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APOSTILA 
DE 
 LÍNGUA PORTUGUESA 
 
 
 
 
 
Prof. Hellielsom Ferreira 
 
Aulas particulares - Língua Portuguesa e Redação 
96991498129 - @hellielsom 
 
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SUMÁRIO 
 
 
1 ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO ...................................................................... 03 
2 FUNÇÕES DA LINGUAGEM ................................................................................. 03 
2.1 Função Emotiva ..................................................................................................... 03 
2.2 Função Referencial ................................................................................................ 04 
2.3 Função Apelativa .................................................................................................... 04 
2.4 Função Fática ......................................................................................................... 04 
2.5 Função Poética ....................................................................................................... 05 
2.5 Função metalinguística ........................................................................................... 05 
3 PROCESSO DE FORMAÇÃO DE PALAVRAS .................................................... 06 
3.1 Palavras primitivas e palavras derivadas ............................................................... 06 
3.2 Tipos de composição .............................................................................................. 06 
3.3 Palavras cognatas .................................................................................................. 06 
3.4 Derivação .............................................................................................................. 06 
4. CLASSE DE PALAVRAS ...................................................................................... 07 
4.1 SUBSTANTIVO ...................................................................................................... 08 
4.2 ADJETIVO .............................................................................................................. 09 
4.3 ARTIGO .................................................................................................................. 10 
4.4 PRONOME ............................................................................................................. 11 
4.5 ADVÉRBIO ............................................................................................................. 16 
4.6 PREPOSIÇÃO ........................................................................................................ 17 
4.7 CONJUNÇÃO ......................................................................................................... 18 
4.8 INTERJEIÇÃO ........................................................................................................ 19 
4.9 VERBO ................................................................................................................... 20 
5 FRASE, ORAÇÃO E PERÍODO ............................................................................. 23 
5.1 FRASE .................................................................................................................... 23 
5.2 ORAÇÃO ................................................................................................................ 23 
5.3 PERÍODO ............................................................................................................... 23 
6 TERMOS CONSTITUINTES DA ORAÇÃO ........................................................... 25 
6.1 TERMOS ESSENCIAIS DA ORAÇÃO ................................................................... 25 
6.2 TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO ............................................................... 26 
6.3 TERMOS ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO ................................................................. 27 
7. TRANSITIVIDADE VERBAL .................................................................................. 27 
8 CONCORDÂNCIA .................................................................................................. 28 
8.1 CONCORDÂNCIA NOMINAL ................................................................................. 29 
8.2 CONCORDÂNCIA VERBAL ................................................................................... 31 
9 REGÊNCIA ............................................................................................................. 34 
9.1 REGÊNCIA VERBAL .............................................................................................. 34 
9.2 REGÊNCIA NOMINAL ........................................................................................... 37 
10 INTERPRETAÇÃO TEXTUAL ................................................................................ 37 
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1. ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO 
 
Quando correlacionamos esse tema com o texto gera uma nova versão de interpretação 
textual, e isso deve ser bem observado durante a realização da prova. Como sempre é exposto 
nada deve ser decorado. Devemos entender os fundamentos, as estruturas. Devemos entender 
que cada texto que fazemos, cada gráfico, cada imagem, cada som tem uma finalidade, tem um 
objetivo a ser alcançado em relação ao seu receptor. 
Um pássaro canta para realçar algum comportamento seu em relação à natureza, alguém 
buzina para alertar alguém, alguém faz um desenho ou uma pintura para demonstrar sua 
percepção de mundo ou para chamar a atenção sobre algo. Quando contamos um caso, temos 
a intenção comunicativa de informar, fazer rir, impressionar etc. 
Assim, qualquer texto tem uma intenção comunicativa. 
Mesmo quando não estamos com a menor vontade de conversar pela manhã, cansado ainda da 
noite passada e, no ônibus, quando sentamos, alguém nos cumprimenta e diz “Lindo dia, não?!”. 
Nossa resposta “seca” e direta “Sim lindo dia!” demonstra algo para o emissor da mensagem: 
que não estamos para conversa! 
Assim, confirmamos que todo e qualquer texto tem uma intenção, um objetivo na comunicação! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O emissor é aquele que emite, que codifica a mensagem. 
O receptor é aquele que recebe, que decodifica a mensagem. 
A mensagem é a forma como a mensagem é transmitida pelo emissor. Não é o conteúdo, mas 
como o emissor transmitiu a informação. 
O código é o conjunto de signos usados na transmissão e recepção da mensagem. 
O referente é o contexto, o conteúdo, a informação veiculada na mensagem. 
O canal é o meio pelo qual circula a mensagem. 
 
Obs.: as atitudes e reações dos comunicantes são também referentes e exercem influência sobre 
a comunicação. 
Com base na centralização e da predominância dos elementos de comunicação acima, temos a 
intenção discursiva, a intenção comunicativa do autor. Assim, passar a ter as funções de 
linguagem. 
 
2. FUNÇÕES DA LINGUAGEM 
 
2.1 FUNÇÃO EMOTIVA (OU EXPRESSIVA) centraliza- se no emissor, revelando sua opinião, 
sua emoção, a sua impressão sobre algo. Nela prevalece a 1ª pessoa do singular, interjeições e 
exclamações. É a linguagem das biografias, memórias, poesias líricas e cartas de amor. Dizemos 
que esta é uma linguagem altamente subjetiva, pois parte da visão parcial da primeira pessoa 
do singular. 
4 
Veja um exemplo dessa função: 
 
"(Eu) Sentia um medo horrível e ao mesmo tempo desejava que um grito me anunciasse 
qualquer acontecimento extraordinário. Aquele silêncio, aqueles rumores comuns, espantavam-
me. Seria tudo ilusão? Findei a tarefa, ergui-me, desci os degraus e fui espalhar no quintal os 
fios da gravata. Seria tudo ilusão?... Estava doente, ia piorar, e isto me alegrava. Deitar-me, 
dormir, o pensamento embaralhar-se longe daquelas porcarias. Senti uma sede horrível... Quis 
ver-me no espelho. Tive preguiça, fiquei pregado à janela, olhando as pernas dos transeuntes." 
(Graciliano Ramos) 
 
Observe o predomínio da primeira pessoa do singular nos termos grifados acima. Note que o 
texto parteda impressão, da emoção de alguém. Por dizemos que essa é uma função emotiva 
ou expressiva ou até subjetiva. 
 
2.2 FUNÇÃO REFERENCIAL (OU DENOTATIVA) centraliza-se no referente, quando o 
emissor procura oferecer informações da realidade. É uma linguagem objetiva, direta, denotativa, 
prevalecendo a 3ª pessoa do singular. Linguagem usada nas notícias de jornal e livros científicos. 
Veja um exemplo dessa função: 
 
"O risco maior que as instituições republicanas hoje correm não é o de se romperem, ou serem 
rompidas, mas o de não funcionarem e de desmoralizarem de vez, paralisadas pela 
semvergonhice, pelo hábito covarde de acomodação e da complacência. Diante do povo, diante 
do mundo e diante de nós mesmos, o que é preciso agora é fazer funcionar corajosamente as 
instituições para lhes devolver a credibilidade desgastada. O que é preciso (e já não há como 
voltar atrás sem avacalhar e emporcalhar ainda mais o conceito que o Brasil faz de si mesmo) é 
apurar tudo o que houver a ser apurado, doa a quem doer." 
(O Estado de São Paulo) 
 
Este é um texto informativo, centrado no argumento, no racional, sem vacilações em emoções 
ou em linguagem figurada. 
 
2.3 FUNÇÃO APELATIVA (OU CONATIVA) centraliza-se no receptor; o emissor procura 
influenciar o comportamento do receptor. Como o emissor se dirige ao receptor, é comum o uso 
de tu e você, ou o nome da pessoa, além dos vocativos e imperativo. Usada nos discursos, 
sermões e propagandas que se dirigem diretamente ao consumidor. 
 
Veja um exemplo dessa função: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aqui fica clara a intenção de modificar o comportamento do interlocutor, do receptor da 
mensagem. 
 
5 
2.4 FUNÇÃO FÁTICA centraliza-se no canal, tendo como objetivo prolongar ou não o contato 
com o receptor, ou testar a eficiência do canal. Linguagem das falas telefônicas, saudações e 
similares. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O canal é a linha com as latinhas, simulando uma ligação telefônica. O emissor apenas 
testou o canal. Como percebeu que quem atendeu não era a pessoa com quem queria falar, 
finalizou a comunicação. 
 
2.5 FUNÇÃO POÉTICA centraliza-se na mensagem (na forma como é veiculada), revelando 
recursos imaginativos criados pelo emissor. Afetiva, sugestiva, conotativa, ela é metafórica. 
Valorizam-se as palavras, suas combinações. É a linguagem figurada apresentada em obras 
literárias, letras de música, em algumas propagandas etc. 
 
O verbo infinitivo 
 
Ser criado, gerar-se, transformar 
O amor em carne e a carne em amor; nascer 
Respirar, e chorar, e adormecer 
E se nutrir para poder chorar 
(Vinícius de Morais) 
 
Note o cuidado com a forma! Um poema é um exemplo clássico da função poética, pois a escolha 
das estrofes, dos versos, da rima, da métrica em cada verso, tudo isso mostra claramente o 
envolvimento com escolha das palavras. Além disso, há demonstração de emoção, de imagens 
sugestivas, etc. 
 
2.6 FUNÇÃO METALINGUÍSTICA centraliza-se no código, usando a linguagem para falar 
dela mesma. A poesia que fala da poesia, da sua função e do poeta, um texto que comenta outro 
texto. Principalmente os dicionários são repositórios de metalinguagem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Normalmente uma placa tem a intenção comunicativa de informar. Assim, tem função 
predominantemente referencial. Porém, nesta placa a informação encontra-se num trecho bem 
pequeno: “E tenha cuidado com a ponte à frente” 
A primeira informação é basicamente para explicar um problema da placa, o que gera a 
ideia de que o código (a placa) fala dele mesmo (as bodas da placa). Assim, há metalinguagem. 
Isso ocorre também quando um autor explica seu próprio processo criativo, ou quando o autor 
mostra ao leitor como conseguir extrair do livro o melhor de sua técnica. 
Bom! Agora que vimos os elementos de comunicação e as funções de linguagem, 
devemos entender que, em um mesmo texto, podem aparecer várias funções da linguagem. O 
importante é saber qual a função predominante no texto, para então o definir. 
 
3. PROCESSO DE FORMAÇÃO DE PALAVRAS 
 
3.1 PALAVRAS PRIMITIVAS E PALAVRAS DERIVADAS 
 
As palavras primitivas são aquelas que dão origem as outras palavras e as palavras derivadas 
são aquelas que se originam das outras. 
 
Ex. pedra (palavra primitiva) -> pedraria (palavra derivada) 
 
Composição: é o processo que a palavra se forma pela agregação de 2 (ou +) palavras de sentido 
próprio. 
Ex. plano + alto = planalto (palavra composta). 
 
3.2 TIPOS DE COMPOSIÇÃO 
 
Justaposição: é a composição em que os elementos juntos têm a mesma pronúncia de quando 
estavam separados (gira + sol = girassol). 
Aglutinação: é a composição em que pelo menos um dos elementos têm a pronúncia diferente 
de quando estavam separados (água + ardente = aguardente). 
 
3.3 PALAVRAS COGNATAS 
 
São as que possuem o mesmo radical, e por isso, diz-se que pertencem à mesma família 
etimológica. 
Ex. desejar (verbo), indesejável (adjetivo), desejo (substantivo). 
 
3.4 DERIVAÇÃO 
 
 Processo de formar palavras no qual a nova palavra é derivada de outra, chamada de 
primitiva. Os processos de derivação são: 
 
Derivação Prefixal: A derivação prefixal é um processo de formar palavras no qual um prefixo 
ou mais são acrescentados à palavra primitiva. 
Ex.: re/com/por (dois prefixos), desfazer, impaciente. 
 
Derivação Sufixal: A derivação sufixal é um processo de formar palavras no qual um sufixo ou 
mais são acrescentados à palavra primitiva. Ex.: realmente, folhagem. 
 
