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SUPORTE BÁSICO DE VIDA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
c 
A 
B 
D 
CHECAR SEGURANÇA Pedir para se afastarem 
CHECAR RESPONSIVIDADE Tocar nos ombros (tato) e chamar 
 pela pessoa três vezes (auditivo) 
CHAMAR AJUDA E SOLICIATAR O DEA- Ligue para o SAMU 192 
 (apontando) e peça um DEA 
CHECAR PULSO E RESPIRAÇÃO SIMULTANEAMENTE (<10s) 
INICIAR COMPRESSÕES- 5 cm, metade inferior do esterno, 
 permitir retorno do tórax, de 100 a 120 
 por minuto, braços retos 
1 SOCORRISTA 30:2 
2 SOCORRISTAS 15:2 – revezar a cada 2 minutos 
 
ABERTURA DAS VIAS AÉREAS- Inclinar a cabeça para trás, 
 com uma mão na testa e 
 outra na mandíbula 
“BREATHING” 
2 VENTILAÇÕES- Verificar elevação do tórax 
HIPERVENTILAÇÃO 
DESFIBRILAÇÃO- instalação imediata e pedir para se 
 afastarem antes de aplicar o choque 
 
 
CONDUTA EM ADULTOS E CRIANÇAS (>1) 
 
RECONHECER E AVALIAR SEVERIDADE 
 
OBSTRUÇÃO LEVE 
consegue tossir, falar e respirar 
Paciente responsivo 
 
OBSTRUÇÃO GRAVE 
Não consegue falar 
Respiração ausente ou ruidosa 
Tosse silenciosa 
Consciência ou inconsciência 
 
ABORDAGENS ESPECÍFICAS 
 
OBSTRUÇÃO LEVE – RESPONSIVO 
1. NÃO INTERFERIR: Não fazer manobra 
de desobstrução, pois pode gerar 
obstrução 
2. ACALMAR: acalmar o paciente 
3. TOSSE; incentivar tosse vigorosa 
(força) 
4. ATENÇÃO: Observar atentamente 
5. se evoluir para grave, usar manobra 
de Heimlich 
 
OBSTRUÇÃO GRAVE – RESPONSIVO 
1. Usa-se a manobra de Heimlich 
2. ATRÁS DO PACIENTE: Posicione-se 
atrás do paciente, com seus braços 
na altura da crista ilíaca. Em caso de 
crianças, o executor deve ficar de 
joelhos. 
3. MÃO FECHADA: Posicionar uma das 
mãos fechadas, com a face do 
polegar encostada na parede 
abdominal, entre o apêndice xifoide 
e a cicatriz umbilical 
4. MÃO ESPALMADA: Com a outra mão 
espalmada sobre a primeira, 
comprimir o abdome em 
movimento rápidos, direcionados 
para dentro e para cima (em J). 
OBS: dosar a força em paciente 
pediátrico 
5. REPETIR: Repetir a manobra até a 
desobstrução ou até o paciente 
tornar-se não responsivo 
6. OBS; em pacientes obesos ou 
gestantes no ultimo trimestre, realize 
compressões sobre o esterno (linha 
intramamilar) e não sobre o 
abdome 
 
 
engasgo 
OBSTRUÇÃO GRAVE – IRRESPONSIVO 
1. DECÚBITO DORSAL: Posicionar o 
paciente de decúbito dorsal em 
uma superfície rígida 
2. COMPRESSÕES TORÁCICAS: Diante da 
irresponsividade e da ausência de 
pulso, executar compressões 
torácicas com objetivo de remoção 
do corpo estranho. 
3. ABRIR VIAS AÉRES E VERIFICAR: Abrir 
vias aéreas, visualizar a cavidade 
oral e remover corpo estranho, se 
visível e alcançável (com dedos ou 
pinça) 
4. INSUFLAÇÃO: Se nada encontrado, 
realizar 1 insuflação e se o ar ou 
tórax não expandir, reposicionar a 
cabeça e insuflar novamente 
5. Em casos possíveis, considerar 
levá-lo de imediato ao hospital, 
mantendo as manobras básicas de 
desobstrução 
DEMAIS ABORDAGENS 
• Ficar atento a Parada 
respiratório (PR) e Parada 
Cardiopulmonar (PCR) 
• Ligar SAMU 192 
• Aguardar transporte para a 
unidade de saúde 
 
 
 
 
 
 
 
CONDUTA EM BEBÊS (<1) 
 
RECONHECER E AVALIAR SEVERIDADE 
 
OBSTRUÇÃO LEVE 
Não consegue emitir alguns sons 
Não consegue tossir 
Não consegue respirar 
 
OBSTRUÇÃO GRAVE 
Não consegue emitir qualquer som 
com tosse e choro silencioso 
Lábios arroxeados 
 
ABORDAGENS ESPECÍFICAS 
 
OBSTRUÇÃO LEVE EM BEBÊ RESPONSIVO 
1. NÃO INTERFERIR: Não realizar 
manobras de desobstrução 
2. ACALMAR: Acalmar paciente 
3. TOSSE: Permitir tosse vigorosa 
4. ATENÇÃO: Observar atentamente e, 
caso evolua para obstrução grave, 
seguir os próximos passos 
 
OBSTRUÇÃO GRAVE EM BEBÊ RESPONSIVO 
1. SENTAR: O profissional deve sentar-
se 
2. DECÚBITO VENTRAL: Posicionar o bebê 
em decúbito ventral sobre o 
antebraço do profissional, que deve 
apoiar a região mentoniana do 
bebê com os dedos em fúrcula 
3. INCLINAR: Apoiar o antebraço que 
suporta o bebê sobre sua coxa, 
metendo a cabeça em nível 
discretamente inferior o tórax 
4. APLICAR 5 GOLPES E CINCO COMPRESSÕES: 
Aplicar ciclos repetidos de cinco 
golpes no dorso (entre as 
escápulas e com o calcanhar da 
mão), seguidos de cinco 
compressões torácicas logo abaixo 
da linha intermamilar, até que o 
objeto seja expelido ou o bebê 
torne-se irresponsivo 
 
OSTRUÇÃO GRAVE-BEBÊ NÃO IRRESPONSIVO 
1. CHAMAR AJUDA / LIGAR SAMU 192: Se o 
bebê tornar-se irresponsivo, um dos 
profissionais da equipe deve entrar 
em contato com a Regulação 
Médica e solicitar apoio do suporte 
avançado de vida 
2. PARA OS GOLPES: Assim que o bebê 
tornar-se irresponsivo, o profissional 
que realiza as manobras deve parar 
de aplicar golpes no dorso e, 
imediatamente, iniciar manobras de 
ressuscitação cardiopulmonar 
3. DECÚBITO DORSAL: Posicionar o 
paciente em decúbito dorsal em 
uma superfície rígida 
4. FAZER 30 COMPRESSÕES: iniciar 
manobras aplicando 30 
compressões sobre o esterno, 
abaixo da linha intermamilar, para 
expelir o corpo estranho 
5. ABRIR VIAS AÉREAS E REMOVER OBJETO; 
Abrir vias aéreas e, antes de ventilar, 
inspecionar a cavidade oral e 
remover com os dedos o corpo 
estranho, se visível e facilmente 
alcançável 
6. INSULFAR E VERIFICAR: Caso nada seja 
encontrado, realizar uma insuflação 
com dispositivo balsa-valva-
máquina, se o ar não passar ou o 
tórax não expandir, reposicionar a 
cabeça e insuflar novamente 
7. COMPRESSÕES E VERIFICAR: Se ainda o 
ar não passar/tórax não expandir, 
realizar 30 compressões (1 
profissional) ou 15 (2 profisisonais) 
e inspecionar a cavidade oral 
8. REPETIR COMPRESSÕES: Repetir ciclos 
de compressões e ventilações até 
que o objeto seja expelido 
9. COMPRESSÕES DE REANIMAÇÃO: 
Considerar transporte imediato, sob 
orientação da Regulação médica, 
mantendo as compressões de 
reanimação – 30 compressões/2 
ventilações (1 profissional)/ 15 
compressões/ 2 ventilações (2 
profisisonais). Ventilações após 
inspecionar cavidade oral 
10. OFERECER OXIGÊNIO: Se o objeto for 
expelido e a passagem de ar 
reaberta, oferecer oxigênio e fazer a 
avaliação primária 
11. PALPAR PULSO: Se isso não acontecer, 
palpar pulso 
 
 
 
 
 
 
 
 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021 
HABILIDADES DE COMUNICAÇÃO NA ANAMNESE 
OBRIGAÇÕES DO MÉDICO 
 
De acordo com a Sociedade Britânica: 
• Diagnosticar e tratar a doença 
• Promover a saúde e prevenir a doença 
• Orientar o paciente 
• Aliviar o sofrimento 
• Dar apoio ao paciente em sofrimento e 
a seus familiares 
• Aconselhar 
• Participar e por vezes liderar a equipe e 
outros profissionais de saúde 
• Administrar 
• Defender o paciente e exercer papel de 
guardião em relação aos serviços 
• Assegurar o desenvolvimento 
profissional continuo, de modo que seus 
conhecimentos e aptidões sejam 
atualizados 
• Cuidar de si próprio 
 
TIPOS DE COMUNICAÇÃO: 
• Verbal e não-verbal 
• Por telefone 
• Por prontuários médicos 
• Correspondências (APS) 
Na comunicação escrita, a sua melhor 
organização acontece quando você 
conversa com o paciente e só no final da 
consulta escreve/anota algo. Manter a 
postura aberta e o contato visual na 
consulta é importante. Para isso, deve-se 
saber o momento certo de escrever, 
evitando-se escrever a todo momento da 
anamnese. 
Na HDA os primeiros momentos devem 
ser abertos, não pode escrever! 
 
SUJEITOS DA COMUNICAÇÃO: 
• Pacientes 
• Familiares 
• Entre médicos e outros profissionais 
É importante saber a hora de conversar 
com os pacientes e a hora de conversar 
com os familiares. 
 
COMPONENTES ESSENCIAIS 
 
Usadas na comunicação,durante a 
coleta de dados 
• Conhecimento anatômico, fisiológico 
e fisiopatológico 
• Dominar as técnicas do exame físico 
• Capacidade de resolver problemas 
• Capacidade de comunicação: pode 
ser aprendida por meio de técnicas. O 
medico deve saber responder às 
emoções que o paciente traz, não é 
simplesmente deixa o paciente falar. 
 
EFETIVAÇÃO DA COMUNICAÇÃO 
 
COMUNICAÇÃO Expressa mensagens, é 
uma troca de informações. Diante disso, 
alguns fatores vão favorecer a 
comunicação, outros vai bloquear essa 
comunicação. 
POSITIVOS 
• Ficar no mesmo nível do paciente 
• Expressar atenção positiva e 
genuína 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021 
• Demonstrar interesse e curiosidade 
respeitosa 
NEGATIVOS 
• Impaciência 
• Superioridade 
• Julgamento 
ESTRATEGIAS QUE BLOQUEIAM 
COMUNICAÇÃO 
• Linguagem técnica 
• Olhar o relógio 
• Desviar a atenção do paciente 
para ler suas anotações 
• Ignorar ou cortar o paciente para 
fazer uma pergunta 
• Usar perguntas fechadas ou 
direcionadas: limitam a resposta 
do paciente 
 
Na maioria das consultas, o médico não 
deixa o paciente contar a sua história, o 
que dificulta uma abordagem 
centralizada no paciente. Somente 23% 
dos pacientes conseguem completar 
uma declaração. O médico costuma 
interromper o paciente depois de 15-18 
segundos. O tempo para o paciente 
contar uma história é em média de 45 
segundo para a maioria das consultas. 
Com isso, cabe ressaltar a importância 
de deixar o paciente falar o que ele acha 
que tem, pois é importante você ter essa 
percepção do que o paciente sabe sobre 
o que esta acontecendo com ele. “Me fale 
mais sobre isso, poque você acha que 
tem isso?” É muito importante você saber 
qual é a percepção do paciente sobre os 
seus sinais e sintomas, isso deve ser 
valorizado. Se ele estiver certo sobre a sua 
percepção, é um bom sinal. Porém se ele 
não estiver com que acha que tem e 
continuar com sua opinião, pode acabar 
não seguindo o tratamento. Dessa forma 
esses aspectos devem ser trabalhados 
na comunicação. O plano terapêutico 
deve ser compartilhado com o paciente 
para que este possa seguir a prescrição 
 
TÉNICAS DE COMUNICAÇÃO 
• Capacidade de ajudar 
• Capacidade de acompanhar 
• Capacidade de questionar 
• Capacidade de refletir 
• Capacidade de resposta 
avançada 
CAPACIDADE DE AJUDAR 
Saber reconhecer comportamentos não-
verbais tem grande relevância na 
consulta médica. 
• Postura aberta 
• Sentar-se ao mesmo nível do 
paciente, não ficar em pé quando 
ele estiver sentado 
• ficar de frente ou levemente 
inclinado para o paciente 
• movimento corporal adequado 
• distância adequada ao paciente 
• Adequado contato visual (cuidado) 
• Expressão facial aberta, 
adequadamente responsiva à 
história do paciente 
• Considerações de questões do 
ambiente-barulho, privacidade, 
conforto 
 
 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021 
CAPACIDADE DE ACOMPANHAR 
• O medico deve acompanhar ao 
invés de dirigir a história do 
paciente e sempre esclarece e 
reiterar quando necessário. 
• deve também interpretar e 
acompanhar as dicas não verbais 
• deve-se usar estímulos verbais e 
não-verbais mínimos: balançar a 
cabeça, expressões faciais, 
prompts verbais (aham, sei, ahh, 
sim) que devem ser usados nos 
primeiros 90 segundos e sempre 
com o contato visual, nunca sem o 
contato visual 
• Fazer sempre uma sondagem: “me 
conte mais sobre essa dor de 
cabeça”, “você mencionou seu 
marido, como estão as coisas em 
casa?” 
• interpretar as dicas não verbais do 
paciente 
• esclarecer respostas: “veja se eu 
entendi corretamente o que você 
me disse” 
• confirmação: “É claro que esses 
sintomas estão te preocupando” 
”estou feliz por você estar aqui hoje” 
• Silencio atento: quando o paciente 
esta pensando e tentando decidir 
como responder ou continuar. 
Quando esta agitado ou chorando. 
CAPACIDADE DE QUESTIONAR 
• Perguntas abertas: o que posso 
fazer por você hoje? Me conte mais 
sobre você? 
• Perguntas com focos específicos: 
você pode dizer mais sobre essa 
dor? O que é uma dieta normal na 
sua opinião? Por que você acha 
que esta com pedras nos rins? 
• Perguntas fechadas: sim ou não - 
A dor caminha no seu braço? Você 
sente náusea? Alguma falta de ar? 
só pode ser feitas as perguntas 
fechadas após as perguntas 
abertas serem feitas. Nunca iniciar 
pelas perguntas fechadas. 
• Perguntas que devem ser evitadas: 
perguntas direcionas (a dor não 
muda de lugar no seu braço, 
muda?) e as perguntas 
compostas (você se sentiu 
nauseado, com ânsia de vomito, 
diarreia ou constipação?). Essas 
perguntas induzem respostas ao 
paciente. 
CAPACIDADE DE REFLETIR: capacidade 
de induzir o paciente a refletir sobre o que 
aconteceu com ele, parafraseando-o. 
Permite ao médico expressar o que ele 
não somente esta ouvindo, mas entende 
a perspectiva do paciente . 
• Parafrasear. Médico: “Dona Ana 
você disse que esta sentindo que 
seu corpo esta se desfazendo, não 
é isso?” Paciente ”eu sinto que meu 
corpo esta se desfazendo desde 
que completei 50 anos. Eu 
engordei, minha pressão subiu e 
agora você me diz que meu 
colesterol esta alto demais” 
• Empatia: se coloca no lugar do 
paciente e estar atento aos sinais 
do paciente “vejo que a senhora 
esta com a mão na cabeça, o que 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021 
esta acontecendo?” Nunca usar a 
frase “eu entendo o que a senhora 
esta passando” 
• Reiteração: repetir o que o paciente 
esta falando 
 
CAPACIDADE DE REPSOSTA AVANÇADA 
 
Aprofundar algumas informações que o 
paciente trouxe superficialmente através 
de perguntas. “O foi que aconteceu para 
que você pensasse isso?” 
 
ANAMNESE 
 
1. Identificação 
2. Queixa principal 
3. História da doença atual 
4. Interrogatório sintomatológico 
5. Antecedentes pessoais e familiares 
6. Hábitos de vida 
7. Condições socioeconômicas e 
culturais 
IDENTIFICAÇÃO 
• Data e hora 
• Nome 
• Idade 
• Sexo/gênero 
• Cor/etnia: branca, parda, preta 
• Estado civil 
• Profissão 
• Local de trabalho 
• Naturalidade 
• Procedência: residência anterior 
• Residência 
• Nome da mãe 
• Nome do responsável, cuidador ou 
acompanhante 
• Religião 
• Filiação a órgãos/instituições 
previdenciárias e planos de saúde: 
cuidado do médico para não 
onerar o paciente e dificultar a 
adesão ao tratamento. 
 
QUEIXA PRINCIPAL 
MOTIVO PRINCIPAL: É o motivo principal que 
levou o paciente a procurar o médico. 
Inicia-se perguntando: “O que o senhor 
esta sentindo que mais o incomoda no 
momento?”. 
REPETIÇÃO: Repetir, se possível, as 
expressões utilizadas por ele 
ANOTAR ENTRE ASPAS: É um sinal ou 
sintoma breve que deve ser anotada 
entre aspas para indicar que se trata das 
palavras do paciente 
NÃO ACEITAR DIAGNÓSTICOS PRÉ-DEFINIDOS: 
Não deve-se aceitar rótulos diagnósticos, 
deve-se, em geral, solicitar que o 
paciente traduza em linguagem 
corriqueira o que sente. 
HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL 
DETALHAR: A HDA é o registro cronológico 
e detalhado do motivo que levou o 
paciente a procurar assistência médica, 
definindo um sintoma guia, que vai 
geralmente existe desde quando 
começou a sentir sintomas até o 
momento. “Quando o senhor começou a 
sentir isso?” 
SINTOMA GUIA: O sintoma guia geralmente 
é o demais longa duração, o sintoma 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021 
mais salientado desde a queixa principal. 
A partir de sua delimitação, inicia-se a 
pergunta de quando tudo começou 
RECORDANDO HISTÓRICO: Em casos de 
sintomas que começaram a muito tempo 
e o paciente tem dificuldade de recordar 
os detalhes necessários, utiliza-se de 
artifícios; procura-se relacionar o sintoma 
com acontecimentos marcantes, como 
casamentos, aniversários, acidentes.. 
 
 
 
 
 
 
ANÁLISE DO SINTOMA: 
• Inicio: Início súbito ou gradativo, se 
teve fator desencadeante ou não 
Quando começou? 
Como começou? 
• Características do sintoma: 
localização, duração, intensidade, 
frequência, tipo. 
Onde dói? 
A dor irradia? Ela anda? 
Quanto tempodura? 
Como é essa dor? 
• Fatores de melhora ou piora: 
fatores ambientais, posição, 
atividade física, repouso, alimentos, 
medicamentos 
O que melhora a dor? 
O que piora a dor? 
• Relação com outras queixas: 
Verifica-se se há manifestação de 
outros sintomas relacionados com 
o segmento anatômico ou 
funcional acometido. 
Você esta tossindo? 
Você tem falta de ar? 
• Evolução: Registrar o 
comportamento do sintoma ao 
longo do tempo, relatando 
modificações e influência dos 
tratamentos efetuados 
Essa dor se modificou nesses três dias? 
• Situação atual: sintoma no 
momento da anamnese 
Como esta a dor agora? 
SEMIOTÉCNICA 
Após as apresentações iniciais, a 
anamnese inicia-se com perguntas do 
tipo: “O que o senhor esta sentindo?”. A 
partir daí, cabe ao médico esta imbuído 
de ajudar o paciente a relatar seus 
padecimentos, pois não é obrigação dele 
saber fazer isso. Para que isso seja 
alcançado é necessária as seguintes 
técnicas: 
APOIO: “Eu compreendo” despertam 
segurança e pode encorajá-lo nos 
relatos 
FACILITAÇÃO: ações ou palavras que 
encorajem- o gesto de balançar a 
cabeça pode indicar compreensão 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021 
REFLEXÃO: repetição das palavras que o 
médico considerar mais importantes 
EXCLARESCIMENTO: procura-se definir o que 
o paciente esta relatando, de modo mais 
claro possível, uma vez que uma 
expressão pode ter vários significados: 
“Essa tontura significa vertigem ou 
sensação desagradável na cabeça?” 
CONFRONTAÇÃO: mostrar ao paciente algo 
a cerca de suas próprias palavras. “Você 
diz que esta tudo bem, mas porque esta 
com lágrimas no olhos? Isso modificar o 
relato do paciente 
INTERPRETAÇÃO: observação feita a partir 
do que se nota do relato ou 
comportamento do paciente “Você 
parece preocupado com os laudos das 
radiografias que trouxe” 
RESPOSTAS EMPÁTICAS: gestos, palavras e 
atitudes que demonstrem compreensão 
e aceitação sobre algo relatado. Oferecer 
um lenço em caso de choro. 
SILÊNCIO: há momentos que deve-se 
permanecer calado, especialmente em 
casos que o paciente chora e se 
emociona. 
CONFIRMAÇÃO 
EMPATIA E COMPAIXÃO 
SUMÁRIO 
PARAFRASEAMENTO 
TIPOS DE PERGUNTA 
• ABERTAS 
• FOCADAS 
• FECHADAS 
• DIRIGIDAS 
• COMPOSTAS 
REFERÊNCIAS 
 
Bates - Propedêutica Médica - Lynn S. 
Bickley. 11ª Edição. 2015 
PORTO, Celmo Celeno. Semiologia 
Médica. 6.ed. Guanabara Koogan, 2009 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021. 
 EXAME CLÍNICO 
 
 
NERVOS CRANIANOS 
 
 
Os 12 pares de nervos cranianos têm 
origem no tronco encefálico ou se 
dirigem para ele. 
 
OLFATÓRIO 
 
As impressões olfatórias são recolhidas 
pelos receptores da mucosa nasal e 
conduzidas aos centros corticais da 
olfação, situados nos hipocampos. 
 
→De olhos fechados, o paciente deve 
tampar uma das narinas e tentar 
reconhecer o aroma que o examinador 
colocar diante delas. Cada uma das 
narinas é examinada separadamente. 
ODORES CONHECIDOS: café, canela, cravo, 
tabaco, entre outros. 
 
ÓPTICO 
 
As imagens são recolhidas na retina por 
meio dos cones e bastonetes e 
conduzidas ao centro da visão no lobo 
occipital. É examinado do seguinte modo: 
 
ACUIDADE VISUAL: refere-se a clareza de 
visão. Usa-se a tabela de Snellen. Pede-
se ao paciente que diga o que vê na sala 
de exame (parede ou mesa). Examina-
se cada olho separadamente. 
 
→Ambliopia: diminuição da acuidade 
→Amaurose: abolição da acuidade 
 
 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021. 
 
 
CAMPO VISUAL: Quantificação da área 
espacial percebida pelos olhos. Sentado, 
o paciente fixa um dos olhos num ponto 
na face do examinador, postado a sua 
frente e tapa o outro olho com a mão. O 
examinador desloca o objeto ou o próprio 
dedo nos sentidos horizontal e vertical e o 
paciente dirá até que ponto está 
“percebendo” o objeto nas várias 
posições. Cada olho é examinado 
separadamente. 
 
 
 
FUNDOSCOPIA: É realizada com um 
oftalmoscópio e consiste em examinar, 
no fundo do olho o tecido nervoso (retina 
e pupila óptica) e os vasos (artérias, 
veias e capilares). 
 
 
 
 
 
OCULOMOTOR, TROCLEAR, ABDUCENTE 
 
Esses três nervos são examinados em 
conjunto, pois inervam vários músculos 
que têm por função a motilidade dos 
globos oculares. Tais músculos 
compreendem: o reto medial, o reto 
superior, o reto inferior, o oblíquo 
inferior/superior e o reto lateral. A 
investigação acontece da seguinte 
maneira: 
 
 
 
 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021. 
 
 
INSPEÇÃO: inspeciona-se a posição do 
globo ocular no olhar fixo 
 
MOVIMENTOS GLOBO OCULAR: Primeiro 
separadamente e depois 
simultaneamente. É importante 
reconhecer os músculos responsáveis 
por cada movimento: 
• Reto superior: p/ cima (fora) 
• Reto inferior: p/ baixo (fora) 
• Reto lateral: p/ meio (fora) 
• Reto medial: p/ meio (dentro) 
• Oblíquo superior: p/ baixo (dentro) 
• Oblíquo inferior: p/ cima (dentro) 
 
 
PROVA DA CONVERGÊNCIA OCULAR: No 
exame simultâneo dos globos oculares, é 
realizada a prova da convergência 
ocular, que é feita aproximando-se 
gradativamente um objeto ou o próprio 
dedo dos olhos do paciente, observando 
o movimento dos globos oculares 
EXAME DA PUPILA: Logo em seguida faz-
se o exame da pupila, observando-se seu 
diâmetro e contorno e comparando com 
o lado contralateral. A pupila é uma 
estrutura localizada no globo ocular que 
tem a função de controlar a quantidade 
de luz que atinge a retina. Quanto à 
irregularidades, temos os seguintes 
termos: 
→Discoria: irregularidade no contorno 
→Midríase: diâmetro aumentado 
→Miose: diâmetro diminuído 
→Isocoria: igualdade de diâmetros 
→Anisocoria: desigualdade de diâmetros 
 
REFLEXOS: Dinamicamente, a pupila é 
examinada por meio de um feixe 
luminoso e pela convergência ocular. Em 
ambiente com pouca luminosidade, o 
paciente deve olhar para um ponto mais 
distante. O examinador incide um feixe de 
luz em uma pupila e: 
• FOTOMOTOR DIRETO: observa a 
contração da pupila na qual fez o 
estímulo 
• FOTOMOTOR INDIRETO OU 
CONSENSUAL: observa o reflexo 
fotomotor consensual com a 
contração da pupila oposta 
Em seguida aproxima-se dos dois olhos 
um objeto e as pupilas se contrairão 
normalmente (reflexo de acomodação) 
Frase para exame normal: 
→Ortoforia (alinhamento dos dois olhos) 
no olhar fixo 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021. 
→Movimentos dos olhos intactos 
→Pupilas isocóricas e reativas à luz 
 
TRIGÊMEO 
 
O nervo trigêmeo é um nervo misto, 
constituído de raízes motoras e sensitivas, 
as quais devem ser testadas: 
 
TESTE DA FUNÇÃO SENSITIVA: testa-se a 
sensibilidade com pincel e com o objeto 
de ponta romba, tocando as regiões 
frontais da face: região oftálmica, maxilar, 
mandibular. Lembrar de sempre 
compara os dois lados. 
 
 
REFLEXO CORNEO-PALPEBRAR: é feito 
com uma mecha de algodão que toca 
suavemente entre a esclerótica e a 
córnea. O paciente deve estar com os 
olhos virados para o lado oposto, a fim de 
perceber o menos possível a prova. A 
resposta normal é a contração do 
orbicular das pálpebras, daí a 
denominação de reflexo córneo-
palpebral. Quem capta essa 
sensibilidade tátil foi o nervo trigêmeo. 
Porém, o movimento de piscar é realizado 
pelo músculo orbicular (ao redor do 
olho) que é inervado pelo facial. Portanto, 
esse reflexo testa tanto o 5° par, como o 
7° par de nervos cranianos 
 
 
TESTE DA FUNÇÃO MOTORA: inspeciona-
se as regiões temporais e masseterinas, 
avaliando-se os seguintes aspectos 
• Atrofias nas regiões temporais e 
masseterinas. 
• A abertura da boca e o movimento 
da mandíbula para os lados 
• Pede-se para o paciente trincar os 
dentes e verifica se há debilidade 
de algum lado. Pode inclusive 
palpar a região 
 
 
 
 
Frase para exame normal: 
→Sensibilidade tátil e álgica na face 
intacta e simétrica 
→Reflexo córneo-palpebral preservado 
→Contrações dos músculos temporal e 
masseter iguais e simétricas 
 
FACIAL 
 
Do ponto de vista semiológico, interessa 
a parte motora donervo facial, a qual se 
divide anatomoclinicamente em: 
temporofacial e cervicofacial, os quais se 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021. 
distribuem para a musculatura da 
mímica facial 
AVALIAÇÃO FUNÇÃO MOTORA: Examina-
se a mímica fácil. Para isso, pede-se ao 
paciente para enrugar a testa, franzir os 
supercílios, fechar as pálpebras, mostrar 
os dentes, abrir a boca, assobiar, inflar a 
boca e contrair o platisma ou músculo 
cutilar do pescoço 
 
 
 
 
REFLEXO CORNEOPALPEBRAR: o 
movimento de piscar ocorre graças ao 
nervo facial. 
 
AVALIAÇÃO FUNÇÃO SENSITIVA: paladar 
dos 2/3 anteriores da língua. Essa parte 
do exame não é realizado rotineiramente 
nos exames. 
 
Frase para exame normal: 
→Mímica facial preservada 
 
VESTIBULO COCLEAR 
 
Avaliação raiz vestibular: equilíbrio. O 
acometimento na raiz vestibular é 
reconhecível pela anamnese, quando as 
queixas do paciente incluem estado 
vertiginoso, náuseas, vômitos e 
desequilíbrio. A investigação da raiz 
vestibular compreende a pesquisa de 
nistagmo, desvio lateral durante a 
marcha, desvio postural, sinal de 
Romberg, sinal de Babinsk-Weil e 
manobra de Dix-Hallpike. 
• AVALIAÇÃO DA POSTURA E MARCHA: 
para avaliar o equilíbrio. 
• PROVA DE ROMBERG: paciente deve 
ficar na posição vertical, com os pés 
juntos, olhando para frente. Nessa 
postura, deve permanecer 30 
segundos. Em seguida, ordena-se 
que ele feche os olhos e conta-se 
mais 30s. é negativo para ligeiras 
oscilações do corpo. Positivo se 
houver oscilações, com desequilíbrio 
e forte tendência à queda. O teste de 
Romberg avalia principalmente de 
propriocepção ou labirinto 
• MANOBRA DE BABINS-WEIL: paciente 
deve caminhar, de olhos fechados, 
para frente e para trás num percurso 
de aproximadamente 1,5 m. (mais ou 
menos 5 passos para frente) Positivo 
para acentuados desvios da marcha. 
• MANOBRA DE DIX-HALLPIKE: Com 
paciente sentado na cama, este gira 
a cabeça 45° para o lado a ser 
avaliado. Após isso, com a ajuda do 
examinador, o paciente assume 
rapidamente a posição de decúbito 
dorsal e cabeça pendente, mantendo 
a posição da cabeça 45° para o lado. 
O examinador observa os olhos do 
paciente à procura de nistagmo de 
posicionamento. Se a paciente não 
tiver sentido nada de um lado, 
repete-se a manobra do outro lado 
para verificar a habituação e a 
fatigabilidade. É usado para 
identificar a raiz vestibular 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021. 
 
