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BASES DA EDUCAÇÃO CRISTÃ
CENTRO TEOLÓGICO FATAD
CURSO EM TEOLOGIA MODULAR
EDUCAÇÃO CRISTÃ
PROF.º JALES BARBOSA
APRESENTAÇÃO
Amados e queridos estudantes, amigos da verdade, povo adquirido, nação eleita.
Graça e paz, da parte de Deus nosso pai, e do nosso Senhor Jesus Cristo.
Grande é a nossa responsabilidade do servo e salvo em Jeová, de anunciar, apresentar, fazer chegar claramente à todos, da infinita bondade e grandeza, de tão grande salvação em Cristo Jesus.
Conscientes dessa grande, esplendida, árdua e laboriosa tarefa do ensino da palavra. E te convidamos para estudar a Santa e maravilhosa palavra de Deus.
Numa serie de apostilas andaremos juntos, passo a passo com o Senhor Jesus nos evangelhos; seremos missionário com os apóstolos em atos; profetizaremos com Isaias, Ezequiel, e outros profetas; caminharemos com Moisés pelo deserto, passaremos o Jordão com Josué; venceremos todos os Golias ao lado de Davi em nome de Jeová; salmodiaremos canções ao nosso Deus com “Asafe”, teremos a coragem de Débora, a sabedoria de Salomão, a graça de Jesus, a visão de Paulo, a fidelidade de Samuel, amaremos e reclinaremos nosso rosto no peito de Cristo, tal qual João.
Venha conosco, seja como os crentes de Beréia (At, 17.10-12), examinando cada dia as escrituras, você estará tomando posse das bênçãos do Senhor, fortalecendo-se, aprendendo e falando dessa palavra, você salvará tanto a ti mesmo como seus ouvintes.
(1 Tm 4:16).
Em Cristo Jesus,
A Diretoria
COMO ESTUDAR ESTE LIVRO
Às vezes estudamos muito e aprendemos ou retemos pouco ou nada.
Isto em parte acontece pelo fato de estudarmos sem ordem nem método.
Embora sucintas as orientações que passamos a expor ser-lhe-á muito útil.
1. Busque a ajuda divina
Ore a Deus dando-lhe graças e suplicando direção e iluminação do alto. Deus pode vitalizar e capacitar nossas faculdades mentais quanto ao estudo da Palavra de Deus. Nunca execute qualquer tarefa de estudo ou trabalhos da palavra de Deus sem primeiro orar.
2. Além da matéria a ser estudada, tenha à mão as seguintes fontes de consulta e refe-rência:
· Bíblia. Se POSSÍVEL em mais de uma versão.
· Dicionário Bíblico.
· Atlas Bíblico.
· Concordância Bíblica.
· Livro ou caderno de apontamentos -individuais.
· Habitue-se a sempre tomar notas de seus estudos e meditações.
3. Seja ORGANIZADO ao estudar
A. Ao primeiro contato com a matéria procure obter uma visão global da mesma, isto é, como um todo. Não sublinhe nada. Não faça apontamentos. Não procure referências na Bíblia. Procure sim descobrir o propósito da matéria em estudos, isto é o que deseja ela comunicar-lhe.
B. Passe então ao estudo de cada lição, observando a SEQÜÊNCIA dos Textos que a englobam. Agora sim à medida que for estudando sublinhe palavras frases e trechos-chaves. Faça anotações nas paginas deixadas para isso na apostila, após cada lição ou no caderno a isso destinado.
C. Ao final de cada lição encontra-se uma revisão geral de cada parte do livro perguntas e EXERCÍCIOS que deverão ser respondidas ao termino de cada parte sem consulta ao texto correspondente. responda todas as perguntas que for POSSÍVEL, logo em seguida volte ao texto e confira as suas respostas. Fazendo assim VOCÊ chegará ao final do seu estudo, com um bom aprendizado, quanto no conhecimento intelectual e ESPIRITUAL.
ÍNDICE
INTRODUÇÃO	7
I. O Ministério Educacional no Antigo Testamento	8
1. A importância do ensino no A.T.	8
2. A educação entre os Hebreus	8
2.1. Centro de Educação em Israel	8
3. A Educação Judaicaem si	9
4. Então começa o ensino.	9
II. Bases Históricas da Educação Cristã	9
1. A educação Cristã na Igreja Primitiva.	9
2. O Padrão Bíblico da Educação Cristã.	10
3. Objetivos da Educação Cristã	10
III. O Que é Educação Cristã	11
IV. MINISTÉRIO EDUCACIONAL DA IGREJA.	11
1. A Importância do Ensino na Igreja:	11
2. Motivação do Ensino Bíblico na Igreja Cristã	12
3. Sugestões para a Ação Educativa da Igreja.	12
V. A QUEM PERTENCE À RESPONSABILIDADE DE EDUCAR	12
1. Responsabilidade dos Pais.	12
2. O Papel da Escola Dominical.	13
3. O Papel da Igreja na Educação Cristã.	13
4. O Papel do Professor Cristão.	14
5. O Professor ou Mestre deve ser.	14
6. Qualidades Gerais do Professor:	14
VI. A QUEM ENSINAR	15
1. O Aluno da Escola	15
2. Personalidade.	16
2.1. Componentes da Personalidade	16
2.2. Meio Ambiente:	17
VII. VISÃO PEDAGÓGICA DE CRISTO "O MESTRE".	17
1. Qualidades de Jesus na Prática do Ensino:	17
2. Características Básicas do Ensino de Cristo.	18
3. Objetivos Básicos do Ensino de Jesus.	18
VIII. FATORES DE SUCESSO NA ESCOLA DOMINICAL	18
1. Liderança Capaz e Consciente de seus Objetivos.	18
2. As Leis do Crescimento da Escola Dominical.	18
2.1. Introdução e Objetivo da Materia	18
3. Organização da Escola Dominical.	19
4. Organização na Bíblia	19
4.1. Em Israel	19
4.2. Jesus e a Organização	19
5. Organização Geral da Escola Dominical	19
5.1. Organização Material	20
5.2. Organização Funcional	20
5.3. Organização Pessoal	20
5.4. O Programa da Escola Dominical	23
5.5. Reuniões da Escola Dominical	23
IX. METODOLOGIA EDUCACIONAL	26
1. Método de Ensino	26
2. Aprendendo a Ensinar	27
3. Método Objetivo	27
4. Esboço do Plano de Aula.	27
5. Preparação inicial da aula	28
6. Aprendendo a Metodologia Educacional	28
6.1. O Objetivo	28
6.2. Como Escrever um Objetivo	28
6.3. Outros Passos da Metodologia	29
X. O CRESCIMENTO DA ESCOLA DOMINICAL	31
1. O Que é a Classe Bíblica do Lar?	31
1.1. O Propósito da Classe Bíblica do Lar	31
1.2. Como Começar uma Classe Bíblica do Lar	31
1.3. Propaganda	32
1.4. Horário da Classe Bíblica	32
1.5. Criança Evangelizando as Crianças	33
1.6. Estudo de Professores da Classe Bíblica do Lar.	33
2. Escola Biblica de Férias	33
2.1. Local	33
2.2. O Pessoal	33
2.3. Horário das Classes	34
2.4. Encerramento da EBF	34
XI. MÉTODO DINÂMICO DE ESTUDO BÍBLICO	35
1. O Estudo da Bíblia é para todos	35
2. Modos pelos quais a Bíblia pode ser mal empregada:	35
3. Necessidade de Métodos de Estudo da Bíblia	36
XII. PRINCÍPIOS DE ESTUDO DA BÍBLIA	36
1. Você deve fazer investigação original.	37
2. Você deve fazer sempre uma reprodução escrita.	37
3. O seu estudo deve ser constante e sistemático.	37
4. O seu estudo deve ser “passa-a-vel”.	38
5. Você deve aplicar o que estuda à sua vida.	38
XIII. PASSOS BÁSICOS DO ESTUDO DA BÍBLIA	38
XIV. MÉTODO DE ANÁLISE DO VERSÍCULO NO ESTUDO DA BÍBLIA	39
1. Análise do Versículo	39
2. Análise Básica do Versículo	39
3. Análise Avançada do Versículo	41
XV. MÉTODO ANALÍTICO DE ESTUDO DA BÍBLIA	41
1. Estudo Analítico	41
2. Estudo Analítico Básico	42
3. Estudo Analítico Avançado	45
XVI. MÉTODO SINTÉTICO DE ESTUDO DA BÍBLIA	48
1. Estudo Sintético	48
2. Estudo Sintético Básico	48
3. Estudo Sintético Avançado	51
XVII. MÉTODO TÓPICO DE ESTUDO DA BÍBLIA	52
1. Estudo Tópico Básico	53
2. Estudo Tópico Avançado	57
XVIII. MÉTODO BIOGRÁFICO DE ESTUDO DA BÍBLIA	58
1. Estudo Biográfico	58
2. Estudo Biográfico Básico	58
3. Estudo Biográfico Avançado	60
BIBLIOGRAFIA	62
INTRODUÇÃO
Um dos maiores privilégios que Deus concedeu a seus filhos é a oportunidade de estudar a sua palavra. A maioria dos cristãos concordará que esta afirmação é, deveras, verdadeira. Contudo, muitos não se entregam com afinco ao verdadeiro estudo da Bíblia, contentam-se em receber alimento de criancinhas, alimento espiritual de segunda mão. Poucos conhecem da experiência do profeta que escreveu. "Achadas as tuas palavras as comi; as tuas palavras me foram gozo e alegria para o coração, pois pelo teu nome sou chamado, ó senhor, Deus dos Exércitos." (Jr 15.16).
Talvez uma das razões de tantas pessoas não saberem como proceder, foi que buscamos criar este material para apresentar diretrizes e técnicas simples e métodos de conhecimento da palavra, pois nenhum ministério cristão pode servir a Deus sem planejamento e preparo. A Bíblia dá importância muito grande ao treinamento. Toda a organização de Israel foi fundamentada na instituição do ensino no seio da família. O exemplo de Samuel, tornando-se um membroda casa de Eli, e Elizeu, seguindo fielmente os ensinamentos de Elias, indica uma ênfase bíblica na educação planejada. A intenção da mensagem bíblica era exatamente esta: que tais vidas servissem como modelo de educação. Usando a palavra de Deus, as famílias são advertidas a ensinar seus filhos, submetendo-os a um treinamento para que não se "afastem dela".
Nenhum exemplo bíblico é mais claro a respeito da importância dada ao treinamento do que a vida de Jesus Cristo. O plano dele para trazer até nós o reino de Deus constitui-se em selecionar doze homens muito diferentes entre si e dedicar a vida a prepará-los para a sua singular missão.
Temas constantes do Novo Testamento são o estudo, o aprendizado e o treinamento contínuo segundo as regras de Deus. Mesmo a Grande Comissão de Jesus contém uma advertência a esse respeito: "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as Nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos (Mt 28:20).
Podemos perceber, então que o preparo de professores, de lideres, de alunos e de famílias é uma responsabilidade que nos foi dada por Deus e está presente na igreja. Nenhum Cristão deve pretender servir corretamente a Deus sem que despenda tempo com o seu preparo e treinamento.
Durante as últimas décadas, milhares de novos membros agregaram-se às nossas Igrejas. Muitos vieram sem nenhuma instrução religiosa, ignorantes em assuntos bíblicos e espirituais. Quanto mais rápido é nosso crescimento, maior é nossa responsabilidade com a educação, especialmente à luz do preceito bíblico.
A obediência ao mandamento bíblico de ensinar é de importância capital para a sobrevivência da Igreja. O valor da educação dos crentes nas Igrejas e de um valor inestimável. Quando alguém reconhece a importância do ministério educacional da Igreja local, reconhecerá também a amplitude deste ministério. É através do ensino que alcançamos e cumprimos a urgente e importante tarefa de tornar discípulos os seguidores de Cristo.
É através do programa de ensino da Igreja, que adicionamos carne aos ossos do esqueleto que se forma quando alguém entrega a sua vida a Cristo. Tanto os que são como os que estão se preparando para compreender claramente as bênçãos que hão advir por obedecer ao mandamento de ensinar.
I. O Ministério Educacional no Antigo Testamento
1. A importância do ensino no A.T.
Posso ver a Educação cristã como uma continuação da Educação Judaica. O valor que os Judeus concedem a “educação” excede a nossa capacidade de compreensão no assunto. Pois as formas tradicionais de educação judaica e suas instituições, são resultados de uma preocupação apontadas pelo próprio Deus. A criança judia, tem uma longa trajetória diária, pois, ela tem o seu dia totalmente ocupado, pela manhã se dedica ao estudo da TORA, ( e também do TALMUD ) - a tarde estuda secularmente e a noite tem encontros de estudos em família.
Desde os primeiros momentos da revelação de Deus ao homem, Deus teve o cuidado de educá-lo, ou seja, Lhe ensinar, pois ao olharmos para as Escrituras encontramos delineado em suas páginas a preocupação de Deus em educar o homem. Verificamos isto claramente no livro de Gênesis nos primeiros 11 capitulos, Deus dando ensinos ao homem, para que o mesmo tivesse uma educação e estrutura de conhecimentos, que envolveria desde a criação a queda e sua redenção.
Podemos ver os objetivos da Lei Mosaica dividida da seguinte forma:
a) Converter o homem a Deus;
b) Dar condições ao homem de obedecer a Deus;
c) Despertar o interesse do homem para com Deus;
d) Orientar o homem;
e) Capacitar o homem.
Seria um erro imperdoável tentar estudar a Educação Cristã, sem antes considerarmos os propósitos acima enumerados na Lei Mosaica, isto é, a educação dos Hebreus no Antigo Testamento e a educação Judaica dos períodos intertestamentário e neotestamentário.
Todas as grandes idéias associadas com o Antigo Testamento, revelação, profecia, sacrifício, ritos, a presença e o poder de Deus, de uma ou outra forma estão relacionados com o sistema educacional dos Israelitas, o povo escolhido por Deus. Portanto, estas idéias, se relacionam também com os propósitos na Educação Cristã, para nós que formamos o novo Israel de Deus. Vamos considerar quatro áreas especificas da Educação entre os Hebreus.
Certo Educador Americano, disse:
"Que uma história da educação verdadeiramente Cristã indica, através dos tempos, o desenvolvimento da educação que começou com Deus, continuou com Deus e agora propaga-se sob a direção de Deus".
2. A educação entre os Hebreus
2.1. Centro de Educação em Israel
O lar - desde a mais remota antigüidade, o lar ou a família tem sido a instituição educacional por excelência na terra.
A educação dos filhos era prioridade para os Hebreus:
- A importância das crianças (Sl 172:3; 128:3,6; Jó 5:25)
- O ensino religioso (Êx. 12:26,27; Dt 4:9,10; 6:4,7; 11:18,19).
O Templo - como dissemos geralmente a instrução se dava no lar. Em geral o menino seguia a profissão do pai e desde a mais tenra idade o filho era levado ao templo para tomar conhecimento das instruções de Deus.
A sinagoga - A sinagoga que era usada nos fins de semana para atividades religiosas, e era usada durante a semana para instrução religiosa e secular das crianças.
As escolas dos profetas - As escolas de profetas constituem um fenômeno extraordinário quanto ensino entre os Hebreus. Há referências a essas escolas no ministério de Elias, Elizeu e Samuel. Acreditamos que tais escolas eram instituições organizadas com instrução programada. Pois tais escolas tinham o propósito de:
a) Transmitir a herança histórica;
b) Instruir na conduta Ética;
c) Assegurar a presença de Deus e sua adoração.
3. A Educação Judaica em si
Como podemos notar anteriormente que toda a educação Judaica era religiosa, pois antes de haver a Lei Escrita, havia a tradição oral, e, neste caso os pais tinham que manter o princípio do ensino aos seus filhos do que Deus lhes havia ensinado e assim sucessivamente de pai para filho até chegar na Lei Escrita que manteve o mesmo padrão de ensinamento. A Educação era feita por atos simbólicos que levavam as crianças a se interessarem e perguntarem.
4. Então começa o ensino.
Ir a escola era o segundo passo em sua formação educacional, pois, as primeiras letras eram aprendidas em casa e na palavra de Deus, pois eles se sentavam no chão aos pés do mestre e aprendiam o texto das Sagradas Escrituras. O Mestre era muito respeitado e devia possuir elevadas qualidades morais. Tratava o aluno com respeito e paciência, dando-lhe um bom exemplo e evitando práticas que pudessem desencorajar o aluno.
II. Bases Históricas da Educação Cristã
1. A educação Cristã na Igreja Primitiva.
Há uma interação da Lei com a educação cristã, pois muda-se o nome, mas o propósito permanece o mesmo. Sem que façamos restrições às bases Bíblicas expostas nos atuais programas de educação cristã. Poderíamos perguntar a um grupo de pessoas o que é educação cristã, certamente obteríamos as mais variadas respostas.
Com efeito, o conceito de educação cristã, não é algo claro definido na mente da maioria. Mesmo os crentes que teriam um interesse especial no assunto, possuem conceitos mal-entendidos, mas o problema encontrado não é a ausência de opiniões sobre o assunto, mas a multiciplidade de idéias errôneas que fogem ao ideal bíblico da questão. Cremos que é necessário um exame dos conceitos, uma avaliação criteriosa da nossa filosofia de vida.
À medida que a Igreja crescia e ganhava mais gentios do que Judeus, essa visão da necessidade teve que mudar e tornou-se altamente urgente e necessária, devido ao fato da falta de literaturas neste período e a falta de conhecimento dos gentios a respeito da vida em Cristo. Baseados em fontes de pesquisas, podemos chegar à vida diária educacional da Igreja Primitiva.
a) O Culto e Fraternidade - O comportamento dos Cristãos era uma forma de ensino, pois: a doutrina e o ensino dosApóstolos e a comunhão, as orações, as ordenanças (Atos 2:42).
b) A função do ensino: Os Evangelhos, As Epístolas se relacionavam com o Batismo, ensinando-os a guardar 
- Era necessário para manejar bem ... (2 Tm 2:14,15; 2 Tm. 3;16,17).
- Era necessário para firmeza na Fé (1 Tm. 4:6,11-6:3-5 ).
- Era uma capacidade exigida dos Pastores (1 Tm. 3:2; 2 Tm. 2:24).
A DIDACHÉ - Era a Doutrina dos Apóstolos ou ensinamento dos Apóstolos, pois nos ajuda compreender a preocupação dos Apóstolos com o ensino nos seus dias e que estava dividida em três partes:
a) Moralidade Cristã;
b) Rituais Litúrgicos da Igreja;
c) Esboço da organização verdadeira da Igreja.
2. O Padrão Bíblico da Educação Cristã.
A Educação Cristã é uma das dimensões fundamentais da missão que o nosso Senhor Jesus Cristo, entregou a sua Igreja (Mt. 28:18-20; Ef.4:11-16). Entendemos que, como o povo de Deus (1Pd. 2:9,10 ), a Igreja deve estar empenhada em vivenciar o Reino dos céus na Terra, cultuando à Deus, vivendo em comunhão, proclamando o Evangelho, ensinando a verdade revelada e servindo ao mundo no Espírito de Cristo. A Bíblia como registra na revelação de Deus aos homens é à base do programa de educação cristã.
Este programa, como proposta e formação no novo homem em Cristo, deve Ter caráter nitidamente Cristocêntrico, tendo como objetivo maior leva-lo a alcançar a plena maturidade, sendo o exemplo em Cristo (Ef. 4: 13-15). 
3. Objetivos da Educação Cristã
DEUS
MUNDO
Missão para com Deus:
Adoração,
Glorificação
Missão para com o mundo:
Testemunho, Proclamação do Evangelho,.....
IGREJA
Missão para consigo mesma:
Até ..............
Discipular, Ensinar, Admoestação, Comunhão, União, Assistência Espiritual, Assistência Social, Disciplina, Agricultura, Etc. 
a) Conversão à Cristo;
b) Integração ao corpo de Cristo;
c) Discipulado;
d) Amadurecimento Cristão;
e) Serviço Cristão;
f) Formação do lar;
g) Educação dos filhos;
h) Estabilidade da família;
i) Despertar a Igreja;
j) Orientá-la;
k) Capacitá-la;
l) Participar da vida social;
m) Testemunhar ao mundo;
n) Influenciar o mundo;
As atividades contínuas da Igreja são:
a) Adorar a Deus (At. 2:42; 1Co. 10:31)
b) Ensinar os crentes (Mt. 28:20)
c) Treinar os crentes (Ef. 4:11,12)
d) Admoestar os crentes (Hb. 10:25)
e) Dar assistência aos crentes (Gl. 6:1-10)
f) Promover o Evangelho (Mt. 28:19)
III. O Que é Educação Cristã
Definiríamos educação cristã, como sendo o processo e comunicação de conhecimentos e de treinamento dos dons naturais de uma pessoa que se baseia nos seguintes fatos:
a) Desde criança, o ser humano sofre muitas e variadas influências, com maior ou menor intensidade de pressão sobre seu pensamento e sobre seu comportamento;
b) O homem não é um ser neutro. Ele deve, portanto, ser submetido à correção, disciplina e formação (Rm 3:23; 3:10-18; Ec. 7:20;)
c) Deus criou o homem para servi-lo (Rm. 11:36; 1Co. 10:31; Cl 1:17-18);
d) O homem é um ser religioso (Pv. 1:7; 15:33; Rm. 2:15);
e) O Ensino secular sempre traz uma dose de filosofia e idéias ateístas.
Longe de estar descansando, Satanás tem se ocupado em colorir, com religiosidade falsa todos os dados e fatos supostamente objetivos que nos são transmitidos pelas escolas seculares, e, infelizmente, pela maioria das escolas evangélica que ainda não possuem o conceito adequado do que seja Educação Cristã.
Educação Cristã verdadeira, dentro desta definição, não é aquela que simplesmente insere a Bíblia no currículo, mas, a que estuda todas as disciplinas, apresentando-as como procedente de Deus.
A Educação Cristã verdadeira mostra o entrelaçamento destas disciplinas entre-si, à harmonia reinante em um universo criado e dirigido por Deus e os propósitos de Deus na História.
De uma forma generalizada, todo educador reconhecerá a necessidade de integração na educação e representará as diferentes disciplinas como fatias que compõem um único bolo, embora obviamente seja uma proposta curricular, mas deve ter a forma adequada:
"A bíblia deve ser estudada como base de todas as disciplinas e deve ser o tempero de todo bolo, pois caso contrário, se tem a bíblia como pretexto.”
