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Aula 03
SEFAZ-PA (Auditor Fiscal) Auditoria -
2022 - (Pós-Edital)
Autor:
Guilherme Sant Anna, Tonyvan de
Carvalho Oliveira
07 de Janeiro de 2022
29663017244 - Lucas Rangel Bezerra
 
 
 
 
 1 
 
Sumário 
MOTIVAÇÃO DA AULA ..................................................................................................................... 3 
1. CONTEXTUALIZAÇÃO .................................................................................................................. 4 
2. AMOSTRAGEM EM AUDITORIA .................................................................................................... 9 
Amostragem segundo a NBC T 11.11 ................................................................................... 28 
Considerações Gerais ................................................................................................................. 28 
Planejamento da Amostra ............................................................................................................ 30 
Risco de Amostragem ................................................................................................................. 32 
Erro tolerável / erro esperado ....................................................................................................... 34 
Seleção da Amostra .................................................................................................................... 35 
3. PERÍCIA CONTÁBIL .................................................................................................................... 37 
NBC TP 01 ................................................................................................................................ 37 
Conceitos Iniciais ........................................................................................................................ 37 
Planejamento ............................................................................................................................. 38 
Termos e Atas – Termo de Diligência ............................................................................................ 39 
Execução - Procedimentos ........................................................................................................... 40 
Laudo Pericial Contábil e Parecer Pericial Contábil .......................................................................... 43 
NBC PP 01 ................................................................................................................................ 45 
4. CONTROLE DE QUALIDADE ....................................................................................................... 51 
4.1 Revisão Externa de Qualidade pelos Pares .................................................................... 60 
5. LISTA DE QUESTÕES .................................................................................................................. 66 
Amostragem ............................................................................................................................. 66 
Controle de Qualidade............................................................................................................ 85 
Perícia Contábil ........................................................................................................................ 90 
6. GABARITO ................................................................................................................................. 93 
7. QUESTÕES RESOLVIDAS E COMENTADAS ................................................................................ 94 
Amostragem ............................................................................................................................. 94 
Controle de Qualidade.......................................................................................................... 137 
Perícia Contábil ...................................................................................................................... 153 
Guilherme Sant Anna, Tonyvan de Carvalho Oliveira
Aula 03
SEFAZ-PA (Auditor Fiscal) Auditoria - 2022 - (Pós-Edital)
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 2 
 
8. RESPOSTAS DAS QUESTÕES SUBJETIVAS ................................................................................ 159 
9. RESUMO EM MAPAS E ESQUEMAS .......................................................................................... 163 
10. BIBLIOGRAFIA ........................................................................................................................ 171 
 
Guilherme Sant Anna, Tonyvan de Carvalho Oliveira
Aula 03
SEFAZ-PA (Auditor Fiscal) Auditoria - 2022 - (Pós-Edital)
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 3 
 
MOTIVAÇÃO DA AULA 
Vamos pensar um pouco no tema da aula de hoje? Tente responder as perguntas a seguir. 
1) O que é amostragem em auditoria? 
2) A amostragem deve ser necessariamente estatística? 
3) O que é estratificação? 
4) O que o auditor deve considerar ao definir uma amostra de auditoria? 
5) O tamanho da amostra deve ser levado em consideração ao se decidir entre a abordagem 
estatística ou não estatística? 
6) O tamanho da amostra é afetado pelo risco de amostragem? 
7) Quais os principais métodos para seleção de itens para a amostra? Em que consiste cada um? 
8) Quais fatores têm relação direta com o tamanho da amostra? 
9) Quais fatores têm relação inversa com o tamanho da amostra? 
10) A quantidade de unidades de amostragem afeta o tamanho da amostra? 
11) Qual o objetivo do controle de qualidade da FIRMA de auditoria? 
12) Qual o objetivo do controle de qualidade da AUDITORIA? 
13) Em que consiste a revisão do Controle de Qualidade da Auditoria? 
14) Quem é o encarregado pela revisão do Controle de Qualidade? 
15) Quem é o encarregado pela revisão do Controle de Qualidade? 
16) Qual o objetivo da Perícia Contábil? 
 
Se você não tem certeza de uma ou algumas das respostas a esses questionamentos, não se 
preocupe. Fique atento que esses temas serão abordados ao longo da aula de hoje! 
 
Guilherme Sant Anna, Tonyvan de Carvalho Oliveira
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 4 
 
1. CONTEXTUALIZAÇÃO 
Segundo a NBC TA 530, “amostragem em auditoria é a aplicação de procedimentos de auditoria 
em menos de 100% dos itens de população relevante para fins de auditoria, de maneira que todas 
as unidades de amostragem tenham a mesma chance de serem selecionadas para proporcionar uma 
base razoável que possibilite o auditor concluir sobre toda a população”. 
O objetivo do auditor, ao usar a amostragem em auditoria, é o de proporcionar uma base razoável 
para que possa concluir quanto à população da qual a amostra é selecionada. 
Ressaltamos que a amostragem é apenas um dos métodos que os auditores utilizam para obter 
evidências sobre afirmações. O auditor, ao efetuar a seleção de itens para obtenção de evidência 
de auditoria apropriada e suficiente, dispõe dos seguintes meios: 
(a) seleção de todos os itens (exame de 100% - também chamada de procedimento censitário); 
(b) seleção de itens específicos; e 
(c) amostragem de auditoria. 
 
A aplicação de qualquer um desses meios ou uma combinação deles pode ser apropriada 
dependendo das circunstâncias específicas, por exemplo, os riscos de distorção relevante 
relacionados à afirmação que está sendo testada, e a praticidade e eficiência dos diferentes meios. 
Grosso modo, a amostragem em auditoria é recomendável quando os itens da população de 
interesse possuem características homogêneas, bem como quando não é possível efetuar um 
procedimento censitário (seleção de todos os itens). 
A escolha do método de seleção é uma questão de julgamento profissional do auditor, feitacom 
base na avaliação de risco, na materialidade, na eficiência e no custo da auditoria. No entanto, o 
método escolhido deve ser eficaz no cumprimento do objetivo do procedimento de auditoria e, em 
última análise, na coleta de evidências que darão suporte à conclusão do auditor. O quadro a seguir 
sintetiza as circunstâncias em que cada método é apropriado, podendo haver aplicação combinada 
deles. 
 
 
Guilherme Sant Anna, Tonyvan de Carvalho Oliveira
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 5 
 
MÉTODOS DE SELEÇÃO E CIRCUNSTÂNCIAS APROPRIADAS PARA SUA UTILIZAÇÃO 
MÉTODO APROPRIADO QUANDO/PARA: 
Seleção de todos 
os itens 
• A população constituída por uma pequena quantidade de 
itens de valor alto. 
• Existe um risco significativo e outros meios não fornecem 
evidência de auditoria suficiente e apropriada. 
• Podem ser usadas TAAC (técnicas de auditoria assistidas 
por computador) em uma população maior para testar 
eletronicamente um cálculo repetitivo ou outro processo. 
Seleção de itens 
específicos 
• Itens-chave ou de valor alto que individualmente 
poderiam resultar em distorção relevante. 
• Todos os itens acima de um valor especificado. 
• Quaisquer itens ou divulgações de demonstrações 
financeiras não usuais ou sensíveis. 
• Quaisquer itens altamente suscetíveis à distorção. 
• Itens que fornecerão informações sobre assuntos/áreas, 
tais como a natureza da entidade, a natureza das 
transações e o controle interno. 
• Itens para testar a operação de certas atividades de 
controle. 
Amostragem • Chegar a uma conclusão sobre todo um conjunto de dados 
(população) por meio da seleção e do exame de uma 
amostra representativa de itens da população – 
principalmente quando tais itens possuem características 
homogêneas. 
 Fonte: adaptado de IFAC (2010). 
 
O quadro a seguir ilustra alguns enfoques alternativos (amostragem, procedimentos analíticos, uso 
de software, etc.) à coleta de evidências sobre afirmações em demonstrações financeiras e exemplos 
de tipos específicos de evidência que podem ser obtidas de acordo com cada tipo de afirmação 
(existência, integridade, direitos, etc.). A informação a seguir, como dito, é meramente ilustrativa e 
geralmente não cobrada em provas. 
 
Guilherme Sant Anna, Tonyvan de Carvalho Oliveira
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ENFOQUES ALTERNATIVOS À OBTENÇÃO DE EVIDÊNCIA DE AUDITORIA SOBRE AFIRMAÇÕES 
AFIRMAÇÃO ENFOQUES PARA OBTENÇÃO DE EVIDÊNCIA 
Existência • Amostragem: tomar uma amostra e examinar a evidência subjacente 
ou enviar pedidos de confirmação. 
• Procedimentos analíticos: comparação com expectativas do auditor 
baseadas em dados do ano anterior ou outros indicativos 
econômicos. 
• Análise: revisão de 100% das transações ou de dados em um sistema 
computadorizado para determinar se a classificação é apropriada. 
• Software de auditoria: ordenar o arquivo para identificar os itens 
maiores, os menores, os mais frequentes; também é útil para 
identificar transações incomuns. 
• Rever blocos de transações para verificar se a classificação é 
apropriada, por exemplo, fazendo testes de corte no final do ano. 
Integridade • Amostragem: selecionar uma amostra em busca de passivos 
contabilizados de forma incompleta. 
• Procedimentos analíticos: comparação com expectativas do auditor 
baseadas em dados do ano anterior ou outros indicativos 
econômicos. 
• Rever blocos de transações para verificar se a classificação é 
apropriada, por exemplo, fazendo testes de corte no final do ano. 
Direitos • Amostragem: geralmente em conjunto com testes de existência, 
mediante o exame de documentos originais. 
• Procedimentos analíticos: buscar relações incomuns (saldo de caixa 
superior ou inferior ao esperado ou anomalias semelhantes nos 
dados básicos). 
Avaliação • Amostragem: selecionar itens e associá-los a documentos originais 
(por ex., contratos de compra ou faturas). 
• Procedimentos analíticos: exame de modelos utilizados para predizer 
valores estimados, tais como provisões para devedores duvidosos e 
comparação de estimativas de modelos às expectativas do auditor. 
• Software de auditoria: totalizar o arquivo e testar cálculos. 
• Procedimentos analíticos: identificar anomalias nos dados básicos. 
Apresentação e 
Divulgação 
• Amostragem: verificar estimativas ou outros itens para determinar se 
a divulgação é apropriada. 
• Revisão de 100%, tal como a leitura das notas explicativas de 
demonstrações financeiras. 
 Fonte: Gramling, Rittenberg e Johnstone (2012). 
A escolha do método de obtenção de evidência depende da natureza das transações e das 
afirmações específicas que estão sendo testadas. Embora seja importante entender as técnicas de 
amostragem, é igualmente importante saber que há poucas contas para as quais a conclusão do 
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 7 
 
auditor sobre seus saldos será baseada exclusivamente em dados de amostragem (Gramling, 
Rittenberg e Johnstone, 2012). 
Ao definir uma amostra de auditoria, o auditor deve considerar a finalidade do procedimento de 
auditoria e as características da população da qual será retirada a amostra. Como os objetivos, por 
exemplo, dos testes de controles e dos procedimentos substantivos são distintos, diferentes 
abordagens podem ser utilizadas. 
A amostragem em auditoria pode ser estatística (o que pressupõe seleção aleatória e uso da teoria 
das probabilidades para a avaliação dos resultados) e não estatística. Pela amostragem estatística, 
os itens da amostra são selecionados de modo que cada unidade de amostragem tenha uma 
probabilidade conhecida e diferente de zero de ser selecionada. Pela amostragem não estatística, o 
julgamento é usado para selecionar os itens da amostra. 
Tanto a amostragem estatística quanto a não estatística, quando adequadamente utilizadas, podem 
fornecer evidência suficiente para as conclusões do auditor. (Gramling, Rittenberg e Johnstone, 
2012). 
 
Entretanto, somente os resultados de amostras estatísticas podem ser extrapolados para toda 
a população. 
Os resultados obtidos em amostragens não estatísticas são válidos apenas para os elementos 
observados. Essa situação deve ser registrada de forma clara para evitar interpretações 
enviesadas acerca da população. 
Destacamos os parágrafos acima na caixa azul para podermos tecer algumas considerações 
complementares a seu respeito. 
 
A afirmação acima, que diz que apenas os resultados da amostragem estatística podem ser 
extrapolados para toda a população, não se encontra prevista de forma expressa nas Normas 
Técnicas de Auditoria (especialmente na NBC TA 530). Tal entendimento encontra fundamento 
em posicionamentos doutrinários, bem como em normas de auditoria governamental. 
Outro ponto importante para nosso estudo é o fato de que o tamanho da amostra não é um critério 
válido para distinguir entre as abordagens estatísticas e não estatísticas, pois uma amostra 
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estatística não necessariamente implicará numa amostra de tamanho maior do que uma não 
estatística. 
Em qualquer amostra inferior a 100% da população, sempre há o risco de uma distorção não ser 
identificada e de poder exceder o nível tolerável de distorção ou desvio. Isso é denominado risco de 
amostragem. Em outras palavras, o risco de amostragem é o risco de que a conclusão do auditor, 
com base em uma amostra, seja diferentedaquela que seria obtida se toda a população tivesse sido 
testada. 
O auditor deve determinar o tamanho de amostra suficiente para reduzir o risco de amostragem a 
um nível mínimo aceitável. A amostragem estatística permite controlar precisamente o risco de fazer 
uma inferência incorreta a respeito da população da qual a amostra é extraída, enquanto a não 
estatística não possibilita tal tipo de controle (Gramling, Rittenberg e Johnstone, 2012). 
 
Os auditores independentes – profissionais autônomos ou sociedades – precisam implantar e 
manter procedimentos e regras de supervisão e controle interno de qualidade de modo a garantir 
a qualidade dos serviços executados. Diversos fatores devem ser considerados no estabelecimento 
das regras e procedimentos de controle interno de qualidade, especialmente os ligados à estrutura 
da equipe técnica do auditor, ao porte, ao clima, à organização e à complexidade dos serviços a 
serem realizados. 
A supervisão e o controle interno de qualidade são relevantes na garantia da qualidade do serviço 
prestado, devendo abranger todas as atividades dos auditores, principalmente considerando-se a 
repercussão que o relatório de auditoria pode ter sobre a entidade auditada. 
 
A perícia contábil constitui o conjunto de procedimentos técnico-científicos destinados a levar à 
instância decisória elementos de prova necessários a subsidiar a justa solução do litígio ou 
constatação de fato, mediante laudo pericial contábil e/ou parecer técnico-contábil, em 
conformidade com as normas jurídicas e profissionais e com a legislação específica no que for 
pertinente. 
A perícia e a auditoria se distinguem por vários fatores, notadamente por possuírem objetivos 
distintos. Enquanto o objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas demonstrações 
contábeis mediante a expressão de uma opinião pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis 
foram elaboradas de acordo com a estrutura aplicável, a perícia serve a uma época, a um 
questionamento específico, com o objetivo de levantar elementos de prova e esclarecer uma 
controvérsia instaurada, um litígio ou constatar um fato. 
 
 
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2. AMOSTRAGEM EM AUDITORIA 
A NBC TA 530 – Amostragem em Auditoria se aplica quando o auditor independente decide usar 
amostragem na execução de procedimentos de auditoria. Ela trata do uso de amostragem estatística 
e não estatística na definição e seleção da amostra de auditoria, na execução de testes de controles1 
e de detalhes 2e na avaliação dos resultados da amostra. 
O objetivo do auditor, ao usar a amostragem em auditoria, é o de proporcionar uma base razoável 
para o auditor concluir quanto à população da qual a amostra é selecionada. 
O método de amostragem é aplicado como forma de viabilizar a realização de ações de controle em 
situações onde o objeto alvo da ação se apresenta em grandes quantidades e/ou se distribui de 
maneira bastante pulverizada. A amostragem é também aplicada em função da necessidade de 
obtenção de informações em tempo hábil, em casos em que a ação na sua totalidade se torna 
impraticável. 
A amostragem tem como objetivo conhecer as características de interesse de uma determinada 
população a partir de uma parcela representativa. É um método utilizado quando se necessita obter 
informações sobre um ou mais aspectos de um grupo de elementos (população) considerado grande 
ou numeroso, observando apenas uma parte do mesmo (amostra). As informações obtidas dessa 
parte somente poderão ser utilizadas de forma a concluir algo a respeito do grupo como um todo 
caso esta seja representativa. 
A representatividade é uma característica fundamental para a amostra, que depende de sua forma 
de seleção e tamanho. Potencialmente, a amostra obtém essa característica de relevância quando é 
tomada ao acaso. Para uma amostra ser considerada representativa de uma população, ela deve 
possuir características de todos os seus elementos, bem como ter conhecida a probabilidade de 
ocorrência de cada elemento na sua seleção. 
Todas as definições delineadas abaixo – algumas delas já comentadas ao longo seção 
Contextualização bem como nesta – já foram objeto de provas nos mais diversos concursos. Segundo 
a NBC TA 530: 
5. Para fins das normas de auditoria, os termos a seguir têm os significados a eles atribuídos: 
Amostragem em auditoria é a aplicação de procedimentos de auditoria em menos de 100% 
dos itens de população relevante para fins de auditoria, de maneira que todas as unidades de 
amostragem tenham a mesma chance de serem selecionadas para proporcionar uma base 
razoável que possibilite o auditor concluir sobre toda a população. 
 
1 Teste de controle é o procedimento de auditoria planejado para avaliar a efetividade operacional dos 
controles na prevenção ou detecção e correção de distorções relevantes. 
2 Teste de detalhe é o procedimento planejado para detectar distorções relevantes no nível de afirmações 
(declarações incorporadas às demonstrações) relativas a classes de transações, saldos de contas e 
divulgações). 
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 10 
 
População é o conjunto completo de dados sobre o qual a amostra é selecionada e sobre o qual 
o auditor deseja concluir. 
 
Risco de amostragem é o risco de que a conclusão do auditor, com base em amostra, pudesse 
ser diferente se toda a população fosse sujeita ao mesmo procedimento de auditoria. O risco 
de amostragem pode levar a dois tipos de conclusões errôneas: 
 
(a) no caso de teste de controles, em que os controles são considerados mais eficazes do que 
realmente são ou no caso de teste de detalhes, em que não seja identificada distorção 
relevante, quando, na verdade, ela existe. O auditor está preocupado com esse tipo de 
conclusão errônea porque ela afeta a eficácia da auditoria e é provável que leve a uma opinião 
de auditoria não apropriada. 
(b) no caso de teste de controles, em que os controles são considerados menos eficazes do que 
realmente são ou no caso de teste de detalhes, em que seja identificada distorção relevante, 
quando, na verdade, ela não existe. Esse tipo de conclusão errônea afeta a eficiência da 
auditoria porque ela normalmente levaria a um trabalho adicional para estabelecer que as 
conclusões iniciais estavam incorretas. 
Esclarecendo: a eficácia, ou o resultado, da auditoria é prejudicada quando o auditor chega a 
conclusões errôneas, seja por considerar os controles mais eficazes do que realmente são 
(supervaliá-los), seja por não identificar distorção quando elas realmente existem. Percebam 
que, nesse caso, o auditor “deu mole” ao considerar as coisas mais seguras do que elas 
realmente eram; isso prejudica todo o resultado do trabalho. Já a eficiência (medida de 
utilização de recursos no processo) é prejudicada quando o auditor tem um trabalho a mais 
para perceber que estava errado inicialmente, seja por considerar os controles menos eficazes 
do que realmente são (subestimá-los), seja por considerar que há distorções quando elas não 
existem. Percebam, nesse caso, que o auditor “pecou por excesso”. 
 
Risco não resultante da amostragem é o risco de que o auditor chegue a uma conclusão 
errônea por qualquer outra razão que não seja relacionada ao risco de amostragem. 
Os exemplos de risco não resultante da amostragem incluem o uso de procedimentos de 
auditoria não apropriados ou a interpretação errônea da evidência de auditoria e o não 
reconhecimento de uma distorção ou de um desvio. 
 
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 11 
 
Anomalia é a distorção ou o desvio que é comprovadamente não representativo de distorção 
ou desvio em uma população. 
 
Unidade de amostragem é cada um dos itens individuais que constituem uma população. 
Esclarecendo: apesar do nome "unidade DE AMOSTRAGEM", esse conceito está diretamente 
relacionado à população da qual se deseja extrair a amostra, e não à amostra propriamente 
dita. É o que se extrai da própria definição (cada um dos itens que constituem uma 
POPULAÇÃO). 
 
Amostragem estatística é a abordagem à amostragem com as seguintes características: 
(a) seleção aleatória dos itens da amostra; e 
(b) o uso da teoria das probabilidades para avaliar os resultados das amostras, incluindo a 
mensuração do risco de amostragem. 
A abordagem de amostragem que não tem as características (i) e (ii) é considerada uma 
amostragem não estatística. 
 
Estratificação é o processo de dividir uma população em subpopulações, cada uma sendo um 
grupo de unidades de amostragem com características semelhantes (geralmente valor 
monetário). 
Atenção: veremos mais detalhes acerca da Estratificação mais à frente. Por ora, prestem 
atenção ao fato de que as subpopulações são grupos de unidades de amostragem com 
características SEMELHANTES (ou HOMOGÊNEAS) – e não características distintas ou 
heterogêneas. 
 
Distorção tolerável é um valor monetário definido pelo auditor para obter um nível apropriado 
de segurança de que esse valor monetário não seja excedido pela distorção real na população. 
Observação: por menos intuitivo que pareça o conceito acima, podemos pensar na distorção 
tolerável como um valor discrepante com o qual o auditor aceita (ou tolera) conviver. Excedido 
esse valor, o auditor tem “com o que se preocupar”. Em outros termos, a distorção tolerável 
corresponde ao máximo que se admitirá de erro para os resultados obtidos na amostra. 
Taxa tolerável de desvio é a taxa de desvio dos procedimentos de controles internos previstos, 
definida pelo auditor para obter um nível apropriado de segurança de que essa taxa de desvio 
não seja excedida pela taxa real de desvio na população. [grifos não constantes no original] 
Guilherme Sant Anna, Tonyvan de Carvalho Oliveira
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Observação: podemos entender a taxa tolerável de desvios como uma taxa (%) máxima 
admitida de erros relacionados aos procedimentos de controle. Enquanto a distorção tolerável 
é um valor (absoluto), a taxa tolerável de desvio é um valor percentual. 
Ao definir uma amostra de auditoria, o auditor deve considerar: 1) a finalidade do procedimento 
de auditoria; e 2) as características da população da qual será retirada a amostra. 
A amostragem de auditoria permite que o auditor obtenha e avalie a evidência de auditoria em 
relação a algumas características dos itens selecionados de modo a concluir, ou ajudar a concluir, 
sobre a população da qual a amostra é retirada. Como dissemos anteriormente, a amostragem em 
auditoria pode ser aplicada usando tanto a abordagem de amostragem não estatística como a 
estatística. 
A decisão quanto ao uso de abordagem de amostragem estatística ou não estatística é uma questão 
de julgamento do auditor, não sendo o tamanho da amostra um critério válido para distinguir entre 
as abordagens estatísticas e não estatísticas. 
O auditor deve ainda determinar o tamanho de amostra suficiente para reduzir o risco de 
amostragem a um nível mínimo aceitável. O tamanho da amostra pode ser determinado mediante 
aplicação de fórmula com base em estatística ou por meio do exercício do julgamento profissional. 
 
O nível de risco de amostragem que o auditor está disposto a aceitar afeta o tamanho 
da amostra exigida. Quanto menor o risco que o auditor está disposto a aceitar, maior 
deve ser o tamanho da amostra. 
O item acima, muito cobrado em provas, determina uma relação inversa entre o 
tamanho da amostra e o risco que o auditor está disposto a aceitar. Trata-se de 
relação, de certa maneira, lógica. Afinal, se o auditor não está muito propenso ao risco, 
deve aumentar a amostra de maneira a reduzir possíveis conclusões equivocadas. 
 
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(VUNESP / TJ SP – Contador Judiciário – 2019) A respeito do uso de amostras para a realização 
dos trabalhos de auditoria, assinale a alternativa correta. 
a) A utilização de amostras nos trabalhos de auditoria não é autorizada pelas normas brasileiras 
de auditoria por comprometer a imparcialidade que deve orientar os trabalhos do auditor. 
b) Ao determinar a extensão de um teste de auditoria ou um método de seleção de itens a serem 
testados, não poderão ser empregadas técnicas de amostragem. 
c) A utilização de amostragem estatística deve ser evitada nos trabalhos de auditoria por não 
permitir segurança suficiente a respeito dos seus achados. 
d) Ao usar método de amostragem, estatística ou não, deve ser projetada e selecionada uma 
amostra que possa proporcionar evidência de auditoria suficiente e apropriada. 
e) Amostra e população são conceitos sinônimos em matéria de procedimentos de auditoria com 
base em estatísticas. 
Comentários: 
Analisando cada assertiva: 
A: errada. Vimos que a amostragem é plenamente autorizada pelas normas brasileiras de 
contabilidade. 
B: errada. A NBC TI 01 – Auditoria Interna, prevê justamente o contrário. Veja: 
12.2.4.1 – Ao determinar a extensão de um teste de auditoria ou um método de seleção de itens a 
serem testados, podem ser empregadas técnicas de amostragem. 
C: errada. Assertiva totalmente sem previsão normativa. A amostragem estatística é 
perfeitamente utilizável. 
D: correta, nos termos exatos da NBC TI 01 (norma que trata da auditoria interna): 
12.2.4.2 – Ao usar método de amostragem, estatística ou não, deve ser projetada e selecionada 
uma amostra que possa proporcionar evidência de auditoria suficiente e apropriada. 
E: errada. Vimos que os conceitos são distintos. Amostra é uma parte do todo (população). 
Gabarito: D. 
(FCC/ ISS São Luís – Auditor Fiscal - 2018) Considere a seguinte situação hipotética: 
Determinado Estado da Federação mantém programa de Cidadania Fiscal por meio do qual a 
emissão de notas e cupons fiscais pode ser feita com a inclusão do número de CPF do consumidor 
final. Após cadastro no programa, é possível que esses contribuintes diretos obtenham descontos 
no imposto sobre a propriedade de veículos automotores – IPVA devido. 
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Em auditoria interna da base de dados de resgates de pontos na forma de descontos no IPVA, 
realizou-se um teste para apurar a distância geográfica entre os estabelecimentos em que foram 
realizadas as compras dos bens e serviços de onde se originou a pontuação resgatada, o endereço 
registrado no cadastro do programa e o domicílio do proprietário constante da anotação no 
Departamento Estadual de Trânsito. O objetivo pretendido era indicar possíveis erros, fraudes ou 
simulações. 
Após inspeção gráfica dos dados, o auditor promoveu a exclusão de uma série de observações que, 
a seu juízo, não poderiam estar corretas. Ao fim, chegou-se a uma relação de pessoas jurídicas 
como emissoras de documentação fiscal com afastamento geográfico suspeito entre sede e local 
de utilização dos pontos derivados. 
Sobre o caso e considerando a amostragem em auditoria, é correto afirmar. 
a) Não é objetivo da auditoria interna assessorar a administração da entidade no trabalho de 
prevenção de fraudese erros. 
b) As normas não permitem a exclusão dos chamados valores aberrantes (outliers), pois, sem a 
integralidade do espaço amostral, as conclusões são tendenciosas. 
c) Embora tecnicamente correto, tal trabalho nunca poderia subsidiar uma campanha de auditoria 
dirigida. 
d) Pode-se dizer que se trata de uma aplicação do método aleatório de seleção de amostra. 
e) Se o auditor desejar aumentar o risco amostragem, deve diminuir o tamanho da amostra. 
Comentários: 
A questão começa com uma narrativa que é praticamente irrelevante para a resolução da questão. 
Vamos avaliar as assertivas: 
Letra A: ERRADA. Esse é um dos principais objetivos da auditoria interna, segundo a NBC TI 01. 
Vejam que não era preciso ler o enunciado para eliminar esta alternativa. 
Letra B: ERRADA. Esses são os chamados “pontos fora da curva”. Não há, nas normas de auditoria, 
óbices (impedimentos) para tal exclusão. Podemos considerar, em termos estatísticos, que essa 
eliminação é uma boa prática. Reparem que mais uma vez o enunciado é de pouca valia. 
Letra C: ERRADA. A forma como foi conduzido o trabalho poderia subsidiar qualquer tipo de 
auditoria. 
Letra D: ERRADA. Segundo a NBC TA 530, seleção aleatória é aquela aplicada por meio de 
geradores de números aleatórios como, por exemplo, tabelas de números aleatórios. A questão 
não traz informações suficientes para garantir isso. Veremos adiante os tipos de seleção de 
amostra. 
Letra E. CORRETA. Estamos diante da relação inversa entre o tamanho da amostra e o risco de 
amostragem (vista acima). O examinador aqui foi maldoso, pois apesar de manter a relação 
inversa, alterou o “sentido” dos fatores da afirmação. Percebam: 
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Original da norma: quanto menor o risco que o auditor está disposto a aceitar, maior deve ser o 
tamanho da amostra; 
Assertiva: se o auditor desejar aumentar o risco amostragem, deve diminuir o tamanho da 
amostra. 
Ora, fica difícil supor que um auditor, em sã consciência, desejaria aumentar o risco de 
amostragem. Independente disso, a relação inversa foi preservada, daí a correção da assertiva. 
Reparem que, mais uma vez, não era preciso ler o enunciado para chegar a essa conclusão e, por 
consequência, ao gabarito da questão. 
Gabarito: E. 
O auditor deve também selecionar itens de forma que cada unidade de amostragem da população 
tenha a mesma chance de ser selecionada. 
Reiteramos que o auditor pode usar duas abordagens de amostragens: a estatística e a não 
estatística. Pela amostragem estatística, os itens da amostra são selecionados de modo que cada 
unidade de amostragem tenha uma probabilidade conhecida de ser selecionada. Pela amostragem 
não estatística, o julgamento é usado para selecionar os itens da amostra. Nesse contexto, é 
importante que o auditor selecione uma amostra representativa, de modo a evitar tendenciosidade 
mediante a escolha de itens da amostra que tenham características típicas da população. 
Os principais métodos para selecionar amostras correspondem ao uso de seleção aleatória, seleção 
sistemática e seleção ao acaso. Veremos adiante detalhes sobre os métodos para seleção de 
amostras. Adiantamos que há, além desses três (tidos como “principais”), mais dois métodos 
(amostragem de unidade monetária e seleção de bloco). 
A seguir, apresentaremos trechos da norma relacionados à execução de procedimentos de auditoria 
em itens da amostra selecionados, natureza e causa de desvios e distorções, e projeção de 
distorções. Trata-se de temas importantes para a compreensão geral do assunto, porém sua 
cobrança em provas não é tão comum! 
O auditor deve executar os procedimentos de auditoria, apropriados à finalidade, para cada item 
da amostra selecionado. 
 
Se o procedimento de auditoria não for aplicável ao item selecionado, o auditor 
deve executar o procedimento em um item que substitua o anteriormente 
selecionado – esse é o chamado procedimento em item de substituição. 
Um exemplo de quando é necessário executar o procedimento em item de substituição é quando 
um cheque cancelado é selecionado durante teste de evidência de autorização de pagamento (nesse 
cenário, o auditor busca algum “problema”, ou desvio, no processo de cancelamento do cheque). 
Se, no entanto, o auditor ficar satisfeito, concluindo que o cheque foi cancelado de forma apropriada 
de modo a não constituir desvio, um item escolhido de maneira apropriada para substituí-lo é 
examinado. 
Se não for possível aplicar os procedimentos de auditoria definidos ou procedimentos alternativos 
adequados em um item selecionado, o auditor deve tratar esse item como um desvio do controle 
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previsto, no caso de testes de controles, ou uma distorção, no caso de testes de detalhes. Um 
exemplo de quando o auditor não pode aplicar os procedimentos de auditoria definidos a um item 
selecionado é quando a documentação relacionada com esse item tiver sido perdida. 
O auditor deve investigar a natureza e a causa de quaisquer desvios ou distorções identificados e 
avaliar o possível efeito causado por eles na finalidade do procedimento de auditoria e em outras 
áreas de auditoria. 
Em circunstâncias extremamente raras, quando o auditor considera que uma distorção ou um 
desvio descobertos na amostra são anomalias, o auditor deve obter um alto grau de certeza de que 
essa distorção ou esse desvio não sejam representativos da população. O auditor deve obter esse 
grau de certeza mediante a execução de procedimentos adicionais de auditoria, de modo a obter 
evidência de auditoria apropriada e suficiente de que a distorção ou o desvio não afetam o restante 
da população. 
Para os testes de detalhes, o auditor deve projetar, para a população, as distorções encontradas 
na amostra. 
As distorções encontradas na amostra devem ser projetadas para a população de modo a se obter 
uma visão mais ampla da escala de distorção, mas essa projeção pode ainda não ser suficiente para 
determinar o valor a ser registrado. 
Quando a distorção tiver sido estabelecida como uma anomalia, ela pode ser excluída da projeção 
das distorções para a população. Entretanto, o efeito de tal distorção, se não for corrigido, ainda 
precisa ser considerado, além da projeção das distorções não anômalas. 
Já para os testes de controles, não é necessária qualquer projeção explícita dos desvios, uma vez 
que a taxa de desvio da amostra também é a taxa de desvio projetada para a população como um 
todo. 
A avaliação do resultado de uma amostragem em auditoria é um procedimento essencial a ser 
realizado pelo auditor. Nesse contexto, o auditor deve avaliar: 
(a) os resultados da amostra; e 
b) se o uso de amostragem de auditoria forneceu uma base razoável para conclusões sobre a 
população que foi testada. 
 
Se o auditor conclui que a amostragem de auditoria não forneceu uma base 
razoável para conclusões sobre a população que foi testada, o auditor pode: 
• solicitar que a administração investigue as distorções identificadas e o potencial para distorções 
adicionais e faça quaisquer ajustes necessários; ou 
• ajustar a natureza, época e extensão desses procedimentos adicionais de auditoria para melhor 
alcançar a segurança exigida. Por exemplo, no caso de testes de controles, o auditor pode aumentar 
o tamanho da amostra, testar um controle alternativo ou modificar os respectivos procedimentos 
substantivos. 
A seguir, apresentamos alguns esquemas das principais informações vistas até o momento: 
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A NBC TA 530 traz em seu corpo um total de 04 (quatro) Apêndices, todos eles importantes e cujos 
ensinamentos são cobrados em provas recorrentemente. Os apêndices 1 e 4 envolvem, 
respectivamente, detalhes da estratificação e os métodos de seleção da amostra. Sua cobrança em 
provas é mais tranquila (ou direta). Os apêndices 2 e 3 tratam dos fatores que influenciam o 
tamanho da amostra. 
As bancas costumam comparar o tamanho da amostra a um dos fatores que influenciam o seu 
tamanho. A essência das perguntas é se essa relação se dá de forma direta ou inversa. Por exemplo: 
o que acontece com o tamanho da amostra se for aumentada a distorção tolerável? Nesse caso, o 
tamanho da amostra deverá reduzir, uma vez que essas duas grandezas possuem relação inversa. 
Na maioria dos casos, podemos fazer uma dedução lógica para concluir sobre a relação entre 
determinado fator e o tamanho da amostra. 
Vejamos, na sequência, o que nos ensina o Apêndice 1, que trata da Estratificação e da Seleção com 
Base em Valor. Atenção ao fato de que a Estratificação permite que o tamanho da amostra seja 
reduzido sem aumentar o risco de amostragem. 
 
 APÊNDICE 1 - ESTRATIFICAÇÃO E SELEÇÃO COM BASE EM VALOR 
 
 
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APÊNDICES 2 E 3 – FATORES QUE INFLUENCIAM O TAMANHO DA AMOSTRA PARA OS 
TESTES DE CONTROLES E PARA OS TESTES DE DETALHES 
FATORES QUE INFLUENCIAM NO TAMANHO DA AMOSTRA 
Testes de Controle Testes de Detalhes 
Fator Relação Fator Relação 
Avaliação de riscos 
considera os 
controles relevantes 
Direta Avaliação do risco 
de distorção 
relevante 
Direta 
Taxa tolerável de 
desvio 
Inversa Distorção tolerável Inversa 
Taxa esperada de 
desvios 
Direta Valor da distorção 
que o auditor espera 
encontrar 
Direta 
Nível de segurança 
desejado de que a 
taxa tolerável não 
seja excedida pela 
taxa real de desvio 
na população 
Direta Nível de segurança 
desejado de que a 
distorção tolerável 
não é excedida pela 
distorção real na 
população 
Direta 
- Uso de outros 
procedimentos 
substantivos 
Inversa 
- Estratificação da 
população 
Inversa 
Quantidade de unidades de amostragem na população: efeito negligenciável 
 
A memorização da relação entre os fatores acima apresentados e o tamanho da amostra é muito 
importante para provas. Esse processo é facilitado pela correta interpretação dessas relações. 
Vejamos exemplos de como raciocinar nesse sentido: 
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Se o auditor tolera (está disposto a aceitar) uma distorção alta, isso é sinal de que o auditor está 
mais “relaxado”, podendo “se dar ao luxo” de reduzir o tamanho da amostra (distorção tolerável e 
tamanho da amostra possuem relação inversa) – o mesmo raciocínio vale para a taxa tolerável de 
desvio. 
Já se o auditor espera uma distorção alta, ele deve aumentar o tamanho da amostra para se precaver 
(distorção que o auditor espera encontrar e tamanho da amostra possuem relação direta) – o 
mesmo raciocínio vale para a taxa esperada de desvios. 
Ainda, caso se queira aumentar o nível de segurança desejado (qualquer que seja ele) ou caso a 
avaliação de risco seja maior, é preciso que o auditor aumente o tamanho da amostra para se cobrir 
de eventuais problemas (avaliação do risco e nível de segurança desejado possuem relação direta 
com o tamanho da amostra). 
Já se o auditor utiliza outros procedimentos de auditoria direcionados à mesma afirmação, isso é 
sinal de que ele pode relaxar, diminuindo a amostra (afinal, ele já se garantiu ao aplicar outros 
procedimentos) – uso de outros procedimentos substantivos possui relação inversa com o 
tamanho da amostra). 
Finalmente, o uso da estratificação, por sua própria definição, permite que o tamanho da amostra 
seja reduzido sem que seja aumentado o risco de amostragem. Por isso, o uso da estratificação 
possui relação inversa com o tamanho da amostra. 
Uma consideração sobre um ponto que geralmente causa muitas dúvidas: apesar do nome "unidade 
DE AMOSTRAGEM", esse conceito está diretamente relacionado à população da qual se deseja 
extrair a amostra, e não à amostra propriamente dita. Então, pela afirmação “a quantidade de 
unidades de amostragem possui efeito negligenciável sobre o tamanho da amostra” podemos 
entender que o “tamanho da população” possui efeito negligenciável sobre o tamanho da amostra. 
É que, para populações grandes, o tamanho real da população (e, por consequência, da quantidade 
de unidades de amostragem) tem pouco efeito, se houver, no tamanho da amostra. Já para 
pequenas populações, a amostragem de auditoria pode nem ser o meio mais eficiente para se obter 
evidência de auditoria. 
 
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Finalmente, abordaremos por meio do esquema abaixo os métodos de seleção de amostra 
(presentes no Apêndice 4 da norma). Trata-se de definições relativamente simples, cuja cobrança 
costuma se dar de forma bem direta. 
 
APÊNDICES 4 – MÉTODOS DE SELEÇÃO DE AMOSTRA 
 
 
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Iremos expor agora informações relevantes sobre Amostragem previstas na IN SFC nº 01/2001. 
Lembramos que esse normativo foi substituído, no ano de 2017, pela IN nº 03/2017/Ministério da 
Transparência e CGU (norma que aprovou o Referencial Técnico da Atividade de Auditoria Interna 
Governamental do Poder Executivo Federal). Independentemente desse cenário, a IN 01/2001 ainda 
costuma ser cobrada em provas, especialmente aquelas que trazem auditoria governamental em 
seu conteúdo programático! 
Existem várias razões que justificam a utilização de amostragem em levantamentos de grandes 
populações. Uma dessas razões é a economicidade dos meios. Onde os recursos humanos e 
materiais são escassos, a amostragem se torna imprescindível, tornando o trabalho do servidor bem 
mais fácil e adequado. Outro fator de grande importância é o tempo, pois onde as informações das 
quais se necessitam são valiosas e tempestivas, o uso de amostra também se justifica. Outra razão 
é o fato de que, com a utilização da amostragem, a confiabilidade dos dados é maior devido ao 
número reduzido de elementos, podendo-se dedicar mais atenção aos casos individuais, evitando-
se erros nas respostas. Além disso, a operacionalidade em pequena escala torna mais fácil o controle 
do processo como um todo. 
Existem casos, no entanto, em que não se recomenda a utilização de amostragem, tais como: 
a) quando a população é considerada muito pequena e a sua amostra fica relativamente grande; 
Informações complementares:
• Seleção sistemática: a qtd. de un. de amostragem na população é
dividida pelo tamanho da amostra para dar um intervalo de amostragem
como, por exemplo, 50, e após determinar um ponto de início dentro das
primeiras 50, toda 50ª unidade de amostragem seguinte é selecionada.
• Seleção ao acaso: embora nenhuma técnica estruturada seja usada, o
auditor, ainda assim, evitaria qualquer tendenciosidade ou previsibilidade
consciente. A seleção ao acasonão é apropriada quando se usar a
amostragem estatística.
• Seleção de bloco: a seleção de bloco geralmente não pode ser usada
em amostragem de auditoria porque a maioria das populações está
estruturada de modo que esses itens em sequência podem ter
características semelhantes entre si, mas características diferentes de
outros itens de outros lugares da população.
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b) quando as características da população são de fácil mensuração, mesmo que a população não 
seja pequena; e 
c) quando há necessidade de alta precisão recomenda-se fazer censo, que nada mais é do que o 
exame da totalidade da população. 
 
