Prévia do material em texto
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA “JÚLIO DE MESQUITA FILHO” Campus de São Paulo Instituto de Artes – Seção de Pós-Graduação Rua Dr. Bento Teobaldo Ferraz, 271-Barra Funda CEP 01140-070 São Paulo/ SP Tel 11 3393-8632 e 3393-8633 posgraduacao@ia.unesp.br PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ARTES - MESTRADO PLANO DE ENSINO DISCIPLINA: Cerâmica Indígena: relações sociais, natureza e cosmovisão. PROFESSOR RESPONSÁVEL : Prof. Dr. Jean-Jacques A. Vidal ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: Processos e Procedimentos Artísticos NÚMERO DE CRÉDITOS: 4 NÚMERO MÁXIMO DE ALUNOS: 15 CARGA HORÁRIA TOTAL: 60 horas/aula Aulas teóricas: 20 Aulas práticas: 20 Seminários: 20 Atividades programadas: EMENTA Ementa: Numa abordagem teórico/prático, serão desenvolvidos estudos, no que se refere tanto à tecnologia como ao estilo, às formas produzidas, à decoração e às implicações sociais e cosmológicas indissociáveis desta atividade artística. Experimentações e pesquisas processuais envolvendo o fazer cerâmico e suas múltiplas possibilidades de acabamentos de superfície e queimas serão abordados nas práticas. OBJETIVOS DA DISCIPLINA (definição resumida dos objetivos face ao contexto do curso) Conhecer e analisar a produção cerâmica indígena e arqueológica do Brasil: mudanças e continuidade em suas produções. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO (descrição dos assuntos a serem abordados, com as subdivisões necessárias, apresentando o programa teórico e prático) A dimensão histórica da cerâmica indígena do Brasil. A Produção da cerâmica indígena contemporânea: uso, transformação e sustentabilidade. Pesquisas e análise plástica em cerâmica. Apresentação, avaliação e crítica dos trabalhos produzidos. Análise de teses e dissertações produzidas na área da cerâmica. UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA “JÚLIO DE MESQUITA FILHO” Campus de São Paulo Instituto de Artes – Seção de Pós-Graduação Rua Dr. Bento Teobaldo Ferraz, 271-Barra Funda CEP 01140-070 São Paulo/ SP Tel 11 3393-8632 e 3393-8633 posgraduacao@ia.unesp.br METODOLOGIA DE ENSINO (Informação resumida de como será desenvolvido o programa, com especificação dos recursos didáticos a serem empregados em aula) Realização de palestras expositivas com apresentação de vídeo e slides, seminários com participação de professores convidados, e visitas a ateliers e museus. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO (Descrição sobre os instrumentos de avaliação que serão utilizados, com os critérios para obtenção do resultado final) A avaliação será contínua e incidirá tanto sobre o processo como sobre o resultado dos trabalhos solicitados, valorizando o desenvolvimento pessoal do aluno, no que se refere a apresentação de projetos, relatórios, debates e participação ativa. BIBLIOGRAFIA BÁSICA ALVES, M.A, Análise cerâmica: estudo técnotipológico.Tese de doutorado apresentada ao Departamento de Antropologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da universidade de São Paulo, 1988. ________ Assentamentos e cultura material indígena anteriores ao contato no sertão da farinha podre, MG, e Monte Alto, SP. Tese de Livre-Docência, Apresentada no Museu de Arqueologia e etnologia da Universidade de São Paulo, 2009. ASSOCIAÇÂO METAREILÁ: do povo indígena Suruí. Relatório Socioeconômico, 2010.Rondônia: metareila@paiter.org site www.surui.org . BARCELOS, A, N. Arte,estética e cosmologia entre os índios Waurá da Amazônia meridional. Dissertação de mestrado em antropologia social, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 1999. _________ Apapaatai: rituais de máscaras no alto Xingu. 