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Jéssica Nakamura MED UFJ T-15 Histo Respiratório (semana 7) Segmentação da árvore brônquica → Um brônquio segmentar origina brônquios subsegmentares grandes e pequenos. Um brônquio subsegmentar pequeno é contínuo com um bronquíolo. o Nessa transição há perda de placas de cartilagem no bronquíolo e um aumento progressivo no número de fibras elásticas. Árvore brônquica = bifurcação da traqueia • Brônquios extrapulmonares (primários) • Brônquios intrapulmonares (secundários e terciários) • Bronquíolos Jéssica Nakamura MED UFJ T-15 -A traqueia ramifica-se em dois ramos formando os brônquios principais (primários). -Ao adentrar no hilo do pulmão cada brônquio principal divide-se em brônquios lobares (brônquios secundários), pois cada pulmão é dividido em lobos: o esquerdo em dois e o direito em três. -Cada pulmão é ainda dividido em segmentos broncopulmonares (o direito tem 10 e o esquerdo 8). Logo, os brônquios lobares direitos dão origem a 10 brônquios segmentares (brônquios terciários), enquanto os brônquios lobares esquerdo dão origem a apenas 8 brônquios segmentares. -Os brônquios vão se ramificando, o diâmetro diminui, há diminuição das placas cartilaginosas, até elas desaparecerem por fim e surgirem os ramos menores denominados bronquíolos. -Cada bronquíolo supre um lóbulo pulmonar (subdivisão dos segmentos broncopulmonares). Lóbulo pulmonar e ácino pulmonar → Um bronquíolo terminal e o parênquima pulmonar ao seu redor constituem um lóbulo pulmonar. o Um lóbulo pulmonar inclui vários bronquíolos respiratórios, ductos alveolares, sacos alveolares e alvéolos. → O ácino pulmonar, a unidade de troca gasosa, é a região do pulmão areada por um bronquíolo respiratório. o Ácinos pulmonares são subcomponentes de um lóbulo respiratório ▪ Inclui no seu eixo um bronquíolo terminal. → O ducto alveolar é distal ao bronquíolo respiratório. O bronquíolo respiratório é a parte inicial do ducto alveolar. Jéssica Nakamura MED UFJ T-15 → Na extremidade distal do ducto alveolar os acúmulos focais de músculo liso desaparecem e o epitélio de revestimento consiste basicamente em células epiteliais alveolares tipo I (pneumócitos). → Ductos alveolares se ramificam -> formam dois ou mais sacos alveolares -> sacos alveolares são formados por alvéolos. Bronquíolos: • São ductos condutores de ar • Os bronquíolos maiores representam ramos dos brônquios segmentares. o Esses ductos se ramificam e dão origem aos bronquíolos terminais menores • Os bronquíolos terminais dão origem aos bronquíolos respiratórios. Jéssica Nakamura MED UFJ T-15 DPOC • A DPOC é uma progressiva e, frequentemente, irreversível limitação do fluxo de ar. Ela inclui bronquite crônica e enfisema. o A bronquite crônica desenvolve-se nos fumantes por consequência da constante inalação da fumaça tóxica. o Ela é caracterizada por hiperplasia e hipersecreção prolongada das glândulas seromucosas, ocasionando obstrução das vias aéreas por muco. o A redução da ventilação pulmonar ocasiona hipoxemia (baixos níveis de oxigênio no sangue) e hipercapnia (aumento no nível de carbono no sangue). • A DPOC ocorre na parte terminal da árvore brônquica distal, nos bronquíolos, e no parênquima pulmonar. • Há perda da elasticidade ocasionando o enfisema, caracterizado por obstrução crônica do fluxo de ar. • Os alvéolos adjacentes se tornam confluentes, criando grandes espaços aéreos. • Perda das fibras elásticas -> alvéolos entram em colapso durante a expiração, levando à obstrução crônica do fluxo de ar e a infecções secundárias. Asma • É definida por 3 características: o Inflamação da via aérea: recrutamento das células T (CD4+) pelas