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FORMAÇÃO DA IMAGEMCRITÉRIOS RADIOGRÁFICOS O objetivo de todo técnico/radiologista deve ser não apenas tirar uma radiografia "passável", mas sim uma imagem ótima que possa ser usada como um padrão definível, como descrito nos critérios radiográficos. FORMATO DOS CRITÉRIOS RADIOGRÁFICOS O técnico/radiologista deve rever e comparar a radiografia com um padrão para determinar o quão próximo da imagem ótima foi conseguido. Um método sistemático para aprender como avaliar radiografias é dividir a análise crítica em cinco partes. 1 crítica em cinco partes. 1- ESTRUTURAS MOSTRADAS Descrever precisamente que partes e estruturas anatômicas devem ser claramente visualizadas na radiografia. 2- POSIÇÃO Geralmente descreve duas coisas: (1) posicionamento da parte do corpo em relação ao filme e (2) fatores de posicionamento que são importantes para a incidência. FORMAÇÃO DA IMAGEM 3- COLIMAÇÃO E RC Descreve dois fatores: 1- Onde as bordas da colimação devem estar em relação àquela parte do corpo. 2- A localização correta do RC. A localização correta do RC é especialmente importante sempre que for usado um controle automático de exposição (CAE). Isso também é importante para os membros superiores e inferiores quando as articulações são as principais áreas de interesse; oo RC precisa estar precisamente centrado na articulação para evitar distorções na RC precisa estar precisamente centrado na articulação para evitar distorções na 2 imagemimagem.. 4- CRITÉRIOS DE EXPOSIÇÃO Descreve como os fatores de exposição ou técnicas (kVp, mA e tempo) podem ser estimados para uma exposição ótima daquela parte do corpo. A ausência de movimento é a prioridade máxima, e uma descrição de como a presença ou a ausência de movimento pode ser determinada é listada. (O movimento é incluído como um critério de exposição porque o tempo de exposição é o fator de controle primário do movimento). FORMAÇÃO DA IMAGEM 5- MARCADORES DE IMAGEM: Uma quinta área crítica de análise envolve os marcadores de imagem. Os marcadores de identificação do paciente, os marcadores dos lados D e E e/ou da posição do paciente, bem como os marcadores de tempo, devem estar corretamente posicionados para que não fiquem superpostos à anatomia essencial. 3 FORMAÇÃO DA IMAGEMFORMAÇÃO DA IMAGEM IDENTIFICAÇÃO RADIOGRÁFICA 1- A identificação deve estar impressa e legível na radiografia. 2- Não deve sobrepor estruturas importantes. 3- Podemos utilizar numerador alfa numérico ou câmaras identificadoras. 4- Mais comum alfa numérico, que possui face anterior e face posterior. 4 FORMAÇÃO DA IMAGEMFORMAÇÃO DA IMAGEM POSICIONAMENTO DA IDENTIFICAÇÃO NA RADIOGRAFIA 1- A identificação deve sempre ser colocada no lado direito do paciente. 2- A radiografia deve sempre ser observada de maneira que corresponda ao paciente em posição anatômica. 3- Paciente na posição ortostática a identificação deve estar na parte superior do chassi. 4- Paciente em decúbito a identificação deve estar na parte inferior do chassi. 5- Paciente sentado a identificação deve estar no meio do chassi. 