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Hidrologia Aplicada Prof. Ednei Pires Precipitação Hidrologia – Prof. Ednei Pires Precipitação • Entende-se por precipitação a água proveniente do vapor de água da atmosfera depositada na superfície terrestre sob qualquer forma: • Chuva, granizo, neblina, neve, orvalho ou geada. • Representa o elo entre os demais fenômenos hidrológicos e fenômeno do escoamento superficial, sendo este último o que mais interessa ao engenheiro. Hidrologia – Prof. Ednei Pires Precipitação Hidrologia – Prof. Ednei Pires Chuva Link de vídeo de chuva : http://g1.globo.com/bahia/jornal-da-manha/videos/v/chuva- deixa-ruas-alagadas-em-vitoria-da-conquista/2503959/ http://g1.globo.com/bahia/jornal-da-manha/videos/v/chuva-deixa-ruas-alagadas-em-vitoria-da-conquista/2503959/ http://g1.globo.com/bahia/jornal-da-manha/videos/v/chuva-deixa-ruas-alagadas-em-vitoria-da-conquista/2503959/ http://g1.globo.com/bahia/jornal-da-manha/videos/v/chuva-deixa-ruas-alagadas-em-vitoria-da-conquista/2503959/ http://g1.globo.com/bahia/jornal-da-manha/videos/v/chuva-deixa-ruas-alagadas-em-vitoria-da-conquista/2503959/ http://g1.globo.com/bahia/jornal-da-manha/videos/v/chuva-deixa-ruas-alagadas-em-vitoria-da-conquista/2503959/ http://g1.globo.com/bahia/jornal-da-manha/videos/v/chuva-deixa-ruas-alagadas-em-vitoria-da-conquista/2503959/ http://g1.globo.com/bahia/jornal-da-manha/videos/v/chuva-deixa-ruas-alagadas-em-vitoria-da-conquista/2503959/ http://g1.globo.com/bahia/jornal-da-manha/videos/v/chuva-deixa-ruas-alagadas-em-vitoria-da-conquista/2503959/ http://g1.globo.com/bahia/jornal-da-manha/videos/v/chuva-deixa-ruas-alagadas-em-vitoria-da-conquista/2503959/ http://g1.globo.com/bahia/jornal-da-manha/videos/v/chuva-deixa-ruas-alagadas-em-vitoria-da-conquista/2503959/ http://g1.globo.com/bahia/jornal-da-manha/videos/v/chuva-deixa-ruas-alagadas-em-vitoria-da-conquista/2503959/ http://g1.globo.com/bahia/jornal-da-manha/videos/v/chuva-deixa-ruas-alagadas-em-vitoria-da-conquista/2503959/ http://g1.globo.com/bahia/jornal-da-manha/videos/v/chuva-deixa-ruas-alagadas-em-vitoria-da-conquista/2503959/ http://g1.globo.com/bahia/jornal-da-manha/videos/v/chuva-deixa-ruas-alagadas-em-vitoria-da-conquista/2503959/ http://g1.globo.com/bahia/jornal-da-manha/videos/v/chuva-deixa-ruas-alagadas-em-vitoria-da-conquista/2503959/ http://g1.globo.com/bahia/jornal-da-manha/videos/v/chuva-deixa-ruas-alagadas-em-vitoria-da-conquista/2503959/ http://g1.globo.com/bahia/jornal-da-manha/videos/v/chuva-deixa-ruas-alagadas-em-vitoria-da-conquista/2503959/ http://g1.globo.com/bahia/jornal-da-manha/videos/v/chuva-deixa-ruas-alagadas-em-vitoria-da-conquista/2503959/ http://g1.globo.com/bahia/jornal-da-manha/videos/v/chuva-deixa-ruas-alagadas-em-vitoria-da-conquista/2503959/ http://g1.globo.com/bahia/jornal-da-manha/videos/v/chuva-deixa-ruas-alagadas-em-vitoria-da-conquista/2503959/ http://g1.globo.com/bahia/jornal-da-manha/videos/v/chuva-deixa-ruas-alagadas-em-vitoria-da-conquista/2503959/ Precipitação Hidrologia – Prof. Ednei Pires Granizo Precipitação Hidrologia – Prof. Ednei Pires Neblina Precipitação Hidrologia – Prof. Ednei Pires Neve Precipitação Hidrologia – Prof. Ednei Pires Geada Precipitação Hidrologia – Prof. Ednei Pires Orvalho Hidrologia – Prof. Ednei Pires Elementos necessários para a formação • Umidade atmosférica: (devido à evapotranspiração); • Mecanismo de resfriamento do ar: (ascensão do ar úmido): quanto mais frio o ar, menor sua capacidade de suportar água em forma de vapor, o que culmina com a sua condensação. Pode-se dizer que o ar se resfria na razão de 1°C por 100 m, até atingir a condição de saturação; • Presença de núcleos higroscópios; • Mecanismo de crescimento das gotas. Hidrologia – Prof. Ednei Pires Elementos necessários para a formação • Mecanismo de crescimento das gotas: • Coalescência: processo de crescimento devido ao choque de gotas pequenas originando outra maior; • Difusão de vapor: condensação do vapor d’água sobre a superfície de uma gota