Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

LIBRAS 
 
 
 
 
Libras 
 
Yndiara Karolyne de Oliveira Damasceno 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INFORMAÇÕES SOBRE A AUTORA 
 
 
Yndiara Karolyne de Oliveira Damasceno 
 
❖ Proficiente em Libras- MEC/UFSC 
❖ Habilitada para Uso em Ensino de Libras- MEC/UFSC 
❖ Bacharela em Letras Libras- UFSC 
❖ Especialista em Libras –Dom Pedro II 
❖ Mestranda em Gestão e Tecnologias aplicadas à Educação-UNEB 
 
 
 
Mestranda em Gestão e Tecnologia aplicada à Educação, pela Universidade 
Estadual da Bahia-UNEB. Especialista em Libras pela Faculdade Dom Pedro II- 
UNIDOM. Bacharela em Letras Libras pela Universidade Federal de Santa 
Catarina-UFSC. Proficiência em Tradução e Interpretação de Libras/Língua 
Portuguesa-MEC/UFSC. Proficiência para o Uso e Ensino de Libras/Língua 
Portuguesa- MEC/UFSC. Atualmente é Tradutora/Intérprete de Língua Brasileira 
de Sinais-Libras na UFRB-Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. 
Docente nos Cursos de Pós-Graduação pela FBB-Faculdade Batista Brasileira 
e Consultoria da Como Educare na Bahia. Integra o grupo de Pesquisa 
OBEDUC-Observatório de Educação em Direitos Humanos. Coordenou o 
Núcleo de Tradução e Interpretação da UFRB- NUATILS DE 2016-2018. Integra 
o Núcleo de Engenharia de Tecnologia Assistiva e Acessibilidade-NETAA na 
UFRB-Campus Feira de Santana-BA. Integra o Grupo de Pesquisa Educação e 
Diversidade (GEPED) E Grupo de Estudo e Pesquisa em Ensino e 
Aprendizagem de Matemática na Educação do Campo (GEPEAMEC) na UFRB- 
Campus Feira de Santana-BA. 
 
 
 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO DO LIVRO 
 
Você pode estar refletindo sobre o que exatamente é Língua 
Brasileira de Sinais (Libras), e porque estamos estudando sobre 
ela nesse momento em seu curso. 
Para embasar nossos estudos nesses dois pontos: Língua-
Libras e Disciplina curricular, a Lei 10.436/2002 dispõe em Parágrafo 
único: Entende-se como Língua Brasileira de Sinais - Libras a forma 
de comunicação e expressão, em que o sistema linguístico de 
natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, constituem 
um sistema linguístico de transmissão de ideias e fatos, oriundos de 
comunidades de pessoas surdas do Brasil. E o Decreto Federal n.º 
5626, de 22 de dezembro de 2005, tornou obrigatório o ensino 
de Libras em todos os cursos de formação de professores e, 
também, de fonoaudiologia do Brasil, além de se constituir uma 
disciplina optativa dos demais cursos. 
 Avançando nos estudos sobre Língua Brasileira de Sinais 
e pessoas surdas usuárias dessa Língua, há abordagens sobre 
a Surdez caracterizadas de formas distintas: Visão 
Clinicoterapêutica que se insere ao contexto de entendimento da 
surdez como patologia e necessidade de correções na audição 
através de dispositivos, cirurgias e tecnologias especificas para 
a “cura’. E a visão Socioantropológica, que no contexto 
educacional e social entende a surdez como diferença 
linguística, insere um leque de possibilidades onde pessoas 
surdas se desenvolvam tranquilamente. 
 
 
 
 
 
 
Ao elaborar este material de estudos, livro-texto, 
pretendemos proporcionar entendimentos sobre a surdez; trazer 
a baile diálogos sobre a inclusão educacional e social da pessoa 
surda; conhecer traços de identidade, cultura e gramática, 
elencando pontos principais da História da educação dos surdos 
no Brasil com vistas às metodologias educacionais utilizadas. 
 
Na Unidade I, caminharemos sobre a História da Educação 
dos Surdos e a inserção de Língua de Sinais no Brasil, com 
ênfase em metodologias educacionais, que perpassaram por 
fases difíceis para a continuidade das línguas de sinais, 
implicações em métodos de uso e ensino de línguas orais, e que 
para além das tentativas falidas da adequação das pessoas 
surdas aos sistemas criados, surge uma abordagem 
educacional coerente as suas especificidades linguísticas. 
 
