verbos Irregulares - Nos verbos irregulares, por sua vez, o radical é alterado. Exemplos: dar, caber, medir. Verbos Anômalos: Quando ocorre alterações profundas no radical, Exemplos: Verbos ser e vir. Verbos Defectivos - Os verbos defectivos são aqueles que não são conjugados em todas as pessoas, tempos e modos. Eles podem ser de três tipos: Impessoais: Quando os verbos indicam, especialmente, fenômenos da natureza (não tem sujeito) e são conjugados na terceira pessoa do singular, são verbos impessoais. Exemplos: chover, trovejar, ventar. Unipessoais: Quando os verbos indicam vozes dos animais e são conjugados na terceira pessoa do singular ou do plural, são verbos unipessoais. 22 Exemplos: ladrar, miar, surtir. Pessoais - Quando os verbos têm sujeito, mas não são conjugados em todas as pessoas, são verbos pessoais. Exemplos: banir, falir, reaver. Verbos Abundantes - Os verbos abundantes são aqueles que aceitam duas ou mais formas. É comum ocorrer no Particípio. Exemplos: aceitado e aceito, inserido e inserto, segurado e seguro. NÚMERO E PESSOA O verbo apresenta flexão de número quando indica o singular ou o plural em sua forma. Aparecem no singular quando se referem a uma única pessoa (eu corro/ ela corre) e no plural quando é mais de uma pessoa (nós corremos, eles correm). Logo, os verbos se flexionam em número (singular ou plural) e pessoa (1ª, 2ª, 3ª). MODO O modo verbal indica a atitude do falante em relação à ação que anuncia. (Eu arrependo/ eu arrependi/ eu arrependerei). Modo Indicativo: quando o faltante tem a certeza de sua atitude; o fato é ou será uma realidade. Exemplos: Estudei muito para a prova. Estudarei bastante para essa prova. Modo Subjuntivo: quando o falante não tem certeza da atitude; o fato é duvidoso, incerto. Há uma possibilidade de que aconteça. Exemplos: Pode ser que eu estude hoje. Se eu fosse você, estudaria. Modo Imperativo: quando o falante expressa uma ordem, um pedido ou um conselho. Exemplos: Não sejas tão indisciplinado! Sê tu uma benção! TEMPO Os tempos verbais são três: presente, pretérito e futuro. Vejamos: Presente: tem relação com um fato ou ação que ocorre no momento em que se fala. A professora está muito bonita hoje. Pretérito: tem relação com um fato ou ação que ocorreu anterior à fala. Exemplo: A professora estava muito bonita ontem. Futuro: tem relação com um fato ou ação que irá ocorrer posterior à fala: Exemplo: A professora estará mais bonita amanhã, pois é nossa formatura. VOZ A voz do verbo faz referência ao tipo de relação entre sujeito e verbo. Observe: Voz ativa: acontece quando o sujeito pratica a ação; o sujeito é o agente da ação. 23 Exemplo: O aluno respondeu a pergunta da professora. Voz passiva: acontece quando o sujeito sofre ação. Exemplo: A pergunta da professora foi respondida pelo aluno. • A voz passiva pode ser analítica, como no caso acima ou sintética, como no caso: Aluga-se apartamento. Voz reflexiva: acontece quando o sujeito pratica e sofre a ação. Exemplo: O aluno cortou-se com o estilete 5. FRASE, ORAÇÃO E PERÍODO 5.1 FRASE Frase é todo o enunciado linguístico que tem sentido completo e termina com uma pausa pontuada. Não é necessário haver verbo para a formação de uma frase quando o que foi enunciado tem sentido completo. Exemplos: Silêncio! E agora, José? Choveu. Não sei o que dizer ... As frases são marcadas por entonação que, na escrita, ocorrem com o recurso dos sinais de pontuação. Sem a pontuação, as palavras são apenas vocábulos. 5.2 ORAÇÃO A oração é o enunciado que se organiza em torno de um verbo ou de uma locução verbal. As orações podem ou não ter sentido completo. Vamos Lembrar os conceitos (Locução verbal é a junção de dois ou mais verbos que exercem a função morfológica de um verbo. De maneira geral, as locuções verbais são constituídas por um verbo auxiliar e um verbo principal. Vale lembrar que, como o próprio nome indica, os verbos auxiliares acompanham outros verbos (os principais) e indicam as flexões de número (singular e plural), pessoa (1ª eu/nós; 2ª tu/vós; 3ª ele(a)/eles(as)), modo (indicativo, subjuntivo e imperativo), tempo e voz. Os verbos principais, por sua vez, expressam a ideia central da ação praticada. Exemplo: Ainda estou lendo aquele livro que você me emprestou. Locução Verbal: estou lendo Verbo auxiliar: estou Verbo principal: lendo) Exemplos: Acabamos, finalmente! Levaram tudo. É provável. Estamos indo ... 5.3 PERÍODO https://www.todamateria.com.br/locucao-verbal/ https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/verbo.htm https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/os-verbos-auxiliares-aspectos-relevantes.htm https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/subjuntivo-imperativo-formas-nominais-dos-auxiliares.htm https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/singular-plural.htm https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/singular-plural.htm https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/portugues/o-que-sao-modos-verbais.htm https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/presente-indicativo-quais-os-tempos-que-dele-derivam.htm https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/o-modo-subjuntivo-imperativo-dos-verbos.htm https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/o-modo-subjuntivo-imperativo-dos-verbos.htm https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/formacao-dos-tempos-verbais.htm https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/vozes-verbo.htm24 