 
 
Ainda de acordo com a IN SFC 01/2001, o método de amostragem se subdivide em dois tipos: o 
probabilístico e o não-probabilístico. 
A principal característica do método de amostragem não-probabilístico é que este se baseia, 
principalmente, na experiência do servidor, sendo assim, a aplicação de tratamento estatístico a 
seus resultados se torna inviável, bem como a generalização dos resultados obtidos através da 
amostra para a população. Essa limitação faz com que o método não sirva de suporte para uma 
argumentação, visto que a extrapolação dos resultados não são passíveis de demonstração, segundo 
as normas de cálculo existentes hoje. Contudo, é inegável a sua utilidade dentro de determinados 
contextos, tal como, na busca exploratória de informações ou sondagem, quando se deseja obter 
informações detalhadas sobre questões particulares, durante um espaço de tempo específico. 
Já o método de amostragem probabilístico tem como característica fundamental o fato de poder 
ser submetido a tratamento estatístico, sendo, portanto, os resultados obtidos na amostra 
generalizáveis para a população. Para tanto, a amostragem estatística conta com uma série de 
formas diferentes de obtenção do tamanho da amostra. 
Uma dessas formas é a Amostra Aleatória Simples, que tem como característica o fato de que cada 
elemento da população possui a mesma chance de pertencer à amostra. Considera-se para isso que 
os elementos da população em questão estão distribuídos de maneira uniforme. Nas demais formas 
ou métodos de amostragem, pelo fato dos elementos não se processarem de maneira homogênea 
na população, faz-se necessário dispor de técnicas mais sofisticadas na obtenção do tamanho e 
seleção da amostra. 
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Para se obter uma amostra é preciso obter alguns elementos fundamentais, sem os quais fica 
impraticável o uso da técnica. O elemento primordial para se elaborar um plano amostral é saber 
exatamente qual o objetivo da ação de controle, ou seja, o que se deseja obter com os resultados e, 
de posse deles, a quais conclusões deseja-se chegar. Isso porque quando os objetivos da ação estão 
bem definidos, fica claro o estabelecimento de qual é a população alvo a ser considerada para a 
elaboração da amostra, bem como a definição das unidades de amostragem (elementos). A partir 
do conhecimento da população objeto de estudo e seus elementos é que se torna possível conhecer 
como essa população se distribui entre os seus elementos, para a partir daí ser definido o método 
de amostragem a ser adotado, bem como todas as suas considerações “a priori”. 
Outro fator importante a ser definido anteriormente é a precisão que se deseja, ou seja, o máximo 
que se admitirá de erro para os resultados obtidos na amostra. Além disso, é importante que a 
seleção dos elementos da amostra seja rigorosamente aleatória. Tal exigência é necessária pois, se 
na seleção da amostra não for garantida a aleatoriedade, isso significa que o servidor está 
influenciando com seu juízo pessoal a escolha dos elementos da amostra, colocando em risco todo 
o trabalho realizado. Nesse cenário, as informações obtidas a partir daquela amostra enviesada 
trarão resultados equivocados a respeito do universo em questão. Ou seja, uma amostra mal 
dimensionada e sem aleatoriedade é tendenciosa, levando o servidor a conclusões errôneas. 
Existem situações onde não é possível a obtenção de informações a respeito da população e sua 
distribuição, seja pelo fato de a obtenção dessas informações ser muito dispendiosa, ou seja pelo 
fato de se levar muito tempo para essas serem concluídas. Ou mesmo, pelo fato do acesso às 
mesmas somente ser possível no ato da ação de controle. 
Sendo assim, é usual a utilização de tabelas aplicadas ao Controle Estatístico de Qualidade, com a 
definição prévia do risco que se deseja assumir, ou seja, qual o limite máximo de itens ou elementos 
irregulares aceitáveis para se considerar uma situação regular, através do qual o tamanho da 
amostra é dimensionada. A utilização dessas tabelas deve ser feita com muito critério, pois os 
resultados obtidos das amostras provenientes delas são bastante específicos. Tais situações 
específicas devem ser devidamente estudadas, pois essas tabelas não são de aplicação generalizada, 
sendo portanto necessário o estudo de cada caso em separado, mensurando as vantagens e 
desvantagens da sua utilização. 
 
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(CESPE – AUDITOR FISCAL/SEFAZ RS – 2019) Em auditoria, o tamanho da amostra é 
influenciado por vários fatores, mas deve possibilitar que o auditor faça inferências sobre 
toda a população. Entre esses fatores, aquele que possibilita reduzir o tamanho da amostra 
é o aumento 
a) na taxa tolerável de desvio. 
b) na taxa esperada de desvio da população a ser testada. 
c) na quantidade de unidades de amostragem na população. 
d) na extensão dos riscos de controle, incluídos os controles considerados relevantes na 
avaliação de riscos do auditor. 
e) no nível de segurança, conforme o qual a taxa tolerável de desvio não seja excedida pela 
taxa real de desvio na população. 
Comentários: 
Questão trata dos fatores que alteram o tamanho da amostra. Nesse tipo de questão, temos 
que ficar atentos a qual o efeito provocado na amostra quando determinado fator é alterado, 
ou seja, se ele possui relação direta ou inversa com seu tamanho. 
Os apêndices 2 e 3 da NBC TA 530 trazem quadros que resumem a influência desses fatores 
no tamanho da amostra. 
As bancas adoram explorar a relação entre a “taxa tolerável de desvio” e o “tamanho da 
amostra”. Como vimos, essa RELAÇÃO É INVERSA, ou seja, quando aumenta a taxa tolerável 
de desvio, reduz-se o tamanho da amostra (gabarito, portanto, letra A)! 
Como dissemos ao longo da aula, é possível compreendermos uma lógica por trás dessas 
relações. Ora, se o auditor aumenta a taxa tolerável de desvio (que é taxa de desvio dos 
procedimentos de controles internos que o auditor define como máxima), ele pode reduzir 
o tamanho da amostra. Nesse cenário, o auditor está – de alguma maneira – tolerando 
maiores níveis de desvios – o que justificaria uma amostra pouco menor. Vejamos as demais 
assertivas: 
Letra B: se a taxa esperada de desvio aumenta, sinal de que o auditor precisa se precaver, 
aumentando o tamanho da amostra (relação é direta). 
Letra C: esse é um fator que possui efeito negligenciável em relação ao tamanho da amostra, 
tanto para testes de controle quanto para testes de detalhes. 
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Letra D: quanto mais segurança o auditor pretende obter da efetividadeoperacional dos 
controles, maior deve ser o tamanho da amostra. 
Letra E: quanto maior for o nível de segurança esperado de que os resultados da amostra 
sejam de fato indicativos com relação à incidência real de desvio na população, maior deve 
ser o tamanho da amostra. 
Portanto, alternativa correta é A. 
 
(VUNESP / TJ SP – Contador Judiciário – 2015) Quando a auditoria é feita por amostragem, 
se o método utilizado para essa amostragem é a seleção sistemática, então a seleção de itens 
é 
a) por meio da seleção de um ou mais blocos contíguos da população. 
b) de tal forma que assegure que todos tenham idêntica probabilidade de serem 
selecionados. 
c) a critério do auditor, com base em sua experiência. 
d) com base em valores monetários. 
e) procedida de tal maneira que haja sempre um intervalo constante entre cada item 
selecionado. 
Comentários: 
Vimos que a seleção sistemática é aquela em que a quantidade de unidades de amostragem 
na população é dividida pelo tamanho da amostra para dar um intervalo de amostragem 
como, por exemplo, 50, e após determinar um ponto de início dentro das primeiras 50, toda 
50ª unidade de amostragem seguinte é selecionada. 
Portanto, nesse método podemos dizer que há um intervalo constante entre cada item 
selecionado. 
Gabarito: E. 
 
(CESGRANRIO / LIQUIGÁS – 2018) Um auditor necessita examinar uma população de 
registros com muitas diferenças nos valores individuais das transações registradas. 
Como ele definiu que fará uma amostragem estatística, para garantir maior rigor nos 
procedimentos, recomenda-se, nesse caso, uma amostragem por 
a) acessibilidade 
b) estratificação 
c) elementos representativos 
d) elementos subjetivos 
e) números sistemáticos 
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Comentários: 
Ao considerar as características da população da qual a amostra será retirada, o auditor pode 
determinar que a estratificação (ou a seleção com base em valores) é apropriada. 
Vejam que o enunciado inicia dizendo que a população possui registros com muitas 
diferenças nos valores individuais (alta variabilidade dos itens da população). Em situações 
como essa, vale a pena dividir a população em subpopulações, cada uma sendo um grupo de 
unidades de amostragem com características semelhantes (ou homogêneas). Afinal, o 
objetivo da estratificação é o de reduzir a variabilidade dos itens de cada estrato e, portanto, 
permitir que o tamanho da amostra seja reduzido sem aumentar o risco de amostragem. 
Percebe-se, portanto, que estamos diante de um caso em que a estratificação é indicada.
 
Portanto, alternativa correta é B. 
 
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Amostragem segundo a NBC T 11.11 
Nesta seção, apresentaremos alguns dos principais trechos previstos na NBC T 11.11 – Amostragem 
(Res. CFC nº 1.012/05). Frisamos que esse normativo foi revogado com a entrada em vigor da NBC 
TA 200, o que ocorreu em 01/01/2010. Não obstante, algumas questões de concursos ainda exigem 
conhecimento de tal norma. Infelizmente, essa é uma prática comum em nossa disciplina. Em parte, 
isso ocorre porque a doutrina veio reproduzindo, ao longo do tempo, diversos trechos das normas 
atualmente revogadas. 
Nessa parte da aula, vale a pena focar na literalidade de algumas passagens comumente cobradas, 
considerando que já estudamos – na seção anterior – as bases da Amostragem em Auditoria. 
Veremos que os conceitos aqui presentes, via de regra, não divergem das normas em vigor. 
Considerações Gerais 
Ao determinar a extensão de um teste de auditoria ou método de seleção de itens a testar, o auditor 
pode empregar técnicas de amostragem. 
Amostragem, em sentido amplo, é a utilização de um processo para obtenção de dados aplicáveis a 
um conjunto, denominado universo ou população, por meio do exame de uma parte deste conjunto 
denominada amostra. 
Amostragem estatística é aquela em que a amostra é selecionada cientificamente com a finalidade 
de que os resultados obtidos possam ser estendidos ao conjunto de acordo com a teoria da 
probabilidade ou as regras estatísticas. O emprego de amostragem estatística é recomendável 
quando os itens da população apresentam características homogêneas. 
Amostragem não-estatística (por julgamento) é aquela em que a amostra é determinada pelo 
auditor utilizando sua experiência, critério e conhecimento da entidade. 
Ao usar métodos de amostragem estatística ou não-estatística, o auditor deve planejar e selecionar 
a amostra de auditoria, aplicar a essa amostra procedimentos de auditoria e avaliar os resultados da 
amostra, de forma a proporcionar evidência de auditoria suficiente e apropriada. 
Amostragem de auditoria é a aplicação de procedimentos de auditoria sobre uma parte da 
totalidade dos itens que compõem o saldo de uma conta, ou classe de transações, para permitir que 
o auditor obtenha e avalie a evidência de auditoria sobre algumas características dos itens 
selecionados, para formar, ou ajudar a formar, uma conclusão sobre a população. 
É importante reconhecer que certos procedimentos de auditoria aplicados na base de testes não 
estão dentro da definição de amostragem. Os testes aplicados na totalidade da população não se 
qualificam como amostragem de auditoria. Da mesma forma, a aplicação de procedimentos de 
auditoria a todos os itens dentro de uma população que tenham uma característica particular (por 
exemplo, todos os itens acima de um certo valor) não se qualifica como amostragem de auditoria 
com respeito à parcela da população examinada, nem com respeito à população como um todo. Isto 
porque os itens não foram selecionados, dando chance igual de seleção a todos os itens da 
população. Esses itens podem indicar uma tendência ou uma característica da parcela restante da 
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população, mas não constituem, necessariamente, uma base adequada para conclusão sobre 
parcela restante da população. 
 
(FCC / TRT 11ª Região / Analista Judiciário – Contabilidade – 2017) 
Considere as afirmativas abaixo sobre amostragem em auditoria. 
I. Amostragem de auditoria é a aplicação de procedimentos de auditoria sobre uma parte da 
totalidade dos itens que compõem o saldo de uma conta ou classe de transações. 
II. Ao usar o método de amostragem estatística, ou não, deve ser projetada e selecionada uma 
amostra que possa proporcionar evidência de auditoria suficiente e apropriada. 
III. A amostra selecionada pelo auditor deve ter uma relação direta com o volume de transações 
realizadas, como também com os efeitos da avaliação patrimonial e financeira e o resultado 
por ela obtido no período. 
Está correto o que se afirma em: 
a) I e III, apenas. 
b) II e III, apenas. 
c) I, II e III. 
d) I e II, apenas. 
e) III, apenas. 
Comentários 
Item I – Correto. O item é a literalidade da definição de amostragem prevista na norma antiga 
(NBC T 11.11). 
Item II – Correto, nos exatos termos da norma antiga (NBC T 11.11). 
Item III – Correto, também nos exatos termos da norma antiga (NBC T 11.11) – conforme 
detalhado no tópico a seguir. 
Gabarito: C 
 
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Planejamento da Amostra 
A amostra selecionada pelo auditor deve ter relação direta com o volume de transações realizadas 
pela entidade na área ouna transação objeto de exame, como também com os efeitos nas posições 
patrimonial e financeira da entidade e o resultado por ela obtido no período. 
Em outros termos, quanto maior o volume de transações efetuadas pela entidade na área objeto do 
exame, maior deve ser a amostra. 
 
Ao planejar e determinar a amostra de auditoria, o auditor deve levar em consideração 
os seguintes aspectos: 
a) os objetivos específicos da auditoria; 
b) a população da qual o auditor deseja extrair a amostra; 
c) a estratificação da população; 
d) o tamanho da amostra; 
e) o risco da amostragem; 
f) o erro tolerável; e 
g) o erro esperado. 
Percebe-se que o rol acima é mais amplo do que o previsto na NBC TA 530, segundo a qual o auditor 
deve considerar a finalidade do procedimento e as características da população ao definir uma 
amostra de auditoria. 
Em relação ao tamanho da amostra, a NBC T 11.11 nos ensina que o auditor deve, ao determinar o 
tamanho da amostra, considerar o risco de amostragem, bem como os erros toleráveis e os 
esperados. Já havíamos estudado, anteriormente, a relação (inversa) existente entre o risco de 
amostragem que o auditor está disposto a aceitar e o tamanho da amostra. 
Para que a conclusão a que chegou o auditor, utilizando uma amostra, seja corretamente planejada 
para aplicação à população é necessário que a amostra seja: 
a) representativa da população; 
b) que todos os itens da população tenham oportunidade idêntica de serem selecionados. 
 
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(ESPP / Auditor (MPE PR) – 2013) De acordo com Resolução CFC (Conselho Federal de 
Contabilidade) ao determinar a extensão de um teste de auditoria ou método de seleção de 
itens a testar, o auditor pode empregar técnicas de amostragem. Ao planejar e determinar a 
amostra de auditoria, o auditor deve levar em consideração os seguintes aspectos: 
I. Objetivos específicos de auditoria. 
II. População da qual deseja extrair a amostra. 
III. Estratificação da população. 
IV. Tamanho da amostra. 
V. Risco de amostragem. 
VI. Erro tolerável. 
VII. Erro esperado. 
Assinale a alternativa correta : 
a) Apenas um aspecto está incorreto. 
b) Todos os aspectos estão corretos. 
c) Dois aspectos estão corretos. 
d) Todos os aspectos estão incorretos. 
e) Apenas um aspecto está correto. 
Comentários: 
Questão aborda os fatores que devem ser considerados no planejamento da amostra, segundo 
a já revogada NBC T 11.11. Veja: 
Ao planejar e determinar a amostra de auditoria, o auditor deve levar em consideração os 
seguintes aspectos: 
a) os objetivos específicos da auditoria; 
b) a população da qual o auditor deseja extrair a amostra; 
c) a estratificação da população; 
d) o tamanho da amostra; 
e) o risco da amostragem; 
f) o erro tolerável; e 
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g) o erro esperado. 
Questão extraída literalmente da norma supracitada. 
Gabarito: B 
Risco de Amostragem 
Nesse ponto, veremos que a NBC T 11.11 apresenta o mesmo conceito de risco de amostragem 
estudado anteriormente, porém detalha as situações a que o auditor está sujeito a esse risco. 
O risco de amostragem surge da possibilidade de que a conclusão do auditor, com base em uma 
amostra, possa ser diferente da conclusão que seria alcançada se toda a população estivesse sujeita 
ao mesmo procedimento de auditoria. 
 
O auditor está sujeito ao risco de amostragem nos testes de observância e testes 
substantivos, sendo: 
1) Testes de Observância: 
a) Risco de subavaliação da confiabilidade: é o risco de que, embora o resultado da 
aplicação de procedimentos de auditoria sobre a amostra não seja satisfatório, o restante 
da população possua menor nível de erro do que aquele detectado na amostra. 
b) Risco de superavaliação da confiabilidade: é o risco de que, embora o resultado da 
aplicação de procedimentos de auditoria sobre a amostra seja satisfatório, o restante da 
população possua maior nível de erro do que aquele detectado na amostra. 
Esclarecendo: no contexto dos testes de observância, que são aqueles aplicados para 
obtenção de evidências quanto ao efetivo funcionamento dos controles internos, é 
razoável entender que, se o auditor considera os controles menos confiáveis do que 
realmente são (subavaliação da confiabilidade), a população tenha menor nível de erro 
em relação à amostra. Do contrário, quando o auditor considera os controles mais 
confiáveis do que realmente são (superavaliação da confiabilidade), é de se esperar que 
o erro na população seja maior em relação à amostra. 
2) Testes Substantivos: 
a) Risco de rejeição incorreta: é o risco de que, embora o resultado da aplicação de 
procedimentos de auditoria sobre a amostra leve à conclusão de que o saldo de uma 
conta ou classe de transações registradas está, relevantemente, distorcido, mas, 
efetivamente, não está; 
b) Risco de aceitação incorreta: é o risco de que, embora o resultado da aplicação de 
procedimentos de auditoria sobre a amostra leve à conclusão de que o saldo de uma 
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conta ou classe de transações registradas não está, relevantemente, distorcido, mas, 
efetivamente, está. 
Esclarecendo: rejeição incorreta significa que, em primeiro momento, ao utilizar a 
amostra, o auditor conclui que um saldo de contas está relevantemente distorcido, 
quando na verdade não está. Em outros termos, o auditor rejeitou a amostra 
incorretamente (considerou que ali havia distorções relevantes, quando elas não 
existiam). Aceitação incorreta, por outro lado, significa que o auditor aceitou, 
inicialmente, a amostra, ou seja, não encontrou distorção relevante no saldo de contas, 
quando na verdade havia distorção. 
O risco de subavaliação da confiabilidade e o risco de rejeição incorreta afetam a eficiência da 
auditoria, visto que, normalmente, conduziriam o auditor a realizar trabalhos adicionais, o que 
estabeleceria que as conclusões iniciais eram incorretas. O risco de superavaliação da 
confiabilidade e o risco de aceitação incorreta afetam a eficácia da auditoria e têm mais 
probabilidade de conduzir a uma conclusão errônea sobre determinados controles, saldos de contas 
ou classe de transações do que o risco de subavaliação da confiabilidade ou o risco de rejeição 
incorreta. 
 
(CESPE / SEFAZ AL – 2020) 
Situação hipotética: Determinado auditor, após realizar conferência de cálculos, concluiu que 
o saldo da conta de estoques estava relevantemente distorcido, embora o saldo não estivesse 
efetivamente nessa condição. 
Assertiva: Nesse caso, o auditor incorreu no risco de aceitação incorreta. 
Comentários: 
Risco de aceitação incorreta é aquele em que o auditor aceita, inicialmente, o resultado da 
amostra (ou seja, conclui que um saldo de contas não está relevantemente distorcido), quando 
– na realidade – existe distorção relevante. 
A situação trazida pelo item se refere ao risco de rejeição incorreta. 
Gabarito: ERRADO 
 
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Erro tolerável / erro esperado 
Neste ponto, veremos que a NBC T 11.11 previa apenas os conceitos de erro esperado e tolerável, 
enquanto a NBC TA 530 prevê os conceitos de distorção esperada e tolerável, e de taxa de desvios 
esperada e tolerável. Podemos entender que o erro tolerável é compostopela distorção tolerável 
(no contexto dos testes substantivos) e pela taxa tolerável de desvio (no contexto dos testes de 
observância ou de controle). Vejamos o que prevê a norma: 
Erro tolerável é o erro máximo na população que o auditor está disposto a aceitar e, ainda assim, 
concluir que o resultado da amostra atingiu o objetivo da auditoria. O erro tolerável é considerado 
durante o estágio de planejamento e, para os testes substantivos, está relacionado com o 
julgamento do auditor sobre relevância. Quanto menor o erro tolerável, maior deve ser o tamanho 
da amostra. 
Nos testes de observância, o erro tolerável é a taxa máxima de desvio de um procedimento de 
controle estabelecido que o auditor está disposto a aceitar, baseado na avaliação preliminar de risco 
de controle. Nos testes substantivos, o erro tolerável é o erro monetário máximo no saldo de uma 
conta ou uma classe de transações que o auditor está disposto a aceitar, de forma que, quando os 
resultados de todos os procedimentos de auditoria forem considerados, o auditor possa concluir, 
com segurança razoável, que as Demonstrações Contábeis não contêm distorções relevantes. 
Em relação ao erro esperado, pode-se dizer que, se o auditor espera que a população contenha 
erro, é necessário examinar uma amostra maior do que quando não se espera erro, para concluir 
que o erro real da população não excede o erro tolerável planejado. 
Tamanhos menores de amostra justificam-se quando se espera que a população esteja isenta de 
erros. Ao determinar o erro esperado em uma população, o auditor deve considerar aspectos como, 
por exemplo, os níveis de erros identificados em auditorias anteriores, mudança nos procedimentos 
da entidade e evidência obtida na aplicação de outros procedimentos de auditoria. 
 
(CESPE / SEFAZ AL – 2020) A adoção de amostragem em auditoria implica a admissão da 
existência de diferentes tipos de erros; nos testes de observância, o erro tolerável é o erro 
monetário máximo no saldo de uma conta. 
Comentários: 
Nos testes de observância, que são aqueles que buscam evidências em relação ao efetivo 
funcionamento dos controles internos, o erro tolerável está associado à taxa máxima de desvio 
de um procedimento de controle estabelecido que o auditor está disposto a aceitar, baseado 
na avaliação preliminar de risco de controle. 
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O erro monetário máximo, a que o item se refere, é o erro tolerável no contexto dos testes 
substantivos (e não dos testes de observância). 
Gabarito: ERRADO 
Seleção da Amostra 
Os 3 métodos de seleção de amostra presentes na NBC T 11.11 são, justamente, aqueles que a NBC 
TA 530 lista como principais: seleção aleatória, seleção sistemática e seleção ao acaso. 
Aqui cabe uma observação, pois apesar de listar os métodos de seleção aleatória, sistemática e ao 
acaso como “principais”, a NBC TA 530 apresenta, também, os métodos amostragem de unidade 
monetária e seleção de bloco (esses 2, não presentes na NBC T 11.11). 
Pois bem, segundo a NBC T 11.11, na seleção de amostra, devem ser consideradas: 
a) a seleção aleatória ou randômica; 
b) a seleção sistemática, observando um intervalo constante entre as transações realizadas; e 
c) a seleção casual, a critério do auditor, baseada em sua experiência profissional. 
Seleção aleatória ou randômica é a que assegura que todos os itens da população ou do estrato 
fixado tenham idêntica possibilidade de serem escolhidos. Na seleção aleatória ou randômica, 
utiliza-se, por exemplo, tabelas de números aleatórios que determinarão quais os números dos itens 
a serem selecionados dentro do total da população ou dentro de uma seqüência de itens da 
população predeterminada pelo auditor. 
Percebe-se, portanto, que a descrição do método de seleção aleatória é praticamente o mesmo, 
tanto nas normas antigas quanto nas atuais. 
Seleção sistemática ou por intervalo é aquela em que a seleção de itens é procedida de maneira 
que haja sempre um intervalo constante entre cada item selecionado, seja a seleção feita 
diretamente da população a ser testada, ou por estratos dentro da população. 
Ao considerar a seleção sistemática, o auditor deve observar as seguintes normas para assegurar 
uma amostra, realmente, representativa da população: 
a) que o primeiro item seja escolhido ao acaso; 
b) que os itens da população não estejam ordenados de modo a prejudicar a casualidade de sua 
escolha. 
Se usar seleção sistemática, o auditor deve determinar se a população não está estruturada de tal 
modo que o intervalo de amostragem corresponda a um padrão, em particular, da população. Por 
exemplo, se em cada população de vendas realizadas por filiais, as vendas de uma filial, em 
particular, ocorrerem somente como cada 100º item e o intervalo de amostragem selecionado for 
50, o resultado seria que o auditor teria selecionado a totalidade ou nenhuma das vendas da filial 
em questão. 
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Comparando o que preveem as normas atual (NBC TA 530) e antiga 
(NBC T 11.11) para a seleção sistemática, vemos que elas são 
semelhantes, no sentido de que se deve adotar um intervalo 
constante entre cada item selecionado. 
Há, no entanto, algumas diferenças. A norma em vigor determina como o intervalo de 
amostragem é obtido (divide-se a quantidade de unidades de amostragem pelo tamanho 
da amostra), ao passo que a norma antiga não menciona a forma de se chegar ao 
intervalo. 
A norma atual diz que o primeiro item pode ser selecionado ao acaso ou de forma 
aleatória (utilizando-se geradores de números aleatórios), enquanto a norma antiga diz 
que o primeiro item deve ser selecionado ao acaso. 
Seleção casual pode ser uma alternativa aceitável para a seleção, desde que o auditor tente extrair 
uma amostra representativa da população, sem intenção de incluir ou excluir unidades específicas. 
Quando utilizar esse método, o auditor deve evitar a seleção de uma amostra que seja influenciada, 
por exemplo, com a escolha de itens fáceis de localizar, uma vez que esses itens podem não ser 
representativos. 
 
Em auditoria, não podemos confundir seleção ao acaso (ou casual) com 
seleção aleatória. Na seleção ao acaso, ou casual, nenhuma técnica 
estruturada é seguida, por mais que o auditor procure se assegurar de 
que todos os itens da população tenham a mesma chance de ser 
selecionados, evitando qualquer tendenciosidade ou previsibilidade 
consciente. Na seleção aleatória, utiliza-se uma técnica estruturada, 
qual seja a aplicação de geradores de números aleatórios. 
 
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3. PERÍCIA CONTÁBIL 
NBC TP 01 
Conceitos Iniciais 
A NBC TP 01 – Norma Técnica de Perícia Contábil (revisada em março/2020) estabelece regras e 
procedimentos técnico-científicos a serem observados pelo perito, quando da realização de perícia 
contábil, no âmbito judicial, extrajudicial, mediante o esclarecimento dos aspectos e dos fatos do 
litígio por meio de exame, vistoria, indagação, investigação, arbitramento, mensuração, avaliação, 
certificação e testabilidade. 
Vejam que, como dissemos na seção Contextualização, a Perícia Contábil se presta a uma época, a 
um questionamento específico, com o objetivo de levantar elementos de prova e esclarecer uma 
controvérsia instaurada, um litígio ou constatar um fato. 
Reproduzimos abaixo a definição de Perícia Contábil – item cobrado em provas recorrentemente. 
 
A perícia contábil é o conjunto de procedimentostécnico-científicos destinados a 
levar à instância decisória elementos de prova necessários a subsidiar a justa solução 
do litígio ou constatação de fato, mediante laudo pericial contábil e/ou parecer 
técnico-contábil, em conformidade com as normas jurídicas e profissionais e com a 
legislação específica no que for pertinente. 
 
 
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Os instrumentos por meio dos quais o perito leva os elementos de prova à instância decisória são o 
laudo pericial contábil e o parecer pericial contábil. O laudo pericial contábil e o parecer contábil 
têm por limite o próprio objeto da perícia deferida ou contratada. 
A perícia contábil (judicial ou extrajudicial) é de competência exclusiva de contador em situação 
regular perante o Conselho Regional de Contabilidade de sua jurisdição. 
Os itens reproduzidos a seguir, acerca dos “tipos” de perícia, também aparecem em provas, ainda 
que de forma discreta. Veja: 
 
A perícia judicial é exercida sob a tutela do Poder Judiciário. Já a perícia extrajudicial é 
exercida no âmbito arbitral, estatal ou voluntária. 
A perícia arbitral é exercida sob o controle da lei de arbitragem e pelos regulamentos das 
Câmaras de Arbitragem. 
Perícias oficial e estatal são executadas sob o controle de órgãos de Estado. 
Perícia voluntária é contratada, espontaneamente, pelo interessado ou de comum 
acordo entre as partes. 
Planejamento 
O planejamento da perícia é a etapa do trabalho pericial na qual o perito estabelece as diretrizes e 
a metodologia a serem aplicadas. 
Os objetivos do planejamento da perícia são: 
(a) conhecer o objeto e a finalidade da perícia para permitir a escolha de diretrizes e procedimentos 
a serem adotados para a elaboração do trabalho pericial; 
(b) desenvolver plano de trabalho onde são especificadas as diretrizes e procedimentos a serem 
adotados na perícia; 
(c) estabelecer condições para que o plano de trabalho seja cumprido no prazo estabelecido; 
(d) identificar potenciais problemas e riscos que possam vir a ocorrer no andamento da perícia; 
(e) identificar fatos importantes para a solução da demanda, de forma que não passem 
despercebidos ou não recebam a atenção necessária; 
(f) identificar a legislação aplicável ao objeto da perícia; 
(g) estabelecer como ocorrerá a divisão das tarefas entre os membros da equipe de trabalho, sempre 
que o perito necessitar de auxiliares. 
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Elaborado o plano de trabalho pericial, o perito pode convidar os assistentes técnicos para uma 
reunião de trabalho, presencial ou por meio eletrônico, para dar conhecimento do planejamento 
da execução do trabalho pericial. 
Ao identificar, na etapa de elaboração do planejamento, as diligências necessárias (desde que não 
haja preclusão de prova documental), é necessário considerar a legislação aplicável, documentos, 
registros, livros contábeis, fiscais e societários, laudos e pareceres já realizados e outras informações 
pertinentes para determinar a natureza do trabalho a ser executado. 
O planejamento deve ser realizado pelo perito nomeado ainda que o trabalho venha a ser 
realizado de forma conjunta. Ele deve ser mantido por qualquer meio de registro que facilite o 
entendimento dos procedimentos a serem aplicados e sirva de orientação adequada à execução do 
trabalho. 
O planejamento deve ser revisado e atualizado sempre que fatos novos surjam no decorrer da 
perícia. 
Quando a perícia exigir o trabalho de terceiros (equipe de apoio, trabalho de especialistas ou 
profissionais de outras áreas de conhecimento), o planejamento deve prever a orientação e a 
supervisão do perito nomeado, que responde pelos trabalhos por eles executados. 
Termos e Atas – Termo de Diligência 
Outro tópico que cai com frequência em provas diz respeito ao termo de diligência. Diligências são 
todos os atos adotados pelos peritos na busca de documentos, coisas, dados e informações e outros 
elementos de prova necessários à elaboração do laudo e do parecer, mediante termo de diligência, 
desde que tais provas não estejam colacionadas aos autos. Ainda, são consideradas diligências as 
comunicações às partes, aos peritos-assistentes ou a terceiros, ou petições judiciais. Veja: 
Termo de diligência é o instrumento por meio do qual o perito cumpre a determinação legal ou 
administrativa e solicita que sejam colocados à disposição livros, documentos, coisas, dados e 
informações necessárias à elaboração do laudo pericial contábil ou parecer pericial contábil. 
O termo de diligência serve para formalizar e comprovar o trabalho de campo; deve ser redigido 
pelo perito nomeado; e ser encaminhado ao diligenciado. 
O perito deve observar os prazos a que está obrigado por força de determinação legal e, dessa 
forma, definir o prazo para o cumprimento da solicitação pelo diligenciado. 
Caso ocorra a negativa da entrega dos elementos de prova formalmente requeridos, o perito 
deve se reportar diretamente a quem o nomeou, contratou ou indicou, narrando os fatos e 
solicitando as providências cabíveis. 
Estrutura 
O termo deve conter os seguintes itens: 
(a) identificação do diligenciado; 
(b) identificação das partes ou dos interessados e, em se tratando de perícia judicial ou arbitral, 
o número do processo ou procedimento, o tipo e o juízo em que tramita; 
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(c) identificação profissional do perito; 
(d) indicação de que está sendo elaborado nos termos desta Norma; 
(e) indicação detalhada dos documentos, coisas, dados e informações, consignando as datas 
e/ou períodos abrangidos, podendo identificar o quesito a que se refere; 
(f) indicação do prazo e do local para a exibição dos elementos indicados na alínea anterior; 
(g) local, data e assinatura. 
 
 
 
Execução - Procedimentos 
Ao ser intimado para dar início aos trabalhos periciais, o perito nomeado deve comunicar às partes 
e aos assistentes técnicos: a data e o local de início da produção da prova pericial contábil, exceto 
se fixados pelo juízo, juízo arbitral ou autoridade administrativa. 
O perito, enquanto estiver de posse do processo ou de documentos, deve zelar por sua guarda e 
segurança e ser diligente. Para a execução da perícia contábil, o perito deve ater-se ao objeto e ao 
lapso temporal da perícia a ser realizada. 
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Mediante termo de diligência, o perito deve solicitar, por escrito, todos os documentos e 
informações relacionados ao objeto da perícia, fixando o prazo para entrega. A eventual recusa no 
atendimento aos elementos solicitados nas diligências ou qualquer dificuldade na execução do 
trabalho pericial devem ser comunicadas ao juízo, com a devida comprovação ou justificativa, em se 
tratando de perícia judicial; ao juiz arbitral ou à parte contratante, no caso de perícia extrajudicial. 
O perito pode utilizar os meios que lhe são facultados pela legislação e as normas concernentes ao 
exercício de sua função, com vistas a instruir o laudo pericial contábil ou o parecer pericial contábil 
com as peças que julgar necessárias. 
O perito deve manter registro dos locais e datas das diligências, nome das pessoas que o atender, 
livros e documentos ou coisas vistoriadas, examinadas ou arrecadadas, dados e particularidades deinteresse da perícia, rubricando a documentação examinada, quando julgar necessário e possível, 
juntando o elemento de prova original, cópia ou certidão. 
A execução da perícia, quando incluir a utilização de equipe técnica, deve ser realizada sob a 
orientação e supervisão do perito, que assume a responsabilidade pelos trabalhos. 
O perito deve, ainda, especificar os elementos relevantes que serviram de suporte à conclusão 
formalizada no laudo pericial contábil e no parecer pericial contábil. 
A parte da norma (NBC TP 01 (R1)) mais recorrente em provas é a que versa sobre os procedimentos 
periciais contábeis adotados pelo perito durante a realização de seu trabalho. As bancas costumam 
fazer a inversão de suas definições com objetivo de confundi-los. Portanto, fiquem atentos a esses 
detalhes. Veja: 
Procedimentos 
Os procedimentos periciais contábeis visam fundamentar o laudo pericial contábil e o parecer 
técnico-contábil e abrangem, total ou parcialmente, segundo a natureza e a complexidade da 
matéria, exame, vistoria, indagação, investigação, arbitramento, mensuração, avaliação, 
certificação e testabilidade. Esses procedimentos são assim definidos: 
a) exame é a análise de livros, registros de transações e documentos. 
b) vistoria é a diligência que objetiva a verificação e a constatação de situação, coisa ou fato, 
de forma circunstancial. 
c) indagação é a busca de informações mediante entrevista com conhecedores do objeto ou de 
fato relacionado à perícia. 
d) investigação é a pesquisa que busca trazer ao laudo pericial contábil ou parecer técnico-
contábil o que está oculto por quaisquer circunstâncias. 
e) arbitramento é a determinação de valores, quantidades ou a solução de controvérsia por 
critério técnico-científico. 
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f) mensuração é o ato de qualificação e quantificação física de coisas, bens, direitos e 
obrigações. 
g) avaliação é o ato de estabelecer o valor de coisas, bens, direitos, obrigações, despesas e 
receitas. 
h) certificação é o ato de atestar a informação obtida na formação da prova pericial. 
i) testabilidade é a verificação dos elementos probantes juntados aos autos e o confronto com 
as premissas estabelecidas. [Grifo nosso] 
Cuidado: o Arbitramento é a determinação de valores por critério técnico científico. Já a 
Avaliação é o ato de estabelecer o valor de coisas, bens, direitos, etc. 
 
 
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Laudo Pericial Contábil e Parecer Pericial Contábil 
Detalharemos, agora, o laudo pericial contábil e o parecer pericial contábil. 
Concluídos os trabalhos periciais, o perito nomeado deve apresentar laudo pericial contábil, e o 
assistente técnico pode oferecer seu parecer pericial contábil, obedecendo aos respectivos prazos 
legais e/ou contratuais. 
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O perito nomeado, depois de protocolado o laudo, pode fornecer cópia aos assistentes técnicos. 
O assistente técnico não pode validar o laudo pericial quando o documento tiver sido elaborado 
por leigo ou profissional de outra área, devendo, neste caso, oferecer o parecer pericial contábil 
sobre a matéria periciada. 
O laudo pericial contábil e o parecer pericial contábil devem ser elaborados somente por contador 
ou pessoa jurídica, se a lei assim permitir, que estejam devidamente registrados e habilitados. A 
habilitação é comprovada por intermédio da Certidão de Regularidade Profissional emitida por 
Conselho Regional de Contabilidade ou do Cadastro Nacional de Peritos Contábeis do Conselho 
Federal de Contabilidade. 
O laudo pericial contábil e o parecer pericial contábil são documentos escritos, que 
devem registrar, de forma abrangente, o conteúdo da perícia e particularizar os aspectos 
e as minudências que envolvam o seu objeto e as buscas de elementos de prova 
necessários para a conclusão do seu trabalho. 
Os peritos devem consignar, no final do laudo pericial contábil ou do parecer pericial contábil, de 
forma clara e precisa, as suas conclusões. 
O laudo pericial contábil e o parecer técnico-contábil são documentos escritos, nos quais os peritos 
devem registrar, de forma abrangente, o conteúdo da perícia e particularizar os aspectos e as 
minudências que envolvam o seu objeto e as buscas de elementos de prova necessários para a 
conclusão do seu trabalho. 
Os peritos devem consignar, no final do laudo pericial contábil ou do parecer técnico-contábil, de 
forma clara e precisa, as suas conclusões. 
O laudo e o parecer são, respectivamente, orientados e conduzidos pelo perito nomeado e pelo 
assistente técnico, que devem adotar padrão próprio, respeitada a estrutura prevista nas 
disposições legais, administrativas e normativas. A linguagem adotada pelo perito deve ser clara, 
concisa, evitando o prolixo e a tergiversação, possibilitando aos julgadores e às partes o devido 
conhecimento da prova técnica e interpretação dos resultados obtidos. As respostas aos quesitos 
devem ser objetivas, completas e não lacônicas. Os termos técnicos devem ser inseridos no laudo e 
no parecer, de modo a se obter uma redação que qualifique o trabalho pericial, respeitadas as 
Normas Brasileiras de Contabilidade. 
Conclusão dos 
trabalhos
Laudo pericial 
contábil
Apresentado pelo 
perito nomeado
Parecer pericial 
contábil
Oferecido pelo 
assistente técnico
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O laudo e o parecer devem contemplar o resultado final alcançado por meio de elementos de 
prova inclusos nos autos ou arrecadados em diligências que o perito tenha efetuado, por 
intermédio de peças contábeis e quaisquer outros documentos, tipos e formas. 
Os peritos devem, na conclusão do trabalho pericial, considerar as formas explicitadas nos itens 
seguintes: 
(a) omissão de fatos: o perito nomeado não pode omitir nenhum fato relevante encontrado 
no decorrer de suas pesquisas ou diligências, mesmo que não tenha sido objeto de quesitação 
e desde que esteja relacionado ao objeto da perícia; 
(b) a conclusão com quantificação de valores é viável em casos de: apuração de haveres; 
liquidação de sentença, inclusive em processos trabalhistas; resolução de sociedade; avaliação 
patrimonial, entre outros; 
(c) pode ocorrer que, na conclusão, seja necessária a apresentação de alternativas, 
condicionada às teses apresentadas pelas partes, casos em que cada uma apresenta uma 
versão para a causa. O perito pode apresentar as alternativas condicionadas às teses 
apresentadas, devendo, necessariamente, ser identificados os critérios técnicos que lhes deem 
respaldo; 
(d) a conclusão pode ainda reportar-se às respostas apresentadas nos quesitos; 
(e) a conclusão pode ser, simplesmente, elucidativa quanto ao objeto da perícia, não 
envolvendo, necessariamente, quantificação de valores. 
Quando se tratar de laudo pericial contábil, assinado em conjunto pelos peritos, há 
responsabilidade solidária sobre o referido documento. 
NBC PP 01 
A NBC PP 01 – Perito Contábil (revisada em março/2020) estabelece diretrizes inerentes à atuação 
do contador na condição de perito. 
Perito é o contador detentor de conhecimento técnico e científico, regularmente registrado em 
Conselho Regional de Contabilidade e no Cadastro Nacional dos Peritos Contábeis, que exerce a 
atividadepericial de forma pessoal ou por meio de órgão técnico ou científico. 
Agora, vamos diferenciar os diversos peritos expressos na norma. Veja: 
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Ressalte-se que o perito deve comprovar sua habilitação por intermédio de Certidão de 
Regularidade Profissional emitida pelos Conselhos Regionais de Contabilidade ou do Cadastro 
Nacional de Peritos Contábeis do CFC. O perito pode anexá-las no primeiro ato de sua manifestação 
e na apresentação do laudo ou parecer. 
A indicação ou a contratação de assistente técnico ocorre quando a parte ou a contratante desejar 
ser assistida por contador, ou comprovar algo que dependa de conhecimento técnico-científico, 
razão pela qual o profissional só deve aceitar o encargo se reconhecer estar capacitado com 
conhecimento, discernimento e independência para a realização do trabalho. 
Dentre os tópicos presentes na NBC PP 01, as situações que caracterizam os impedimentos 
profissionais (suspeição e impedimento legal) são, certamente, as que mais aparecem em provas. 
Reproduzimos a seguir os dispositivos correspondentes e, na sequência, apresentamos mapa mental 
para ajudá-los com a memorização. Veja: 
IMPEDIMENTOS PROFISSIONAIS 
7. Impedimentos profissionais são situações fáticas ou circunstanciais que impossibilitam o 
perito de exercer, regularmente, suas funções ou realizar atividade pericial em processo judicial 
ou extrajudicial, inclusive arbitral. Os itens previstos nesta Norma explicitam os conflitos de 
interesse motivadores dos impedimentos a que está sujeito o perito nos termos da legislação 
vigente. 
8. Caso o perito não possa exercer suas atividades com isenção, é fator determinante que ele 
se declare impedido, após nomeado ou indicado, quando ocorrerem as situações previstas 
nesta Norma. 
9. Quando nomeado, o perito deve dirigir petição, no prazo legal, justificando a escusa ou o 
motivo do impedimento. 
10. Quando indicado nos autos pela parte e não aceitando o encargo, o assistente técnico deve 
comunicar a ela sua recusa, devidamente justificada por escrito, facultado o envio de cópia à 
autoridade competente. 
Tipos de peritos:
Perito do juízo é o contador nomeado pelo poder judiciário
para exercício da perícia contábil
Perito arbitral é o contador nomeado em arbitragem para 
exercício da perícia contábil
Perito oficial é o contador investido na função por lei e
pertencente a órgão especial do Estado
Assistente técnico é o contador ou órgão técnico ou científico
indicado e contratado pela parte em perícias contábeis.
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11. O assistente técnico deve declarar-se impedido quando, após contratado, verificar a 
ocorrência de situações que venham suscitar impedimento em função da sua imparcialidade ou 
independência e, dessa maneira, comprometer o resultado do seu trabalho. 
SUSPEIÇÃO E IMPEDIMENTO LEGAL 
12. O perito nomeado deve se declarar suspeito ou impedido quando não puder exercer suas 
atividades, observadas as disposições legais. 
13. O perito deve declarar-se suspeito quando, após nomeado ou contratado, verificar a 
ocorrência de situações que venham suscitar suspeição em função da sua imparcialidade ou 
independência e, dessa maneira, comprometer o resultado do seu trabalho em relação à 
decisão. 
14. Os casos de suspeição e impedimento a que está sujeito o perito nomeado são os seguintes: 
(a) ser amigo íntimo de qualquer das partes; 
(b) ser inimigo capital de qualquer das partes; 
(c) ser devedor ou credor em mora de qualquer das partes, dos seus cônjuges, de parentes 
destes em linha reta ou em linha colateral até o terceiro grau ou entidades das quais esses 
façam parte de seu quadro societário ou de direção; 
(d) ser herdeiro presuntivo ou donatário de alguma das partes ou dos seus cônjuges; 
(e) ser parceiro, empregador ou empregado de uma das partes; 
(f) aconselhar, de alguma forma, parte envolvida no litígio acerca do objeto da discussão; e 
(g) houver qualquer interesse no julgamento da causa em favor de uma das partes. 
15. O perito pode ainda declarar-se suspeito por motivo de foro íntimo. 
 