IV. MINISTÉRIO EDUCACIONAL DA IGREJA
1. A Importância do Ensino na Igreja:
O ensino bíblico não é optativo e sim imperativo na Igreja, por isso deve ser realizado com zelo e eficiência. O Ensino Bíblico é imperativo na Igreja por seus objetivos básicos, a saber:
a) Conduzir o crente em Cristo a atingir a vida cristã completa, orienta-lo nas decisões da vida através da palavra de Deus.
b) Criar uma consciência de Deus, levando o crente a uma relação e experiência real com Deus.
c) Capacitar o crente a participar adequadamente da Igreja, como corpo vivo e ativo de Cristo na Terra, possibilitando-o a servir ao Reino de Deus com lealdade e eficiência.
d) A Igreja tem uma missão educacional
e) O ministério educacional não é um apêndice a Igreja, e sim uma parte integral da vida da Igreja: não é optativo e imperativo.
f) As necessidades espirituais das pessoas não podem ser plenamente satisfeitas sem a instrução e o treinamento cristão.
g) O homem é um ser educável e sua capacidade de aprender perdura durante a vida toda.
h) Organização é necessário ao cumprimento da missão educacional. As mais eficientes organizações são características por simplicidade, adaptalidade e praticidade.
i) Um programa constante de treinamento de professores e líderes é uma necessidade e se constitui responsabilidade da Igreja. A força do ministério educativo da Igreja dependerá da visão educional.
2. Motivação do Ensino Bíblico na Igreja Cristã
O ensino bíblico na igreja é motivado pelo exemplo do Senhor Jesus Cristo e pela atuação de formar os ideais, as atitudes e a conduta do povo em geral. Ele não se distinguiu como orador, reformador, chefe e sim como mestre.
O ensino bíblico na Igreja é um Dom espiritual conferido pelo Espírito Santo, visando capacitar membros do corpo de Cristo para a comunicação da verdade divina a vida dos ouvintes da palavra de Deus, resultando em edificação espiritual dos crentes e da Igreja. (Mt. 28:19-20; Jo 8:31; I Cor.12:8-28; Rm. 2:7; Ef. 4:15-16).
O Dom do ensino bíblico - é a capacidade comunicada por Deus visando comunicação da verdade Divina a vida dos ouvintes da palavra, resultando em edificação espiritual dos crentes e da igreja: É a habilidade espiritual de transmitir a sabedoria e o conhecimento bíblico ou os frutos desses dons.
3. Sugestões para a Ação Educativa da Igreja.
Constante mudança ou vontade de mudar é um fenômeno natural nos agrupamentos humanos manter-se atento e sensível a fim de realizar as adaptações resultantes desse fenômeno da igreja.
Fazer periodicamente avaliação do trabalho e do comportamento da comunidade a fim de verificar eficiência dos métodos usados em sua realização.
Apoiar e incentivar vocações e talentos individuais, bem como conhecer o valor dos educandos, aprecia-los e encoraja-los com sinceridade cristã para a glorificação de Deus.
V. A QUEM PERTENCE À RESPONSABILIDADE DE EDUCAR
Temos verificado o conceito de Educação Cristã, necessitamos examinar a questão da responsabilidade e divisão de funções, na difícil tarefa de educar.
1. Responsabilidade dos Pais.
A Bíblia apresenta responsabilidade de educar como uma determinação primordial aos pais. Não existe dúvidas a este respeito, basta verificarmos as seguintes passagens bíblicas: (1Tm 5:8; Pv 22:6, Ef 6:4; Dt 6:6-7, Sl 78:1-4)
Fica claro na grande tarefa dos pais em ensinar os seus filhos no conhecimento da palavra e não deixar esta responsabilidade a Escola Dominical em apenas 55 minutos na semana.
2. O Papel da Escola Dominical.
O fato da responsabilidade de educar pertence aos pais não significa que estes não possam se organizar para o cumprimento desta tarefa. No início da reforma Protestante, homens como Martinho Lutero, João Calvino, João Knoux e outros, lideraram um movimento para devolver a Bíblia ao povo. O esforço deles teve uma conseqüência muito importante: A Bíblia passou a ser do povo e usada pelo povo e principalmentenas posteriores criadas escolas dominicais onde passou a ser um Ministério singular em ação. No sentido apropriado, a escola cristã dever ser considerada uma extensão do lar Cristão. Deve estar sempre consciente de que a justificativa para a sua existência e o mandato concedido pelos pais. 
Os pais e a escola, juntos trabalham com um só propósito, que é o de conceder à criança a possibilidade de atingir a maturidade cultural e espiritual. Isto capacitara as pessoas a entrarem numa vida de adoração e serviço ao Deus soberano, com humanidade e fé, destacando-se como bons especialistas e cidadãos nas atividades para as quais demonstraram talentos naturais e, nas quais recebem o melhor treinamento. Neste sentido ela tem de ser devidamente equipada e contar com o pessoal mais qualificado possível.
3. O Papel da Igreja na Educação Cristã.
A Igreja como Escola, não é uma concepção comun. Geralmente nos inclinamos mais a considerar a Igreja como templo do que como escola. Na verdade, a Igreja é um templo de adoração, mas, na mesma proporção, deve ser um lugar onde são ensinadas as verdades bíblicas, como se fosse uma sala de aula. A preocupação de Deus em educar e eminentemente prioritária. 
Abraão nos deixou um belo exemplo no Antigo Testamento, ao ordenar que seu filho e toda a sua casa o seguissem (Gn 18:19), quando os filhos de Israel convidados a que somente os homens fossem adorar a Deus, insistiram eles com faraó. "havemos de ir com os nossos filhos e com as nossas filhas.” (Ex 10:9) 
No fim da jornada dos filhos de Israel pelo deserto, ao anteciparem a morada permanente na terra de Canaã, Moisés repetiu os mandamentos de Deus juntamente com a instrução. (Dt 6:5-12). Esdras usou a lei para instrução: (Ed 7:10; 10:11).
Os primeiros discípulos obedeceram implicitamente a ordem de ficar em Jerusalém até receberam o batismo do Espírito Santo para poderem trabalhar revestidos de virtude do alto. A partir dai: “Todos os dias no templo e de casa em casa, não cessavam de Ensinar e Pregar a Jesus Cristo" (At 5:42) Eles obedeciam implicitamente a Cristo, Ensinando e pregando o seu nome. Através de todo o ministério dos apóstolos, conforme o livro de Atos, até mesmo o último versículo, eles, representados por Paulo, ensinavam... com toda intrepidez, sem impedimento algum, ensinavam as cousas referentes ao Senhor Jesus Cristo.
O papel fundamental da Igreja é ensinar e não apenas pregar. A Igreja repleta de convertidos sem o ensino adequado resulta numa Igreja fraca, sem ação e conhecimento.
Deus estabeleceu na sua igreja: apóstolos, profetas, mestres e depois disso, outros como de milagres, curas etc. (I Co 12:28; Rm 12:7; Ef 4:11).
O Senhor proveu dons distintos do Espírito, os quais qualificam e equipam aqueles que ele nomeou como ensinadores da Igreja. O Senhor faz da posição e obra do Mestre um ministério de elevadíssima importância. Esse padrão deve ser seguido por qualquer Igreja local cheia do Espírito. Ser um mestre divinamente ungido eqüivale a operar sob unção do Espírito, e utilizado o dom ou dons que Deus lhe outorgou. O Ministério de Ensino da Igreja e tão importante e tão vasto que é impossível que um só homem desempenhe a tarefa. O Ministério de ensino dever ser um manancial de ensino fluindo para todos os setores da Igreja.
Não existe nada mais prioritário e urgente na Igreja hoje do que o Ensino da Palavra de Deus, para o povo de Deus seja adequado ao corpo de Cristo.
4. O Papel do Professor Cristão.
As considerações da Educação Cristã nos trazem até ao professor Cristão. Certamente deve ser uma pessoa que reuna qualificações profissionais e acadêmicas, mas isto não é o suficiente, é preciso profundo conhecimento da palavra de Deus. O mundo está repleto de casos de Professores que exerceram influências marcantes sobre seus alunos. O maior deles foi sem dúvida, Jesus, chamado com freqüência de Mestre. Ele reuniu um grupo de homens heterogêneos, instruiu os por tempo relativamente pequeno, e eles mudaram o mundo de maneira radical.
Jesus e o exemplo prático de um grande professor. Ele conhecia bem o tema do seu ensino, compreendia o valor dos métodos criativos, era sensível as necessidades de seus alunos e reconhecia que o ensino envolvia toda a vida do mestre.
5. O Professor ou Mestre deve ser:
a) Deve ser uma pessoa comprometida a viver uma vida de serviços fiel a Deus, em Cristo, e de dedicação ao homem por amor a Deus.
b) Deve possuir equilíbrio e integração em todas as áreas de sua personalidade para que possa transmitir segurança aos jovens.
c) Deve sem dúvida, deve possuir as melhores qualificações profissionais e acadêmicas, de tal forma que possa ser um testemunho vivo de suas qualificações. E o que tem de melhor qualidade, deve ser colocado ao serviço do Senhor.
d) Deve estar bem consciente de que a sua tarefa lhe foi comissionada pelos pais. O professor não é um substituto destes, nem como centro de afeições, nem como formulador das diretrizes, deve se considerar um ajudador dos pais, tendo como missão orientar a aquisição de conhecimentos e o treinamento dos talentos naturais de seus alunos, fortalecendo a família, sob o temor do senhor.
e) O professor Cristão deverá, por último, conhecer o significado verdadeiro do que é educação Cristã, os seus preceitos e as suas bases, devendo formular os seus ensinamentos dentro da estrutura que definiremos nas páginas seguintes.
Poderíamos dizer, então, que o professor cristão é a chave do sucesso da escola Cristã, bem como o seu requisito principal. Sem ele de nada adiantará a correta orientação educacional.
6. Qualidades Gerais do Professor:
a) Qualidades fundamentais do professor eficiente: "se é ensinar, haja dedicação ao ensino." Rm. 12:7.
(1) Vida espiritual - sua identidade espiritual, consagração;
(2) Personalidade atraente;
(3) Estudioso da palavra - autoridade no ensino;
(4) Amor aos alunos - incentivador e visitador;
(5) Cooperador - sempre disposto a trabalhar em favor dos alunos;
(6) Maturidade - adulto nas coisas espirituais;
(7) Habilidoso em seu trabalho - pontual, entusiasta e eficiente;
(8) Visitador e interessado pela assíduidade de seus alunos;
(9) Espírito progressista - aberto ao progresso e atualização.
b) Qualidades pedagógicas do professor.
(1) Conhecer o que vai ensinar:
- A pessoa do Deus vivo
- A Bíblia
- As doutrinas Cristãs básicas
- Os alunos
(2) Saber como vai ensinar:
- Entendimento claro do que vai ensinar
- Ordem natural do que vai ensinar
- Interesse no que vai ensinar e nas necessidades dos alunos
- Visitar, orar, conhecer e estar sempre preparado
c) Qualidades espirituais do professor:
- O professor é um incansável discipulador, seu trabalho visa especialmente fazer discípulos.
- Comunicar a Palavra de Deus aos alunos para transformação de vidas.
- Desenvolver os talentos dos seus alunos para uma vida de utilidades e frutos espirituais.
- Treinar os alunos e equipa-los com a palavra de Deus.
- Edificar a igreja pelo conhecimento da Palavra de Deus.
VI. A QUEM ENSINAR
1. O Aluno da Escola
Estudaremos agora o aluno e os assuntos com ele relacionados. Para o professor é coisa indispensável conhecer não somente a matéria, mas também o seu campo de aplicação, que é o aluno. O semeador deve conhecer o terreno onde vai semear; e também não lançar a semente a esmo. O aluno é a matéria prima da Escola Dominical. O professor se quiser ter êxito no ensino, deve estudar não só a lição, mas também o aluno.
Pense em três alunos seus. Sabe o nome completo deles? Sabe onde moram? Sabe a data do aniversário deles? Conhece algum problema deles? Sabe quando foi que aceitaram Jesus?
Você conhece realmente os seus alunos? Para ensiná-los de forma correta, o professor, deve ser capaz de responder as perguntas acima.
A individualidade de cada pessoa é uma especialidade divina. Contudo, em determinada fase do desenvolvimento muitos possuem características comuns. Quando estudamos a vida de Jesus, vemos que ele sempre encontrou tempo para as pessoas.
É triste descobrir que determinados professores pensam que a sua responsabilidadee restringe aos 50 minutos de aula de cada Domingo. Para eles, ensinar significa cumprir o tempo estipulado. Os alunos são diferentes. Essa diferença é dupla. São diferentes dependendo do grupo, da classe social ( formação secular ) da idade. As características gerais do aluno variam conforme seu desenvolvimento físico, mental, social, intelectual e espiritual. Daí cada característica, requer tratamento diferente. Jesus como criança crescia nesses quatro aspectos: Lc. 2:52.
Ele crescia em:
Estatura "Crescimento Físico".
Sabedoria "Crescimento mental".
Graça diante dos homens "Crescimento Social".
Graça diante de Deus "Crescimento espiritual".
Como dissemos, há diferença entre alunos de uma mesma idade. Não há dois alunos exatamente iguais.
O professor conhecendo o aluno isoladamente e no grupo, planejará e aplicará o ensino adequadamente; aulas, testes, atividades, tira duvidas, etc...
O professor pode estudar o aluno. Observando, visitando, para conhecer atmosfera em que vive. Conhecendo seus companheiros de trabalho, seus gostos, seus planos de vida, seus problemas.
2. Personalidade.
Personalidade é o conjunto de atributos e qualidades físicas, intelectuais e morais que caracterizam o indivíduo. Os elementos formadores da personalidade são a hereditariedade e o meio ambiente. Hereditariedade são fatores herdados, isto é a natureza humana transmitida pelos pais. Esses fatores hereditários nascem com o indivíduo, afetam e agem no mesmo através de:
a) Do sistema nervoso
b) Do sistema endócrino (as glândulas de secreção interna).
c) Dos demais órgãos internos.
Esses fatores influem no psiquismo da pessoa, determinando o seu biotipo, isto é, sua constituição física, seu temperamento, seu caráter. Eles passam de geração a geração e afetam o aprendizado de várias maneiras.
2.1. Componentes da Personalidade
(1) Biotipo ou Constituição: É o aspecto físico-morfológico do indivíduo.
(2) Temperamento. É o aspecto fisiológico-endócrino do indivíduo. Noutras palavras, é a característica dinâmica da personalidade. 
Fazem parte dele os impulsos ou instintos, que são as forças motrizes da personalidade. Os instintos são congênitos; implantados na criatura para capacitá-la a fazer instintivamente o que for necessário, independente de reflexão e para manter e preservar a vida natural “Se no início de sua vida, o bebê não tivesse certos instintos não poderia sobreviver, mesmo com o melhor cuidado paterno e médico”.
Estes instintos saíram perfeitos da mão do Criador, mas o pecado que veio pela queda os perverteu e os transformou.
Os afetos integram o temperamento. É do temperamento que depende a maneira de reagirmos face aos fatos e circunstâncias da vida e ambiente.
(3) Caráter - é o aspecto psíquico da personalidade. Ë a maneira própria de cada pessoa agir e expressar-se. Tem a ver com a vontade própria e conduta. É a marca da pessoa.
(4) O próprio "Eu". É a pessoa consciente de si mesma. É o Aspecto espiritual da personalidade. É o centro da gravitação, estrutura e equilíbrio de toda vida psicológica.
Dois dos mais importantes aspectos ou componentes da personalidade são o caráter e o temperamento, os quais passamos a resumir.
Caráter:
a) É um componente da personalidade.
b) É adquirido, não herdado.
c) A criança herda tendências, não caráter.
d) Resulta da adaptação progressiva do temperamento as condições do meio ambiente; do lar, da escola, da igreja, da comunidade, do estado sócio-econômico.
e) Pode ser mudado, mas não é fácil.
f) Jesus pode mudar milagrosamente o caráter (II Cor. 5:17) e continuar mudando-o à medida que nos rendemos a Ele. (Rm 12:2; Fp. 1:6). Jesus pode salvar esta salvação que abrange corpo, alma e espírito. (Hb. 7:25; Gl. 5:28I Ts. 5:23).
Temperamento:
a) É um estado orgânico neuropsíquico
b) É inato, é capaz de ser controlado. (domínio próprio) 
c) É influenciado pelo sistema nervoso, glândulas de secreção interna, hereditariedade, e constituição física.
d) Pode ser controlado. O Espírito Santo pode e quer controlar o temperamento do crente (Rm. 8: 6,13; Gl. 5:22).
e) Não pode ser mudado.
f) Quanto à reação aos estímulos recebidos, inclusive no ensino, há duas grandes classes de alunos, de acordo com a dupla função do sistema nervoso Central, isto é, nervos que transmitem mensagens dos sentidos ao cérebro, e motores que recebem mensagens do cérebro para os músculos e órgãos.
Alunos que obedecem aos centros motores, são fáceis de po-los em movimento, mesmo que façam grande barulho no início como faz um motor de automóvel. Correm com rapidez, deixam todos para traz e fascinam as demais pessoas; entretanto, são capazes de parar com a mesma facilidade de arranque. São impulsivos, eletrizantes, celebres na compreensão de qualquer coisa, mas também num instante agem antes de uma real decisão. Aprendem com rapidez, mas esquecem ou quase esquecem tudo com a mesma facilidade com que aprendem. Você deve ter alunos desse tipo.
Alunos que obedecem aos centros sensoriais. São sossegados, meditativos e observadores. Respondem aos estímulos com mais devagar e atenção, mas são pessoas firmes que aprendem de fato, e para vida. 
Chamam menos atenção, mas são pessoas firmes que aprendem de fato, e que sabem o que querem. Entram em movimento lentamente, mas conservam-no. Agem com certa lentidão, mas fazem o serviço direito. Você deve ter alunos assim.
2.2. Meio Ambiente:
É o meio em que o indivíduo vive e foi criado. É um poderoso fator influente na personalidade.
 abrange:
a) O lar (a família).
b) A comunidade.
c) O trabalho.
d) A escola.
e) A igreja.
f) A leitura (Boa ou má, construtiva ou destrutiva)
h) O estado social (saúde, físico, economia, alimentação, higiene, emprego ou ocupação, à sociedade, o ambiente freqüentado, regime de vida, as rodas, os grupinhos, especialmente os seus líderes).
O meio ambiente influi na personalidade, mas o homem escravo do meio, ele pode reagir, vencer e transformar-se, passando daí, a influir no meio. "Tudo posso naquele que me fortalece". (Fl. 4:13).
Deus criou o homem para ser senhor e não escravo. Sem ajuda Divina o homem é vencido pelo meio ambiente. A salvação através do evangelho redentor atinge o homem em sua plenitude: Espírito, alma e corpo, permitindo-lhe viver uma vida vitoriosa.
VII. VISÃO PEDAGÓGICA DE CRISTO "O MESTRE".
1. Qualidades de Jesus na Prática do Ensino:
"...me chamais Mestre e Senhor, e bem dizeis, porque eu sou" Jo 13:13. Cristo como mestre foi a encarnação da verdade (Jo 14:6; 8:31-32).
Jesus inspirava confiança naquilo que ensinava, clareza, convicção e autoridade.
A maior coisa que seus discípulos apreendera não foi a doutrina e sim a sua influência.
Profundo interesse pelas pessoas (Mc 6:34)
Sua disposição para servir (Mt 20:28).
2. Características Básicas do Ensino de Cristo.
Cristo relacionava as necessidades dos ouvintes à verdade que apresentava, tornando seu ensino dinâmico e funcional.
Cristo levava o ouvinte a aprender por si, conduzia ouvintes a descobrir, compreender e interpretar sua própria realidades e necessidades humanas básicas. (Jo 4:7-29, Lc 10:1-24; Jo 1:44-50; Mt 16: 13-18).
Cristo envolvia o ouvinte no ensino ou processo de aprendizagem, estimulado a liberdade de ação e participação dos seus discípulos.
Cristo ocupava-se de assuntos e problemas vitais em seu ministério de ensino, considerando os aspectos secundários se ajuntam naturalmente quando os vitais são equacionados, como se pode ver nas declarações de Mateus (6:33; e 16:26).
Cristo trabalhava a consciência das pessoas, buscando desperta-las e estima-las para o revigoramento da personalidade pelo ajustamento com os padrões morais e espirituais do seu evangelho.
Cristo destacava sempre as qualidades positivas e apreciáveis das pessoas, suprindo-as de idéias e inspirações positivas e motivadoras de idealismo e auto-realização.
3. Objetivos Básicos do Ensino de Jesus.
Formar idéias retas e justas - Mt 5:48, 7 :12.
Firmar convicções fortes - Mt 16:13-16, Jo 6:67-69.
Relacionar os homens com Deus - Mt 6:31,33 Lc 19:10, Rm 5:10
Promover o amor fraternal e asolidariedade cristã - Mc 12:31 Jo 13:34.
Resolver os problemas da vida - Mt 11.28-29 Fp 4:19.
Realizar a maturidade cristã - Ef. 4:13,14 II Tm. 3: 16,17.
Treinar para o serviço cristão - Ef. 4:12, Jo 13: 15-17
Transformação de vida - Jo 3:3-5 II Cor. 5:17, Jo 5: 24
VIII. FATORES DE SUCESSO NA ESCOLA DOMINICAL
1. Liderança Capaz e Consciente de seus Objetivos.
Por liderança capaz, entende-se um corpo de obreiros dotados das seguintes qualidades básicas:
a) Vida espiritual autêntica, testemunho positivo e consagração.
b) Entusiasmo e zelo pelo ministério de ensino.
c) Espírito progressista e cooperador, aberto a atualização e sempre disposto a trabalhar e vencer.
d) Maturidade espiritual, ajuizado ou de bom senso. 
e) Por liderança capaz, entende-se também um corpo de obreiros, conscientes dos objetivos básicos da escola, a saber:
(1) Comunicar a Palavra de Deus ao povo para transformação de vidas.
(2) Ganhar os perdidos para Cristo através da evangelização didática.
(3) Desenvolver os crentes e equipa-los com a palavra de Deus para o serviço cristão.
(4) Levar os crentes a maturidade cristã pela prática da palavra.
(5) Edificar a igreja pelo conhecimento da palavra.
2. As Leis do Crescimento da Escola Dominical.
2.1. Introdução e Objetivo da Materia
a) Familiarizar o aluno com os princípios básicos de administração da Escola Dominical e seus ramos na Igreja local como: Escola Bíblica de Férias, Cultos para Crianças, Escola Bíblica do Lar.
b) Ensinar ao estudante a organizar e dirigir a Escola Dominical, desde sua forma mais simples até a mais complexa.
c) Capacitar o aluno a organizar e dirigir programas de extensão de Escola Bíblica (iniciar classes em local onde não há trabalho de Escola Dominical).
d) Capacitar o estudante a organizar e dirigir Escolas Bíblicas de Férias.
