Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

17/08/2021
1
MANEJO DO 
COMPORTAMENTO 
INFANTIL
Prof: Mirella de Sousa Pereira
Agosto, 2021
ODONTOPEDIATRIA
É uma especialidade da
Odontologia que cuida da
saúde bucal de crianças,
desde o nascimento até a
adolescência.
ORTODONTIA
A Ortodontia é a especialidade da Odontologia 
relacionada ao estudo, prevenção e tratamento dos 
problemas de crescimento, desenvolvimento e 
amadurecimento da face, dos arcos dentários e da 
oclusão, ou seja, disfunções dento-faciais. 
ODONTOPEDIATRIA
Cuidados bucodentais
Cuidados preventivos quanto 
comportamento, 
 hábitos e doenças
Educação e Promoção de saúde do 
paciente e núcleo familiar
Google Imagens
CONHECIMENTO DA CRIANÇA 
Qualidade do 
relacionamento 
durante o tratamento 
odontológico
17/08/2021
2
CONDIÇÕES BÁSICAS PARA O TRATAMENTO DE CRIANÇAS
1- Qualidades profissionais
• Amar as crianças / Fazer-se querido
• Gostar de tratar crianças 
• Boa comunicação (nível do diálogo/ tom de voz)
• Paciência / Autoridade
• Capacidade de persuadir e convencer 
• Conhecimento de Odontologia/ 
Odontopediatria/ Psicologia infantil
Guedes Pinto e Corrêa, 1997
2- Características relevantes do profissional
• Aparência (Equipamento de Proteção Individual)
• Segurança profissional
• Habilidade e rapidez
• Organização e cuidado com instrumental
 O uso do EPI e da roupa branca NÃO SÃO
empecilhos para o atendimento infantil
 Apresentação gradativa destes acessórios.
Cohen, 1973; Molinari, 1992; Oliveira et al., 2002
Odontopediatria X Psicologia infantil
ODONTOPEDIATRIA
Conhecimentos a 
respeito dos estágios 
de desenvolvimento
psicológico da criança
Influência dos estágios 
no comportamento 
infantil durante o tratamento
Desenvolvimento psicológico
O desenvolvimento de uma criança pode ser
revelado pela forma como se comporta, este
desenvolvimento é contínuo, identificando-se fases,
não só ao longo dos primeiros anos, mas também da
infância, adolescência, juventude e até o fim da vida.
A Harmonia e Alegria familiar são experiências que
serão sentidas pelo feto, influenciando diretamente
no comportamento do bebê após o nascimento.
O PRIMEIRO ANO DE VIDA
PRIMEIRAS SEMANAS: satisfação de suas 
necessidades, não há qualquer 
diferenciação entre ele e a mãe
sistema unitário (sensação de abandono 
quando afastado da mãe)
6 MESES: diferenciação entre a mãe e o 
outro, medo de pessoas estranhas, sorrir 
para pessoas conhecidas. Com 
aparecimento dos dentes o bebê pode 
começar a morder
Mahler et al., 1977
17/08/2021
3
10 MESES: capacidade de engatinhar; 
ansiedade de separação; começa a 
apresentar vontades; vocaliza e 
sorrir. Durante o atendimento 
odontológico pode cantar, linguagem 
simples de modo que assim facilite a 
compreensão da criança nesse novo 
ambiente
12 MESES: locomoção na posição ereta. A 
presença dos pais no consultório é 
essencial para que eles conheçam o 
trabalho do profissional, entendam as 
condutas, sentirem-se mais seguros.
Coutinnho, 1978; Guthrie, 1997
Primeiro ano de vida do bebê: criança não 
suporta ficar muito tempo na mesma 
posição.
18 MESES: fase de frustração, 
carência, ansiedade e exigência. A 
separação dos pais pode causar 
ansiedade 
Mahler et al., 1977
A criança se interessa por histórias ou brinquedos, tornam-se atentas.
“A comunicação melhora de acordo com a melhor interação com o
profissional. Nessa fase a criança sente-se motivada pelo elogio e pela
premiação.”