Período é frase organizada em uma ou mais orações. O período pode ser simples ou composto. Período Simples: O período simples é formado por somente uma oração agrupada em torno de um único verbo ou de uma única locução verbal. Quando isso ocorre, o período é denominado oração absoluta. Exemplos: Estamos felizes com os resultados. Faltam apenas alguns dias. Talvez eu vá. Período Composto: O período composto é formado por mais de uma oração. Nesse caso, a quantidade de orações é sujeita ao número de verbos ou de locuções verbais. Exemplos: Faça como eu pedi. Não sei se tenho coragem. Começou a gritar enquanto ele ia passando. CLASSIFICAÇÃO DO PERÍODO COMPOSTO Conforme a sua formação, o período composto é classificado em: Período Composto por Coordenação: Quando as orações são independentes entre si, ou seja, cada uma delas têm sentido completo. Exemplos: Levantou e começou a trabalhar. Assaltou a loja e correu pela porta dos fundos. Período Composto por Subordinação: Quando as orações relacionam-se entre si. Exemplos: Espero terminar os enfeites até que os convidados comecem a chegar. Fiz a receita mesmo sem saber quais ingredientes levava. Período Misto - quando há a presença de orações coordenadas e subordinadas. Exemplos: Levantei, embora ainda estivesse cheio de sono. Enquanto ele falar, nós vamos escutar. ORAÇÕES COORDENADAS As orações coordenadas podem ser sindéticas ou assindéticas, respectivamente, conforme são utilizadas ou não conjunções. Exemplos: Ora fala, ora não fala. (oração coordenada sindética, marcada pelo uso da conjunção “ora...ora”). As aulas começaram, os deveres começaram e a preguiça deu lugar à determinação. (orações coordenadas assindéticas: “As aulas começaram, os deveres começaram”, oração coordenada sindética: “e a preguiça deu lugar à determinação”.) As orações coordenadas sindéticas podem ser: Aditivas: quando as orações expressam soma. Exemplo: Gosta de praia, mas também gosta de campo. Adversativas: quando as orações expressam adversidade. Exemplo: Gostava do curso, contudo não havia vaga na sua cidade. https://www.todamateria.com.br/periodo-composto-por-coordenacao/ https://www.todamateria.com.br/periodo-composto-por-subordinacao/ https://www.todamateria.com.br/oracoes-coordenadas/ 25 Alternativas: quando as orações expressam alternativa. Exemplo: Vai ele ou vou eu. Conclusivas: quando as orações expressam conclusão. Exemplo: Estão de acordo, então vamos. Explicativas: quando as orações expressam explicação. Exemplo: Fizemos o trabalho hoje porque tivemos tempo. ORAÇÕES SUBORDINADAS As orações subordinadas podem ser substantivas, adjetivas ou adverbiais, conforme a sua função. Substantivas: quando as orações têm função de substantivo. Exemplo: Espero que vocês consigam. Adjetivas: quando as orações têm função de adjetivo. Exemplo: Os concorrente que dormem mais têm um desempenho melhor. Adverbiais: quando as orações têm função de advérbio. Exemplo: À medida que crescem, aumentam as preocupações. 6. TERMOS CONSTITUINTES DA ORAÇÃO Os termos constituintes da oração são as palavras que compõem ou estruturam os discursos linguísticos. São classificados em: Termos essenciais (sujeito e predicado) Termos integrantes (complementos verbais, complemento nominal e agente da passiva) Termos acessórios (adjunto adverbial, adjunto adnominal, aposto e vocativo) 6.1 TERMOS ESSENCIAIS DA ORAÇÃO O nome já indica que não há oração sem a existência do sujeito e do predicado, vistos que correspondem aos termos essenciais da construção frasal. Sujeito O sujeito é a pessoa responsável pela ação, ou seja, é o termo o qual se declara ou enuncia algo. Tipos de Sujeito: Os sujeitos são classificados em: Sujeito Simples: formado por um único núcleo. Exemplo: Maria andava na praia. (um sujeito responsável pela ação) Sujeito Composto: formado por dois ou mais núcleos. Exemplo: Maria, João e Manuel foram fazer compras. (três sujeitos que compõem a ação) Sujeito Oculto: também chamado de "sujeito elíptico ou desinencial", o sujeito oculto não aparece declarado na frase, porém existe uma pessoa que desenvolve a ação. https://www.todamateria.com.br/oracoes-subordinadas/ https://www.todamateria.com.br/oracoes-subordinadas-substantivas/ https://www.todamateria.com.br/oracoes-subordinadas-adjetivas/ https://www.todamateria.com.br/oracoes-subordinadas-adverbiais/ 26 Exemplo: Fui comprar óleo para fritar as batatas. (Segundo a conjugação verbal, fica fácil determinar qual pessoa é responsável por aquela ação, nesse caso, “eu” fui comprar óleo para fritar as batatas.) Sujeito Indeterminado: nesse caso não é possível determinar o sujeito da ação. Ocorre geralmente nas orações que apresentam verbos na 3ª pessoa do plural sem referência ao elemento anterior. Exemplo: Fizeram acusações sobre você. Pode também aparecer nas orações compostas por verbos na 3ª pessoa do singular + partícula “se” (índice de indeterminação do sujeito). Exemplo: Acredita-se na conscientização da população. Sujeito Inexistente: são chamadas de “orações sem sujeito”, uma vez que não há qualquer elemento ao qual o predicado se refere. Esse tipo de sujeito pode ocorrer nas frases que apresentem verbos impessoais, ou seja, o “verbo haver” com significado de existir, acontecer e indicando o tempo passado Exemplo: Houve muitos comentários. Em frases com o “verbo ser” indicando tempo (horas, datas, etc.) e distâncias. Exemplo: São três horas. Ou ser utilizado nas orações que possuam “verbos indicativos” de