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A legislação civil determina responsabilidades e penalidades para o profissional que exerce a função 
de perito, as quais consistem em multa, indenização e inabilitação. Já a legislação penal estabelece 
penas de multa e reclusão para os profissionais que exercem a atividade pericial que vierem a 
descumprir as normas legais. 
Tratando-se de perícia que abranja mais de uma área de conhecimento especializado (ou seja, ao se 
utilizar o trabalho de especialista) o perito deve comunicar ao juízo. 
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Na elaboração do plano de trabalho e respectiva proposta de honorários, o perito deve considerar, 
entre outros fatores: a relevância, o vulto, o risco, a responsabilidade, a complexidade operacional, 
o pessoal técnico, o prazo estabelecido e a forma de recebimento. 
O perito deve elaborar a proposta de honorários, quando possível, descrevendo o plano de trabalho 
de forma a atender ao objeto da perícia, considerando as várias etapas do trabalho pericial até o 
término da instrução ou homologação do laudo. 
O perito pode ressalvar que as despesas com viagens, hospedagens, transporte, alimentação e 
outras despesas não estão inclusas na proposta de honorários e devem ser objeto de ressarcimento. 
O assistente técnico deve, obrigatoriamente, celebrar contrato de prestação de serviços com o seu 
cliente, observando as normas estabelecidas pelo Conselho Federal de Contabilidade. 
O perito deve ressaltar, em sua proposta de honorários, que esta não contempla os honorários 
relativos a quesitos suplementares/complementares. Quando haja necessidade de 
complementação de honorários, devem-se observar os mesmos critérios adotados para a 
elaboração da proposta inicial. 
O perito nomeado pode requerer a liberação de até 50% dos honorários depositados, quando julgar 
necessário para o custeio antes do início dos trabalhos, sendo defeso o perito receber honorários 
diretamente dos litigantes ou de seus procuradores ou prepostos, salvo disposição em contrário 
determinada pela autoridade competente. 
Quando a perícia for considerada inconclusiva ou ineficiente, ou quando substituído, pode a 
autoridade competente determinar a redução ou devolução do valor dos honorários já recebidos. 
Os honorários periciais fixados ou arbitrados e não quitados podem ser executados, judicialmente, 
pelo perito em conformidade com os dispositivos do Código de Processo Civil. 
 
(CESPE – AUDITOR FISCAL/SEFAZ RS – 2019) João, contador em situação regular no Conselho 
Regional de Contabilidade de sua jurisdição, emitiu, após ter sido intimado pelo Poder Judiciário, 
laudo e parecer técnico-contábil para subsidiar a solução de um litígio. 
Nesse caso, João realizou atividade de 
a) auditoria independente. 
b) auditoria interna. 
c) auditoria operacional. 
d) consultoria financeira. 
e) perícia contábil. 
Comentários: 
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Questão trata das diferençasentre auditoria interna, externa e perícia contábil. Aqui, você deve ficar 
atento às palavras: “Poder Judiciário” e “solução de um litígio”, além de observar os instrumentos 
utilizados “laudo” e “parecer técnico-contábil”. Veja o mapa mental a seguir: 
 
Gabarito: E. 
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4. CONTROLE DE QUALIDADE 
O Controle de Qualidade das firmas de auditoria é tratado na NBC PA 01; já o Controle de Qualidade 
das auditorias (ou do auditor) é abordado na NBC TA 220 (R2). Os principais conceitos de ambas as 
normas convergem, porém há pequenos detalhes em cada um. 
A NBC PA 01 – Controle de Qualidade para Firmas (Pessoas Jurídicas e Físicas) de Auditores 
Independentes trata das responsabilidades do auditor (pessoa jurídica ou física) por seu sistema de 
controle de qualidade para auditorias e revisões de demonstrações contábeis, assim como outros 
trabalhos de asseguração e serviços correlatos. 
O objetivo da firma (denominação dada ao único profissional ou sociedade de pessoas que atuam 
como auditor independente) é estabelecer e manter um sistema de controle de qualidade para obter 
segurança razoável que: 
(a) a firma e seu pessoal cumprem as normas técnicas e as exigências regulatórias e legais 
aplicáveis; e 
(b) os relatórios sobre demonstrações contábeis e demais relatórios emitidos pela firma e pelos 
sócios encarregados do trabalho são apropriados nas circunstâncias. 
Já a NBC TA 220 (R2) – Controle de Qualidade da Auditoria de Demonstrações Contábeis trata das 
responsabilidades específicas do auditor em relação aos procedimentos de controle de qualidade da 
auditoria de demonstrações contábeis. 
De acordo com esse normativo, o objetivo do auditor é implementar procedimentos de controle de 
qualidade no nível do trabalho que forneçam ao auditor segurança razoável de que: 
(a) a auditoria está de acordo com normas profissionais e técnicas e exigências legais e regulatórias 
aplicáveis; e 
(b) os relatórios emitidos pelo auditor são apropriados nas circunstâncias. 
Fiquem atentos às definições trazidas pela NBC PA 01, abaixo transcritas: 
12. Nesta Norma, os termos a seguir possuem os significados a eles atribuídos: 
Data do relatório é a data selecionada pelo auditor independente para datar o seu relatório. 
Documentação do trabalho é o registro do trabalho executado, dos resultados obtidos e das 
conclusões obtidas pelo auditor independente (são usados muitas vezes termos como “papéis 
de trabalho”). 
Sócio encarregado do trabalho é o sócio ou outra pessoa na firma responsável pelo trabalho 
e sua execução, e pelo relatório que é emitido em nome da firma. Quando necessário, é quem 
tem a autoridade apropriada conferida pelo Sistema CFC/CRC e quando requerido pelo 
regulador. Os termos sócio encarregado do trabalho, sócio e firma devem ser lidos como os 
equivalentes aplicados para o setor público. 
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Revisão do controle de qualidade do trabalho é o processo projetado para fornecer uma 
avaliação objetiva, na data, ou antes, da data do relatório, dos julgamentos relevantes feitos 
pela equipe do trabalho e das conclusões obtidas ao elaborar o relatório. O processo de 
revisão do controle de qualidade do trabalho é elaborado para auditoria de demonstrações 
contábeis de entidades listadas e os outros trabalhos, se houver, para os quais a firma 
determinou a necessidade de revisão do controle de qualidade do trabalho. 
Revisor de controle de qualidade do trabalho é o sócio, ou outro profissional da firma, uma 
pessoa externa adequadamente qualificada, ou uma equipe composta por essas pessoas, 
nenhuma delas fazendo parte da equipe de trabalho, com experiência e autoridade 
suficientes e apropriadas para avaliar objetivamente os julgamentos relevantes feitos pela 
equipe de trabalho e as conclusões obtidas para elaboração do relatório. 
Equipe de trabalho são os sócios e o quadro técnico envolvidos no trabalho e quaisquer 
pessoas contratadas pela firma ou uma firma da mesma rede para executar procedimentos 
do trabalho. Isso exclui especialistas externos contratados pela firma ou por firma da mesma 
rede. 
Firma é um único profissional ou sociedade de pessoas que atuam como auditor independente. 
Inspeção em relação a trabalhos concluídos são procedimentos projetados para fornecer 
evidências do cumprimento das políticas e procedimentos de controle de qualidade da firma 
pelas equipes de trabalho. 
Entidade listada é a entidade que tem ações, cotas ou dívidas cotadas ou registradas em 
bolsa de valores ou negociadas de acordo com os regulamentos de bolsa de valores 
reconhecida ou outro órgão equivalente. 
Observação: antes da revisão normativa, efetuada pela NBC 03, utilizava-se a expressão 
Companhia aberta. Em termos práticos, podemos entender como sinônimas as expressões 
“entidade listada” e “companhia aberta”. 
Monitoramento é o processo que consiste na contínua consideração e avaliação do sistema 
de controle de qualidade da firma, incluindo a inspeção periódica de uma seleção de 
trabalhos concluídos, projetados para fornecer à firma segurança razoável de que seu 
sistema de controle de qualidade está operando de maneira efetiva. 
Firma da mesma rede é a firma ou entidade que é parte da mesma rede daquela responsável 
pela auditoria, revisão de informação contábil histórica, pelo outro serviço de asseguração ou 
pelo serviço correlato. 
Rede é uma estrutura maior que: 
(a) tem por objetivo a cooperação; e 
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(b) tem claramente por objetivo: a divisão comum dos lucros ou custos, ou sócios em comum, 
controle ou administração em comum, políticas e procedimentos de controle de qualidade em 
comum, estratégia de negócios comum, uso de marca comercial comum ou parte significativa 
dos recursos profissionais. 
Sócio é qualquer pessoa com autoridade para comprometer a firma à execução de serviços 
profissionais. 
Pessoa externa qualificada é uma pessoa de fora da firma com competência e habilidades 
que poderia atuar como sócio encarregado do trabalho, por exemplo, um sócio de outra firma 
ou um empregado (com experiência apropriada) de outra firma de auditoria, cujos membros 
podem realizar auditorias e revisões de informações contábeis históricas ou outros serviços 
de asseguração e serviços correlatos. [Grifos não constantes no original] 
 
 
Revisor de controle de qualidade do trabalho é o sócio, ou outro profissional da firma, 
uma pessoa externa adequadamente qualificada, ou uma equipe composta por essas 
pessoas, nenhuma delas fazendo parte da equipe de trabalho, com experiência e 
autoridade suficientes e apropriadas para avaliar objetivamente os julgamentos 
relevantes feitos pela equipe de trabalho e as conclusões obtidas para elaboração do 
relatório. 
 
Pessoa externa qualificada é uma pessoa de fora da firma com competência e 
habilidades que poderia atuar como sócio encarregado do trabalho, por exemplo, um 
sócio de outra firma ou um empregado (com experiência apropriada) de outra firma 
de auditoria, cujos membros podem realizar auditorias e revisões de informações 
contábeis históricas ou outros serviços de asseguração e serviços correlatos. 
As normas de auditoria apresentam 2 “momentos” do controle de qualidade (utilizamos essa divisão 
para fins didáticos): 
1) Controle de qualidade propriamente dito ou interno (expressão não prevista nas normas): feito 
pelo sócio encarregado do trabalho, que deve assumir aliderança pela qualidade de todos os 
trabalhos de auditoria para os quais foi designado, evidenciar o não cumprimento de exigências 
éticas relevantes, concluir sobre o cumprimento dos requisitos de independência, etc. 
2) Revisão do Controle de Qualidade (expressão prevista nas normas): feita pelo “revisor do 
controle de qualidade”, que pode ser sócio ou outro profissional da firma, uma pessoa externa 
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adequadamente qualificada, ou uma equipe composta por essas pessoas, nenhuma delas fazendo 
parte da equipe de trabalho. A revisão aplica-se somente a entidades listadas (com ações 
negociadas em bolsa de valores) ou outros trabalhos para os quais a firma tenha determinado essa 
necessidade. 
A firma deve estabelecer e manter um sistema de controle de qualidade que inclua políticas e 
procedimentos que tratam dos seguintes elementos: 
(a) responsabilidades da liderança pela qualidade na firma; 
(b) exigências éticas relevantes; 
(c) aceitação e continuidade do relacionamento com clientes e de trabalhos específicos; 
(d) recursos humanos; 
(e) execução do trabalho; 
(f) monitoramento. 
O rol elencado acima diz respeito aos elementos do sistema de controle de qualidade. Não 
confunda com os objetivos da firma – apresentados no início desta seção (estabelecer e manter um 
sistema de controle de qualidade para obter segurança razoável de que a firma e seu pessoal 
cumprem as normas e exigências aplicáveis e de que os relatórios emitidos são apropriados nas 
circunstâncias). 
As normas de auditoria que tratam da Supervisão e Controle de Qualidade também fazem diversas 
menções a um atributo do auditor muito importante e comentado em outras aulas de nossos cursos: 
a Independência. 
Nesse contexto, a firma deve estabelecer políticas e procedimentos para fornecer segurança 
razoável de que a firma, seu pessoal e, quando aplicável, outras pessoas sujeitas a requisitos de 
independência (incluindo pessoal de firma da mesma rede) mantêm a independência requerida por 
exigências éticas relevantes. Essas políticas e procedimentos devem permitir à firma: 
(a) comunicar seus requisitos de independência a seu pessoal e, quando aplicável, às outras pessoas 
sujeitas a elas; e 
(b) identificar e avaliar circunstâncias e relações que criam ameaças à independência, e tomar as 
medidas apropriadas para eliminá-las ou reduzi-las a um nível aceitável, mediante a aplicação de 
salvaguardas ou, se considerado apropriado, retirar-se do trabalho, quando esta retirada é permitida 
por lei ou regulamentação 
Pelo menos uma vez por ano, a firma deve obter confirmação por escrito do cumprimento de suas 
políticas e procedimentos sobre independência de todo o pessoal da firma, que precisa ser 
independente por exigências éticas relevantes. 
A firma deve estabelecer políticas e procedimentos para: 
(a) estabelecer critérios para determinar a necessidade de salvaguardas para reduzir a ameaça de 
familiaridade a um nível aceitável ao utilizar o mesmo pessoal sênior em trabalho de asseguração 
por longo período de tempo; e 
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(b) exigir, para auditorias de demonstrações contábeis de entidades listadas, a rotatividade do sócio 
do trabalho e dos indivíduos responsáveis pela revisão do controle de qualidade do trabalho e, 
quando aplicável, de outras pessoas sujeitas a requisitos de rotatividade, após período especificado 
em conformidade com exigências éticas relevantes. 
Observação 1: existem diversos tipos de ameaças à Independência (ameaça de interesse próprio, de 
intimidação, de familiaridade, etc.). Ameaça de familiaridade é a ameaça de que, devido ao 
relacionamento longo ou próximo com o cliente, o auditor venha a se tornar solidário aos interesses 
dele ou aceitar seu trabalho sem muito questionamento. 
Observação 2: a norma que trata da Independência, antes de sua atualização – ocorrida em 
01/01/2020, previa como regra geral para o rodízio dos responsáveis técnicos pelo trabalho de 
auditoria a alternância a cada 5 anos, havendo ainda um período de 2 anos para o profissional 
retornar à empresa auditada (5+2). Após a atualização da norma, a previsão é de que os responsáveis 
técnicos pelo trabalho (sócio ou pessoa nomeada como responsável pela revisão do controle de 
qualidade do trabalho) não desempenhem essas atividades por período superior a sete anos 
cumulativos (não necessariamente seguidos). 
Observação 3: entenda que o rodízio (ou alternância) deve ocorrer não para as firmas de auditoria, 
mas sim para os responsáveis técnicos pelos trabalhos (sócios-chave, encarregados da revisão do 
controle de qualidade, etc.). 
Um dos elementos mais importantes do sistema de controle de qualidade é o Monitoramento. A 
firma deve estabelecer um processo de monitoramento para fornecer segurança razoável de que 
as políticas e os procedimentos relacionados com o sistema de controle de qualidade são 
relevantes, adequados e estão operando de maneira efetiva. 
O processo de monitoramento deve: 
(a) incluir a contínua consideração e avaliação do sistema de controle de qualidade da firma, 
incluindo, de modo cíclico, a inspeção de, pelo menos, um trabalho concluído para cada sócio 
encarregado de trabalho; 
(b) requerer que a responsabilidade pelo processo de monitoramento seja atribuída a um ou mais 
sócios, ou a outras pessoas com experiência e autoridade suficientes e apropriadas na firma para 
assumir essa responsabilidade; e 
(c) requerer que as pessoas que executam o trabalho ou a revisão do controle de qualidade do 
trabalho não estejam envolvidas na inspeção desses trabalhos. 
A firma deve avaliar o efeito das deficiências observadas em decorrência do processo de 
monitoramento, determinando se o sistema de controle de qualidade é insuficiente e se há 
deficiências sistêmicas que requerem medida corretiva imediata. Essas deficiências observadas, bem 
como as recomendações de medidas corretivas, devem ser comunicadas aos sócios encarregados e 
outras pessoas consideradas necessárias. 
As recomendações para medidas apropriadas em relação às deficiências observadas devem incluir 
uma ou mais das seguintes recomendações: 
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(a) aplicação de medida corretiva apropriada em relação a um trabalho individual ou a um membro 
da equipe; 
(b) comunicação das constatações aos responsáveis pelo treinamento e desenvolvimento 
profissional; 
(c) alterações nas políticas e procedimentos de controle de qualidade; e 
(d) medida disciplinar contra aqueles que deixaram de cumprir as políticas e procedimentos da firma, 
especialmente os reincidentes. 
A firma deve comunicar, pelo menos uma vez por ano, os resultados do monitoramento de seu 
sistema de controle de qualidade aos sócios encarregados dos trabalhos e outras pessoas 
apropriadas na firma, incluindo o presidente ou, se apropriado, a diretoria executiva da firma. Essa 
comunicação deve ser suficiente para permitir que a firma e essas pessoas adotem prontamente as 
ações apropriadas, quando necessário, de acordo com suas funções e responsabilidades definidas. 
As informações comunicadas devem incluir o seguinte: 
(a) uma descrição dos procedimentos de monitoramento realizados; 
(b) as conclusões obtidas dos procedimentos de monitoramento; 
(c) quando relevante, uma descrição das deficiências sistêmicas, repetitivas ou outras deficiências 
significativas e das medidas tomadas para resolver ou corrigir essas deficiências.Vejamos agora outro ponto tratado pela NBC PA 01: os princípios fundamentais de ética 
profissional. 
Os princípios fundamentais da ética profissional a serem observados pelos auditores incluem: 
(a) integridade; 
(b) objetividade; 
(c) competência profissional e devido zelo; 
(d) confidencialidade; e 
(e) comportamento profissional. 
Esses princípios estão implícitos no Código de Ética Profissional do Contabilista. 
 
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O Código de Ética Profissional do Contabilista e as normas profissionais relacionadas mostram como 
a estrutura conceitual deve ser aplicada em situações específicas. Fornecem também exemplos de 
salvaguardas que podem ser apropriadas para tratar das ameaças ao cumprimento dos princípios 
fundamentais e traz, ainda, exemplos de situações onde não há salvaguardas disponíveis para tratar 
as ameaças. 
Os princípios fundamentais são reforçados especialmente por: 
a) liderança da firma; 
b) educação e treinamento; 
c) monitoramento; e 
d) processo para tratar das não conformidades. 
Outro ponto importante trazido pela NBC PA 01 é o que trata da propriedade da documentação do 
trabalho de auditoria. 
A documentação do trabalho é de propriedade da firma. A firma pode, a seu critério, disponibilizar 
partes ou trechos da documentação do trabalho aos clientes, desde que essa divulgação não 
prejudique a validade do trabalho realizado ou, no caso de trabalhos de asseguração, a 
independência da firma ou do seu pessoal. 
 
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(CESPE – AUDITOR FISCAL/SEFAZ RS – 2019) Após a conclusão dos trabalhos pela empresa de 
auditoria independente, a responsabilidade pela custódia da documentação é 
a) da controladoria do cliente. 
b) do órgão regulador do cliente. 
c) da auditoria interna do cliente. 
d) da empresa de auditoria independente. 
e) do Conselho Federal de Contabilidade 
Comentários: 
Questão aborda a propriedade da documentação de auditoria. Segundo a NBC PA 01: 
Propriedade da documentação do trabalho 
A63. A documentação do trabalho é de propriedade da firma. A firma pode, a seu critério, 
disponibilizar partes ou trechos da documentação do trabalho aos clientes, desde que essa 
divulgação não prejudique a validade do trabalho realizado ou, no caso de trabalhos de 
asseguração, a independência da firma ou do seu pessoal. [grifos não constantes no original] 
Cabe ressaltar que a norma supracitada define Firma como sendo um único profissional ou 
sociedade de pessoas que atuam como auditor independente. 
Portanto, alternativa correta é D. 
Gabarito: D. 
 
(CESPE – AUDITOR FISCAL/SEFAZ RS – 2019) A revisão da qualidade dos trabalhos de auditoria é 
um processo que visa fornecer, na data do relatório, ou antes, uma avaliação objetiva dos 
julgamentos relevantes feitos pela equipe de trabalho e das conclusões atingidas ao se elaborar o 
relatório. Esse trabalho deve ser realizado por 
a) membro da equipe de auditoria especialmente designado para esse fim. 
b) pessoa especialmente designada pela empresa auditada e com a devida qualificação técnica. 
c) sócio da empresa de auditoria ou pelo auditor chefe da equipe que realizou a auditoria. 
d) sócio ou outro profissional da firma de auditoria, ou pessoa externa qualificada, ou equipe 
formada por essas pessoas, nenhuma delas envolvida na auditoria. 
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e) profissional de contabilidade devidamente qualificado e certificado e que não tenha participado 
ou interagido de qualquer forma com os trabalhos de auditoria, ainda que integrante da empresa 
auditada. 
Comentários: 
A Revisão do Controle de Qualidade é feita pelo “revisor do controle de qualidade”, que pode ser 
sócio ou outro profissional da firma, uma pessoa externa adequadamente qualificada, ou uma 
equipe composta por essas pessoas, nenhuma delas fazendo parte da equipe de trabalho. A 
revisão aplica-se somente a entidades listadas (com ações negociadas em bolsa de valores) ou 
outros trabalhos para os quais a firma tenha determinado essa necessidade. 
Segundo a NBC PA 01: 
Revisor de controle de qualidade do trabalho é o sócio, ou outro profissional da firma, uma pessoa 
externa adequadamente qualificada, ou uma equipe composta por essas pessoas, nenhuma delas 
fazendo parte da equipe de trabalho, com experiência e autoridade suficientes e apropriadas para 
avaliar objetivamente os julgamentos relevantes feitos pela equipe de trabalho e as conclusões 
obtidas para elaboração do relatório. [Grifos não constantes no original] 
Portanto, alternativa correta é D. 
Gabarito: D. 
 
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4.1 Revisão Externa de Qualidade pelos Pares 
A NBC PA 11 trata da Revisão Externa de Qualidade pelos Pares (ou, simplesmente, “Revisão pelos 
Pares”), que se constitui em um em processo de acompanhamento do controle de qualidade dos 
trabalhos realizados pelos auditores independentes. Frise-se que a Revisão pelos Pares aplica-se 
exclusivamente ao auditor com registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). 
O objetivo da revisão pelos pares é o de avaliar os procedimentos adotados pelo contador que atua 
como auditor independente e pela Firma de Auditoria, com vistas a assegurar a qualidade dos 
trabalhos de auditoria e asseguração desenvolvidos. 
A qualidade, neste contexto, é medida pelo atendimento ao estabelecido nas Normas Brasileiras de 
Contabilidade Técnicas e Profissionais, emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e, 
quando aplicável, nas normas emitidas por órgãos reguladores. 
Grosso modo, podemos entender a Revisão pelos Pares como um exame realizado por um auditor 
(revisor) sobre os trabalhos executados por outro auditor (revisado), com vistas a verificar: i) a 
adequação dos procedimentos e técnicas aplicados às Normas correspondentes; ii) a adequação do 
sistema de controle de qualidade originalmente estabelecido. 
O exame realizado pelo revisor sobre os trabalhos do revisado deve seguir um Programa de Revisão, 
e deve ter como “produto” um Relatório de Revisão. O Auditor deve submeter-se à Revisão pelos 
Pares, no mínimo, uma vez a cada ciclo de quatro anos. 
A revisão deve abranger, exclusivamente, aspectos de atendimento às Normas Brasileiras de 
Contabilidade Técnicas e Profissionais emitidas pelo CFC e, quando aplicável, a outras normas 
emitidas por órgão regulador. 
Vejamos, na sequência, as importantes definições trazidas pela NBC PA 11: 
5. Para fins desta norma, os seguintes termos são usados com os significados abaixo 
especificados: 
Revisado é o auditor independente (firma de auditoria ou auditor pessoa física) que deve se 
submeter ao Programa de Revisão Externa de Qualidade, de acordo com os critérios 
estabelecidos nesta norma. 
Revisor é o auditor contratado pelo Revisado para a realização do trabalho de Revisão pelos 
Pares. 
 
Revisão pelos Pares é o exame realizado por auditor independente nos trabalhos de auditoria 
executados por outro auditor independente, visando verificar se: 
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(a) os procedimentos e as técnicasde auditoria utilizados para execução dos trabalhos nas 
empresas clientes estão em conformidade com as Normas Brasileiras de Contabilidade Técnicas 
e Profissionais emitidas pelo CFC e, quando aplicável, com outras normas emitidas por órgão 
regulador; 
(b) o sistema de controle de qualidade desenvolvido e adotado pelo auditor está adequado e 
conforme o previsto na NBC PA 01 – Controle de Qualidade para Firmas (Pessoas Jurídicas e 
Físicas) de Auditores Independentes. 
Programa de Revisão é o programa de trabalho do Comitê Administrador da Revisão Externa 
de Qualidade (CRE) que compreende a definição da abrangência, a seleção dos auditores a 
serem revisados, as etapas e os prazos a serem cumpridos pelos auditores revisores na 
realização do trabalho de revisão. 
Ano base da revisão refere-se ao ano a ser revisado pelo Revisor, que deve ser o ano anterior 
ao da indicação do auditor a ser Revisado, ou o outro antecedente, caso não tenha realizado 
serviço de auditoria. 
Relatório de revisão é o relatório elaborado pelo Revisor, a ser apresentado ao CRE, dispondo 
sobre a conformidade, ou não, do sistema de controle de qualidade existente nos trabalhos 
desenvolvidos pelo Revisado. 
Carta de recomendação é o documento a ser emitido pelo Revisor contendo sugestões para 
melhoria das políticas e dos procedimentos de controle de qualidade. 
Plano de ação é o documento elaborado pelo Revisado, a ser apresentado ao CRE, dispondo 
sobre as ações que ele adotará ou implementará com o objetivo de corrigir as fragilidades 
apresentadas na carta de recomendações emitida pelo Revisor ao término do trabalho de 
revisão. 
Revisão recíproca é a situação em que o Revisor teve sua última revisão realizada pelo atual 
Revisado, não importando o intervalo de tempo entre as revisões. 
Programa de revisão 
14. O Auditor deve submeter-se à Revisão pelos Pares, no mínimo, uma vez a cada ciclo de 
quatro anos, considerando que: 
(a) a cada ano, no mês de janeiro, devem ser selecionados para inclusão no programa de 
revisão, por critério definido pelo CRE, os auditores que deverão submeter-se à Revisão pelos 
Pares, sendo, obrigatoriamente, incluídos aqueles que obtiveram seu cadastro na CVM no ano 
anterior, que será definido como o ano-base da revisão; 
(b) em decorrência de problemas específicos relatados pelo Revisor na última revisão, o CRE 
pode decidir por determinar períodos menores para a revisão nos trabalhos do Revisado; 
(c) durante o ano, e desde que com justificativa formal, podem ser selecionados, para inclusão 
no programa de revisão, outros auditores que não foram selecionados em janeiro; 
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(d) em decorrência de problemas específicos que venham a ser identificados no Revisor, o CRE 
pode decidir por determinar a inclusão desse no programa de revisão do próprio ano, ou no do 
ano seguinte, ou ainda determinar períodos menores para a sua revisão. 
 
 
(UFPR / ISS CURITIBA – 2019) Entre as normas de auditoria existentes e adotadas no Brasil, 
há uma específica que trata da revisão externa pelos pares. 
O objetivo principal da norma é: 
a) reduzir o custo das empresas em relação à contratação da auditoria. 
b) disciplinar os procedimentos de auditora executados e se estão em conformidade com a 
legislação tributária e previdenciária vigente no país. 
c) assegurar a qualidade dos serviços prestados pelas empresas de auditoria. 
d) tornar pública e transparente as informações obtidas no processo de auditoria em relação 
às empresas de interesse público. 
e) obter uma segunda opinião em relação à situação patrimonial das empresas que não são 
obrigadas a publicar demonstrações contábeis. 
Comentários: 
Os 03 primeiros itens da NBC PA 11 tratam de seus Objetivos. Vejamos: 
Objetivo 
1. A Revisão Externa de Qualidade pelos Pares, doravante denominada “Revisão pelos Pares”, 
constitui-se em processo de acompanhamento do controle de qualidade dos trabalhos 
realizados pelos auditores independentes. 
2. O objetivo da revisão pelos pares é o de avaliar os procedimentos adotados pelo contador 
que atua como auditor independente e pela Firma de Auditoria, com vistas a assegurar a 
qualidade dos trabalhos de auditoria e asseguração desenvolvidos. 
3. A qualidade, neste contexto, é medida pelo atendimento ao estabelecido nas Normas 
Brasileiras de Contabilidade Técnicas e Profissionais, emitidas pelo Conselho Federal de 
Contabilidade (CFC) e, quando aplicável, nas normas emitidas por órgãos reguladores. 
Pelo exposto, vemos que – dentre outros – o objetivo da NBC PA 11 é assegurar a qualidade 
dos trabalhos de auditoria e asseguração desenvolvidos (parte final do item 2). 
Gabarito: C 
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(FCC / ISS MANAUS – 2019) Acerca da NBC PA 11, que regula a “revisão externa de qualidade 
pelos pares”, é correto afirmar que: 
(A) O auditor somente pode atuar como revisor caso não tenha executado trabalhos de 
auditoria independente nos últimos 2 anos anteriores ao da revisão que pretende fazer. 
(B) É vedado ao revisor comunicar e discutir os resultados da revisão com a administração 
do revisado. 
(C) Aplica-se exclusivamente ao auditor com registro na CVM. 
(D) O revisado é o auditor contratado para realização dos trabalhos de revisão. 
(E) São estimuladas as revisões recíprocas entre auditores independentes (pessoas físicas e 
jurídicas). 
Comentários: 
Por decorrência da previsão expressa do item 4 da NBC PA 11, nosso gabarito é a letra C: 
Veja: 
4. Esta Norma aplica-se, exclusivamente, ao Auditor com registro na Comissão de Valores 
Mobiliários (CVM). 
Comentário das demais alternativas: 
(A) O auditor somente pode atuar como revisor caso não tenha executado trabalhos de 
auditoria independente nos últimos 2 anos anteriores ao da revisão que pretende fazer. 
Existe, na realidade, uma vedação ao trabalho como Revisor, no caso do auditor não ter 
participado de nenhum trabalho de auditoria independente nos últimos 2 anos. 
(B) É vedado ao revisor comunicar e discutir os resultados da revisão com a administração 
do revisado. Essa comunicação é uma das responsabilidades do auditor-revisor. Veja: 
28. O auditor-revisor tem as seguintes responsabilidades: 
(a) organizar, planejar e conduzir os trabalhos de revisão; 
(b) supervisionar o trabalho desenvolvido pelos membros da equipe; 
(c) comunicar e discutir os resultados da revisão com a administração do auditor-revisado; 
(d) elaborar o relatório de revisão e a carta de recomendações, quando for o caso; 
(e) apresentar o relatório, a carta de recomendações e a cópia do questionário ao CRE; 
(f) dar esclarecimentos ou participar de reunião com o CRE, quando requerido; e 
(g) guardar por 7 (sete) anos toda a documentação referente aos trabalhos de revisão. [Grifos 
não constantes no original] 
(D) O revisado é o auditor contratado para realização dos trabalhos de revisão. O correto 
seria dizer “revisor”. 
(E) São estimuladas as revisões recíprocas entre auditores independentes (pessoas físicas e 
jurídicas). Há vedação expressa para revisões recíprocas na NBC PA 11. Veja: 
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24. São vedadas as revisões recíprocas entre auditores independentes (pessoas físicas e 
jurídicas). Eventuais exceções devem ser submetidas à aprovação do CRE – Comitê 
Administrador da Revisão Externa. [Grifos não constantes no original]. 
Gabarito: C 
(CESGRANRIO / PETROBRAS – 2018) Em decorrência das medidasmais rigorosas impostas 
às auditorias nos Estados Unidos, pela Lei Sarbanes-Oxley, e em atendimento aos termos da 
Resolução CFC 910/2010, foi adotada no Brasil a prática do exame de auditorias por outras 
auditorias. 
Nesse contexto, tal prática é identificada, no Brasil, pelo nome de 
a) auditoria de compliance 
b) filosofia de auditoria 
c) papel de auditoria 
d) processo de abordagem de auditoria 
e) revisão pelos pares 
Comentários: 
A revisão pelos pares pode ser entendida como o exame de auditorias (revisados) por outras 
auditorias (revisores). 
Gabarito: E 
(AOCP / ISS Cariacica – 2020) Nos termos da NBC PA 11 – Revisão Externa de Qualidade pelos 
Pares –, assinale a alternativa correta. 
(A) Essa revisão constitui-se em um processo de acompanhamento do controle de qualidade 
dos trabalhos realizados pelos auditores internos. 
(B) O Auditor deve submeter-se à Revisão pelos Pares, no mínimo, uma vez a cada ciclo de 
04 (quatro) anos. 
(C) A revisão poderá abranger aspectos de atendimento às Normas Brasileiras de 
Contabilidade Técnicas e Profissionais emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade e, 
quando aplicável, a outras normas emitidas por órgão regulador. 
(D) O objetivo da Revisão pelos Pares é o de avaliar os procedimentos adotados pelo 
contador que atua como auditor independente e pela firma de auditoria, com vistas a 
assegurar a qualidade dos serviços contábeis desenvolvidos. 
Comentários: 
Como vimos, o Auditor deve submeter-se à Revisão pelos Pares, no mínimo, uma vez a cada 
ciclo de quatro anos – o que torna a letra B nosso gabarito. A letra A erra ao mencionar 
“auditores internos” (a revisão pelos pares aplica-se aos auditores externos/independentes). 
A letra C erra ao dizer que “poderá abranger” (de acordo com a norma, a revisão “deve” 
abranger, exclusivamente, aspectos de atendimento às Normas Brasileiras de 
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Contabilidade…). A letra D peca ao mencionar “serviços contábeis” (de acordo com a 
literalidade da NBC PA 11, o objetivo da revisão pelos pares é o de avaliar os procedimentos 
adotados pelo contador que atua como auditor independente e pela Firma de Auditoria, com 
vistas a assegurar a qualidade dos trabalhos de auditoria e asseguração desenvolvidos). 
Gabarito: B 
 