2 ANOS DE IDADE
•Transição do estágio de dependência
para o de responsabilidade pessoal e
autocontrole
• Negativismo evidente
• Resistência física e verbal – responde
sim /não, elabora frases simples
• Enorme crescimento intelectual e
emocional
• Necessidade de pegar e sentir os objetos
Wright, 2001
2 ANOS DE IDADE
•Consolidação da individualidade
Começa a produzir resposta racional frente 
ao tratamento odontológico. Consultas 
devem ser rápidas. 
Wright, 2001
A criança não entende a necessidade de sentar na cadeira, 
abrir a boca. Ela vai preferir passear e brincar.
17/08/2021
4
3 ANOS DE IDADE
• Idade do “eu também”
•Aptidões e formação dos hábitos
• Habilidade maior de 
comunicação /socialização
• Mais independente diante das 
pessoas e ambientes
• Capacidade de fantasiar (mundo 
real / imaginário)
• Gosta de conversar, ouvir e 
contar histórias
• Medo de estranhos está quase 
extinto
Já não tem medo de 
separar-se dos pais. 
Podem ser bastante 
cooperativas durante a 
visita odontológica.
Wright, 2001
4 ANOS DE IDADE
• Raciocínio cresce de forma 
significativa
• Pode responder exageradamente 
ao desconforto
• Pode tornar-se agressiva, 
mandona e arrogante
• Facilmente separada dos pais
Demonstra ansiedade de diferentes formas (queixa dor de 
barriga, quer ir ao banheiro, tossir ). 
Menos cooperativas que aquelas com 3 anos de idade.
Demonstra ansiedade de diferentes formas (queixa dor de 
barriga, quer ir ao banheiro, tossir ). 
Menos cooperativas que aquelas com 3 anos de idade.
Musselman, 1991
5 ANOS DE IDADE
•Temores reduzidos
• Facilmente separada dos pais
• Orgulha-se de suas realizações 
e posses
• Particularmente sensível aos 
elogios
Comentários positivos sobre as roupas, 
aparência pessoal ou atitudes favoráveis 
são muito eficientes.
17/08/2021
5
6-10 ANOS DE IDADE
• Cada vez mais independente de 
 seus pais e ligado ao grupo de 
amigos
• Maior capacidade para lidar 
com seus temores
• Pode sentir ansiedade, mas 
procura esconder 
 com falsa valentia
Sabe lidar com situações desagradáveis. Dentista deve 
facilitar o relacionamento através de explicações sobre os 
procedimentos à serem realizados Toledo e Rocca, 1996; Wright, 2001
Diferenciar as diversas faixas etárias dos pacientes 
odontopediátricos.
Abordagem e Diálogo
Diferenciar as diversas faixas etárias dos pacientes 
odontopediátricos.
7 anos
Colaboradora
Tímida, não
expressa duas
dúvidas
3 anos
Colaborador
Extremamente agitado
Não tem medo de nada
1 ano e meio
AINDA Não 
Colaboradora
Chora,mas deixa fazer
7 anos
Não colaborador
para procedi-
mentos que
fujam da rotina
Reconhecer a criança como um ser único, individual. 
Utilizar palavras que tenham significado para ela. 
Portanto, é imperativo diferenciar as diversas faixas 
etárias dos pacientes odontopediátricos.
Noronha, 2002
Correa, (2016)
“A percepção do
paciente como um
todo com
características e
personalidade
específica com
problemas e anseios
particulares é
fundamental para a
boa comunicação e o
sucesso do
atendimento
odontológico”.
Abordagem da 
Criança Observação desde a 
sala de espera
 Procurar estabelecer
um diálogo
 Ambiente lúdico
 Anamnese
participativa
Guedes-Pinto (2016) 
17/08/2021
6
TIPOS DE CRIANÇAS
Pode-se classificar crianças em 
padrões pré-estabelecidos?
Diferentes classificações: tímida, 
caprichosa, histérica, medrosa, 
agressiva, nervosa, superprotegida 
(McBride, Carlos Costa, Finn, Luiz Viana).