fenômenos da natureza (chover, nevar, garoar, entardecer, anoitecer, etc.). Exemplo: Chuviscou o dia todo. PREDICADO O predicado corresponde às informações sobre o sujeito os quais concordam com ele em número (singular ou plural) e pessoa (eu, tu, ele, nos, vós, eles). Em outras palavras, o predicado é o termo que se refere ao sujeito constituído de verbos e complementos. Tipos de Predicado Os predicados são classificados em: Predicado Nominal: orações formadas por verbos de ligação (indicam estado), cujo núcleo corresponde a um nome (predicativo do sujeito). Exemplo: As pessoas permanecem caladas. Note que o predicativo do sujeito designa o termo responsável por exprimir o estado ou modo de ser do sujeito, de modo que destaca uma característica ou atributo do sujeito. Predicado Verbal: expressa ação, sendo o núcleo um verbo que podem ser: transitivo direto (VTD), transitivo indireto (VTI), transitivo direto e indireto (VTDI) ou intransitivo (VI). Exemplo: Luana viajou.(verbo intransitivo) A menina gosta de vestidos novos. (verbo transitivo indireto) Predicado Verbo-Nominal: nesse caso, o predicado é formado por dois núcleos, ou seja, um nome e um verbo. Exemplo: A menina chegou atrasada na escola. No exemplo, temos o verbo “chegar” com o predicativo “atrasada”, uma vez que refere-se e complemente diretamente o sujeito “menina”, sendo, portanto, predicativo do sujeito. 6.2 TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO https://www.todamateria.com.br/sujeito-indeterminado/ https://www.todamateria.com.br/indice-de-indeterminacao-do-sujeito/ https://www.todamateria.com.br/verbos-impessoais/ https://www.todamateria.com.br/predicado-nominal/ https://www.todamateria.com.br/predicado-verbal/ https://www.todamateria.com.br/predicado-verbo-nominal/ https://www.todamateria.com.br/predicativo-do-sujeito/ 27 Os termos integrantes complementam os termos essenciais da oração (sujeito e predicado), são eles: os complementos verbais (objeto direto e indireto); o complemento nominal e o agente da passiva. Embora alguns estudiosos classifiquem o agente da passiva como um termo acessório. Complemento Verbal: Os complementos verbais constituintes da oração são classificados em: Objeto Direto: Termo não regido por preposição o qual completa o sentido do verbo transitivo direto (VTD); pode ser trocado poro, as, os, as. Exemplo: Bianca esperava o namorado. Objeto Indireto: Termo regido por preposição o qual completa o sentido do verbo transitivo direto (VTI). Exemplo: Marcela gosta de chocolates. Complemento Nominal: O complemento nominal corresponde aos termos que complementam os nomes por meio de preposição, que podem ser substantivos, adjetivos e advérbios. Exemplo: Joana tem orgulho do filho. Agente da Passiva: É o termo utilizado para determinar o praticante da ação na voz verbal passiva, onde o sujeito é denominado “paciente”, ou seja, recebe a ação expressa pelo verbo. Geralmente são acompanhados por preposição (por, pelo ou de). Exemplo: A casa foi arrumada pelo filho (agente da passiva). 6.3 TERMOS ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO Os termos acessórios da oração apresentam função secundária na construção das orações, visto que são utilizados em determinados contextos sendo dispensáveis em outros. Os termos acessórios possuem a função de determinar os substantivos exprimindo circunstâncias, são eles: adjunto adverbial, adjunto adnominal, aposto e vocativo. Adjunto Adverbial: Corresponde ao termo que se refere ao verbo, ao adjetivo e ao advérbio. São classificados em: modo, tempo, intensidade, negação, afirmação, dúvida, finalidade, matéria, lugar, meio, concessão, argumento, companhia, causa, assunto, instrumento, fenômeno da natureza, paladar, sentimento, preço, oposição, acréscimo, condição. Exemplo: Felizmente a noiva chegou (adjunto adverbial de modo). Adjunto Adnominal: É o termo que indica o agente da ação, de forma que caracteriza, modifica, determina ou qualifica o nome ao qual se refere (substantivo). Exemplo: As duas crianças pequenas brincaram. Aposto: É o termo encarregado de explicar ou detalhar melhor o nome ao qual se refere. Exemplo: Brasília, capital do Brasil, foi construída na década de 60. Vocativo: É um termo independente da oração que não se relaciona com o sujeito ou predicado. Ele indica o “chamamento” ou a “invocação” de uma pessoa ou de um ser (interlocutor), sendo isolado por vírgulas. Exemplo: Pessoal, vamos para a festa. 7. TRANSITIVIDADE VERBAL https://www.todamateria.com.br/complemento-verbal/ https://www.todamateria.com.br/objeto-direto/ https://www.todamateria.com.br/objeto-indireto/ https://www.todamateria.com.br/complemento-nominal/ https://www.todamateria.com.br/termos-acessorios-da-oracao/ 28 A transitividade verbal indica a relação entre os verbos transitivos e os seus complementos. Isso porque, sozinho, o verbo transitivo não tem sentido completo, o que significa que ele tem que transitar para um elemento que o complete. Exemplos: Entregaram a encomenda. Vendo quadros. Segure isto, por favor! De acordo com o tipo de complemento os verbos são classificados da seguinte forma: Verbo transitivo direto (VTD): Verbo que não tem sentido completo e precisa de um complemento, geralmente introduzido sem preposição, que conclua o quê ou quem. Esse complemento é chamado de objeto direto. Exemplos: A mesa 3 pediu a carne bem passada. (Pediu o quê? A carne.) Terminei a análise. (Terminei o quê? A análise) Agora sim, entendo meus pais.