3. Organização da Escola Dominical.
"Tudo seja feito com decência e ordem" (I Co 14:40).
 Pessoa alguma de bom senso descuidar-se-á da organização. Ela é indispensável na vida a todo empreendimento de qualquer natureza. Sem organização, trabalho e esforço realizados em qualquer sentido, resultarão em perdas total ou parcial, com resultados aquém dos desejados. Organização é ordem. É método no trabalho, no viver, no agir e em tudo mais. A organização está em toda a criação de Deus, assim como todas as Suas obras.
Desorganização e a desordem destroem a vida de qualquer pessoa, Igreja ou organização secular, o crescimento sem ordem é aparente e infrutífero. Porque toda energia sem controle é prejudicial e perigosa. Pode haver muito esforço e nenhum crescimento real, porque a desorganização aniquila os resultados positivos surgidos.
Uma vez que a ordem está no universo de Deus, temos base para crer que o céu é lugar de perfeita ordem, Leis preciosas e infalíveis regulam e controlam toda a natureza, desde o minúsculo átomo até os maiores corpos celestes.
4. Organização na Bíblia
4.1. Em Israel
Os filhos de Israel saindo do Egito formavam uma grande multidão. Mas, antes de saírem do Sinai para a Terra Prometida, Jeová numerou e designou a posição definida, quer em marcha, quer no acampamento. Os Levitas foram numerados e cada grupo recebeu sua própria tarefa no ministério do tabernáculo e também em levar, cada um, as peças designadas.
a) A ordem das tribos no acampamento (Nm 2);
b) Os detalhes da demarcação do limite das tribos (Js 14-20); 
c) A ordem do serviço sagrado no templo (1Cr Caps. 15, 16 a 27).
A ordem não impedia a manifestação da Glória Divina no Santo dos Santos, ao contrário, se as prescrições divinas fossem negligenciadas, o castigo era certo.
4.2. Jesus e a Organização
Em Marcos capítulos 6, lemos milagre da multiplicação dos pães, quando milhares foram alimentados no deserto. Antes de Jesus realizar o milagre, ordenou aos discípulos que fizessem a multidão sentar em grupos de 100 e 50 pessoas. Quando o povo estava em ordem, Jesus então realizou o tremendo milagre, sendo todo o povo alimentado e restando ainda muito alimento. Atualmente, em muitas igrejas o Senhor deixa de operar milagres e alimentar espiritualmente a multidão, devido a irreverência e confusão que derivam da desorganização na reunião. Não é só a desorganização material, mas também a espiritual, transformando o culto num "'sacrifício de tolos" (Ec 5.1). Compete aos discípulos cuidar da organização necessária.
5. Organização Geral da Escola Dominical
A organização da Escola Dominical tem forma tríplice. Ela é pessoal, material e funcional.
5.1. Organização Material
a) Alunos da Escola Dominical - É o corpo discente da Escola. É a "'matéria prima" da mesma. A Escola existe para atender as necessidades dos alunos.
b) O Prédio - A Escola Dominical deve funcionar em instalações apropriadas à escola, tendo salas de aula independentes. A Escola Dominical crescerá enquanto tiver espaço para as classes.
c) O Mobiliário - Deve ser apropriado aos fins, e, de conformidade com a idade dos alunos.
d) Material Didático - A literatura é o principal e quase imprescindível, não sendo, no entanto, o único material didático, i.e., a literatura abrange as diferentes revistas de aluno e professor obedecendo a um currículo bíblico, de acordo com o agrupamento de idade escolar dos alunos. Há também o material didático de apoio como flanelógrafo, figuras para ilustração, e outros materiais, tudo sendo usado de acordo com o agrupamento de idade escolar dos alunos.
e) Material usado pela Administração da Escola Dominical
5.2. Organização Funcional
A Organização Funcional trata do funcionamento de Escola Dominical, visando alcançar seus objetivos
(1) Organização Funcional Espiritual – cuida da vida espiritual dos alunos, professores e dirigentes da Escola Dominical.
(2) O Ensino da Palavra – O estudo e ensino livre de extremismo, modernismo, fanatismo, doutrinas falsas e tudo que se relacione com o conhecimento da Sã Doutrina.
(3) Eficiência – A eficiência é obtida através de professores idôneos, espirituais, treinados, cheios do Espírito Santo e zelo pela Palavra de Deus
Não confundir idôneo com idoso. A eficiência é vista através do crescimento da Escola, em todos os sentidos. De nada adianta muita organização e preparo, sem operação do Espírito Santo. Dons naturais, personalidade atraente, eloquência, boa dicção, cultura erudita e outras boas coisas não produzem frutos duradouros, podem influenciar apenas temporariamente.
A grande responsabilidade pela parte funcional da escola Dominical recai no Pastor da Igreja e na Diretoria da Escola Dominical
5.3. Organização Pessoal
A organização pessoal:
a) Oficiais da Escola Dominical - E a diretoria da Escola;
b) Professores da Escola Dominical - É o corpo docente da Escola. Tem sobre si a maior responsabilidade, pois lidam diretamente com o aluno e com o ensino.
5.3.1. Administração da Escola Dominical
(1) O Pastor da Igreja 
a) Pastor da Igreja é o primeiro obreiro da Escola Dominical pela natureza do seu cargo. É o principal responsável pela Escola Dominical mediante sua atenção e presença. 
b) Sua simples presença na Escola Dominical é um fator motivacional para a mesma.
c) Deve sempre que puder, dirigir o estudo para professores da Escola Dominical.
d) Deve sempre que puder, dirigir classes da Escola (não uma classe fixa) a fim de ter contato com os alunos - suas ovelhas.
(2) O Superintendente
a) O Superintendente e os Dirigentes das escolas filiais têm os mesmos deveres apenas com diferença de volume de trabalho;
b) Deve ser um homem da Bíblia, isto é, que conheça bem a Bíblia. Que conheça bem, o trabalho em geral da Escola Dominical e todo o seu esquema de funcionamento;
c) Deve orientar sempre em tudo que for preciso a Secretários e Professores;
d) Proverá o material necessário a professores e alunos para funcionamento geral da Escola;
e) Procurará manter completa a direção da Escola. 
f) Procurará manter completo o quadro de professores, tendo cada classe professor titular, suplente e secretário, e ainda bom número de professores de reserva para as emergências e imprevistos;
g) Dirigir as reuniões de estudobíblico para professores. O Pastor poderá dirigir o estudo, ou outro obreiro da Igreja, conforme for estabelecido. Depende do que for combinado com o Pastor;
h) O Superintendente deve conhecer o rumo da Escola Dominical, isto é, saber para onde está indo à escola;
i) Deverá avaliar o professor para saber se é capacitado, se é fiel, dedicado, humilde, obediente, estudioso da palavra, disciplinado, capaz de trabalhar em grupo, se está na classe certa e funciona a contento, caso contrário o superintendente estará permitindo que se prejudique o alvo da maior escola do mundo e o seu ensino;
j) Deverá chegar cedo às reuniões dominicais para verificar se tudo está em ordem e se existe alguma irregularidade, poder sanar a tempo para que a escola não sofra prejuízo.
k) É ainda sua atribuição providenciar visita para professores enfermos;
Muitas outras obrigações têm o Superintendente da Escola Dominical, um bom dirigente e com amor à obra procurará por si mesmo realizar tudo, para ver a obra em progresso permanente.
(3) Secretário
a) Deve conhecer e saber executar todos os trabalhos de secretaria de uma Escola Dominical, bem como orientar seus auxiliares no trabalho que tenham que fazer;
b) Deve providenciar para que haja sempre na secretaria da escola o material necessário ao bom funcionamento da mesma. Isto inclui formulários, livros e materiais auxiliar de ensino.
(4) Auxiliares do Secretário
Nas grandes escolas o Secretário deve ter auxiliares para cuidarem da matrícula, fichário, transferência de classe, arrumação de salas, distribuição de material a professores e outros serviços, tudo sob a orientação do Secretário.
Os relatórios da Escola Dominical ou outros relatórios que são usados para avaliação da Escola, estão sempre a cargo do Secretário.
Ainda poderemos observar com relação às revistas da Escola Dominical, se a diferença entre alunos presentes e os que trouxeram as revistas de lições for grande, costumeiramente é um indício que o professor da classe conta histórias, mas não ensina a lição. Acontecendo o inverso, entendemos que o professor ensina a lição distribuída pela nossa Editora! E por isso os alunos apanham suas lições quando vêm à Escola Dominical.
O Superintendente poderá analisando seus relatórios saber se a Escola está crescendo em número, em leitura bíblica e no estudo da lição. Podendo ainda verificar os pontos fracos. Exemplo as classes que estão crescendo e as que estão diminuindo. Também poderá observar se as matriculas são feitas com sabedoria ou não, através do número de alunos matriculados e alunos que freqüentam a classe normalmente. Enfim, o relatório é um grande amigo do dirigente que sabe usá-lo.
 (5) Tesoureiro
Deve ser pessoa competente e recomendado para este trabalho e que trabalhe em acordo com o Tesoureiro da Igreja.
(6) Superintendentes de Departamento
a) Infantil
b) Juvenil
c) Adultos
(7) Bibliotecário.
Um Bibliotecário deverá estudar e entender um pouco de biblioteca, ainda que não seja um profissional, mas deve conhecer para mante-la em ordem e com possibilidades de formar uma grande biblioteca na igreja para consultas.
(8) Dirigente musical
As atividades musicais da Escola Dominical não são apenas a escolha dos hinos e regência do canto congregacional e conjunto musical que atuará na Escola Dominical.
O Dirigente musical trabalha também no setor infantil, ensaiando programas musicais, no ensino do canto, ajudando na parte musical do culto infantil.
(9) Porteiros e Introdutores
Podem ser os mesmos que servem a Igreja. Lembremo-nos que o povo entra onde for convidado e fica onde é bem tratado. Ninguém é obrigado a ficar num lugar onde não é bem recebido nem bem tratado. O Superintendente da escola Dominical precisa pensar nisto.
Nota: Numa Escola pequena, um obreiro pode acumular funções, e em uma grande não deve acumular, pois não executará bem nem um dos seus cargos. Organização excessiva numa escola pequena é contraproducente, já passa a ser formalidade.
(10) Corpo Docente
É a equipe de Professores e suplentes da Escola. Requisitos para o ingresso no corpo docente:
a) Ser salvo;
b) Ser membro da igreja;
c) Ter bom testemunho;
d) Querer servir ao Senhor;
e) Ser aplicado ao estudo da Palavra de Deus, sua história, suas doutrinas e assuntos necessários ao bom desempenho de sua missão de professor da Escola Dominical;
f) É essencial que seja batizado com o Espírito Santo e cultive a vida de plenitude do Espírito;
g) O professor dever freqüentar as reuniões de estudos para professores;
h) Deve fazer pelo menos curso de preparação de Professores de Escola Dominical, o ideal seria que fizesse um curso de instituto Bíblico.
(11) Corpo Discente
São os alunos de Escola Dominical. Sua organização em classes e Departamentos conforme as idades e dentro das possibilidades e situações. O aluno é o elemento mais importante da Escola Dominical. A Escola existe por causa do aluno. É a escola que se adapta ao aluno, e não o aluno à Escola, como sempre acontece.
Dentre os alunos, as crianças são o campo mais fértil, mais promissor e de maior responsabilidade.
(12) Organização em classe
a) Quanto a Direção. O Professor e o Suplente, que é o Professor substituto da classe, o Secretário é quem cuida dos apontamentos da classe, conforme formulários ou impressos adequados pela escola. Nas classes até 11 anos, os melhores professores são geralmente moças e senhoras. A Fala, o afeto, a expressão facial, os gestos, a dramatização, influenciam muito aqui. Nas classes de 11 anos para cima o ideal é que o professor seja do mesmo sexo que os alunos. Há assuntos específicos que somente assim, serão convenientemente tratados e, além disso, o aluno quer imitar o seu professor. As mudanças no "modus vivendi" da sociedade estão aconselhando professores do mesmo sexo em classes com menores idades ainda.
b) Quanto a Matrícula. O número de alunos por classe não é o mesmo para todas as idades, nas classes de alunos até 15 anos, o número de alunos não deve exceder de 12, podendo ainda ser reduzido o número de alunos para classes de crianças menores. Na classe de jovens e na de adulto, o número de alunos pode ser de até 25 sendo que o ideal seria não ultrapassar de 20 o número de matriculados. Carência de professores provoca excesso de matriculados nas classes. Carência de espaço conduz ao mesmo.
c) Toda classe dever ter comissão de visita própria orientada pelo professor ou seu suplente.
Nota: A escola deve ter classe para novos convertidos.
(13) Organização de Departamento (condições necessárias)
a) Muitas classes da mesma idade.
b) Instalações apropriadas para todos os departamentos que forem organizados.
c) Corpo docente suficiente para as necessidades.
O primeiro departamento a ser organizado deve ser o infantil. Agrupar os alunos da escola por classes e departamentos conforme o numero de alunos da escola, assim como a efetuar o processo de restruturação permanente da escola, acompanhando o seu crescimento.
(14) Fichários da Escola Dominical
O fichário deve ser atualizado o ano inteiro, o que requer atenção constante. As fichas são os cartões de matrícula. Tem duas seções: Ativo e Inativo; a primeira, para todos os que freqüentam a escola; e, a segunda para os que deixaram de freqüentar. Ambas devem levar índice alfabético, e seus cartões entram em ordem alfabética rigorosa.
(15) Manutenção da Escola Dominical
A manutenção é provida pela tesouraria da Igreja. Veja que toda a receita da Escola Dominical é levada a tesouraria da Igreja depois de escriturada. 
Depende do sistema administrativo local e nunca devemos nos esquecer que a Escola Dominical é um departamento da Igreja.
5.4. O Programa da Escola Dominical 
A Escola Dominical deve, no princípio do ano elaborar um calendário de atividade para o ano inteiro, contendo o programa de trabalho ou plano de ação, constando nele os alvos ou metas a atingir (as comemorações da EBD) com a ajuda de Deus. Agir sem plano é agir sem ordem, às cegas.
5.5. Reuniões da Escola Dominical
(1) Reunião da Direitoria
A Diretoria da Escola deve reunir-se uma vezpor mês para tratar de assuntos gerais do trabalho e observar o estado geral da Escola. Tal reunião não pode ser casual nem realizada às pressas, se a Escola Dominical quer de fato ser a Escola de instrução bíblica da Igreja.
(2) A Reunião Semanal de Professores
É uma reunião de todos os professores e oficiais da Escola Dominical, para estudo em conjunto da lição e coordenação administrativa da Escola em geral. Serve também como meio de estreitar a comunhão fraterna. Essa reunião é vital para a uniformidade do ensino doutrinário.
“Esta reunião deve acontecer de prefêrencia uma semana antes da classe se reunir.”
Exemplo: Domingo à tarde, sabado à tarde, sempre antes de inicar a semana de estudo da revista, antecipando o estudo do domingo, para melhor preparo na semana.
Os professores do setor infantil devem ter reunião de estudo da lição à parte já que os métodos de ensino e condução da aula diferem consideravelmente. Os professores de crianças têm maior responsabilidade. Necessitam de melhor preparo. Os melhores dias para a reunião de professores são: a segunda-feira à noite, ou o domingo logo depois reunião da Escola Dominical.
Esta reunião de professores não é para se estudar através de um professor o assunto da lição, mas para discutir os pontos polemicos e traçar objetivos pedagogicos em como aplicar a lição no proximo Domingo, por isso deve ser feita pelo menos uma semana antes, para dar tempo ao professor buscar os recursos pedagógicos.
(3) A Reunião da Escola Dominical
É uma reunião de culto para o estudo da Palavra de Deus. O horário matutino é melhor, porém depende do local e conveniências do trabalho e circunstâncias. O local deve estar arrumado e com todos os demais preparativos inclusive os materiais a serem usados. Obreiros e alunos da escola devem ser pontuais, a pontualidade é importante.
Apresentamos a seguir um exemplo de programa de horário da Escola Dominical, onde o estudo da lição deve ter 50 minutos de duração, que é o tempo normal de uma aula. (Lembre-se é uma Escola)
Programa: Supondo que a reunião comece às 9:30 horas.
9:30h Início da reunião - Dois hinos de louvor a Deus.
9:40h Leitura da lição - A leitura deve ser do texto bíblico da lição da revista de adultos. Deve ser leitura com a participação geral dos que puderem acompanhar.
9:50h Estudo da lição - As classes seguem para seus locais da reunião e após os necessários apontamentos o professor inicia o estudo da lição.
Nota: Nas classes, infantil, uma combinação de métodos de ensino, tomará os 50 minutos, evitando o cansaço e desinteresse.
10: 35h O primeiro sinal para encerramento - do estudo da lição em sala.
10:45h O segundo sinal para encerramento - do estudo da lição em sala. Imediatamente, todas as classes reúnem-se no templo para a fase final de encerramento da reunião.
10:50h Recitação do assunto da lição e texto áureo - por classes ou departamento.
11:00h Leitura do relatório dominical – 
11:05h Um hino pela congregação - ou grupo de cantores.
Em seguida o Pastor, o Superintendente ou outro obreiro convidado fará o resumo da lição.
11:25h Encerramento da reunião - Anúncios, agradecimentos e oração final de encerramento.
Nota: O tempo de duração da classe é muito importante, porque o professor regulará o tempo que levará para explicar cada tópico da lição. Se ele admite ser 50 minutos e passados apenas 35 minutos toca o sinal de encerramento da classe, a lição ficará sem conclusão. Ocorrendo o inverso, se tiver mais tempo do que o estabelecido, o professor ficará contando história para encher o tempo que lhe sobra e enfadará os alunos.
(4) O Professor e a entrega da Lição diante da Classe
“Está é aparte mais importante da Escola Dominical.”
a) Atos preliminares.
Apontamento dos alunos. É preciso atenção aqui, para que o relatório da escola seja fidedigno. Os apontamentos são feitos pelo Suplente ou pelo Secretário da classe. Havendo alunos doentes, de mudança, viajando, que tenha falecido, abandonado a Escola, etc.., é preciso notificar tais coisas ao Secretario da Escola. O modo de lançar os apontamentos depende do material didático usado pela Escola: cadernetas de chamada ou cartões individuais.
Visitantes. Verifique se há visitantes, crentes ou não. Dê-lhes um cordial bem-vindo, convidando-os a voltar sempre. Utilize o cartão de visitante; é de muito valor aqui.
Aniversariantes. Cada domingo consulte a caderneta ou cartões individuais da classe para ver os alunos que aniversariam. Felicite-os em nome da classe. Tudo deve ser rápido devido ao tempo.
Matrícula de novos alunos. Se alguém quiser matricular-se, encaminhe-o ao Encarregado da matricula, sem perda de tempo.
b) O estudo da lição.
É a aula bíblica propriamente dita, comumente chamada "Comentário da lição". O estudo da lição tem quatro fases, que são:
- Introdução da lição;
- Explanação da lição;
- Verificação da lição;
- Encerramento da lição;
O professor deve dispor de 50 minutos para o estudo da lição. Parece pouco tempo, mais, seguir o esboço preparado da lição, dosando o tempo, conforme vamos explicar, esse tempo será suficiente. Examinemos cada uma dessas 4 fases ou etapas de entrega da lição.
Introdução da lição: Deve ser breve e clara. Ela liga a lição com as demais do trimestre. Além disso, focaliza o titulo da lição a verdade prática, o tempo e lugar. Sendo a Introdução o início do estudo da lição, deve ser sempre precedida de oração. Indique um aluno para orar ou faculte a oportunidade.
Explanação da Lição. É o corpo da lição. Aqui o professor deve seguir o esboço da lição, subordinado ao assunto central da mesma. Não se descuide do tempo! Detenha-se nos pontos capitais que o Espírito Santo fizer sentir lembre-se que ensinar não é pregar e muito menos gritar. O professor não é orador. Deixe a retórica para o púlpito. O ensino deve ser claro e objetivo. Nada de demonstração de sabedoria. Há muitos que sabem falar e pregar bem bonito, mas não sabem ensinar.
O objetivo da Escola Dominical é basicamente, o estudo da Palavra de Deus. Não gaste, pois, o tempo com coisas que não edificam. Se você ensinar a Palavra de Deus, pode aguardar bons resultados (Is 55: 11: SI 126.5,6); mas, se ensinar outras coisas; não tem direito de esperar a operação Divina.
O Instrumento que o Espírito Santo usa é a Palavra de Deus (Ef 6: 17). Vá, portanto, para diante da classe, preparado no que depender de você.
Saiba também que uma classe bem dirigida não é aquela em que se falou muito e apresentou muita coisa, não! É aquela em que conseguimos, de modo definido e seguro, ensinar os pontos vitais da Lição. De nada adianta ir muito longe com pouco proveito.
Verificação da Lição. Esta fase começa quando for dado o primeiro sinal de encerramento.
Portanto, ao ouvir o primeiro sinal, pare logo com a explanação. A verificação da Lição é a recapitulação das divisões da lição com as perguntas e respostas finais. É um repasso da lição para sua melhor fixação. Repita aqui, em resumo, o que foi ensinado. Ensinar é repetir. É tanto que a Verificação é também chamada Resumo da Lição.
Encerramento da Lição. O encerramento da lição não é somente dizer Amém, não. Há ainda alguma coisa para ser feita. É a entrega de trabalhos para a classe e os anúncios de atividades espirituais que os alunos deverão participar. Os trabalhos são: questionários, testes, tarefas ou trabalhos orais ou escritos, elaboração de trabalhos manuais. Esse material diz respeito à lição da semana seguinte. Os anúncios tratam de: orientação sobre a lição. O encerramento da lição termina com apelo aos alunos para que apliquem o que aprenderam em suas vidas. À esta altura, a campainha estará tocando a segunda vez para o encerramento imediato do estudo da lição.
O professor deve lançar mão do seu substituto para os diversos trabalhos da classe, inclusive no estudo da lição. O trabalho de dois a dois é bíblico; fala de cooperação, união, ajuda, consulta.
Após o estudo da Lição. O trabalho do professor não termina com a entrega da lição à sua classe. Vem em seguida o julgamento ou apreciação do trabalho realizado.O trabalho do professor compreende três partes: o preparo da lição, a entrega da lição e a observação dos resultados da lição.
Ensinar é como semear. O trabalho do semeador não termina com a semeadura. Quem semeia, semeia para colher.