Escala de Classificação do 
Comportamento de Frankl
(mais utilizada)
Guedes-Pinto e Corrêa, 1997
Escala de Classificação do Comportamento de Frankl
Categorias de comportamento
1) Definitivamente negativo: chora vigorosamente, 
 rejeição total ao tratamento, muito receosa ou 
 alguma outra evidência de negativismo extremo
2) Negativo: relutância em aceitar o tratamento, 
 não cooperação, evidência de atitude negativa, 
 mas não pronunciada (emburrada e retraída)
Wright, 2001
Escala de Classificação do Comportamento de Frankl
Categorias de comportamento
3) Positivo: aceitação do tratamento, boa vontade
para obedecer ao dentista, reservada, mas segue
as instruções do dentista cooperativamente
4) Definitivamente positivo: boa comunicação
com o dentista, interessada nos procedimentos
odontológicos, rindo e apreciando a situação
Wright, 2001
Colaboradoras Não colaboradoras
Colaboradoras Não colaboradoras
17/08/2021
7
CONHECIMENTO DA CRIANÇA
Idade e maturidade
Temperamento
Educação familiar
Experiências anteriores
Fatores sociaisMEDO
Etiologia ambiente familiar causador da maioria dos
temores e problemas do medo
superproteção
apreensão exagerada
ansiedade
rejeição
preocupação 
É o estado emocional diante do perigo, caracterizado pelo conhecimento 
intelectual do mesmo, provoca apenas a sensação psicológica.
Guedes –pinto,2009
Objetivo  proveniente de experiências 
vividas diretamente pela criança, experiência 
desagradável.
-Direto  durante tratamento odontológico
-Indireto  ambientes semelhantes aos do consultório; 
médico, vacina
Subjetivo ocorre por sugestões, 
informações dadas por adultos ou crianças 
maiores.
Medo - Classificação 
17/08/2021
8
CHORO
Correa, (2005).
Choro  manifestação da
ansiedade frente ao
desconhecido.
 Conversar com a criança,
durante todo o
atendimento, mesmo que
permaneça chorando, pois
assim ela perceberá que
estamos atentos aos seus
sentimentos.
Medo
Apreensão
Cansaço
Dor
Birra
BIRRA
Queixa frequente entre 
os profissionais
Teste severo para atitude 
dos pais
Inconstância 
educacional, que repercute 
nas relações entre pais e 
filhos
Permanência da crise 
dependerá da atitude dos 
pais
ATITUDES DOS PAIS E COMPORTAMENTO 
INFANTIL
As atitudes dos pais 
podem facilitar o 
aparecimento de 
características 
comportamentais 
problemáticas na criança, 
refletindo fortemente no 
tratamento odontológico.
Superproteção com superindulgência
• Exageram a noção de liberdade. Sem limites.
• Apresentam a criança como “excessivamente
nervosa”.
• Criança mimada, indisciplinada, egoísta.
• Criança caçula de uma família com muitos filhos,
filho único, filho de pais separados.
Resiste ao tratamento, reagindo com agressividade ou com 
choro, birra e manha. Intuito de dominar o profissional. 
Toledo e Rocca, 1996
Superproteção com dominação
• Limitam a convivência do filho com outras
crianças.
• Pais ansiosos (falam e agem no lugar do filho)
• Criança tímida e dependente, sensível física e
emocionalmente.
• Casamento tardio de pais, morte prematura de
um filho, filho único.
Quando forçada ou tratada com severidade pode fugir. Não 
é agressiva. Chora baixinho e com soluços.
Quando forçada ou tratada com severidade pode fugir. Não 
é agressiva. Chora baixinho e com soluços.
Superautoridade
• Fazem exigência rígidas.
• Não aceitam negativas, oposições e
fracassos.
• Criança ultradisciplinada (obediente,
educada),
complexada, angustiada e tensa.
• Dificilmente externa seus desejos,
idéias e
sentimentos.
Submete-se ao atendimento passivamente, com 
medo de ser criticada por mau comportamento. 
17/08/2021
9
Rejeição
• Incapacidade de dar amor,
atenção e carinho.
• Pais afastam-se do convívio
ou tratam a criança
com hostilidade (agressões
físicas e ofensas).
• Criança pode ser agressiva
(rebelde, anti-social
desobediente) ou submissa
(apática).
Quando agressiva, tendência a desafiar e contrariar. 
Quando submissa, aceita passivamente o tratamento 
mostrando-se apática e indiferente.
Abandono
• Incapacidade de dar amor,
atenção e carinho. Não
maltratam a criança.