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5. LISTA DE QUESTÕES 
 
Amostragem 
1. (CESPE / SEFAZ DF – 2020) 
Com relação a planos, procedimentos e amostragem de auditoria, julgue o item a seguir. 
O risco de amostragem em auditoria está associado ao desvio não representativo do desvio 
existente em uma população. 
2. (CESPE / SEFAZ AL – 2020) 
Situação hipotética: Determinado auditor, após realizar conferência de cálculos, concluiu que 
o saldo da conta de estoques estava relevantemente distorcido, embora o saldo não estivesse 
efetivamente nessa condição. 
Assertiva: Nesse caso, o auditor incorreu no risco de aceitação incorreta. 
3. (CESPE / SEFAZ AL – 2020) 
A adoção de amostragem em auditoria implica a admissão da existência de diferentes tipos de 
erros; nos testes de observância, o erro tolerável é o erro monetário máximo no saldo de uma 
conta. 
4. (CESPE / SEFAZ RS – 2019) 
Em auditoria, o tamanho da amostra é influenciado por vários fatores, mas deve possibilitar 
que o auditor faça inferências sobre toda a população. Entre esses fatores, aquele que 
possibilita reduzir o tamanho da amostra é o aumento 
a) na taxa tolerável de desvio. 
b) na taxa esperada de desvio da população a ser testada. 
c) na quantidade de unidades de amostragem na população. 
d) na extensão dos riscos de controle, incluídos os controles considerados relevantes na 
avaliação de riscos do auditor. 
e) no nível de segurança, conforme o qual a taxa tolerável de desvio não seja excedida pela 
taxa real de desvio na população. 
5. (CESPE / CGE CE – Auditor de Controle Interno – 2019) 
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Considerando o uso de amostragem na realização de testes de controle, o fator que, mantidos 
todos os demais constantes, acarreta redução do tamanho necessário da amostra a ser 
realizada é o aumento 
a) da extensão na qual a avaliação de risco do auditor leva em consideração os controles 
relevantes. 
b) da taxa esperada de desvio da população a ser testada. 
c) do nível de segurança desejado pelo auditor de que a taxa real de desvio na população não 
exceda a taxa tolerável. 
d) da quantidade de unidades de amostragem em populações grandes. 
e) da taxa tolerável de desvio definida pelo auditor. 
6. (CESPE / CGE CE – Auditor de Controle Interno – 2019) 
Ao dividir um conjunto de registros contábeis em diferentes grupos de unidades com 
características semelhantes, o auditor independente estará utilizando o procedimento de 
a) população. 
b) anomalia. 
c) estratificação. 
d) unidade de amostragem. 
e) distorção tolerável. 
7. (CESPE – Perito Criminal da Polícia Federal/Área 1/ Ciências Contábeis - 2018) 
Julgue os itens a seguir, relativos aos trabalhos de auditoria e perícia. 
Na definição do tamanho da amostra que o auditor utilizará para formar sua opinião sobre as 
demonstrações contábeis da auditada, quanto maior for o valor da distorção esperada na 
população analisada, maior deverá ser o tamanho da amostra. 
8. (CESPE – Analista Judiciário (STM)/Contabilidade/Apoio Especializado – 2018) 
Acerca do controle interno no setor público federal, da auditoria interna e seus papéis de 
trabalho, julgue o item a seguir. 
A amostragem não probabilística, apesar de não permitir tratamento estatístico, pode ser 
utilizada em uma auditoria, propiciando a generalização dos resultados obtidos. 
9. (CESPE– Analista Judiciário (TRE BA)/Contabilidade/ Administrativa - 2010) 
Acerca de objetivos, técnicas e procedimentos de auditoria, julgue o próximo item. 
É recomendável o emprego da amostragem estatística quando os itens da população 
apresentarem características heterogêneas. 
10. (CESPE – Auditor (FUB) – 2013) 
Julgue o item seguinte, relativo à amostragem estatística. 
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O exame de todos os documentos ou operações pode ser desejável e adequado quando esses 
documentos ou operações forem poucos e de valor unitário elevado, ou, também, quando 
houver risco relevante e outros meios não oferecerem evidência de auditoria apropriada e 
suficiente. 
11. (CESPE – Auditor (FUB) – 2013) 
Julgue o item seguinte, relativo à amostragem estatística. 
No caso de um auditor se deparar com grandes populações, deverá aumentar 
proporcionalmente o tamanho da amostra, para assegurar o mesmo grau de confiança que 
alcançaria no caso de uma população pequena. 
12. (CESPE – Auditor de Controle Externo (TCE-PA)/Administração/ Fiscalização – 2016) 
Com relação aos instrumentos de fiscalização da auditoria bem como ao seu planejamento e à 
sua execução, julgue o item seguinte. 
A amostragem estatística, por permitir a generalização de evidências encontradas pelo auditor 
a partir de uma amostra da população examinada, é especialmente recomendada a situações 
em que os itens objetos do trabalho apresentam características marcadamente distintas. 
13. (CESPE – Auditor de Controle Externo (TCE-PA)/Administração/ Administrativa – 2016) 
Com relação ao planejamento da auditoria,julgue o item subsequente. 
A importância da amostragem estatística aplicada à auditoria reside no fato de que a amostra 
examinada é selecionada cientificamente, o que implica dizer que os resultados obtidos são 
considerados válidos para a população, isto é, para o conjunto dos dados existentes. O método 
permite, assim, limitar a extensão dos testes realizados. 
14. (CESPE / TELEBRAS – 2015) 
Com relação às técnicas de amostragem estatística, julgue o próximo item. 
Situação hipotética: Um auditor, trabalhando sozinho na empresa auditada, decidiu avaliar 
quarenta processos. Para selecionar os processos que seriam avaliados, ele retirou somente os 
dois primeiros processos de cima de vinte pilhas sequenciadas, cada uma com dez processos, 
formadas por processos com conteúdos afins. 
Assertiva: Nesse caso, o auditor, ao valer-se da seleção da amostra por conveniência, atendeu 
às regras vigentes, mesmo com prejuízo de abster-se da aleatoriedade na obtenção dos itens. 
15. (CESPE – Contador (DPU) – 2016) 
A respeito do planejamento dos trabalhos de auditoria governamental, da fraude e do erro, 
dos testes, das técnicas e da amostragem estatística em auditoria, julgue o próximo item. 
Para reduzir o erro tolerável em uma amostra aleatória simples, é necessário que o auditor 
também reduza o tamanho da amostra. 
16. (CESPE / TCU – Auditor Federal de Controle Externo – 2013) 
No que concerne ao planejamento da auditoria, julgue o item seguinte. 
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Recomenda-se o emprego de amostragem estatística na auditoria, exceto em casos de amostra 
extensa, difícil mensuração das características da população e desnecessidade de alta precisão. 
17. (FCC / ALAP – 2020) 
Em uma grande empresa, ocorreu a suspeita de existência de erro na contabilização dos saldos 
das contas. Um auditor desta empresa é incumbido de analisar as contas que constam de uma 
lista em ordem crescente de seu respectivo código. Ele decide realizar este trabalho por 
amostragem, sorteando um código entre os 10 primeiros da lista, e, então, analisar toda conta 
referente ao décimo código na lista a partir do primeiro selecionado. Nesse caso, é adotado 
pelo auditor, o tipo de uma Amostragem denominado 
a) por julgamento. 
b) por conglomerados. 
c) determinística. 
d) sistemática. 
e) em dois estágios. 
18. (FCC / ISS Manaus – 2019) 
Considere a situação hipotética abaixo. 
Executando amostragem em teste de evidência de autorização, o auditor escolhe um cheque 
cancelado, e, inspecionando-o, conclui que foi apropriado o cancelamento, de modo que não 
houve, naquele caso, desvio. 
O regulamento do CFC aplicável à amostragem estabelece que 
a) é vedada a escolha de outro cheque cancelado para examinar, o que é referido na norma 
como “procedimento em item perdido”. 
b) é possível a escolha de outro cheque cancelado para examinar, o que é referido na norma 
como “procedimento em item de substituição”. 
c) é obrigatória a escolha de outro cheque cancelado para examinar, o que é referido na norma 
como “procedimento alternativo adequado”. 
d) é recomendável a escolha de outro cheque cancelado para examinar, o que é referido na 
norma como “procedimento impossível”. 
e) é vedada a análise de outro cheque cancelado para examinar, o que é referido na norma 
como “procedimento alternativo inadequado”. 
19. (FCC / SEFAZ BA – Finanças e Controle – 2019) 
Conforme estabelece a NBC TA 530, “o objetivo do auditor, ao usar a amostragem em auditoria, 
é o de proporcionar uma base razoável para o auditor concluir quanto à população da qual a 
amostra é selecionada”. A adoção do critério de amostragem pressupõe, por parte do auditor, 
a definição da amostra, a determinação do seu tamanho e a seleção dos itens para teste. De 
acordo com a referida NBC, 
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a) o auditor deve selecionar itens para a amostragem de forma que cada unidade de 
amostragem da população tenha a mesma chance de ser selecionada. 
b) ao definir uma amostra de auditoria, o auditor deve flexibilizar a finalidade do procedimento 
de auditoria bem como relevar as características negativas da população da qual será retirada 
a amostra. 
c) cabe à entidade a ser auditada definir o tamanho da amostra, tendo por base os motivos 
que determinaram a realização da auditoria. 
d) o auditor e a administração da entidade devem selecionar, conjuntamente, itens para a 
amostragem de forma que cada unidade de amostragem da população tenha uma maior ou 
menor chance de ser selecionada. 
e) norteado pelos princípios da neutralidade e da imparcialidade, o auditor, ao definir uma 
amostra de auditoria, deve relativizar a finalidade do procedimento de auditoria de modo a 
suavizar eventuais resultados indesejados. 
20. (FCC / SEFAZ BA – Finanças e Controle – 2019) 
Quando um auditor toma a quantidade de unidades de amostragem na população e a divide 
pelo tamanho da amostra, para obter um intervalo de amostragem, equivalente a 20, por 
exemplo, e, após determinar um ponto de início dentro das primeiras 20 unidades, toda 20ª 
unidade de amostragem seguinte é selecionada, estamos diante de um método específico de 
seleção de amostra. De acordo com a NBC TA 530, este método de seleção de amostra é 
denominado seleção 
a) ao acaso. 
b) de periodicidade variável randômica. 
c) de bloco. 
d) aleatória. 
e) sistemática. 
21. (FCC / SEFAZ BA – Finanças e Controle – 2019) 
A avaliação do resultado de uma amostragem em auditoria é um procedimento essencial a ser 
realizado pelo auditor. De acordo com a NBC TA 530, 
a) o auditor deve avaliar se o uso de amostragem de auditoria forneceu uma base razoável para 
conclusões sobre a população que foi testada ou, se preferir, pode transferir este ônus para 
uma auditoria interna paralela, promovida pela entidade auditada, que deverá efetuar essa 
avaliação em prazo contratualmente estabelecido. 
b) caso o auditor conclua que a amostragem de auditoria não forneceu uma base razoável para 
conclusões sobre a população que foi testada, ele deve comunicar esse fato à administração 
da entidade auditada, para que ela determine, em prazo contratualmente previsto, os 
procedimentos substitutivos a serem adotados, se assim o desejar. 
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c) a entidade auditada, por meio de auditoria interna paralela realizada às suas próprias 
expensas, deve avaliar os resultados da amostra, em prazo contratualmente estabelecido, 
antes de autorizar o prosseguimento aos demais trabalhos de auditoria. 
d) caso o auditor conclua que a amostragem de auditoria não forneceu uma base razoável para 
conclusões sobre a população que foi testada, ele pode solicitar que a administração investigue 
as distorções identificadas e o potencial para distorções adicionais, e faça quaisquer ajustes 
necessários. 
e) caso o auditor conclua que a amostragem de auditoria não forneceu uma base razoável para 
conclusões sobre a população que foi testada, ele deve abandonar a utilização do critério de 
amostragem imediatamente. 
22. (FCC / SEFAZ BA – Administração Tributária – 2019) 
A NBC TA 530 estabelece, em seu item 5, que risco de amostragem é o risco de que a conclusão 
do auditor, com base em amostra” pudesse “ser diferente se toda a população fosse sujeita ao 
mesmo procedimento de auditoria. O risco de amostragem pode levar a conclusões errôneas. 
De acordo com a referida NBC, o nível de risco de amostragem que o auditor estádisposto a 
aceitar 
a) afeta o tamanho da amostra exigido, sendo que, quanto menor o risco que o auditor está 
disposto a aceitar, maior deve ser o tamanho da amostra. 
b) não afeta o tamanho da amostra exigido, já que a escolha do tamanho da amostra é feita no 
momento do planejamento do trabalho de auditoria. 
c) afeta o tamanho da amostra exigido, sendo que, quanto maior o risco que o auditor está 
disposto a aceitar, maior deve ser o tamanho da amostra. 
d) não afeta o tamanho da amostra exigido, na medida em que pode ser compensado com o 
aprofundamento do exame de cada unidade de amostragem e com arbitramentos e critérios 
de compensações. 
e) é determinado, em reunião do auditor com os representantes da área contábil da entidade 
auditada, após a apuração dos resultados de análise por amostragem feita anteriormente, de 
acordo com o valor cobrado no contrato de auditoria para esse subtrabalho específico. 
23. (FCC / SEFAZ BA – Administração Tributária – 2019) 
A NBC TA 530 arrola as conclusões errôneas a que pode levar o denominado risco de 
amostragem. De acordo com essa NBC, o risco de amostragem poderá acarretar conclusões 
equivocadas, tais como: 
I. no caso de teste de controles, esses controles serem considerados mais eficazes do que 
realmente são. 
II. no caso de teste de detalhes, não ser identificada distorção relevante, quando, na verdade, 
ela existe. 
III. no caso de teste de controles, esses controles serem considerados menos eficazes do que 
realmente são. 
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IV. no caso de teste de detalhes, ser identificada distorção relevante, quando, na verdade, ela 
não existe. 
Está correto o que se afirma em 
a) III e IV, apenas. 
b) I e II, apenas. 
c) II e III, apenas. 
d) I e IV, apenas. 
e) I, II, III e IV. 
24. (FCC / ISS São José do Rio Preto – 2019) 
Sendo impossível averiguar todos os lançamentos que compõem um determinado saldo 
contábil, torna-se possível 
a) ignorar o saldo contábil. 
b) deixar de emitir o parecer de auditoria. 
c) deixar de divulgar as demonstrações contábeis. 
d) presumir que há distorção relevante nos lançamentos. 
e) analisar apenas alguns deles. 
25. (FCC – Auditor Fiscal / SEFAZ SC – 2018) 
Na execução de uma auditoria tributária, e de acordo com as normas de amostragem em 
auditoria (NBC TA 530, aprovada pela Resolução CFC 1222/09), o Auditor pode lançar mão de 
diversos métodos de seleção da amostra, dentre os quais se destacam: 
− Método A: aplicado por meio de geradores de números aleatórios como, por exemplo, 
tabelas de números aleatórios. 
− Método B: em que a quantidade de unidades de amostragem na população é dividida pelo 
tamanho da amostra para dar um intervalo de amostragem como, por exemplo, 50, e após 
determinar um ponto de início dentro das primeiras 50, toda 50a unidade de amostragem 
seguinte é selecionada. 
− Método C: no qual o auditor seleciona a amostra sem seguir uma técnica estruturada. Embora 
nenhuma técnica estruturada seja usada, o auditor, ainda assim, evitaria qualquer 
tendenciosidade ou previsibilidade consciente (por exemplo, evitar itens difíceis de localizar ou 
escolher ou evitar sempre os primeiros ou os últimos lançamentos de uma página) e, desse 
modo, procuraria se assegurar de que todos os itens da população têm uma mesma chance de 
seleção. 
− Método D: é um tipo de seleção com base em valores, na qual o tamanho, a seleção e a 
avaliação da amostra resultam em uma conclusão em valores monetários. Ao considerar as 
características da população da qual a amostra será retirada, o auditor pode determinar que a 
estratificação ou a seleção com base em valores é mais apropriada. 
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Os métodos A, B, C e D referem-se, respectivamente, à Seleção 
a) aleatória, Seleção sistemática, Seleção com base em valor (amostragem de unidade 
monetária) e Seleção ao acaso. 
b) ao acaso, Seleção sistemática, Seleção aleatória e Seleção com base em valor (amostragem 
de unidade monetária). 
c) com base em valor (amostragem de unidade monetária), Seleção aleatória, Seleção 
sistemática e Seleção ao acaso. 
d) aleatória, Seleção ao acaso, Seleção com base em valor (amostragem de unidade monetária) 
e Seleção sistemática. 
e) aleatória, Seleção sistemática, Seleção ao acaso e Seleção com base em valor (amostragem 
de unidade monetária). 
26. (FCC – MPE PE / Analista Ministerial – Auditoria – 2018) 
Ponderando a impossibilidade de analisar todos os documentos de todos os processos de 
aposentadoria em um determinado ano, a seção de controle interno optou por conduzir 
investigação pormenorizada de apenas parte dos processos. Nesse caso, 
a) tal opção viola a missão institucional do controle interno, que deve analisar a legalidade de 
todos os atos praticados pela administração. 
b) é possível que se realize tal amostra, desde que seus resultados não sirvam de base para 
conclusão a respeito da população da qual ela é selecionada. 
c) para que se empregue a amostragem, é necessário considerar a finalidade do procedimento 
de auditoria e as características da população da qual será retirada a amostra. 
d) houve equívoco no emprego da amostragem, pois tanto o exercício quanto o tipo de ato são 
ambos determinados. 
e) a amostragem é aceita, embora não exista norma específica de auditoria acerca do 
procedimento. 
27. (FCC - Auditor Fiscal de Tributos I (São Luís) /Abrangência Geral - 2018) 
A Receita Federal do Brasil e a Secretaria Municipal de Fazenda, hipoteticamente, celebram 
convênio para compartilhamento de informações sujeitas a sigilo fiscal da declaração anual de 
imposto de renda. Sob os termos do convênio, é obrigatória a solicitação individualizada e 
motivada do dado a que se deseja ter acesso e haverá custo para sua disponibilização, uma vez 
que o serviço que assegura os termos do convênio é prestado com exclusividade pelo Serpro, 
de acordo com tabela de preços por ele praticada. Após o levantamento da base de dados de 
lançamentos fiscais do ITBI dos últimos cinco anos junto ao sistema da Secretaria de Fazenda, 
a Municipalidade avalia a possibilidade de confrontar tais registros com os imóveis declarados 
anualmente pelos proprietários à Fazenda Federal. Os custos de obtenção e análise de todos 
os dados do IRPF, entretanto, pareceram proibitivos. 
Na circunstância narrada, 
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a) não é possível adotar a técnica conhecida como amostragem, uma vez que ela se destina a 
situações em que é inviável obter os dados de todas as ocorrências investigadas. 
b) é possível adotar a técnica conhecida como amostragem, que somente deve ser empregada, 
entretanto, por meio que garanta a absoluta aleatoriedade do grupo de registros que será 
analisado. 
c) é possível adotar a técnica conhecida como amostragem, que pode ser empregada por meio 
da escolha dos registros a serem analisados, a partir da experiência dos fiscais. 
d) embora possível, é contraindicada a adoção da técnica conhecida como amostragem, pois 
não há como garantir a aleatoriedade do grupo de registros que será analisado. 
e) embora possível, é contraindicada a adoção da técnica conhecida como amostragem, pois 
não há outras informações disponíveis, indispensáveis para a formação da amostra. 
28. (FCC – Auditor Público Externo / TCE RS – 2018) 
O ser humano acredita que os números se distribuem de forma uniforme na natureza e, por 
isso, ao manipular os valores de um bancode dados, uma pessoa leiga em geral não se 
preocupará com as frequências em que aparece o 1 ou o 2 ou demais dígitos como primeiro, 
segundo ou último dígito de um número. Contudo, existe uma metodologia capaz de indicar a 
possibilidade de manipulação dos dados. A metodologia se baseia na regularidade empírica 
conhecida como Lei de Benford. 
(Adaptado de: Seleção de Amostras de Auditoria pela Lei de Benford. São Paulo: IBRAOP, 2016, 
p. 5) 
O serviço de inteligência do Tribunal de Contas investigou os saldos das demonstrações 
contábeis de 497 municípios de um determinado Estado. Em seu relatório, indicou que foi 
extraído o primeiro dígito de cada saldo contábil e, após totalizadas as suas frequências, 
computou-se a estatística x2 ao nível de confiança α apropriado. A hipótese nula, 
correspondente à aderência à Lei de Benford, foi rejeitada nos balanços de 50 municipalidades 
do universo pesquisado. 
Considerando o exposto, é correto afirmar: 
a) As normas técnicas de auditoria permitem o uso de amostragem, tanto a estatística quanto 
a não estatística. 
b) É possível concluir, pelos dados apresentados, que o teste estatístico falhou e seu resultado 
não poderá ser aproveitado nos procedimentos de auditoria. 
c) Segundo tal teste, não é necessária a análise de 447 balanços para se assegurar que todas as 
eventuais manipulações na população foram encontradas. 
d) Segundo tal teste, em 50 balanços foram encontradas manipulações nos saldos. 
e) As normas técnicas de auditoria deixaram de permitir o emprego de técnicas estatísticas 
como a sugerida. 
29. (FCC – Auditor Fiscal/ SEFAZ GO – 2018) 
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Considere a seguinte situação hipotética: 
Determinado Estado da Federação mantém programa de Cidadania Fiscal por meio do qual a 
emissão de notas e cupons fiscais pode ser feita com a inclusão do número de CPF do 
consumidor final. Após cadastro no programa, é possível que esses contribuintes diretos 
obtenham descontos no imposto sobre a propriedade de veículos automotores – IPVA devido. 
Em auditoria interna da base de dados de resgates de pontos na forma de descontos no IPVA, 
realizou-se um teste para apurar a distância geográfica entre os estabelecimentos em que 
foram realizadas as compras dos bens e serviços de onde se originou a pontuação resgatada, o 
endereço registrado no cadastro do programa e o domicílio do proprietário constante da 
anotação no Departamento Estadual de Trânsito. O objetivo pretendido era indicar possíveis 
erros, fraudes ou simulações. 
Após inspeção gráfica dos dados, o auditor promoveu a exclusão de uma série de observações 
que, a seu juízo, não poderiam estar corretas. Ao fim, chegou-se a uma relação de pessoas 
jurídicas como emissoras de documentação fiscal com afastamento geográfico suspeito entre 
sede e local de utilização dos pontos derivados. 
Sobre o caso e considerando a amostragem em auditoria, é correto afirmar. 
a) Pode-se dizer que se trata de uma aplicação do método aleatório de seleção de amostra. 
b) Se o auditor desejar aumentar o risco amostragem, deve diminuir o tamanho da amostra. 
c) Não é objetivo da auditoria interna assessorar a administração da entidade no trabalho de 
prevenção de fraudes e erros. 
d) As normas não permitem a exclusão dos chamados valores aberrantes (outliers), pois, sem 
a integralidade do espaço amostral, as conclusões são tendenciosas. 
e) Embora tecnicamente correto, tal trabalho nunca poderia subsidiar uma campanha de 
auditoria dirigida. 
30. (FCC – DPE AM / Analista Ciências Contábeis – 2018) 
Risco de amostragem pode ser definido como 
a) o risco de que a conclusão do auditor seja errônea por empregar inadequadamente a técnica 
de circularização. 
b) o risco de que a conclusão do auditor tenha sido tomada sujeitando toda a população ao 
mesmo procedimento de auditoria. 
c) o risco de que a conclusão do auditor, com base em amostra, pudesse ser igual se toda a 
população fosse sujeita ao mesmo procedimento de auditoria. 
d) o risco de que a conclusão do auditor, com base em amostra, pudesse ser diferente se toda 
a população fosse sujeita ao mesmo procedimento de auditoria. 
e) a distorção ou o desvio que é comprovadamente não representativo de distorção ou desvio 
em uma população. 
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31. (FCC – TRT 11ª Região / Analista Judiciário – Contabilidade – 2017) 
Considere as afirmativas abaixo sobre amostragem em auditoria. 
I. Amostragem de auditoria é a aplicação de procedimentos de auditoria sobre uma parte da 
totalidade dos itens que compõem o saldo de uma conta ou classe de transações. 
II. Ao usar o método de amostragem estatística, ou não, deve ser projetada e selecionada uma 
amostra que possa proporcionar evidência de auditoria suficiente e apropriada. 
III. A amostra selecionada pelo auditor deve ter uma relação direta com o volume de transações 
realizadas, como também com os efeitos da avaliação patrimonial e financeira e o resultado 
por ela obtido no período. 
Está correto o que se afirma em: 
a) I e III, apenas. 
b) II e III, apenas. 
c) I, II e III. 
d) I e II, apenas. 
e) III, apenas. 
32. (FCC – Auditor Fiscal / SEFAZ MA – 2016) 
Na auditoria das demonstrações contábeis de determinada empresa de economia mista do 
Estado, o auditor pretende realizar auditoria, por amostragem, na conta “Duplicatas a 
Receber”. O auditor se quiser reduzir o tamanho da amostra sem aumentar o risco de 
amostragem, dividindo a população em subpopulações distintas que tenham características 
homogêneas ou similares, deve proceder 
a) uma seleção sistemática. 
b) um agrupamento de itens para investigação. 
c) um detalhamento de itens para teste. 
d) uma estratificação. 
e) uma seleção aleatória. 
33. (FCC – Auditor Fiscal / SEFAZ PI – 2015) 
Entre os principais métodos de seleção de amostras citados nas Normas Brasileiras de 
Contabilidade Técnicas de Auditoria, aquela em que o tamanho, a seleção e a avaliação da 
amostra resultam em uma conclusão em quantias de dinheiro é a amostragem 
(A) ao acaso. 
(B) estatística. 
(C) em bloco. 
(D) aleatória. 
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(E) de unidades monetárias. 
34. (FCC/ TCE RS – Auditor Público Externo – Ciências Contábeis – 2014) 
Segundo as Normas Brasileiras de Contabilidade Técnicas de Auditoria – NBC TA, a amostragem 
em auditoria destina-se a possibilitar conclusões a serem tiradas de uma população inteira com 
base no teste de amostragem dela extraída (NBC TA 500). Existem muitos métodos para 
selecionar amostras (NBC TA 530), entre os principais citados nas normas. Aquela em que a 
quantidade de unidades de amostragem na população é dividida pelo tamanho da amostra 
para dar um intervalo de amostragem é a seleção 
a) estatística. 
b) aleatória. 
c) ao acaso. 
d) sistemática. 
e) em bloco. 
35. (FCC/ SEFAZ SP – Agente Fiscal de Rendas – 2013) 
É correto afirmar, em relação ao fator de confiança na seleção da amostra, que quanto 
(A) maior o fator de confiança, maior o tamanho da amostra e menor o nível de segurança 
obtido. 
(B) menor o fator de confiança, maior o tamanho da amostra e da estratificação permitida. 
(C) maior o fator de confiança, menor o tamanho da amostra e menor o nível de segurança 
obtido. 
(D) menor o fator de confiança, menor o tamanho da amostra e da estratificação permitida. 
(E) maior o fator de confiança, maior o tamanho da amostra e o nível de segurança obtido.36. (FGV / CM Salvador – Analista Legislativo – Controladoria – 2018) 
Na execução de trabalhos de auditoria, quando há muitos dados e transações a serem 
examinados, é muito comum a seleção de uma amostra para exame. 
A seleção procedida de forma que sempre haja um intervalo constante entre cada item 
selecionado, seja seleção direta na população ou por estratos, é denominada amostragem: 
a) aleatória; 
b) casual; 
c) intencional; 
d) randômica; 
e) sistemática. 
37. (FGV / ALERO – Consultor Legislativo – Assessoramento em Orçamentos – 2018) 
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Assinale a opção que indica o critério que deve ser adotado na decisão quanto ao uso de 
abordagem de amostragem estatística ou não estatística no processo de auditoria de uma 
entidade. 
a) O julgamento do auditor. 
b) A experiência do auditor. 
c) O tamanho da amostra. 
d) A representatividade da amostra. 
e) O nível de risco de amostragem que a empresa auditada oferece. 
38. (FGV - TCM SP – Ag. Fiscalização – Administração – 2015) 
Na determinação da extensão dos testes de auditoria, em geral, o auditor emprega técnicas de 
amostragem, porém essas apresentam alguns riscos. Acerca dos riscos de amostragem, avalie 
as afirmativas a seguir. 
I) O nível do risco de amostragem que o auditor está disposto a aceitar dos resultados afeta o 
tamanho da amostra. 
II) O auditor está sujeito aos riscos de amostragem tanto nos testes substantivos quanto nos 
testes de observância. 
III) Os riscos de superavaliação de confiabilidade e o risco de aceitação incorreta afetam a 
eficiência da auditoria, pois em geral conduzem o auditor a realizar trabalhos adicionais. 
IV) Os riscos de subavaliação da confiabilidade e o risco de rejeição incorreta afetam a eficácia 
da auditoria e têm mais probabilidade de conduzir a uma conclusão errônea. 
É correto o que se afirma em: 
a) somente I e II; 
b) somente II e III; 
c) somente III e IV; 
d) somente I, II e IV; 
e) I, II, III e IV. 
39. (FGV / CGE MA – Auditor do Estado – 2014) 
As alternativas a seguir apresentam exemplos de método utilizado pelo auditor para selecionar 
amostras, à exceção de uma. Assinale-a. 
a) Seleção por intervalo. 
b) Seleção aleatória. 
c) Seleção sistemática. 
d) Seleção ao acaso. 
e) Seleção de bloco. 
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40. (FGV / DPE RJ – Técnico Superior Especializado – Ciências Contábeis – 2014) 
Os meios à disposição do auditor para a seleção de itens em um teste de auditoria são: 
(a) seleção de todos os itens (exame de 100%); 
(b) seleção de itens específicos; e 
(c) amostragem de auditoria. 
Com relação ao procedimento de amostragem, analise as afirmativas a seguir: 
I. A amostragem em trabalhos de auditoria pode ser aplicada usando tanto a abordagem de 
amostragem não estatística como a estatística. 
II. Amostragens aleatórias simples, estratificadas e por conglomerados são métodos de seleção 
probabilísticos. 
III Quando as características da população são de fácil mensuração, o apropriado é fazer uma 
amostragem probabilística. 
IV. Os maiores valores de uma população sempre devem ser analisados, mesmo quando se 
utilize uma amostragem estatística. 
Está(ão) correta(s) somente a(s) afirmativa(s) 
a) I 
b) I e II 
c) II e III 
d) III e IV 
e) I, III e IV 
41. (FGV / ALBA – Auditor – 2014) 
Uma seleção da amostra em que a quantidade de unidades de amostragem na população é 
dividida pelo tamanho da amostra, para dar um intervalo de amostragem, é conhecida como 
seleção 
a) aleatória. 
b) por unidade monetária. 
c) sistemática. 
d) ao acaso. 
e) de bloco. 
42. (FGV/ ISS Recife – Auditor Tesouro Municipal – 2014) 
A respeito de uma amostra de auditoria, analise as afirmativas a seguir. 
I. Ao definir uma amostra de auditoria, o auditor deve considerar a finalidade do procedimento 
de auditoria e as características da população da qual será retirada a amostra. 
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 80 
 
II. O auditor deve selecionar itens para a amostragem de forma que cada unidade de 
amostragem da população tenha a mesma chance de ser selecionada. 
III. Ao definir uma amostra de auditoria, o auditor deve considerar os fins específicos a serem 
alcançados e a combinação de procedimentos de auditoria que devem alcançar esses fins. 
Assinale: 
a) se somente a afirmativa I estiver correta. 
b) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. 
c) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. 
d) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. 
e) se todas as afirmativas estiverem correta. 
43. (FGV / Pref. Recife – ACI – Finanças Públicas – 2014) 
A respeito da amostragem de auditoria, analise os itens a seguir. 
I. O nível de risco de amostragem que o auditor está disposto a aceitar afeta o tamanho exigido 
da amostra. 
II. Quanto menor o risco que o auditor está disposto a aceitar, menor deve ser o tamanho da 
amostra. 
III. Ao definir uma amostra de auditoria, o auditor deve considerar a finalidade do 
procedimento de auditoria e as características da população da qual será retirada a amostra. 
IV. O auditor deve selecionar itens para a amostragem, de forma que cada unidade de 
amostragem da população tenha a mesma chance de ser selecionada. 
Assinale: 
a) se somente os itens I, II e III estiverem corretos. 
b) se somente os itens II, III e IV estiverem corretos. 
c) se somente os itens I, III e IV estiverem corretos. 
d) se somente os itens I, II e IV estiverem corretos. 
e) se todos os itens estiverem corretos. 
44. (FGV / PROCEMPA – Analista Administrativo – Contador – 2014) 
Em relação à amostragem estatística, assinale a afirmativa correta. 
a) Usa a teoria das probabilidades para avaliar os resultados das amostras, incluindo a 
mensuração do risco de amostragem. 
b) Utiliza o julgamento para selecionar os itens da amostra. 
c) Seleciona a unidade de amostragem a partir de uma probabilidade desconhecida. 
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d) Utiliza a seleção ao acaso, em que o auditor seleciona a amostra sem seguir uma técnica 
estruturada. 
e) Diferencia-se da abordagem da amostragem não estatística pelo tamanho da amostra. 
45. (VUNESP / ISS GUARULHOS – 2019) 
São características da amostragem estatística: 
(A) seleção da amostra a critério do auditor. 
(B) inexistência de risco de amostragem. 
(C) seleção da amostra com base no conhecimento da empresa a ser auditada. 
(D) uso da teoria de probabilidades para avaliar os resultados. 
(E) seu uso é indicado quando a população a ser auditada é pequena. 
46. (VUNESP / TJ SP – Contador Judiciário – 2019) 
A respeito do uso de amostras para a realização dos trabalhos de auditoria, assinale a 
alternativa correta. 
a) A utilização de amostras nos trabalhos de auditoria não é autorizada pelas normas brasileiras 
de auditoria por comprometer a imparcialidade que deve orientar os trabalhos do auditor. 
b) Ao determinar a extensão de um teste de auditoria ou um método de seleção de itens a 
serem testados, não poderão ser empregadas técnicas de amostragem. 
c) A utilização de amostragem estatística deve ser evitada nos trabalhos de auditoria por não 
permitir segurança suficiente a respeito dos seus achados. 
d) Ao usar método de amostragem, estatística ou não, deveser projetada e selecionada uma 
amostra que possa proporcionar evidência de auditoria suficiente e apropriada. 
e) Amostra e população são conceitos sinônimos em matéria de procedimentos de auditoria 
com base em estatísticas. 
47. (VUNESP/ CM Olímpia – Contador Especialista – 2018) 
Amostragem, em auditoria, é 
a) o conjunto completo de dados sobre os quais a amostra é selecionada e o auditor deseja 
concluir. 
b) o risco de que a conclusão do auditor, com base em amostra, possa ser diferente se toda a 
população foi sujeita ao mesmo procedimento de auditoria. 
c) a aplicação de procedimentos de auditoria em menos de 100% dos itens de população 
relevante para fins de auditoria, de maneira que todas as unidades de amostragem tenham a 
mesma chance de serem selecionadas para proporcionarem uma base razoável que possibilite 
ao auditor concluir sobre toda a população. 
d) cada um dos itens individuais que constituem uma população. 
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e) o processo de dividir uma população em subpopulações, cada uma sendo um grupo de 
unidades de amostragem com características semelhantes (geralmente valor monetário), de 
forma que o auditor possa selecionar os itens para o teste substantivo. 
48. (VUNESP/ Pref. São Bernardo do Campo – Contador – 2018) 
A amostragem estatística utilizada na definição e seleção da amostra de auditoria, na execução 
de testes de controles e de detalhes na avaliação dos resultados da amostra 
a) tem finalidade de subsidiar inferências e fornecer base razoável para o auditor concluir 
quanto à população da qual a amostra é selecionada, desprezando-se critérios de 
representatividade na escolha de itens da amostra. 
b) caracteriza-se pela seleção aleatória dos itens da amostra e pelo uso da teoria das 
probabilidades para avaliar os resultados das amostras, incluindo a mensuração do risco da 
amostragem. 
c) caracteriza-se pela seleção representativa de itens da amostra conforme o julgamento 
profissional do auditor, com vistas à fornecer base razoável para o auditor concluir quanto à 
população da qual a amostra é selecionada. 
d) pode ser validamente utilizada em auditorias internas, vedado o seu emprego em auditorias 
independentes, dado o potencial de seleção enviesada de amostra. 
e) permite que o auditor obtenha evidência de auditoria em relação a todas as características 
da população selecionada, desde que observado índice de confiança razoável das 
probabilidades investigadas. 
49. (VUNESP / ARSESP – Especialista em Regulação – 2018) 
No que tange à amostragem em auditoria, é correto afirmar: 
a) População é o conjunto completo de dados sobre o qual a amostra é selecionada e sobre o 
qual o auditor deseja concluir. 
b) Amostragem em auditoria é a aplicação de procedimentos de auditoria em 100% dos itens 
de população relevante para fins de auditoria. 
c) Risco não resultante da amostragem é o risco de que o auditor chegue a uma conclusão certa 
por qualquer outra razão que não seja relacionada ao risco de materialidade. 
d) Amostragem estatística é o único procedimento utilizado pelo auditor a fim de selecionar 
itens para teste. 
e) ao se usar a amostragem em auditoria, o auditor deseja proporcionar uma base razoável 
para concluir quanto ao universo selecionado do qual a amostra perfaz o total do item. 
50. (VUNESP / TJ SP – Contador Judiciário – 2015) 
Quando a auditoria é feita por amostragem, se o método utilizado para essa amostragem é a 
seleção sistemática, então a seleção de itens é 
a) por meio da seleção de um ou mais blocos contíguos da população. 
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b) de tal forma que assegure que todos tenham idêntica probabilidade de serem selecionados. 
c) a critério do auditor, com base em sua experiência. 
d) com base em valores monetários. 
e) procedida de tal maneira que haja sempre um intervalo constante entre cada item 
selecionado. 
51. (VUNESP/ CGM SP – Auditor Municipal de Controle Interno – 2015) 
A distorção ou o desvio que é comprovadamente não representativo de distorção ou desvio 
em uma população denomina-se 
a) amostragem estatística. 
b) unidade de amostragem. 
c) estratificação. 
d) taxa tolerável de desvio. 
e) anomalia. 
52. (VUNESP/ Pref. São José Rio Preto – Auditor Fiscal – 2014) 
Em relação à amostragem na auditoria, é correto afirmar que 
a) a amostragem deve ser sempre efetuada com números aleatórios, para evitar que o auditor 
utilize critérios próprios para a seleção dos itens a serem auditados. 
b) quanto maior o nível de distorção tolerável aceito nos testes substantivos, maior deve ser o 
tamanho da amostra, para que a eficácia e a eficiência do trabalho do auditor sejam 
alcançadas. 
c) na determinação do tamanho da amostra, um nível de confiança de 95% indica que em 
noventa e cinco (95) vezes o resultado será impreciso e em cinco (5) vezes, o resultado será 
preciso. 
d) o risco da amostragem é o risco de que a conclusão atingida com base na amostra seja igual 
ao da conclusão que seria obtida com base no exame da população como um todo. 
e) a combinação de uma amostragem estratificada para os itens de maior valor nos 
procedimentos (testes) substantivos combinada com a amostragem aleatória para os itens de 
menor valor é geralmente um procedimento eficaz, pois permite uma cobertura maior em 
termos de valor e um tamanho de amostra menor. 
53. (VUNESP / TJ SP – Contador Judiciário – 2013) 
Ao se determinar a extensão de um teste de auditoria ou um método de seleção de itens a 
serem testados, podem ser empregadas técnicas de 
a) busca. 
b) revisão. 
c) amostragem. 
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d) investigação. 
e) identificação. 
54. (VUNESP/ SEFAZ SP – APOFP – 2013) 
Trata-se da aplicação de procedimentos de auditoria em menos de 100% dos itens de 
população relevante para fins de auditoria, de maneira que todas as unidades-base tenham a 
mesma chance de serem selecionadas para proporcionar uma base razoável que possibilite ao 
auditor concluir sobre toda a população. 
O texto refere-se ao conceito de 
a) processo de auditoria. 
b) seleção de população. 
c) materialidade. 
d) amostragem em auditoria. 
e) aleatoriedade em auditoria. 
55. (AOCP / ISS Cariacica – 2020) 
O auditor deve determinar o tamanho da amostra suficiente para reduzir o risco de 
amostragem a um nível minimamente aceitável. Esse nível de risco de amostragem que o 
auditor está disposto a aceitar afeta o tamanho da amostra exigida. Assim, quanto 
(A) menor será o risco que o auditor está disposto a aceitar, maior deve ser o tamanho da 
amostra. 
(B) maior será o risco que o auditor está disposto a aceitar, menor deve ser o tamanho da 
amostra. 
(C) menor será o risco que o auditor está disposto a aceitar, menor deve ser o tamanho da 
amostra. 
(D) maior será o risco que o auditor não estará disposto a aceitar, menor deve ser o tamanho 
da amostra. 
56. (AOCP / ISS Cariacica – 2020) 
Quando um auditor realiza uma seleção com base em valores em que o tamanho, a seleção e 
a avaliação da amostra resultam em uma conclusão em valores monetários, esse método de 
seleção de amostra é denominado 
(A) amostragem de unidade monetária. 
(B) seleção sistemática. 
(C) seleção aleatória. 
 (D) seleção de bloco 
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Controle de Qualidade 
57. (CESPE / PGE PE – 2019) 
Acerca de auditoria em órgãos públicos, julgue o item subsequente. 
A análise do processo de monitoramento de determinada firma de auditoria, com o objetivo 
de avaliar se tal processo fornece segurança razoável da efetividade do sistema de controle, é 
responsabilidade de entidades de supervisão. 
58. (CESPE / SEFAZ RS – 2019) 
Após a conclusão dos trabalhos pela empresa de auditoria independente, a responsabilidade 
pela custódia da documentação é 
a) da controladoria do cliente. 
b) do órgão regulador do cliente. 
c) da auditoria interna do cliente. 
d) da empresa de auditoria independente. 
e) do Conselho Federal de Contabilidade 
59. (CESPE / SEFAZ RS – 2019) 
A revisão da qualidade dos trabalhos de auditoria é um processo que visa fornecer, na data do 
relatório, ou antes, uma avaliação objetiva dos julgamentos relevantes feitos pela equipe de 
trabalho e das conclusões atingidas ao se elaborar o relatório. Esse trabalho deve ser realizado 
por 
a) membro da equipe de auditoria especialmente designado para esse fim. 
b) pessoa especialmente designada pela empresa auditada e com a devida qualificação técnica. 
c) sócio da empresa de auditoria ou pelo auditor chefe da equipe que realizou a auditoria. 
d) sócio ou outro profissional da firma de auditoria, ou pessoa externa qualificada, ou equipe 
formada por essas pessoas, nenhuma delas envolvida na auditoria. 
e) profissional de contabilidade devidamente qualificado e certificado e que não tenha 
participado ou interagido de qualquer forma com os trabalhos de auditoria, ainda que 
integrante da empresa auditada. 
60. (CESPE / TCU – Auditor Federal de Controle Externo – 2015) 
Julgue o item subsecutivo, referente aos principais grupos de usuários das demonstrações 
contábeis bem como às responsabilidades a elas relacionadas. 
No exercício de suas atividades de auditoria, o auditor independente, usuário interno da 
informação contábil, deve pautar-se pelos seguintes princípios éticos: integridade, 
objetividade, impessoalidade, competência e zelo profissional, confidencialidade e 
comportamento profissional. 
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61. (CESPE – Auditor de Controle Externo (TCE-PA)/Ciências Contábeis /Fiscalização – 2016) 
De acordo com as Normas Técnicas de Auditoria (NBC TA) estabelecidas pelo Conselho Federal 
de Contabilidade (CFC), julgue o item a seguir. 
São princípios inerentes ao trabalho de asseguração do auditor a integridade, a objetividade, 
o sigilo e o comportamento profissional. 
62. (CESPE – TCE PR – Analista de Controle/Administração – 2016) 
Nas empresas de auditoria, o monitoramento destina-se a garantir que o controle de qualidade 
seja efetivo. Para concretizar esse objetivo, o(s) responsável(is) pela execução do 
monitoramento deve(m) 
a) requerer que as pessoas que executarão a revisão do controle de qualidade de determinados 
trabalhos não sejam envolvidas na inspeção desses mesmos trabalhos. 
b) comunicar os requisitos de independência da empresa a seu pessoal e, quando aplicável, a 
outras pessoas sujeitas a ela. 
c) identificar e avaliar circunstâncias e relações que criem ameaças à independência, e tomar 
as medidas apropriadas. 
d) aplicar medidas disciplinares contra aqueles que deixarem de cumprir políticas e 
procedimentos da empresa, especialmente os reincidentes. 
e) tratar de maneira apropriada as reclamações e alegações de que o trabalho realizado pela 
empresa não está de acordo com as normas técnicas. 
63. (CESPE – Polícia Científica PE – Perito Criminal/Ciências Contábeis – 2016) 
O revisor do controle de qualidade do trabalho da auditoria deve, para o trabalho de auditoria 
realizado, documentar 
a) procedimentos exigidos pelas políticas da firma sobre o controle de qualidade. 
b) as conclusões sobre o cumprimento dos requisitos de independência. 
c) as conclusões acerca da aceitação e continuidade de relacionamentos com clientes. 
d) a natureza e o alcance das consultas, bem como as conclusões delas resultantes. 
e) assuntos referentes ao cumprimento das exigências éticas relevantes. 
64. (FCC / ISS Manaus – 2019) 
Acerca da NBC PA 11, que regula a “revisão externa de qualidade pelos pares”, é correto 
afirmar que: 
(A) O auditor somente pode atuar como revisor caso não tenha executado trabalhos de 
auditoria independente nos últimos 2 anos anteriores ao da revisão que pretende fazer. 
(B) É vedado ao revisor comunicar e discutir os resultados da revisão com a administração do 
revisado. 
(C) Aplica-se exclusivamente ao auditor com registro na CVM. 
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(D) O revisado é o auditor contratado para realização dos trabalhos de revisão. 
(E) São estimuladas as revisões recíprocas entre auditores independentes (pessoas físicas e 
jurídicas). 
65. (FCC / ISS Manaus – 2019) 
Neste trabalho estabeleceu-se uma proposta de um prazo “ótimo” para o regime de rodízio 
mandatório de firmas de auditoria no Brasil. Esta é uma questão de especial interesse para 
reguladores de mercado, dada a escassez de estudos nessa linha, além de ter impactos sobre 
toda discussão acerca da adoção da regra (…). 
Através da aplicação empírica de um modelo que incorpora os principais pressupostos acerca 
do impacto do tempo de relacionamento auditor-auditado (tenure) na qualidade de auditoria, 
estimou-se que o prazo “ótimo” para o rodízio de firmas de auditoria no Brasil é 5,7 anos (…). 
(ALMEIDA, Patrícia Romualdo de; CARVALHO, Luis Nelson Guedes de; BRAUNBECK, 
Guilhermo Oscar. Um Prazo Ótimo para Rodízio de Firmas de Auditoria no Brasil. In: XVIII 
Usp International Conference in Accounting, 2018, São Paulo. Anais. São Paulo: 
Universidade de São Paulo, 2018. 
Disponível: https://congressousp.fipecafi.org/anais/Anais2018/apresentacao.html. 
Acesso: 20/03/2019. Com adaptações.) 
A regulação posta pela NBC PA 01 − Controle de Qualidade para Firmas (Pessoas Jurídicas e 
Físicas) de Auditores Independentes 
(A) difere da conclusão dos autores do estudo, posto que não prevê o rodízio da firma, mas dos 
profissionais envolvidos, incluindo o sócio encarregado. 
(B) difere da conclusão dos autores do estudo, posto que o estudo de tempo de relacionamento 
(tenure) não pode exceder 3 anos. 
(C) difere da conclusão dos autores do estudo, posto que prevê que o rodízio de firmas ocorra 
após 8 anos. 
(D) é similar à conclusão dos autores do estudo, posto que prevê que o rodízio de firmas ocorra 
após 5 anos. 
(E) é similar à conclusão dos autores do estudo, posto que prevê que o rodízio de firmas ocorra 
após estudo de tempo de relacionamento (tenure). 
66. (FCC – Analista (DPE RS)/Contabilidade - 2017) 
Em uma palestra sobre normas vigentes de auditoria emanadas pelo Conselho Federal de 
Contabilidade acerca do Auditor Independente, foram abordados os seguintes itens: 
responsabilidades da liderança pela qualidade na firma, exigências éticas relevantes, aceitação 
e continuidade do relacionamento com clientes e de trabalhos específicos, recursos humanos, 
execução do trabalho e monitoramento. Nos termos da NBC PA 01, esses itens representam 
elementos tratados por políticas e procedimentos inclusos em 
a) um sistema de controle de qualidade. 
b) um projeto de auditoria independente. 
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c) uma sistemática de controle interno e externo. 
d) um conjunto de medidas voltadas à evidenciação de atos auditados. 
e)uma política de transparência fiscal. 
67. (FGV / ISS Recife – AFTM – 2014) 
O revisor do controle de qualidade do trabalho deve realizar uma avaliação objetiva dos 
julgamentos e das conclusões feitas pela equipe de trabalho e atingidas ao elaborar o relatório. 
Essa avaliação deve envolver os aspectos relacionados a seguir, à exceção de um. Assinale-o. 
a) Revisão da documentação selecionada, relativa aos julgamentos significativos feitos pela 
equipe de trabalho, e das conclusões obtidas. 
b) Revisão das demonstrações contábeis e do relatório proposto. 
c) Discussão de assuntos significativos com o sócio encarregado do trabalho. 
d) Implementação das conclusões resultantes das consultas. 
e) Avaliação das conclusões ao elaborar o relatório e consideração sobre sua adequação. 
68. (FGV / Pref. Recife – ACI – Finanças Públicas – 2014) 
O sistema de controle de qualidade inclui políticas e procedimentos que tratam dos seguintes 
elementos: 
I. responsabilidades da liderança pela qualidade na firma; 
II. exigências éticas relevantes; 
III. aceitação e continuidade de relacionamentos com clientes e trabalhos específicos; 
IV. recursos humanos; 
V. execução do trabalho. 
Assinale: 
a) se somente os elementos III e V estiverem corretos. 
b) se somente os elementos I e II estiverem corretos. 
c) se somente os elementos II, III e IV estiverem corretos. 
d) se somente os elementos III, IV e V estiverem corretos. 
e) se todos os elementos estiverem corretos. 
69. (FGV / ISS Cuiabá – AFTRM – 2014) 
Sobre a revisão do controle de qualidade do trabalho de auditoria, assinale a afirmativa correta. 
a) É o processo que fornece uma avaliação subjetiva dos julgamentos feitos pela equipe de 
trabalho. 
b) Deve ser feita em até 30 dias após a data do relatório. 
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c) É realizada apenas em companhias abertas. 
d) O profissional mais experiente da equipe de trabalho é designado revisor de controle de 
qualidade. 
e) Os especialistas externos contratados pela firma não fazem parte da equipe de trabalho. 
70. (FGV / SEFAZ RJ – AFRE – 2011) 
Considerando o que determina o Conselho Federal de Contabilidade, assinale a alternativa 
correta. 
a) Pessoa externa qualificada é uma pessoa de dentro da firma com competência e habilidades 
que poderia atuar como sócio encarregado do trabalho. 
b) Pelo menos uma vez a cada seis meses, a firma deve obter confirmação por escrito do 
cumprimento de suas políticas e procedimentos sobre independência de todo o pessoal da 
firma, que precisa ser independente por exigências éticas relevantes. 
c) No caso específico de trabalho de auditoria, o período de retenção seria normalmente de 
pelo menos quatro anos, a partir da data do relatório do auditor independente ou, se superior, 
da data do relatório do auditor independente do grupo. A documentação do trabalho é de 
propriedade da firma. A firma pode, a seu critério, disponibilizar partes ou trechos da 
documentação do trabalho aos clientes, desde que essa divulgação não prejudique a validade 
do trabalho realizado ou, no caso de trabalhos de asseguração, a independência da firma ou 
do seu pessoal. 
d) Equipe de trabalho são os sócios e o quadro técnico envolvidos no trabalho e quaisquer 
pessoas contratadas pela firma ou uma firma da mesma rede para executar procedimentos do 
trabalho. Isso exclui especialistas externos contratados pela firma ou por firma da mesma rede. 
e) Recomenda-se, com vistas à manutenção da qualidade (independência), que seja efetuado 
o rodízio do sócio do trabalho após o período de três ano. 
71. (VUNESP / Auditor Fiscal – Pref. São José dos Campos – 2012) 
No que se refere ao controle de qualidade de auditoria de demonstrações contábeis, é correto 
afirmar que 
a) os sistemas, as políticas e os procedimentos de controle de qualidade não são de 
responsabilidade da firma de auditoria, e sim, apenas do auditor independente. 
b) a responsabilidade pela implementação de procedimentos de controle de qualidade que são 
aplicáveis ao trabalho de auditoria é das equipes de trabalho, no contexto do controle de 
qualidade da firma de auditoria. 
c) as equipes de trabalho não podem confiar, sob nenhuma hipótese, no sistema de controle 
de qualidade da firma, que deve ser sempre passível de verificação minuciosa. 
d) o revisor do controle de qualidade da auditoria não pode ser responsabilizado e as normas 
não se aplicam a ele, em nenhum dos casos. 
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 90 
 