Estes estudos nos instigarão a conhecer mais sobre a 
pessoa surda e o uso da Libras. Neste ponto, avançaremos para 
a Unidade II, onde você conhecerá traços culturais 
(comunidades surdas) e diferentes identidades surdas 
(comportamentos) interligadas a aprendizagem ou não da 
Língua de sinais, e finalizaremos a unidade com a prática do 
alfabeto manual em Libras, a forma correta de sinalização no 
espaço e curiosidades. 
 
Na Unidade III, propomos a você, uma imersão linguística 
dinâmica e sinalizada, apontando dentro da gramática da 
LIBRAS a inicialização sobre verbos e aplicação em frases em 
LIBRAS, incorporações de tempo com explicações claras sobre 
corpo e a importância da expressão fácil, e quais são os três 
parâmetros principais. Finalizamos a unidade convidando você 
 
 
 
 
 
 
a aprender mais sobre Libras e apresentamos publicações 
auxiliares de mais livros, que sem dúvida expandem 
conhecimento. 
 
Convido você a dar mais passos firmes em sua trajetória 
acadêmica, desmistificando e agregando mais culturas a sua vida, 
através da história de uma Língua belíssima e tão importante quanto 
o ar que respiramos. Convido você a adentrar em um novo mundo. 
 
Yndiara Damasceno 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIDADE I 
HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO DE SURDOS E 
SUAS PRINCIPAIS ABORDAGENS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
Estamos iniciando uma disciplina muito importante para a base 
teórica sobre a Educação de Surdos, e nela você poderá identificar 
que a história da educação dos surdos é um período marcado por 
debates e interrupções. Antes do século XIX, os surdos ocupavam 
lugares de destaque e sua educação acontecia por meio da língua 
de sinais e a maior parte de seus professores também eram surdos. 
 
Com o passar dos anos, alguns educadores e pesquisadores 
tiveram suas discussões em defesa de seu ponto de vista no uso da 
língua oral ou língua de sinais, refletindo nas suas diferentes opções 
metodológicas para o ensino de surdo. Entretanto, a metodologia de 
ensino divergia entre os pesquisadores, surdos e professores 
ouvintes neste período. Alguns acreditavam que a aprendizagem do 
surdo deveria ocorrer por meio da língua de sinais, uns priorizavam 
a língua falada e outros, o método combinado. Nesse inteire 
apresentamos as três principais filosofias da educação dos surdos, 
isto é, o Oralismo, a Comunicação Total e o Bilinguismo e assim você 
compreenderá todo o processo dos acontecimentos para a 
fundamentação teórica e a polêmica que envolve a educação de 
surdos até os dias atuais. 
 
Entre as explanações até aqui, você pode estar refletindo, 
sobre como os conteúdos trabalhados aqui poderão auxiliar na sua 
formação e atuação profissional, e pode estar pensado, por justificar 
não conhecer ou não trabalhar diretamente com pessoas surdas. 
Contudo, através desse componente curricular você poderá entender 
sobre a pessoa surda, a estrutura linguística da Libras e os processos 
educacionais, a também obter um outro olhar social sobre a surdez. 
 
Sticky Note
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: https://cutt.ly/ZbEwaF7 
 
1. HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO DE SURDOS 
 
Os desdobramentos sobre a melhor forma de ensino e 
aprendizagem na Educação de Surdos no Brasil e no mundo, foram 
formatados com metodologias pensadas e colocadas em prática por 
pessoas que por vezes desconheciam as especificidades das 
Línguas de Sinais. 
 
Nesta Unidade, vamos dialogar sobre pontos importantes, 
positivos e negativos na História da Educação de Surdos, e nesses 
aspectos, relatamos o exemplo de dados onde as pessoas surdas 
não gozavam do direito, por exemplo, de frequentar e ter a confissão 
na igreja católica, receber a eucaristia, entre outros deveres de 
cristão. Nada lhes era dado, assim como ter direito à herança familiar, 
se a ele fosse destinada, a igreja tomava posse dos bens. 
 
