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WBA0284_v1.0 Assistência de enfermagem no atendimento pré- hospitalar Atendimento pré-hospitalar nas emergências traumáticas Bloco 1 Danieli J Garbuio Tomedi Avaliação da vítima de trauma Avaliação rápida e minuciosa, realizada de forma sistemática. Deve obedecer à sequência XABCDE: • X: controle de hemorragias exsanguinantes. • A: vias aéreas e controle de cervical. • B: respiração. • C: circulação. • D: disfunção neurológica. • E: exposição com controle de temperatura. (NAEMT, 2018); (RASSLAN; WAKSMAN; FARAH, 2016) Hora de ouro Figura 1 – APH ao trauma Fonte: 36clicks/iStock.com. Controle de hemorragias exsanguinantes Fonte: adaptada de NAEMT (2018). Figura 3 – Torniquete Pressão direta manual Curativo compressivo Extremidade Tronco Sangramento controlado? Local do sangramento Não Hospital Sim Figura 2 – Controle de hemorragia exsanguinantes. Torniquete Agente hemostático e compressão direta Fonte: RossHelen/iStock.com. Abertura de vias aéreas Figura 5 - Jaw Thrust Figura 6 - Cânula orofaríngea Figura 4 - Aspiração com sonda de ponta rígida Via aérea obstruída? Remoção de corpo estranho Realizar controle de cervical Não Sim Via aérea avançada Realizar desobstrução com controle de cervical Fontes: Figura 4: https://bit.ly/2YG7PB8. Acesso em: 6 maio 2020. Figura 5: KTM_2016/iStock.com. Figura 6: Ariyathailand/iStock.com. (NAEMT, 2018); (RASSLAN; WAKSMAN; FARAH, 2016) Controle de cervical Fonte: RossHelen/iStock.com. Figura 7 – Estabilização cervical Estabilização manual Colar cervical rígido (NAEMT, 2018); (RASSLAN; WAKSMAN; FARAH, 2016) Via aérea avançada Figura 8 - Tubo endotraqueal Figura 9 - Máscara laríngea Figura 10 - Tubo laríngeo Figura 11 - Cricotireoidostomia Fontes: Figura 8: Ariyathailand/iStock.com. Figura 9: https://bit.ly/2xvtAbo. Acesso em: 5 maio 2020. Figura 10: https://bit.ly/2KZR4Zx. Acesso em: 5 maio 2020. Figura 11: https://bit.ly/3b2bYBU. Acesso em: 5 maio 2020. Exclusivo do médico Médico e Enfermeiro (NAEMT, 2018); (RASSLAN; WAKSMAN; FARAH, 2016) Respiração Ventilação adequada? Fontes: Figura 12: https://bit.ly/3djOutm. Acesso em: 6 maio. 2020. Figura 13: https://shutr.bz/38P7spk. Acesso em: 6 maio 2020. Figura 14: Modificado de PandaVector/iStock.com. Figura 15: ttsz/iStock.com. Avaliar a circulação Sim Realizar procedimentos Não Figura 15 - Drenagem de hemotórax ou pneumotórax Figura 14 - Curativo de três pontasFigura 13 - Ventilação compressão positiva Figura 12 - Oxigênio (NAEMT, 2018); (RASSLAN; WAKSMAN; FARAH, 2016) • Sinais de choque: hipotensão, taquicardia, taquipneia, palidez, extremidades frias. • Hipovolêmico: hemorragias. • Obstrutivo: tamponamento cardíaco. • Neurogênico: lesões vertebro- medulares altas. Investigação • Dois acessos venosos calibrosos. • Reposição volêmica com Ringer lactato ou Soro Fisiológico 0,9%. • Infundir até 2L de volume. • Objetivo: manter pressão arterial sistólica acima de 80 mmHg e manter perfusão tissular. Tratamento Circulação Fonte: adaptado de NAEMT (2018); Rasslan, Waksman e Farah (2016). Quadro 1 - Circulação Despir o doente e procurar por lesões. Inspecionar áreas de contusão com equimoses, hematomas, escoriações, fraturas e luxações. Realizar movimentação em bloco. Disfunção neurológica Disfunção neurológica e exposição com controle de temperatura • Lesão cerebral leve Glasgow entre 13 e 15 • Lesão cerebral moderada Glasgow entre 9 e 12 • Lesão cerebral grave Glasgow menor que 8 Figura 16 - Anisocoria Fonte: https://bit.ly/2L6f5hw. Acesso em: 6 maio 2020. (NAEMT, 2018); (RASSLAN; WAKSMAN; FARAH, 2016) https://bit.ly/2L6f5hw Avaliação secundária Avaliação secundária e transporte • Exame completo cefalocaudal, sinais vitais e oximetria de