pequena. Hidrologia – Prof. Ednei Pires Para que ocorra o resfriamento do ar úmido, há necessidade de sua ascensão, que pode ser devida aos seguintes fatores: ação frontal de massas de ar; convecção térmica; e relevo. Tipos de precipitações Hidrologia – Prof. Ednei Pires o Ciclônicas o Convectivas o Orográficas Chuvas ciclônicas • Estão associadas com o movimento de massas de ar de regiões de alta pressão para regiões de baixa pressão. • Essas diferenças de pressões são causadas por aquecimento desigual da superfície terrestre. • Podem ser classificadas como frontal ou não frontal Hidrologia – Prof. Ednei Pires Chuvas ciclônicas frontais • Tipo mais comum, resulta da ascensão do ar quente sobre o ar frio na zona de contato entre duas massas de ar de características diferentes. Hidrologia – Prof. Ednei Pires • Provocadas por “frentes”; no Brasil predominam as frentes frias provindas do sul, longa duração, intensidade baixa ou moderada, podendo causar abaixamento da temperatura. • Interessam em projetos de obras hidrelétricas; controle de cheias regionais; navegação Projetos em grandes bacias Chuvas ciclônicas não frontais • É resultado de uma baixa barométrica, neste caso o ar é elevado em consequência de uma convergência horizontal em áreas de baixa pressão. Hidrologia – Prof. Ednei Pires Chuvas Convectivas • São típicas das regiões tropicais. • O aquecimento desigual da superfície terrestre provoca o aparecimento de camadas de ar com densidades diferentes, o que gera uma estratificação térmica da atmosfera em equilíbrio instável. • Se esse equilíbrio, por qualquer motivo (vento, superaquecimento), for quebrado, provoca uma ascensão brusca e violenta do ar menos denso, capaz de atingir grandes altitudes. Hidrologia – Prof. Ednei Pires Chuvas Convectivas • As precipitações convectivas são de grande intensidade e curta duração, concentradas em pequenas áreas (chuvas de verão). São importantes para projetos em pequenas bacias. • Ocorrem em dias quentes, geralmente no fim da tarde ou começo da noite; Podem iniciar com granizo; • Podem ser acompanhadas de descargas elétricas e de rajadas de vento; • Interessam às obras em pequenas bacias, como para cálculo de bueiros, galerias de águas pluviais, etc Hidrologia – Prof. Ednei Pires Chuvas Convectivas Hidrologia – Prof. Ednei Pires Chuvas orográficas • Resultam da ascensão mecânica de correntes de ar úmido horizontal sobre barreiras naturais, tais como montanhas. • As precipitações da Serra do Mar são exemplos típicos. Hidrologia – Prof. Ednei Pires • As chuvas são localizadas e intermitentes. • Possuem intensidade bastante elevada. • Geralmente são acompanhadas de neblina. Medições das chuvas Hidrologia – Prof. Ednei Pires Medida de chuva • Expressa-se a quantidade de chuva (h) pela altura de água caída e acumulada sobre uma superfície plana e impermeável. • É avaliada por meio de medidas executadas em pontos previamente escolhidos, utilizando-se aparelhos denominados pluviômetros ou pluviógrafos. • As medidas realizadas nos pluviômetros são periódicas , geralmente em intervalos de 24 horas Hidrologia – Prof. Ednei Pires Medida de chuva • Caracterização de uma Chuva. Hidrologia – Prof. Ednei Pires a) Altura pluviométrica: lâmina d’água precipitada sobre uma área. As medidas realizadas nos pluviômetros são expressas em mm; b) Duração: período de tempo contado desde o início até o fim da precipitação (h ou min). c) Intensidade de precipitação: é a relação entre a altura pluviométrica e a duração da precipitação expressa, geralmente em mm.h-1 ou mm.min-1; Medida de chuva • Pluviômetros Hidrologia – Prof. Ednei Pires Medida de chuva • Pluviógrafos Hidrologia – Prof. Ednei Pires Os pluviógrafos, cujos registros permitem o estudo da relação intensidade- duração-frequência tão importantes para projetos de galerias pluviais e de enchentes em pequenas bacias hidrográficas, possuem uma superfície receptora de 200 cm². Medida de chuva • Pluviograma Hidrologia – Prof. Ednei Pires 10h20min 19h40min Total=26,4 mm, Duração= 9h20min=9,3h, I = 2,8 mm/h Medida de chuva • Desidrômetro Hidrologia – Prof. Ednei Pires OTT Parsivel² é um disdrômetro a laser moderno para a medição abrangente de todos os tipos de precipitação. O Parsivel² captura tanto o tamanho quanto a velocidade das partículas que caem, classificando-as em 32 classes separadas de tamanho e velocidade. Medida de chuva • Radar Hidrologia – Prof. Ednei Pires Análise de erros de estimativas da intensidade de chuva por radar. Collier (1986) 50% dos casos apresentaram diferenças superiores a 30% que aqueles medidos por pluviógrafos Medida de chuva • Redes de monitoramento Hidrologia – Prof. Ednei Pires Rede básica recolhe permanentemente os elementos necessários ao conhecimento do regime pluviométrico de um País (ou Estado); Redes regionais fornece informações para estudos específicos de uma região. Densidade da rede: Brasil - um posto a cada 400 - 500 km²; França - um posto a cada 200 km²; Inglaterra - um posto a cada 50 km²; Estados Unidos - um posto a cada 310 km²; Exemplo de Medida de chuva Hidrologia – Prof. Ednei Pires pluviômetro Área da bacia = 10 km2 10km2 = 10.000.000 m2 rios Divisor de águas Total=26,4 mm, Duração= 9h20min Total = 26,4 mm 1 mm = 1litro/m2 Qual o volume de água produzido na bacia? 26,4 litro--------------------1 m2 X --------10.000.000 m2 Volume total = 264.000.000 litros Construir o gráfico em linhas que represente os das obtidos do pluviógrafo Hidrologia – Prof. Ednei Pires Construir o gráfico em linhas que represente os das obtidos do pluviógrafo Hidrologia – Prof. Ednei Pires Análise de dados pluviométricos Hidrologia – Prof. Ednei Pires O objetivo de um posto pluviométrico é produzir uma série ininterrupta de precipitações ao longo dos anos, ou permitir o estudo da variação das intensidades ao longo das tormentas. Em qualquer caso, podem ocorrer períodos sem informações, ou com falhas nas observações, decorrentes de problemas com os aparelhos de registro e/ou ausência do operador do posto. Os dados coletados devem ser submetidos a uma análise preliminar, antes de serem utilizados. Análise de dados pluviométricos Hidrologia – Prof. Ednei Pires Preliminarmente ao processamento de dados pluviométricos, é necessário proceder-se à detecção de erros grosseiros nas observações, originados normalmente de: Registros em dias que não existem (30 de fevereiro ou 31 de abril, por exemplo); Registros de quantidades absurdas; Erros de transcrição (preenchimento errado da caderneta de campo); etc. Somente após a identificação e correção destes erros é que os dados estarão prontos para o tratamento estatístico. Preenchimento de falhas em dados pluviométricos Hidrologia – Prof. Ednei Pires Método das razões dos valores normais (Métodos das Médias Ponderadas). Um método bastante utilizado para se fazer esta estimativa tem como base os registros pluviométricos de três estações localizadas o mais próximo possível da estação que apresenta falha nos dados de precipitação. Os postos devem ser de regiões climatológicas semelhantes a do posto em estudo e ter uma série de dados de no mínimo 10 anos. Ausência de observador Defeito do aparelho Preenchimento de falhas em dados pluviométricos Hidrologia – Prof. Ednei Pires Método das razões dos valores normais (Métodos das Médias Ponderadas). Designando por x a estação que apresenta falhas e por A,B e C as estações vizinhas. Px - É a variável que guardará os dados corrigidos Mx - Média aritmética da estação com falha Ma, Mb e Mc - Média aritmética das estações vizinhas Pa, Pb e Pc - É o dado da estação vizinha, ao posto com falha, do mesmo ano que utilizamos para preencher a falha. Hidrologia – Prof. Ednei Pires (Exemplo) Em uma bacia hidrográfica foram registrados os dados mensais de chuva do ano de 2016. Observa-se que houve falha no mês de março no posto pluviométrico D. dadas as referencias mensais dos demais postos, estime qual seria a precipitação media nesse referido mês pelo método das razões ponderadas. Fonte: Mecflu A media do posto D é dividida por 11 Resposta= 49,11 mm