e) os relatórios emitidos pelo auditor não guardam nenhuma relação com os procedimentos 
de controle de qualidade dos serviços. São, portanto, independentes desse controle. 
72. (AOCP / ISS Cariacica – 2020) 
Nos termos da NBC PA 11 – Revisão Externa de Qualidade pelos Pares –, assinale a alternativa 
correta. 
(A) Essa revisão constitui-se em um processo de acompanhamento do controle de qualidade 
dos trabalhos realizados pelos auditores internos. 
(B) O Auditor deve submeter-se à Revisão pelos Pares, no mínimo, uma vez a cada ciclo de 04 
(quatro) anos. 
(C) A revisão poderá abranger aspectos de atendimento às Normas Brasileiras de Contabilidade 
Técnicas e Profissionais emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade e, quando aplicável, 
a outras normas emitidas por órgão regulador. 
(D) O objetivo da Revisão pelos Pares é o de avaliar os procedimentos adotados pelo contador 
que atua como auditor independente e pela firma de auditoria, com vistas a assegurar a 
qualidade dos serviços contábeis desenvolvidos. 
Perícia Contábil 
73. (CESPE – AUDITOR FISCAL/SEFAZ RS – 2019) 
João, contador em situação regular no Conselho Regional de Contabilidade de sua jurisdição, 
emitiu, após ter sido intimado pelo Poder Judiciário, laudo e parecer técnico-contábil para 
subsidiar a solução de um litígio. 
Nesse caso, João realizou atividade de 
a) auditoria independente. 
b) auditoria interna. 
c) auditoria operacional. 
d) consultoria financeira. 
e) perícia contábil. 
74. (CESPE / Analista (SERPRO)/Perícia em Cálculo Judicial – 2013) 
Acerca da função da perícia no processo judicial, bem como seus campos de conhecimento, 
julgue o item a seguir. 
A perícia contábil, um campo de conhecimento da perícia, fornece informações sobre o 
patrimônio das pessoas físicas e jurídicas. 
75. (FCC / ISS Manaus - 2019) 
A equipe técnica incumbida de realizar trabalho de perícia contábil 
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 91 
 
a) não deve empregar o trabalho de terceiros. 
b) pode empregar o trabalho de terceiros, desde que conste expressamente do termo de 
diligência, com responsabilização dos terceiros pela parcela do trabalho que produzirem. 
c) pode empregar o trabalho de terceiros, que devem ser supervisionados e orientados pelo 
perito, que se responsabiliza pela parcela do trabalho que produzirem. 
d) pode empregar o trabalho de terceiros, desde que conste expressamente do laudo pericial 
contábil, com responsabilização dos terceiros pela parcela do trabalho que produzirem. 
e) não pode empregar o trabalho de terceiros, declaração que deve constar expressamente do 
parecer pericial contábil. 
76. (FCC / SEFAZ GO - 2018) 
São motivos que podem ensejar a suspeição do perito do juízo: 
I. ser devedor, mesmo que ainda não esteja em mora, a uma das partes. 
II. motivo íntimo. 
III. ter aconselhado parte envolvida, ainda que acerca de objeto diverso do posto em discussão 
no litígio. 
IV. ser herdeiro presuntivodo cônjuge de uma das partes. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) I e III. 
b) II e IV. 
c) I e II. 
d) III e IV. 
e) I e IV. 
77. (FCC / ISS São Luís - 2018) 
Acerca dos procedimentos em perícia contábil e suas definições, no que se refere às normas 
vigentes de auditoria, 
a) indagação é a busca de informações mediante entrevista com conhecedores do objeto ou 
fato relacionado à perícia. 
b) arbitramento é o ato de atestar a informação trazida ao laudo pericial contábil pelo perito-
contador, conferindo-lhe caráter de autenticidade pela fé pública atribuída a este profissional. 
c) mensuração é a determinação de valores ou a solução de controvérsia por critério técnico. 
d) certificação é a pesquisa que busca trazer ao laudo pericial contábil ou parecer pericial 
contábil o que está oculto por quaisquer circunstâncias. 
e) investigação é o ato de qualificação e quantificação física de coisas, bens, direitos e 
obrigações 
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78. (VUNESP / APOFP – SEFAZ SP – 2013) 
Os trabalhos de avaliação requeridos pelo Judiciário estão diretamente relacionados a 
a) auditoria independente. 
b) auditoria interna. 
c) perícia contábil. 
d) arbitramento. 
e) fiscalização. 
79. (AOCP / ITEP RN – 2018) 
Para fundamentar as conclusões que serão levadas ao laudo pericial contábil ou parecer 
pericial contábil, serão considerados alguns procedimentos, conforme a NBC T 13 – da Perícia 
Contábil. 
Assinale a alternativa que se refere corretamente aos procedimentos da Perícia Contábil. 
a) Vistoria, observação, certificação, exame, investigação, estimação e previsão. 
b) Indagação, fiscalização, exame, vistoria, arbitramento, previsão, pesquisa, aferição e 
avaliação. 
c) Investigação, estimação, indagação, mensuração, avaliação, e certificação. 
d) Exame, vistoria, indagação, investigação, arbitramento, mensuração, avaliação e 
certificação. 
e) Arbitramento, pesquisa, apreciação, previsão, arbitramento, mensuração, avaliação e 
estimação. 
80. (FUNDATEC / ISS Porto Alegre– 2019) 
As Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC) definem os conceitos e normas acerca da 
Auditoria Contábil e da Perícia Contábil, restando claro do exame das referidas normas a 
distinção entre uma coisa e outra. Em relação a tais diferenças, analise as assertivas abaixo: 
I. A auditoria contábil é uma técnica contábil que consiste na verificação e fidedignidade dos 
dados contidos nas demonstrações contábeis por meio do exame minucioso dos registros da 
contabilidade e dos documentos que a eles deram origem. 
II. A perícia contábil constitui o conjunto de procedimentos técnico-científicos destinados a 
levar à instância decisória elementos de prova necessários a subsidiar a justa solução do litígio 
ou constatação de fato. 
III. Enquanto a auditoria apresenta seu resultado expressando uma opinião por meio do 
relatório de auditoria, o perito apresenta o resultado da perícia com um laudo pericial contábil 
ou parecer técnico-contábil. 
Quais estão corretas? 
a) Apenas I. 
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b) Apenas II. 
c) Apenas III. 
d) Apenas I e II. 
e) I, II e III. 
6. GABARITO 
 
1. ERRADO 
2. ERRADO 
3. ERRADO 
4. A 
5. E 
6. C 
7. CERTO 
8. ERRADO 
9. ERRADO 
10. CERTO 
11. ERRADO 
12. ERRADO 
13. CERTO 
14. CERTO 
15. ERRADO 
16. ERRADO 
17. D 
18. B 
19. A 
20. E 
21. D 
22. A 
23. E 
24. E 
25. E 
26. C 
27. C 
28. A 
29. B 
30. D 
31. C 
32. D 
33. E 
34. D 
35. E 
36. E 
37. A 
38. A 
39. A 
40. B 
41. C 
42. E 
43. C 
44. A 
45. D 
46. D 
47. C 
48. B 
49. A 
50. E 
51. E 
52. E 
53. C 
54. D 
55. A 
56. A 
57. ERRADO 
58. D 
59. D 
60. ERRADO 
61. CERTO 
62. A 
63. A 
64. C 
65. A 
66. A 
67. D 
68. E 
69. E 
70. D 
71. B 
72. B 
73. E 
74. CERTO 
75. C 
76. B 
77. A 
78. C 
79. D 
80. E 
 
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7. QUESTÕES RESOLVIDAS E COMENTADAS 
Amostragem 
1. (CESPE / SEFAZ DF – 2020) 
Com relação a planos, procedimentos e amostragem de auditoria, julgue o item a seguir. 
O risco de amostragem em auditoria está associado ao desvio não representativo do desvio 
existente em uma população. 
Comentários 
Risco de amostragem é o risco de que a conclusão do auditor, com base em amostra, seja 
diferente da conclusão a que o auditor chegaria caso toda a população fosse sujeita ao mesmo 
procedimento 
Gabarito: “ERRADO”. 
2. (CESPE / SEFAZ AL – 2020) 
Situação hipotética: Determinado auditor, após realizar conferência de cálculos, concluiu que 
o saldo da conta de estoques estava relevantemente distorcido, embora o saldo não estivesse 
efetivamente nessa condição. 
Assertiva: Nesse caso, o auditor incorreu no risco de aceitação incorreta. 
Comentários 
Risco de aceitação incorreta é aquele em que o auditor aceita, inicialmente, o resultado da 
amostra (ou seja, conclui que um saldo de contas não está relevantemente distorcido), quando 
– na realidade – existe distorção relevante. 
A situação trazida pelo item se refere ao risco de rejeição incorreta. 
Gabarito: “ERRADO”. 
3. (CESPE / SEFAZ AL – 2020) 
A adoção de amostragem em auditoria implica a admissão da existência de diferentes tipos de 
erros; nos testes de observância, o erro tolerável é o erro monetário máximo no saldo de uma 
conta. 
Comentários 
Nos testes de observância, que são aqueles que buscam evidências em relação ao efetivo 
funcionamento dos controles internos, o erro tolerável está associado à taxa máxima de desvio 
de um procedimento de controle estabelecido que o auditor está disposto a aceitar, baseado 
na avaliação preliminar de risco de controle. 
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O erro monetário máximo, a que o item se refere, é o erro tolerável no contexto dos testes 
substantivos (e não dos testes de observância). 
Gabarito: “ERRADO”. 
4. (CESPE / SEFAZ RS – 2019) 
Em auditoria, o tamanho da amostra é influenciado por vários fatores, mas deve possibilitar 
que o auditor faça inferências sobre toda a população. Entre esses fatores, aquele que 
possibilita reduzir o tamanho da amostra é o aumento 
a) na taxa tolerável de desvio. 
b) na taxa esperada de desvio da população a ser testada. 
c) na quantidade de unidades de amostragem na população. 
d) na extensão dos riscos de controle, incluídos os controles considerados relevantes na 
avaliação de riscos do auditor. 
e) no nível de segurança, conforme o qual a taxa tolerável de desvio não seja excedida pela 
taxa real de desvio na população. 
Comentários 
Questão trata dos fatores que alteram o tamanho da amostra. Nesse tipo de questão, temos 
que ficar atentos a qual o efeito provocado na amostra quando determinado fator é alterado, 
ou seja, se ele possui relação direta ou inversa com seu tamanho. 
Os apêndices 2 e 3 da NBC TA 530 trazem quadros que resumem a influência desses fatores no 
tamanho da amostra. Veja: 
FATORES QUE INFLUENCIAM NO TAMANHO DA AMOSTRA 
Testes de Controle Testes de Detalhes 
Fator Relação Fator Relação 
Avaliação de 
riscos considera 
os controles 
relevantes 
Direta 
Avaliação do risco 
de distorção 
relevante 
Direta 
Taxa tolerável de 
desvio 
Inversa Distorção tolerável Inversa 
Taxa esperada de 
desvios 
Direta 
Valor da distorção 
que o auditor 
espera encontrar 
Direta 
Nível de segurança 
deque a taxa 
Direta Nível de segurança 
de que a distorção 
Direta 
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tolerável não seja 
excedida pela taxa 
real de desvio 
tolerável não é 
excedida pela 
distorção real 
Quantidade de unidades de amostragem na população: efeito negligenciável 
As bancas adoram explorar a relação entre a “taxa tolerável de desvio” e o “tamanho da 
amostra”. Olhando a tabela acima, verifica-se que essa RELAÇÃO É INVERSA, ou seja, quando 
aumenta a taxa tolerável de desvio, reduz-se o tamanho da amostra (gabarito, portanto, letra 
A)! 
Como dissemos ao longo da aula, é possível compreendermos uma lógica por trás dessas 
relações. Ora, se o auditor aumenta a taxa tolerável de desvio (que é taxa de desvio dos 
procedimentos de controles internos que o auditor define como máxima), ele pode reduzir o 
tamanho da amostra. Nesse cenário, o auditor está – de alguma maneira – tolerando maiores 
níveis de desvios – o que justificaria uma amostra pouco menor. Vejamos as demais assertivas: 
Letra B: se a taxa esperada de desvio aumenta, sinal de que o auditor precisa se precaver 
aumentando o tamanho da amostra (relação é direta). 
Letra C: esse é um fator que possui efeito negligenciável em relação ao tamanho da amostra, 
tanto para testes de controle quanto para testes de detalhes. 
Letra D: quanto mais segurança o auditor pretende obter da efetividade operacional dos 
controles, maior deve ser o tamanho da amostra. 
Letra E: quanto maior for o nível de segurança esperado de que os resultados da amostra sejam 
de fato indicativos com relação à incidência real de desvio na população, maior deve ser o 
tamanho da amostra. 
Gabarito: “A”. 
5. (CESPE / CGE CE – Auditor de Controle Interno – 2019) 
Considerando o uso de amostragem na realização de testes de controle, o fator que, mantidos 
todos os demais constantes, acarreta redução do tamanho necessário da amostra a ser 
realizada é o aumento 
a) da extensão na qual a avaliação de risco do auditor leva em consideração os controles 
relevantes. 
b) da taxa esperada de desvio da população a ser testada. 
c) do nível de segurança desejado pelo auditor de que a taxa real de desvio na população não 
exceda a taxa tolerável. 
d) da quantidade de unidades de amostragem em populações grandes. 
e) da taxa tolerável de desvio definida pelo auditor. 
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Comentários 
O enunciado pede um fator que possua relação inversa com o tamanho da amostra (“fator 
que...acarreta redução do tamanho da amostra...é o aumento do”). Os Apêndices da NBC TA 
530 separam a influência de diversos fatores na aplicação dos testes de controles e dos testes 
de detalhes. Para analisar questões desse tipo, basta compreender o efeito de cada fator em 
relação ao tamanho da amostra (podemos, em termos práticos, até mesmo desconsiderar se 
estamos diante de testes de controles ou testes de detalhes). 
Analisando cada assertiva: 
Letra A: se a avaliação de risco (basta se prender a essa expressão) é aumentada, o auditor tem 
que se precaver, aumentando também o tamanho da amostra (relação direta). 
Letra B: se a taxa esperada de desvio aumenta (espera-se mais desvios), sinal de que o auditor 
precisa se resguardar, aumentando o tamanho da amostra (relação é direta). 
Letra C: quanto mais segurança o auditor pretende obter (qualquer que seja), maior deve ser 
o tamanho da amostra (relação direta). 
Letra D: esse é um fator que possui efeito negligenciável em relação ao tamanho da amostra, 
tanto para testes de controle quanto para testes de detalhes. 
Letra E: se o auditor aumenta a taxa tolerável de desvio (que é taxa de desvio dos 
procedimentos de controles internos que o auditor define como máxima), ele pode reduzir o 
tamanho da amostra. Nesse cenário, o auditor está – de alguma maneira – tolerando maiores 
níveis de desvios – o que justificaria uma amostra menor. 
Gabarito: “E”. 
6. (CESPE / CGE CE – Auditor de Controle Interno – 2019) 
Ao dividir um conjunto de registros contábeis em diferentes grupos de unidades com 
características semelhantes, o auditor independente estará utilizando o procedimento de 
a) população. 
b) anomalia. 
c) estratificação. 
d) unidade de amostragem. 
e) distorção tolerável. 
Comentários 
Questão bem tranquila que traz no enunciado o processo de estratificação. Vejamos mais uma 
vez: 
Estratificação: É o processo de dividir uma população em subpopulações, cada uma sendo um 
grupo de unidades de amostragem com características semelhantes (geralmente valor 
monetário). 
Gabarito: “C”. 
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7. (CESPE – Perito Criminal da Polícia Federal/Área 1/ Ciências Contábeis - 2018) 
Julgue os itens a seguir, relativos aos trabalhos de auditoria e perícia. 
Na definição do tamanho da amostra que o auditor utilizará para formar sua opinião sobre as 
demonstrações contábeis da auditada, quanto maior for o valor da distorção esperada na 
população analisada, maior deverá ser o tamanho da amostra. 
Comentários 
O tamanho da amostra selecionada pelo auditor deve ter uma relação direta com o valor da 
distorção esperada (ou “distorção que o auditor espera encontrar”) nas transações realizadas 
pela entidade. Assim, quanto maior for o valor da distorção esperada na população analisada, 
maior deverá ser o tamanho da amostra. A fundamentação para tal entendimento está 
expressa no Apêndice 3 da NBC TA 530. 
Gabarito: “CERTO”. 
8. (CESPE – Analista Judiciário (STM)/Contabilidade/Apoio Especializado – 2018) 
Acerca do controle interno no setor público federal, da auditoria interna e seus papéis de 
trabalho, julgue o item a seguir. 
A amostragem não probabilística, apesar de não permitir tratamento estatístico, pode ser 
utilizada em uma auditoria, propiciando a generalização dos resultados obtidos. 
Comentários 
A primeira parte da questão “a amostragem não probabilística, apesar de não permitir 
tratamento estatístico, pode ser utilizada em uma auditoria” está correta e de acordo com o 
que preveem as normas técnicas de Auditoria, especialmente a NBC TA 530. 
A amostragem em auditoria pode ser estatística (o que pressupõe seleção aleatória e uso da 
teoria das probabilidades para a avaliação dos resultados) e não estatística. Pela amostragem 
estatística, os itens da amostra são selecionados de modo que cada unidade de amostragem 
tenha uma probabilidade conhecida e diferente de zero de ser selecionada. Pela amostragem 
não estatística, o julgamento é usado para selecionar os itens da amostra. 
Já a parte final (“propiciando a generalização dos resultados obtidos”) está errada. Apesar de 
tal entendimento não estar previsto de forma expressa na NBC TA 530, ele encontra respaldo 
em posicionamentos doutrinários e em normas de auditoria governamental. O CESPE vem 
adotando tal posicionamento de forma reiterada. 
Observem o que diz a IN SFC nº 01/2001: 
A principal característica do método de amostragem não-probabilístico é que este se baseia, 
principalmente, na experiência do servidor, sendo assim, a aplicação de tratamento estatístico 
a seus resultados se torna inviável, bem como a generalização dos resultados obtidos através 
da amostra para a população. 
Gabarito: “ERRADO”. 
9. (CESPE– Analista Judiciário (TRE BA)/Contabilidade/ Administrativa - 2010) 
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 99 
 
Acerca de objetivos, técnicas e procedimentos de auditoria, julgue o próximo item. 
É recomendável o emprego da amostragem estatística quando os itens da população 
apresentarem características heterogêneas. 
Comentários 
Há um erro sutil na questão, uma vez que a amostragem estatística é utilizada quando os itens 
da população apresentam características HOMOGÊNEAS. Crepaldi, em sua obra, na versão 
digital, “Auditoria Contábil: teoria e prática. 10ª ed. São Paulo: Atlas, 2016, p.111/195” 
explicita que: 
“Amostragem estatística é aquela em que a amostra é selecionada cientificamente com a 
finalidade de que os resultados obtidos possam ser estendidos ao conjunto de acordo com a 
teoria da probabilidade ou as regras estatísticas. O emprego de amostragem estatística é 
recomendável quando os itens da população apresentam características homogêneas.” 
[Grifos nossos] 
Gabarito: “ERRADO”. 
10. (CESPE – Auditor (FUB) – 2013) 
Julgue o item seguinte, relativo à amostragem estatística. 
O exame de todos os documentos ou operações pode ser desejável e adequado quando esses 
documentos ou operações forem poucos e de valor unitário elevado, ou, também, quando 
houver risco relevante e outros meios não oferecerem evidência de auditoria apropriada e 
suficiente. 
Comentários 
Ao efetuar a seleção de itens para obtenção de evidência de auditoria apropriada e suficiente, 
dispõe dos seguintes meios: 
(a) seleção de todos os itens (exame de 100% - também chamada de procedimento censitário); 
(b) seleção de itens específicos; e 
(c) amostragem de auditoria. 
De acordo com a NBC TA 500 – Evidência de Auditoria, a seleção de todos os itens pode ser 
apropriada quando, por exemplo: 
- A população constitui um número pequeno de itens de grande valor; 
- Há um risco significativo e outros meios não fornecem evidência de auditoria apropriada e 
suficiente; ou 
- A natureza repetitiva de um cálculo ou outro processo executado automaticamente por 
sistema de informação torna um exame de 100% eficiente quanto aos custos. 
Gabarito: “CERTO”. 
11. (CESPE – Auditor (FUB) – 2013) 
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 100 
 
Julgue o item seguinte, relativo à amostragem estatística. 
No caso de um auditor se deparar com grandes populações, deverá aumentar 
proporcionalmente o tamanho da amostra, para assegurar o mesmo grau de confiança que 
alcançaria no caso de uma população pequena. 
Comentários 
De acordo com a NBC TA 530, “para populações grandes, o tamanho real da população tem 
pouco efeito, se houver, no tamanho da amostra.” Ainda, de acordo com os Apêndices 2 e 3 do 
normativo mencionado, tanto para os testes de controle quanto para os testes de detalhes a 
quantidade de unidades de amostragem da população tem efeito negligenciável em relação ao 
tamanho da amostra. 
Gabarito: “ERRADO”. 
12. (CESPE – Auditor de Controle Externo (TCE-PA)/Administração/ Fiscalização – 2016) 
Com relação aos instrumentos de fiscalização da auditoria bem como ao seu planejamento e à 
sua execução, julgue o item seguinte. 
A amostragem estatística, por permitir a generalização de evidências encontradas pelo auditor 
a partir de uma amostra da população examinada, é especialmente recomendada a situações 
em que os itens objetos do trabalho apresentam características marcadamente distintas. 
Comentários 
A amostragem estatística é recomendada a situações cujos itens objetos do trabalho 
apresentam características homogêneas (ou semelhantes) – e não “distintas”, como diz o 
enunciado. 
Segundo a NBC TA 530, “amostragem em auditoria é a aplicação de procedimentos de auditoria 
em menos de 100% dos itens de população relevante para fins de auditoria, de maneira que 
todas as unidades de amostragem tenham a mesma chance de serem selecionadas para 
proporcionar uma base razoável que possibilite o auditor concluir sobre toda a população”. 
Crepaldi explicita que: 
“Amostragem estatística é aquela em que a amostra é selecionada cientificamente com a 
finalidade de que os resultados obtidos possam ser estendidos ao conjunto de acordo com a 
teoria da probabilidade ou regras estatísticas. O emprego de amostragem estatística é 
recomendável quando os itens da população apresentam características homogêneas”. 
[Auditoria Contábil: teoria e prática. 10ª ed. São Paulo: Atlas, 2016, p.110] [Grifo nosso] 
Gabarito: “ERRADO”. 
13. (CESPE – Auditor de Controle Externo (TCE-PA)/Administração/ Administrativa – 2016) 
Com relação ao planejamento da auditoria, julgue o item subsequente. 
A importância da amostragem estatística aplicada à auditoria reside no fato de que a amostra 
examinada é selecionada cientificamente, o que implica dizer que os resultados obtidos são 
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 101 
 
considerados válidos para a população, isto é, para o conjunto dos dados existentes. O método 
permite, assim, limitar a extensão dos testes realizados. 
Comentários 
Assertiva está alinhada com a NBC TA 530, bem como com o posicionamento doutrinário que 
acabamos de ver na questão anterior. 
Segundo o normativo mencionado, “amostragem em auditoria é a aplicação de procedimentos 
de auditoria em menos de 100% dos itens de população relevante para fins de auditoria, de 
maneira que todas as unidades de amostragem tenham a mesma chance de serem 
selecionadas para proporcionar uma base razoável que possibilite o auditor concluir sobre toda 
a população”. 
Crepaldi explicita que: 
“Amostragem estatística é aquela em que a amostra é selecionada cientificamente com a 
finalidade de que os resultados obtidos possam ser estendidos ao conjunto de acordo com a 
teoria da probabilidade ou regras estatísticas. O emprego de amostragem estatística é 
recomendável quando os itens da população apresentam características homogêneas.” [Grifo 
nosso] [Auditoria Contábil: teoria e prática. 10ª ed. São Paulo: Atlas, 2016, p.110] 
Gabarito: “CERTO”. 
14. (CESPE / TELEBRAS – 2015) 
Com relação às técnicas de amostragem estatística, julgue o próximo item. 
Situação hipotética: Um auditor, trabalhando sozinho na empresa auditada, decidiu avaliar 
quarenta processos. Para selecionar os processos que seriam avaliados, ele retirou somente os 
dois primeiros processos de cima de vinte pilhas sequenciadas, cada uma com dez processos, 
formadas por processos com conteúdos afins. 
Assertiva: Nesse caso, o auditor, ao valer-se da seleção da amostra por conveniência, atendeu 
às regras vigentes, mesmo com prejuízo de abster-se da aleatoriedade na obtenção dos itens. 
Comentários 
Questão trata de um cenário de amostragem não estatística, também conhecida como de 
“julgamento ou conveniência”. Vimos que amostragem estatística é aquela que tem por 
características: (a) seleção aleatória de itens da amostra; e (b) uso da teoria das probabilidades 
para avaliar o resultado das amostras. A abordagem de amostragem que não possui tais 
características, por exclusão, é chamada de amostragem não estatística. 
Gabarito: “CERTO”. 
15. (CESPE – Contador (DPU) – 2016) 
A respeito do planejamento dos trabalhos de auditoria governamental, da fraude e do erro, 
dos testes, das técnicas e da amostragem estatística em auditoria, julgue o próximo item. 
Para reduzir o erro tolerável em uma amostra aleatória simples, é necessário que o auditor 
também reduza o tamanho da amostra. 
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Comentários 
A NBC TA 530lista, em seu Apêndices 2 e 3, diversos fatores que influenciam o tamanho da 
amostra. Há fatores com relação DIRETA (quando aumentam, aumenta também o tamanho da 
amostra) e INVERSA (quando aumentam, diminui o tamanho da amostra). Um desses fatores 
é a taxa tolerável de desvio (ou erro tolerável). Vejamos: 
 
 
 
 
 
 
 
Gabarito: “ERRADO”. 
16. (CESPE / TCU – Auditor Federal de Controle Externo – 2013) 
No que concerne ao planejamento da auditoria, julgue o item seguinte. 
Recomenda-se o emprego de amostragem estatística na auditoria, exceto em casos de amostra 
extensa, difícil mensuração das características da população e desnecessidade de alta precisão. 
Comentários 
Assertiva diz que a amostragem (estatística) é recomendada, EXCETO em casos de: amostra 
extensa; difícil mensuração das características da população; e desnecessidade de alta 
precisão. Em outras palavras, a assertiva diz que nesses casos não se recomenda amostragem. 
De acordo com a IN SFC nº 01/2001, existem casos onde não se recomenda a utilização de 
amostragem, tais como: 
a) quando a população é considerada muito pequena e a sua amostra fica relativamente 
grande; 
b) quando as características da população são de fácil mensuração, mesmo que a população 
não seja pequena; e 
c) quando há necessidade de alta precisão recomenda-se fazer censo, que nada mais é do que 
o exame da totalidade da população. 
FATOR EFEITO NO 
TAMANHO DA 
AMOSTRA 
 
