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💣 Atualizado até os informativos: 1002 (STF); 677 (STJ) 
DISCIPLINAS E LEIS ABRANGIDAS 
PARTE 💀 
DIREITO CONSTITUCIONAL 
- Constituição Federal (arts. 1º-42; 44-110; 125-144; 170-232; 243) 
- Lei nº 4.717/1965 - Ação Popular 
- Lei nº 7.347/1985 - Ação Civil Pública 
- Lei nº 9.507/1997 - HD 
- Lei nº 9.868/1990 - ADI/ADC 
- Lei nº 9.882/1990 - ADPF 
- Lei nº 11.417/2006 - Súmula Vinculante 
- Lei nº 12.016/2009 - MS 
- Lei nº 13.300/2016 - MI 
DIREITO PENAL - Código Penal (completo) 
DIREITO PROCESSUAL PENAL - Código de Processo Penal (completo) 
DIREITO CIVIL 
- LINDB 
- CC (arts. 1º-232; 927-954; 1.196-1.224; 1.228-1.276) 
DIREITO EMPRESARIAL - Empresarial no CC (arts. 887-926; 966-1.195) 
DIREITO TRIBUTÁRIO 
- Tributário na CF (arts. 145-162) 
- Lei nº 5.172/1966 - CTN 
PARTE 💀💀 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
- Lei nº 8.112/1990 - Regime Jurídico dos Servidores Civis da União 
- Lei nº 8.429/1992 - Improbidade Administrativa 
- Lei nº 8.666/1993 - Licitações e Contratos 
- Lei nº 8.987/1995 - Serviços Públicos 
- Lei nº 9.784/1999 - Processo Administrativo 
- Lei nº 10.520/2002 - Pregão 
- Lei nº 11.079/2004 - PPP’s 
- Lei nº 11.107/2005 - Consórcios Públicos 
- Lei nº 12.527/2011 - Lei de Acesso à Informação 
LEGISLAÇÃO ESPECIAL 
- Decreto-Lei nº 201/1967 - Lei de Crimes de Responsabilidade dos Prefeitos e 
Vereadores 
- Decreto-Lei nº 3.688/1941 - Contravenções Penais 
- Lei nº 1.521/1951 - Crimes contra a Economia Popular 
- Lei nº 2.889/1956 - Crime de Genocídio 
- Lei nº 4.737/1965 - Crimes Eleitorais 
- Lei nº 7.210/1984 - LEP 
- Lei nº 7.492/1986 - Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional 
- Lei nº 7.716/1989 - Crimes de Preconceito 
- Lei nº 7.960/1989 - Prisão Temporária 
- Lei nº 8.069/1990 - Crimes do Eca 
- Lei nº 8.072/1990 - Crimes Hediondos 
- Lei nº 8.078/1990 - Crimes contra o Consumidor 
- Lei nº 8.137/1990 - Crimes contra a Ordem Tributária 
- Lei nº 8.666/1993 - Crimes Licitatórios 
- Lei nº 9.099/1995 - Juizados Especiais Criminais 
- Lei nº 9.296/1996 - Interceptações Telefônicas 
- Lei nº 9.455/1997 - Crime de Tortura 
- Lei nº 9.503/1997 - Crimes de Trânsito 
- Lei nº 9.605/1998 - Crimes Ambientais 
- Lei nº 9.613/1998 - Lavagem de Dinheiro 
- Lei nº 9.807/1999 - Lei de Proteção a Vítimas e Testemunhas 
- Lei nº 10.446/2002 - Lei de Atribuições da Polícia Federal 
- Lei nº 10.671/2003 - Crimes do Estatuto do Torcedor 
- Lei nº 10.741/2003 - Crimes contra o Idoso 
- Lei nº 10.826/2003 - Estatuto do Desarmamento 
- Lei nº 11.101/2005 - Crimes Falimentares 
- Lei nº 11.340/2006 - Lei Maria da Penha 
- Lei nº 11.343/2006 - Lei de Drogas 
- Lei nº 12.037/2009 - Identificação Criminal 
- Lei nº 12.830/2013 - Investigação Criminal Conduzida pelo Delegado de 
Polícia 
- Lei nº 12.850/2013 - Organizações Criminosas 
- Lei nº 13.260/2016 - Lei Antiterrorismo 
- Lei nº 13.869/2019 - Abuso de Autoridade 
DIREITO AMBIENTAL 
- LC nº 140/2011 
- Lei nº 6.938/1981 - Política Nacional do Meio Ambiente 
- Lei nº 9.433/1997 - Política Nacional dos Recursos Hídricos 
- Lei nº 9.985/2000 - Sistema Nacional de Unidades de Conservação – SNUC 
- Lei nº 11.105/2005 - Lei de Biossegurança 
- Lei nº 11.284/2006 - Florestas Públicas 
- Lei nº 11.428/2006 - Mata Atlântica 
- Lei nº 11.516/2007 - Instituto Chico Mendes 
- Lei nº 12.305/2010 - Resíduos Sólidos 
- Lei nº 12.651/2012 - Código Florestal 
- Resolução do CONAMA nº 237/1997 - Licenciamento Ambiental 
DIREITOS HUMANOS 
- Declaração Universal de Direitos Humanos 
- Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos 
- Pacto internacional sobre direitos Econômicos, Sociais e Culturais 
- Convenção contra a tortura e outros tratamentos ou penas cruéis, desumanos 
ou degradantes 
- Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional 
- Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa 
Rica) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
1. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA – LEI Nº 8.429/1992 ....................................................................................................................... 6 
2. LICITAÇÕES E CONTRATOS – LEI Nº 8.666/1993 ................................................................................................................................ 35 
3. PREGÃO – LEI Nº 10.520/2002 .................................................................................................................................................................... 93 
4. SERVIÇOS PÚBLICOS – LEI Nº 8.987/1995 ............................................................................................................................................. 99 
5. PROCESSO ADMINISTRATIVO – LEI Nº 9.784/1999 ......................................................................................................................... 114 
6. PARCERIAS PÚBLICO-PRIVADAS (PPP’S) – LEI Nº 11.079/2004 .................................................................................................. 135 
7. CONSÓRCIOS PÚBLICOS – LEI Nº 11.107/2005 ................................................................................................................................. 148 
8. LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO – LEI Nº 12.527/2011 .................................................................................................................. 154 
9. REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES CIVIS DA UNIÃO – LEI Nº 8.112/1990 ........................................................................ 167 
10. INVESTIGAÇÃO CRIMINAL CONDUZIDA PELO DELEGADO DE POLÍCIA – LEI Nº 12.830/2013 ................................... 231 
11. LEI DE ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS – LEI Nº 12.850/2013..................................................................................................... 233 
12. LEI DE DROGAS – LEI Nº 11.343/2006 ................................................................................................................................................. 258 
13. LEI DE CRIMES HEDIONDOS – LEI Nº 8.072/1990 .......................................................................................................................... 293 
14. LEI DE PRISÃO TEMPORÁRIA – LEI Nº 7.960/1989 ......................................................................................................................... 302 
15. LEI DE TORTURA – LEI Nº 9.455/1997 ................................................................................................................................................. 306 
16. LEI DE LAVAGEM DE DINHEIRO – LEI Nº 9.613/1998.................................................................................................................... 312 
17. LEI DE INTERCEPTAÇÕES TELEFÔNICAS – LEI Nº 9.296/1996 ................................................................................................... 330 
18. LEI MARIA DA PENHA – LEI Nº 11.340/2006 .................................................................................................................................... 342 
19. ESTATUTO DO DESARMAMENTO – LEI Nº 10.826/2003 ............................................................................................................. 361 
20. ABUSO DE AUTORIDADE – LEI Nº 13.869/2019 .............................................................................................................................. 381 
21. CRIMES AMBIENTAIS – LEI Nº 9.605/1998 ........................................................................................................................................ 389 
22. CRIMES DE PRECONCEITO – LEI Nº 7.716/1989 ............................................................................................................................. 417 
23. CRIMES CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA – LEI Nº 8.137/1990 ................................................................................................. 424 
24. CRIMES CONTRA O SISTEMAFINANCEIRO NACIONAL – LEI Nº 7.492/1986 ..................................................................... 439 
25. LEI ANTITERRORISMO – LEI Nº 13.260/2016 .................................................................................................................................... 449 
26. JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS – LEI Nº 9.099/1995 ................................................................................................................. 453 
27. CRIMES DE TRÂNSITO – LEI Nº 9.503/1997 ...................................................................................................................................... 471 
28. CRIMES DO ECA – LEI Nº 8.069/1990 .................................................................................................................................................. 482 
29. CRIMES CONTRA O CONSUMIDOR – LEI Nº 8.078/1990 ............................................................................................................ 507 
30. CRIMES DO ESTATUTO DO IDOSO – LEI Nº 10.741/2003 ........................................................................................................... 511 
31. CRIMES LICITATÓRIOS – LEI Nº 8.666/1993 ..................................................................................................................................... 515 
32. CRIMES FALIMENTARES – LEI Nº 11.101/2005 ................................................................................................................................ 521 
33. LEI DE PROTEÇÃO À VÍTIMAS E À TESTEMUNHAS – LEI Nº 9.807/1999 ............................................................................... 527 
34. CONTRAVENÇÕES PENAIS – DECRETO-LEI 3.688/1941 .............................................................................................................. 533 
35. LEI DE IDENTIFICAÇÃO CRIMINAL – LEI Nº 12.037/2009 ............................................................................................................ 544 
36. CRIMES CONTRA A ECONOMIA POPULAR – LEI Nº 1.521/1951.............................................................................................. 548 
37. CRIMES DE RESPONSABILIDADE DE PREFEITOS E VEREADORES – DECRETO-LEI Nº 201/1967 ................................. 552 
38. CRIMES ELEITORAIS – LEI Nº 4.737/1965 ........................................................................................................................................... 560 
39. ESTATUTO DO TORCEDOR – LEI Nº 10.671/2003 .......................................................................................................................... 572 
40. LEI DE GENOCÍDIO – LEI Nº 2.889/1956 ............................................................................................................................................. 574 
41. ATRIBUIÇÕES DA POLÍCIA FEDERAL – LEI Nº 10.446/2002 ........................................................................................................ 576 
42. LEI DE EXECUÇÃO PENAL – LEI Nº 7.210/1984 ................................................................................................................................ 578 
43. NOVO CÓDIGO FLORESTAL BRASILEIRO – LEI Nº 12.651/2012 ............................................................................................... 643 
44. POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE – LEI Nº 6.938/1981 ............................................................................................. 675 
45. SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO – LEI Nº 9.985/2000 .................................................................. 688 
46. POLÍTICA NACIONAL DOS RECURSOS HÍDRICOS – LEI Nº 9.433/1997 ................................................................................ 706 
47. POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS – LEI Nº 12.305/2010 ..................................................................................... 715 
48. MATA ATLÂNTICA – LEI Nº 11.428/2006 ........................................................................................................................................... 731 
49. FLORESTAS PÚBLICAS – LEI Nº 11.284/2006 .................................................................................................................................... 739 
50. LEI DE BIOSSEGURANÇA – Lei Nº 11.105/2005 ............................................................................................................................... 760 
51. INSTITUTO CHICO MENDES – LEI Nº 11.516/2007 ........................................................................................................................ 770 
52. LC Nº 140/2011 ............................................................................................................................................................................................ 772 
53. LICENCIAMENTO AMBIENTAL – RESOLUÇÃO Nº 237/1997 DO CONAMA ......................................................................... 779 
54. DECLARAÇÃO UNIVERSAL DE DIREITOS HUMANOS.................................................................................................................... 790 
55. CONVENÇÃO CONTRA A TORTURA E OUTROS TRATAMENTOS OU PENAS CRUÉIS, DESUMANOS OU 
DEGRADANTES – DECRETO Nº 40/1991 ................................................................................................................................................... 795 
56. PACTO INTERNACIONAL SOBRE DIREITOS CIVIS E POLÍTICOS – DECRETO Nº 592/1992 ............................................ 806 
57. PACTO INTERNACIONAL SOBRE DIREITOS ECONÔMICOS, SOCIAIS E CULTURAIS – DECRETO Nº 591/1992 ..... 819 
58. CONVENÇÃO AMERICANA SOBRE DIREITOS HUMANOS – DECRETO Nº 678/1992 (PACTO DE SÃO JOSÉ DA 
COSTA RICA) ......................................................................................................................................................................................................... 827 
59. ESTATUTO DE ROMA DO TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL – DECRETO 4.388/2002 ................................................ 847 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
 
1. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA – LEI Nº 8.429/1992 
 
#INFO 
- lrretroatividade da lei n• 8.429/92. 
A Lei nº 8.429/92 pode ser aplicada a fatos ocorridos antes de sua entrada em vigor? 
NÃO. É pacifico o entendimento do STJ no sentido de que a Lei nº 8.429/92 não pode ser aplicada retroativamente 
para alcançar fatos anteriores a sua vigência, ainda que ocorridos após a edição da Constituição Federal de 1988. 
STJ. REsp 1129121/GO. Rel. p/ Acórdão Min. Castro Meira. Julgado em 03/05/2012. 
 
CAPÍTULO I 
Das Disposições Gerais 
Art. 1° Os atos de improbidade praticados por QUALQUER agente público, SERVIDOR OU NÃO, contra a 
ADMINISTRAÇÃO direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal, 
dos Municípios, de Território, de EMPRESA incorporada ao patrimônio público ou de ENTIDADE para cuja criação ou 
custeio o erário haja concorrido ou concorra com MAIS de cinqüenta por cento do patrimônio ou da receita anual, 
serão punidos na forma desta lei. 
 
Parágrafo único. Estão também sujeitos às penalidades desta lei os atos de improbidade praticados contra o 
patrimônio de ENTIDADE que receba subvenção, benefício ou incentivo, fiscal ou creditício, de órgão público bem 
como daquelas para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com MENOS de cinqüenta por 
cento do patrimônio ou da receita anual, LIMITANDO-SE, nestes casos, a sanção patrimonial à repercussão do 
ilícito sobre a CONTRIBUIÇÃO DOS COFRES PÚBLICOS. 
 
#NÃOCONFUNDA: 
ESTADO PARTICIPA COM + DE 50% 
(art. 1º, caput) 
ESTADO PARTICIPA COM – DE 50% 
(art. 1º, p. único) 
A ação de improbidade deve discutir a TOTALIDADE 
do desvio, sendo que todas as medidas terão esse 
montante como referência. 
A discussão em ação de improbidade é LIMITADAao 
montante investido pelo Estado, NÃO abrangendo a 
totalidade do desvio. 
 
 
Art. 2° Reputa-se AGENTE PÚBLICO, para os efeitos desta lei, todo aquele que exerce, AINDA QUE 
transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma 
de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nas entidades mencionadas no artigo anterior. 
 
 
Art. 3° As disposições desta lei são aplicáveis, no que couber, àquele que, mesmo não sendo agente público 
(TERCEIRO), INDUZA OU CONCORRA para a prática do ato de improbidade ou dele SE BENEFICIE sob qualquer 
forma direta ou indireta. 
- Súmula nº 634, STJ: “Ao particular aplica-se o mesmo regime prescricional previsto na lei de improbidade 
administrativa para os agentes públicos.” 
 
SUJEITOS 
PASSIVO ATIVO 
- Administração Pública (direta, indireta ou fundacional); 
 
- empresa incorporada ao patrimônio público; 
 
- entidade em que o erário concorreu ou concorra com 
mais 50% do patrimônio ou receita anual para criação 
ou custeio; 
 
- Próprio: agente público (servidor ou não); 
 
- Impróprio: terceiro (induz, concorre ou se beneficia). 
7 
 
- entidade em que o erário concorreu ou concorra com 
menos 50% do patrimônio ou receita anual para criação 
ou custeio, limitando-se a sanção patrimonial à 
repercussão do ilícito sobre a contribuição dos cofres 
públicos; 
 
- entidade que receba subvenção, benefício ou 
incentivo, fiscal ou creditício, de órgão público. 
 
#INFO 
- Não é permitido que Constituição Estadual institua foro por prerrogativa de função para processos de 
natureza cível. #IMPORTANTE 
É incompatível com a Constituição Federal norma de Constituição estadual que disponha sobre nova hipótese de 
foro por prerrogativa de função, em especial relativo a ações destinadas a processar e julgar atos de improbidade 
administrativa. 
STF. Plenário. ADI 4870/ES, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 14/12/2020 (Info 1002). 
 
- Ação de improbidade administrativa: ministro de estado e foro competente (inexistência de foro 
privativo). 
Os agentes políticos, com exceção do Presidente da República, encontram-se sujeitos a DUPLO REGIME 
SANCIONATÓRIO, de modo que se submetem tanto à responsabilização civil pelos atos de improbidade 
administrativa quanto à responsabilização político-administrativa por crimes de responsabilidade. 
O foro especial por prerrogativa de função previsto na Constituição Federal em relação às infrações penais comuns 
não é extensível às ações de improbidade administrativa. 
STF. Plenário. Pet 3240 AgR/DF, rel. Min. Teori Zavascki, red. p/ o ac. Min. Roberto Barroso, julgado em 
10/5/2018 (Info 901). 
 
- A ação de improbidade contra agentes políticos é de competência do juízo de 1ª instância. 
A ação de improbidade administrativa deve ser processada e julgada nas instâncias ordinárias, ainda que proposta 
contra agente político que tenha foro privilegiado no âmbito penal e nos crimes de responsabilidade. 
STJ. Corte Especial. AgRg na Rcl 12514-MT, Rel. Min. Ari Pargendler, julgado em 16/9/2013 (Info 527). 
 
- É INCOMPATÍVEL com a Constituição Federal o entendimento de que o Governador do Estado deve 
autorizar a propositura de ação de improbidade pela Procuradoria. 
Para que o Procurador do Estado possa propor ação civil pública (ex: ação civil pública de improbidade 
administrativa), não é necessária autorização do Govenador do Estado. No entanto, é indispensável a anuência do 
Procurador-Geral do Estado. 
STF. 1ª Turma. ARE 1165456 AgR/SE, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ o ac. Min. Roberto Barroso, 
julgado em 1º/9/2020 (Info 989). 
 
- Membros do MP e possibilidade de sanção de perda do cargo. 
O membro do Ministério Público pode ser processado e condenado por ato de improbidade administrativa? 
SIM. É pacífico o entendimento de que o Promotor de Justiça (ou Procurador da República) pode ser processado 
e condenado por ato de improbidade administrativa, com fundamento na Lei 8.429/92. 
Mesmo gozando de vitaliciedade e a Lei prevendo uma série de condições para a perda do cargo, o membro do 
MP, se for réu em uma ação de improbidade administrativa, poderá ser condenado à perda da função pública? O 
membro do MP pode ser réu em uma ação de improbidade de que trata a Lei 8.429/92 e, ao final, ser condenado 
à perda do cargo mesmo sem ser adotado o procedimento da Lei 8.625/93 e da LC 75/93? 
SIM. O STJ decidiu que é possível, no âmbito de ação civil pública de improbidade administrativa, a condenação 
de membro do Ministério Público à pena de perda da função pública prevista no art. 12 da Lei 8.429/92. 
A Lei 8.625/93 (Lei Orgânica Nacional do MP) e a LC 75/93 preveem uma série de regras para que possa ser ajuizada 
ação civil pública de perda do cargo contra o membro do MP. Tais disposições impedem que o membro do MP 
perca o cargo em ação de improbidade? 
8 
 
NÃO. Segundo o STJ, o fato de essas leis preverem a garantia da vitaliciedade aos membros do MP e a necessidade 
de ação judicial para a aplicação da pena de demissão não significa que elas proíbam que o membro do MP possa 
perder o cargo em razão de sentença proferida na ação civil pública por ato de improbidade administrativa. 
Essas leis tratam dos casos em que houve um procedimento administrativo no âmbito do MP para apuração de 
fatos imputados contra o Promotor/Procurador e, sendo verificada qualquer das situações previstas nos incisos do 
§ 1º do art. 38, deverá obter-se autorização do Conselho Superior para o ajuizamento de ação civil específica. 
Desse modo, tais leis não cuidam de improbidade administrativa e, portanto, nada interferem nas disposições da 
Lei 8.429/92. 
Em outras palavras, existem as ações previstas na LC 75/93 e na Lei 8.625/93, mas estas não excluem (não 
impedem) que o membro do MP também seja processado e condenado pela Lei 8.429/92. Os dois sistemas 
convivem harmonicamente. Um não exclui o outro. 
Se o membro do MP praticou um ato de improbidade administrativa, ele poderá ser réu em uma ação civil e perder 
o cargo? Essa ação deverá ser proposta segundo o rito da lei da carreira (LC 75/93 / Lei 8.625/93) ou poderá ser 
proposta nos termos da Lei 8.429/92? 
SIM. O membro do MP que praticou ato de improbidade administrativa poderá ser réu em uma ação civil e perder 
o cargo. Existem duas hipóteses possíveis: 
• Instaurar o processo administrativo de que trata a lei da carreira (LC 75/93: MPU / Lei 8.625/93: MPE) e, ao final, 
o PGR ou o PGJ ajuizar ação civil de perda do cargo contra o membro do MP. 
• Ser proposta ação de improbidade administrativa, nos termos da Lei 8.429/92. Neste caso, não existe legitimidade 
exclusiva do PGR ou PGJ. A ação poderá ser proposta até mesmo por um Promotor de Justiça (no caso do MPE) 
ou Procurador da República (MPF) que atue em 1ª instância. 
STJ. 1ª Turma. REsp 1.191.613-MG, Rel. Min. Benedito Gonçalves, julgado em 19/3/2015 (Info 560). 
 
- Ação de improbidade administrativa proposta contra Promotor de Justiça (podendo resultar na perda do 
cargo): julgada em 1ª instância; ação civil de perda de cargo de Promotor não envolvendo improbidade 
administrativa: julgada pelo TJ. 
Ação Civil de perda de cargo de Promotor de Justiça cuja causa de pedir não esteja vinculada a ilícito capitulado 
na Lei nº 8.429/92 deve ser julgada pelo Tribunal de Justiça. 
AÇÃO CIVIL DE PERDA DE CARGO PROPOSTA CONTRA PROMOTOR DE JUSTICA 
Se for uma ação de improbidade administrativa 
Se a causa de pedir não estiver vinculado a ilícito 
capitulado na Lei nº 8.429/92 
A ação pode ser proposta por um Promotor de 
Justiça ou pela Pessoa Jurídica Interessada 
A ação deverá ser proposta pelo Procurador-Geral de 
Justica 
A ação será julgada pelo juízo de 1ª instância A ação deverá julgada pelo Tribunal de Justiça 
É regida pela Lei nº 8.429/92 É regida pela Lei nº 8.625/93 
STJ. 2ª Turma. REsp 1.737.900-SP, Rel. Min. Herman Benjamin,julgado em 19/11/2019 (Info 662). 
 
- Estagiário de serviço público está sujeito à Lei de Improbidade. 
O estagiário que atua no serviço público, ainda que transitoriamente, remunerado ou não, está sujeito a 
responsabilização por ato de improbidade administrativa. Isso porque o conceito de agente público para fins de 
improbidade abrange não apenas os servidores públicos, mas todo aquele que exerce, ainda que transitoriamente 
ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou 
vínculo, mandato, cargo, emprego ou função na Administração Pública. 
Além disso, é possível aplicar a lei de improbidade mesmo para quem não é agente público, mas induza ou 
concorra para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma, direta ou indireta. É o 
caso do chamado "terceiro", definido pelo art. 3º da Lei nº 8.429/92. 
STJ. 2ª Turma. REsp 1.352.035-RS, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 18/8/2015 (Info 568). 
 
- Notários e registradores estão sujeitos à Lei de Improbidade. 
Os notários e registradores podem ser considerados agentes públicos para fins de improbidade administrativa? 
SIM. Os sujeitos ativos dos atos de improbidade administrativa não são apenas os servidores públicos, mas todos 
aqueles que estejam abarcados no conceito de agente público, previsto nos arts. 1º, 2º e 3º da Lei nº 8.429/1992. 
Os notários e registradores estão abrangidos no amplo conceito de "agentes públicos", na categoria dos 
"particulares em colaboração com a Administração". 
9 
 
Dessa forma, encontram-se no campo de incidência da Lei n• 8.429/1992. 
STJ. 5ª Turma. REsp 1186787/MG, Rel. Min. Sárgio Kukina. Julgado em 24/04/2014. 
 
- O que é o “terceiro” para fins de improbidade administrativa? 
Terceiro é a pessoa física ou jurídica que, mesmo não sendo agente público, induziu ou concorreu para a prática 
do ato de improbidade ou dele se beneficiou direta ou indiretamente. 
Desse modo, o papel do terceiro no ato de improbidade pode ser o de: 
- induzir (instigar, estimular) o agente público a praticar o ato de improbidade; 
- concorrer para o ato de improbidade (auxiliar o agente público a praticar); 
- ser beneficiário do ato de improbidade (obter vantagem direta ou indireta). 
O "terceiro" pode ser uma pessoa jurídica? 
SIM. Apesar de existirem vozes em sentido contrário (ex.: Carvalho Filho), prevalece que "as pessoas jurídicas que 
participem ou se beneficiem dos atos de improbidade sujeitam-se à Lei 8.429/1992" (STJ. REsp 1.122.177/MT); 
 
- Impossibilidade de ação apenas contra o terceiro. (DPF-2018-CESPE) 
É possível imaginar que exista ato de improbidade com o atuação apenas do "terceiro” (sem a participação de um 
agente público)? É possível que, em uma ação de improbidade administrativa, o terceiro figure sozinho como réu? 
Para que o terceiro seja responsabilizado pelas sanções da Lei nº 8.429/92 é indispensável que seja identificado 
algum agente público como autor da prática do ato de improbidade. 
Assim, não é possível a propositura de ação de improbidade exclusivamente contra o particular, sem a 
concomitante presença de agente público no polo passivo da demanda. 
STJ. 1ª Turma. REsp 1.171.017-PA, Rel. Min. Sérgio Kukina, julgado em 25/2/2014 (Info 535). 
 
 
Art. 4° Os agentes públicos de QUALQUER nível ou hierarquia são obrigados a velar pela estrita observância 
dos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade no trato dos assuntos que lhe são afetos. 
 
 
Art. 5° Ocorrendo lesão ao patrimônio público por ação ou omissão, dolosa ou culposa, do agente ou de 
terceiro, dar-se-á o integral ressarcimento do dano. 
 
 
Art. 6° No caso de enriquecimento ilícito, PERDERÁ o agente público ou terceiro beneficiário os bens ou valores 
acrescidos ao seu patrimônio. 
 
 
Art. 7° Quando o ato de improbidade causar lesão ao patrimônio público ou ensejar enriquecimento ilícito, caberá 
a autoridade administrativa responsável pelo inquérito representar ao Ministério Público, para a 
INDISPONIBILIDADE DOS BENS do indiciado. 
 
Parágrafo único. A INDISPONIBILIDADE a que se refere o caput deste artigo recairá sobre bens que assegurem 
o integral ressarcimento do dano, ou sobre o acréscimo patrimonial resultante do enriquecimento ilícito. 
 
A INDISPONIBILIDADE DO BENS PODE SER DECRETADA EM QUALQUER HIPÓTESE DE ATO DE 
IMPROBIDADE? 
Redação dos arts. 7º e 16 da LIA STJ e doutrina 
NÃO. 
A indisponibilidade é decretada apenas quando o ato 
de improbidade administrativa: 
a) causar lesão ao patrimônio público; ou 
b) ensejar enriquecimento ilícito. 
Assim, só cabe a indisponibilidade nas hipóteses dos 
arts. 9º e 10. 
SIM. 
Não se pode conferir uma interpretação literal aos arts. 
7º e 16 da LIA, até mesmo porque o art. 12, III da Lei nº 
8.429/92 estabelece, entre as sanções para o ato de 
improbidade que viole os princípios da administração 
pública, o ressarcimento integral do dano - caso exista 
- e o pagamento de multa civil de até cem vezes o valor 
da remuneração percebida pelo agente. Logo, em que 
10 
 
Não cabe a indisponibilidade no caso de prática do 
art. 11 (PRINCÍPIOS). 
pese o silêncio do art. 7º, uma interpretação sistemática 
que leva em consideração o poder geral de cautela do 
magistrado induz a concluir que a medida cautelar de 
indisponibilidade dos bens também pode ser aplicada 
aos atos de improbidade administrativa que impliquem 
violação dos princípios da administração pública, 
mormente para assegurar o integral ressarcimento de 
eventual prejuízo ao erário, se houver, e ainda a multa 
civil prevista no art.12, III da Lei n' 8.429/92. 
(AgRg no REsp 1.311.013/RO, DJe 13/12/2012); 
(AgRg no REsp 1.299.936/RJ, Rel. Min. Mauro 
Campbell Marques, DJe 18/04/2013). 
 
#INFO 
JURISPRUDÊNCIA SOBRE INDISPONIBILIDADE DE BENS 
- Indisponibilidade deve garantir o integral ressarcimento do prejuízo ao erário e a multa civil. 
A indisponibilidade é decretada para assegurar apenas o ressarcimento dos valores ao Erário ou também para 
custear o pagamento da multa civil? 
Para custear os dois. A indisponibilidade de bens deve recair sobre o patrimônio do réu de modo suficiente a 
garantir o integral ressarcimento de eventual prejuízo ao erário, Levando-se em consideração, ainda, o valor de 
possível multa civil como sanção autônoma (STJ AgRg no REsp 1311013 I RO). 
 
- Para que seja decretada a indisponibilidade dos bens da pessoa suspeita de ter praticado ato de 
improbidade exige-se a demonstração de fumus boni iuris e periculum in mora? (DPC/MT-2017-CESPE) 
NÃO. Basta que se prove o fumus boni iurís, sendo o periculum in mora presumido (implícito). 
A decretação de indisponibilidade de bens em improbidade administrativa dispensa a demonstração de periculum 
in moro, o qual está implícito ao comando normativo do art. 7º da Lei nº 8.429/92, bastando a demonstração do 
fumus boni iuris, que consiste em indícios de atos ímprobos. 
Desse modo, a medida cautelar de indisponibilidade não está condicionada à comprovação de que o réu esteja 
dilapidando seu patrimônio, ou na iminência de fazê-lo, tendo em vista que o periculum in mora encontra-se 
implícito no comando legal que rege, de forma peculiar, o sistema de cautelaridade na ação de improbidade 
administrativa, sendo possível ao juiz, fundamentadamente, decretar a indisponibilidade de bens do demandado, 
quando presentes fortes indícios da prática de atos de improbidade administrativa. 
STJ. 1ª Seção. REsp 1.366.721/BA, Re. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, Rel. p/ Acórdão Min. Og Fernandes. 
Julgado em 26/02/2014. 
 
- Desnecessária prova de que o réu esteja dilapidando seu patrimônio. (DPC/MT-2017-CESPE) 
Pode ser decretada a indisponibilidade dos bens ainda que o acusado não esteja se desfazendo de seus bens? 
SIM. É desnecessária a prova de que os réus estejam dilapidando efetivamente seus patrimônios ou de que elesestariam na iminência de fazê-lo (prova de periculum in mora concreto). 
O requisito do periculum in mora está implícito no referido art. 7º, parágrafo único, da Lei nº 8.429/1992, que visa 
assegurar "o integral ressarcimento" de eventual prejuízo ao erário, o que, inclusive, atende à determinação contida 
no art. 37, § 4º, da CF/88. 
Como a indisponibilidade dos bens visa evitar que ocorra a dilapidação patrimonial, o STJ entende que não é 
razoável aguardar atos concretos direcionados à sua diminuição ou dissipação, na medida em que exigir a 
comprovação de que esse fato estaria ocorrendo ou prestes a ocorrer tornaria difícil a efetivação da medida 
cautelar em análise. 
Além do mais, o disposto no referido art. 7º em nenhum momento exige o requisito da urgência, reclamando 
apenas a demonstração, numa cognição sumária, de que o ato de improbidade causou lesão ao patrimônio público 
ou ensejou enriquecimento ilícito. 
Vale ressaltar, no entanto, que a decretação da indisponibilidade de bens, apesar da excepcionalidade legal 
expressa da desnecessidade da demonstração do risco de dilapidação do patrimônio, não é uma medida de 
adoção automática, devendo ser adequadamente fundamentada pelo magistrado, sob pena de nulidade (art. 93, 
IX, da Constituição Federal), sobretudo por se tratar de constrição patrimonial (REsp 1319S15/ES). 
11 
 
STJ. 1ª Seção. REsp 1.366.721/BA. Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filha. Rel. para acordão Min. Og 
Fernandes, Julgado em 26/02/2014 (recurso repetitivo) (Info 547). 
 
- Desnecessária a individualização dos bens. 
É necessário que o Ministério Público (ou outro autor da ação de improbidade), ao formular o pedido de 
indisponibilidade, faça a indicação individualizada dos bens do réu? 
NÃO. A jurisprudência do STJ está consolidada no sentido de que é desnecessária a individualização dos bens 
sobre os quais se pretende fazer recair a indisponibilidade prevista no art. 7º, parágrafo único da Lei nº 8.429/92. 
STJ. AgRg no REsp 1307137/BA Rel. Min. Mauro Campbell Marques, 2ª Turma, julgado em 25/09/2012. 
 
- Pode ser decretada a indisponibilidade sobre bens que o acusado possuía antes da suposta prática do ato 
de improbidade. 
A indisponibilidade pode recair sobre bens adquiridos tanto antes quanto depois da prática do ato de 
improbidade. A jurisprudência do STJ abona a possibilidade de que a indisponibilidade, na ação de improbidade 
administrativa, recaia sobre bens adquiridos antes do fato descrito na inicial. A medida se dá como garantia de 
futura execução em caso de constatação do ato ímprobo. 
STJ. 1ª Turma. REsp 1301695/RS, Rel. Min. Olindo Menezes (Des. Conv. TRF 1ª Região), julgado em 
06/10/2015. 
 
- A indisponibilidade pode ser decretada antes do recebimento da petição inicial da ação de improbidade. 
A jurisprudência do STJ é no sentido de que a decretação da indisponibilidade e do sequestro de bens em 
improbidade administrativa é possível antes do recebimento da ação. 
STJ. 2ª Turma. AgRg no REsp 1317653/SP, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 07/03/2013. 
 
- É possível que se determine a indisponibilidade de bens em valor superior ao indicado na inicial. 
A indisponibilidade pode ser determinada sobre bens com valor superior ao mencionado na petição inicial da ação 
de improbidade (ex.: a petição inicial narra um prejuízo ao erário de R$ 100 mil, mas o MP pede a indisponibilidade 
de R$ 500 mil do requerido)? 
SIM. É possível que se determine a indisponibilidade de bens em valor superior ao indicado na inicial da ação, 
visando a garantir o integral ressarcimento de eventual prejuízo ao erário, levando-se em consideração, até 
mesmo, o valor de possível multa civil como sanção autônoma. Isso porque a indisponibilidade acautelatória 
prevista na Lei de Improbidade Administrativa tem como finalidade a reparação integral dos danos que porventura 
tenham sido causados ao erário. 
STJ. REsp 1.176.440-RO, Rel. Min. Napoleão Nunes Mota Filho. Julgado em 17/09/2013. 
 
- A indisponibilidade dos bens pode ser decretada sem ouvir o réu. 
É admissível a concessão de liminar inaudita altera parte para a decretação de indisponibilidade e sequestro de 
bens, visando assegurar o resultado útil da tutela jurisdicional, qual seja, o ressarcimento ao Erário. 
Desse modo, o STJ entende que, ante sua natureza acautelatória, a medida de indisponibilidade de bens em ação 
de improbidade administrativa pode ser deferida nos autos da ação principal sem audiência da parte adversa e, 
portanto, antes da notificação para defesa prévia (art. 17, § 7º da LIA). 
STJ. 1ª Turma. AgRg no AREsp 671.181/BA. Rel. Min. Olindo Menezes. Julgado em 03/09/2015. 
 