Derivação Prefixal e Sufixal: A derivação prefixal e sufixal existe quando um prefixo e um sufixo 
são acrescentados à palavra primitiva de forma independente, ou seja, mesmo sem a presença 
de um dos afixos a palavra continua tendo significado. 
 
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Ex.: deslealmente (des- prefixo e -mente sufixo). Você pode observar que os dois afixos são 
independentes: existem as palavras, desleal e lealmente. 
 
Derivação Parassintética: A derivação parassintética ocorre quando um prefixo e um sufixo são 
acrescentados à palavra primitiva de forma dependente, ou seja, os dois afixos não podem se 
separar, devendo ser usados ao mesmo tempo, pois sem um deles a palavra não se reveste de 
nenhum significado. Ex.: anoitecer (a- prefixo e -ecer - sufixo), neste caso, não existem as 
palavras anoite e noitecer, pois, os afixos não podem se separar. 
 
Derivação Regressiva: A derivação regressiva existe quando morfemas da palavra primitiva 
desaparecem. Ex.: mengo (flamengo), dança (dançar), portuga (português). 
 
Derivação Imprópria: A derivação imprópria, mudança de classe ou conversão ocorre quando 
a palavra, pertencente a uma classe, é usada como fazendo parte de outra. Exemplos: 
Coelho - substantivo comum, usado como substantivo próprio - Daniel Coelho da Silva. verde, 
geralmente usado como adjetivo - Comprei uma camisa verde-, é usado como substantivo: O 
verde do parque comoveu a todos. 
 
4. CLASSE DE PALAVRAS 
 
A morfologia está agrupada em dez classes, denominadas classes de palavras ou classes 
gramaticais. 
São elas: Substantivo, Artigo, Adjetivo, Numeral, Pronome, Verbo, Advérbio, Preposição, 
Conjunção e Interjeição. 
 
 
 
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4.1 SUBSTANTIVO 
 
 Tudo o que existe é ser e cada ser tem um nome. Substantivo é a classe gramatical de 
palavras variáveis, as quais denominam os seres. Além de objetos, pessoas e fenômenos, os 
substantivos também nomeiam: 
Lugares: Brasil, Rio de Janeiro... 
Sentimentos: amor, ciúmes ... 
Estados: alegria, fome... 
Qualidades: agilidade, sinceridade... 
Ações: corrida, leitura... 
 
Os substantivos podem ser classificados em: próprios, comuns, concretos, abstratos, simples, 
compostos, primitivos, derivados e coletivos. 
 
Substantivo comum: É aquele que nomeia o grupo de seres de uma mesma espécie. 
Exemplo: camisa, cadeira. 
Substantivo próprio: É aquele que nomeia um ser entre outros da mesma espécie. 
Exemplo: São Paulo, Maria. 
Substantivo concreto: É aquele que designa o ser propriamente dito, com existência própria e 
independente deoutros seres. Esses seres podem ter existência no mundo real ou imaginário. 
Exemplo: Folha, Pedra 
Substantivo abstrato: É aquele que designa ação, sensação, estado ou qualidade dos seres. 
Os seres designados pelos substantivos abstratos tem existência dependente de outros seres. 
Exemplo: vento, amor, saudade 
Substantivo simples: É aquele formado por apenas um elemento. 
Exemplos: flor, moleque, amor, pedra, tempo, sol etc. 
Substantivo composto: É aquele formado por dois ou mais elementos. 
Exemplos: couve-flor, pé-de-moleque, amor-perfeito, pedra-sabão, passatempo, girassol etc. 
Substantivo primitivo: É aquele que não deriva de nenhuma outra palavra dentro da própria 
língua. 
Exemplos: escada, ferro, piano, noite etc. 
Substantivo derivado: É aquele que se origina de outra palavra. 
Exemplos: escadaria, ferreiro, pianista, noitada etc. 
Substantivo coletivo: É o substantivo comum que, no singular, designa um conjunto de seres. 
Exemplo: O grande mapeamento da fauna e flora do Brasil não se faz hoje 
 
Flexão de Gênero 
 
Substantivos Biformes: apresentam duas formas, ou seja, uma feminina e outra masculina, por 
exemplo: menino – menina 
Substantivos Heterônimos: apresentam formas para ambos os gêneros, porém com radicais 
distintos, por exemplo: mulher – homem 
Substantivos Uniformes: apresentam somente uma forma para ambos os gêneros e são 
classificados em: 
Comum de dois: apresenta uma forma para ambos os gêneros, diferenciada somente pelo artigo 
feminino “a” e o masculino “o”, por exemplo: o estudante – a estudante. 
Sobrecomum: apresenta uma forma e um artigo (masculino ou feminino) para ambos os gêneros, 
por exemplo: a criança; o indivíduo; a pessoa; o gênio. 
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Epiceno: utilizado para distinguir os animais (macho ou fêmea), os epicenos apresentam uma 
forma e um artigo (masculino ou feminino) para ambos os gêneros, por exemplo: a piranha 
(macho ou fêmea) 
 
 
4.2 ADJETIVO 
 
Adjetivo é a classe de palavras encarregada de atribuir características aos substantivos, 
ou seja, indicar suas qualidades e estados. Eles são termos que variam em gênero (feminino e 
masculino), número (singular e plural) e grau (comparativo e superlativo). 
 
Tipos de Adjetivos 
 
Adjetivo Simples – apresenta somente um radical. Exemplos: pobre, magro, triste. 
Adjetivo Composto – apresenta mais de um radical. Exemplos: luso-brasileiro, 
superinteressante. 
Adjetivo Primitivo – palavra que dá origem a outros adjetivos. Exemplos: bom, alegre, puro. 
Adjetivo Derivado – palavras que derivam de substantivos ou verbos. Exemplos: escultor (verbo 
esculpir), formoso (substantivo formosura). 
 
Gênero dos Adjetivos 
 
Adjetivos Uniformes – apresentam uma forma para os dois gêneros (feminino e masculino). 
Exemplo: feliz. 
Adjetivos Biformes – a forma varia conforme o gênero (masculino e feminino). Exemplo: 
carinhoso, carinhosa. 
 
Número dos Adjetivos 
 
Os adjetivos podem estar no singular ou no plural, concordando com o número do 
substantivo a que se referem. Assim, a sua formação se assemelha à dos substantivos. 
O plural dos adjetivos compostos é feito da seguinte forma: 
 
Apenas o segundo elemento é flexionado, no caso de adjetivos compostos formados por 
dois adjetivos. Exemplos: 
 
Pacto socioeconômico e causa socioeconômica (flexão de gênero) 
Escola anglo-americana e escolas anglo-americanas (flexão de número) 
*Exceção: meninos surdos-mudos. 
 
Os adjetivos compostos em que o segundo elemento é um substantivo são invariáveis em 
gênero e número. 
Exemplos: 
Vestido verde-alface e Camisa verde-alface (flexão de gênero) 
Tinta amarelo-ouro e tintas amarelo-ouro (flexão de número) 
 
Grau dos Adjetivos 
 
Quanto ao grau, os adjetivos são classificados em Comparativo (utilizado para comparar 
qualidades) e Superlativo (utilizado para intensificar qualidades). 
Grau Comparativo 
Comparativo de Igualdade: O professor de matemática é tão bom quanto o de geografia. 
Comparativo de Superioridade: Marta é mais habilidosa do que a Patrícia. 
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Comparativo de Inferioridade: João é menos feliz que Pablo. 
 
Grau Superlativo 
 
Superlativo Absoluto: 
Analítico: A moça é extremamente organizada. 
Sintético: Luiz é inteligentíssimo. 
 
Superlativo Relativo de: 
Superioridade – A menina é a mais inteligente da turma. 
Inferioridade – O garoto é o menos esperto da classe. 
 
Adjetivos Pátrios 
Chamados também de “adjetivos gentílicos“, os adjetivos pátrios indicam o local de origem ou 
nacionalidade da pessoa, por exemplo: brasileiro, carioca, paulista, europeu, espanhol. 
Locução Adjetiva 
 
A locução adjetiva é o conjunto de duas ou mais palavras que possuem valor de adjetivo. 
Exemplos: 
Amor de mãe – Amor maternal 
Doença de boca – Doença bucal 
Carne de boi – Carne bovina 
Festas de junho – Festas juninas 
 
4.3 ARTIGO 
 
É a palavra que antecede o substantivo, determinando seu número (singular ou plural) e 
seu gênero (feminino ou masculino). Os artigos são classificados em: 
 
Artigos Definidos: palavras que determinam o substantivo de forma precisa, especifica-o. 
Artigos Indefinidos: termos que indicam o substantivo de forma imprecisa, genérica, ao invés 
de especificar. 
 
Artigo Definido: Os artigos definidos, como o próprio nome indica, definem ou individualizam os 
substantivos, seja uma pessoa, objeto ou lugar. São eles: 
 
A – feminino (gênero), singular (número) 
O – masculino (gênero), singular (número) 
As – feminino (gênero), plural (número) 
Os – masculino (gênero), plural (número) 
 
Exemplos: 
 
O rapaz saiu para almoçar. 
Compramos a câmera que desejávamos. 
Pablo viajou com os amigos. 
Ana comeu as encomendas. 
 
Artigo Indefinido: Os artigos indefinidos indicam de maneira vaga, indeterminada ou imprecisa, 
uma pessoa, objeto ou lugar ao qual não se fez menção anterior no texto. São eles: 
 
Um – masculino (gênero), singular (número). 
Uma – feminino (gênero), singular (número). 
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Uns – masculino (gênero), plural (número). 
Umas – feminino (gênero), plural (número). 
Exemplos: 
 
Um dia sairemos dessa cidade. 
Uma vez passamos pela cidade dela. 
Pedro não quis sair com uns colegas de trabalho. 
Eu quero comprar umas pinturas para essa casa. 
 
Características dos Artigos 
 
Os artigos sempre devem concordar com substantivo em gênero (masculino e feminino) 
e número (singular e plural). 
a menina – as meninas; 
o garoto – os garotos; 
um mês – uns meses; 
uma mesa – umas mesas. 
 
Os artigos podem ser combinados com preposições. 
 
ao/aos (a+ o/os) 
à/às (a+ a/as) 
da/das (de+ a/as) 
do/dos (de+ o/os) 
na/nas (em+ a/as) 
no/nos (em+ o/os) 
num/nuns (em+ um/uns) 
numa/numas (em+uma/umas) 
dum/duns (de+ um/uns) 
duma/dumas (de+ uma/umas) 
 
4.4 PRONOME 
 
É a classe de palavras que reúne unidades em número limitado e que se refere a um 
significado léxico pela situação ou por outras palavras do contexto. De modo geral, esta 
referência é feita a um objeto substantivo considerando-o apenas como pessoa localizada do 
discurso. 
Os pronomes podem ser: pessoais, possessivos, demonstrativos (abarcando o artigo 
definido), indefinidos (abarcando o artigo indefinido), interrogativos e relativos. 
 
Classificação dos pronomes 
 
Pronomes Pessoais: São os pronomes que indicam as pessoas do discurso e são classificados 
em pronomes pessoais do caso reto e pronomes pessoais do caso oblíquo. 
 
Pessoas do Verbo Pronomes do Caso Reto Pronomes do Caso Oblíquo 
1ª pessoa do singular eu me, mim, comigo 
2ª pessoa do singular tu (você) te, ti, contigo 
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3ª pessoa do singular ele, ela o, a lhe, se, si, consigo 
1ª pessoa do plural nós nos, conosco 
2ª pessoa do plural vós (vocês) vos, convosco 
3ª pessoa do plural eles, elas os, as, lhes, se, si, consigo 
Os pronomes oblíquos se dividem em átonos e tônicos. 
 
Átonos: são os pronomes do caso oblíquo que não possuem preposição em sua formação: me, 
te, lhe, o, a, se, nos, vos, lhes, os, as, se. 
Tônicos: são os pronomes do caso oblíquo que possuem preposição em sua formação: mim, 
comigo, ti, contigo,si, consigo, conosco, convosco. 
 