 
Avaliação raiz coclear; audição. Avalia-
se a hipoacusia (perda auditiva) e tenta-
se diferenciar a surdez de condução da 
surdez neurossensorial – busca 
determinar se a perda auditiva tem 
origem neural ou condutiva. 
• AUDIOMETRIA: pode ser realizada por 
meio do atrito suave das polpas 
digitais próximo ao ouvido. 
 
 
• PROVA DE RINNI: consiste em aplicar 
o diapasão na região mastoide, 
quando o paciente deixar de sentir a 
vibração, coloca-se o aparelho 
próximo ao conduto auditivo. Em 
condições normais, o paciente acusa 
a percepção do som (Rinne positivo). 
A transmissão óssea mais 
prolongada que a aérea (Rinne 
negativo) significa deficiência 
auditiva de condução 
 
• PROVA DE WEBER: semelhante ao 
teste de Rinne, porém o diapasão é 
colocado na região medial do crânio, 
no meio da fronte/testa ou acima do 
lábio superior, ficando equidistante 
das orelhas. Normalmente o som é 
escutado igualmente de ambos os 
lados. Positiva para som lateralizado 
para um dos lados 
 
Na surdez condutiva→o problema esta na 
condução do som e o ouvido afetado 
será o mais perceptível. 
Na surdez neurossensorial unilateral→o 
som não é captado no ouvido afetado, 
estando lateralizado para a orelha não 
afetada 
Na surdez neurossensorial bilateral→ o 
som não será ouvido 
 
 
 
 
 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021. 
GLOSSOFARÍNGEO E VAGO 
 
Pelas estreitas ligações quanto á origem, 
ao trajeto e à distribuição, esses nervos 
são examinados em conjunto. Algumas 
funções estão imbricadas entre si, outras, 
porém, correspondem a um ou outro 
nervo especificamente. O exame do 
nervo X inclui o ramo interno do XI, que é 
motor, tem origem bulbar e se une em 
curto trajeto ao nervo vago. 
 
TESTE DO PALADAR: testa-se o paladar 
do terço posterior da língua para verificar 
lesão unilateral do glossofaríngeo 
(hipogeusia e ageusia). No entanto esse 
exame não é habitualmente realizado 
TESTE DO REFLEXO DO ENGASGO OU DO 
VÔMITO: usa-se um abaixador de língua 
e coloca-o no terço distal da língua, para 
provocar o reflexo do engasgo, enquanto 
o examinador observa os movimentos do 
palato mole, da úvula e até da orofaringe. 
 
TESTE DA CONTRAÇÃO DO PLALATO MOLE 
(VEU PALATINO): Examina-se a orofaringe 
do paciente – buscando a úvula e o 
palato, pedindo para o paciente falar 
“Ahhh" e “Ehhh” e observar a elevação do 
palato e da úvula. Essa elevação do 
palato deve ser simétrica. Positiva para 
não elevação do palato. 
 
ACESSÓRIO 
 
O nervo acessório, por ser 
essencialmente motor, interessa aqui o 
exame do ramo externo, de origem 
medular cervical, de trajeto ascendente, 
que penetra na cavidade craniana pelo 
forame occipital e dela sai pelo forame 
jugular, juntamente com os nervos IX e X. 
Inerva os músculos esternocleido- 
mastóideo e a porção superior do 
trapézio. 
TESTE DE FORÇA; contra a resistência do 
examinador 
• Abdução dos ombros (trapézio) 
• Rotação da cabeça para os dois 
lados (testando o 
esternocleidomastóideo) 
HIPOGLOSSO 
 
Trata-se de um nervo exclusivamente 
motor, o qual se origina no bulbo e se 
dirige para os músculos da língua, 
inervando-os. 
 
INSPEÇÃO DA LÍNGUA: dentro da boca e 
exteriorizada. 
MOVIMENTOS DA LÍNGUA: para todos os 
lados, forçando-a de modo que vá de 
encontro à bochecha. 
PALPAÇÃO DA LÍNGUA: avaliação de sua 
consistência. 
 
FISIOLOGIA DOS NERVOS 
 
OLFATÓRIO (I) 
 
ORIGEM APARENTE ENCÉFALO 
 
Bulbo olfatório, saindo da lâmina 
cribiforme do osso etmoide (cavidade 
nasal). Seu núcleo fica localizado no 
corpo amigdaloide e no bulbo olfatório 
acessório (ou seja, núcleo no 
telencéfalo) 
 
Localiza-se na cavidade nasal, mais 
especificamente na lâmina cribiforme do 
osso etmoide, que é crivada e cheia de 
buracos, para permitir a passagem das 
terminações nervosas do 1° par craniano. 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021. 
Essas terminações se interligam com as 
células olfatórias que estão na mucosa 
olfatória do teto da cavidade nasal. O 
conjunto das fibras aferentes do 1° par 
craniano formam o trato olfatório. 
Além disso, a lâmina cribiforme é 
subdividida em bulbo olfatório (1° parte) 
e trato olfatório (2° parte), este que 
possui comunicações superiores com a 
comissura anterior e comunicações 
inferiores com o corpo amidaloide. 
 
EMERGÊNCIA: telencéfalo 
 
PERCURSO: O odor passa pelo vestíbulo, 
pelos meatos, pelas conchas, chega nas 
terminações nervosas do 1° par craniano, 
vai para o bulbo, para o trato olfatório, 
onde se comunica tanto com a 
comissura anterior, como com o corpo 
amigdaloide, e chega ao encéfalo, onde 
haverá interpretação desse odor. 
Portanto, se eu tenho um problema na 
percepção do cheiro (anosmia), pode 
ser um problema em qualquer um desses 
locais, como também pode ser um 
problema no par craniano como em 
qualquer lugar desse percurso, inclusive 
no encéfalo. 
1. VESTIBULO 
2. MEATOS 
3. CONCHAS 
4. BULBO OLFATÓRIO 
5. TRATO OLFATÓRIO 
6. COMISSURA ANTERIOR 
7. CORPO AMIGDALOIDE 
 
ÓPTICO (II) 
 
ORIGEM APARENTE ENCÉFALO 
 
Quiasma óptico, saindo pelo canal óptico 
do crânio. Seu núcleo fica no sulco 
calcarino (ou seja, núcleo no diencéfalo) 
 
 
EMERGÊNCIA: diencéfalo 
 
PERCURSO: No olho você tem as 
estruturas: a córnea, a comissura anterior 
do olho, a pupila, o cristalino, humor vítreo 
e a retina. A luz penetra por tudo isso e 
chega na retina, onde há o disco óptico, 
pelo qual é a avaliado na fundoscopia, 
ele consiste no começo do nervo óptico. 
Esse nervo óptico vai para uma região 
chamada de quiasma óptico. No 
quiasma óptico, as fibrasesquerdas do 
nervo óptico se dividem em uma metade 
que cruza para o outro lado e em outra 
metade que fica do mesmo lado. Isso 
acontece da mesma forma com as fibras 
do nervo óptico do lado direito, em que 
metade cruza o quiasma óptico e a outra 
permanece do mesmo lado. Depois do 
quiasma óptico, as fibras formam os 
tratos ópticos. Do trato óptico, as fibras 
vão até o corpo geniculado lateral, que 
vai emitir as radiações ópticas e vai 
seguir até o encéfalo, para uma região do 
lobo occipital chamada sulco calcarino, 
onde vai ocorrer a interpretação e a 
formação da imagem. 
1. DISCO ÓPTICO DA RETINA 
2. QUIASMA ÓPTICO 
3. TRATO ÓPTICO 
4. CORPO GENICULADO LATERAL 
5. RADIAÇÕES ÓPTICAS 
6. SULCO CALCARINO 
7. ÁREAS DE ASSOCIAÇÃO DO CÓRTEX 
(17) 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021. 
ACUIDADE VISUAL; O teste de acuidade 
visual pode ser feito por um 
oftalmologista, optometrista, um técnico 
em óptica ou um enfermeiro. No teste 
padrão, é usada a Tabela de Snellen. A 
tabela é formada por diversas linhas com 
letras que vão reduzindo de tamanho. A 
pessoa deve conseguir ler a certa 
distância, o que determinará a sua 
acuidade visual. 
 
 
CAMPO VISUAL: teste de Campimetria. A 
campimetria visual é feita com o 
paciente sentado e com o rosto colado 
ao aparelho medidor, chamado 
campímetro, que emite pontos de luz em 
diferentes lugares e com diferentes 
intensidades no campo de visão do 
paciente. Durante o teste, uma luz no 
fundo do aparelho é emitida para que o 
paciente mantenha a visão focada nela. 
Assim, ele terá que acionar uma 
campainha em sua mão à medida que 
conseguir identificar os novos pontos de 
luz que surgem, mas sem movimentar os 
olhos para os lados, encontrando as luzes 
apenas com a visão periférica. 
 
 
 
 
TESTE DE VISÃO: Teste de Ishiahra: 
Durante o exame, o oftalmologista exibe 
para o paciente uma série de 32 cartões 
coloridos, cada um deles com 
preenchidos por círculos de tonalidades 
levemente variadas. Seguindo esse 
padrão, no centro dos cartões ficam 
agrupados círculos de outra cor que 
formam determinados números. Esses 
números podem ser facilmente 
percebidos por pessoas com a visão 
normal. O diagnóstico do tipo, grau e 
existência de daltonismo é, portanto, 
definido pela quantidade de acertos do 
paciente. 
 
 
 
 
OCULOMOTOR (III), TROCLEAR (IV), 
ABDUCENTE (VI) 
 
 
ORIGEM APARENTE ENCÉFALO 
 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021. 
III: Sulco medial do pedúnculo cerebral, 
saindo pela fissura orbital superior do 
crânio (núcleo do mesencéfalo) 
IV: Véu medular superior, saindo também 
pela fissura orbital superior do crânio 
(núcleo no mesencéfalo) 
VI: Sulco do bulbo pontino, saindo 
também da fissura orbital do sulco 
superior do crânio (núcleo na ponte) 
 
EMERGÊNCIA: 
 
III: mesencéfalo 
IV: mesencéfalo 
VI: ponte 
 
MOTRICIDADE OCULAR: O 3°, 4° e 6° par 
craniano são avaliados em conjunto. 
Esses nervos são responsáveis pela 
inervação dos músculos extrínsecos do 
olho (externos ao olho), responsáveis 
pela movimentação dele. 
• VI ABDUCENTE 
➔ Músculo reto lateral (abdução) 
• IV TROCLEAR 
➔ Músculo oblíquo superior 
• III OCULOMOTOR 
➔ Músculo reto superior 
➔ Músculo reto inferior 
➔ Músculo reto medial 
➔ Músculo oblíquo inferior 
➔ Músculo elevador da pálpebra 
➔ Músculo esfíncters da pupila 
➔ Músculo ciliar 
MÚSCULO ELEVADOR DA PÁLPEBRA: O 3° 
par craniano também inerva o músculo 
da pálpebra que é responsável pela sua 
elevação, denominado musculo elevador 
da pálpebra. Portanto, se a pálpebra esta 
caída, ou seja, se há uma ptose palpebral, 
o problema pode estar relacionado com 
o 3° par craniano ou com o músculo 
elevador da pálpebra. Essa musculatura 
é extrínseca e do tipo esquelética 
(voluntária) 
MÚSCULOS ESFÍNCTERS DA PUPILA: Ao 
redor da pupila também há músculos 
circulares, responsáveis pela regulação 
do seu diâmetro, chamados de músculos 
esfíncteres da pupila. Essa musculatura é 
lisa (involuntária, SNA, ação 
parassimpática) e do tipo intrínseca 
(dentro do olho). 
NÚCLEOS DO OCULOMOTOR: Todos os 
pares cranianos podem ter diferentes 
núcleos, o que os permite possuírem 
diferentes funções, como no caso do 3° 
par craniano. 
 
O 3° par craniano é responsável por dois 
tipos de sistemas/musculaturas 
diferentes: 
→Musculatura lisa: sistema autônomo 
parassimpático, involuntário, esfíncteres 
da pupila. 
→Musculatura esquelética: sistema 
somático, voluntário (sistema Piramidal), 
demais músculos dos olhos e da pupila. 
Isso só é possível porque ele possui dois 
núcleos (corpos celulares) diferentes. 
Estes dois núcleos estão localizados no 
mesencéfalo, porém em regiões distintas 
• NÚCLEO MOTOR: responsável pela 
motricidade extrínseca do olho. 
• NÚCLEO ACESSÓRIO PARASSIMPÁTICO: 
denominado de Edinger Westphal. 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021. 
Os núcleos do 1° e do 2° par craniano, por 
estarem localizados no telencéfalo e no 
diencéfalo, fazem sinapse diretamente 
com o encéfalo. os demais núcleos, dos 
outros nervos cranianos, primeiro 
comunicam-se com o tronco encefálico. 
 
 
REFLEXOS PALPEBRAIS 
Quando é incidido um foco luminoso 
sobre o olho no exame, a luz penetra por 
todo o globo ocular até chegar na retina. 
Quando atinge a retina, o feixe de luz é 
captado pelo nervo óptico e chega no 
quiasma óptico. A partir daí, metade das 
fibras cruzam e a outra metade 
permanece no mesmo lado da fibra. 
Como é um reflexo, a fibra aferente 
precisa se comunicar com a fibra 
eferente, com isso, no encéfalo a fibra 
aferente se comunica com o núcleo 
parassimpático (Edinger) do 3° par 
craniano (oculomotor), tanto do lado 
direito como do lado esquerdo. Em 
seguida, o nervo oculomotor leva 
informações/eferências até o músculo 
esfíncter da pupila, que promove a 
contração da pupila, tanto do lado 
esquerdo (REFLEXO DIRETO) como do 
lado direito (REFLEXO INDIRETO). 
 
 
1 CASO CLÍNICO 
 
 
 
Problema: nervo abducente (VI par) 
 
DESCRIÇÃO CLÍNICA: Na inspeção dos 
olhos, com o paciente em repouso, 
percebe-se um desvio medial do globo 
ocular esquerdo. 
 
HIPÓTESE DIAGNÓSTICA ANATÔMICA: 
(diagnóstico topográfico ou anatômico) 
pode haver problema no músculo reto 
lateral esquerdo ou no nervo abducente 
esquerdo (6° par craniano) 
 
ANÁLISE DE CASO: O olho esquerdo do 
paciente esta sofrendo ação do músculo 
reto medial, que provoca um desvio para 
a região medial. No entanto, o olhar 
deveria estar voltado para frente. Para 
isso, de acordo com as regras de soma 
vetorial, deveria estar agindo no olho o 
musculo reto lateral em conjunto com o 
musculo reto medial. Se o olho esta 
desviado medialmente, significa que o 
musculo reto medial esta com seu 
funcionamento normal. Portanto, o 
problema estaria no musculo reto lateral 
(abdução do olho), que deveria esta 
anulando (vetorialmente) o movimento 
provocado pelo músculo medial. O reto 
lateral é inervado pelo nervo abducente 
(6° par), portanto, a situação pode 
indicar um problema nesse nervo ou no 
próprio músculo reto lateral. Esse exemplo 
é de um estrabismo. 
 
2 CASO CLÍNICO 
 
 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021. 
 
Problema: nervo troclear (IV par) 
 
DESCRIÇÃO CLÍNICA: Na mirada lateral 
direita, com o paciente em repouso, 
nota-se um desvio supero-medial do 
olho esquerdo. 
 
HIPÓTESE DIAGNÓSTICA ANATÔMICA: o 
problema pode estar no músculo oblíquo 
superior esquerdo ou no nervo troclear 
esquerdo 
 
ANÁLISE DE CASO: O músculo que está 
agindo é o reto medial. Porém, o olho esta 
desviando para no sentido supero-
lateral. Para que isso não acontecesse, 
deveria estar agindo o músculo obliquo 
superior, que o puxaria o olho no sentido 
ínfero-medial (para baixo). Portanto, ele 
pode estar com alguma paresia ou 
deficiência na sua força. O obliquo 
superior é inervado pelo nervo troclear 
(4° par), 
 
3 CASO CLÍNICO 
 
 
 
Problema: nervo oculomotor (III par) 
 
DESCRIÇÃO CLÍNICA: Nota-se na 
inspeção dos olhos, com o paciente em 
repouso, desvioinfero-lateral do globo 
ocular esquerdo, ptose da pálpebra 
esquerda e anisocoria, com midríase da 
pupila esquerda. 
 
HIPÓTESE DIAGNÓSTICA ANATÔMICA: O 
problema do desvio ocular pode estar no 
músculo oblíquo inferior ou no nervo 
oculomotor (III par). O problema da 
ptose palpebral pode estar relacionado a 
falhas do músculo elevador da pálpebra 
ou no III par, que o inerva. O problema da 
midríase pode estar associado a falhas 
no músculo esfíncter da pupila ou no III 
par, que o inerva 
 
ANÁLISE DE CASO: O olhar no sentido 
ínfero-lateral ocorre por ação do 
músculo reto inferior. Porém, o desvio 
ínfero-lateral pode ocorrer por uma falha 
no músculo obliquo inferior, que devia 
puxá-lo no sentido supero-medial, para 
centralizar o olhar. O músculo oblíquo 
inferior é inervado pelo nervo oculomotor 
(3° par), o que pode indicar problemas 
em um dos dois. Além disso, o músculo 
elevador da pálpebra também é 
inervado pelo 3° par, com isso, o 
problema de ptose palpebral pode 
envolver um dos dois. O músculo obliquo 
inferior e o músculo elevador da pálpebra 
estão relacionados ao núcleo motor do 3° 
par – que inerva músculos 
extrínsecos/esqueléticos do olho 
(musculatura voluntária – sistema 
piramidal). Porém, o 3° par, como já visto 
anteriormente, também possui um núcleo 
parassimpático (Edinger Westphal), que 
inerva os músculos intrínsecos do olho, 
entre eles o musculo esfíncter da pupila, 
e quando este tem sua ação reduzida, o 
paciente terá uma midríase (aumento da 
pupila). Assim, o problema da midríase 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021. 
pode ser causado tanto por um 
problema no músculo como no nervo. 
 
4 CASO CLÍNICO 
 
 
 
Problema: convergência ocular 
 
DESCRIÇÃO CLÍNICA: 
→Imagem A: Ortoforia (alinhamento dos 
dois olhos) no olhar fixo 
→Imagem B: Movimento conjugado dos 
olhos intacto 
→Imagem C: Na mirada lateral direita, 
observa-se nistagmo no olho direito e 
ausência do movimento conjugado dos 
olhos 
 
HIPÓTESE DIAGNÓSTICA ANATÔMICA: O 
problema pode estar no fascículo 
longitudinal medial, responsável pela 
intercomunicação do mesencéfalo, ponte 
e bulbo e, por isso, importante para a 
realização do movimento conjugado dos 
olhos, o que não ocorre na imagem C. 
 
AVALIAÇÃO DO OLHAR CONJUGADO: 
Quando você examina um olho de cada 
vez você esta analisa o 3°, 4° e 6° par. No 
entanto, quando você pede para o 
paciente ficar com os dois olhos abertos 
para avalia-lo, você esta avaliando o 
olhar conjugado, ou seja, área 8 e todas 
as estruturas ligadas a ela, dentre elas o 
fascículo longitudinal medial. No exame 
do olhar conjugado, pede-se para o 
paciente ficar com os dois olhos abertos 
e faz-se alguns movimentos dos olhos 
em conjunto, de forma conjugada, ou 
seja, o olhar conjugado é quando 
paciente olha com um dos olhos para um 
lado e o outro olho segue 
obrigatoriamente para esse mesmo lado. 
 
Outro detalhe importante é que somente 
observando-se a imagem A, pode-se 
excluir problemas no 3°, 4° e 6° par. Se 
houvesse uma lesão no 3° par, haveria 
um desvio lateral, ptose palpebral e 
midríase. Se fosse uma lesão no 4° par, 
um dos olhos apresentaria desvio 
supero-medial. Se fosse uma lesão no 6° 
par, um dos olhos apresentaria um desvio 
medial. 
 
FISIOLOGIA DO OLHAR CONJUGADO: 
Assim como no cérebro tem a área 4 
responsável pela atividade motora, existe 
também a área 8, que esta no lobo 
frontal, responsável pelo olhar conjugado. 
Quando você esta avaliando o olhar 
conjugado, obrigatoriamente esta 
avaliando também a área 8. Essa área 
esta ligada obrigatoriamente ao 6° par 
craniano (abducente) e este inerva o 
musculo reto lateral, por isso que o olho 
esquerdo vai para a direção lateral, como 
esta sendo mostrado na IMAGEM B. 
Lembrando que o 6° par tem seu núcleo 
localizado na ponte. 
Já no olho direito da imagem B, quem 
esta agindo é o musculo reto medial, que 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021. 
é inervado pelo musculo oculomotor (3° 
par), cujo núcleo esta localizado no 
mesencéfalo. 
 
MOVIMENTO CONJUGADO EFETIVO 
IMAGEM B: Quando um paciente olha 
para o lado esquerdo (imagem B), no 
olho esquerdo age o nervo abducente 
(6° par-músculo reto lateral) e no olho 
direito age o nervo oculomotor (3° par-
músculo reto medial). Ou seja, olhos 
diferentes, músculos diferentes, nervos 
diferentes . 
 
O corpo só consegue fazer isso graças a 
esse caminho do olhar conjugado. Então 
o que acontece: a área 8, responsável 
pelo olhar conjugado, se comunica 
diretamente com o 6° par. promovendo a 
abdução do olho. Só que ao redor do 6° 
par há uma estrutura/substancia 
chamada FORMAÇÃO RETICULAR 
PARAMEDIANA, por meio da qual se 
permite que o 6° par do olho esquerdo 
(cujo núcleo esta na ponte) se 
comunique com as estruturas da ponte 
no outro lado (contralateral-lado direito). 
 
Só que a ponte não irá se comunicar com 
o 6° par diretamente e sim através de 
uma estrutura que desce e sobre em 
todo o tronco encefálico, chamada de 
FASCICULO LONGITUDINAL MEDIAL. Esse 
fascículo intercomunica o mesencéfalo, 
ponte e bulbo (é como se fosse um 
trato), permitindo que troquem 
informações. Assim, o 6° par agiu e 
manda informações através dessa 
formação reticular paramediana, que se 
comunica com o fascículo longitudinal 
medial do outro lado e por meio deste, a 
informação chega até o núcleo do 3° par 
(oculomotor-mesencéfalo), este age 
sobre o musculo medial, movimento o 
olho para o mesmo lado do outro e 
promovendo o movimento conjugado 
dos olhos. 
 
MOVIMENTO CONJUGAFO FALHO 
IMAGEM C: 
Solicitou-se ao paciente uma mirada 
lateral direita, no entanto, houve um 
nistagmo no olho direito e o olho 
esquerdo não houve o desvio medial que 
deveria ter acontecido. Nesse momento, 
não pode-se ter o raciocínio visto no 3°, 
4° e 6° par, pois aqui não se esta 
avaliando um olho de cada vez, e sim os 
dois olhos abertos em conjunto, estamos 
avaliando o olhar conjugado do paciente. 
 
O que aconteceu na imagem C foi: A 
área 8 se comunica com o 6° par 
craniano (abducente) do lado 
contralateral, que inerva o reto lateral. 
Assim, quando o 6° par promove o 
movimento lateral do olho direito, estará 
também mandando informações para a 
FORMAÇÃO RETICULAR PARAMEDIANA, que 
esta ao seu redor. essa formação deveria 
se comunicar com o FASCICULO 
LONGITUDINAL MEDIAL do outro lado. No 
entanto, o olho esquerdo não esta 
apresentando o movimento medial no 
olho esquerdo. Isso significa que pode 
haver um problema no FASCICULO 
LONGITUDINAL MEDIAL, e, portanto, uma 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021. 
falha na comunicação do 6° par de um 
lado com o 3° par do outro lado. 
 
O problema não esta na FORMAÇÃO 
RETICULAR PARAMEDIANA, pois ela é curta 
e só a faz uma ponte com o fascículo, 
este que esta comprometido. 
 
O nome dessa doença é OFTALMOPLEGIA 
INTERNUCLEAR. Essa doença é causada 
por AVE na ponte (tronco encéfalico) 
 
Se estou pedindo para o paciente olhar 
para o lado direito, a área 8 esta do lado 
esquerdo (contralateral). 
 
5 CASO CLÍNICO 
 
 
 
Problema: nervo abducente (VI par) 
 
DESCRIÇÃO CLÍNICA: Na mirada lateral, 
com paciente em repouso, percebe-se 
uma paresia no desvio lateral do olho 
esquerdo 
 
HIPÓTESE DIAGNÓSTICA ANATÔMICA: 
(diagnóstico topográfico ou anatômico) 
Esse é um exemplo de um paciente com 
problema no 6° par craniano, no músculo 
reto lateral. As vezes, esse problema pode 
se mostrar discreto, pois você não há 
uma paralisia/plegia, mas apenas uma 
paresia (musculatura agindo, porém 
enfraquecida), por isso o desvio não é 
tão acentuado. 
 
TRIGÊMIO (V) 
 
ORIGEM APARENTE ENCÉFALO 
 
Entre a ponte e o pedúnculo cerebelar 
médio, passando pela fissura orbital 
superior. Seu núcleo fica na ponte 
 
EMERGÊNCIA: Ponte 
 
PERCURSO: O trigêmeo é divide-se em 
três ramos que inervam regiões da face: 
ramo oftálmico, maxilar e mandibular. O 
5° é misto, porém é predominantemente 
sensitivo, ou seja, quando se falar em 
sensibilidade da face, deve-selembrar 
imediatamente do trigêmeo. Assim, nos 
exames físicos testa-se os seus núcleos 
sensitivos, responsável pela sensibilidade 
tátil (pincel) e dolorosa (agulha ponta 
romba), e seu núcleo motor, responsável 
pela mastigação. 
 
NÚCLELO PRINCIPAL PONTINO: 
Responsável pela sensibilidade tátil e 
barestésica 
 
NÚCLEO ESPINAL: responsável pela 
sensibilidade dolorosa 
 
NÚCLEO MESENCEFÁLICO: responsável 
pela propriocepção da musculatura da 
mastigação e do globo ocular. É o que 
permite por exemplo que uma pessoa 
consiga dizer, com os olhos fechados, se 
esta com a boca aberta e fechada. 
 
NÚCLEO MOTOR: inerva os músculos da 
mastigação: musculo temporal, 
masseter e pterigóideos. 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021. 
 
FACIAL (VII) 
 
ORIGEM APARENTE ENCÉFALO 
 
Sulco bulbo pontinho, saindo pela fissura 
estilomastóide do crânio. Tem seu núcleo 
na ponte. 
 
EMERGÊNCIA: Ponte 
 
CARACTERÍTICA: Diferentemente do 
trigêmeo, o facial, apesar de também ser 
misto, é predominantemente motor. 
 
NÚCLEO MOTOR: Responsável pela 
musculatura da face. Avalia-se este 
pedindo-se para o paciente enrugar a 
testa, franzir a sobrancelha, fechar os 
olhos com força, mostrar os dentes, 
assobiar. A partir disso iremos identificar 
as alterações na mimica facial. 
 
NÚCLEO SENSITIVO: gustação dos 2/3 
anteriores da língua. Além disso sua parte 
sensitiva pode ser denominada de RAIZ 
SENSITIVA OU NERVO DE WRISBERG, que 
fica na região periauricular. 
 
 
 
 
 
 
 
 
1° CASO CLÍNICO 
 
 
 
Problema: nervo facial (VII) 
 
DESCRIÇÃO CLÍNICA: 
Paciente 1: No exame da mímica facial, 
paciente apresentou enrugamento 
unilateral da testa, desnível das 
sobrancelhas, apagamento do sulco 
nasolabial direito e desvio da rima labial 
para o lado esquerdo. 
 
Paciente 2: Na inspeção dos olhos 
fechados, observou-se o fechamento 
incompleto do olho direito, apagamento 
do sulco nasolabial direito 
 
HIPÓTESE DIAGNÓSTICA ANATÔMICA: o 
problema pode estar no nervo facial ou 
na área de associação cortical. 
 
2° CASO CLÍNICO 
 
 
 
Problema: nervo facial (VII) 
 
DESCRIÇÃO CLÍNICA: é solicitado aos dois 
paciente que enruguem a testa e 
mostrem os dentes. 
 
PACIENTE 1: No exame da mimica facial, 
nota-se a manutenção das marcas de 
expressão nas duas faces da testa, 
sobrancelhas no mesmo nível, 
apagamento do sulco nasolabial direito e 
desvio da rima labial para a esquerda 
 
PACIENTE 2: No exame da mimica facial, 
nota-se o apagamento das linhas de 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021. 
expressão/ausência das linhas de 
expressão na fronte à direita, desnível na 
altura das sobrancelhas, apagamento do 
sulco nasolabial direito e um desvio da 
rima labial para a esquerda. 
 
PARALISIA CENTRAL: (caso grave) 
quando não paralisa totalmente um lado 
da face (paralisia apenas da hemiface 
inferior), é um problema em uma das 
áreas 4 motoras (central). Nesse caso, o 
paciente deve ser levado imediatamente 
para o serviço de emergência. 
PARALISIA PERIFÉRICA: (caso leve) 
paralisa totalmente um lado da face, é 
um problema no 7° par craniano 
(periférico)/plegia do 7° par. Nesse caso, 
o paciente recebe acompanhamento 
ambulatorial e é encaminhado para a 
fisioterapia. 
 
HEMIFACE INFERIOR: só recebe 
comandos centrais da área 4 do lado 
contralateral 
HEMIFACE SUPERIOR: recebe comandos 
tanto da área 4 do mesmo lado, como da 
do lado contralateral 
 
DIAGNÓSTICO E ANÁLISE DE CASO: 
PACIENTE 1: Paralisia facial central – 
caracterizadas (no caso) pela paralisia 
apenas da hemiface inferior direita. 
Provavelmente é resultado de problema 
na área 4 esquerda, como também pode 
ser um problema do trato corticonuclear. 
 
No homem, a hemiface inferior esta 
paralisada e a hemiface superior está se 
movendo. Isso indica um problema ou na 
áera 4 do lado esquerdo, pois esta 
comanda a hemiface inferior do lado 
direito. Como também pode ser um 
problema na via que promove essa 
comunicação entre a área e o nervo, 
denominada TRATO CORTICONUCLEAR. A 
hemiface superior esta se movimentando 
pois ela recebe comando da área 4 do 
mesmo lado (direito). 
 