(Entende quem? Meus pais) Verbo transitivo indireto (VTI): Verbo que não tem sentido completo e precisa de um complemento que conclua com quem, de quê ou de quem, em quê, para quê ou para quem, por quem. Acompanhado de preposição obrigatória, o complemento desse tipo de verbo é chamado de objeto indireto. Exemplos: Não acredito no que ele diz. (Não acredito em quê? No que ele diz) Esperei-lhe pacientemente. (Esperei por quem? Por ele/ela) Podemos ir com você? (Ir com quem? Com você) Verbo transitivo direto e indireto (VTDI): Também chamado de bitransitivo, é o verbo que não tem sentido completo e que precisa de objeto direto e indireto. Assim, o verbo transitivo direto e indireto precisa de dois complementos, um dos quais sem preposição obrigatória (objeto direto) e outro que exige preposição (objeto indireto). O objeto direto e indireto completa o verbo com a informação sobre o quê a quem. Exemplos: Enviei os postais aos clientes. (Enviei o quê a quem? Os postais aos clientes) Agradeceu a oportunidade ao chefe. (Agradeceu o quê a quem? A oportunidade ao chefe) Expus minhas dificuldades ao professor. (Expus o quê a quem? Minhas dificuldades ao professor) Transitividade X Intransitividade verbal: Enquanto a transitividade do verbo indica a necessidade de completar o seu sentido com complementos, a intransitividade verbal indica que os verbos têm sentido completo. Assim, sozinhos, os verbos intransitivos conseguem transmitir a informação sobre o sujeito. Isso não quer dizer que uma oração cujo verbo seja intransitivo tenha obrigatoriamente que acabar nesse verbo, mas se acabasse no verbo a oração seria compreensível. É que muitas vezes, com os exemplos dados de verbos intransitivos, os alunos acabam concluindo que não há mais nada depois dele, e quando há, descartam logo a possibilidade da intransitividade. Muito facilmente os alunos identificam "João nasceu", "A planta morreu", "Adormeci" como intransitivos, mas se acrescentamos algo a mais, eles param e ficam pensando… Exemplo: João nasceu ontem. A planta morreu de sede. Adormeci cedo. As informações que seguem os verbos intransitivos podem ser classificadas como adjunto adverbial (é o caso de "ontem", "de sede" e "cedo" dos exemplos acima). 8. CONCORDÂNCIA https://www.todamateria.com.br/objeto-direto/ https://www.todamateria.com.br/objeto-indireto/ https://www.todamateria.com.br/objeto-direto-e-indireto/ 29 A Concordância é o modo em que se organiza uma frase conforme os demais termos. A concordância é muito complexa, já que no português uma única palavra pode modificar a frase inteira. Iremos estudar a concordância separadamente, em nominal e verbal sendo que a nominal também concorda com a verbal (verbo-nominal). Exemplo: Nós não estivemos querendo mais sair de casa. Observe que o Sujeito, Nós concorda com o verbo estar em número (ambos na 1ª pessoa do plural). Como você já viu e provavelmente observou, existe nessa frase um verbo no gerúndio, ocorrendo a forma composta, logo estivemos querendo concorda com quisemos. Nesse exemplo ocorre a concordância verbal e a verbo-nominal. Os garotos eram felizes. Observe que no Sujeito Os garotos o artigo concorda com o substantivo em número e gênero. O adjetivo felizes concorda com o sujeito em número, já que este adjetivo não se flexiona em gênero. O verbo eram também concorda com o Sujeito em número. Neste caso ocorre a concordância nominal e a verbo-nominal. 8.1 CONCORDÂNCIA NOMINAL É a relação que se estabelece entre as classes de palavras (nomes). É o que faz com que substantivos concordem com pronomes, numerais e adjetivos, entre outros. Exemplo: Estas três obras maravilhosas estavam esquecidas na biblioteca. Neste caso, pronome, numeral e adjetivo concordam com o substantivo "obras". "Estas" e não "estes" obras, pronome que está no plural, já que a oração refere que são três e não apenas uma obra maravilhosa. E por que "maravilhosas" e não "maravilhoso"? Porque o substantivo está no plural e é feminino, ou seja, tudo muito bem combinado. REGRAS DE CONCORDÂNCIA NOMINAL Adjetivo e um substantivo: O adjetivo deve concordar em gênero e número com o substantivo. Exemplo: Que pintura bonita! Quando há mais do que um substantivo: O adjetivo deve concordar com aquele que está mais próximo. Exemplo: Que bonita pintura e poema! Mas, se os substantivos forem nomes próprios, o adjetivo deve ficar no plural. Exemplo: Debaixo dos Caracóis dos seus Cabelos é uma composição dos grandes Roberto Carlos e Erasmo Carlos em homenagem à Caetano Veloso. Quando há mais do que um substantivo e o adjetivo vem depois dos substantivos: Deve concordar com aquele que está mais próximo ou com todos eles. Exemplos: Que pintura e poema bonito! Que poema e pintura bonita!Que pintura e poema bonitos! Que poema e pintura bonitos! Substantivo e mais do que um adjetivo: Quando um substantivo é caracterizado por mais do que um adjetivo, a concordância pode ser feita das seguintes formas: https://pt.wikibooks.org/wiki/Portugu%C3%AAs/Concord%C3%A2ncia/Nominal https://pt.wikibooks.org/wiki/Portugu%C3%AAs/Concord%C3%A2ncia/Verbal 30 Colocando o artigo antes do último adjetivo. Exemplo: Adoro a comida italiana e a chinesa. Colocando o substantivo e o artigo que o antecede no plural. Exemplo: Adoro as comidas italiana e chinesa. Números ordinais Nos casos em que há número ordinais antes do substantivo: O substantivo pode ser usado tanto no singular como no plural. Exemplos: A segunda e a terceira casa. A segunda e