Observação: Se a preposição é com, dizemos comigo, contigo, consigo, conosco, convosco, e 
não: com mi, com ti, com si, com nós, com vós. No entanto, empregam-se com nós e com vós, 
quando estes pronomes tônicos vêm seguidos ou precedidos 
de: mesmos, próprios, todos, outros, ambos, numeral ou oração adjetiva, a fim de evidenciar o 
antecedente: 
Exemplos: “Há um céu para nós outros na imortalidade das nossas obras terrenas” 
Com vós todos ou com todos vós. 
Com vós ambos ou com ambos vós. 
 
Pronomes Possessivos: São os pronomes que indicam posse às três pessoas do discurso e 
variam em gênero e número. 
1ª pessoa (singular) meu minha meus minhas 
2ª pessoa (singular) teu tua teus tuas 
3ª pessoa (singular) seu sua seus suas 
1ª pessoa (plural) nosso nossa nossos nossas 
1ª pessoa (plural) vosso vossa vossos vossas 
1ª pessoa (plural) seu sua seus suas 
 
Pronomes Demonstrativos: São os pronomes que são utilizados para indicar algo. Reúnem 
palavras variáveis que indicam a posição dos seres em relação às pessoas. 
 
Pronomes Demonstrativos Singular Plural 
Feminino esta, essa, aquela estas, essas, aquelas 
Masculino este, esse, aquele estes, esses, aqueles 
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Pessoas do 
Verbo Pronomes Utilizados Localização do Elemento 
Primeira 
pessoa 
este, esta, estes, estas, 
isto 
quando o elemento está com a pessoa que fala 
ou próximo dela 
Segunda 
pessoa 
esse, essa, esses, 
essas, isso quando o elemento está com quem se fala 
Terceira 
pessoa 
aquele, aquela, 
aqueles, aquelas, aquilo 
quando o elemento não está com a pessoa que 
fala e nem com a pessoa com quem se fala 
 
Exemplos: 
Este livro (perto da pessoa que fala) 
Esse livro (longe da pessoa que fala ou perto da pessoa com quem se fala) 
Aqueles livros (distante de quem fala e com quem se fala) 
 
São pronomes demonstrativos também: o, mesmo, próprio, semelhante e tal. 
Exemplo: 
Farei somente o que me pedir. (Farei somente aquilo que me pedir) 
Ela não conseguirá fazer semelhante bolo. (Ela não conseguirá fazer aquele bolo) 
Tais ações são imperdoáveis. (Essas ações são imperdoáveis) 
 
Mesmo(s) e Próprio(s) são demonstrativos de reforço. 
Exemplo: 
Você só gosta de fazer a mesma coisa. 
Ele próprio procurou os documentos. 
 
Pronomes Indefinidos: São aqueles que se aplicam à 3ª pessoa quando têm sentido vago ou 
exprimem quantidade indeterminada. Eles podem ser variáveis ou invariáveis. Seguem 
exemplos na tabela adiante: 
Variáveis Invariáveis 
nenhum, nenhuns, nenhuma, nenhumas ninguém 
algum, alguns, algumas, algumas alguém 
todo, todos, toda, todas tudo 
outro, outros, outra, outras outrem 
muito, muitos, muita, muitas nada 
pouco, poucos, pouca, poucas cada 
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certo, certos, certa, certas algo 
vários, vários, tanto, tanta, tantos, tantas, quanto, quantos, quanta, quantas, 
qualquer, quaisquer – 
 
Além disso, podem ser classificados como SUBSTANTIVOS ou ADJETIVOS. 
 
Pronomes Indefinidos Substantivos: assumem o lugar do ser ou da quantidade aproximada 
de seres na frase. 
Exemplo: 
Algo o incomoda? 
Alguém pode me ajudar? 
 
Pronomes Indefinidos Adjetivos: qualificam um ser expresso na frase, conferindo-lhe a noção 
de quantidade aproximada. 
Exemplo: 
Cada povo tem seus costumes. 
Certas pessoas exercem várias profissões. 
 
Pronomes Interrogativos: São os pronomes que são empregados nas perguntas, diretas ou 
indiretas. São eles: Que, Quem, Qual Quanto. 
Exemplo: 
– Quem veio aqui? 
– Que peça, senhor? 
– Qual consideras melhor? 
– Quantos vieram? 
No lugar de “que”, podemos usar a forma enfática “o que”. 
Que será feito? ou O que será feito? 
 
Pronomes de Tratamento: Existem formas substantivas de tratamento indireto de 2.ª pessoa 
que flexionam o verbo para a 3.ª pessoa. São as chamadas formas substantivas de 
tratamento ou formas pronominais de tratamento: 
Exemplo: 
você, vocês (tratamento familiar, íntimo, informal) 
o senhor, a senhora (tratamento cerimonioso, formal, respeitoso) 
 
Aos pronomes de tratamento pertencem as formas de reverência que consistem em nos 
dirigirmos às pessoas pelos seus atributos ou qualidades que ocupam: 
Pronome de 
Tratamento Abreviações Emprego 
Vossa Alteza 
V.A.(singular) e 
V.V.A.A. (plural) para príncipes, duques 
Vossa Eminência V. Ex.ª / V.Em.ªs para cardeais 
15 
Vossa Excelência V. Ex.ª/V. Ex.ªs 
para altas patentes militares, ministros, Presidente 
da República, Deputados, Senadores, 
Embaixadores, pessoas de alta categoria, bispos 
e arcebispos 
Vossa 
Magnificência 
V. Mag.ª / 
V.Mag.ªs para reitores de universidade 
Vossa Majestade V.M. / V.V.M.M. para reis, imperadores 
Vossa Santidade V.S. para o Papa 
Vossa 
Onipotência Não se abrevia para Deus 
Vossa 
Reverendíssima 
V. Rev.m.ª/V. 
Rev.m.ªs para sacerdotes 
Vossa Senhoria V. S.ª/V. S.ªs 
para oficiais até coronel, funcionários graduados, 
pessoas de cerimônia, nas correspondências e 
textos escritos 
 
O substantivo gente, precedido do artigo a e em referência a um grupo de pessoas em 
que se inclui a que fala, ou a esta sozinha, passa a pronome e se emprega fora da linguagem 
cerimoniosa. Em ambos os casos o verbo fica na 3.ª pessoa do singular. Ex.: É verdade que a 
gente, às vezes, tem cá as suas birras. 
 
Pronomes Relativos: São os que normalmente se referem a um termo anterior 
chamado antecedente. Sendo assim, ele desempenha dois papéis gramaticais: o de sua 
referência ao antecedente como pronome e o de transpositor de oração, ou seja, função 
conectiva. 
Invariáveis Variáveis 
que o qual, os quais, a qual, as quais 
quem cujo, cujos, cuja, cujas 
quando quanto, quantos, quantas 
como 
onde 
 
Quem se refere a pessoas ou coisas personificadas e sempre aparece precedido de preposição. 
16 
Que e o qual se referem a pessoas ou coisas. 
Que e quem funcionam como pronomes substantivos. 
O qual aparece como substantivo ou adjetivo 
Onde, como pronome relativo, refere-se a lugar e pode ser substituído por em que 
 
 
4.5 ADVÉRBIO 
 
É a expressão modificadora que por si só denota uma circunstância (de lugar, de tempo, 
modo, intensidade, condição, etc.). Os advérbios flexionam em grau (comparativo e superlativo). 
Eles se referem a um verbo, a um adjetivo, a outro advérbio ou, até mesmo, a uma declaração 
inteira. Numa oração, ele desempenha a função de adjunto adverbial. 
Exemplo: 
João escreve bem (advérbio em referência ao verbo). 
João é muito bom escritor (advérbio em referência ao adjetivo bom). 
João escreve muito bem (advérbio em referência ao advérbio bem). 
Felizmente João chegou (advérbio em referência a toda a declaração:João chegou; 
o advérbio deste tipo geralmente exprime um juízo pessoal de quem fala. 
 
Classificação dos Advérbios 
 
Advérbio de Modo: Bem, mal, assim, melhor, pior, depressa, devagar, acinte, debalde e grande 
parte das palavras que terminam em “-mente”: cuidadosamente, calmamente, tristemente, dentre 
outros. 
Exemplos Fui bem nas questões. 
Estava andando depressa por causa do temporal. 
 
Advérbio de Intensidade: Muito, demais, pouco, tão, quão, demasiado, bastante, imenso, 
demais, mais, menos, quanto, quase, tanto, tudo, nada, todo. 
Exemplos: Comeu demasiado no jantar. 
Ela gosta bastante de jogar futebol. 
 
Advérbio de Lugar: Aí, aqui, acolá, cá, lá, ali, adiante, abaixo, embaixo, acima, adentro, dentro, 
afora, fora, defronte, atrás, detrás , atrás, além, aquém, antes, aonde, longe, perto. 
Exemplos: Minha casa é ali. 
O livro está embaixo da cama. 
 
Advérbio de Tempo: Hoje, já, afinal, logo, agora, amanhã, amiúde, antes, ontem, tarde, breve, 
cedo, depois, enfim, entrementes, ainda, jamais, nunca, sempre, outrora, primeiramente, 
imediatamente, antigamente, provisoriamente, sucessivamente, constantemente. 
Exemplos: Ontem estivemos numa reunião de trabalho. 
Sempre estamos juntos. 
 
Advérbio de Negação: Não, nem, tampouco, nunca, jamais. 
Exemplos: Jamais voltarei ao estabelecimento dele. 
Não saiu de casa o dia todo. 
 
Advérbio de Afirmação:Sim, deveras, indubitavelmente, decididamente, certamente, 
realmente, decerto, certo, efetivamente. 
Exemplos: Certamente viajarei em dezembro.. 
Ele gostou deveras dos países que visitou. 
 
17 
Advérbio de Dúvida: Possivelmente, provavelmente, acaso, porventura, quiçá, será, talvez, 
casualmente. 
Exemplos: Provavelmente irei ao banco. 
Quiçá chova hoje. 
 
 
 
4.6 PREPOSIÇÃO 
 
Unidade linguística desprovida de independência. Classe invariável que liga dois termos da 
oração numa relação de subordinação. O termo anterior à preposição chama-
se antecedente ou subordinante, e o posterior chama-se consequente ou subordinado. O 
subordinante pode ser substantivo, adjetivo, pronome, verbo, advérbio ou interjeição. 
Exemplos: livro de história 
Útil a todos 
Alguns de vocês 
Necessito de ajuda 
Referentemente ao assunto 
Ai de mim! 
Já o termo subordinado (após a preposição) é constituído por substantivo, adjetivo, verbo (no 
infinitivo ou no gerúndio) ou advérbio 
Exemplos: casa de Pedro 
Pulou de contente 
Gosta de estudar 
Em chegando 
Ficou por aqui 
 
Classificação das Preposições 
 
Preposições essenciais: são aquelas que funcionam apenas como preposição: a, ante, após, 
até, com, contra, de, desde, em, entre, para, per, perante, por, sem, sob, sobre, trás. 
 
Preposições acidentais: são as palavras de outras classes gramaticais que fazem as vezes de 
preposição: afora, fora, como, conforme, consoante, durante, exceto, mediante, menos, salvo, 
segundo, visto, após, etc. 
 
Locuções Prepositivas: A locução prepositiva é formada por duas ou mais palavras com o valor 
de preposição, sempre terminando por uma preposição: abaixo de, acima de, a fim de, além de, 
antes de, até a, depois de, ao invés de, em vez de, ao lado de, em que pese a, à custa de, em 
via de, à volta com, defronte de, a par de, perto de, por causa de, através de, etc. 
 