TRATO CORTICONUCLEAR: responsável 
por integrar a área de um lado com o 
nervo de outro. 
 
PACIENTE 2: Paralisia facial periférica – 
caracterizada (no caso) por paralisia de 
toda a hemiface direita. Provavelmente 
causada por problemas no 7° nervo 
craniano do lado direito, responsável pela 
mimica facial de todo o lado direito. 
 
O comando o 7° par é oriundos da área 4 
de Brodiman, do giro pré-central. A área 
4 do lado direito manda fibras que 
cruzam e vão influenciar o 7° par 
esquerdo, influenciando nos movimentos 
da musculatura da hemiface inferior 
esquerdo, enquanto que as fibras que 
ficaram do mesmo lado inervam 
somente a hemiface superior. 
 
Já a área 4 do lado esquerdo também 
manda fibras que cruzam e vão agir no 
7° par do lado direito e este age em toda 
a hemiface inferior, enquanto que as 
fibras que não cruzaram inervam 
somente a hemiface superior 
 
No caso em questão: como a mulher tem 
toda a hemiface direita totalmente 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021. 
paralisada, isso indica um problema no 7° 
nervo, pois se ela tiver uma lesão central, 
à esquerda por exemplo, ainda assim ela 
tinha que movimentar a hemiface 
superior direita, pois esta é comandada 
também pela área 4 do lado direito. 
 
3° CASO CLÍNICO 
 
 
 
Problema: nervo facial (VII) 
 
DESCRIÇÃO CLÍNICA: No exame da 
mimica facial, observou-se a 
manutenção das marcas de expressão 
nos dois lados da hemiface superior, 
sobrancelhas no mesmo nível, 
apagamento do sulco nasolabial 
esquerdo e um desvio da rima labial para 
a direita 
 
HIPÓTESE DIAGNÓSTICA ANATÔMICA: 
paralisia facial central, não é o problema 
no 7° par. 
 
ANÁLISE DE CASO: A tomografia correta 
referente a esta mulher é a primeira, pois 
se a paralisia foi do lado esquerdo, o 
problema esta na área 4 do lado direito 
 
4° CASO CLÍNICO 
 
 
Problema: nervo facial (VII) 
 
DESCRIÇÃO CLÍNICA: No exame da 
mimica facial, observou-se as 
preservação de marcas de expressão da 
hemiface superior dos dois lados, 
sobrancelhas no mesmo nível, 
apagamento do sulco nasolabial direito e 
desvio da rima para o lado esquerdo 
 
HIPÓTESE DIAGNÓSTICA ANATÔMICA: 
paralisia facial lateral a direta, com lesão 
é contralateral esquerda 
 
VESTIBOLOCOCLEAR (VIII) 
 
ORIGEM APARENTE ENCÉFALO 
 
Sulco bulbo pontino, penetra no osso 
temporal pelo meato acústico interno, 
porém não sai do crânio, Seu núcleo esta 
na ponte. 
 
EMERGÊNCIA: Ponte 
 
PROVAS: o vestibulococlear possui duas 
partes, uma vestibular, responsável pelo 
equilíbrio (testes de equilíbrio-Romberg, 
desvio do pronador, Dix-Hallpike) e uma 
parte coclear, responsável pela audição 
(teste de Rinne e Weber) 
 
DIX HALLPIKE: paciente sentada de uma 
forma que quando ela deitar a sua 
cabeça passe da borda da maca. O 
médico explica o procedimento, segura 
na cabeça de um lado e do outro, faz 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021. 
uma rotação de 45° e auxilia o paciente 
a deitar sua cabeça de olhos abertos. 
Paciente fica nessa posição por 30 
minutos e o médico fala: se você sentir 
alguma coisa me avise → tontura ou 
nistagmo → é utilizada para avaliar a raiz 
vestibular do nervo Vestibulococlear. 
 
 
 
Essa manobra permite identificar se a 
vertigem relatada pelo paciente é 
periférica ou central, devido à algumas 
características: 
 
 
 
VERTIGEM PERIFÉRICA: 
→Gravidade da vertigem: Severa 
→Latência dos sintomas e nistagmo: o 
tempo que leva a paciente começar a 
referir os sintomas é de 2 a 40 segundos 
→Duração do nistagmo: <1 mim 
→Fatigabilidade: nistagmo começa forte 
e vai diminuindo (fatigando) 
→Habituação: a cada vez que se repete 
a manobra, os sintomas vão ficando 
menos intensos 
 
VERTIGEM CENTRAL 
→Gravidade da vertigem: variável 
→Latência dos sintomas e nistagmo: 
iniciam-se imediatamente 
→Duração do nistagmo: >1 min 
→Fatigabilidade: na vertigem centralo 
nistagmo mantém-se no mesmo nível de 
intensidade 
→Habituação: toda vez que se repete a 
manobra, a intensidade dos sintomas é a 
mesma 
 
TONTURA; é o principal sintoma 
associado a essa raiz vestibular. Tontura 
é considerado um termo geral, na HDA 
você terá que especificar se é uma 
vertigem, se é uma síncope ou sensação 
iminente de desmaio, se é apenas uma 
sensação de desequilíbrio ou se é uma 
sensação de cabeça vazia ou flutuação. 
Tudo isso é chamado de tontura, por isso 
é importante especifica-la e tentar 
classificar a queixa do paciente em uma 
dessas quatro características. Além 
disso, deve-se certificar se a vertigem 
(sensação giratória) é objetiva ou 
subjetiva: 
• Objetiva: quando os objetivos ao 
redor giram 
• Subjetiva: quando o próprio sujeito 
sente que ele esta girando 
 
TESTE DE RINNE: o examinador irá acionar 
o diapasão e coloca no processo 
mastoide atrás da orelha e explica “Vou 
encostar esse aparelho em você, quando 
parar de sentir a vibração, me avise”. 
Quando a paciente disser que parou de 
sentir, você tira o da posição e coloca-o 
próximo da orelha e pergunta se a 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021. 
paciente esta escutando alguma coisa, 
espera-se que ela diga que esta 
escutando algo. Na prova de Rinne, testa-
se primeiro a condução óssea e depois a 
condução aérea. O normal é que a 
condução aérea seja maior do que a 
condução óssea, ou seja, a condução 
óssea ocorre por um menor período de 
tempo do que a condução aérea, isso é o 
normal. 
• ALTERAÇÃO PROVA RINNE: quando a 
condução óssea do paciente for maior 
do que a condução aérea, paciente 
não escuta ao colocar diapasão 
próximo do ouvido. O problema pode 
estar em qualquer caminho que essa 
condução aérea faz, por exemplo, 
pode ser cera do ouvido impedindo a 
condução aérea, pode ser um 
problema na membrana timpânica, no 
martelo, na bigorna. 
 
TESTE DE WEBER: Coloca-se o diapasão 
na fronte do paciente e pergunta onde 
ela esta sentindo a vibração. O normal é 
que ela não refira lateralização da 
vibração, esta deve ser sentida bem no 
centro da testa, isso significa que a 
condução óssea tanto para um lado da 
testa quanto para o outro é igual. A 
paciente não sente diferença entre os 
sons escutados nos dois lados da 
cabeça. 
• ALTERAÇÃO PROVA WEBER: na prova 
de weber o desvio na condução óssea 
vai ser percebido maior no ouvido 
afetado/surdo. Quando a condução 
óssea esta diminuída, ou seja, tem-se 
uma perda auditiva condutiva 
unilateral, o paciente tem um ouvido 
abafado (abafamento aéreo), com 
isso ela tem a falsa percepção que há 
o deslocamento da vibração para esse 
lado → vai dizer que esta sentindo 
melhor no meu ouvido ruim/surdo. 
 
 
 
CUIDADO: um paciente com a condução 
óssea diminuída, prejudicada, o teste de 
Rinne continuará sendo positiva, 
indicando normalidade, pois se a 
condução aérea normalmente é maior 
do que a óssea, imagine se ela já estiver 
reduzida. Quando faço o teste de Weber, 
ele dirá, portanto, que esta ouvindo 
melhor do lado do ouvido bom (surdez 
neurossensorial) ou do ruim (surdez 
condutiva) 
 
Portanto, o teste de Rinne não me garante 
normalidade total, deve ser feito o teste 
de weber. Se o teste de Weber mostrar 
lateralização para um dos lados do 
ouvido, indica um problema de surdez. 
 
CURIOSIDADE: 
Teste de Rinne e Weber é para diferenciar 
se há um problema na: 
→PERIFÉRICA: na condução aérea, 
confirmado no teste de Rinne, pois este 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021. 
compara a condução óssea e a aérea de 
um lado do rosto. 
→CENTRAL: na condução óssea. 
Confirmado no teste de Weber, pois ele 
compara a condução óssea do lado 
esquerdo e direito. 
 
CÓCLEA: Dentro da parte do osso 
temporal, denominada porção petrosa, 
se encontra a cóclea. Quando eu coloco 
o diapasão na região da fronte do osso 
temporal, a vibração vem pelo osso até 
chegar na região em que a cóclea esta 
encravada, é aqui onde ela deve captar 
essa condução 
 
GLOSSOFARÍNGEO (IX) E VAGO (X) 
 
ORIGEM APARENTE ENCÉFALO 
 
IX: Sulco lateral posterior do bulbo, sai 
pelo forame jugular do crânio. Seu núcleo 
fica no bulbo 
X: Sulco lateral posterior ao bulbo, sai pelo 
forame jugular do crânio. Seu núcleo fica 
no bulbo 
 
EMERGÊNCIA: 
IX e X: Bulbo 
O glossofaríngeo e o vago são 
responsáveis pela fonação, pela 
inervação da língua, pelo aparelho de 
fonação essa parte posterior da faringe. 
São avaliados pedindo-se para o 
paciente fazer o “Ahh” “Ehh” e observar a 
movimentação do palato e da região da 
úvula, o que vai indicar que esses nervos 
estão com um bom funcionamento. 
 
ACESSÓRIO (XI) 
 
ORIGEM APARENTE ENCÉFALO 
 
Sulco lateral posterior ao bulbo (raiz 
craniana) e à medula (raiz espinal). 
Passa pelo forame jugular. Seu núcleo 
está localizado no bulbo e na medula 
 
EMERGÊNCIA: do bulbo e da medula 
 
Inerva o musculo esternocleidomastóideo 
e o trapézio, então você solicitara 
movimentos de elevação e abaixamento 
do ombro e rotação do pescoço para um 
lado e para o outro 
 
HIPOGLOSSO (XII) 
 
ORIGEM APARENTE ENCÉFALO 
 
Sulco lateral anterior ao bulbo, adiante da 
oliva. Passa pelo canal do hipoglosso no 
crânio. Seu núcleo fica no bulbo 
 
EMERGÊNCIA: Bulbo 
 
É avaliado primeiro com o paciente com 
a língua dentro da boca, pede-se para 
movimentá-la para ambos os lados- 
cima, baixo, lado e outro, e depois pede 
para o paciente colocar a língua para 
fora e depois para movimenta-la-cima, 
baixo, lado e outro. 
 
1° CASO CLÍNICO 
 
 
 
Problema: nervo hipoglosso (XII) 
 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021. 
DESCRIÇÃO CLÍNICA: Nota-se desvio da 
língua para a direita 
 
HIPÓTESE DIAGNÓSTICA ANATÔMICA: o 
problema esta no lado no 12° par direito, 
pois quando a musculo esta normal e 
você coloca-a para fora da boca, os 
músculos da língua conseguem colocar a 
ponta da língua para a frente, mas se um 
deles esta com problema do lado direito, 
esse lado da língua tende a ficar dentro 
da boca, por isso a língua desvia para o 
lado afetado (direito), como mostrado 
na imagem. 
 
INVERÇÃO DA LÍNGUA: 
2/3 anteriores → a sensibilidade geral 
(tátil térmica e dolorosa) nessa região é 
dada pelo 5° par craniano, a 
sensibilidade gustativa dessa região é 
dada pelo 7° par craniano. 
1/3 posterior → os dois tipos de 
sensibilidade são dada pelo 9° par 
craniano 
A motricidade de toda a língua → é dada 
pelo 12° nervo 
 
EXAME DE CONSCIÊNCIA GLASGOW 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
PORTO, Celmo Celeno. Semiologia 
Médica. 6.ed. Guanabara Koogan, 2009. 
 
BATES, B. Propedêutica Médica. 11ª ed. Rio 
de Janeiro: Guanabara Koogan, 2015. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANATOMIA COLUNA VERTEBRAL 
 
 
É uma estrutura curva composta por 
vértebras ósseas conectadas por 
discos intervertebrais cartilaginosos. 
Faz parte do esqueleto axial e se 
estende da base do crânio até a 
ponta do cóccix. A medula espinhal 
atravessa o seu centro. 
 
FUNÇÕES 
Torcer, curvar e balançar o tronco em 
várias direções, além de proteger a 
medula espinhal e ajudar na 
sustentação do peso corporal 
 
REGIÕES E CURVATURAS 
• CERVICAL: curvatura cervical ou 
lordose cervical 
• TORÁCICA: curvatura torácica ou 
cifose torácica 
• LOMBAR: curvatura lombar ou 
lordose lombar 
• COCCÍGEA: curvatura sacral ou cifose 
sacral 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VERTEBRAS 
São constituídas por um total de 33 
vértebras. Elas são diferentes entre si, 
variando em tamanho e 
características, especialmente de 
uma região para outra. Possui como 
estruturas básicas: o corpo vertebral, 
o arco vertebral e os processos 
vertebrais. São elas: 
• CERVICAIS: 7 (C1 a C7) 
• TORÁCICAS: 12 (T1 a T12) 
• LOMBARES: 5 (L1 a L5) 
• SACRO: 5 fundidas (S1 a S5) 
• CÓCCIX: 3 a 4 fundidas 
 
coluna 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROJEÇÕES ÓSSEAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• C3: Nível do osso hioide 
• C4: Nível da cartilagem tireoide 
• C6: Nível da cartilagem cricoide 
• C7: Vertebra mais proeminente 
• T2: Nívelda espinha escapular 
• T4: Nível do ângulo esterno 
• L4: Nível da cicatriz umbilical 
• S1: Nível da crista ilíaca 
ANATOMIA DA SUPERFÍCIE VERTEBRAL 
VERTEBRAS CERVICAIS E TORÁCICAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VERTEBRAS LOMBARES, SACRO E CÓCCIX 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TRÍGONO DO PESCOÇO 
• ANTERIOR: submentual, submandibular, 
muscular e carótido 
• POSTERIOR: supraclavicular e occipital 
 
 
 
 
 
SINAIS E SINTOMAS 
 
Os principais sintomas das afecções 
da coluna vertebral são: dor e rigidez 
pós-repouso. 
DOR 
Pode estar localizada em um de seus 
segmentos (cervical, dorsal ou 
lombossacral) ou em toda a sua 
extensão, sendo importante ser 
registrada suas características: 
• Intensidade 
• Duração 
• Localização 
• Irradiação 
• Fatores agravantes, precipitantes ou 
atenuantes 
• Dor referida: quando é originada em 
outra região, que não a coluna 
DOR REFERIDA: uma dor que pode ser 
percebida na coluna vertebral, sem 
ser, contudo, originada nela. Exemplos 
importantes são: 
-Coluna toracolombar->pancreatite 
-Coluna torácica->ulcera duodenal 
-Coluna lombar->dor renal 
-Coluna lombossacral->ginecológica 
 
 
ENFERMIDADES DEGENERATIVAS OU 
INFLAMATÓRIAS: geram dores de longa 
duração, com intensidade de leve a 
média, 
 
ENFERMIDADES COMPRESSIVAS OU 
INFECCIOSAS: geram dores de curta 
duração, com intensidade elevada 
 
A dor na coluna vertebral, 
principalmente nos segmentos 
cervical e lombossacral, quando se 
irradia para os membros superiores 
ou inferiores, sugere possibilidade de 
comprometimento radicular, cuja 
etiologia pode ser degenerativa 
(discoartrose) ou compressiva 
(hérnia discal e neolpasia) 
 
Já a clássica dor que melhora com os 
movimentos e piora a noite são das 
afecções inflamatórias (espondinilite 
anquilosante) 
 
A dor continua mesmo em repouso e 
com grande piora aos movimentos 
ocorre na hérnia discal 
 
A dor que melhora no repouso, piora 
no início dos movimentos, mas 
melhora com o decorrer deles é típica 
da esponfiloartrose 
 
RIGIDEZ PÓS-REPOUSO 
Geralmente matinal, costuma ocorrer 
tanto em doenças inflamatórias 
(mais persistente) como nas 
degenerativas (mais passageira). 
 
EXAME FÍSICO 
 
Higieniza-se as mãos, conforme o 
protocolo da ANVISA, apresenta-se ao 
paciente e explica os procedimentos, 
solicitando permissão para realiza-los 
• Inspeção 
• Palpação 
• Movimentos 
• Manobras 
 
INSPEÇÃO 
 
 
OBJETIVOS 
• Reconhecer curvaturas 
• Reconhecer projeções ósseas 
• Deformidades 
• Desalinhamentos 
• Assimetrias 
• Atrofias 
• Lesões da pele 
• Abaulamentos 
• Retrações 
• Cicatrizes 
• Nichos pilosos lombossacral 
 
POSTERIOR 
Começa com o paciente em pé, de 
costas para o examinador e, 
obrigatoriamente, com o tórax 
despido e os pés sem sapatos. 
Observa-se o alinhamento da: 
• Cabeça, em relação ao corpo 
• Orelhas 
• Ombros 
• Escápulas 
• Crista ilíaca 
• Linha espondiléia 
• Simetria do Triângulo de Talhe, 
formado pelo caimento dos 
ombros com as alturas das 
cinturas, com a linha espondiléia 
ou vertebral 
LATERAL 
Paciente com os braços em extensão, 
paralelos ao solo, para visualização 
das curvaturas da coluna. Observa-
se: 
• Alterações nas curvaturas 
• Pede para que degluta, para 
verificar possíveis alterações 
cervicais 
ANTERIOR 
Com o paciente virado de frente, faz-
se observações de alinhamento: 
• cabeça 
• orelhas 
• ombros 
• crista ilíaca 
• Trângulo de talhe 
• joelhos 
• mamilos 
• centralização da cicatriz 
umbilical 
• Presença dos músculos peitorais 
• Deformidades da caixa torácica: 
pectus escavatum e carinatum 
• Teste da inclinação ou teste de 
Adams- busca deformidades, 
gibosidades dorsais ou 
lombares 
ALTERAÇÕES VERTEBRAIS 
 
 
 
 
 
 
 
 
PALPAÇÃO 
 
Técnica da digitopressão/palpação 
da linha espondileia (vertebral) – 
palpa-se vertebras e espaços entre 
elas – e da linha paravertebral 
(músculos para espinhais). 
 
OBJETIVOS 
• Procura-se dor 
• Crepitações, cistos e tumoração 
• Contraturas musculares 
• Desalinhamentos 
 
COLUNA CERVICAL: palpa-se as 
partes moles (trígono do pescoço) e 
ossificadas: 
ANTERIORES: paciente em posição 
supina para relaxamento da 
musculatura cervical 
 
PARTES MOLES 
• Musculo esternocleidomastóideo 
• Cadeia linfática cervical da borda 
do músculo é palpável em afecções 
do trato respiratório 
• Glândula tireoide 
• Parótidas 
• Fossa supraclavicular 
• Pulso carotídeo 
 
 
 
 
 
 
 
 
PARTES ÓSSEAS 
• Osso hioide, que esta ao nível de 
C3 e fica acima da cartilagem 
tireoidiana 
• Cartilagem tireoidiana, cujo 
ápice é o “pomo de adão” e esta 
ao nível de C4 
• Primeiro anel cricoide, parte 
integrante da traqueia, esta 
abaixo da cartilagem cricoide e 
acima do sítio de eleição para a 
traqueostomia de emergência. 
Esta no nível de C6 
• Tubérculo carotídeo, palpado 
ainda ao nível de C6, adjacente 
ao pulso carotídeo 
 
 
POSTERIOR: paciente sentado 
PARTES MOLES 
• Músculo linfático, próximo ao 
músculo, palpável apenas em 
caso de afecções 
• Nervos occipitais maiores 
podem ser palpados em caso 
de inflamações 
• Ligamento nucal anterior 
 
 
 
 
 
 
 
PARTES ÓSSEAS 
• Occipício, na face posterior do 
crânio, onde se encontra a 
protuberância occipital externa 
e lateralmente a essa, a linha 
nucal superior. Lateralmente a 
esta linha, encontra-se o 
processo mastoide. 
• Vértebras C2 e C7, que são 
facilmente palpáveis. As C1, 
C3,C4,C5 e C6 são mais 
profundas, porém, deve-se 
tentar palpá-las a procura de 
dor, crepitação ou 
desalinhamento 
• Superfícies articulares, ao lado 
das vértebras, podem tentar ser 
palpadas 
 
 
COLUNA TORÁCICA: paciente deve 
estar sentado. Geralmente a 
palpação inicia-se delimitando a 
escápula e identificando sua espinha. 
• Vértebra T3, esta na mesma 
linha da espinha da escápula, 
quando os membros estão na 
posição anatômica. O ângulo 
inferior da escápula situa-se 
sobre T7 ou T8 
• Vértebra C7, é proeminente, 
podendo ser visualizada. A partir 
desses dois pontos de referência 
– C7 e T3 – as demais vértebras 
entre eles podem ser palpada 
• Músculos rumboides, que se 
originam na coluna, entre C7 e 
T5 e inserem-se na margem 
medial da escápula, são 
palpados com membro superior 
em rotação interna máxima e 
adução 
 
 
 
 
 
 
 
COLUNA LOMBOSACRAL: palpação 
com o paciente em pé. Palpa-se: 
• Crista ilíaca, que esta localizada 
na região entre L4 e L5 
• Espinhas ilíacas 
anterossuperiores e 
posterossuperiores (ao nível de 
S2) 
• Processos espinhosos das 
vértebras 
• Nervo ciático, da região da 
nádega até a região poplítea 
• Musculatura abdominal, com 
paciente na posição 
semissentada. A porção superior 
é inervada por T7 até T10 e a 
inferior de T11 até L1 
 
 
 
 
 
 
 
 
MOVIMENTOS 
 
Investiga-se dor ou limitação do 
movimento 
• COLUNA CERVICAL: flexão, extensão, 
rotação, inclinação lateral 
• COLUNA TORÁCICA: são limitados, 
usa-se as manobras 
• COLUNA LOMBAR: flexão, extensão, 
rotação e inclinação 
• COLUNA COCCÍGEA: não há 
COLUNA CERVICAL 
Avalia-se a amplitude dos 
movimentos. A precisão desse exame 
pode ser melhorada pedindo-se para 
o paciente segurar entre os dentes 
uma espátula, usada como referência 
no registro das angulações. 
• FLEXÃO: paciente deve ser capaz 
de encostar o queixo no tórax 
• EXTENSÃO: deve ser observado 
um alinhamento da fronte e do 
nariz com o plano horizontal. 
• ROTAÇÃO: queixo deve se alinhar 
com os ombros. 
• INCLINAÇÃO: encostar a orelha no 
ombro. 
 
COLUNA LOMBAR 
A amplitude dos movimentos 
lombares apresenta variações com a 
idade e sofre influencia da flexibilidade 
das articulações. Deve considerar o 
aparecimento de dor, espasmo, 
rigidez ou bloqueio. 
 
 
MANOBRAS 
 
COLUNA CERVICAL 
 
MANOBRA DE SPURLING 
POSIÇÃO: Flexão lateral da cabeça do 
paciente, na qual o examinador realiza 
pressão sobre o topo da cabeça. 
EFEITO: Ocorre compressão das raízes 
nervosas do plexo braquial 
POSITIVA:Positiva para formigamento ou 
parestesia, Não é positiva para dor 
 
 
 
 
SINAL DO ALÍVIO EM ABDUÇÃO 
POSIÇÃO: Em posição sentada, 
solicita-se que o paciente 
ativamente coloque a mão no topo 
do crânio 
EFEITO: Descompressão da raiz 
nervosa região C5-C6 
POSITIVA: Positiva para alívio da dor 
ou parestesia. Deve ser realizada 
quando a manobra de Spurling é 
positiva. 
 
TESTE DA DISTRAÇÃO 
POSIÇÃO: Paciente sentado e as 
mãos do examinador no queixo 
(mento) e na região posterior da 
cabeça (occipital), realiza-se 
distração (elevação) da região 
cervical, o qual ao abrir os forames 
neurais, pode aliviar a dor da 
compressão. 
EFEITO: Ocorre descompressão da 
raiz nervosa 
POSITIVA: Positiva para alívio da dor. 
Deve ser realizada quando a 
manobra de Spurling é positiva. 
 
MANOBRA DE LHERMITTE 
POSIÇÃO: Com o paciente na 
posição sentada, flete-se a cabeça 
de encontro ao tórax, com joelho 
semifletido, médico força um 
pouca a cabeça do paciente para 
frente 
EFEITO: Compressão de raiz nervosa 
ou irritação desta 
POSITIVA: Positivo quando há dor ou 
parestesias, podendo a dor se 
irradiar da coluna cervical para a 
região de baixo (região torácica ou 
lombar). 
 
TESTE DA DEGLUTIÇÃO 
POSITIVA: Dificuldade de deglutição 
devido a doenças na região 
anterior da coluna cervical, como 
protuberâncias ósseas, osteófilos, 
intumescências dos tecidos moles 
devido a hematomas, infecções e 
tumores. Pode ser feita durante a 
inspeção lateral, em caso de 
abaulamentos e retrações 
cervicais. 
 
VALSAVA 
POSIÇÃO: Paciente deve prender a 
respiração e fazer força como se 
quisesse evacuar. 
EFEITO Aumento da pressão 
intrafecal, devido a compressão 
das raízes nervosas 
POSITIVA: Positiva para 
intensificação dos sintomas, 
podendo ser indicativa de como 
tumores e hérnias 
 
TESTE DE PATÊNCIA DA ARTÉRIA 
VERTEBRAL 
POSIÇÃO: Com o paciente em 
posição supina (deitado, decúbito 
dorsal), deve fazer a extensão 
cervical, inclinação da cabeça para 
um lado seguida de rotação desta, 
mantendo a posição por cerca de 
30 segundos. 
EFEITO: A rotação afeta a artéria 
vertebral, pois simula sua 
compressão, Se houver presença 
de uma placa obstruindo a artéria, 
o fluxo de sangue vai ser diminuído 
para o encéfalo 
POSITIVA: Positiva para tonturas, 
síncope (sensação de desmaio), 
cabeça vazia (sensação), 
nistagmo (movimento 
involuntários dos olhos - se move 
rapidamente de um lado para o 
outro), Lembrando que “tontura” é 
um termo muito subjetivo, pode 
referir-se a: 
• Vertigem subjetiva: paciente 
sente que esta girando 
• Vertigem objetiva: paciente 
sente que objetos ao redor 
estão girando 
• Cabeça vazia 
 
TESTE DE ADSON (PATÊNCIA DA ARTERIA 
SUBCLÁVIA) 
POSIÇÃO: Palpando-se o pulso 
radial, deve-se abduzir e rodar 
externamente o membro superior 
do paciente. Em seguida, o 
paciente deve prender a 
respiração e mover a cabeça em 
direção ao membro examinado 
EFEITO: Compressão da artéria 
subclávia. Testa a permeabilidade 
da artéria subclávia, que pode ser 
comprimida pela costela cervical 
ou pela contratura dos músculos 
escalenos anterior e médio 
POSITIVA: Diminuição ou mesmo 
desaparecimento do pulso 
 
 
 
 
 
 
 
 
COLUNA TORÁCICO 
EXPANSIBILIDADE TORÁCICA 
POSIÇÃO: É medida a expansibilidade 
torácica com fita métrica ao redor do 
tórax, na altura dos mamilos, que deve 
mostrar um aumento de no mínimo 3 
cm entre expiração e inspiração 
profunda. 
POSITIVA: Expansão menor que 3 cm. 
Mobilidade pode estar reduzida em 
pacientes portadores de cifose, com 
problemas nos pulmões (DPOC), 
costelas, diafragma, músculos 
intercostais, deformidade congênita 
do esterno, fraturas. 
 
MOBILIDADE TORÁCICA: MANOBRA DE 
STIBOR 
POSIÇÃO: Pode ser colocada uma fita 
métrica entre as apófises espinhosas 
da C7 e T12 e obter um valor numérico 
com a diferença entre as posições 
normais e flexionada, que deve ser, no 
mínimo, 2,5 cm no indivíduo normal. 
POSITIVA: Se o aumento for menor, 
pode indicar processos patológicos. 
 
ALINHAMENTO DA COLUNA TORÁCICA 
POSIÇÃO: Verificação do alinhamento 
da coluna por meio de um fio de 
prumo, apoiado da 7° vertebra 
cervical, o fio deve acompanhar a 
linha média até o sulco interglúteo. 
POSITIVA: A presença de desvios da 
coluna desviará o fio do sulco 
interglúteo. 
 
COLUNA LOMBAR 
MOBILIDADE DA COLUNA LOMBAR: 
MANOBRA DE SCHOBER 
POSIÇÃO: Com o paciente na posição 
ortostática (ereto) é delimitado um 
espaço de 10 cm acima do processo 
espinhoso de S1 (nível da crista ilíaca) 
e faz-se uma marcação. Após isso o 
paciente faz uma flexão. Mede-se 
então aumento da marcação. 
POSITIVA: O teste é positivo se não 
ocorrer aumento de pelo menos 5 cm 
na flexão máxima 
 
MANOBRA DAS CONTRAÇÕES DOS GLÚTEOS 
POSIÇÃO: Abaixa-se a calça do 
paciente e, com dois a 3 dedos acima 
do músculo do glúteo, pede para ele 
contrair o bumbum. 
POSITIVA: Se houver déficit de 
contração, pode ser indicativo de 
processos patológicos 
 
COLUNA SACRAL 
MANOBRA DE TRENDELENBURG 
POSIÇÃO: É realizado com o paciente 
em pé, e o quadril oposto àquele a ser 
examinado mantido em extensão e o 
outro com o joelho fletido. Avalia a 
função dos abdutores do quadril. Em 
condições normais, a pelve é mantida 
nivelada pela contração dos 
abdutores que a apoia 
POSITIVA: É positivo quando uma crista 
ilíaca fica acima da outra, revelando 
fraqueza da musculatura abdutora. 
Indicativa de alteração no glúteo 
médio, relacionado com a articulação 
sacro ilíaca. 
 
TESTE DE THOMAS 
POSIÇÃO: O paciente é posicionado em 
decúbito dorsal em superfície firme. O 
médico vai colocar uma das mãos na 
coluna lombar e a outra vai fletir a 
coxa do paciente. 
POSITIVA: É positivo se o paciente fletir 
a outra perna. 
 