 
 
 
 
 
No passado, os surdos foram julgados demuitas formas 
negativas (SILVA, 2009). Obtemos a percepção de direitos básicos 
e sociais limitados para as pessoas surdas neste relato. E 
adentrando no cenário educacional sobre formas de ensinar e 
realizar aquisição de conhecimentos para pessoas surdas, métodos 
distintos foram criados e testados, conforme Goldfeld (2002), 
presenciamos a criação de várias metodologias no ensino para 
alunos surdos. Algumas se baseiam somente na língua oral, em 
outros a Língua de Sinais é pesquisada e defendida como Língua 
visual espacial. Ainda, outras metodologias geraram códigos visuais 
para auxiliar na comunicação. Diferentes tendências e diferentes 
pressupostos estão em jogos. 
 
Surgiram no limiar do tempo, professores e pesquisadores 
surdos e ouvintes com propostas e apresentações práticas de como 
as pessoas surdas compreendiam melhor e se desenvolviam com 
mais eficácia e agilidade a partir do uso de Línguas de Sinais. Assim 
também surgiram professores e pesquisadores que discordavam do 
uso e ensino de línguas de Sinais nos ambientes educacionais. 
Destacamos, neste texto, educadores ouvintes do porte de L’Epée e 
Heinecke, e também as contribuições do educador surdo Ernest 
Huet. 
 
O abade Charles de L’Epée, teve início no período que ficou 
conhecido como a época de ouro da educação de surdos, com a 
criação do Instituto de Surdos de Paris, em 1775, que foi a primeira 
escola para surdos no mundo. Sua valorização pela língua de Sinais 
(francesa), chamava a atenção para que os professores tivessem 
contato com os estudantes surdos e aprendessem a língua de sinais. 
Como apregoam Carneiro e Soares (2017). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Diferente de Heinecke, que escondia seu método, L'Epée divulgava seus 
trabalhos em reuniões periódicas e propunha-se a discutir seus 
resultados. Em 1776, publicou um livro (Institution des Surds-Muets) no 
qual divulgava suas técnicas. Seus alunos usavam bem a escrita, e 
muitos deles ocuparam mais tarde o lugar de professores de outros 
surdos (CARNEIRO; SOARES, 2017, p. 10). 
 
Heinicke é considerado o fundador do oralismo (que 
estudaremos melhor no texto seguinte) e criou uma metodologia 
que ficou conhecida como o “método alemão” ou a “escola 
alemã”. E estudando melhor sobre ele: 
 
Heinecke acreditava que era somente aprendendo a fala articulada que 
a pessoa surda conseguiria uma posição na sociedade ouvinte. Usava 
máquinas de fala para demonstrar a posição apropriada dos órgãos 
vocais para a articulação e associava a pronúncia de vários sons 
vocálicos com certos sabores (PEREIRA et al., 2011, p. 9). 
 
Realizando um recorte e link direto à história da Educação de 
Surdos no Brasil, os surdos brasileiros tiveram a inicialização com 
língua de sinais ainda no período imperial, em 1855, com a chegada 
do professor surdo francês Ernest Huet. Que a convite do imperador 
D. Pedro II, iniciou os trabalhos com a educação de duas crianças 
surdas. Com a vinda do professor Huet, foi criada no Rio de Janeiro, 
a primeira escola para surdos no Brasil, o Imperial Instituto dos 
Surdos-Mudos, hoje Instituto Nacional de Educação de Surdos. 
Documentos históricos analisados por Campelo (2011), que já 
menciona a língua brasileira de sinais como língua em 1856 
(BACELLAR, 1926). 
 
Trilhando caminhos de entendimento, nos estudos sobre 
métodos de ensino presentes na Educação de surdos no Brasil e no 
mundo, convido você para expandir seus conhecimentos. E 
iniciaremos relatando que diversas situações colaboraram para o 
sucesso e insucesso da difusão das línguas de sinais no mundo, e 
 
 
 
 
 
 
 
foi através de eventos importantes (Congresso de Milão em 1880) no 
contexto educacional que as abordagens metodológicas foram 
levantadas e definidas como “ideal”. 
 
A partir do Congresso de Milão, o oralismo tornou-se o 
referencial assumido e suas práticas educacionais foram 
amplamente desenvolvidas e divulgadas por quase um século. 
 
O oralismo entende a surdez como uma deficiência que 
precisa ser direcionada para a normalidade, mediante a 
estimulação auditiva e a reabilitação da fala da criança surda, 
buscando assemelhá-la o máximo possível à criança ouvinte e, 
assim, integrá-la na comunidade (GOLDFELD, 1997). 
 
Diante da insatisfação e insuficiência do método oralista, 
surge um novo método indicado como a Comunicação Total. 
 
