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Unidade 1
Metodologias Ativas e a Educação 4.0
Metodologias 
Ativas
Diretor Executivo 
DAVID LIRA STEPHEN BARROS
Gerente Editorial 
CRISTIANE SILVEIRA CESAR DE OLIVEIRA
Projeto Gráfico 
TIAGO DA ROCHA
Autoria 
ANDRÉA CÉSAR
AUTORIA
Andréa César
Especialista em Educação a Distância, graduada em Administração, 
mestranda em Pedagogia do e-Learning pela Universidade Aberta de 
Portugal. Atua no mercado de Educação a Distância há 10 anos, inicialmente 
no segmento de educação profissional, coordenando cursos e produzindo 
conteúdos, migrando há cerca de 5 anos para a Educação Superior, com 
foco em design educacional e formação continuada de professores e 
tutores, participando de equipes multidisciplinares de desenvolvimento 
de Ambientes Virtuais de Aprendizagem e Objetos de Aprendizagem 
para EaD, em projetos de pesquisa para a UAB-BR. Sinto-me feliz em 
fazer parte deste projeto, pois representa uma oportunidade ímpar de 
compartilhar experiências e reflexões que podem ser muito úteis para a 
disseminação de boas práticas para a Educação, independentemente da 
modalidade. 
ICONOGRÁFICOS
Olá. Esses ícones irão aparecer em sua trilha de aprendizagem toda vez 
que:
OBJETIVO:
para o início do 
desenvolvimento 
de uma nova 
competência;
DEFINIÇÃO:
houver necessidade 
de se apresentar um 
novo conceito;
NOTA:
quando necessária 
observações ou 
complementações 
para o seu 
conhecimento;
IMPORTANTE:
as observações 
escritas tiveram que 
ser priorizadas para 
você;
EXPLICANDO 
MELHOR: 
algo precisa ser 
melhor explicado ou 
detalhado;
VOCÊ SABIA?
curiosidades e 
indagações lúdicas 
sobre o tema em 
estudo, se forem 
necessárias;
SAIBA MAIS: 
textos, referências 
bibliográficas 
e links para 
aprofundamento do 
seu conhecimento;
REFLITA:
se houver a 
necessidade de 
chamar a atenção 
sobre algo a ser 
refletido ou discutido 
sobre;
ACESSE: 
se for preciso acessar 
um ou mais sites 
para fazer download, 
assistir vídeos, ler 
textos, ouvir podcast;
RESUMINDO:
quando for preciso 
se fazer um resumo 
acumulativo das 
últimas abordagens;
ATIVIDADES: 
quando alguma 
atividade de 
autoaprendizagem 
for aplicada;
TESTANDO:
quando uma 
competência for 
concluída e questões 
forem explicadas;
SUMÁRIO
O que são metodologias ativas ............................................................12
Breve passeio pela história da educação ..................................................................... 12
Principais teorias de aprendizagem .................................................................................. 16
A Educação 4.0 e o Mundo VUCA ..........................................................21
Aplicação das metodologias ativas na sala de aula ................... 26
O papel do professor ................................................................................................................... 30
Design instrucional/educacional .........................................................................................32
Avaliação nos processos que utilizam as metodologias ativas ... 37
Algumas metodologias ativas .............................................................................................. 40
Sala de aula invertida ............................................................................................... 40
Aprendizagem baseada em problemas ...................................................... 41
Peer instruction ...............................................................................................................42
7
UNIDADE
01
Metodologias Ativas
8
INTRODUÇÃO
 É preciso insistir: este saber necessário ao professor – 
que ensinar não é transferir conhecimento – não apenas 
precisa ser aprendido por ele e pelos educandos nas suas 
razões de ser – ontológica, política, ética, epistemológica, 
pedagógica –, mas também precisa de ser constantemente 
testemunhado, vivido.
Pedagogia da Autonomia – Paulo Freire
O objetivo desta unidade letiva é conhecer as Metodologias Ativas 
e contextualizar sua aplicação nas práticas de ensino e aprendizagem, 
construindo juntos as competências necessárias para que você seja 
capaz de implementá-las no seu dia a dia, independentemente do nível 
educacional de sua atuação. Afinal, professores da Educação Infantil 
têm tanta responsabilidade com o aprendizado efetivo de seus alunos 
quanto professores da Educação Superior, e as metodologias ativas são 
instrumentos poderosos que nos ajudam neste processo.
Vamos conhecer um pouco as principais teorias de aprendizagem, 
em um breve passeio pela história da educação, até chegar às demandas 
atuais da educação do século XXI, que precisa se adaptar ao “Mundo 
VUCA”, seguindo no foco dos estudos, no entendimento do que são as 
Metodologias Ativas, suas características e a importância de contemplá-
las no design educacional dos cursos, finalizando com a apresentação de 
algumas metodologias ativas muito usadas na atualidade e a importância 
da adoção de boas estratégias de avaliação.
Metodologias Ativas
9
Durante todo o percurso formativo você será chamado a refletir 
sobre o novo papel do professor, com base no fato de que ensinar não é 
transferir conhecimento, e que esse princípio deve ser testemunhado e 
vivido diariamente em nossas práticas de ensino, conforme preconiza o 
mestre Paulo Freire. 
É importante destacar que este livro não tem a pretensão de esgotar o 
estudo sobre as metodologias ativas. Nossa principal intenção é apresentar 
os fundamentos para que você seja provocado a mergulhar neste tema tão 
importante para a melhoria da qualidade de sua prática docente. 
Fundamente seu entendimento e amplie-o por meio de pesquisas, 
compartilhe suas descobertas com seus colegas e, principalmente, 
aplique suas novas competências e contribua para que a experiência de 
aprendizagem de seus alunos seja cada vez mais efetiva e prazerosa!
Bons estudos!
Metodologias Ativas
10 Metodologias Ativas
11
OBJETIVOS
Olá. Seja muito bem-vinda (o). Nosso propósito é auxiliar você no 
desenvolvimento das seguintes objetivos de aprendizagem até o término 
desta etapa de estudos:
1. Discernir sobre o conceito e a aplicabilidade das metodologias 
ativas. 
2. Entender o cenário da Educação 4.0 e o papel das metodologias 
ativas nesse contexto. 
3. Aplicar metodologias ativas na ambiência da sala de aula. 
4. Medir indicadores de aprendizagem em meio aos processos de 
aprendizagem que se utilizam das metodologias ativas. 
Os temas que estudaremos são fascinantes e extremamente 
importantes para o novo contexto educacional, e certamente contribuirá 
para que sua prática docente seja ainda mais criativa e inovadora! Bons 
estudos!
Metodologias Ativas
12
O que são metodologias ativas 
INTRODUÇÃO:
Ao término deste capítulo você será capaz de compreender 
como aconteceu a evolução da educação por meio de um 
breve passeio pela sua história. Isto será fundamental para 
que você seja capaz de contextualizar as metodologias 
ativas nos processos de ensino e aprendizagem. Motivado 
para desenvolver esta competência? Então vamos lá. 
Avante!
Qualquer que seja o conhecimento que desejamos construir, 
devemos buscar elementos que nos auxiliem a construir uma base sólida 
que nos possibilite erguer as estruturas específicas de nossa prática. 
Elementos esses que possibilitam a contextualização da teoria, pois pouco 
vale conhecer e não ser capaz de aplicar na prática, e essa competência é 
plenamente desenvolvida quando compreendemos o percurso feito pelo 
nosso objeto de estudo até o momento. O que fez com que surgisse? 