Aumento na taxa 
tolerável de desvio. 
Redução Quanto menor a taxa tolerável de 
desvio, maior o tamanho da 
amostra precisa ser. 
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Pelo exposto, vê-se que a assertiva erra ao dizer que não se deve usar amostragem quando há 
difícil mensuração das características da população (temos o contrário, ou seja, não se deve 
usar amostragem quando há facilidade de mensuração das características da população), bem 
como diante da desnecessidade de alta precisão (mais uma vez temos o contrário, ou seja, não 
se deve usar amostragem quando se exige alta precisão). 
Gabarito: “ERRADO”. 
17. (FCC / ALAP – 2020) 
Em uma grande empresa, ocorreu a suspeita de existência de erro na contabilização dos saldos 
das contas. Um auditor desta empresa é incumbido de analisar as contas que constam de uma 
lista em ordem crescente de seu respectivo código. Ele decide realizar este trabalho por 
amostragem, sorteando um código entre os 10 primeiros da lista, e, então, analisar toda conta 
referente ao décimo código na lista a partir do primeiro selecionado. Nesse caso, é adotado 
pelo auditor, o tipo de uma Amostragem denominado 
a) por julgamento. 
b) por conglomerados. 
c) determinística. 
d) sistemática. 
e) em dois estágios. 
Comentários 
O método de amostragem em que se utiliza um intervalo constante entre cada item 
selecionado (10, no caso do nosso enunciado), é o método de seleção sistemática. 
Nos termos da NBC TA 530, seleção sistemática é aquela em que a quantidade de unidades de 
amostragem na população é dividida pelo tamanho da amostra para dar um intervalo de 
amostragem como, por exemplo, 50, e após determinar um ponto de início dentro das 
primeiras 50, toda 50ª unidade de amostragem seguinte é selecionada. Embora o ponto de 
início possa ser determinado ao acaso, é mais provável que a amostra seja realmente aleatória 
se ela for determinada pelo uso de um gerador computadorizado de números aleatórios ou de 
tabelas de números aleatórios. Ao usar uma seleção sistemática, o auditor precisaria 
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determinar que as unidades de amostragem da população não estão estruturadas de modo 
que o intervalo de amostragem corresponda a um padrão em particular da população. 
Já de acordo com a revogada NBC T 11.11, seleção sistemática ou por intervalo é aquela em 
que a seleção de itens é procedida de maneira que haja sempre um intervalo constante entre 
cada item selecionado, seja a seleção feita diretamente da população a ser testada, ou por 
estratos dentro da população. Ao considerar a seleção sistemática, o auditor deve observar as 
seguintes normas para assegurar uma amostra, realmente, representativa da população: a) 
que o primeiro item seja escolhido ao acaso; b) que os itens da população não estejam 
ordenados de modo a prejudicar a casualidade de sua escolha. 
Comparando as normas atual (NBC TA 530) e antiga (NBC T 11.11), vemos que elas são 
semelhantes, no sentido de que se deve adotar um intervalo constante entre cada item 
selecionado. Há, no entanto, algumas diferenças. A norma em vigor determina como o 
intervalo de amostragem é obtido (divide-se a quantidade de unidades de amostragem pelo 
tamanho da amostra – fato não mencionado pelo enunciado), ao passo que a norma antiga 
não menciona a forma de chegar ao intervalo. A norma atual diz que o primeiro item pode ser 
selecionado ao acaso ou de forma aleatória (utilizando-se geradores de números aleatórios), 
enquanto a norma antiga diz que o primeiro item deve ser selecionado ao acaso. 
Nosso gabarito, portanto, é a letra D. Vejamos as demais assertivas: 
A: amostragem por julgamento é sinônimo de amostragem não estatística. Nesse caso, utiliza-
se o julgamento do auditor para a seleção de itens que irão compor a amostra. O enunciado 
não menciona isso em nenhum momento. 
B: amostragem por conglomerados é uma técnica mencionada na doutrina, em que os 
elementos da população são agrupados em conjuntos semelhantes (homogêneos), mas 
internamente heterogêneos (características distintas); as amostras são obtidas por 
conglomerados que a compõem; após a seleção de conglomerados, todos os elementos são 
examinados. A amostragem por conglomerados lembra um pouco o processo de estratificação, 
uma vez que, em ambos os casos, a população é dividida em grupos semelhantes. A diferença 
é que, na estratificação, os grupos são internamente homogêneos, enquanto na amostragem 
por conglomerados os grupos são semelhantes, porém internamente heterogêneos. 
C: amostragem determinística não aparece nas normas e nem na doutrina de auditoria. Na 
estatística, seria um tipo de amostragem dirigida, em que não se conhece a probabilidade de 
observar cada indivíduo na população. 
E: amostragem em dois estágios também não aparece nas normas e nem na doutrina de 
auditoria, encontrando-se referências em modelos estatísticos. 
Gabarito: “D”. 
18. (FCC / ISS Manaus – 2019) 
Considere a situação hipotética abaixo. 
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Executando amostragem em teste de evidência de autorização, o auditor escolhe um cheque 
cancelado, e, inspecionando-o, conclui que foi apropriado o cancelamento, de modo que não 
houve, naquele caso, desvio. 
O regulamento do CFC aplicável à amostragem estabelece que 
a) é vedada a escolha de outro cheque cancelado para examinar, o que é referido na norma 
como “procedimento em item perdido”. 
b) é possível a escolha de outro cheque cancelado para examinar, o que é referido na norma 
como “procedimento em item de substituição”. 
c) é obrigatória a escolha de outro cheque cancelado para examinar, o que é referido na norma 
como “procedimento alternativo adequado”. 
d) é recomendável a escolha de outro cheque cancelado para examinar, o que é referido na 
norma como “procedimento impossível”. 
e) é vedada a análise de outro cheque cancelado para examinar, o que é referido na norma 
como “procedimento alternativo inadequado”. 
Comentários 
A NBC TA 530nos ensina que, se o procedimento de auditoria não for aplicável ao item 
selecionado, o auditor deve executar o procedimento em um item que substitua o 
anteriormente selecionado – esse é o chamado procedimento em item de substituição. 
Um exemplo de quando é necessário executar o procedimento em item de substituição é 
quando um cheque cancelado é selecionado durante teste de evidência de autorização de 
pagamento (nesse cenário, o auditor busca algum “problema”, ou desvio, no processo de 
cancelamento do cheque). Se, no entanto, o auditor ficar satisfeito, concluindo que o cheque 
foi cancelado de forma apropriada de modo a não constituir desvio, um item escolhido de 
maneira apropriada para substituí-lo é examinado. 
Gabarito: “B”. 
19. (FCC / SEFAZ BA – Finanças e Controle – 2019) 
Conforme estabelece a NBC TA 530, “o objetivo do auditor, ao usar a amostragem em auditoria, 
é o de proporcionar uma base razoável para o auditor concluir quanto à população da qual a 
amostra é selecionada”. A adoção do critério de amostragem pressupõe, por parte do auditor, 
a definição da amostra, a determinação do seu tamanho e a seleção dos itens para teste. De 
acordo com a referida NBC, 
a) o auditor deve selecionar itens para a amostragem de forma que cada unidade de 
amostragem da população tenha a mesma chance de ser selecionada. 
b) ao definir uma amostra de auditoria, o auditor deve flexibilizar a finalidade do procedimento 
de auditoria bem como relevar as características negativas da população da qual será retirada 
a amostra. 
c) cabe à entidade a ser auditada definir o tamanho da amostra, tendo por base os motivos 
que determinaram a realização da auditoria. 
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d) o auditor e a administração da entidade devem selecionar, conjuntamente, itens para a 
amostragem de forma que cada unidade de amostragem da população tenha uma maior ou 
menor chance de ser selecionada. 
e) norteado pelos princípios da neutralidade e da imparcialidade, o auditor, ao definir uma 
amostra de auditoria, deve relativizar a finalidade do procedimento de auditoria de modo a 
suavizar eventuais resultados indesejados. 
Comentários 
Questão exige conhecimento de diferentes passagens da NBC TA 530. Vamos avaliar cada 
assertiva: 
A: CERTA. É exatamente isso o que prevê a norma. Na amostragem em auditoria, cada unidade 
da população (denominada unidade “de amostragem”) deve ter a mesma chance de ser 
selecionada. Percebam que essa é a definição universal de amostragem, não importa se 
estamos diante da amostragem estatística ou não estatística. Ocorre que, na amostragem 
estatística, cada unidade tem um probabilidade conhecida de ser selecionada (é um método 
“científico”). Já na amostragem não estatística, o auditor utiliza seu julgamento, sendo 
importante selecionar uma amostra representativa, de modo a evitar tendenciosidade 
mediante a escolha de itens da amostra que tenham características típicas da população. 
B: ERRADA. A NBC TA 530 nos ensina que, ao definir uma amostra, o auditor deve considerar a 
finalidade do procedimento e as características da população. A assertiva carece totalmente 
de previsão e, em certa medida, de sentido. 
C: ERRADA. Quem define o tamanho da amostra é o auditor (ou a firma de auditoria), e não a 
entidade auditada (cliente). 
D: ERRADA. Mais uma vez, quem seleciona itens que irão compor a amostra é o auditor (e não 
a administração da entidade). Ainda, nesse processo, cada unidade de amostragem deve ter a 
mesma (ao invés da “menor”) chance de ser selecionada. 
E: ERRADA. Aqui vale a mesma explicação da assertiva C. 
Gabarito: “A”. 
20. (FCC / SEFAZ BA – Finanças e Controle – 2019) 
Quando um auditor toma a quantidade de unidades de amostragem na população e a divide 
pelo tamanho da amostra, para obter um intervalo de amostragem, equivalente a 20, por 
exemplo, e, após determinar um ponto de início dentro das primeiras 20 unidades, toda 20ª 
unidade de amostragem seguinte é selecionada, estamos diante de um método específico de 
seleção de amostra. De acordo com a NBC TA 530, este método de seleção de amostra é 
denominado seleção 
a) ao acaso. 
b) de periodicidade variável randômica. 
c) de bloco. 
d) aleatória. 
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e) sistemática. 
Comentários 
Enunciado traz a definição da seleção sistemática, que é aquela em que a quantidade de 
unidades de amostragem na população é dividida pelo tamanho da amostra para dar um 
intervalo de amostragem como, por exemplo, 50 (ou 20, como propõe o enunciado) e após 
determinar um ponto de início dentro das primeiras 50 (ou 20), toda 50ª (ou 20ª) unidade de 
amostragem seguinte é selecionada. 
Gabarito, portanto, letra E. Vejamos as demais assertivas: 
Letra A: método de seleção ao acaso é aquele em que nenhuma técnica estruturada é utilizada. 
Letra B: não há previsão para esse método na NBC TA 530. 
Letra C: seleção de bloco é aquele em que são selecionados blocos de itens contíguos da 
população. 
Letra D: seleção aleatória é aquela aplicada por meio de geradores de números aleatórios 
como, por exemplo, tabelas de números aleatórios. 
Gabarito: “E”. 
21. (FCC / SEFAZ BA – Finanças e Controle – 2019) 
A avaliação do resultado de uma amostragem em auditoria é um procedimento essencial a ser 
realizado pelo auditor. De acordo com a NBC TA 530, 
a) o auditor deve avaliar se o uso de amostragem de auditoria forneceu uma base razoável para 
conclusões sobre a população que foi testada ou, se preferir, pode transferir este ônus para 
uma auditoria interna paralela, promovida pela entidade auditada, que deverá efetuar essa 
avaliação em prazo contratualmente estabelecido. 
b) caso o auditor conclua que a amostragem de auditoria não forneceu uma base razoável para 
conclusões sobre a população que foi testada, ele deve comunicar esse fato à administração 
da entidade auditada, para que ela determine, em prazo contratualmente previsto, os 
procedimentos substitutivos a serem adotados, se assim o desejar. 
c) a entidade auditada, por meio de auditoria interna paralela realizada às suas próprias 
expensas, deve avaliar os resultados da amostra, em prazo contratualmente estabelecido, 
antes de autorizar o prosseguimento aos demais trabalhos de auditoria. 
d) caso o auditor conclua que a amostragem de auditoria não forneceu uma base razoável para 
conclusões sobre a população que foi testada, ele pode solicitar que a administração investigue 
as distorções identificadas e o potencial para distorções adicionais, e faça quaisquer ajustes 
necessários. 
e) caso o auditor conclua que a amostragem de auditoria não forneceu uma base razoável para 
conclusões sobre a população que foi testada, ele deve abandonar a utilização do critério de 
amostragem imediatamente. 
Comentários 
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No contexto da avaliação de resultados, cabe ao auditor avaliar tanto o resultado da amostra 
(propriamente) quanto se o uso da amostragem forneceu base razoável para conclusões sobre 
a população que foi testada. 
Se o auditor conclui que a amostragem de auditoria não forneceu uma base razoável para 
conclusões sobre a população que foi testada, o auditor pode: (i) solicitar que a administração 
investigue as distorções identificadas e o potencial para distorções adicionais e faça quaisquer 
ajustes necessários; ou (ii) ajustar a natureza, época e extensão desses procedimentos 
adicionais de auditoria para melhoralcançar a segurança exigida. Por exemplo, no caso de 
testes de controles, o auditor pode aumentar o tamanho da amostra, testar um controle 
alternativo ou modificar os respectivos procedimentos substantivos. 
A assertiva que reflete o posicionamento acima, previsto na NBC TA 530, é a letra D. Vejamos 
as demais: 
A: ERRADA. O auditor não pode transferir esse ônus, como propõe a assertiva. 
B: ERRADA. Não há nenhuma previsão para essa comunicação à administração e nem 
tampouco para que ela (administração ) determine procedimentos a serem aplicados. A 
responsabilidade pela avaliação de resultados é sempre do auditor. 
C: ERRADA. Quem avalia o resultado da amostragem é o auditor. 
E: ERRADA. Não se deve, simplesmente, abandonar o processo de amostragem. 
Gabarito: “D”. 
22. (FCC / SEFAZ BA – Administração Tributária – 2019) 
A NBC TA 530 estabelece, em seu item 5, que risco de amostragem é o risco de que a conclusão 
do auditor, com base em amostra” pudesse “ser diferente se toda a população fosse sujeita ao 
mesmo procedimento de auditoria. O risco de amostragem pode levar a conclusões errôneas. 
De acordo com a referida NBC, o nível de risco de amostragem que o auditor está disposto a 
aceitar 
a) afeta o tamanho da amostra exigido, sendo que, quanto menor o risco que o auditor está 
disposto a aceitar, maior deve ser o tamanho da amostra. 
b) não afeta o tamanho da amostra exigido, já que a escolha do tamanho da amostra é feita no 
momento do planejamento do trabalho de auditoria. 
c) afeta o tamanho da amostra exigido, sendo que, quanto maior o risco que o auditor está 
disposto a aceitar, maior deve ser o tamanho da amostra. 
d) não afeta o tamanho da amostra exigido, na medida em que pode ser compensado com o 
aprofundamento do exame de cada unidade de amostragem e com arbitramentos e critérios 
de compensações. 
e) é determinado, em reunião do auditor com os representantes da área contábil da entidade 
auditada, após a apuração dos resultados de análise por amostragem feita anteriormente, de 
acordo com o valor cobrado no contrato de auditoria para esse subtrabalho específico. 
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Comentários 
Pela leitura e interpretação da NBC TA 530, depreende-se que: 1) o risco de amostragem afeta 
o tamanho da amostra; e 2) há uma relação inversa entre o risco de amostragem que o auditor 
está disposto a aceitar e o tamanho da amostra. 
A norma, em seu item A10, prevê que “O nível de risco de amostragem que o auditor está 
disposto a aceitar afeta o tamanho da amostra exigido. Quanto menor o risco que o auditor 
está disposto a aceitar, maior deve ser o tamanho da amostra”. 
Gabarito: “A”. 
23. (FCC / SEFAZ BA – Administração Tributária – 2019) 
A NBC TA 530 arrola as conclusões errôneas a que pode levar o denominado risco de 
amostragem. De acordo com essa NBC, o risco de amostragem poderá acarretar conclusões 
equivocadas, tais como: 
I. no caso de teste de controles, esses controles serem considerados mais eficazes do que 
realmente são. 
II. no caso de teste de detalhes, não ser identificada distorção relevante, quando, na verdade, 
ela existe. 
III. no caso de teste de controles, esses controles serem considerados menos eficazes do que 
realmente são. 
IV. no caso de teste de detalhes, ser identificada distorção relevante, quando, na verdade, ela 
não existe. 
Está correto o que se afirma em 
a) III e IV, apenas. 
b) I e II, apenas. 
c) II e III, apenas. 
d) I e IV, apenas. 
e) I, II, III e IV. 
Comentários 
Ao apresentar o risco de amostragem, a NBC TA 530 estabelece alguns tipos de conclusões 
errôneas a que o auditor pode chegar, tanto no contexto dos testes de controle quanto no 
contexto dos testes de detalhes (espécie dos testes substantivos). São elas: 
a) no caso de teste de controles, em que os controles são considerados mais eficazes do que 
realmente são ou no caso de teste de detalhes, em que não seja identificada distorção 
relevante, quando, na verdade, ela existe. 
b) no caso de teste de controles, em que os controles são considerados menos eficazes do 
que realmente são ou no caso de teste de detalhes, em que seja identificada distorção 
relevante, quando, na verdade, ela não existe. 
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Em outros termos, no contexto dos testes de controle, a conclusão errônea pode se dar ao 
considerar os controles mais ou menos eficazes do que realmente são. Já no contexto dos 
testes de detalhes (ou substantivos), pode-se considerar tanto que não há distorção (quando 
elas, na verdade, existem) quanto que há distorção (quando, na verdade, elas não existem). 
Todos os itens, portanto, estão corretos. 
Gabarito: “E”. 
24. (FCC / ISS São José do Rio Preto – 2019) 
Sendo impossível averiguar todos os lançamentos que compõem um determinado saldo 
contábil, torna-se possível 
a) ignorar o saldo contábil. 
b) deixar de emitir o parecer de auditoria. 
c) deixar de divulgar as demonstrações contábeis. 
d) presumir que há distorção relevante nos lançamentos. 
e) analisar apenas alguns deles. 
Comentários 
Se não é possível averiguar todos os lançamentos que compõem determinado saldo contábil, 
ou seja, se não é possível analisar toda a população de interesse, pode-se aplicar a técnica de 
amostragem, que consiste na aplicação de testes em menos de 100% dos itens da população 
(ou, em outros termos, alguns dos itens da população). 
Gabarito, portanto, letra E. As demais assertivas são absurdas, em certa medida. O auditor não 
pode, simplesmente, ignorar algum saldo contábil, deixar de emitir parecer, ou mesmo 
presumir que há distorção (essa é a mais absurda), diante da impossibilidade de avaliar toda a 
população. Além disso, não cabe à auditoria divulgar as demonstrações contábeis (a 
elaboração e apresentação das demonstrações é responsabilidade da administração da 
entidade). 
Gabarito: “E”. 
25. (FCC – Auditor Fiscal / SEFAZ SC – 2018) 
Na execução de uma auditoria tributária, e de acordo com as normas de amostragem em 
auditoria (NBC TA 530, aprovada pela Resolução CFC 1222/09), o Auditor pode lançar mão de 
diversos métodos de seleção da amostra, dentre os quais se destacam: 
− Método A: aplicado por meio de geradores de números aleatórios como, por exemplo, 
tabelas de números aleatórios. 
− Método B: em que a quantidade de unidades de amostragem na população é dividida pelo 
tamanho da amostra para dar um intervalo de amostragem como, por exemplo, 50, e após 
determinar um ponto de início dentro das primeiras 50, toda 50a unidade de amostragem 
seguinte é selecionada. 
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− Método C: no qual o auditor seleciona a amostra sem seguir uma técnica estruturada. Embora 
nenhuma técnica estruturada seja usada, o auditor, ainda assim, evitaria qualquer 
tendenciosidade ou previsibilidade consciente (por exemplo, evitar itens difíceis de localizar ou 
escolher ou evitar sempre os primeiros ou os últimos lançamentos de uma página) e, desse 
modo, procuraria se assegurar de que todos os itens da população têm uma mesma chance de 
seleção. 
− Método D: é um tipo de seleção com base em valores, na qual o tamanho, a seleção e a 
avaliação da amostra resultam em uma conclusão em valores monetários. Ao considerar as 
características da população da qual a amostra será retirada, o auditor pode determinar que a 
estratificação ou a seleção com base em valores é mais apropriada. 
Os métodos A, B, C e D referem-se, respectivamente,à Seleção 
a) aleatória, Seleção sistemática, Seleção com base em valor (amostragem de unidade 
monetária) e Seleção ao acaso. 
b) ao acaso, Seleção sistemática, Seleção aleatória e Seleção com base em valor (amostragem 
de unidade monetária). 
c) com base em valor (amostragem de unidade monetária), Seleção aleatória, Seleção 
sistemática e Seleção ao acaso. 
d) aleatória, Seleção ao acaso, Seleção com base em valor (amostragem de unidade monetária) 
e Seleção sistemática. 
e) aleatória, Seleção sistemática, Seleção ao acaso e Seleção com base em valor (amostragem 
de unidade monetária). 
Comentários 
Vamos relembrar o esquema apresentado em nossa aula: 
 
Apenas com o esquema acima, podemos cravar o gabarito letra E. Vamos recordar que a 
própria NBC TA 530 diz que principais métodos para selecionar amostras correspondem ao uso 
de seleção aleatória, seleção sistemática e seleção ao acaso. Vejamos na íntegra o que diz a 
norma sobre os métodos de seleção de amostra: 
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(a) Seleção aleatória (aplicada por meio de geradores de números aleatórios como, por 
exemplo, tabelas de números aleatórios). 
(b) Seleção sistemática, em que a quantidade de unidades de amostragem na população é 
dividida pelo tamanho da amostra para dar um intervalo de amostragem como, por exemplo, 
50, e após determinar um ponto de início dentro das primeiras 50, toda 50ª unidade de 
amostragem seguinte é selecionada. Embora o ponto de início possa ser determinado ao acaso, 
é mais provável que a amostra seja realmente aleatória se ela for determinada pelo uso de um 
gerador computadorizado de números aleatórios ou de tabelas de números aleatórios. Ao usar 
uma seleção sistemática, o auditor precisaria determinar que as unidades de amostragem da 
população não estão estruturadas de modo que o intervalo de amostragem corresponda a um 
padrão em particular da população. 
(c) Amostragem de unidade monetária é um tipo de seleção com base em valores (conforme 
descrito no Apêndice 1), na qual o tamanho, a seleção e a avaliação da amostra resultam em 
uma conclusão em valores monetários. 
(d) Seleção ao acaso, na qual o auditor seleciona a amostra sem seguir uma técnica 
estruturada. Embora nenhuma técnica estruturada seja usada, o auditor, ainda assim, evitaria 
qualquer tendenciosidade ou previsibilidade consciente (por exemplo, evitar itens difíceis de 
localizar ou escolher ou evitar sempre os primeiros ou os últimos lançamentos de uma página) 
e, desse modo, procuraria se assegurar de que todos os itens da população têm uma mesma 
chance de seleção. A seleção ao acaso não é apropriada quando se usar a amostragem 
estatística. 
(e) Seleção de bloco envolve a seleção de um ou mais blocos de itens contíguos da população. 
A seleção de bloco geralmente não pode ser usada em amostragem de auditoria porque a 
maioria das populações está estruturada de modo que esses itens em sequência podem ter 
características semelhantes entre si, mas características diferentes de outros itens de outros 
lugares da população. Embora, em algumas circunstâncias, possa ser apropriado que um 
procedimento de auditoria examine um bloco de itens, ela raramente seria uma técnica de 
seleção de amostra apropriada quando o auditor pretende obter inferências válidas sobre toda 
a população com base na amostra. 
Gabarito: “E”. 
26. (FCC – MPE PE / Analista Ministerial – Auditoria – 2018) 
Ponderando a impossibilidade de analisar todos os documentos de todos os processos de 
aposentadoria em um determinado ano, a seção de controle interno optou por conduzir 
investigação pormenorizada de apenas parte dos processos. Nesse caso, 
a) tal opção viola a missão institucional do controle interno, que deve analisar a legalidade de 
todos os atos praticados pela administração. 
b) é possível que se realize tal amostra, desde que seus resultados não sirvam de base para 
conclusão a respeito da população da qual ela é selecionada. 
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c) para que se empregue a amostragem, é necessário considerar a finalidade do procedimento 
de auditoria e as características da população da qual será retirada a amostra. 
d) houve equívoco no emprego da amostragem, pois tanto o exercício quanto o tipo de ato são 
ambos determinados. 
e) a amostragem é aceita, embora não exista norma específica de auditoria acerca do 
procedimento. 
Comentários 
O enunciado afirma que não é possível analisar 100% dos itens da população (todos os 
documentos de todos os processos de aposentadoria) e não traz situações nas quais a 
amostragem não é indicada. Logo, é perfeitamente possível aplicar a amostragem. Em regra, a 
amostragem serve de base para conclusão a respeito da população da qual ela é selecionada. 
Sabemos que existem normas específicas a respeito da Amostragem em Auditoria, 
notadamente a NBC TA 530. 
De acordo com a NBC TA 530, “Ao definir uma amostra de auditoria, o auditor deve considerar 
a finalidade do procedimento de auditoria e as características da população da qual será 
retirada a amostra”. 
Gabarito: “C”. 
27. (FCC - Auditor Fiscal de Tributos I (São Luís) /Abrangência Geral - 2018) 
A Receita Federal do Brasil e a Secretaria Municipal de Fazenda, hipoteticamente, celebram 
convênio para compartilhamento de informações sujeitas a sigilo fiscal da declaração anual de 
imposto de renda. Sob os termos do convênio, é obrigatória a solicitação individualizada e 
motivada do dado a que se deseja ter acesso e haverá custo para sua disponibilização, uma vez 
que o serviço que assegura os termos do convênio é prestado com exclusividade pelo Serpro, 
de acordo com tabela de preços por ele praticada. Após o levantamento da base de dados de 
lançamentos fiscais do ITBI dos últimos cinco anos junto ao sistema da Secretaria de Fazenda, 
a Municipalidade avalia a possibilidade de confrontar tais registros com os imóveis declarados 
anualmente pelos proprietários à Fazenda Federal. Os custos de obtenção e análise de todos 
os dados do IRPF, entretanto, pareceram proibitivos. 
Na circunstância narrada, 
a) não é possível adotar a técnica conhecida como amostragem, uma vez que ela se destina a 
situações em que é inviável obter os dados de todas as ocorrências investigadas. 
b) é possível adotar a técnica conhecida como amostragem, que somente deve ser empregada, 
entretanto, por meio que garanta a absoluta aleatoriedade do grupo de registros que será 
analisado. 
c) é possível adotar a técnica conhecida como amostragem, que pode ser empregada por meio 
da escolha dos registros a serem analisados, a partir da experiência dos fiscais. 
d) embora possível, é contraindicada a adoção da técnica conhecida como amostragem, pois 
não há como garantir a aleatoriedade do grupo de registros que será analisado. 
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e) embora possível, é contraindicada a adoção da técnica conhecida como amostragem, pois 
não há outras informações disponíveis, indispensáveis para a formação da amostra. 
Comentários 
Questão típica em que o enunciado é gigante, sendo trazidas diversas informações pouco (ou 
nada) relevantes para se chegar ao gabarito. Nesse caso específico, precisamos nos ater 
somente à última frase do enunciado, qual seja: “Os custos de obtenção e análise de todos os 
dados do IRPF, entretanto, pareceram proibitivos”. Ora, se os custos para análise de todos os 
dados (população) são proibitivos, o auditor pode (deve) aplicara técnica da amostragem. Isso 
é perfeitamente possível e recomendado. Com isso eliminamos as assertivas A, D e E. 
A chave da questão aqui é sabermos que, além da amostragem estatística, existe também a 
chamada amostragem não estatística. No processo de amostragem, é fundamental que todas 
as unidades de amostragem tenham a mesma chance de ser selecionadas (de acordo com a 
definição de amostragem presente no item 5 da NBC TA 530). O ponto de atenção aqui é que 
há um tipo de amostragem em que a seleção não é feita de maneira aleatória: a amostragem 
não estatística. Vejam que pela amostragem estatística, os itens da amostra são selecionados 
de modo que cada unidade de amostragem tenha uma probabilidade conhecida de ser 
selecionada. Já pela amostragem não estatística, o julgamento é usado para selecionar os itens 
da amostra. Vejamos o que diz a norma (NBC TA 530): 
Item A12. Pela amostragem estatística, os itens da amostra são selecionados de modo que 
cada unidade de amostragem tenha uma probabilidade conhecida de ser selecionada. Pela 
amostragem não estatística, o julgamento é usado para selecionar os itens da amostra. (...) é 
importante que o auditor selecione uma amostra representativa, de modo a evitar 
tendenciosidade mediante a escolha de itens da amostra que tenham características típicas da 
população. 
Pelo exposto, nosso gabarito só pode ser a letra C! 
Gabarito: “C”. 
28. (FCC – Auditor Público Externo / TCE RS – 2018) 
O ser humano acredita que os números se distribuem de forma uniforme na natureza e, por 
isso, ao manipular os valores de um banco de dados, uma pessoa leiga em geral não se 
preocupará com as frequências em que aparece o 1 ou o 2 ou demais dígitos como primeiro, 
segundo ou último dígito de um número. Contudo, existe uma metodologia capaz de indicar a 
possibilidade de manipulação dos dados. A metodologia se baseia na regularidade empírica 
conhecida como Lei de Benford. 
(Adaptado de: Seleção de Amostras de Auditoria pela Lei de Benford. São Paulo: IBRAOP, 2016, 
p. 5) 
O serviço de inteligência do Tribunal de Contas investigou os saldos das demonstrações 
contábeis de 497 municípios de um determinado Estado. Em seu relatório, indicou que foi 
extraído o primeiro dígito de cada saldo contábil e, após totalizadas as suas frequências, 
computou-se a estatística x2 ao nível de confiança α apropriado. A hipótese nula, 
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correspondente à aderência à Lei de Benford, foi rejeitada nos balanços de 50 municipalidades 
do universo pesquisado. 
Considerando o exposto, é correto afirmar: 
a) As normas técnicas de auditoria permitem o uso de amostragem, tanto a estatística quanto 
a não estatística. 
b) É possível concluir, pelos dados apresentados, que o teste estatístico falhou e seu resultado 
não poderá ser aproveitado nos procedimentos de auditoria. 
c) Segundo tal teste, não é necessária a análise de 447 balanços para se assegurar que todas as 
eventuais manipulações na população foram encontradas. 
d) Segundo tal teste, em 50 balanços foram encontradas manipulações nos saldos. 
e) As normas técnicas de auditoria deixaram de permitir o emprego de técnicas estatísticas 
como a sugerida. 
Comentários 
Mais uma questão com enunciado enorme, contendo diversas informações pouco (ou nada) 
relevantes para se chegar ao gabarito. Segundo a NBC TA 530, “Amostragem em auditoria é a 
aplicação de procedimentos de auditoria em menos de 100% dos itens de população relevante 
para fins de auditoria, de maneira que todas as unidades de amostragem tenham a mesma 
chance de serem selecionadas para proporcionar uma base razoável que possibilite o auditor 
concluir sobre toda a população”. [Item 5, NBC TA 530] 
Somente com essa definição você chegaria à alternativa correta (ou mais coerente). O 
enunciado sugere que foram retiradas amostras dos saldos de cada um dos municípios 
analisados. Cabe ressaltar que, acima de tudo, o uso de amostragem é uma questão de 
julgamento profissional. Nesse contexto, o auditor pode utilizar uma amostragem estatística 
ou não estatísticas. 
Nesse tipo de questão, cabe observar se estão presente uma ou mais condições em que não se 
recomenda utilizar a amostragem. Vamos relembrar: 
 
Não estando tais condições presentes, não há qualquer impedimento ao uso da técnica de 
amostragem. 
Gabarito: “A”. 
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29. (FCC – Auditor Fiscal/ SEFAZ GO – 2018) 
Considere a seguinte situação hipotética: 
Determinado Estado da Federação mantém programa de Cidadania Fiscal por meio do qual a 
emissão de notas e cupons fiscais pode ser feita com a inclusão do número de CPF do 
consumidor final. Após cadastro no programa, é possível que esses contribuintes diretos 
obtenham descontos no imposto sobre a propriedade de veículos automotores – IPVA devido. 
Em auditoria interna da base de dados de resgates de pontos na forma de descontos no IPVA, 
realizou-se um teste para apurar a distância geográfica entre os estabelecimentos em que 
foram realizadas as compras dos bens e serviços de onde se originou a pontuação resgatada, o 
endereço registrado no cadastro do programa e o domicílio do proprietário constante da 
anotação no Departamento Estadual de Trânsito. O objetivo pretendido era indicar possíveis 
erros, fraudes ou simulações. 
Após inspeção gráfica dos dados, o auditor promoveu a exclusão de uma série de observações 
que, a seu juízo, não poderiam estar corretas. Ao fim, chegou-se a uma relação de pessoas 
jurídicas como emissoras de documentação fiscal com afastamento geográfico suspeito entre 
sede e local de utilização dos pontos derivados. 
Sobre o caso e considerando a amostragem em auditoria, é correto afirmar. 
a) Pode-se dizer que se trata de uma aplicação do método aleatório de seleção de amostra. 
b) Se o auditor desejar aumentar o risco amostragem, deve diminuir o tamanho da amostra. 
c) Não é objetivo da auditoria interna assessorar a administração da entidade no trabalho de 
prevenção de fraudes e erros. 
d) As normas não permitem a exclusão dos chamados valores aberrantes (outliers), pois, sem 
a integralidade do espaço amostral, as conclusões são tendenciosas. 
e) Embora tecnicamente correto, tal trabalho nunca poderia subsidiar uma campanha de 
auditoria dirigida. 
Comentários 
Questão começa com uma narrativa que é praticamente irrelevante para a resolução da 
questão. Vamos avaliar as assertivas: 
Letra A: ERRADA. Segundo a NBC TA 530, seleção aleatória é aquela aplicada por meio de 
geradores de números aleatórios como, por exemplo, tabelas de números aleatórios. A 
questão não traz informações suficientes para garantir isso. 
Letra B: CORRETA. Estamos diante da relação inversa entre o tamanho da amostra e o risco 
de amostragem (vista acima). O examinador aqui foi maldoso, pois apesar de manter a relação 
inversa, alterou o “sentido” dos fatores da afirmação. Percebam: 
-- Original da norma: quanto menor o risco que o auditor está disposto a aceitar, maior deve 
ser o tamanho da amostra; 
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-- Assertiva: se o auditor desejar aumentar o risco amostragem, deve diminuir o tamanho da 
amostra 
Ora, fica difícil supor que um auditor desejaria aumentar o risco de amostragem. Independente 
disso, a relação inversa foi preservada, daí a correção da assertiva. Reparem que mais uma vez 
não era preciso ler o enunciado para chegar a essa conclusão e, por consequência, ao gabaritoda questão. 
Letra C: ERRADA. Esse é um dos principais objetivos da auditoria interna, segundo a NBC TI 01. 
Vejam que não era preciso ler o enunciado para eliminar esta alternativa. 
Letra D: ERRADA. Esses são os chamados “pontos fora da curva”. Não há, nas normas de 
auditoria, óbices (impedimentos) para tal exclusão. Podemos considerar, em termos 
estatísticos, que essa eliminação é uma boa prática. Reparem que mais uma vez o enunciado é 
de pouca valia. 
Letra E: ERRADA. A forma como foi conduzido o trabalho poderia subsidiar qualquer tipo de 
auditoria. 
Gabarito: “B”. 
30. (FCC – DPE AM / Analista Ciências Contábeis – 2018) 
Risco de amostragem pode ser definido como 
a) o risco de que a conclusão do auditor seja errônea por empregar inadequadamente a técnica 
de circularização. 
b) o risco de que a conclusão do auditor tenha sido tomada sujeitando toda a população ao 
mesmo procedimento de auditoria. 
c) o risco de que a conclusão do auditor, com base em amostra, pudesse ser igual se toda a 
população fosse sujeita ao mesmo procedimento de auditoria. 
d) o risco de que a conclusão do auditor, com base em amostra, pudesse ser diferente se toda 
a população fosse sujeita ao mesmo procedimento de auditoria. 
e) a distorção ou o desvio que é comprovadamente não representativo de distorção ou desvio 
em uma população. 
Comentários 
De acordo com a NBC TA 530, o Risco de amostragem é o risco de que a conclusão do auditor, 
com base em amostra, pudesse ser diferente se toda a população fosse sujeita ao mesmo 
procedimento de auditoria. Gabarito então é a letra D. 
As letras A, B e C fazem confusão com a definição acima. A letra E traz o conceito de Anomalia. 
Gabarito: “D”. 
31. (FCC – TRT 11ª Região / Analista Judiciário – Contabilidade – 2017) 
Considere as afirmativas abaixo sobre amostragem em auditoria. 
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I. Amostragem de auditoria é a aplicação de procedimentos de auditoria sobre uma parte da 
totalidade dos itens que compõem o saldo de uma conta ou classe de transações. 
II. Ao usar o método de amostragem estatística, ou não, deve ser projetada e selecionada uma 
amostra que possa proporcionar evidência de auditoria suficiente e apropriada. 
III. A amostra selecionada pelo auditor deve ter uma relação direta com o volume de transações 
realizadas, como também com os efeitos da avaliação patrimonial e financeira e o resultado 
por ela obtido no período. 
Está correto o que se afirma em: 
a) I e III, apenas. 
b) II e III, apenas. 
c) I, II e III. 
d) I e II, apenas. 
e) III, apenas. 
Comentários 
Item I – Correto. Está bem de acordo com a definição de Amostragem em Auditoria que vimos 
anteriormente. (Aplicação de procedimentos em menos de 100% dos itens de população 
relevante, de maneira que todas as unidades de amostragem tenham a mesma chance de 
serem selecionadas para proporcionar uma base razoável que possibilite o auditor concluir 
sobre toda a população – NBC TA 530 item 5). É bem verdade que o item é a literalidade da 
definição de amostragem prevista na norma antiga (NBC T 11.11). Vejam que os conceitos são 
bem semelhantes. 
Item II – Correto, nos exatos termos do item 11.11.1.6 da norma antiga (NBC T 11.11). Podemos 
entender como correto mesmo sob a ótica das norma atuais, senão vejamos: 
De acordo com a NBC TA 500, “o auditor, ao efetuar a seleção de itens para obtenção de 
evidência de auditoria apropriada e suficiente, dispõe dos seguintes meios: 
(a) seleção de todos os itens (exame de 100% - também chamada de procedimento censitário); 
(b) seleção de itens específicos; e 
(c) amostragem de auditoria”. 
Ora, pelo exposto, a amostragem (que pode ser estatística ou não estatística) é um meio para 
obtenção de evidências apropriadas e suficientes. 
Item III – Correto, também nos exatos termos do item 11.11.2.1.1 da norma antiga (NBC T 
11.11). Essa já fica difícil de ser respaldada por trechos das normas hoje vigentes. 
Reparem como é comum, infelizmente, questões de auditoria trazerem trechos de normas 
revogadas. A NBC T 11.11 foi revogada pela NBC TA 200 – Objetivos Gerais do Auditor. Não 
estamos aqui para brigar com a banca, meus amigos! 
Gabarito: “C”. 
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32. (FCC – Auditor Fiscal / SEFAZ MA – 2016) 
Na auditoria das demonstrações contábeis de determinada empresa de economia mista do 
Estado, o auditor pretende realizar auditoria, por amostragem, na conta “Duplicatas a 
Receber”. O auditor se quiser reduzir o tamanho da amostra sem aumentar o risco de 
amostragem, dividindo a população em subpopulações distintas que tenham características 
homogêneas ou similares, deve proceder 
a) uma seleção sistemática. 
b) um agrupamento de itens para investigação. 
c) um detalhamento de itens para teste. 
d) uma estratificação. 
e) uma seleção aleatória. 
Comentários 
Nos termos da NBC TA 530, estratificação é o processo de dividir uma população em 
subpopulações, cada uma sendo um grupo de unidades de amostragem com características 
semelhantes (geralmente valor monetário). 
A norma diz ainda que o objetivo da estratificação é o de reduzir a variabilidade dos itens de 
cada estrato e, portanto, permitir que o tamanho da amostra seja reduzido sem aumentar o 
risco de amostragem. 
Gabarito: “D”. 
33. (FCC – Auditor Fiscal / SEFAZ PI – 2015) 
Entre os principais métodos de seleção de amostras citados nas Normas Brasileiras de 
Contabilidade Técnicas de Auditoria, aquela em que o tamanho, a seleção e a avaliação da 
amostra resultam em uma conclusão em quantias de dinheiro é a amostragem 
(A) ao acaso. 
(B) estatística. 
(C) em bloco. 
(D) aleatória. 
(E) de unidades monetárias. 
Comentários 
Como vimos, Amostragem de unidade monetária é um tipo de seleção com base em valores, 
na qual o tamanho, a seleção e a avaliação da amostra resultam em uma conclusão em valores 
monetários. 
Gabarito: “E”. 
34. (FCC/ TCE RS – Auditor Público Externo – Ciências Contábeis – 2014) 
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Segundo as Normas Brasileiras de Contabilidade Técnicas de Auditoria – NBC TA, a amostragem 
em auditoria destina-se a possibilitar conclusões a serem tiradas de uma população inteira com 
base no teste de amostragem dela extraída (NBC TA 500). Existem muitos métodos para 
selecionar amostras (NBC TA 530), entre os principais citados nas normas. Aquela em que a 
quantidade de unidades de amostragem na população é dividida pelo tamanho da amostra 
para dar um intervalo de amostragem é a seleção 
a) estatística. 
b) aleatória. 
c) ao acaso. 
d) sistemática. 
e) em bloco. 
Comentários 
Como comentado ao longo da aula, seleção sistemática é aquela em que a quantidade de 
unidades de amostragem na população é dividida pelo tamanho da amostra para dar um 
intervalo de amostragem como, por exemplo, 50, e após determinar um ponto de início dentro 
das primeiras 50, toda 50ª unidade de amostragem seguinte é selecionada. 
Gabarito: “D”. 
35. (FCC/ SEFAZ SP – Agente Fiscal de Rendas – 2013) 
É correto afirmar, em relação ao fator de confiança na seleção da amostra, que quanto 
(A) maior o fator de confiança, maior o tamanho da amostra e menor o nível de segurança 
obtido. 
(B) menor o fator de confiança, maior o tamanho da amostra e da estratificação permitida. 
(C) maior o fator de confiança, menor o tamanho da amostra e menor o nível de segurança 
obtido. 
(D) menor o fator de confiança,menor o tamanho da amostra e da estratificação permitida. 
(E) maior o fator de confiança, maior o tamanho da amostra e o nível de segurança obtido. 
Comentários 
Questão trata do fator de confiança, expressão que não aparece nas normas de auditoria, mas 
que já foi cobrada algumas vezes em questões da FCC e outras bancas (ESAF, notadamente). O 
que você precisa saber é a seguinte fórmula: 
Tamanho da Amostra = Fator de Confiança/Taxa tolerável de desvio 
Vejam que, quanto maior o fator de confiança, maior também o tamanho da amostra (o que 
é, de certa maneira, óbvio) e, por consequência lógica, maior também é o nível de segurança 
obtido. 
Gabarito: “E”. 
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36. (FGV / CM Salvador – Analista Legislativo – Controladoria – 2018) 
Na execução de trabalhos de auditoria, quando há muitos dados e transações a serem 
examinados, é muito comum a seleção de uma amostra para exame. 
A seleção procedida de forma que sempre haja um intervalo constante entre cada item 
selecionado, seja seleção direta na população ou por estratos, é denominada amostragem: 
a) aleatória; 
b) casual; 
c) intencional; 
d) randômica; 
e) sistemática. 
Comentários 
São 05 os métodos de seleção da amostra trazidos pela NBC TA 530. Vamos relembrar o 
esquema apresentado em nossa aula: 
 
Apenas com o esquema acima, podemos fechar o gabarito letra E. 
A NBC TA 530 diz que principais métodos para selecionar amostras correspondem ao uso de 
seleção aleatória, seleção sistemática e seleção ao acaso. Vejamos na íntegra o que diz a 
norma sobre a seleção sistemática: 
Seleção sistemática, em que a quantidade de unidades de amostragem na população é dividida 
pelo tamanho da amostra para dar um intervalo de amostragem como, por exemplo, 50, e após 
determinar um ponto de início dentro das primeiras 50, toda 50ª unidade de amostragem 
seguinte é selecionada. Embora o ponto de início possa ser determinado ao acaso, é mais 
provável que a amostra seja realmente aleatória se ela for determinada pelo uso de um gerador 
computadorizado de números aleatórios ou de tabelas de números aleatórios. Ao usar uma 
seleção sistemática, o auditor precisaria determinar que as unidades de amostragem da 
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população não estão estruturadas de modo que o intervalo de amostragem corresponda a um 
padrão em particular da população. 
Gabarito: “E”. 
37. (FGV / ALERO – Consultor Legislativo – Assessoramento em Orçamentos – 2018) 
Assinale a opção que indica o critério que deve ser adotado na decisão quanto ao uso de 
abordagem de amostragem estatística ou não estatística no processo de auditoria de uma 
entidade. 
a) O julgamento do auditor. 
b) A experiência do auditor. 
c) O tamanho da amostra. 
d) A representatividade da amostra. 
e) O nível de risco de amostragem que a empresa auditada oferece. 
Comentários 
Como vimos, a decisão quanto ao uso de abordagem de amostragem estatística ou não 
estatística é uma questão de julgamento do auditor, não sendo o tamanho da amostra um 
critério válido para distinguir entre as abordagens estatísticas e não estatísticas. 
Gabarito: “A”. 
38. (FGV - TCM SP – Ag. Fiscalização – Administração – 2015) 
Na determinação da extensão dos testes de auditoria, em geral, o auditor emprega técnicas de 
amostragem, porém essas apresentam alguns riscos. Acerca dos riscos de amostragem, avalie 
as afirmativas a seguir. 
I) O nível do risco de amostragem que o auditor está disposto a aceitar dos resultados afeta o 
tamanho da amostra. 
II) O auditor está sujeito aos riscos de amostragem tanto nos testes substantivos quanto nos 
testes de observância. 
III) Os riscos de superavaliação de confiabilidade e o risco de aceitação incorreta afetam a 
eficiência da auditoria, pois em geral conduzem o auditor a realizar trabalhos adicionais. 
IV) Os riscos de subavaliação da confiabilidade e o risco de rejeição incorreta afetam a eficácia 
da auditoria e têm mais probabilidade de conduzir a uma conclusão errônea. 
É correto o que se afirma em: 
a) somente I e II; 
b) somente II e III; 
c) somente III e IV; 
d) somente I, II e IV; 
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e) I, II, III e IV. 
Comentários 
Como vimos ao longo da aula, o nível de risco de amostragem que o auditor está disposto a 
aceitar afeta a tamanha da amostra exigida (item I correto). Quanto menor o risco que o auditor 
está disposto a aceitar, maior deve ser o tamanho da amostra – item A10 da NBC TA 530. 
Ao definir o risco de amostragem, a NBC TA 530 apresenta tipos de conclusões errôneas a que 
o auditor pode chegar, tanto nos testes de controles (equivalentes aos testes de observância) 
quanto nos testes de detalhes (espécie do gênero testes substantivos). Portanto, o item II está 
correto. Vejamos o que diz a norma: 
Risco de amostragem é o risco de que a conclusão do auditor, com base em amostra, pudesse 
ser diferente se toda a população fosse sujeita ao mesmo procedimento de auditoria. O risco 
de amostragem pode levar a dois tipos de conclusões errôneas: 
(a) no caso de teste de controles, em que os controles são considerados mais eficazes do que 
realmente são ou no caso de teste de detalhes, em que não seja identificada distorção 
relevante, quando, na verdade, ela existe. O auditor está preocupado com esse tipo de 
conclusão errônea porque ela afeta a eficácia da auditoria e é provável que leve a uma opinião 
de auditoria não apropriada. 
(b) no caso de teste de controles, em que os controles são considerados menos eficazes do que 
realmente são ou no caso de teste de detalhes, em que seja identificada distorção relevante, 
quando, na verdade, ela não existe. Esse tipo de conclusão errônea afeta a eficiência da 
auditoria porque ela normalmente levaria a um trabalho adicional para estabelecer que as 
conclusões iniciais estavam incorretas. 
De acordo com trecho acima destacado (alínea “b”), no caso em que a confiabilidade dos 
controle é subavaliada (controles considerados menos eficazes do que realmente são), é 
afetada a eficiência da auditoria, o que leva a necessidade de trabalhos adicionais. Item III, 
portanto, errado. O item diz que a superavaliação (e não subavaliação) da confiabilidade dos 
controles afeta a eficiência da auditoria. 
Na realidade, o item se baseou praticamente na literalidade de norma já revogada (NBC T 
11.11). Vejamos: 
11.11.2.6. Risco de Amostragem 
[...] 
11.11.2.6.3. O risco de subavaliação da confiabilidade e o risco de rejeição incorreta afetam 
a eficiência da auditoria, visto que, normalmente, conduziriam o auditor a realizar trabalhos 
adicionais, o que estabeleceria que as conclusões iniciais eram incorretas. O risco 
de superavaliação da confiabilidade e o risco de aceitação incorreta afetam a eficácia da 
auditoria e têm mais probabilidade de conduzir a uma conclusão errônea sobre determinados 
controles, saldos de contas ou classe de transações do que o risco de subavaliação da 
confiabilidade ou o risco de rejeição incorreta.[,,,] [NBC T 11.11][grifo nosso] 
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O item IV também se baseou no trecho acima destacado, de maneira que está incorreto (a 
subavaliação da confiabilidade e o risco de rejeição incorreta afetam a eficiência – e não a 
eficácia– da auditoria). 
Gabarito: “A”. 
39. (FGV / CGE MA – Auditor do Estado – 2014) 
As alternativas a seguir apresentam exemplos de método utilizado pelo auditor para selecionar 
amostras, à exceção de uma. Assinale-a. 
a) Seleção por intervalo. 
b) Seleção aleatória. 
c) Seleção sistemática. 
d) Seleção ao acaso. 
e) Seleção de bloco. 
Comentários 
São 05 os métodos de seleção da amostra trazidos pela NBC TA 530. Veja mais uma vez: 
 
A única assertiva que não consta no rol acima apresentado é a letra A (seleção por intervalo). 
Gabarito: “A”. 
40. (FGV / DPE RJ – Técnico Superior Especializado – Ciências Contábeis – 2014) 
Os meios à disposição do auditor para a seleção de itens em um teste de auditoria são: 
(a) seleção de todos os itens (exame de 100%); 
(b) seleção de itens específicos; e 
(c) amostragem de auditoria. 
Com relação ao procedimento de amostragem, analise as afirmativas a seguir: 
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I. A amostragem em trabalhos de auditoria pode ser aplicada usando tanto a abordagem de 
amostragem não estatística como a estatística. 
II. Amostragens aleatórias simples, estratificadas e por conglomerados são métodos de seleção 
probabilísticos. 
III Quando as características da população são de fácil mensuração, o apropriado é fazer uma 
amostragem probabilística. 
IV. Os maiores valores de uma população sempre devem ser analisados, mesmo quando se 
utilize uma amostragem estatística. 
Está(ão) correta(s) somente a(s) afirmativa(s) 
a) I 
b) I e II 
c) II e III 
d) III e IV 
e) I, III e IV 
Comentários 
Item I. CORRETO. Vimos (e revimos) que a amostragem em auditoria pode ser aplicada tanto 
por meio de abordagem estatística quanto não estatística. 
Item II. CORRETO. A doutrina nos ensina que são exatamente esses 3 (amostras aleatórias 
simples, estratificadas e por conglomerados) os principais tipos de amostragem 
probabilística (ou estatística). Vimos, ao longo da aula, que o objetivo da estratificação é 
reduzir a variabilidade dos itens de cada estrato, o que é feito pela divisão da população em 
subpopulações com características homogêneas. 
Podemos dizer que a amostragem por conglomerados lembra um pouco o processo de 
estratificação, uma vez que em ambos os casos a população é dividida em grupos semelhantes. 
A amostragem por Conglomerado apresenta as seguintes características: os elementos da 
população são agrupados em conjuntos semelhantes, mas internamente heterogêneos 
(características distintas); as amostras são obtidas por conglomerados que a compõem; após a 
seleção de conglomerados, todos os elementos são examinados. Segue figura para ilustrar a 
amostragem por conglomerado: 
 