Combinação, Contração e Crase 
 
Combinação é quando não há perda de elementos fonéticos 
Exemplos: Aonde (a + onde) 
Ao (a + o) 
Aos (a + os) 
 
Contração é quando há perda de elementos fonéticos na junção da preposição com outra 
palavra 
Exemplos: Do (de + o) 
Desta (de + esta) 
Dessa (de + essa) 
18 
Dum (de + um) 
No (em + o) 
Neste (em + este) 
Nisso (em + nisso) 
 
Crase é a fusão de duas vogais idênticas que veremos mais detalhadamente nas próximas 
aulas. 
Exemplos: à (contração da preposição a + o artigo a) 
Àquilo (contração da preposição a + a primeira vogal do pronome 
demonstrativo aquilo) 
 
4.7 CONJUNÇÃO 
 
Unidades que têm por missão reunir orações num mesmo enunciado. A conjunção liga duas 
orações ou duas palavras de mesmo valor gramatical, estabelecendo uma relação entre elas. As 
conjunções são divididas em coordenadas (coordenativas) e subordinadas (subordinativas). 
 
Coordenadas: Ligam orações que pertencem ao mesmo nível sintático. Dizem-
se independentes umas das outras, logo, podem aparecer em enunciados separados. 
Exemplos: Pedro fez concurso para medicina, e Maria se prepara para a mesma profissão. 
 
O exemplo acima poderia, sem prejuízo, ser reescrito em dois enunciados separados e 
independentes: Pedro fez o concurso para medicina. Maria se prepara para a mesma profissão. 
Por isso, a conjunção coordenativa é um conector. 
 
Subordinadas: Ligam orações que se dizem dependentes umas das outras, logo, não podem 
aparecer em enunciados separados. Aqui, a conjunção assinala qual oração poderia aparecer 
sozinha. 
Exemplos: Soubemos que vai chover. 
 
No exemplo acima, a oração “vai chover” poderia aparecer em um enunciado sozinha, 
tendo em vista o seu sentido completo. No entanto, ao ser conectada à oração “Soubemos”, ela 
passou a exercer um nível inferior da estruturação gramatical, a função de palavra, já que “vai 
chover” se tornou objeto direto do núcleo verbal soubemos. Essa é apenas mais uma função 
das conjunções subordinadas. 
 
Classificação das conjunções coordenadas 
 
Aditivas: Exprimem soma, adição de pensamentos: e, nem, não só… mas também, não só… 
como também. 
Exemplo: Paula não fala nem ouve. 
 
Adversativas: Exprimem oposição, contraste, compensação de pensamentos: mas, porém, 
contudo, entretanto, no entanto, todavia. 
Exemplo: Não fomos os vencedores, todavia exibimos a melhor apresentação. 
 
Alternativas: Exprimem escolha: ou…ou, já…já, ora…ora, quer…quer, seja…seja. 
Exemplo: Ou você vem agora ou você não vai mais. 
 
Conclusivas: Exprimem conclusão de pensamento: logo, por isso, pois – quando vem depois 
do verbo –, portanto, por conseguinte, assim. 
Exemplo: Chove bastante, portanto não poderemos sair. 
 
19 
Explicativas: Exprimem razão, motivo: que, porque, assim, pois (quando vem antes do verbo), 
porquanto, por conseguinte. 
Exemplo: Não saímos, porque a babá faltou. 
 
Classificação das conjunções subordinadas 
 
Integrantes: (que, se): Introduzem orações subordinadas com função substantiva. 
Exemplo: Quero que você saia já. 
 
Causais: (que, porque, como, pois, visto que, já que, uma vez que): Introduzem orações 
subordinadas que dão ideia de causa. 
Exemplo: Não fui à aula porque adoeci. 
 
Comparativas: (que, do que, como): Introduzem orações subordinadas que dão ideia de 
comparação. 
Exemplo: Meu primo é mais inteligente que eu. 
 
Concessivas: (embora, ainda que, mesmo que, se bem que, posto que, apesar de que, por mais 
que, por melhor que). Iniciam orações subordinadas que exprimem um fato contrário ao da 
oração principal. 
Exemplo: Vou à praia, mesmo que chova. 
 
Condicionais: (se, caso, contanto que, salvo se, desde que, a não ser que): Iniciam orações 
subordinadas que exprimem hipótese ou condição para que o fato da oração principal se realize 
ou não. 
Exemplo: Se não chover, irei ao clube. 
 
Conformativas: (segundo, como, conforme): Iniciam orações subordinadas que exprimem 
acordo, concordância de um fato com outro. 
Exemplo: Cada um colhe conforme plata. 
 
Consecutivas (que, de forma que, de modo que, de maneira que): Iniciam orações 
subordinadas que exprimem a consequência ou o efeito do que se declara na oração principal. 
Exemplo: Foi tamanho o susto que ela desmaiou. 
 
Temporais: (logo que, antes que, quando, assim que, sempre que): Iniciam orações 
subordinadas que dão ideia de tempo. 
Exemplo: Quando as férias chegarem, viajaremos. 
 
Finais: (a fim de que, para que): Iniciam orações subordinadas que exprimem uma finalidade. 
Exemplo: Estamos aqui para que ele fique tranquilo. 
 
Proporcionais: (à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto mais, quanto menos, 
quanto menor, quanto melhor): Iniciam orações subordinadas que exprimem concomitância, 
simultaneidade. 
Exemplo: Quanto mais trabalho, menos recebo. 
 
4.8 INTERJEIÇÃO 
 
É a expressão com que se traduz os nossos estados emotivos. É mais uma classe gramatical 
invariável. As interjeições possuem existência autônoma e, a rigor, constituem por si orações. 
São sempre acompanhadas de um ponto de exclamação. As interjeições podem representar 
20 
sons vocálicos tradicionais, palavras já correntes na língua ruídos de animais ou de objetos e 
locuções que expressam sensações. 
 
Interjeições comuns 
 
De exclamação: viva! 
De admiração: ah!, oh! 
De alívio: ah!, eh! 
De animação: coragem!, eia!, sus! 
De apelo ou chamamento: ó!, olá!, alô!, psit!, psiu! 
De aplauso: bem!, bravo! 
De desejo ou ansiedade: oh!, oxalá!, tomara! 
De dor física: ai!, ui! 
De dor moral: oh! 
De dúvida, suspeita, admiração: hum!, hem! (ou hein) 
De impaciência: arre!, irra!, apre!, puxa! 
De imposição de silêncio: psiu! (demorado) 
De repetição: bis! 
De satisfação: upa!, oba!, opa! 
De zombaria: fiau! 
 
4.9 VERBO 
 
O verbo é a classe de palavras que exprime ação, estado, mudança de estado, fenômeno da 
natureza e possui inúmeras flexões, de modo que a sua conjugação é feita mediante as variações 
de pessoa, número, tempo, modo, voz e aspeto. 
 
ESTRUTURA DO VERBO 
 
O verbo é formado por três elementos: Radical; Vogal Temática e Desinências. 
 
Radical: O radicalé a base. Nele está expresso o significado do verbo. 
Exemplos: DISSERT- (dissert-ar), ESCLAREC- (esclarec-er), CONTRIBU- (contribu-ir). 
 
Vogal Temática: A vogal temática se une ao radical para receber as desinências e, assim, 
conjugar os verbos. O resultado dessa união chama-se tema. 
Assim, tema = radical + vogal temática. 
Exemplos: DISSERTA- (disserta-r), ESCLARECE- (esclarece-r), CONTRIBUI- (contribui-r). 
 
A vogal temática indica a qual conjugação o verbo pertence: 
 
1.ª conjugação abrange os verbos cuja vogal temática é A: argumentar, dançar, sambar. 
2.ª conjugação abrange os verbos cuja vogal temática é E e O: escrever, ter, supor. 
3.ª conjugação abrange os verbos cuja vogal temática é I: emitir, evoluir, ir. 
 
Desinências: As desinências são os elementos que junto com o radical promovem as 
conjugações. Elas podem ser: 
 
Desinências modo-temporais quando indicam os modos e os tempos. 
Desinências número-pessoais quando indicam as pessoas. 
Exemplos: Dissertávamos (va- desinência de tempo pretérito do modo indicativo), (mos- 
desinência de 1.ª pessoa do plural) 
21 
Esclarecerei (re- desinência de tempo futuro do modo indicativo), (i- desinência de 
1.ª pessoa do singular) 
Contribuamos (a- desinência de modo presente do modo subjuntivo), (mos- 
desinência de 1.ª pessoa do plural) 
 
Para conjugarmos os verbos temos de ter em conta as flexões a seguir. 
 
Pessoa: 1.ª (eu, nós); 2.ª (tu, vós) e 3.ª (ele, eles). 
Número: Singular (eu, tu, ele) e Plural (nós, vós, eles). 
Tempo: Presente, Pretérito e Futuro. 
Modo: Indicativo, Subjuntivo e Imperativo. 
Voz: Voz Ativa, Voz Passiva e Voz Reflexiva. 
 
FORMAS NOMINAIS 
 
As formas nominais são: Infinitivo, Particípio e Gerúndio: 
 
Infinitivo Pessoal e Impessoal: O infinitivo não tem valor temporal ou modal. Ele é pessoal 
quando tem sujeito e é impessoal quando, por sua vez, não tem sujeito. 
Exemplos: O gerente da loja disse para irem embora. (infinitivo pessoal) 
Cantar é uma delícia! (infinitivo impessoal) 
 
Particípio: O particípio é empregado como indicador de ação finalizada, na formação de tempos 
compostos ou como adjetivo. 
Exemplos: Feito o trabalho, vamos descansar! 
A Ana já tinha falado sobre esse tema. 
Calados, os filhos ouviram o sermão dos pais. 
 
Gerúndio: O gerúndio é empregado como adjetivo ou como advérbio. 
Exemplos: Encontrei João correndo. 
Cantando, terminaremos depressa. 
 
CLASSIFICAÇÃO DOS VERBOS 
 
Os verbos são classificados da seguinte forma: 
 
Verbos Regulares: Não têm o seu radical alterado. 
Exemplos: falar, torcer, tossir. 
 
Verbos Irregulares - Nos verbos irregulares, por sua vez, o radical é alterado. 
Exemplos: dar, caber, medir. 
Verbos Anômalos: Quando ocorre alterações profundas no radical, 
Exemplos: Verbos ser e vir. 
 
Verbos Defectivos - Os verbos defectivos são aqueles que não são conjugados em todas as 
pessoas, tempos e modos. Eles podem ser de três tipos: 
 
Impessoais: Quando os verbos indicam, especialmente, fenômenos da natureza (não tem 
sujeito) e são conjugados na terceira pessoa do singular, são verbos impessoais. 
Exemplos: chover, trovejar, ventar. 
 
Unipessoais: Quando os verbos indicam vozes dos animais e são conjugados na terceira 
pessoa do singular ou do plural, são verbos unipessoais. 
22 
Exemplos: ladrar, miar, surtir. 
 
Pessoais - Quando os verbos têm sujeito, mas não são conjugados em todas as pessoas, são 
verbos pessoais. 
Exemplos: banir, falir, reaver. 
 
Verbos Abundantes - Os verbos abundantes são aqueles que aceitam duas ou mais formas. É 
comum ocorrer no Particípio. 
Exemplos: aceitado e aceito, inserido e inserto, segurado e seguro. 
 
NÚMERO E PESSOA 
 
O verbo apresenta flexão de número quando indica o singular ou o plural em sua forma. 
Aparecem no singular quando se referem a uma única pessoa (eu corro/ ela corre) e no plural 
quando é mais de uma pessoa (nós corremos, eles correm). 
Logo, os verbos se flexionam em número (singular ou plural) e pessoa (1ª, 2ª, 3ª). 
 
MODO 
 
O modo verbal indica a atitude do falante em relação à ação que anuncia. (Eu arrependo/ eu 
arrependi/ eu arrependerei). 
 
Modo Indicativo: quando o faltante tem a certeza de sua atitude; o fato é ou será uma realidade. 
Exemplos: Estudei muito para a prova. 
Estudarei bastante para essa prova. 
 
Modo Subjuntivo: quando o falante não tem certeza da atitude; o fato é duvidoso, incerto. Há 
uma possibilidade de que aconteça. 
Exemplos: Pode ser que eu estude hoje. 
Se eu fosse você, estudaria. 
 