- A indisponibilidade pode recair sobre bem de família. 
A indisponibilidade prevista no art. 7º, parágrafo único, da LIA pode recair sobre bens de família. 
STJ. 2ª Turma. Edcl no AgRg no REsp l351825/BA, Rel. Min Og Fernandes. Julgado em 22/09/2015. 
 
- A indisponibilidade não pode recair sobre verbas absolutamente impenhoráveis. 
A exegese do art. 7º da Lei nº 8.429/1992, conferida pela jurisprudência do STJ, é de que a indisponibilidade pode 
alcançar tantos bens quantos necessários a garantir as consequências financeiras da prática de improbidade, 
mesmo os adquiridos anteriormente à conduta ilícita, excluídos os bens impenhoráveis assim definidos por lei. 
Salvo quando estes tenham sido, comprovadamente, adquiridos também com produto da empreitada ímproba, 
hipótese em que se resguarda apenas os essenciais à subsistência do indiciado/acusado. 
STJ. 2ª Turma. REsp 1461892/BA. Rel. Min. Hermon Benjamin. Julgado em 17103/2015. 
12 
 
As verbas absolutamente impenhoráveis não podem ser objeto da medida de indisponibilidade na ação de 
improbidade administrativa. Isso porque, sendo elas impenhoráveis, não poderão assegurar uma futura execução. 
STJ. 1ª Turma. REsp 1164037/RS. Rel. p/ Ac. Min. Napoleão Nunes Maia Filho. Julgado em l0/02/2014. 
Obs.: Vale ressaltar que esse entendimento acima exposto é contraditório com os julgados do STJ que afirmam 
que é possível que a indisponibilidade recaia sobre bem de família, por exemplo, que é impenhorável. 
 
- Verbas trabalhistas não podem ser objeto de medida de indisponibilidade em ação de improbidade. 
A indisponibilidade pode recair sobre verbas salariais investidas em aplicação financeira? 
NÃO. A 1ª Turma do STJ decidiu que os valores investidos em aplicações financeiras cuja origem remonte a verbas 
trabalhistas não podem ser objeto de medida de indisponibilidade em sede de ação de improbidade 
administrativa. Isso porque a aplicação financeira das verbas trabalhistas não implica a perda da natureza salarial 
destas, uma vez que o seu uso pelo empregado ou trabalhador é uma defesa contra a inflação e os infortúnios. 
Desse modo, é possível a indisponibilidade do rendimento da aplicação, mas o estoque de capital investido, de 
natureza salarial, é impenhorável. 
Ex.: o trabalhador recebeu R$100 mil de rescisão trabalhista (verba de natureza trabalhista). Após alguns meses 
investidos, o dinheiro aplicado está em R$ 110 mil. Desse modo, em tese, é possível que seja feita a 
indisponibilidade de apenas R$ 10 mil (rendimento da aplicação). 
STJ. 1ª Turma. REsp 1.164.037-RS. Rel. Min. Sérgio Kukina. Rel p/ acórdão Min. Napoleão Nunes Maia Filho. 
Julgado em 20/02/2014 (lnfo 539). 
 
JURISPRUDÊNCIA RESUMIDA SOBRE INDISPONIBILIDADE DE BENS 
- Para que seja decretada a indisponibilidade dos bens, basta que se prove o fumus boni iuris, sendo o periculum 
in mora presumido (implícito) (STJ. 1ª Seção. REsp 1.366.721/BA); 
 
- Para que seja decretada a indisponibilidade dos bens é desnecessária prova de que o réu esteja dilapidando 
(desfazendo) do seu patrimônio (STJ. 1ª Seção. REsp 1.366.721-BA – Info 547); 
 
- Na Indisponibilidade de bens é desnecessária a individualização dos bens (AgRg no REsp 1307137/BA); 
 
- A indisponibilidade de bens deve garantir o integralressarcimento do prejuízo ao erário e a multa civil (STJ. 
AgRg no REsp 1311013/RO); 
 
- É possível que se determine a indisponibilidade de bens em valor superior ao indicado na inicial (STJ. REsp 
1.176.440-RO); 
 
- A indisponibilidade pode ser decretada antes do recebimento da petição inicial da ação de improbidade (STJ. 
2ª Turma. AgRg no REsp 1317653/SP); 
 
- A indisponibilidade pode ser decretada sobre bens que o acusado possuía antes da suposta prática do ato de 
improbidade (STJ. 1ª Turma. REsp 1301695/RS); 
 
- A indisponibilidade dos bens pode ser decretada sem ouvir o réu (STJ. 1ª Turma. AgRg no AREsp 
671.281/BA); 
 
- A indisponibilidade de bens pode recair sobre bem de família (STJ. 2ª Turma. EDcl no AgRg no REsp 
1351825/BA); 
 
- A indisponibilidade não pode recair sobre verbas absolutamente impenhoráveis (STJ. 2ª Turma. REsp 
1461892/BA); 
 
- A indisponibilidade de bens não pode recair sobre verbas trabalhistas (STJ. REsp 1.164.037-RS). 
 
 
13 
 
Art. 8° O SUCESSOR daquele que causar lesão ao patrimônio público ou se enriquecer ilicitamente está sujeito 
às cominações desta lei ATÉ o limite do valor da herança. (DPC/AP-2017-FCC) 
 
#NÃOCONFUNDA: 
RESSARCIMENTO INTEGRAL DO DANO MULTA CIVIL 
Natureza indenizatória Natureza punitiva 
Atinge os sucessores Não atinge os sucessores 
 
CAPÍTULO II 
Dos Atos de Improbidade A dministrativa 
 
Seção I 
Dos Atos de Improbidade Administrativa que Importam Enriquecimento Ilícito 
Art. 9° CONSTITUI ato de improbidade administrativa importando ENRIQUECIMENTO ILÍCITO auferir qualquer 
tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício de cargo, mandato, função, emprego ou atividade 
nas entidades mencionadas no art. 1° desta lei, E NOTADAMENTE: 
I - receber, para si ou para outrem, dinheiro, bem móvel ou imóvel, ou qualquer outra vantagem econômica, direta 
ou indireta, a título de comissão, percentagem, gratificação ou presente de quem tenha interesse, direto ou indireto, 
que possa ser atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente das atribuições do agente público; 
II - perceber vantagem econômica, direta ou indireta, para facilitar a aquisição, permuta ou locação de bem móvel 
ou imóvel, ou a contratação de serviços pelas entidades referidas no art. 1° por preço superior ao valor de mercado; 
III - perceber vantagem econômica, direta ou indireta, para facilitar a alienação, permuta ou locação de bem público 
ou o fornecimento de serviço por ente estatal por preço inferior ao valor de mercado; 
IV - utilizar, em obra ou serviço particular, veículos, máquinas, equipamentos ou material de qualquer natureza, de 
propriedade ou à disposição de qualquer das entidades mencionadas no art. 1° desta lei, bem como o trabalho de 
servidores públicos, empregados ou terceiros contratados por essas entidades; 
V - receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indireta, para tolerar a exploração ou a prática de 
jogos de azar, de lenocínio, de narcotráfico, de contrabando, de usura ou de qualquer outra atividade ilícita, ou aceitar 
promessa de tal vantagem; 
VI - receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indireta, para fazer declaração falsa sobre medição 
ou avaliação em obras públicas ou qualquer outro serviço, ou sobre quantidade, peso, medida, qualidade ou 
característica de mercadorias ou bens fornecidos a qualquer das entidades mencionadas no art. 1º desta lei; 
VII - adquirir, para si ou para outrem, no exercício de mandato, cargo, emprego ou função pública, bens de qualquer 
natureza cujo valor seja desproporcional à evolução do patrimônio ou à renda do agente público; 
VIII - aceitar emprego, comissão ou exercer atividade de consultoria ou assessoramento para pessoa física ou jurídica 
que tenha interesse suscetível de ser atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente das atribuições do 
agente público, durante a atividade; 
IX - perceber vantagem econômica para intermediar a liberação ou aplicação de verba pública de qualquer natureza; 
X - receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indiretamente, para omitir ato de ofício, providência 
ou declaração a que esteja obrigado; 
XI - incorporar, por qualquer forma, ao seu patrimônio bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo 
patrimonial das entidades mencionadas no art. 1° desta lei; 
XII - usar, em proveito próprio, bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades 
mencionadas no art. 1° desta lei. 
 
#INFO 
- Desnecessidade de lesão ao patrimônio público em ato de improbidade administrativa que importa 
enriquecimento ilícito. 
Ainda que não haja dano ao erário, é possível a condenação por ato de improbidade administrativa que importe 
enriquecimento ilícito (art. 9º da Lei nº 8.429/92), EXCLUINDO-SE, contudo, a possibilidade de aplicação da pena 
de ressarcimento ao erário. 
STJ. 1ª Turma. REsp 1.412.214-PR, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, Rel. para acórdão Min. Benedito 
Gonçalves, julgado em 8/3/2016 (Info 580). 
 
14 
 
Seção II 
Dos Atos de Improbidade Administrativa que Causam Prejuízo ao Erário 
Art. 10. CONSTITUI ato de improbidade administrativa que CAUSA LESÃO AO ERÁRIO qualquer ação ou omissão, 
dolosa ou culposa, que enseje perda patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos 
bens ou haveres das entidades referidas no art. 1º desta lei, E NOTADAMENTE: 
I - facilitar ou concorrer por qualquer forma para a incorporação ao patrimônio particular, de pessoa física ou jurídica, 
de bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1º desta lei; 
II - permitir ou concorrer para que pessoa física ou jurídica privada utilize bens, rendas, verbas ou valores integrantes 
do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1º desta lei, sem a observância das formalidades legais ou 
regulamentares aplicáveis à espécie; 
III - doar à pessoa física ou jurídica bem como ao ente despersonalizado, ainda que de fins educativos ou assistências, 
bens, rendas, verbas ou valores do patrimônio de qualquer das entidades mencionadas no art. 1º desta lei, sem 
observância das formalidades legais e regulamentares aplicáveis à espécie; 
IV - permitir ou facilitar a alienação, permuta ou locação de bem integrante do patrimônio de qualquer das entidades 
referidas no art. 1º desta lei, ou ainda a prestação de serviço por parte delas, por preço inferior ao de mercado; 
V - permitir ou facilitar a aquisição, permuta ou locação de bem ou serviço por preço superior ao de mercado; 
VI - realizar operação financeira sem observância das normas legais e regulamentares ou aceitar garantia insuficiente 
ou inidônea; 
VII - conceder benefício administrativo ou fiscal sem a observância das formalidades legais ou regulamentares 
aplicáveis à espécie; (DPC/SP-2018-VUNESP) 
VIII - frustrar a licitude de processo licitatório ou de processo seletivo para celebração de parcerias com 
entidades sem fins lucrativos, ou dispensá-los indevidamente; 
 
#NÃOCONFUNDA: 
Frustrar a licitude de PROCESSO LICITATÓRIO Frustrar a licitude de CONCURSO PÚBLICO 
Prejuízo ao Erário Princípios da Administração 
 
IX - ordenar ou permitir a realização de despesas não autorizadas em lei ou regulamento; 
X - agir negligentemente na arrecadação de tributo ou renda, bem como no que diz respeito à conservação do 
patrimônio público; 
XI - liberar verba pública sem a estrita observância das normas pertinentes ou influir de qualquer forma para a sua 
aplicação irregular; 
XII - permitir, facilitar ou concorrer para que terceiro se enriqueça ilicitamente; 
XIII - permitir que se utilize, em obra ou serviço particular, veículos, máquinas, equipamentos ou material de qualquer 
natureza, de propriedade ou à disposição de qualquer das entidades mencionadas no art. 1° desta lei, bem como o 
trabalho de servidor público, empregados ou terceiros contratadospor essas entidades. 
XIV - celebrar contrato ou outro instrumento que tenha por objeto a prestação de serviços públicos por meio da 
gestão associada sem observar as formalidades previstas na lei; 
XV - celebrar contrato de rateio de consórcio público sem suficiente e prévia dotação orçamentária, ou sem observar 
as formalidades previstas na lei. 
XVI - facilitar ou concorrer, por qualquer forma, para a incorporação, ao patrimônio particular de pessoa física ou 
jurídica, de bens, rendas, verbas ou valores públicos transferidos pela administração pública a entidades privadas 
mediante celebração de parcerias, sem a observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie; 
(DPF-2018-CESPE) 
XVII - permitir ou concorrer para que pessoa física ou jurídica privada utilize bens, rendas, verbas ou valores públicos 
transferidos pela administração pública a entidade privada mediante celebração de parcerias, sem a observância das 
formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie; 
XVIII - celebrar parcerias da administração pública com entidades privadas sem a observância das formalidades legais 
ou regulamentares aplicáveis à espécie; 
XIX - agir negligentemente na celebração, fiscalização e análise das prestações de contas de parcerias firmadas pela 
administração pública com entidades privadas; 
XX - liberar recursos de parcerias firmadas pela administração pública com entidades privadas sem a estrita 
observância das normas pertinentes ou influir de qualquer forma para a sua aplicação irregular. 
 
15 
 
#NÃOCONFUNDA: 
Liberar recursos a entidades privadas parceiras sem 
observar as normas aplicáveis 
Transferir recurso a entidade privada na área de 
saúde sem contrato ou convênio 
Prejuízo ao Erário Princípios da Administração 
 
XXI - liberar recursos de parcerias firmadas pela administração pública com entidades privadas sem a estrita 
observância das normas pertinentes ou influir de qualquer forma para a sua aplicação irregular. (DPC/AC-2017-
IBADE) 
 
#INFO 
- Necessidade de efetivo dano para configurar o art. 10. 
Em regra, para a configuração dos atos de improbidade administrativa previstos no art. 10 da Lei nº 8.429/92 
exige-se a presença do efetivo dano ao erário. 
STJ. 1ª Turma. AgRg na MC 24.630/RJ. Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, julgado em 20/10/2015. 
Exceção: no caso da conduta descrita no inciso VIII do art. 10 não se exige a presença do efetivo dano ao erário. 
Isso porque, neste caso, o dano é presumido (dano in re ipsa). Julgado abaixo: 
 
- A dispensa indevida de Licitação ocasiona prejuízo ao erário in re ipsa. (DPC/AC-2017-IBADE) 
Em casos de fracionamento de compras e contratações com o objetivo de se dispensar ilegalmente o 
procedimento licitatório, o prejuízo ao erário é considerado presumido (in re ipsa), na medida em que o Poder 
Público, por força da conduta ímproba do administrador, deixa de contratar a melhor proposta, o que gera 
prejuízos aos cofres públicos. 
Assim, nos casos de contratação irregular decorrente de fraude à licitação, o STJ considera que o dano é in re ipsa. 
STJ. 1ª Turma. AgRg no REsp 1499706/SP. Rel. Min. Gurgel de Faria, julgado em 02/02/2017. 
STJ. 2ª Turma. REsp 1280321/MG. Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 06/03/2012. 
STJ. 2ª Turma. REsp 728.341/SP, Rel. Min. Og Fernandes, julgado em 14/03/2017. 
 
Seção II-A 
Dos Atos de Improbidade Administrativa Decorrentes de Concessão ou Aplicação Indevida de Benefício 
Financeiro ou Tributário 
Art. 10-A. CONSTITUI ato de improbidade administrativa qualquer ação ou omissão para conceder, aplicar ou 
manter benefício financeiro ou tributário contrário ao que dispõem o caput e o § 1º do art. 8º-A da Lei 
Complementar nº 116, de 31 de julho de 2003. 
 
Seção III 
Dos Atos de Improbidade Administrativa que Atentam Contra os Princípios da Administração Pública 
Art. 11. CONSTITUI ato de improbidade administrativa que ATENTA CONTRA OS PRINCÍPIOS DA 
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, 
legalidade, e lealdade às instituições, E NOTADAMENTE: 
I - praticar ato visando fim proibido em lei ou regulamento ou diverso daquele previsto, na regra de competência; 
II - retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício; 
III - revelar fato ou circunstância de que tem ciência em razão das atribuições e que deva permanecer em segredo; 
IV - negar publicidade aos atos oficiais; 
V - frustrar a licitude de concurso público; 
 
#NÃOCONFUNDA: 
Frustrar a licitude de PROCESSO LICITATÓRIO Frustrar a licitude de CONCURSO PÚBLICO 
Prejuízo ao Erário Princípios da Administração 
 
VI - deixar de prestar contas quando esteja obrigado a fazê-lo; 
VII - revelar ou permitir que chegue ao conhecimento de terceiro, antes da respectiva divulgação oficial, teor de 
medida política ou econômica capaz de afetar o preço de mercadoria, bem ou serviço. 
VIII - descumprir as normas relativas à celebração, fiscalização e aprovação de contas de parcerias firmadas pela 
administração pública com entidades privadas. 
16 
 
IX - deixar de cumprir a exigência de requisitos de acessibilidade previstos na legislação. 
X - transferir recurso a entidade privada, em razão da prestação de serviços na área de saúde sem a prévia celebração 
de contrato, convênio ou instrumento congênere, nos termos do parágrafo único do art. 24 da Lei nº 8.080, de 19 de 
setembro de 1990. 
 
#NÃOCONFUNDA: 
Liberar recursos a entidades privadas parceiras sem 
observar as normas aplicáveis 
Transferir recurso a entidade privada na área de 
saúde sem contrato ou convênio 
Prejuízo ao Erário Princípios da Administração 
 
#INFO 
- Requisitos. 
Para a configuração dos atos de improbidade tipificados no art. 11 da Lei nº 8.429/92, exige-se que a conduta seja 
praticada por agente público (ou a ele equiparado), atuando no exercício de seu munus público, havendo, ainda, 
a necessidade do preenchimento dos seguintes requisitos: 
a) conduta ilícita; 
b) improbidade do ato, configurada pela tipicidade do comportamento, ajustado em algum dos incisos do 11 da 
LIA; 
c) elemento volitivo, consubstanciado no DOLO de cometer a ilicitude e causar prejuízo ao Erário; 
d) ofensa aos princípios da Administração Pública. 
STJ. 1ª Turma. AgRg no REsp 1306817/AC. Rel. Min. Napoledo Nunes Maio Filha, julgado em 06/05/2014. 
 
- Improbidade por ofenda a princípio da administração e dolo genérico. 
A configuração do ato de improbidade por ofensa a princípio da administração depende da demonstração do 
chamado dolo genérico ou lato sensu. 
(STJ. 2ª Turma. REsp 1383649/SE, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 05/09/2013). 
Ressalte-se que não se exige dolo específico (elemento subjetivo específico) para sua tipificação. 
STJ. 2ª Turma. AgRg no AREsp 307.583/RN. Rel. Min. Castro Meira, julgado em 18/06/2013. 
 
- Dispensabilidade de prova do dano ou de enriquecimento ilícito do agente. 
Para a configuração dos atos de improbidade administrativa que atentam contra os princípios da administração 
pública (art. 11 da Lei 8.429/92), é DISPENSÁVEL a comprovação de efetivo prejuízo aos cofres públicos. 
STJ. 1ª Turma. REsp 1.192.758-MG, Rel. originário Min. Napoleão Nunes Maia Filho, Rel. para acórdão Min. 
Sérgio Kukina, julgado em 4/9/2014 (Info 547). 
 
 
CASOS ESPECÍFICOS QUE CONFIGURAM 
- Tortura de preso custodiado em delegacia praticada por policial e improbidade. (DPC/AC-2017-IBADE) 
A tortura de preso custodiado em delegacia praticada por policial constitui ato de improbidade administrativa que 
atenta contra os princípios da administração pública. 
STJ. 1ª Seção. REsp 1.177.910-SE, Rel. Ministro Herman Benjamin, julgado em 26/08/2015 (Info 577). 
 
- Contratação irregular de escritório de advocacia sem licitação. 
A conduta de contratar diretamente serviços técnicos sem demonstrar a singularidade do objeto contratado e a 
notóriaespecialização, e com cláusula de remuneração abusiva, fere o dever do administrador de agir na estrita 
legalidade e moralidade que norteiam a Administração Pública, amoldando-se ao ato de improbidade 
administrativa tipificado no art. 11 da Lei de Improbidade. 
É desnecessário perquirir acerca da comprovação de enriquecimento ilícito do administrador público ou da 
caracterização de prejuízo ao Erário. 
O dolo está configurado pela manifesta vontade de realizar conduta contrária ao dever de Legalidade, corroborada 
pelos sucessivos aditamentos contratuais, pois é inequívoca a obrigatoriedade de formalização de processo para 
justificar a contratação de serviços pela Administração Pública sem o procedimento Licitatório (hipóteses de 
dispensa ou inexigibilidade de licitação). 
STJ. 2ª Turma. REsp 1377703/GO. Rel. p/ Acórdão Min. Herman Benjamin. Julgado em 03/12/2013. 
17 
 
STJ. 2ª Turma. REsp 1444874/MG. Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 03/02/2015. 
 
- Contratação irregular de servidores temporários. 
Configura ato de improbidade administrativa a contratação temporária irregular de pessoal (sem qualquer amparo 
legal) porque importa em violação do princípio constitucional do concurso público. 
STJ. 1ª Turma. REsp 1403361/RN, Rel. Min. Benedito Gonçalves, julgado em 03/12/2013. 
 
- Professor que assedia sexualmente aluno. 
Configura ato de improbidade administrativa a conduta de professor da rede pública de ensino que, aproveitando-
se dessa condição, assedie sexualmente seus alunos. 
Isso porque essa conduta atenta contra os princípios da administração pública, subsumindo-se ao disposto no art. 
11 da Lei nº 8.429/1992. 
STJ. 2ª Turma. REsp 1.255.120-SC, Rel. Min. Humberto Martins, julgado em 21/5/2013 (Info 523). 
 
- Prefeito que pratica assédio moral contra servidor público. 
O assédio moral, mais do que provocações no local de trabalho- sarcasmo, crítica, zombaria e trote-, é campanha 
de terror psicológico pela rejeição. 
A prática de assédio moral enquadra-se na conduta prevista no art. 11, caput, da Lei nº 8.429/92, em razão do 
evidente abuso de poder, desvio de finalidade e malferimento à impessoalidade, ao agir deliberadamente em 
prejuízo de alguém. 
STJ. 2ª Turma. REsp 1286466/RS. Rel. Min. Eliana Calmon, julgado em 03/09/2013. 
 
- Publicidade governamental que não tenha fins educacionais, informativos e de orientação social. 
Configura ato de improbidade administrativa a propaganda ou campanha publicitária que tem por objetivo 
promover favorecimento pessoal, de terceiro, de partido ou de ideologia, com utilização indevida da máquina 
pública. 
STJ. 2ª Turma. AgRg no AREsp 496.566/DF. Rel. Min. Humberto Martim, julgado em 27/05/2014. 
 
- Autoridade que deixa de encaminhar ao MP cópia do inquérito administrativo. 
Se o relatório da sindicância administrativa instaurada contra servidor público federal concluir que a infração 
funcional em tese praticada está capitulada como ilícito penal, a autoridade competente deverá encaminhar cópia 
dos autos ao Ministério Público, independentemente da imediata instauração do processo disciplinar (art. 154, 
parágrafo único, da Lei nº 8.112/90). 
A autoridade que deixa de fazer esse encaminhamento incorre na prática de ato de improbidade administrativa 
prevista no art. 11, lI, da Lei nº 8.429/92 ("retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício"). 
STJ. 1ª Turma. REsp 1312090/0F. Rel. Min. Ari Pargendler, julgado em 08/04/2014. 
 
- A ausência de prestação de contas configura ato de improbidade administrativa? 
A ausência de prestação de contas, quando ocorre de forma dolosa, acarreta violação ao Princípio da Publicidade. 
Vale ressaltar, no entanto, que o simples atraso na entrega das contas, sem que exista dolo na espécie, não 
configura ato de improbidade. 
Para a configuração do ato de improbidade previsto no art. 11, inc. VI, da lei nº 8.429/92, não basta o mero atraso 
na prestação de contas, sendo necessário demonstrar a má-fé ou o dolo genérico. 
Assim, por exemplo, se o Prefeito não presta contas, para que ele seja condenado por improbidade administrativo 
será necessário provar que ele agiu com dolo ou má-fé. 
STJ. 2ª Turma. AgRg no REsp 1.382.436-RN. Rel. Min. Humberto Martins. J. em 20/08/2013 (Info 529). 
 
 
CASOS ESPECÍFICOS QUE NÃO CONFIGURAM 
- A nomeação da esposa do prefeito como Secretária Municipal não configura, por si só, nepotismo e ato 
de improbidade administrativa. 
A nomeação do cônjuge de prefeito para o cargo de Secretário Municipal, por se tratar de cargo público de 
natureza política, por si só, não caracteriza ato de improbidade administrativa. 
STF. 2ª Turma. Rcl 22339 AgR/SP, Rel. Min. Edson Fachin, red. p/ o ac. Min. Gilmar Mendes, julgado em 
4/9/2018 (Info 914). 
18 
 
Em regra, a proibição da SV 13 não se aplica para cargos públicos de natureza política, como, por exemplo, 
Secretário Municipal. 
Assim, a jurisprudência do STF, em regra, tem excepcionado a regra sumulada e garantido a permanência de 
parentes de autoridades públicas em cargos políticos, sob o fundamento de que tal prática não configura 
nepotismo. 
Exceção: poderá ficar caracterizado o nepotismo mesmo em se tratando de cargo político caso fique demonstrada 
a inequívoca falta de razoabilidade na nomeação por manifesta ausência de qualificação técnica ou inidoneidade 
moral do nomeado. 
STF. 1ª Turma. Rcl 28024 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 29/05/2018. 
 
- Prefeito que intercede junto ao Delegado para que este libere preso para comparecer em um enterro. 
Não configura ato de improbidade a conduta do agente político de intervir na liberação de preso para 
comparecimento em enterro de sua avó, uma vez que não está presente o dolo, ou seja, a manifesta vontade, 
omissiva ou comissiva, de violar princípio constitucional regulador da Administração Pública. 
A conduta do agente, apesar de ilegal teve um fim até mesmo humanitário, pois conduziu- se no sentido de liberar 
provisoriamente o preso para que este pudesse comparecer ao enterro de sua avó, não consistindo, portanto, em 
ato de improbidade, em razão da ausência do elemento subjetivo do tipo, o dolo. 
STJ. 1ª Turma. REsp 1414933/Rl, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, julgado em 26/11/2013. 
 
- Se o médico não atuou, no caso concreto, como agente público, não há ato de improbidade. 
Não comete ato de improbidade administrativa o médico que cobra honorários por procedimento realizado em 
hospital privado que também seja conveniado à rede pública de saúde, desde que o atendimento não seja 
custeado pelo próprio sistema público de saúde. 
Em outras palavras, médico de hospital conveniado com o SUS que cobra do paciente por uma cirurgia que já foi 
paga pelo plano de saúde não pratica improbidade administrativa. 
STJ. 1ª Turma. REsp 1.414.669-SP, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, julgado em 20/2/2014 (Info 537). 
 
- Improbidade administrativa e conduta direcionada a particular. 
Não ensejam o reconhecimento de ato de improbidade administrativa eventuais abusos perpetrados por agentes 
públicos durante abordagem policial, caso o ofendido pela conduta seja particular que não estava no exercício de 
função pública. 
STJ. 1ª Turma. REsp 1.558.038-PE, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, julgado em 27/10/2015 (Info 573). 
 
Critério Objetivo Critério Subjetivo 
Art. 9º – Atos de improbidade que importam enriquecimento ilícito do 
agente público 
Exige DOLO 
Art. 10 – Atos de improbidade que causam prejuízo ao erário Pode ser DOLO ou, no mínimo, CULPA 
Art. 10-A – Atos de improbidade decorrentes de concessão ou aplicação 
indevida de benefício financeiro ou tributário 
Exige DOLO 
Art. 11 – Atos de improbidade que atentam contra princípios da 
administração pública 
Exige DOLO 
 
CAPÍTULO III 
Das Penas 
 
Natureza das Sanções 
Administrativa Civil Política 
- Perda da função pública; 
- Proibição de contratar com o 
poderpúblico; 
- Proibição de receber do poder 
público benefícios ficais e 
creditícios. 
- Ressarcimento ao erário; 
- Perda dos bens e valores 
acrescidos ilicitamente ao 
patrimônio; 
- Multa civil. 
- Suspensão dos direitos políticos. 
 
19 
 
Art. 12. INDEPENDENTEMENTE das sanções penais, civis e administrativas previstas na legislação específica, 
está o responsável pelo ato de improbidade sujeito às seguintes cominações, que podem ser aplicadas isolada ou 
cumulativamente, de acordo com a GRAVIDADE DO FATO: 
 
I - na hipótese do art. 9° (Enriquecimento Ilícito), perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao 
patrimônio, ressarcimento integral do dano, QUANDO HOUVER, perda da função pública, suspensão dos 
direitos políticos de oito a dez anos, pagamento de multa civil de até três vezes o valor do acréscimo 
patrimonial e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou 
creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio 
majoritário, pelo prazo de dez anos; 
 
ENRIQUECIMENTO 
ILÍCITO 
- perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio; 
 
- ressarcimento integral do dano (QUANDO HOUVER); 
 
- perda da função pública; 
 
- suspensão dos direitos políticos de 8 a 10 anos; 
 
- pagamento de multa civil (até 3x o valor do acréscimo patrimonial); e 
 
- proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos 
fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa 
jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de 10 anos. 
 
II - na hipótese do art. 10 (Prejuízo ao Erário), ressarcimento integral do dano, perda dos bens ou valores 
acrescidos ilicitamente ao patrimônio, SE CONCORRER ESTA CIRCUNSTÂNCIA, perda da função pública, 
suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos, pagamento de multa civil de até duas vezes o valor do 
dano e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, 
direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo 
de cinco anos; 
 
PREJUÍZO AO ERÁRIO 
- ressarcimento integral do dano; 
 
- perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio (SE 
CONCORRER ESTA CIRCUNSTÂNCIA); 
 
- perda da função pública; 
 
- suspensão dos direitos políticos de 5 a 8 anos; 
 
- pagamento de multa civil (até 2x o valor do dano); e 
 
- proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos 
fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa 
jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de 5 anos. 
 
III - na hipótese do art. 11 (Princípios da Administração Pública), ressarcimento integral do dano, SE HOUVER, 
perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos, pagamento de multa civil de 
até cem vezes o valor da remuneração percebida pelo agente e proibição de contratar com o Poder Público 
ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio 
de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos. 
 
20 
 
PRINCÍPIOS DA 
ADMINISTRAÇÃO 
PÚBLICA 
- ressarcimento integral do dano (SE HOUVER); 
 
- perda da função pública; 
 
- suspensão dos direitos políticos de 3 a 5 anos; 
 
- pagamento de multa civil de (até 100x o valor da remuneração percebida pelo 
agente); e 
 
- proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos 
fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa 
jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de 3 anos. 
 
Obs.: NÃO HÁ PENA DE PERDA DE BENS! 
 
IV - na hipótese prevista no art. 10-A, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de 5 (cinco) a 8 
(oito) anos e multa civil de até 3 (três) vezes o valor do benefício financeiro ou tributário concedido. 
 
APLICAÇÃO OU 
CONCESSÃO INDEVIDA 
DE BENEFÍCIO 
FINANCEIRO OU 
TRIBUTÁRIO 
- perda da função pública; 
 
- suspensão dos direitos políticos de 5 a 8 anos; e 
 
- pagamento de multa civil de (até 3x o valor do benefício financeiro ou 
tributário concedido). 
 
Parágrafo único. Na FIXAÇÃO DAS PENAS previstas nesta lei o juiz levará em conta a extensão do dano causado, 
assim como o proveito patrimonial obtido pelo agente. 
 
NA FIXAÇÃO DAS PENAS, 
O JUIZ LEVARÁ EM CONTA 
- extensão do dano causado; 
 
- proveito patrimonial obtido pelo agente. 
 
 
Enriquecimento 
Ilícito 
Prejuízo ao 
Erário 
Concessão ou 
Aplicação Indevida 
de Benefício 
Financeiro ou 
Tributário 
Princípios da 
Administração 
Pública 
Previsão Legal Art. 9° da LIA Art. 10 da LIA Art. 10-A da LIA Art. 11 da LIA 
Elemento Subjetivo Dolo Dolo ou Culpa Dolo Dolo 
Perda de Bens Sim Sim, se houver – – 
Perda da Função Sim Sim Sim Sim 
Ressarcimento 
Integral do Dano 
Sim, se houver Sim – Sim, se houver 
Suspensão dos 
Direitos Políticos 
08 a 10 anos 05 a 08 anos 05 a 08 anos 03 a 05 anos 
Multa 
Até 3x 
(valor acrescido) 
Até 2x 
(valor do dano) 
Até 3x 
(valor do benefício 
concedido) 
Até 100x 
(valor da 
remuneração) 
Proibição de 
Contratar 
10 anos 05 anos – 03 anos 
21 
 
#INFO 
- Inaplicabilidade das sanções por ato de improbidade administrativa abaixo do mínimo legal. 
No caso de condenação pela prática de ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da 
administração pública, as penalidades de suspensão dos direitos políticos e de proibição de contratar com o Poder 
Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios não podem ser fixadas abaixo de 3 anos, 
considerando que este é o mínimo previsto no art. 12, III, da Lei nº 8.429/92. 
Não existe autorização na lei para estipular sanções abaixo desse patamar. 
STJ. 2ª Turma. REsp 1.582.014-CE, Rel. Min. Humberto Martins, julgado em 07/04/2016 (Info 581). 
 
- Possibilidade de dupla condenação ao ressarcimento ao erário pelo mesmo fato. 
Não configura bis in idem a coexistência de título executivo extrajudicial (acórdão do TCU) e sentença condenatória 
em ação civil pública de improbidade administrativa que determinam o ressarcimento ao erário e se referem ao 
mesmo fato, desde que seja observada a dedução do valor da obrigação que primeiramente foi executada no 
momento da execução do título remanescente. 
STJ. 1ª Turma. REsp 1.413.674-SE, Rel. Min. Olindo Menezes (Desembargador Convocado do TRF 1ª Região), 
Rel. para o acórdão Min. Benedito Gonçalves, julgado em 17/05/2016 (Info 584). 
 
- É possível aplicar cassação de aposentadoria como sanção por ato de improbidade? 
1ª Turma do STJ: NÃO. 
O art. 12 da Lei nº 8.429/92, quando cuida das sanções aplicáveis aos agentes públicos que cometem atos de 
improbidade administrativa, não prevê a cassação de aposentadoria, mas tão só a perda da função pública. 
As normas que descrevem infrações administrativas e cominam penalidades constituem matéria de legalidade 
estrita, não podendo sofrer interpretação extensiva. 
STJ. 1ª Turma. AgInt no REsp 1643337/MG, Rel. Min. Sérgio Kukina, julgado em 19/04/2018. 
2ª Turma do STJ: SIM. 
É possível a aplicação da pena de cassação de aposentadoria, ainda que não haja previsão expressa na Lei nº 
8.429/92. Isso porque se trata de uma decorrência lógica da perda de cargo público, sanção essa última 
expressamente prevista no referido texto legal. 
STJ. 2ª Turma. AgInt no REsp 1628455/ES, Rel. Min. Francisco Falcão, julgado em 06/03/2018. 
 