MANOBRA DE LEWIS 
Paciente em decúbito lateral, 
joelhos semifletidos, comprimir a 
crista ilíaca e buscar dor. 
 
MANOBRA DE MENEL 
Paciente em decúbito lateral, uma 
das mãos do médico puxa a perna 
e traciona o joelho para trás, 
testando a articulação sacro ilíaca 
 
MANOBRA DE VOLKMAN 
Paciente em decúbito dorsal, 
palpa-se a crista de um lado e do 
outro afasta elas 
 
 
 
 
MANOBRA DE ERICHENSEN 
Afastamento as cristas ilíacas 
TESTE DE PATRICK-FABERE 
POSIÇÃO: É realizado na posição 
supina (decúbito dorsal), com 
quadril e o joelho flexionados e o pé 
apoiado sobre o joelho 
contralateral. Uma das mãos fixa a 
crista ilíaca (pelve) e a outra 
abaixa o joelho, realizando sua 
abdução e rotação 
POSITIVA: Positivo quando a dor que 
aparecer for exacerbada com a 
rotação do joelho. A dor cística 
origina-se no nervo ciático (plexo 
lombosacral) 
 
 
EXAME NEUROLÓGICO 
 
O exame neurológico da coluna 
cervical envolve a avaliação dos 
plexos nervosos. Os plexos são um 
conjunto de nervos que nascem na 
medula espinhal, atravessam os 
forames de conjugação para 
distribuir-se pelos órgãos a que são 
destinados. Assim, a partir da 
anastomose dos nervos cervicais, 
dorsais, lombares, sacros e coccígeos, 
forma-se 4 plexos nervosos no tronco: 
• PLEXO CERVICAL: ligações 
nervosas com a cabeça, pescoço e 
ombros 
• PLEXO BRAQUIAL: ligações 
nervosas com o tórax, os ombros, os 
braços, os antebraços e as mãos 
• PLEXO LOMBAR: ligações com as 
costas, o abdômen, a virilha, as 
coxas, os joelhos e as panturrilhas 
• PLEXO SACRAL: ligações com a 
região pélvica, as nádegas, os 
genitais, as coxas, as panturrilhas e 
os pés 
 
Para cada nível neurológico existe 
uma distribuição sensitiva, um teste 
motor e um exame de reflexos. Assim, 
uma lesão do plexo compromete os 
seguintes aspectos: 
• MOTRICIDADE 
• REFLEXOS 
• SENSIBILIDADE 
 
AVALIAÇÃO DO PLEXO BRAQUIAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AVALIAÇÃO DO PLEXO LOMBOSACRAL 
 
 
 
EXAME DE TRIAGEM DE L4, L5, S1 
• L4: agachando e levantando 
• L5: andar sobre calcanhares 
• S1: andar na ponta dos pés 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MANOBRAS PARA PESQUISA DE RADICULITELOMBOSSACRAL 
 
As radiculopatias são caracterizadas 
como uma lesão ou 
comprometimento de nervos das 
raízes nervosas que passam pela 
coluna vertebral, levando a sintomas 
como dor, formigamento, sensação 
de choque e fraqueza dos membros, 
são mais comuns no plexo 
lombossacral. 
• MANOBRA DE DEJERINE: 
POSIÇÃO: Com o paciente sentado, 
peça-lhe para tossir, espirrar e fazer 
força como se estivesse defecando 
(Valsalva) 
EFEITO: Aumento da pressão 
intrameníngea 
POSITIVA: Positivo para dor 
• SINAL DA CAMPAINHA 
Dor à palpação do nervo ciático 
• LASÉGUE CLÁSSICO 
POSIÇÃO: é o teste da elevação da 
perna estendida. Com o paciente em 
decúbito dorsal e os membros 
inferiores estendidos, o examinador 
levanta um dos membros inferiores 
estendido até o ponto de dor. 
POSITIVA: A prova é positiva quando o 
paciente reclama de dor na face 
posterior do membro examinado, logo 
no início da prova (cerca de 30° de 
elevação) 
• LASÉGUE – KERNIG: 
POSIÇÃO: Consiste na extensão da 
perna, estando a coxa fletida (joelho 
dobrado) em ângulo reto sobre o 
quadril 
EFEITO: Compressão de raízes nervosas 
POSITIVA: Positivo quando o paciente 
sente dor ao longo do trajeto do nervo 
ciático e tenta impedir o movimento. 
• LASÉGUE SENSIBILIZADO – SINAL DE 
BRAGARD: 
POSIÇÃO: Com o paciente em decúbito 
dorsal, eleve a perna até o ponto de 
dor (Laségue) e dorsiflexione o pé. 
EFEITO: Compressão no nervo ciático 
POSITIVA: Positivo para exacerbação 
da dor 
• LASÉGUE POSTERIOR 
POSIÇÃO: paciente em decúbito ventral. 
Com a perna estendida, flexiona-se a 
coxa sobre a pelve (joelho dobrado, 
levanta-se a coxa) 
EFEITO: Compressão sobre o nervo 
ciático 
POSITIVA: Positivo para dor na parte 
posterior da perna 
• TESTE DE ELEVAÇÃO DA PERNA 
CONTRALATERAL – SINAL DE 
FAJERSZTAJN 
POSIÇÃO: Com o paciente em decúbito 
dorsal, eleve a perna estendida não 
afetada até o ponto de dor 
EFEITO: Causa tensão ipsilateral e 
contralateral das raízes nervosas 
sacrais 
POSITIVA: Positivo para irradiação da 
dor para a perna afetada. 
 
OUTROS SINAIS E SINTOMAS 
 
ATAXIA: perda do controle muscular 
durante movimentos voluntários 
ASTASIA: impossibilidade de manter-
se em pé 
ARTRESTESIA: propriocepção ou 
sensibilidade cinético-postural 
DISBASIA: dificuldade de andar por 
falta de coordenação dos 
movimentos 
DISDIADOCOCINESIA: perda da 
capacidade de realizar movimentos 
rápidos alternadamente 
LETARGIA: sonolência de origem 
neurológica 
TORPOR: letargia não acentuada 
ESTUPOR: inconsciência profunda de 
origem orgânica 
AGNOSIA: ausência de percepção ou 
reconhecimento em um ou mais 
sentidos corporais 
MORFOAGNOSIA: dificuldade de 
reconhecimento espacial das formas 
de objetos pelo tato 
PARESIA: perda parcial da 
motricidade 
PARESTESIA: sensação anormal e 
desagradável sobre a pele que 
assume diversas formas 
PLEGIA: perda da força muscular 
HEMIANOPSIA: perda parcial ou 
completa da visão em uma das 
metades do campo visual 
PAROSMIA: sensação distorcida do 
olfato 
PROPRIOCEPÇÃO: capacidade em 
reconhecer a localização espacial do 
corpo 
SINCINESIA: contrações musculares 
involuntárias 
SOMESTESIA: capacidade em que o 
humano tem de receber informações 
sobre partes do corpo 
DISLEXIA: dificuldade na área da 
leitura, escrita e soletração 
DISMETRIA: transtorno do cerebelo 
que causa interpretação errônea de 
distância. 
 
 
 
SUPORTE BÁSICO DE VIDA 
 
 
INFORMAÇÕES IMPORTANTES 
 
AS PRINCIPAIS CAUSAS DE PCR 
ADULTOS – cardíacas 
PEDIATRIA – respiratórias: asma, engasgo 
e obstrução por corpo estranho 
 
TAXA DE SOBREVIDA EM PCR 
É de 50 a 70% em caso de desfibrilação 
precoce, dentro de 3 a 5 minutos após o 
colapso. 
A cada minuto transcorrido do início da 
PCR, a sobrevida diminui de 7 a 10%, com 
a realização da RCP, a redução é de 
apenas 3 a 4% 
 
DEA TEM PRIORIDADE 
Quando o DEA for instalado 
precocemente, você imediatamente 
deve parar as compressões e desfibrilar. 
A desfibrilação só é indicada em casos 
de fibrilação e taquicardia 
 
A prioridade sempre será utilizar o DEA, 
pois é mais eficaz que simplesmente só 
as compressões. Se no local tiver um 
DEA, você não inicia pelas compressões 
e sim pela desfibrilação. 
 
DEFINIÇÕES FAIXA ETÁRIA 
 
RECÉM-NASCIDOS: até 28 dias após o 
nascimento 
LACTENTE: até 1 ano de idade (excluindo 
RN) 
CRIANÇA: de 1 ano até a puberdade. 
Sinais da puberdade: 
 
• PUBARCA: meninas e meninos, 
aparecimento de pelos 
• TELARCA: meninas, aparecimento do 
broto mamário 
ADOLESCENTES: sinais de puberdade 
(protocolo ara adulto) 
 
LACTENTE EM PEDIATRIA X CARDIOLOGIA 
de 0 a 2 anos x até 1 ano (excluindo RN) 
 
SEQUÊNCIA CABD PRIMÁRIO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CRIANÇAS 
1. Checar segurança 
“Afastem-se!” 
2. Checar responsividade. 
Toque 3x nos ombros. Vítima não 
responde: grita por ajuda a alguém e 
pede para ligar para o SAMU 192. Se 
estiver só, o protocolo permite o uso do 
viva voz do celular. Em caso de 
afogamento, desabamento, acidente ou 
incêndio, pode ligar para os bombeiros 
193 – nos dois casos pedir um DEA 
3. Checa a respiração e pulso 
simultaneamente. 
Pulso carotídeo acima de 60 é normal, 
abaixo ou igual a 60 é indicativo de 
parada cardiorrespiratória. 
NORMAL 
COM RESPIRAÇÃO NORMAL, COM PULSO 
 
PARADA RESPIRATÓRIA 
SEM RESPIRAÇÃO NORMAL, COM PULSO: 
• 1 ventilação a cada 3 a 5 segundos ou 
cerca de 12 a 20 ventilações por minuto 
• Verifica-se o pulso a cada 2 minutos, 
na ausência dele, inicia RCP 
• Chamar socorro somente após 2 
minutos de ventilação 
 
PARADA CARDIORESPIRATÓRIA 
SEM RESPIRAÇÃO, SEM PULSO 
 
Colapso presenciado 
Segue o protocolo normal, de ativar o 
médico de emergência, buscar o DEA, etc 
 
Colapso não presenciado 
• Iniciar imediatamente RCP, somente 
com 2 minutos pode sair para chamar 
ajuda, se ainda estiver sozinho. 
• 1 socorrista: 30 comp./2 ventil. 
• 2 socorristas: 15 comp./2 ventil. 
• Se após 2 minutos ainda estiver 
sozinho, acione o serviço de 
emergência e busque o DEA 
Só pode sair para pedir ajuda após 2 
minutos de compressões em colapso 
não presenciado. 
 
4. Compressões 
• Superfície rígida 
• Metade inferior do esterno (evita-se 
o apêndice xifoide) 
• Permitir o retorno completo do tórax 
após cada compressão sem retirar 
o contato das mãos com o mesmo 
e também sem se apoiar sobre o 
tórax 
• Profundidade de 1/3 do diâmetro do 
tórax 
Adulto: cerca de 5 cm 
Criança: cerca de 5 cm, máximo de 6 cm 
(risco de fraturas das costelas) 
Lactente: cerca de 4 cm 
• 100 a 120 compressões/min. 
• Ciclo de 30 compressões síncronas, 2 
ventilações 
• Posicione-se ao lado da vítima e 
mantenha seus joelhos com certa 
distância um do outro, para melhor 
estabilidade. 
• Afaste ou corte a roupa da vítima que 
esta sobre o tórax para deixa-lo 
desnudo 
• Coloque a região hipotênar da mão 
sobre o esterno da vítima e a outra 
mão sobre a primeira, entrelaçando-
a 
• Estenda os braços e posicione-os 
cerca de 90° acima da vítima 
• Minimize as interrupções das 
compressões (<10s) 
• Reveze com outro socorrista a cada 2 
minutos (10 ciclos) para evitar fadiga 
e compressões de má qualidade. 
Sempre que for fazer o rodízio, deve 
checar o pulso anteriormente. O que 
estava ventilando checa o pulso. 
Após isso, o que estava comprimindo 
faz as ventilações e o que estava 
ventilando inicia as compressões, 
após as ventilações 
• Compressões podem ser feitas com 1 
ou 2 mãos, dependendo do tamanho 
da criança 
 
COMPRESSÕES SÍNCRONAS: ideais a 
serem feitas 
COMPRESSÕES ASSÍNCRONAS: em casos 
que seja necessário. Pode ser adequado 
para a equipe de SME aplicar ventilações 
assíncronas durante as compressões 
torácicas contínuas – 1 socorrista fica 
ininterruptamente nas ventilações (em 
adulto 1 ventilação a cada 6 segundos e 
em crianças a cada 3-5 segundos) 
 
5. Abertura das vias aéreas 
Manobra de inclinação da cabeça e 
elevação do queixo (mão na testa e 2 
dedos no mento.se for lactente 1 dedo no 
mento). Erro: ir direto tampando o nariz. 
MANOBRA DE TRAÇÃO DA MANDÍBULA 
Para casos de suspeita de lesões na face, 
no crânio ou coluna 
 
6. Ventilação 
Mecanismos de proteção para aplicar as 
ventilações: 
• Pocket-mask (máscara de bolso) 
• Ambu (dispositivo bolsa-válvula-
mascara) Adulto (1000ml) e o 
pediátrico (450ml). Se só tiver o 
adulto, inverte-se a máscara. 
Posicionamento adequado das mãos: 
polegar indicador fazendo um C (na 
máscara) e os outros dedos no mento, 
formando um E (na mandíbula). Deve-se 
evitar hiperventilações 
HIPERVENTILAÇÕES 
Provoca uma hiperinsuflação gástrica: 
aumenta da ventilação, aumento da 
pressão, diminuição do retorno venoso, 
diminuição do débito cardíaco, 
diminuição da sobrevida 
 
7. DEA chega e é instalado 
Analisará se o ritmo é chocável ou não; 
• RITMO CHOCÁVEL: fibrilação ou 
taquicardia. Aplique um choque e 
reinicie a RCP imediatamente por 
cerca de 2 minutos (até DEA avisar 
a verificação de ritmo). Continue 
esses procedimentos até a 
chegada do suporte avançado ou 
até o paciente se movimentar 
• RITMO NÃO CHOCÁVEL: arritmia. 
Reinicie a RCP imediatamente por 
cerca de 2 minutos (até o DEA 
avisar verificação de ritmo). 
Continue até a chegada do suporte 
avançado ou até o paciente se 
movimentar 
 
FRAÇÃO DE COMPRESSÃO TORÁCICA 
(FCT): 
Ou duty cycle – proporção de tempo que 
você permanece comprimindo, durante a 
SBV. Quanto maior o tempo comprimindo, 
mais você esta ejetando sangue 
(garantir a ejeção adequada), mais você 
esta oxigenando o sangue (oxigenação 
adequada) 
-> AHA: FCT deve ser de no mínimo de 
60% 
-> SBC: FCT deve ser de no mínimo de 
60%, porém o ideal é de 80% 
• Em crianças menores de 8 anos, usa-se 
as pás pediátricas (50 a 70 J), 
mantendo-as a uma distância mínima 
de 3 cm. 
• DEA não deve ser retirado até a 
chegada do serviço Básico de 
Emergência. 
• Se não tiver as pás pediátricas, usa-se 
as pás de adulto, posicionando-as 
antero-lateralmente. O que importa é 
que haja no mínimo 3 cm de 
distanciamento, dependendo do 
tamanho. 
• Posições possíveis para o DEA: 
anterolateral, anteroposterior, 
anteroesquerdo infraescapular, 
anterodireito infraescapular. 
 
TEMPO IDEAL PARA O PRIMEIRO CHOQUE 
 
O tempo ideal para o primeiro choque é 
de 3 a 5 min da PCR. Nos primeiros 3 a 5 
minutos, o coração entra em ritmo de 
fibrilação grosseira, estando altamente 
propício ao choque. Após 5 minutos de 
PCR, diminui a amplitude de fibrilação 
ventricular, por causa da depleção do 
substrato energético do miocárdio. 
 
8. Posição de recuperação 
 
• Perna esquerda em extensão e joelho 
direito fletido. Cabeça sobre o braço 
esquerdo e braço direito fletido 
• Ainda assim não se deve retirar o DEA 
 
LACTENTES 
• Responsividade: bater na planta do pé 3 
vezes 
• Checa-se o pulso braquial 
• Na compressão com um socorrista, dois 
dedos ficam na metade inferior do 
esterno e a outra mão na testa. Com 
dois socorristas: utilizar os dois 
polegares (técnica obrigatória para 
dois socorristas). A profundidade de 
compressão deve ser de cerca de 4 cm 
• Na abertura das vias aéreas: cuidado 
com a hiperextensão. Regra para evitar 
isso: trago deve coincidir com o ombro, 
deve ficar na mesma altura. 
 
SEMIOLOGIA 
 
 
INTRODUÇÃO MARCHA 
 
O ciclo da marcha é um conjunto de 
fenômenos sequenciais compreendidos 
dentro de uma passada. 
 
FASES DA MARCHA: 
 
FASE DE APOIO: permite a estabilidade 
de sustentação do peso do corpo 
 
 
 
FASE DE BALANÇO: tem por 
características a oscilação do membro - 
o levantamento do pé do solo, o avanço 
do membro no espaço e a preparação 
para o próximo apoio. 
 
 
 
CICLO NORMAL DA MARCHA 
A. Toque do calcanhar 
B. Aplanamento 
C. Apoio médio 
D. Impulsão 
E. Fase de balanço 
F. Toque do calcanhar 
 
 
MARCHA OU EQUILÍBRIO DINÂMICO 
 
Analisa-se a marcha, a posição do corpo 
e movimentos involuntários. Pede-se 
para o paciente: 
1. CAMINHE E VIRE-SE: Pede para o paciente 
caminhar pelo aposento, virar e 
retornar. Devem ser observados a 
postura, o equilíbrio, o balanço dos 
membros superiores e os movimentos 
dos membros inferiores 
2. PÉ ATRÁS DO OUTRO (TANDEM): Pede para 
o paciente caminhar em linha reta, 
com um pé atrás do outro 
3. PONTA DOS PÉS E CALCANHARES: Pede ao 
paciente que caminhe na ponta dos 
pés e depois apoiado nos calcanhares 
– testa-se o equilíbrio e força muscular 
4. SALTO DE UM PÉ: O paciente deve saltar 
no mesmo lugar, primeiro com um pé 
e depois com o outro. Testa força 
muscular, propriocepção e função 
cerebelar 
5. FLEXÃO DE JOELHO: Paciente flexiona 
discretamente os joelhos, primeiro um, 
depois o outro. Testa a força muscular 
do quadríceps femural. 
 
6. MANOBRA DE BABINSKI WEIL: paciente 
deve caminhar, de olhos fechados, 
para frente e para trás num percurso 
de aproximadamente 1,5 m. Positivo 
para acentuados desvios da marcha. 
MOVIMENTOS INVOLUNTÁRIOS 
Podem surgir durante a execução das 
marchas. Alguns deles são os espasmos, 
câimbras, convulsões e as hipercinesias 
(coréia, atenose, balismo, distonia, 
atetose, tiques). Deve-se observar a 
localização, frequência, ritmo e 
amplitude, assim como correlacionar 
com a postura, atividade e emoções. 
• DISCINESIAS OROFACIAIS: movimentos 
repetitivos e 
rítmicos que 
envolvem 
principalmente 
a face, a boca, a mandíbula e a língua, 
acompanhada de caretas, franzimento 
dos lábios, protusões da língua, 
abertura e fechamento da boca e 
desvios da mandíbula. 
• TIQUES: movimentos 
coordenados, repetitivos 
e breves em intervalos 
irregulares, como 
piscadas, caretas e 
encolhimento do ombro repetitivos 
• COREIA: são rápidos, espasmódicos, 
irregulares e 
imprevisíveis, que 
ocorrem em 
repouso ou 
interrompem movimentos 
coordenados normais. Ao contrário 
dos tiques, raramente se repetem. 
Acometem principalmente a face, a 
cabeça, a parte inferior dos braços e 
as mãos. 
• ATETOSE: mais lentos e mais retorcidos 
do que os 
movimentos 
coreiformes e 
apresentam 
maior amplitude. 
• DISTONIA: semelhantes aos movimentos 
atetoides, mas 
frequentemente 
envolvem partes 
maiores do corpo, 
inclusive o tronco. O 
resultado pode ser posturas grotescas 
e retorcidas. 
• BALISMO OU HEMIBALISMO: Forma violenta 
de coreia que compreende 
movimentos de arremesso, abruptos e 
de alta amplitude. 
TREMORES 
São movimentos oscilatórios rítmicos, que 
podem ser subdivididos em três grandes 
grupos: 
• TREMORES DE REPOUSO 
(ESTÁTICOS): são mais 
proeminentes no 
repouso e diminuem 
ou desaparecem com 
os movimentos voluntários. Exemplo: 
Parkinsonismo 
• TREMORES POSTURAIS: 
surgem quando a 
parte afetada esta 
mantendo ativamente uma postura. 
Exemplo: tremor fino e rápido do 
hipertireoidismo, ansiedade, fadiga. 
• TREMORES INTENSIONAIS: 
não existem em 
repouso, aparecem 
com o movimento e 
frequentemente se agravam a medida 
que a mão aproxima do alvo, como na 
esclerose múltipla e qualquer outra 
doença do cerebelo 
 
DISBASIAS 
→São os distúrbios da marcha 
→É importante saber identificar a 
marcha, fazer uma correlação 
anatomofisiológica das possíveis causas 
da alteração da marca (de acordo com 
o caminho percorrido pelo impulso 
motor) e identificar os possíveis testes 
que estariam alterados. 
HELICÓIDE, CEIFANTE, HEMIPLÉGICA: 
Ao andar, paciente mantém o membro 
superior fletido em 90° no cotovelo, 
mantendo-o junto ao tronco, para auxiliar 
no equilíbrio. A perna segue arrastando 
no chão, descrevendo um semicírculo. 
Pacientes com hemiplegia 
Problema no Sistema piramidal, ou no 1° 
NM ou no 2° NM ou no próprio trato 
corticospinal. Positivaria em testes de 
força. Porém também possui alterações 
no tônus muscular (relacionado ao 
Sistema Extrapiramidal) 
 
ANSERINA, DE PATO, MIOPÁTICA: Ao 
caminhar, acentua-se a lordose lombar e 
o tronco inclina-se alternadamente para 
esquerda e direita, parecendo um pato. 
Diminuição da força muscular pélvica e 
das coxas. Comumente associada às 
mulheresgrávidas 
Problema no quadril. Positiva para 
manobra de Trendelenberg 
 
PARKINSONIANA: andar enrijecido, sem 
movimento automático dos braços, 
cabeça inclinada para frente, passos 
miúdos e rápidos, dando a impressão 
que vai cair para a frente, passando a 
andar cada vez mais rápido, como não 
fosse conseguir parar (festinação). 
Portadores de Parkinson. É também uma 
macha de pequenos passos 
Problema no Sistema Extrapiramidal, 
geralmente nos núcleos da base 
 
 
CEREBELAR, DO ÉBRIO, ATAXIA 
CEREBELAR, LABIRÍNTICA 
Ziguezagueia como um bêbado. A 
marcha é insegura, titubeante e de base 
alargada (presença de astasias e 
distasias), com dificuldade exagerada as 
viradas. O paciente não consegue ficar 
na posição ortostática com os pés juntos, 
estejam os olhos fechados ou abertos. 
Lesões do cerebelo 
Alargamento de base é indicativa de 
problema de equilíbrio. Positiva em testes 
de coordenação, como na prova index-
index, index-nariz, calcanhar-joelho. Não 
consegue reproduzir a prova de Romberg, 
pois não consegue ficam em pé com os 
pés juntos. Por isso, não se pode dizer que 
a prova de Romberg avalia cerebelo. 
 
Astasia: impossibilidade de manter o 
corpo ereto 
Distasia: dificuldade de ficar em pé 
 
TABÉTICA OU ATAXIA SENSORIAL: 
esse tipo de marcha ocorre por perda 
das informações sensoriais dos membros 
inferiores, principalmente da 
propriocepção, com perda de noção da 
proximidade do solo em relação aos pés. 
Por isso, ao andar, o olhar fica fixo no 
chão, membros inferiores levantados 
abrupta e explosivamente e, na volta ao 
chão, calcanhares batem com força no 
chão. Olhos fechados piora a marcha, 
pois não conseguem caminhar de modo 
constante com os pés juntos (sinal de 
Romberg positivo). Mielopatias 
Perda da propriocepção do membro 
inferior (sem noção de localização e de 
espaço) por isso sempre precisa olhar 
para o chão. Positiva na prova de 
Babinks-Weil e nos testes de 
sensibilidade profunda (proprioceptiva). 
 
VESTIBULAR OU EM ESTRELA; 
Lateropulsão quando anda, como se 
fosse empurrado para o lado ao tentar-
se mover em linha reta. Se solicitado que 
feche os olhos, ande a frente e volte de 
costas, o paciente descreve uma “estrela”. 
Problemas no labirinto (lesão vestibular). 
 
ESCARVANTE OU PASSOS ALTOS OU 
EQUINA: A do pé caído, devido a 
fraqueza ou paralisia dos músculos 
dorsiflexores. Para compensar e evitar o 
arrastamento dos pododáctilos contra o 
solo e a queda dele, o paciente eleva o 
joelho além do normal (steppage). Ao 
tentar caminhar, toca a ponta do pé no 
solo e tropeça. Para evitar isso, levanta 
acentuadamente o membro inferior. 
Problema de flexão dorsal do pé. 
Problema em L5 ou no que controla o 
nervo L5 
 
CLAUDICANTE: manca para um dos 
lados. 
 
TESOURA, ESPÁSTICA, DIPLÉGICA: Os 
dois membros inferiores enrijecidos e 
espásticos ficam semifletidos, os pés se 
arrastam e as pernas se cruzam um em 
frente da outra quando o paciente tenta 
andar, os movimentos das pernas 
lembram uma tesoura. Frequente em 
paralisias cerebrais. 
Tônus do paciente está alterado. 
 
CUREIFORME OU HIPERCINÉTICA: 
movimentos (cureiformes) involuntários, 
irregulares e bruscos em todas as 
extremidades. Essa é a marcha 
observada em certos distúrbios nos 
gânglios da base. Caminhar pode 
acentuar seu distúrbio de movimento. 
 
EQUILIBRIO ESTÁTICO 
Terminado o estudo das marchas, 
solicita-se ao paciente continuar para: 
➔ PROVA DE ROMBERG: ficar na posição 
vertical, com os pés juntos, olhando para 
frente. Nessa postura, deve permanecer 
30 segundos. Em seguida, ordena-se 
que ele feche os olhos e conta-se mais 
30s. é negativo para ligeiras oscilações 
do corpo. Positivo se houver oscilações, 
com desequilíbrio e forte tendência à 
queda. Esse teste não avalia cerebelo, 
pois isso impossibilitaria o paciente de 
conseguir fazer o Romberg. O teste de 
Romberg avalia principalmente de 
propriocepção ou labirinto 
Déficit proprioceptivo: Se o paciente cair 
assim que fechar os olhos, para qualquer 
lado 
Déficit labiríntico: paciente cair após 
alguns segundos depois que fechou os 
olhos 
 
➔ PROVA DE ROMBERG SENSIBILIZADA: por 
vezes, será necessário sensibilizá-lo, 
colocando-se um pé a frente do outro 
ou manter-se apoiado em um pé só. 
 
• TESTE DO DEVIO DO PRONADOR: Avalia-se 
se há desvio do pronador. O paciente 
deve ficar de pé durante 20 a 30s, 
com os braços esticados para frente, 
com as palmas para cima e os olhos 
fechados. A pessoa que não 
consegue ficar de pé, pode ser 
avaliada na posição sentada. A 
seguir, oriente o paciente a manter os 
braços esticados para frente, 
antebraços supinados e os olhos 
fechados, enquanto se empurram 
vigorosamente os braços dele para 
baixo. Normalmente os braços 
retornam à posição horizontal. Avalia-
se a força dos músculos flexores do 
ombro. É um achado sugestivo de 
perda de propriocepção, em que o 
paciente não reconhece o 
deslocamento e não consegue, com 
os olhos fechados, retornar o braço 
para o local, ficando um braço abaixo 
do outro. Porém, se o braço 
ricochetear, pode ser indicativo de 
lesão cerebelar. 
TRATO CORTICOSPINAL; O desvio do 
pronador ocorre quando um antebraço e 
a palma da mão viram para dentro e 
para baixo e é sensível e específico para 
uma lesão do trato corticospinal no 
hemisfério contralateral 
 
 
MOTRICIDADE VOLUNTÁRIA 
 
É estudada por meio de duas técnicas, 
uma para análise da motricidade 
espontânea e outra para a avaliação da 
força muscular: 
➔ MOTRICIDADE ESPONTÂNEA 
Solicita-se ao paciente para executar 
uma série de movimentos, especialmente 
dos membros, observando sua 
amplitude. 
 