Modo Imperativo: quando o falante expressa uma ordem, um pedido ou um conselho. 
Exemplos: Não sejas tão indisciplinado! 
Sê tu uma benção! 
 
TEMPO 
 
Os tempos verbais são três: presente, pretérito e futuro. Vejamos: 
 
Presente: tem relação com um fato ou ação que ocorre no momento em que se fala. 
 A professora está muito bonita hoje. 
 
Pretérito: tem relação com um fato ou ação que ocorreu anterior à fala. 
Exemplo: A professora estava muito bonita ontem. 
 
Futuro: tem relação com um fato ou ação que irá ocorrer posterior à fala: 
Exemplo: A professora estará mais bonita amanhã, pois é nossa formatura. 
 
VOZ 
 
A voz do verbo faz referência ao tipo de relação entre sujeito e verbo. Observe: 
 
Voz ativa: acontece quando o sujeito pratica a ação; o sujeito é o agente da ação. 
23 
Exemplo: O aluno respondeu a pergunta da professora. 
 
Voz passiva: acontece quando o sujeito sofre ação. 
Exemplo: A pergunta da professora foi respondida pelo aluno. 
 
• A voz passiva pode ser analítica, como no caso acima ou sintética, como no caso: Aluga-se 
apartamento. 
 
Voz reflexiva: acontece quando o sujeito pratica e sofre a ação. 
Exemplo: O aluno cortou-se com o estilete 
 
5. FRASE, ORAÇÃO E PERÍODO 
 
 
5.1 FRASE 
 
Frase é todo o enunciado linguístico que tem sentido completo e termina com uma pausa 
pontuada. Não é necessário haver verbo para a formação de uma frase quando o que foi 
enunciado tem sentido completo. 
Exemplos: Silêncio! 
E agora, José? 
Choveu. 
Não sei o que dizer ... 
 
As frases são marcadas por entonação que, na escrita, ocorrem com o recurso dos sinais de 
pontuação. Sem a pontuação, as palavras são apenas vocábulos. 
 
5.2 ORAÇÃO 
 
A oração é o enunciado que se organiza em torno de um verbo ou de uma locução verbal. As 
orações podem ou não ter sentido completo. 
 
Vamos Lembrar os conceitos 
 
(Locução verbal é a junção de dois ou mais verbos que exercem a função morfológica de 
um verbo. De maneira geral, as locuções verbais são constituídas por um verbo auxiliar e 
um verbo principal. Vale lembrar que, como o próprio nome indica, os verbos 
auxiliares acompanham outros verbos (os principais) e indicam as flexões de número (singular e 
plural), pessoa (1ª eu/nós; 2ª tu/vós; 3ª ele(a)/eles(as)), modo (indicativo, subjuntivo e 
imperativo), tempo e voz. Os verbos principais, por sua vez, expressam a ideia central da ação 
praticada. 
 
Exemplo: Ainda estou lendo aquele livro que você me emprestou. 
Locução Verbal: estou lendo 
Verbo auxiliar: estou 
Verbo principal: lendo) 
 
Exemplos: Acabamos, finalmente! 
Levaram tudo. 
É provável. 
Estamos indo ... 
 
5.3 PERÍODO 
https://www.todamateria.com.br/locucao-verbal/
https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/verbo.htm
https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/os-verbos-auxiliares-aspectos-relevantes.htm
https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/subjuntivo-imperativo-formas-nominais-dos-auxiliares.htm
https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/singular-plural.htm
https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/singular-plural.htm
https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/portugues/o-que-sao-modos-verbais.htm
https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/presente-indicativo-quais-os-tempos-que-dele-derivam.htm
https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/o-modo-subjuntivo-imperativo-dos-verbos.htm
https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/o-modo-subjuntivo-imperativo-dos-verbos.htm
https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/formacao-dos-tempos-verbais.htm
https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/vozes-verbo.htm24 
 
Período é frase organizada em uma ou mais orações. O período pode ser simples ou composto. 
 
Período Simples: O período simples é formado por somente uma oração agrupada em torno de 
um único verbo ou de uma única locução verbal. Quando isso ocorre, o período é denominado 
oração absoluta. 
Exemplos: Estamos felizes com os resultados. 
Faltam apenas alguns dias. 
Talvez eu vá. 
 
Período Composto: O período composto é formado por mais de uma oração. Nesse caso, a 
quantidade de orações é sujeita ao número de verbos ou de locuções verbais. 
Exemplos: Faça como eu pedi. 
Não sei se tenho coragem. 
Começou a gritar enquanto ele ia passando. 
 
CLASSIFICAÇÃO DO PERÍODO COMPOSTO 
 
Conforme a sua formação, o período composto é classificado em: 
 
Período Composto por Coordenação: Quando as orações são independentes entre si, ou seja, 
cada uma delas têm sentido completo. 
Exemplos: Levantou e começou a trabalhar. 
Assaltou a loja e correu pela porta dos fundos. 
 
Período Composto por Subordinação: Quando as orações relacionam-se entre si. 
Exemplos: Espero terminar os enfeites até que os convidados comecem a chegar. 
Fiz a receita mesmo sem saber quais ingredientes levava. 
 
Período Misto - quando há a presença de orações coordenadas e subordinadas. 
Exemplos: Levantei, embora ainda estivesse cheio de sono. 
Enquanto ele falar, nós vamos escutar. 
 
 
ORAÇÕES COORDENADAS 
 
As orações coordenadas podem ser sindéticas ou assindéticas, respectivamente, conforme são 
utilizadas ou não conjunções. 
Exemplos: Ora fala, ora não fala. (oração coordenada sindética, marcada pelo uso da 
conjunção “ora...ora”). 
As aulas começaram, os deveres começaram e a preguiça deu lugar à 
determinação. (orações coordenadas assindéticas: “As aulas começaram, os 
deveres começaram”, oração coordenada sindética: “e a preguiça deu lugar à 
determinação”.) 
 
As orações coordenadas sindéticas podem ser: 
 
Aditivas: quando as orações expressam soma. 
Exemplo: Gosta de praia, mas também gosta de campo. 
 
Adversativas: quando as orações expressam adversidade. 
Exemplo: Gostava do curso, contudo não havia vaga na sua cidade. 
 
https://www.todamateria.com.br/periodo-composto-por-coordenacao/
https://www.todamateria.com.br/periodo-composto-por-subordinacao/
https://www.todamateria.com.br/oracoes-coordenadas/
25 
Alternativas: quando as orações expressam alternativa. 
Exemplo: Vai ele ou vou eu. 
 
Conclusivas: quando as orações expressam conclusão. 
Exemplo: Estão de acordo, então vamos. 
 
Explicativas: quando as orações expressam explicação. 
Exemplo: Fizemos o trabalho hoje porque tivemos tempo. 
 
ORAÇÕES SUBORDINADAS 
 
As orações subordinadas podem ser substantivas, adjetivas ou adverbiais, conforme a sua 
função. 
 
Substantivas: quando as orações têm função de substantivo. 
Exemplo: Espero que vocês consigam. 
 
Adjetivas: quando as orações têm função de adjetivo. 
Exemplo: Os concorrente que dormem mais têm um desempenho melhor. 
 
Adverbiais: quando as orações têm função de advérbio. 
Exemplo: À medida que crescem, aumentam as preocupações. 
 
6. TERMOS CONSTITUINTES DA ORAÇÃO 
 
Os termos constituintes da oração são as palavras que compõem ou estruturam os discursos 
linguísticos. São classificados em: 
 
Termos essenciais (sujeito e predicado) 
Termos integrantes (complementos verbais, complemento nominal e agente da passiva) 
Termos acessórios (adjunto adverbial, adjunto adnominal, aposto e vocativo) 
 
6.1 TERMOS ESSENCIAIS DA ORAÇÃO 
 
O nome já indica que não há oração sem a existência do sujeito e do predicado, vistos que 
correspondem aos termos essenciais da construção frasal. 
 
Sujeito 
 
O sujeito é a pessoa responsável pela ação, ou seja, é o termo o qual se declara ou enuncia 
algo. 
 
Tipos de Sujeito: Os sujeitos são classificados em: 
 
Sujeito Simples: formado por um único núcleo. 
Exemplo: Maria andava na praia. (um sujeito responsável pela ação) 
 
Sujeito Composto: formado por dois ou mais núcleos. 
Exemplo: Maria, João e Manuel foram fazer compras. (três sujeitos que compõem 
a ação) 
 
Sujeito Oculto: também chamado de "sujeito elíptico ou desinencial", o sujeito oculto não 
aparece declarado na frase, porém existe uma pessoa que desenvolve a ação. 
https://www.todamateria.com.br/oracoes-subordinadas/
https://www.todamateria.com.br/oracoes-subordinadas-substantivas/
https://www.todamateria.com.br/oracoes-subordinadas-adjetivas/
https://www.todamateria.com.br/oracoes-subordinadas-adverbiais/
26 
Exemplo: Fui comprar óleo para fritar as batatas. 
(Segundo a conjugação verbal, fica fácil determinar qual pessoa é responsável por aquela ação, 
nesse caso, “eu” fui comprar óleo para fritar as batatas.) 
 
Sujeito Indeterminado: nesse caso não é possível determinar o sujeito da ação. Ocorre 
geralmente nas orações que apresentam verbos na 3ª pessoa do plural sem referência ao 
elemento anterior. 
Exemplo: Fizeram acusações sobre você. 
Pode também aparecer nas orações compostas por verbos na 3ª pessoa do singular + partícula 
“se” (índice de indeterminação do sujeito). 
Exemplo: Acredita-se na conscientização da população. 
 
Sujeito Inexistente: são chamadas de “orações sem sujeito”, uma vez que não há qualquer 
elemento ao qual o predicado se refere. Esse tipo de sujeito pode ocorrer nas frases que 
apresentem verbos impessoais, ou seja, o “verbo haver” com significado de existir, acontecer e 
indicando o tempo passado 
Exemplo: Houve muitos comentários. 
 
Em frases com o “verbo ser” indicando tempo (horas, datas, etc.) e distâncias. 
Exemplo: São três horas. 
Ou ser utilizado nas orações que possuam “verbos indicativos” de fenômenos da natureza 
(chover, nevar, garoar, entardecer, anoitecer, etc.). 
Exemplo: Chuviscou o dia todo. 
 
PREDICADO 
 
O predicado corresponde às informações sobre o sujeito os quais concordam com ele em 
número (singular ou plural) e pessoa (eu, tu, ele, nos, vós, eles). Em outras palavras, o predicado 
é o termo que se refere ao sujeito constituído de verbos e complementos. 
 
Tipos de Predicado 
 
Os predicados são classificados em: 
 
Predicado Nominal: orações formadas por verbos de ligação (indicam estado), cujo núcleo 
corresponde a um nome (predicativo do sujeito). 
Exemplo: As pessoas permanecem caladas. 
Note que o predicativo do sujeito designa o termo responsável por exprimir o estado ou modo de 
ser do sujeito, de modo que destaca uma característica ou atributo do sujeito. 
 
Predicado Verbal: expressa ação, sendo o núcleo um verbo que podem ser: transitivo direto 
(VTD), transitivo indireto (VTI), transitivo direto e indireto (VTDI) ou intransitivo (VI). 
Exemplo: Luana viajou.(verbo intransitivo) 
A menina gosta de vestidos novos. (verbo transitivo indireto) 
 
Predicado Verbo-Nominal: nesse caso, o predicado é formado por dois núcleos, ou seja, um 
nome e um verbo. 
Exemplo: A menina chegou atrasada na escola. 
No exemplo, temos o verbo “chegar” com o predicativo “atrasada”, uma vez que 
refere-se e complemente diretamente o sujeito “menina”, sendo, 
portanto, predicativo do sujeito. 
 
6.2 TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO 
https://www.todamateria.com.br/sujeito-indeterminado/
https://www.todamateria.com.br/indice-de-indeterminacao-do-sujeito/
https://www.todamateria.com.br/verbos-impessoais/
https://www.todamateria.com.br/predicado-nominal/
https://www.todamateria.com.br/predicado-verbal/
https://www.todamateria.com.br/predicado-verbo-nominal/
https://www.todamateria.com.br/predicativo-do-sujeito/
27 
 
Os termos integrantes complementam os termos essenciais da oração (sujeito e 
predicado), são eles: os complementos verbais (objeto direto e indireto); o complemento 
nominal e o agente da passiva. Embora alguns estudiosos classifiquem o agente da passiva 
como um termo acessório. 
 