Notas:
(1) Pontualidade do professor: chegue cedo, no mínimo 15 minutos antes da hora prevista para a abertura da reunião. O professor ou qualquer outro obreiro da escola Dominical que chega sempre atrasado, não serve para continuar à frente da sua função. A reunião da Escola Dominical tem fases com tempo fixo em que o atraso Ihes trará grande prejuízo; nessa parte, a reunião da Escola é diferente dos demais cultos da Igreja. É coisa lastimável ver um professor chegar atrasado, com a classe impaciente a esperá-Io... “Você é um desses? - Espero que não! Quando o professor se atrasa, não é só a classe que sofre.” O Superintendente da Escola fica em situação difícil para suprir a Sua falta.
(2) Ausência do professor: Sabendo você que vai faltar em certo domingo, avise, mas avise com antecedência, avise ao seu substituto, e também à direção da escola, para as devidas providências.
IX. METODOLOGIA EDUCACIONAL
1. Método de Ensino
O ensino e a aprendizagem devem ser considerados juntos, já que o propósito do ensino é a aprendizagem. Antigamente podia-se falar do ensino separadamente, porque não havia muita participação por parte do aluno. O professor falava e os alunos escutavam ou escreviam. Ainda acontece este tipo de ensino expositivo como parte de uma unidade que contém muita informação ou como introdução, porém hoje já não é considerado como o único, nem o melhor modo de ensinar, como era antigamente.
Vamos enfatizar aqui que o professor deve saber se os alunos aprenderam a lição durante a aula e quais deles precisam de sua ajuda. A utilização de conceitos cristãos, conceitos de psicologia educacional e sua aplicação ao ensino, vão formar a base do estudo que apresentaremos agora.
Como professores cristãos, quando ensinamos ou treinamos outras pessoas, nunca devemos perder de vista o nosso Senhor, porque é para a glória do Pai, através de Jesus e do Espírito Santo que estamos aqui, afim de alcançar o país todo com a Palavra de Deus, que é Jesus. Somos primeiramente de Jesus Cristo e professores em segundo lugar.
O professor deve ter consciência de que é responsável por instruir o aluno e ensiná-Io sobre o que deve ou não fazer.
2. Aprendendo a Ensinar
Liberdade para o aluno escolher sem instruí-Io antes não é uma atitude responsável. A liberdade de escolher e tomar decisões é importante na formação do caráter. No entanto, as escolhas do aluno devem ser feitas entre duas ou mais opções já aprovadas pelo professor.
Tanto no ensino secular, como no cristão, o professor deve ter o cuidado de manter uma atitude positiva, sempre esperando o melhor do seu aluno, mesmo depois de um mau comportamento. Não é o aluno que é indesejável, é o seu comportamento. Deve-se julgar apenas o comportamento e não o aluno. É importante não rejeitar a pessoa, mas deixar bem claro que ela é boa, mesmo que sua conduta não seja aceitável. Se for culpado ou rejeitado primeiro, dificilmente ele estaria disposto a cooperar. O trabalho do professor é, então, planejar a mudança da conduta e para isso vai precisar da cooperação do aluno. (Uso da teoria de reforço no ensino).
3. Método Objetivo
O Ensino Objetivo é um sistema completo o qual inclui todas as teorias necessárias para o ensino efetivo.
Tem uma estrutura constante e aplicável a vários tipos de ensino.
Resolvemos desenvolver este novo sistema por ser o tipo de ensino mais eficiente, visto que:
a) O aluno é mais motivado;
b) O aluno compreende mais e melhor;
c) O aluno lembra melhor;
d) O aluno lembra por mais tempo;
e) O professor tem menos trabalho;
f) Ajuda no manejo da classe e do currículo;
g) O nível de ensino e aprendizado é mais elevado.
Um dos conceitos que mais se destacam no Ensino Objetivo é o de ter um único objetivo em vista durante toda a lição. O aluno concentra-se no que deverá aprender.
Capacidade do professor de motivar, esclarecer e demonstrar o objetivo da lição é essencial.
A organização deste processo é importante para que o aluno perceba uma seqüência lógica e coerente na lição. Isto é necessário para motivação e entendimento, sem os quais não pode haver aprendizagem. Estes conceitos estarão presentes em cada lição.
4. Esboço do Plano de Aula.
a) Análise e preparo inicial
b) Identificação do objetivo específico - É expresso em termos do que os alunos poderão fazer no final da aula.
c) Apresentação - para enfocar, chamar atenção e despertar interesse.
d) Ensino - (Pré-teste opcional) - explicação com exemplos - demonstração visual e audível - verificar compreensão. Explicação com exemplos diferentes - verificar compreensão ou revisão
e) Prática Dirigida - Trabalho ou atividade em grupos aplicando os conceitos ensinados (o professor ajuda) *.
f) Avaliação - Teste ou prova. (sem a ajuda do professor) pode ser combinado com a prática dirigida em uma atividade em grupo.
g) Trabalho Independente - Trabalho feito na aula ou em casa.
* O professor deve saber que os alunos podem fazer o trabalho.
5. Preparação inicial da aula
(1) Análise e preparação
Antes de começar o planejamento da lição, o professor precisa analisar o que vai necessitar para ela. Esta diagnose (preparação) é feita antes do planejamento da aula. Exemplo: (o professor determina o que vai incluir nesta lista - isto é básico).
(2) O Professor deverá:
a) Identificar o tema ou objetivo geral do ensino.
b) Identificar partes do ensino.
c) Identificar requisitos para a nova aprendizagem.
d) Eliminar partes não coerentes (variáveis não apropriadas).
e) Especificar o Objetivo que o aluno vai atingir no fim da lição.
f) Determinar todos os materiais que o professor e os alunos vão precisar - preparar o material (especificar).
g) Determinar como deve organizar a aula e se tem algum problema para resolver.
h) Decidir como a aprendizagem será avaliada.
i) Escrever exemplos para a prática, para o teste e para a demonstração. (versículos bíblicos devem ser usados). Dividir os alunos em grupos, se precisar.
j) Escolher um "enfoque" (artigo ou método de enfocar os alunos).
k) Desenvolver a seqüência do ensino (escreva-a).
Ainda com respeito à preparação, o professor deve ter todos os seus materiais em seqüência e com um código fácil de reconhecer para não fazer interrupções durante a aula.
6. Aprendendo a Metodologia Educacional
Só quando a análise estiver completa, pode-se planejar a lição de forma lógica, sem complicações.
Como parte da preparação, deve-se levar em consideração também a organização e controle da aula.
6.1. O Objetivo
Terminada a análise, escreva o objetivo. O objetivo deve ser específico para poder avaliar o que foi ensinado. Escreva este objetivo antes de planejar a lição e em termos do que os alunos poderão fazer como resultado do ensino.
O professor que não sabe identificar um objetivo específico para os alunos atingirem ao fim da aula tem a tendência de se desorganizar com facilidade. O professor identifica primeiro o objetivo de uma forma geral o que ele vai ensinar. Isto, porém, não é suficiente.
Deve-se identificar de forma específica:
a) o que os alunos deverão aprender durante a aula, e 
b) como eles vão demonstrar, ao fim da aula, que realmente sabem o que foi ensinado.
O professor precisa saber se o que ensinou foi entendido e aprendido. O aluno também gosta de saber que entendeu. É por esse motivo que a avaliação sempre deve refletir exatamente o que foi ensinado, ou seja, deve refletir o objetivo.
Quando o objetivo é especificado em termos do que os alunos vão fazer, o professor está pronto para planejar a lição sempre seguindo o objetivo proposto.
O professor deve usar muitas ilustrações e exemplos, mas nunca se desviar do seu objetivo e da sua avaliação.
6.2. Como Escrever um Objetivo
(1) A lição deve ter um só objetivo:
a) Decida o que os alunos serão capazes de fazer ao fim da lição (seja específico).
b) Decida como eles vão demonstrar,de forma observável, que conseguiram aprender.
c) Todo o ensino deve se dirigir a um só objetivo.
Escreva o objetivo em termos do que os alunos poderão fazer ao fim da lição. Após terminar a análise da tarefa poderia se escrever o objetivo da primeira aula da Era Patriarcal (História de Israel) da seguinte forma:
Exemplos:
Objetivo: os alunos preencherão os espaços no mapa do Oriente Médio com os nomes e datas indicadas. Utilizarão também o mapa como referência para responder as 10 perguntas do teste da forma indicada. (O objetivo indica o que os alunos poderão fazer e como eles demonstrarão seu conhecimento).
Outros exemplos de como escrever o Objetivo de uma lição ou aula:
a) Os alunos vão identificar sentenças que reflitam profecias, sublinhando a parte profética. 80% (os alunos devem passar com um mínimo de 80%).
b) Ao fim da lição cada aluno vai escolher os nomes dos livros do Pentateuco da lista dada. 100% (Pentateuco).
c) Ao fim da lição, depois de ler três parágrafos dados, os alunos vão identificar se o parágrafo é uma história ou uma parábola, escrevendo a palavra indicada no espaço. 2/3 mínimos (Evangelismo Pessoal).
d) Os alunos vão colocar os nomes que faltam no mapa de Israel (dado). 80% (pode ser dado após duas aulas usando os nomes que serão pedidos no teste).
Todos os exemplos acima denotam objetivos simples para estabelecer um padrão. Devem ser modificados para o ensino de assuntos mais profundos.
Note que o objetivo é escrito em termos do que os alunos vão aprender, indicando exatamente o que vão fazer, e não do que o professor irá ensinar. Para identificar o que o aluno vai fazer, deve-se usar um verbo de ação observável (escrever, falar, escolher sublinhando, apontando, marcando, etc.). Não se deve usar verbos como aprender, compreender ou saber, porque não são observáveis e não se pode avaliar se o aluno aprendeu. Após escrever o objetivo, o professor está pronto para escrever o teste, o exercício e também os exemplos para a demonstração da aprendizagem.
O objetivo tem duas partes:
O que o aluno (aprendeu) poderá realizar
Como o aluno demonstrou que aprendeu
a) Conceito: o que os alunos vão aprender (o que);
b) Comportamento: como demonstrar que aprenderam tem que ser observável e mensurável.
Para escrever o objetivo de tal forma que expresse a ação que vai mostrar o que o aluno aprendeu você vai precisar de verbos de ação observável (não se pode usar palavras como: aprender, ver, pensar... elas realmente não devem ser usadas no objetivo!).
A ação do verbo deve ser observável para se poder avaliar.
6.3. Outros Passos da Metodologia
(1) Atividade
Agora escolha um objetivo relacionado com suas aulas e escreva-o segundo foi ensinado. Se amanhã você fosse ensinar como evangelizar, como escreveria seu objetivo.
(2) Apresentação
A apresentação tem quatro partes: Enfoque, Objetivo, Razão e Correlação. Seu propósito é obter a atenção do aluno, motivá-lo e informá-lo exatamente sobre o que vai fazer.
a) Enfoque: Deve escolher uma coisa ou saber o que vai usar para chamar atenção (um quadro, ilustração ou gráfico, ...).
b) Objetivo: Falar para os alunos o que eles vão fazer ou aprender (em palavras simples). Assim eles começam a pensar no assunto, a se concentrar.
c) Razão: Fale brevemente por que é importante aprender aquilo. Dê uma boa razão, para motivá-los. O aluno merece saber por que ele deve aprender alguma coisa.
d) Correlação: Relacione com alguma coisa já aprendida ou que seja significativa para o aluno. Ex: lembram de quando aprendemos...
(3) Ensino
Esta é a parte mais importante da lição. A instrução (ensino) tem três partes:
a) Explicação
b) Demonstração
c) Verificação
Geralmente após, ou junto com a explicação faz-se uma demonstração e, a seguir, a verificação do aprendizado do aluno. Logo depois é dada uma nova explicação diferente da primeira com demonstração seguida de outra verificação.
A diferença nas duas explicações e demonstrações vai facilitar a aprendizagem dos alunos, pois não podemos perder de vista que eles aprendem de formas diferentes, uns visualmente, outros auditivamente, outros escrevendo, etc.
É importante saber que alguns alunos precisam ver ilustrações para se lembrar, outros precisam ouvir a explicação e ainda outros precisam escrever, desenhar ou até tocar para se lembrar.
A instrução deve incluir muitos exemplos e pode-se utilizar de uma variedade de materiais e ilustrações. Também deve incluir participação dos alunos com perguntas e respostas ou discussão.
Após isso, deve-se verificar brevemente se tudo foi entendido com indicação de mãos ou escolha entre certo e errado.
Deve-se planejar exatamente o que vai falar, exemplos a serem usados e versículos bíblicos.
(4) Prática Dirigida Simples
O motivo de apresentar o formato Simples primeiro é para estabelecer os seguintes conceitos:
a) Um alvo da prática é aplicar o conceito que foi ensinado.
b) Outro alvo é permitir ao professor avaliar ou verificar que todos entenderam.
c) A prática deve ser ligada a um objetivo, ou objetivo do ensino e do teste.
d) A prática deve ser preparada depois de identificar o objetivo.
e) Dá oportunidade para corrigir qualquer mal-entendido e explicar de novo ao aluno individualmente.
Deve ter o mesmo formato da avaliação para não introduzir uma nova dificuldade. Pode-se colocar em uma folha de 4 a 6 perguntas para a prática do conceito. O professor precisa ver o trabalho de todos, corrigir e ajudar aos que ainda necessitam de ajuda. Quando o professor notar que um aluno sabe fazer o trabalho, deve reforçá-lo e pode permitir que ele faça o teste. A seguir, a prática dirigida também pode tomar a forma de um trabalho escrito supervisionado na aula, discussão oral, ou trabalho em grupos.
(5) Avaliação ao fim da lição
Deve ter o mesmo formato da prática (exercício) e não introduzir outro conceito. Se a prática for um trabalho ou atividade que use o conceito ensinado, o professor pode combinar a prática com a avaliação.
O professor pode usar 10 perguntas para a avaliação. As perguntas somente devem avaliar o conceito ou objetivo ensinado. O professor pode usar duas provas diferentes se o número de alunos for muito grande e se tornar difícil à supervisão de todos simultaneamente. Exemplo: Distribuir, ao mesmo tempo prova A e prova B.
Os alunos devem passar com um mínimo de 80%. Não se deve dar tarefas ou trabalho independente, se o aluno não passar na avaliação.
Os propósitos de um teste após cada lição são vários:
a) O professor precisa saber se os alunos aprenderam para poder planejar a próxima lição.
b) Os alunos começam a gostar dos testes porque percebem que estão avançando e aprendendo; isto causa motivação.
c) Os alunos prestam atenção às aulas.
d) O teste é como uma revisão e também um reforço.
e) O estudo dos alunos é constante durante o semestre (ou bimestre).
f) O professor pode detectar alunos que precisam ajuda cedo no semestre.
g) O professor chega a conhecer muito bem o aluno.
h) Os alunos não faltam para não perder pontos.
Para outro tipo de lição que não vai usar prova escrita, o professor pode planejar uma atividade em grupos usando o conceito ensinado. 
O professor deve preparar todas as perguntas de antemão. A atividade seria uma combinação de prática ou exercício dirigido (o professor supervisiona e ajuda ensinando e dando exemplos para cada grupo). O produto ou resultado seria a prova de que os alunos aprenderam o conceito (procure ver dinâmica de grupos). Normalmente as revistas da EBD, trazem perguntas no final de cada lição, o professor deve usa-las e se possível aumentar o numero de perguntas, porém jamais deixar de aprica-las.
X. O CRESCIMENTO DA ESCOLA DOMINICAL
Duas atividades de cunho Pedagógico Evangelístico contribuem para o crescimento da escola Dominical, são:
a) Classe Bíblica do Lar
b) Escola Bíblica de Férias
1. O Que é a Classe Bíblica do Lar?
A Classe Bíblica do Lar é um culto doméstico evangelístico de crianças, reunindo-se em hora certa, em um lar e nunca em um templo, uma vez por semana, durante o ano letivo da escola secular.1.1. O Propósito da Classe Bíblica do Lar
O verdadeiro propósito da Classe Bíblica do Lar é evangelizar as crianças que ninguém está evangelizando. 
A classe é ministrada numa casa da vizinhança reunindo as crianças uma vez por semana depois que saem da aula da escola secular. Os pais indiferentes não hesitarão em permitir que seu filho participe.
Se a criança obteve a permissão de seus pais, pode vir diretamente quando saem da escola secular. Na classe estarão outras crianças vizinhas.
A classe se reúne num lar que goze da confiança e respeito dos vizinhos. as professoras testarão a família que esta cedenco o lar, sempre a tempo antes de dar as boas vindas as crianças e logo se descobre que elas têm ou não amor a meninos e meninas.
Tudo isto contribui humanamente ao êxito da classe.
1.2. Como Começar uma Classe Bíblica do Lar
Deve-se procurar um lar em que a dona da casa seja uma mulher de oração e que esteja disposta a abrir sua casa ao serviço do Senhor, provendo assim um lugar de reunião sem nenhuma despesa e onde as crianças recebam um cordial “boas vindas”. Deve-se ter muito cuidado em selecionar um Lar para classe bíblica.
O lar deve ser do tipo de vida do bairro. Sendo um bairro pobre a casa deve ser desse tipo, se em um bairro de classe média, o lar deve ser dessa classe também. Isto muito contribui para que as crianças assistam, porque muitos não vão a Escola Dominical porque pensam que sua roupa não é apresentável.
Ainda que o lar seja dos chamados "Pobres" deve estar limpo e convidativo. Esteja certo que a dona da casa é pessoa que todos os vizinhos respeitam.
O ideal é uma classe para cada pequeno bairro ou parte do bairro com umas sessenta crianças de ambos os sexos. Certo é que todas as crianças do bairro não assistirão, mas se poderá obter uma boa assistência média.
Haverá duas professoras para cada classe, uma para juntar e trazer as crianças enquanto a outra começa a classe com as que chegaram. Este plano facilita a uma das professoras estar livre para conduzir as novas crianças a Cristo, enquanto a outra ministra a classe. 
Assim sendo, são três mulheres que estarão orando e trabalhando pela salvação dessas crianças, e será muito difícil para satanás derrotar o programa.
Depois de escolhido o lar e os professores, escolhe-se o dia fixo para a classe, o mais apropriado para todos.
A classe deverá reunir-se uma vez por semana, em dia fixo da semana e durante todo o ano escolar.
A duração da classe não deverá ultrapassar de uma hora.
1.3. Propaganda
A promoção da Classe Bíblica do Lar obedecerá aos seguintes critérios:
a) A dona da casa deverá começar, por meio de convite as crianças da vizinhança.
b) As professoras visitam casa por casa convidando as mães a enviarem seus filhos.
c) Havendo possibilidade anunciar-se-á na escola secular.
d) A melhor propaganda da classe é o próprio aluno da classe, se ele gosta da classe, animará e convidará seus amiguinhos a assistir.
e) Os filhos dos crentes podem trabalhar nesta atividade evangelística.
Nota: As crianças da primeira fase do primeiro grau da escola secular (curso primário), são as que aceitam com mais frequência o convite, assim recomendamos que se trabalhe intensamente com crianças dessa Idade.
1.4. Horário da Classe Bíblica
Muitos métodos são usados para ministrar Classes Bíblicas do Lar:
 E deve ser assim: (Porém certos detalhes devem ser observados)
a) Um período de oração. Quando as crianças são guiadas a orar, apresentar certos pedidos que as crianças devem fazer.
Nota: Criança não ora igual ao adulto. "Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino, quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino”. (1 Co. 13: 11).
b) Cantar hinos evangélicos. As crianças gostam muito de cantar. Os hinos que apreendem na classe, cantarão em qualquer lugar e proporcionarão bênçãos a eles e aos que ouvirem. Estes hinos serão usados pelo Espírito Santo para abençoá-los por toda a vida. Escolham hinos que contenham mensagem de Salvação por meio da morte de Jesus Cristo e que ensinem as grandes verdades de nossa fé. Os hinos devem ter uma mensagem real e verdadeira, simples e pura.
c) Outra atividade é memorizar a Bíblia. A Palavra de Deus armazenada no coração é sempre uma benção e Deus promete que Sua Palavra não voltará vazia. Também devemos animar as crianças à leitura da Bíblia. Os que não têm Novo Testamento ou Bíblia, devemos providenciar para que venham a possuir um exemplar. O Departamento de Escola Dominical ou o Departamento de Literatura para Evangelização da Igreja poderá oferecer de presente exemplares para este trabalho.
d) O ponto alto da classe é a lição bíblica, insistindo que a Bíblia é a Palavra de Deus.
A professora deve ter em mente que muitas dessas crianças não têm instrução bíblica alguma, além da Classe Bíblica do Lar.
Far-se-á todo o esforço para que cada aluno da Classe Bíblica do Lar venha ser aluno da escola Dominical, não pressione, continue orando e mantendo a criança na “Classe Bíblica do Lar".
1.5. Criança Evangelizando as Crianças
Quando a professora evangelizou a criança e ela aceitou Jesus, será orientada a ganhar outros para Jesus. Há exemplos de crianças que ganharam não só crianças, mas seus pais e até seus avós para Cristo. Se as crianças escutam quando a professora conduz outras a Cristo, aprendem como fazer o “Livro Sem Palavras"' é excelente para as crianças usarem ao explicar a seus amiguinhos o caminho da Salvação.
1.6. Estudo de Professores da Classe Bíblica do Lar.
O estudo para professores da Classe Bíblica do Lar está a cargo do Departamento de escola Dominical da Igreja, que usará neste importante trabalho, principalmente os professores da escola Dominical, além de outros membros da Igreja que serão treinados para este mister, os quais começarão como auxiliares e futuramente passarão a professores titulares.
Estes professores são evangelistas de crianças, podendo trabalhar em mais de uma classe! Eles são missionários dos cordeirinhos!
2. Escola Biblica de Férias
A Escola Bíblica de Férias é uma escola para ensino da Palavra de Deus, a Bíblia, reunindo-se no período de férias da escola secular.
A EBF tem normalmente, duração de 15 dias, ou seja, duas semanas completas.
As classes são ministradas de segunda a sexta-feira em ambas as semanas, sendo um total de 10 dias de aulas. Findos os dias de classe haverá um dia de festa que será o encerramento da escola Bíblica de Férias. (estes períodos de tempo poderão ser adaptados de acordo com o calendario escolar de cada região.)
2.1. Local
As classes podem ser ministradas nas dependências da Escola Dominical da Igreja, congregação ou mesmo em local de uma escola secular cedida para esta finalidade.
Matéria a ser ministrada. É a Palavra de Deus e o tema será escolhido pelo Diretor ou Diretora da EBF.
2.2. O Pessoal
A Escola contará com o diretor ou diretora, secretária, professores e auxiliares, pode ter ainda, uma pessoa para cuidar da parte musical.
Estas pessoas, geralmente são chamados Oficiais da EBF, são aquelas que normalmente trabalham na escola Dominical.