MEMBROS SUPERIORES 
OMBRO OU BRAÇO 
Abdução 
Adução 
Flexão 
Extensão ou movimento para trás 
rotação externa, interna 
 
 
COTOVELO OU ANTEBRAÇO 
Extensão 
Flexão 
Pronação 
Supinação 
 
 
 
PUNHOS E MÃOS 
Extensão dorsal ou dorsiflexão 
Flexão palmar 
Abdução ou desvio cubital 
Adução ou desvio radial 
Pronação 
Supinação 
 
DEDOS 
Extensão 
Flexão 
Adução 
Abdução 
Movimento de oponência do polegar 
 
MEMBROS INFERIORES 
DEDOS 
Abdução 
Adução 
Flexão 
Extensão 
 
PÉ E TORNOZELO 
Extensão ou dorsiflexão 
Flexão plantar ou plantificação 
Inversão 
Eversão 
 
 
QUADRIL E PERNA 
Flexão 
Extensão 
Rotação interna (extensão, flexão) 
Rotação externa (extensão, flexão) 
Abdução 
Adução 
 
 
JOELHOS 
Flexão 
Extensão 
 
➔ FORÇA MUSCULAR 
Paciente realiza os mesmos movimentos 
anteriores, mas em oposição ao 
examinador. O registro pode ser feito da 
seguinte maneira: 
• GRAU O: sem movimento 
• GRAU 1: discreta contração 
• GRAU 2: movimento completo sem 
força da gravidade (exemplo: flexão 
da mão com polegar voltado para 
cima) 
• GRAU 3: movimento contra a força da 
gravidade (flexão da mão com sua 
palma voltada para cima) 
• GRAU 4: movimento completo contra a 
força da gravidade e contra a 
resistência aplicada pelo examinador 
• GRAU 5: força normal 
Algumas imagens de movimentos: 
MEMBROS SUPERIORES: 
→Cotovelo: flexão e extensão 
→Punho: flexão e extensão 
→Mão: teste da força de preensão 
→Dedos; abdução do dedo e exame de 
oposição do polegar 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MEMBROS INFERIORES: 
→Quadril: flexão 
→Joelho: extensão e flexão 
→Tornozelo: Dorsiflexão e flexão plantar 
 
 
 
 
 
 
➔ PROVAS DEFICITÁRIAS: Aplicadas no 
caso de discreta ou duvidosa 
deficiência motora dos membros: 
 
• MANOBRA DE MINGAZZINI: 
Paciente em decúbito dorsal, com o 
quadril fletido a 90° e com flexão dos 
joelhos a 90°, deve manter a posição 
por 1 minuto. Avalia-se a força dos 
flexores do quadril e extensores do 
joelho 
 
• MANOBRA DE BARRÉ: Paciente em 
decúbito ventral, com os joelhos 
fletidos a 90° deve manter a posição 
por 1 minutos. Avalia-se a força dos 
músculos flexores do joelho 
 
• MANOBRA DOS BRAÇOS 
ESTENDIDOS; Paciente deverá 
permanecer com os braços 
estendidos a sua frente, paralelos 
entre si, com os dedos polegares 
apontandopara cima e a palma da 
mão virada uma para a outra. Em 
seguida solicitamos que feche os 
olhos, observando-se se o paciente 
mantém os braços no mesmo lugar. 
Positivo para desvio de 2 a 3 cm ou 
para um deslocamento lateral ou 
ascendente 
 
 
TÔNUS MUSCULAR 
Tônus muscular é o estado de tensão 
constante a que estão submetidos os 
músculos, tanto em repouso (tônus de 
postura), como em movimento (tônus de 
ação). Seu exame é realizado com o 
paciente deitado e em completo 
relaxamento muscular 
➔ INSPEÇÃO: analisar as dimensões e os 
contornos, verificando a existência de 
achatamentos das massas 
musculares, é mais evidente nas 
coxas. 
➔ PALPAÇÃO DAS MASSAS MUSCULARES: 
verifica-se o grau de consistência 
muscular, que é aumentado nas 
lesões motoras centrais e diminuída 
nas periféricas 
➔ MOVIMENTOS PASSIVOS: imprimem-se 
movimentos naturais de flexão e 
extensão dos membros, observando-
se há 
• Resistência: tônus aumentado 
• Passividade: tônus diminuído 
• Extensibilidade: se existe ou não 
exagero no grau de extensibilidade da 
fibra muscular. 
➔ BALANÇO PASSIVO: o examinador, com 
suas duas mãos, segura e balança o 
antebraço do paciente, observando 
se a mão movimenta-se de forma 
normal, exagerada (hipotonia) ou 
diminuída (hipertonia). O mesmo 
pode ser observado aplicando-se a 
manobra nos membros inferiores, 
segurando a perna e observando o 
balanço dos pés. 
 
• HIPOTONIA: observa-se o 
relaxamento exagerado dos 
músculos, o achatamento das 
massas musculares, consistência 
muscular diminuída, passividade 
aumentada e extensibilidade 
aumentada 
• HIPERTONIA: ao contrário da 
hipotonia, caracteriza-se por tensão 
muscular exagerada ou permanente 
do músculo em repouso e pode 
refletir-se numa espasticidade ou 
numa rigidez muscular. A 
consistência muscular aumentada, 
passividade diminuída e 
extensibilidade aumentada. A 
hipertonia está presente nas lesões 
das vias motoras piramidais e 
extrapiramidais 
HIPERTONIA PIRAMIDAL: denominada 
espasticidade, se agrava com o aumento 
da velocidade (com o aumento da 
amplitude) e tem duas características: 
→É eletiva: alcança globalmente os 
músculos, com predomínio dos 
extensores dos membros inferiores e 
flexores dos membros superiores 
→É elástica: com retorno à posição inicial 
de um segmento do corpo 
HIPERTONIA EXTRAPIRAMIDAL: denominada 
rigidez, típica do parkinsonismo, 
apresenta-se independentemente da 
velocidade (em qualquer sentido do 
movimento) e também tem duas 
características|: 
→Não é eletiva: acomete globalmente a 
musculatura agonista, sinergista e 
antagonista 
→É plástica: com resistência constante à 
movimentação passiva (flexibilidade 
cérea). Esta habitualmente associada ao 
sinal da roda dentada, que se caracteriza 
por interrupções sucessivas do 
movimento, lembrando os dentes de uma 
cremalheira em ação 
 
COORDENAÇÃO (ATAXIA) 
 
Na execução dos movimentos, não basta 
apenas a força, mas também é 
necessária a coordenação das 
atividades motoras, cujo o bom 
funcionamento depende do cerebelo 
(centro coordenador) e da sensibilidade 
proprioceptiva (sistema sensorial). 
À sensibilidade proprioceptiva cabe 
informar continuamente ao cerebelo as 
modificações de posição dos vários 
segmentos corporais. Nas lesões de 
sensibilidade proprioceptiva, quando o 
paciente fecha os olhos, acentua-se a 
ataxia. Tal fato não acontece nas lesões 
cerebelares 
 
A perda da coordenação é denominada 
ataxia, que possui alguns tipos; 
ATAXIA CEREBELAR: marcha insegura, 
titubeante, base alargada, não 
conseguem ficar na posição ortostática 
com os pés juntos, estejam os olhos 
fechados ou abertos 
ATAXIA SENSORIAL: pacientes jogam 
os pés para frente e para fora, baixando 
primeiro os calcanhares e depois os 
dedos, olhando para o chão. Com olhos 
fechados não conseguem caminhar, 
marcha piora 
➔ PROVA DEDO-NARIZ (INDEX-NARIZ): é um 
movimento ponto a ponto, em que com 
o membro superior estendido 
lateralmente, o paciente é solicitado a 
tocar a ponta do nariz com o indicador. 
Repete-se a prova várias vezes, com os 
olhos abertos e fechados. Paciente deve 
estar em pé ou sentado. Também 
podem ser feitos os movimentos index-
index e index-index examinador. 
 
➔ PROVA CALCANHAR-JOELHO: é um 
movimento ponto a ponto. Na posição 
decúbito dorsal, o paciente é solicitado 
a tocar o joelho oposto com o calcanhar 
do membro a ser examinado. Repete-se 
a prova várias vezes, de início com os 
olhos abertos e depois fechados. Diz-se 
que há dismetria (distúrbio na medida 
do movimento) quando o paciente não 
consegue alcançar o alvo com precisão 
 
 
➔ PROVA DOS MOVIMENTOS ALTERNADOS 
RÁPIDOS: Determina-se ao paciente que 
realize movimentos rápidos e 
alternados, tais como: abrir e fechar a 
mão, movimento de supinação e 
pronação, extensão e flexão dos pés e a 
percussão rápida do dedo. Tais 
movimentos se chamam de 
diadococinesia, e a capacidade de 
realiza-los é eudiadococinesia. Sua 
dificuldade disdiadococinesia e a 
incapacidade adiadococinesia. 
 
 
REFLEXOS 
 
O reflexo é uma resposta do organismo a 
um estímulo de qualquer natureza. No 
caso dos reflexos motores, sua base 
anatomofuncional é o “arco reflexo”, 
composto por 
• VIA AFERENTE: receptor/fibra sensorial 
• CENTRO REFLEXÓGENO: substância 
cinzenta do SN 
• VIA EFERENTE: fibras motoras 
• ÓRGÃO EFETOR: músculo 
 
➔ REFLEXOS EXTEROCEPTIVOS OU SUPERFICIAIS: 
estimulo na pele ou mucosa externa, 
por meio de um estilete de rombo ou 
por um pincel. 
 
• CUTÂNEO-PLANTAR: Paciente em 
decúbito dorsal, com os membros 
inferiores estendidos, o examinador 
estimula superficialmente a região 
plantar, próximo à borda lateral e no 
sentido posteroanterior, fazendo um 
leve semicírculo na parte mais anterior. 
A resposta normal é a flexão dedos. A 
resposta anormal é quando isso não 
acontece ou quando há dorsiflexão do 
hálux (Sinal de Babinski) 
TRTATO CORTICOSPINAL: A dorsiflexão do 
hálux é uma resposta positiva de 
Babinski proveniente de uma lesão do 
SNC que acomete o trato corticospinal 
 
 
• CUTÂNEOS-ABDOMINAIS: ainda 
com o paciente em decúbito dorsal, 
com a parede abdominal relaxada, o 
examinador estimula o abdome do 
paciente no sentido da linha mediana 
em três níveis: superior, médio e 
inferior. A resposta anormal é a 
contração dos músculos abdominais 
que desloca suavemente a cicatriz 
umbilical para o lado estimulado 
 
 
➔ REFLEXOS PROPRIOCEPTIVOS, PROFUNDOS, 
MUSCULARES OU MIOÁTICOS: Estimulo é 
feito pela percussão com o martelo de 
reflexos do tendão do músculo a ser 
examinado. Os golpes devem ser 
rápidos e diretos, sem hesitação. 
Alguns deles; 
 
 
 
 
 
 
Reflexos hiperativos: lesões do SNC do 
trato corticospinal descendente. 
Reflexos hipoativos ou ausentes: lesões 
das raízes dos nervos espinais, dos nervos 
espinais, dos plexos ou dos nervos 
periféricos 
 
SENSIBILIDADE 
➔ ESPECIAL 
• Visão, audição, olfação e gustação 
(serão vistas nos pares cranianos) 
 
➔ GERAL 
• SUPERFICIAL: 
TÁTIL: utiliza-se um pedaço de algodão 
ou o pequeno pincel macio, os quais são 
roçados de leve em várias partes do 
corpo. Sua redução é chamada 
hipoestesia, sua abolição anestesia, seu 
aumento hiperestesia 
TÉRMICA: requer dois tubos de ensaio, 
um com água gelada e outro com água 
quente, com que se tocam pontos 
diversos do copo, alternando-se tubos 
DOLOROSA: pesquisada com o estilete 
rombo, capaz de provocar dor sem ferir o 
paciente 
• PROFUNDA: 
VIBRATÓRIA: pesquisada com o 
diapasão de 128 vibrações por segundo, 
colocado em saliências ósseas 
PRESSÓRICA: ou barestesia, é verificada 
mediante compressão digital ou manual 
em qualquer parte do corpo, 
especialmente de massas musculares. 
DOLOROSA: avaliada mediante 
compressão moderada de massas 
musculares e tendões, o que 
normalmente não desperta dor. Se ela 
aparecer é sinal de neurite e miosite 
CINÉTICO-POSTURAL: ou artrocinética 
(Batiestesia) é explorada deslocando-se 
suavemente qualquer segmento do 
corpo emvárias direções (flexão e 
extensão). Em seguida fixa-se o 
segmento em uma determinada posição, 
que deverá ser reconhecida pelo 
paciente. Pode-se usar: hálux, polegar, pé 
ou mão 
 
Comparar áreas simétricas, áreas distais 
com proximais 
 
➔ DISCRIMINATÓRIA: 
 
• ESTEREOGNOSIA: capacidade de 
reconhecer um objeto com a mão sem 
a visão. Portanto, testa-se o tato 
epicrítico. A perda dessa função é 
denominada de astereognosia ou 
agnosia tátil. Indicativo de lesão do lobo 
parietal contralateral. 
• GRAFESTESIA: capacidade de 
perceber a escrita de palavras ou 
números escrita sobre a pele, com os 
olhos fechados. Indicativo de lesão do 
lobo parietal contralateral 
• DISCRIMINAÇÃO ENTRE DOIS 
PONTOS: realizado nas polpas digitais 
do paciente, onde o examinador deve 
pressionar a pele com dois objetos 
agudos ao mesmo tempo, com 
distância cada vez menor entre eles. Um 
paciente hígido consegue perceber que 
a pressão está sendo realizada em dois 
pontos distintos até uma distância de 
cerca de 2,5 mm 
 
Há duas classes de sensações: 
Sensibilidade epicrítica: detecta aspectos 
finos do tato, como a posição do 
estímulo, vibrações, textura, 
espaçamento entre dois pontos, formato 
de objetos. Ex: tato epicrítico (fino) 
Sensibilidade protocrítica: detecta 
sensações dolorosas térmicas, além de 
coceira e cócegas. Ex; tato protopático 
(grosseiro) 
 
MANOBRAS ESPECIAIS 
• AS DO EXAME DA COLUNA: vistos 
anteriormente 
• PESQUISA DA RIGIDEZ DA NUCA: 
estando o paciente em decúbito 
dorsal, o examinador coloca uma das 
mãos na região occipital e, 
suavemente, tenta fletir a cabeça do 
paciente. Verifica-se se há resistência 
para o movimento 
 
 
• SINAL DE BRUDZINSK: Ao tentar 
pesquisar a rigidez da nuca o paciente 
faz ligeira flexão das pernas sobre as 
coxas e das coxas sobre o abdome 
 
• SINAL CONTRA-LATERAL DA PERNA DE 
BRUDZINSKI: o examinador flete uma 
das pernas do paciente sobre a coxa e 
a coxa sobre o abdome. A perna 
contra lateral flete-se 
• SINAL DE KERNIG: consiste na extensão 
da perna, estando a coxa fletida em 
ângulo reto sobre a bacia e a perna 
sobre a coxa. Positivo para dor ao 
longo do trajeto do nervo ciático e 
tenta impedir o movimento 
 
 
SISTEMA MOTORES 
• PIRAMIDAL: neurônios motores 
corticais e seus tratos. Responsável 
pela força muscular. 
• EXTRAPIRAMIDAL: compostos por 
outros neurônios corticais motores, 
situados em áreas diferentes dos 
piramidais e compostos por estruturas 
subcorticais, como os núcleos da base, 
cerebelo, tálamo e outros tratos. É 
responsável pelo tônus muscular e pelo 
automatismo dos movimentos. 
Paresia→ redução da força 
Plegia→ ausência da força 
Parestesia→ formigamento 
 
TRATOS MOTORES E SENSITIVOS 
 
Para a avaliação neurológica do paciente 
é importante compreender as estruturas 
responsáveis pela promoção do 
movimento, ou seja, é importante 
conhecer as vias descendentes motoras 
e as vias ascendentes sensitivas. 
Lembrando que tratos são um conjunto 
de axônios (substância branca) e que: 
 
Existem duas regiões do córtex cerebral 
Giro pré-central (motor): 
manda eferências motoras 
Giro pós-central (sensitivo): 
recebe aferências sensitivas 
 
Raiz anterior (motora): 
leva resposta motora 
Raiz posterior (sensitiva): 
leva resposta sensitiva. Esta tem um 
gânglio espinal, onde ficam os corpos 
celulares dos neurônios sensitivos 
 
 
VIAS DESCENDENTES MOTORAS 
 
TRATO CORTICOESPINAL 
Exemplo: Avaliação de C5-abdução dos 
ombros 
1. GIRO PRÉ-CENTRAL: responsável por 
comandar os movimentos voluntários. 
É onde fica o 1° neurônio motor. Fica na 
área 4 de Brodimann e conecta-se 
com todas as áreas motoras do corpo, 
ou seja, todo movimento voluntário tem 
origem no giro pré-central. Tudo isso 
forma o Sistema Piramidal. O giro pré-
central é representado pelo homúnculo 
de Penfild. 
2. 1 NEURÔNIO MOTOR: emite seus 
prolongamentos axônicos passando 
para a cápsula interna e pela coroa 
radiada, daí vai para o tronco. Do 
tronco encefálico, o axônio desce pelo 
mesencéfalo, ponte e no bulbo, o 
axônio do 1° neurônio motor cruza para 
o outro lado, em uma região 
denominada de degustação das 
pirâmides. Após isso, penetram no 
trato corticoespinal anterior 
3. TRATO CORTICOSPINAL: os axônios do 
1° neurônio motor descem por esse 
trato (substância branca) até o 
funículo lateral da medula, onde se 
comunicam com o corpo celular do 2° 
neurônio motor, que está no corno 
anterior da medula (substância 
cinzenta) 
4. 2 NEURÔNIO MOTOR: o 2° neurônio 
motor se conecta com o órgão efetor 
na junção neuromuscular (região da 
placa motora) e promove o 
movimento (sistema piramidal). O 2° 
neurônio motor emite seu ramo pela 
raiz anterior (motora), passando pelo 
nervo espinal (C5, por exemplo) até 
atingir a musculatura esquelética. No 
exemplo em questão, o nervo espinal é 
o C5, que provoca a abdução do 
músculo deutóide. 
5. ÓRGÃO EFETOR: é uma musculatura 
que será estimulada a realizar um 
movimento, 
 
No cérebro 
Substância branca é central e a cinzenta 
é periférica 
Na medula: 
Substância cinzenta é central e a branca 
é periférica 
VIAS ASCENDENTES SENSITIVAS 
 
TRATO ESPINOTALÃMICO ANTERIOR 
Tato protopático e pressão 
Exemplo: ao passar o pincel na pele 
1. RECEPTORES SENSITIVOS: na pele, 
corpúsculos específicos (de Meissner e 
de Ruffini) captam os estímulos 
provocados pelo toque e mandam o 
estímulo pelos axônios do 1° neurônio 
sensitivo 
2. 1 NEURÔNIO SENSITIVO: é 
pseudounipolar, composto por um 
prolongamento periférico (capta os 
estímulos) e por um prolongamento 
central (se comunica com a medula, 
especificamente com o corno 
posterior, onde fica o corpo celular do 
2° Neurônio sensitivo) 
3. 2 NEURÔNIO SENSITIVO: seus 
prolongamentos axônicos cruzam o 
outro lado, em uma região 
denominada de comissura branca, e 
sobem, formando o trato 
espinotalâmico anterior (conectam-se 
ao tálamo), que está localizado 
anatomicamente no funículo anterior 
do lado oposto da medula. 
4. TRATO ESPINOTALÂMICO ANTERIOR 
Os prolongamentos axônicos do 2° 
neurônio motor vão pelo trato 
espinotalâmico anterior até o tálamo. 
Toda vez que algo se torna consciente 
no corpo, significa que ele passou pelo 
tálamo. No tálamo é onde fica o 3° 
neurônio sensitivo. 
5. TÁLAMO - 3 NEURÔNIO SENSITIVO: o 
núcleo do 3° neurônio sensitivo está 
localizado no núcleo ventral póstero-
lateral do tálamo, região onde o 
estímulo se torna consciente. Do 
tálamo, os axônios do 3° neurônio 
sensitivo formam as radiações 
talâmicas, que passam pela capsula 
interna e pela coroa radiada e 
comunicam-se com o núcleo do 4° 
neurônio sensitivo, dentro do giro pós-
central. 
6. GIRO PÓS-CENTRAL-4 N SENSITIVO: O 
4° neurônio motor tem a função de 
reconhecer o estímulo sensitivo. É 
homólogo ao 1° neurônio motor, mas no 
giro pós-central. 
Enquanto testa-se a sensibilidade com o 
pincel tocando a pele, esta testando-se 
todo esse percurso, principalmente a 
eficiência do trato espinotalâmico 
anterior 
 
TRATO ESPINOTALÃMICO LATERAL 
Dor e temperatura 
Exemplo: usar estilete rômbico na pele 
1. RECEPTORES SENSITIVOS: corpúsculos 
específicos vão captar o estímulo de 
perfuração do estilete rômbico. 
2. 1 NEURÔNIO SENSITIVO: Este estimulo 
será transportado pelo prolongamento 
periférico (axônio) do 1° neurônio 
sensitivo (pseudounipolar) até seu 
corpo celular e deste para o seu 
prolongamento central até atingir o 
corno posterior da medula espinal, onde 
está localizado o corpo celular do 2° 
neurônio sensitivo. 
3. 2 NEURÔNIO SENSITIVO: seus axônios 
sobem formando outro trato, o trato 
espinotalâmico lateral. 
4. TRATO ESPINOTALAMICO LATERAL: do 
trato espinotalâmico lateral esses 
axônios do 2° neurônio sensitivo cruzam 
o plano mediano pela comissura branca 
até o funículo lateral do lado oposto e 
atingem o tálamo, onde vai está 
localizado o corpo celular do 3° neurônio 
sensitivo. 
5. TÁLAMO-3 NEURONIO SENSITIVO: o 
estímulo se torna consciente no tálamo, 
sai destepelas radiações talâmicas 
(axônios do 3° neurônio sensitivo), 
passa pela capsula interna e pela coroa 
radiata até atingir o 4° neurônio sensitivo 
no giro pós-central (área somestésica) 
6. GIRO PÓS-CENTRAL-4 N. SENSITIVO: 
responsáveis por reconhecer a 
mensagem 
Por isso testamos as sensibilidades de 
tato protopático (pincel) e dor (estilete 
rômbico), pois estamos investigando 
tratos diferentes (vias ascendentes). O 
trato que leva a informação do tato 
protopático é o mesmo que leva as 
informações de pressão e o trato que 
leva as informações de dor é o mesmo 
que leva as informações de temperatura 
Na sensibilidade tátil: 
TRATO ESPINOTALÂMICO ANTERIOR 
Na sensibilidade dolorosa: 
TRATO ESPINOTALÂMICO LATERAL 
NÚCLEOS GRÁCIL E CUNEIFORME 
Tato epicrítico (discriminativo), 
vibrações, propriocepção consciente 
Exemplo: discriminação de dois pontos 
(esterognasia) 
1. RECEPTORES SENSITIVOS: estímulos 
captados por corpúsculo específicos e 
transportados pelo 1° neurônio sensitivo 
2. 1 NEURÔNIO SENSITIVO: diferentemente 
do que foi visto anteriormente, o 1° 
neurônio sensitivo transporta o 
estímulo não até o corno posterior da 
medula, mas até os núcleos grácil e 
cuneiforme (substâncias brancas), 
onde fica o 2° neurônio sensitivo 
3. 2 NUERÔNIO SENSITIVO: transporta o 
estímulo pelos núcleos grácil e 
cuneiforme até o tálamo 
4. NÚCLEO GRÁCIL E CUNEIRFORME: levam 
estímulo até o bulbo, de onde os 
axônios dirigem-se ao tálamo 
5. TÁLAMO-3 NEURÔNIO SENSITIVO: no 
tálamo, o 2° neurônio sensitivo 
comunica-se com o 3° neurônio 
sensitivo, de onde saem as radiações 
talâmicas, passam pela capsula 
interna e coroa radiada e atingem o 
giro pós-central 
6. GIRO PÓS-CENTRAL- 4 N. SENSITIVO 
No giro pós central, o 4° neurônio 
sensitivo reconhece o estímulo. 
TRATO ESPINOCEREBELAR 
Propriocepção inconsciente 
1. RECEPTORES SENSITIVOS: capta os 
estímulos, que serão transportados 
pelo 1° neurônio sensitivo 
2. 1 NEURÔNIO SENSITIVO: leva as 
informações até o corno posterior, 
onde fica o corpo celular do 2° 
neurônio sensitivo 
3. 2 NEURÔNIO SENSITIVO: seus axônios 
formam o trato espinocerebelar, que 
sobem levando as informações 
→Se subir pelo funículo lateral do mesmo 
lado, vai pelo trato espinocerebelar 
posterior, penetrando no cerebelo pelo 
pedúnculo cerebelar inferior 
→ Se subir pelo funículo lateral do lado 
oposto, vai pelo trato espinocerebelar 
anterior, penetrando no cerebelo pelo 
pedúnculo cerebelar superior 
4. TRATO ESPINOCEREBELAR: levam as 
informações para o cerebelo e não 
para o tálamo. 
5. CEREBELO-3 NEURÔNIO SENSITIVO: 
estímulo se torna consciente no 
cerebelo e deste vai pelo 3° neurônio 
sensitivo para o giro pós-central 
6. GIRO PÓS-CENTRAL-4 N SENSITIVO: 
responsável por reconhecer o estímulo. 
 
Propriocepção consciente: 
Núcleos grácil e cuneiforme 
Estímulo passa pelo tálamo 
Fecho os olhos e sei onde meu braço está 
Propriocepção inconsciente: 
Trato espinocerebelar 
Estímulo passa pelo cerebelo 
Estou andando, mas não estou tomando 
consciência de onde meu braço está ou 
se estou andando direito 
Responsável pela marcha e pela 
localização dos movimentos corpóreos 
que são realizados simultaneamente a 
ela, como o movimento dos braços ao 
andar e também a medida da força com 
que se toca os pés no chão 
 
ARCO REFLEXO 
ARCO REFLEXO MONOSINÁPTICO 
Exemplo: Reflexo bicipital 
É o tipo de ato reflexo mais simples 
Primeiro ocorre a captação de estímulos 
(1° neurônio sensitivo) da percussão com 
martelo. Estes estímulos irão para a 
região posterior da coluna, mais 
especificamente irão para a raiz posterior 
sensitiva do nervo (por exemplo o C5), 
atingem o “H medular”, onde se conectam 
com o corno posterior da medula (onde 
fica o corpo celular 2° neurônio sensitivo). 
Daí, o estímulo não sobe por nenhum 
trato, mas retorna e vai direto para a 
parte anterior da medula (corno 
anterior) onde fica o 2° neurônio motor, 
este que se comunica diretamente com o 
musculo efetor, promovendo a resposta 
motora. Por exemplo, você move o braço 
(reflexo bicipital), mas não tem 
consciência disso. Mas cuidado, isso é 
diferente do que acontece ao tocas a 
panela quente. 
 
QUEIMAR A MÃO: O que acontece no 
caso da panela quente é que quando 
você toca na panela e tira a mão você 
tanto teve um ato reflexo como também 
teve consciência de que se queimou. 
Portanto, serão dois caminhos 
simultaneamente percorridos pelo 
estímulo, o caminho do arco reflexo e o 
caminho da via sensitiva de temperatura 
(trato espinotalâmico lateral) 
 
 
 
 
Letícia Cavalcante – FAHESP/ IESVAP, 2021 
 S E M I O L O G I A 
 
 
 
 
SINAIS E SINTOMAS 
 
Os órgãos genitais masculinos possuem uma 
dupla função, sexual e urinária, o que 
possibilita o surgimento de distúrbios 
miccionais e sexuais, isoladamente ou de 
maneira associada. 
DOR: A dor pode ter origem no próprio órgão 
genital ou em suas adjacências. Dor 
lombossacral, com irradiação para os 
quadris e para as pernas, é encontrada no 
câncer da próstata com disseminação 
metastática. 
DISÚRIA: dor ao urinar. 
HEMATORÚRIA: eliminação de sangue pela 
urina. 
ALTERAÇÕES MICCIONAIS: eliminação de 
jatos fracos, incontinência urinária, ardência. 
RETENÇÃO URINÁRIA: Incapacidade de 
esvaziar, parcial ou completamente, a bexiga. 
PRIAPISMO: ereção persistente, prolongada 
e dolorosa, sem desejo sexual. 
CORRIMENTO URETRAL: significa a 
presença de uma secreção que sai pelo 
meato da uretra. 
HEMOSPERMIA: presença de sangue no 
esperma. 
EJACULAÇÃO PRECOCE: incapacidade de 
controlar o processo de ejaculação. 
IMPOTÊNCIA SEXUAL: dificuldade de ereção 
ESTERILIDADE: incapacidade de gerar filhos 
PREPARAÇÃO 
• Higienização das mãos com água e sabão 
(conforme protocolo da ANVISA); 
• Apresentação e qualificação; 
• Explicação do procedimento ao paciente e 
solicitação da autorização para realiza-lo; 
• Entrega da vestimenta e orientações 
adequadas; 
• Calçar luvas de procedimentos; 
EXAME FÍSICO 
 
O exame físico dos órgãos genitais 
masculinos externos é realizado por inspeção 
e palpação, devendo o paciente ficar em 
decúbito dorsal ou de pé. Os órgãos genitais 
internos são examinados pelo toque retal. 
 
ANATOMIA DE SUPERFÍCIE 
 
É importante verificar as seguintes estruturas: 
 
reprodutor 
Letícia Cavalcante – FAHESP/ IESVAP, 2021 
 
 
PÊNIS 
 
INPEÇÃO: na inspeção do pênis deve-se 
atentar para as seguintes estruturas: 
• PELE: superfícies superior e inferior, 
levantando o pênis quando necessário. 
• PREPÚCIO: se existir prepúcio, retraia-o ou 
peça ao paciente que faça. Essa etapa é 
crucial para detecção de cancros e 
carcinomas. É normal ocorrer o acúmulo 
de substância caseosa esbranquiçada, 
denominada esmegma. 
• GLANDE: Verifique se há úlceras, cicatrizes, 
nódulos ou sinais de inflamação. 
 
PALPAÇÃO: Palpe o corpo do pênis entre o 
polegar e os dois primeiros dedos, primeiro 
horizontalmente e depois verticalmente, à 
procura de regiões endurecidas. Por fim faça 
a expressão uretral: 
• MEATO URETRAL: Comprima a glande 
suavemente entre o dedo indicador (por 
cima) e o polegar (por baixo). Essa 
manobra tende a expor o meato uretral e 
permite avaliar se há secreção. 
Normalmente, não há secreção no local. Se 
o paciente tiver descrito secreção, mas 
você não conseguir detectá-la, peça a ele 
que ordenhe o corpo do pênis, desde a sua 
base até a glande. 
 
 
ESCROTO, TESTÍCULOS E EPIDÍDIMO 
 
INPEÇÃO: Pede-se ao paciente para 
lateralizar o pênis. Deve-se observar: 
• PELE: Levante o escroto para inspecionar a 
sua superfície posterior. Observe 
quaisquer lesões ou cicatrizes. Inspecione 
a distribuição dos pelos pubianos. 
• CONTORNOS DO ESCROTO: Inspecione se há 
edema, nódulos, veias, massas abauladas 
ou assimetria entre os hemiescrotos direito 
e esquerdo. 
• AS ÁREAS INGUINAIS: Observe se há 
eritema, escoriação ou adenopatia 
(glândulas linfáticas aumentadas) visível. 
PALPAÇÃO: Se estiver usando a 
• TÉCNICA DE UMA MÃO,palpe cada um dos 
testículos e epidídimos com o polegar e os 
dois primeiros dedos da mão. 
• TÉCNICA COM AS DUAS MÃOS: Se estiver 
utilizando as duas mãos, segure o testículo 
em ambos os polos com o polegar e as 
pontas dos dedos de ambas as mãos. 
Palpe o conteúdo escrotal conforme 
desliza-os suavemente para trás e para 
frente das pontas dos dedos de uma mão 
para a outra, sem alterar a posição das 
suas mãos enquanto elas envolvem o 
escroto. Essa técnica é confortável para o 
paciente e permite um sutil exame 
controlado e acurado. 
• TESTÍCULOS: Os testículos devem ser firmes, 
mas não endurecidos, descidos, 
simétricos, indolores e sem massas. Para 
Letícia Cavalcante – FAHESP/ IESVAP, 2021 
cada testículo, avalie o tamanho, o 
formato, a consistência e se existe dor à 
palpação; tente perceber nódulos. A 
pressão no testículo normalmente produz 
uma dor visceral profunda 
• EPIDÍDIMO: O Palpe o epidídimo na 
superfície posterior de cada testículo sem 
aplicar pressão em excesso, o que pode 
causar desconforto. O epidídimo 
apresenta-se nodular e semelhante a um 
cordão, não devendo ser confundido com 
um nódulo anormal. Normalmente, não 
deve ser doloroso à palpação 
• CORDÃO ESPERMÁTICO: Peça para o 
paciente ficar em pé e palpe cada cordão 
espermático, incluindo o ducto deferente, 
entre seu polegar e seus dedos, do 
epidídimo ao anel inguinal externo. O ducto 
parece um pouco rígido e tubular e é 
diferente dos vasos que acompanham o 
cordão espermático. 
• VALSALVA: No momento que estiver 
palpando o funículo espermático, pede-se 
ao paciente que tussa três vezes com 
força, em buscar de alterações. 
 