Na Comunicação Total, todos os esforços são aceitos e 
significados como uma forma de comunicação mais efetiva entre 
surdos e entre surdos e ouvintes, fazendo o uso de modelos 
auditivos, manuais e orais. Os defensores desse método, 
entendem que o surdo pode ter acesso à linguagem oral se 
todos os recursos lhes forem disponibilizados. Assim, a 
comunicação tanto receptiva quanto emissiva, pode ser 
alcançada com a fala, a amplificação sonora (aparelhos 
auditivos), a leitura orofacial, o alfabeto digital e os sinais. No 
Brasil a Comunicação Total foi adotada ainda na década de 
1970. 
 
 
 
Sticky Note
Sticky Note
 
 
 
 
 
 
A filosofia da Comunicação Total tem como principal preocupação os 
processos comunicativos entre surdos e surdos, e entre surdos e 
ouvintes. Essa filosofia também se preocupa com a aprendizagem da 
língua oral pela criança surda, mas acredita que os aspectos cognitivos, 
emocionais e sociais não devem ser deixados de lado em prol do 
aprendizado exclusivo da língua oral. Por esse motivo, esta filosofia 
defende a utilização de recursos espaço-visuais como facilitadores da 
comunicação (GOLDFELD, 1997, p. 35). 
 
Diante da insatisfação da proposta do método da Comunicação 
Total, outro método de ensino foi desenvolvido na tentativa de melhor 
atender as necessidades educacionais das pessoas surdas: O 
Bilinguismo. 
 
O ponto de partida da abordagem Bilíngue, é o 
desenvolvimento da língua para uma comunicação eficiente. O 
bilinguismo começou a ganhar força no Brasil, a partir de 1990. 
Entende-se que a Língua de Sinais, em conformidade a visão e em 
sincronia com as mãos, se caracteriza a L1 (Língua inicial dos 
surdos), aprendida de forma natural. Nesta abordagem, a aquisição 
da Língua oral oficial do país, que no Brasil é o português, deve ser 
aprendida como L2, ou seja, segunda língua. O bilinguismo 
compreende a surdez como diferença linguística, e não como uma 
deficiência a passar por reabilitação, como ocorre no método oralista. 
 
Atualmente, o bilinguismo é usado em escolas que reafirmam 
o direito a acessibilidade e a inclusão. Estudos classificam o método 
bilíngue como o mais adequado aos estudantes surdos, 
considerando conforme QUADROS (1997), o respeito sobre a 
autonomia a diferença linguística e inserção social. 
 
 
 
 
Sticky Note
Sticky Note
Sticky Note
 
 
 
 
 
 
2. ABORDAGENS EDUCACIONAIS PARA SURDOS: 
ORALISMO, COMUNICAÇÃO TOTAL E 
BILINGUISMO 
A história da Língua Brasileira de Sinais-LIBRAS, compõe a 
história da Educação dos surdos no mundo. Registros do século XV 
em diversos países demarcam que de modo geral, os surdos eram 
considerados como ineducáveis. Na Europa, só a partir do século XVI 
mudanças significativas aconteceram mudando o olhar sobre as 
capacidades das pessoas surdas. Inicia-se nesse período as lutas, 
com a atuação do Francês Surdo Eduard Huet, que a convite de Dom 
Pedro II fundou a primeira escola para surdos no Brasil. 
 
Os primeiros sinais a serem oficializados dentro da LIBRAS, 
surgiram no INES, as sinalizações dos surdos brasileiros foram 
adicionadas aos sinais apresentados pelo professor Huet, usuário da 
Língua de Sinais Francesa. Contudo em 1880, após a decisão do 
Congresso de Milão de obrigar as pessoas surdas a oralização, 
atrasou a evolução e estudos e disseminação da língua de sinais no 
Brasil, por um período. Mas, com a persistência e busca pela 
legitimidade da Libras, aos poucos ela voltou a ser aceita nos 
espaços educacionais. E em 1993,uma nova batalha surgiu com o 
projeto de Lei, que só 10 anos depois conseguiu ser sancionada, a 
Lei 10.436/2002. 
 