Quais as demandas históricas? Qual o contexto socioeconômico? Qual 
a demanda atual? 
Conhecer o ontem é fundamental para compreendermos as 
demandas do hoje. Vamos fazer isso juntos?
Breve passeio pela história da educação
Vamos começar pelos significados. Selecionamos apenas três, 
utilizando como fonte o dicionário on-line Michaelis:
 • Ato ou processode educar(-se).
 • Processo que visa ao desenvolvimento físico, intelectual e moral 
do ser humano, com aplicação de métodos próprios, com o intuito 
de assegurar-lhe a integração social e a formação da cidadania.
 • Conjunto de métodos próprios a fim de assegurar a instrução e a 
formação do indivíduo; ensino.
Metodologias Ativas
13
Como processo inerente ao desenvolvimento humano, a educação 
sempre esteve presente na evolução de nossa espécie, inicialmente de 
forma empírica, com base em observação e nas próprias experiências, 
caminhando para uma sistematização e formalização, por meio das práticas 
de ensino. Por ser um processo humano, naturalmente sempre esteve 
vinculado às demandas sociais, cada uma com suas especificidades.
Analisando a história da escola com base em Cambi (1999), 
percebemos que na antiguidade sempre foi elitista e para poucos, 
especialmente para aqueles que não precisavam trabalhar, tanto que 
a definição remete a lugares de ócio, além de espaços dedicados a 
discussão e conferências.
Na Idade Média a educação formal ficou sob a tutela das religiões, 
que além do monopólio das letras, também usava essa poderosa 
ferramenta para catequisar e doutrinar o povo. Especialmente os povos 
indígenas nativos das terras conquistadas. Nessa época também surgiram 
as primeiras universidades ligadas direta ou indiretamente à Igreja Católica 
e às monarquias.
Figura 1 – Reunião de doutorados na Universidade de Paris – Idade Média
Fonte: Wikimedia Commons.
Metodologias Ativas
14
SAIBA MAIS:
Que tal saber quais são as Universidades mais antigas do 
mundo? Clique aqui.
A idade moderna tem dois marcos consensuais, apesar de 
historiadores divergirem em alguns pontos: começou com a tomada de 
Constantinopla no século XV e permaneceu até o século XVIII, tendo 
como marco final a Revolução Francesa.
Nesse período a principal grande mudança foi em nível econômico, 
pois o feudalismo deu lugar ao capitalismo e a Igreja deixou de ser tão 
influente no segmento educacional. A idade moderna foi marcada pelo 
surgimento da estrutura escolar do ensino tradicional, que na época foi 
um grande avanço: disciplina, formação de turmas, ampliação do acesso 
à escolarização e o professor conduzindo todo o processo. Nessa época 
os filósofos iluministas deram grandes contribuições que fundamentaram 
as teorias da aprendizagem.
A Idade Contemporânea é marcada pela Revolução Industrial, 
revolucionando o segmento educacional, que recebeu a demanda de 
formar os trabalhadores que seriam empregados pelas indústrias. Nesse 
período eclodiram as pesquisas e surgiram as teorias que analisavam os 
processos de aprendizagem e propunham estratégias para a eficácia dos 
processos de ensino. Iremos apresentar as principais mais adiante.
Outro grande marco para a Educação foi o crescimento exponencial 
das Tecnologias da Informação e Comunicação, conhecidas como TICs, 
que transformaram a forma como acessamos os conteúdos de estudo. 
No século passado as famílias passaram a usar o rádio, a TV, e, por fim, o 
computador e o acesso a grande rede virtual que conectava todos e abria 
o acesso a uma infinidade de conteúdos e informações, além de propiciar 
a possibilidade de interações mais amplas, que quebravam as barreiras 
do tempo e do espaço. Nessa época a Educação a Distância começou a 
crescer exponencialmente e a escola presencial passou a adotar em seus 
processos de ensino as tecnologias como ferramentas para otimizar os 
processos de aprendizagem (CAMBI, 1999).
Metodologias Ativas
https://viva-mundo.com/pt/noticia/post/as-5-universidades-mais-antigas-do-mundo
15
Figura 2 – Tecnologias e educação
Fonte: Freepik
NOTA:
Veja o conteúdo integral do relatório Educação, um Tesouro 
a Descobrir, Clique aqui.
No segmento educacional, os avanços tecnológicos foram tão 
intensos e em um espaço tão curto de tempo, que gerou uma lacuna entre 
a funcionalidade e sua usabilidade: temos uma infinidade de recursos que 
têm uma função muito útil nos processos de ensino, mas não dominamos 
plenamente o uso.
A forma como os jovens aprendem também mudou de forma 
radical, gerando a necessidade de repensar as estratégias didáticas.
Para indicar caminhos que atendam às demandas de uma sociedade 
conectada e extremamente tecnológica, típica do século XXI, a UNESCO 
criou a Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI, liderada 
por Jacques Delors, no período de 1992 a 1996 (DELORS, 2010). 
Metodologias Ativas
https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000109590_por
16
A comissão gerou o relatório intitulado “Educação, um Tesouro a 
Descobrir”, que apresenta quatro pilares que devem embasar os processos 
de ensino nos tempos atuais. Vamos conhecê-los: 
Figura 3 – Pilares da educação para o século XXI
Fonte: UNESCO, 1996 (Adaptado).
Uma reflexão importante que o relatório nos traz é a necessidade 
de ter o foco no ser humano e no impacto de suas ações em sociedade, 
independentemente do tanto de tecnologia que ele use ou domine. 
Todos os esforços didáticos devem ter como ponto focal o sujeito 
que aprende. A tecnologia é um meio que pode ser utilizado no processo. 
O relatório reforça um ponto basilar das Metodologias Ativas: o 
protagonismo do aluno, que deve ser considerado em todas as etapas do 
processo de ensino, considerando a aplicação dos saberes construídos 
para seu progresso como ser humano que interage e é responsável pela 
construção de um mundo melhor.
REFLITA:
Qual a aplicabilidade dos Pilares da Educação na prática? 
Você enxerga alguma dificuldade? Qual? Socialize suas 
impressões com os colegas e analise as opiniões diferentes 
das suas.
Principais teorias de aprendizagem
A principal função de uma teoria é explicar como algo acontece, o 
que varia de acordo com a visão do observador.
Assim também é com as teorias de aprendizagem, que são muitas 
e representam visões particulares de seus criadores.
Metodologias Ativas
17
Não vamos nos aprofundar neste campo, pois não é esse nosso 
foco; mas fizemos um recorte para ajudar você a contextualizar as 
Metodologias Ativas nas principais teorias de aprendizagem. 
Figura 4 – Enfoques teóricos à aprendizagem e ao ensino
Enfoques teóricos à 
aprendizagem e ao 
ensino
Comportamentalismo cognitivismo humanismo
Ênfase nos 
comportamentos 
observáveis
Ênfase na cognição Ênfase na pessoa
O comportamento é 
controlado por suas 
consequências
O conhecimento é 
construído
Integração de 
pensamento, 
sentimentos e ações
Teóricos: Pavlov e 
Skinner
Teóricos: Piaget, 
Vygotsky, Ausubel
Teóricos: Rogers, 
Freire
Fonte: Moreira, 2011 (Adaptado). 