- Redução da pena de multa mesmo sem pedido expresso do recorrente. 
O tribunal pode reduzir o valor evidentemente excessivo ou desproporcional da pena de multa por ato de 
improbidade administrativa (art. 12 da Lei nº 8.429/92), ainda que na apelação não tenha havido pedido expresso 
para sua redução.Apesar da regra da correlação ou congruência da decisão, prevista nos arts. 128 e 460 do CPC/1973 (arts.141 e 
492 do CPC/2015), pela qual o juiz está restrito aos elementos objetivos da demanda, entende-se que, em se 
tratando de matéria de Direito Sancionador e revelando-se patente o excesso ou a desproporção da sanção 
aplicada, pode o Tribunal reduzi-la, ainda que não tenha sido alvo de impugnação recursal. 
STJ. 1ª Turma. REsp 1.293.624-DF. Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho. Julgado em 05/12/2013 (Info 533). 
 
- Revisão das sanções impostas em sede de recurso especial. 
Regra: o STJ, ao julgar recurso especial, não pode rever a dosimetria das sanções aplicadas em ação de 
improbidade administrativa considerando que isso significaria reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos, 
o que é vedado pela Súmula 7-STJ. 
Exceção: em casos excepcionais, é possível que o STJ reveja as sanções aplicadas quando, da leitura do acórdão 
recorrido, ficar claro que houve desproporcionalidade entre o ato praticado e as sanções aplicadas. 
STJ. 1ª Turma. Aglnt no AREsp 507.804/SE. Rel. Min Gurgel de Faria. Julgado em 07/03/2017 
STJ. 2ª Turma. Aglnt na TutPrv na REsp 1624020/MA, Rel. Min. Francisco Falcão, Julgado em 17/08/2017. 
É possível, em sede de Recurso Especial, a revisão das sanções impostas por improbidade administrativa, desde 
que violados os princípios da proporcionalidade e razoabilidade. 
STJ. 1ª Seção. EREsp 1.215.121-RS, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho. Julgado em 14/08/2014 (lnfo 549). 
 
 
 
22 
 
- Aplicação de multa eleitoral e sanção por ato de improbidade administrativa. 
A condenação pela Justiça Eleitoral ao pagamento de multa por infringência às disposições contidas na Lei nº 
9.504/1997 (Lei das Eleições) não impede a imposição de nenhuma das sanções previstas na Lei nº 8.429/1992 (Lei 
de Improbidade Administrativa), inclusive da multa civil, pelo ato de improbidade decorrente da mesma conduta. 
STJ. 2ª Turma. AgRg no AREsp 606 352-SP, Rel. Min. Assusete Magalhães. J. em 15112/2015 (Info 576). 
 
CAPÍTULO IV 
Da Declaração de Bens 
Art. 13. A POSSE e o EXERCÍCIO de agente público ficam CONDICIONADOS à apresentação de declaração dos 
bens e valores que compõem o seu patrimônio privado, a fim de ser arquivada no serviço de pessoal competente. 
 
§ 1° A declaração COMPREENDERÁ imóveis, móveis, semoventes, dinheiro, títulos, ações, e qualquer outra espécie 
de bens e valores patrimoniais, localizado no País ou no exterior, e, quando for o caso, abrangerá os bens e valores 
patrimoniais do cônjuge ou companheiro, dos filhos e de outras pessoas que vivam sob a dependência econômica 
do declarante, EXCLUÍDOS APENAS os objetos e utensílios de uso doméstico. 
 
§ 2º A declaração de bens será anualmente atualizada e na data em que o agente público deixar o exercício do 
mandato, cargo, emprego ou função. 
 
§ 3º Será punido com a pena de DEMISSÃO, a bem do serviço público, sem prejuízo de outras sanções cabíveis, 
o agente público que se recusar a prestar declaração dos bens, dentro do prazo determinado, ou que a prestar 
falsa. 
 
§ 4º O declarante, a seu critério, poderá entregar cópia da declaração anual de bens apresentada à Delegacia da 
Receita Federal na conformidade da legislação do Imposto sobre a Renda e proventos de qualquer natureza, com as 
necessárias atualizações, para suprir a exigência contida no caput e no § 2° deste artigo. 
 
CAPÍTULO V 
Do Procedimento Administrativo e do Processo Judicial 
Art. 14. QUALQUER PESSOA poderá representar à autoridade administrativa competente para que seja 
instaurada investigação destinada a apurar a prática de ato de improbidade. 
 
#NÃOCONFUNDA: 
Representar à autoridade administrativa Qualquer pessoa (art. 14, caput) 
Propor ação de improbidade MP e Pessoa Jurídica interessada (art. 17, caput) 
 
§ 1º A representação, que será escrita ou reduzida a termo e assinada, conterá a qualificação do representante, 
as informações sobre o fato e sua autoria e a indicação das provas de que tenha conhecimento. 
 
§ 2º A autoridade administrativa rejeitará a representação, em despacho fundamentado, se esta não contiver 
as formalidades estabelecidas no § 1º deste artigo. A rejeição NÃO IMPEDE a representação ao Ministério 
Público, nos termos do art. 22 desta lei. 
 
§ 3º Atendidos os requisitos da representação, a autoridade determinará a imediata apuração dos fatos que, em se 
tratando de servidores federais, será processada na forma prevista nos arts. 148 a 182 da Lei nº 8.112, de 11 de 
dezembro de 1990 e, em se tratando de servidor militar, de acordo com os respectivos regulamentos 
disciplinares. 
 
 
Art. 15. A comissão processante dará conhecimento ao Ministério Público e ao Tribunal ou Conselho de Contas 
da existência de procedimento administrativo para apurar a prática de ato de improbidade. 
Parágrafo único. O Ministério Público ou Tribunal ou Conselho de Contas poderá, a requerimento, designar 
representante para acompanhar o procedimento administrativo. 
 
23 
 
Art. 16. Havendo fundados indícios de responsabilidade, a comissão representará ao Ministério Público ou à 
procuradoria do órgão para que requeira ao juízo competente a decretação do SEQÜESTRO DOS BENS do agente 
ou terceiro que tenha enriquecido ilicitamente ou causado dano ao patrimônio público. 
 
§ 1º O pedido de seqüestro será processado de acordo com o disposto nos arts. 822 e 825 do Código de Processo 
Civil. 
 
§ 2° Quando for o caso, o pedido incluirá a investigação, o exame e o bloqueio de bens, contas bancárias e 
aplicações financeiras mantidas pelo indiciado NO EXTERIOR, nos termos da lei e dos tratados internacionais. 
 
Sequestro de Bens Indisponibilidade de Bens 
Necessária a individualização Desnecessária a Individualização 
 
#INFO 
- A indisponibilidade e o sequestro de bens podem ser decretada antes do recebimento da petição inicial 
da ação de improbidade. 
A jurisprudência do STJ é no sentido de que a decretação da indisponibilidade e do sequestro de bens em 
improbidade administrativa é possível antes do recebimento da ação. 
STJ. 2ª Turma. AgRg no REsp 1317653/SP, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 07/03/2013. 
 
 
Art. 17. A AÇÃO PRINCIPAL, que terá o rito ORDINÁRIO, será proposta pelo Ministério Público ou pela pessoa 
jurídica interessada, dentro de trinta dias da efetivação da medida cautelar. 
 
Legitimidade Ativa – Ação 
Ministério Público Pessoa Jurídica Interessa 
 
#PACOTEANTICRIME (Lei nº 13.964/2019) 
§ 1º As ações de que trata este artigo ADMITEM a celebração de acordo de não persecução cível, nos termos 
desta Lei. 
 
LEI DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA 
ANTES DA LEI Nº 13.964/19 DEPOIS DA LEI Nº 13.964/19 
§ 1º É vedada a transação, acordo ou conciliação nas 
ações de que trata o caput. 
 
§ 1º As ações de que trata este artigo admitem a 
celebração de acordo de não persecução cível, nos 
termos desta Lei. 
 
#INFO 
- Os benefícios da colaboração premiada, previstos nas Leis nº 8.884/94 e 9.807/99, não são aplicáveis no 
âmbito da ação de improbidade administrativa. 
Os benefícios de colaboração premiada previstos na nº Lei 9.807/99 - que instituiu o Programa Federal de 
Assistência a Vítimas e a Testemunhas Ameaçadas -, bem como na antiga Lei Antitruste (Lei nº 8.884/94), não são 
aplicáveis para os casos em que não se discute a prática de crimes contra a ordem econômica, nem estão 
demonstradas as hipóteses de proteção previstas na Lei nº 9.807/99. 
STJ. 2ª Turma. REsp 1.464.287-DF, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 10/03/2020 (Info 674). 
 
Obs,: os fatos julgados pelo STJ ocorreram antes da Lei nº 12.850/2013 e da Lei nº 13.964/2019. 
O § 1º do art. 17 da Lei nº 8.492/92 proibia a realização de transação, acordo ou conciliação nas ações de 
improbidade administrativa. A Lei nº 13.964/2019 alterou esse dispositivo para admitir a celebração de acordo de 
não persecuçãocível. 
 
§ 2º A Fazenda Pública, quando for o caso, promoverá as ações necessárias à complementação do ressarcimento do 
patrimônio público. 
 
24 
 
§ 3o No caso de a ação principal ter sido proposta pelo Ministério Público, APLICA-SE, NO QUE COUBER, o 
disposto no § 3o do art. 6o da Lei no 4.717, de 29 de junho de 1965 (lei da ação popular). (DPC/DF-2009-
FUNIVERSA) 
Lei nº 4.717/65 - Art. 6º (...) § 3º A pessoas jurídica de direito público ou de direito privado, cujo ato seja objeto 
de impugnação, poderá abster-se de contestar o pedido, ou poderá atuar ao lado do autor, desde que isso se 
afigure útil ao interesse público, a juízo do respectivo representante legal ou dirigente. 
 
§ 4º O Ministério Público, se não intervir no processo como parte, atuará obrigatoriamente, como fiscal da lei, 
sob pena de nulidade. 
 
#INFO 
- MP pode instaurar inquérito civil para apurar ato de improbidade praticado por magistrado e solicitar seu 
depoimento pessoal. 
É possível a abertura de inquérito civil pelo Ministério Público objetivando a apuração de ato ímprobo atribuído a 
magistrado mesmo que já exista concomitante procedimento disciplinar na Corregedoria do Tribunal acerca dos 
mesmos fatos, não havendo usurpação das atribuições da Corregedoria pelo órgão ministerial investigante. 
A mera solicitação para que o juiz preste depoimento pessoal nos autos de inquérito civil instaurado pelo 
Ministério Público para apuração de suposta conduta ímproba não viola o disposto no art. 33, IV, da LC nº 35/79 
(LOMAN). 
STJ. 1ª Turma. RMS 37.151-SP, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, Rel. para acórdão Min. Sérgio Kukina, 
julgado em 7/3/2017 (Info 609). 
 
- Legitimidade do MP para ação civil pública de improbidade administrativa envolvendo tributos. 
O Ministério Público tem Legitimidade para ajuizar ação civil pública cujo pedido seja a condenação por 
improbidade administrativa de agente público que tenha cobrado taxa por valor superior ao custo do serviço 
prestado, ainda que a causa de pedir envolva questões tributárias. 
STJ. 1ª Turma. REsp 1.387.960-SP. Rel. Min. Og Fernandes. Julgado em 22/05/2014 (lnfo 543). 
 
§ 5º A propositura da ação PREVENIRÁ a jurisdição do juízo para todas as ações posteriormente intentadas 
que possuam a mesma causa de pedir ou o mesmo objeto. 
 
§ 6º A ação será instruída com documentos ou justificação que contenham indícios suficientes da existência do 
ato de improbidade ou com razões fundamentadas da impossibilidade de apresentação de qualquer dessas 
provas, observada a legislação vigente, inclusive as disposições inscritas nos arts. 16 a 18 do Código de Processo 
Civil. 
 
§ 7º Estando a inicial em devida forma, o juiz mandará autuá-la e ordenará a notificação do requerido, para 
oferecer MANIFESTAÇÃO POR ESCRITO, que poderá ser instruída com documentos e justificações, dentro do prazo 
de quinze dias. DEFESA PRÉVIA 
 
Prazo p/ Defesa Prévia - 15 dias 
 
§ 8º Recebida a manifestação, o juiz, no prazo de trinta dias, em decisão fundamentada, REJEITARÁ A AÇÃO, se 
convencido da inexistência do ato de improbidade, da improcedência da ação ou da inadequação da via eleita. 
 
Rejeição da Ação 
- inexistência do ato de improbidade; 
 
- improcedência da ação; ou 
 
- inadequação da via eleita. 
 
 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L4717.htm#art6%C2%A73
25 
 
PROCEDIMENTOS EM QUE 
HÁ PREVISÃO LEGAL DE 
DEFESA PRÉVIA 
(para Renato Brasileiro, o 
correto é denominar de 
defesa PRELIMINAR) 
- Crimes funcionais afiançáveis 
(art. 514, CPP) 
 
- Procedimento originário dos Tribunais 
(art. 4º, Lei nº 8.038/90) 
 
- Lei de improbidade administrativa 
(art. 17, §§ 7º e 8º) 
15 dias 
- Lei de drogas 
(art. 55, caput, Lei nº 11.343/03) 
10 dias 
- Crimes de responsabilidades de prefeitos 
(art. 2º. I, DL nº 201/67) 
5 dias 
- Juizados Especiais Criminais 
(art. 81, Lei nº 9.099/95) 
Na audiência 
 
§ 9º Recebida a petição inicial, será o réu citado para apresentar contestação. 
 
§ 10. Da decisão que RECEBER a petição inicial, caberá AGRAVO DE INSTRUMENTO. (DPF-2018-CESPE) 
 
Do RecebiMENTO Agravo de InstruMENTO 
Da RejeiÇÃO ApelaÇÃO 
 
#PACOTEANTICRIME (Lei nº 13.964/2019) 
§ 10-A. Havendo a possibilidade de solução consensual, poderão as partes requerer ao juiz a interrupção do 
prazo para a contestação, por prazo NÃO SUPERIOR a 90 (noventa) dias. 
 
§ 11. Em QUALQUER FASE DO PROCESSO, reconhecida a inadequação da ação de improbidade, o juiz extinguirá 
o processo sem julgamento do mérito. 
 
§ 12. APLICA-SE aos depoimentos ou inquirições realizadas nos processos regidos por esta Lei o disposto no art. 
221, caput e § 1º, do Código de Processo Penal. 
 
Inquiridos em local, dia e hora previamente 
ajustados entre eles e o juiz 
(art. 221, caput, CPP) 
- Presidente; 
- Vice-Presidente da República; 
- Senadores; 
- Deputados federais; 
- Ministros de Estado; 
- Governadores de Estados e Territórios; 
- Secretários de Estado; 
- Prefeitos do Distrito Federal e dos Municípios; 
- Deputados às Assembleias Legislativas Estaduais; 
- Membros do Poder Judiciário; 
- Ministros e juízes dos Tribunais de Contas da União, 
dos Estados, do Distrito Federal, bem como os do 
Tribunal Marítimo. 
Poderão optar pela prestação de depoimento por 
escrito, caso em que as perguntas, formuladas pelas 
partes e deferidas pelo juiz, lhes serão transmitidas 
por ofício. 
(art. 221, § 1º, CPP) 
- Presidente; 
- Vice-Presidente da República; 
- Presidente do Senado; 
- Presidente da Câmara dos Deputados; 
- Presidente do STF. 
 
§ 13. Para os efeitos deste artigo, também se considera pessoa jurídica interessada o ente tributante que figurar 
no polo ativo da obrigação tributária de que tratam o § 4º do art. 3º e o art. 8º-A da Lei Complementar nº 116, de 
31 de julho de 2003. 
26 
 
Art. 18. A sentença que julgar procedente ação civil de reparação de dano ou decretar a perda dos bens havidos 
ilicitamente determinará o pagamento ou a reversão dos bens, conforme o caso, EM FAVOR da pessoa jurídica 
PREJUDICADA pelo ilícito. 
 
#INFO 
- Petição inicial. 
A petição inicial na ação por ato de improbidade administrativa, além dos requisitos do art. 282 do CPC/1973 (art. 
319 do CPC/2015), deve ser instruída com documentos ou justificação que contenham indícios suficientes da 
existência do ato de improbidade. Assim, diz-se que a ação de improbidade administrativa, além das condições 
genéricas da ação, exige ainda a presença da justa causa. 
STJ. 1ª Turma. REsp 952.351-RJ. Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho. Julgado em 04/10/2012. 
 
- Princípio do in dubio pro societate. (DPF-2018-CESPE) 
De acordo com a orientação jurisprudencial do STJ, existindo meros indícios de cometimento de atos enquadrados 
como improbidade administrativa, a petição inicial da ação de improbidade deve ser recebida pelo juiz, pois, na 
fase inicial prevista no art. 17, §§ 7º, 8º e 9º da Lei nº 8.429/92, vale o princípio do in dubio pro societate, a fim 
de possibilitar o maior resguardo do interesse público (AgRg no REsp 1.317.127-ES). 
Assim, após o oferecimento de defesa prévia, somente é possível a pronta rejeição da pretensão deduzida na ação 
de improbidade administrativa se houver prova hábil a evidenciar, de plano: 
- a inexistência de ato de improbidade; 
- a improcedência da ação; ou 
- a inadequação da via eleita. 
STJ. 1ª Turma. REsp 1.192.758-MG, Rel. originário Min. Napoleão Nunes Maia Filho, Rel. para acórdão Min. 
Sérgio Kukina, julgado em 4/9/2014 (Info 547). 
 
- Aplica-se às ações de improbidade administrativa o reexame necessário previsto no art. 19 da lei da ação 
popular. 
A sentença que concluir pela carência ou pela improcedência de ação de improbidade administrativa está sujeita 
ao reexame necessário, com base na aplicação subsidiária do CPC e por aplicação analógica da primeira parte 
do art. 19 da Lei nº 4.717/65.STJ. 1ª Seção. EREsp 1.220.667-MG, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 24/5/2017 (Info 607). 
 
- Recurso cabível contra a decisão do juiz que rejeita a inicial contra apenas alguns réus. 
Recursos cabíveis contra a: 
1) sentença que rejeita a inicial da ação de improbidade: cabe APELAÇÃO. 
2) decisão que recebe a inicial da ação de improbidade: cabe AGRAVO DE INSTRUMENTO. 
3) decisão que recebe a inicial contra alguns réus e rejeita para os demais: cabe AGRAVO DE INSTRUMENTO 
Obs.: Caso o autor da ação de improbidade interponha apelação em vez do AI, será possível receber o recurso, 
com base no princípio da fungibilidade, desde que não haja má-fé e tenha sido interposto no prazo do recurso 
correto. 
Segundo decidiu o STJ, pode ser conhecida a apelação que, sem má-fé e em prazo compatível com o previsto para 
o agravo de instrumento, foi interposta contra decisão que, em juízo prévio de admissibilidade em ação de 
improbidade administrativa, reconheceu a ilegitimidade passiva ad causam de alguns dos réus. 
STJ. 2ª Turma. AgRg no REsp 1.305.905-DF, Rel. Min. Humberto Martins, julgado em 13/10/2015 (Info 574). 
 
CAPÍTULO VI 
Das Disposições Penais 
Art. 19. Constitui crime a representação por ato de improbidade contra agente público ou terceiro beneficiário, 
quando o autor da denúncia O SABE INOCENTE. (DPC/GO-2017-CESPE) 
Pena: detenção de seis a dez meses E multa. 
- IMPO: aplica-se a Lei nº 9.099/95 (Competência do JECRIM); 
- Cabe suspensão condicional do processo. 
Parágrafo único. Além da sanção penal, o denunciante está sujeito a indenizar o denunciado pelos danos 
materiais, morais ou à imagem que houver provocado. 
27 
 
Art. 20. A PERDA DA FUNÇÃO PÚBLICA e a SUSPENSÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS só se efetivam com o trânsito 
em julgado da sentença condenatória. 
Parágrafo único. A autoridade judicial ou administrativa competente poderá determinar o AFASTAMENTO do 
agente público do exercício do cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração, quando a medida se 
fizer necessária à instrução processual. (AFASTAMENTO PREVENTIVO DO SERVIDOR) 
 
TRÂNSITO EM JULGADO DA SENTENÇA 
CONDENATÓRIA 
- Perda da função pública; 
 
- Suspensão dos direitos políticos. 
 
 
Art. 21. A aplicação das sanções previstas nesta lei INDEPENDE: 
I - da efetiva ocorrência de dano ao patrimônio público, salvo quanto à PENA DE RESSARCIMENTO; 
II - da aprovação ou rejeição das contas pelo órgão de controle interno ou pelo Tribunal ou Conselho de Contas. 
 
APLICAÇÃO DAS SANÇÕES 
INDEPENDE 
- efetiva ocorrência de dano ao patrimônio público (salvo a pena de 
ressarcimento); 
 
- aprovação ou rejeição das contas pelo órgão de controle interno ou 
Tribunal ou Conselho de Contas. 
 
 
Art. 22. Para apurar qualquer ilícito previsto nesta lei, o Ministério Público, de ofício, a requerimento de 
autoridade administrativa ou mediante representação formulada de acordo com o disposto no art. 14 
(representação de qualquer pessoa), poderá requisitar a instauração de inquérito policial ou procedimento 
administrativo. 
 
CAPÍTULO VII 
Da Prescrição 
Art. 23. As ações destinadas a levar a efeitos as sanções previstas nesta lei podem ser propostas: 
I - ATÉ cinco anos após o término do exercício de mandato, de cargo em comissão ou de função de confiança; 
II - DENTRO do prazo prescricional previsto em lei específica para faltas disciplinares puníveis com demissão a 
bem do serviço público, nos casos de exercício de cargo efetivo ou emprego. 
III - ATÉ cinco anos da data da apresentação à administração pública da prestação de contas final pelas 
entidades referidas no PARÁGRAFO ÚNICO do art. 1º desta Lei. 
 
- Súmula nº 634, STJ: “Ao particular aplica-se o mesmo regime prescricional previsto na lei de improbidade 
administrativa para os agentes públicos.” 
 
PRAZO PRESCRICIONAL 
MANDATO ELETIVO, CARGO EM 
COMISSÃO OU FUNÇÃO DE CONFIANÇA 
(VÍNCULO TEMPORÁRIO) 
- Prazo: 5 anos 
- Início da contagem: Primeiro dia após o fim do vínculo 
Obs.: Em caso de REELEIÇÃO – começa a contar do término do 
segundo mandato, ainda que o ato tenha sido praticado no 1º 
mandato. 
CARGO EFETIVO OU EMPREGO PÚBLICO 
(VÍNCULO PERMANENTE) 
O prazo e o início da contagem serão os mesmos que são previstos 
no estatuto do servidor para prescrição de faltas disciplinares 
puníveis com demissão 
(Ex.: na Lei 8.112/90, salvo se a infração administrativa for também 
crime, o prazo é de 5 anos, contado da data em que o fato se tornou 
conhecido) 
Obs.: Leis Estaduais/Municipais podem trazer regra diferente. 
28 
 
ENTIDADES PRIVADAS QUE O DINHEIRO 
PÚBLICO NÃO ALCANÇA 50% DO 
PATRIMÔNIO PÚBLICO 
- Prazo: 5 anos 
- Início da contagem: data da apresentação à administração 
pública da prestação de contas final 
PARTICULAR 
Aplica-se o mesmo prazo prescricional aplicável aos agentes 
públicos 
- Súmula nº 634, STJ: “Ao particular aplica-se o mesmo regime 
prescricional previsto na lei de improbidade administrativa para os 
agentes públicos.” 
 
#INFO 
- Termo inicial do prazo prescricional no caso de reeleição. 
O prazo prescricional em ação de improbidade administrativa movida contra prefeito reeleito só se inicia após o 
término do segundo mandato, ainda que tenha havido descontinuidade entre o primeiro e o segundo mandato 
em razão da anulação de pleito eleitoral, com posse provisória do Presidente da Câmara, por determinação da 
Justiça Eleitoral, antes da reeleição do prefeito em novas eleições convocadas. 
Ex.: João foi Prefeito no período jan/2001 a dez/2004 (primeiro mandato). Em 2002 ele praticou um ato de 
improbidade administrativa. Em out/2004 concorreu e conseguiu ser reeleito para um novo mandato (que seria 
de jan/2005 a dez/2008). Ocorre que não chegou a tomar posse em 1º de janeiro de 2005, pois teve seu registro 
de candidatura cassado em virtude de condenação na Justiça Eleitoral. Tomou posse o Presidente da Câmara 
Municipal. O TRE marcou nova eleição para o Município e João foi novamente eleito, tendo tomado posse em 
fevereiro de 2006. Desse modo, João ficou fora da Prefeitura durante 1 ano e 1 mês, período no qual o Município 
foi comandado pelo Presidente da Câmara. Em 2008, acabou o segundo mandato de João. O prazo prescricional 
quanto à improbidade praticada em 2002 somente se iniciou em dezembro de 2008 com o término do segundo 
mandato. 
STJ. 2ª Turma. REsp 1.414.757-RN, Rel. Min. Humberto Martins, julgado em 6/10/2015 (Info 571). 
 
- Qual é o prazo prescricional das ações com relação aos particulares (chamados pela lei de “terceiros")? 
A Lei nº 8.429/92 não tratou sobre o tema. A doutrina majoritária defende que o prazo deverá ser o mesmo previsto 
para o agente público que praticou, em conjunto, o ato de improbidade administrativa. É a posição de Emerson 
Garcia e Rogério Pacheco Alves. Essa parece ser também a posição do STJ: 
Em relação ao terceiro que não detém a qualidade de agente público, incide também a norma do art. 23 da Lei nº 
8.429/1992 para efeito de aferição do termo inicial do prazo prescricional – mesmo prazo do agente público. 
STJ. 2ª Turma. REsp 1156519/RO, Rel. Min. Castro Meira, julgado em 18/06/2013. 
 
- Em caso de concurso de agentes, a prescrição da ação de improbidade é contada individualmente. 
Em caso de ação de improbidade administrativa que envolva dois ou mais réus, o prazo prescricional de 5 anos 
previsto no art. 23 da Lei nº 8.429/92 deve ser contado de forma individual. O art. 23 é claro no sentido de que o 
início do prazo prescricional ocorre com o término do exercício do mandato ou cargo em comissão, sendo tal 
prazo computado individualmente, mesmo na hipótese de concurso de agentes, haja vista a própria natureza 
subjetiva da pretensão sancionatória e do instituto em tela. 
STJ. 2ª Turma. REsp 1230550/PR, Rel. Min. Og Fernandes, julgado em 20/02/2018. 
 
- O prazo prescricional é interrompido com a propositura da ação e não com a citaçãodo réu. 
Nas ações civis por ato de improbidade administrativa, interrompe-se a prescrição da pretensão condenatória com 
o mero ajuizamento da ação dentro do prazo de 5 anos contado a partir do término do exercício de mandato, de 
cargo em comissão ou de função de confiança, ainda que a citação do réu seja efetivada após esse prazo. 
Assim, se a ação de improbidade foi ajuizada dentro do prazo prescricional, eventual demora na citação do réu 
não prejudica a pretensão condenatória da parte autora. 
STJ. 2ª Turma. REsp 1.391.212-PE, Rel. Min. Humberto Martins, julgado em 2/9/2014 (Info 546). 
 
- NÃO existe prescrição intercorrente nas ações de improbidade. 
O art. 23 da Lei nº 8.429/92 regula o prazo prescricional para a propositura da ação de improbidade administrativa. 
Logo, não haverá prescrição se a ação foi ajuizada no prazo, tendo demorado, contudo, mais que 5 anos do 
ajuizamento para ser julgada. 
29 
 
STJ. 2ª Turma. REsp 1.289.993/RO, Rel. Min. Eliana Calmon, julgado em 19/09/2013. 
 
- Imprescritibilidade do ressarcimento nas ações de improbidade administrativa. 
São imprescritíveis as ações de ressarcimento ao erário fundadas na prática de ato doloso tipificado na Lei de 
Improbidade Administrativa. 
STF. Plenário. RE 852475/SP, Rel. orig. Min. Alexandre de Moraes, Rel. para acórdão Min. Edson Fachin, 
julgado em 08/08/2018 (repercussão geral) (Info 910). 
 
#EMRESUMO: 
Ação de reparação de danos à Fazenda Pública 
decorrentes de ilícito civil 
É PRESCRITÍVEL 
(STF RE 669069/MG – Info 830) 
Ação de ressarcimento decorrente de ato de 
improbidade administrativa praticado com CULPA 
É PRESCRITÍVEL 
(devem ser propostas no prazo do art. 23 da LIA) 
Ação de ressarcimento decorrente de ato de 
improbidade administrativa praticado com DOLO 
É IMPRESCRITÍVEL 
(§ 5º do art. 37 da CF/88) 
(Info 910) 
. 
 
#INFO 
JURISPRUDÊNCIA SOBRE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA (OUTROS JULGADOS) 
- Competência para julgar ação de improbidade proposta por Município contra ex-prefeito que não prestou 
contas de convênio federal. 
Determinado Município ajuizou Ação Civil Pública de Improbidade Administrativa contra o ex-prefeito da cidade, 
sob o argumento de que este, enquanto prefeito, firmou convênio com órgão/entidade federal e recebeu recursos 
para aplicar em favor da população e, no entanto, não prestou contas no prazo devido, o que fez com o que o 
Município fosse incluído no cadastro negativo da União, estando, portanto, impossibilitado de receber novos 
recursos federais. 
Esta ação de improbidade administrativa deverá ser julgada pela Justiça Federal ou Estadual? 
- Regra: compete à Justiça Estadual (e não à Justiça Federal) processar e julgar ação civil pública de improbidade 
administrativa na qual se apure irregularidades na prestação de contas, por ex-prefeito, relacionadas a verbas 
federais transferidas mediante convênio e incorporadas ao patrimônio municipal. 
- Exceção: será de competência da Justiça Federal se a União, autarquia federal, fundação federal ou empresa 
pública federal manifestar expressamente interesse de intervir na causa porque, neste caso, a situação se amoldará 
no art. 109, I, da CF/88. 
STJ. 1ª Seção. CC 131.323-TO, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, julgado em 25/3/2015 (Info 559). 
 
- Aplicação da pena de demissão, em PAD, pela prática de improbidade administrativa. 
É possível a demissão de servidor por improbidade administrativa em processo administrativo disciplinar. 
Infração disciplinar grave que constitui ato de improbidade é causa de demissão do servidor, em processo 
administrativo, independente de processo judicial prévio. 
STJ. 3ª Seção. MS 14.140-DF, Rel. Min. Laurita Vaz. Julgado em 26/09/2012. 
 
- PAD é independente em relação à ação de improbidade administrativa. 
As punições aplicáveis no PAD são independentes em relação às sanções determinadas na ação judicial de 
improbidade administrativa, não havendo bis in idem caso o servidor seja punido nas duas esferas. 
STJ. 1ª Seção. MS 15.848/DF. Rel. Min. Castro Meira. Julgado em 24104/2013. 
 
 
 
 
 
 
 
 
30 
 
JURISPRUDÊNCIA EM TESES Nº 38 DO STJ - IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA I 
1) É inadmissível a responsabilidade objetiva na aplicação da Lei 8.429/1992, exigindo-se a presença de dolo 
nos casos dos arts. 9º e 11 (que coíbem o enriquecimento ilícito e o atentado aos princípios administrativos, 
respectivamente) e ao menos de culpa nos termos do art. 10, que censura os atos de improbidade por dano ao 
Erário. 
2) O Ministério Público tem legitimidade ad causam para a propositura de Ação Civil Pública objetivando o 
ressarcimento de danos ao erário, decorrentes de atos de improbidade. 
3) O Ministério Público estadual possui legitimidade recursal para atuar como parte no Superior Tribunal de 
Justiça nas ações de improbidade administrativa, reservando-se ao Ministério Público Federal a atuação como 
fiscal da lei. 
4) A ausência da notificação do réu para a defesa prévia, prevista no art. 17, § 7º, da Lei de Improbidade 
Administrativa, só acarreta nulidade processual se houver comprovado prejuízo (pas de nullité sans grief). 
5) A presença de indícios de cometimento de atos ímprobos autoriza o recebimento fundamentado da petição 
inicial nos termos do art. 17, §§ 7º, 8º e 9º, da Lei n. 8.429/92, devendo prevalecer, no juízo preliminar, o princípio 
do in dubio pro societate. 
6) O termo inicial da prescrição em improbidade administrativa em relação a particulares que se beneficiam de 
ato ímprobo é idêntico ao do agente público que praticou a ilicitude. 
7) A eventual prescrição das sanções decorrentes dos atos de improbidade administrativa não obsta o 
prosseguimento da demanda quanto ao pleito de ressarcimento dos danos causados ao erário, que é 
imprescritível (art. 37, § 5º da CF). (DPF-2018-CESPE) 
8) É inviável a propositura de ação civil de improbidade administrativa exclusivamente contra o particular, sem 
a concomitante presença de agente público no polo passivo da demanda. 
9) Nas ações de improbidade administrativa, não há litisconsórcio passivo necessário entre o agente público e 
os terceiros beneficiados com o ato ímprobo. 
10) A revisão da dosimetria das sanções aplicadas em ação de improbidade administrativa implica reexame do 
conjunto fático-probatório dos autos, encontrando óbice na súmula 7/STJ, salvo se da leitura do acórdão 
recorrido verificar-se a desproporcionalidade entre os atos praticados e as sanções impostas. 
11) É possível o deferimento da medida acautelatória de indisponibilidade de bens em ação de improbidade 
administrativa nos autos da ação principal sem audiência da parte adversa e, portanto, antes da notificação a 
que se refere o art. 17, § 7º, da Lei n. 8.429/92. 
12) É possível a decretação da indisponibilidade de bens do promovido em ação civil Pública por ato de 
improbidade administrativa, quando ausente (ou não demonstrada) a prática de atos (ou a sua tentativa) que 
induzam a conclusão de risco de alienação, oneração ou dilapidação patrimonial de bens do acionado, 
dificultando ou impossibilitando o eventual ressarcimento futuro. 
13) Na ação de improbidade, a decretação de indisponibilidade de bens pode recair sobre aqueles adquiridos 
anteriormente ao suposto ato, além de levar em consideração, o valor de possível multa civil como sanção 
autônoma. 
14) No caso de agentes políticos reeleitos, o termo inicial do prazo prescricional nas ações de improbidade 
administrativa deve ser contado a partir do término do último mandato. 
JURISPRUDÊNCIA EM TESES Nº 40 DO STJ - IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA II 
1) Os Agentes Políticos sujeitos a crime de responsabilidade, ressalvados os atos ímprobos cometidos pelo 
Presidente da República (art. 86 da CF) e pelos Ministros do Supremo Tribunal Federal, não são imunes às 
sanções por ato de improbidade previstas no art. 37, § 4º da CF. 
2) Os agentes políticos municipais se submetem aos ditamesda Lei de Improbidade Administrativa, sem prejuízo 
da responsabilização política e criminal estabelecida no Decreto-Lei 201/1967. 
3) A ação de improbidade administrativa proposta contra agente político que tenha foro por prerrogativa de 
função é processada e julgada pelo juiz de primeiro grau, LIMITADA à imposição de penalidades patrimoniais 
e VEDADA a aplicação das sanções de suspensão dos direitos políticos e de perda do cargo do réu. 
4) A aplicação da pena de demissão por improbidade administrativa não é exclusividade do Judiciário, sendo 
passível a sua incidência no âmbito do processo administrativo disciplinar. 
5) Havendo indícios de improbidade administrativa, as instâncias ordinárias poderão decretar a quebra do 
sigilo bancário. 
6) O afastamento cautelar do agente público de seu cargo, previsto no parágrafo único, do art. 20, da Lei n. 
8.429/92, é medida excepcional que pode perdurar por até 180 dias. 
31 
 
7) O especialíssimo procedimento estabelecido na Lei 8.429/92, que prevê um juízo de delibação para 
recebimento da petição inicial (art. 17, §§ 8º e 9º), precedido de notificação do demandado (art. 17, § 7º), 
somente é aplicável para ações de improbidade administrativa típicas. (Tese julgada sob o rito do artigo 543-
C do CPC – TEMA 344). 
8) A indisponibilidade de bens prevista na LIA pode alcançar tantos bens quantos necessários a garantir as 
consequências financeiras da prática de improbidade, excluídos os bens impenhoráveis assim definidos por 
lei. 
9) Os bens de família podem ser objeto de medida de indisponibilidade prevista na Lei de Improbidade 
Administrativa, uma vez que há apenas a limitação de eventual alienação do bem. 
10) Aplica-se a medida cautelar de indisponibilidade dos bens do art. 7º aos atos de improbidade administrativa 
que impliquem violação dos princípios da administração pública - no art. 11 da LIA. 
11) O ato de improbidade administrativa previsto no art. 11 da Lei 8.429/92 não requer a demonstração de dano 
ao erário ou de enriquecimento ilícito, mas exige a demonstração de dolo, o qual, contudo, não necessita ser 
específico, sendo suficiente o dolo genérico. 
12) Nas ações de improbidade administrativa é admissível a utilização da prova emprestada, colhida na 
persecução penal, desde que assegurado o contraditório e a ampla defesa. 
13) O magistrado não está obrigado a aplicar cumulativamente todas as penas previstas no art. 12 da Lei 
8.429/92, podendo, mediante adequada fundamentação, fixá-las e dosá-las segundo a natureza, a gravidade e as 
consequências da infração. 
 