 
 
 
TOQUE RETAL 
 
ORIENTAÇÕES AO PACIENTE: Antes do exame, 
solicita-se ao paciente urinar, esvaziando a 
bexiga o máximo que puder. Se possível, o 
médico observa o jato urinário. Logo em 
seguida, palpa-se e percute-se a bexiga 
para verificar se existe urina residual 
aumentada. O paciente deve ser 
devidamente esclarecido sobre o que será 
feito, devendo-se dizer a ele que, durante o 
exame, poderá ter a sensação de estar 
evacuando. 
 
POSIÇÃO: Colocação do paciente em posição 
de decúbito lateral (posição de Sims) com 
flexão das coxas e pernas. ou na posição 
genupeitoral. 
 
 
 
 
AVALIAR REGIÃO PERINEAL E PERIANAL; Antes 
de realizar o toque retal, é necessário 
inspecionar cuidadosamente a região 
perineal e perianal, examinando-se a pele 
em volta do ânus em busca de sinais 
inflamatórios, alterações provocadas pelo 
ato de coçar, fissuras, pertuitos fistulosos, 
condilomas e abscessos. 
 
Letícia Cavalcante – FAHESP/ IESVAP, 2021 
 
 
LUBRIFICAR OS DEDOS: é essencial usar gel 
lubrificantes para não machucar o paciente. 
 
REALIZAR O TOQUE RETAL: Expõe-se o ânus 
com o dedo indicador e polegar da mão 
esquerda, coloca-se a polpa do indicador 
direito sobre a margem anal e faz-se uma 
compressão continuada e firme para baixo, 
com o intuito de relaxar o esfíncter externo. 
Em seguida, introduz-se o dedo, lenta e 
suavemente, por meio de movimentos 
rotatórios. 
 
ESTRUTURAS ANALISADAS: As estruturas a 
serem examinadas durante o toque retal são: 
• Parede anterior, pela qual se avaliam a 
próstata, as vesículas seminais e o fundo 
de saco vesicorretal 
• Parede lateral esquerda 
• Parede lateral direita 
• Parede posterior (sacro e cóccix) 
• Para cima (até onde alcançar o dedo). 
• Tamanho da próstata: a consistência, a 
superfície, os contornos, o sulco mediano e 
a mobilidade da próstata. Em condições 
normais, a próstata tem o tamanho de 
uma castanha grande, é regular, simétrica, 
depressível, apresenta superfície lisa, 
consistência elástica, lembrando 
borracha, contornos precisos e é 
discretamente móvel. 
 
REFERÊNCIAS 
 
BATES, B. Propedêutica Médica. 11ª ed. Rio de 
Janeiro: Guanabara Koogan, 2015. 
 
PORTO, Celmo Celeno. Semiologia Médica. 
6.ed. Guanabara Koogan, 2009. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021 
 S E M I O L O G I A 
 
 
 
 
 
TERMOS REPRODUTIVOS 
 
MENARCA: Nome técnico para a primeira 
menstruação. Isto ocorre a partir do instante 
que o sistema hipotálamo-hipofisário-
ovariano é amadurecido, com consequente 
liberação do hormônio estradiol, responsável 
pelo aparecimento das características 
sexuais secundárias. Normalmente ocorre 
entre 9 a 14 anos, porém até os 16 anos é 
aceitável, quando se tem o aparecimento 
dos caracteres sexuais secundários – telarca 
e pubarca. Atraso da puberdade (>14 anos). 
Menarca precoce (<9 anos). 
MENACME: é o período fértil da mulher, vai 
desde o início da menarca até a menopausa. 
CLIMATÉRIO: é o período de transição entre 
o tempo reprodutivo e o não-reprodutivo, 
quando os hormônios começam a diminuir. 
Desta maneira, a menopausa, a 
perimenopausa e a pós menopausa estão 
contidas no climatério. 
PERIMENOPAUSA: é aquela que apresenta 
irregularidades menstrual, quando ela esta 
com 45-55 anos e esta próximo a entrar na 
menopausa. 
MENOPAUSA: É o termo que designa a data 
da última menstruação da mulher e os sinais 
que caracterizam o climatério (sensação de 
calor, irritabilidade, ressecamento de vagina, 
etc.). Fisiologicamente, ocorre como 
consequência da ausência da produção do 
estradiol pelos ovários. Ocorre em torno dos 
45-55 anos. Tardia (>55 anos) e precoce 
(<40 anos) 
PÓS MENOPAUSA: é o período entre a 
menopausa e a senilidade. 
SENILIDADE: período infértil, em que a 
mulher não menstrua. Compreende o 
período da vida da mulher após os 65 anos 
de idade. 
AMENORREIA: traduz a ausência da 
menstruação, podendo ser ocasionada por 
causas fisiológicas e não fisiológicas. Dentre 
as causas fisiológicas da amenorreia, 
destacam-se a gravidez, infância, 
menopausa e lactação. As causas não-
fisiológicas incluem: endocrinopatias, cistos 
ovarianos, uso de anticoncepcionais. 
 
 
 
 
SINAIS E SINTOMAS 
 
ÓRGÃOS GENITAIS 
DOR PÉLVICA: região do hipogastro, flanco 
direito e esquerdo 
CORRIMENTO VAGINAL: cor, odor, sintomas 
associados (prurido), frequência, 
intensidade. Fazer relação com o ciclo 
menstrual e com a relação sexual. 
reprodutor 
F E M I N I N O 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021 
IRREGULARIDADE MENTRUAL: quando há 
alterações dos ciclos regulares, 
caracterizados por serem de 28 dias, com 
duração de 4 a 5 dias e volume de 20 a 60 
mL 
SINORRAGIA: sangramento na relação 
sexual 
DISPAREUMIA: dor na relação sexual. 
Entrada, profundidade, posição 
PRURIDO OU COCEIRA: vulvar, vaginal, 
vulvovaginal 
LESÕES: IST, verrugas, úlceras, 
linfonodomegalia 
MAMAS 
MASTALGIA: dor nas mamas 
DESCARGA PAPILAR: uni ou bilateral e uni 
ou multilocular. 
NÓDULOS NA MAMA: localização, tamanho, 
motilidade, sensibilidade, crescimento 
(rápido, progressivo ou estacionário), 
consistência, doloroso ou não, se tem algum 
sinal flogístico, abaulamentos, retração e 
úlceras 
 
DISTÚRBIOS MENSTRUAIS 
 
Valores normais: 
• Intervalo: 21 a 35 dias o ciclo 
• Duração: 2 a 8 dias menstruada 
• Volume: 20 a 60 mL por ciclo 
POLIMENORREIA: < 21 dias 
OLIGOMENORREIA: > 35 dias 
HIPERMENORREIA: > 8 dias de duração 
HIPOMENORREIA: < 2 dias de duração 
MENORRAGIA: > 60 mL 
METRORRAGIA: sangramento fora da 
mentruação (Spootings - ACO) 
 
 
 
 
MAMAS 
• Inspeção estática e dinâmica 
• Palpação 
• Expressão papilar 
• Palpação dos linfonodos axilares, 
supraclaviculares e infraclaviculares 
PREPARAÇÃO PARA O EXAME 
• Higienização das mãos (ANVISA) 
• Apresentação e qualificação 
• Explicação dos procedimentos 
• Solicitação de autorização 
• Entrega da vestimenta adequada 
• Colocação da paciente sentada na maca 
e faz uma breve explicação 
INSPEÇÃO 
 
ESTÁTICA: A inspeção estática é realizada 
com a paciente sentada, com os membros 
superiores dispostos paralelamente ao longo 
do tronco. 
 
• RECONHECER OS PONTOS ANATÔMICOS: 
papila mamária, aréola, glândulas 
areolares, quadrantes, etc. Observa-se a 
pele que recobre as mamas e as aréolas, o 
volume, o contorno, a forma, a simetria,a 
pigmentação da aréola, o aspecto da 
papila. 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021 
 
 
 
 
QUADRANTES 
Superior lateral do seio D/E 
Superior medial do seio D/E 
Inferior lateral do seio D/E 
Inferior medial do seio D/E 
TIPOS DE MAMA 
Cônicas 
Pendulares 
TIPOS DE MAMILO 
Protusos (normal) 
Invertidos 
Planos ou semi-planos 
 
 
• BUSCA-SE POR ALTERAÇÕES: Buscar 
abaulamentos, retrações, assimetrias, 
cicatrizes, lesões de pele, presença de sinais 
flogísticos (edema e rubor) tanto na pele 
como nas aréolas. 
DINÂMICA 
• Solicitar que a paciente eleve os membros 
superiores, para aumentar a tensão dos 
ligamentos de Cooper. 
• Solicitar que a paciente coloque uma mão 
contra a outra à sua frente, com os 
cotovelos em 90° em relação ao ombro, 
pede para ela realize a contração dos 
músculos peitorais, solicitando-a que 
alterne a força e o relaxamento entre as 
mãos (sem perder o contato entre elas), 
com o objetivo avaliar a mobilidade das 
mamas, que pode estar preservada, 
diminuída ou ausente. Verifica-se se surge 
algum abaulamento ou retração. 
• Solicitar que a paciente se incline para 
frente, com os braços apoiados sobre o 
profissional, de modo a evitar quedas. 
 
 
 
 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021 
 
PALPAÇÃO 
 
LINFONODOS: paciente sentado. Fazer o 
dedilhamento 
• SUPRACLAVICULAR (BILATERAL): fazer uma 
concha com os dedos e aprofunda-los na 
fossa supra-clavicular. 
• INFRACLAVICULAR (BILATERAL): realizar um 
dedilhamento na região 
• AXILARES (BILATERAL): para avaliar o 
esquerdo, apoia o braço esquerdo do 
paciente no seu braço esquerdo, pede 
para o paciente relaxar o braço e, com a 
mão direita deve aprofundar seus dedos 
no oco axilar e deslizar para baixo, além 
realizar o mesmo movimento, porém, 
lateralizando os dedos para a 
esquerda/direita (em direção aos 
músculos peitoral e redondo maior) e na 
região superior com a ponta dos dedos 
para cima. Repetir no lado contralateral. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MAMAS: A melhor maneira de se palpar a 
mama é com o tecido mamário retificado. 
Paciente em decúbito dorsal. Realiza-se a 
palpação da mama estando a paciente 
deitada com as mãos atrás da cabeça e os 
braços bem abertos. A palpação deve ser 
feita delicadamente, partindo-se da região 
subareolar e estendendo-se até as regiões 
paraesternais, infraclaviculares e axilares 
(prolongamento axilar da mama). Examine 
toda a mama, inclusive a periferia, a cauda e 
a axila. Faça movimentos que saiam da 
aréola, se direcione para os quadrantes 
ultrapassando totalmente a região mamária 
e retornando para a aréola. Primeiro use a 
técnica do dedilhamento (Bloodgood) e 
depois o da espalmada (Velpeau). 
 
 
MANOBRA DE BLOODGOOD: utilização das 
pontas dos dedos, simulando o tocar de um 
piano, como fonte de pesquisa do tecido 
mamário. 
MANOBRA DE VELPEAU: realizada com mão 
espalmada e movimentos circulares 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021 
 
 
 
 
 
EXPRESSÃO PAPILAR 
 
Terminando a palpação, faz-se uma pressão 
sobre a mama, das suas bordas em direção 
à aréola, de modo a “ordenhar” a secreção, 
não comprimir somente na região areolar. 
Qualquer secreção deve ser submetida a 
exame citológico, seja ela com aspecto da 
secreção pode ser sanguínea, serosa, clara, 
purulenta, leitosa ou semelhante ao colostro, 
pastoso, esverdeado ou acastanhado. É feita 
somente em casos selecionados. 
 
 
 
 
 
VULVA, VAGINA, ÚTERO E ANEXOS 
 
Fará um exame da genitália externa e interna, 
esta última envolve basicamente o exame 
especular e o toque vaginal. 
 
 
PREPARAÇÃO PARA O EXAME 
• Higienização das mãos (ANVISA) 
• Apresentação e qualificação 
• Explicação dos procedimentos 
• Solicitação de autorização 
• Oferecer à presença de uma mulher para o 
acompanhamento do exame 
• Entrega da vestimenta adequada 
• Colocação da paciente em posição de 
litotomia: Coloque um calcanhar e depois o 
outro nos estribos. Ela pode ficar mais 
confortável com meias ou sapatos do que 
com os pés descalços. Solicite depois a ela 
para deslizar para baixo por toda a mesa de 
exame até que suas nádegas ultrapassem 
discretamente a borda da mesa. As coxas 
devem estar flexionadas, abduzidas e 
rodadas externamente. Verifique se a 
cabeça dela está apoiada por um 
travesseiro. Fazer uma breve explicação 
antes do início. 
 
 
 
INSPEÇÃO DA VULVA 
 
Vulva é o conjunto das partes genitais 
externas femininas. Não esquecer de calçar 
luvas. 
COMUNICAÇÃO COM O PACIENTE: Sente-se 
confortavelmente e avise a paciente de que 
você vai tocar sua área genital. 
REALIZAÇÃO DA INSPEÇÃO: Inspecione e 
identifique: 
• Grande lábio direito 
• Grande lábio esquerdo 
• Glande do clitóris 
• Prepúcio do clitóris 
• Pequeno lábio direito 
• Pequeno lábio esquerdo 
• Sulco interlabial 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021 
• Introito ou óstio vaginal 
• Meato uretral externo 
• Espaço entre os pequenos lábios 
(vestíbulo) 
• Espaço entre os grandes lábios (rima 
do pudendo) 
• Períneo e região perianal 
• Monte púbis: avaliar distribuição dos 
pelos e se tem alguma alteração 
como úlceras, condilomas, verrugas. 
• Região inguino crural (região da coxa 
com a vulva). 
VALSALVA: Separe os lábios menores dos 
maiores e inspecione o sulco interlabial, por 
fim separe o espaço entre os pequenos 
lábios, neste momento, pede-se para o 
paciente tossir 3 vezes, com força (manobra 
de valsalva) para verificar se tem o prolapso 
de alguma estrutura pelo introito vaginal. 
 
 
 
 
 
 
PALPAÇÃO 
 
Da região onde se encontra as glândulas de 
Bartholin direita e esquerda. (Evite esta 
tirando e colocando o dedo) 
TÉCNICA; Se a paciente relatar inchaço labial, 
examine as glândulas de Bartholin. Introduza 
o dedo indicador na vagina, próximo ao 
introito posterior. Posicione o polegar por fora 
da parte posterior dos grandes lábios. Palpe 
cada lado por vez, verificando se existe 
aumento volumétrico ou dor à palpação. 
Observe se há secreção escorrendo da 
abertura do ducto da glândula. Se houver, 
colha material para cultura. A glândula de 
Bartholin pode apresentar infecção aguda ou 
crônica, resultando em aumento de 
tamanho. 
 
 
 
 
GLÃNDULAS DE BARTHOLIN: As glândulas de 
Bartholin ou vestibulares maiores localizam-
se em cada lado do introito vaginal, abaixo 
do hímen, estando seus orifícios de saída 
situados na parte posterior do vestíbulo, entre 
os pequenos lábios e o hímen; eles 
correspondem às glândulas bulbouretrais no 
homem e secretam muco, especialmente no 
ato sexual. 
 
 
 
 
EXPRESSÃO URETRAL 
 
TÉCNICA; Para avaliar possível uretrite ou 
inflamação das glândulas parauretrais, o 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021 
examinador introduz o dedo indicador na 
vagina e ordenha delicadamente a uretra, de 
dentro para fora. Verifique se existe 
corrimento escorrendo pelo meato uretral ou 
próximo dele. Se houver corrimento, colete 
amostra e envie para cultura. 
 
GLÂNDULAS DE SKENE: As glândulas de Skene 
ou parauretrais ou vestibulares menores, 
homólogas da próstata masculina, têm seus 
orifícios externos localizados 
lateroposteriormente ao meato uretral. 
 
 
 
Após todos esses procedimentos, analisar o 
dedo e verificar a presença de sangue. 
 
 
 
EXAME ESPECULAR 
 
O exame especular avalia a vagina e o colo 
uterino, ou seja, a genitália interna e requer 
um instrumento a utilização de um espéculo. 
 
INTRUMENTO: Os espéculos são de metal ou 
plástico e têm dois formatos básicos, 
denominados Pedersen e Graves. Ambos 
estão disponíveis nos tamanhos pequeno, 
médio e grande. 
 
 
 
INTRODUÇÃO DO ESPÉCULO: Selecione um 
espéculo de tamanho e formato apropriados 
e umedeça-o com água morna. Avise a 
paciente que vai introduzir o espéculo, 
mostre-o para a paciente e introduza-o 
inclinado de modo que, à medida que for 
introduzindo, vá rotacionando-o até que 
fique na posição horizontal. Após isso abra o 
espéculo ao mesmo que tenta visualizar o 
colo do útero. 
 
 
 
INSPEÇÃO DOCOLO DO ÚTERO: e Abra 
cuidadosamente o espéculo. Gire e ajuste o 
espéculo até que ele esteja voltado para o 
colo do útero e possibilite a visualização 
completa. Fixe o espéculo em sua posição 
aberta, apertando o parafuso. Posicione o 
foco de luz de forma a visualizar bem o colo 
do útero. Verifica-se: o orifício cervical 
externo e o ectocervix (lesões, vermelhidão, 
mácula, secreções) 
 
 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021 
 
INSPEÇÃO DA VAGINA: Retire o espéculo 
lentamente, observando ao mesmo tempo 
as paredes vaginais. Quando o espéculo sair 
do colo do útero, solte o parafuso do polegar 
e mantenha a posição aberta do espéculo 
com seu polegar. Durante a retirada 
inspecione a mucosa vaginal, notando sua 
coloração e qualquer inflamação, secreção, 
úlcera ou massa. 
 
EXAME COLPOCITOLOGIA 
 
Durante o exame especular pode ser 
realizado o exame de colpocitologia oncótica 
ou Papanicolau, utilizado para o 
rastreamento do colo do útero. 
TÉCNICA: Introduz-se primeiramente a 
espátula de Ayre posicionando-a no orifício 
cervical externo (OCE), girando-a cerca de 4 
vezes, colocando um pouco de pressão para 
coletar as células da ectocérvix. Após isso, 
usa-se a escova endocervical, que é 
introduzida no OCE, e realiza-se os giros para 
coletar amostras do endocérvix. Enquanto 
isso, o auxiliar colocará as duas amostras em 
regiões diferentes da lâmina (posição 
horizontal para não perder material) e 
borrifará um produto de modo distante da 
lãmina. Verifica-se se houve algum 
sangramento durante a coleta. Após isso 
retira-se o espéculo. 
ORIENTAÇÕES AO PACIENTE: Para obter 
resultados melhores, a paciente não deve 
estar menstruada. Ela deve evitar relações 
sexuais e o uso de duchas, tampões, 
anticoncepcionais em gel ou creme ou 
supositórios vaginais nas 48 h anteriores ao 
exame. 
OPÇÕES DE COLETA DE AMOSTRA: 
• Espátula de Ayre 
• Escova endocervical 
 
 
TOQUE VAGINAL COMBINADO 
 
É um exame exclusivo para mulheres que já 
tiveram relação sexual. 
TÉCNICA: O examinador lubrifica o dedo 
indicador e o dedo médio de uma das mãos 
enluvadas e, na posição de pé, introduz os 
dedos lubrificados na vagina, de novo 
exercendo pressão basicamente no sentido 
posterior. O polegar do examinador deve 
estar abduzido, e os dedos anular e mínimo 
estão flexionados em direção à palma da 
mão. 
ESTRUTURAS ANALISADAS: 
• ÚTERO: O examinador coloca a outra mão 
sobre o abdome, mais ou menos no ponto 
médio entre o umbigo e a sínfise púbica, 
enquanto eleva o colo do útero. Observe as 
dimensões, o formato, a consistência e a 
mobilidade, e identifique se há dor à 
palpação ou massas. As mãos 
movimentam-se no sentido de encontro. 
• OVÁRIOS: O examinador coloca uma das 
mãos no quadrante inferior direito do 
abdome e esquerdo (laterais) e a outra 
mão no fórnix (região de encontro do canal 
vaginal com o colo do útero) lateral direito. 
• VAGINA: verifica as faces da vagina e ver se 
ela tem dor. Faz a avaliação da amplitude, 
consistência, temperatura, comprimento e 
superfície deverão ser procedidos. 
 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021 
 
 
 
 
TOQUE RETAL 
 
o toque retal pode também ser feito no 
exame ginecológico de rotina em mulheres, 
pois ajuda a detectar problemas no canal 
vaginal ou útero, por exemplo. 
TÉCNICA: lubrifique o dedo e faça uma 
pressão para baixo, de modo a vender a 
resistência do esfíncter anal, vá rodando o 
dedo e introduzindo. 
 
IMPORTANCIA NAS MULHERES: O toque retal é 
um exame indispensável na avaliação dos 
órgãos genitais internos, pois é a única 
maneira de avaliar corretamente as 
condições dos paramétrios. Deve-se 
também verificar a presença de afecções do 
canal anal ou do reto. Portando, após 
introduzir o dedo, deve-se palpar: 
• Paramétrio esquerdo 
• Paramétrio direito 
Em casos de útero retrovertidos, aproveita-se 
essa ocasião para palpá-los também. 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
BATES, B. Propedêutica Médica. 11ª ed. Rio de 
Janeiro: Guanabara Koogan, 2015. 
 
PORTO, Celmo Celeno. Semiologia Médica. 
6.ed. Guanabara Koogan, 2009. 
 
MEDRESUMOS, Arlindo Ugulino Neto. 
Semiologia da mulher, 2016. 
 
Helio Humberto Angotti Carrara. Semiologia 
mamária. 
 
 
Letícia Cavalcante - FAHESP/IESVAP, 2021. 
EXAME CLÍNICO 
 
 
SINAIS E SINTOMAS 
 
HIPOTÁLAMO E HIPÓFISE 
ALTERAÇÕES DO DESENVOLVIMENTO FÍSICO: 
Nanismo, gigantismo, acromegalia 
ALTERAÇÕES DO DESENVOLVIMENTO SEXUAL: 
Puberdade precoce; puberdade atrasada. 
OUTRAS ALTERAÇÕES: Galactorreia; síndromes 
poliúricas; alterações visuais. 
 
TIREÓIDE 
ALTERAÇÕES LOCAIS: dor; nódulo; bócio; 
rouquidão; dispneia; disfagia 
MANIFESTAÇÕES DE HIPERFUNÇÃO: taquicardia; 
Hipersensibilidade ao calor; aumento da 
sudorese; perda de peso; tremor; 
irritabilidade; insônia; astenia; diarreia; 
exoftalmia. 
MANIFESTAÇÕES DE HIPOFUNÇÃO: sonolência; 
apatia; Hipersensibilidade ao frio; diminuição 
da sudorese; aumento do peso; obstipação 
intestinal; cansaço facial; alterações 
menstruais; ginecomastia; unhas 
quebradiças; pele seca; rouquidão; 
macroglossia; bradicardia. 
 
PARATIREOIDES 
MANIFESTAÇÕES DE HIPERFUNÇÃO: astenia 
Emagrecimento; parestesias; cãibras; dor nos 
ossos e nas articulações; arritmias cardíacas; 
alteraçõesósseas; raquitismo; osteomalacia; 
tetania. 
MANIFESTAÇÕES DE HIPOFUNÇÃO: Tetania; 
convulsões; queda de cabelos; unhas frágeis 
e quebradiças; dentes hipoplásicos; 
catarata. 
 
SUPRARRENAIS 
MANIFESTAÇÕES POR HIPERPRODUÇÃO DE 
GLICOCORTICOIDES; Aumento de peso; fácies 
"de lua cheia"; acúmulo de gordura na face, 
região cervical e dorso; fraqueza muscular; 
poliúria; polidipsia; irregularidade menstrual; 
infertilidade; hipertensão arterial. 
MANIFESTAÇÕES POR DIMINUIÇÃO DE 
GLICOCORTICOIDES: Anorexia; náuseas e 
vômitos; astenia; hipotensão arterial; 
hiperpigmentação da pele e das mucosas. 
AUMENTO DE PRODUÇÃO DE 
MINERALOCORTICOIDES: Hipertensão arterial; 
astenia; cãibras; parestesias. 
AUMENTO DA PRODUÇÃO DE ESTEROIDES 
SEXUAIS: Pseudopuberdade precoce; 
hirsutismo; virilismo. 
AUMENTO DE PRODUÇÃO DE CATECOLAMINAS: 
Crises de hipertensão arterial, cefaleia, 
palpitações, sudorese. 
 
DISFUNÇÕES METABOLISMO DA GLICOSE 
POLIÚRIA: Sintoma que se caracteriza por 
uma grande eliminação de urina. 
POLIDIPSIA: Sintoma que se caracteriza pela 
sede excessiva. 
POLIFAGIA: Sintoma que se caracteriza pela 
fome excessiva. 
 
TIREÓIDE 
 
A glândula tireoide é uma glândula única, 
mediana, revestida por uma cápsula, situada 
na porção anterior do pescoço, na altura da 
5° e da 7° vértebra cervical. Tem semelhança 
à letra “H” e é constituída por dois lobos que 
se unem à linha média por um istmo. No 
geral, as doenças tireoidianas são mais 
endocrinologia 
Letícia Cavalcante - FAHESP/IESVAP, 2021. 
frequentes nas mulheres e surgem em faixas 
etárias distintas. 
 
SINAIS E SINTOMAS 
 
No geral, as afecções tireoidianas 
manifestam sintomas que podem ser 
dividias em dois grandes grupos: sinais de 
hiperfunção e de hipofunção. Porém alguns 
sintomas gerais são: 
DOR: Suas principais características são 
piora com a deglutição ou com a palpação, 
irradiação para os arcos mandibulares ou 
ouvidos, acompanhada por aumento do 
volume da glândula. 
DISPNEIA: falta de ar, principalmente 
quando o paciente flete a cabeça. 
DISFONIA: rouquidão, devido a compressão 
do nervo laríngeo recorrente. 
DISFAGIA: dificuldade de engolir devido a 
compressão do esôfago. 
 
SINAIS DE HIPERFUNÇÃO 
 
HIPERSENSIBILIDADE AO CALOR: a tireoide 
é uma importante ferramenta de regulação 
da temperatura corporal humana. No 
hipertireoidismo ela provoca uma liberação 
excessiva de energia, ou seja, há grande 
retenção de calor. 
 
PERDA DE PESO: o hipertireoidismo acelera 
o metabolismo e provoca a perda de peso 
mais rapidamente. 
 
AUMENTO DE SUDORESE: a elevada 
liberação de calor, resulta em uma sudorese 
excessiva 
 
SISTEMA CARDIOVASCULAR: devido a 
presença de receptores dos hormônios 
tireoidianos nas fibras cardíacas, a liberação 
excessivadeles provoca taquicardia, 
palpitações e dispneia de esforço. 
 
SISTEMA DIGESTIVO: provoca aumento da 
motilidade intestinal. 
 
SISTEMA REPRODUTOR: nas mulheres 
provoca desregulação menstrual, 
especialmente a oligomenorreia (ciclo de 
longa duração) e nos homens perda da 
libido e impotência. 
 
SISTEMA MUSCULOESQUELÉTICO: devido 
ao intenso catabolismo e consequente 
atrofia muscular, o hipertireoidismo pode 
provocar fraqueza muscular, principalmente 
na musculatura proximal, cintura pélvica e 
escapular. 
 
SINTOMAS OCULARES: um dos principais 
sintomas é a exoftalmia com exoftalmopatia. 
Ocorre devido a um problema autoimune 
causada pelo excesso dos hormônios 
tireoidianos, que provoca a produção de 
anticorpos que se infiltram no espaço 
retrobulbar e dos músculos motores 
extraoculares. Com isso o globo ocular é 
empurrado para fora. A retração da pálpebra 
superior faz com a esclera fique acima da íris, 
produzindo um “olhar de espanto”. A 
exoftalmia caracteriza a fácie Basedowiana. 
 
 
 
SISTEMA NERVOSO: paciente fica 
hipercinético, fala rapidamente, demonstra 
apreensão e costuma segurar firmemente as 
mãos entre os joelhos, além de apresentar 
tremor nas mãos. Também observa-se 
hiper-reflexia, sendo o reflexo de aquileu o 
que melhor traduz essa alteração. 
 
PELE E FÂNEROS: pele fina, sedosa, úmida e 
quente, devido á vasodilatação. As unhas 
Letícia Cavalcante - FAHESP/IESVAP, 2021. 
podem apresentar-se descoladas do leito, o 
que é denominada onicólise ou unhas de 
Plummer. 
 
 
SINAIS DE HIPOFUNÇÃO 
 
HIPERSENSIBILIDADE AO FRIO: Devido às 
reduções no gasto calórico em pacientes 
com hipotireoidismo e hipotireoidismo. Assim, 
há pouca liberação de calor para manter a 
homeostase da temperatura corporal dos 
indivíduos. 
GANHO DE PESO: devido a redução do 
metabolismo, a pessoa tem tendência e 
engordar, acumular gordura no corpo. 
CANSAÇO: a falta da produção dos 
hormônios tireoidianos causa uma queda no 
metabolismo e nas funções do organismo. 
Por isso, a pessoa sente um cansaço extremo, 
além de sonolência, falta de ânimo e energia 
para realizar as atividades. 
 
FÁCIE MIXEDEMATOSA: caracterizada pelo 
surgimento de edemas na região periorbital, 
como também nos membros inferiores, 
devido à diminuição da filtração glomerular. 
Assim, ele adquire fisionomia apática, pele 
infiltrada, com bolsas subpalpebrais, 
enoftalmia (afundamento do globo ocular na 
cavidade orbitária) e, às vezes, língua 
protrusa (macroglossia). 
 