a terceira casas. Nos casos em que há número ordinais depois do substantivo: O substantivo deve ser usado no plural. Exemplo: As casas segunda e terceira. Expressões Anexo: A palavra "anexo" deve concordar em gênero e número com o substantivo. Exemplos: Segue anexo o recibo. Segue anexa a fatura. Mas, a expressão "em anexo" não varia. Exemplo: Segue em anexo a fatura. Bastante(s): Quando tem a função de adjetivo, a palavra "bastante" deve concordar em gênero e número com o substantivo. Exemplo: Recebemos bastantes telefonemas. Quando tem a função de advérbio: a palavra "bastante" não varia. Exemplo: Eles cantam bastante bem. Meio: Quando tem a função de adjetivo a palavra "meio" deve concordar em gênero e número com o substantivo. Exemplos: Atrasado, tomou meio copo de leite e saiu correndo. Atrasado, tomou meia xícara de leite e saiu correndo. Quando tem a função de advérbio: A palavra "meio" não varia. Exemplo: Ele é meio maluco. Ela é meio maluca. Menos: A palavra "menos" não varia. Exemplos: Hoje, tenho menos alunos. Hoje, tenho menos alunas. É proibido, é bom, é necessário: As expressões "é proibido, é bom, é necessário" não variam, a não ser que sejam acompanhadas por determinantes que as modifiquem. Exemplos: É proibido entrada. É proibida a entrada. Verdura é bom. A verdura é boa. Paciência é necessário. 31 A paciência é necessária 8.2 CONCORDÂNCIA VERBAL A Concordância verbal é a relação estabelecida de forma harmônica entre sujeito e verbo. Isso quer dizer que quando o sujeito está no singular, o verbo também deve estar; quando o sujeito estiver no plural, o verbo também estará. Exemplos: Eu adoro quando as flores desabrocham na Primavera. Elas adoram quando as flores desabrocham na Primavera. Cristina e Eva entraram no hospital. Parece simples, mas há várias situações que provocam dúvidas não só nos alunos, mas em qualquer falante da língua portuguesa. Vamos a elas! Regras para sujeito simples Sujeito coletivo: Nesta situação, o verbo fica sempre no singular. Exemplo: A multidão ultrapassou o limite. Por outro lado, se o coletivo estiver especificado, o verbo pode ser conjugado no singular ou no plural. Exemplo: A multidão de fãs ultrapassou o limite. A multidão de fãs ultrapassaram o limite. Coletivos partitivos: O verbo pode ser usado no singular ou no plural em coletivos partitivos, tais como "a maioria de", "a maior parte de", "grande número de". Exemplo: Grande número dos presentes se retirou. Grande número dos presentes se retiraram. Expressões "mais de", "menos de", "cerca de": Nestes casos, o verbo concorda com o numeral. Exemplo: Mais de uma mulher quis trocar as mercadorias. Mais de duas pessoas chegaram antes do horário. Nos casos em que “mais de” é repetido indicando reciprocidade, o verbo vai para o plural. Exemplo: Mais de uma professora se abraçaram. Nomes próprios: Com nomes próprios, a concordância deve ser feita considerando a presença ou não de artigos. Exemplo: Os Estados Unidos influenciam o mundo. Estados Unidos influencia o mundo. Pronome relativo "que": O verbo deve concordar com o antecedente do pronome “que”. Exemplo: Fui eu que levei. Foste tu que levaste. Foi ele que levou. Pronome relativo "quem": O verbo pode ser conjugado na terceira pessoa do singular ou pode concordar com o antecedente do pronome "quem". Exemplo: Fui eu quem afirmou. Fui eu quem afirmei. 32 Expressão "um dos que": Este é mais um dos casos em que tanto o verbo pode ser conjugado no singular como no plural. Exemplo: Ele foi um dos que mais contribuiu. Ele foi um dos que mais contribuíram. REGRAS PARA SUJEITO COMPOSTO Sujeitos formados por sinônimos: O verbo tanto pode ir para o plural, como pode ficar no singular e concordar com o núcleo mais próximo. Exemplo: Preguiça e lentidão destacaram aquela gerência. Preguiça e lentidão destacou aquela gerência. Sujeito formado por palavras em graduação e enumeração: Este é mais um caso em que tanto o verbo pode flexionar para o plural, como também pode concordar com o núcleo mais próximo. Um mês, um ano, uma década de poder não supriu a saúde. Um mês, um ano, uma década de poder não supriram a saúde. Sujeito formado por pessoas gramaticais diferentes: Nesta situação, o verbo vai para o plural e concorda com a pessoa, por ordem de prioridade. Exemplo: Eu, tu e Cássio só chegaremos ao fim da noite. (eu, 1.ª pessoa + tu, 2.ª pessoa + ele, 3.ª pessoa), ou seja, a 1.ª pessoa do singular tem prioridade e, no plural, ela equivale a nós, ou seja, "nós chegaremos". Exemplo: Jair e eu conseguimos comprar um apartamento. (eu, 1.ª pessoa + Jair, 3.ª pessoa). Aqui também é a 1.ª pessoa do singular que tem prioridade. No plural, ela equivale a nós, ou seja, "nós conseguimos". Sujeitos ligados por "ou": Os verbos ligados pela partícula "ou" vão para o plural quando a ação verbal estiver se referindo a todos os elementos do sujeito. Exemplo: Doces ou chocolate desagradam ao menino. Quando a partícula “ou” é utilizada como retificação: O verbo concorda com o último elemento. Exemplo: A menina ou as meninas esqueceram muitos acessórios. Mas, quando a ação verbal é aplicada a apenas um dos elementos, o verbo permanece no singular. Exemplo: Laís ou Elisa ganhará mais tempo. Sujeitos ligados por "nem": Quando os sujeitos são ligados por "nem", o verbo vai para o plural. Exemplo: Nem chuva nem frio são bem recebidos. Sujeitos ligados por "com": Quando semelhante à ligação "e", o verbo vai para o plural. Exemplo: O ator com seus convidados chegaram às 6 horas. Mas, quando "com" representar “em companhia de”: O verbo concorda com o antecedente e o segmento "com" é grafado entre vírgulas: Exemplo: O pintor, com todos os auxiliares, resolveu mudar a data da exposição. 