 
#TABELARESUMO: 
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA (LEI Nº 8.429/92) 
COMPETÊNCIA 
Juízo de 1ª instância 
NÃO HÁ FORO POR PRERROGATIVA DE FUNÇÃO EM AÇÃO DE IMPROBIDADE! 
 
#JURIS 
-Agentes políticos estão subjeitos a duplo regime sancionatório (improbidade e crimes de 
responsabilidade) 
SUJEITO ATIVO 
- Próprio: agente público (servidor ou não); 
- Impróprio: terceiro (induz, concorre ou se beneficia). 
 
#JURIS 
-Impossibilidade da ação apenas contra o terceiro 
-Estão sujeitos a lei de improbidade: estagiários e notários e registradores 
SUJEITO PASSIVO 
- Administração Pública (direta, indireta ou fundacional); 
 
- empresa incorporada ao patrimônio público; 
 
- entidade em que o erário concorreu ou concorra com mais 50% do patrimônio ou receita 
anual para criação ou custeio; 
 
- entidade em que o erário concorreu ou concorra com menos 50% do patrimônio ou 
receita anual para criação ou custeio, limitando-se a sanção patrimonial à repercussão do 
ilícito sobre a contribuição dos cofres públicos; 
 
- entidade que receba subvenção, benefício ou incentivo, fiscal ou creditício, de órgão 
público. 
CONDUTAS E 
SANÇÕES 
> Enriquecimento Ilícito 
- Elemento subjetivo: dolo 
- Sanções: 
* perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio; 
* ressarcimento integral do dano (QUANDO HOUVER); 
* perda da função pública; 
32 
 
* suspensão dos direitos políticos de 8 a 10 anos; 
* pagamento de multa civil (até 3x o valor do acréscimo patrimonial); e 
* proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais 
ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da 
qual seja sócio majoritário, pelo prazo de 10 anos. 
 
#JURIS 
-Independe do prejuízo ao erário 
 
 
> Prejuízo ao Erário 
- Elemento subjetivo: dolo ou CULPA 
- Sanções: 
* ressarcimento integral do dano; 
* perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio (SE CONCORRER ESTA 
CIRCUNSTÂNCIA); 
* perda da função pública; 
* suspensão dos direitos políticos de 5 a 8 anos; 
* pagamento de multa civil (até 2x o valor do dano); e 
* proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais 
ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da 
qual seja sócio majoritário, pelo prazo de 5 anos. 
 
#JURIS 
-Exige-se a presença do efetivo dano ao erário 
-Exceção: dispensa de licitação (dano in re ipsa/presumido) 
 
> Princípios da Administração Pública 
- Elemento subjetivo: dolo 
- Sanções: 
* ressarcimento integral do dano (SE HOUVER); 
* perda da função pública; 
* suspensão dos direitos políticos de 3 a 5 anos; 
* pagamento de multa civil de (até 100x o valor da remuneração percebida pelo agente);e 
* proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais 
ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da 
qual seja sócio majoritário, pelo prazo de 3 anos. 
Obs.: NÃO HÁ PENA DE PERDA DE BENS! 
 
#JURIS 
-Necessário apenas o dolo genérico (desnecessário o específico) 
 Casos que configura: 
* tortura de preso custodiado em delegado por policial 
* contratação irregular de escritório de advocacia sem licitação 
* contratação irregular de servidores temporários 
* professor que assedia sexualmente aluno 
* prefeito que prática assédio moral contra servidor público 
* publicidade governamental que não tenha fins educacionais, informativos e de 
orientação social 
* Autoridade que deixa de encaminhar ao MP cópia do inquérito administrativo 
* A ausência de prestação de contas se agiu com dolo ou má-fé 
 
 
 
33 
 
> Concessão ou Aplicação Indevida de Benefício Financeiro ou Tributário 
- Elemento subjetivo: dolo 
- Sanções: 
* perda da função pública; 
* suspensão dos direitos políticos de 5 a 8 anos; e 
* pagamento de multa civil de (até 3x o valor do benefício financeiro ou tributário 
concedido). 
MEDIDAS 
CAUTELARES 
- Sequestro: 
* é necessária a individualiza dos bens. 
 
- Indisponibilidade de Bens: 
* basta que se prove o fumus boni iuris. O periculum in mora é presumido (implícito); 
* é desnecessária prova de que o réu esteja dilapidando (desfazendo) do seu patrimônio; 
* é desnecessária a individualização dos bens; 
* deve garantir o integral ressarcimento do prejuízo ao erário e a multa civil; 
* é possível que se determine em valor superior ao indicado na inicial; 
* pode ser decretada antes do recebimento da petição inicial da ação de improbidade; 
* pode ser decretada sobre bens que o acusado possuía antes da suposta prática do ato 
de improbidade; 
* pode ser decretada sem ouvir o réu; 
* pode recair sobre bem de família; 
* não pode recair sobre verbas absolutamente impenhoráveis; 
* não pode recair sobre verbas trabalhistas. 
AÇÃO 
- Legitimidade Ativa: 
* MP 
* Pessoa jurídica interessada 
 
- Rito: Ordinário 
 
- Prazo de defesa prévia: 15 dias 
 
- Acordo: cabe (acordo de não persecução cível) 
 
- Rejeição da ação: 
* inexistência do ato de improbidade; 
* improcedência da ação; ou 
* inadequação da via eleita. 
 
- Recursos a inicial: 
* recebimento: Agravo de instrumento 
* rejeição: Apelação 
* recebimento contra alguns réus e rejeição para os demais: Agravo de instrumento 
 
#JURIS 
-No exame dainicial aplica-se o princípio do in dubio pro societate 
-Sentença que concluir pela carência ou pela improcedência aplica-se o reexame 
necessário previsto no art. 19 da lei da ação popular 
PRESCRIÇÃO 
1. Mandato eletivo, cargo em comissão ou função de confiança (vínculo temporário) 
- Prazo: 5 anos 
- Início da contagem: primeiro dia após o fim do vínculo 
#JURIS: No caso de REELEIÇÃO, só se inicia após o término do segundo mandato 
 
 
 
34 
 
2. Cargo efetivo ou emprego público (vínculo permanente) 
- O prazo e o início da contagem serão os mesmos que são previstos no estatuto do 
servidor para prescrição de faltas disciplinares puníveis com demissão 
 
3. Entidades privadas que o dinheiro público não alcança 50% do patrimônio público 
- Prazo: 5 anos 
- Início da contagem: data da apresentação à administração pública da prestação de 
contas final 
 
4. Particular 
- Ao particular aplica-se o mesmo regime prescricional do agente público (s. nº 634, STJ) 
- Súmula nº 634, STJ: “Ao particular aplica-se o mesmo regime prescricional previsto na 
lei de improbidade administrativa para os agentes públicos.” 
 
#JURIS: 
-Em caso de concurso de agentes, a prescrição é contada individualmente 
-Prazo prescricional é interrompido com a propositura da ação e não com a citação do réu 
-Não existe prescrição intercorrente 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
35 
 
2. LICITAÇÕES E CONTRATOS – LEI Nº 8.666/1993 
 
Regulamenta o art. 37, inciso XXI, da Constituição Federal, institui normas para licitações e contratos da Administração 
Pública e dá outras providências. 
Art. 37 (...) XXI - ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços, compras e alienações serão 
contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes, 
com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas da proposta, nos termos 
da lei, o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do 
cumprimento das obrigações. 
 
Capítulo I 
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS 
 
Seção I 
Dos Princípios 
Competência p/ legislar sobre Licitações/Contratos: Privativa da União (art. 22, XXVII, CF) 
Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: 
[...] XXVII – normas gerais de licitação e contratação, em todas as modalidades, para as administrações públicas 
diretas, autárquicas e fundacionais da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, obedecido o disposto no art. 
37, XXI, e para as empresas públicas e sociedades de economia mista, nos termos do art. 173, § 1°, III; 
Obs.: Os demais entes podem legislar sobre questões específicas relativas ao tema, desde que não contrariem as 
normas gerais editadas pela União. 
 
#INFO 
- Licitações e competência legislativa concorrente. 
Lei municipal pode proibir que os agentes políticos do município (e seus parentes) mantenham contrato com o 
Poder Público municipal. 
A União detém competência para legislar sobre as normas gerais de licitação, podendo os Estados e Municípios 
legislar sobre o tema para complementar as normas gerais e adaptá-las às suas realidades. 
STF. 2ª Turm. RE 423560/MG, rel. Min.Joaquim Barbosa. Julgado em 29/05/2012 (Info 668). 
 
Art. 1o Esta Lei estabelece NORMAS GERAIS sobre licitações e contratos administrativos pertinentes a obras, 
serviços, INCLUSIVE DE PUBLICIDADE, compras, alienações e locações no âmbito dos Poderes da União, dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. 
Parágrafo único. Subordinam-se ao regime desta Lei, além dos órgãos da administração direta, os FUNDOS 
ESPECIAIS, as autarquias, as fundações públicas, as empresas públicas, as sociedades de economia mista e 
demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios. 
 
Art. 2o As obras, serviços, inclusive de publicidade, compras, alienações, concessões, permissões e locações da 
Administração Pública, quando contratadas com terceiros, serão necessariamente precedidas de licitação, 
RESSALVADAS as hipóteses previstas NESTA LEI. 
A regra é a realização de licitação para contratação com terceiros. Porém, a legislação poderá estabelecer situações 
de contratação direta, ou seja, de contratação sem licitação. São eles: 
- Licitação dispensada (art. 17); 
- Licitação dispensável (art. 24); e 
- Licitação inexigível (art. 25). 
Parágrafo único. Para os fins desta Lei, considera-se CONTRATO todo e qualquer AJUSTE entre órgãos ou 
entidades da Administração Pública e particulares, em que haja um acordo de vontades para a formação de 
vínculo e a estipulação de obrigações recíprocas, seja qual for a denominação utilizada. 
 
Art. 3o A licitação destina-se a garantir a observância do princípio constitucional da isonomia, a seleção da 
proposta mais vantajosa para a administração e a promoção do desenvolvimento nacional sustentável e será 
processada e julgada em estrita conformidade com os princípios básicos da legalidade, da impessoalidade, da 
36 
 
moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade administrativa, da vinculação ao instrumento 
convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhes são correlatos. 
 
Finalidades da Licitação 
- Garantir a observância do princípio constitucional da isonomia; 
- Seleção da proposta mais vantajosa para a administração (o que nem sempre 
coincide com a de menor valor); e 
- Promoção do desenvolvimento nacional sustentável. 
Princípios Expressos 
- Legalidade; 
- Impessoalidade; 
- Moralidade; 
- Igualdade; 
- Publicidade; 
- Probidade Administrativa; 
- Vinculação ao Instrumento Convocatório; 
- Julgamento Objetivo. 
Princípios Implícitos 
- Competitividade; 
- Procedimento Formal; 
- Sigilo das Propostas; 
- Adjudicação Compulsória; 
- Eficiência; 
- Dentre outros. 
 
§ 1o É VEDADO aos agentes públicos: 
I - admitir, prever, incluir ou tolerar, nos atos de convocação, CLÁUSULAS ou CONDIÇÕES que comprometam, 
restrinjam ou frustrem o seu caráter competitivo, inclusive nos casos de sociedades cooperativas, e estabeleçam 
preferências ou distinções em razão da naturalidade, da sede ou domicílio dos licitantes ou de qualquer outra 
circunstância impertinente ou irrelevante para o específico objeto do contrato, ressalvado o disposto nos §§ 5o a 
12 deste artigo e no art. 3o da Lei no 8.248, de 23 de outubro de 1991; 
II - estabelecer tratamento diferenciado de natureza comercial, legal, trabalhista, previdenciária ou qualquer 
outra, entre empresas brasileiras e estrangeiras, inclusive no que se refere a moeda, modalidade e local de 
pagamentos, mesmo quando envolvidos financiamentos de agências internacionais, ressalvado o disposto no 
parágrafo seguinte e no art. 3o da Lei no 8.248, de 23 de outubro de 1991. 
- art. 3º, §§ 5º ao 12: trata da margem de preferência. 
- art. 3º, da Lei 8.248/91: trata da “preferência, nas aquisições de bens e serviços de informática e automação” 
para “bens e serviços com tecnologia desenvolvida no País” e “bens e serviços produzidos de acordo com processo 
produtivo básico, na forma a ser definida pelo Poder Executivo”. Tais preferências são regulamentadas no Decreto 
7.174/2010. 
§ 2o Em igualdade de condições, como CRITÉRIO DE DESEMPATE, será assegurada preferência, 
SUCESSIVAMENTE, aos BENS e SERVIÇOS: 
II - produzidos no País; 
III - produzidos ou prestados por empresas brasileiras. 
IV - produzidos ou prestados por empresas que invistam em pesquisa e no desenvolvimento de tecnologia no 
País. 
V - produzidos ou prestados por empresas que comprovem cumprimento de reserva de cargos prevista em lei 
para pessoa com deficiência OU para reabilitado da Previdência Social E que atendam às regras de 
acessibilidade previstas na legislação. 
 
Critérios de Desempate – São SUCESSIVOS 
- Produzidos no País; 
- Produzidosou prestados por empresas brasileiras; 
- Produzidos ou prestados por empresas que invistam em pesquisa e desenvolvimento de tecnologia no País; 
- Produzidos ou prestados por empresas que reservem cargos para pessoas com deficiência ou reabilitado da 
Previdência Social; 
- Sorteio (art. 45, § 2º). 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8248.htm#art3.
37 
 
Obs.: Os critérios de desempate do art. 3º, § 2º, da Lei de Licitações, se aplicam às licitações regidas pela Lei nº 
13.303/2016 (Lei das Estatais), por expressa determinação desta lei (Lei 13.303/16, art. 55, III). 
 
§ 3o A licitação não será sigilosa, sendo públicos e acessíveis ao público os atos de seu procedimento (Princípio da 
Publicidade), SALVO quanto ao conteúdo das propostas, até a respectiva abertura (Princípio do Sigilo das 
Propostas). 
 
§ 5o Nos processos de licitação, poderá ser estabelecida MARGEM DE PREFERÊNCIA para: 
I - produtos manufaturados e para serviços nacionais que atendam a normas técnicas brasileiras; e 
II - bens e serviços produzidos ou prestados por empresas que comprovem cumprimento de reserva de cargos 
prevista em lei para pessoa com deficiência ou para reabilitado da Previdência Social e que atendam às regras 
de acessibilidade previstas na legislação. 
 
Margem de Preferência 
- produtos manufaturados; 
- serviços nacionais que atendam a normas técnicas brasileiras; 
- bens e serviços produzidos ou prestados por empresas que comprovem 
cumprimento de reserva de cargos prevista em lei para pessoa com deficiência 
ou para reabilitado da Previdência Social e que atendam às regras de 
acessibilidade previstas na legislação. 
 
§ 6o A margem de preferência de que trata o § 5o será estabelecida com base em estudos revistos 
periodicamente, em prazo NÃO SUPERIOR a 5 (cinco) anos, que levem em consideração: 
I - geração de emprego e renda; 
II - efeito na arrecadação de tributos federais, estaduais e municipais; 
III - desenvolvimento e inovação tecnológica realizados no País; 
IV - custo adicional dos produtos e serviços; e 
V - em suas revisões, análise retrospectiva de resultados. 
 
§ 7o Para os produtos manufaturados e serviços nacionais resultantes de desenvolvimento e inovação 
tecnológica realizados no País, poderá ser estabelecido MARGEM DE PREFERÊNCIA ADICIONAL àquela prevista 
no § 5o. 
 
Margem de Preferência 
ADICIONAL 
- produtos manufaturados; 
- serviços nacionais; 
* resultantes de desenvolvimento e inovação tecnológica realizados no País. 
 
§ 8o As margens de preferência por produto, serviço, grupo de produtos ou grupo de serviços, a que se referem 
os §§ 5o e 7o, serão definidas pelo Poder Executivo federal, NÃO PODENDO a soma delas ultrapassar o montante 
de 25% (vinte e cinco por cento) sobre o preço dos produtos manufaturados e serviços estrangeiros. 
§ 9o As disposições contidas nos §§ 5o e 7o deste artigo NÃO SE APLICAM aos bens e aos serviços cuja capacidade 
de produção ou prestação no País seja INFERIOR: 
I - à quantidade a ser adquirida ou contratada; ou 
II - ao quantitativo fixado com fundamento no § 7o do art. 23 desta Lei, quando for o caso. 
§ 10. A margem de preferência a que se refere o § 5o poderá ser estendida, total ou parcialmente, aos bens e 
serviços originários dos Estados Partes do Mercado Comum do Sul - Mercosul. 
§ 11. Os editais de licitação para a contratação de bens, serviços e obras poderão, mediante prévia justificativa 
da autoridade competente, exigir que o contratado promova, em favor de órgão ou entidade integrante da 
administração pública ou daqueles por ela indicados a partir de processo isonômico, MEDIDAS DE COMPENSAÇÃO 
comercial, industrial, tecnológica ou ACESSO A CONDIÇÕES VANTAJOSAS de financiamento, cumulativamente 
ou não, na forma estabelecida pelo Poder Executivo federal. 
§ 12. Nas contratações destinadas à implantação, manutenção e ao aperfeiçoamento dos sistemas de 
tecnologia de informação e comunicação, considerados estratégicos em ato do Poder Executivo federal, a 
licitação poderá ser RESTRITA a bens e serviços com tecnologia desenvolvida no País e produzidos de acordo 
com o processo produtivo básico de que trata a Lei no 10.176, de 11 de janeiro de 2001. 
38 
 
§ 13. Será divulgada na internet, a cada exercício financeiro, a relação de empresas favorecidas em decorrência 
do disposto nos §§ 5o, 7o, 10, 11 e 12 deste artigo, com indicação do volume de recursos destinados a cada uma 
delas. 
§ 14. As preferências definidas neste artigo e nas demais normas de licitação e contratos devem privilegiar o 
tratamento diferenciado e favorecido às microempresas e empresas de pequeno porte na forma da lei. 
§ 15. As preferências dispostas neste artigo PREVALECEM sobre as demais preferências previstas na legislação 
quando estas forem aplicadas sobre PRODUTOS OU SERVIÇOS ESTRANGEIROS. 
 
Art. 4o TODOS QUANTOS PARTICIPEM de licitação promovida pelos órgãos ou entidades a que se refere o art. 1º 
têm direito público subjetivo à fiel observância do pertinente procedimento estabelecido nesta lei, podendo 
QUALQUER CIDADÃO acompanhar o seu desenvolvimento, desde que não interfira de modo a perturbar ou 
impedir a realização dos trabalhos. 
Parágrafo único. O procedimento licitatório previsto nesta lei caracteriza ato administrativo formal, seja ele 
praticado em qualquer esfera da Administração Pública. (Princípio do Procedimento Formal) 
 
Art. 5o Todos os valores, preços e custos utilizados nas licitações terão como EXPRESSÃO MONETÁRIA a moeda 
corrente nacional, ressalvado o disposto no art. 42 desta Lei, devendo cada unidade da Administração, no 
pagamento das obrigações relativas ao fornecimento de bens, locações, realização de obras e prestação de serviços, 
obedecer, para cada fonte diferenciada de recursos, a estrita ordem cronológica das datas de suas exigibilidades, 
SALVO quando presentes relevantes razões de interesse público e mediante prévia justificativa da autoridade 
competente, devidamente publicada. 
Nas licitações internacionais, os preços poderão ser cotados em moeda estrangeira: 
Art. 42. Nas concorrências de âmbito internacional, o edital deverá ajustar-se às diretrizes da política monetária e 
do comércio exterior e atender às exigências dos órgãos competentes. 
§ 1º Quando for permitido ao licitante estrangeiro cotar preço em moeda estrangeira, igualmente o poderá fazer 
o licitante brasileiro. 
§ 1o Os créditos a que se refere este artigo terão seus valores corrigidos por critérios previstos no ato 
convocatório e que lhes preservem o valor. 
§ 2o A correção de que trata o parágrafo anterior cujo pagamento será feito junto com o principal, correrá à conta 
das mesmas dotações orçamentárias que atenderam aos créditos a que se referem. 
§ 3o Observados o disposto no caput, os pagamentos decorrentes de despesas cujos valores não ultrapassem o 
limite de que trata o inciso II do art. 24, sem prejuízo do que dispõe seu parágrafo único, deverão ser efetuados 
no prazo de até 5 (cinco) dias úteis, contados da apresentação da fatura. 
- O art. 24, II, prevê o limite de 10% da modalidade convite para compras e serviços que não seja de engenharia. 
Considerando os novos valores do Decreto 9.412/18, o valor será de R$ 17,6 mil (10% de R$ 176 mil). 
- Logo, os pagamentos de despesas acima de R$ 17,6 mil devem ser realizados no prazo de 5 dias úteis, contados 
da apresentação da fatura. 
 
Art. 5o-A. As NORMAS de licitações e contratos devem privilegiar o tratamento diferenciado e favorecido às 
microempresas e empresas de pequeno porte na forma da lei. 
 
Seção II 
Das Definições 
Art. 6o Para os fins desta Lei, CONSIDERA-SE: 
I - Obra - toda construção, reforma, fabricação, recuperação ou ampliação, realizada por execução direta ou 
indireta; 
II - Serviço - toda atividade destinada a obter determinada utilidade de interesse para a Administração, tais como:demolição, conserto, instalação, montagem, operação, conservação, reparação, adaptação, manutenção, transporte, 
locação de bens, publicidade, seguro ou trabalhos técnico-profissionais; 
III - Compra - toda aquisição remunerada de bens para fornecimento de uma só vez ou parceladamente; 
IV - Alienação - toda transferência de domínio de bens a terceiros; 
V - Obras, serviços e compras de grande vulto - aquelas cujo valor estimado seja SUPERIOR a 25 (vinte e 
cinco) vezes o limite estabelecido na alínea "c" (concorrência) do inciso I (obras e serviço de engenharia) do 
art. 23 desta Lei; 
39 
 
- De “grande vulto” é a obra, serviço ou compra acima de R$ 82,5 milhões. 
- O art. 23, I, “c” prevê o valor para a modalidade concorrência. Considerando os valores do Decreto 9.412/2018, 
o valor é de R$ 3,3 milhões. Logo, o grande vulto será 25 x 3,3 = 82,5. 
DECRETO 9.412/2018 
Antes Depois 
25 x R$ 1.5000.000,00 = R$ 37.500.000,00 25 x R$ 3.300.000,00 = R$ 82.500.000,00 
 
VI - Seguro-Garantia - o seguro que garante o fiel cumprimento das obrigações assumidas por empresas em 
licitações e contratos; 
VII - Execução direta - a que é feita pelos órgãos e entidades da Administração, pelos próprios meios; 
VIII - Execução indireta - a que o órgão ou entidade CONTRATA COM TERCEIROS sob qualquer dos seguintes 
regimes: 
a) EMPREITADA POR PREÇO GLOBAL - quando se contrata a execução da obra ou do serviço por preço certo e 
total; 
b) EMPREITADA POR PREÇO UNITÁRIO - quando se contrata a execução da obra ou do serviço por preço certo 
de unidades determinadas; 
d) TAREFA - quando se ajusta mão-de-obra para pequenos trabalhos por preço certo, COM OU SEM 
fornecimento de materiais; 
e) EMPREITADA INTEGRAL - quando se contrata um empreendimento em sua integralidade, compreendendo 
todas as etapas das obras, serviços e instalações necessárias, sob inteira responsabilidade da contratada até a 
sua entrega ao contratante em condições de entrada em operação, atendidos os requisitos técnicos e legais para 
sua utilização em condições de segurança estrutural e operacional e com as características adequadas às finalidades 
para que foi contratada; 
 
Execução INDIRETA 
Empreitada por preço Global Preço certo e total 
Empreitada por preço Unitário Preço certo de unidades determinadas 
Tarefa 
Ajusta mão-de-obra para pequenos trabalhos por preço certo, com ou sem 
fornecimento de materiais 
Empreitada Integral 
Contrata um empreendimento em sua integralidade, compreendendo todas 
as etapas das obras, serviços e instalações necessárias, sob inteira 
responsabilidade da contratada até a sua entrega ao contratante em 
condições de entrada em operação, atendidos os requisitos técnicos e legais 
para sua utilização em condições de segurança estrutural e operacional e 
com as características adequadas às finalidades para que foi contratada. 
 
IX - Projeto Básico - conjunto de elementos necessários e suficientes, com nível de precisão adequado, para 
caracterizar a obra ou serviço, ou complexo de obras ou serviços objeto da licitação, elaborado com base nas 
indicações dos estudos técnicos preliminares, que assegurem a viabilidade técnica e o adequado tratamento do 
impacto ambiental do empreendimento, e que possibilite a avaliação do custo da obra e a definição dos métodos e 
do prazo de execução, devendo conter os seguintes elementos: 
a) desenvolvimento da solução escolhida de forma a fornecer visão global da obra e identificar todos os seus 
elementos constitutivos com clareza; 
b) soluções técnicas globais e localizadas, suficientemente detalhadas, de forma a minimizar a necessidade de 
reformulação ou de variantes durante as fases de elaboração do projeto executivo e de realização das obras e 
montagem; 
c) identificação dos tipos de serviços a executar e de materiais e equipamentos a incorporar à obra, bem como suas 
especificações que assegurem os melhores resultados para o empreendimento, sem frustrar o caráter competitivo 
para a sua execução; 
d) informações que possibilitem o estudo e a dedução de métodos construtivos, instalações provisórias e condições 
organizacionais para a obra, sem frustrar o caráter competitivo para a sua execução; 
e) subsídios para montagem do plano de licitação e gestão da obra, compreendendo a sua programação, a estratégia 
de suprimentos, as normas de fiscalização e outros dados necessários em cada caso; 
40 
 
f) orçamento detalhado do custo global da obra, fundamentado em quantitativos de serviços e fornecimentos 
propriamente avaliados; 
X - Projeto Executivo - o conjunto dos elementos necessários e suficientes à execução completa da obra, de acordo 
com as normas pertinentes da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT; 
XI - Administração Pública - a administração direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios, abrangendo inclusive as entidades com personalidade jurídica de direito privado SOB CONTROLE 
do poder público e das fundações por ele instituídas ou mantidas; 
XII - Administração - órgão, entidade ou unidade administrativa pela qual a Administração Pública opera e atua 
concretamente; 
XIII - Imprensa Oficial - veículo oficial de divulgação da Administração Pública, sendo para a União o Diário Oficial 
da União, e, para os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, o que for definido nas respectivas leis; 
XIV - Contratante - é o órgão ou entidade signatária do instrumento contratual; 
XV - Contratado - a pessoa física ou jurídica signatária de contrato com a Administração Pública; 
XVI - Comissão - comissão, permanente ou especial, criada pela Administração com a função de receber, examinar 
e julgar todos os documentos e procedimentos relativos às licitações e ao cadastramento de licitantes. 
XVII - produtos manufaturados nacionais - produtos manufaturados, produzidos no território nacional de acordo 
com o processo produtivo básico ou com as regras de origem estabelecidas pelo Poder Executivo federal; 
XVIII - serviços nacionais - serviços prestados no País, nas condições estabelecidas pelo Poder Executivo federal; 
XIX - sistemas de tecnologia de informação e comunicação estratégicos - bens e serviços de tecnologia da 
informação e comunicação cuja descontinuidade provoque dano significativo à administração pública e que 
envolvam pelo menos um dos seguintes requisitos relacionados às informações críticas: disponibilidade, 
confiabilidade, segurança e confidencialidade. 
XX - produtos para pesquisa e desenvolvimento - bens, insumos, serviços e obras necessários para atividade de 
pesquisa científica e tecnológica, desenvolvimento de tecnologia ou inovação tecnológica, discriminados em projeto 
de pesquisa aprovado pela instituição contratante. 
 
Seção III 
Das Obras e Serviços 
Art. 7o As licitações para a execução de obras e para a prestação de serviços obedecerão ao disposto neste artigo 
e, em particular, à seguinte seqüência: 
I - projeto básico; 
II - projeto executivo; 
III - execução das obras e serviços. 
§ 1o A EXECUÇÃO DE CADA ETAPA será obrigatoriamente precedida da conclusão e aprovação, pela autoridade 
competente, dos trabalhos relativos às etapas anteriores, à EXCEÇÃO do projeto executivo, o qual PODERÁ ser 
desenvolvido concomitantemente com a execução das obras e serviços, desde que também autorizado pela 
Administração. 
§ 2o As obras e os serviços SOMENTE PODERÃO SER LICITADOS quando: 
I - houver projeto básico aprovado pela autoridade competente e disponível para exame dos interessados em 
participar do processo licitatório; 
II - existir orçamento detalhado em planilhas que expressem a composição de todos os seus custos unitários; 
III - houver PREVISÃO de recursos orçamentários que assegurem o pagamento das obrigações decorrentes de 
obras ou serviços a serem executadas no exercício financeiro em curso, de acordo com o respectivo cronograma; 
Obs.: A Lei NÃO EXIGE a EFETIVA DISPONIBILIDADEFINANCEIRA (fato da Administração ter o recurso 
disponível ou liberado), mas, tão somente, que haja PREVISÃO DESTES RECURSOS NA LEI ORÇAMENTÁRIA. 
IV - o produto dela esperado estiver contemplado nas metas estabelecidas no Plano Plurianual de que trata o 
art. 165 da Constituição Federal, quando for o caso. 
§ 3o É VEDADO incluir no objeto da licitação a obtenção de recursos financeiros para sua execução, qualquer 
que seja a sua origem, EXCETO nos casos de empreendimentos executados e explorados sob o regime de 
concessão, nos termos da legislação específica. 
§ 4o É VEDADA, ainda, a inclusão, no objeto da licitação, de fornecimento de materiais e serviços sem previsão 
de quantidades ou cujos quantitativos não correspondam às previsões reais do projeto básico ou executivo. 
§ 5o É VEDADA a realização de licitação cujo objeto inclua bens e serviços sem similaridade ou de marcas, 
características e especificações exclusivas, SALVO nos casos em que for tecnicamente justificável, ou ainda 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituiçao.htm#art165
41 
 
quando o fornecimento de tais materiais e serviços for feito sob o regime de administração contratada, previsto 
e discriminado no ato convocatório. 
§ 6o A infringência do disposto neste artigo implica a nulidade dos atos ou contratos realizados e a 
responsabilidade de quem lhes tenha dado causa. 
§ 7o Não será ainda computado como valor da obra ou serviço, para fins de julgamento das propostas de preços, 
a atualização monetária das obrigações de pagamento, desde a data final de cada período de aferição até a do 
respectivo pagamento, que será calculada pelos mesmos critérios estabelecidos obrigatoriamente no ato 
convocatório. 
§ 8o Qualquer cidadão poderá requerer à Administração Pública os quantitativos das obras E preços unitários de 
determinada obra executada. 
§ 9o O disposto neste artigo aplica-se também, NO QUE COUBER, aos casos de dispensa e de inexigibilidade de 
licitação. 
 
Art. 8o A EXECUÇÃO das obras e dos serviços deve programar-se, sempre, em sua totalidade, previstos seus 
custos atual e final e considerados os prazos de sua execução. 
Parágrafo único. É PROIBIDO o retardamento imotivado da execução de obra ou serviço, ou de suas parcelas, 
se existente previsão orçamentária para sua execução total, SALVO insuficiência financeira ou comprovado 
motivo de ordem técnica, justificados em despacho circunstanciado da autoridade a que se refere o art. 26 desta 
Lei. 
Art. 26. (...) e o retardamento previsto no final do parágrafo único do art. 8º desta Lei deverão ser comunicados, 
dentro de 3 (três) dias, à autoridade superior, para ratificação e publicação na imprensa oficial, no prazo de 
5 (cinco) dias, como condição para a eficácia dos atos. 
 
Art. 9o NÃO PODERÁ PARTICIPAR, direta ou indiretamente, da licitação ou da execução de obra ou serviço e 
do fornecimento de bens a eles necessários: 
I - o AUTOR DO PROJETO, básico ou executivo, pessoa física ou jurídica; 
II - EMPRESA, isoladamente ou em consórcio, responsável pela elaboração do projeto básico ou executivo ou 
da qual o autor do projeto seja dirigente, gerente, acionista ou detentor de mais de 5% (cinco por cento) do 
capital com direito a voto ou controlador, responsável técnico ou subcontratado; 
III - SERVIDOR OU DIRIGENTE de órgão ou entidade contratante ou responsável pela licitação. 
#INFO 
- Proibição do art. 9º, III, da Lei 8.666/93 permanece mesmo que o servidor esteja licenciado. 
Se um servidor público for sócio ou funcionário de uma empresa, ela não poderá participar de licitações realizadas 
pelo órgão ou entidade ao qual estiver vinculado este servidor público (art. 9º, III, da Lei nº 8.666/93). 
O fato de o servidor estar licenciado do cargo não afasta a referida proibição, considerando que, mesmo de licença, 
ele não deixa possuir vínculo com a Administração Pública. 
Assim, o fato de o servidor estar licenciado não afasta o entendimento segundo o qual não pode participar de 
procedimento licitatório a empresa que possuir em seu quadro de pessoal servidor ou dirigente do órgão 
contratante ou responsável pela licitação. 
STJ. 2ª Turma. REsp 1.607.715-AL, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 7/3/2017 (Info 602). 
 
§ 1o É PERMITIDA a participação do autor do projeto ou da empresa a que se refere o inciso II deste artigo, na 
licitação de obra ou serviço, ou na execução, como consultor ou técnico, nas funções de fiscalização, supervisão 
ou gerenciamento, EXCLUSIVAMENTE a serviço da Administração interessada. 
§ 2o O disposto neste artigo NÃO IMPEDE a licitação ou contratação de obra ou serviço que inclua a elaboração de 
projeto executivo como encargo do contratado ou pelo preço previamente fixado pela Administração. 
§ 3o Considera-se participação indireta, para fins do disposto neste artigo, a existência de qualquer vínculo de 
natureza técnica, comercial, econômica, financeira ou trabalhista entre o autor do projeto, pessoa física ou 
jurídica, e o licitante ou responsável pelos serviços, fornecimentos e obras, incluindo-se os fornecimentos de 
bens e serviços a estes necessários. 
§ 4o O disposto no parágrafo anterior aplica-se aos membros da comissão de licitação. 
 