 
 
INSPEÇÃO 
 
A inspeção ocorre na região anterior do 
pescoço. Por meio dela deve-se: 
 
IDENTIFICAÇÃO ANATÔMICA 
 
Deve-se identificar pontos anatômicos da 
superfície do pescoço: 
 
Mento 
Osso hioide 
Proeminência laríngea da cartilagem 
tireóidea ou “Pomo de Adão” 
Cartilagem cricoide 
Topografia da glândula tireoide 
Fúrcula esternal ou incisura jugular 
Músculo esternocleidomastóideo 
Trígonos anteriores do pescoço: submentual, 
submandibular, carótico e muscular 
Trígonos posteriores do pescoço: 
supraclavicular, occipital 
 
 
 
 
Letícia Cavalcante - FAHESP/IESVAP, 2021. 
 
 
BUSCAR ALTERAÇÕES 
➔ Abaulamentos 
➔ Retrações 
➔ Cicatrizes 
➔ Lesões de pele 
➔ Pulsações 
➔ Bócios 
INPEÇÃO LATERAL: solicitar que o paciente 
degluta, para avaliar possíveis alterações 
OUTRAS AVALIAÇÕES: olhos, unhas, fácies 
(mixedematosa e basedowiana), pele, 
pressão arterial, pulso, ausculta cardíaca, 
músculos, reflexos (sinal de Woltman), 
Pesquisa do sinal de Pemberton (em caso de 
bócio). 
 
SINAL DE PEMPERTON: O sinal de Pemberton 
aparece quando se eleva o braço do 
paciente acima da cabeça. Esta manobra faz 
com que o paciente fique dispneico, com 
distensão das veias do pescoço, pletora 
facial (abundância de sangue na face) ou 
com estridor (som agudo ao inspirar). Isso 
acontece devido a obstrução da traqueia 
pela presença do bócio multinodular na 
tireoide do paciente. 
 
 
 
SINAL DE WOLTMAN: também chamado de 
sinal de Woltman de hipertireoidismo ou 
mixedema reflexo, é o retardamento 
verificado na fase de relaxamento de um 
reflexo tendíneo, geralmente testado no 
calcanhar de aquiles. 
 
PALPAÇÃO 
 
A palpação avalia: 
➔ Tamanho 
➔ Contornos 
➔ Irregularidades 
➔ frêmitos 
➔ Mobilidade 
Podem ser usadas 3 técnicas de palpação: 
 
1° TÉCNICA: médico na frente do paciente, 
com uma mão desvia a tireoide e com a 
outra palpa o lobo contralateral usando o 
polegar. Repete do outro lado. 
 
2° TÉCNICA: médico na frente do paciente, 
com uma mão rebate o músculo 
esternocleidomastóideo e com a outra palpa 
o lobo tireoidiano com o polegar. Repete do 
outro lado. 
 
3° TÉCNICA: médico atrás do paciente, com 
uma mão desvia a tireoide e com a outra 
palpa o lobo contralateral com a ponta dos 
dedos indicadores e médios. A ponta desses 
dedos quase se toca na linha mediana, 
enquanto os polegares ficam fixos na nuca. O 
lobo direito é palpado pelos dedos da mão 
esquerda e o esquerdo pelos dedos da mão 
direita. 
 
Letícia Cavalcante - FAHESP/IESVAP, 2021. 
 
AVALIAÇÃO DA MOBILIDADE: Ao final de 
cada da palpação, pede-se ao paciente que 
degluta para verificar a mobilidade. 
 
PALPAÇÃO DOS LINFONODOS: Ao final da 
palpação também pode-se palpar os 
linfonodos cervicais. 
• Pré-auriculares: em frente à orelha 
• Auriculares posteriores: sobre o processo 
mastoide 
• Occipitais: na base do crânio 
• Tonsilares: No ângulo da mandíbula 
• Submandibulares: entre o ângulo e a 
extremidade da mandíbula 
• Submentonianos: alguns centímetros atrás 
da extremidade da mandíbula 
• Cervicais superficiais: superficiais ao 
músculo esternocleidomastóideo 
• Cervicais posteriores: ao longo da borda 
do músculo trapézio 
• Cadeia cervical profunda: localizado 
profundamente ao músculo 
esternocleidomastóideo 
• Supraclaviculares: profundos, no ângulo 
formado pela clavícula e músculo 
esternocleidomastóideo (acima do osso 
clavicular). 
 
 
 
PERCUSSÃO 
 
Percutir a região da fúrcula esternal 
buscando-se mudança do padrão de um 
som claro pulmonar para um 
maciço/submaciço, indicando bócio 
mergulhante. 
SOM CLARO PULMONAR -> SOM MACIÇO 
 
AUSCULTA 
 
O aumento do fluxo sanguíneo poderá 
determinar a ocorrência de sopros sobre a 
glândula, algumas vezes acompanhados de 
frêmitos. 
 
PARATIREÓIDE 
 
As paratireoides, quase sempre em número 
de quatro, situam -se atrás da tireoide, 
acopladas à sua face posterior, na altura dos 
polos inferiores e superiores de cada lobo. 
 
MANOBRAS 
 
SINAL DE TROSSEAU: Afere-se a pressão 
arterial (PA) seguindo as técnicas de 
recomendação da SBC. Em seguida insufla-
se o manguito 30 mmHg por três minutos e 
observa-se se há espasmos carpais. 
 
 
 
SINAL DE CHVOSTEK: Percute-se a região 
pré-auricular e observa-se se há espasmos 
próximo à comissura labial ipsilateral. 
 
 
 
PÉ DIABÉTICO 
 
O Pé Diabético está entre as complicações 
mais frequentes do Diabetes Mellitus (DM) e 
Letícia Cavalcante - FAHESP/IESVAP, 2021. 
suas consequências podem ser dramáticas 
para a vida do indivíduo, desde feridas 
crônicas e infecções até amputações de 
membros inferiores. 
 
AVALIAÇÃO DA PELE 
 
Avalia-se a higiene e busca-se lesões e 
deformidades: 
➔ Pés 
➔ Unhas 
➔ Região interdigital 
➔ Arco plantar 
 
AVALIAÇÃO MUSCULOESQUELÉTICA 
 
Busca-se por: 
• Atrofia muscular 
• Deformidades (dedo em garra, dedo 
em martelo, Artropatia de Charcot) 
• Áreas de risco para ulcerações 
Analisa-se: 
ANATOMIA: ocorre deformidades nos pés, 
como o aumento das proeminências dos 
metatarsos, dedos em garra, dedos em 
martelo, joanetes e perda do arco plantar 
(Artropatia de Charcot) 
 
 
 
 
HIDRATAÇÃO: Na presença de neuropatia 
diabética, os pés frequentemente 
encontram-se com a pele ressecada 
(xerodermia), o que predispõe às fissuras e 
às ulcerações. 
 
 
COLORAÇÃO: pele pálida, avermelhada, 
azulada ou arroxeada, 
 
TEMPERATURA: pele fria 
DISTRIBUIÇÃO DOS PELOS: rarefação dos pelos 
INTEGRIDADE DE UNHA E PELE: as alterações 
podem ser:• Atrofia da pele e unhas, que se tornam 
ressecadas. 
• Lesões esfoliativas, úmidas e pruriginosas 
nos espaços interdigitais 
• Distrofias ungueais, com alteração do 
aspecto, da forma, cor e espessura das 
unhas, com ou sem perda da integridade. 
• Calosidades: espessamentos epidérmicos 
causados por traumatismos locais 
recorrentes são comuns em pés diabéticos. 
 
 
AVALIAÇÃO VASCULAR 
 
O exame físico do componente vascular deve 
contemplar, no mínimo, a palpação dos 
pulsos pediosos e tibiais posteriores. Avalia-
se: 
Letícia Cavalcante - FAHESP/IESVAP, 2021. 
 
➔ Diferença de temperatura 
➔ Pulso pedioso 
➔ Pulso tibial posterior 
SINAIS DE ISQUEMIA DO PÉ: A isquemia 
crítica de membro é uma urgência médica, 
com elevado risco de perda da viabilidade 
do membro. Os seis sinais clássicos de 
isquemia aguda de membro são dor, 
paralisia, parestesia, ausência de pulso, 
paralisia por frio, palidez. Pés com as 
seguintes caraterísticas podem desenvolver 
isquemia: Dor na perna em repouso, 
gangrena. feridas/úlceras que não 
cicatrizam no pé, atrofia muscular, rubor 
dependente, palidez quando a perna é 
elevada, perda de pelos sobre o dorso do pé, 
unhas do hálux espessadas, pele 
brilhante/descamativa. 
 
AVALIAÇÃO NEUROLÓGICA 
 
Compreende a avalição da sensibilidade 
(tátil, dolorosa-térmica e vibratória), a 
avaliação de reflexos tendíneos e a avaliação 
da função motora. É feita por meio dos 
seguintes procedimentos: 
 
TESTE DO MONOFILAMENTO DE 10 G: 
(avalia sensibilidade tátil) É o método de 
escolha recomendado como exame de 
rastreamento de neuropatia diabética e é 
realizado com monofilamento de 10 gramas 
de Semmes-Weinstem. Esse monofilamento 
não é de uso individual ou descartável, por 
isso deve ser constantemente higienizado 
antes de cada aplicação. O método de 
avaliação segue a seguinte sequência: 
 
 
1. Explica para o paciente o teste, pede que 
que ele feche os olhos e diga “senti” caso 
sinta o contato com o monofilamento. 
2. Aplicar o monofilamento de 10 gramas 
perpendicular à superfície da pele. 
3. Pressiona-se com força suficiente apenas 
para encurvar o monofilamento, sem que 
ele deslize sobre a pele. Sendo que o 
tempo total entre o toque para encurvar o 
monofilamento e a remoção dele não 
deve exceder 2 segundos 
4. Deve-se perguntar ao paciente se ele 
sentiu ou não a pressão (toque) e onde 
esta sendo tocado (pé direito ou 
esquerdo) 
5. Serão pesquisados quatro pontos, 
mostrados na imagem a seguir, em 
ambos os pés 
6. Será aplicado a pressão três vezes, sendo 
que dessas, duas vezes no mesmo local, 
alternando com pelo menos uma vez 
simulada (não tocar), contabilizando três 
perguntas por aplicação. 
SENSIBILIDADE PRESENTE: A percepção da 
sensibilidade protetora está presente se duas 
respostas forem corretas, das três aplicações 
SENSIBILIDADE AUSENTE: A percepção da 
sensibilidade protetora esta ausente se duas 
respostas forem incorretas das três 
aplicações 
 
Letícia Cavalcante - FAHESP/IESVAP, 2021. 
 
 
 
 
 
TESTE COM DIAPASÃO DE 128 HZ: (avalia 
sensibilidade vibratória) O local de escolha 
do teste é a parte óssea no lado dorsal da 
falange distal do hálux (A) em ambos os pés, 
mas alternadamente o maléolo lateral pode 
ser utilizado (B). A técnica segue a seguinte 
sequência: 
 
 
1. Explica ao paciente sobre o teste. Pede 
para ele informar quando começar a 
sentir e quando deixar se sentir a 
vibração. 
2. Ativa o diapasão: Segurar o cabo do 
diapasão com uma mão e aplicar 
sobre a palma da outra mão um golpe 
suficiente para produzir a vibração das 
hastes superiores. 
3. Aplicar a ponta do cabo do diapasão 
perpendicularmente e com pressão 
constante sobre a falange distal do 
hálux. A pessoa examinada não deve 
ser capaz de ver se ou onde o 
examinador aplica o diapasão. 
4. Manter o cabo do diapasão até que a 
pessoa informe não sentir mais a 
vibração. 
5. Repetir a aplicação mais duas vezes, 
em ambos os pés, mas alternando-as 
com pelo menos uma aplicação 
“simulada” em que o diapasão não 
esteja vibrando. 
SENSIBILIDADE PRESENTE: A percepção da 
sensibilidade protetora está presente se duas 
respostas forem corretas das três aplicações. 
SENSIBILIDADE AUSENTE: (teste positivo) A 
percepção da sensibilidade protetora está 
ausente se duas respostas forem incorretas 
das três aplicações. O teste é considerado 
anormal quando a pessoa perde a sensação 
da vibração enquanto o examinador 
aindapercebe o diapasão vibrando. 
 
 
REFLEXO DE AQUILEU: É obtido por meio da 
percussão com o martelo de reflexos ou com 
a digitopercussão do tendão de Aquiles. 
Paciente deve estar sentado com o pé 
pendente ou ajoelhado sobre uma cadeira. O 
pé será mantido relaxado, passivamente em 
discreta dorsoflexão. Aplica-se um golpe 
suave com martelo. A resposta esperada é a 
flexão plantar reflexa do pé. O teste é 
considerado alterado quando a flexão 
plantar reflexa do pé está ausente ou 
diminuída. 
Letícia Cavalcante - FAHESP/IESVAP, 2021. 
 
 
TESTE DA PERCEPÇÃO DA PICADA: (testa a 
sensibilidade dolorosa) É feita com o auxílio 
de um pino ou palito, colocando-o em 
diferentes pontos no doloroso do pé e na 
região pré-tibial sem penetrar na pele. Serve 
para avaliar as fibras nervosas amielínicas. 
 
REFERÊNCIAS 
 
PORTO, Celmo Celeno. Semiologia Médica. 
6.ed. Guanabara Koogan, 2009. 
Ministério da Saúde. Manual do pé diabético, 
2016. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021 
 E X A M E F Í S I C O 
 
 
 
 
PREPARAÇÃO 
 
Higienização das mãos (ANVISA) 
Apresentação e qualificação 
Explicação do procedimento ao paciente 
Solicitação de autorização para realiza-lo 
 
OMBRO 
 
É o cíngulo do membro superior. A mobilidade 
do ombro está relacionada a funcionalidade 
de 3 articulações, 3 grandes ossos e 3 
principais grupos musculares (formam a 
“cintura escapular”). 
 
 
ESTRUTURAS ÓSSEAS: 
• Úmero, tubérculos e sulco bicipital 
• Clavícula e acrômio 
• Escápula e processo coracoide 
• Manúbio 
ARTICULAÇÕES: 
• Articulação glenoumeral: permite os 
movimentos de flexão extensão, 
adução, adução, rotação e 
circundação. 
• Articulação esterno clavicular 
• Articulação acromioclavicular 
• Articulação escapulocostal 
MANGUITO ROTADOR: 
 
Entre a escápula e o úmero. É o mais 
frequentemente lesado. Se inserem na 
cabeça do úmero e são importantes por 
manter a cabeça do úmero dentro da 
cavidade glenoide, impedindo que o braço 
saia do lugar (luxação). Constitui-se por um 
conjunto de 4 músculos: 
• M. supraespinhal: acima da espinha da 
escápula 
• M. infraespinal: abaixo da espinha da 
escápula 
• M. redondo menor: abaixo da espinha da 
escápula 
• M. subescapular: na frente da escápula 
 
 
locomotor 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021 
 
 
ATENÇÃO: Ainda há alguns músculos 
importantes do ombro como o trapézio e o 
deltoide. Deve-se também compreender o 
conceito de tendão, estrutura que liga 
músculo à osso, enquanto que ligamento liga 
osso a osso. Existe a bulsa ou bolsa entre o 
tendão e a superfície óssea. Essas bolsas 
envolvem os tendões dos músculos e incham 
quando há uma inflamação (bulcite). 
 
ANATOMIA DE SUPERFÍCIE: 
 
 
• Margem medial da escápula 
• Ângulo da escápula 
• Margem lateral da escápula 
• Espinha da escápula 
INSPEÇÃO 
 
INSPEÇÃO ESTÁTICA 
-Posições: anterior, posterior, lateral; 
-Reconhecimento de pontos anatômicos; 
-Procura-se deformidades, desalinhamentos 
das estruturas dos ombros (sempre 
comparar os lados), contraturas, atrofias. 
EXEMPLO DESCRIÇÃO CLÍNICA: 
 
 
 
Na inspeção, nota-se uma assimetria dos 
ombros, com o ombro direito mais inferior do 
que o ombro esquerdo. Nota-se uma 
deformidade côncava no contorno lateral do 
ombro direito. 
 
INSPEÇÃO DINÂMICA 
Pede ao paciente para empurra a parede. 
Busca-se assimetrias. A escápula se 
deslocará para trás, porém os músculos 
manterão suasestruturas unidas, 
principalmente o serrátil anterior. 
 
 
EXEMPLO DESCRIÇÃO CLÍNICA: 
 
 
 
A: Nota-se o ombro direito mais inferior do 
que o esquerdo, uma assimetria do triângulo 
de talhe, linha espondiléia retificada. 
B: Na inspeção dinâmica posterior nota-se 
um desvio posterior importante da escápula 
direita, com ressalto proeminente da sua 
margem medial. Ao pedir para o paciente 
empurrar a parede, a escápula esquerda se 
manteve junto do tórax na caixa torácica. Já 
a escápula direita teve um desvio posterior e 
deslocou-se para trás, quando era para se 
manter junto ao tórax. Esse problema se 
chama de escápula alada. A margem medial 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021 
da escápula esta proeminente, nessa região 
deveria estra agindo um músculo que puxa a 
escápula e a mantém junto ao tórax e das 
costelas, esse músculo se chama serrátil 
anterior, inervado pelo nervo torácico longo. 
 
PALPAÇÃO 
 
TÉCNICA: Utilizar a técnica da digitopressão 
para a palpação do ombro buscando dor, 
tumefações, crepitações ou edemas nas 
regiões: 
1. Esternoclavicular 
2. Acromioclavicular 
3. Subacromial 
4. Bicipital 
5. Axilar 
6. Todo o ombro 
TEMPERATURA: Não esquecer de sempre 
medir a temperatura. Regiões quentes 
podem indicar inflamações ou infecções. 
 
MOVIMENTOS 
 
ATIVAMENTE E PASSIVAMENTE: Realização dos 
movimentos ativamente e depois 
passivamente: 
• Flexão; 
• Extensão; 
• Abdução; 
• Adução; 
• Rotação interna e externa; 
• Circundação 
• Mão nádega oposta, mão-costas, 
mão-ombro oposto, mão-nuca, mão-
escápula. 
MANOBRAS 
 
MANGUITO ROTADOR 
ARCO DOLOROSO DE SIMONDS (manguito 
rotador): Coloca-se atrás do paciente, 
segura a escápula e faz abdução passiva 
colocando a mão no cotovelo do paciente. 
Positiva para dor. 
 
 
MANOBRA DE YOCUM (manguito rotador): 
paciente coloca a mão no ombro 
contralateral. O examinador coloca sua mão 
no cotovelo, solicita que o paciente o eleve e 
faz resistência contra o movimento. Positiva 
para dor. 
 
 
TESTE DE JOBE (supraespinal): o examinador 
coloca-se a frente do paciente que deve 
estar com os braços em leve abdução com 
o polegar para baixo (rotação interna do 
braço). O examinador coloca o dedo nos 
punhos do paciente e faz resistência à 
elevação do braço. Positiva para dor no 
ombro e indica problema no músculo 
supraespinal do manguito rotador. 
 
 
TESTE DE NEER (supraespinal): O examinador 
coloca-se a frente do paciente que deve 
estar com os braços em leve abdução e 
supinação. O examinador coloca o dedo nos 
punhos do paciente e faz resistência à 
elevação do braço. É semelhante a manobra 
de Jobe, porém, as palmas das mãos ficam 
voltadas para cima. Também positiva para e 
também indica problema no supraespinal. 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021 
 
TESTE DE PATTE (infraespinal e redondo 
menor): Resistência isométrica à rotação 
externa, com o braço aduzido à 90° (junto ao 
tronco) e o cotovelo flexionado. Paciente 
deve fazer uma rotação externa contra a 
resistência à mão do examinador. Positiva 
para dor no ombro e indica problema no 
músculo infraespinal ou o redondo menor do 
manguito rotador. 
 
TESTE DE GERBER (subescapular): O braço do 
paciente é colocado abduzido e em rotação 
interna no dorso, como o cotovelo flexionado. 
A mão ao nível de L5, com sua face palmar 
voltada para fora. Testa-se a capacidade de 
manter o membro afastado da escápula ou 
de tentar empurrar a mão contra a mão do 
examinador. Positiva para dor no ombro e 
indica problema no músculo supraescapular 
do manguito rotador. 
 
 
LUXAÇÃO 
Testa-se a luxação ou deslocamento dos 
ossos do ombro, especialmente do úmero. 
TESTE DE APREENSÃO ANTERIOR: Examinador se 
coloca atrás do paciente, pressiona-se com 
o polegar a face posterior da cabeça do 
úmero (fixa a cabeça do úmero) e com o 
paciente com ombro em abdução de 90°, 
puxa-se ou traciona o braço para trás. 
Positiva para deslocamento da cabeça do 
úmero para frente (luxação anterior da 
cabeça do úmero). 
 
 
TESTE DE APREEENSÃO POSTERIOR: O 
examinador fixa a escápula do paciente com 
uma de suas mãos espalmada, com a outra 
mão pressiona o braço flexionado em 90° 
para traz (sensação de apreensão ou 
ressalto da cabeça do úmero). Positiva para 
luxação posterior da cabeça do úmero. 
 
 
TESTE DA GAVETA ANTERIOR: Com uma das 
mãos no ombro fixando a escápula, a outra 
segura firmemente a cabeça do úmero e 
procura deslocamento anterior (força-o 
anteriormente). Positiva luxação anterior do 
úmero. 
 
TESTE DA GAVETA POSTERIOR: Mesmo 
procedimento anterior, porém forçando a 
cabeça do úmero posteriormente. Positiva 
luxação posterior do úmero. 
 
 
TESTE DO SULCO: paciente com o braço ao 
lado do corpo e com cotovelo em 90°. O 
examinador com uma das mãos espalmada 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021 
no ombro fixando a escápula, posiciona a 
outra mão no antebraço do paciente 
pressiona o braço para baixo, fazendo com 
que apareça o sulco do acrômio abaixo do 
acrômio se houver uma instabilidade inferior 
ou multidirecional. 
 
 
SÍNDROME DO IMPACTO 
Testa se os tendões do manguito rotador 
estão em risco de atrito com as superfícies 
articulares. Assim, realiza-se os testes do 
impacto para verificar se o espaço entre os 
tendões e a superfície articular sofreu 
redução ou alteração. Se esses testes forem 
positivos, pode ser indicativo da doença 
denominada Síndrome do Impacto. 
 
TESTE DO IMPACTO DE NEER (flexão anterior em 
rotação interna do ombro): Paciente com o 
braço em rotação interna (polegar para 
baixo), o examinador segura o ombro e com 
a outra mão eleva passivamente o braço 
(flexão anterior em rotação interna). O 
contato do acrômio com o manguito indica 
impacto. 
 
TESTE DO IMPACTO DE HAWKINS (rotação 
interna passiva): Partindo de uma posição de 
flexão a 990°, com o cotovelo também fletido 
em 90°, o examinador faz uma rotação 
interna passiva. 
 
 
BÍCEPS 
TESTE DE SPEED: Com o braço em rotação 
lateral (supinação), cotovelo estendido, 
pede ao paciente para exercer força para 
cima e o examinador resiste. Positiva para 
dor na projeção do sulco bicipital. 
 
 
TESTE DE YERGARSON: Paciente segura a mão 
do examinador com o braço abduzido ao 
tórax, o cotovelo flexionado em 90°, e o 
antebraço em pronação. O paciente é 
solicitado a fazer uma supinação e uma 
flexão do antebraço contra a resistência. 
Positiva para dor na inserção da TLCB 
 
 
COTOVELO 
 
É formado pela extremidade distal do úmero, 
a extremidade proximal do rádio (do lado do 
polegar) e a extremidade proximal da ulna 
(do lado do dedo mínimo). O rádio se 
articula com o capítulo do úmero (“o radio se 
articula com o capitulo da novela”), enquanto 
que a troclea do úmero se articula com a 
ulna. 
 
 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021 
 
 
ESTRUTURAS ÓSSEAS: 
• Úmero: epicôndilos medial e lateral 
• Ulna: olecrano 
• Rádio 
ARTICULAÇÕES: 
• Articulação radioumeral 
• Articulação umeroulnar 
• Articulação radioumeral 
MÚSCULOS: 
Nascem do epicôndilo medial e inervam a 
região anterior ou palmar da mão: Flexores e 
pronadores 
• Mm. flexores do punho e dos dedos 
• M. palmar longo 
• M. flexor radial do carpo 
• M. flexor ulnar do carpo 
• M. flexores superficiais dos dedos 
• M. pronador redondo 
 
Nascem do epicôndilo lateral e inervam a 
região posterior ou dorsal da mão: Extensores 
e supinadores. 
• M. extensor radial longo do carpo 
• M. extensor ulnar do carpo 
• Mm. extensores dos dedos 
• M. extensor do indicador 
• M. extensor do dedo mínimo 
 
 
 
ANATOMIA DE SUPERFÍCIE: 
 
 
 
 
 
 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021 
INSPEÇÃO 
 
INSPEÇÃO ESTÁTICA 
Na visualização da região anterior (fossa 
cubital) deve-se avaliar o desvio em valgo 
do cotovelo (verificar se ele possui 
angulação normal ou acentuada, 
comparando a simetria). Procura-se 
também abaulamento, retração, cicatriz ou 
deformidades. 
DESCRIÇÃO DE CASO CLÍNICO: Nota-se um 
desvio exacerbado em valgo do cotoveloesquerdo em comparação com o cotovelo 
direito. 
 
 
INSPEÇÃO DINÂMICA 
Pede-se ao paciente para fletir o cotovelo 
para visualizar a região posterior; Deve-se 
observar o alinhamento dos epicôndilos 
lateral e medial (úmero) quando o cotovelo 
está em total extensão (anatomia de 
superfície) e o olecrano (ulna) esta dentro 
da sua cavidade (fossa do olecrano). 
 
 
 
DESCRIÇÃO DE CASO CLÍNICO (Psoríase): nota-
se na superfície extensora do cotovelo uma 
placa descamativa/hiperemeada com 
liquinificação. 
 
 
 DESCRIÇÃO DE CASO CLÍNICO (Gota): Nota-se 
nodulações na superfície extensora do 
cotovelo 
 
 
AVALIAÇÃO DA MÃO 
A avaliação das mãos deve ser feita durante 
a avaliação do cotovelo, observando-se a 
presença de atrofia muscular na mão, a 
textura da pele, posicionamento do dedo 
anelar e mínimo, garra cubital e outras 
deformidades. A avaliação deve ser feita 
durante a inspeção do cotovelo pois as 
estruturas se relacionam, uma vez que vários 
músculos da mão se original dos epicôndilos. 
 
Do epicôndilo medial saem os músculos 
flexores do punho e pronadores do cotovelo 
Do epicôndilo lateral saem os músculos 
extensores do punho e supinadores do 
cotovelo 
 
 
PALPAÇÃO 
 
TÉCNICA: Técnica da digito pressão. 
1. Epicôndilo medial 
2. Epicôndilo lateral 
3. Olecrano 
4. Sulco do nervo ulnar 
5. Região cubital 
TEMPERATURA: Não esquecer de sempre 
medir a temperatura 
 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021 
MOVIMENTOS 
 
Flexão do punho – Epicôndilo medial 
Extensão do punho – Epicôndilo lateral 
Pronação do cotovelo– Epicôndilo medial 
Supinação do cotovelo– Epicôndilo lateral 
 
MANOBRAS 
 
LEVANTAR OBJETOS: Solicita-se que o 
paciente levantar objeto com o cotovelo 
fletido e o braço em pronação e depois 
supinação. 
TESTE DE COZEN (epicôndilo lateral): é a 
extensão do punho contra a resistência. 
Positiva para dor no epicôndilo lateral. 
 
 
 
TESTE DE MILL (epicôndilo lateral): com o 
paciente com o punho em flexão e cotovelo 
em pronação, solicita-se a supinação do 
punho contra a resistência. Positiva para dor 
no epicôndilo lateral. 
 
 
FLEXÃO DO PUNHO CONTRA RESISTÊNCIA: 
positiva para dor no epicôndilo medial. 
 
ESTABILIDADE DO COTOVELO 
AVALIAÇÃO DA ESTABILIDADE EM VALGO (braço 
em rotação externa): Com o paciente em 
decúbito dorsal, o cotovelo relaxado e com o 
úmero em rotação externa, um estresse em 
valgo é realizado com o objetivo de avaliar a 
integralidade do complexo ligamentar 
medial. 
AVALIAÇÃO DA ESTABILIDADE EM VARO (braço 
em rotação interna): Com o paciente em 
decúbito dorsal, o cotovelo relaxado e com o 
úmero em rotação interna, um estresse em 
varo é realizado com o objetivo de avaliar a 
integralidade do complexo ligamentar lateral. 
 
 
PUNHO E MÃO 
 
Os punhos e as mãos formam uma unidade 
complexa de articulações pequenas e muito 
ativas, usadas quase continuamente durante 
o período de vigília. 
 
 
 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021 
ESTRUTURAS ÓSSEAS; 
• Ossos do punho (carpo): trapézio, 
trapezoide, capitato, hamato, 
escafoide, semilunar e cuneiforme 
(piramidal e psiforme) 
• Metacarpos 
• Falanges proximais e distais; 
ARTICULAÇÕES: 
• Interfalângica distal 
• interfalângica proximal 
• metacarpofalângica 
• Intercarpais 
• Carpometacarpais 
• Rdiocarpal 
• Rdioulnar 
MÚSCULOS: além dos já ditos anteriormente, 
existem músculos intrínseco da mão, como: 
• Mm. lumbricais – Flexão dos dedos 
• Mm. interósseos dorsais – abdução 
• Mm. interósseos palmares – adução 
 
 
COMPARTIMENTO DOS MÚSCULOS EXTENSORES: 
1. Abdutor longo do polegar e extensor 
curto do polegar 
2. Extensor radial longo e extensor radial 
curto do carpo 
3. Extensor longo do polegar 
4. Extensores dos dedos 
5. Extensor do dedo mínimo 
6. Extensor ulnar do carpo 
 
 
 
 
 
ANATOMIA DE SUPERFÍCIE: 
 
 
 
 
 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021 
INSPEÇÃO 
 
Faz-se a inspeção sempre simetricamente 
buscando deformidades, desalinhamentos, 
lesões de pele, atrofias, contraturas, nódulos, 
caroços, hiperemia. 
 
DESCRIÇÃO DE CASOS CLÍNICOS: 
 
 
 
Nota-se deformidades ao nível de 
articulação interfalangiana proximal do 4° e 
5° dedo e ao nível de articulação 
interfalangiana distal do 2°, 3°, 4° e 5° dedo. 
Há também desalinhamentos das 
articulações. 
 