A organização de uma EBF para quem trabalha com Departamentos Infantis bem organizados não tem grandes dificuldades, é só fazer uma seleção de local, material e pessoal, e a experiência trará o aprimoramento.
2.3. Horário das Classes
As classes da EBF são ministradas de 09 às 11 horas ou de 15 às 17 horas, e não deve exceder a 2 horas o tempo total.
A distribuição do tempo poderá ser o seguinte:
a) Desfile - 20 minutos
b) Classe - 40 minutos
c) Recreio - 20 minutos
d) História - 30 minutos
As Atividades dentro de cada um destes itens são:
(1) O Desfile
É o tempo destinado a uma atividade semelhante a uma "parada militar", despertando muito entusiasmo nas crianças.
Neste desfile, primeiro cantamos o hino nacional, todos em atitude de respeito saudando a Bandeira Nacional, onde um aluno cada dia será o porta Bandeira. Segundo, ocorrerá saudação a Bíblia quando um aluno ficará diante da Escola, com a Bíblia aberta e será feita uma saudaçãoa Bíblia. A "seguir cantarão o hino 499 do hinário Cristão" (A Santa Biblia). Terceiro, um outro aluno estará à frente da formatura com a "Bandeira Cristã" e cantarão o hino 46 do "Hinário Cristão”. (Um pendão real ). O diretor ou diretora orará e encaminhará os alunos para as classes.
(2) A Classe
Esta atividade é diferenciada, cada grupo trabalhará no método ideal para suas características psicológicas (de acordo com as idades dos alunos). Contudo, o tema da lição será um para todas as classes.
A variação será no método de ensinar e nunca no tema para as classes. O professor poderá ensinar corinhos que tenham o tema da lição.
A classe terminará com um toque da campainha.
(3) O Recreio
É o tempo de distração para relaxamento da tensão, e companheirismo dos alunos. As crianças brincarão e os professores ficarão vigilantes para evitar imprevistos e conduta desrespeitosa para com os colegas, conduzindo as crianças ao espírito de camaradagem.
Soará o sinal do fim do recreio e todos serão levados a um local amplo para a hora da história
(4) A Hora da História
A rigor esta parte é um culto devocional no qual cada dia um professor será escolhido para narrar a história (a mensagem) e serão cantados corinhos por cada classe ou todos juntos, haverá leitura de relatórios incentivando os alunos a trazerem mais alunos.
A Direção despedirá os alunos depois de haver feito apelo a aceitarem Cristo como Salvador pessoal e oração pelas decisões e oração de despedida.
2.4. Encerramento da EBF
No sábado da segunda semana haverá um culto com a apresentação, entre outros, do Pastor e do Superintendente da EBD, quando serão entregues certificados de freqüência aos alunos participantes.
Outros fatores a se observar no crescimento da EBD:
a) Aumentar o número de obreiros capazes;
b) Visitação constante promove o crescimento também constante;
c) Ampliação de espaços e instalações adequadas;
d) Dividir as classes saturadas;
e) Um programa educacional adequado às necessidades da igreja;
f) Planejamento e avaliação da escola, professores, alunos etc...;
g) Treinamento e oportunidade de aprendizagem de novos mestres.
XI. MÉTODO DINÂMICO DE ESTUDO BÍBLICO
1. O Estudo da Bíblia é para todos
A cena diante dos seus olhos é a vasta extensão do deserto entre Jerusalém e o rio Jordão. Preparando-se para o Seu ministério público, Jesus esteve de jejum durante 40 dias e 40 noites, nesta desolada expansão, sozinho, sofrendo fome e fadiga. 
Satanás agora O confronta com três insidiosas tentações. Três vezes o nosso Senhor se defende das sugestões do maligno com citações do Velho Testamento.
Vendo que para o Salvador a Bíblia tem autoridade, Satanás tenta a sua jogada citando a Escritura também. Escolhe a afirmação do salmista: “Porque aos seus anjos dará ordens a teu respeito, para que te guardem em todos os teus caminhos. Eles te sustentarão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra” (Sal. 91.11-12; ver Mat. 4.6).
Ao comparar as palavras de Satanás com o texto do Salmo 91, é interessante notar que ele não cita mal o salmista. Em vez disso, faz mau uso da passagem, apresentando maldosamente a intenção do escritor.
A tática do nosso inimigo não mudou através dos séculos. Visto que Satanás apresentou falsamente as Escrituras a Jesus Cristo, o crente atual pode estar certo de que a mesma coisa lhe acontece. Como, porém, o diabo faz isso? De que lado devemos esperar os seus ataques?
2. Modos pelos quais a Bíblia pode ser mal-empregada:
Cinco modos vêm à mente de imediato, e outros poderiam ser acrescentados a esta lista ilustrativa.
(1) As Escrituras podem ser mal-empregadas quando você ignora o que a Bíblia diz sobre dado assunto.
A ordenação de homossexuais praticantes e confessos para o ministério do Evangelho é um exemplo. Querem alguns que a igreja creia que o espírito acolhedor e amoroso do Senhor Jesus impede que lhes seja barrada a ordenação. Em parte, nenhuma Jesus diz que eles não devem ser ordenados, e assim a igreja deve ordená-los dando-lhes boa e normal posição como eclesiásticos. Mas o Velho Testamento proíbe expressamente atos de homossexualismo (ver Lev. 18.22), e Paulo assevera que o comportamento homossexual contribui para a ira de Deus sobre a humanidade (ver Rom. 1.26,27). A ignorância sobre o que a Bíblia ensina é uma porta aberta para a investida do inimigo.
(2) As Escrituras podem ser mal-empregadas quando você toma um versículo fora do contexto.
Na noite em que foi traído, disse Jesus a Seus discípulos: “Até agora nada tendes pedido em meu nome; pedi, e recebereis, para que a vossa alegria seja completa” (Jo 16.24).
Alguns têm tomado este versículo como sendo uma carta branca dada por Deus. Ele lhe dará tudo que você pedir. Contudo, naquela mesma noite, pouco depois de ter feito essa afirmação, Jesus orou no jardim do Getsêmani: “Passa de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, e, sim, o que tu queres” (Mar. 14.36).
As promessas da Bíblia devem ser combinadas com o contexto total do ensino bíblico sobre a oração (1 Jo 5.14-15).
(3) As Escrituras podem ser mal-empregadas quando você lê uma passagem e a faz dizer o que ela não diz.
Ao aproximar-se o fim do Seu ministério, disse Jesus: “Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se alguma cousa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem às mãos sobre enfermos, eles ficarão curados” (Mar. 16.17-18). Alguns entendem esta passagem descritiva como uma ordem para fazer todas as coisas mencionadas, lendo-a como um mandado para fazê-las, quando tudo que Jesus está fazendo é descrever o que vai acontecer em certas situações na igreja primitiva, quando algumas pessoas passariam por cada um destas situações involuntariamente.
(4) As Escrituras podem ser mal-empregadas quando você dá indevida ênfase a coisas menos importantes.
Judas, o traidor do nosso Senhor, participou da última Ceia com Jesus e os outros discípulos? A prova é inconclusiva, mas apesar disso, alguns se preocupam excessivamente com uma questão como essa, chegando a ponto de colaborar para a desunião da igreja.
(5) As Escrituras podem ser mal-empregadas quando você usa a Bíblia para tentar levar Deus a fazer o que você quer, em vez daquilo que Deus quer que seja feito.
Usemos o exemplo de uma mulher enamorada por um homem, e que deseja muito se casar com ele. Disse Jesus: “Em verdade também vos digo que, se dois dentre vós, sobre a terra, concordarem a respeito de qualquer cousa que porventura pedirem, ser-lhe-á concedida por meu Pai que está nos céus”. (Mat. 18.19). Mostrando esta promessa a uma amiga, pede-lhe que se junte a ela em reclamar o cumprimento da promessa, para “pegar” o homem que ela quer. Este é um mau uso evidente das Escrituras.
3. Necessidade de Métodos de Estudo da Bíblia
Nem todo mau uso da Bíblia pode ser atribuído a um ataque movido por Satanás, mesmo nas ilustrações recém-mencionadas.
Patenteia-se imediatamente, porém, que você precisa aprender a usar com cuidado as Escrituras. Os cristãos devem, não somente conhecer de perto as regras de interpretação (ver o livro Princípios de Interpretação da Bíblia), mas também aplicar essas regras do hábito de estudo da Bíblia, hábito que dure toda a vida. O objetivo desta parte do livro é introduzi-lo nos métodos de estudo da Bíblia. Já se pode obter aqui e tomar muito material de boa qualidade sobre este assunto, mas a intenção aqui é tomar alguns métodos de estudo da Bíblia e torná-los bastante simples para que o estudante normal os incorpore à sua vida cristã.
Diferente do tópico da interpretação, os métodos de estudo da Bíblia têm muita flexibilidade e requerem alguma criatividade. Estes métodos não são propriamente “regras” de estudo da Bíblia, mas são linhas de orientação que, caso seguidas, melhorarão o estudo das Escrituras. Exploraremos estes métodos nos capítulos seguintes. Não importa quão magistral ou consciencioso o estudante da Bíblia seja, você deve manter vigilância no sentido de permanecer vigoroso e criador.Deste modo, experimente vários métodos. Colha e escolha daquilo que lhe é oferecido, e acrescente as suas próprias idéias. Faça seu o método. Lembre-se, há diferença entre fazer estudo da Bíblia monótono e perfuntório por um lado, e, por outro, estudar a Bíblia de modo estimulante e que transforma a vida.
XII. PRINCÍPIOS DE ESTUDO DA BÍBLIA
Quando eu era um inexperiente seminarista, um amigo seminarista, sentou-se comigo e me apresentou os cinco princípios do estudo da Bíblia. Ajudou-me a compreender a importância de recorrer às Escrituras como a minha fonte primária, em vez de respigar verdades espirituais provenientes de estudos que outros fizeram. Por princípios ele queria dizer que estes devem ser incluídos em nosso estudo da Bíblia, independentemente do método que adotemos. (veja só como exemplo: me aperfeiçoei no Estudo Indutivo da Bíblia, me tornando professor desta matéria, que me levou a um interesse profundo pelas escrituras, o poder da descoberta, sozinho, estudei indutivamente o evangelho de Marcos, aproximadamente umas 60 vezes...)
1. Você deve fazer investigação original.
Um incidente na igreja primitiva ilustra a importância de o crente ficar a sós com uma Bíblia aberta e dependendo do Espírito Santo como seu mestre. “Ora estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as cousas eram de fato assim” [como Paulo dizia] (Atos 17.11). Os bereanos ouviram com atenção o que Paulo e Silas tinham para dizer, mas preferiram conferi-lo com a fonte original.
É importante que a convicção com o que a Bíblia ensina, em vez de depender de credos, comentários ou mesmo sermões. Estes podem fazê-lo voltar-se para a Palavra, como fizeram os bereanos, mas durante os tempos de prova, é a autoridade da infalível palavra examinada pessoalmente que permanece.
Vários tipos de material podem ser usados no estudo da Bíblia. Concordâncias, enciclopédias, dicionários e mapas bíblicos são apenas tipos, e devem ser companheiros constantes do estudante. Comentários e outras obras expositivas constituem o segundo tipo. Entretanto, devem ser usados somente após de ter sido aplicado o princípio da investigação original.
Consultar um bom comentário depois de se completar o estudo é proveitoso, particularmente se você mostrar o seu material a outros ou dirigir um grupo de estudo bíblico. É um modo de conferir suas idéias e conclusões com outras. Se você vir que está em desacordo com o comentador, especialmente sobre pontos importantes, deverá reexaminar as suas conclusões.
A investigação original é um princípio importante e necessário, que você deve incorporar em sua metodologia. Há algo de novo e excitante acerca de uma verdade ensinada pelo Espírito Santo durante o tempo que passar pessoalmente com a Palavra de Deus. Hoje vivemos um momento muito delicado do estudo da bíblia, com as bíblias de estudo nos rodapés, que induzem ao pensamento do autor, tirando nos a capacidade de busca...muito cuidado com as bíblias de estudo!
2. Você deve fazer sempre uma reprodução escrita.
Você já teve a experiência de ter um profundo pensamento, mas, porque não o escreveu, esqueceu-o?
Se for assim, você provavelmente percebeu que quanto mais tentasse lembrar o pensamento, mais evasivo ficava. Essa frustrante experiência ilustra a importância de incorporar em seus métodos de estudo bíblico a reprodução escrita.
Dawson Trotman, fundador de The Navigators (Os Navegantes), muitas vezes dizia: “Os pensamentos se desembaraçam quando passam da mente, para os lábios e depois para as pontas dos dedos”. Escrever é reunir os seus pensamentos, é uma das diferenças chave entre ler a Bíblia e estudá-la. Um rico reservatório de conhecimentos da Escritura pode ser armazenado para uso futuro quando se emprega a reprodução escrita.
3. O seu estudo deve ser constante e sistemático.
Dois conceitos constituem este terceiro princípio. O estudo da Bíblia deve ser constante. Isto está implícito nas palavras todos os dias, em Atos 17.11. Os bereanos não estudavam as Escrituras um dia, esperando uma semana para fazê-lo outra vez. Seu contato era constante.
O outro conceito envolvido neste princípio é que o estudo deve ser sistemático. Um capítulo aqui, um tópico ali, uma passagem noutra ocasião não são as melhores abordagens para estudar a Bíblia. Faça um programa de estudo da Bíblia que sistematicamente lhe desenvolva um equilíbrio de entendimento de toda a Palavra de Deus.
4. O seu estudo deve ser “passa-a-vel” ou ( passa-a-bilidade)
Este conglomerado pode soar estranho, mas transmite um conceito importante. Acha-se na afirmação de Paulo a Timóteo: “E o que de minha parte ouviste, através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros”. (2Tm. 2.2). A intenção de Deus é, não só de que cresçamos e amadureçamos em nosso andar com Ele, mas também de que ajudemos outros a desenvolverem ao máximo o seu potencial em prol de Jesus Cristo.
Cada crente deve ver-se como um elo entre duas gerações. Devemos passar a outros o que tivemos o privilégio de aprender. Se aplicarmos isto somente ao conteúdo do nosso estudo, animamos as pessoas a serem dependentes de nós por “despejamento” desse conteúdo na mente delas. O conceito bíblico do sacerdócio do crente significa que todos os cristãos têm o direito e a responsabilidade de alimentar-se da Palavra de Deus. A nossa metodologia de estudo da Bíblia deve incluir o elemento de “passa-a-bilidade” para facilitar este grande ideal.
5. Você deve aplicar o que estuda à sua vida. 
Tão importante é este princípio que o vemos incorporado nas regras de interpretação, bem como na metodologia que logo estudaremos. Uma rápida leitura de quase cada porção da Bíblia revela como é importante a aplicação, na perspectiva de Deus. Ele espera que a Sua Palavra seja encarada com seriedade. Tiago diz concisamente: “Tornai-vos, pois, praticantes da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tg 1.22).
XIII. PASSOS BÁSICOS DO ESTUDO DA BÍBLIA
Neste estudo lhe apresentaremos quatro partes essenciais que compõem o fundamento de todo estudo da Bíblia:
a) observação;
b) interpretação;
c) correlação;
d) aplicação.
Porque estas partes são básicas para o seu estudo da Palavra, independentemente da espécie de estudo em que você está empenhado (tais como: analítico, sintético e tópico), é necessário examinar cada uma individualmente, com alguma largueza.
Cada uma das quatro partes será apresentada partindo do ponto mais simples para o mais avançado. Ao aplicar estas partes ao seu estudo das Escrituras, você será incentivado a escolher o seu próprio nível de dificuldade, acrescentando várias técnicas à medida que aumenta a sua proficiência.
O conteúdo dos próximos capítulos lhe apresentará cinco métodos de estudo bíblico, começando com um estudo básico e movendo-se em direção a passos mais avançados.
Cada capítulo usará as quatro partes do estudo da Bíblia - observação, interpretação, correlação e aplicação. Mas, quando começar a sentir-se à vontade com eles, parta para os Capítulos seguintes, para obter informação sobre elementos mais avançados das quatro partes.
Quando começar a fazer estes estudos, siga só as seções de estudo Básico. Não prossiga para as seções de estudo seguintes enquanto não dominar a abordagem básica. 
Os métodos não foram elaborados na ordem apresentada; você pode experimentá-los em qualquer ordem. Os estudos básicos estão nas seguintes ordens:
a) Análise de Versículos
b) Método Analítico
c) Método Sintético
d) Método Tópico
e) Método Biográfico
Depois de se sentir bem com qualquer forma de estudo Básico, terá duas opções a seguir:
a) Prossiga, para dar os passos do Estudo seguinte do método que escolheu; ou,
b) Aprofunde-se mais no seu estudo Básico, recorrendo às sugestões apresentadas.
Se você está começando um programa de estudo da Bíblia, talvez queira pensar em iniciar com um método de perguntas e respostas para “apalpá-lo”. Um bom livro de estudoda bíblia, usando os princípios aqui indicados é: A Interpretação Biblica, meios de descobrir a verdade da bíblia. Autor Roy B. Zuck. Ed. Vida nova
XIV. MÉTODO DE ANÁLISE DO VERSÍCULO NO ESTUDO DA BÍBLIA
1. Análise do Versículo
Estudo de um só versículo da Bíblia com referência ao seu contexto imediato. O método de estudo bíblico pela análise do versículo é o estudo mais simples do tipo “faça você mesmo”. Mas não se deixe enganar por sua simplicidade.
É um método de estudo bíblico extremamente proveitoso e recompensador, e um esplêndido lugar para começar. Muitos há que acharam tão gratificantes os frutos desse tipo de estudo, que retornam constantemente a ele em busca de alimento para as suas almas.
O estudo bíblico é apenas um método de focagem escriturística. Você deve dedicar-se também a um programa de leitura da Bíblia. Idealmente, é deste programa de leitura que você seleciona o versículo que será estudado. Na margem da sua Bíblia, ou numa folha de papel à parte, se preferir, anote os possíveis versículos para estudo. Quando estiver pronto para iniciar seu estudo, escolha dessas possibilidades aquela em que quer concentrar-se.
Talvez queira considerar a possibilidade de decorar o versículo. Esta combinação de estudo da Bíblia e memorização de textos dela é imbatível como meio de firmar o versículo no seu coração.
Para chamar a atenção para as quatro partes do estudo da Bíblia, você anotará junto de cada passo uma letra indicando a parte que está fazendo.
(O) Observação
(I) Interpretação
(C) Correlação
(A) Aplicação
Quanto tiver mais prática no uso do método de Análise do Versículo, pode ser que você queira consultar os capítulos que tratam dessas partes em busca de coisas adicionais.
2. Análise Básica do Versículo
Com o propósito de ilustração, I Tes. 5.17, será o texto usado, seguindo-se este processo – “Orai sem cessar”.
[O] Passo Um – Verificar o contexto e assinale os limites. Se for difícil determinar isto, consulte uma tradução moderna, como a New International Version, ( NVI ) que assinala as divisões em parágrafos *.
Se o contexto for um período muito longo, você pode, ou querer tentar subdividi-lo ou escolher outro versículo para estudar.
O contexto de I Tes. 5.17 são os versículos imediatamente anterior e o subseqüente: “Regozijai-vos sempre” (v. 16) e “em tudo daí graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco” (v. 18).
[O] Passo dois – Anote quaisquer observações e/ou possíveis aplicações. Procure também dificuldades, estabelecendo especificamente qual é a dificuldade. 
Você precisará constantemente acrescentar notas nesta parte do seu estudo enquanto for seguindo os outros passos.
1 Tessalonicenses 5:16-18
[O] há três ordens - regozijai vos, orai dai graças.
[O] todas estas ordens tem modificadores - sempre, sem cessar, em tudo.
[O] A frase, “esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco” parece aplicar-se aos três versículos.
[O] você pode intercambiar os modificadores entre si, em mudar o sentido dos versículos “Regozijai vos sempre, orai sempre e daí graças,” e assim por diante, com os outros elementos modificados.
[A] dar graças (v. 18) não é um dos meus pontos fortes. Tenho a tendência de resmungar acerca de tudo.
[A] Eu me regozijo (às vezes), mas nem “sempre”.
[I] Todos os modificadores expressam a idéia de coisas perpétuas, isto é, de que nunca haverá ocasião em que não devam ser feitas.
[I] O versículo 17 pode ser tomado literalmente? É possível orar sem cessar? Ou Paulo que está falando simplesmente de uma atitude? 
[I] Passo Três - reescreva resumidamente cada um dos versículos com suas próprias palavras. Tente expressar o cerne do pensamento, ou idéia principal que o escritor está comunicando:
a) (v. 16) Nunca pare de regozijar-se.
b) (v. 17) nunca pare de orar.
c) (v.18) nunca pare de dar graças.
[C] Passo Quatro - Veja as referências bíblicas de cada um destes versículos, verificando outra idéia parecida na Bíblia.
O melhor comentário da Escritura é a Escritura. Procure versículos que ajudem a explicar e ilustrar a idéia, ou que de alguma forma a esclareçam.
a) (v. 16) Filipenses 4.4
b) (v. 17) Efésios 6.18
c) (v.18) Romanos 1.21; Efésios 5.20.
[A] Passo Cinco - Das possíveis, escolha aquela que Deus quer que você execute, colocando o problema um exemplo, do problema, a solução, e a coisa específica que Deus quer que você faça para aplicar a solução.
a) (v. 18) Sinto-me culpado de ingratidão. Ainda ontem me dei conta de que não tinha agradecido á minha esposa todo o trabalho duro que faz cozinhando, mantendo a casa, cuidando das crianças, e muitas outras coisas.
b) Proponho-me diante de Deus a começar a refrear esta ingratidão e a substituí-la por expressões verbais de agradecimento.
c) Vou desculpar-me com o Senhor e com minha esposa, e pedir perdão.
d) Esta semana, todo dia pedirei a Deus me ajude nisto, nas minhas devoções matinais, e procurei pô-lo em prática durante o dia.
e) Falarei disso com os meus filhos e lhes pedirei que me chamem a atenção se não expressar gratidão à minha esposa e porque não estender a outras pessoas ao nosso lado.
3. Análise Avançada do Versículo
Depois de fazer o estudo acima por certo período de tempo, se sentir bem com ele, e quiser continuar, pode tentar os próximos quatro passos. O estudo da bíblia não deve ser fatigante ou complicado. Não acrescente prematuramente estes passos ao seu estudo. Tampouco deve sentir-se “menos espiritual” se não puder dá-los nunca. A metodologia sempre deve ser o seu servo, não o seu senhor.