 
 
42 
 
Art. 10. As obras e serviços poderão ser executados nas seguintes formas: 
I - EXECUÇÃO DIRETA; 
II - EXECUÇÃO INDIRETA, nos seguintes regimes: 
a) empreitada por preço global; 
b) empreitada por preço unitário; 
d) tarefa; 
e) empreitada integral. 
 
Art. 11. As obras e serviços destinados aos mesmos fins terão projetos padronizados por tipos, categorias ou 
classes, EXCETO quando o projeto-padrão não atender às condições peculiares do local ou às exigências 
específicas do empreendimento. 
 
Art. 12. Nos projetos básicos e projetos executivos de obras e serviços serão considerados principalmente os 
seguintes requisitos: 
I - segurança; 
II - funcionalidade e adequação ao interesse público; 
III - economia na execução, conservação e operação; 
IV - possibilidade de emprego de mão-de-obra, materiais, tecnologia e matérias-primas existentes no local para 
execução, conservação e operação; 
V - facilidade na execução, conservação e operação, sem prejuízo da durabilidade da obra ou do serviço; 
VI - adoção das normas técnicas, de saúde e de segurança do trabalho adequadas; 
VII - impacto ambiental. 
 
Seção IV 
Dos Serviços Técnicos Profissionais Especializados 
Art. 13. Para os fins desta Lei, CONSIDERAM-SE SERVIÇOS TÉCNICOS PROFISSIONAIS ESPECIALIZADOS os 
trabalhos relativos a: 
I - estudos técnicos, planejamentos e projetos básicos ou executivos; 
II - pareceres, perícias e avaliações em geral; 
III - assessorias ou consultorias técnicas e auditorias financeiras ou tributárias; 
IV - fiscalização, supervisão ou gerenciamento de obras ou serviços; 
V - patrocínio ou defesa de causas judiciais ou administrativas; 
VI - treinamento e aperfeiçoamento de pessoal; 
VII - restauração de obras de arte e bens de valor histórico. 
Obs.: Embora as hipóteses de inexigibilidade do art. 25 não sejam taxativas, o rol do art. 13 é taxativo, achando-
se aqui, exaustivamente, discriminados os Serviços Técnicos de Profissionais Especializados. 
 
§ 1o RESSALVADOS os casos de inexigibilidade de licitação, os contratos para a prestação de serviços técnicos 
profissionais especializados deverão, PREFERENCIALMENTE, ser celebrados mediante a realização de CONCURSO, 
com estipulação prévia de prêmio ou remuneração. 
Contratação de serviços técnicos profissionais especializados – pode ocorrer por várias formas: 
- inexigibilidade: além de ser um serviço técnico, deverá ser de natureza singular e terá que ser prestado por 
empresa de notória especialização (art. 25, II e § 1º); 
- modalidade concurso: é a modalidade de licitação preferencial, mas não obrigatória, para a contratação de 
serviços técnicos (art. 13, § 1º c/c art. 22 § 4º); 
- outrasmodalidades: é possível também adotar a concorrência, tomada de preços ou convite, desde que 
observados os limites de valores. Nesse caso, admite-se o emprego dos tipos de licitação de melhor técnica ou 
de técnica e preço (art. 46, caput). 
 
§ 2o Aos serviços técnicos previstos neste artigo aplica-se, no que couber, o disposto no art. 111 desta Lei. 
O art. 111 trata da cessão dos direitos patrimoniais: 
Art. 111. A Administração só poderá contratar, pagar, premiar ou receber projeto ou serviço técnico especializado 
desde que o autor ceda os direitos patrimoniais a ele relativos e a Administração possa utilizá-lo de acordo 
com o previsto no regulamento de concurso ou no ajuste para sua elaboração. 
43 
 
Parágrafo único. Quando o projeto referir-se a obra imaterial de caráter tecnológico, insuscetível de privilégio, a 
cessão dos direitos incluirá o fornecimento de todos os dados, documentos e elementos de informação 
pertinentes à tecnologia de concepção, desenvolvimento, fixação em suporte físico de qualquer natureza e 
aplicação da obra. 
 
§ 3o A empresa de prestação de serviços técnicos especializados que apresente relação de integrantes de seu corpo 
técnico em procedimento licitatório ou como elemento de justificação de dispensa ou inexigibilidade de licitação, 
ficará obrigada a garantir que os referidos integrantes realizem pessoal e diretamente os serviços objeto do contrato. 
 
Seção V 
Das Compras 
Art. 14. NENHUMA COMPRA será feita SEM a adequada caracterização de seu objeto e indicação dos recursos 
orçamentários para seu pagamento, sob pena de nulidade do ato e responsabilidade de quem lhe tiver dado 
causa. 
 
Art. 15. As COMPRAS, sempre que possível (Obs.: não é obrigatório), deverão: 
I - atender ao princípio da padronização, que imponha compatibilidade de especificações técnicas e de 
desempenho, observadas, quando for o caso, as condições de manutenção, assistência técnica e garantia oferecidas; 
II - ser processadas através de SISTEMA DE REGISTRO DE PREÇOS; 
III - submeter-se às condições de aquisição e pagamento semelhantes às do setor privado; 
IV - ser subdivididas em tantas parcelas quantas necessárias para aproveitar as peculiaridades do mercado, 
visando economicidade; 
V - balizar-se pelos preços praticados no âmbito dos órgãos e entidades da Administração Pública. 
§ 1o O REGISTRO DE PREÇOS será precedido de ampla pesquisa de mercado. 
§ 2o Os preços registrados serão publicados TRIMESTRALMENTE para orientação da Administração, na 
imprensa oficial. 
§ 3o O sistema de registro de preços será regulamentado por DECRETO, atendidas as peculiaridades regionais, 
observadas as seguintes condições: 
I - seleção feita mediante CONCORRÊNCIA; 
Poderá ser: 
- Concorrência (art. 15, § 3º, I, Lei nº 8.666/93); ou 
- Pregão (art. 11, Lei nº 10.520/02). 
II - estipulação prévia do sistema de controle e atualização dos preços registrados; 
III - validade do registro NÃO SUPERIOR a um ano. 
§ 4o A existência de preços registrados NÃO OBRIGA a Administração a firmar as contratações que deles 
poderão advir, ficando-lhe facultada a utilização de outros meios, respeitada a legislação relativa às licitações, 
sendo assegurado ao beneficiário do registro preferência em igualdade de condições. 
§ 5o O sistema de controle originado no quadro geral de preços, quando possível, deverá ser informatizado. 
§ 6o Qualquer cidadão é parte legítima para impugnar PREÇO constante do quadro geral em razão de 
incompatibilidade desse com o preço vigente no mercado. 
 
SISTEMA DE REGISTRO 
DE PREÇOS - SRP 
- Regulado por Decreto (Decreto nº 7.892/13), atendidas as peculiaridades regionais; 
- Utilizado para bens e serviços; 
- Validade de 1 ano (improrrogável); 
- Precedido de ampla pesquisa de mercado; 
- Modalidades: concorrência (menor preço) ou pregão; 
- Estipulação prévia do sistema de controle e atualização dos preços registrados; 
- A existência de preços registrados não obriga a Administração a firmar as 
contratações que deles poderão advir; 
- O beneficiário do registro tem preferência em igualdade de condições; 
- Publicado: trimestralmente. 
 
 
 
44 
 
§ 7o Nas COMPRAS deverão ser observadas, ainda: 
I - a especificação completa do bem a ser adquirido sem indicação de marca; 
II - a definição das unidades e das quantidades a serem adquiridas em função do consumo e utilização prováveis, 
cuja estimativa será obtida, sempre que possível, mediante adequadas técnicas quantitativas de estimação; 
III - as condições de guarda e armazenamento que não permitam a deterioração do material. 
§ 8o O recebimento de material de valor SUPERIOR ao limite estabelecido no art. 23 (R$ 176 mil) desta Lei, para 
a modalidade de CONVITE, deverá ser confiado a uma comissão de, no mínimo, 3 (três) membros. 
O valor estabelecido no art. 23, para compras na modalidade convite, com a atualização promovida pelo Decreto 
9.412/2018, é de R$ 176 mil. Logo, sempre que o valor da compra ultrapassar R$ 176 mil, haverá a necessidade 
de constituir uma comissão de, no mínimo, três membros para efetuar o seu recebimento. 
 
Art. 16. Será dada publicidade, mensalmente, em órgão de divulgação oficial ou em quadro de avisos de amplo 
acesso público, à relação de todas as compras feitas pela Administração Direta ou Indireta, de maneira a clarificar 
a identificação do bem comprado, seu preço unitário, a quantidade adquirida, o nome do vendedor e o valor total 
da operação, podendo ser aglutinadas por itens as compras feitas com dispensa e inexigibilidade de licitação. 
Parágrafo único. O disposto neste artigo NÃO SE APLICA aos casos de dispensa de licitação previstos no inciso IX 
do art. 24. 
Art. 24. É dispensável a licitação: 
IX - quando houver possibilidade de comprometimento da segurança nacional, nos casos estabelecidos em 
decreto do Presidente da República, ouvido o Conselho de Defesa Nacional; 
 
Seção VI 
Das Alienações 
Art. 17. A ALIENAÇÃO DE BENS da Administração Pública, subordinada à existência de interesse público 
devidamente justificado, será precedida de avaliação e obedecerá às seguintes normas: 
 
I - quando IMÓVEIS, dependerá de AUTORIZAÇÃO LEGISLATIVA para órgãos da administração direta e 
entidades autárquicas e fundacionais, e, para todos, inclusive as entidades paraestatais, dependerá de 
AVALIAÇÃO PRÉVIA e de licitação na modalidade de CONCORRÊNCIA, DISPENSADA ESTA nos seguintes casos: 
a) dação em pagamento; 
b) doação, permitida exclusivamente para outro órgão ou entidade da administração pública, de qualquer esfera de 
governo, ressalvado o disposto nas alíneas f, h e i; 
c) permuta, por outro imóvel que atenda aos requisitos constantes do inciso X do art. 24 desta Lei; 
Art. 24 (...) X - para a compra ou locação de imóvel destinado ao atendimento das finalidades precípuas da 
administração, cujas necessidades de instalação e localização condicionem a sua escolha, desde que o preço seja 
compatível com o valor de mercado, segundo avaliação prévia; 
d) investidura; 
e) venda a outro órgão ou entidade da administração pública, de qualquer esfera de governo; 
f) alienação gratuita ou onerosa, aforamento, concessão de direito real de uso, locação ou permissão de uso de bens 
imóveis residenciais construídos, destinados ou efetivamente utilizados no âmbito de programas habitacionais ou de 
regularização fundiária de interesse social desenvolvidos por órgãos ou entidades da administração pública; 
g) procedimentos de legitimação de posse de que trata o art. 29 da Lei no 6.383, de 7 de dezembro de 1976, mediante 
iniciativa e deliberação dos órgãos da Administração Pública em cuja competência legal inclua-se tal atribuição; 
h) alienação gratuita ou onerosa, aforamento, concessão de direito real de uso, locação ou permissão de uso de bens 
imóveis de uso comercial de âmbito local com área de até 250 m² (duzentos e cinqüenta metros quadrados) e 
inseridos noâmbito de programas de regularização fundiária de interesse social desenvolvidos por órgãos ou 
entidades da administração pública; 
i) alienação e concessão de direito real de uso, gratuita ou onerosa, de terras públicas rurais da União e do Incra, 
onde incidam ocupações até o limite de que trata o § 1o do art. 6o da Lei no 11.952, de 25 de junho de 2009, para fins 
de regularização fundiária, atendidos os requisitos legais; e 
 
II - quando MÓVEIS, dependerá de AVALIAÇÃO PRÉVIA e de LICITAÇÃO, DISPENSADA ESTA nos seguintes casos: 
a) doação, permitida exclusivamente para fins e uso de interesse social, após avaliação de sua oportunidade e 
conveniência sócio-econômica, relativamente à escolha de outra forma de alienação; 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6383.htm#art29
45 
 
b) permuta, permitida exclusivamente entre órgãos ou entidades da Administração Pública; 
c) venda de ações, que poderão ser negociadas em bolsa, observada a legislação específica; 
d) venda de títulos, na forma da legislação pertinente; 
e) venda de bens produzidos ou comercializados por órgãos ou entidades da Administração Pública, em virtude de 
suas finalidades; 
f) venda de materiais e equipamentos para outros órgãos ou entidades da Administração Pública, sem utilização 
previsível por quem deles dispõe. 
 
ALIENAÇÃO DE BENS IMÓVEIS ALIENAÇÃO DE BENS MÓVEIS 
- Exitência de interesse público da ADM, devidamente 
justificado 
- Exitência de interesse público da ADM, devidamente 
justificado 
- Avaliação PRÉVIA - Avaliação PRÉVIA 
- Precisa de autorização legislativa. 
Obs.: As estatais (Empresa Pública e Sociedade de 
Economia Mista) não precisam de autorização 
legislativa. 
- Não precisa de autorização legislativa. 
Regra - Concorrência; 
Exceção - Concorrência ou Leilão (bens imóveis 
adquiridos por procedimento judicial ou dação em 
pagamento). 
Regra - Leilão; 
Exceção - Concorrência (bem móvel for acima de R$ 
1.430.000,00). 
 
§ 1o Os IMÓVEIS doados com base na alínea "b" do inciso I deste artigo, cessadas as razões que justificaram a sua 
doação, reverterão ao patrimônio da pessoa jurídica DOADORA, VEDADA a sua alienação pelo beneficiário. 
 
§ 2o A ADMINISTRAÇÃO também poderá conceder título de propriedade ou de direito real de uso de imóveis, 
DISPENSADA LICITAÇÃO, quando o uso destinar-se: 
I - a outro órgão ou entidade da Administração Pública, qualquer que seja a localização do imóvel; 
II - a pessoa natural que, nos termos de lei, regulamento ou ato normativo do órgão competente, haja 
implementado os requisitos mínimos de cultura, ocupação mansa e pacífica e exploração direta sobre área 
rural, observado o limite (2.500 hectares) de que trata o § 1o do art. 6o da Lei no 11.952, de 25 de junho de 2009; 
 
§ 2º-A. As hipóteses do inciso II do § 2o ficam DISPENSADAS de autorização legislativa, porém submetem-se aos 
seguintes condicionamentos: 
I - aplicação exclusivamente às áreas em que a detenção por particular seja comprovadamente anterior a 5 de maio 
de 2014; (Redação dada pela Medida Provisória nº 910, de 2019) 
II - submissão aos demais requisitos e impedimentos do regime legal e administrativo da destinação e da 
regularização fundiária de terras públicas; 
III - vedação de concessões para hipóteses de exploração não-contempladas na lei agrária, nas leis de destinação de 
terras públicas, ou nas normas legais ou administrativas de zoneamento ecológico-econômico; e 
IV - previsão de rescisão automática da concessão, dispensada notificação, em caso de declaração de utilidade, ou 
necessidade pública ou interesse social. 
 
§ 2o-B. A hipótese do inciso II do § 2o deste artigo: 
I - só se aplica a imóvel situado em zona rural, não sujeito a vedação, impedimento ou inconveniente a sua exploração 
mediante atividades agropecuárias; 
II - fica limitada às áreas de até dois mil e quinhentos hectares, vedada a dispensa de licitação para áreas superiores 
a esse limite; (Redação dada pela Medida Provisória nº 910, de 2019) 
III - pode ser cumulada com o quantitativo de área decorrente da figura prevista na alínea g do inciso I do caput 
deste artigo, até o limite previsto no inciso II deste parágrafo. 
 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11952.htm#art6§1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Mpv/mpv910.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Mpv/mpv910.htm#art3
46 
 
§ 3o Entende-se por investidura, para os fins desta lei: 
I - a alienação aos proprietários de imóveis lindeiros de área remanescente ou resultante de obra pública, área esta 
que se tornar inaproveitável isoladamente, por preço nunca inferior ao da avaliação e desde que esse não ultrapasse 
a 50% (cinqüenta por cento) do valor (R$ 88 mil) constante da alínea "a" do inciso II do art. 23 desta lei; 
II - a alienação, aos legítimos possuidores diretos ou, na falta destes, ao Poder Público, de imóveis para fins 
residenciais construídos em núcleos urbanos anexos a usinas hidrelétricas, desde que considerados dispensáveis na 
fase de operação dessas unidades e não integrem a categoria de bens reversíveis ao final da concessão. 
 
§ 4o A doação com encargo será licitada e de seu instrumento constarão, obrigatoriamente os encargos, o prazo de 
seu cumprimento e cláusula de reversão, sob pena de nulidade do ato, sendo dispensada a licitação no caso de 
interesse público devidamente justificado; 
 
§ 5o Na hipótese do parágrafo anterior, caso o donatário necessite oferecer o imóvel em garantia de financiamento, 
a cláusula de reversão e demais obrigações serão garantidas por hipoteca em segundo grau em favor do doador. 
 
§ 6o Para a venda de bens MÓVEIS avaliados, isolada ou globalmente, em quantia NÃO SUPERIOR ao limite 
previsto no art. 23, inciso II, alínea "b" (R$ 1.430.000,00) desta Lei, a Administração poderá permitir o LEILÃO. 
O LEILÃO pode ser empregado para alienação de bens MÓVEIS até o limite de R$ 1.430.000,00 (art. 23, II, “b”; 
c/c Decreto 9.412/2018). 
 
Art. 18. Na CONCORRÊNCIA para a venda de bens IMÓVEIS, a fase de habilitação LIMITAR-SE-Á à comprovação 
do recolhimento de quantia correspondente a 5% (cinco por cento) da avaliação. 
 
#INFO 
- Na concorrência para a venda de bens imóveis, é vedada, à Administração Pública, a fixação de caução 
em valor diverso do estabelecido no art. 18 da Lei nº 8.666/93. 
O art. 18 da Lei nº 8.666/93 estabelece o valor da caução, na fase de habilitação de concorrência pública para 
venda de bens imóveis, no percentual de 5% da avaliação do imóvel. É proibido que a Administração Pública fixe 
caução em valor diverso do estabelecido em lei. Não cabe, assim, estabelecer percentual diverso ou mesmo aceitar 
valor de caução inferior a 5% da avaliação do imóvel, em face do princípio da legalidade. 
STJ. 2ª Turma. REsp 1.617.745-DF, Rel. Min. Og Fernandes, Rel. Acd. Min. Assusete Magalhães, julgado em 
22/10/2019 (Info 669). 
 
Art. 19. Os bens IMÓVEIS da Administração Pública, cuja aquisição haja derivado de procedimentos judiciais ou 
de dação em pagamento, PODERÃO ser alienados por ato da autoridade competente, observadas as seguintes 
regras: 
I - avaliação dos bens alienáveis; 
II - comprovação da necessidade ou utilidade da alienação; 
III - adoção do procedimento licitatório, sob a modalidade de CONCORRÊNCIA ou LEILÃO. 
 
Bens Móveis 
Venda 
- Regra: Leilão; 
- Exceção: Concorrência (bem móvel for acima de R$ 1.430.000,00). 
Compra - Convite, Tomada de Preços, Concorrência ou Leilão. 
Bens Imóveis 
Venda 
- Regra: Concorrência; 
- Exceção: Concorrência ou Leilão (bens imóveis adquiridos por 
procedimento judicial ou dação em pagamento). 
Compra - Concorrência. 
 
 
 
 
47 
 
Capítulo II 
Da Licitação 
 
Seção I 
Das Modalidades, Limites e Dispensa 
Art. 20. As licitações serão efetuadas no local onde se situar a repartição interessada, SALVO por motivode 
interesse público, devidamente justificado. 
Parágrafo único. O disposto neste artigo não impedirá a habilitação de interessados residentes ou sediados em 
outros locais. 
 
Art. 21. Os avisos contendo os resumos dos editais das CONCORRÊNCIAS, das TOMADAS DE PREÇOS, dos 
CONCURSOS e dos LEILÕES, embora realizados no local da repartição interessada, deverão ser publicados com 
antecedência, no mínimo, por UMA VEZ: 
Não é o texto todo do edital que deve ser publicado, mas apenas o aviso contendo o seu resumo. 
I - no Diário Oficial da União, quando se tratar de licitação feita por órgão ou entidade da Administração Pública 
Federal e, ainda, quando se tratar de obras financiadas parcial ou totalmente com recursos federais ou 
garantidas por instituições federais; 
II - no Diário Oficial do Estado, ou do Distrito Federal quando se tratar, respectivamente, de licitação feita por 
órgão ou entidade da Administração Pública Estadual ou Municipal, ou do Distrito Federal; 
III - em jornal diário de grande circulação no Estado e também, se houver, em jornal de circulação no Município 
ou na região onde será realizada a obra, prestado o serviço, fornecido, alienado ou alugado o bem, podendo ainda 
a Administração, conforme o vulto da licitação, utilizar-se de outros meios de divulgação para ampliar a área de 
competição. 
 
§ 1o O aviso publicado conterá a indicação do local em que os interessados poderão ler e obter o texto integral 
do edital e todas as informações sobre a licitação. 
§ 2o O PRAZO MÍNIMO até o recebimento das propostas ou da realização do evento será: 
I - quarenta e cinco dias para: 
a) concurso; 
b) concorrência, quando o contrato a ser celebrado contemplar o regime de empreitada integral ou quando a 
licitação for do tipo "melhor técnica" ou "técnica e preço"; 
II - trinta dias para: 
a) concorrência, nos casos não especificados na alínea "b" do inciso anterior; 
b) tomada de preços, quando a licitação for do tipo "melhor técnica" ou "técnica e preço"; 
III - quinze dias para a tomada de preços, nos casos não especificados na alínea "b" do inciso anterior, ou leilão; 
IV - cinco dias ÚTEIS para convite. 
 
LICITAÇÃO – PRAZOS P/ AS PROPOSTAS 
Modalidades Prazos 
Concorrência 
45 dias - empreitada integral, melhor técnica e técnica e preço; 
30 dias - demais casos. 
Tomada de Preço 
30 dias - melhor técnica e técnica e preço; 
15 dias - demais casos. 
Concurso 45 dias 
Leilão 15 dias 
Pregão 8 dias úteis 
Convite 5 dias úteis 
 
48 
 
§ 3o Os prazos estabelecidos no parágrafo anterior serão contados a partir da última publicação do edital 
resumido ou da expedição do convite, ou ainda da efetiva disponibilidade do edital ou do convite e respectivos 
anexos, PREVALECENDO A DATA que ocorrer mais tarde. 
 
§ 4o Qualquer modificação no edital EXIGE divulgação pela mesma forma que se deu o texto original, 
REABRINDO-SE o prazo inicialmente estabelecido, EXCETO quando, inqüestionavelmente, a alteração não afetar 
a formulação das propostas. 
 
MODIFICAÇÃO NO 
EDITAL 
Regra 
- Exige divulgação pela mesma forma que se deu o texto 
original; 
- Reabre-se o prazo inicialmente estabelecido. 
Exceção 
- Quando, inqüestionavelmente, a alteração não afetar a 
formulação das propostas. 
 
Art. 22. São MODALIDADES de licitação: 
Modalidade é o procedimento, a forma da organização das fases da licitação pública. 
I - concorrência; 
II - tomada de preços; 
III - convite; 
IV - concurso; 
V - leilão. 
Além das modalidades expressamente previstas na Lei nº 8.666/93, existe: 
- o pregão (Lei nº 10.520/02); e 
- a consulta, aplicável às agências reguladoras (Lei nº 9.472/97). 
 
§ 1o CONCORRÊNCIA é a modalidade de licitação entre QUAISQUER interessados que, na fase inicial de 
habilitação preliminar, comprovem possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital para 
execução de seu objeto. 
Obs.: Palavras-chave da concorrência = habilitação preliminar. 
 
CONCORRÊNCIA 
De acordo com o 
valor 
- Obras e serviços de engenharia: acima de R$ 3.300.000,00; 
- Obras e serviços que não de engenharia: acima de R$ 1.430.000,00. 
Independente do 
valor 
- compra e alienação de bens imóveis (salvo alienação de bens 
imóveis adquiridos de processos judiciais ou dação em pagamento – 
pode ser concorrência ou leilão); 
- alienação de bens móveis acima de R$ 1.430.000,00; 
- licitações internacionais (salvo tomada de preços ou convite); 
- concessão de direito real de uso; 
- concessão de serviço público; 
- registros de preços (salvo os casos de pregão); 
- parcerias público-privadas (PPPs). 
 
§ 2o TOMADA DE PREÇOS é a modalidade de licitação entre interessados devidamente CADASTRADOS ou que 
atenderem a todas as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia ANTERIOR à data do 
recebimento das propostas, observada a necessária qualificação. 
Obs.: Palavras-chave da tomada de preços = terceiro dia anterior. 
 
TOMADA DE 
PREÇOS 
De acordo com o 
valor 
- Obras e serviços de engenharia: até R$ 3.300.000,00; 
- Obras e serviços que não de engenharia: até R$ 1.430.000,00. 
Licitações 
Internacionais, 
desde que: 
- cadastro internacional de fornecedores; 
- valor estimado dentro do limite para Tomada de Preços. 
 
49 
 
§ 3o CONVITE é a modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente ao seu objeto, CADASTRADOS 
OU NÃO, escolhidos e convidados em número mínimo de 3 (três) pela unidade administrativa, a qual afixará, 
em local apropriado, cópia do instrumento convocatório e o estenderá aos demais cadastrados na correspondente 
especialidade que manifestarem seu interesse com antecedência de até 24 (vinte e quatro) horas da 
apresentação das propostas. 
Obs.: Palavras-chave do convite = com 24 horas de antecedência + número mínimo de 3. 
 
CONVITE 
De acordo com o 
valor 
- Obras e serviços de engenharia: até R$ 330.000,00; 
- Obras e serviços que não de engenharia: até R$ 176.000,00. 
Licitações 
Internacionais, 
desde que: 
- não haja fornecedor do bem ou serviço no Brasil; 
- valor estimado dentro do limite para Convite. 
 
§ 4o CONCURSO é a modalidade de licitação entre QUAISQUER interessados para escolha de trabalho técnico, 
científico ou artístico, mediante a instituição de prêmios ou remuneração aos vencedores, conforme critérios 
constantes de edital publicado na imprensa oficial com antecedência MÍNIMA de 45 (quarenta e cinco) dias. 
Obs.: Palavras-chave do convite = trabalho técnico, científico ou artístico (TAC). 
 
§ 5o LEILÃO é a modalidade de licitação entre QUAISQUER interessados para a venda de bens MÓVEIS inservíveis 
para a administração ou de produtos legalmente apreendidos ou penhorados, ou para a alienação de bens 
IMÓVEIS prevista no art. 19, a quem oferecer o MAIOR LANCE, igual ou superior ao valor da avaliação. 
Obs.: Palavras-chave do leilão = apenas para venda. 
 
LICITAÇÃO 
MODALIDADES OBJETO VALORES 
Concorrência 
Compras Acima de R$ 1.430.000,00 
Obras e serviços de engenharia Acima de R$ 3.300.000,00 
Compras e alienações de bens imóveis; 
Concessões de direito real de uso; 
Concessões de serviços públicos; 
Licitações internacionais; 
Registro de preços; 
PPPs. 
Não há valor 
Tomada de 
Preços 
Compras Até R$ 1.430.000,00 
Obras e serviços de engenharia Até R$ 3.300.000,00 
Licitações Internacionais, desde que: 
- cadastro internacional de fornecedores; 
- valor estimado dentro do limite para TP. 
Não há valor 
Convite 
Compras Até R$ 176.000,00 
Obras e serviços de engenharia Até R$ 330.000,00 
Licitações Internacionais, desde que: 
- não haja fornecedor do bem ou serviço no Brasil; 
- a contratação respeite os limites de valor para o convite. 
Não há valor 
Concurso Trabalho técnico, científico ou artístico Não há valor 
Leilão 
Venda de bens móveis inservíveis, produtos legalmente 
apreendidos ou penhorados. 
Alienação de bens imóveis. 
Não há valorPregão Aquisição de bens e serviços comuns Não há valor 
 
§ 6o Na hipótese do § 3o (CONVITE) deste artigo, existindo na praça mais de 3 (três) possíveis interessados, a 
cada novo convite, realizado para objeto idêntico ou assemelhado, é OBRIGATÓRIO o convite a, NO MÍNIMO, 
mais um interessado, enquanto existirem cadastrados não convidados nas últimas licitações. 
 
50 
 
§ 7o Quando, por limitações do mercado ou manifesto desinteresse dos convidados, for IMPOSSÍVEL a obtenção 
do número MÍNIMO de licitantes exigidos no § 3o (CONVITE = 3) deste artigo, essas circunstâncias DEVERÃO 
ser devidamente justificadas no processo, sob pena de repetição do convite. 
Nessa hipótese, a licitação na modalidade convite poderá prosseguir com menos de três propostas válidas. 
Caso a Administração não consiga demonstrar (justificar) as limitações do mercado ou o desinteresse dos 
convidados, o convite deverá ser repetido, com a convocação de outros possíveis interessados. 
 
§ 8o É VEDADA a criação de outras modalidades de licitação ou a combinação das referidas neste artigo. 
VEDADA 
- criação de outras modalidades de licitação (lei locais não podem; leis nacionais podem 
criar outras modalidades); 
- combinação das modalidades de licitação. 
 
§ 9o Na hipótese do parágrafo 2o (TOMADA DE PREÇOS) deste artigo, a administração somente poderá exigir 
do licitante NÃO CADASTRADO os documentos previstos nos arts. 27 a 31, que comprovem habilitação 
compatível com o objeto da licitação, nos termos do edital. 
 
MODALIDADES 
Modalidades Objeto Interessados Comissão Limites dos Valores 
Prazos p/ 
Propostas 
Concorrência 
Obras, 
serviços, 
compras e 
alienação 
Qualquer 
interessado, que 
na fase de 
habilitação devem 
comprovar os 
requisitos mínimos 
do edital 
Sim: 
Mínimo de 3 
membros 
(Pelo menos 2 
serv. efetivos). 
Obras e Serviços de 
Engenharia 
Acima de R$ 
3.300.000,00 
Compras e Outros 
Serviços 
Acima de R$ 
1.430.000,00 
45 dias 
(empreitada 
integral, 
melhor técnica 
e técnica e 
preço); 
30 dias 
(menor 
preço). 
Tomada de 
Preço 
Obras, 
serviços e 
compras 
Todos 
interessados 
cadastrados ou os 
que requererem 
cadastramento em 
até 3 dias antes 
do recebimento 
das propostas 
Sim: 
Mínimo de 3 
membros 
(Pelo menos 2 
serv. efetivos). 
Obras e Serviços de 
Engenharia 
Até R$ 3.300.000,00 
Compras e Outros 
Serviços 
Até R$ 1430.000,00 
30 dias 
(melhor 
técnica e 
técnica e 
preço); 
15 dias 
(menor 
preço). 
Convite 
Obras, 
serviços e 
compras 
Convidados (no 
mínimo 3) e 
cadastrados que 
manifestem 
interesse em até 
24h antes da 
apresentação das 
propostas 
Sim: 
Exceção: 1 
servidor 
(exiguidade de 
pessoal ou 
pequenas 
unidades 
administrativas). 
Obras e Serviços de 
Engenharia 
Até R$ 330.000,00 
Compras e Outros 
Serviços 
Até R$ 176.000,00 
5 dias ÚTEIS 
Concurso 
Trabalho 
técnico, 
científico ou 
artístico 
Qualquer 
interessado 
Não. 
Pessoas 
idôneas que 
conheçam a 
área, servidoras 
públicas ou não. 
Inexiste 
(Definida em razão 
do Objeto) 
45 dias 
Leilão 
Venda de: 
bens móveis 
(inservíveis, 
apreendidos 
ou 
penhorados); 
ou bens 
imóveis 
Qualquer 
interessado 
Não. 
Leiloeiro Oficial 
ou Servidor 
Designado. 
Inexiste 
(Definida em razão 
do Objeto) 
15 dias 
51 
 
(dação em 
pag. ou proc. 
judicial). 
Pregão 
Bem e 
serviços 
comuns 
Possuir requisitos 
no dia da abertura 
Não. 
Pregoeiro e 
Equipe de 
Apoio. 
Inexiste 
(Definida em razão 
do Objeto) 
8 dias ÚTEIS 
 
Art. 23. As modalidades de licitação a que se referem os incisos I a III do artigo anterior serão determinadas em 
função dos seguintes limites, tendo em vista o valor estimado da contratação: 
 
I - para OBRAS E SERVIÇOS DE ENGENHARIA: 
a) convite: até R$ 150.000,00 (cento e cinqüenta mil reais); (Valor atualizado para R$ 330.000,00 (trezentos e trinta 
mil reais) pelo Decreto nº 9.412, de 18/6/2018, publicado no DOU de 19/6/2018, em vigor 30 dias após a publicação) 
b) tomada de preços: até R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais); (Valor atualizado para R$ 
3.300.000,00 (três milhões e trezentos mil reais) pelo Decreto nº 9.412, de 18/6/2018, publicado no DOU de 
19/6/2018, em vigor 30 dias após a publicação) 
c) concorrência: acima de R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais); (Valor atualizado para R$ 
3.300.000,00 (três milhões e trezentos mil reais) pelo Decreto nº 9.412, de 18/6/2018, publicado no DOU de 
19/6/2018, em vigor 30 dias após a publicação) 
 
II - para COMPRAS E SERVIÇOS NÃO REFERIDOS NO INCISO ANTERIOR: 
a) convite: até R$ 80.000,00 (oitenta mil reais); (Valor atualizado para R$ 176.000,00 (cento e setenta e seis mil 
reais) pelo Decreto nº 9.412, de 18/6/2018, publicado no DOU de 19/6/2018, em vigor 30 dias após a publicação) 
b) tomada de preços: até R$ 650.000,00 (seiscentos e cinqüenta mil reais); (Valor atualizado para R$ 1.430.000,00 
(um milhão, quatrocentos e trinta mil reais) pelo Decreto nº 9.412, de 18/6/2018, publicado no DOU de 19/6/2018, 
em vigor 30 dias após a publicação) 
c) concorrência: acima de R$ 650.000,00 (seiscentos e cinqüenta mil reais). (Valor atualizado para R$ 1.430.000,00 
(um milhão, quatrocentos e trinta mil reais) pelo Decreto nº 9.412, de 18/6/2018, publicado no DOU de 19/6/2018, 
em vigor 30 dias após a publicação) 
 
LICITAÇÃO – VALORES (DE ACORDO COM O DECRETO 9.412/2018) 
Modalidades Obras e Serviços de Engenharia 
Compras e Outros Serviços que não 
sejam de Engenharia 
 
Concorrência 
 
Acima de R$ 3.300.000,00 Acima de R$ 1.430.000,00 
 
Tomada de Preços 
 
Até R$ 3.300.000,00 Até R$ 1.430.000,00 
 
Convite 
 
Até R$ 330.000,00 Até R$ 176.000,00 
 
§ 1o As obras, serviços e compras efetuadas pela Administração serão divididas em tantas parcelas quantas se 
comprovarem técnica e economicamente viáveis, procedendo-se à licitação com vistas ao melhor 
aproveitamento dos recursos disponíveis no mercado e à ampliação da competitividade sem perda da economia 
de escala. 
 