Vejamos um breve resumo sobre cada uma das teorias, segundo 
Moreira (2011):
 • Comportamentalismo – também conhecido como Behaviorismo, 
“está nos comportamentos observáveis e mensuráveis do sujeito 
[...]. O comportamento é controlado pelas consequências”. Marcado 
pela padronização e pelas avaliações objetivas de resultados.
 • Cognitivismo – apesar de ter surgido na mesma época do 
comportamentalismo, o contrapõe por enfatizar o ato de 
conhecer, a cognição, o processo individual de aprendizagem 
humana, pois entre os estímulos e as respostas existe um mundo 
Metodologias Ativas
18
de possiblidades e particularidades que devem ser levadas em 
consideração.
 • Humanismo – “Vê o ser que aprende, primordialmente, como 
pessoa”. Esta teoria enxerga o aluno como um todo, não apenas o 
intelecto. Nos processos de ensino que adotam a teoria humanista 
os professores devem contemplar a integração dos pensamentos, 
dos sentimentos e das ações.
O mestre Paulo Freire, patrono da educação brasileira, um dos 
teóricos do humanismo, faz uma análise crítica da educação bancária 
(behaviorista), que sintetizamos no quadro abaixo:
Quadro 1 – Educação bancária, segundo Freire
Fonte: Freire (2002).
No quadro acima percebemos claramente que o papel do professor 
na educação bancária não atende às demandasda educação para o 
século XXI.
Acredito que você já começou a mapear as características 
importantes que os processos de ensino devem contemplar para estar 
sintonizado com o novo perfil de alunos. Você verá que as Metodologias 
Ativas podem ser aliadas poderosas neste processo de atualização das 
práticas de ensino.
Metodologias Ativas
19
TESTANDO:
Relacione algumas atividades que você já aplica em seu 
dia a dia em processos de ensino, que podem ser formais 
ou não formais, com as teorias apresentadas na Figura 4.
A sala de aula tradicional ainda predomina, tanto nos contextos 
presenciais como virtuais, trazendo ênfase nas aulas expositivas, nas 
quais os estudantes recebem passivamente as informações. E sobre elas, 
Bates (2016) nos traz o resultado de uma pesquisa sobre a sua eficácia:
a. A aula expositiva é tão eficaz quanto outros métodos de 
transmissão de informações. Salientando que os outros métodos 
são os vídeos, a leitura, o estudo independente ou a Wikipedia, e 
que estão cada vez mais acessíveis a todos, competindo em pé de 
igualdade com as exposições tradicionais.
b. A maioria das aulas expositivas não é tão eficaz quanto o debate 
para fomentar ideias.
c. Aulas expositivas são geralmente ineficazes na mudança de 
atitudes ou valores, ou para inspirar interesse em um assunto.
d. Aulas expositivas são relativamente ineficazes no ensino de 
competências comportamentais.
Também podemos observar nas evidências apresentadas na 
pesquisa que as aulas expositivas estão na contramão do que preconiza a 
educação para o século XXI, o que embasa mais fortemente a necessidade 
de repensarmos nossas práticas e implementarmos metodologias que 
dinamizem nossos processos de ensino e aprendizagem, contribuindo 
para que o estudante ocupe um lugar de protagonismo dinâmico e 
reflexivo.
Metodologias Ativas
20
RESUMINDO:
E então? Gostou do que mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você 
realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, 
vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter conhecido a 
trajetória da escola ao longo dos tempos, sua função social 
e as transformações advindas da evolução tecnológica. O 
trabalho da Unesco é um rico referencial que nos apresenta 
os pilares da educação para o século XXI, nos quais as 
teorias de aprendizagem são utilizadas, sempre com o 
objetivo de otimizar os resultados de aprendizagem, com 
base em um ensino que contribua para a formação de 
sujeitos sociais críticos e transformadores da sociedade da 
qual fazem parte. Cumprimos a etapa de contextualização 
histórica, que nos torna aptos a seguir com nossos estudos! 
Contamos com sua dedicação e seu comprometimento 
com os estudos!
Metodologias Ativas
21
A Educação 4.0 e o Mundo VUCA
INTRODUÇÃO:
O impacto dos avanços tecnológicos na Educação criou 
um cenário que precisamos conhecer bem para sermos 
capazes de atuar de forma efetiva nos processos de ensino 
e aprendizagem. Nesta etapa de nossos estudos você 
conhecerá a Educação 4.0 e o Mundo VUCA.
As mudanças ocorridas em detrimento dos avanços científicos 
e tecnológicos têm um impacto estrutural nos processos de ensino e 
aprendizagem, e para percebermos essa relação conheceremos nessa 
seção de estudos o fenômeno da Educação 4.0 e as características do 
Mundo VUCA.
Vimos na seção anterior que a Idade Contemporânea foi marcada 
pela Revolução Industrial, que revolucionou o segmento educacional com 
a demanda de formar os trabalhadores que precisavam se escolarizar 
para ocupar os cargos disponíveis nas indústrias.
Essa necessidade contribuiu bastante para a socialização da 
educação, que é um ponto positivo, mas, por outro lado, o modelo 
adotado para atender essa demanda gigantesca teve como base a 
estrutura militar, que adota a disciplina, o treinamento e a hierarquia para 
garantir a eficiência do processo, fazendo com que a escola tradicional 
se assemelhe a um quartel, com suas mesas enfileiradas, o medo da 
autoridade do professor, práticas repetitivas e avaliações rigorosas. O novo 
modelo de produção necessitava de verdadeiros soldados, dispostos a 
dar vida pelo seu trabalho, sem questionar ou pensar sobre seu papel e 
sua atuação nesse contexto.
Mas o progresso e a evolução são inevitáveis, e os modelos acabam 
ficando obsoletos e precisam ser renovados e adaptados às mudanças.
Segundo Henderson (1979), a Revolução Industrial pode ser 
classificada da seguinte forma:
Metodologias Ativas
22
 • 1ª fase: Segunda metade do século XVIII – com o desenvolvimento 
da máquina a vapor na Europa, as possibilidades de produção em 
massa foram ampliadas e o transporte ferroviário ganhou agilidade.
 • 2ª Fase: Final do século XIX e início do século XX – o protagonismo 
passou para os EUA, com o uso de outras fontes de energia, como 
o petróleo e a eletricidade. Nesse período surgiram o automóvel 
e o avião. O rádio, a TV e o telefone também são dessa época e 
iniciaram outra revolução nos meios de comunicação e informação.
 • 3ª Fase: Segunda Guerra Mundial – liderada pelos EUA, teve 
como marco o uso da energia nuclear e da informática, com o 
desenvolvimento da eletrônica. Surgiu a World Wide Web (WWW), 
a rede mundial de computadores.
SAIBA MAIS:
Para saber mais sobre a WWW, Clique aqui.
Hoje os estudiosos já consideram que estamos na 4ª revolução. 
Vamos conhecer:
 • 4ª Revolução Industrial – movimento iniciado na Alemanha, em 
2013, como um projeto de alta tecnologia que tem por objetivo 
tornar as indústrias autônomas, totalmente independentes da 
intervenção humana. 
Na indústria 4.0 teremos fortemente:
 • Internet das Coisas (Internet of Things em inglês, ou IoT), que 
consiste na comunicação máquina a máquina via Internet.
 • Fusão dos mundos físicos e virtuais.
 • Biologia sintética.
 • Nanotecnologia.