células dendríticas nos espaços aéreos alveolares e de eosinófilos nos bronquíolos o Obstrução luminal das vias aéreas por muco ▪ Hipersecreção das glândulas mucosas brônquicas Jéssica Nakamura MED UFJ T-15 o Vasodilatação da microvasculatura brônquica com maior permeabilidade vascular e edema. • A asma pode ser desencadeada por exposição repetida ao antígeno (asma alérgica) ou por alteração da regulação autônoma da via aérea (asma não alérgica). Células de Clara (club cells) • Células epiteliais com um domínio apical dilatado e expandido em forma de domo (semelhante a uma língua) e sem cílios. • Representam 80% da população de células epiteliais do bronquíolo terminal • Função: proteção do epitélio bronquiolar. Quando há lesão na via aérea, as células da clara se proliferam e migram para repor as células epiteliais alveolares. • Células de clara produzem: o Proteínas surfactantes SP-A e SP-D, revestindo a superfície do epitélio bronquiolar e também regulando o transporte de íons cloro Jéssica Nakamura MED UFJ T-15 o Monômeros de mucina MUC5AC e MUC5B presentes como polímeros no muco da via aérea. o Proteína secretória de célula da clara anti inflamatória ▪ Envolvida na proteção do epitélio da via aérea contra a lesão ou infecção crônica. Parte respiratória do pulmão → Os bronquíolos terminais originam 3 gerações de bronquíolos respiratórios. o Os bronquíolos respiratórios são a transição da parte condutora para a parte respiratória do pulmão. → São revestidos inicialmente por células epiteliais cuboides simples. → O epitélio se torna cuboide baixo e não ciliado nos ramos subsequentes → O bronquíolo respiratório se subdivide e origina um ducto alveolar contínuo ao saco alveolar. Jéssica Nakamura MED UFJ T-15 O alvéolo • Possui uma parede delgada com capilares revestidos por células epiteliais escamosas simples O epitélio é constituído por células de dois tipos: • Células alveolares tipo I • Células alveolares tipo II No bronquíolo respiratório é onde alguns dos sacos alveolares se abrem diretamente. Essa é uma maneira de distinguir o bronquíolo respiratório do terminal. • O epitélio cuboide abaixo do bronquíolo respiratório é contínuo às células alveolares escamosas do tipo I do alvéolo. o As trocas gasosas por difusão passiva ocorrem através da barreira hematoaérea consistindo em: extensões citoplasmáticas das células alveolares tipo 1, uma lâmina basal dupla, sintetizada pelas células alveolares tipo I e células endoteliais. Jéssica Nakamura MED UFJ T-15 Outras células do septo alveolar: • Macrófagos alveolares • Células dentríticas alveolares: monitoram ativamente os antígenos no espaço aéreo alveolar e os capturam para apresentação às células T. Vasos linfáticos são observados em associação com a parede das arteríolas e ramos da artéria pulmonar e da artéria brônquica. Células alveolares tipo II • Seu citoplasma exibe corpos lamelares densos ligados à membrana, representando grânulos secretórios contendo surfactante pulmonar o O surfactante é composto de fosfolipídeos, colesterol e proteínas de surfactantes o O surfactante tem a função de reduzir a tensão superficial na interface ar-fluido e, assim, reduz a tendência de colapso alveolar ao final da expiração. Referências bibliográficas PAWLINA, Wojciech; ROSS, Michael H. Ross histologia texto e atlas. 8 Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2021 Histologia e Biologia Celular - Uma Introdução à Patologia. Edição Português | por Abraham L. KIERSZENBAUM e Laura L. TRES | 30 abr 2021. Fonte das imagens Histologia e Biologia Celular - Uma Introdução à Patologia. Edição Português | por Abraham L. KIERSZENBAUM e Laura L. TRES | 30 abr 2021.