§ 2o Na execução de obras e serviços e nas compras de bens, parceladas nos termos do parágrafo anterior, a cada 
etapa ou conjunto de etapas da obra, serviço ou compra, há de corresponder licitação distinta, preservada a 
modalidade pertinente para a execução do objeto em licitação. 
Ex.: A administração vai construir um prédio de 4 milhões, cabe a modalidade Concorrência, porém por razões 
econômicas resolve parcelar em 4 vezes de 1 milhão cabendo a Tomada de Preços. Qual será a modalidade 
escolhida? Concorrência, pois se considera o valor total da licitação e não o parcelado. Ou seja, são 4 etapas, sendo: 
http://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/2018/decreto-9412-18-junho-2018-786866-publicacaooriginal-155861-pe.html
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http://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/2018/decreto-9412-18-junho-2018-786866-publicacaooriginal-155861-pe.htmlhttp://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/2018/decreto-9412-18-junho-2018-786866-publicacaooriginal-155861-pe.html
http://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/2018/decreto-9412-18-junho-2018-786866-publicacaooriginal-155861-pe.html
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http://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/2018/decreto-9412-18-junho-2018-786866-publicacaooriginal-155861-pe.html
52 
 
- 1° Etapa = Licitação = Concorrência 
- 2° Etapa = Licitação = Concorrência 
- 3° Etapa = Licitação = Concorrência 
- 4ª Etada = Licitação = Concorrência 
 
§ 3o A CONCORRÊNCIA é a modalidade de licitação cabível, qualquer que seja o valor de seu objeto, tanto na 
compra ou alienação de bens imóveis, ressalvado o disposto no art. 19, como nas concessões de direito real de 
uso e nas licitações internacionais, ADMITINDO-SE neste último caso (licitações internacionais), observados os 
limites deste artigo, a TOMADA DE PREÇOS, quando o órgão ou entidade dispuser de cadastro internacional de 
fornecedores ou o CONVITE, quando não houver fornecedor do bem ou serviço no País. 
 
LICITAÇÃO INTERNACIONAL 
Regra Concorrência 
Exceções 
Tomada de Preços 
- quando o órgão ou entidade dispuser de cadastro internacional 
de fornecedores. 
Convite - quando não houver fornecedor do bem ou serviço no País. 
 
§ 4o Nos casos em que couber CONVITE, a Administração poderá utilizar a TOMADA DE PREÇOS e, em qualquer 
caso, a CONCORRÊNCIA. 
É a famosa regra do “quem pode mais, pode menos”. A modalidade mais complexa abrange as situações das 
modalidades mais simples. Por exemplo: uma compra de R$ 150 mil pode ser promovida pelo convite, mas também 
pode ser realizada para tomada de preços ou até mesmo pela concorrência. 
A concorrência é a modalidade mais complexa e, por isso, pode ser adotada para “qualquer valor de contratação”. 
No entanto, a partir de R$ 3,3 milhões ou R$ 1,43 milhão, respectivamente, para obras e serviços de engenharia, 
ela passa a ser obrigatória. 
 
§ 5o É VEDADA a utilização da modalidade "CONVITE" ou "TOMADA DE PREÇOS", conforme o caso, para parcelas 
de uma mesma obra ou serviço, ou ainda para obras e serviços da mesma natureza e no mesmo local que 
possam ser realizadas conjunta e concomitantemente, sempre que o somatório de seus valores caracterizar o 
caso de "TOMADA DE PREÇOS" ou "CONCORRÊNCIA", respectivamente, nos termos deste artigo, EXCETO para 
as parcelas de natureza específica que possam ser executadas por pessoas ou empresas de especialidade 
diversa daquela do executor da obra ou serviço. 
 
§ 6o As organizações industriais da Administração Federal direta, em face de suas peculiaridades, obedecerão 
aos limites estabelecidos no inciso I deste artigo também para suas compras e serviços em geral, desde que para 
a aquisição de materiais aplicados exclusivamente na manutenção, reparo ou fabricação de meios operacionais 
bélicos pertencentes à União. 
 
§ 7o Na compra de bens de natureza divisível e desde que não haja prejuízo para o conjunto ou complexo, é 
permitida a cotação de quantidade inferior à demandada na licitação, com vistas a ampliação da 
competitividade, podendo o edital fixar quantitativo mínimo para preservar a economia de escala. 
 
§ 8o No caso de CONSÓRCIOS PÚBLICOS, aplicar-se-á o dobro dos valores mencionados no caput deste artigo 
quando formado por até 3 (três) entes da Federação, e o triplo, quando formado por maior número. 
 
Consórcios Públicos 
(art. 23, § 8º) 
- formados por até três entes da Federação: aplicar-se-á o dobro dos valores; 
- formados por maior número de entes da Federação: aplicar-se-á o triplo dos valores. 
 
 
 
 
 
53 
 
Art. 24. É DISPENSÁVEL a licitação: 
 
LICITAÇÃO DISPENSÁVEL é aquela em que embora exista viabilidade jurídica de competição, a lei autoriza a 
contratação direta. Trata-se de decisão discricionária da autoridade competente. 
A relação de situações de licitação dispensável é taxativa (exaustiva), ou seja, todos os casos constam 
expressamente no art. 24 da Lei de Licitações. 
 
I - para obras e serviços de engenharia de valor ATÉ 10% (dez por cento) do limite previsto na alínea "a" 
(CONVITE), do inciso I do artigo anterior, desde que não se refiram a parcelas de uma mesma obra ou serviço 
ou ainda para obras e serviços da mesma natureza e no mesmo local que possam ser realizadas conjunta e 
concomitantemente; 
II - para outros serviços e compras de valor ATÉ 10% (dez por cento) do limite previsto na alínea "a" (CONVITE), 
do inciso II do artigo anterior e para alienações, nos casos previstos nesta Lei, desde que não se refiram a parcelas 
de um mesmo serviço, compra ou alienação de maior vulto que possa ser realizada de uma só vez; 
Licitação dispensável por baixo valor 
Equivale a 10% da modalidade convite: 
- para obras e serviços de engenharia: até R$ 33 mil; 
- para outros serviços, compras e alienações: até R$ 17,6 mil. 
 
Obs.: Tais limites são dobrados (ou seja, até R$ 66 mil e até R$ 35,2 mil, respectivamente) para compras, obras 
e serviços contratados por empresas públicas, sociedades de economia mista, agências executivas e consórcios 
públicos (ver art. 24, § 1º). 
III - nos casos de guerra ou grave perturbação da ordem; 
IV - nos casos de emergência ou de calamidade pública, quando caracterizada urgência de atendimento de 
situação que possa ocasionar prejuízo ou comprometer a segurança de pessoas, obras, serviços, equipamentos 
e outros bens, públicos ou particulares, e somente para os bens necessários ao atendimento da situação 
emergencial ou calamitosa e para as parcelas de obras e serviços que possam ser concluídas no prazo máximo de 
180 (cento e oitenta) dias consecutivos e ininterruptos, contados da ocorrência da emergência ou calamidade, 
VEDADA A PRORROGAÇÃO dos respectivos contratos; 
V - quando não acudirem interessados à licitação anterior e esta, justificadamente, não puder ser repetida SEM 
PREJUÍZO para a Administração, mantidas, neste caso, todas as condições preestabelecidas; (LICITAÇÃO 
DESERTA) 
 
#NÃOCONFUNDA: 
LICITAÇÃO DESERTA LICITAÇÃO FRACASSADA 
Art. 24, V, da Lei nº 8.666/93 Art. 48, § 3º, da Lei nº 8.666/93 
Hipótese de dispensa (dispensável) de licitação Em regra, a dispensa de licitação não é possível 
Ocorre quando não aparecerem interessados à 
licitação anterior... 
Ocorre quando aparecerem interessados à licitação, 
mas forem inabilitados ou todas as propostas forem 
desclassificadas. 
... e esta, justificadamente, não puder ser repetida sem 
prejuízo para a Administração, mantidas, neste caso, 
todas as condições preestabelecidas. 
Obs.: Não existe limite de valor do contrato para que 
se decida pela contratação direta em razão da licitação 
deserta. 
A Administração Pública poderá fixar aos licitantes o 
prazo de 8 dias úteis para a apresentação de nova 
documentação ou de outras propostas, facultada, no 
caso de convite, a redução deste prazo para 3 dias 
úteis. 
Poder haver dispensa se a proposta for com preço 
inadequado, mas somente após a tentativa de novas 
propostas. 
 
VI - quando a União tiver que intervir no domínio econômico para regular preços ou normalizar o 
abastecimento; 
VII - quando as propostas apresentadas consignarem preços manifestamente superiores aos praticados no 
mercado nacional, ou forem incompatíveis com os fixados pelos órgãos oficiais competentes, casos em que, 
observado o parágrafo único (atualmente, leia-se: § 3º) do art. 48 (licitação fracassada) desta Lei e, persistindo 
54 
 
a situação, será admitida a adjudicação direta dos bens ou serviços, por valor não superior ao constante do registro 
de preços, ou dos serviços; 
Art. 48. (...) § 3º Quando todos os licitantes forem inabilitados ou todas as propostas forem desclassificadas, 
a administração poderá fixar aos licitantes o prazo de oito dias úteis para a apresentaçãode nova 
documentação ou de outras propostas escoimadas das causas referidas neste artigo, facultada, no caso de 
convite, a redução deste prazo para três dias úteis. 
 
- Primeiro a administração deverá conceder o prazo de oito dias úteis (que poderá ser de três dias úteis no caso 
de convite) para apresentação de novas propostas. Permanecendo a situação, a licitação poderá ser dispensada. 
VIII - para a aquisição, por pessoa jurídica de direito público interno, de bens produzidos ou serviços prestados 
por órgão ou entidade que integre a Administração Pública e que tenha sido criado para esse fim específico em 
data anterior à vigência desta Lei, desde que o preço contratado seja compatível com o praticado no mercado; 
#INFO 
- Correios podem ser contratados sem licitação, com fundamento no art. 24, VIII, da Lei 8.666/93, para a 
prestação de serviços de logística. 
A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), empresa pública federal, pode ser contratada sem licitação, 
com fundamento no art. 24, VIII, da Lei nº 8.666/93, para a prestação de serviços de logística: 
Art. 24 (...) VIII - para a aquisição, por pessoa jurídica de direito público interno, de bens produzidos ou serviços 
prestados por órgão ou entidade que integre a Administração Pública e que tenha sido criado para esse fim 
específico em data anterior à vigência desta Lei, desde que o preço contratado seja compatível com o praticado 
no mercado; 
A ECT preenche todos os requisitos legais necessários à possibilidade de sua contratação direta, haja vista integrar 
a Administração e ter sido criada em data anterior à da Lei nº 8.666/93 para prestação de serviços postais, dentre 
os quais se incluem os serviços de logística integrada. 
STF. 2ª Turma. MS 34939/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 19/3/2019 (Info 934). 
IX - quando houver possibilidade de comprometimento da segurança nacional, nos casos estabelecidos em 
decreto do Presidente da República, ouvido o Conselho de Defesa Nacional; 
X - para a compra ou locação de imóvel destinado ao atendimento das finalidades precípuas da administração, 
cujas necessidades de instalação e localização condicionem a sua escolha, desde que o preço seja compatível com o 
valor de mercado, segundo avaliação prévia; 
XI - na contratação de remanescente de obra, serviço ou fornecimento, em conseqüência de rescisão contratual, 
desde que atendida a ordem de classificação da licitação anterior e aceitas as mesmas condições oferecidas 
pelo licitante vencedor, inclusive quanto ao preço, devidamente corrigido; 
XII - nas compras de hortifrutigranjeiros, pão e outros gêneros perecíveis, no tempo necessário para a realização dos 
processos licitatórios correspondentes, realizadas diretamente com base no preço do dia; 
XIII - na contratação de instituição brasileira incumbida regimental ou estatutariamente da pesquisa, do ensino 
ou do desenvolvimento institucional, ou de instituição dedicada à recuperação social do preso, desde que a 
contratada detenha inquestionável reputação ético-profissional e não tenha fins lucrativos; 
XIV - para a aquisição de bens ou serviços nos termos de acordo internacional específico aprovado pelo 
Congresso Nacional, quando as condições ofertadas forem manifestamente vantajosas para o Poder Público; 
XV - para a aquisição ou restauração de obras de arte e objetos históricos, de autenticidade certificada, desde 
que compatíveis ou inerentes às finalidades do órgão ou entidade. 
XVI - para a impressão dos diários oficiais, de formulários padronizados de uso da administração, e de edições 
técnicas oficiais, bem como para prestação de serviços de informática a pessoa jurídica de direito público interno, 
por órgãos ou entidades que integrem a Administração Pública, criados para esse fim específico; 
XVII - para a aquisição de componentes ou peças de origem nacional ou estrangeira, necessários à manutenção de 
equipamentos durante o período de garantia técnica, junto ao fornecedor original desses equipamentos, quando tal 
condição de exclusividade for indispensável para a vigência da garantia; 
XVIII - nas compras ou contratações de serviços para o abastecimento de navios, embarcações, unidades aéreas 
ou tropas e seus meios de deslocamento quando em estada eventual de curta duração em portos, aeroportos 
ou localidades diferentes de suas sedes, por motivo de movimentação operacional ou de adestramento, quando a 
exiguidade dos prazos legais puder comprometer a normalidade e os propósitos das operações e desde que seu 
valor não exceda ao limite previsto na alínea "a" (CONVITE - R$ 176.000,00) do inciso II do art. 23 desta Lei: 
55 
 
XIX - para as compras de material de uso pelas Forças Armadas, com exceção de materiais de uso pessoal e 
administrativo, quando houver necessidade de manter a padronização requerida pela estrutura de apoio logístico 
dos meios navais, aéreos e terrestres, mediante parecer de comissão instituída por decreto; 
XX - na contratação de associação de portadores de deficiência física, sem fins lucrativos e de comprovada 
idoneidade, por órgãos ou entidades da Admininistração Pública, para a prestação de serviços ou fornecimento de 
mão-de-obra, desde que o preço contratado seja compatível com o praticado no mercado. 
XXI - para a aquisição ou contratação de produto para pesquisa e desenvolvimento, LIMITADA, no caso de obras 
e serviços de engenharia, a 20% (vinte por cento) do valor de que trata a alínea “b” (TOMADA DE PREÇOS) do 
inciso I do caput do art. 23; 
O limite da dispensa para a aquisição ou contratação de produto para pesquisa e desenvolvimento é apenas para 
obras e serviços de engenharia (20% de R$ 3,3 milhões - tomada de preços = R$ 660 mil). 
XXII - na contratação de fornecimento ou suprimento de energia elétrica e gás natural com concessionário, 
permissionário ou autorizado, segundo as normas da legislação específica; 
XXIII - na contratação realizada por empresa pública ou sociedade de economia mista com suas subsidiárias e 
controladas, para a aquisição ou alienação de bens, prestação ou obtenção de serviços, desde que o preço contratado 
seja compatível com o praticado no mercado. 
XXIV - para a celebração de contratos de prestação de serviços com as organizações sociais, qualificadas no âmbito 
das respectivas esferas de governo, para atividades contempladas no contrato de gestão. 
XXV - na contratação realizada por Instituição Científica e Tecnológica - ICT ou por agência de fomento para a 
transferência de tecnologia e para o licenciamento de direito de uso ou de exploração de criação protegida. 
XXVI – na celebração de contrato de programa com ente da Federação ou com entidade de sua administração 
indireta, para a prestação de serviços públicos de forma associada nos termos do autorizado em contrato de 
consórcio público ou em convênio de cooperação. 
XXVII - na contratação da coleta, processamento e comercialização de resíduos sólidos urbanos recicláveis ou 
reutilizáveis, em áreas com sistema de coleta seletiva de lixo, efetuados por associações ou cooperativas formadas 
exclusivamente por pessoas físicas de baixa renda reconhecidas pelo poder público como catadores de materiais 
recicláveis, com o uso de equipamentos compatíveis com as normas técnicas, ambientais e de saúde pública. 
XXVIII – para o fornecimento de bens e serviços, produzidos ou prestados no País, que envolvam, cumulativamente, 
alta complexidade tecnológica e defesa nacional, mediante parecer de comissão especialmente designada pela 
autoridade máxima do órgão. 
XXIX – na aquisição de bens e contratação de serviços para atender aos contingentes militares das Forças Singulares 
brasileiras empregadas em operações de paz no exterior, necessariamente justificadas quanto ao preço e à escolha 
do fornecedor ou executante e ratificadas pelo Comandante da Força. 
XXX - na contratação de instituição ou organização, pública ou privada, com ousem fins lucrativos, para a prestação 
de serviços de assistência técnica e extensão rural no âmbito do Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão 
Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária, instituído por lei federal. 
XXXI - nas contratações visando ao cumprimento do disposto nos arts. 3o, 4o, 5o e 20 da Lei no 10.973, de 2 de 
dezembro de 2004, observados os princípios gerais de contratação dela constantes. 
XXXII - na contratação em que houver transferência de tecnologia de produtos estratégicos para o Sistema Único de 
Saúde - SUS, no âmbito da Lei no 8.080, de 19 de setembro de 1990, conforme elencados em ato da direção nacional 
do SUS, inclusive por ocasião da aquisição destes produtos durante as etapas de absorção tecnológica. 
XXXIII - na contratação de entidades privadas sem fins lucrativos, para a implementação de cisternas ou outras 
tecnologias sociais de acesso à água para consumo humano e produção de alimentos, para beneficiar as famílias 
rurais de baixa renda atingidas pela seca ou falta regular de água. 
XXXIV - para a aquisição por pessoa jurídica de direito público interno de insumos estratégicos para a saúde 
produzidos ou distribuídos por fundação que, regimental ou estatutariamente, tenha por finalidade apoiar órgão da 
administração pública direta, sua autarquia ou fundação em projetos de ensino, pesquisa, extensão, desenvolvimento 
institucional, científico e tecnológico e estímulo à inovação, inclusive na gestão administrativa e financeira necessária 
à execução desses projetos, ou em parcerias que envolvam transferência de tecnologia de produtos estratégicos para 
o Sistema Único de Saúde – SUS, nos termos do inciso XXXII deste artigo, e que tenha sido criada para esse fim 
específico em data anterior à vigência desta Lei, desde que o preço contratado seja compatível com o praticado no 
mercado. 
XXXV - para a construção, a ampliação, a reforma e o aprimoramento de estabelecimentos penais, desde que 
configurada situação de grave e iminente risco à segurança pública. 
56 
 
§ 1o Os percentuais referidos nos incisos I e II do caput deste artigo SERÃO 20% (vinte por cento) para compras, 
obras e serviços contratados por consórcios públicos, sociedade de economia mista, empresa pública e por 
autarquia ou fundação QUALIFICADAS, na forma da lei, como Agências Executivas. 
Valores diferenciados para dispensa de licitação para: 
- consórcios públicos; 
- empresas estatais (EP e SEM); 
- agências executivas (autarquias ou fundações devidamente qualificadas). 
 
Equivale a 20% da modalidade convite: 
- para obras e serviços de engenharia: até R$ 66 mil; 
- para outros serviços, compras e alienações: até R$ 35,2 mil. 
 
§ 2o O limite temporal de criação do órgão ou entidade que integre a administração pública estabelecido no 
inciso VIII do caput deste artigo NÃO SE APLICA aos órgãos ou entidades que produzem produtos estratégicos 
para o SUS, no âmbito da Lei no 8.080, de 19 de setembro de 1990, conforme elencados em ato da direção nacional 
do SUS. 
 
§ 3o A hipótese de dispensa prevista no inciso XXI do caput, quando aplicada a obras e serviços de engenharia, 
seguirá procedimentos especiais instituídos em regulamentação específica. 
 
§ 4o NÃO SE APLICA a VEDAÇÃO prevista no inciso I do caput do art. 9o à hipótese prevista no inciso XXI do 
caput. 
Art. 9o Não poderá participar, direta ou indiretamente, da licitação ou da execução de obra ou serviço e do 
fornecimento de bens a eles necessários: 
I - o autor do projeto, básico ou executivo, pessoa física ou jurídica; 
 
Art. 24. É dispensável a licitação: 
XXI - para a aquisição ou contratação de produto para pesquisa e desenvolvimento, limitada, no caso de obras e 
serviços de engenharia, a 20% (vinte por cento) do valor de que trata a alínea “b” do inciso I do caput do art. 23; 
 
- Assim, no caso de aquisição ou contratação de produto para pesquisa e desenvolvimento, será possível que 
a execução seja realizada pela mesma pessoa que elaborou o projeto. 
 
Art. 25. É INEXIGÍVEL a licitação quando houver INVIABILIDADE DE COMPETIÇÃO, em especial: 
A inexigibilidade ocorre quando há inviabilidade de competição, ou seja, não é possível realizar um procedimento 
competitivo em virtude das condições da situação (por exemplo: só houver apenas um fornecedor). 
A relação de situações de licitação inexigível é exemplificativa, isto é, nem todos os casos constam expressamente 
no art. 25 da Lei de Licitações. 
 
I - para AQUISIÇÃO de materiais, equipamentos, ou gêneros que só possam ser fornecidos por produtor, 
empresa ou representante comercial exclusivo, VEDADA a preferência de marca, devendo a comprovação de 
exclusividade ser feita através de atestado fornecido pelo órgão de registro do comércio do local em que se 
realizaria a licitação ou a obra ou o serviço, pelo Sindicato, Federação ou Confederação Patronal, ou, ainda, pelas 
entidades equivalentes; 
AQUISIÇÃO de materiais, 
equipamentos, ou gêneros 
- Somente um fornecedor (exclusivo); 
- Vedada preferência de marca; 
- Comprovação mediante atestado. 
 
II - para a CONTRATAÇÃO de serviços técnicos enumerados no art. 13 desta Lei, de natureza singular, com 
profissionais ou empresas de notória especialização, VEDADA a inexigibilidade para serviços de publicidade e 
divulgação; 
CONTRATAÇÃO de serviços técnicos 
- Serviços técnicos de natureza singular; 
- Notória especialização; 
- Vedada para serviços de publicidade e divulgação. 
57 
 
 
III - para CONTRATAÇÃO de profissional de qualquer setor artístico, diretamente ou através de empresário 
exclusivo, desde que consagrado pela crítica especializada ou pela opinião pública. 
CONTRATAÇÃO de profissional de 
qualquer setor artístico 
- Diretamente ou por empresário exclusivo; 
- Consagrado: crítica especializada ou opinião pública. 
 
§ 1o CONSIDERA-SE de NOTÓRIA ESPECIALIZAÇÃO o profissional ou empresa cujo conceito no campo de sua 
especialidade, decorrente de desempenho anterior, estudos, experiências, publicações, organização, aparelhamento, 
equipe técnica, ou de outros requisitos relacionados com suas atividades, permita inferir que o seu trabalho é 
essencial e indiscutivelmente o mais adequado à plena satisfação do objeto do contrato. 
 
§ 2o Na hipótese deste artigo e em qualquer dos casos de dispensa, se comprovado SUPERFATURAMENTO, 
RESPONDEM SOLIDARIAMENTE pelo dano causado à Fazenda Pública o fornecedor ou o prestador de serviços 
e o agente público responsável, sem prejuízo de outras sanções legais cabíveis. 
 
HIPÓTESES DE CONTRATAÇÃO DIRETA 
Licitação DISPENSADA (art. 17) DISPENSÁVEL (art. 24) INEXIGÍVEL (art. 25) 
Rol Taxativo Taxativo Exemplificativo 
Caracterização 
A lei determina a não 
realização da licitação. 
A administração é 
obrigada a contratar 
diretamente. 
A lei autoriza a não 
realização da licitação. 
A administração pode 
decidir realizar a licitação. 
A lei prevê alguns casos em 
que a inexigibilidade se 
verifica porque há 
impossibbilidade jurídica 
de competição. 
Natureza da 
Decisão 
A decisão pela contratação 
é vinculada 
A decisão pela contratação é 
discricionária 
A decisão pela contratação é 
vinculada 
Exemplo 
Alienação de bens imóveis 
provenientes de dação em 
pagamento 
Compras de até R$ 8.000 mil. 
Contratação de artista 
renomado para fazer show 
do aniversário da cidade. 
BIZU: NÃO FAÇA FAÇA SE QUISER - 
 
#INFO 
- O estabelecimento de critérios de classificação para a escolha de licitantes em credenciamento é ilegal. 
O credenciamento é uma hipótese de inexigibilidade de licitação na qual “a Administração aceita como 
colaborador todos aqueles que, atendendo as motivadas exigências públicas, manifestem interesse em firmar 
contrato ou acordo administrativo.” (TORRES, Ronny Charles Lopes de. Leis de Licitações Públicas comentadas. 
Salvador: Juspodivm, 2019, p. 348). 
Desse modo, ocredenciamento é um procedimento por meio do qual a Administração Pública anuncia que precisa 
de pessoas para fornecer determinados bens ou para prestarem algum serviço e que irá contratar os que se 
enquadrem nas qualificações que ela exigir. Após esse chamamento público, os interessados podem se habilitar 
para serem contratados. 
Fala-se que é uma hipótese de inexigibilidade de licitação porque não haverá competição (disputa) entre os 
interessados. Todos os interessados que preencham os requisitos anunciados serão considerados “credenciados” 
e estarão aptos a serem contratos. 
O Banco do Brasil publicou edital para credenciamento de advogados para prestar serviços advocatícios. Ocorre 
que o edital de credenciamento publicado previu um critério de pontuação, de forma que os advogados e 
escritórios que se inscrevessem iriam ser avaliados e organizados segundo uma ordem de classificação baseada 
no currículo, experiência etc. 
O TCU e o STJ entendem que isso não é válido. O estabelecimento de critérios de classificação para a escolha de 
licitantes em credenciamento é ilegal. 
58 
 
O credenciamento é considerado como uma espécie de inexigibilidade de licitação justamente pelo fato de não 
ser possível, em tese, a competição entre os interessados. Logo, a previsão de critérios de pontuação entre os 
interessados contraria a natureza do processo de credenciamento. 
Assim, no credenciamento só se admite a existência de requisitos mínimos. Se o interessado preencher, ele está 
credenciado; se não atender, encontra-se eliminado. Os critérios permitidos são, portanto, meramente 
eliminatórios (e não classificatórios). 
STJ. 1ª Turma. REsp 1.747.636-PR, Rel. Min. Gurgel de Faria, julgado em 03/12/2019 (Info 662). 
 
Art. 26. As DISPENSAS previstas nos §§ 2o e 4o do art. 17 e no inciso III e seguintes do art. 24, as situações de 
INEXIGIBILIDADE referidas no art. 25, necessariamente justificadas, e o retardamento previsto no final do 
parágrafo único do art. 8o desta Lei deverão ser comunicados, dentro de 3 (três) dias, à autoridade superior, 
para ratificação e publicação na imprensa oficial, no prazo de 5 (cinco) dias, como condição para a eficácia dos 
atos. 
Parágrafo único. O processo de dispensa, de inexigibilidade ou de retardamento, previsto neste artigo, será 
instruído, no que couber, com os seguintes elementos: 
I - caracterização da situação emergencial, calamitosa ou de grave e iminente risco à segurança pública que 
justifique a dispensa, quando for o caso; 
II - razão da escolha do fornecedor ou executante; 
III - justificativa do preço. 
IV - documento de aprovação dos projetos de pesquisa aos quais os bens serão alocados. 
 
Seção II 
Da Habilitação 
Art. 27. Para a HABILITAÇÃO nas licitações exigir-se-á dos interessados, EXCLUSIVAMENTE, documentação 
relativa a: 
Na fase de habilitação, a Administração verifica se o licitante preenche ou não os requisitos necessários previstos 
no edital e considerados indispensáveis para a futura execução do contrato. Busca-se, assim, assegurar que o 
licitante, caso venha a ser o vencedor do certame, tenha condições técnicas, financeiras e idoneidade para cumprir 
adequadamente o contrato objeto da licitação. 
I - habilitação jurídica; 
II - qualificação técnica; 
III - qualificação econômico-financeira; 
IV – regularidade fiscal e trabalhista; 
V – cumprimento do disposto no inciso XXXIII do art. 7o da Constituição Federal. 
O art. 7º, XXXIII, da Constituição Federal trata da não exploração de trabalho de menoress: 
Art. 7º, XXXIII - proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho 
a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos; 
 
Art. 28. A documentação relativa à habilitação jurídica, conforme o caso, consistirá em: 
I - cédula de identidade; 
II - registro comercial, no caso de empresa individual; 
III - ato constitutivo, estatuto ou contrato social em vigor, devidamente registrado, em se tratando de sociedades 
comerciais, e, no caso de sociedades por ações, acompanhado de documentos de eleição de seus administradores; 
IV - inscrição do ato constitutivo, no caso de sociedades civis, acompanhada de prova de diretoria em exercício; 
V - decreto de autorização, em se tratando de empresa ou sociedade estrangeira em funcionamento no País, e ato 
de registro ou autorização para funcionamento expedido pelo órgão competente, quando a atividade assim o exigir. 
 
Art. 29. A documentação relativa à regularidade fiscal e trabalhista, conforme o caso, consistirá em: 
I - prova de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou no Cadastro Geral de Contribuintes (CGC); 
II - prova de inscrição no cadastro de contribuintes estadual ou municipal, se houver, relativo ao domicílio ou sede 
do licitante, pertinente ao seu ramo de atividade e compatível com o objeto contratual; 
III - prova de regularidade para com a Fazenda Federal, Estadual e Municipal do domicílio ou sede do licitante, ou 
outra equivalente, na forma da lei; 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituiçao.htm#art7xxxiii
59 
 
IV - prova de regularidade relativa à Seguridade Social e ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), 
demonstrando situação regular no cumprimento dos encargos sociais instituídos por lei. 
V - prova de inexistência de débitos inadimplidos perante a Justiça do Trabalho, mediante a apresentação de certidão 
negativa, nos termos do Título VII-A da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 
1o de maio de 1943. 
#INFO 
- É inconstitucional lei estadual que exige nova certidão negativa não prevista na Lei 8.666/93. 
É inconstitucional lei estadual que exija Certidão negativa de Violação aos Direitos do Consumidor dos interessados 
em participar de licitações e em celebrar contratos com órgãos e entidades estaduais. 
Esta lei é inconstitucional porque compete privativamente à União legislar sobre normas gerais de licitação e 
contratos (art. 22, XXVII, da CF/88). 
STF. Plenário. ADI 3.735/MS, Rel. Min. Teori Zavascki, julgado em 8/9/2016 (Info 838). 
 
Art. 30. A documentação relativa à qualificação técnica limitar-se-á a: 
I - registro ou inscrição na entidade profissional competente; 
II - comprovação de aptidão para desempenho de atividade pertinente e compatível em características, quantidades 
e prazos com o objeto da licitação, e indicação das instalações e do aparelhamento e do pessoal técnico adequados 
e disponíveis para a realização do objeto da licitação, bem como da qualificação de cada um dos membros da equipe 
técnica que se responsabilizará pelos trabalhos; 
III - comprovação, fornecida pelo órgão licitante, de que recebeu os documentos, e, quando exigido, de que tomou 
conhecimento de todas as informações e das condições locais para o cumprimento das obrigações objeto da 
licitação; 
IV - prova de atendimento de requisitos previstos em lei especial, quando for o caso. 
§ 1o A comprovação de aptidão referida no inciso II do "caput" deste artigo, no caso das licitações pertinentes a 
obras e serviços, será feita por atestados fornecidos por pessoas jurídicas de direito público ou privado, devidamente 
registrados nas entidades profissionais competentes, limitadas as exigências a: 
I - capacitação técnico-profissional: comprovação do licitante de possuir em seu quadro permanente, na data 
prevista para entrega da proposta, profissional de nível superior ou outro devidamente reconhecido pela entidade 
competente, detentor de atestado de responsabilidade técnica por execução de obra ou serviço de características 
semelhantes, limitadas estas exclusivamente às parcelas de maior relevância e valor significativo do objeto da 
licitação, vedadas as exigências de quantidades mínimas ou prazos máximos; 
§ 2o As parcelas de maior relevância técnica e de valor significativo, mencionadasno parágrafo anterior, serão 
definidas no instrumento convocatório. 
§ 3o Será sempre admitida a comprovação de aptidão através de certidões ou atestados de obras ou serviços similares 
de complexidade tecnológica e operacional equivalente ou superior. 
§ 4o Nas licitações para fornecimento de bens, a comprovação de aptidão, quando for o caso, será feita através de 
atestados fornecidos por pessoa jurídica de direito público ou privado. 
§ 5o É vedada a exigência de comprovação de atividade ou de aptidão com limitações de tempo ou de época ou 
ainda em locais específicos, ou quaisquer outras não previstas nesta Lei, que inibam a participação na licitação. 
§ 6o As exigências mínimas relativas a instalações de canteiros, máquinas, equipamentos e pessoal técnico 
especializado, considerados essenciais para o cumprimento do objeto da licitação, serão atendidas mediante a 
apresentação de relação explícita e da declaração formal da sua disponibilidade, sob as penas cabíveis, vedada as 
exigências de propriedade e de localização prévia. 
§ 8o No caso de obras, serviços e compras de grande vulto, de alta complexidade técnica, poderá a Administração 
exigir dos licitantes a metodologia de execução, cuja avaliação, para efeito de sua aceitação ou não, antecederá 
sempre à análise dos preços e será efetuada exclusivamente por critérios objetivos. 
De acordo com o art. 6º, VI, “grande vulto” é a obra, serviço ou compra acima de R$ 82,5 milhões. 
§ 9o Entende-se por licitação de alta complexidade técnica aquela que envolva alta especialização, como fator de 
extrema relevância para garantir a execução do objeto a ser contratado, ou que possa comprometer a continuidade 
da prestação de serviços públicos essenciais. 
§ 10. Os profissionais indicados pelo licitante para fins de comprovação da capacitação técnico-profissional de que 
trata o inciso I do § 1o deste artigo deverão participar da obra ou serviço objeto da licitação, admitindo-se a 
substituição por profissionais de experiência equivalente ou superior, desde que aprovada pela administração. 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del5452.htm#tituloviia
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del5452.htm#tituloviia
60 
 
Art. 31. A documentação relativa à qualificação econômico-financeira limitar-se-á a: 
I - balanço patrimonial e demonstrações contábeis do último exercício social, já exigíveis e apresentados na forma 
da lei, que comprovem a boa situação financeira da empresa, vedada a sua substituição por balancetes ou balanços 
provisórios, podendo ser atualizados por índices oficiais quando encerrado há mais de 3 (três) meses da data de 
apresentação da proposta; 
II - certidão negativa de falência ou concordata expedida pelo distribuidor da sede da pessoa jurídica, ou de execução 
patrimonial, expedida no domicílio da pessoa física; 
III - garantia, nas mesmas modalidades e critérios previstos no "caput" e § 1o do art. 56 desta Lei, limitada a 1% (um 
por cento) do valor estimado do objeto da contratação. 
As modalidades de garantia (art. 56, § 1º) são (a escolha da modalidade é sempre do licitante/contratado): 
- caução em dinheiro ou em títulos da dívida pública; 
- seguro-garantia; 
- fiança bancária. 
O limite da garantia de proposta é de 1% do valor estimado da contratação. 
§ 1o A exigência de índices limitar-se-á à demonstração da capacidade financeira do licitante com vistas aos 
compromissos que terá que assumir caso lhe seja adjudicado o contrato, vedada a exigência de valores mínimos de 
faturamento anterior, índices de rentabilidade ou lucratividade. 
§ 2o A Administração, nas compras para entrega futura e na execução de obras e serviços, poderá estabelecer, no 
instrumento convocatório da licitação, a exigência de capital mínimo ou de patrimônio líquido mínimo, ou ainda as 
garantias previstas no § 1o do art. 56 desta Lei, como dado objetivo de comprovação da qualificação econômico-
financeira dos licitantes e para efeito de garantia ao adimplemento do contrato a ser ulteriormente celebrado. 
§ 3o O capital mínimo ou o valor do patrimônio líquido a que se refere o parágrafo anterior não poderá exceder a 
10% (dez por cento) do valor estimado da contratação, devendo a comprovação ser feita relativamente à data da 
apresentação da proposta, na forma da lei, admitida a atualização para esta data através de índices oficiais. 
§ 4o Poderá ser exigida, ainda, a relação dos compromissos assumidos pelo licitante que importem diminuição da 
capacidade operativa ou absorção de disponibilidade financeira, calculada esta em função do patrimônio líquido 
atualizado e sua capacidade de rotação. 
§ 5o A comprovação de boa situação financeira da empresa será feita de forma objetiva, através do cálculo de índices 
contábeis previstos no edital e devidamente justificados no processo administrativo da licitação que tenha dado 
início ao certame licitatório, vedada a exigência de índices e valores não usualmente adotados para correta avaliação 
de situação financeira suficiente ao cumprimento das obrigações decorrentes da licitação. 
 