2005. Tese de Doutorado em Antropologia,Universidade de São Paulo, São Paulo: EDUSP, 2008. BOAS, F., Arte primitiva (primitive art). Oslo: Institute for sommenligned Kultufors, 1927.Tradução de Paula Seixas, revisão cientifica J.A Fernandes Dias, Lisboa, Fenda edições, 1996. BORGES, A e BARRETO,C. Bancos indígenas: entre a função e o rito. São Paulo: Museu da Casa Brasileira, 2006. DALGLISH, G. M. F. S. A arte do barro na América Latina: um estudo comparado de aspectos estéticos e sócio-culturais na cerâmica popular do Brasil e do Paraguai. São Paulo: Tese de Doutorado, Universidade de São Paulo, Programa de pós-graduação em integração da América Latina, 2004. ____________ Noivas da Seca, cerâmica popular do vale do Jequitinhonha, São Paulo: Editora UNESP, 2006. UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA “JÚLIO DE MESQUITA FILHO” Campus de São Paulo Instituto de Artes – Seção de Pós-Graduação Rua Dr. Bento Teobaldo Ferraz, 271-Barra Funda CEP 01140-070 São Paulo/ SP Tel 11 3393-8632 e 3393-8633 posgraduacao@ia.unesp.br GABBAI, M, B, B. Cerâmica: arte da terra. São Paulo: Editora Callis, 1987. GIARD, L. A invenção do cotidiano: 2. Morar, cozinhar/ Michel de Certeau, Luce Giard, Pierre Mayol; tradução de Ephraim F. Alves e Lúcia Endlich Orth.- Petrópolis, RJ: Vozes, 1996. GOMES, D.M.C. Reescavando o passado: um estudo do vasilhame cerâmico da coleção Tapajônica. São Paulo: MAE-USP. Dissertação de mestrado apresentada ao Programa Interdepartamental em Arqueologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas/ Museu de Arqueologia e Etnologia - USP, 1999. LAGROU, E. Arte Indígena no Brasil. Belo Horizonte: editora C/arte, 2009. LEROI-GOURHAN. Le geste et la parole: Technique et langage. Paris, A. Michel, 1964. ____________ Evolution et techniques I- l ́homme et la matière. Paris, A.Michel, 1943. LEVI-STRAUSS,C. La Potière Jalouse. Paris: Editora Plon, 1985. ____________ Le cru et le cuit. Paris : Editora Plon, 1964. ____________ La pensée sauvage. Paris: Editora Plon, 1962. LIMA, G, R e PINTO, M. Icoaraci: cerâmica do Pará. Rio de Janeiro: Funarte, CNFCP, 2003. LIMA, T, A. Cerâmica indígena Brasileira. In: Suma Etnológica Brasileira, RIBEIRO, B, G(org.) volume 2. Petrópolis: Editora Vozes, 1987,.173 a 229. MÜLLER, R, P. Os Assurini do Xingu: história e arte. Campinas, SP: Editora da UNICAMP, 1990. OLIVEIRA, L.M. A produção cerâmica como reafirmação de identidade étnica Maxakali: um estudo etnoarqueológico. Dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Interdepartamental em Arqueologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Museu de Arqueologia e Etnologia, USP, 1999. PUCCI, M,D. A arte oral Paiter Suruí de Rondônia. Dissertação de mestrado, Departamento de Ciências Sociais, Antropologia, da Pontificia Universidade Católica de São Paulo- PUC-SP, 2009. RHODES, D. La poterie. Terres et glaçures.Traduction: François Soubeyran. Paris: Edition Dessain et Tolra, 1976 RIBEIRO, B.G. Dicionário do artesanato índigena. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1988. RIBEIRO,B.G.(org). Suma Etnológica Brasileira. volume 2. Petrópolis: Editora Vozes, 1987. RIBEIRO,D. Kadiwéu. Ensaios etnológicos sobre o saber, o azar e a beleza. Petrópolis: Editora Vozes, 1980. TRICORNOT, M-C. L ́art céramique des Kali ́na. France: Editions Vents d ́ailleurs, 2007. UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA “JÚLIO DE MESQUITA FILHO” Campus de São Paulo Instituto de Artes – Seção de Pós-Graduação Rua Dr. Bento Teobaldo Ferraz, 271-Barra Funda CEP 01140-070 São Paulo/ SP Tel 11 3393-8632 e 3393-8633 posgraduacao@ia.unesp.br VAN VELTHEM, L, H. Equipamento doméstico e de trabalho. In: Suma Etnológica Brasileira, RIBEIRO, B, G(org.) volume 2. Petrópolis: Editora Vozes, 1987, p.95 a 108. VIDAL, L. Grafismo indígena. São Paulo: Studio Nobel, FAPESP, EDUSP, 1992. ___________ Povos indígenas do baixo Oiapoque. Rio de Janeiro: Museu do Índio, Iepé, 2007. WHAN, C. Ritxoco a voz visual das ceramistas Karajá. Tese de Doutorado em artes visuais,Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio De Janeiro, RJ, 2010. WILLEY, G, R. Cerâmica. In: Suma Etnológica Brasileira, RIBEIRO, B, G(org.) volume 2. Petrópolis: Editora Vozes, 1987, p.231 a 281. Jean-Jacques A. Vidal Assinatura da docente