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Pincel Atômico - 08/12/2022 11:59:41 1/4 Exercício Caminho do Conhecimento - Etapa 10 (19068) Atividade finalizada em 08/12/2022 10:51:53 (604988 / 1) LEGENDA Resposta correta na questão # Resposta correta - Questão Anulada X Resposta selecionada pelo Aluno Disciplina: HISTORIOGRAFIA. [772935] - Avaliação com 8 questões, com o peso total de 1,67 pontos [capítulos - 5] Turma: Segunda Graduação: Segunda Graduação 6 meses - Licenciatura em História - Grupo: FPD-FEV2022 - SGegu0A011222 [79183] Aluno(a): 91381962 - ESTEVAM RAFAEL DE LIMA ANDRÉA - Respondeu 8 questões corretas, obtendo um total de 1,67 pontos como nota [358653_1150 44] Questão 001 (MONTE HOREBE 2019) Assinale a alternativa que traz a CORRETA interligação entre as noções de modernidade e progresso. A ordem não pressupõe o progresso no mundo da modernidade. X A modernidade, como um projeto civilizatório, se baseou na construção de uma sociedade disciplinar voltada para o progresso, e da chamada modernização, a partir deste originada. A noção de modernidade e de progresso são e relacionam na construção de sociedades humanas ricas de novidades, porém desordenadas. A modernidade e o progresso não podem ser relacionados, tendo em vista que a busca pela novo não precisa vir acompanhada do conceito relativo de progresso. A Belle Époque e a busca da beleza que a caracterizou determinava um mundo de progresso em que a beleza sempre estaria acima da ordem e da disciplina. [358652_1222 07] Questão 002 (ENADE 2017) Entre o final dos anos 1980 e o início da década seguinte, o mundo passou, nos termos do historiador francês Ernest Labrousse, por uma “conjuntura histórica de transformação”, separando a bipolaridade estrita do pós-guerra de uma nova situação econômica e política caracterizada por múltiplas polaridades, cujos contornos não estão ainda muito bem definidos. ALMEIDA, P. R. “As duas últimas décadas do século XX: fim do socialismo e retomada da globalização. In.: SARAIVA, J.F.S. (org.) História das relações internacionais contemporâneas: da sociedade internacional do século XIX à era da globalização. 2. ed., São Paulo: Saraiva, 2008 (adaptado). No texto acima, assinala-se a dificuldade em definir os contornos da nova ordem mundial, iniciada entre o final da década de 1980 e o início da década de 1990. Entretanto, com relação a esse período, há concordância entre os historiadores quanto ao papel central desempenhado pela(o) universalização do padrão-ouro como resultado da internacionalização dos mercados e da concorrência entre capitais internacionais. Otan, em decorrência da adesão ao Pacto de Varsóvia e como resultado da conscientização da interdependência econômica fim dos regionalismos, com a dissolução do bloco soviético e a difusão dos planos econômicos quinquenais decadência do regime liberal, em decorrência da consolidação das fronteiras nacionais e da crescente regulamentação do mercado. X crescente interrelação dos mercados globais devido à mudança de percepção do papel das fronteiras políticas [358652_1222 02] Questão 003 (MONTE HOREBE 2019) Assinale a alternativa que traz a CORRETA interligação entre as noções de modernidade e progresso. Pincel Atômico - 08/12/2022 11:59:41 2/4 X A modernidade, como um projeto civilizatório, se baseou na construção de uma sociedade disciplinar voltada para o progresso, e da chamada modernização, a partir deste originada. A modernidade e o progresso não podem ser relacionados, tendo em vista que a busca pela novo não precisa vir acompanhada do conceito relativo de progresso. A ordem não pressupõe o progresso no mundo da modernidade. A noção de modernidade e de progresso são e relacionam na construção de sociedades humanas ricas de novidades, porém desordenadas. A Belle Époque e a busca da beleza que a caracterizou determinava um mundo de progresso em que a beleza sempre estaria acima da ordem e da disciplina. [358654_1150 49] Questão 004 (IFPA 2015) “Tornamo-nos conscientes de que o 'pertencimento' e a 'identidade' não têm a solidez de uma rocha, não são garantidos para toda a vida, são bastante negociáveis e revogáveis, e de que as decisões que o próprio indivíduo toma, os caminhos que percorre, a maneira como age – e a determinação de se manter firme a tudo isso – são fatores cruciais tanto para o “pertencimento" quanto para a 'identidade'. Em outras palavras, a ideia de “ter uma identidade" não vai ocorrer às pessoas enquanto o 'pertencimento' continuar sendo o seu destino, uma condição sem alternativa. (...) O anseio por identidade vem do desejo de segurança, ele próprio um sentimento ambíguo. Em nossa época liquido-moderna, em que o indivíduo livremente flutuante, desimpedido, é o herói popular, 'estar fixo' – ser 'identificado' de modo inflexível e sem alternativa – é algo cada vez mais malvisto". BAUMAN, Zygmunt. Identidade: entrevista a Benedetto Vecchi; tradução Carlos Medeiros. Rio de Janeiro; Zahar, 2005, pp. 17-18; 35. Baseado nas afirmações de Bauman sobre identidade, identifique a alternativa correta: I - As identidades na pós-modernidade são líquidas, portanto, fluidas e são identificadas em determinados lugares. II - As identidades nacionais foram fortalecidas na pós-modernidade pela possibilidade de romperem as fronteiras territoriais. III - A pós-modernidade possibilitou a dissolução das identidades tradicionais, a começar dos laços identitários nacionais. IV - A solidez e a segurança das identidades entraram em crise na pós-modernidade, devido dissolver e fragmentar as identificações. I e IV corretas. III e IV incorretas. Somente a