pulso. • Imobilização com colar cervical, head block e tábua rígida para transporte. Figura 17 – Imobilização para transporte • Sinais e sintomasS • AlergiasA • Medicamento/tratamento em usoM • Passado médico/gravidez P • Última refeição e último período menstrualL • Eventos que antecederam E Fonte: SDI Productions/iStock.com. (NAEMT, 2018); (RASSLAN; WAKSMAN; FARAH, 2016) Atendimento pré-hospitalar nas emergências traumáticas Bloco 2 Danieli J Garbuio Tomedi Retirada de capacete Figura 18 – Técnica de retirada de capacete Realizar com dois socorristas; manter a estabilização da coluna cervical; realizar movimentos suaves. Fonte: adaptada de Brasil (2016). 1 2 3 4 Colocação de colar cervical Figura 19 – Mensuração do colar Figura 20 – Colocação do colar Realizar com dois socorristas; manter a estabilização da coluna cervical; utilizar o tamanho correto de colar. Fonte: adaptada de Brasil (2016). Fonte: adaptada de Brasil (2016). Movimentação em bloco: 90 graus Realizar com três ou dois socorristas; os movimentos são comandados pelo socorrista que estabiliza a cabeça. Figura 21 – Técnica de movimentação em bloco 1 2 3 4 Fonte: adaptada de Brasil (2016). Atendimento pré-hospitalar nas emergências traumáticas Bloco 3 Danieli J Garbuio Tomedi Prováveis lesões traumáticas Crânio Tórax Coluna cervical Toracoabdominal Musculoesquelético Colisões automobilísticas: impacto frontal Fonte: adaptadas de Abib e Perfeito (2012). Figuras 22 e 23 – Colisão frontal Colisão automobilística lateral e posterior Lateral • Fratura de clavícula e ombro. • Trauma de tórax. • Lesões em baço, fígado. • Trauma pélvico. • Fratura de fêmur e baciaPosterior • Trauma craniano. • Trauma de coluna raquimedular. Figura 24 – Colisão lateral Figura 25 – Colisão posterior Fonte: adaptada de Abib e Perfeito (2012). Fonte: adaptada de Abib e Perfeito (2012). Atropelamento Impacto contra o para-choque dianteiro: lesões de membros inferiores (adulto) e em tronco (criança). Impacto contra o capô e para-brisas: lesões no tronco e na cabeça. Impacto contra o solo: lesão cranioencefálica, vertebro-medular, em membros superiores. Figuras 26, 27 e 28 – Lesão por atropelamento Fonte: adaptadas de Abib e Perfeito (2012). Capotamento e queda de altura Capotamento • O ocupante pode chocar-se contra qualquer parte do interior do veículo. • Grande probabilidade de lesões graves e alta mortalidade. Queda de altura • Grandes chances de múltiplas lesões. • Avaliar altura da queda e impacto contra anteparos. (ABIB; PERFEITO, 2012). Colisão com motocicleta Figura 29 – Acidente com motocicleta O motociclista é lançado contra o tanque de combustível e o guidão, podendo sofrer lesões pélvicas. É ejetado e sofre trauma decorrente do impacto com o solo ou outro veículo. Lesões na bacia e em membros inferiores são os mais comuns. Fonte: HusarK/iStock.com. (ABIB; PERFEITO, 2012). Ferimentos penetrantes Arma de fogo ou arma branca. Transferem e concentram a energia em uma pequena área. Lesões no trajeto do objeto e nas estruturas adjacentes, que sofrem deslocamento temporário. Orifício de entrada: redondo ou ovalado. Ferimento de saída: estrelado, com bordas irregulares, sendo geralmente maior do que o de entrada. Figura 30 - Lesão por arma branca Fonte: adaptada de Abib e Perfeito (2012). Teoria em Prática Bloco 4 Danieli J Garbuio Tomedi Reflita sobre a seguinte situação Você é enfermeiro do Serviço Móvel de Atenção às Urgências (SAMU) e está se deslocando para prestar atendimento a uma vítima de acidente automobilístico, em uma unidade móvel de suporte avançado de vida. O acidente ocorreu a partir de uma colisão frontal contra um poste, e a vítima estava sem cinto de segurança. O corpo de bombeiros também foi acionado e iniciou o procedimento