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População em situação de rua

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VITÓRIA CORREIA MOURA – T4C 
População em situação de rua – Equidade em Saúde 
 População estigmatizada: medo, repulsa, muitas vezes são visto como loucos/ drogados. 
 Grupo vulnerável que necessita de uma política de equidade  necessidade de combater o preconceito e lidar com 
o julgamento. 
 
 Tecnologias da produção do cuidado: 
- Duras: equipamentos, maquinários, exames complexos. 
- Leve-duras: desde a construção de protocolos assistenciais até a ciência/ tecnologias. 
- Leves: redução de danos, projeto terapêutico singular, educação permanente em saúde, vínculo, comunicação, 
acolhimento, relacionamentos, confiança. 
 
 Complexidade assistencial: realidade complexa de uma população ou de uma situação, quando não há uma solução 
simples para um dado problema. 
 Densidade tecnológica: maquinário, equipamentos, insumos. 
 População em situação de rua: alta complexidade assistencial, com baixa densidade tecnológica. 
 
Conceito de População em situação de Rua 
 “Grupo populacional heterogêneo constituído por pessoas que possuem em comum a garantia da sobrevivência por 
meio de atividades produtivas desenvolvidas nas ruas, os vínculos familiares interrompidos ou fragilizados e a não 
referência de moradia regular”. 
 
 O que é a Situação de Rua? Segundo o relatório do Conselho dos Direitos Humanos da ONU “ a situação de rua é uma 
crise global de direitos humanos que requer uma resposta global e urgente”, e continua “Ao mesmo tempo, a situação 
de rua é uma experiência individual de alguns dos membros mais vulneráveis da sociedade, caracterizada pelo 
abandono, desespero, baixa autoestima e negação da dignidade, com consequências graves para a saúde e para a 
vida. O termo ‘situação de rua’ não só descreve a carência de moradia, como também identifica um grupo social. 
 
 Os moradores de rua são uma população “flutuante” que por muitos motivos acabam pernoitando em logradouros 
públicos, e que, em muitos sentidos, são considerados moradores em situação de rua. 
 Diversidade, muito grande de pessoas que pernoitam nas ruas. 
 Comumente, a moradia e, muitas vezes, o emprego são apontados como os grandes determinantes da flutuação no 
número de moradores de rua. 
 “Por que” um indivíduo ou mesmo uma família acabam por se encontrar numa “situação de rua”? 
 
Quatro grandes grupos de fatores 
 1. A violência  Casos, por exemplo, relativos à violência doméstica (em suas várias formas, psicológica, física, 
preconceitos...), considerando, principalmente, mulheres, idosos, jovens e crianças de baixa renda. 
 
 2. As drogas  Muitos dependentes químicos e ou dependentes do álcool encontram nos logradouros públicos as 
formas e a liberdade necessária para manter o vício. 
 
 3. O desemprego  Existe a situação daqueles que não conseguem gerar renda suficiente para atender à suas 
necessidades básicas de moradia. Papel dos que temporariamente migram e não são bem sucedidos. Papel dos ex-
detentos. 
 
 4. A saúde  Neste grupo inclui-se uma gama considerável de doenças e deficiências que acabam por ser 
determinantes para a permanência das pessoas nas ruas. Sem dúvida, o maior número de indivíduos com problemas 
 
 
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de saúde nas ruas são aqueles que apresentam algum tipo de sofrimento/doença mental; Porém são comuns 
problemas com o preconceito: Deficientes, Hanseníase, Aids por parte da família que muitas vezes também não tem 
condições de cuidar destas pessoas. 
 
 
 
 
 
- PNAB 2011: Consultório na Rua e Equipes de Consultório na Rua. 
 
 
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 Redução de danos é uma estratégia do Ministério da Saúde que tem como foco principal de suas ações a oferta de 
cuidado integral à saúde do usuário, reduzindo prejuízos agregados em função do uso de drogas e prevenindo aqueles 
ainda não instalados, sem necessariamente interferir no uso de drogas. Vale ressaltar que, nesse sentido, a redução 
de danos é uma estratégia desenvolvida para pessoas que não desejam ou não conseguem diminuir/cessar o uso de 
drogas, bem como para os demais usuários com dificuldade para acessar serviços de saúde ou aderir ao cuidado 
integral à saúde  ex: ofertar seringas individuais para os usuários de drogas injetáveis. 
 
 
 
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 Problemas comuns desta população: problemas nos pés, infestações, tuberculose, DST, HIV, AIDS, gravidez de alto 
risco, doenças crônicas (inclusive mentais), abuso de álcool e outras drogas, saúde bucal. 
 
 
 
Atuação da equipe hoje em Osasco 
 Rastreamento, diagnóstico e tratamento para: ISTs – HIV, Sífilis, Hepatite C e B, Tuberculose. 
 Acompanhamento de gestantes (sempre será alto risco) em conjunto com Obstetra de alto risco. 
 Acompanhamento de paciente com doenças crônicas. 
 
 
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 Curativos complexos. 
 Apoio às casas de acolhida. 
 Coleta de exames bioquímicos.