I correta. X III e IV corretas. II e III corretas. Pincel Atômico - 08/12/2022 11:59:41 3/4 [358652_1150 51] Questão 005 (FLORIANÓLPOLIS 2019) Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras (V) e as falsas (F) sobre a Antropologia e o debate pós-moderno. ( ) Afirma que a Antropologia é apenas mais uma interpretação de interpretações, pois a realidade é sempre interpretada e percebida sob uma perspectiva subjetiva do autor. ( ) Privilegia a discussão acerca do discurso antropológico, mediado pelos recursos retóricos presentes no modelo das etnografias. ( ) Critica a politização da relação observador- -observado na pesquisa antropológica, na tentativa de validar a utilização do poder do etnógrafo sobre os seus informantes. ( ) Defende que na etnografia devem estar presentes, de forma clara, as vozes dos vários informantes. ( ) Propagam a ideia da relatividade absoluta da antropologia, principalmente quando as investigações são fundadas em informações orais ou testemunhos de comunidades ágrafas. Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo. F • V • V • F • V. X V • V • F • V • F. V • F • V • V • F. F • V • F • V • V. V • F • F • V • V. [358654_1150 45] Questão 006 – (ENADE 2017) Entre o final dos anos 1980 e o início da década seguinte, o mundo passou, nos termos do historiador francês Ernest Labrousse, por uma “conjuntura histórica de transformação”, separando a bipolaridade estrita do pós-guerra de uma nova situação econômica e política caracterizada por múltiplas polaridades, cujos contornos não estão ainda muito bem definidos. ALMEIDA, P. R. “As duas últimas décadas do século XX: fim do socialismo e retomada da globalização. In.: SARAIVA, J.F.S. (org.) História das relações internacionais contemporâneas: da sociedade internacional do século XIX à era da globalização. 2. ed., São Paulo: Saraiva, 2008 (adaptado). No texto acima, assinala-se a dificuldade em definir os contornos da nova ordem mundial, iniciada entre o final da década de 1980 e o início da década de 1990. Entretanto, com relação a esse período, há concordância entre os historiadores quanto ao papel central desempenhado pela(o) universalização do padrão-ouro como resultado da internacionalização dos mercados e da concorrência entre capitais internacionais. fim dos regionalismos, com a dissolução do bloco soviético e a difusão dos planos econômicos quinquenais. decadência do regime liberal, em decorrênciada consolidação das fronteiras nacionais e da crescente regulamentação do mercado. Otan, em decorrência da adesão ao Pacto de Varsóvia e como resultado da conscientização da interdependência econômica. X crescente inter-relação dos mercados globais devido à mudança de percepção do papel das fronteiras políticas. Pincel Atômico - 08/12/2022 11:59:41 4/4 [358652_1222 15] Questão 007 (BOA VENTURA 2019) “A contradição nas nossas sociedades não resulta apenas do fosso entre a cultura e a economia, resulta do próprio processo de personalização, de um processo sistemático de atomização e de individualização narcísica: quanto mais a sociedade se humaniza, mais o sentimento do anonimato se estende; quanto mais há indulgência e tolerância, mais aumenta a falta de segurança do indivíduo em relação a si próprio; quanto mais se prolonga o tempo de vida, mais medo se tem de envelhecer; quanto menos se trabalha, menos se quer trabalhar; quanto mais os costumes se liberalizam, mais avança a impressão de vazio; quanto mais a comunicação e o diálogo se institucionalizam, mais sós se sentem os indivíduos, e com maiores dificuldades de contacto; quanto mais cresce o bem-estar, mais a depressão triunfa. A era do consumo engendra uma dessocialização geral e polimorfa, invisível e miniaturizada; a anomia perde os seus pontos de referência, e a exclusão, também ela agora por medida, desligou-se igualmente da ordem disciplinar.” LIPOVETSKY, Gilles. A Era do Vazio. 2005, p. 120. A partir da citação acima, é CORRETO afirmar: A partir da ideia da tolerância nasce a defesa da ausência de ordem e progresso social. O consumo coletivo prevalece sobre o consumo individualizado. X Na crítica à modernidade, o pensamento pós-moderno fragmenta-se e contribui na construção da sociedade do individualismo, da solidão e do vazio. Os indivíduos na era da pós-modernidade ou crise da modernidade estão cada vez mais conscientes das essências de suas personalidades. A sociedade das máscaras modernas está sendo substituída pela única verdade do mundo pós-moderno. O progresso e a felicidade prometidos pelo projeto civilizatório alcançam sua instância máxima na sociedade do consumo. [358652_1222 04] Questão 008 (Pref. Ribeirão Preto/SP 2013 – VUNESP) O problema que eu gostaria de discutir aqui é aquele de se fazer uma narrativa densa o bastante, para lidar não apenas com a sequência dos acontecimentos, mas também com as estruturas – instituições, modos de pensar, etc. – e se elas atuam como um freio ou um acelerador para os acontecimentos. Peter Burke. A história dos acontecimentos e o renascimento da narrativa. In: Peter Burke (Org.). A escrita da história, p. 339. Para o autor, a necessidade de uma “narrativa densa” se justifica pelo risco de que a história centrada na narrativa se limite a estabelecer verdades históricas. pela possibilidade de provar a pouca utilidade das estruturas na reflexão histórica. X pela tentativa de enriquecer e aprofundar a narrativa a partir da contribuição das estruturas. pelo empobrecimento da escrita da história, hoje vinculada apenas às grandes estruturas. pelo esforço de evitar a contaminação das narrativas pela história das estruturas.