 • Sistemas ciberfísicos (CPS).
 • Inteligência artificial.
Metodologias Ativas
https://www.tecmundo.com.br/web/759-o-que-e-world-wide-web-.htm
23
SAIBA MAIS:
A Educação 4.0 é foco de um debate muito interessante no 
programa Conexão, da TV Futura. Clique aqui.
Quando falamos no último elemento que estará fortemente presente 
na indústria 4.0, podemos ficar incomodados com o protagonismo da 
Inteligência Artificial neste novo ciclo que estamos passando.
O impacto na Educação fez surgir outro termo, a Educação 4.0, que, 
entre outras, tem as seguintes características básicas:
 • Integração da tecnologia no currículo.
 • Estímulo à criatividade e à prática reflexiva.
 • Aprendizagem contextualizada.
 • Uso de Metodologias Ativas.
Sobre a Educação 4.0, Filatro (2019) nos apresenta a seguinte relação 
entre a sociedade, o ambiente de trabalho, as tecnologias e a Educação:
Quadro 2 – Relação entre sociedade, ambiente de trabalho, tecnologias e Educação 4.0
Fonte: Filatro, 2019.
Metodologias Ativas
https://www.youtube.com/watch?v=wd4-jnOzcrQ
24
Todos esses elementos interagem entre si, e não seria diferente 
no contexto educacional, partindo do pressuposto de que a educação 
caminha lado a lado com as demandas da sociedade. O mundo que 
vivemos atualmente tem características bem peculiares, em função 
da velocidade dos eventos e das mudanças. É o mundo VUCA. Vamos 
conhecer o significado desse termo?
Figura 6 – Significado do termo VUCA
Fonte: Autora (2020)
DEFINIÇÃO:
O termo VUCA surgiu nos anos 1990 dentro de um contexto 
militar e é uma sigla para descrever um ambiente, uma 
situação ou condições de volatilidade (volatility), incerteza 
(uncertainty), complexidade (complexity) e ambiguidade 
(ambiguity). 
Vamos entender melhor:
V – Volatility (volatilidade) – Vivemos um momento de mudanças 
que acontecem praticamente de forma instantânea. Quando conseguimos 
dominar uma tecnologia, uma outra superior aparece. Os processos 
educacionais precisam se adaptar à natureza volátil dos tempos atuais, e 
uma ferramenta muito útil para essa adaptação é a formação continuada 
de todaa equipe envolvida nos projetos educacionais. Cada um na sua 
área de atuação.
U – Uncertainty (incerteza) – A velocidade das mudanças tecnológicas 
afeta todos os processos que se utilizam delas, e para os processos 
educacionais não é diferente. Esse ambiente de instabilidade gera a 
necessidade de ajustarmos os planos e metodologias periodicamente.
Metodologias Ativas
25
C – Complexity (complexidade) – A linearidade da escola tradicional 
não existe mais. Antes o sistema hierárquico posicionava a tomada de 
decisões na mão de poucos, mas hoje, para que a aprendizagem se dê de 
forma efetiva, o aprendiz participa ativamente do processo, acrescentando 
inúmeras variáveis que devem ser consideradas pelo professor e pela 
equipe pedagógica. Essa complexidade demanda reflexões colaborativas 
e busca de soluções simples. 
A – Ambiguity (ambiguidade) – Não existem mais verdades absolutas 
e as respostas podem ser diversas. As situações podem (e devem) ser 
avaliadas sobre diferentes ângulos e a adoção da ‘verdade’ (que será 
sempre relativa) deve fazer sentido para a resolução do problema, 
garantindo eficiência.
Adaptar-se ao mundo VUCA é uma necessidade para agirmos de 
forma assertiva no contexto educacional. Apesar de não ser uma tarefa 
fácil, levando-se em conta que a grande maioria dos profissionais que 
atuam na educação serem de um período mais estável e seguro; mas, 
com foco e perseverança é possível sair da zona de conforto e abrir-se 
para novas possiblidades. Aprender é sempre muito positivo e mesmo 
como educadores, não devemos desistir de sermos eternos aprendizes.
RESUMINDO:
Aprendemos que imersão tecnológica está sendo 
incorporada aos processos educacionais, fazendo com que 
a Educação acompanhe também as revoluções da indústria, 
que atualmente tem foco na Inteligência Artificial e na Internet 
das Coisas. Nos processos educacionais da Educação 4.0, 
o conectivismo e a aprendizagem virtual emergem com 
muita ênfase. Vimos também as características do Mundo 
VUCA, que nos alerta para compreendermos o cenário 
atual no qual atuamos, com base em incerteza, volatilidade, 
complexidade e ambiguidade. Esses conhecimentos 
sinalizam a necessidade de revermos nossas práticas 
docentes e discentes, para que possamos ter experiências 
produtivas de ensino e aprendizagem. Vamos seguir para a 
próxima etapa de estudos!
Metodologias Ativas
26
Aplicação das metodologias ativas na 
sala de aula
INTRODUÇÃO:
Partindo do princípio de que o conhecimento teórico 
deve sempre ser associado à aplicação prática, nosso 
objetivo nesta etapa de estudos é apresentar estratégias 
de aplicação das Metodologias Ativas na Sala de Aula, 
para que você seja capaz de adaptar para sua realidade 
e necessidade, inclusive criando metodologias próprias. 
Motivado para desenvolver esta competência? Então 
vamos lá. Avante!
Ao longo dos anos, os processos de ensino sofreram mudanças 
significativas, sempre com base na necessidade de alinhar as suas práticas 
aos progressos científicos e culturais conquistados pela civilização 
humana. 
Um dos progressos que muito impactou nos processos de ensino 
e aprendizagem foram os tecnológicos, que introduziram no contexto 
escolar novas mídias audiovisuais, como o rádio, a TV, os projetores e, a 
partir da segunda metade do século passado, os computadores, que, com 
o advento da Internet, derrubaram de forma definitiva os limites de acesso 
à informação. Esse novo cenário motivou vários estudos que tinham por 
objetivo identificar boas práticas para possibilitar bons resultados de 
aprendizagem com os novos recursos disponíveis.
Em 1946 o professor norte-americano Edgar Dale, com base 
em seus estudos teóricos e observações pessoais, inseriu no seu livro 
Audiovisual methods in teaching uma representação gráfica acerca dos 
diferentes níveis de abstração, relacionando-os à utilização de métodos 
variados de ensino, com diversos recursos audiovisuais. Conhecido como 
Cone de Aprendizagem, continha os seguintes níveis: 
Metodologias Ativas
27
Figura 7: Cone da aprendizagem
Verbal Symbols - Texto escrito
Visual Symbols - Imagem
Radio – Áudio 
Motion Pictures - Vídeo
Exhibits - Exposições
Field Trips - Pesquisas de campo
Demonstrations - Demostração prática
Dramatic Participation - Dramatizações
Contrived Experiences - Simulações
Direct, Purposeful Experiences - Experimentos reais
Fonte: Dale (1946) apud Silva e Muzardo (2018, p. 172).
O cone da aprendizagem de Dale mostra que os processos de 
aprendizagem que estimulam e promovem a participação ativa dos 
estudantes são mais significativos e eficazes, e que aprendemos de forma 
mais significativa quando somos capazes de mobilizar os conhecimentos 
teóricos na realização de experimentos reais, tornando o processo de 
aprendizagem dinâmico e os estudantes com uma postura ativa.