[I] Passo Seis - Veja a idéia-eixo da margem. É a palavra ou frase em torno do qual o pensamento gira. Pergunte-se a si próprio:
a) O principal empenho desta passagem é exortar á alguma ação ou ensinar uma doutrina? Se é ação, centraliza-se nos substantivos. 
b) A palavra-eixo é orar. È o meio de você apropriar-se da graça de Deus que o capacita a regozijar-se. Dar graças é o método da oração.
[I] Passo Sete - Numa sentença escreva a essência destilada da passagem, ou o tema desta. Ligue os versículos de modo que formem uma “idéia grande”.
a) A vontade de Deus quanto ao crente é que na oração dê graças a Deus pelas circunstâncias, de sorte que se regozije perpetuamente
[C] Passo Oito – Faça um gráfico da passagem, procurando juntar todas as partes num todo e relacionando-as uma com as outras.
	(16)
	
	(17)
	
	(18)
	Regozijai-vos
	Meio
	Orai
	Método
	Daí Graças
	Sempre
	(graça)
	Sem cessar
	(guia)
	Em Tudo
[I] Passo Nove - Escolha um título para a mensagem
a) Título: “À vontade de Deus em Cristo Jesus para Mim”.
XV. MÉTODO ANALÍTICO DE ESTUDO DA BÍBLIA
1. Estudo Analítico
Exame cuidadoso do capítulo ou da passagem bíblica. Analisar algo é estudar o objeto em seus pormenores, tendo o cuidado de notar até os mais diminutos aspectos. É este o objetivo do estudo analítico da Bíblia. Com ele procuramos examinar cuidadosa e completamente uma passagem. O propósito é compreender o que o escritor tinha em mente quando escreveu àqueles a quem se dirigia.
De muitos modos se pode contrastar o método analítico de estudo da Bíblia com o método sintético. No estudo sintético você olha para um quadro maior, como por um telescópio. Aqui no método analítico você estuda as partes como por microscópio. Usando a ilustração de uma biblioteca, na abordagem sintética você olha a biblioteca em conjunto, enquanto que na analítica você estuda o conteúdo de cada livro.
O estudo analítico da Bíblia é o “feijão com arroz” do seu estudo da Escritura. Conforme avancem os anos, com toda a probabilidade você se apoiará nele como o sustentáculo do seu programa de estudo da Bíblia. É básico para o completo conhecimento da Palavra, permitindo ao estudante deparar-se com o porque o escritor disse o que disse do modo como o disse. Outra vez, o objetivo é reconstruir tão claramente quanto possível o pensamento original do escritor.
Os estudos da Bíblia na forma de pergunta e resposta são uma modalidade do método analítico, de análise do versículo. O estudo no qual estamos prestes a ver em verdade o lançaráao estudo de uma passagem completa por sua própria conta.
Como na análise do versículo, anota-se uma letra junto de cada passo, indicando aparte em que está trabalhando, a fim de chamar a atenção para as quatro básicas do estudo da Bíblia.
(O) Observação
(I) Interpretação
(C) Correlação
(A) Aplicação
Conforme vai ficando mais prático no uso do método analítico, talvez queria consultar os capítulos individuais que tratam destas partes, para obter auxílio adicional.
2. Estudo Analítico Básico
Com o propósito de ilustração, 1Pedro 2 será analisado seguindo o processo.
(O) Passo Um – Leia a passagem cuidadosamente. Tome uma folha de papel e escreve observações no alto. Isto será usado durante o estudo todo. Inclua nessa folha:
a) Observações – Anote toda e qualquer minúcia que notar. Bombardeie a passagem com perguntas como, quem? Quê? Onde? Quando? Por quê? E como? Anote substantivos, verbos e outras palavras-chave.
b) Problemas – Escreva o que não compreende acerca da passagem. Não diga: “Não entendo o versículo 4”. Antes, especifique o que você não entende. Algumas das suas perguntas se resolverão por si conforme continue o seu estudo. Outras serão resolvidas somente mediante consulta a uma fonte de fora, como seu pastor ou um comentário. ( um comentário Bíblico não um livro de estudo). Algumas de suas indagações nunca serão respondidas de imediato, porém com o passar do tempo e a dedicação na perseverança de busca você encontrará a resposta e o Espirito Santo também lhe revelará.
c) Referências bíblicas – Usando um livro do tipo de Treasury of Scripture Knowledge (Tesouro de Conhecimentos Bíblicos) são 500.000 referencias e passagens paralelas ( tive o privilegio de ganhar uma copia deste livro) Bíblia de estudo Joshua auto correlacionada, o Novo Testamento interpretado versículo por versículo, Enciclopedia de Biblia Teologia e Filosofia ou as referências da palavra, citação ou idéia com um texto semelhante na Bíblia. Isto o ajudará a compreender a passagem.
d) Possíveis aplicações – Você observará algumas delas no transcurso do seu estudo. Anote-as na folha com um (A) na margem. Na conclusão do seu estudo você retornará a estas possíveis aplicações e escolherá aquela que o Espírito Santo o fará focalizar.
Eis a seguir uma lista-modelo de observações extraídas de I Pedro 2. Vão arroladas nesta ilustração, mas você deve lembrar que a lista não se completa no Passo Um antes de prosseguir para o Passo Dois. Você estará acrescentando observações durante o estudo inteiro. Não se preocupe com a seqüência das observações. Se você está no meio do capítulo, e lhe ocorre novo pensamento sobre o versículo 1, anote-o ali mesmo. Não se aflija tentando colocá-lo apertado no alto da página.
1Pedro 2 - Observações
(I) v. 1 – Seguir este conselho é alienar-se do mundo, pois é assim que o mundo age. Não o seguir é alienar-se de Deus. 
(C) v. 3 – Salmo 34.8
(O) v. 11 – A santificação é uma das ênfases de I Pedro. Ela deve dar-se em três direções: (1) para com Deus (1.13) – esperar, ter fé, apropriar-se da graça de Deus; (2) para com os outros (2.1) – relacionada com os últimos seis dos Dez Mandamentos; e (3) para consigo mesmo (2.11) – estes são pecados que primariamente ferem a pessoa que os comete.
(O) vs. 4-8 – Três citações do Velho Testamento são usadas para explicar o uso de pedra com referência a Jesus Cristo (Isa. 28.16; Sal. 118.22; Isa. 8.14).
(O) vs. 9-10 – Quem somos? Somos...
a) Raça Eleita – a palavra eleita “eleitos” é empregada em 1.2 também. Fomos eleitos para a obediência (1.2), e fomos eleitos para o serviço (2.9). A santificação é a nossa meta, e a obediência é o processo.
b) Sacerdócio Real – No vers. 5 é sacerdócio santo; aqui é sacerdócio real, com as figuras provavelmente tomadas de Melquisedeque, o rei-sacerdote do Velho Testamento (Gen. 14).
c) Nação Santa – coletivamente somos o povo de Deus e formamos uma nação singular, povo cujo carimbo distintivo e é a santidade. Nosso alvo não e sermos parecido com mundo, sim, parecidos com Jesus Cristo.
d) Propriedade exclusiva, peculiar – somos povo especialmente aparelhado para ser possessão de Deus. Apalavra peculiar, usada em algumas versões, significa “produzido ou adquirido por alguém para si mesmo” – ou seja, refere-se a algo que é privativo de uma pessoa. Deus nos adquiriu para ser um povo para ele.
(A) Nem sempre somos aquelas quatro coisas, razão porque devemos louvar a Deus por que eles nos mudos:
a) Das trevas para a luz – do pecado para a gloriosa salvação.
b) Da condição de não povo para a de povo de Deus – da insignificância para o propósito e sentido.
c) Da ausência de misericórdia para tê-la em abundância – não temos de enfrentar o juízo por nossos pecados.
(A) V. 13 – “toda instituição humana” Devemos obedecer a todas as leis de Deus, quer o governo seja favorável, quer seja hostil e o fazemos por causa do Senhor (ver Atos 4.19; 5.25).
(O) Vs. 15.19.20 – as duas razões dadas nesta porção para submissão e serviço são: (1) demonstrar ao mundo que a vocação de Deus e para uma vida em prol do bem, e não do mal; e (2) a Deus agrada tal conduta, visto que refere ao caráter de Jesus Cristo (ver versículos 21. 25).
(O) Vs. 13, 15 –as duas ordens dadas nessas partes são sujeição e serviço (“sujeita – vos” ... “pela prática do bem”).
(O) 13,14,18 – os dois aos quais devemos sujeitar-nos e aos quais devemos servir são os governos e os empregados.
(O) Vs. 13-20 – possível esboço deste trecho:
“ser submissos – o exemplo do crente para o mundo”.
a) Despotismo Divino (v.16) – perspectiva certa
b) Demonstração (v.17) – atitude certa
c) Diretriz Divina (v. 13,18) – estilo de vida certo
d) Dois Grupos (v. 13,14,18)
e) Duas Razões (v. 15,19,20)
(O) V. 25 – somos bem parecidos com ovelhas extraviadas, mas cristo nos trouxe de volta para si. Revela-o que ele é:
a) Pastor - uma das mais antigas descrições de Deus na bíblia (ver Isaías 40.11). Ele tomava conta das suas ovelhas (do seu povo), melhor do que o pastor da Judéia que tomava conta das suas ovelhas (dos animais).
b) Bispo, ou supervisor – estas palavras designam aquele que superintende, guarda e protege. E o que Cristo e para o seu povo (ver Mateus 38. 20).
c) As observações nestas porções variarão em extensão, dependendo de quanto tempo você pode dedicar aos estudos. Não se desanime se não “observar” muito nas primeiras vezes que fizer o estudo. Com a prática, as suas observações crescerão em números e em profundidade. 
(I) Passo dois – tome outra folha de papel, dividindo em duas partes, com 2/3 do espaço da esquerda e 1/3 na direita. Na estrema esquerda, escreva numerais de alto e baixo, de acordo com o numero de versículos do capitulo (25 em 1 Pedro 2). Nos 2/3 da esquerda da folha, versículo por versículo, firme o pensamento – chave, isto é, ensino, assunto ou pensamento principal que o escritor está comunicando no conteúdo do versículo (Ás vezes você poderá achar difícil verbalizar os pensamentos – chave de certo versículos, como no caso de 1 Pedro 2.1).
a) Na terça parte restante da folha, procure combinar os pensamentos – chaves dos versículos num sumario de pensamento chave. Procure achar o fluxo da argumentação do escritor. Ao combinar os versículos, ficará patente à localização das diversões dos parágrafos capitulo.
b) È importante notar o fluxo das idéias de uma passagem – as relações dos versículos uns com os outros. Às vezes o escritor faz uma declaração geral, e depois a explica dando exemplo (ver Tiago 2.4-17).
Ou pode dar uma ordem, advertência ou conselho, fazendo-o acompanhar as razões, propósitos ou provas. Procure determinar o que o escritor está fazendo na apresentação do material. Observe o modo como ele se move de uma idéia para a seguinte.
(I) Passo Três – Tome uma terceira folha de papel, pondo-a perto da folha usada no Passo Dois. Agora você está pronto para ligar num todo o capítulo.
Olhando seu Sumário de Pensamentos-Chave (terça parte da direita da folha anterior), divida o capítulo conforme os seus parágrafos. Estes são determinados facilmente pelos intervalosnaturais do fluxo do pensamento do escritor.
Escreva um pensamento-chave para cada parágrafo. O pensamento-chave para cada parágrafo será uma combinação de todas as proposições reunidas daquele parágrafo. Igualmente, o pensamento-chave do capítulo será um resumo do pensamento-chave dos seus parágrafos. O que você está fazendo nesta parte é afunilar o texto de modo tal que se destile o seu sentido essencial. O pensamento-chave do parágrafo é a essência desse parágrafo destilada numa sentença, e o pensamento-chave do capítulo é a essência do capítulo destilada numa sentença. Faça cada uma destas sentenças tão curta quanto possível, sem sacrificar a verdade principal.
Você pode tomar cada parágrafo e subdividi-lo. Isso é particularmente útil no caso de parágrafos longos. Esta é uma parte facultativa do Passo Três.
1Pedro 2 - Esboço
I. Vs. 1-10 – Estudando a Palavra de Deus, o cristão deve refletir o caráter de Cristo, que é a pedra angular de Deus, rejeitada pelos homens.
a) Dispa-se do mundo; beba da Palavra (vs. 1-3);
b) Pedra de tropeço ou salvação (vs. 4-8);
c) Mostra de contrastes (vs. 9-10).
II. Vs. 11-25 – Cristo estabeleceu um exemplo para os cristãos sobre como reagir ante um mundo que não O conhece.
a) A vida santificada é o melhor testemunho (vs. 11-12);
b) Submissão – o exemplo cristão para o mundo (vs. 13-20);
c) Submissão – o exemplo de Cristo para o crente (vs. 21-25).
(A) Passo Quatro – Das aplicações possíveis, escolha aquela que Deus quer que você ponha em ação; estabelecendo o problema, dando um exemplo do problema, a solução, e as coisas específicas que Deus quer que você faça para aplicar a solução.
1Pedro 2 - Aplicação
I. V. 13 – “Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor”. O Senhor me falou sobre o fato de que habitualmente excedo a velocidade estabelecida por lei. Quando dirijo o meu carro, quase sempre ultrapasso o limite de velocidade.
II. Por exemplo, outro dia eu ia indo para a cidade e me surpreendi com um olho para frente e outro para trás, para ver se a polícia me pegaria por excesso de velocidade. Eu sei que o Senhor gostaria que eu andasse mais devagar.
III. Na maioria das vezes, corro porque estou atrasado para algum compromisso. Isto acontece por preguiça da minha parte. Para fazer aplicação, eu:
a) Pedirei perdão a Deus;
b) Vou abrir-me sobre este ponto com minha família e com meus amigos, e vou pedir-lhes que me lembrem quando eu correr mais do que manda a lei;
c) Sairei a tempo para todos os compromissos; assim, não me sentirei pressionado a desobedecer à “instituição humana”.
3. Estudo Analítico Avançado
Se, depois de dar esses quatro passos durante um certo período de tempo, você quiser acrescentar algo a seu estudo, poderá fazer duas coisas: Uma é ler os Capítulos que tratam dos passos e executar aquelas partes de observação, interpretação, correlação e aplicação pertinentes a estes quatro passos do estudo básico. A outra é adicionar outros passos mais a seu estudo. Seja arrojado e imaginativo nisto. Experimente coisas novas. Os métodos são destinados a ajudá-lo, não a escravizá-lo. Ponha de lado o que não funciona para você, e acrescente o que funciona. 
Lembre-se, o objetivo do estudo da Bíblia é determinar a idéia do escritor no tempo em que escreveu o texto, e aplicar esta verdade à sua vida. Tudo mais é metodologia para ajudá-lo nessa busca.
Os seguintes são outros cinco passos que você pode acrescentar se quando achar que está pronto.
(I) Passo Quinto – Veja a idéia-eixo da passagem. Esta é a palavra ou frase ao redor da qual gira o pensamento da passagem. Pergunte-se a si próprio: O fluxo da passagem dirige-se para a exortação à ação, ou para o ensino de doutrina? Se for ação, concentre-se nos verbos. É provável que a idéia-eixo se encontre ali. Se o fluxo da passagem é para ensinar doutrina concentre-se nos substantivos.
Numa folha de papel à parte faça duas colunas. Arrole os verbos-chave numa e os substantivos-chave noutra, versículo por versículo. Estude essas listas e verifique se o impulso do capítulo é na direção da ação ou da doutrina.
Procure o verbo ou substantivo (ou talvez a frase) adequado, que em algum aspecto se amplia em cada parágrafo da passagem. Esta é a idéia-eixo. Se houver mais de um elemento qualificado para isso, escolha o melhor.
Depois de estudar estas porções em paralelo na Figura 2, poderá ver que 1 Pedro 2 é uma exortação á ação. Dos verbos importantes arrolados, os verbos-chave são assinalados com um círculo em torno deles. A exortação de Pedro é para seguir o exemplo de Cristo (versículo 21). “Seguir o Seu Exemplo” é, pois, a idéia-eixo da passagem.
(I) Passo Seis - O pensamento-chave da passagem é a essência da passagem numa só sentença. O pensamento-chave de cada parágrafo é como o escritor desenvolve essa passagem. Isto foi determinado no Passo Três. Mas agora você descobriu que achar a idéia-eixo (Passo Cinco) é útil para determinar o pensamento-chave da passagem, que desenvolveremos e vamos elaborar aqui, no Passo Seis. 
1Pedro 2 – Idéia Eixo
	Ver
	Verbos
	Substantivos
	1.
	Despojando (vos)
	Maldade, dolo, hipocrisias, invejas, maledicências
	2.
	Desejai, crescer (“vos seja dado crescimento“)
	Crianças, leite (palavra), salvação
	3.
	Experimentar (“tendes a experiência”)
	Senhor (poderoso)
	4.
	Chegando (vos)
	Pedra
	5.
	Sois edificados. oferecerdes (aceitáveis)
	Pedras, sacerdócio, sacrifícios
	6.
	Crer
	Pedra angular
	7.
	Crerdes, rejeitaram
	Pedra, construtores (principal), pedra angular
	8.
	Tropeçam, sendo (desobedientes), foram postos
	Pedra, rocha, palavra
	9.
	Sois, proclamardes
	Raça, sacerdócio, nação, povo, virtudes, trevas, luz
	10.
	Não éreis, (agora)sois
	Povo, Deus, misericórdia
	11.
	(vos) absterdes
	Paixões (carnais), alma
	12.
	Observando (vos)
	(Exemplar), procedimento, boas obras
	13.
	Sujeitai (vos)
	Instituição, rei, autoridades
	14.
	
	
	15.
	Emudecer
	Insensatos
	16.
	
	
	17.
	Tratai...amai, temei, honrai
	Todos, irmãos, Deus, rei
	18.
	Sede (submissos)=sujeitai-vos (vos)
	Servos, senhores
	19.
	Suporte, sofrendo
	Consciência, Deus
	20.
	Suportais
	
	21.
	Fostes chamados, seguirdes
	Cristo, exemplo
	22.
	
	
	23.
	
	
	24.
	
	
	25.
	(vos) convertestes
	Pastor, Bispo.
Figura 2
Fluxo da Argumentação do Escritor
Pensamento-chave de cada versículo
Sumário de Pensamentos-Chave
(um grupo de versículos)
Pensamentos-Chave
de parágrafos
Idéia-eixo
Pensamento-chave
da passagem
toda
Figura 3
O pensamento-chave da passagem deve ser então desenvolvido como a verdade eminente da passagem. Ao fazê-lo, enuncie o pensamento-chave da passagem no começo e no fim da sua verdade eminente. O desenvolvimento do pensamento-chave da passagem é a articulação da mensagem do escritor e segue o fluxo da passagem, (ver a figura acima). Você só pode ter um pensamento – chave para a passagem. Cada pessoa que faz o estudo pode enunciá-lo como as suas próprias palavras, mas deve ficar patente de imediato, numa comparação de Pensamentos-Chave escritos por várias pessoas, que todas elas estão estudando a mesma passagem. A correta aplicação dos seis passos acima deve levar todos á mesma conclusão. A Figura 4 ilustra isso.
(I) Passo Sete - Escreve um título para cada parágrafo, depois para todo o capítulo (ou passagem). O propósito do título é identificação. 
É um instrumento para ajudá-lo a recordar a passagem e o seu conteúdo. È aqui que você pode mostrar a sua criatividade, e pode querer usar algo atraente.
(C) Passo Oito - Fazer o gráfico de uma passagem é um meio de relacionar a parte com todo e de comprar as várias partes, umas com as outras. Leia o trecho que aplica as várias técnicas de fazer gráficos e faça um gráfico da passagem que você acabou de estudar.
Um Exemplo para Seguir:
1 PEDRO 2 - TÍTULO
“Um exemplo para seguir”
Figura 4
	SANTIFICADOS PARA CRESCERMOS
	CRISTO REJEITADO
	QUEM SOMOS
	SANTIFICADOS PARA QUE OBSERVEMOS
	COMO DEVEMOS VIVER
	A
REAÇÃO DE CRISTO À REJEIÇÃO
	2.1-3
	2.4-8
	2.9-10
	2.11-12
	2.13-202.21-25
	Crescer
	Chegar-se
	Proclamar
	Abster-se
	Sujeitar-se
	Seguir
	DESTINO
	DEVER
	SER SUBMISSO
	POR SEU BEM
	PELO BEM DO MUNDO
	CRISTO A PEDRA
	CRISTO O PASTOR
(O) Passo Nove - Para quem é verdadeiramente ambicioso, no bom sentido, um novo e final passo que se pode incorporar é a memorização da passagem. Embora essa tarefa seja um trabalho difícil, traz ricas recompensas. Conforme esteja revendo a passagem, novas observações e novos discernimentos virão à mente, e você os aduzirá à sua seção Observações (Passo Um). As seguintes sugestões são para sua consideração.
a) Memorize só de uma tradução. Use aquela com a qual está fazendo o estudo.
b) Coloque os versículos em cartões – um versículo por cartão – pondo o versículo num lado e a referência no outro.
c) Recapitule, Recapitule, Recapitule. Poucas coisas causam tanta frustração como decorar uma porção da Escritura e depois esquecê-la. Recapitular é trabalho duro, mas fique firme nisso.
d) Memorize a passagem antes de começar o seu estudo. Isto o ajudará em todo passo em que se ocupar. Ligará a passagem formando uma unidade e lhe dará a capacidade de ter todo o conjunto em mente quando o estudar versículo por versículo.
Não permita que a metodologia o domine. Por exemplo, nos cinco passos avançados, escolha somente aqueles com os quais se sinta à vontade. Na hora você pode querer planejar um novo passo e usá-lo. Não há nada de sagrado na metodologia. Seu valor jaz em seu poder de ajudá-lo a ser mais hábil estudante da Palavra de Deus.
XVI. MÉTODO SINTÉTICO DE ESTUDO DA BÍBLIA
1. Estudo Sintético
Estudo amplo, global, de um livro da Bíblia. O método sintético de estudo bíblico aborda cada livro da Bíblia como uma unidade e procura entender o seu sentido como um todo. Não se interessa pelos pormenores, mas pelo escopo global do livro.
Com o método analítico você olhou o texto através de um microscópio. Com o método sintético você olha através de um telescópio. O que o escritor, movido pelo Espírito Santo, tinha em mente quando escreveu? Qual é o pensamento-chave ou idéia principal do livro? Como atinge ele o seu objetivo? São desta espécie as questões relevantes para o método sintético.
Este método é provavelmente o mais difícil de todos os métodos de estudo bíblico, mas também pode provar-se o mais recompensador.