5 5- Paciente sentado a identificação deve estar no meio do chassi. FORMAÇÃO DA IMAGEMFORMAÇÃO DA IMAGEM POSICIONAMENTO DA IDENTIFICAÇÃO NA RADIOGRAFIA AP PA Com o paciente na posição Com o paciente na posição póstero-anterior (PA) o numerador deve ser posicionado com a 6 na posição ântero-posterior (AP) o numerador deve ser posicionado com a sua face posterior em contato com o chassi (a face anterior fica voltada para o paciente). posicionado com a sua face anterior em contato com o chassi (a face posterior do numerador fica voltada para o paciente). FORMAÇÃO DA IMAGEMFORMAÇÃO DA IMAGEM POSICIONAMENTO DA IDENTIFICAÇÃO NA RADIOGRAFIA PERFIL DIR. PERFIL ESQ.Com o paciente em perfil direito (PD) o numerador deve ser posicionado em correspondência com a região Com o paciente em perfil esquerdo (PE) o numerador deve ser posicionado em correspondência com a região 7 com a região posterior do corpo, e sua face anterior em contato com o chassi (a face posterior fica voltada para o paciente), seguindo a mesma orientação do posicionamento em póstero-anterior (PA); com a região anterior do corpo e sua face anterior em contato com o chassi (a face posterior fica voltada para o paciente), seguindo a mesma orientação do posicionamento em póstero-anterior (PA). FORMAÇÃO DA IMAGEMFORMAÇÃO DA IMAGEM POSICIONAMENTO DA IDENTIFICAÇÃO NA RADIOGRAFIA OAD OPD Nas oblíquas anteriores o numerador deve Nas oblíquas posteriores o numerador deve ser posicionado no chassi de maneira 8 numerador deve ser posicionado no chassi de maneira semelhante ao posicionamento póstero-anterior (PA). chassi de maneira semelhante ao posicionamento em ântero-posterior (AP). FORMAÇÃO DA IMAGEMFORMAÇÃO DA IMAGEM POSICIONAMENTO DA IDENTIFICAÇÃO NA RADIOGRAFIA DE EXTREMIDADES (MÃOS/CARPOS E PÉS). São exceções à regra e sua análise deve ser realizada com os dedos voltados para cima. Numerador deve MÃO DIR. PA MÃO ESQ. PA Numerador deve 9 Numerador deve ser posicionado em correspon-dência com o 1º dedo da mão, com a sua face posterior em contato com o chassi (a face anterior fica voltada para o paciente). Numerador em AP. Numerador deve ser posicionado em correspondências com o 5º dedo da mão, com sua face posterior em contato com o chassi (a face anterior fica voltada para o paciente). Numerador em AP. FORMAÇÃO DA IMAGEMFORMAÇÃO DA IMAGEM POSICIONAMENTO DA IDENTIFICAÇÃO NA RADIOGRAFIA DE EXTREMIDADES (MÃOS/CARPOS E PÉS). São exceções à regra e sua análise deve ser realizada com os dedos voltados para cima. Numerador deve ser posicionado em MÃO DIR. AP MÃO ESQ. APNumerador deve ser posicionado em 10 ser posicionado em correspondência com o 1º dedo da mão, com a sua face anterior em contato com o chassi (a face posterior fica voltada para o paciente). Numerador em PA. ser posicionado em correspondência com o 5º dedo da mão, com a sua face anterior em contato com o chassi (a face posterior fica voltada para o paciente). Numerador em PA. FORMAÇÃO DA IMAGEMFORMAÇÃO DA IMAGEM POSICIONAMENTO DA IDENTIFICAÇÃO NA RADIOGRAFIA DE EXTREMIDADES (MÃOS/CARPOS E PÉS). São exceções à regra e sua análise deve ser realizada com os dedos voltados para cima. Numerador deve ser posicionado em PÉ ESQ. AP PÉ DIR. AP Numerador deve ser 11 em correspondên cia com o 5º dedo do pé, com a sua face anterior em contato com o chassi (face posterior fica voltada para o paciente). deve ser posicionado em correspondênci a com o 1º dedo do pé, com a sua face anterior em contato com o chassi (face posterior fica voltada para o paciente). FORMAÇÃO DA IMAGEMFORMAÇÃO DA IMAGEM FATORES DE EXPOSIÇÃO (TÉCNICA) Sempre que uma radiografia é realizada, são ajustados três variáveis ou fatores de exposição no painel de controle do aparelho de raios X. 1- Pico de quilovoltagem (kVp). (KV= 2 x E + K) 2- Miliamperagem (mA). (mAs= mA x t). 