Complemento Verbal: Os complementos verbais constituintes da oração são classificados em: 
 
Objeto Direto: Termo não regido por preposição o qual completa o sentido do verbo transitivo 
direto (VTD); pode ser trocado poro, as, os, as. 
Exemplo: Bianca esperava o namorado. 
 
Objeto Indireto: Termo regido por preposição o qual completa o sentido do verbo transitivo direto 
(VTI). 
Exemplo: Marcela gosta de chocolates. 
 
Complemento Nominal: O complemento nominal corresponde aos termos que complementam 
os nomes por meio de preposição, que podem ser substantivos, adjetivos e advérbios. 
Exemplo: Joana tem orgulho do filho. 
 
Agente da Passiva: É o termo utilizado para determinar o praticante da ação na voz verbal 
passiva, onde o sujeito é denominado “paciente”, ou seja, recebe a ação expressa pelo verbo. 
Geralmente são acompanhados por preposição (por, pelo ou de). 
Exemplo: A casa foi arrumada pelo filho (agente da passiva). 
 
6.3 TERMOS ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO 
 
Os termos acessórios da oração apresentam função secundária na construção das 
orações, visto que são utilizados em determinados contextos sendo dispensáveis em outros. Os 
termos acessórios possuem a função de determinar os substantivos exprimindo circunstâncias, 
são eles: adjunto adverbial, adjunto adnominal, aposto e vocativo. 
 
Adjunto Adverbial: Corresponde ao termo que se refere ao verbo, ao adjetivo e ao advérbio. 
São classificados em: modo, tempo, intensidade, negação, afirmação, dúvida, finalidade, 
matéria, lugar, meio, concessão, argumento, companhia, causa, assunto, instrumento, fenômeno 
da natureza, paladar, sentimento, preço, oposição, acréscimo, condição. 
Exemplo: Felizmente a noiva chegou (adjunto adverbial de modo). 
 
Adjunto Adnominal: É o termo que indica o agente da ação, de forma que caracteriza, modifica, 
determina ou qualifica o nome ao qual se refere (substantivo). 
Exemplo: As duas crianças pequenas brincaram. 
 
Aposto: É o termo encarregado de explicar ou detalhar melhor o nome ao qual se refere. 
Exemplo: Brasília, capital do Brasil, foi construída na década de 60. 
 
Vocativo: É um termo independente da oração que não se relaciona com o sujeito ou predicado. 
Ele indica o “chamamento” ou a “invocação” de uma pessoa ou de um ser (interlocutor), sendo 
isolado por vírgulas. 
Exemplo: Pessoal, vamos para a festa. 
 
7. TRANSITIVIDADE VERBAL 
 
https://www.todamateria.com.br/complemento-verbal/
https://www.todamateria.com.br/objeto-direto/
https://www.todamateria.com.br/objeto-indireto/
https://www.todamateria.com.br/complemento-nominal/
https://www.todamateria.com.br/termos-acessorios-da-oracao/
28 
A transitividade verbal indica a relação entre os verbos transitivos e os seus complementos. 
Isso porque, sozinho, o verbo transitivo não tem sentido completo, o que significa que ele tem 
que transitar para um elemento que o complete. 
Exemplos: Entregaram a encomenda. 
Vendo quadros. 
Segure isto, por favor! 
 
De acordo com o tipo de complemento os verbos são classificados da seguinte forma: 
 
Verbo transitivo direto (VTD): Verbo que não tem sentido completo e precisa de um 
complemento, geralmente introduzido sem preposição, que conclua o quê ou quem. Esse 
complemento é chamado de objeto direto. 
Exemplos: A mesa 3 pediu a carne bem passada. (Pediu o quê? A carne.) 
Terminei a análise. (Terminei o quê? A análise) 
Agora sim, entendo meus pais.(Entende quem? Meus pais) 
 
Verbo transitivo indireto (VTI): Verbo que não tem sentido completo e precisa de um 
complemento que conclua com quem, de quê ou de quem, em quê, para quê ou para 
quem, por quem. Acompanhado de preposição obrigatória, o complemento desse tipo de verbo 
é chamado de objeto indireto. 
Exemplos: Não acredito no que ele diz. (Não acredito em quê? No que ele diz) 
Esperei-lhe pacientemente. (Esperei por quem? Por ele/ela) 
Podemos ir com você? (Ir com quem? Com você) 
 
Verbo transitivo direto e indireto (VTDI): Também chamado de bitransitivo, é o verbo que não 
tem sentido completo e que precisa de objeto direto e indireto. Assim, o verbo transitivo direto e 
indireto precisa de dois complementos, um dos quais sem preposição obrigatória (objeto direto) 
e outro que exige preposição (objeto indireto). 
O objeto direto e indireto completa o verbo com a informação sobre o quê a quem. 
Exemplos: Enviei os postais aos clientes. (Enviei o quê a quem? Os postais aos clientes) 
Agradeceu a oportunidade ao chefe. (Agradeceu o quê a quem? A oportunidade 
ao chefe) 
Expus minhas dificuldades ao professor. (Expus o quê a quem? Minhas 
dificuldades ao professor) 
 
Transitividade X Intransitividade verbal: Enquanto a transitividade do verbo indica a 
necessidade de completar o seu sentido com complementos, a intransitividade verbal indica que 
os verbos têm sentido completo. Assim, sozinhos, os verbos intransitivos conseguem transmitir 
a informação sobre o sujeito. 
Isso não quer dizer que uma oração cujo verbo seja intransitivo tenha obrigatoriamente 
que acabar nesse verbo, mas se acabasse no verbo a oração seria compreensível. É que muitas 
vezes, com os exemplos dados de verbos intransitivos, os alunos acabam concluindo que não 
há mais nada depois dele, e quando há, descartam logo a possibilidade da intransitividade. Muito 
facilmente os alunos identificam "João nasceu", "A planta morreu", "Adormeci" como intransitivos, 
mas se acrescentamos algo a mais, eles param e ficam pensando… 
Exemplo: João nasceu ontem. 
A planta morreu de sede. 
Adormeci cedo. 
As informações que seguem os verbos intransitivos podem ser classificadas como 
adjunto adverbial (é o caso de "ontem", "de sede" e "cedo" dos exemplos acima). 
 
8. CONCORDÂNCIA 
 
https://www.todamateria.com.br/objeto-direto/
https://www.todamateria.com.br/objeto-indireto/
https://www.todamateria.com.br/objeto-direto-e-indireto/
29 
A Concordância é o modo em que se organiza uma frase conforme os demais termos. A 
concordância é muito complexa, já que no português uma única palavra pode modificar a frase 
inteira. Iremos estudar a concordância separadamente, em nominal e verbal sendo que a 
nominal também concorda com a verbal (verbo-nominal). 
Exemplo: Nós não estivemos querendo mais sair de casa. 
 
Observe que o Sujeito, Nós concorda com o verbo estar em número (ambos na 1ª pessoa 
do plural). Como você já viu e provavelmente observou, existe nessa frase um verbo no gerúndio, 
ocorrendo a forma composta, logo estivemos querendo concorda com quisemos. Nesse exemplo 
ocorre a concordância verbal e a verbo-nominal. 
 
Os garotos eram felizes. 
 
Observe que no Sujeito Os garotos o artigo concorda com o substantivo em número e 
gênero. O adjetivo felizes concorda com o sujeito em número, já que este adjetivo não se flexiona 
em gênero. O verbo eram também concorda com o Sujeito em número. Neste caso ocorre a 
concordância nominal e a verbo-nominal. 
 
8.1 CONCORDÂNCIA NOMINAL 
 
É a relação que se estabelece entre as classes de palavras (nomes). É o que faz com que 
substantivos concordem com pronomes, numerais e adjetivos, entre outros. 
 
Exemplo: Estas três obras maravilhosas estavam esquecidas na biblioteca. 
 
Neste caso, pronome, numeral e adjetivo concordam com o substantivo "obras". "Estas" e não 
"estes" obras, pronome que está no plural, já que a oração refere que são três e não apenas uma 
obra maravilhosa. E por que "maravilhosas" e não "maravilhoso"? Porque o substantivo está no 
plural e é feminino, ou seja, tudo muito bem combinado. 
 
REGRAS DE CONCORDÂNCIA NOMINAL 
 
Adjetivo e um substantivo: O adjetivo deve concordar em gênero e número com o substantivo. 
Exemplo: Que pintura bonita! 
 
Quando há mais do que um substantivo: O adjetivo deve concordar com aquele que está mais 
próximo. 
Exemplo: Que bonita pintura e poema! 
 
Mas, se os substantivos forem nomes próprios, o adjetivo deve ficar no plural. 
Exemplo: Debaixo dos Caracóis dos seus Cabelos é uma composição dos grandes Roberto 
Carlos e Erasmo Carlos em homenagem à Caetano Veloso. 
 
Quando há mais do que um substantivo e o adjetivo vem depois dos substantivos: Deve 
concordar com aquele que está mais próximo ou com todos eles. 
Exemplos: Que pintura e poema bonito! 
Que poema e pintura bonita!Que pintura e poema bonitos! 
Que poema e pintura bonitos! 
 
Substantivo e mais do que um adjetivo: Quando um substantivo é caracterizado por mais do 
que um adjetivo, a concordância pode ser feita das seguintes formas: 
 
https://pt.wikibooks.org/wiki/Portugu%C3%AAs/Concord%C3%A2ncia/Nominal
https://pt.wikibooks.org/wiki/Portugu%C3%AAs/Concord%C3%A2ncia/Verbal
30 
Colocando o artigo antes do último adjetivo. 
Exemplo: Adoro a comida italiana e a chinesa. 
 
Colocando o substantivo e o artigo que o antecede no plural. 
Exemplo: Adoro as comidas italiana e chinesa. 
 
Números ordinais 
 
Nos casos em que há número ordinais antes do substantivo: O substantivo pode ser usado tanto 
no singular como no plural. 
Exemplos: A segunda e a terceira casa. 
A segunda e a terceira casas. 
 
Nos casos em que há número ordinais depois do substantivo: O substantivo deve ser usado no 
plural. 
Exemplo: As casas segunda e terceira. 
 
Expressões 
 
Anexo: A palavra "anexo" deve concordar em gênero e número com o substantivo. 
Exemplos: Segue anexo o recibo. 
Segue anexa a fatura. 
 
Mas, a expressão "em anexo" não varia. 
Exemplo: Segue em anexo a fatura. 
 
Bastante(s): Quando tem a função de adjetivo, a palavra "bastante" deve concordar em gênero 
e número com o substantivo. 
Exemplo: Recebemos bastantes telefonemas. 
 
Quando tem a função de advérbio: a palavra "bastante" não varia. 
Exemplo: Eles cantam bastante bem. 
 
Meio: Quando tem a função de adjetivo a palavra "meio" deve concordar em gênero e número 
com o substantivo. 
Exemplos: Atrasado, tomou meio copo de leite e saiu correndo. 
Atrasado, tomou meia xícara de leite e saiu correndo. 
 
Quando tem a função de advérbio: A palavra "meio" não varia. 
Exemplo: Ele é meio maluco. 
Ela é meio maluca. 
 
Menos: A palavra "menos" não varia. 
Exemplos: Hoje, tenho menos alunos. 
Hoje, tenho menos alunas. 
 
É proibido, é bom, é necessário: As expressões "é proibido, é bom, é necessário" não variam, 
a não ser que sejam acompanhadas por determinantes que as modifiquem. 
Exemplos: É proibido entrada. 
É proibida a entrada. 
Verdura é bom. 
A verdura é boa. 
Paciência é necessário. 
31 
A paciência é necessária 
 
 
8.2 CONCORDÂNCIA VERBAL 
 
A Concordância verbal é a relação estabelecida de forma harmônica entre sujeito e verbo. 
Isso quer dizer que quando o sujeito está no singular, o verbo também deve estar; quando o 
sujeito estiver no plural, o verbo também estará. 
Exemplos: Eu adoro quando as flores desabrocham na Primavera. 
Elas adoram quando as flores desabrocham na Primavera. 
Cristina e Eva entraram no hospital. 
 