Nódulos de Heberden: nas articulações 
interfalangianas distais 
Nódulos de Bouchad: nas articulações 
interfalangianas proximais 
 
 
 
 
 
Nota-se uma atrofia no dorso da mão, 
observando-se os tendões dos músculos 
extensores da mão. 
 
 
 
Nota-se nodulações nas articulações 
interfalangianas do 4° e do 5° dedo da mão 
direita, com a presença de hiperflexão nessas 
regiões 
 
 
Nota-se uma hiperextensão da articulação 
interfalangiana proximal e uma hiperflexão 
da articulação interfalangiana distal, ambas 
no 3° dedo da mão direita 
 
 
Nota-se a hiperemia nas articulações 
metacarpo falangianas do 2°, 3°, 4° e 5° 
dedos da mão esquerda. Apresenta essas 
mesmas manchas em topografia nas 
articulações interfalangianas proximais do 2°, 
3°, 4° e 5° dedo da mesma mão. 
 
 
 
Nota-se uma hiperflexão mantida no quarto 
dedo da mão esquerda. Diagnóstico 
topográfico: o problema está no músculo 
flexor profundo dos dedos 
 
 
 
PALPAÇÃO 
➔ Pontos anatômicos de palpação: 
digitopressão 
• Processo estiloide da ulna 
• Processo estiloide do radio 
• Tubérculo dorsal ou de Lister 
• Região dorsal da mão 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021 
• Região palmar ou volar da mão, nas 
eminências tênar e hipotênar 
• Tensões dos flexores: ulnar e radial 
• Articulações metacarpofalangeanas e 
interfalangeanas: palpar na horizontal 
e na vertical. 
➔ Temperatura: elevação indica problema. 
➔ Artérias: ulnar, radial e arcos palmares. 
 
MOVIMENTOS 
 
PUNHO: Flexão dorsal e palmar, abdução, 
abdução (desvio radial) e adução (desvio 
ulnar). 
DEDOS: flexão e extensão das articulações 
metacarpofalangeanas e interfalangeanas. 
Adução (dedos se aproximam) e abdução 
(dedos se afastam). Oponência do polegar 
 
 
 
MANOBRAS 
 
MANOBRAS DE FINKELSTEIN: Mobilização 
passiva do punho com os dedos fletidos 
sobre o polegar. O examinador segura a mão 
do paciente sobre o seu polegar e força-a 
para baixo, testando os tendões do primeiro 
compartimento extensor: o abdutor longo do 
polegar e o extensor curto do polegar. 
 
 
 
TESTE DOS FLEXORES SUPERFICIAIS DOS DEDOS: 
mantendo os dedos em extensão completa, 
segurando firmemente, solicita-se ao 
paciente que faça flexão do dedo que estiver 
livre. O paciente normalmente deve ser capaz 
de fletir a articulação metacarpofalangeana 
e interfalangeana proximal, sem fletir a 
interflalangeana distal. Testa-se assim os 
flexores superficiais dos dedos. 
 
 
TESTE DOS FLEXORES PROFUNDOS DOS DEDOS: 
com a articulação interfalangeana proximal 
bloqueada em extensão, pede-se ao 
paciente para realizar uma flexão ativa da 
interfalangeana distal, o que significa 
normalidade. Testa-se assim os flexores 
profundos dos dedos. 
 
 
TESTE DOS EXTENSORES COMUNS DOS DEDOS: 
realiza-se extensão das articulações 
metacarpofalangeanas com as 
interfalangeanas proximais fletidas. 
 
 
TESTE DOS EXTENSORES PRÓPRIOS DOS DEDOS 
MÍNIMO E INDICADOR: Com os dedos anelar e 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021 
dedo médio fletidos, pede-se que o paciente 
faça extensão do indicador e dedo mínimo. 
 
 
TESTE DOS EXTENSORES LONGO E CURTO DO 
POLEGAR: pede-se ao paciente que realize a 
extensão ativa da falange distal do polegar 
(extensor longo) e da falange proximal 
(extensor curto). 
 
 
TESTE DO ABDUTOR LONGO DO POLEGAR: com a 
articulação metacarpofalangeanas e a 
interfalangeana fletida, realiza-se a abdução 
do 1° metacarpo no plano da palma. 
 
 
TESTE DO ADUTOR LONGO DO POLEGAR OU TESTE 
DE FROMENT (pesquisa de paralisia do nervo 
ulnar): Realiza-se a apreensão de uma folha 
entre o polegar e o indicador. Na ausência do 
abdutor esta tarefa é realizada com a flexão 
da articulaçãointerfalangeana do polegar 
(teste positivo para paralisia do nervo ulnar 
indicando problema no adutor do polegar). 
 
 
TESTE DO ABDUTOR DO DEDO MÍNIMO: É 
responsável pelo afastamento do 5° dedo 
em relação ao anelar. 
 
 
MÚSCULOS INTRÍCECOS DA MÃO 
Nascem dentro da mão. São eles os 
lumbricais, interósseos dorsais e ventrais 
(palmares). 
 
TESTE DOS LUMBRICAIS: flexão ativa das 
articulações metacarpofalangeanas 
simultaneamente com a extensão ativa das 
articulações interfalangeanas. 
 
 
INTEROSSEOS PALMARES (adução dos dedos): 
realiza-se a adução dos dedos em relação 
ao dedo médio 
 
 
INTEROSSEOS DORSAIS (abdução dos dedos): 
realiza-se a abdução dos dedos em relação 
ao dedo médio. 
 
 
OPONÊNCIA DO POLEGAR: é pesquisada por 
meio do toque da polpa digital do polegar 
com as polpas dos demais dedos. 
 
 
ARTÉRIAS 
As artérias testadas serão a ulnar e radial. 
TESTE DE ALLEN: Realiza-se a flexão ativa dos 
dedos por alguns segundos e em seguida 
pressiona-se as artérias radiais e ulnar do 
punho de tal forma a obstruir 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021 
temporariamente o fluxo sanguíneo. Depois 
solta-se uma das artérias e verifica-se o 
fluxo arterial pela coloração da mão. Repete-
se o teste liberando a outra artéria. Usado 
para diagnóstico de insuficiência de artéria 
radial ou de lesão ou anomalia do arco 
palmar superficial ou o profundo. 
 
 
 
SENSIBILIDADE 
TESTE DA DISCRIMINAÇÃO ENTRE DOIS PONTOS: 
com os olhos fechados e a mão espalmada, 
testa-se na polpa digital a capacidade de 
reconhecimento de dois pontos com um 
discriminador. Até 5 mm deve-se ser capaz 
de identificar que esta sendo tocado em dois 
pontos diferentes. 
 
 
 
AVALIAÇÃO NEUROLÓGICA 
 
Existem 3 nervos que tem íntima relação com 
a mão e devemos saber avaliar cada um 
deles: nervo mediano, ulnar e radial. 
Parestesias e dor nessa região podem indicar 
problema em algum desses nervos. 
 
 
NERVO ULNAR: inerva metade ulnar do 4° 
dedo e o 5° dedo. Passa na região do sulco 
do epicôndilo medial, que fica entre o 
epicôndilo medial e o olecrano. 
 
NERVO MEDIANO: inerva 1°, 2°, 3° e metade 
radial do 4° dedo na palma da mão. No dorso 
da mão ele inerva a ponta dos dedos. O nervo 
mediano é dos principais da mão passa por 
dentro de um túnel no punho denominado 
túnel do carpo. Além do nervo mediano, por 
ele passam vários tendões: o tendão dos 
músculos flexores superficiais dos dedos, 
tendão dos músculos flexores profundos dos 
dedos e o tendão do flexor longo do polegar. 
Se houver compressão desse nervo com os 
tendões, paciente irá relatar dor, parestesia e 
formigamento do 1°, 2°,3° e 4° dedo (locais de 
distribuição desses nervos). 
 
Existem 3 pontos de compressão do nervo 
mediano: na aponeurose do músculo 
bicipital, no músculo pronador e nos 
músculos flexores superficiais dos dedos. 
Porém, o local de maior frequência de 
compressão é no túnel do carpo. 
 
NERVO RADIAL: inerva o restante da área do 
dorso da mão (maior parte do dorso da mão, 
exceção das pontas dos dedos). 
 
NERVO ULNAR 
 
PALPAÇÃO: é palpado na região do sulco do 
epicôndilo lateral, com o auxílio dos 
movimentos de flexão e extensão do 
cotovelo. Exemplo: na Hanseníase pode haver 
o espessamento do nervo ulnar. 
MOTRICIDADE: 
• Flexão do punho, para avaliar 
principalmente o flexor ulnar do carpo. 
• Flexão do 5° dedo, para avaliar o flexor 
superficial do dedo mínimo 
• Abdução do 5° dedo (pode ser contra a 
resistência), para avaliar o abdutor do dedo 
mínimo. 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021 
• Teste de Froment: Realiza-se a apreensão 
de uma folha entre o polegar e o indicador. 
Testa-se o adutor do polegar. 
• Teste da flexão máxima do cotovelo: dobrar 
o cotovelo forçando sua flexão e forçando a 
extensão do punho. Paciente em pé, deve 
ficar na posição por 60 segundos. Avalia-se 
a compressão do nervo ulnar. Será positivo 
para parestesia ou formigamento, na área 
do nervo ulnar, ou seja, na região da metade 
do 4° dedo e no quinto dedo. 
 
PESQUISA DA SENSIBILIDADE: É realizado na 
região dorsal da mão, aplicando pressão no 
dedo mínimo e no bordo ulnar do dedo 
anelar. 
TESTE DE TIENEL DO NERVO ULNAR: Realiza-se a 
percussão do “teto” do túnel na região por 
onde passa o nervo ulnar (ulna), que pode 
ser feito com o martelo ou com o próprio 
dedo. 
 
NERVO MEDIANO 
 
AVALIAÇÃO DA SÍNDROME DO PRONADOR: É 
uma neuropatia compressiva, quando há 
compressão do nevo mediano, com 
sintomas parecidos com a síndrome do túnel 
do carpo. 
• Flexão do cotovelo contra resistência: 
testa-se compressão ao nível da 
aponeurose do músculo bicipital, com 
aparecimento de formigamentos e 
sensação de queimação no trajeto do 
nervo mediano (teste positivo). 
• Pronação contra resistência: testa-se 
compressão ao nível do músculo 
pronador. Positivo para formigamento no 
trajeto do nervo mediano. 
• Flexão do 3º dedo: testa-se a compressão 
ao nível dos músculos flexores dos dedos. 
Pede ao paciente que faça a flexão dos 3° 
dedo por 60 segundos. Positivo para 
formigamento ou parestesia no trajeto do 
nervo mediano. 
FLEXÃO ISOLADA DO DEDO MÉDIO: a flexão 
isolada da articulação Interfalangiana 
Proximal do dedo médio, causando 
parestesias ou dor nos três dedos radias 
sugere compressão ao nível da origem dos 
flexores superficiais. (fazer um “O” com o 
polegar e indicador) 
 
AVALIAÇÃO DA SÍNDROME DO TÚNEL DO CARPO: 
É avaliada por meio de 3 testes: de Phalen, 
Tinel e Durkan. 
 
TESTE DE PHANEN: Solicita-se ao paciente que 
faça flexão aguda do punho, forçando uma 
mão contra a outra pela face dorsal durante 
30 segundos. Positivo para dor no 1° 2° 3° e 4° 
dedo e parestesias irradiadas na área 
sensitiva do nervo. Indica compressão do 
nervo mediano e a presença da Síndrome do 
Túnel do Carpo. 
 
 
TESTE DE TINEL DO NERVO MEDIANO: Realiza-se 
a percussão do “teto” do túnel na região do 
punho (ao nível do retináculo), que pode ser 
feito com o martelo ou com o próprio dedo 
(um ou dois dedos). Positiva para dor e 
parestesia no 1°, 2° 3° e 4° dedo, indicativa da 
compressão do nervo mediano ou da 
Síndrome do Túnel do Carpo. 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021 
 
 
 
TESTE DE DURKAN: com os polegares 
comprima o túnel do carpo por 30 a 60 
segundos. Também a avalia a compressão 
do nervo mediano na região do túnel do 
carpo. 
 
 
NERVO RADIAL 
 
A dor é exacerbada pela pronação passiva 
associada a flexão do punho ou pela 
supinação ativa e extensão do punho contra-
resistência. 
 
PRONAÇÃO PASSIVA E FLEXÃO DO PUNHO: 
força-se a flexão do punho contra a 
resistência com o braço em pronação. Testa 
a compressão do nervo radial e é positivo 
para dor ou parestesia no trajeto do nervo 
radial. 
 
 
SUPINAÇÃO ATIVA E EXTENSÃO DO PUNHO: faz-
se a extensão do punho contra a resistência 
com o braço do paciente em supinação. 
 
EXTENSÃO DO PUNHO E DOS DEDOS: solicita-se 
ao paciente que faça a extensão do punho 
simultaneamente a extensão dos dedos. 
 
TESTE DA MÃO CAÍDA: Paciente em pé, solicita-
se a extensão dos braços com cotovelo em 
pronação. Observa-se o se há caimento de 
uma das mãos 
 
 
TESTE DO DEDO MÉDIO: com o paciente em pé, 
braço estendido, dedos em abdução, pede 
para o paciente forçar a extensão do dedo 
médio contra a resistência do dedo indicador 
do examinador durante 30 segundo. Positivo 
para formigamento no trajeto do j=nervo 
ulnar. 
 
 
SENSIBILIDADE: zonas autônomas do nervo 
radial (tabaqueira anatômica), mediano 
(polpa digital do 2° dedo da mão) e ulnar 
(polpa digital do 5° dedo da mão) 
 
REFERÊNCIAS 
 
Bates - Propedêutica Médica - Lynn S. Bickley. 
11ª Edição. 2015. 
Exame físico em Ortopedia – Tarcisio e 
Osvandré, 3° edição. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021. 
 E X A M E F Í S I C O 
 
 
 
 
PREPARAÇÃO 
 
Higienização das mãos (ANVISA) 
Apresentação e qualificação 
Explicação do procedimento ao paciente 
Solicitação de autorizaçãopara realiza-lo 
 
QUADRIL 
 
O cíngulo do membro inferior é um anel 
ósseo, em forma de bacia, que une a coluna 
vertebral aos dois fêmures. No indivíduo 
maduro, o cíngulo do membro inferior é 
formado por três ossos: Ossos do quadril 
direito e esquerdo (formado pela fusão do 
ílio, ísquio e púbis) e o sacro (formado pela 
fusão de cinco vértebras sacrais). 
 
 
ESTRUTURAS ÓSSEAS: 
• Ossos da pelve: acetábulo, ílio e isquio 
Na face anterior do quadril: 
• A crista ilíaca no nível de L IV 
• O tubérculo ilíaco 
• A espinha ilíaca anterossuperior 
• O trocanter maior 
• O tubérculo púbico. 
Na face posterior do quadril: 
• A espinha ilíaca posterossuperior 
• O trocanter maior 
• A tuberosidade isquiática 
 
 
ARTICULAÇÕES: 
• Articulação sacroilíaca 
• Articulação coxofemoral 
• Sínfise púbica 
 
 
 
 
 
 
 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021. 
MÚSCULOS: Quatro potentes grupos 
musculares movimentam o quadril: 
• Grupo flexor: iliopsoas 
• Grupo extensor: glúteo máximo 
• Grupo adutor: é medial, ajuda a 
movimentar a coxa em direção ao 
corpo. 
• Grupo abdutor: é lateral, incluindo o 
glúteo médio e mínimo. Ajudam a 
estabilizar a pelve durante a marcha. 
 
 
 
INPEÇÃO 
 
Do quadril e dos MMII em pé e deitado. 
 
PALPAÇÃO 
 
Faz-se a digitopressão do: 
• Trocanter maior: (deitado e em pé) 
Com o paciente em decúbito dorsal, 
solicita-se a leve flexão da perna, o 
que aumenta a proeminência do 
trocanter. Com o paciente em pé, o 
examinador posiciona-se nas costas 
do paciente, palpa o grande trocanter, 
com o paciente fletindo a perna para 
aumentar sua proeminência. 
• Tuber isquiático: com a perna fletida 
sobre a coxa, realiza-se uma 
digitopressão sobre a linha mediana 
da base da coxa, pela face posterior. 
• Iliopsoas: Pesquisa do grito de 
O´conner (Bursite do psoas ilíaco) 
MOVIMENTOS 
• Flexão 
• Extensão 
• Rotação interna 
• Rotação externa 
• Adução 
• Abdução 
• Circundação 
MANOBRAS 
 
TRENDELENBURG (glúteo médio): É realizado 
com o paciente em pé, e o quadril oposto 
àquele a ser examinado mantido em 
extensão e o outro com o joelho fletido. Avalia 
a função dos abdutores do quadril, em 
especial, testa-se a função do glúteo médio 
da perna estendida. Em condições normais, a 
pelve é mantida nivelada pela contração dos 
abdutores que a apoia. Positiva quando uma 
crista ilíaca fica acima da outra. 
 
THOMAS (contratura em flexão do quadril): 
O paciente é posicionado em decúbito dorsal 
em superfície firme. O médico vai colocar 
uma das mãos na coluna lombar e a outra 
vai fletir a coxa do paciente. É positivo se o 
paciente fletir a outra perna. 
 
 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021. 
LEWIS (unilateral): Paciente em decúbito 
lateral, joelhos semifletidos, comprimir a 
crista ilíaca e buscar dor. 
 
MENEL (bilateral): Paciente em decúbito 
lateral, uma das mãos do médico puxa a 
perna e traciona o joelho para trás, testando 
a articulação sacro ilíaca. 
 
VOLKMAN (afastamento): Paciente em 
decúbito dorsal, palpa-se a crista de um lado 
e do outro afasta elas. 
 
ERICHENSEN (aproximação): Afastamento 
as cristas ilíacas. 
 
PATRICK FABERE: É realizado na posição 
supina (decúbito dorsal), com quadril e o 
joelho flexionados e o pé apoiado sobre o 
joelho contralateral. Uma das mãos fixa a 
crista ilíaca (pelve) e a outra abaixa o joelho, 
realizando sua abdução e rotação. Positivo 
quando a dor que aparecer for exacerbada 
com a rotação do joelho. A dor cística 
origina-se no nervo ciático (plexo 
lombosacral). 
 
 
JOELHO 
 
A articulação do joelho é a maior articulação 
do corpo humano. Trata-se de um gínglimo, 
envolvendo três ossos: o fêmur, a tíbia e a 
patela, com três superfícies articulares, duas 
entre o fêmur e a tíbia e uma entre o fêmur e 
a patela. 
 
 
ESTRUTURAS ÓSSEAS: 
• Epicôndilo medial 
• Epicôndilo lateral 
• Côndilo medial 
• Côndilo lateral 
• Tuberosidade da tíbia 
• Patela 
• Tibia 
• Fibula 
• Fêmur 
• Espaço infrapatelares negativos 
ARTICULAÇÕES: 
• Tibiofemural medial 
• Tibiofemural lateral 
• Femoropatelar 
• Tibiofibular proximal 
• Menisco lateral e medial 
• Ligamentos cruzados anterior e 
posterior 
• Ligamentos colaterais medial e lateral 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021. 
 
 
 
MÚSCULOS: 
• Músculo quadríceps femoral estende a 
perna, recobrindo as faces anterior, medial 
e lateral da coxa. 
• Músculos isquiotibiais situam-se na face 
posterior da coxa e são responsáveis pela 
flexão do joelho. 
 
 
INPEÇÃO 
 
ESTÁTICA: 
• Verifique o alinhamento (desalinhamentos 
em varo ou em valgo), simetria e os 
contornos dos joelhos. 
• Observe se existe atrofia dos músculos 
quadríceps femorais. 
• Inspecione qualquer desaparecimento 
das concavidades normais em torno da 
patela. 
• Inspeciona-se a fossa poplítea 
DINÂMICA: 
• Marcha: Pede-se ao paciente que ante na 
direção do examinador e depois se afaste. 
Inspecione se a marcha do paciente é 
rítmica e regular. 
• Andar de Pato: Pede-se ao paciente que 
fique de cócoras e ande nessa posição. 
 
PALPAÇÃO 
 
Realiza-se a digitopressão das seguintes 
estruturas: 
• Tuberosidade da tíbia 
• Ligamento papilar 
• Ápice da patela 
• Patela 
• Base da patela 
• Tendão do quadríceps 
• Região lateral e medial 
• Inserção da pata de ganso (medial) 
• Tubérculo de gerdy (côndilo lateral da 
tíbia) 
• Região posterior (fossa polítea) 
 
 
Não deve-se esquecer de avaliar a 
temperatura, sempre com o dorso dos 
dedos! 
 
MOVIMENTOS 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021. 
• Flexão 
• Extensão 
MANOBRAS 
 
Manobra para pesquisa de líquido: 
Com uma das mãos palpa-se a bolsa 
supra-patelar e com a outra a região 
infrapatelar, o líquido desloca-se para 
debaixo da patela, com um dos dedos 
indicador, pressiona-se posteriormente a 
patela e sente-se o seu deslocamento e 
choque contra a troclea. 
 
Manobras meniscais: 
APLEY: Paciente em decúbito ventral, com o 
joelho inicialmente em 90° de flexão, aplica-
se a compressão axial na perna. Em seguida 
sensibiliza-se o teste fazendo a rotação 
interna, que avalia o menisco lateral e a 
externa, que avalia o medial. 
 
MCMURRAY: paciente me decúbito dorsal, 
palpa-se as interlinhas articulares, segura-se 
com a mão esquerda o joelho direito e com 
a outra segura-se o pé e realiza-se 
movimentos de flexo-extensão e rotação 
interna e externa da perna, observando-se a 
ocorrência de estalitos ou ressaltos de dor. 
 
 
Manobras avaliar ligamentos do joelho: 
BOCEJO LATERAL (LCL): ou teste de 
estresse em adução ou varo. Com o paciente 
relaxado e com o quadril em extensão, testa-
se a instabilidade em varo do joelho, 
forçando-o para a lateral. 
 
BOCEJO MEDIAL (LCM): ou teste de estresse 
em abdução ou valgo. Com o paciente 
relaxado e com o quadril em extensão, testa-
se a instabilidade em valgo do joelho, 
forçando-o para a direção medial. Com uma 
das mãos segura o pé ou o tornozelo e a 
outra a face lateral do joelho, aplica-se força 
de abdução na perna. 
 
LACHMAN (LCA): paciente em decúbito 
dorsal com o joelho levemente fletido, o 
examinador empunha com uma das mãos a 
região supracondiliana do fêmur, com a 
outra a região superior da tíbia provocando 
movimentos antagônicos entre as mãos, 
uma para frente e outra para trás, 
anteriormente à tíbia. 
 
GAVETA ANTERIOR (LCA): paciente em 
decúbito dorsal com o joelho fletido 
levemente, o examinador senta-se sobre o 
pé do paciente e com uma das mãos na 
região posterior superior da perna traciona-
a para frente, provocando seu deslocamento 
anterior sobre a coxa. 
 
GAVETA POSTERIOR (LCP): paciente em 
decúbito dorsal com o joelho fletido 
levemente, o examinador senta-se sobre o 
pé do paciente e com uma das mãos na 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021. 
região posterior da perna, traciona-a para 
trás, provocando seu deslocamento 
posterior, observando o deslocamento da 
tíbia sobre o fêmur. 
 
JECRK TEST: paciente em decúbito dorsal, 
realizando flexãodo quadril (45°) e flexão do 
joelho (90°). O examinador com uma das 
mãos segura o pé em rotação interna e com 
a outra pressiona o joelho no sentido medial, 
com um discreto valgo do joelho, Nesta 
posição o joelho é estendido lenta e 
progressivamente (verifica-se a “caída” do 
joelho). 
 
PIVÔ SHIFT (LCA); observa-se o mesmo 
fenômeno do jerk test, porém no sentido 
contrário do movimento, de extensão para 
flexão. 
pIvÔ SHIFT REVERSO: Paciente em decúbito 
dorsal, apoiando seu pé na região inguinal do 
examinador, com a perna em rotação 
externa e flexão do joelho, com a palma da 
mão na face lateral do joelho, aplica-se 
ligeira força em valgo e deixa-se o membro 
estender passivamente por força da 
gravidade. 
 
 
TORNOZELO E PÉ 
 
O peso total do corpo é transmitido através 
do tornozelo para o pé. O tornozelo e o pé 
precisam equilibrar o corpo e absorver os 
impactos provenientes da batida do 
calcanhar no solo e da marcha. 
 
 
 
 
 
ESTRUTURAS ÓSSEAS: 
• Tíbia 
• Fíbula 
• Tálus 
• Maléolo medial 
• Maléolo lateral 
• Calcâneo 
• Ossos do tarso: navicular, cuneiforme 
e cuboide 
ARTICULAÇÕES: 
• Tibiofibular distal 
• Talocrural 
• Subtalar 
• Chopart ou Intertarsal 
• Tarsometatarsal 
• Transversa do tarso 
• Metatarsofalangeanas 
• Interfalangeanas proximais e distais 
MÚSCULOS: 
Flexão plantar: 
• Gastrocnêmico 
• Tibial posterior 
• Flexores dos músculos dos pés 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021. 
Dorsiflexão: 
• Tibial anterior 
• Extensores dos dedos dos pés 
 
 
ANATOMIA DE SUPERFÍCIE 
 
 
 
INPEÇÃO 
 
Inspeção dorsal e plantar em busca de 
dissimetrias, atrofias, deformidades, 
desalinhamentos, calosidades, rachaduras, 
úlceras, presenta da concavidade da planta 
do pé e alterações tróficas. 
 
PALPAÇÃO 
 
Pontos anatômicos: 
• Maléolo medial 
• Maléolo lateral 
• Dorso do pé: nascem os extensores 
• Planta do pé: nascem os flexores 
• Ligamento colateral medial ou deltóide 
• Ligamento colateral lateral 
Temperatura: 
• Verificar com o dorso das mãos 
Artérias: 
• Pulso pedioso 
• Pulso tibial posterior 
MOVIMENTOS 
 
Procura-se dor ou limitação do movimento; 
• Dorsoflexão 
• Flexão plantar 
• Inversão 
• Eversão 
MANOBRAS 
 
TESTE DE THOMPSON: avaliação da integridade 
do tendão calcâneo. Compressão manual da 
panturrilha produz encurtamento da massa 
muscular que se transmite pelo tendão 
calcâneo até o pé que faz uma flexão plantar. 
 
 
TESTE DA GAVETA ANTERIOR DO TORNOZELO 
(fibulo-talar anterior): É utilizada para testar a 
integridade do ligamento fíbulo-talar anterior 
e da porção antero-lateral da capsula 
articular. Promove-se o deslocamento 
anterior do talus. 
 
 
AVALIAÇÃO DO PÉ DIABÉTICO 
 
O Pé Diabético está entre as complicações 
mais frequentes do Diabetes Mellitus (DM) e 
suas consequências podem ser dramáticas 
para a vida do indivíduo, desde feridas 
crônicas e infecções até amputações de 
membros inferiores. 
 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021. 
AVALIAÇÃO DA PELE 
• Higiene dos pés 
• Unhas 
• Busca-se lesões 
• Avalia-se a temperatura 
AVALIAÇÃO MUSCULOESQUELÉTICA 
• Áreas de atrofia 
• Deformidades: dedo em garra, dedo 
em martelo 
• Concavidade do pé 
AVALIAÇÃO VASCULAR 
• Pulso tibial posterior e pedioso 
• Temperatura 
AVALIAÇÃO NEUROLÓGICA (PSP) 
MONOFILAMENTO DE 10G: (avalia sensibilidade 
tátil) É o método de escolha recomendado 
como exame de rastreamento de neuropatia 
diabética e é realizado com monofilamento 
de 10 gramas de Semmes-Weinstem. 
1. Explica para o paciente o teste, pede que 
que ele feche os olhos e diga “senti” caso 
sinta o contato com o monofilamento. 
2. Aplicar o monofilamento de 10 gramas 
perpendicular à superfície da pele. 
3. Pressiona-se com força suficiente apenas 
para encurvar o monofilamento, sem que 
ele deslize sobre a pele. Sendo que o 
tempo total entre o toque para encurvar o 
monofilamento e a remoção dele não 
deve exceder 2 segundos 
4. Deve-se perguntar ao paciente se ele 
sentiu ou não a pressão (toque) e onde 
esta sendo tocado (pé direito ou 
esquerdo) 
5. Serão pesquisados quatro pontos, 
mostrados na imagem a seguir, em 
ambos os pés 
6. Será aplicado a pressão três vezes, sendo 
que dessas, duas vezes no mesmo local, 
alternando com pelo menos uma vez 
simulada (não tocar), contabilizando três 
perguntas por aplicação. 
 
 
DIAPASÃO DE 128 HZ: (avalia sensibilidade 
vibratória) O local de escolha do teste é a 
parte óssea no lado dorsal da falange distal 
do hálux. A técnica segue a seguinte 
sequência: 
1. Explica ao paciente sobre o teste. Pede 
para ele informar quando começar a 
sentir e quando deixar se sentir a 
vibração. 
2. Ativa o diapasão: Segurar o cabo do 
diapasão com uma mão e aplicar 
sobre a palma da outra mão um golpe 
suficiente para produzir a vibração das 
hastes superiores. 
3. Aplicar a ponta do cabo do diapasão 
perpendicularmente e com pressão 
constante sobre a falange distal do 
hálux. A pessoa examinada não deve 
ser capaz de ver se ou onde o 
examinador aplica o diapasão. 
4. Manter o cabo do diapasão até que a 
pessoa informe não sentir mais a 
vibração. 
5. Repetir a aplicação mais duas vezes, 
em ambos os pés, mas alternando-as 
Letícia Cavalcante – FAHESP/IESVAP, 2021. 
com pelo menos uma aplicação 
“simulada” em que o diapasão não 
esteja vibrando. 
 
 
PERCEPÇÃO DE PICADA: (testa a sensibilidade 
dolorosa) É feita com o auxílio de um pino ou 
palito, colocando-o em diferentes pontos no 
doloroso do pé e na região pré-tibial sem 
penetrar na pele. Serve para avaliar as fibras 
nervosas amielínicas. 
REFLEXO DE AQUILEU: É obtido por meio da 
percussão com o martelo de reflexos ou com 
a digitopercussão do tendão de Aquiles. 
 
REFERÊNCIA 
 
PORTO, Celmo Celeno. Semiologia Médica. 
6.ed. Guanabara Koogan, 2009. 
 
MOORE, K. L.; DALEY II, A. F. Anatomia orientada 
para a clínica. 7ª.edição. Guanabara Koogan. 
Rio de Janeiro, 2014. 
 
BATES, B. Propedêutica Médica. 11ª ed. Rio de 
Janeiro: Guanabara Koogan, 2015.

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