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Ana Clara Lima Silva
 Antropologia
 
A década de 20 é um marco na história da antropologia social e cultural. Pode-se considera- lá como o “período clássico” da antropologia.
É no  período entre guerras, que os antropólogos percebem que  o mundo ocidental viveria uma profunda crise de consciência, que seria acompanhada da  intensificação dos estudos sobre as sociedades primitivas, consideradas como “modos de vida autênticos”, iniciando assim s trabalhos com a antropologia social e cultural.
Essa foi a primeira das escolas antropológicas. Ela tem início no século XIX e é marcada pelo pensamento dicotômico que divide as sociedades em “primitivas” e “civilizadas”. Os pensadores que contribuíram para a Escola Evolucionista, de modo geral, defendiam uma espécie de evolucionismo das sociedades humanas. Segundo essa lógica, as sociedades ditas primitivas poderiam se tornar civilizadas. Logo, entende-se que existiria uma assimetria entre os grupos populacionais e uma linha evolutiva que poderia ser seguida por aqueles que estavam em posições de inferioridade. 
Das escolas antropológicas, a Funcionalista é a que vai propor o método clássico de etnografia e adotar o trabalho de campo para realização das análises (na Escola Evolucionista, eram os relatos dos viajantes e colonizadores que subsidiavam as interpretações feitas pelos antropólogos). Além da adoção do trabalho de campo, os funcionalistas se diferem dos evolucionistas por não conceberem a ideia de hierarquia entre as sociedades. 
Para os antropólogos funcionalistas, cada sociedade possui uma função distinta. Esse seria o traço que diferenciaria uma das outras, mas sem construir hierarquias. Nessa perspectiva, ao passo que cada grupo exercesse a sua função, eles contribuíam para um sistema maior, onde todos as funções se relacionavam. Contribuíram para a Escola Funcionalista Bronislaw Malinowski, escritor de “Argonautas do Pacífico Ocidental” (1922), e Alfred Radcliffe-Brown, autor de “Estrutura e função nas sociedades primitivas” (1952). 
A terceira das escolas antropológicas se preocupa em entender as semelhanças existentes entre grupos culturais geograficamente distantes. Desse modo, seria possível encontrar um passado comum a essas culturas. Os antropólogos difusionalistas acreditavam que os objetos e costumes partilhados entre sociedades distantes eram resultado do processo de imitação e assimilação cultural que aconteciam durante a colonização e negociações que se estabeleciam entre os povos. 
Desse modo, a diversidade cultural seria o resultado dos encontros entre as culturas, que implicava em difusão de objetos e comportamentos. A Escola Difusionalista teve representes alemães (Friedrich Ratzel, Léo Frobénius e Fritz Graebner) e britânicos (G. Elliot Smith e William J. Perry). 
Os antropólogos que integram a Escola Estruturalista buscam identificar as regras estruturantes da cultura que estão presentes na mente humana. Seus estudos se atêm à construção dos significados dentro de uma cultura, um processo que envolve inter-relações entre diferentes elementos ligados à linguagem, sistemas de signos e ao imaginário dos indivíduos. 
Claude Lévi-Strauss, autor de “Tristes Tópicos” (1955), é considerado criador da antropologia estrutural. Essa escola recebeu ainda contribuições de Ferdinand Saussure, linguista que colaborou bastante para o desenvolvimento da Semiótica.
 Lima

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