Acredito que você já tenha contextualizado a necessidade da adoção 
das metodologias ativas no atual momento que vivemos, impactado pela 
velocidade das mudanças e pelo progresso tecnológico.
Contribuir com a formação de cidadãos globais e conectados, 
trabalhando de forma integrada às competências técnicas, comportamentais 
e sociais é o grande desafio da educação para o século XXI, no qual nossos 
alunos precisam aprender a conhecer, fazer, conviver e ser.
O que são Metodologias Ativas? Vamos ao conceito:
Metodologias Ativas
28
DEFINIÇÃO:
O Dicionário Michaelis nos apresenta duas definições para 
metodologia, que podemos aplicar em nossos estudos: 
Parte da lógica que trata dos métodos aplicados nas 
diferentes ciências. Estudo dos métodos, especialmente 
dos métodos científicos. Método corresponde ao “emprego 
de procedimentos ou meios para a realização de algo, 
seguindo um planejamento; rumo”. Já ativa significa “a parte 
principal na realização de um ato”. As metodologias ativas 
nos processos de ensino e aprendizagem correspondem 
ao conjunto de estratégias para realização das atividades 
acadêmicas, desenvolvidas de forma planejada e 
contemplando a participação ativa de todos os sujeitos 
envolvidos.
Moran (2015) nos fala que “nas metodologias ativas de aprendizagem, 
o aprendizado se dá a partir de problemas e situações reais; os mesmos 
que os alunos vivenciarão depois na vida profissional, de forma antecipada, 
durante o curso”.
Quanto às características comuns presentes em todas as 
metodologias ativas, as autoras Diesel, Baldez e Martins (2017) apontam 
as seguintes:
Figura 8 – Características das metodologias ativas
Protagonismo 
do aluno
Autonomia 
do aluno
Reflexão
Problematização 
da realidade
Trabalho em 
equipe
Inovação
Professor 
Mediador
Participação 
e colaboração
METODOLOGIAS ATIVAS
Fonte: Diesel, Baldez e Martins, 2017 (Adaptado).
Vamos refletir sobre cada uma das características a partir dos 
autores citados:
Metodologias Ativas
29
 • Protagonismo do aluno
Todos os processos de ensino devem ser pensados e planejados 
de forma a conceder ao estudante o protagonismo de seus processos de 
aprendizagem; incentivando sua participação ativa e efetiva durante todo 
o percurso formativo.
 • Autonomia do aluno
Liberdade consiste na liberdade moral ou intelectual, que pressupõe 
a inexistência de dominação externa que impeça o estudante de fazer 
suas próprias escolhas e conduzir o seu processo de aprendizagem da 
forma que lhe for mais produtiva e prazerosa. 
 • Reflexão
As situações e os momentos de aprendizagem devem sempre 
estimular o pensamento reflexivo, no qual o estudante seja estimulado 
a tecer suas próprias considerações e estabelecer os vínculos que sejam 
coerentes com sua história de vida.
 • Problematização da realidade
Resolver problemas é o grande objetivo de todo conhecimento 
adquirido, que sem a prática não pode ser concretizado como uma 
ação útil para o progresso da humanidade. Identificar os problemas e 
relacioná-los com estratégias que possibilitem sua resolução e que 
possam mobilizaros conhecimentos adquiridos devem sempre pautar as 
modelagens educacionais que apliquem as metodologias ativas.
 • Trabalho em equipe
Aprendemos melhor quando aprendemos juntos, pois é na troca 
que conseguimos enxergar aspectos diferentes da mesma realidade, que 
é vista pelos nossos pares. Essa soma de visões constrói o todo completo 
e possibilita a resolução colaborativa dos problemas.
 • Inovação
As metodologias ativas têm uma forte caraterística de ser ambiente 
propício para a inovação e criatividade em função dos valores de 
liberdade, experimentação e colaboração que preconiza. Os mediadores 
Metodologias Ativas
30
dos processos de ensino e aprendizagem que apliquem metodologias 
ativas devem estar atentos à fomentação da inovação e ao respectivo 
registro dos processos de avaliação.
 • Professor mediador
Essa característica desloca o professor do centro do processo de 
ensino, característico da escola tradicional, para atuar como mediador 
e facilitador dos processos de aprendizagem, contribuindo com seu 
conhecimento para que os estudantes possam construir as competências 
requeridas no programa de curso. Nas metodologias ativas o professor é 
parceiro, caminha, aprende e ensina com o estudante.
Mais adiante apresentaremos algumas metodologias ativas muito 
utilizadas atualmente e você verá que as características apresentadas 
estarão presentes em todas elas.
O papel do professor
Quando falamos de Metodologias Ativas, naturalmente somos 
levados a refletir sobre a prática docente, que tradicionalmente foi baseada 
na transmissão unilateral de informações, cujo papel de destaque ficava 
a cargo do professor.
Sobre as competências requeridas do professor para uma atuação 
exitosa, Philippe Perrenoud propõe o foco no desenvolvimento de 10 
Novas Competências para Ensinar.
Competência, segundo ele, “é a faculdade de mobilizar um conjunto 
de recursos cognitivos (saberes, capacidades, informações etc.)”, e das 10 
competências propostas, selecionamos as que convergem para a adoção 
e implementação das Metodologias Ativas. Vamos conhecer?
1. Organizar e dirigir situações de aprendizagem
Planejamento prévio é fundamental, seguido de uma prática 
organizada com objetivos claros para todos os envolvidos. É importante 
destacar que mesmo com o protagonismo necessário do aluno, o 
comando e as orientações devem partir do professor. A consultora 
americana Angela McGlynn, em entrevista à revista Ensino Superior, afirma 
Metodologias Ativas
31
que ainda que nas metodologias ativas a participação dos alunos é mais 
destacada e incentivada, os catalisadores e mentores desse processo 
devem ser sempre os professores.
SAIBA MAIS:
Você pode acessar a entrevista clicando aqui.
2. Administrar a progressão das aprendizagens
Aplicar formas sistemáticas e eficazes de avaliar é fundamental, 
especialmente durante o processo. Bates (2016, p. 483 e 505) nos diz que 
“não faz sentido introduzir novos objetivos ou resultados de aprendizagem 
e não avaliar quão bem os alunos os alcançaram”; e mais adiante reflete 
que “a última chave fundamental do processo de ensino e aprendizagem 
é a avaliação e a inovação: avaliar o que tem sido feito e, então, procurar 
formas de melhorar”.
3. Envolver os alunos em suas aprendizagens e em seu trabalho
Assegurar o protagonismo dos estudantes naturalmente ajuda 
no envolvimento, que será potencializado quando as atividades forem 
contextualizadas com situações da vida real. Neste momento as teorias 
passam a ter funcionalidade e todos se engajam na atividade.
4. Trabalhar em equipe
O trabalho em equipe é uma das características presentes em todas 
as metodologias ativas, lembra?
As atividades devem ser planejadas de forma a garantir que todos 
terão tarefas a realizar.
5. Utilizar novas tecnologias
O professor deve se apropriar do uso de novas tecnologias e 
utilizá-las em sala de aula. Estímulos para que os alunos pesquisem e 
compartilhem ferramentas complementares também é muito salutar, pois 
esse empoderamento fará com que tenham ainda mais comprometimento 
com os processos de ensino e aprendizagem.
