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Maria Helena Frambach Rangel (PIBIC/Voluntário)
MEDIDAS IMPLÍCITAS DE PERSONALIDADE: CONSTRUÇÃO E EVIDÊNCIAS DE VALIDADE
Jefferson Felipe Anjos de Jesus (PIBIC/Voluntário)
Ana Beatriz Febula Lins (PIBIC/Voluntário)
 Christiane Oliveira da Fonte (PIBIC/Voluntário)
O modelo dos cinco grandes fatores de personalidade (Big5) tem destaque no estudo da personalidade pelo alto grau de 
replicabilidade intercultural. Os fatores Extroversão, Amabilidade, Conscienciosidade, Estabilidade Emocional e Abertura têm sido 
encontrados em variadas épocas e culturas, em estudos conduzidos de maneira independente. Geralmente, os cinco grandes 
fatores são acessados por meio de instrumentos de autorrelato. Uma alternativa a esses instrumentos é o teste de associação 
implícita (IAT), que se propõe a avaliar a personalidade com o mínimo de processamento deliberativo possível. Nesse teste, o 
escore obtido revela a força de associação entre o self e características individuais, tal que quanto mais rápido um indivíduo 
associa palavras às categorias corretas, mais forte é a associação entre pares de categorias combinados (e.g., “Eu” e “Estabilidade 
emocional”). Uma vantagem das medidas implícitas, comparadas às de autorrelato, é a possibilidade de avaliar construtos 
psicológicos sem questionar diretamente o respondente. Isso é especialmente relevante no contexto atual, em que a 
comercialização de testes psicológicos para o público em geral tem sido discutida. Faz-se necessário, nesse sentindo, a elaboração 
de testes psicológicos que avaliem a personalidade de maneira indireta, evitando o falseamento de respostas e o manejo de 
impressões. As medidas construídas nesta pesquisa podem ser úteis, por exemplo, para avaliar a personalidade de candidatos a 
vagas de emprego ou a porte de armas – contextos em que as pessoas estão altamente interessadas em construir uma imagem 
favorável de si mesmas. Embora as medidas implícitas se mostrem promissoras, poucos estudos buscaram construí-las no contexto 
brasileiro e, ainda menos, propuseram-se a apresentar evidências de validade dessas medidas. Assim, esta pesquisa teve como 
objetivo construir e buscar evidências de validade baseadas no conteúdo para testes de associação implícita (IAT) para aferir os 
cinco grandes fatores de personalidade. A primeira fase deste trabalho foi uma busca, na literatura da área, de adjetivos que
representassem baixos níveis e altos níveis de cada um dos cinco grandes fatores. Depois, a equipe de pesquisadores selecionou 
os adjetivos mais representativos e formou nove pares de adjetivos opositores (e.g., “comunicativo” e “calado” para o fator 
extroversão) para cada fator. Por fim, três juízes especialistas avaliaram a adequação de cada par de adjetivos para representar os 
fatores. O critério de seleção dos adjetivos foi obter duas ou mais avaliações positivas. Como resultado, foram selecionados sete 
pares de adjetivos para representar cada fator. Discute-se a importância de buscar mais evidências de validade para esta medida, 
por exemplo, baseadas na estrutura e nas relações com outras variáveis. As novas medidas podem suprir uma carência de 
instrumentos adequados ao contexto brasileiro que avaliem a personalidade de maneira indireta.
Palavras-Chaves: Validade do teste; traços de personalidade; cognição social implícita; teste de associação implícita.
Orientador(a): Nathalia Melo de Carvalho
Curso: Psicologia
Saúde
Saúde
Psicologia
X JORNADA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UNESA

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