de resgate com sinalização do local. Ao chegarem ao destino, você e sua equipe observam a vítima a uma certa distância e já percebem que ela está desacordada, com respiração ruidosa e taquipneia. Ao se aproximar, você identifica a presença de escoriações em região frontal e percebe que a vítima não apresentanenhum tipo de resposta ao ser chamada e tocada. Além disso, ela apresenta pele fria e pálida. Reflita sobre a seguinte situação • Diante dessa situação, como você daria continuidade ao atendimento com base no protocolo do ATLS? Quais procedimentos podem ser realizados com base nas informações apresentadas e em qual ordem? Quais lesões podem estar presentes de acordo com a cinemática do trauma? Norte para a resolução... • O atendimento a essa vítima deve ser realizado com base na sequência XABCDE. • Etapa X: como a vítima aparentemente não apresenta hemorragias extensas, partir para a próxima etapa. • Etapa A: controle de cervical com colar rígido; manobra Jaw Thrust; verificar presença de corpo estranho, secreção ou sangue em cavidade oral e, se necessário, realizar aspiração com sonda de ponta rígida. • Diante do rebaixamento de nível de consciência, considerar via aérea avançada: tubo endotraqueal (como primeira escolha), máscara laríngea, tubo laríngeo ou cricotireoidostomia (como última opção). Norte para a resolução... • Etapa B: devido à presença de taquipneia, investigar pneumotórax, hemotórax ou tórax instável, além de oferecer oxigênio suplementar. • Etapa C: realizar punção venosa e considerar reposição volêmica devido à pele fria e pálida. • Etapa D: reavaliar Glasgow e avaliar pupilas quanto à simetria, ao tamanho e à reatividade. • Etapa E: investigar outras lesões e aquecer a vítima. • De acordo com a cinemática do trauma, é possível que a vítima apresente trauma cranoencefálico, vertebro-medular em região cervical, e trauma torácico. Dica da Professora Bloco 5 Danieli J Garbuio Tomedi Dica da professora • Indicamos a leitura do artigo Características dos enfermeiros no atendimento pré- hospitalar: concepções sobre a formação e exercício profissional, dos autores Andrade e Silva, publicado na Enfermagem em Foco em 2019. • Indicamos a leitura do artigo Presença da família durante o atendimento emergencial pré-hospitalar: percepção e vivência dos profissionais?, de Cruz e outros, publicado na J. Nurs. Health em 2019. Fonte: dusanpetkovic/iStock.com. Figura 31 - Autoestudo Referências ABIB, S. C. V.; PERFEITO, J. A. J. Trauma: Guias de medicina ambulatorial e hospitalar da UNIFESP-EPM. Barueri, SP: Manole, 2012. ANDRADE, T. F.; SILVA, M. M. J. Características dos Enfermeiros no Atendimento Pré-Hospitalar: Concepções Sobre a Formação e Exercício Profissional. Enfermagem em Foco. v. 10, n. 1, p. 81–86, 2019. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/335027712_CARACTERISTICAS_DOS_ENFERMEIROS_NO_ATENDIMENTO_ PRE-HOSPITALAR_CONCEPCOES_SOBRE_A_FORMACAO_E_EXERCICIO_PROFISSIONAL. Acesso em: 6 maio 2020. BRASIL. Protocolos de Intervenção para o SAMU 192: Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Brasília: Ministério da Saúde, 2016. p. 173-210. Disponível em: https://bit.ly/31BM3h5. Acesso em: 21 mar. 2020. CRUZ, J. F. M. et al. Presença da família durante o atendimento emergencial pré-hospitalar: percepção e vivência dos profissionais. J. Nurs. Health. v. 9, n. 2, 2019. Disponível em: https://bit.ly/363sAIt. Acesso em: 15 maio 2020. NAEMT. AMLS: Atendimento Pré-Hospitalar às Emergências Clínicas. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2018. RASSLAN, Z.; WAKSMAN, R. D.; FARAH, O. G. D. Medicina de urgência. Barueri, SP: Manole, 2016. [Série Manuais de Especialização Einstein]. https://bit.ly/31BM3h5 https://bit.ly/363sAIt Bons estudos!