Art. 32. Os documentos necessários à habilitação poderão ser apresentados em original, por qualquer processo de 
cópia autenticada por cartório competente ou por servidor da administração ou publicação em órgão da imprensa 
oficial. 
§ 1o A documentação de que tratam os arts. 28 a 31 desta Lei poderá ser dispensada, no todo ou em parte, nos casos 
de convite, concurso, fornecimento de bens para pronta entrega e leilão. 
§ 2o O certificado de registro cadastral a que se refere o § 1o do art. 36 substitui os documentos enumerados nos 
arts. 28 a 31, quanto às informações disponibilizadas em sistema informatizado de consulta direta indicado no edital, 
obrigando-se a parte a declarar, sob as penalidades legais, a superveniência de fato impeditivo da habilitação. 
§ 3o A documentação referida neste artigo poderá ser substituída por registro cadastral emitido por órgão ou 
entidade pública, desde que previsto no edital e o registro tenha sido feito em obediência ao disposto nesta Lei. 
§ 4o As empresas estrangeiras que não funcionem no País, tanto quanto possível, atenderão, nas licitações 
internacionais, às exigências dos parágrafos anteriores mediante documentos equivalentes, autenticados pelos 
respectivos consulados e traduzidos por tradutor juramentado, devendo ter representação legal no Brasil com 
poderes expressos para receber citação e responder administrativa ou judicialmente. 
§ 5o Não se exigirá, para a habilitação de que trata este artigo, prévio recolhimento de taxas ou emolumentos, salvo 
os referentes a fornecimento do edital, quando solicitado, com os seus elementos constitutivos, limitados ao valor 
do custo efetivo de reprodução gráfica da documentação fornecida. 
§ 6o O disposto no § 4o deste artigo, no § 1o do art. 33 e no § 2o do art. 55, não se aplica às licitações internacionais 
para a aquisição de bens e serviços cujo pagamento seja feito com o produto de financiamento concedido por 
organismo financeiro internacional de que o Brasil faça parte, ou por agência estrangeira de cooperação, nem nos 
casos de contratação com empresa estrangeira, para a compra de equipamentos fabricados e entregues no exterior, 
61 
 
desde que para este caso tenha havido prévia autorização do Chefe do Poder Executivo, nem nos casos de aquisição 
de bens e serviços realizada por unidades administrativas com sede no exterior. 
§ 7o A documentação de que tratam os arts. 28 a 31 e este artigo poderá ser dispensada, nos termos de 
regulamento, no todo ou em parte, para a contratação de produto para pesquisa e desenvolvimento, desde que 
para pronta entrega ou até o valor previsto na alínea “a” (convite) do inciso II do caput do art. 23. 
Convite = R$ 176 mil. 
 
Art. 33. Quando permitida na licitação a participação de empresas em consórcio, observar-se-ão as seguintes 
normas: 
I - comprovaçãodo compromisso público ou particular de constituição de consórcio, subscrito pelos consorciados; 
II - indicação da empresa responsável pelo consórcio que deverá atender às condições de liderança, 
obrigatoriamente fixadas no edital; 
III - apresentação dos documentos exigidos nos arts. 28 a 31 desta Lei por parte de cada consorciado, admitindo-se, 
para efeito de qualificação técnica, o somatório dos quantitativos de cada consorciado, e, para efeito de qualificação 
econômico-financeira, o somatório dos valores de cada consorciado, na proporção de sua respectiva participação, 
podendo a Administração estabelecer, para o consórcio, um acréscimo de até 30% (trinta por cento) dos valores 
exigidos para licitante individual, inexigível este acréscimo para os consórcios compostos, em sua totalidade, por 
micro e pequenas empresas assim definidas em lei; 
IV - impedimento de participação de empresa consorciada, na mesma licitação, através de mais de um consórcio ou 
isoladamente; 
V - responsabilidade solidária dos integrantes pelos atos praticados em consórcio, tanto na fase de licitação quanto 
na de execução do contrato. 
§ 1o No consórcio de empresas brasileiras e estrangeiras a liderança caberá, obrigatoriamente, à empresa brasileira, 
observado o disposto no inciso II deste artigo. 
§ 2o O licitante vencedor fica obrigado a promover, antes da celebração do contrato, a constituição e o registro do 
consórcio, nos termos do compromisso referido no inciso I deste artigo. 
#INFO 
- Empresa em recuperação judicial pode participar de licitação, desde que demonstre a sua viabilidade 
econômica. 
Sociedade empresária em recuperação judicial pode participar de licitação, desde que demonstre, na fase de 
habilitação, a sua viabilidade econômica. 
STJ. 1ª Turma. AREsp 309.867-ES, Rel. Min. Gurgel de Faria, julgado em 26/06/2018 (Info 631). 
 
Seção III 
Dos Registros Cadastrais 
Art. 34. Para os fins desta Lei, os órgãos e entidades da Administração Pública que realizem freqüentemente 
licitações manterão registros cadastrais para efeito de habilitação, na forma regulamentar, válidos por, no máximo, 
um ano. 
§ 1o O registro cadastral deverá ser amplamente divulgado e deverá estar permanentemente aberto aos interessados, 
obrigando-se a unidade por ele responsável a proceder, no mínimo anualmente, através da imprensa oficial e de 
jornal diário, a chamamento público para a atualização dos registros existentes e para o ingresso de novos 
interessados. 
§ 2o É facultado às unidades administrativas utilizarem-se de registros cadastrais de outros órgãos ou entidades da 
Administração Pública. 
 
Art. 35. Ao requerer inscrição no cadastro, ou atualização deste, a qualquer tempo, o interessado fornecerá os 
elementos necessários à satisfação das exigências do art. 27 desta Lei. 
 
Art. 36. Os inscritos serão classificados por categorias, tendo-se em vista sua especialização, subdivididas em grupos, 
segundo a qualificação técnica e econômica avaliada pelos elementos constantes da documentação relacionada nos 
arts. 30 e 31 desta Lei. 
§ 1o Aos inscritos será fornecido certificado, renovável sempre que atualizarem o registro. 
§ 2o A atuação do licitante no cumprimento de obrigações assumidas será anotada no respectivo registro cadastral. 
 
62 
 
Art. 37. A qualquer tempo poderá ser alterado, suspenso ou cancelado o registro do inscrito que deixar de satisfazer 
as exigências do art. 27 desta Lei, ou as estabelecidas para classificação cadastral. 
 
Seção IV 
Do Procedimento e Julgamento 
Art. 38. O procedimento da licitação será iniciado com a abertura de processo administrativo, devidamente 
autuado, protocolado e numerado, contendo a autorização respectiva, a indicação sucinta de seu objeto e do 
recurso próprio para a despesa, e ao qual serão juntados oportunamente: 
I - edital ou convite e respectivos anexos, quando for o caso; 
II - comprovante das publicações do edital resumido, na forma do art. 21 desta Lei, ou da entrega do convite; 
III - ato de designação da comissão de licitação, do leiloeiro administrativo ou oficial, ou do responsável pelo convite; 
IV - original das propostas e dos documentos que as instruírem; 
V - atas, relatórios e deliberações da Comissão Julgadora; 
VI - pareceres técnicos ou jurídicos emitidos sobre a licitação, dispensa ou inexigibilidade; 
VII - atos de adjudicação do objeto da licitação e da sua homologação; 
VIII - recursos eventualmente apresentados pelos licitantes e respectivas manifestações e decisões; 
IX - despacho de anulação ou de revogação da licitação, quando for o caso, fundamentado circunstanciadamente; 
X - termo de contrato ou instrumento equivalente, conforme o caso; 
XI - outros comprovantes de publicações; 
XII - demais documentos relativos à licitação. 
Parágrafo único. As minutas de editais de licitação, bem como as dos contratos, acordos, convênios ou ajustes 
devem ser previamente examinadas e aprovadas por assessoria jurídica da Administração. 
#INFO 
- Não compete ao assessor jurídico averiguar se está presente a causa de emergencialidade, mas apenas se 
há, nos autos, decreto que a reconheça. 
Não se pode exigir do assessor jurídico conhecimento técnico de todas as áreas e não apenas do Direito. No 
processo licitatório, não compete à assessoria jurídica averiguar se está presente a causa de emergencialidade, 
mas apenas se há, nos autos, decreto que a reconheça. Sua função é zelar pela lisura sob o aspecto formal do 
processo, de maneira a atuar como verdadeiro fiscal de formalidades, somente. 
Assim, a assinatura do assessor jurídico na minuta do contrato serve de atestado do cumprimento de requisitos 
formais, e não materiais. 
STF. 2ª Turma. HC 171576/RS, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 17/9/2019 (Info 952). 
 
Art. 39. Sempre que o valor estimado para uma licitação ou para um conjunto de licitações simultâneas ou 
sucessivas FOR SUPERIOR a 100 (cem) vezes o limite previsto no art. 23, inciso I (obras e serviços de 
engenharia), alínea "c" (concorrência) desta Lei, o PROCESSO LICITATÓRIO SERÁ INICIADO, 
OBRIGATORIAMENTE, com uma AUDIÊNCIA PÚBLICA concedida pela autoridade responsável com 
antecedência mínima de 15 (quinze) dias úteis da data prevista para a publicação do edital, e divulgada, com 
a antecedência mínima de 10 (dez) dias úteis de sua realização, pelos mesmos meios previstos para a 
publicidade da licitação, à qual terão acesso e direito a todas as informações pertinentes e a se manifestar todos os 
interessados. 
São licitações de “imenso vulto”, que a audiência pública é obrigatória antes da publicação do edital. 
O valor corresponde a 100x o valor da modalidade concorrência para obras e serviços de engenharia = 100 x R$ 
3,3 milhões = R$ 330 milhões. 
Não confundir com as licitações de “grande vulto” que são aquelas com valores estimados superiores a 25x R$ 
3,3 milhões = R$ 82,5 milhões (art. 6º, V). 
 
Imenso Vulto Grande Vulto 
100 x R$ 3,3 milhões = R$ 330 milhões 25 x R$ 3,3 milhões = R$ 82,5 milhões 
Audiência pública Não precisa 
. 
Parágrafo único. Para os fins deste artigo, consideram-se LICITAÇÕES SIMULTÂNEAS aquelas com objetos 
similares e com realização prevista para intervalos NÃO SUPERIORES a trinta dias e LICITAÇÕES SUCESSIVAS 
63 
 
aquelas em que, também com objetos similares, o edital subseqüente tenha uma DATA ANTERIOR a cento e 
vinte dias após o término do contrato resultante da licitação antecedente. 
 
LICITAÇÕES SIMULTÂNEAS LICITAÇÕES SUCESSIVAS 
Aquelas com objetos similares e com realização 
prevista para intervalos NÃO SUPERIORES a 
trinta dias. 
Aquelas com objetos similares, o edital subseqüente 
tenha uma DATA ANTERIOR a cento e vinte dias 
após o término do contrato resultante da licitação 
antecedente. 
 
Art. 40. O edital conterá no preâmbulo o número de ordem em série anual, o nome da repartição interessada e de 
seu setor, a modalidade, o regime de execuçãoe o tipo da licitação, a menção de que será regida por esta Lei, o local, 
dia e hora para recebimento da documentação e proposta, bem como para início da abertura dos envelopes, e 
indicará, obrigatoriamente, o seguinte: 
I - objeto da licitação, em descrição sucinta e clara; 
II - prazo e condições para assinatura do contrato ou retirada dos instrumentos, como previsto no art. 64 desta Lei, 
para execução do contrato e para entrega do objeto da licitação; 
III - sanções para o caso de inadimplemento; 
IV - local onde poderá ser examinado e adquirido o projeto básico; 
V - se há projeto executivo disponível na data da publicação do edital de licitação e o local onde possa ser examinado 
e adquirido; 
VI - condições para participação na licitação, em conformidade com os arts. 27 a 31 desta Lei, e forma de 
apresentação das propostas; 
VII - critério para julgamento, com disposições claras e parâmetros objetivos; 
VIII - locais, horários e códigos de acesso dos meios de comunicação à distância em que serão fornecidos elementos, 
informações e esclarecimentos relativos à licitação e às condições para atendimento das obrigações necessárias ao 
cumprimento de seu objeto; 
IX - condições equivalentes de pagamento entre empresas brasileiras e estrangeiras, no caso de licitações 
internacionais; 
X - o critério de aceitabilidade dos preços unitário e global, conforme o caso, permitida a fixação de preços máximos 
e vedados a fixação de preços mínimos, critérios estatísticos ou faixas de variação em relação a preços de referência, 
ressalvado o disposto nos parágrafos 1º e 2º do art. 48; 
XI - critério de reajuste, que deverá retratar a variação efetiva do custo de produção, admitida a adoção de índices 
específicos ou setoriais, desde a data prevista para apresentação da proposta, ou do orçamento a que essa proposta 
se referir, até a data do adimplemento de cada parcela; 
XIII - limites para pagamento de instalação e mobilização para execução de obras ou serviços que serão 
obrigatoriamente previstos em separado das demais parcelas, etapas ou tarefas; 
XIV - condições de pagamento, prevendo: 
a) prazo de pagamento não superior a trinta dias, contado a partir da data final do período de adimplemento de 
cada parcela; 
b) cronograma de desembolso máximo por período, em conformidade com a disponibilidade de recursos financeiros; 
c) critério de atualização financeira dos valores a serem pagos, desde a data final do período de adimplemento de 
cada parcela até a data do efetivo pagamento; 
d) compensações financeiras e penalizações, por eventuais atrasos, e descontos, por eventuais antecipações de 
pagamentos; 
e) exigência de seguros, quando for o caso; 
XV - instruções e normas para os recursos previstos nesta Lei; 
XVI - condições de recebimento do objeto da licitação; 
XVII - outras indicações específicas ou peculiares da licitação. 
§ 1o O original do edital deverá ser datado, rubricado em todas as folhas e assinado pela autoridade que o expedir, 
permanecendo no processo de licitação, e dele extraindo-se cópias integrais ou resumidas, para sua divulgação e 
fornecimento aos interessados. 
§ 2o Constituem anexos do edital, dele fazendo parte integrante: 
I - o projeto básico e/ou executivo, com todas as suas partes, desenhos, especificações e outros complementos; 
II - orçamento estimado em planilhas de quantitativos e preços unitários; 
64 
 
III - a minuta do contrato a ser firmado entre a Administração e o licitante vencedor; 
IV - as especificações complementares e as normas de execução pertinentes à licitação. 
§ 3o Para efeito do disposto nesta Lei, considera-se como adimplemento da obrigação contratual a prestação do 
serviço, a realização da obra, a entrega do bem ou de parcela destes, bem como qualquer outro evento contratual a 
cuja ocorrência esteja vinculada a emissão de documento de cobrança. 
§ 4o Nas compras para entrega imediata, assim entendidas aquelas com prazo de entrega até trinta dias da data 
prevista para apresentação da proposta, poderão ser dispensadas: 
I - o disposto no inciso XI deste artigo; 
II - a atualização financeira a que se refere a alínea "c" do inciso XIV deste artigo, correspondente ao período 
compreendido entre as datas do adimplemento e a prevista para o pagamento, desde que não superior a quinze 
dias. 
§ 5º A Administração Pública poderá, nos editais de licitação para a contratação de serviços, exigir da contratada que 
um percentual mínimo de sua mão de obra seja oriundo ou egresso do sistema prisional, com a finalidade 
de ressocialização do reeducando, na forma estabelecida em regulamento. 
 
Art. 41. A Administração NÃO PODE descumprir as normas e condições do edital, ao qual se acha estritamente 
vinculada. 
O edital vincula tanto a Administração como os licitantes. É a lei interna da licitação. Trata-se da aplicação do 
princípio da vinculação ao instrumento convocatório. 
§ 1o QUALQUER CIDADÃO é parte legítima para impugnar edital de licitação por irregularidade na aplicação 
desta Lei, devendo protocolar o pedido até 5 (cinco) dias ÚTEIS antes da data fixada para a abertura dos 
envelopes de habilitação, devendo a Administração julgar e responder à impugnação em até 3 (três) dias ÚTEIS, 
sem prejuízo da faculdade prevista no § 1o do art. 113. 
§ 2o Decairá do direito de impugnar os termos do edital de licitação perante a administração o LICITANTE que 
não o fizer até o segundo dia ÚTIL que anteceder a abertura dos envelopes de habilitação em CONCORRÊNCIA, 
a abertura dos envelopes com as propostas em CONVITE, TOMADA DE PREÇOS OU CONCURSO, ou a 
realização de LEILÃO, as falhas ou irregularidades que viciariam esse edital, hipótese em que tal comunicação 
não terá efeito de recurso. 
 
IMPUGNAÇÃO DO EDITAL 
Cidadão 
Até 5 dias úteis antes da licitação 
Administrção julga em até 3 dias úteis 
Licitante 
Até 2 dias úteis antes da licitação 
Não tem prazo para Administração julgar 
 
§ 3o A impugnação feita tempestivamente pelo licitante NÃO O IMPEDIRÁ de participar do processo licitatório 
até o trânsito em julgado da decisão a ela pertinente. 
§ 4o A inabilitação do licitante importa PRECLUSÃO do seu direito de participar das fases subseqüentes. 
 
Art. 42. Nas CONCORRÊNCIAS de âmbito internacional, o edital deverá ajustar-se às diretrizes da política 
monetária e do comércio exterior e atender às exigências dos órgãos competentes. 
§ 1o Quando for permitido ao licitante estrangeiro cotar preço em moeda estrangeira, igualmente o poderá fazer o 
licitante brasileiro. 
§ 2o O pagamento feito ao licitante brasileiro eventualmente contratado em virtude da licitação de que trata o 
parágrafo anterior será efetuado em moeda brasileira, à taxa de câmbio vigente no dia útil imediatamente anterior à 
data do efetivo pagamento. 
§ 3o As garantias de pagamento ao licitante brasileiro serão equivalentes àquelas oferecidas ao licitante estrangeiro. 
§ 4o Para fins de julgamento da licitação, as propostas apresentadas por licitantes estrangeiros serão acrescidas dos 
gravames conseqüentes dos mesmos tributos que oneram exclusivamente os licitantes brasileiros quanto à operação 
final de venda. 
§ 5o Para a realização de obras, prestação de serviços ou aquisição de bens com recursos provenientes de 
financiamento ou doação oriundos de agência oficial de cooperação estrangeira ou organismo financeiro multilateral 
de que o Brasil seja parte, poderão ser admitidas, na respectiva licitação, as condições decorrentes de acordos, 
protocolos, convenções ou tratados internacionais aprovados pelo Congresso Nacional, bem como as normas e 
65 
 
procedimentos daquelas entidades, inclusive quanto ao critério de seleção da proposta mais vantajosa para a 
administração, o qual poderá contemplar, além do preço, outros fatores de avaliação, desde que por elas exigidos 
para a obtenção do financiamento ou da doação, e que também não conflitem com o princípio do julgamentoobjetivo e sejam objeto de despacho motivado do órgão executor do contrato, despacho esse ratificado pela 
autoridade imediatamente superior. 
§ 6o As cotações de todos os licitantes serão para entrega no mesmo local de destino. 
 
Art. 43. A licitação será processada e julgada com observância dos seguintes procedimentos: 
I - abertura dos envelopes contendo a documentação relativa à habilitação dos concorrentes, e sua apreciação; 
II - devolução dos envelopes fechados aos concorrentes inabilitados, contendo as respectivas propostas, desde 
que não tenha havido recurso ou após sua denegação; 
III - abertura dos envelopes contendo as propostas dos concorrentes habilitados, desde que transcorrido o prazo 
sem interposição de recurso, ou tenha havido desistência expressa, ou após o julgamento dos recursos interpostos; 
IV - verificação da conformidade de cada proposta com os requisitos do edital e, conforme o caso, com os preços 
correntes no mercado ou fixados por órgão oficial competente, ou ainda com os constantes do sistema de registro 
de preços, os quais deverão ser devidamente registrados na ata de julgamento, promovendo-se a desclassificação 
das propostas desconformes ou incompatíveis; 
V - julgamento e classificação das propostas de acordo com os critérios de avaliação constantes do edital; 
VI - deliberação da autoridade competente quanto à homologação e adjudicação do objeto da licitação. 
§ 1o A abertura dos envelopes contendo a documentação para habilitação e as propostas será realizada sempre em 
ato público previamente designado, do qual se lavrará ata circunstanciada, assinada pelos licitantes presentes e pela 
Comissão. 
§ 2o Todos os documentos e propostas serão rubricados pelos licitantes presentes e pela Comissão. 
§ 3o É facultada à Comissão ou autoridade superior, em qualquer fase da licitação, a promoção de diligência 
destinada a esclarecer ou a complementar a instrução do processo, vedada a inclusão posterior de documento ou 
informação que deveria constar originariamente da proposta. 
§ 4o O disposto neste artigo aplica-se à concorrência e, no que couber, ao concurso, ao leilão, à tomada de preços 
e ao convite. 
A fase de habilitação ocorre, de fato, somente na concorrência. Na tomada de preços e no convite essa fase 
não é obrigatória, pois os licitantes ou já são cadastrados (tomada de preços) ou já são conhecidos da 
Administração (convite). 
Na tomada de preços e no convite, o procedimento se inicia direto com a abertura das propostas comerciais 
(inciso III). 
No pregão, a habilitação ocorre depois do julgamento das propostas (inversão das fases). 
§ 5o Ultrapassada a fase de habilitação dos concorrentes (incisos I e II) e abertas as propostas (inciso III), não 
cabe desclassificá-los por motivo relacionado com a habilitação, SALVO em razão de fatos supervenientes ou 
só conhecidos após o julgamento. 
§ 6o APÓS a fase de habilitação, não cabe desistência de proposta, SALVO por motivo justo decorrente de fato 
superveniente e aceito pela Comissão. 
 
Art. 44. No julgamento das propostas, a Comissão levará em consideração os critérios objetivos definidos no 
edital ou convite, os quais não devem contrariar as normas e princípios estabelecidos por esta Lei. 
§ 1o É VEDADA a utilização de qualquer elemento, critério ou fator sigiloso, secreto, subjetivo ou reservado 
que possa ainda que indiretamente elidir o princípio da igualdade entre os licitantes. 
§ 2o Não se considerará qualquer oferta de vantagem não prevista no edital ou no convite, inclusive financiamentos 
subsidiados ou a fundo perdido, nem preço ou vantagem baseada nas ofertas dos demais licitantes. 
§ 3o Não se admitirá proposta que apresente preços global ou unitários simbólicos, irrisórios ou de valor zero, 
incompatíveis com os preços dos insumos e salários de mercado, acrescidos dos respectivos encargos, ainda que o 
ato convocatório da licitação não tenha estabelecido limites mínimos, exceto quando se referirem a materiais e 
instalações de propriedade do próprio licitante, para os quais ele renuncie a parcela ou à totalidade da remuneração. 
§ 4o O disposto no parágrafo anterior aplica-se também às propostas que incluam mão-de-obra estrangeira ou 
importações de qualquer natureza. 
 
66 
 
Art. 45. O julgamento das propostas será objetivo, devendo a Comissão de licitação ou o responsável pelo 
convite realizá-lo em conformidade com os tipos de licitação, os critérios previamente estabelecidos no ato 
convocatório e de acordo com os fatores exclusivamente nele referidos, de maneira a possibilitar sua aferição 
pelos licitantes e pelos órgãos de controle. 
§ 1o Para os efeitos deste artigo, constituem TIPOS DE LICITAÇÃO, exceto na modalidade CONCURSO: 
I - a de menor preço - quando o critério de seleção da proposta mais vantajosa para a Administração determinar 
que será vencedor o licitante que apresentar a proposta de acordo com as especificações do edital ou convite e 
ofertar o menor preço; 
II - a de melhor técnica; 
III - a de técnica e preço. 
IV - a de maior lance ou oferta - nos casos de alienação de bens ou concessão de direito real de uso. 
 
#NÃOCONFUNDA: 
MODALIDADES TIPOS 
Procedimento utilizado para conduzir o certame. 
Critério de julgamento que será utilizado para 
selecionar a proposta mais vantajosa para a 
administração. 
Concorrência 
Tomada de Preço 
Convite 
Concurso 
Leilão 
Pregão 
Melhor Técnica 
Técnica e Preço 
Menor Preço 
Maior Lance ou Oferta 
 
LICITAÇÃO 
MODALIDADES POSSÍVEIS TIPOS 
Concorrência 
Menor preço (regra), Melhor técnica, Técnica e preço, Maior lance ou oferta 
(alienação de bens) 
Tomada de Preço 
Menor preço (regra), Melhor técnica, Técnica e preço 
Convite 
Concurso Nenhum 
Leilão Maior lance ou oferta 
Pregão Menor preço 
Obs.: 
- bens e serviços de informática comuns - Tipo de licitação menor preço (Pregão); 
- bens e serviços de informática não comuns - Tipo de licitação técnica e preço. 
 
§ 2o No caso de empate entre duas ou mais propostas, e após obedecido o disposto no § 2o do art. 3o desta Lei, 
a classificação se fará, obrigatoriamente, por SORTEIO, em ato público, para o qual todos os licitantes serão 
convocados, vedado qualquer outro processo. 
 
Critérios de Desempate – São Sucessivos 
- Produzidos no País; 
- Produzidos ou Prestados por empresas brasileiras; 
- Produzidos ou Prestados por empresas que invistam em pesquisa e desenvolvimento de tecnologia no País; 
- Produzidos ou Prestados por empresas que reservem cargos para pessoas com deficiência ou reabilitado da 
Previdência Social; 
- Sorteio (art. 45, § 2º). 
§ 3o No caso da licitação do tipo "MENOR PREÇO", entre os licitantes considerados qualificados a classificação se 
dará pela ordem crescente dos preços propostos, prevalecendo, no caso de empate, EXCLUSIVAMENTE o critério 
previsto no parágrafo anterior (SORTEIO). 
§ 4o Para contratação de bens e serviços de informática, a administração observará o disposto no art. 3o da Lei no 
8.248, de 23 de outubro de 1991, levando em conta os fatores especificados em seu parágrafo 2o e adotando 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8248.htm#art3.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8248.htm#art3.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8248.htm#art3§2.
67 
 
OBRIGATORIAMENTO o tipo de licitação "TÉCNICA E PREÇO", permitido o emprego de outro tipo de licitação 
nos casos indicados em decreto do Poder Executivo. 
- Bens e serviços de informática “comuns” (impressoras, cartuchos, laptops, estabilizadores etc) utiliza-se o 
pregão, pelo tipo de licitação menor preço. 
- Bens e serviços de informática “não comuns” (servidores, desenvolvimento de sistemas etc) utiliza-se o tipo 
técnica e preço. 
§ 5o É VEDADA a utilização de outros tipos de licitação não previstos neste artigo. 
§ 6o Na hipótese prevista no art. 23, § 7º, serão selecionadas tantas propostas quantas necessárias até que seatinja 
a quantidade demandada na licitação. 
 
Art. 46. Os tipos de licitação "MELHOR TÉCNICA" ou "TÉCNICA E PREÇO" serão utilizados EXCLUSIVAMENTE 
para serviços de natureza PREDOMINANTEMENTE intelectual, EM ESPECIAL na elaboração de projetos, 
cálculos, fiscalização, supervisão e gerenciamento e de engenharia consultiva em geral e, EM PARTICULAR, 
para a elaboração de estudos técnicos preliminares e projetos básicos e executivos, ressalvado o disposto no 
§ 4o do artigo anterior. 
§ 1o Nas licitações do tipo "MELHOR TÉCNICA" será adotado o seguinte procedimento claramente explicitado no 
instrumento convocatório, o qual fixará o preço máximo que a Administração se propõe a pagar: 
I - serão abertos os envelopes contendo as propostas técnicas exclusivamente dos licitantes previamente 
qualificados e feita então a avaliação e classificação destas propostas de acordo com os critérios pertinentes 
e adequados ao objeto licitado, definidos com clareza e objetividade no instrumento convocatório e que 
considerem a capacitação e a experiência do proponente, a qualidade técnica da proposta, compreendendo 
metodologia, organização, tecnologias e recursos materiais a serem utilizados nos trabalhos, e a qualificação das 
equipes técnicas a serem mobilizadas para a sua execução; 
II - uma vez classificadas as propostas técnicas, proceder-se-á à abertura das propostas de preço dos licitantes 
que tenham atingido a valorização mínima estabelecida no instrumento convocatório e à negociação das 
condições propostas, com a proponente melhor classificada, com base nos orçamentos detalhados apresentados e 
respectivos preços unitários e tendo como referência o limite representado pela proposta de menor preço entre 
os licitantes que obtiveram a valorização mínima; 
III - no caso de impasse na negociação anterior, procedimento idêntico será adotado, sucessivamente, com os demais 
proponentes, pela ordem de classificação, até a consecução de acordo para a contratação; 
IV - as propostas de preços serão devolvidas intactas aos licitantes que não forem preliminarmente habilitados ou 
que não obtiverem a valorização mínima estabelecida para a proposta técnica. 
§ 2o Nas licitações do tipo "TÉCNICA E PREÇO" será adotado, adicionalmente ao inciso I do parágrafo anterior, 
o seguinte procedimento claramente explicitado no instrumento convocatório: 
I - será feita a avaliação e a valorização das propostas de preços, de acordo com critérios objetivos preestabelecidos 
no instrumento convocatório; 
II - a classificação dos proponentes far-se-á de acordo com a média ponderada das valorizações das propostas 
técnicas e de preço, de acordo com os pesos preestabelecidos no instrumento convocatório. 
§ 3o Excepcionalmente, os tipos de licitação (melhor técnica e técnica e preço) previstos neste artigo poderão 
ser adotados, por autorização expressa e mediante justificativa circunstanciada da maior autoridade da 
Administração promotora constante do ato convocatório, para fornecimento de bens e execução de obras ou 
prestação de serviços de grande vulto majoritariamente dependentes de tecnologia nitidamente sofisticada e 
de domínio restrito, atestado por autoridades técnicas de reconhecida qualificação, nos casos em que o objeto 
pretendido admitir soluções alternativas e variações de execução, com repercussões significativas sobre sua 
qualidade, produtividade, rendimento e durabilidade concretamente mensuráveis, e estas puderem ser adotadas à 
livre escolha dos licitantes, na conformidade dos critérios objetivamente fixados no ato convocatório. 
 
Art. 47. Nas licitações para a execução de obras e serviços, quando for adotada a modalidade de execução de 
empreitada por preço global, a Administração deverá fornecer obrigatoriamente, junto com o edital, todos os 
elementos e informações necessários para que os licitantes possam elaborar suas propostas de preços com 
total e completo conhecimento do objeto da licitação. 
 
 
 
68 
 
Art. 48. Serão desclassificadas: 
I - as propostas que não atendam às exigências do ato convocatório da licitação; 
II - propostas com valor global superior ao limite estabelecido ou com preços manifestamente inexeqüiveis, assim 
considerados aqueles que não venham a ter demonstrada sua viabilidade através de documentação que comprove 
que os custos dos insumos são coerentes com os de mercado e que os coeficientes de produtividade são compatíveis 
com a execução do objeto do contrato, condições estas necessariamente especificadas no ato convocatório da 
licitação. 
§ 1º Para os efeitos do disposto no inciso II deste artigo consideram-se manifestamente inexeqüíveis, no caso de 
licitações de menor preço para obras e serviços de engenharia, as propostas cujos valores sejam inferiores a 70% 
(setenta por cento) do menor dos seguintes valores: 
a) média aritmética dos valores das propostas superiores a 50% (cinqüenta por cento) do valor orçado pela 
administração, ou 
b) valor orçado pela administração. 
§ 2º Dos licitantes classificados na forma do parágrafo anterior cujo valor global da proposta for inferior a 80% 
(oitenta por cento) do menor valor a que se referem as alíneas "a" e "b", será exigida, para a assinatura do contrato, 
prestação de garantia adicional, dentre as modalidades previstas no § 1º do art. 56, igual a diferença entre o valor 
resultante do parágrafo anterior e o valor da correspondente proposta. 
§ 3º Quando todos os licitantes forem inabilitados ou todas as propostas forem desclassificadas, a 
administração poderá fixar aos licitantes o prazo de oito dias úteis para a apresentação de nova documentação 
ou de outras propostas escoimadas das causas referidas neste artigo, FACULTADA, no caso de CONVITE, a 
redução deste prazo para três dias úteis. (LICITAÇÃO FRACASSADA) 
 
#NÃOCONFUNDA: 
LICITAÇÃO DESERTA LICITAÇÃO FRACASSADA 
Art. 24, V, da Lei nº 8.666/93 Art. 48, § 3º, da Lei nº 8.666/93 
Hipótese de dispensa (dispensável) de licitação Em regra, a dispensa de licitação não é possível 
Ocorre quando não aparecerem interessados à 
licitação anterior... 
Ocorre quando aparecerem interessados à licitação, 
mas forem inabilitados ou todas as propostas forem 
desclassificadas. 
... e esta, justificadamente, não puder ser repetida sem 
prejuízo para a Administração, mantidas, neste caso, 
todas as condições preestabelecidas. 
Obs.: Não existe limite de valor do contrato para que 
se decida pela contratação direta em razão da licitação 
deserta. 
A Administração Pública poderá fixar aos licitantes o 
prazo de 8 dias úteis para a apresentação de nova 
documentação ou de outras propostas, facultada, no 
caso de convite, a redução deste prazo para 3 dias 
úteis. 
Poder haver dispensa se a proposta for com preço 
inadequado, mas somente após a tentativa de novas 
propostas. 
 
Art. 49. A autoridade competente para a aprovação do procedimento somente poderá REVOGAR A LICITAÇÃO 
por razões de interesse público decorrente de fato SUPERVENIENTE devidamente comprovado, pertinente e 
suficiente para justificar tal conduta, devendo ANULÁ-LA por ilegalidade, de ofício ou por provocação de 
terceiros, mediante parecer escrito e devidamente fundamentado. 
§ 1o A anulação do procedimento licitatório por motivo de ilegalidade NÃO GERA obrigação de indenizar, 
ressalvado o disposto no parágrafo único do art. 59 desta Lei. 
§ 2o A nulidade do procedimento licitatório INDUZ à do contrato, ressalvado o disposto no parágrafo único do art. 
59 desta Lei. 
§ 3o No caso de DESFAZIMENTO do processo licitatório, fica assegurado o contraditório e a ampla defesa. 
§ 4o O disposto neste artigo e seus parágrafos aplica-se aos atos do procedimento de DISPENSA e de 
INEXIGIBILIDADE de licitação. 
 
