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Beatriz Lorrany - @bzlsi.vet 
 
INSPEÇÃO 
FLUXOGRAMA DE ABATE AOS BOVINOS 
O bem-estar animal gera animal menos 
estressados e maltratados, ou seja, carcaças de 
menor qualidade e menor tempo de prateleira. 
O abate humanitário é o conjunto de 
procedimentos técnicos e científicos que 
garantem o bem-estar dos animais desde o 
embarque na propriedade rural até a operação 
de sangria no matadouro-frigorífico. 
FLUXOGRAMA 
 
EMBARQUE, DESEMBARQUE E 
CONDUÇÃO 
Devemos considerar comportamento e 
estrutura biológica dos bovinos. Se eu entro na 
zona de fuga do animal, ele tende a se afastar de 
mim, mas se eu entro no ponto ou no ponto de 
equilíbrio, ele vai para frente. Não podemos 
entrar no ponto cego do animal, pois ele não vai 
te enxergar, colocando em perigo a sua 
segurança 
TRANSPORTE 
Temos no transporte os seguintes: 
 
O mais simples é o primeiro, o toco” e tem 2 
eixos. 
Esses veículos devem ter aberturas laterais para 
que haja ventilação para os animais. Os 
ventiladores e exaustores não são obrigatórios, 
mas pensando no bem-estar animal é bom e 
positivo. As aberturas laterais também serve 
para inspeção dos animais, pois a cada 4 horas o 
motorista deve parar e ver se os animais estão 
bem. O piso deve ser antiderrapante, o ideal é 
ser feito de borracha com uma grade por cima. 
A manutenção do caminhão é responsabilidade 
do motorista, deve ser lavado logo após o 
desembarque dos bovinos. 
De acordo com o peso do animal, temos um 
espaço médio para cumprir 
 
 
 
 
 
 
 
 
Beatriz Lorrany - @bzlsi.vet 
 
Assumindo que o peso médio dos animais a 
serem embarcados é de 500 kg de peso vivo, 
basta dividir o comprimento de cada 
compartimento de carga pelo valor da tabela 
correspondente ao peso dos animais no caso 
0,51. Nunca posso arredondar para cima. 
A velocidade da viagem não deve ser alta, 
tomando cuidado com curvas, freadas, buracos 
etc. Deve haver paradas curtas a cada 4 horas 
para inspeção periódica dos animais e o tempo 
máximo de viagem é de 12h. 
CURRAIS DE ESPERA 
É um descanso pós transporte, o momento em 
que o animal precisa ficar em jejum de 12h-16h. 
Deve manter a dieta hídrica, vai ter disponível 
água em grande quantidade. Deve haver 
sombra, espaço de 2,5m² por animal e 
separação de animais (sexo, categoria, chifres, 
reatividade e genótipo) 
CORREDORES, RAMPA DE ACESSO 
Piso antiderrapante e sem obstáculos (sombras, 
poças, ralos, degraus etc), deve ter uma largura 
para que seja possível eles andarem em grupo, 
as paredes laterais devem ser fechadas para que 
não veja o que acontece ao arredor. 
BANHO DE ASPEÇÃO 
Serve para retirar o excesso de sujeira para não 
contaminar na hora do abate, mas também 
serve para acalmar os animais, pois ameniza o 
calor. Isso favorece o bem-estar animal e a 
qualidade do produto 
BOXE DE ATORDOAMENTO 
Ao construir um brete em curva, é importante 
ter atenção a sua entrada (junção com a seringa) 
para evitar que pareça um beco sem saída. Evita 
que o animal empaque. Chegará um animal por 
vez no box de atordoamento. 
Aqui é o local onde ocorre a insensibilização, um 
animal por vez. As portas fazem barulho, 
podendo evitar com o auxílio de borrachas e 
evitar assustar o animal, isso é o sistema 
pneumático, dando mais agilidade também. Os 
animais resistem a entrada da porta quando há 
ruídos na sala de abaré, déficit de iluminação, 
isolamento do o=boxe. 
Ao entrar, o animal é colocado dentro de um 
tronco de contenção, temos uma placa que vem 
em região submandimular para posicionar a 
cabeça para a insensibilização. 
 