A conquista da Lei 10.436 se somou à outras conquistas: 
• 2004: Lei que determinou o uso de recursos visuais e 
legendas nas propagandas oficiais do governo; 
 
 
Sticky Note
Sticky Note
 
 
 
 
 
 
• 2008: Instituído o Dia Nacional do Surdo, comemorado em 
26 de Setembro, considerado o mês dos surdos; 
 
• 2010: Foi regulamentada a profissão de Tradutor e 
Intérprete de Libras; 
 
• 2015: Publicação da Lei Brasileira de Inclusão (ou Estatuto 
da Pessoa com Deficiência), que trata da acessibilidade em 
áreas como educação, saúde, lazer, cultura, trabalho etc.; 
 
• 2016: Anatel publica resolução com as regras para o 
atendimento das pessoas com deficiência por parte das 
empresas de telecomunicações. 
Mesmo havendo diversos avanços, a Libras ainda é pouco 
conhecida e usada entre a maior parte da população brasileira não 
surda. Você pode mudar isso, aprendendo um pouco mais sobre a 
Língua de Sinais, os primeiros passos você já está trilhando ao cursar 
esse componente curricular. Isso é motivo de alegria e parabéns, 
afinal você está mudando essa história. Lhe convido a pensar, sobre 
o que mais você acha que pode ser feito para difundir a nossa língua 
de sinais no Brasil. 
 
 
DICA DE LEITURA: 
Nome do Livro: As Imagens do Outro Sobre a Cultura Surda 
Editora: UFSC, Santa Catarina, 2016 
Autora: Karin Strobel 
 
 
Sticky Note
Sticky Note
 
 
 
 
 
 
ATIVIDADE 
 
1. Métodos foram criados na perspectiva de alcance sobre o 
ensino e aprendizagem de pessoas surdas no contexto 
educacional. Sobre esse raciocínio, o melhor método na 
atualidade para a Educação de Surdos corresponde ao? 
Assinale a alternativa correta. 
 
a) Sabemos sobre a influência do Congresso de Milão, e suas 
respectivas contribuições positivas para a educação de surdos 
com o método de ensino com sinais e a língua falada. 
b) Heinecke e Abade, e o método oralista-bilíngue. 
c) O método Bilíngue, que se adequa as diferenças linguísticas e 
prioriza a língua de sinais como L1 e o Português como L2. 
d) O método: Comunicação Total. 
e) Infelizmente nenhuma alternativa corresponde ao enunciado da 
questão. 
 
 
2. A partir do Congresso de Milão, o oralismo tornou-se o 
referencial assumido, e suas práticas educacionais foram 
amplamente desenvolvidas e divulgadas por quase um século. 
Neste inteire o oralismo se distingue dos demais métodos 
porque: 
 
a) O congresso de Milão reuniu surdos, e os mesmos optaram 
por um método que respeitasse principalmente a diferença 
linguística: o Método oral. 
b) Haviam grandes índices de aprovação dos estudantes surdos. 
 
 
 
 
 
 
 
Esse método facilitava a compreensão dos estudantes 
surdos com relação aos conteúdos e toda a didática 
trabalhada em sala de aula. 
O Oralismo entende a surdez como deficiência, promovendo 
a reabilitação e correção da surdez, além de estímulos orais 
para aperfeiçoar a fala. 
Todas as alternativas estão de acordo ao enunciado da 
questão. 
 
3. Estudos sobre a Língua de sinais, mencionam sobre o melhor 
período para a aprendizagem da L1 Libras e L2 Português. 
Considerando os avanços nas pesquisas sobre as abordagens 
na Educação de Surdos, identifique qual alternativa não 
corresponde ao Bilinguismo. 
 
I. Utilizar sinais desde a terna idade é oportunizar a criança 
surda aquisição linguística de sua L1-Libras. 
II. Estar inserido na comunidade surda promove expansão 
linguística e autonomia. 
III. Bilinguismo está pautado na produção do conhecimento e 
desenvolvimento da língua para uma comunicação mais 
eficiente. 
IV. Bilinguismo é inserir duas línguas ao mesmo tempo, e a 
pessoa escolhe a sua língua de instrução. Que tão somente 
é a Libras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. A Educação de Surdos no Brasil, perpassou por diversos 
acontecimentos históricos, entre eles a criação do Instituto 
Nacional de Educação para Surdos-INES, localizado no Rio de 
Janeiro. Sobre essa informação podemos dizer que: 
 
a) Heinecke fundou esse Instituto a convite de Dom Pedro II. 
b) Os primeiros estudos com língua de sinais no Brasil 
aconteceram após a chegada do professor Hunet. 
c) Até a presente data, não há uma língua especifica e/ou oficial 
utilizadas pela comunidade surda, em função das decisões 
congresso de Milão.

Mais conteúdos dessa disciplina