Prévia do material em texto
Centro Universitário Jorge Amado – Unijorge Aluno: Allan Max de Oliveira Moraes Curso: História Licenciatura – Modalidade EAD 1°semestre Disciplina: Historiografia Geral e do Brasil Professor: Tarsis de Carvalho Santos Uma análise sobre o Positivismo e a Escola dos Annales. Tanto o Positivismo, quanto a Escola dos Annales reconheciam que o estudo das ciências era o caminho mais eficaz para identificar problemas sociais, compreender melhor a economia, a política e a sociedade, por isso valorizavam a observação, a pesquisa e as fontes historiográficas. Entretanto, a teoria de Lucien Febvre e Marc Bloch fazia essa abordagem de uma maneira muito mais ampla do que a de Auguste Comte. Para a historiografia positivista a história oficial abrangia apenas os grandes feitos dos heróis, os quais contribuíram política e militarmente com a construção das nações (essa corrente surgiu no contexto da formação dos Estados nacionais europeus), entre os quais estavam: reis, militares de alta patente, políticos influentes e homens de prestígio da sociedade. As histórias de vida de trabalhadores humildes ou de mulheres não eram mencionadas nesses documentos. Apenas fontes escritas e oficiais eram consideradas históricas e o papel do historiador era muito limitado, porque ele se resumia a observar as fontes para se certificar se um determinado documento era legítimo e após essa confirmação fazia um resgate do passado a partir dessa fonte. Ele não podia expor o seu ponto de vista sobre os assuntos, pois na concepção positivista a história deveria ser objetiva e não subjetiva. Portanto, a historiografia positivista era meramente cronológica, de memorização e de narrativa de eventos. A Escola dos Annales ampliou os horizontes no que diz respeito à produção historiográfica. Ao longo de suas três gerações essa corrente, a qual surgiu no início do século XX defendia através de historiadores como Lucien Febvre, Marc Bloch, Braudel, Le Goff e Pierre Nora uma história problema, ou seja, a importância de problematizar as fontes, propor hipóteses para responder perguntas e subjetivar sua análise historiográfica. Em outras palavras, ela deveria vir com uma pergunta a ser respondida pela pesquisa. De acordo com a Escola de Annales os seres humanos eram tão complexos em sua maneira de pensar, de sentir e de agir que reduzir a história a jogos de poder e a grandes heróis nacionais impedia uma compreensão mais profunda, tanto em relação as sociedades, quanto aos seres humanos, pois como se podia entender as camadas subalternas da sociedade, suas culturas, seus anseios, as suas particularidades em geral sem fontes oficiais e materiais de arquivos dessas pessoas? A partir desse momento o cotidiano de todas as pessoas, fossem elas, brancas, negras, mulheres, ricas ou pobres passou a ser visto como história. Então, se antes apenas as fontes escritas e oficiais tinham validade, com a Nova História elas passaram a ser orais, iconográficas, fotográficas, digitais, entre outras. Isso gerou uma multidisciplinaridade nunca antes vista entre as ciências.