Parece simples, mas há várias situações que provocam dúvidas não só nos alunos, mas em 
qualquer falante da língua portuguesa. Vamos a elas! 
 
Regras para sujeito simples 
 
Sujeito coletivo: Nesta situação, o verbo fica sempre no singular. 
Exemplo: A multidão ultrapassou o limite. 
 
Por outro lado, se o coletivo estiver especificado, o verbo pode ser conjugado no singular ou no 
plural. 
Exemplo: A multidão de fãs ultrapassou o limite. 
A multidão de fãs ultrapassaram o limite. 
 
Coletivos partitivos: O verbo pode ser usado no singular ou no plural em coletivos partitivos, 
tais como "a maioria de", "a maior parte de", "grande número de". 
Exemplo: Grande número dos presentes se retirou. 
Grande número dos presentes se retiraram. 
 
Expressões "mais de", "menos de", "cerca de": Nestes casos, o verbo concorda com o 
numeral. 
Exemplo: Mais de uma mulher quis trocar as mercadorias. 
Mais de duas pessoas chegaram antes do horário. 
 
Nos casos em que “mais de” é repetido indicando reciprocidade, o verbo vai para o plural. 
Exemplo: Mais de uma professora se abraçaram. 
 
Nomes próprios: Com nomes próprios, a concordância deve ser feita considerando a 
presença ou não de artigos. 
Exemplo: Os Estados Unidos influenciam o mundo. 
Estados Unidos influencia o mundo. 
 
Pronome relativo "que": O verbo deve concordar com o antecedente do pronome “que”. 
Exemplo: Fui eu que levei. 
Foste tu que levaste. 
Foi ele que levou. 
 
Pronome relativo "quem": O verbo pode ser conjugado na terceira pessoa do singular ou 
pode concordar com o antecedente do pronome "quem". 
Exemplo: Fui eu quem afirmou. 
Fui eu quem afirmei. 
 
32 
Expressão "um dos que": Este é mais um dos casos em que tanto o verbo pode ser 
conjugado no singular como no plural. 
Exemplo: Ele foi um dos que mais contribuiu. 
Ele foi um dos que mais contribuíram. 
 
 
 
 
REGRAS PARA SUJEITO COMPOSTO 
 
Sujeitos formados por sinônimos: O verbo tanto pode ir para o plural, como pode ficar no 
singular e concordar com o núcleo mais próximo. 
Exemplo: Preguiça e lentidão destacaram aquela gerência. 
Preguiça e lentidão destacou aquela gerência. 
 
Sujeito formado por palavras em graduação e enumeração: Este é mais um caso em que 
tanto o verbo pode flexionar para o plural, como também pode concordar com o núcleo mais 
próximo. 
 Um mês, um ano, uma década de poder não supriu a saúde. 
Um mês, um ano, uma década de poder não supriram a saúde. 
 
Sujeito formado por pessoas gramaticais diferentes: Nesta situação, o verbo vai para o 
plural e concorda com a pessoa, por ordem de prioridade. 
Exemplo: Eu, tu e Cássio só chegaremos ao fim da noite. 
(eu, 1.ª pessoa + tu, 2.ª pessoa + ele, 3.ª pessoa), ou seja, a 1.ª pessoa do singular tem prioridade 
e, no plural, ela equivale a nós, ou seja, "nós chegaremos". 
 
Exemplo: Jair e eu conseguimos comprar um apartamento. 
(eu, 1.ª pessoa + Jair, 3.ª pessoa). Aqui também é a 1.ª pessoa do singular que tem prioridade. 
No plural, ela equivale a nós, ou seja, "nós conseguimos". 
 
Sujeitos ligados por "ou": Os verbos ligados pela partícula "ou" vão para o plural quando a 
ação verbal estiver se referindo a todos os elementos do sujeito. 
Exemplo: Doces ou chocolate desagradam ao menino. 
 
Quando a partícula “ou” é utilizada como retificação: O verbo concorda com o último 
elemento. 
Exemplo: A menina ou as meninas esqueceram muitos acessórios. 
 
Mas, quando a ação verbal é aplicada a apenas um dos elementos, o verbo permanece no 
singular. 
Exemplo: Laís ou Elisa ganhará mais tempo. 
 
Sujeitos ligados por "nem": Quando os sujeitos são ligados por "nem", o verbo vai para o 
plural. 
Exemplo: Nem chuva nem frio são bem recebidos. 
 
Sujeitos ligados por "com": Quando semelhante à ligação "e", o verbo vai para o plural. 
Exemplo: O ator com seus convidados chegaram às 6 horas. 
 
Mas, quando "com" representar “em companhia de”: O verbo concorda com o antecedente 
e o segmento "com" é grafado entre vírgulas: 
Exemplo: O pintor, com todos os auxiliares, resolveu mudar a data da exposição. 
33 
 
Sujeitos ligados por "não só, mas também", "tanto, quanto", "não só, como": Nesses 
casos, o verbo vai para o plural ou concorda com o núcleo mais próximo. 
Exemplo: Tanto Rafael como Marina participaram da mostra. 
Tanto Rafael como Marina participou da mostra. 
 
Partícula "se": No caso em que a palavra "se" é índice de indeterminação do sujeito, o verbo 
deve ser conjugado na 3.ª pessoa do singular. 
Exemplo: Confia-se em todos. 
 
No caso em que a palavra "se" é partícula apassivadora, o verbo deve ser conjugado 
concordando com o sujeito da oração. 
Exemplo: Construiu-se uma igreja. 
Construíram-se novas igrejas. 
 
Verbos impessoais: Os verbos impessoais sempre são conjugados na 3.ª pessoa do singular. 
Exemplo: Havia muitos copos naquela mesa. 
Houve dois meses sem mudanças. 
 
Sujeito seguido por "tudo", "nada", "ninguém", "nenhum", "cada um": Neste caso, o 
verbo fica no singular. 
Exemplo: Amélia, Camila, Pedro, ninguém o convenceu de mudar a opinião. 
 
Sujeitos ligados por "como", "assim como", "bem como": O verbo é conjugado no plural. 
Exemplo: O trabalho, assim como a confiança, fizeram dela uma mulher forte. 
 
Locuções "é muito", "é pouco", "é mais de", "é menos de": Nestes casos, em que as 
locuções indicam preço, peso e quantidade, o verbo fica sempre no singular. 
Exemplo: Trêsvezes é muito. 
 
Verbos "dar", "soar" e "bater" + hora(s): O verbo sempre concorda com o sujeito. 
Exemplos: Deu uma hora que espero. 
Soaram duas horas. 
 
Indicações de datas: O verbo deve concordar com a indicação numérica da data. 
Exemplo: Hoje são 2 de maio. 
 
Mas o verbo também pode concordar com a palavra dia. 
Exemplo: Hoje é dia 2 de maio. 
 
Verbos no infinitivo 
Infinitivo impessoal: Verbos no infinitivo não devem ser flexionados nas seguintes situações: 
 
Quando têm valor de substantivo. 
Exemplo: Comer é o melhor que há. 
 
Quando têm valor imperativo. 
 
Exemplo: Vá dormir! 
 
Quando são os verbos principais de uma locução verbal. 
Exemplo: Íamos sair quando você chegou. 
 
34 
Quando são regidos por preposição. 
Exemplo: Começamos a cantar. 
 
Infinitivo pessoal: Verbos no infinitivo devem ser flexionados quando os sujeitos são diferentes 
e queremos defini-los. 
Exemplo: Comprei a pizza para eles comerem. 
 
 
9. REGÊNCIA 
 
É o campo da língua portuguesa que estuda as relações de concordância entre dois termos, 
analisando se um serve de complemento para o outro, e assim fazer o emprego correto de certos 
termos. Conforme a categoria gramatical da palavra regente, podemos considerar dois tipos de 
regência: regência nominal e regência verbal. 
Um exemplo da importância do estudo de regência é no caso da palavra assistir que possui 
dois significados, de forma que reconhecer qual dos sentidos está expresso numa oração 
depende da análise do contexto. 
Exemplo: Assistir ao jogo - Nesse caso assistir tem o sentido de ver, observar algo, no caso 
o jogo. 
A enfermeira está assistindo o paciente - Já nessa situação, assistir possui um 
novo significado, ajudar, socorrer. 
 
9.1 REGÊNCIA VERBAL 
 
Regência verbal é a parte da língua que se ocupa da relação entre os verbos e os termos 
que se seguem a ele e completam o seu sentido. Os verbos são os termos regentes, enquanto 
os objetos (direto e indireto) e adjuntos adverbiais são os termos regidos. Para entender melhor 
sobre esse assunto e não errar mais, confira abaixo alguns exemplos e suas respectivas 
explicações: 
 
1. Ele mora em outra cidade. 
2. Isso implica em mudança de horário. 
3. Nós iremos ao passeio 
 
Nos exemplos acima, morar é um verbo transitivo indireto, pois exige a preposição em (morar 
em algum lugar). 
No segundo exemplo, implicar é um verbo transitivo direto, pois não exige preposição (implicar 
algo, e não implicar em algo). 
No terceiro exemplo, ir exige a preposição a, o que faz dele um verbo transitivo indireto. 
Na forma padrão, a oração “Isso implica em mudança de horário” não está correta. 
Vamos ver exemplos de alguns verbos e entender como eles são regidos. Alguns, conforme o 
seu significado, podem ter mais do que uma forma de regência. 
 
Assistir: 
a) com o sentido de ver exige preposição: 
Exemplo: Que tal assistirmos ao filme? 
 
b) com o sentido de dar assistência não exige preposição: 
Exemplo: Sempre assistiu pessoas mais velhas. 
 
c) com o sentido de pertencer exige preposição: 
Exemplo: Assiste aos prejudicados o direito de indenização. 
 
35 
No 
último quadrinho Calvin fala corretamente "assistir ao vídeo" 
 
Chegar: O verbo chegar é regido pela preposição “a”: 
Exemplo: Chegamos ao local indicado no mapa. 
Essa é a forma padrão. No entanto, é comum observarmos o uso da preposição “em” nas 
conversas informais, cujo estilo é coloquial: Chegamos no local indicado no mapa. 
 
Custar: 
a) com o sentido de ser custoso exige preposição: 
Exemplo: Aquela decisão custou ao filho. 
 
b) com o sentido de valor não exige preposição: 
Exemplo: Aquela casa custou caro. 
 
Obedecer: O verbo obedecer é transitivo indireto, logo, exige preposição: 
Exemplo: Obedeça ao pai! 
 
Na linguagem informal, entretanto, ele é usado como verbo transitivo direto 
Exemplo: Obedeça o pai! 
 
Proceder: 
a) com o sentido de fundamento é verbo intransitivo 
Exemplo: Essa sua desconfiança não procede. 
 
b) com o sentido de origem exige preposição 
Exemplo: Essa sua desconfiança procede de situações passadas. 
 
Visar: 
a) com o sentido de objetivo exige preposição 
Exemplo: Visamos ao sucesso. 
 
Na variante coloquial, encontramos o verbo sendo utilizado sem preposição, ou seja, como 
verbo transitivo direto 
Exemplo: Visamos o sucesso. 
 
b) com o sentido de mirar não exige preposição 
Exemplo: O policial visou o bandido à distância. 
 
Esquecer 
O verbo esquecer é transitivo direto, logo não exige preposição 
Exemplo: Esqueci o meu material. 
36 
 
No entanto, na forma pronominal, deve ser usado com preposição: Esqueci-me do meu 
material. 
 
Querer: 
a) com o sentido de desejar não exige preposição 
Exemplo: Quero ficar aqui. 
 
b) com o sentido de estimar exige preposição 
Exemplo: Queria muito aos seus amigos. 
 