Metodologias Ativas
http://www.revistaensinosuperior.com.br/professores-comando/
32
6. Administrar sua própria formação contínua
Lembra que falamos que o professor deve ser um eterno aprendiz? 
Pois é! No mundo VUCA de incertezas e volatilidade precisamos 
estar conectados com as mudanças e nos atualizar constantemente, 
vencendo os obstáculos que nos impedem de utilizar de forma assertiva 
as tecnologias que dispomos atualmente e nos apropriando da fluência 
digital necessária para que possamos estimular a participação ativa dos 
nossos alunos.
REFLITA:
O conceito de competência no contexto educacional pode 
causar certo desconforto pela relação direta com o sistema 
industrial, e o peso negativo na avaliação da capacidade do 
trabalhador segue um padrão geral e engessado, tomando 
um sentido de qualificação. Perrenoud falou sobre isso no 
programa Roda Viva, que você pode acessar clicando aqui. 
E você, o que pensa a respeito? Compartilhe suas reflexões 
com seus colegas.
Design instrucional/educacional
As Metodologias Ativas que serão aplicadas nos processos de ensino 
devem ser contempladas no Projeto de Design Instrucional, também 
conhecido como Design Educacional, que assegura o registro de todo o 
planejamento didático pedagógico do curso, contemplando os recursos 
que serão utilizados, as formas de avaliação e as contextualizações que 
serão trabalhadas. Vamos iniciar com a definição de Design Instrucional, 
apresentada pela professora e pesquisadora Andréa Filatro (2008):
 • É o processo (conjunto de atividades) de identificar um problema 
(uma necessidade) de aprendizagem e desenhar, implementar e 
avaliar uma solução para esse problema (FILATRO, 2008).
 • Design Instrucional (DI), consiste em uma sequência de etapas que 
permitem construir soluções variadas –um curso, um programa 
de estudos, uma trilha de aprendizagem, um vídeo educativo, um 
Metodologias Ativas
https://www.youtube.com/watch?v=fcbuv6uWiO4
33
tutorial multimídia, um livro didático impresso ou digital – para 
necessidades educacionais específicas (FILATRO, 2019).
As etapas de implementação do DI/DE são variadas, mas um 
modelo clássico, conhecido como ADDIE, é o mais amplamente utilizado 
e tem a seguinte estrutura:
Figura 9 – Modelo ADDIE
Fonte: https://bit.ly/3hTPJFk. (Acesso em 23/06/2020.
 
SAIBA MAIS:
O modelo ADDIE foi desenvolvido em 1950 pela 
Universidade da Flórida para atender a uma demanda do 
Exército dos Estados Unidos, que usou com exclusividade 
por 25 anos. Para saber mais sobre o modelo ADDIE, 
Clique aqui.
O Design Educacional deve ser desenvolvido de forma 
multidisciplinar e considerar todos os aspectos intervenientes, sob risco 
de não contemplar os fatores que irão gerar engajamento da turma. 
Mattar (2014) nos fala:
Os aprendizes não são iguais, nem iguais aos designers 
e professores. Se não partirmos de nosso público-alvo, 
corremos o risco de planejar e desenvolver um ensino que 
não é apropriado para ninguém. Se partirmos de como 
Metodologias Ativas
https://repositorio.enap.gov.br/bitstream/1/2289/1/Introdu%C3%A7%C3%A3o%20ao%20modelo%20ADDIE_M%C3%B3dulo%201-alterado.pdf
34
imaginamos que os aprendizes são, corremos o risco de 
planejar e desenvolver um ensino para uma audiência 
que não existe. Devemos levar em consideração o que os 
aprendizes efetivamente são e o que sabem. Conhecer 
melhor nossos alunos permite adequar e modificar nossa 
estratégia de ensino em benefício da aprendizagem. 
(MATTAR, 2014, p. 57)
Estejamos atentos, então, aos processos de modelagem educacional 
de nossos planos de ensino, que devem estimular a aprendizagem 
autônoma e confere as seguintes vantagens aos processos educacionais:
Figura 10: Vantagens da modelagem educacional
Fonte: Elaborado pela autora.
Lembra-se dos pilares para a Educação do SéculoXXI? Agora 
iremos fortalecer o SABER FAZER aplicando as Metodologias Ativas que 
estudamos em nossa disciplina. A seguir iremos propor alguns cenários 
alternativos que dependem da realidade na qual você está inserido. São 
esses os cenários propostos:
1. Educação infantil e/ou ensino fundamental 1.
2. Ensino fundamental 2 e/ou ensino médio.
3. Ensino superior.
Professor, escolha a sua realidade e selecione a exemplificação de 
cenário desejada. Interessado em conhecer todos eles? Não se acanhe. 
Vá fundo!
Cenário 1 | Educação infantil e/ou ensino fundamental 1
Monte um plano de aula com o uso da sala de aula invertida, com 
tema de sua escolha, contemplando também o engajamento das famílias 
das crianças.
Metodologias Ativas
35
No site da Nova Escola você pode acessar a atividade para a 
pré-escola intitulada “Diferenças entre bichos do jardim”, disponível em: 
https://bit.ly/3hSg46p.
Partindo deste exemplo, proponha uma atividade aplicando os 
princípios da sala de aula invertida utilizando uma das ferramentas de sua 
plataforma Google Education.
Cenário 2 | Ensino Fundamental 2 e/ou Ensino Médio
Monte um plano de aula com o uso da aprendizagem baseada em 
problemas.
A atividade proposta deve utilizar uma das ferramentas de sua 
plataforma Google Education.
NOTA:
Leia o artigo de aprendizagem com base em problemas no 
ensino Fundamental II: aplicabilidade, potencial e reflexões de 
uma adaptação sob perspectivas geocientíficas, Clique aqui.
Cenário 3 | Ensino superior
A produção de ciência é uma das demandas da formação superior, 
sendo fundamental que os estudantes deste nível sejam capazes 
de produzir conteúdos inéditos e com propostas para resolução de 
problemas pertinentes às suas áreas de atuação. 
Na aplicação da peer instruction no contexto do ensino superior, 
utilizando a plataforma Google Education, propomos a seguinte atividade:
 • Delimite um tema.
 • Monte um plano de aula.
 • Grave um vídeo, disponibilizando na plataforma.
 • Elabore um guia de orientações para o aluno sobre a atividade 
que será realizada em sala de aula.
Metodologias Ativas
https://bit.ly/3hSg46p
https://novaescola.org.br/conteudo/12144/entenda-o-que-e-cidadania-na-era-digital
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SAIBA MAIS:
Pesquise nos links abaixo, que descrevem casos práticos 
de aplicação da metodologia no ensino superior:
Desafios no uso da sala de aula invertida no ensino superior: 
Clique aqui. 
Sala de aula invertida: a análise de uma experiência na 
disciplina de Cálculo I: Clique aqui.
Aprendizagem ativa no ensino superior: a proposta da sala 
de aula invertida: Clique aqui. 
RESUMINDO:
Neste capítulo focamos na aplicação prática das 
metodologias ativas, o que nos levou a contextualizar o 
papel do professor e a importância do Design Educacional/
Instrucional no planejamento dos cursos, de modo 
que as metodologias ativas sejam contempladas de 
forma integrada com eventos formativos programados. 
Compartilhamos também sugestões para que você possa 
iniciar a prática, assegurando a construção da competência 
com a aplicação prática dos nossos estudos! Sigamos 
agora para a última etapa de nossos estudos da unidade 1.