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Item III. INCORRETO. Nesse caso (características da população de fácil mensuração), NÃO se 
recomenda o uso da amostragem, mas sim a seleção de todos os itens (ou censo). 
Item IV. INCORRETO. Na amostragem estatística, os itens são selecionados de forma aleatória, 
o que não garante que os maiores valores serão necessariamente testados. 
Gabarito: “B”. 
41. (FGV / ALBA – Auditor – 2014) 
Uma seleção da amostra em que a quantidade de unidades de amostragem na população é 
dividida pelo tamanho da amostra, para dar um intervalo de amostragem, é conhecida como 
seleção 
a) aleatória. 
b) por unidade monetária. 
c) sistemática. 
d) ao acaso. 
e) de bloco. 
Comentários 
Vimos que a amostragem sistemática é aquela em que a quantidade de unidades de 
amostragem na população é dividida pelo tamanho da amostra para dar um intervalo de 
amostragem como, por exemplo, 50, e após determinar um ponto de início dentro das 
primeiras 50, toda 50ª unidade de amostragem seguinte é selecionada. 
Gabarito: “C”. 
42. (FGV/ ISS Recife – Auditor Tesouro Municipal – 2014) 
A respeito de uma amostra de auditoria, analise as afirmativas a seguir. 
I. Ao definir uma amostra de auditoria, o auditor deve considerar a finalidade do procedimento 
de auditoria e as características da população da qual será retirada a amostra. 
II. O auditor deve selecionar itens para a amostragem de forma que cada unidade de 
amostragem da população tenha a mesma chance de ser selecionada. 
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III. Ao definir uma amostra de auditoria, o auditor deve considerar os fins específicos a serem 
alcançados e a combinação de procedimentos de auditoria que devem alcançar esses fins. 
Assinale: 
a) se somente a afirmativa I estiver correta. 
b) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. 
c) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. 
d) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. 
e) se todas as afirmativas estiverem correta. 
Comentários 
Item I. CORRETO. De acordo com a NBC TA 530, “Ao definir uma amostra de auditoria, o auditor 
deve considerar a finalidade do procedimento de auditoria e as características da população 
da qual será retirada a amostra”. 
Item II. CORRETO. É exatamente isso o que prevê a NBC TA 530 (item 8). 
Item III. CORRETO. Nos termos da NBC TA 530, ao definir uma amostra de auditoria, o auditor 
deve considerar os fins específicos a serem alcançados e a combinação de procedimentos de 
auditoria que devem alcançar esses fins. A consideração da natureza da evidência de auditoria 
desejada e as eventuais condições de desvio ou distorção ou outras características relacionadas 
com essa evidência de auditoria ajudam o auditor a definir o que constitui desvio ou distorção 
e qual população usar para a amostragem. Ao cumprir com as exigências do item 8 da NBC TA 
500, quando definir a amostragem em auditoria, o auditor executa os procedimentos de 
auditoria para obter evidência de que a população da qual a amostra de auditoria foi extraída 
está completa. 
Gabarito: “E”. 
43. (FGV / Pref. Recife – ACI – Finanças Públicas – 2014) 
A respeito da amostragem de auditoria, analise os itens a seguir. 
I. O nível de risco de amostragem que o auditor está disposto a aceitar afeta o tamanho exigido 
da amostra. 
II. Quanto menor o risco que o auditor está disposto a aceitar, menor deve ser o tamanho da 
amostra. 
III. Ao definir uma amostra de auditoria, o auditor deve considerar a finalidade do 
procedimento de auditoria e as características da população da qual será retirada a amostra. 
IV. O auditor deve selecionar itens para a amostragem, de forma que cada unidade de 
amostragem da população tenha a mesma chance de ser selecionada. 
Assinale: 
a) se somente os itens I, II e III estiverem corretos. 
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b) se somente os itens II, III e IV estiverem corretos. 
c) se somente os itens I, III e IV estiverem corretos. 
d) se somente os itens I, II e IV estiverem corretos. 
e) se todos os itens estiverem corretos. 
Comentários 
Questão aborda conceitos importantes acerca da amostragem em auditoria. Vamos relembrar 
alguns trechos da NBC TA 530: 
A10. O nível de risco de amostragem que o auditor está disposto a aceitar afeta o tamanho da 
amostra exigido. Quanto menor o risco que o auditor está disposto a aceitar, maior deve ser o 
tamanho da amostra – item I correto e item II incorreto (a relação é inversa, e não direta). 
6. Ao definir uma amostra de auditoria, o auditor deve considerara finalidade do procedimento 
de auditoria e as características da população da qual será retirada a amostra – item III correto. 
8. O auditor deve selecionar itens para a amostragem de forma que cada unidade de 
amostragem da população tenha a mesma chance de ser selecionada – item IV correto. 
Gabarito: “C”. 
44. (FGV / PROCEMPA – Analista Administrativo – Contador – 2014) 
Em relação à amostragem estatística, assinale a afirmativa correta. 
a) Usa a teoria das probabilidades para avaliar os resultados das amostras, incluindo a 
mensuração do risco de amostragem. 
b) Utiliza o julgamento para selecionar os itens da amostra. 
c) Seleciona a unidade de amostragem a partir de uma probabilidade desconhecida. 
d) Utiliza a seleção ao acaso, em que o auditor seleciona a amostra sem seguir uma técnica 
estruturada. 
e) Diferencia-se da abordagem da amostragem não estatística pelo tamanho da amostra. 
Comentários 
Como vimos, Amostragem estatística é a abordagem à amostragem com as seguintes 
características: 
(a) seleção aleatória dos itens da amostra; e 
(b) o uso da teoria das probabilidades para avaliar os resultados das amostras, incluindo a 
mensuração do risco de amostragem. 
A abordagem de amostragem que utiliza o julgamento para seleção de itens é a não estatística. 
A seleção ao acaso não é apropriada quando se usar a amostragem estatística. O tamanho da 
amostra não é um critério válido para distinguir entre as abordagens estatísticas e não 
estatísticas. 
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Gabarito: “A”. 
45. (VUNESP / ISS GUARULHOS – 2019) 
São características da amostragem estatística: 
(A) seleção da amostra a critério do auditor. 
(B) inexistência de risco de amostragem. 
(C) seleção da amostra com base no conhecimento da empresa a ser auditada. 
(D) uso da teoria de probabilidades para avaliar os resultados. 
(E) seu uso é indicado quando a população a ser auditada é pequena. 
Comentários 
Comentários: questão bem tranquila. De acordo com a NBC TA 530, Amostragem estatística é 
a abordagem à amostragem com as seguintes características: 
(a) seleção aleatória dos itens da amostra; e 
(b) o uso da teoria das probabilidades para avaliar os resultados das amostras, incluindo a 
mensuração do risco de amostragem. 
Gabarito: “D”. 
46. (VUNESP / TJ SP – Contador Judiciário – 2019) 
A respeito do uso de amostras para a realização dos trabalhos de auditoria, assinale a 
alternativa correta. 
a) A utilização de amostras nos trabalhos de auditoria não é autorizada pelas normas brasileiras 
de auditoria por comprometer a imparcialidade que deve orientar os trabalhos do auditor. 
b) Ao determinar a extensão de um teste de auditoria ou um método de seleção de itens a 
serem testados, não poderão ser empregadas técnicas de amostragem. 
c) A utilização de amostragem estatística deve ser evitada nos trabalhos de auditoria por não 
permitir segurança suficiente a respeito dos seus achados. 
d) Ao usar método de amostragem, estatística ou não, deve ser projetada e selecionada uma 
amostra que possa proporcionar evidência de auditoria suficiente e apropriada. 
e) Amostra e população são conceitos sinônimos em matéria de procedimentos de auditoria 
com base em estatísticas. 
Comentários 
Analisando cada assertiva: 
A: errada. Vimos que a amostragem é plenamente autorizada pelas normas brasileiras de 
contabilidade. 
B: errada. A NBC TI 01 – Auditoria Interna, prevê justamente o contrário. Veja: 
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==219b10==
 
 
 
 
 130 
 
12.2.4.1 – Ao determinar a extensão de um teste de auditoria ou um método de seleção de 
itens a serem testados, podem ser empregadas técnicas de amostragem. 
A VUNESP gosta bastante deste trecho da NBC TI 01. 
C: errada. Assertiva totalmente sem previsão normativa. A amostragem estatística é 
perfeitamente utilizável. 
D: correta. Nos termos da NBC TI 01: 
12.2.4.2 – Ao usar método de amostragem, estatística ou não, deve ser projetada e 
selecionada uma amostra que possa proporcionar evidência de auditoria suficiente e 
apropriada. 
E: errada. Vimos que os conceitos são distintos. Amostra é uma parte do todo (população). 
Gabarito: “D”. 
47. (VUNESP/ CM Olímpia – Contador Especialista – 2018) 
Amostragem, em auditoria, é 
a) o conjunto completo de dados sobre os quais a amostra é selecionada e o auditor deseja 
concluir. 
b) o risco de que a conclusão do auditor, com base em amostra, possa ser diferente se toda a 
população foi sujeita ao mesmo procedimento de auditoria. 
c) a aplicação de procedimentos de auditoria em menos de 100% dos itens de população 
relevante para fins de auditoria, de maneira que todas as unidades de amostragem tenham a 
mesma chance de serem selecionadas para proporcionarem uma base razoável que possibilite 
ao auditor concluir sobre toda a população. 
d) cada um dos itens individuais que constituem uma população. 
e) o processo de dividir uma população em subpopulações, cada uma sendo um grupo de 
unidades de amostragem com características semelhantes (geralmente valor monetário), de 
forma que o auditor possa selecionar os itens para o teste substantivo. 
Comentários 
Segundo a NBC TA 530, “amostragem em auditoria é a aplicação de procedimentos de 
auditoria em menos de 100% dos itens de população relevante para fins de auditoria, de 
maneira que todas as unidades de amostragem tenham a mesma chance de serem 
selecionadas para proporcionar uma base razoável que possibilite o auditor concluir sobre 
toda a população”. 
Pelo exposto nosso gabarito é a letra C. 
Letra A diz respeito à População. Letra B ao Risco de Amostragem. Letra D faz menção à 
Unidade de Amostragem. Letra E à Estratificação. 
Gabarito: “C”. 
48. (VUNESP/ Pref. São Bernardo do Campo – Contador – 2018) 
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A amostragem estatística utilizada na definição e seleção da amostra de auditoria, na execução 
de testes de controles e de detalhes na avaliação dos resultados da amostra 
a) tem finalidade de subsidiar inferências e fornecer base razoável para o auditor concluir 
quanto à população da qual a amostra é selecionada, desprezando-se critérios de 
representatividade na escolha de itens da amostra. 
b) caracteriza-se pela seleção aleatória dos itens da amostra e pelo uso da teoria das 
probabilidades para avaliar os resultados das amostras, incluindo a mensuração do risco da 
amostragem. 
c) caracteriza-se pela seleção representativa de itens da amostra conforme o julgamento 
profissional do auditor, com vistas à fornecer base razoável para o auditor concluir quanto à 
população da qual a amostra é selecionada. 
d) pode ser validamente utilizada em auditorias internas, vedado o seu emprego em auditorias 
independentes, dado o potencial de seleção enviesada de amostra. 
e) permite que o auditor obtenha evidência de auditoria em relação a todas as características 
da população selecionada, desde que observado índice de confiança razoável das 
probabilidades investigadas. 
Comentários 
A amostragem em auditoria pode ser estatística (o que pressupõe seleção aleatória e uso da 
teoria das probabilidades para a avaliação dos resultados, incluindo a mensuração dos riscos 
de amostragem) e não estatística. Pela amostragem estatística, os itens da amostra são 
selecionados de modo que cada unidade de amostragem tenha uma probabilidade conhecida 
e diferente de zero de ser selecionada. Pela amostragem não estatística, o julgamentoé usado 
para selecionar os itens da amostra. Veja: 
Amostragem estatística é a abordagem à amostragem com as seguintes características: 
(a) seleção aleatória dos itens da amostra; e 
(b) o uso da teoria das probabilidades para avaliar os resultados das amostras, incluindo a 
mensuração do risco de amostragem. 
Gabarito: “B”. 
49. (VUNESP / ARSESP – Especialista em Regulação – 2018) 
No que tange à amostragem em auditoria, é correto afirmar: 
a) População é o conjunto completo de dados sobre o qual a amostra é selecionada e sobre o 
qual o auditor deseja concluir. 
b) Amostragem em auditoria é a aplicação de procedimentos de auditoria em 100% dos itens 
de população relevante para fins de auditoria. 
c) Risco não resultante da amostragem é o risco de que o auditor chegue a uma conclusão certa 
por qualquer outra razão que não seja relacionada ao risco de materialidade. 
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d) Amostragem estatística é o único procedimento utilizado pelo auditor a fim de selecionar 
itens para teste. 
e) ao se usar a amostragem em auditoria, o auditor deseja proporcionar uma base razoável 
para concluir quanto ao universo selecionado do qual a amostra perfaz o total do item. 
Comentários 
A: CORRETA. Essa é exatamente a definição de População prevista na NBC TA 530. 
B: ERRADA. Amostragem envolve aplicação de procedimentos EM MENOS DE 100% dos itens 
da população. 
C: ERRADA. O Risco não resultante de amostragem é o risco de que o auditor chegue a uma 
conclusão ERRÔNEA por qualquer outra razão que não seja relacionada ao risco de 
amostragem. 
D: ERRADA. Atentem-se para isso: amostragem estatística não é a única utilizada pelo auditor 
para selecionar itens a serem testados. Há ainda a amostragem não estatística. 
E: ERRADA. Alternativa mal escrita, talvez de forma proposital para induzi-lo ao erro. De acordo 
com a NBC TA 530, o objetivo do auditor, ao usar a amostragem em auditoria, é o de 
proporcionar uma base razoável para o auditor concluir quanto à população da qual a 
amostra é selecionada. 
Gabarito: “A”. 
50. (VUNESP / TJ SP – Contador Judiciário – 2015) 
Quando a auditoria é feita por amostragem, se o método utilizado para essa amostragem é a 
seleção sistemática, então a seleção de itens é 
a) por meio da seleção de um ou mais blocos contíguos da população. 
b) de tal forma que assegure que todos tenham idêntica probabilidade de serem selecionados. 
c) a critério do auditor, com base em sua experiência. 
d) com base em valores monetários. 
e) procedida de tal maneira que haja sempre um intervalo constante entre cada item 
selecionado. 
Comentários 
A seleção sistemática é aquela em que a quantidade de unidades de amostragem na população 
é dividida pelo tamanho da amostra para dar um intervalo de amostragem como, por exemplo, 
50, e após determinar um ponto de início dentro das primeiras 50, toda 50ª unidade de 
amostragem seguinte é selecionada. 
Portanto, nesse método podemos dizer que há um intervalo constante entre cada item 
selecionado. 
Gabarito: “E”. 
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51. (VUNESP/ CGM SP – Auditor Municipal de Controle Interno – 2015) 
A distorção ou o desvio que é comprovadamente não representativo de distorção ou desvio 
em uma população denomina-se 
a) amostragem estatística. 
b) unidade de amostragem. 
c) estratificação. 
d) taxa tolerável de desvio. 
e) anomalia. 
Comentários 
De acordo com a NBC TA 530: 
Anomalia é a distorção ou o desvio que é comprovadamente não representativo de distorção 
ou desvio em uma população. 
A norma complementa: 
Em circunstâncias extremamente raras, quando o auditor considera que uma distorção ou um 
desvio descobertos na amostra são anomalias, o auditor deve obter um alto grau de certeza 
de que essa distorção ou esse desvio não sejam representativos da população. O auditor deve 
obter esse grau de certeza mediante a execução de procedimentos adicionais de auditoria, para 
obter evidência de auditoria apropriada e suficiente de que a distorção ou o desvio não afetam 
o restante da população. 
Gabarito: “E”. 
52. (VUNESP/ Pref. São José Rio Preto – Auditor Fiscal – 2014) 
Em relação à amostragem na auditoria, é correto afirmar que 
a) a amostragem deve ser sempre efetuada com números aleatórios, para evitar que o auditor 
utilize critérios próprios para a seleção dos itens a serem auditados. 
b) quanto maior o nível de distorção tolerável aceito nos testes substantivos, maior deve ser o 
tamanho da amostra, para que a eficácia e a eficiência do trabalho do auditor sejam 
alcançadas. 
c) na determinação do tamanho da amostra, um nível de confiança de 95% indica que em 
noventa e cinco (95) vezes o resultado será impreciso e em cinco (5) vezes, o resultado será 
preciso. 
d) o risco da amostragem é o risco de que a conclusão atingida com base na amostra seja igual 
ao da conclusão que seria obtida com base no exame da população como um todo. 
e) a combinação de uma amostragem estratificada para os itens de maior valor nos 
procedimentos (testes) substantivos combinada com a amostragem aleatória para os itens de 
menor valor é geralmente um procedimento eficaz, pois permite uma cobertura maior em 
termos de valor e um tamanho de amostra menor. 
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 134 
 
Comentários 
Questãozinha bem difícil, que acaba saindo mais facilmente por eliminação. Vejamos cada uma 
das assertivas: 
A: ERRADA. Já vimos que a amostragem em auditoria pode ser estatística (o que pressupõe 
seleção aleatória e uso da teoria das probabilidades para a avaliação dos resultados, incluindo 
a mensuração dos riscos de amostragem) e não estatística. Pela amostragem estatística, os 
itens da amostra são selecionados de modo que cada unidade de amostragem tenha uma 
probabilidade conhecida e diferente de zero de ser selecionada. Pela amostragem não 
estatística, o julgamento é usado para selecionar os itens da amostra. 
B: ERRADA. Assertiva trata dos fatores que alteram o tamanho da amostra. Nesse tipo de 
questão, temos que ficar atentos qual efeito provocado na amostra quando determinado fator 
é alterado, ou seja, se ele tem uma relação direta ou inversa, quando comparado ao seu 
tamanho. 
Os apêndices 2 e 3 da NBC TA 530 trazem quadros que resumem a influência desses fatores no 
tamanho da amostra. Compilamos no esquema a seguir as informações mais importantes a 
esse respeito. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FATORES QUE INFLUENCIAM NO TAMANHO DA AMOSTRA 
Testes de Controle Testes de Detalhes 
Fator Relação Fator Relação 
Avaliação de 
riscos considera 
os controles 
relevantes 
Direta 
Avaliação do risco 
de distorção 
relevante 
Direta 
Taxa tolerável de 
desvio 
Inversa Distorção tolerável Inversa 
Taxa esperada de 
desvios 
Direta 
Valor da distorção 
que o auditor 
espera encontrar 
Direta 
Nível de segurança 
de que a taxa 
tolerável não seja 
excedida pela taxa 
real de desvio 
Direta 
Nível de segurança 
de que a distorção 
tolerável não é 
excedida pela 
distorção real 
Direta 
Quantidade de unidades de amostragem na população: efeito negligenciável 
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As bancas, no geral, gostam de explorar a relação entre a “taxa tolerável de desvio” e o 
“tamanhoda amostra”. Olhando a tabela acima, verifica-se que essa RELAÇÃO É INVERSA, ou 
seja, quando aumenta a taxa tolerável de desvio, reduz-se o tamanho da amostra (daí o erro 
de nossa assertiva)! 
Como dissemos ao longo da aula, é possível compreendermos uma lógica por trás dessas 
relações. Ora, se o auditor aumenta a taxa tolerável de desvio (que é taxa de desvio dos 
procedimentos de controles internos que o auditor define como máxima, de maneira que se 
obtenha segurança de que ela não será ultrapassada pela taxa real de desvio na população), 
ele pode reduzir o tamanho da amostra. Nesse cenário o auditor está, de alguma maneira, 
tolerando maiores níveis de desvios – o que justificaria uma amostra pouco menor. 
C: ERRADA. Precisamos conhecer conceitos básicos de estatística para analisar essa assertiva. 
De forma simplória, podemos dizer que a alternativa inverteu os conceitos, de maneira que o 
correto seria: um nível de confiança de 95% indica que em noventa e cinco (95) vezes o 
resultado será PRECISO e em cinco (5) vezes, o resultado será IMPRECISO. 
D: ERRADA. Já vimos que o Risco de amostragem é o risco de que a conclusão do auditor, com 
base em amostra, pudesse ser diferente se toda a população fosse sujeita ao mesmo 
procedimento de auditoria. 
E: CORRETA (nosso gabarito). Podemos entender como correta a assertiva, apesar de não haver 
para ela previsão normativa. Como dissemos, nesse tipo de questão era mais fácil chegar ao 
gabarito por eliminação. 
Gabarito: “E”. 
53. (VUNESP / TJ SP – Contador Judiciário – 2013) 
Ao se determinar a extensão de um teste de auditoria ou um método de seleção de itens a 
serem testados, podem ser empregadas técnicas de 
a) busca. 
b) revisão. 
c) amostragem. 
d) investigação. 
e) identificação. 
Comentários 
A questão se baseou na literalidade da extinta NBC T 11.11 (abaixo transcrita). Entendemos, 
no entanto, que dava pra chegar ao gabarito com o que estudamos normalmente sobre o tema 
Amostragem em Auditoria. 
11.11.1.2. Ao determinar a extensão de um teste de auditoria ou método de seleção de itens 
a testar, o auditor pode empregar técnicas de amostragem. 
Gabarito: “C”. 
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54. (VUNESP/ SEFAZ SP – APOFP – 2013) 
Trata-se da aplicação de procedimentos de auditoria em menos de 100% dos itens de 
população relevante para fins de auditoria, de maneira que todas as unidades-base tenham a 
mesma chance de serem selecionadas para proporcionar uma base razoável que possibilite ao 
auditor concluir sobre toda a população. 
O texto refere-se ao conceito de 
a) processo de auditoria. 
b) seleção de população. 
c) materialidade. 
d) amostragem em auditoria. 
e) aleatoriedade em auditoria. 
Comentários 
Segundo a NBC TA 530, “amostragem em auditoria é a aplicação de procedimentos de 
auditoria em menos de 100% dos itens de população relevante para fins de auditoria, de 
maneira que todas as unidades de amostragem tenham a mesma chance de serem 
selecionadas para proporcionar uma base razoável que possibilite o auditor concluir sobre 
toda a população”. 
O examinador apenas alterou a expressão “unidades de amostragem” por “unidades-base”, o 
que não invalidade de nenhuma maneira a questão. 
Gabarito: “D”. 
55. (AOCP / ISS Cariacica – 2020) 
O auditor deve determinar o tamanho da amostra suficiente para reduzir o risco de 
amostragem a um nível minimamente aceitável. Esse nível de risco de amostragem que o 
auditor está disposto a aceitar afeta o tamanho da amostra exigida. Assim, quanto 
(A) menor será o risco que o auditor está disposto a aceitar, maior deve ser o tamanho da 
amostra. 
(B) maior será o risco que o auditor está disposto a aceitar, menor deve ser o tamanho da 
amostra. 
(C) menor será o risco que o auditor está disposto a aceitar, menor deve ser o tamanho da 
amostra. 
(D) maior será o risco que o auditor não estará disposto a aceitar, menor deve ser o tamanho 
da amostra. 
Comentários: 
Pela leitura e interpretação da NBC TA 530, depreende-se que há uma relação inversa entre o 
risco de amostragem que o auditor está disposto a aceitar e o tamanho da amostra. 
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 137 
 
Com isso em mente, teríamos 02 gabaritos possíveis (letras A e B). 
Ocorre que a banca privilegiou a literalidade da norma que, em seu item A10 prevê que “O 
nível de risco de amostragem que o auditor está disposto a aceitar afeta o tamanho da amostra 
exigido. Quanto menor o risco que o auditor está disposto a aceitar, maior deve ser o 
tamanho da amostra”. 
Tomando por base a literalidade do item acima descrito, nosso gabarito só pode ser a letra A. 
Gabarito: “A”. 
56. (AOCP / ISS Cariacica – 2020) 
Quando um auditor realiza uma seleção com base em valores em que o tamanho, a seleção e 
a avaliação da amostra resultam em uma conclusão em valores monetários, esse método de 
seleção de amostra é denominado 
(A) amostragem de unidade monetária. 
(B) seleção sistemática. 
(C) seleção aleatória. 
 (D) seleção de bloco 
Comentários: 
Enunciado traz o caso de amostragem de unidade monetária, conforme previsto no Apêndice 
4 da NBC TA 530. Vamos relembrar: 
 
Gabarito: “A”. 
Controle de Qualidade 
57. (CESPE / PGE PE – 2019) 
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 138 
 
Acerca de auditoria em órgãos públicos, julgue o item subsequente. 
A análise do processo de monitoramento de determinada firma de auditoria, com o objetivo 
de avaliar se tal processo fornece segurança razoável da efetividade do sistema de controle, é 
responsabilidade de entidades de supervisão. 
Comentários 
De forma resumida, o monitoramento é um importante processo que avalia continuamente o 
sistema de controle de qualidade da firma. O monitoramento é de responsabilidade da própria 
firma de auditoria, e não de entidades de supervisão. 
Vejamos o que diz a NBC PA 01: 
Monitoramento é o processo que consiste na contínua consideração e avaliação do sistema de 
controle de qualidade da firma, incluindo a inspeção periódica de uma seleção de trabalhos 
concluídos, projetados para fornecer à firma segurança razoável de que seu sistema de controle 
de qualidade está operando de maneira efetiva 
A firma deve estabelecer um processo de monitoramento para fornecer segurança razoável 
de que as políticas e os procedimentos relacionados com o sistema de controle de qualidade 
são relevantes, adequados e estão operando de maneira efetiva. 
Gabarito: “ERRADO”. 
58. (CESPE / SEFAZ RS – 2019) 
Após a conclusão dos trabalhos pela empresa de auditoria independente, a responsabilidade 
pela custódia da documentação é 
a) da controladoria do cliente. 
b) do órgão regulador do cliente. 
c) da auditoria interna do cliente. 
d) da empresa de auditoria independente. 
e) do Conselho Federal de Contabilidade 
Comentários 
Questão aborda a propriedade da documentação de auditoria. Segundo a NBC PA 01: 
Propriedade da documentação do trabalho 
A63. A documentação do trabalho é de propriedade da firma. A firma pode, a seu critério, 
disponibilizar partes ou trechos da documentação do trabalho aos clientes, desde que essa 
divulgação não prejudique a validade do trabalho realizado ou, no caso de trabalhos de 
asseguração, a independência da firma ou do seu pessoal. [grifos não constantes no original] 
Cabe ressaltar que a norma supracitada define Firma como sendo um único profissional ou 
sociedade de pessoas que atuam como auditor independente. 
Gabarito: “D”. 
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 139 
 
59. (CESPE / SEFAZ RS – 2019) 
A revisão da qualidade dos trabalhos de auditoria é um processo que visa fornecer, na data do 
relatório, ou antes, uma avaliação objetiva dos julgamentos relevantes feitos pela equipe de 
trabalho e das conclusões atingidas ao se elaborar o relatório. Esse trabalho deve ser realizado 
por 
a) membro da equipe de auditoria especialmente designado para esse fim. 
b) pessoa especialmente designada pela empresa auditada e com a devida qualificação técnica. 
c) sócio da empresa de auditoria ou pelo auditor chefe da equipe que realizou a auditoria. 
d) sócio ou outro profissional da firma de auditoria, ou pessoa externa qualificada, ou equipe 
formada por essas pessoas, nenhuma delas envolvida na auditoria. 
e) profissional de contabilidade devidamente qualificado e certificado e que não tenha 
participado ou interagido de qualquer forma com os trabalhos de auditoria, ainda que 
integrante da empresa auditada. 
Comentários 
A Revisão do Controle de Qualidade é feita pelo “revisor do controle de qualidade”, que pode 
ser sócio ou outro profissional da firma, uma pessoa externa adequadamente qualificada, ou 
uma equipe composta por essas pessoas, nenhuma delas fazendo parte da equipe de 
trabalho. A revisão aplica-se somente a entidades listadas (com ações negociadas em bolsa de 
valores) ou outros trabalhos para os quais a firma tenha determinado essa necessidade. 
Segundo a NBC PA 01: 
Revisor de controle de qualidade do trabalho é o sócio, ou outro profissional da firma, uma 
pessoa externa adequadamente qualificada, ou uma equipe composta por essas pessoas, 
nenhuma delas fazendo parte da equipe de trabalho, com experiência e autoridade suficientes 
e apropriadas para avaliar objetivamente os julgamentos relevantes feitos pela equipe de 
trabalho e as conclusões obtidas para elaboração do relatório. [Grifos não constantes no 
original] 
Portanto, alternativa correta é D. 
Gabarito: “D”. 
60. (CESPE / TCU – Auditor Federal de Controle Externo – 2015) 
Julgue o item subsecutivo, referente aos principais grupos de usuários das demonstrações 
contábeis bem como às responsabilidades a elas relacionadas. 
No exercício de suas atividades de auditoria, o auditor independente, usuário interno da 
informação contábil, deve pautar-se pelos seguintes princípios éticos: integridade, 
objetividade, impessoalidade, competência e zelo profissional, confidencialidade e 
comportamento profissional. 
Comentários 
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 140 
 
Há dois erros nessa questão. Preliminarmente, o auditor independente é usuário externo da 
informação contábil. Os usuários internos da informação contábil são: sócios, administração, 
contador da empresa, empregados em geral e acionistas. O outro erro é que impessoalidade 
não é princípio ético, mas princípio da administração pública. Segundo item A17, da NBC TA 
200(R1), “os princípios fundamentais de ética profissional relevantes para o auditor quando da 
condução de auditoria de demonstrações contábeis estão implícitos no Código de Ética 
Profissional do Contabilista e na NBC PA 01, que trata do controle de qualidade. Esses princípios 
estão em linha com os princípios do Código de Ética do IFAC, cujo cumprimento é exigido dos 
auditores. Esses princípios são: ” 
(a) Integridade; 
(b) Objetividade; 
(c) Competência e zelo profissional; 
(d) Confidencialidade; e 
(e) Comportamento (ou conduta) profissional. 
 
Gabarito: “ERRADO”. 
61. (CESPE – Auditor de Controle Externo (TCE-PA)/Ciências Contábeis /Fiscalização – 2016) 
De acordo com as Normas Técnicas de Auditoria (NBC TA) estabelecidas pelo Conselho Federal 
de Contabilidade (CFC), julgue o item a seguir. 
São princípios inerentes ao trabalho de asseguração do auditor a integridade, a objetividade, 
o sigilo e o comportamento profissional. 
Comentários 
Esses princípios estão em conformidade com as normas de auditoria. Segundo item A17, da 
NBC TA 200(R1), “os princípios fundamentais de ética profissional relevantes para o auditor 
quando da condução de auditoria de demonstrações contábeis estão implícitos no Código de 
Ética Profissional do Contabilista e na NBC PA 01, que trata do controle de qualidade. Esses 
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 141 
 
princípios estão em linha com os princípios do Código de Ética do IFAC, cujo cumprimento é 
exigido dos auditores. Esses princípios são: 
(a) Integridade; 
(b) Objetividade; 
(c) Competência e zelo profissional; 
(d) Confidencialidade; e 
(e) Comportamento (ou conduta) profissional”. 
 
Ressaltamos que a confidencialidade também é chamada de sigilo. 
Gabarito: “CERTO”. 
62. (CESPE – TCE PR – Analista de Controle/Administração – 2016) 
Nas empresas de auditoria, o monitoramento destina-se a garantir que o controle de qualidade 
seja efetivo. Para concretizar esse objetivo, o(s) responsável(is) pela execução do 
monitoramento deve(m) 
a) requerer que as pessoas que executarão a revisão do controle de qualidade de determinados 
trabalhos não sejam envolvidas na inspeção desses mesmos trabalhos. 
b) comunicar os requisitos de independência da empresa a seu pessoal e, quando aplicável, a 
outras pessoas sujeitas a ela. 
c) identificar e avaliar circunstâncias e relações que criem ameaças à independência, e tomar 
as medidas apropriadas. 
d) aplicar medidas disciplinares contra aqueles que deixarem de cumprir políticas e 
procedimentos da empresa, especialmente os reincidentes. 
e) tratar de maneira apropriada as reclamações e alegações de que o trabalho realizado pela 
empresa não está de acordo com as normas técnicas. 
Comentários 
Questão trata do monitoramento, que é um processo que consiste na contínua consideração 
e avaliação do sistema de controle de qualidade da firma, incluindo a inspeção periódica de 
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 142 
 
uma seleção de trabalhos concluídos, projetado para fornecer à firma segurança razoável de 
que seu sistema de controle de qualidade está operando de maneira efetiva. 
Vamos avaliar cada assertiva: 
Letra A: CORRETA (nosso gabarito). Vimos em nossa aula que a revisão do controle de 
qualidade deve ser feita por pessoa que não tenha feito parte da equipe de trabalho. Lembrem-
se que o sócio encarregado dos trabalhos de auditoria é sim responsável pelo controle de 
qualidade dos trabalhos (parece óbvio, não é mesmo), mas não pela revisão do controle de 
qualidade (feita por outro sócio ou pessoa externa). Para reforçar nosso gabarito, vejamos o 
que diz a NBC PA 01: 
48. A firma deve estabelecer um processo de monitoramento para fornecer segurança razoável 
de que as políticas e os procedimentos relacionados com o sistema de controle de qualidade 
são relevantes, adequados e estão operando de maneira efetiva. Esse processo deve: 
(a) incluir a contínua consideração e avaliação do sistema de controle de qualidade da firma, 
incluindo, de modo cíclico, a inspeção de, pelo menos, um trabalho concluído para cada sócio 
encarregado de trabalho; 
(b) requerer que a responsabilidade pelo processo de monitoramento seja atribuída a um ou 
mais sócios, ou a outras pessoas com experiência e autoridade suficientes e apropriadas na 
firma para assumir essa responsabilidade; e 
(c) requerer que as pessoas queexecutam o trabalho ou a revisão do controle de qualidade do 
trabalho não estejam envolvidas na inspeção desses trabalhos. 
Letras B e C: INCORRETAS (polêmica à vista). Há previsão expressa para as situações de ambas 
as assertivas. Vejamos o que diz o item 21 da NBC PA 01: 
21. A firma deve estabelecer políticas e procedimentos para fornecer segurança razoável de 
que a firma, seu pessoal e, quando aplicável, outras pessoas sujeitas a requisitos de 
independência (incluindo pessoal de firma da mesma rede) mantêm a independência requerida 
por exigências éticas relevantes. Essas políticas e procedimentos devem permitir à firma: 
(a) comunicar seus requisitos de independência a seu pessoal e, quando aplicável, às outras 
pessoas sujeitas a elas; e 
(b) identificar e avaliar circunstâncias e relações que criam ameaças à independência, e tomar 
as medidas apropriadas para eliminá-las ou reduzi-las a um nível aceitável, mediante a 
aplicação de salvaguardas ou, se considerado apropriado, retirar-se do trabalho, quando esta 
retirada é permitida por lei ou regulamentação. 
A banca pode ter considerado as assertivas incorretas, uma vez que o enunciado pergunta 
sobre os deveres do responsável pela execução do monitoramento e o item 21 (exposto acima) 
fala sobre a responsabilidade da firma (de maneira geral). 
Letra D: INCORRETA (mais polêmica à vista). Há previsão expressa para esse tipo de medida 
disciplinar (item 51 da NBC PA 01 – abaixo transcrito). 
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 143 
 
51. As recomendações para que sejam tomadas medidas apropriadas em relação às 
deficiências observadas devem incluir uma ou mais das seguintes recomendações: 
(...) 
(d) medida disciplinar contra aqueles que deixaram de cumprir as políticas e procedimentos da 
firma, especialmente os reincidentes. 
Podemos entender que a banca considerou a assertiva errada pois é dito que DEVE (verbo do 
enunciado) ser aplicado esse tipo de medida, quando a norma menciona tão somente uma 
RECOMENDAÇÃO. 
Letra E: INCORRETA (mais polêmica!). Mais uma vez há previsão expressa na norma (item 55 
da NBC PA 01) para o que diz a assertiva. Vejamos: 
55. A firma deve estabelecer políticas e procedimentos projetados para fornecer segurança 
razoável de que a firma trate de maneira apropriada as: 
(a) reclamações e alegações de que o trabalho realizado pela firma não está de acordo com as 
normas técnicas e exigências regulatórias e legais aplicáveis (...). 
Mais uma vez, em um exercício de imaginação, podemos crer que a banca considerou a 
assertiva errada por não estar tal determinação prevista no rol de responsabilidades do 
responsável pela execução do monitoramento, mas sim da firma (de maneira geral). 
Gabarito: “A”. 
63. (CESPE – Polícia Científica PE – Perito Criminal/Ciências Contábeis – 2016) 
O revisor do controle de qualidade do trabalho da auditoria deve, para o trabalho de auditoria 
realizado, documentar 
a) procedimentos exigidos pelas políticas da firma sobre o controle de qualidade. 
b) as conclusões sobre o cumprimento dos requisitos de independência. 
c) as conclusões acerca da aceitação e continuidade de relacionamentos com clientes. 
d) a natureza e o alcance das consultas, bem como as conclusões delas resultantes. 
e) assuntos referentes ao cumprimento das exigências éticas relevantes. 
Comentários 
De acordo com a NBC TA 220 (R2), item 25, o revisor do controle de qualidade do trabalho 
deve documentar, para o trabalho de auditoria revisado, que: 
(a) os procedimentos exigidos pelas políticas da firma sobre revisão do controle de qualidade 
do trabalho foram realizados; 
(b) a revisão do controle de qualidade do trabalho foi concluída na data ou antes da data do 
relatório; e 
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 144 
 
(c) o revisor não tomou conhecimento de assuntos não resolvidos que poderiam levar o revisor 
a acreditar que os julgamentos importantes feitos pela equipe de trabalho e as conclusões 
obtidas não eram apropriados. 
Pelo exposto, especialmente o trecho sublinhado acima, percebe-se que o gabarito é a letra A. 
As demais assertivas fazem parte do rol de itens que o auditor (e não o revisor do controle de 
qualidade – como questionado pelo enunciado) deve incluir na documentação de auditoria, 
também nos termos da NBC TA 220 (R2). Vejamos: 
24. O auditor deve incluir na documentação de auditoria, conforme NBC TA 230 – 
Documentação de Auditoria: 
(a) assuntos identificados referentes ao cumprimento das exigências éticas relevantes e como 
foram resolvidos; 
(b) conclusões sobre o cumprimento dos requisitos de independência, que se aplicam ao 
trabalho de auditoria, e quaisquer discussões relevantes com a firma que suportam essas 
conclusões; 
(c) conclusões obtidas com relação à aceitação e continuidade de relacionamentos com clientes 
e trabalhos de auditoria; 
(d) a natureza e o alcance das consultas, e as conclusões delas resultantes, feitas no curso do 
trabalho de auditoria. 
Gabarito: “A”. 
64. (FCC / ISS Manaus – 2019) 
Acerca da NBC PA 11, que regula a “revisão externa de qualidade pelos pares”, é correto 
afirmar que: 
(A) O auditor somente pode atuar como revisor caso não tenha executado trabalhos de 
auditoria independente nos últimos 2 anos anteriores ao da revisão que pretende fazer. 
(B) É vedado ao revisor comunicar e discutir os resultados da revisão com a administração do 
revisado. 
(C) Aplica-se exclusivamente ao auditor com registro na CVM. 
(D) O revisado é o auditor contratado para realização dos trabalhos de revisão. 
(E) São estimuladas as revisões recíprocas entre auditores independentes (pessoas físicas e 
jurídicas). 
Comentários: 
Por decorrência da previsão expressa do item 4 da NBC PA 11, nosso gabarito é a letra C: Veja: 
4. Esta Norma aplica-se, exclusivamente, ao Auditor com registro na Comissão de Valores 
Mobiliários (CVM). 
Comentário das demais alternativas: 
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(A) O auditor somente pode atuar como revisor caso não tenha executado trabalhos de 
auditoria independente nos últimos 2 anos anteriores ao da revisão que pretende fazer. Existe, 
na realidade, uma vedação ao trabalho como Revisor, no caso do auditor não ter participado 
de nenhum trabalho de auditoria independente nos últimos 2 anos. 
(B) É vedado ao revisor comunicar e discutir os resultados da revisão com a administração do 
revisado. Essa comunicação é uma das responsabilidades do auditor-revisor. Veja: 
28. O auditor-revisor tem as seguintes responsabilidades: 
(a) organizar, planejar e conduzir os trabalhos de revisão; 
(b) supervisionar o trabalho desenvolvido pelos membros da equipe; 
(c) comunicar e discutir os resultados da revisão com a administração do auditor-revisado; 
(d) elaborar o relatório de revisão e a carta de recomendações, quando for o caso; 
(e) apresentar o relatório, a carta de recomendações e a cópia do questionário ao CRE; 
(f) dar esclarecimentos ou participar de reunião com o CRE, quando requerido; e 
(g) guardar por 7 (sete) anos toda a documentação referente aos trabalhos de revisão. [Grifos 
não constantes no original] 
(D) O revisado é o auditor contratado para realização dos trabalhos de revisão. O correto seria 
dizer “revisor”. 
(E) São estimuladas as revisões recíprocas entre auditores independentes (pessoas físicas e 
jurídicas). Há vedação expressa na NBC PA 11. Veja: 
24. São vedadas as revisões recíprocas entre auditores independentes(pessoas físicas e 
jurídicas). Eventuais exceções devem ser submetidas à aprovação do CRE – Comitê 
Administrador da Revisão Externa. [Grifos não constantes no original] 
Gabarito: “C”. 
65. (FCC / ISS Manaus – 2019) 
Neste trabalho estabeleceu-se uma proposta de um prazo “ótimo” para o regime de rodízio 
mandatório de firmas de auditoria no Brasil. Esta é uma questão de especial interesse para 
reguladores de mercado, dada a escassez de estudos nessa linha, além de ter impactos sobre 
toda discussão acerca da adoção da regra (…). 
Através da aplicação empírica de um modelo que incorpora os principais pressupostos acerca 
do impacto do tempo de relacionamento auditor-auditado (tenure) na qualidade de auditoria, 
estimou-se que o prazo “ótimo” para o rodízio de firmas de auditoria no Brasil é 5,7 anos (…). 
(ALMEIDA, Patrícia Romualdo de; CARVALHO, Luis Nelson Guedes de; BRAUNBECK, 
Guilhermo Oscar. Um Prazo Ótimo para Rodízio de Firmas de Auditoria no Brasil. In: XVIII 
Usp International Conference in Accounting, 2018, São Paulo. Anais. São Paulo: 
Universidade de São Paulo, 2018. 
Disponível: https://congressousp.fipecafi.org/anais/Anais2018/apresentacao.html. 
Acesso: 20/03/2019. Com adaptações.) 
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 146 
 
