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Unidade: Campus Capim Macio – Natal Curso: Farmácia Disciplina: Farmacotécnica I Docente: Fernando Velcic Maziviero Guia Referente e Complementar aos Lab-PAP: 110, 111 e 115 Data da aula Prática: 11 de fevereiro de 2023 PREPARAÇÃO DE ALCOOL GEL 46 °INPM (54 °GL) 1. INTRODUÇÃO Géis cosméticos são, de acordo com a Farmacopéia Brasileira, formas farmacêuticas semissólidas que formam um sistema coloidal constituído por duas fases: uma fase dispersora líquida (água, álcool, propilenoglicol, acetona) e outra fase dispersora sólida (agente gelificante) que não se sedimenta. O gel é um veículo cosmético, viscoso, mucilaginoso e transparente utilizado quando se objetiva conferir firmeza a uma solução ou dispersão. São amplamente empregados em produtos farmacêuticos, dermatológicos e cosméticos, pois possuem bom espalhamento, não são gordurosos e podem ser associados com diferentes ativos (hidro ou lipossolúveis). Os géis podem ser tixotrópicos, ou seja, semissólidos em repouso e líquidos quando agitados. O termo gelificante refere-se aos agentes espessantes que são usados na fabricação de géis com o objetivo de aumentar a viscosidade do sistema impactando em sua estabilidade, características sensoriais, aparência e funcionalidade. A rigidez de um gel está intimamente relacionada com a natureza das ligações intermoleculares formadas pelo agente gelificante. São polímeros, que são macromoléculas cuja estrutura é composta por longas cadeias de monômeros unidos por ligações químicas, e possuem a propriedade de, quando em solução aquosa, se expandir. Essa reconfiguração da estrutura molecular pode ocorrer de forma direta ou após a neutralização do ativo. E podem também ser classificados quanto à natureza, podendo ser: polímeros naturais, semissintéticos, sintéticos e substâncias inorgânicas. 2. OBJETIVOS Realizar cálculos para determinar a concentração de cada componente da formulação; Identificar a função de cada componente da formulação; Elaborar gel a base Carbopol®; Discutir sobre os pontos críticos da elaboração de gel a base Carbopol®. 3. MATERIAIS UTILIZADOS Béquer (250 ml) Bastão de vidro Proveta (100 ml) Álcool etílico 99% Carbopol 940 Trietanolamina 50% (p/v) 4. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL Pesar todos os componentes da formulação; Limpar a bancada com álcool 70%; Em um béquer solubilizar o álcool em água destilada; Adicionar lentamente a massa de 1wt.% Carbopol 940®, com agitação moderada até dispersão completa do polímero; Ajustar o pH entre 5,0 - 7,0 com a Trietanolamina e continuar agitando moderadamente até formação uniforme do gel. REFERÊNCIAS - CRUZ, Camila Vieira Milo Bela. Alternativas aos carbômeros para fabricação de álcool em gel. 2021. 47 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) - Faculdade de Farmácia, Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2021. - DA FARMACOPEIA, Coordenação et al. Formulário nacional da farmacopeia brasileira 2ª edição. 2012. PREPARAÇÃO DE ÁGUA BORICADA 1. INTRODUÇÃO A água boricada é uma solução composta de água e uma dosagem de ácido bórico, normalmente em concentrações que variam de 1% a 5%, sendo que a mais comum contém 3% do ácido. Seu principal uso é no tratamento de infecções bacterianas e fúngicas, por ter propriedades que promovem o combate a esses microrganismos. Ela é um produto muito popular, fácil de encontrar e barato. A água boricada é uma solução usada para tratar infecções causadas por bactérias ou fungos, pelo fato de o ácido possuir propriedades antibacterianas e antifúngicas. Ela pode ser aplicada em ferimentos (não abertos), furúnculos, infecções no canal auditivo, irritações na pele e até mesmo em queimaduras leves. O ácido age como desinfetante, ajudando no tratamento desses quadros. Há indícios que problemas fúngicos como a candidíase e a micose vaginal também podem ser tratados com água boricada, visto que muitos medicamentos para essas condições usam o ácido bórico em sua composição. 