Metodologias Ativas
https://periodicos.utfpr.edu.br/rtr/article/view/3872
http://www.scielo.br/pdf/bolema/v31n58/0103-636X-bolema-31-58-0739.pdf
https://www.pucsp.br/sites/default/files/img/aci/27-8_agurdar_proec_textopara280814.pdf
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Avaliação nos processos que utilizam as 
metodologias ativas
INTRODUÇÃO:
Tão importante quanto conhecer e aplicar as Metodologias 
Ativas é contemplar um processo de avaliação coerente 
com as características comuns dessas estratégias de ensino 
e aprendizagem. Neste capítulo estudaremos as avaliações 
nos processos que utilizam as Metodologias Ativas. Avante!
Figura 11 – Avaliação virtual
Fonte: Freepik
De acordo com o dicionário on-line Michaelis, avaliar é a “apreciação, 
cômputo ou estimação da qualidade de algo ou da competência de 
alguém”.
Ao longo de nossa vida como estudante, temos na memória 
registros de que os momentos de avaliação eram tensos e geravam 
um grande desconforto, cenário esse que não tem aderência às novas 
metodologias de ensino, com base na autonomia do aluno e que resgata 
o prazer em aprender.
Metodologias Ativas
38
Sabemos também que a utilização de apenas um formato de 
avaliação é reconhecido como insuficiente para fazer um julgamento 
completo sobre a competência de um indivíduo. 
Com base nos estudos de Luckesi (2011), compreendemos que a 
avaliação tem quatro funções básicas: 
1. Diagnosticar os conhecimentos prévios “trazidos” pelos alunos 
para planejar o ensino.
2. Possibilitar a identificação do suporte que eles terão necessidade 
ao longo do processo. 
3. Subsidiar o feedback do mediador ao aluno a respeito da sua 
aprendizagem. 
4. Analisar o valor da ação pedagógica em relação aos objetivos 
propostos. 
Há três importantes modalidades de avaliação: diagnóstica, 
formativa e somativa, também conhecida como avaliação final. 
1. A avaliação diagnóstica baseia-se no fato de que os alunos têm 
conhecimentos prévios e capacidade de formular suposições e 
hipóteses sobre tudo o que se converte em conteúdo escolar, 
e também pela certeza de que as novas informações se 
transformarão em conhecimento próprio se puderem se apoiar 
naquilo que já conhecem.
2. A avaliação formativa fundamenta-se na necessidade de 
acompanhar a evolução do processo de aprendizagem, por meio 
de instrumentos que possam responder a algumas perguntas 
centrais, que devem fazer parte do fazer docente:
 • Os alunos estão de fato aprendendo? 
 • De que forma é possível ajudá-los a avançar em seus 
conhecimentos? 
3. A avaliação somativa parte da necessidade de registrar por meio 
de notas as informações sobre o que os alunos aprenderam em 
relação aos conteúdos que foram trabalhados. Essa avaliação 
Metodologias Ativas
39
ocorre por meio de atividades preparadas especificamente para 
conhecer os resultados obtidos em relação à aprendizagem. 
A avaliação somativa tem uma função reguladora, pois permite 
replanejar a proposta de ensino e estabelecer o nível de alcance 
dos objetivos previamente estabelecidos. 
O quadro a seguir explica o que, quando e por meio de quais 
instrumentos se avalia em cada modalidade:
Quadro 3 – Tipos de avaliação
Fonte: Elaborado pela autora. 
Transformar a concepção, os tipos de avaliação, a forma de 
desenvolvê-la, bem como o uso de seus resultados, não é algo simples. 
Pelo contrário: é, e por algum tempo ainda continuará sendo, motivo 
de dúvidas e conflitos entre os educadores, educandos e sistemas de 
ensino por meio de cada design educacional. No ambiente on-line são 
recomendados alguns princípios para as boas práticas avaliativas:
 • Valores educacionais fundamentados no compromisso com o 
aprendizado dos estudantes devem ser evidenciados na condução 
dos processos de avaliação.
Metodologias Ativas
40
 • O estudante deverá compreender que o processo de avaliação 
está integrado ao seu processo de aprendizagem, validando-o e 
norteando os seus estudos a partir dos seus resultados.
 • Os objetivos e as metas dos processos de avaliação devem ser 
claros e continuamente apresentados para os estudantes.
 • Além dos resultados somativos inerentes aos processos 
de avaliação, por parte dos estudantes, a equipe docente 
também deverá utilizar esses mesmos resultados para indicar a 
assertividade de suas práticas e possíveis ajustes para melhorar as 
experiências de aprendizagem.
 • A continuidade do processo de avaliação deve fazer parte da 
cultura institucional, evitando-se a ênfase em eventos avaliatórios 
pontuais.
 • Mecanismos que assegurem a reflexão dos estudantes acerca de 
seus resultados nos processos de avaliação devem ser pensados 
e implementados. 
Algumas metodologias ativas
Para finalizar nossos estudos sobre o que são metodologias ativas, 
apresentaremos as três mais utilizadas atualmente.É importante destacar que não existem apenas essas três 
metodologias. Inúmeros educadores desenvolveram metodologias 
buscando melhores resultados nos processos de aprendizagem, e você 
também pode desenvolver métodos de ensino partindo de sua prática 
pedagógica. Se esses métodos apresentarem as características que 
citamos anteriormente, as experiências ativas de aprendizagem serão 
oportunizadas e teremos uma metodologia ativa.
Sala de aula invertida
Em 2007, os professores de Química Jonathan Bergmann e Aaron 
Sams criaram uma maneira diferente de ministrar suas aulas, motivados 
pela frustração com o fato de que muitos alunos não conseguiam 
Metodologias Ativas
41
interpretar os conteúdos e aplicar na resolução das tarefas que deveriam 
ser realizadas em casa.
E se as aulas fossem gravadas e os alunos assistissem como dever 
de casa, sobrando um tempo bem maior durante a aula presencial para 
resolver os problemas e esclarecer as dúvidas?
O professor não teria mais que repetir a mesma exposição cinco 
vezes por dia e dedicaria todo o seu tempo para acompanhar de perto a 
evolução dos seus alunos; e o estudante poderia assistir à lição quantas 
vezes fossem necessárias, destacando as dúvidas e esclarecendo 
diretamente com o professor no momento da resolução de problemas 
práticos.
Para inverter a aula é fundamental que os vídeos sejam 
cuidadosamente preparados e que as regras claras assegurem que eles 
sejam acessados e estudados previamente, assim como pré-testes de 
validação. Atualmente existem variações que usam a mídia escrita, mas, 
em sua concepção inicial, os vídeos são fundamentais.
Agora vamos conhecer a aprendizagem baseada em problemas, 
também conhecida como PBL, sigla em inglês para Problem Based 
Learning.
Aprendizagem baseada em problemas
Em 1969, na Faculdade de Medicina da McMaster University, no 
Canadá, um grupo de professores, de acordo com teorias modernas de 
aprendizagem, propuseram uma nova metodologia com base em três 
postulados: a aprendizagem deve ser construída; é fundamental que o 
estudante saiba o que vai fazer, como vai fazer e se o que fez alcançou 
os resultados esperados; e, por último, o resultado do aprendizado 
é otimizado quando a contextualização tem aderência com a prática 
profissional.
