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Conjunto de regras, atitudes e combinações determinadas no
contrato de trabalho ou mesmo durante o desenvolvimento do
tratamento. Questões como o número de sessões, horário, valor e
data do pagamento, férias e faltas são aspectos que devem ser
tratados e que fazem parte do setting psicanalítico.
Frequência de cinco vezes por semana, com horário fixo. O
analista tem que ser pontual e permanecer durante uma hora
com a atenção flutuante, preocupado com o paciente. O
paciente no divã possa a associar livremente, informando
através da fala o que está em sua mente.
Melanie Klein e outros psicanalistas desenvolveram uma
técnica própria para a prática clínica com crianças. O setting
tradicional foi modificado. A associação livre da criança ocorre
por meio do brincar.
A criança e o adolescente ainda não usam a palavra no mesmo
nível que o adulto, mas utilizam outras formas comunicativas, além
da expressão verbal.
Crianças – o brincar
Adolescentes - além da palavra, usam formas comunicativas pré e
paraverbais. Ex.: expressões lúdicas, gestos, movimentação,
comunicação pelo vestuário, atuações, por tatuagens e outras
expressões corporais.
As regras técnicas são sempre as mesmas que regem o
processo, mas o terapeuta desenvolve um estilo próprio,
preservando as necessárias caraterísticas da relação terapêutica,
que protegem o setting, com um contrato e uma clara aplicação
destas regras que o norteiam.
O estabelecimento e manutenção do setting é indispensável
para a formação de um campo que propicia o desenvolvimento da
situação analítica.
Espaço que possibilita ao paciente reproduzir, no vínculo
transferencial, seus aspectos infantis.
↔
↔
Essa noção de estabilidade física (local e frequência de
atendimento, horários, honorários, etc) e atmosférica (presença
da função parental terapêutica) remeta ao enquadre a função
de abrigar o processo analítico que é composto pelos
elementos dinâmicos transferenciais/contratransferenciais e
pela aliança terapêutica
↔
O setting pode sofrer interferências da situação analítica
devido a fatores associados ao paciente e/ou psicoterapeuta.
Nem sempre é possível o estabelecimento de enquadres
totalmente protegidos - pacientes menores de idade e/ou de
classe social menos favorecida, atendidos em ambulatórios de
serviço de saúde pública.
Crianças e adolescentes, por serem legalmente menores e
dependentes de suas famílias , sofrem, de forma mais aguda, a
participação e a interferência de terceiros.
O campo psicoterápico bipessoal se torna mais complexo pela
ressonância das transferências paternas e maternas que se
entrecruzam.
Isso exige maior flexibilidade do psicoterapeuta e muita
atenção às questões de neutralidade e de sigilo.
A inclusão dos pais ou responsáveis no setting é necessária
para:
A busca de suporte necessário ao tratamento.
Compreender ansiedades e modos de funcionamento de cada
família.
CASTRO, M. G. K. & STÜRMER, A. Crianças e
adolescentes em psicoterapia: a abordagem
psicanalítica, 2009. Capítulo 04.

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