33 Sujeitos ligados por "não só, mas também", "tanto, quanto", "não só, como": Nesses casos, o verbo vai para o plural ou concorda com o núcleo mais próximo. Exemplo: Tanto Rafael como Marina participaram da mostra. Tanto Rafael como Marina participou da mostra. Partícula "se": No caso em que a palavra "se" é índice de indeterminação do sujeito, o verbo deve ser conjugado na 3.ª pessoa do singular. Exemplo: Confia-se em todos. No caso em que a palavra "se" é partícula apassivadora, o verbo deve ser conjugado concordando com o sujeito da oração. Exemplo: Construiu-se uma igreja. Construíram-se novas igrejas. Verbos impessoais: Os verbos impessoais sempre são conjugados na 3.ª pessoa do singular. Exemplo: Havia muitos copos naquela mesa. Houve dois meses sem mudanças. Sujeito seguido por "tudo", "nada", "ninguém", "nenhum", "cada um": Neste caso, o verbo fica no singular. Exemplo: Amélia, Camila, Pedro, ninguém o convenceu de mudar a opinião. Sujeitos ligados por "como", "assim como", "bem como": O verbo é conjugado no plural. Exemplo: O trabalho, assim como a confiança, fizeram dela uma mulher forte. Locuções "é muito", "é pouco", "é mais de", "é menos de": Nestes casos, em que as locuções indicam preço, peso e quantidade, o verbo fica sempre no singular. Exemplo: Trêsvezes é muito. Verbos "dar", "soar" e "bater" + hora(s): O verbo sempre concorda com o sujeito. Exemplos: Deu uma hora que espero. Soaram duas horas. Indicações de datas: O verbo deve concordar com a indicação numérica da data. Exemplo: Hoje são 2 de maio. Mas o verbo também pode concordar com a palavra dia. Exemplo: Hoje é dia 2 de maio. Verbos no infinitivo Infinitivo impessoal: Verbos no infinitivo não devem ser flexionados nas seguintes situações: Quando têm valor de substantivo. Exemplo: Comer é o melhor que há. Quando têm valor imperativo. Exemplo: Vá dormir! Quando são os verbos principais de uma locução verbal. Exemplo: Íamos sair quando você chegou. 34 Quando são regidos por preposição. Exemplo: Começamos a cantar. Infinitivo pessoal: Verbos no infinitivo devem ser flexionados quando os sujeitos são diferentes e queremos defini-los. Exemplo: Comprei a pizza para eles comerem. 9. REGÊNCIA É o campo da língua portuguesa que estuda as relações de concordância entre dois termos, analisando se um serve de complemento para o outro, e assim fazer o emprego correto de certos termos. Conforme a categoria gramatical da palavra regente, podemos considerar dois tipos de regência: regência nominal e regência verbal. Um exemplo da importância do estudo de regência é no caso da palavra assistir que possui dois significados, de forma que reconhecer qual dos sentidos está expresso numa oração depende da análise do contexto. Exemplo: Assistir ao jogo - Nesse caso assistir tem o sentido de ver, observar algo, no caso o jogo. A enfermeira está assistindo o paciente - Já nessa situação, assistir possui um novo significado, ajudar, socorrer. 9.1 REGÊNCIA VERBAL Regência verbal é a parte da língua que se ocupa da relação entre os verbos e os termos que se seguem a ele e completam o seu sentido. Os verbos são os termos regentes, enquanto os objetos (direto e indireto) e adjuntos adverbiais são os termos regidos. Para entender melhor sobre esse assunto e não errar mais, confira abaixo alguns exemplos e suas respectivas explicações: 1. Ele mora em outra cidade. 2. Isso implica em mudança de horário. 3. Nós iremos ao passeio Nos exemplos acima, morar é um verbo transitivo indireto, pois exige a preposição em (morar em algum lugar). No segundo exemplo, implicar é um verbo transitivo direto, pois não exige preposição (implicar algo, e não implicar em algo). No terceiro exemplo, ir exige a preposição a, o que faz dele um verbo transitivo indireto. Na forma padrão, a oração “Isso implica em mudança de horário” não está correta. Vamos ver exemplos de alguns verbos e entender como eles são regidos. Alguns, conforme o seu significado, podem ter mais do que uma forma de regência. Assistir: a) com o sentido de ver exige preposição: Exemplo: Que tal assistirmos ao filme? b) com o sentido de dar assistência não exige preposição: Exemplo: Sempre assistiu pessoas mais velhas. c) com o sentido de pertencer exige preposição: Exemplo: Assiste aos prejudicados o direito de indenização. 35 No último quadrinho Calvin fala corretamente "assistir ao vídeo" Chegar: O verbo chegar é regido pela preposição “a”: Exemplo: Chegamos ao local indicado no mapa. Essa é a forma padrão. No entanto, é comum observarmos o uso da preposição “em” nas conversas informais, cujo estilo é coloquial: Chegamos no local indicado no mapa. Custar: a) com o sentido de ser custoso exige preposição: Exemplo: Aquela decisão custou ao filho. b) com o sentido de valor não exige preposição: Exemplo: Aquela casa custou caro. Obedecer: O verbo obedecer é transitivo indireto, logo, exige preposição: Exemplo: Obedeça ao pai! Na linguagem informal, entretanto, ele é usado como verbo transitivo direto Exemplo: Obedeça o pai! Proceder: a) com o sentido de fundamento é verbo intransitivo Exemplo: Essa sua desconfiança não procede. b) com o sentido de origem exige preposição Exemplo: Essa sua desconfiança procede de situações passadas. Visar: a) com o sentido de objetivo exige preposição Exemplo: Visamos ao sucesso. Na variante coloquial, encontramos o verbo sendo utilizado sem preposição, ou seja, como verbo transitivo direto Exemplo: Visamos o sucesso. b) com o sentido de mirar não exige preposição Exemplo: O policial visou o bandido à distância. Esquecer O verbo esquecer é transitivo direto, logo não exige preposição Exemplo: Esqueci o meu material. 