A aprendizagem baseada em problemas, de uma maneira geral, 
atende à seguinte sequência de atividades:
Metodologias Ativas
42
Figura 13 – Etapas da aprendizagem baseada em problemas
Fonte: PARANÁ, 2016. (Adaptado).
SAIBA MAIS:
Para saber mais sobre a aprendizagem baseada em 
problemas, Clique aqui.
Peer instruction
Lembra as muitas vezes que não entendíamos a forma como o 
professor explicava e pedíamos socorro a um colega?
Vamos resgatar essa memória e compreender as motivações da 
peer instruction, ou aprendizagem por pares.
O professor Eric Mazur leciona Física Introdutória em Harvard desde 
1984, mas, a exemplo do Jonathan e do Aaron, da sala de aula invertida, 
percebeu que seus alunos não estavam aprendendo e decidiu fazer algo.
A aprendizagem por pares tem dois objetivos básicos: explorar a 
interação entre os alunos durante as aulas expositivas e focar a atenção 
deles nos conceitos que servem de fundamento.
A dinâmica fica dessa forma: O professor faz apresentações curtas 
sobre pontos-chave, sendo cada apresentação seguida de um teste 
conceitual. Por sua vez, cada teste conceitual tem a seguinte modelagem:
1. 1 minuto para a proposição da questão.
2. 1 minuto para que os estudantes pensem.
Metodologias Ativas
http://www.gestaoescolar.diaadia.pr.gov.br/modules/video/showVideo.php?video=20411
43
3. Entre 1 a 2 minutos para que os estudantes anotem suas respostas, 
que é opcional, convençam seus colegas (aqui a aprendizagem por 
pares acontece efetivamente) e anotem as respostas corrigidas.
4. 2 minutos para que o professor dê o feedback e explique a resposta 
correta.
Aprendizagem em pílulas muito eficientes, que conferem dinamismo 
e interação ao processo.
SAIBA MAIS:
Para saber mais sobre a peer instruction acesse o vídeo de 
seu idealizador, o professor Eric Mazur, Clique aqui.
Ao longo da disciplina você irá conhecer com mais profundidade 
outras metodologias ativas e as respectivas estratégias de implementação 
na sala de aula.
É importante também ressaltar que várias metodologias ativas, 
fazem parte de um movimento que está sendo amplamente adotado nas 
práticas de ensino e aprendizagem: a Aprendizagem Experiencial ou o 
Aprender Fazendo.
Bates relaciona uma variedade de modelos de design que tem por 
objetivo unir a teoria com a prática. São eles:
 • Laboratórios, oficinas ou ateliês.
 • Formação prática.
 • Aprendizagem baseada em problemas.
 • Aprendizagem baseada em casos.
 • Aprendizagem baseada em projetos.
 • Aprendizagem baseada na pesquisa e questionamentos.
 • Aprendizagem cooperativa (baseada no trabalho ou comunidade).
Metodologias Ativas
https://www.youtube.com/watch?v=Z9orbxoRofI
44
A importância das práticas laboratoriais, por exemplo, tem objetivos 
extremamente importantes em algumas áreas de formação, sendo 
indispensáveis a fim de:
 • oferecer aos alunos uma experiência mãos à obra, de forma que 
seja capaz de escolher e utilizar adequadamente os equipamentos 
e as ferramentas comuns a sua área de conhecimento;
 • desenvolver competências motoras no uso de ferramentas 
específicas;
 • vivenciar vantagens e limitações dos experimentos;
 • possibilitar a aplicação dos conhecimentos em situações do 
mundo real, contribuindo para uma maior internalização da teoria;
 • possibilitar testes de hipóteses e inovações;
 • possibilitar o desenvolvimento de projetos, assim como sua 
condução;
 • capacitar os alunos a criarem novos equipamentos e novas 
ferramentas, usando diferentes mídias físicas.
SAIBA MAIS:
O Movimento Maker também está incluído na família da 
aprendizagem experiencial. Para saber mais, Clique aqui e 
Clique aqui.
Chegamos ao final desta etapa de estudos e espero que você 
tenha se apropriado dos conhecimentos acerca das metodologias ativas, 
a fim de prosseguir no seu percurso de aprendizagem ao encontro das 
principais metodologias ativas usadas nos contextos educacionais, sejam 
eles na modalidade presencial ou a distância.
Metodologias Ativas
https://revistaeducacao.com.br/2018/05/02/movimento-maker-alunos-se-tornam-produtores-de-conhecimentos-e-objetos/
https://porvir.org/espaco-maker-e-o-fim-da-era-do-laboratorio-de-informatica/
45
RESUMINDO:
Gostou do que mostramos? Desejamos que as 
competências trabalhadas nesta primeira unidade tenham 
formado uma base sólida para as próximas que serão 
construídas ao longo de nossa disciplina. Contextualizamos 
o nosso cenário educacional atual com a evolução das 
metodologias de ensino, conhecendo sucintamente 
as principais linhas teóricas. Conhecemos a Educação 
4.0, que anda de mãos dadas com uma indústria de 
processos robóticos e autônomos, norteados pela 
Inteligência Artificial e o mundo baseado na incerteza, 
volatilidade, complexidade e ambiguidade: o mundo 
VUCA. Contextualizamos a aplicação das metodologias 
ativas na sala de aula, tendo por base as características 
comuns de todas, conectadas com as novas competências 
educacionais e o design instrucional/educacional. Por 
fim, refletimos sobre os processos de avaliação e como 
eles devem ser modelados no contexto de planejamento 
e aplicação das Metodologias Ativas. Desejamos sucesso 
nos seus estudos! Até a próxima!
Metodologias Ativas
46
REFERÊNCIAS 
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1 ed. São Paulo. Artesanato Educacional, 2016.
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ativa de aprendizagem. 1 ed. Rio de Janeiro: LTC, 2016.
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DELORS, J. (org.). Educação: um tesouro a descobrir. Relatóriopara 
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2010. Disponível em: https://bit.ly/2SoLUxc. Acesso em: 6 ago. 2020.
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DIESEL, A.; BALDEZ, A. L. S.; MARTINS, S. N. Os princípios das 
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EDLER, R. C. Educação inclusiva: com os pingos nos “is”. Porto 
Alegre: Mediação, 2004.
FILATRO, A. Design instrucional na prática. São Paulo: Pearson/
Prentice-Hall. 2008. 
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FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática 
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GLASSER, W. Teoria da escolha: uma nova psicologia de liberdade 
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Metodologias Ativas
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HENDERSON, W. O. A revolução industrial. 1. ed. São Paulo: Verbo 
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LUCKESI, C. C. Avaliação da aprendizagem: componente do ato 
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MATTAR, J. Design educacional: educação a distância na prática. 1. 
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SILVA, F. L.; MUZARDO, F. T. Pirâmides e cones de aprendizagem: 
da abstração à hierarquização de estratégias de aprendizagem. 
Dialogia, São Paulo, n. 29, p169-179, mai./ago.2018. 
Metodologias Ativas
https://bit.ly/3yECTAI
	O que são metodologias ativas 
	Breve passeio pela história da educação
	Principais teorias de aprendizagem
	A Educação 4.0 e o Mundo VUCA
	Aplicação das metodologias ativas na sala de aula
	O papel do professor
	Design instrucional/educacional
	Avaliação nos processos que utilizam as metodologias ativas
	Algumas metodologias ativas
	Sala de aula invertida
	Aprendizagem baseada em problemas
	Peer instruction

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