Como em todos os métodos de estudo da Bíblia, você incorpora as quatro partes básicas:
(O) Observação
(I) Interpretação
(C) Correlação
(A) Aplicação
Junto de cada passo do estudo, anote uma das quatro letras acima. Elas visam a alertá-lo quanto à parte empregada naquele passo. Maiores informações sobre como abordar cada uma dessas quatro partes, usando as ferramentas, O QUE? QUANDO? ONDE? COMO? PORQUE? e encontram se nos capítulos anteriores.
2. Estudo Sintético Básico
Com o propósito de ilustração, o livro de Romanos será sintetizado seguindo esse processo.
(O) Passo Um – Leia o livro atentamente. Tome uma folha de papel e anote observações no alto. Ela será usada durante o estudo inteiro. Inclua nessa folha:
a) Observações – Anote os pensamentos-chave ou argumentos principais que fluem pelo livro. Arrole as palavras importantes. Anote coisas como lugares, acontecimentos, e nomes importantes. Registre coisas que queira estudar mais tarde.
b) Dificuldades – Quando for incapaz de seguir o pensamento do escritor, anote quando isto ocorre e exatamente o que não entende.
c) Referências – Anote quaisquer acontecimentos importantes ou citações que o escritor usa doutras partes da Bíblia. Por exemplo, Rom. 10.18-21 reporta-se a uma séria de citações do Velho Testamento (Sal. 19.4; Deut. 32.21; Isa. 65.1-2). Entender o contexto de cada uma dessas citações o ajudará a descobrir o fluxo da argumentação de Paulo no livro de Romanos.
d) Aplicações possíveis – Várias delas chamarão a sua atenção enquanto ler e reler. Anote-as para uso posterior em seu estudo.
As Observações não se completam no Passo Um antes de passar pelo Passo Dois. É melhor usar essa folha durante o estudo todo, acrescentando-lhe outras durante o percurso.
(I) Passo Dois – Leia o livro pela segunda vez, envolvendo-se num processo de exploração intensiva. O seu objetivo é deslindar o argumento do escritor. Enquanto ler, registre sob as suas Observações os pensamentos-chave ou temas importantes do livro. Procure colocá-los com suas palavras. Não deixe que as divisões de capítulos e versículos destruam a unidade do livro, pois essas divisões não estavam ali quando o escritor escreveu originalmente o seu livro. Faça tudo para proceder a essa leitura de uma vez.
(I) Passo Três – Leia o livro com atenção pela terceira vez. Peça ao Espírito Santo que o capacite a abordá-lo com a mente sã. De caneta na mão, complete a leitura sem interrupção.
Ao ler essa vez, procure o tema ou idéia maior que o escritor está comunicando. É o pensamento-chave do livro – o princípio organizador que dá unidade ao livro. Há algum ponto em particular no livro em que se menciona o pensamento-chave? Algum versículo ou passagem enuncia a idéia mais sucintamente do que qualquer outra? Se for o caso, anote-o.
Quando você comparar este pensamento-chave com os temas relacionados no Passo Dois, a unidade deverá patentear-se. Escreva o pensamento-chave com suas próprias palavras.
Romanos – Observações
	Vers.
	Observações
	1.18
	Paulo começa a epístola estabelecendo o fato do pecado humano. Primeiro trata do mundo em geral (1.18-32); depois, do moralista (2.1-15); finalmente, do judeu (2.17-3.9)
	3.21-26
	Aqui vemos a solução do nosso problema – a morte de Cristo – bela e lógica seqüência do ensino de Paulo
	2.7
	Que significa isso? Estará Paulo dizendo aqui que a pessoa pode construir seu caminho para o céu?
	3.1
(A)
	Os judeus tinham tremenda vantagem. Dá-se o mesmo comigo, como homem nascido numa herança cristã. Devo arrolar todas as vantagens que tenho, que grande parte do mundo não tem.
	4.1
	Por que Paulo fala de Abraão depois de Cristo?
	5.12-21
	Qual é a substância do argumento de Paulo nesta passagem? Que está procurando comunicar?
	6.1-4
	Belo quadro de nossa identificação com Cristo em Sua morte, sepultamento e ressurreição.
Todo o Livro – Esboço
	
	1. Necessidade do homem (1.1-3.20)
	
	2. Solução de Deus (3.21-5.21)
	
	3. Implicação para os cristãos (6.1-8.39)
	
	4. Implicação para os judeus (9.1-11.36)
	
	5. Aplicação (12.1-16.27).
	9.3
(A)
	Paulo queria ser “anátema, separado de Cristo” por amor dos seus compatriotas. E eu, tenho essa espécie de amor pelas pessoas? – Um verdadeiro desafio!
	11.1-32
	Paulo parece indicar que há um futuro para Israel? Este é para a nação ou só para certos indivíduos? Que significa “todo o”, no versículo 26.
	12.19
(A)
	“Não vos vingueis a vós mesmos” – Creio que tenho propensão para ser vingativo com aqueles que acho que me ofenderam.
	13.2
	Esta passagem implica em que as treze colônias americanas erraram ao declarar a sua Independência da Grã-Bretanha em 1776?
	14.1-23
	Passagem que fala das liberdades cristãs. Tem implicações de grande alcance para a Igreja hoje. Note o método de pergunta e resposta que Paulo usa na comunicação.
Romanos – Pensamento-Chave
Rom. 1.16,17 – O justo viverá por fé
(C) Passo Quatro – Leia o livro inteiro pela quarta vez. Faça a leitura como se estivesse explorando livro pela primeiríssima vez. Não passe por alto. Repetimos, faça essa leitura de uma vez. Não deixe de separar tempo suficiente, para não ser interrompido.
Feito isso, desenvolva um amplo esboço do livro. Interesse-se mais pelo fluxo do pensamento do escritor do que pelas divisões de capítulos. Resista à tentação de usar o esboço que se encontra em muitas Bíblias de estudo. Esta é sua exploração; portanto, faça o seu próprio esboço.
Dê título às várias divisões do seu esboço e dê um título ao livro.
Romanos - Esboço
Um Catecismo Cristão
I. Doutrina, 1.1-5.21
a) Introdução, 1.1-17;
b) O Problema do Homem, 1.18-3.20;
c) A Solução de Deus, 3.21-5.21
II. Implicações, 6.1-11.36
a) Crentes, 6.1-8.39;
- e o pecado, 6.1-23;
- e a lei, 7.1-25;- Libertos, 8.1-39.
b) Judeus, 9.1-11.36
- Escolha soberana, 9.1-33;
- Mensagem universal, 10.1-21;
- Um futuro para Israel, 11.1-36.
III. Aplicações, 12.1-16.27
a) O Crente e a Igreja, 12.1-21;
b) O Crente e o Mundo, 13.1-14;
c) O Crente e a Liberdade Cristã, 14.1-15.7;
d) Planos para o Futuro e Observações Finais, 15.8-16.27.
(O) Passo Cinco – Resuma o lastro histórico do livro. Você pode extrair muito desta informação do próprio livro; para alguma parte dela terá que consultar acessórios de estudo da Bíblia, tais como: Comentario da biblia versículo por versículo – 5 volumes. Enciclopedia da Biblia de teologia e filosofia – R.N Champlin. Dicionario de Paulo e suas cartas.
Procure determinar o seguinte:
a) Quem escreveu o livro? Como o escritor é apresentado no livro? Que revela ele acerca de si mesmo?
b) Para quem foi escrito o livro? Onde viviam os destinatários? Como era a geografia e que tipo de gente eram eles?
c) Quando e onde foi escrito? Em que circunstâncias e ambiente estava o escritor quando o escreveu?
d) Por quê foi escrito o livro? Que estava na mente do escritor quando se sentou para escrever? Havia problemas especiais que ocasionaram a produção do livro? O livro foi destinado a comunicar algo em particular?
Romanos – Quadro de Fundo
a) A carta começa reivindicando a autoria de Paulo (1.1). Quando o escritor descreve o seu ministério mais tarde (capítulo 10), o tom é de Paulo. As idéias, o estilo da carta e o vocabulário confirmam a alegação de que Paulo a escreveu.
Os chamados pais da igreja e outros através dos séculos referem-se a Paulo como o escritor que a produziu.
Jamais tendo visitado Roma em suas viagens missionárias, Paulo comunica entusiasmo e acolhida aos romanos (1.4-12); afirma que o seu contato com eles será mutuamente edificante.
b) Existem muitas teorias sobre como teve início a igreja de Roma (como a de que foi fundada pelo apóstolo Pedro), mas a melhor delas é a de que foi iniciada pelos judeus de Roma convertidos em Jerusalém no dia de Pentecostes (Atos 2). Muitos judeus viviam em Roma, tendo sido levados para lá quando a Palestina foi conquistada por Roma em 63 a.C.
c) Diz Paulo que terminou a primeira fase do seu ministério e está pronto para ir para a Espanha (ver 13.22). De caminho, pretende visitar Roma, viajando primeiro para Jerusalém.
Febe é mencionada nesta carta (16.1), e ela era de Corinto. Isto, ao lado de outras evidências, indica que Paulo estava na cidade de Corinto quando escreveu Romanos. Isto se deu durante a sua terceira viagem, por volta de 57,58 A.D.
d) Visto que Paulo nunca tinha exercido o ministério em Roma, não tinha de enfrentar problemas especiais. Queria apresentar-se à igreja e obter apoio dela para sua posterior atividade missionária na Espanha.
Dizem alguns que Paulo queria conciliar divergências que existiam entre os judeus e os gentios, mas o mais provável é que simplesmente quisesse expor um compêndio das suas idéias sobre a teologia do Evangelho.
(A) Passo Seis – Das aplicações possíveis arroladas em suas Observações, escolha aquela em que Deus quer que você trabalhe. Sugestões sobre como fazer isto acham-se em alguns estudos nesta apostila.
3. Estudo Sintético Avançado
Se, depois de trabalhar nestes passos por certo período de tempo, você quiser acrescentar algo a seu estudo, poderá escolher dois caminhos. Um deles é ler os capítulos desta apostila e pôr em ação aquelas partes que se aplicam a estes passos. O outro é acrescentar mais passos de sua iniciativa pessoal. Seja arrojado e imaginativo. Tente coisas novas. O método tem por fim ajudá-lo, não escravizá-lo. Ponha de lado o que não funciona para você, e junte o que funciona. O objetivo do estudo da Bíblia é determinar o sentido do texto para o escritor na ocasião em que ele o escreveu, e aplicar esta verdade à sua vida. Tudo mais é metodologia para ajudá-lo em sua busca. Sugerem-se outros três passos aqui.
(I) Passo Sete – Estude o conteúdo do livro para determinar o estilo usado pelo escritor. Eis a seguir exemplos do que procurar no livro que está estudando, quanto ao estilo.
a) Tópico – Aqui o escritor lida com certos tópicos. O Evangelho Segundo Mateus é um exemplo. Mateus apresenta topicamente a vida de Cristo.
b) Cronológico – Aqui o escritor relata a seqüência dos acontecimentos e se desenrola uma história. Um exemplo deste estilo se vê nos livros de I e II Reis, que originalmente formavam um só livro.
c) Apologético – Aqui, de forma polêmica, o escritor argumenta defendendo a sua tese. Gálatas é um belo exemplo disto.
d) Paulo dispensa as suas costumeiras delicadezas na introdução e vai direto ao ponto em questão.
e) Interrogativo – Aqui o escritor, desenvolvendo o seu argumento, martela com questões para averiguação. É o estilo empregado por Malaquias.
f) Lógico – Aqui o escritor se move de molde a conduzir-nos à sua conclusão. É este o estilo de Paulo no livro de Romanos. Ele começa com o fato universal do pecado, destruindo sistematicamente no processo todo e qualquer argumento a favor da auto-redenção, e nos leva ao pé da cruz. Seu método é o do uso de perguntas e respostas, muito semelhante às técnicas usadas na instrução com catecismo.
(C) Passo Oito – Faça um gráfico do livro. Isto se revelará passo útil para a visão do livro como uma unidade e para comparar as partes entre si.
(I) Passo Nove – Determine a posição que o livro ocupa na Bíblia como um todo. Cada livro faz sua contribuição única ao conjunto global da Bíblia. Que ficaria faltando se esse livro fosse omitido?
a) Romanos – um Catecismo Cristão
b) Romanos – Sua contribuição
Muitos acreditam que Romanos é o maior livro no Novo Testamento. Certamente é a mais completa apresentação de “todo o desígnio de Deus”. Constitui a base das grandes obras teológicas escritas no transcurso dos séculos, e foi o principal livro da Reforma Protestante.
Em contraste com as outras religiões do mundo, que são religiões de realização humana, o cristianismo é religião de resgate. De todos os documentos no Novo Testamento, Romanos é a mais clara apresentação deste fato.
Conclusão
Idealmente, o método sintético deve ser usado em conjunto com o método analítico. Visto o livro como um todo, veja depois as suas partes e, finalmente, reexamine o todo. Em diagrama, assemelha-se a isto:
	SINTÉTICO
	ANALÍTICO
	SINTÉTICO
	Todo
	Partes
	Todo
	Vista geral
(temporária)
	Análise dos capítulos
	Sumário
(permanente)
Aplicar este método significa que primeiro você faz um estudo sintético, como o descrito neste capítulo. Depois faz uma análise do livro, capítulo por capítulo, como a descrita no capítulo anterior. Finalmente, repete o estudo sintético do livro. Este estudo final confirma ou invalida o primeiro estudo sintético.
Se quiser fazer isto, tenha o cuidado de abordar o seu segundo estudo sintético com mente aberta e vigorosa. Ponha de lado o seu primeiro estudo e não o consulte enquanto não tiver completado tudo. Apanhe-o depois, para fins de comparação.
Este passo deve ser dado por um estudante da Bíblia amadurecido. Não tente fazer mais do que pode, pois isto leva à frustração, ao desânimo, e por fim à desistência. Se, quando estiver trabalhando nesses passos, vir que está fazendo demais, volte atrás, deixando de lado o novo material. Você não está competindo com ninguém. Mais tarde, se se sentir pronto para isso, faça outra tentativa. Se decidir nunca mais tentar, está bem!
XVII. MÉTODO TÓPICO DE ESTUDO DA BÍBLIA
Na epístola aos Romanos, Paulo apresenta certo número de tópicos diferentes e os une, tecendo com eles a mensagem que quer transmitir. Exemplos desses tópicos são: a fé, a graça, a justificação, o Espírito Santo, e o pecado. O tratamento que dá a cada um desses tópicos não é completo, mas dá a você algum discernimento sobre o que Deus acha deles.
Isto acontece com todos os escritores da Bíblia. Cada um deles toca numa porção de tópicos ao desenvolver o seu assunto.
No método tópico de estudar a Bíblia você “caça” um tópico escolhido através da Bíblia. A que distância vai nessa caçada dependerá do tempoque dispõe e do seu objetivo global. Para o estudante médio, quanto maior for o tópico, mais estreito terá de ser o estudo.
Por exemplo, estudar o pecado na Bíblia prometeria ser tarefa colossal. Mesmo o estudo do ensino de Jesus sobre o pecado seria enorme. Ou você evitará assuntos desse porte, ou os estreitará mais ainda, como, ensino de João sobre o pecado, em sua primeira carta.
Um tópico menor pode ser tratado com muito menor amplitude. Se, por exemplo, você resolver estudar a palavra vitória na Bíblia, poderá pesquisar todos os 66 livros e verá que na Bíblia inteira ela aparece somente 11 vezes. *
Às vezes, o tópico em estudo tem sinônimos: leis, estatutos, mandamentos, juízos, preceitos, testemunhos, são termos usados uns pelos outros em Salmos. Por esta razão, muitas vezes um índice tópico ou enciclopédico pode ser mais útil do que uma concordância.
Nos estudos da Bíblia, a Thompson Chain Reference Bible ( Biblia de referencia Thompson ) é excelente para isto. As concordâncias de Strong e de Young são exaustivas, podendo-se escolher qualquer delas. Outra ainda é a Concordancia Exaustiva da Biblia. 
Como no Método de Análise do Versículo, para chamar a atenção para as quatro partes básicas do estudo da Bíblia, anote junto de cada um dos passos uma letra indicando a parte que você está fazendo:
(O) Observação
(I) Interpretação
(C) Correlação
(A) Aplicação
1. Estudo Tópico Básico
Para fins de ilustração, usaremos a palavra hospitalidade como nosso tópico para estudo.
(C) Passo Um – Escolha a palavra para estudar e os limites do estudo, como um livro, uma parte da Bíblia, ou a Bíblia toda. Escreva o propósito ou objetivo do estudo. Usando um acessório de estudo bíblico, do tipo dos relacionados acima, localize as referências a incluir no seu estudo. Numa folha de papel registre essas referências verticalmente, usando o lado esquerdo da folha.
Hospitalidade – Tópico, propósito e referências
a) Tópico para Estudar: Hospitalidade
b) Propósito do Estudo: Aprender o conceito bíblico da hospitalidade, de modo que usemos o nosso lar como a Bíblia ensina.
c) Referências:
- Mateus 25.35; Lucas 7.44-46; Lucas 11.5-8;
- Romanos 12.13; I Timóteo 3.2; Tito 1.8;
- Hebreus 13.2; I Pedro 4.9.
(O) Passo Dois – Pegue uma folha de papel e escreva Observações no alto. Será usada durante o estudo todo. Inclua nessa folha:
a) Observações – Anote toda e qualquer minúcia observada. Bombardeie as referências com perguntas tais: quem? Quê? Onde? Quando? Por quê? E como? Anote os substantivos, os verbos, e outras palavras-chave.
b) Dificuldades – Escreva o que não entende das referências e do tópico. Não diga: “Não compreendo Efésios 4.8”. Ao invés disso, exponha elaboradamente aquilo que você não compreende. Algumas das questões se resolverão por si conforme continue seu estudo. Outras serão resolvidas somente mediante consulta a outras fontes, como seu pastor ou um comentário os indicados anteriormente. Algumas das questões nunca serão respondidas, porém com a perseverança do estudo e as referencias indicadas anteriormente e ajuda do Espirito Santo as respostas virão.
c) Aplicações possíveis – Você observará várias delas no transcurso do seu estudo. Anote-as nessa folha com um (A) na margem. Na conclusão do seu estudo você voltará a estas aplicações possíveis e escolherá aquela que o Espírito Santo fará você focalizar.
Hospitalidade - Observações
(O) Definições – Hospitalidade é “acolher e obsequiar estranhos”.
No dicionário encontramos várias palavras cognatas, com os sentidos variando entre acolher, abrigar e abrigar e cuidar de doentes. Eis as principais:
a) Hospedaria, casa de hospedagem paga;
b) Hospedável, que pode hospedar ou ser hospedado. Webster define: “O que se destina à generosa e cordial recepção de visitas (Novo Dicionario da Biblia)”;
c) Hospício, hospital para insanos mentais;
d) Hospital, casa em que se recebem e tratam doentes;
e) Hospitaleiro, aquele que bondosamente dá hospedagem; acolhedor; caridoso;
f) Hospitalidade é “tratamento, recepção ou disposição hospitaleira” (Novo Dicionario da Biblia).
(O) Mat. 23.35 – O juízo de Jesus sobre as nações por sua aceitação ou rejeição dele e dos Seus irmãos, no contexto da provisão.
a) A lista é um dos elementos puramente essenciais: comida, bebida, abrigo, roupa e companhia;
b) Por que é dada ênfase a estrangeiros ou forasteiros. A igreja estava dispersa e o crente em viagem podia encontrar acolhida e provisão no contexto do corpo local de crentes; portanto, os santos deviam esperar estrangeiros. Também nunca sabiam quando poderiam estar hospedando anjos (Heb. 13.2).
(A) Minha tendência é acolher os que eu conheço, em vez de suprir o estrangeiro ou desconhecido.
(O) Luc. 7.44-46 – Jesus contrasta o hospedeiro que faz a recepção, com a forasteira hospedeira. O hospedeiro não providenciou nenhuma cortesia para o seu convidado, ao passo que a estranha providenciou água, saudação e unção.
a) Jesus revela que os motivos de uma pessoa se revelam no fato da hospitalidade ser oferecida por amor ou por obrigação;
b) Quais as cortesias da hospitalidade hoje, na cultura a que pertenço? Uma saudação de boas vindas, algo para beber, demonstração de interesse pelo visitante, alimento e outras amenidades;
c) Contraste Simão com Marta e Maria, que ofereceram ardente acolhida a Jesus em sua casa (Luc. 10.38; Jo 12.2).
(O) Luc. 11.5-8 – Há um preço na satisfação das necessidades de outros: inconveniência (era tarde e a família se acomodara para passar a noite), tempo e recursos.
a) Por causa de uma amizade (relacionamento), a pessoa sentiu-se com liberdade para ir a ele em busca de ajuda numa hora de necessidade;
b) Hospitalidade é atender às necessidades de outros, não apenas entreter os convidados como a nossa cultura a retrata. Entretenimento cultural para exibir as nossas habilidades como cozinheiras, casas bem grandes e com conforto, ou o arranjo ornamental de coisas como porcelana, prata e objetos de arte, é oposto no ensino bíblico sobre a hospitalidade.
(O) Rom. 12.13 – O suprimento de necessidades e a prática da hospitalidade são mencionados em conjunto.
a) Os crentes são os destinatários únicos;
b) Sinônimos: dedicados, entregues, consagrados (ICor. 16.15);(O)
c) A hospitalidade não é uma decisão de adotar um procedimento, mas o reflexo de um estilo de vida. O lar não é considerado uma torre palaciana de refúgio para os membros da família, mas uma hospedaria para prestar serviço a outros.
(O) I Tim. 3.2 – Que significa ser hospitaleiro? Indica mais do que uma ação ocasional, mas um modo de viver, um estilo de vida.
a) Em Gen. 18, Abraão e Sara não estavam esperando hóspedes. Todavia, quando os forasteiros se aproximavam, Abraão correu ao encontro deles, deu-lhes água para lavarem os pés, e pediu a Sara que preparasse uma refeição completa. Saíram da sua posição para acolher bem os estranhos.
b) O custo para eles foi tempo, esforço e provisões. Apesar disso, não hesitaram, mas ardorosamente se deram a si mesmos (ver II Cor. 8.5).
(O) Tit. 1.8 – Os dirigentes da igreja devem amar a hospitalidade.
a) A hospitalidade não pode ser separada das pessoas e da preocupação e interesse por elas. Significa dar-me a outros porque me interesso por eles.
b) João 4 – vemos Jesus como um viajante cansado e faminto. Contudo, deu-se à mulher samaritana, falando com ela, respondendo às suas perguntas, e oferecendo-lhe água viva que satisfaria as mais profundas necessidades da sua vida. Que contraste com a reação dos discípulos, que ficaram chocados só de vê-lo falar com ela!
c) II Reis 4.8-10 – Um casal sunamita, possuidor de recursos financeiros, preparou um quarto com cama, mesa, cadeira e candeeiro para o profeta itinerante Eliseu, para que tivesse um lugar onde ficar.