3- Tempo de exposição (s). FATORES DE QUALIDADE DA IMAGEM 12 Os quatro fatores primários de qualidade da imagem são os seguintes: 11-- DENSIDADE DENSIDADE fator primário fator primário –– mAs / fator secundário mAs / fator secundário -- kVp ;kVp ; 22-- CONTRASTE CONTRASTE fator primário fator primário -- kVp / fator secundário kVp / fator secundário –– mAs ;mAs ; 33-- RESOLUÇÃO (DETALHE);RESOLUÇÃO (DETALHE); 44-- DISTORÇÃO.DISTORÇÃO. FORMAÇÃO DA IMAGEMFORMAÇÃO DA IMAGEM 1- DENSIDADE Grau de enegrecimento da imagem processada. FATORES DE CONTROLE DE DENSIDADEPrimário: mAs. Secundário: kVp. Outro fator: DFoFi (de acordo com a Lei de Kepler). 13 A intensidade da radiação de um tubo de raios X (mAs), varia inversamente com o quadrado da DFoFi (distância).Esta relação é conhecida como “LEI DO INVERSO DO QUADRADO DA DISTÂNCIA” (LEI DE KEPLER). Em termos matemáticos ela pode ser expressa por: mAs1 = (d2)2mAs2 (d1)2 14 FORMAÇÃO DA IMAGEMFORMAÇÃO DA IMAGEM REGRA DA TROCA DE DENSIDADE Geralmente, a alteração mínima em mAs exigida para se corrigir uma radiografia pouco exposta gira em torno de 25% a 30%, podendo em alguns casos chegar a 50% ou mesmo a 100%. 15 FORMAÇÃO DA IMAGEMFORMAÇÃO DA IMAGEM 2- CONTRASTE Diferença de densidade nas áreas adjacentes da imagem radiográfica. Quanto maior essa diferença, maior será o contraste. Quanto menor a diferença entre a densidade nas áreas adjacentes, menor será o contraste. O contraste pode ser também descrito como uma escala longa (alto kVp) ou uma escala curta (baixo kVp), referindo-se à faixa de todas as densidades ópticas, das partes mais claras até as mais escuras na radiografia. FATORES DE CONTROLE DE CONTRASTEPrimário: kVp. 16 Primário: kVp. Outros fatores: radiação secundária; colimação. Alto contraste, escala curta (baixo kVp) Baixo contraste, escala longa (alto kVp) REGRA DA TROCA DE CONTRASTE: Como regra geral, um aumento de 15% na kVp aumenta a densidade da mesma forma que dobra o mAs. TÉCNICA RADIOGRÁFICATÉCNICA RADIOGRÁFICA TÉCNICAS DE COMPENSAÇÃO Utilizadas para modificarmos uma técnica radiográfica calculada, quando alteramos o fator distância ou quando se faz necessário alterarmos o contraste radiográfico de alto para baixo ou vice-versa. 17 CONVERSÃO PARA USO DE APARELHO GESSADO TIPO DE GESSO AUMENTO NA EXPOSIÇÃO Aparelho Gessado Pequeno a médio Aumentar o mAs em 50% a 60% ou + 5 a 7 KV Aparelho Gessado Grande Aumentar o mAs em 100% ou + 8 a 10 KV Aparelho de Gessado tipo fibra de Vidro Aumentar o mAs em 25% a 30% ou 3 a 4 KV FORMAÇÃO DA IMAGEMFORMAÇÃO DA IMAGEM 3- RESOLUÇÃO (DETALHES) Nitidez das estruturas na imagem. Expressa em pares de linha por milímetro (5 a 6 pl/mm). Falta de nitidez é conhecida como borramento. FATORES DE CONTROLE 18 1- Fatores Geométricos. 