36 No entanto, na forma pronominal, deve ser usado com preposição: Esqueci-me do meu material. Querer: a) com o sentido de desejar não exige preposição Exemplo: Quero ficar aqui. b) com o sentido de estimar exige preposição Exemplo: Queria muito aos seus amigos. Aspirar: a) com o sentido de respirar ou absorver não exige preposição Exemplo: Aspirou todo o escritório. b) com o sentido de pretender exige preposição Exemplo: Aspirou ao cargo de ministro. Informar: O verbo é transitivo direto e indireto, assim ele exige um complemento sem e outro com preposição: Exemplo: Informei o acontecimento aos professores. Ir: O verbo ir é regido pela preposição “a”: Exemplo: Vou à biblioteca. Implicar a) com o sentido de consequência, o verbo implicar é transitivo direto, logo não exige preposição: Exemplo: O seu pedido implicará um novo orçamento. b) com o sentido de embirrar, é transitivo indireto, logo exige preposição: Exemplo: Implica com tudo! Morar: O verbo morar é regido pela preposição “em”: Exemplo: Mora no fim da rua. Namorar: O verbo namorar é transitivo direto, apesar de as pessoas o usarem sempre seguido de preposição: Exemplo: Namorou Maria durante anos. "Namorou com Maria durante anos" não é gramaticalmente aceito. Preferir: O verbo preferir é transitivo direto e indireto. Assim: Exemplo: Prefiro carne a peixe. Simpatizar: O verbo simpatizar é transitivo indireto e exige a preposição "com": Exemplo: Simpatiza com os mais velhinhos. Chamar: a) com o sentido de convocar não exige complemento com preposição: Exemplo: Chama o Pedro! b) com o sentido de apelidar exige complementos com e sem preposição: Exemplo: Chamou ao João de Mauricinho. 37 Chamou João de Mauricinho. Chamou ao João Mauricinho. Chamou João Mauricinho. Pagar: a) quando informamos o que pagamos o complemento não tem preposição: Exemplo: Paga o sorvete? b) quando informamos a quem pagamos o complemento exige preposição: Exemplo: Paga o sorvete ao dono do bar. 9.2 REGÊNCIA NOMINAL Há também a regência nominal, que é a relação entre nomes e seus complementos. Essa relação é estabelecida através de preposições. Exemplos: O bacharel em Direito pode ser defensor público. (e não “O bacharel de Direito pode ser defensor público.”) Tenho horror às baratas. (e não “Tenho horror de baratas.”) Essa máquina é compatível com a que temos. (e não “Essa máquina é compatível a que temos”.) 10. INTERPRETAÇÃO DE TEXTO É muito comum, entre os candidatos a um cargo público a preocupação com a interpretação de textos. Isso acontece porque lhes faltam informações específicas a respeito desta tarefa constante em provas relacionadas a concursos públicos. Por isso, vão aqui alguns detalhes que poderão ajudar no momento de responder as questões relacionadas a textos. Texto: É um conjunto de ideias organizadas e relacionadas entre si, formando um todo significativo capaz de produzir INTERAÇÃO COMUNICATIVA (capacidade de CODIFICAR E DECODIFICAR). Contexto: É um texto é constituído por diversas frases. Em cada uma delas, há uma certa informação que a faz ligar-se com a anterior e/ou com a posterior, criando condições para a estruturação do conteúdo a ser transmitido. A essa interligação dá-se o nome de CONTEXTO. Nota-se que o relacionamento entre as frases é tão grande, que, se uma frase for retirada de seu contexto original e analisada separadamente,poderá ter um significado diferente daquele inicial. Intertexto: Comumente, os textos apresentam referências diretas ou indiretas a outros autores através de citações. Esse tipo de recurso denomina-se INTERTEXTO. Interpretação de texto: O primeiro objetivo de uma interpretação de um texto é a identificação de sua ideia principal. A partir daí, localizam-se as ideias secundárias, ou fundamentações, as argumentações, ou explicações, que levem ao esclarecimento das questões apresentadas na prova. Normalmente, numa prova, o candidato é convidado a: Identificar: É reconhecer os elementos fundamentais de uma argumentação, de um processo, de uma época (neste caso, procuram-se os verbos e os advérbios, os quais definem o tempo). https://www.todamateria.com.br/regencia-nominal/ 38 Comparar: É descobrir as relações de semelhança ou de diferenças entre as situações do texto. Comentar: É relacionar o conteúdo apresentado com uma realidade, opinando a respeito. Resumir: É concentrar as ideias centrais e/ou secundárias em um só parágrafo. Parafrasear: É reescrever o texto com outras palavras. EXEMPLO: TÍTULO DO TEXTO PARÁFRASE O HOMEM UNIDO A INTEGRAÇÃO DO MUNDO A INTEGRAÇÃO DA HUMANIDADE A UNIÃO DO HOMEM HOMEM + HOMEM = MUNDO A MACACADA SE UNIU (SÁTIRA) CONDIÇÕES BÁSICAS PARA INTERPRETAR Fazem-se necessários: a) Conhecimento Histórico – literário (escolas e gêneros literários, estrutura do texto), leitura e prática; b) Conhecimento gramatical, estilístico (qualidades do texto) e semântico; OBSERVAÇÃO: Na semântica (significado das palavras) incluem-se: homônimos e parônimos, denotação e conotação, sinonímia e antonímia, polissemia, figuras de linguagem, entre outros. c) Capacidade de observação e de síntese e d) Capacidade de raciocínio. INTERPRETAR x COMPREENDER INTERPRETAR SIGNIFICA COMPREENDER SIGNIFICA EXPLICAR, COMENTAR, JULGAR, TIRAR CONCLUSÕES, DEDUZIR. TIPOS DE ENUNCIADOS • Através do texto, INFERE-SE que... • É possível DEDUZIR que... • O autor permite CONCLUIR que... • Qual é a INTENÇÃO do autor ao afirmar que... INTELECÇÃO, ENTENDIMENTO, ATENÇÃO AO QUE REALMENTE ESTÁ ESCRITO. TIPOS DE ENUNCIADOS: • O texto DIZ que... • É SUGERIDO pelo autor que... • De acordo com o texto, é CORRETA ou ERRADA a afirmação... • O narrador AFIRMA... ERROS DE INTERPRETAÇÃO É muito comum, mais do que se imagina, a ocorrência de erros de interpretação. Os mais frequentes são: Extrapolação (viagem): Ocorre quando se sai do contexto, acrescentado ideias que não estão no texto, quer por conhecimento prévio do tema quer pela imaginação. 