(A) Heb.. 13.2 – É-me fácil ficar tão envolvido com as minhas atividades e com meus amigos, que negligencie os estranhos, como os visitantes que vão à igreja sem que eu os cumprimente. Se eu fizesse a minha parte juntamente com os demais da igreja, não haveria necessidade de comissões de recepção.
a) Os anjosainda fazem visitas?
b) Quais são os relatos bíblicos de gente que acolheu anjos sem saber quem eram eles?
c) Gen. 18.2-15 – Abraão; Gen. 19.1-22 – Ló;
d) Juízes 6.11-24 – Gideão; Juízes 13.1-21 – Os pais de Sansão.
e) As visitações angélicas eram para a comunicação de mensagens; todavia em cada caso foram acolhidos, não por serem anjos, mas porque as pessoas por eles visitadas abriram as suas casas e as suas vidas para estranhos.
(O) (C) I Ped. 4.9 – Uma vez que a hospitalidade inclui dar, é aplicável a admoestação de II Cor. 9.7: “Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; Deus ama a quem dá com alegria”. 
a) A hospitalidade deve refletir uma atitude de ardor de coração, não o cumprimento de um dever. Se eu captar o privilégio que é ministrar a outros sendo hospitaleiro, isto removerá a obrigação e permitirá que o Espírito de Deus ministre a outros por meu intermédio, o que também vem a ser reflexo de um estilo de vida.
(I) Passo Três – Na folha usada no Passo Um, escreva o pensamento-chave para cada referência registrada. O pensamento-chave é a essência destilada ou a principal idéia do versículo enunciada com as suas próprias palavras.
Enquanto estiver trabalhando no Passo Três, você deve fazer uma lista de muitas das suas observações sugeridas no Passo Dois.
Hospitalidade – Pensamento-Chave
a) Tópico para Estudar: Hospitalidade
b) Propósito do Estudo: Aprender o conceito bíblico de hospitalidade, de modo que usemos o nosso lar como a Bíblia ensina.
c) Referências:
- Mateus 25.35 – Aceitação do estranho e provisão para ele;
- Lucas 7.44-46 – Providenciar as cortesias da hospitalidade;
- Lucas 11.5-8 – O preço de satisfazer as necessidades de outros;
- Romanos 12.13 – Suprindo necessidades; entrega à pratica da hospitalidade;
- I Timóteo 3.2 – Um amigo da hospitalidade (um homem hospitaleiro);
- Tito 1.8 – Um amigo da hospitalidade (um homem hospitaleiro);
- Hebreus 13.2 – Acolha estranhos; alguns hospedaram anjos;
- I Pedro 4.9 – seja hospitaleiro sem resmungar.
(C) Passo Quatro – Disponha os versículos segundo categorias. Os pensamentos-chave mencionados no Passo Três o ajudarão a selecionar as suas categorias. Faça a si próprio perguntas como: Quais são as principais categorias sugeridas por estes versículos? Como poderia eu esboçar este assunto para outra pessoa? Alguns versículos se enquadrarão em mais de uma categoria.
Hospitalidade – Categorias
Atitudes que manifestam hospitalidade
- I Ped 4.9; Tito 1.8; I Tim. 3.2; Rom. 12.13 
Definição de hospitalidade
- Mat. 25.35; Luc. 7.44-46; Rom. 12.13
Custos e Prêmios da hospitalidade
- Luc. 11.5-8; Heb. 13.2
(C) Passo Cinco – Esboce as categorias produzidas no Passo Quatro, incluindo as divisões principais e as subdivisões importantes. Coloque os versículos-chave junto de cada divisão e subdivisão.
Procure obter uma ordem lógica e simplicidade de estrutura. Não faça esboço complicado. Falando em termos gerais, quanto mais simples for o esboço, mais fácil de compreender. Mantenha constantemente em mente o propósito do estudo.
Hospitalidade - Esboço
I. A hospitalidade definida (Rom. 12.13; Mat. 25.35-40)
II. A hospitalidade demonstrada (Luc. 7.44-46)
a) Atitudes para com a hospitalidade (Tit. 1.8; I Ped. 4.9; I Tim. 3.2)
b) Custos e benefícios da hospitalidade (Luc. 11.5-8; Heb. 13.2).
(I) Passo Seis – Escreva o pensamento-chave para cada divisão importante, lembrando que o pensamento-chave é o seu enunciado da idéia principal em uma sentença. Depois escrevia um pensamento-chave para o estudo completo. Este vem a ser a “idéia maior” ou o tema do estudo. No processo, você aperta o material (como um funil), do pensamento-chave de cada versículo ao pensamento-chave do todo.
I. A hospitalidade definida
Ser sensível às necessidades das pessoas ao meu redor, incluindo o estranho, e prover o necessário auxílio para satisfazer aquelas necessidades.
II. A hospitalidade demonstrada
Cumprindo as cortesias comuns da cultura a que pertenço, de modo que o hóspede saiba que é bem-vindo.
III. A Atitudes de prática da hospitalidade, e de amor a esta, é essencial.
Tempo, esforço e provisões fazem parte do custo, mas os benefícios podem constituir-se num hospede celestial inesperado.
Pensamento-chave para o Estudo Completo:
Hospitalidade é dar-me a outros, incluindo-se o estranho, e comunicar genuíno interesse por eles, estendendo-lhes cortesias sociais e suprindo as suas necessidades.
(A) Passo Sete – Das possíveis aplicações arroladas em suas Observações, escolha aquela em que Deus quer que trabalhe.
Hospitalidade - Aplicação
Freqüento uma igreja na qual é fácil a gente ficar perdido no meio do povo. Eu não me movo para cumprimentar as pessoas que não reconheço. Simplesmente sigo o meu caminho.
Isso contraria o ensino da Bíblia, de que deve ter o estilo de vida de quem é hospitaleiro.
Procurarei saudar aqueles que estão por perto de mim acompanhando o serviço do culto, apresentar-me e perguntar se são visitantes. Dar-lhes-ei boas vindas e perguntarei se lhes posso prestar algum serviço (como o de achar-lhes uma classe da Escola Dominical).
2. Estudo Tópico Avançado
Os seguintes passos adicionais são facultativos e você só deve experimentá-los depois de ter prática na primeira parte do estudo. Não é possível enfatizar excessivamente isto: não tente fazer muita coisa de uma vez.
Amplie sua metodologia lentamente. Você está procurando desenvolver hábitos de estudo bíblico para a vida inteira.
(I) Passo Oito – Tome o pensamento-chave do seu estudo e escreva vários períodos desenvolvendo a verdade central. Veja este pensamento-chave como o ponto-eixo do desenvolvimento que fez. Nunca se aparte dele. O propósito aqui é fixar as verdades ou princípios básicos encontrados em seu estudo.
Hospitalidade – Elaborando o pensamento-chave
Hospitalidade é dar-me a outros, incluindo-se o estranho, é comunicar genuíno interesse por eles, estendendo-lhes cortesias sociais e provendo às suas necessidades. 
Hospitalidade é um compromisso, no sentido de que não é apenas um entretenimento, mas um modo de vida – um estilo de vida. O entretenimento é algo que você decide se faz ou não, dependendo da sua vontade, mas a hospitalidade é uma abertura da vida e do lar. É dar-se aos outros uma atitude de entrega, não de obrigação.
Hospitalidade é comunicar ao seu hóspede interesse por ele, estendendo-lhe cortesias comuns, de acordo com a nossa cultura. Isto poderia incluir um caloroso aperto de mão, o oferecimento de uma bebida, tempo para conversar (sem ficar mentalmente preocupado enquanto ouve), e o convite para uma refeição ou para alojar-se, se este convite for apropriado à hora do dia e às circunstâncias.
O hóspede pode ter outras necessidades, que não físicas (como comida e bebida). Elas poderão incluir aceitação ou um problema que precisa ser debatido. A hospitalidade inclui amizade com genuíno interesse em procurar ministrar às necessidades da outra pessoa.
Visto que a hospitalidade envolve dar, envolve custo. Este pode consistir em tempo, esforço ou bens materiais; mas o custo é apenas o aspecto da hospitalidade. Isto pode evidenciar-se imediatamente, ou não. Deus é Deus dadivoso, e quando os seus filhos participam de Sua natureza, Ele os recompensa, às vezes com um hóspede “celestial”.
Portanto, dando-me a outros, incluindo-se o estranho, e comunicando genuíno interesse por eles, estendendo-lhes cortesias sociais e suprindo às suas necessidades, estou obedecendo à admoestação bíblica para ser hospitaleiro.
(C) Passo Nove– Consultando o material que trata do estudo tópico, faça um gráfico do seu estudo. Este será um passo útil para uma visão do estudo como um todo e ver como as partes se relacionam umas com as outras. O tipo de estudo tópico você fez influirá na espécie de gráfico que escolherá.
Hospitalidade – Gráfico
	HOSPITALIDADE BÍBLICA
	ENTRETENIMENTO SOCIAL
	Reflexo de um estilo de vida
Compartindo o que você tem
O estranho é bem-vindo
O lar como hospedaria
	Cumprindo uma obrigação
Exibindo o que você tem
A pessoa bem conhecidaé bem-vinda
O lar é uma torre de marfim.
(I) Passo Dez – Consulte outros materiais sobre o tópico que estudou e amplie ou alterar alguma parte do seu estudo. Este último passo é valiosa verificação das suas conclusões, especialmente se planeja alguma apresentação pública do seu estudo.
XVIII. MÉTODO BIOGRÁFICO DE ESTUDO DA BÍBLIA
1. Estudo Biográfico
Pesquisa sobre o caráter dos personagens bíblicos. Esta espécie de estudo bíblico é divertida, pois você tem a oportunidade de sondar o caráter das pessoas que o Espírito Santo colocou na Bíblia, e de aprender de suas vidas. Paulo, escrevendo aos coríntios, disse: “Estas cousas lhes sobrevieram como exemplos, e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado” (I Cor. 11.11).
Muito material foi escrito sobre algumas personagens bíblicas. Quando você estuda pessoas como Jesus, Abraão e Moisés, pode precisar restringir o estudo a áreas como, “A vida de Jesus como nos é revelada no Evangelho de João”, “Moisés durante o Êxodo”, ou “O que diz o Novo Testamento sobre Abraão”. Lute sempre para manter os seus estudos com tamanho manejável.
Os mesmos materiais de consulta sugeridos em Capítulos anteriores são úteis aqui. Como no Método de Análise do Versículo, uma letra indicando a parte que você está fazendo é anotada junto de cada um dos passos, para chamar a atenção para as quatro partes do estudo da Bíblia.
(O) Observação
(I) Interpretação
(C) Correlação
(A) Aplicação
2. Estudo Biográfico Básico
Com o propósito de ilustração, usaremos a história de Raabe neste estudo.
(A) Passo Um – Escolha a pessoa que você quer estudar e estabeleça os limites do estudo (por exemplo, “Vida de Davi, antes de tornar-se rei”). Usando uma concordância ou um índice enciclopédico, localize as referências que têm que ver com a pessoa em estudo. Leia-as várias vezes e faça resumo de cada uma delas.
	RAABE - REFERÊNCIAS
	Josué 2.1
	Prostituta residente em Jericó
	2.3
	O rei de Jericó manda tomar de Raabe informações sobre os espias
	2.4
	Ela escondera os espias e mente ao rei
	2.5
	De propósito desvia dali os homens da cidade
	2.6
	Esconde os espias sob as canas de linho
	2.8,9
	Reconhece que o Senhor tomara posse de Jericó
	2.10
	Os rumores do Êxodo e da vitória sobre os amorreus
	2.11
	O medo do povo e o fato de que o Senhor é Deus de todos e de tudo
	2.12,13
	Raabe roga segurança para si e para s sua família 
	2.14
	Os espias fazem a promessa
	2.15
	Ela lhes providencia o meio de fuga
	2.16
	Dá-lhes um plano para segurança deles
	2.17-20
	Os espias planejam a segurança dela
	2.21
	O sinal do compromisso dela
	6.22,23
	Salvamento de Raabe e de sua família
	Mateus 1.5
	Lugar de Raabe na genealogia de Jesus Cristo
	Heb. 11.31
	Pela fé Raabe não morreu, porque acolheu aos espias
	Tiago 2.25
	Foi justificada por sua ação de fazer partir em paz os espias.
(O) Passo Dois – Tome uma folha de papel e anote Observação no alto. Use esta folha durante o estudo todo. Inclua nessa página:
a) Observações – Anote todo e qualquer pormenor que notar sobre essa pessoa. Quem era? Que fazia? Onde morava? Quando viveu? Por que fez o que fez? Como o levou a efeito? Anote as minúcias sobre e seu cárater.
b) Dificuldades – Escreva o que não entende acerca desa pessoa e de acontecimentos de sua vida.
c) Aplicações possíveis – Anote várias destas durante o transcurso do seu estudo, e escreva um (A) na margem. Na conclusão do seu estudo, você voltará a estas aplicações possíveis e escolherá aquela que o Espírito Santo o fará focalizar.
(O) Passo Três – Com divisão em parágrafos, escreva um breve esboço da vida da pessoa. Inclua os acontecimentos e características importantes, declarando os fatos, sem interpretação. Quanto possível, mantenha o material em ordem cronológica.
Raabe – Esboço de sua Vida
Raabe era uma prostituta da cidade de Jericó, situada além do rio Jordão na terra de Canaã. Ela e outros membros da sua comunidade tinham ouvido como Deus tinha permitido que os israelitas atravessassem o Mar Vermelho em terra seca, e também como tinham derrotado os dois reis dos amorreus.
Quando os espias chegaram à sua porta, ela os acolheu em paz e os escondeu ao rei de Jericó, que buscava suas vidas. Ela mentiu ao rei, que não estavam ali, e mandou os homens da cidade com falsa pista atrás deles.
Raabe solicitou segurança aos espias, para si e para sua família, dando-lhes testemunho de que cria que o Deus de Israel era o Deus do céu e da terra, baseada no que tinha ouvido dos Seus atos.
Os espias lhe prometeram salvamento se ela não revelasse o paradeiro deles, e que teria a sua família em casa quando tomassem Jericó. A prova do compromisso mútuo era um cordão de escarlata pendente da sua janela.
A vida de Raabe foi poupada na queda de Jericó e mais tarde a vemos como trisavó do rei Davi e, assim, na linhagem de Jesus Cristo.
O Novo Testamento registra ainda a sua fé e justificação por seu ato de acolhida aos espias.
(I) Passo Quatro – Registre as virtudes e as fraquezas da pessoa. Por que Deus a considerou grande? Quando ela falhou?
Raabe – Virtudes e Fraquezas
a) Virtudes: Baseada em bem pequeno conhecimento (rumores), Raabe apostou toda a sua vida e a vida sua família no que ouviu. Aplicou o que sabia. Deus considera grandeza isto – crer nele e agir com o que você tem. O povo de Raabe recebera a mesma informação, e, contudo, não creu.
b) Fraquezas: Ela foi mentirosa e traidora da sua pátria.
(I) Passo Cinco – Escolha o versículo-chave para a sua vida. Trata-se do versículo ou passagem que mais que qualquer outra sintetiza a orientação da vida daquela pessoa. Exponha a realização ou contribuição que coroa aquela vida.
Raabe – Versículo-Chave
“Pela fé Raabe, a meretriz, não foi destruída com os desobedientes, porque acolheu com paz os espias” (Heb. 11.31).
Sua fé foi exercida enquanto ela era meretriz, e Deus a considera grande naquele estágio da sua vida, não somente depois de ser aceita na comunidade judaica. Com base no escasso conhecimento que tinha, ela agiu ocultando os espias e creu que Jeová era o verdadeiro Deus dos céus e da terra.
(I) Passo Seis – Numa sentença, expresse o pensamento-chave quanto à vida da pessoa. Pode ser positivo ou negativo. Aqui você está procurando resumir a vida da pessoa numa sentença. Deve haver correlação entre este pensamento-chave e o versículo-chave do Passo Cinco.
Raabe – Pensamento-Chave
Raabe se dispôs a correr grandes riscos com Deus, baseada em pouca informação, e Deus considerou isso uma autêntica grandeza.
(A) Passo Sete – Das aplicações possíveis registradas em suas Observações, escolha aquela que Deus quer que você ponha em ação.
Raabe - Aplicação
É fácil cair no hábito de ler a Bíblia para obter novas compreensões, e omitir os aspectos de aplicação que transformam a vida. Sou culpado disto.
Desde que o segredo de uma vida transformada está em aplicar a Palavra de Deus à minha vida, e não em aumentar o meu conhecimento, vou orar e me comprometo a aplicar a verdade da Escritura toda vez que eu ler a Bíblia.
3. Estudo Biográfico Avançado
Os seguintes passos podem ser acrescentados se e quando você achar que o ajudarão em seus estudos biográficos. São facultativos e só devem ser incluídos progressivamente, à medida que você ganhe confiança e prática.
(O) Passo Oito – Trace o fundo histórico da pessoa. Use um dicionário bíblico para ampliar este passo somente quando necessário. As seguintes perguntas haverão de estimular o seu pensamento.
a) Quando viveu a pessoa? Quais eram as condições políticas, sociais, religiosas, e econômicas da sua época?
b) Onde a pessoa nasceu? Quem foram seus pais? Houve alguma coisa de incomum em torno do seu nascimento e da sua infância?
c) Qual a sua vocação? Era mestre, agricultor, ou tinha alguma outra ocupação? Isto influenciou o seu ministério posterior? Como?
d) Quem foi seu consorte? Tiveram filhos? Como eram eles? Ajudaram ou estorvaram a sua vida e o seu ministério?
e) Faça um gráfico das viagens da pessoa. Aonde ela foi? Por que? Que fez?
f)Como a pessoa morreu? Houve alguma coisa extraordinária em sua vida?
Raabe – Fundo Histórico
Jericó, a Cidade das Palmeiras, ficava na terra de Canaã. Ficava na rota das caravanas entre o Egito, ao sul, e a Babilônia, ao norte. Canaã consistia de pequenos reinos, cada um com cidades fortificadas e um rei (Ver Josué 9.1-2). Jericó era fortificada com uma muralha dupla, e a casa de Raabe era sobre essa muralha.
Os cananeus eram descendentes de Cão (Ver Gen. 19.18-25), e seu culto consistia de idolatria, ritos celebrando a fertilidade e sacrifícios humanos a Baal. 
Desde a hora em que os residentes em Jericó ouviram falar do Êxodo, viviam com medo. O coração dos homens da cidade “desmaiou” dentro deles.
De acordo com o relato bíblico, o linho tinha sido colhido recentemente, visto que estava no teto para secar, o que coloca o início da história no fim de março ou princípio de abril.
Mais tarde Raabe casou-se com Salmon e teve um filho, Boaz, que casou-se com a gentia Rute, que dá o nome ao conhecido livro do Velho Testamento. O filho deles, Obede, gerou a Jessé, que foi o pai do maior rei de Israel, Davi.
(I) Passo Nove – Escreva um par de parágrafos sobre a filosofia de vida da personagem. Que a motivou? Quais foram as suas atitudes? Quais foram os objetivos da sua vida? O que a pessoa queria da vida? Conseguiu-os?
Raabe – Filosofia de Vida
A filosofia de vida de Raabe consistia em crer que o Deus dos israelitas tinha de ser o Deus vivo e verdadeiro. Ela soube dos milagres que Ele realizara em favor do Seu povo. Enquanto os seus concidadãos viviam com medo, ela vivia com fé, crendo que Deus já tinha conquistado Jericó. Sua fé a motivou a acolher os espias, ocultá-los e ajudá-los na fuga. Quis também segurança para si e sua família, e a recebeu. Raabe adquiriu lugar permanente na história de Israel e na linhagem de Jesus Cristo.
(C) Passo Dez – Consultando todo material, faça um gráfico dessa personagem. Faça-o cronológico, marcando as várias fases da sua vida. Se o desejar, faça outro gráfico que mostre a sua relação com outros que fizeram parte da sua vida.
(C) Passo Onze – Compare e/ou contraste a personagem com outras da Bíblia. A personagem pode ser comparada com um seu contemporâneo, ou, se se trata de alguém como Moisés ou Abraão, pode-se fazer comparação com Cristo.
Raabe – Comparação
Uma comparação interessante é a de Raabe e a mulher de Ló. Este era parente de Abraão e estava ciente das promessas de Deus a ele. 
Entretanto, quando os anjos foram livrá-la da destruição de Sodoma e lhe deram ordens específicas para não olhar para trás, ela não creu. Esta incredulidade resultou em sua condenação, pois foi transformada numa coluna de sal.
Esta apostila foi elaborada para incentivar ainda mais a sua mente e ampliar o seu estudo biográfico e a fazer dele um desafio maior ainda a você. Assim como não é necessário incluir em seu estudo todos os onze passos acima, também não vá você achar que precisa incorporar todas as sugestões registradas nestes capítulos. Simplesmente lhe dão oportunidade para criar o seu estudo pessoal a partir de uma variedade de idéias. Experimente até que o método leve ao nível ótimo a sua capacidade de colher do seu estudo da Bíblia o que quiser.
Anotações:
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BIBLIOGRAFIA
A História de Israel. Ed. Vida Nova – Samuel Schultz
A História dos Judeus. Ed. Record – Paul Johson
A Vida Diária nos Tempos de Jesus. Ed. Vida Nova - Henri Daniel
Aprimorando a Escola Dominical. Ed. Presbiteriana – Odair Olivetti
Manual da Escola Dominical. Editora CPAD – Antonio Gilberto
Passos Básicos na Educação Cristã. Ed. Presbiteriana – Odair Rolivetti
Principios Basicos na Formacao Judaica. Ed. Bereshit – Rabino Michael RANOSVIK
A Interpretação Biblica -Roy B. Zuck – Ed. Vida nova
Biblia de Estudos JOSHUA a biblia com a biblia auto relacionada - Oseias Gomes
Editora Gospel
Dicionario Internacional de Teologia – Ed. Vida Nova
Dicionario de Paulo e as suas cartas – Ed. Loyola
Concordancia Fiel do Novo Testamento – Ed. Fiel
Manual de Ensino para Educador Cristão – Ed. CPAD
Dicionario Vine – O significado Exegetico das Palavras – Ed. CPAD
Hermeneutica – principios e processos de interpretação Biblica – Ed. Vida
Biblia de Estudo Indutivo – Ed. Vida
Metodos Criativos de Ensino – Como ser um professor EFICAZ – Ed. CPAD
As Setes Leis do Aprendizado – Como Ensinar quase tudo - Ed. Betania
1
63
Faculdade Teológica das Assembléias de Deus - FATAD

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