A regulação posta pela NBC PA 01 − Controle de Qualidade para Firmas (Pessoas Jurídicas e 
Físicas) de Auditores Independentes 
(A) difere da conclusão dos autores do estudo, posto que não prevê o rodízio da firma, mas dos 
profissionais envolvidos, incluindo o sócio encarregado. 
(B) difere da conclusão dos autores do estudo, posto que o estudo de tempo de relacionamento 
(tenure) não pode exceder 3 anos. 
(C) difere da conclusão dos autores do estudo, posto que prevê que o rodízio de firmas ocorra 
após 8 anos. 
(D) é similar à conclusão dos autores do estudo, posto que prevê que o rodízio de firmas ocorra 
após 5 anos. 
(E) é similar à conclusão dos autores do estudo, posto que prevê que o rodízio de firmas ocorra 
após estudo de tempo de relacionamento (tenure). 
Comentários: 
Questão trata de aspecto específico do rodízio, segundo a NBC PA 01. Veja como a norma 
aborda o tema: 
25. A firma deve estabelecer políticas e procedimentos para: 
(a) estabelecer critérios para determinar a necessidade de salvaguardas para reduzir a ameaça 
de familiaridade a um nível aceitável ao utilizar o mesmo pessoal sênior em trabalho de 
asseguração por longo período de tempo; e 
(b) exigir, para auditorias de demonstrações contábeis de entidades listadas, a rotatividade do 
sócio do trabalho e dos indivíduos responsáveis pela revisão do controle de qualidade do 
trabalho e, quando aplicável, de outras pessoas sujeitas a requisitos de rotatividade, após 
período especificado em conformidade com exigências éticas relevantes. 
Antes da atualização da NBC PA 01, efetuada pela NBC 03, previa-se rodízio do pessoal chave 
do trabalho após o período de 5 anos. Atualmente, o tema é tratado nas normas que versam 
sobre a Independência, que preveem a rotação do pessoal chave após 7 anos cumulativos (não 
necessariamente seguidos). 
Dessa forma, as normas supracitadas só preveem RODÍZIO do sócio encarregado do trabalho e 
das pessoas responsáveis pela revisão do controle de qualidade do trabalho, e não o rodízio da 
firma de auditoria. 
Gabarito: “A”. 
66. (FCC – Analista (DPE RS)/Contabilidade - 2017) 
Em uma palestra sobre normas vigentes de auditoria emanadas pelo Conselho Federal de 
Contabilidade acerca do Auditor Independente, foram abordados os seguintes itens: 
responsabilidades da liderança pela qualidade na firma, exigências éticas relevantes, aceitação 
e continuidade do relacionamento com clientes e de trabalhos específicos, recursos humanos, 
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execução do trabalho e monitoramento. Nos termos da NBC PA 01, esses itens representam 
elementos tratados por políticas e procedimentos inclusos em 
a) um sistema de controle de qualidade. 
b) um projeto de auditoria independente. 
c) uma sistemática de controle interno e externo. 
d) um conjunto de medidas voltadas à evidenciação de atos auditados. 
e) uma política de transparência fiscal. 
Comentários 
Questão trata dos elementos do sistema de controle de qualidade. 
De acordo com o item 16 da NBC PA 01: 
16. A firma deve estabelecer e manter um sistema de controle de qualidade que inclua políticas 
e procedimentos que tratam dos seguintes elementos: 
(a) responsabilidades da liderança pela qualidade na firma; 
(b) exigências éticas relevantes; 
(c) aceitação e continuidade do relacionamento com clientes e de trabalhos específicos; 
(d) recursos humanos; 
(e) execução do trabalho; 
(f) monitoramento. 
O enunciado apresenta justamente os elementos acima, o que nos faz chegar ao gabarito letra 
A. 
Gabarito: “A”. 
67. (FGV / ISS Recife – AFTM – 2014) 
O revisor do controle de qualidade do trabalho deve realizar uma avaliação objetiva dos 
julgamentos e das conclusões feitas pela equipe de trabalho e atingidas ao elaborar o relatório. 
Essa avaliação deve envolver os aspectos relacionados a seguir, à exceção de um. Assinale-o. 
a) Revisão da documentação selecionada, relativa aos julgamentos significativos feitos pela 
equipe de trabalho, e das conclusões obtidas. 
b) Revisão das demonstrações contábeis e do relatório proposto. 
c) Discussão de assuntos significativos com o sócio encarregado do trabalho. 
d) Implementação das conclusões resultantes das consultas. 
e) Avaliação das conclusões ao elaborar o relatório e consideração sobre sua adequação. 
Comentários 
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A NBC TA 220 – Controle de Qualidade da Auditoria de Demonstrações Contábeis, 
especificamente item 20, enumera aspectos que o revisor do controle de qualidade do trabalho 
deve levar em consideração na avaliação objetiva dos julgamentos e das conclusões feitas pela 
equipe de trabalho e atingidas ao elaborar o relatório. Senão vejamos: 
O revisor do controle de qualidade do trabalho deve realizar uma avaliação objetiva dos 
julgamentos significativos feitos pela equipe de trabalho e as conclusões atingidas ao elaborar 
o relatório. Essa avaliação deve envolver: 
(a) discussão de assuntos significativos com o sócio encarregado do trabalho; (Letra C) 
(b) revisão das demonstrações contábeis e do relatório proposto; (Letra B) 
(c) revisão da documentação selecionada de auditoria relativa aos julgamentos significativos 
feitos pela equipe de trabalho e das conclusões obtidas; (Letra A) e 
(d) avaliação das conclusões atingidas ao elaborar o relatório e consideração se o relatório é 
apropriado. (Letra E) 
A única assertiva que não se encontra no rol acima elencado é a letra D. 
Gabarito: “D”. 
68. (FGV / Pref. Recife – ACI – Finanças Públicas – 2014) 
O sistema de controle de qualidade inclui políticas e procedimentos que tratam dos seguintes 
elementos: 
I. responsabilidades da liderança pela qualidade na firma; 
II. exigências éticas relevantes; 
III. aceitação e continuidade de relacionamentos com clientes e trabalhos específicos; 
IV. recursos humanos; 
V. execução do trabalho. 
Assinale: 
a) se somente os elementos III e V estiverem corretos. 
b) se somente os elementos I e II estiverem corretos. 
c) se somente os elementos II, III e IV estiverem corretos. 
d) se somente os elementos III, IV e V estiverem corretos. 
e) se todos os elementos estiverem corretos. 
Comentários 
Comovimos, a firma deve estabelecer e manter um sistema de controle de qualidade que 
inclua políticas e procedimentos que tratam dos seguintes elementos: 
(a) responsabilidades da liderança pela qualidade na firma; 
(b) exigências éticas relevantes; 
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(c) aceitação e continuidade do relacionamento com clientes e de trabalhos específicos; 
(d) recursos humanos; 
(e) execução do trabalho; 
(f) monitoramento. 
Pelo exposto, todos os itens do enunciado estão corretos. 
Gabarito: “E”. 
69. (FGV / ISS Cuiabá – AFTRM – 2014) 
Sobre a revisão do controle de qualidade do trabalho de auditoria, assinale a afirmativa correta. 
a) É o processo que fornece uma avaliação subjetiva dos julgamentos feitos pela equipe de 
trabalho. 
b) Deve ser feita em até 30 dias após a data do relatório. 
c) É realizada apenas em companhias abertas. 
d) O profissional mais experiente da equipe de trabalho é designado revisor de controle de 
qualidade. 
e) Os especialistas externos contratados pela firma não fazem parte da equipe de trabalho. 
Comentários 
Questão trata de diversos aspectos previstos na NBC TA 220 (R2). Analisando cada item: 
Letra A. ERRADA. 
Revisão de controle de qualidade do trabalho é um processo estabelecido para fornecer uma 
avaliação objetiva, na data ou antes da data do relatório, dos julgamentos relevantes feitos 
pela equipe de trabalho e das conclusões atingidas ao elaborar o relatório. [...] (Grifos nossos) 
(NBC TA 220, item 7) 
Letra B. ERRADA. 
Revisão de controle de qualidade do trabalho é um processo estabelecido para fornecer uma 
avaliação objetiva, na data ou antes da data do relatório, dos julgamentos relevantes feitos 
pela equipe de trabalho e das conclusões atingidas ao elaborar o relatório [...] (Grifos nossos) 
(NBC TA 220, item 7) 
Letra C. ERRADA. 
[...] O processo de revisão de controle de qualidade do trabalho é somente para auditoria de 
demonstrações contábeis de companhias abertas (entidades listadas) e de outros trabalhos 
de auditoria, se houver, para os quais a firma determinou a necessidade de revisão de controle 
de qualidade do trabalho. (Grifos nossos) (NBC TA 220, item 7) 
Letra D. ERRADA. 
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Revisor de controle de qualidade do trabalho é um sócio ou outro profissional da firma, uma 
pessoa externa adequadamente qualificada, ou uma equipe composta por essas 
pessoas, nenhuma delas fazendo parte da equipe de trabalho, com experiência e autoridade 
suficientes e apropriadas para avaliar objetivamente os julgamentos relevantes feitos pela 
equipe de trabalho e as conclusões atingidas para elaboração do relatório de auditoria. (NBC 
TA 220, item 7) 
Letra E: CORRETA. 
Revisor de controle de qualidade do trabalho é um sócio ou outro profissional da firma, uma 
pessoa externa adequadamente qualificada, ou uma equipe composta por essas 
pessoas, nenhuma delas fazendo parte da equipe de trabalho, com experiência e autoridade 
suficientes e apropriadas para avaliar objetivamente os julgamentos relevantes feitos pela 
equipe de trabalho e as conclusões atingidas para elaboração do relatório de auditoria. (NBC 
TA 220, item 7) 
Gabarito: “E”. 
70. (FGV / SEFAZ RJ – AFRE – 2011) 
Considerando o que determina o Conselho Federal de Contabilidade, assinale a alternativa 
correta. 
a) Pessoa externa qualificada é uma pessoa de dentro da firma com competência e habilidades 
que poderia atuar como sócio encarregado do trabalho. 
b) Pelo menos uma vez a cada seis meses, a firma deve obter confirmação por escrito do 
cumprimento de suas políticas e procedimentos sobre independência de todo o pessoal da 
firma, que precisa ser independente por exigências éticas relevantes. 
c) No caso específico de trabalho de auditoria, o período de retenção seria normalmente de 
pelo menos quatro anos, a partir da data do relatório do auditor independente ou, se superior, 
da data do relatório do auditor independente do grupo. A documentação do trabalho é de 
propriedade da firma. A firma pode, a seu critério, disponibilizar partes ou trechos da 
documentação do trabalho aos clientes, desde que essa divulgação não prejudique a validade 
do trabalho realizado ou, no caso de trabalhos de asseguração, a independência da firma ou 
do seu pessoal. 
d) Equipe de trabalho são os sócios e o quadro técnico envolvidos no trabalho e quaisquer 
pessoas contratadas pela firma ou uma firma da mesma rede para executar procedimentos do 
trabalho. Isso exclui especialistas externos contratados pela firma ou por firma da mesma rede. 
e) Recomenda-se, com vistas à manutenção da qualidade (independência), que seja efetuado 
o rodízio do sócio do trabalho após o período de três ano. 
Comentários 
Questão trata de diversos aspectos a respeito do controle de qualidade. Analisando cada item: 
Letra A. ERRADA. Pessoa externa qualificada é uma pessoa de fora da firma (não pertencente 
a seu quadro técnico) com competência e habilidade que poderia atuar como sócio 
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encarregado do trabalho, por exemplo, um sócio de outra firma, cujos membros podem 
realizar auditoria de informações contábeis históricas, ou de uma organização que fornece 
serviços relevantes de controle de qualidade. (NBC TA 220, item 7) (Grifos nossos). 
Letra B. ERRADA. A periodicidade mínima é anual (e não semestral). Veja: 
Pelo menos uma vez por ano, a firma deve obter confirmação por escrito do cumprimento de 
suas políticas e procedimentos sobre independência de todo o pessoal da firma, que precisa 
ser independente por exigências éticas relevantes. (NBC PA 01 - Controle de qualidade para 
firmas de auditores independentes, item 24). 
Letra C. ERRADA. O período de custódia (ou retenção) da documentação de auditoria é não 
inferior a (ou seja, no mínimo) cinco anos (e não quatro) a contar da data do relatório. 
Letra D. CORRETA. Essa foi exatamente a definição de equipe de trabalho apresentada na aula. 
Letra E. ERRADA. Como vimos, a firma deve estabelecer políticas e procedimentos para exigir, 
para auditorias de demonstrações contábeis de entidades listadas, a rotatividade do sócio do 
trabalho e dos indivíduos responsáveis pela revisão do controle de qualidade do trabalho e, 
quando aplicável, de outras pessoas sujeitas a requisitos de rotatividade, após período 
especificado em conformidade com exigências éticas relevantes. 
Antes da atualização da NBC PA 01, efetuada pela NBC 03, previa-se rodízio do pessoal chave 
do trabalho após o período de 5 anos. Atualmente, o tema é tratado nas normas que versam 
sobre a Independência, que preveem a rotação do pessoal chave após 7 anos cumulativos (não 
necessariamente seguidos). 
Gabarito: “D”. 
71. (VUNESP / Auditor Fiscal – Pref. São José dos Campos – 2012) 
No que se refere ao controle de qualidade de auditoria de demonstrações contábeis, é correto 
afirmar que 
a) os sistemas, as políticas e os procedimentos de controle de qualidade não são de 
responsabilidade da firma de auditoria, e sim, apenas do auditor independente. 
b) a responsabilidade pela implementação de procedimentos de controle de qualidade que são 
aplicáveis ao trabalho de auditoria é das equipes de trabalho, no contexto do controle de 
qualidade da firma de auditoria. 
c) as equipes de trabalho não podem confiar, sob nenhuma hipótese, no sistema de controle 
de qualidade da firma, que deve ser sempre passível de verificação minuciosa. 
d) o revisordo controle de qualidade da auditoria não pode ser responsabilizado e as normas 
não se aplicam a ele, em nenhum dos casos. 
e) os relatórios emitidos pelo auditor não guardam nenhuma relação com os procedimentos 
de controle de qualidade dos serviços. São, portanto, independentes desse controle. 
Comentários 
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Questão bacana que explora vários trechos da NBC TA 220 – Controle de Qualidade da 
Auditoria de Demonstrações Contábeis. Vejamos abaixo a análise de cada assertiva: 
Letra A: ERRADA. Nos termos do item 2 da NBC TA 220 (R2), “Os sistemas, as políticas e os 
procedimentos de controle de qualidade são de responsabilidade da firma de auditoria...”. 
Letra B: CORRETA nos termos do item 3 da NBC TA 220 (R2), a seguir transcrito. 
3. No contexto do sistema de controle de qualidade da firma, as equipes de trabalho têm a 
responsabilidade de implementar procedimentos de controle de qualidade que são aplicáveis 
ao trabalho de auditoria e fornecer à firma informações relevantes que permitam o 
funcionamento do sistema de controle de qualidade relacionado com a independência. 
Letra C: ERRADA, pois de acordo com o item 4 da norma, “As equipes de trabalho podem confiar 
no sistema de controle de qualidade da firma, a menos que as informações fornecidas pela 
firma ou por outras partes indiquem o contrário”. 
Letra D: ERRADA. Não existe tal restrição na norma. Lembrando que: 
Revisor de controle de qualidade do trabalho é o sócio, ou outro profissional da firma, uma 
pessoa externa adequadamente qualificada, ou uma equipe composta por essas pessoas, 
nenhuma delas fazendo parte da equipe de trabalho, com experiência e autoridade 
suficientes e apropriadas para avaliar objetivamente os julgamentos relevantes feitos pela 
equipe de trabalho e as conclusões obtidas para elaboração do relatório. 
Letra E: ERRADA. Como vimos, um dos objetivos do auditor é implementar procedimentos de 
controle de qualidade justamente para fornecer segurança razoável de que os relatórios 
emitidos são apropriados às circunstâncias. 
Gabarito: “B”. 
72. (AOCP / ISS Cariacica – 2020) 
Nos termos da NBC PA 11 – Revisão Externa de Qualidade pelos Pares –, assinale a alternativa 
correta. 
(A) Essa revisão constitui-se em um processo de acompanhamento do controle de qualidade 
dos trabalhos realizados pelos auditores internos. 
(B) O Auditor deve submeter-se à Revisão pelos Pares, no mínimo, uma vez a cada ciclo de 04 
(quatro) anos. 
(C) A revisão poderá abranger aspectos de atendimento às Normas Brasileiras de Contabilidade 
Técnicas e Profissionais emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade e, quando aplicável, 
a outras normas emitidas por órgão regulador. 
(D) O objetivo da Revisão pelos Pares é o de avaliar os procedimentos adotados pelo contador 
que atua como auditor independente e pela firma de auditoria, com vistas a assegurar a 
qualidade dos serviços contábeis desenvolvidos. 
Comentários: 
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O Auditor deve submeter-se à Revisão pelos Pares, no mínimo, uma vez a cada ciclo de quatro 
anos – o que torna a letra B nosso gabarito. A letra A erra ao mencionar “auditores internos” 
(a revisão pelos pares aplica-se aos auditores externos/independentes). A letra C erra ao dizer 
que “poderá abranger” (de acordo com a norma, a revisão “deve” abranger, exclusivamente, 
aspectos de atendimento às Normas Brasileiras de Contabilidade…). A letra D peca ao 
mencionar “serviços contábeis” (de acordo com a literalidade da NBC PA 11, o objetivo da 
revisão pelos pares é o de avaliar os procedimentos adotados pelo contador que atua como 
auditor independente e pela Firma de Auditoria, com vistas a assegurar a qualidade dos 
trabalhos de auditoria e asseguração desenvolvidos). 
Gabarito: “B”. 
Perícia Contábil 
73. (CESPE – AUDITOR FISCAL/SEFAZ RS – 2019) 
João, contador em situação regular no Conselho Regional de Contabilidade de sua jurisdição, 
emitiu, após ter sido intimado pelo Poder Judiciário, laudo e parecer técnico-contábil para 
subsidiar a solução de um litígio. 
Nesse caso, João realizou atividade de 
a) auditoria independente. 
b) auditoria interna. 
c) auditoria operacional. 
d) consultoria financeira. 
e) perícia contábil. 
Comentários: 
Questão trata das diferenças entre auditoria interna, externa e perícia contábil. Aqui, você deve 
ficar atento às palavras: “Poder Judiciário” e “solução de um litígio”, além de observar os 
instrumentos utilizados “laudo” e “parecer técnico-contábil”. Veja o mapa mental a seguir: 
 
Gabarito: “E”. 
74. (CESPE / Analista (SERPRO)/Perícia em Cálculo Judicial – 2013) 
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Acerca da função da perícia no processo judicial, bem como seus campos de conhecimento, 
julgue o item a seguir. 
A perícia contábil, um campo de conhecimento da perícia, fornece informações sobre o 
patrimônio das pessoas físicas e jurídicas. 
Comentários: 
Segundo a NBC TP 01, “a perícia contábil constitui o conjunto de procedimentos técnicos e 
científicos destinados a levar à instância decisória elementos de prova necessários a subsidiar 
à justa solução do litígio, mediante laudo pericial contábil, e ou parecer pericial contábil, em 
conformidade com as normas jurídicas e profissionais, e a legislação específica no que for 
pertinente”. A Perícia Contábil é uma ramificação da Contabilidade, utiliza-se das mesmas 
técnicas empregadas por essa Ciência de forma genérica. Portanto, ela fornece, assim como a 
Contabilidade, informações sobre o patrimônio das entidades físicas e jurídicas. 
Gabarito: “CERTO”. 
75. (FCC / ISS Manaus - 2019) 
A equipe técnica incumbida de realizar trabalho de perícia contábil 
a) não deve empregar o trabalho de terceiros. 
b) pode empregar o trabalho de terceiros, desde que conste expressamente do termo de 
diligência, com responsabilização dos terceiros pela parcela do trabalho que produzirem. 
c) pode empregar o trabalho de terceiros, que devem ser supervisionados e orientados pelo 
perito, que se responsabiliza pela parcela do trabalho que produzirem. 
d) pode empregar o trabalho de terceiros, desde que conste expressamente do laudo pericial 
contábil, com responsabilização dos terceiros pela parcela do trabalho que produzirem. 
e) não pode empregar o trabalho de terceiros, declaração que deve constar expressamente do 
parecer pericial contábil. 
Comentários: 
Antes da revisão, ocorrida em março de 2020, a NBC TP 01 dispunha que “a execução da 
perícia, quando incluir a utilização de equipe técnica, deve ser realizada sob a orientação e 
supervisão do perito do juízo, que assume a responsabilidade pelos trabalhos, devendo 
assegurar-se de que as pessoas contratadas sejam profissionais e legalmente capacitadas à 
execução”. Isso significa que a equipe técnica pode empregar trabalho de terceiros (“pessoas 
contratadas”), desde que sob a orientação e supervisão do perito do juízo – que assume a 
responsabilidade pelos trabalhos. 
Após a revisão, a norma dispõe – sem sentido semelhante – que “quando a perícia exigir o 
trabalho de terceiros (equipe de apoio, trabalho de especialistas ou profissionais de outras 
áreas de conhecimento), o planejamento deve prever a orientação e a supervisão do perito 
nomeado, que responde pelos trabalhos por eles executados”. 
Frise-se que a expressão “perito nomeado” substituiu “perito do juízo”. 
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Gabarito: “C”. 
76. (FCC / SEFAZ GO - 2018) 
São motivos que podem ensejar a suspeição do perito do juízo: 
I. ser devedor, mesmo que ainda não esteja em mora, a uma das partes. 
II. motivo íntimo. 
III. ter aconselhado parte envolvida, ainda que acerca de objeto diverso do posto em discussão 
no litígio. 
IV. ser herdeiro presuntivo do cônjuge de uma das partes. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) I e III. 
b) II e IV. 
c) I e II. 
d) III e IV. 
e) I e IV. 
Comentários: 
Antes da revisão, ocorrida em março de 2020, a NBC PP 01 tratava os casos de suspeição e 
impedimento separadamente. Atualmente, após a revisão, a norma dispõe sobre os casos de 
impedimento profissional (que engloba tanto a suspeição quanto o impedimento legal) de 
forma indiscriminada. 
Vamos analisar os itens à luz das versões anterior e atual da NBC PP 01. 
Item I – para se enquadrar em caso de impedimento legal, o devedor (ou credor) deve estar 
em mora com qualquer das partes. Item, portanto, está incorreto. 
Item II – as 2 versões da norma preveem que o perito PODE declarar-se suspeito por motivo 
de foro íntimo. Item, portanto, está correto. 
Item III – para se enquadrar em caso de impedimento legal, o aconselhamento deve ser 
relacionado ao objeto da discussão. Item, portanto, incorreto. 
Item IV – ser herdeiro presuntivo ou donatário de alguma das partes ou dos seus cônjuges é 
caso de impedimento legal (na versão anterior, era caso específico de suspeição). Item, 
portanto, está certo. 
Gabarito: “B”. 
77. (FCC / ISS São Luís - 2018) 
Acerca dos procedimentos em perícia contábil e suas definições, no que se refere às normas 
vigentes de auditoria, 
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a) indagação é a busca de informações mediante entrevista com conhecedores do objeto ou 
fato relacionado à perícia. 
b) arbitramento é o ato de atestar a informação trazida ao laudo pericial contábil pelo perito-
contador, conferindo-lhe caráter de autenticidade pela fé pública atribuída a este profissional. 
c) mensuração é a determinação de valores ou a solução de controvérsia por critério técnico. 
d) certificação é a pesquisa que busca trazer ao laudo pericial contábil ou parecer pericial 
contábil o que está oculto por quaisquer circunstâncias. 
e) investigação é o ato de qualificação e quantificação física de coisas, bens, direitos e 
obrigações 
Comentários: 
Questão trata dos procedimentos de perícia contábil. Vejamos o esquema que resume as 
principais informações a esse respeito: 
 
Analisando-se cada alternativa e o esquema acima: 
Letra A) CORRETA. 
Letra B) ERRADA. Trata-se da certificação. 
Letra C) ERRADA. Trata-se do arbitramento. 
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Letra D) ERRADA. Trata-se da investigação. 
Letra E) ERRADA. Trata-se da mensuração. 
Gabarito: “A”. 
78. (VUNESP / APOFP – SEFAZ SP – 2013) 
Os trabalhos de avaliação requeridos pelo Judiciário estão diretamente relacionados a 
a) auditoria independente. 
b) auditoria interna. 
c) perícia contábil. 
d) arbitramento. 
e) fiscalização. 
Comentários: 
Vejam que o enunciado menciona trabalhos de avaliação requeridos pelo Judiciário (instância 
decisória). Logo, nosso gabarito só pode ser a letra C (perícia contábil). 
A perícia e a auditoria se distinguem por vários fatores, notadamente por possuírem objetivos 
distintos. Enquanto o objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas demonstrações 
contábeis mediante a expressão de uma opinião pelo auditor sobre se as demonstrações 
contábeis foram elaboradas de acordo com a estrutura aplicável, a perícia serve a uma época, 
a um questionamento específico, com o objetivo de levantar elementos de prova e esclarecer 
uma controvérsia instaurada, um litígio ou constatar um fato. 
Gabarito: “C”. 
79. (AOCP / ITEP RN – 2018) 
Para fundamentar as conclusões que serão levadas ao laudo pericial contábil ou parecer 
pericial contábil, serão considerados alguns procedimentos, conforme a NBC T 13 – da Perícia 
Contábil. 
Assinale a alternativa que se refere corretamente aos procedimentos da Perícia Contábil. 
a) Vistoria, observação, certificação, exame, investigação, estimação e previsão. 
b) Indagação, fiscalização, exame, vistoria, arbitramento, previsão, pesquisa, aferição e 
avaliação. 
c) Investigação, estimação, indagação, mensuração, avaliação e certificação. 
d) Exame, vistoria, indagação, investigação, arbitramento, mensuração, avaliação e 
certificação. 
e) Arbitramento, pesquisa, apreciação, previsão, arbitramento, mensuração, avaliação e 
estimação. 
Comentários: 
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Questão trata dos procedimentos adotados pelo perito. Segundo a versão anterior da NBC TP 
01 (antes da revisão, ocorrida em março de 2020), os procedimentos periciais contábeis visam 
fundamentar o laudo pericial contábil e o parecer técnico-contábil e abrangem, total ou 
parcialmente, segundo a natureza e a complexidade da matéria: exame, vistoria, indagação, 
investigação, arbitramento, mensuração, avaliação e certificação. 
Após atualização, a NBC TP 01 prevê os mesmos procedimentos antes mencionados e mais a 
chamada testabilidade. 
Gabarito: “D”. 
80. (FUNDATEC / ISS Porto Alegre– 2019) 
As Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC) definem os conceitos e normas acerca da 
Auditoria Contábil e da Perícia Contábil, restando claro do exame das referidas normas a 
distinção entre uma coisa e outra. Em relação a tais diferenças, analise as assertivas abaixo: 
I. A auditoria contábil é uma técnica contábil que consiste na verificação e fidedignidade dos 
dados contidos nas demonstrações contábeis por meio do exame minucioso dos registros da 
contabilidade e dos documentos que a eles deram origem. 
II. A perícia contábil constitui o conjunto de procedimentos técnico-científicos destinados a 
levar à instância decisória elementos de prova necessários a subsidiar a justa solução do litígio 
ou constatação de fato. 
III. Enquanto a auditoria apresenta seu resultado expressando uma opinião por meio do 
relatório de auditoria, o perito apresenta o resultado da perícia com um laudo pericial contábil 
ou parecer técnico-contábil. 
Quais estão corretas? 
a) Apenas I. 
b) Apenas II. 
c) Apenas III. 
d) Apenas I e II. 
e) I, II e III. 
Comentários: 
Vamos analisar cada item: 
Item I – CORRETO. Sabemos que o objetivo geral da auditoria é aumentar o grau de confiança 
(ou fidedignidade) dos usuários nas demonstrações contábeis. Isso é feito por meio da 
expressão de uma opinião pelo auditor sobre se as demonstrações foram elaboradas de acordo 
com a estrutura aplicável. Essa opinião refletirá todos os minuciosos exames que a auditoria 
faz sobre os registros contábeis e sua documentação de suporte. 
II – CORRETO. Item traz, praticamente, a literalidade do conceito da perícia contábil. 
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III – CORRETO. A opinião da auditoria é expressa por meio do relatório, enquanto o resultado 
da perícia é expresso por meio de um laudo pericial ou parecer técnico-contábil. 
Gabarito: “E”. 
8. RESPOSTAS DAS QUESTÕES SUBJETIVAS1) O que é amostragem em auditoria? 
Resposta: amostragem em auditoria é a aplicação de procedimentos de auditoria em menos de 
100% dos itens de população relevante para fins de auditoria, de maneira que todas as unidades de 
amostragem tenham a mesma chance de serem selecionadas para proporcionar uma base razoável 
que possibilite o auditor concluir sobre toda a população. 
2) A amostragem deve ser necessariamente estatística? 
Resposta: Não. A amostragem em auditoria pode ser aplicada usando tanto a abordagem estatística 
quanto não estatística. Pela amostragem estatística, os itens da amostra são selecionados de modo 
que cada unidade de amostragem tenha uma probabilidade conhecida de ser selecionada. Pela 
amostragem não estatística, o julgamento é usado para selecionar os itens da amostra. 
3. O que é estratificação? 
Resposta: É o processo de dividir uma população em subpopulações, cada uma sendo um grupo de 
unidades de amostragem com características semelhantes (geralmente valor monetário). 
4. O que o auditor deve considerar ao definir uma amostra de auditoria? 
Resposta: Ao definir uma amostra de auditoria, o auditor deve considerar a finalidade do 
procedimento de auditoria e as características da população da qual será retirada a amostra. 
5. O tamanho da amostra deve ser levado em consideração ao se decidir entre a abordagem 
estatística ou não estatística? 
Resposta: Não. A decisão quanto ao uso de abordagem de amostragem estatística ou não estatística 
é uma questão de julgamento do auditor, entretanto, o tamanho da amostra não é um critério 
válido para distinguir entre as abordagens estatísticas e não estatísticas. 
6. O tamanho da amostra é afetado pelo risco de amostragem? 
Resposta: Sim. O nível de risco de amostragem que o auditor está disposto a aceitar afeta o tamanho 
da amostra exigido. Quanto menor o risco que o auditor está disposto a aceitar, maior deve ser o 
tamanho da amostra. 
7. Quais os principais métodos para seleção de itens para a amostra? Em que consiste cada um? 
Resposta: 
(a) Seleção aleatória (aplicada por meio de geradores de números aleatórios como, por exemplo, 
tabelas de números aleatórios). 
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(b) Seleção sistemática, em que a quantidade de unidades de amostragem na população é dividida 
pelo tamanho da amostra para dar um intervalo de amostragem como, por exemplo, 50, e após 
determinar um ponto de início dentro das primeiras 50, toda 50ª unidade de amostragem seguinte 
é selecionada. Embora o ponto de início possa ser determinado ao acaso, é mais provável que a 
amostra seja realmente aleatória se ela for determinada pelo uso de um gerador computadorizado 
de números aleatórios ou de tabelas de números aleatórios. Ao usar uma seleção sistemática, o 
auditor precisaria determinar que as unidades de amostragem da população não estão estruturadas 
de modo que o intervalo de amostragem corresponda a um padrão em particular da população. 
(c) Seleção ao acaso, na qual o auditor seleciona a amostra sem seguir uma técnica estruturada. 
Embora nenhuma técnica estruturada seja usada, o auditor, ainda assim, evitaria qualquer 
tendenciosidade ou previsibilidade consciente e, desse modo, procuraria se assegurar de que todos 
os itens da população têm uma mesma chance de seleção. A seleção ao acaso não é apropriada 
quando se usar a amostragem estatística. 
8. Quais fatores têm relação direta com o tamanho da amostra? 
Resposta: 
Para os testes de controle: 
A extensão na qual a avaliação de risco leva em consideração os controles relevantes; 
A taxa esperada de desvio; 
O nível de segurança desejado de que a taxa tolerável não seja excedida pela taxa real. 
Para os testes de detalhes: 
Avaliação do risco de distorção relevante; 
A distorção que o auditor espera encontrar na população; 
Nível de segurança desejado de que a distorção tolerável não é excedida pela distorção real. 
9. Quais fatores têm relação inversa com o tamanho da amostra? 
Para os testes de controle: 
Taxa tolerável de desvio 
Para os testes de detalhes: 
Distorção tolerável; 
Uso de outros procedimentos substantivos direcionados à mesma afirmação; 
Estratificação da população, quando apropriado. 
10. A quantidade de unidades de amostragem afeta o tamanho da amostra? 
Resposta: Não. Tanto para os testes de controle quanto para os testes de detalhes, a quantidade de 
unidades de amostragem na população tem efeito negligenciável, ou seja, não afetam o tamanho da 
amostra. Unidade de amostragem, nos termos da norma, é cada um dos itens individuais que 
constituem uma população. Apesar do nome "unidade DE AMOSTRAGEM", o conceito está 
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diretamente relacionado à população da qual se deseja extrair a amostra, e não à amostra 
propriamente dita. Então, pela afirmação “a quantidade de unidades de amostragem possui efeito 
negligenciável sobre o tamanho da amostra” podemos entender que o “tamanho da população” 
possui efeito negligenciável sobre o tamanho da amostra. É que para populações grandes, o tamanho 
real da população (e, por consequência, da quantidade de unidades de amostragem) tem pouco 
efeito, se houver, no tamanho da amostra. Já para pequenas populações, a amostragem de auditoria 
pode nem ser o meio mais eficiente para se obter evidência de auditoria. 
11. Qual o objetivo do controle de qualidade da FIRMA de auditoria? 
Resposta: O objetivo da FIRMA é estabelecer e manter um sistema de controle de qualidade para 
obter segurança razoável que: 
(a) a firma e seu pessoal cumprem as normas técnicas e as exigências regulatórias e legais aplicáveis; 
e 
(b) os relatórios sobre demonstrações contábeis e demais relatórios emitidos pela firma e pelos 
sócios encarregados do trabalho são apropriados nas circunstâncias (item 11 da NBC PA 01). 
12. Qual o objetivo do controle de qualidade da AUDITORIA? 
Resposta: O objetivo do AUDITOR é implementar procedimentos de controle de qualidade no nível 
do trabalho que forneçam ao auditor segurança razoável de que: 
(a) a auditoria está de acordo com normas profissionais e técnicas e exigências legais e regulatórias 
aplicáveis; e 
(b) os relatórios emitidos pelo auditor são apropriados nas circunstâncias (item 6 da NBC TA 220 R2). 
13. Em que consiste a revisão do Controle de Qualidade da Auditoria? 
Resposta: Revisão de controle de qualidade do trabalho é um processo estabelecido para fornecer 
uma avaliação objetiva, na data ou antes da data do relatório, dos julgamentos relevantes feitos pela 
equipe de trabalho e das conclusões atingidas ao elaborar o relatório. O processo de revisão de 
controle de qualidade do trabalho é somente para auditoria de demonstrações contábeis de 
entidades listadas e de outros trabalhos de auditoria para os quais a firma tenha determinado a 
necessidade de revisão de controle de qualidade do trabalho. 
14. Quem é o encarregado pela revisão do Controle de Qualidade? 
Resposta: Revisor de controle de qualidade do trabalho é um sócio ou outro profissional da firma, 
uma pessoa externa adequadamente qualificada, ou uma equipe composta por essas pessoas, 
nenhuma delas fazendo parte da equipe de trabalho, com experiência e autoridade suficientes e 
apropriadas para avaliar objetivamente os julgamentos relevantes feitos pela equipe de trabalho e 
as conclusões atingidas para elaboração do relatório de auditoria. 
15. O que é o processo de monitoramento? 
Resposta: É o processo que consiste na contínua consideração e avaliação do sistema de controle de 
qualidade da firma, incluindo a inspeção periódica de uma seleção de trabalhos concluídos,projetado para fornecer à firma segurança razoável de que seu sistema de controle de qualidade está 
operando de maneira efetiva. 
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16. Qual o objetivo da Perícia Contábil? 
Resposta: subsidiar a justa solução do litígio ou constatação de fato, mediante laudo pericial contábil 
e/ou parecer técnico-contábil, em conformidade com as normas jurídicas e profissionais e com a 
legislação específica no que for pertinente. 
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9. RESUMO EM MAPAS E ESQUEMAS 
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2. 
 
3. 
 
 
 
 
 
 
 
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 165 
 
4. 
FATORES QUE INFLUENCIAM NO TAMANHO DA AMOSTRA 
Testes de Controle Testes de Detalhes 
Fator Relação Fator Relação 
Avaliação de 
riscos considera 
os controles 
relevantes 
Direta 
Avaliação do 
risco de 
distorção 
relevante 
Direta 
Taxa tolerável de 
desvio 
Inversa 
Distorção 
tolerável 
Inversa 
Taxa esperada 
de desvios 
Direta 
Valor da 
distorção que o 
auditor espera 
encontrar 
Direta 
Nível de 
segurança 
desejado de que 
a taxa tolerável 
não seja 
excedida pela 
taxa real de 
desvio na 
população 
Direta 
Nível de 
segurança 
desejado de que 
a distorção 
tolerável não é 
excedida pela 
distorção real na 
população 
Direta 
- 
Uso de outros 
procedimentos 
substantivos 
Inversa 
- 
Estratificação da 
população 
Inversa 
Quantidade de unidades de amostragem na população: efeito 
negligenciável 
 
 
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6.
 
 
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7. 
 
8. 
 
 
Informações complementares:
• Seleção sistemática: a qtd. de un. de amostragem na população é
dividida pelo tamanho da amostra para dar um intervalo de amostragem
como, por exemplo, 50, e após determinar um ponto de início dentro das
primeiras 50, toda 50ª unidade de amostragem seguinte é selecionada.
• Seleção ao acaso: embora nenhuma técnica estruturada seja usada, o
auditor, ainda assim, evitaria qualquer tendenciosidade ou previsibilidade
consciente. A seleção ao acaso não é apropriada quando se usar a
amostragem estatística.
• Seleção de bloco: a seleção de bloco geralmente não pode ser usada
em amostragem de auditoria porque a maioria das populações está
estruturada de modo que esses itens em sequência podem ter
características semelhantes entre si, mas características diferentes de
outros itens de outros lugares da população.
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9. 
 
10. 
 
 
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11. 
 
12. 
 
 
Tipos de peritos:
• Perito oficial é o contador investido na função por lei e pertencentea
órgão especial do Estado
• Perito do juízo é nomeado pelo juiz, árbitro, autoridade pública ou
privada para exercício da perícia contábil.
• Perito arbitral é o contador nomeado em arbitragem para exercício da
perícia contábil.
• Assistente técnico é o contador ou órgão técnico ou científico indicado
e contratado pela parte em perícias contábeis.
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10. BIBLIOGRAFIA 
BRASIL. Tribunal de Contas da União. Programa de aprimoramento profissional em Auditoria - 
proaudi. Auditoria Governamental. Brasília, DF. 2011. Disponível em: 
<http://portal.tcu.gov.br/biblioteca-digital/curso-de-auditoria-governamental-1.htm>. 
 
_______. Tribunal de Contas da União. Critérios Gerais de controle interno na Administração Pública. 
Brasília, DF. 2010. Disponível em: 
<http://portal2.tcu.gov.br/portal/page/portal/TCU/comunidades/biblioteca_tcu/documentos?pers
pectiva=501587>. 
 
_______. Tribunal de Contas da União. Portaria 280/2010. Normas de Auditoria do Tribunal de 
Contas da União, Brasília, DF, 08 de dezembro de 2010. Disponível em: 
<http://www.tcu.gov.br/Consultas/Juris/Docs/judoc/PORTN/20100218/PRT2003-090.doc>. 
 
_______. Tribunal de Contas da União. Portaria-SEGECEX nº 26/2009. Padrões de auditoria de 
conformidade (PAC), Brasília, DF, de 19 de outubro de 2009. Disponível 
em:<http://www.tcu.gov.br/Consultas/Juris/Docs/judoc/PORTN/20100218/PRT2003-090.doc>. 
 
_______. Tribunal de Contas da União. Manual de auditoria operacional / Tribunal de Contas da 
União. 3. ed. – Brasília : TCU, Secretaria de Fiscalização e Avaliação de Programas de Governo 
(Seprog), 2010. 71 p. Disponível em: 
<portal2.tcu.gov.br/...auditoria/Manual_ANOP_internet_português.pdf>. Acesso em 14 de 
fevereiro de 2019. 
 
_______. Tribunal de Contas da União. Glossário de termos do controle externo. Brasília, 2012. 
Disponível em: <http://portal.tcu.gov.br/comunidades/fiscalizacao-e-controle/normas-de-
auditoria-do-tcu. Acesso em 14 de fevereiro de 2019. 
 
_______. Conselho Federal de Contabilidade. NBC TA – de Auditoria Independente de Informação 
Contábil Histórica. NBC TA 530 – Amostragem em auditoria. Disponível em: < 
http://www.cfc.org.br/sisweb/sre/detalhes_sre.aspx?Codigo=2009/001222>. 
 
_______. Conselho Federal de Contabilidade. NBC PA 01 - Controle de Qualidade para Firmas 
(Pessoas Jurídicas e Físicas) de Auditores Independentes.. Disponível em: < 
http://www1.cfc.org.br/sisweb/SRE/docs/Res_1201.pdf>. 
 
_______. Conselho Federal de Contabilidade. NBC PA 11 – Revisão Externa pelos Pares. Disponível 
em: < http://www1.cfc.org.br/sisweb/SRE/docs/NBCPA11.pdf>. 
 
 
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ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti. Auditoria: um curso moderno e completo. 8ªedição. São Paulo: Atlas, 
2012. 
 
ATTIE, William. Auditoria: conceitos e aplicações. 5ª edição. São Paulo: Atlas, 2010. 
 
CREPALDI, Sílvio Aparecido. Auditoria contábil: teoria e prática. 10ª edição. São Paulo: Atlas, 2016. 
 
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