2. OBJETIVOS Preparar soluções de ácido bórico a 3% para uso tópico. Identificar a função de cada componente da formulação; 3. MATERIAIS UTILIZADOS Béquer (250 ml) Bastão de vidro Proveta (100 ml) Água Destilada Ácido Bórico (H3BO3) Metilparabeno 4. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL Aquecer a água destilada até temperatura de 40-50°C. Solubilizar o ácido bórico e o metilparabeno em água destilada sob aquecimento. Agitar com o bastão de vidro para acelerar o processo de solubilização. Completar o volume das preparações até a quantidade suficiente determinada e realizar o acondicionamento nas embalagens adequadas e rotular. REFERÊNCIAS - MATHIAS, Francielle. Água boricada: o que é, para que serve e como usar?. Minuto saudável, 2022. Disponível em < https://minutosaudavel.com.br/agua- boricada/>. Acesso em: 9 de fevereiro de 2023. - DA FARMACOPEIA, Coordenação et al. Formulário nacional da farmacopeia brasileira 2ª edição. 2012. PREPARAÇÃO DE SOLUÇÃO ANTISSÉPTICA 1. INTRODUÇÃO A microbiota consiste numa grande variedade de bactérias, vírus, fungos e outros microrganismos unicelulares que habitam no nosso organismo. Os microrganismos que não causam doenças são chamados de “microbiota normal ou habitual”. A microbiota normal é “transitória” ou “residente”. A microbiota transitória é adquirida por meio do contato com indivíduos ou superfícies contaminadas durante o curso das atividades diárias normais. Na maioria dos casos, esses microrganismos não fazem parte da microbiota normal dos indivíduos. Eles vivem nas camadas superiores da pele e são mais facilmente removidos junto com partículas de sujeira e óleo; no entanto, os microrganismos transitórios podem se tornarem parte da microbiota residente https://minutosaudavel.com.br/agua-boricada/ https://minutosaudavel.com.br/agua-boricada/ de indivíduos. Eles são os microrganismos com maior probabilidade de causar infecções associadas aos cuidados de saúde. Os antissépticos de uso em humano são produtos ativos contra a microbiota residente e transitória da pele íntegra e de outros tecidos vivos, sendo capazes de reduzir o número de micróbios por remoção mecânica, ação química ou ambas. São menos tóxicos do que os desinfetantes (saneantes), os quais são utilizados em objetos e superfícies inanimados. Os antissépticos de uso em humano são classificados por grupos químicos e cada grupo tem suas características químicas, riscos em potencial e eficácia contra vários microrganismos. Tabela 1: Grupo de Antissépticos comuns de uso em humanos e seus mecanismos de ação. Fonte: ANVISA, (2021). 2. OBJETIVOS Identificar as classes e funções das matérias-primas utilizadas na preparação de formulações antissépticas. 3. MATERIAIS UTILIZADOS Béquer (250 ml) Bastão de vidro Proveta (100 ml) Água Destilada Triclosan Sacarina Metilparabeno Propilparabeno Propilenoglicol Aroma artificial (Menta, Hortelã, Morango, etc.) Corante Artifical (Azul, Laranja, etc.) 4. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL Solubilizar os parabenos em álcool etílico P.A. e o triclosan em propilenoglicol. Solubilizar em água destilada a sacarina; Adicionar o aroma e o corante, e depois completar o volume da preparação para a quantidade suficiente determinada. COMPONENTE MASSA (g) Triclosan 0,3 Sacarina sódica 0,1 Metilparabeno 0,1 Propilparabeno 0,01 Propilenoglicol 25 Aromatizante q.s. Álcool Etílico 25 Corante q.s. Água Destilada q.s.p. 100 REFERÊNCIAS - AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA – ANVISA. Proposta de harmonização do (re)enquadramento de antissépticos de uso em humano na anvisa. 23p.Brasil – DF, 2021.