1.1- Tamanho da área focal; 1.2- DFoFi; 1.3- DOFi. 2- Velocidade filme-écran. 3- Movimento. FORMAÇÃO DA IMAGEMFORMAÇÃO DA IMAGEM 1.1- TAMANHO DA ÁREA FOCAL 1- FATORES GEOMÉTRICOS A combinação de um ponto focal FATORES DE CONTROLE (RESOLUÇÃO) 19 A combinação de um ponto focal pequeno, um aumento na DFoFi e a diminuição na DOF resulta em menos imprecisão geométrica, o que aumentará os detalhes radiográficos. FORMAÇÃO DA IMAGEMFORMAÇÃO DA IMAGEM 1.2- DFOFi FATORES DE CONTROLE (RESOLUÇÃO) 1- FATORES GEOMÉTRICOS 20 Quanto menor for a DFoFi, maior será a distorção e a penumbra da imagem formada. FORMAÇÃO DA IMAGEMFORMAÇÃO DA IMAGEM 1.3- DOFi Quanto menor for a DOFi, menor será a distorção e a penumbra da imagem formada. FATORES DE CONTROLE (RESOLUÇÃO) 1- FATORES GEOMÉTRICOS 21 Para conseguirmos melhor resolução temos que: 11-- Pequeno ponto focal;Pequeno ponto focal; 22-- Aumentar a DFoFi;Aumentar a DFoFi; 33-- Diminuir a DOF.Diminuir a DOF. RESUMO FORMAÇÃO DA IMAGEMFORMAÇÃO DA IMAGEM 2- VELOCIDADE FILME-ÉCRAN Sistema filme- écran rápido: menor dose, tempo curto, previne movimento, menor nitidez. Sistema filme- écran lento: maior dose, tempo alto, maior nitidez. 3- MOVIMENTO FATORES DE CONTROLE (RESOLUÇÃO) 22 3- MOVIMENTO MOVIMENTO VOLUNTÁRIO: paciente pode controlar (pode ser prevenido com blocos de apoio, sacos de areia, etc.). MOVIMENTO INVOLUNTÁRIO: não pode ser controlado pela vontade do paciente (tremores, calafrios, peristalse). FORMAÇÃO DA IMAGEMFORMAÇÃO DA IMAGEM Deformação do tamanho ou da forma do objeto. 4- DISTORÇÃO São em número de 04 (quatro) os fatores primários: 1- DFoFi; 2- DOFi; 3- Alinhamento do objeto com o filme; 4- Alinhamento /centralização do RC. FATORES DE CONTROLE 23 3- ALINHAMENTO DO OBJETO COM O FILME Quanto maior o ângulo de inclinação do objeto, maior será a distorção da imagem. FORMAÇÃO DA IMAGEMFORMAÇÃO DA IMAGEM 4- DISTORÇÃO 4- ALINHAMENTO E CENTRALIZAÇÃO DO RC Em geral apenas o centro do feixe de raios X, o RC não apresenta divergência quando projetado a 90° ou perpendicular ao filme. FATORES DE CONTROLE 24 FORMAÇÃO DA IMAGEMFORMAÇÃO DA IMAGEM RESUMO DOS FATORES DE CONTROLE FATOR DE QUALIDADE CONTROLE PRIMÁRIO CONTROLE SECUNDÁRIO 1- DENSIDADE Enegrecimento da imagem. mAs (mA e tempo) kVp 2- CONTRASTE Diferença de densidade nas áreas adjacentes da imagem radiográfica. kV radiação secundária e colimação 25 radiográfica. 3- RESOLUÇÃO Nitidez das estruturas na imagem. Falta de nitidez é conhecida como borramento. Fatores Geométricos Tamanho do ponto focal DFFi DOFi Velocidade filme-écran Movimento 4- DISTORÇÃO Deformação do tamanho ou da forma do objeto. DFFi DOFi Alinhamento objeto/filme Alinhamento e centralização do RC FORMAÇÃO DA IMAGEMFORMAÇÃO DA IMAGEM EFEITO ANÓDIO O efeito anódio descreve um fenômeno em que a intensidade da radiação emitida pelo catodo do emissor de raios x é maior do que o anodo. Estudos mostram que a diferença de intensidade do catodo para o anodo no feixe de raios x pode variar de 30% a 50%, dependendo do ângulo alvo e usando um filme de 17 polegadas (43 cm) a 40 polegadas (100 cm) de DFOFI.”. 26 RADIOGRAFIA DIGITAL RADIOGRAFIA DIGITAL IMAGING PLATE RADIOGRAFIA DIGITAL IMAGING PLATE