Aspirar: 
a) com o sentido de respirar ou absorver não exige preposição 
Exemplo: Aspirou todo o escritório. 
 
b) com o sentido de pretender exige preposição 
Exemplo: Aspirou ao cargo de ministro. 
 
Informar: 
O verbo é transitivo direto e indireto, assim ele exige um complemento sem e outro com 
preposição: 
Exemplo: Informei o acontecimento aos professores. 
 
Ir: O verbo ir é regido pela preposição “a”: 
Exemplo: Vou à biblioteca. 
 
Implicar 
a) com o sentido de consequência, o verbo implicar é transitivo direto, logo não exige 
preposição: 
Exemplo: O seu pedido implicará um novo orçamento. 
 
b) com o sentido de embirrar, é transitivo indireto, logo exige preposição: 
Exemplo: Implica com tudo! 
 
Morar: O verbo morar é regido pela preposição “em”: 
Exemplo: Mora no fim da rua. 
 
Namorar: O verbo namorar é transitivo direto, apesar de as pessoas o usarem sempre seguido 
de preposição: 
Exemplo: Namorou Maria durante anos. 
"Namorou com Maria durante anos" não é gramaticalmente aceito. 
Preferir: O verbo preferir é transitivo direto e indireto. Assim: 
Exemplo: Prefiro carne a peixe. 
 
Simpatizar: O verbo simpatizar é transitivo indireto e exige a preposição "com": 
Exemplo: Simpatiza com os mais velhinhos. 
 
Chamar: 
a) com o sentido de convocar não exige complemento com preposição: 
Exemplo: Chama o Pedro! 
 
b) com o sentido de apelidar exige complementos com e sem preposição: 
Exemplo: Chamou ao João de Mauricinho. 
37 
Chamou João de Mauricinho. 
Chamou ao João Mauricinho. 
Chamou João Mauricinho. 
 
Pagar: 
a) quando informamos o que pagamos o complemento não tem preposição: 
Exemplo: Paga o sorvete? 
 
b) quando informamos a quem pagamos o complemento exige preposição: 
Exemplo: Paga o sorvete ao dono do bar. 
 
9.2 REGÊNCIA NOMINAL 
 
Há também a regência nominal, que é a relação entre nomes e seus complementos. Essa 
relação é estabelecida através de preposições. 
 
Exemplos: O bacharel em Direito pode ser defensor público. (e não “O bacharel de Direito 
pode ser defensor público.”) 
Tenho horror às baratas. (e não “Tenho horror de baratas.”) 
Essa máquina é compatível com a que temos. (e não “Essa máquina é 
compatível a que temos”.) 
 
10. INTERPRETAÇÃO DE TEXTO 
 
É muito comum, entre os candidatos a um cargo público a preocupação com a 
interpretação de textos. Isso acontece porque lhes faltam informações específicas a respeito 
desta tarefa constante em provas relacionadas a concursos públicos. 
 Por isso, vão aqui alguns detalhes que poderão ajudar no momento de responder as 
questões relacionadas a textos. 
 
Texto: É um conjunto de ideias organizadas e relacionadas entre si, formando um todo 
significativo capaz de produzir INTERAÇÃO COMUNICATIVA (capacidade de CODIFICAR E 
DECODIFICAR). 
 
Contexto: É um texto é constituído por diversas frases. Em cada uma delas, há uma certa 
informação que a faz ligar-se com a anterior e/ou com a posterior, criando condições para a 
estruturação do conteúdo a ser transmitido. A essa interligação dá-se o nome de CONTEXTO. 
Nota-se que o relacionamento entre as frases é tão grande, que, se uma frase for retirada de seu 
contexto original e analisada separadamente,poderá ter um significado diferente daquele inicial. 
 
Intertexto: Comumente, os textos apresentam referências diretas ou indiretas a outros autores 
através de citações. Esse tipo de recurso denomina-se INTERTEXTO. 
 
Interpretação de texto: O primeiro objetivo de uma interpretação de um texto é a identificação 
de sua ideia principal. A partir daí, localizam-se as ideias secundárias, ou fundamentações, as 
argumentações, ou explicações, que levem ao esclarecimento das questões apresentadas na 
prova. 
 
Normalmente, numa prova, o candidato é convidado a: 
 
Identificar: É reconhecer os elementos fundamentais de uma argumentação, de um processo, 
de uma época (neste caso, procuram-se os verbos e os advérbios, os quais definem o tempo). 
https://www.todamateria.com.br/regencia-nominal/
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Comparar: É descobrir as relações de semelhança ou de diferenças entre as situações do texto. 
Comentar: É relacionar o conteúdo apresentado com uma realidade, opinando a respeito. 
Resumir: É concentrar as ideias centrais e/ou secundárias em um só parágrafo. 
Parafrasear: É reescrever o texto com outras palavras. 
 
EXEMPLO: 
 
TÍTULO DO TEXTO PARÁFRASE 
 
 
O HOMEM UNIDO 
A INTEGRAÇÃO DO MUNDO 
A INTEGRAÇÃO DA HUMANIDADE 
A UNIÃO DO HOMEM 
HOMEM + HOMEM = MUNDO 
A MACACADA SE UNIU (SÁTIRA) 
 
 
CONDIÇÕES BÁSICAS PARA INTERPRETAR 
 
Fazem-se necessários: 
 
a) Conhecimento Histórico – literário (escolas e gêneros literários, estrutura do texto), leitura e 
prática; 
b) Conhecimento gramatical, estilístico (qualidades do texto) e semântico; 
 
OBSERVAÇÃO: Na semântica (significado das palavras) incluem-se: homônimos e parônimos, 
denotação e conotação, sinonímia e antonímia, polissemia, figuras de linguagem, entre outros. 
 
c) Capacidade de observação e de síntese e 
d) Capacidade de raciocínio. 
 
INTERPRETAR x COMPREENDER 
 
INTERPRETAR SIGNIFICA COMPREENDER SIGNIFICA 
EXPLICAR, COMENTAR, JULGAR, TIRAR 
CONCLUSÕES, DEDUZIR. 
TIPOS DE ENUNCIADOS 
• Através do texto, INFERE-SE que... 
• É possível DEDUZIR que... 
• O autor permite CONCLUIR que... 
• Qual é a INTENÇÃO do autor ao afirmar 
que... 
INTELECÇÃO, ENTENDIMENTO, 
ATENÇÃO AO QUE REALMENTE ESTÁ 
ESCRITO. 
TIPOS DE ENUNCIADOS: 
• O texto DIZ que... 
• É SUGERIDO pelo autor que... 
• De acordo com o texto, é CORRETA ou 
ERRADA a afirmação... 
• O narrador AFIRMA... 
 
 
ERROS DE INTERPRETAÇÃO 
 
É muito comum, mais do que se imagina, a ocorrência de erros de interpretação. Os mais 
frequentes são: 
 
Extrapolação (viagem): Ocorre quando se sai do contexto, acrescentado ideias que não estão 
no texto, quer por conhecimento prévio do tema quer pela imaginação. 
 
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Redução: É o oposto da extrapolação. Dá-se atenção apenas a um aspecto, esquecendo que 
um texto é um conjunto de ideias, o que pode ser insuficiente para o total do entendimento do 
tema desenvolvido. 
 
Contradição: Não raro, o texto apresenta ideias contrárias às do candidato, fazendo-o tirar 
conclusões equivocadas e, conseqüentemente, errando a questão. 
 
Observação: Muitos pensam que há a ótica do escritor e a ótica do leitor. Pode ser que 
existam, mas numa prova de concurso qualquer, o que deve ser levado em consideração é o 
que o AUTOR DIZ e nada mais. 
 
Coesão: É o emprego de mecanismo de sintaxe que relacionam palavras, orações, frases e/ou 
parágrafos entre si. Em outras palavras, a coesão dá-se quando, através de um pronome 
relativo, uma conjunção (NEXOS), ou um pronome oblíquo átono, há uma relação correta 
entre o que se vai dizer e o que já foi dito. 
 
Observação: São muitos os erros de coesão no dia-a-dia e, entre eles, está o mau uso do 
pronome relativo e do pronome oblíquo átono. Este depende da regência do verbo; aquele do 
seu antecedente. Não se pode esquecer também de que os pronomes relativos têm, cada um, 
valor semântico, por isso a necessidade de adequação ao antecedente. 
 
Os pronomes relativos são muito importantes na interpretação de texto, pois seu uso 
incorreto traz erros de coesão. Assim sendo, deve-se levar em consideração que existe um 
pronome relativo adequado a cada circunstância, a saber: 
 
COMO ESTUDAR INTERPRETAÇÃO DE TEXTO 
 
Reconhecimento de palavras-chave: A melhor maneira de estudar interpretação de texto é a 
partir de uma técnica de leitura por reconhecimento de palavras chave, que pressupõe que o 
candidato faça muitos exercícios para poder ser mais assertivo nas respostas. 
“Essa é uma técnica que auxilia o aluno, pois, em geral, as bancas trabalham com textos 
dissertativos”, explica. “A partir do entendimento da estrutura do texto dissertativo, o aluno 
aplicará a técnica do reconhecimento das palavras-chave, para que ele entenda como deve 
analisar cada parágrafo do texto e relacioná-los entre si”, completa a professora. 
 
Destacar pontos importantes: Grifar, circular e destacar pontos importantes faz muita diferença 
e beneficia o estudo de interpretação de texto. “É importante marcar de alguma maneira a ideia 
principal de cada parágrafo, pois, dessa forma, o aluno consegue automaticamente fazer um 
resumo e enxergar o texto de maneira mais simples”, explica Luciane. 
 
 
 
ERROS COMUNS 
 
Extrapolação Textual: Um erro comum dos candidatos é assinalar como resposta correta itens 
que são de extrapolação textual. Extrapolar, em leitura, significa compreender o que o texto não 
disse. É uma espécie de derivação ou digressão que o leitor faz com base em marcas do texto 
das quais ele se desvia muito, fazendo conexões errôneas. 
 
 Paráfrase incorreta: O erro comum se dá por conta de algumas “pegadinhas” pregadas por 
algumas bancas. “As bancas têm trabalhado com questões de interpretação baseadas no 
conceito de paráfrase, então parece que o examinador está recriando uma parte do texto mas, 
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na verdade, ele usa palavras do texto para elaborar uma outra frase que traz sentido 
totalmente diferente”. 
Por fim, recomenda-se que, aqueles alunos que aprenderam alguma técnica de leitura, as 
utilizem não apenas na hora de prestar concursos públicas, mas em todas as situações do dia-
a-dia em que seja necessário interpretar um texto. 
 
DICAS DE INTERPRETAÇÃO DE TEXTO PARA CONCURSOS 
 
Leia com atenção: Leia o texto com perspicácia e sutileza para não perder nenhum detalhe. 
Atenção ao que se pede: Às vezes a interpretação está voltada a uma linha do texto e por isso 
você deve voltar ao parágrafo para localizar o que se afirma. Outras vezes, a questão está 
voltada à ideia geral do texto. 
Seja curioso: Na hora dos estudos, utilize um dicionário e encontre o significado das palavras 
do texto que você não sabe o significado. 
Cuidado com a interpretação: Não permitia que prevaleçam suas ideias sobre as ideias do 
autor. 
Divida o texto: Para melhor compreensão, divida o texto em parágrafos ou partes. 
Cuidado com vocábulos: "Destoa, não, correta, incorreta, certa, errada, falsa, verdadeira, 
exceto e outras", são palavras que aparecem nas perguntas e que, às vezes, dificultam entender 
o que o enunciado está pedindo. 
Dúvida entre duas alternativas: Quando duas alternativas lhe parecem corretas, procurar a 
mais exata ou a mais completa. 
Palavras cruzadas: Além da leitura de textos, um bom exercício para ampliar seu conhecimento 
léxico é fazer palavras cruzadas. Isso aumenta seu vocabulário e sua cultura. 
Mais exercícios: Faça exercícios de palavras sinônimas e antônimas para ampliar suas chances 
de sucesso.

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