39 Redução: É o oposto da extrapolação. Dá-se atenção apenas a um aspecto, esquecendo que um texto é um conjunto de ideias, o que pode ser insuficiente para o total do entendimento do tema desenvolvido. Contradição: Não raro, o texto apresenta ideias contrárias às do candidato, fazendo-o tirar conclusões equivocadas e, conseqüentemente, errando a questão. Observação: Muitos pensam que há a ótica do escritor e a ótica do leitor. Pode ser que existam, mas numa prova de concurso qualquer, o que deve ser levado em consideração é o que o AUTOR DIZ e nada mais. Coesão: É o emprego de mecanismo de sintaxe que relacionam palavras, orações, frases e/ou parágrafos entre si. Em outras palavras, a coesão dá-se quando, através de um pronome relativo, uma conjunção (NEXOS), ou um pronome oblíquo átono, há uma relação correta entre o que se vai dizer e o que já foi dito. Observação: São muitos os erros de coesão no dia-a-dia e, entre eles, está o mau uso do pronome relativo e do pronome oblíquo átono. Este depende da regência do verbo; aquele do seu antecedente. Não se pode esquecer também de que os pronomes relativos têm, cada um, valor semântico, por isso a necessidade de adequação ao antecedente. Os pronomes relativos são muito importantes na interpretação de texto, pois seu uso incorreto traz erros de coesão. Assim sendo, deve-se levar em consideração que existe um pronome relativo adequado a cada circunstância, a saber: COMO ESTUDAR INTERPRETAÇÃO DE TEXTO Reconhecimento de palavras-chave: A melhor maneira de estudar interpretação de texto é a partir de uma técnica de leitura por reconhecimento de palavras chave, que pressupõe que o candidato faça muitos exercícios para poder ser mais assertivo nas respostas. “Essa é uma técnica que auxilia o aluno, pois, em geral, as bancas trabalham com textos dissertativos”, explica. “A partir do entendimento da estrutura do texto dissertativo, o aluno aplicará a técnica do reconhecimento das palavras-chave, para que ele entenda como deve analisar cada parágrafo do texto e relacioná-los entre si”, completa a professora. Destacar pontos importantes: Grifar, circular e destacar pontos importantes faz muita diferença e beneficia o estudo de interpretação de texto. “É importante marcar de alguma maneira a ideia principal de cada parágrafo, pois, dessa forma, o aluno consegue automaticamente fazer um resumo e enxergar o texto de maneira mais simples”, explica Luciane. ERROS COMUNS Extrapolação Textual: Um erro comum dos candidatos é assinalar como resposta correta itens que são de extrapolação textual. Extrapolar, em leitura, significa compreender o que o texto não disse. É uma espécie de derivação ou digressão que o leitor faz com base em marcas do texto das quais ele se desvia muito, fazendo conexões errôneas. Paráfrase incorreta: O erro comum se dá por conta de algumas “pegadinhas” pregadas por algumas bancas. “As bancas têm trabalhado com questões de interpretação baseadas no conceito de paráfrase, então parece que o examinador está recriando uma parte do texto mas, 40 na verdade, ele usa palavras do texto para elaborar uma outra frase que traz sentido totalmente diferente”. Por fim, recomenda-se que, aqueles alunos que aprenderam alguma técnica de leitura, as utilizem não apenas na hora de prestar concursos públicas, mas em todas as situações do dia- a-dia em que seja necessário interpretar um texto. DICAS DE INTERPRETAÇÃO DE TEXTO PARA CONCURSOS Leia com atenção: Leia o texto com perspicácia e sutileza para não perder nenhum detalhe. Atenção ao que se pede: Às vezes a interpretação está voltada a uma linha do texto e por isso você deve voltar ao parágrafo para localizar o que se afirma. Outras vezes, a questão está voltada à ideia geral do texto. Seja curioso: Na hora dos estudos, utilize um dicionário e encontre o significado das palavras do texto que você não sabe o significado. Cuidado com a interpretação: Não permitia que prevaleçam suas ideias sobre as ideias do autor. Divida o texto: Para melhor compreensão, divida o texto em parágrafos ou partes. Cuidado com vocábulos: "Destoa, não, correta, incorreta, certa, errada, falsa, verdadeira, exceto e outras", são palavras que aparecem nas perguntas e que, às vezes, dificultam entender o que o enunciado está pedindo. Dúvida entre duas alternativas: Quando duas alternativas lhe parecem corretas, procurar a mais exata ou a mais completa. Palavras cruzadas: Além da leitura de textos, um bom exercício para ampliar seu conhecimento léxico é fazer palavras cruzadas. Isso aumenta seu vocabulário e sua cultura. Mais exercícios: Faça exercícios de palavras sinônimas e antônimas para ampliar suas chances de sucesso.