• Pouco contato.
• Criança pode ser agressiva
ou submissa.
Pais mostram-se indiferentes quanto ao tratamento 
odontológico do filho. 
Pais mostram-se indiferentes quanto ao tratamento 
odontológico do filho. 
ms1
CRIANÇA
Experiência
Maturidade
personalidade
PAIS
Atitudes
Relacionamento 
com a criança
DENTISTA
Conhecimento
Habilidade
Correa (2016)
Superproteção
Permissividade
Autoritarismo
Negligência
Rejeição
MÉTODOS UTILIZADOS NO CONHECIMENTO E 
RELACIONAMENTO COM CRIANÇAS
Recursos considerados básicos para conhecer 
a criança; a fim de estabelecer a linha de 
conduta durante o tratamento 
odontopediátrico.
1- Anamnese
• Relaciona-se bem com adultos? 
• Relaciona-se bem com outras crianças?
• É birrenta? Manhosa? Retraída?
• Já tratou dos dentes?
Slide 50
ms1 mirella sousa; 15/08/2021
17/08/2021
10
2- Observação
• Se inicia com a entrada da criança no 
consultório.
• Atenção aos gestos, movimentos e apreensões 
(discrição).
3- Experimentação
• Criança é mais cooperadora na presença dos 
pais ou na ausência dos mesmos? 
• Utilizar-se da forma de aproximação. 
Responde
ou fica mais arredia? 
EXAME CLÍNICO
Conselhos aos pais ou acompanhantes
antes da primeira consulta
Pais devem fornecer explicações sobre a visita 
ao dentista. Não entrar em detalhes, falar de 
forma tranqüila, utilizar de frases curta. 
Técnicas Não
Farmacológicas
- POSTURA, 
EXPRESSÕES FACIAIS, 
LINGUAGEM 
CORPORAL, CONTATO 
FÍSICO.
- PACIENTE, 
PROFISSIONAL E 
EQUIPE.
17/08/2021
11
17/08/2021
12
DIZER-MOSTRAR-FAZER
17/08/2021
13
FONTE: GOOGLE IMAGENS
COLO DA MÃE JOELHO A JOELHO
CORPO A CORPO 
PACOTE PEDIÁTRICO- PEDIWRAP
FONTE: GOOGLE IMAGENS
17/08/2021
14
Técnicas
Farmacológicas
SEDAÇÃO CONSCIENTE
Óxido nitroso
Medicamentosa 
ANESTESIA GERAL
17/08/2021
15
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A consulta com o Odontopediatra se torna uma experiência 
significativa na vida crianças e dos seus pais/responsáveis
A crianças tem que se sentir bem, sem medo, sem dor ou 
ansiedade
Os pais/responsáveis precisam se sentir confiantes diante 
do profissional e do atendimento
Atenção precoce as crianças, orientação aos pais e cuidados 
preventivos = experiência bem sucedida
Referencial Teórico
 GUEDES PINTO, A. C. Odontopediatria. 9ª ed., São Paulo: Santos, 2016.
 CORRÊA, M. S. N. P. Odontopediatria na Primeira Infância. 3ªed., São 
Paulo: Santos, 2017. 
 CORRÊA, M.S.N.P. Atendimento Odontopediátrico – Aspectos 
Psicológicos. 1ª ed., São Paulo: Santos,, 2002.
AAPD. Guideline on Behavior Guidance for the Pediatric Dental Patient. Pediatr Dent., 36(6): 179-191, 2011.
FÚCCIO, F. de; FERREIRA, K.D.; WATANABE, S.A.; RAMOS-JORGE, M.L.; PORDEUS, I.A.; PAIVA, S.M. de Aceitação 
dos pais em relação às técnicas de manejo do comportamento utilizadas em odontopediatria. J Bras
Odontopediatr Odontol Bebê, 6(30): 146-151, mar./abr. 2003. 
MOURA, B. F.; IMPARATO, J. C. P.; PARISOTTO, T. M.; BENEDETTO, M. Ansiedade infantil prévia à consulta 
odontológica: avaliação mediante instrumento lúdico como condicionamento. RGO, 63(4):455-460, out/dez. 
2015.
Vamos estudar ?