INSENSIBILIZAÇÃO 
Causa a perda de consciência do animal, 
acontecendo em milésimos de segundo. Os 
equipamentos de dardo cativo têm como 
finalidade causar perda imediata de consciência, 
provocando a consciência do bovino sem que 
haja transdução do estimulo da dor, o qual é 
obtido... 
Temos: 
Dardo cativo penetrante: plano frontal da 
cabeça do animal, no ponto de cruzamento 
entre duas linhas imaginárias, traçadas entre o 
olho e a base do chifre oposto. O dardo deve 
penetrar no córtex cerebral, através da região 
frontal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Beatriz Lorrany - @bzlsi.vet 
 
Dardo cativo não penetrante: 2 centímetros 
acima do local indicado no método penetrativo. 
Pistola provoca um golpe mecânico, sem a 
penetração do dardo. Cartucho de explosão ou 
ar comprimido (pneumático, mais utilizado). 
A velocidade da insensibilização deve ser o mais 
rápido possível. O intervalo entre a 
insensibilização (primeiro disparo) e a sangria, 
quando utilizado dardo cativo penetrante, não 
deve ultrapassar 60 segundos e, com o dardo 
não penetrante, o intervalo é de 30 segundos. 
Verificamos se os sinais de insensibilização estão 
presentes com a ausência de respiração rítmica, 
olhar fixo, vidrado, pupila dilatada e ausência de 
reflexo corneal, mandíbula relaxada e língua 
solta. Caso não cumpra um desses sinais, utiliza-
se o cartucho de explosão para insensibilizar de 
novo. 
EJEÇÃO PARA ÁREAA DE VOMITO 
 
SANGRIA 
Depois da insensibilização, haverá a sangria. O 
operador deve se posicionar em um dos lados do 
bovino e nunca entre os membros dianteiros, 
pois o animal pode ter algum espasmo mucular 
involuntário. 
Com a faca, deve-se fazer a secção na base do 
pescoço. Para prevenir a contaminação, a faca 
deve estar limpa e esterilizada. 
Com outra faca esterilizada, deve-se seccionar 
os vasos sanguíneos que emergem do coração. 
Como o locar que deve ser cortado não é visível, 
o operador deve inserir a faca entre os músculos 
do pescoço. Um corte adequado produzirá um 
rápido fluxo de sangue. 
Caso não haja um bom fluxo, os vasos 
sanguíneos precisam ser cortados novamente, 
pois não foram completamente seccionados. O 
animal deverá permanecer na calha da sangria 
por 3 minutos, suspenso. O bovino sangra 3,96 
L/a cada 100kg. O sangue será descartado 
ESFOLA 
Retirada do couro, chifres e patas. 
Preferencialmente usar a esfola aérea: uso de 
facas elétricas ou... 
EVISCERAÇÃO 
Corresponde a retirada dos órgãos internos da 
carcaça através da abertura parcial do abdômen 
e da serragem do esterno e da região pélvica. As 
vísceras são acondicionadas em 3 bandejas e 
seguem para a inspeção post mortem. 
Retirada da cabeça 
A cabeça é limpa com água e retirada a língua e 
miolos. 
SECÇÃO DA CARCAÇA E LAVAGEM 
Será seccionada no meio e lavada. No momento 
que você faz isso, vai existir farelo de osso, por 
isso será lavada com água pressurizada. 
RESFRIAMENTO 
A Carcaça deve ser resfriada o mais rapidamente 
possível entre 10-14ºC por até 12-24h para 
diminuir possível crescimento microbiano, 
perdendo água por gotejamento, exsudação 
pelos tecidos e evaporação superficial. As 
primeiras 4 a 6 horas do resfriamento são 
críticas.