Art. 50. A Administração não poderá celebrar o contrato com preterição da ordem de classificação das 
propostas ou com terceiros estranhos ao procedimento licitatório, sob pena de nulidade.69 
 
Art. 51. A habilitação preliminar, a inscrição em registro cadastral, a sua alteração ou cancelamento, e as 
propostas serão processadas e julgadas por comissão permanente ou especial de, NO MÍNIMO, 3 
(três) membros, sendo PELO MENOS 2 (dois) deles servidores qualificados pertencentes aos quadros 
permanentes dos órgãos da Administração responsáveis pela licitação. 
§ 1o No caso de CONVITE, a Comissão de licitação, EXCEPCIONALMENTE, nas pequenas unidades 
administrativas e em face da exigüidade de pessoal disponível, PODERÁ SER SUBSTITUÍDA por servidor 
formalmente designado pela autoridade competente. 
§ 2o A Comissão para julgamento dos pedidos de inscrição em registro cadastral, sua alteração ou 
cancelamento, será integrada por profissionais legalmente habilitados no caso de obras, serviços ou aquisição 
de equipamentos. 
§ 3o Os membros das Comissões de licitação responderão SOLIDARIAMENTE por todos os atos praticados pela 
Comissão, SALVO se posição individual divergente estiver devidamente fundamentada e registrada em ata 
lavrada na reunião em que tiver sido tomada a decisão. 
§ 4o A investidura dos membros das Comissões permanentes NÃO EXCEDERÁ a 1 (um) ano, VEDADA a 
recondução da TOTALIDADE de seus membros para a mesma comissão no período subseqüente. 
§ 5o No caso de CONCURSO, o julgamento será feito por uma comissão especial integrada por pessoas de 
reputação ilibada e reconhecido conhecimento da matéria em exame, servidores públicos ou não. 
 
Comissão de 
licitação 
Regra No mínimo 3 membros, pelo menos 2 servidores permanentes. 
Exceções 
Convite 
(Pequenas unidades e 
exiguibilidade de pessoal) 
Pode substituir por 1 único servidor. 
 
Concurso 
Comissão especial integrada por pessoas de 
reputação ilibada e reconhecido 
conhecimento da matéria em exame, 
servidores ou não. 
Pregão 
Não há comissão. É conduzido por um 
pregoeiro, auxiliado por uma equipe de apoio. 
Leilão 
Não há comissão. É conduzido por um 
Leiloeiro oficial ou servidor designado. 
 
Art. 52. O CONCURSO a que se refere o § 4o do art. 22 desta Lei deve ser precedido de regulamento próprio, a 
ser obtido pelos interessados no local indicado no edital. 
§ 1o O regulamento deverá indicar: 
I - a qualificação exigida dos participantes; 
II - as diretrizes e a forma de apresentação do trabalho; 
III - as condições de realização do concurso e os prêmios a serem concedidos. 
§ 2o Em se tratando de projeto, o vencedor deverá autorizar a Administração a executá-lo quando julgar conveniente. 
 
Art. 53. O LEILÃO pode ser cometido a leiloeiro oficial ou a servidor designado pela Administração, 
procedendo-se na forma da legislação pertinente. 
§ 1o Todo bem a ser leiloado será previamente avaliado pela Administração para fixação do preço mínimo de 
arrematação. 
§ 2o Os bens arrematados serão pagos à vista ou no percentual estabelecido no edital, não inferior a 5% (cinco por 
cento) e, após a assinatura da respectiva ata lavrada no local do leilão, imediatamente entregues ao arrematante, o 
qual se obrigará ao pagamento do restante no prazo estipulado no edital de convocação, sob pena de perder em 
favor da Administração o valor já recolhido. 
§ 3o Nos leilões internacionais, o pagamento da parcela à vista poderá ser feito em até vinte e quatro horas. 
§ 4o O edital de leilão deve ser amplamente divulgado, principalmente no município em que se realizará. 
 
 
 
 
 
70 
 
Capítulo III 
DOS CONTRATOS 
 
#NÃOCONFUNDA: 
CONTRATOS CONVÊNIOS 
Interesses antagônicos Interesses comuns - mesmos objetivos 
Destinação dos recursos não interessa ao 
Poder Público 
Deve haver prestação de contas 
Precisa de licitação Não precisa de licitação 
 
JURISPRUDÊNCIA EM TESES Nº 160 DO STJ - DIREITO DO CONSUMIDOR - IV 
8) O Código de Defesa do Consumidor - CDC, em regra, é inaplicável aos contratos administrativos, tendo em 
vista as prerrogativas já asseguradas pela lei à administração pública. 
 
Seção I 
Disposições Preliminares 
Art. 54. Os contratos administrativos de que trata esta Lei regulam-se pelas suas cláusulas e pelos preceitos de 
direito público, APLICANDO-SE-LHES, SUPLETIVAMENTE, os princípios da teoria geral dos contratos e as 
disposições de direito privado. (DPC/AC-2017-IBADE – DPC/PA-2016-FUNCAB-reaplicação) 
 
O regime de direito público aplicável aos contratos administrativos é caracterizado pela existência de 
prerrogativas especiais para a Administração, as cláusulas exorbitantes, que são indispensáveis para assegurar 
a posição de supremacia do Poder Público sobre o contratado e a prevalência do interesse público sobre o 
particular. 
Regulação dos contatos administrativos: 
* Regra: suas cláusulas e preceitos de direito público; 
* Aplicação Supletiva: princípios da teoria geral dos contrato e disposições de direito privado. 
CARACTERÍSTICAS 
- Comutativo: gera direitos e deveres previamente estabelecidos para ambas as 
partes, não havendo submissão à álea pelos contratantes; 
- Consensual: o simples consenso das partes já formaliza o contrato; 
- De adesão: as cláusulas do contrato são preestabelecidas pela Administração. Assim, 
o particular apenas adere ao contrato; 
- Oneroso: em regra, não se admitem contratos gratuitos; 
- Sinalagmático: as obrigações das partes são recíprocas; 
- Formalismo: em regra, os contratos são formais e escritos; 
- Intuito Personae (Personalíssimo): Em regra, os contratos administrativos são 
pessoais, devendo ser executados pelo licitante vencedor; 
- Mutabilidade: o contratos será alterado sempre que as condições originárias 
previstas foram modificadas; 
- Cláusulas Exorbitantes: são aquelas que conferem à Administração prerrogativas 
que lhe colocam em posição de superioridade. 
 
CONTRATOS PRIVADOS CONTRATOS ADMINISTRATIVOS 
Aplicação do Direito Privado Aplicação do Direito Público 
Normas gerais previstas no CC Normas gerais previstas na Lei nº 8.666/93 
Exs.: compra e venda simples e comodato 
Exs.: concessão de serviço público, consórcio público e 
PPPs 
Igualdade entre as partes (horizontalidade) 
A Administração ocupa posição de superioridade 
contratual (verticalidade) 
Cláusulas imutáveis (pacta sunt servanda) 
Mutabilidade unilateral das cláusulas por vontade da 
Administração 
 
javascript:document.frmDoc1Item7.submit();
javascript:document.frmDoc1Item7.submit();
71 
 
§ 1o Os contratos devem estabelecer com clareza e precisão as condições para sua execução, expressas em cláusulas 
que definam os direitos, obrigações e responsabilidades das partes, em conformidade com os termos da licitação e 
da proposta a que se vinculam. 
 
§ 2o Os contratos decorrentes de dispensa ou de inexigibilidade de licitação devem atender aos termos do ato 
que os autorizou e da respectiva proposta. 
 
 
Art. 55. São CLÁUSULAS NECESSÁRIAS em todo contrato as que ESTABELEÇAM: 
I - o objeto e seus elementos característicos; 
II - o regime de execução ou a forma de fornecimento; 
III - o preço e as condições de pagamento, os critérios, data-base e periodicidade do reajustamento de preços, os 
critérios de atualização monetária entre a data do adimplemento das obrigações e a do efetivo pagamento; 
IV - os prazos de início de etapas de execução, de conclusão, de entrega, de observação e de recebimento definitivo, 
conforme o caso; 
V - o crédito pelo qual correrá a despesa, com a indicação da classificação funcional programática e da categoria 
econômica; 
VI - as garantias oferecidas para assegurar sua plena execução, quando exigidas; 
VII - os direitos e as responsabilidades das partes, as penalidades cabíveis e os valores das multas; 
VIII - os casos de rescisão; 
IX - o reconhecimento dos direitos da Administração, em caso de rescisão administrativa prevista no art. 77 desta Lei; 
(DPC/MA-2012-FGV) 
Art. 77. A inexecução total ou parcial do contrato enseja a sua rescisão, com as conseqüências contratuais e as 
previstas em lei ouregulamento. 
X - as condições de importação, a data e a taxa de câmbio para conversão, quando for o caso; 
XI - a vinculação ao edital de licitação ou ao termo que a dispensou ou a inexigiu, ao convite e à proposta do licitante 
vencedor; 
XII - a legislação aplicável à execução do contrato e especialmente aos casos omissos; 
XIII - a obrigação do contratado de manter, durante toda a execução do contrato, em compatibilidade com as 
obrigações por ele assumidas, todas as condições de habilitação e qualificação exigidas na licitação. 
 
§ 2o Nos contratos celebrados pela Administração Pública com pessoas físicas ou jurídicas, inclusive aquelas 
domiciliadas no estrangeiro, deverá constar necessariamente cláusula que declare competente o foro da sede 
da Administração para dirimir qualquer questão contratual, salvo o disposto no § 6o do art. 32 desta Lei. 
CLÁUSULA NECESSÁRIA 
 
§ 3o No ato da liquidação da despesa, os serviços de contabilidade comunicarão, aos órgãos incumbidos da 
arrecadação e fiscalização de tributos da União, Estado ou Município, as características e os valores pagos, segundo 
o disposto no art. 63 da Lei no 4.320, de 17 de março de 1964. 
 
 
Art. 56. A critério da autoridade competente, em cada caso, e desde que prevista no instrumento convocatório, 
poderá ser exigida PRESTAÇÃO DE GARANTIA nas contratações de obras, serviços e compras. (DPC/GO-2012-
UEG) 
 
§ 1o Caberá ao CONTRATADO optar por uma das seguintes MODALIDADES de garantia: 
I - caução em dinheiro ou em títulos da dívida pública, devendo estes ter sido emitidos sob a forma escritural, 
mediante registro em sistema centralizado de liquidação e de custódia autorizado pelo Banco Central do Brasil e 
avaliados pelos seus valores econômicos, conforme definido pelo Ministério da Fazenda; 
II - seguro-garantia; 
III - fiança bancária. 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L4320.htm#art63
72 
 
MODALIDADES DE GARANTIA 
(Quem escolhe é o contratado) 
- caução em dinheiro ou em títulos da dívida pública; 
 
- seguro-garantia; 
 
- fiança bancária. 
 
§ 2o A garantia a que se refere o caput deste artigo NÃO EXCEDERÁ a cinco por cento do valor do contrato e terá 
seu valor atualizado nas mesmas condições daquele, ressalvado o previsto no parágrafo 3o deste artigo. 
 
§ 3o Para obras, serviços e fornecimentos de grande vulto envolvendo alta complexidade técnica e riscos 
financeiros consideráveis, demonstrados através de parecer tecnicamente aprovado pela autoridade competente, 
o limite de garantia previsto no parágrafo anterior poderá ser ELEVADO para até dez por cento do valor do 
contrato. 
 
LIMITE DA GARANTIA 
- Regra: 5% do valor do contrato. 
- Exceção: 10% do valor do contrato para obras, serviços e fornecimentos 
de grande vulto envolvendo alta complexidade técnica e riscos 
financeiros consideráveis. 
 
§ 4o A garantia prestada pelo contratado será LIBERADA ou RESTITUÍDA após a execução do contrato e, quando 
em dinheiro, atualizada monetariamente. 
 
§ 5o Nos casos de contratos que importem na entrega de bens pela Administração, dos quais o contratado ficará 
depositário, ao valor da garantia DEVERÁ SER ACRESCIDO o valor desses bens. 
 
GARANTIAS CONTRATUAIS 
A Administração PODE exigir 
 
O contratado PODE escolher 
 
 
Art. 57. A DURAÇÃO dos contratos regidos por esta Lei ficará adstrita à vigência dos respectivos créditos 
orçamentários, EXCETO quanto aos relativos: (no mesmo exercício – 1 ano) (DPC/GO-2013-UEG) 
I - aos projetos cujos produtos estejam contemplados nas metas estabelecidas no Plano Plurianual, os quais 
poderão ser prorrogados se houver interesse da Administração e desde que isso tenha sido previsto no ato 
convocatório; 
Obs.: Embora a lei não preveja o prazo, a doutrina ensina que os contratos relativos a projetos contemplados no 
PPA podem ter a duração de, no máximo, 4 anos. 
II - à prestação de serviços a serem executados de forma contínua, que poderão ter a sua duração prorrogada 
por iguais e sucessivos períodos com vistas à obtenção de preços e condições mais vantajosas para a administração, 
limitada a sessenta meses; (DPC/PB-2009-CESPE) 
IV - ao aluguel de equipamentos e à utilização de programas de informática, podendo a duração estender-se 
pelo prazo de até 48 (quarenta e oito) meses após o início da vigência do contrato. (DPC/GO-2013-UEG) 
V - às hipóteses previstas nos incisos IX, XIX, XXVIII e XXXI do art. 24, cujos contratos poderão ter vigência por 
até 120 (cento e vinte) meses, caso haja interesse da administração. 
Art. 24. (...) 
IX - quando houver possibilidade de comprometimento da segurança nacional, nos casos estabelecidos em 
decreto do Presidente da República, ouvido o Conselho de Defesa Nacional; 
XIX - para as compras de material de uso pelas Forças Armadas, com exceção de materiais de uso pessoal e 
administrativo, quando houver necessidade de manter a padronização requerida pela estrutura de apoio logístico 
dos meios navais, aéreos e terrestres, mediante parecer de comissão instituída por decreto; 
XXVIII – para o fornecimento de bens e serviços, produzidos ou prestados no País, que envolvam, cumulativamente, 
alta complexidade tecnológica e defesa nacional, mediante parecer de comissão especialmente designada pela 
autoridade máxima do órgão. 
73 
 
XXXI - nas contratações visando ao cumprimento do disposto nos arts. 3º, 4º, 5º e 20 da Lei no 10.973, de 2 de 
dezembro de 2004, observados os princípios gerais de contratação dela constantes (os dispositivos tratam da 
contratação de instituições e atividades com a finalidade de incentivar a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação 
tecnológica). 
 
§ 1o Os PRAZOS DE INÍCIO de etapas de execução, de conclusão e de entrega ADMITEM PRORROGAÇÃO, 
mantidas as demais cláusulas do contrato e assegurada a manutenção de seu equilíbrio econômico-financeiro, desde 
que ocorra algum dos seguintes motivos, devidamente autuados em processo: 
I - alteração do projeto ou especificações, pela Administração; 
II - superveniência de fato excepcional ou imprevisível, estranho à vontade das partes, que altere fundamentalmente 
as condições de execução do contrato; 
III - interrupção da execução do contrato ou diminuição do ritmo de trabalho por ordem e no interesse da 
Administração; 
IV - aumento das quantidades inicialmente previstas no contrato, nos limites permitidos por esta Lei; 
V - impedimento de execução do contrato por fato ou ato de terceiro reconhecido pela Administração em 
documento contemporâneo à sua ocorrência; 
VI - omissão ou atraso de providências a cargo da Administração, inclusive quanto aos pagamentos previstos de que 
resulte, diretamente, impedimento ou retardamento na execução do contrato, sem prejuízo das sanções legais 
aplicáveis aos responsáveis. 
 
§ 2o Toda prorrogação de prazo deverá ser justificada por escrito e previamente autorizada pela autoridade 
competente para celebrar o contrato. 
 
§ 3o É VEDADO o contrato com prazo de vigência INDETERMINADO. 
 
§ 4o Em CARÁTER EXCEPCIONAL, devidamente justificado e mediante autorização da autoridade superior, o 
prazo de que trata o inciso II (serviços de execução continuada) do caput deste artigo poderá ser PRORROGADO 
por até doze meses. 
 
DURAÇÃO DOS CONTRATOS ADMINISTRATIVOS 
Regra 
Duração restrita à vigência dos créditos orçamentários. 
Obs.: Prazo dos contratos é determinado. Não há contrato com prazo de vigência 
indeterminado. 
Exceções 
- Projeto com produtos contemplados nas metas 
estabelecidas no PPA (art. 57, I) 
Máximo de 4 anos 
(doutrina majoritária) 
- Serviços a serem executados de forma contínua (art. 57, II) 
Limite: 60 meses 
Excepcionalmente: + 12 meses 
Totalizando: 72 meses 
- Aluguel de equipamentos e utilização de serviços de 
informática (art. 57, IV) 
Limite: 48 meses 
- Segurança Nacional; material forças armadas; 
complexidade tecnológica, e defesa nacional; inovaçãotecnológica (art. 57, V) 
Limite: 120 meses 
 
 
Art. 58. O regime jurídico dos contratos administrativos instituído por esta Lei CONFERE À ADMINISTRAÇÃO, 
em relação a eles, a prerrogativa de: CLÁUSULAS EXORBITANTES 
I - modificá-los, unilateralmente, para melhor adequação às finalidades de interesse público, RESPEITADOS os direitos 
do contratado; (DPC/SP-2018-VUNESP – DPC/MA-2012-FGV) 
II - rescindi-los, unilateralmente, nos casos especificados no inciso I do art. 79 desta Lei; 
III - fiscalizar-lhes a execução; 
IV - aplicar sanções motivadas pela inexecução total ou parcial do ajuste; 
74 
 
V - nos casos de serviços essenciais, ocupar provisoriamente bens móveis, imóveis, pessoal e serviços vinculados ao 
objeto do contrato, na hipótese da necessidade de acautelar apuração administrativa de faltas contratuais pelo 
contratado, bem como na hipótese de rescisão do contrato administrativo. 
Essas são as chamadas cláusulas exorbitantes, que constituem as cláusulas de direito público que colocam a 
administração em posição de verticalidade perante o particular. O fundamento das cláusulas exorbitantes é o 
princípio da supremacia do interesse público sobre o privado. 
Além das cláusulas acima, existem outras cláusulas exorbitantes “espalhadas” ao longo da Lei de Licitações. As 
principais mencionadas pela doutrina são as seguintes: 
- restrição à oposição da exceção do contrato não cumprido (art. 78, XV); 
- exigência de garantia de execução (art. 56); 
- exigência de medidas de compensação (art. 3º, § 11). 
 
§ 1o As cláusulas econômico-financeiras e monetárias dos contratos administrativos NÃO PODERÃO ser 
alteradas SEM prévia concordância do contratado. (DPC/RJ-2012-FUNCAB) 
 
§ 2o Na hipótese do inciso I (modificação unilateral) deste artigo, as cláusulas econômico-financeiras do contrato 
deverão ser REVISTAS para que se mantenha o equilíbrio contratual. (DPC/MA-2012-FGV) 
 
Cláusulas 
Exorbitantes 
Art. 58 
- Fiscalização (arts. 67 e 68); 
- Alteração unilateral (art. 65); 
- Rescinsão unilateral (arts. 78 e 79, I); 
- Aplicação de sanções (arts. 86 a 89); 
- Ocupação provisória no caso de serviços essenciais (arts. 86 a 88). 
 
BIZU: FARAÓ 
Outras 
- Exigência de garantia (art. 56); 
- Restrição à oposição da exceção do contrato não cumprido (art. 78, XV); 
- Exigência de medidas de compensação (art. 3º, §11). 
 
 
Art. 59. A declaração de NULIDADE do contrato administrativo opera RETROATIVAMENTE impedindo os efeitos 
jurídicos que ele, ordinariamente, deveria produzir, além de desconstituir os já produzidos. (DPC/PA-2013-UEPA) 
Parágrafo único. A nulidade NÃO EXONERA a Administração do dever de indenizar o contratado pelo que este 
houver executado até a data em que ela for declarada e por outros prejuízos regularmente comprovados, contanto 
que não lhe seja imputável, promovendo-se a responsabilidade de quem lhe deu causa. (DPC/PA-2016-FUNCAB-
reaplicação – DPC/GO-2013-UEPA) 
O contratado tem direito a indenização caso a nulidade do contrato for imputável apenas à Administração. Tal 
direito não lhe é devido caso ele tenha contribuído para a ilegalidade. 
A anulação do contrato deve ser precedida de procedimento administrativo em que se assegure ao contratado 
ampla defesa. 
 
Seção II 
Da Formalização dos Contratos 
Art. 60. Os contratos e seus aditamentos serão lavrados nas repartições interessadas, as quais manterão arquivo 
cronológico dos seus autógrafos e registro sistemático do seu extrato, SALVO os relativos a direitos reais sobre 
imóveis, que se formalizam por instrumento lavrado em cartório de notas, de tudo juntando-se cópia no processo 
que lhe deu origem. (DPC/MA-2012-FGV) 
 
FORMALISMO 
Regra - Lavrado na própria repartição pública 
Exceção - Lavrado no cartório de notas (direitos reais sobre imóveis) 
 
Parágrafo único. É NULO e de nenhum efeito o contrato verbal com a Administração, SALVO o de pequenas 
compras de pronto pagamento, assim entendidas aquelas de valor NÃO SUPERIOR a 5% (cinco por cento) do 
75 
 
limite estabelecido no art. 23, inciso II (compras e demais serviços), alínea "a" (convite) desta Lei, feitas em regime 
de adiantamento. (DPC/GO-2012-UEG) 
Obs.: O limite para os contratos verbais será de 5% de 176 mil (considerando os valores do Decreto 9.412/2018) 
= R$ 8.800,00. 
 
CONTRATOS 
VERBAIS 
Regra - Nulo e de nenhum efeito. 
Exceção 
- Pequenas compras de pronto pagamento, em regime de 
adiantamento. 
- Limite: R$ 8.800,00 
 
 
Art. 61. Todo contrato deve mencionar os nomes das partes e os de seus representantes, a finalidade, o ato que 
autorizou a sua lavratura, o número do processo da licitação, da dispensa ou da inexigibilidade, a sujeição dos 
contratantes às normas desta Lei e às cláusulas contratuais. 
Parágrafo único. A publicação resumida do instrumento de contrato ou de seus aditamentos na imprensa oficial, 
que é condição indispensável para sua EFICÁCIA, será providenciada pela Administração até o quinto dia útil do 
mês seguinte ao de sua assinatura, para ocorrer no prazo de vinte dias daquela data, qualquer que seja o seu 
valor, ainda que sem ônus, ressalvado o disposto no art. 26 desta Lei. 
A publicação na imprensa oficial funciona como condição suspensiva da eficácia do contrato (enquanto não 
publicado, o contrato não produz efeitos, não é eficaz). A publicação não é requisito de validade. Não confunda! 
O art. 26 trata de regras especiais sobre a ratificação e publicação dos processos de dispensa, inexigibilidade e 
retardamento das licitações. Nestes casos, além da publicação do resumo do instrumento, também da 
publicação da ratificação pela autoridade superior dos atos de inexigibilidade e dispensa. 
 
 
Art. 62. O instrumento de contrato é OBRIGATÓRIO nos casos de concorrência e de tomada de preços, bem como 
nas dispensas e inexigibilidades cujos preços estejam compreendidos nos limites destas duas modalidades de 
licitação, e FACULTATIVO nos demais em que a Administração puder substituí-lo por outros instrumentos hábeis, 
tais como carta-contrato, nota de empenho de despesa, autorização de compra ou ordem de execução de 
serviço. (DPC/MA-2012-FGV) 
 
§ 1o A minuta do futuro contrato integrará sempre o edital ou ato convocatório da licitação. 
 
§ 2o Em "carta contrato", "nota de empenho de despesa", "autorização de compra", "ordem de execução de serviço" 
ou outros instrumentos hábeis APLICA-SE, no que couber, o disposto no art. 55 (cláusulas necessárias) desta Lei. 
 
§ 3o APLICA-SE o disposto nos arts. 55 e 58 a 61 desta Lei e demais normas gerais, no que couber: 
- Art. 55: cláusulas necessárias 
- Art. 58: cláusulas exorbitantes 
- Art. 59: nulidade do contrato 
- Art. 60 a 61: formalização do contrato 
I - aos contratos de seguro, de financiamento, de locação em que o Poder Público seja locatário, e aos demais cujo 
conteúdo seja regido, predominantemente, por norma de direito privado; 
II - aos contratos em que a Administração for parte como usuária de serviço público. 
Nos contratos de direito privado firmados pela Administração, as cláusulas exorbitantes – que são próprias de 
contratos regidos pelo direito público – não são comuns, mas podem existir, “no que couber”, desde que 
livremente pactuadas pelas partes. Assim, elas devem estar expressas no contrato, ao contrário do que ocorre nos 
contratos administrativos (de direito público), em que elas estão implícitas. 
 
§ 4o É DISPENSÁVEL o "termo de contrato" e FACULTADA a substituição prevista neste artigo, a critério da 
Administração e independentemente de seu valor, nos casos de compra com entrega imediata e integral dos bens 
adquiridos, dos quais não resultem obrigações futuras, inclusive assistência técnica. 
 
76 
 
INSTRUMENTO DO 
CONTRATO 
Obrigatório 
- Concorrência; 
 
- Tomada de preços; 
 
- Dispensa (valor compreendido nos limites da concorrência e tomada 
de preços); 
 
- Inexigibilidade (valorcompreendido nos limites da concorrência e 
tomada de preços). 
Facultativo 
- contratações cujos valores estejam dentro do limite da modalidade 
convite; 
 
- independentemente de seu valor e a critério da Administração, nos 
casos de compra com entrega imediata e integral dos bens adquiridos, 
dos quais não resultem obrigações futuras, inclusive assistência 
técnica. 
 
Obs.: Quando for facultativo, a Administração puder substituí-lo por 
outros instrumentos hábeis, tais como: 
* carta-contrato; 
* nota de empenho de despesa; 
* autorização de compra; ou 
* ordem de execução de serviço. 
 
 
Art. 63. É permitido a qualquer LICITANTE o conhecimento dos termos do contrato e do respectivo processo 
licitatório e, a qualquer INTERESSADO, a obtenção de cópia autenticada, mediante o pagamento dos emolumentos 
devidos. 
 
 
Art. 64. A Administração convocará regularmente o interessado para assinar o termo de contrato, aceitar ou 
retirar o instrumento equivalente, dentro do prazo e condições estabelecidos, sob pena de DECAIR o direito à 
contratação, sem prejuízo das sanções previstas no art. 81 desta Lei. 
 
§ 1o O prazo de convocação poderá ser PRORROGADO uma vez, por igual período, quando solicitado pela parte 
durante o seu transcurso e desde que ocorra motivo justificado aceito pela Administração. 
 
§ 2o É FACULTADO À ADMINISTRAÇÃO, quando o convocado não assinar o termo de contrato ou não aceitar ou 
retirar o instrumento equivalente no prazo e condições estabelecidos, CONVOCAR OS LICITANTES 
REMANESCENTES, na ordem de classificação, para fazê-lo em igual prazo e nas mesmas condições propostas pelo 
primeiro classificado, inclusive quanto aos preços atualizados de conformidade com o ato convocatório, OU 
REVOGAR A LICITAÇÃO independentemente da cominação prevista no art. 81 desta Lei. 
 
Se o licitante não assinar o 
contrato no prazo, a 
administração terá uma das 
seguintes opções 
(ATO DISCRICIONÁRIO): 
- Convocar os licitantes remanescentes 
* ordem de classificação 
* igual prazo e 
* mesmas condições propostas pelo primeiro classificado: 
** se o licitante aceitar, ele terá que prestar o contrato nas condições do 
licitante que venceu a licitação, inclusive quanto ao preço; 
Obs.: O licitante convocado na condição de remanescente, não sofrerá 
sanções case de recuse a assinar o contrato nas mesmas condições do 
licitante vencedor (art. 81, parágrafo único) 
OU 
- Revogar a licitação. 
77 
 
§ 3o Decorridos 60 (sessenta) dias da data da entrega das propostas, SEM CONVOCAÇÃO para a contratação, 
ficam os licitantes liberados dos compromissos assumidos. 
 
PRAZO DE VALIDADE 
DAS PROPOSTAS 
Lei nº 8.666/93 
- 60 dias (prazo fixo) 
* Se a convocação for feita no prazo: o licitante será obrigado a 
assinar o contrato, ou então sofrerá as sanções previstas em lei; 
* Se a convocação for feita após o prazo: o licitante poderá assinar 
ou não o contrato e não poderá sofrer sanções. 
Pregão 
- 60 dias (se outro não for fixado no instrumento convocatório. 
O edital poderá fixar um prazo de validade distinto) 
 
Seção III 
Da Alteração dos Contratos 
Art. 65. Os contratos regidos por esta Lei poderão ser ALTERADOS, com as devidas justificativas, nos seguintes 
casos: 
 
I - unilateralmente pela administração: (DPC/RJ-2012-FUNCAB) 
a) quando houver modificação do projeto ou das especificações, para melhor adequação técnica aos seus objetivos; 
(DPC/RO-2014-FUNCAB) 
b) quando necessária a modificação do valor contratual em decorrência de acréscimo ou diminuição quantitativa de 
seu objeto, nos limites permitidos por esta Lei; 
Obs.: As alterações unilaterais alcançam as cláusulas de serviço (também chamadas de cláusulas 
regulamentares ou de execução), mas não as cláusulas econômico-financeiras. (DPC/RJ-2012-FUNCAB) 
 
ALTERAÇÕES 
UNILATERAIS 
Qualitativas - modificação do projeto ou das especificações 
Quantitativas - modificação do valor contratual 
 
II - por acordo das partes: 
a) quando conveniente a substituição da garantia de execução; 
b) quando necessária a modificação do regime de execução da obra ou serviço, bem como do modo de fornecimento, 
em face de verificação técnica da inaplicabilidade dos termos contratuais originários; 
c) quando necessária a modificação da forma de pagamento, por imposição de circunstâncias supervenientes, 
mantido o valor inicial atualizado, vedada a antecipação do pagamento, com relação ao cronograma financeiro 
fixado, sem a correspondente contraprestação de fornecimento de bens ou execução de obra ou serviço; 
d) para restabelecer a relação que as partes pactuaram inicialmente entre os encargos do contratado e a 
retribuição da administração para a justa remuneração da obra, serviço ou fornecimento, objetivando a manutenção 
do equilíbrio econômico-financeiro inicial do contrato, na hipótese de sobrevirem fatos imprevisíveis, ou 
previsíveis porém de conseqüências incalculáveis, retardadores ou impeditivos da execução do ajustado, ou, 
ainda, em caso de força maior, caso fortuito ou fato do príncipe, CONFIGURANDO ÁLEA ECONÔMICA 
EXTRAORDINÁRIA E EXTRACONTRATUAL. 
 
TEORIA DA IMPREVISÃO 
Conceito 
A alínea “d” decorre da chamada teoria da imprevisão, que se aplica quando, no curso do 
contrato, ocorrerem eventos excepcionais e imprevisíveis, ou previsíveis, porém de 
consequências incalculáveis, que provocam desequilíbrio da equação econômico-
financeira do ajuste. 
Tais eventos ensejam a possibilidade de alteração (revisão) do contrato, quando for 
possível reestabelecer a sua equação econômico-financeira inicial ou, caso contrário, a 
rescisão do ajuste, sem penalidades para as partes. 
A teoria da imprevisão não se aplica na ocorrência de simples elevações de preços em 
proporção suportável, correspondente ao risco do próprio contrato (risco empresarial ou 
78 
 
álea ordinária), e sim na hipótese de eventos extraordinários, alheios à vontade das partes, 
seja decorrente da atuação da própria Administração (álea administrativa) seja decorrente 
de oscilações imprevisíveis, excepcionais e relevantes no mercado (álea econômica). 
Hipóteses 
1. Fato do Príncipe (DPC/PA-2016-FUNCAB-reaplicação) 
Atos gerais e extracontratuais do Estado que oneram indiretamente ou reflexamente o 
contrato administrativo. É fato genérico. 
Ex.: aumento de alíquota do tributo que incide sobre o contrato. 
 
2. Fato da administração (DPC/DF-2005-NCE-UFRJ) 
Atos ou omissões específicas do Estado que incidem de forma direta ou específica sobre o 
contrato. 
Ex.: não liberação de um bem que estava previsto no contrato para viabilizar sua execução. 
 
3. Caso Fortuito ou Força Maior 
Eventos da natureza ou de terceiros, de caráter extraordinário, imprevisíveis ou inevitáveis 
que impedem ou oneram a execução do contrato. 
 
4. Interferências Imprevisíveis 
Ocorrências imprevisíveis, preexistentes, descobretas na execução do contrato, que oneram 
o contrato, mas não impedem a execução. 
Ex.: objeto de uma obra descreve um terreno arenoso, porém aos fazer as escavações, 
descobre-se que o terreno é rochoso, fato que implicará em gastos excessivamente maiores. 
 
§ 1o O contratado fica obrigado a aceitar, nas mesmas condições contratuais, os ACRÉSCIMOS ou SUPRESSÕES 
que se fizerem nas obras, serviços ou compras, até 25% (vinte e cinco por cento) do valor inicial atualizado do 
contrato, e, no caso particular de reforma de edifício ou de equipamento, até o limite de 50% (cinqüenta por 
cento) para os seus ACRÉSCIMOS. (DPC/RJ-2012-FUNCAB – DPC/GO-2012-UEG) 
 
§ 2o Nenhum acréscimo ou supressão PODERÁ EXCEDER os limites estabelecidos no parágrafo anterior, SALVO: 
II - as SUPRESSÕES resultantes de acordo celebrado entre os contratantes. (DPC/PA-2016-FUNCAB-
reaplicação) 
 
MODIFICAÇÃO DO 
VALOR CONTRATUAL 
Acréscimos 
- Regra: até +25% 
- Reforma de edifício/equipamento: até +50% 
Supressões 
- até -25% 
- Admite-sesupressão maior, por acordo das partes 
 
§ 3o Se no contrato não houverem sido contemplados preços unitários para obras ou serviços, esses serão fixados 
mediante acordo entre as partes, respeitados os limites estabelecidos no § 1o deste artigo. 
 
§ 4o No caso de supressão de obras, bens ou serviços, se o contratado já houver adquirido os materiais e posto no 
local dos trabalhos, estes deverão ser pagos pela Administração pelos custos de aquisição regularmente 
comprovados e monetariamente corrigidos, podendo caber indenização por outros danos eventualmente 
decorrentes da supressão, desde que regularmente comprovados. 
 
§ 5o QUAISQUER tributos ou encargos legais criados, alterados ou extintos, bem como a superveniência de 
disposições legais, quando ocorridas após a data da apresentação da proposta, de comprovada repercussão nos 
preços contratados, implicarão a REVISÃO destes para mais ou para menos, conforme o caso. 
Obs.: Trata-se da possibilidade de revisão do contrato em razão de fato do príncipe. 
 
§ 6o Em havendo alteração unilateral do contrato que aumente os encargos do contratado, a Administração 
deverá RESTABELECER, por aditamento, o equilíbrio econômico-financeiro inicial. 
 
79 
 
§ 8o A variação do valor contratual para fazer face ao reajuste de preços previsto no próprio contrato, as atualizações, 
compensações ou penalizações financeiras decorrentes das condições de pagamento nele previstas, bem como o 
empenho de dotações orçamentárias suplementares até o limite do seu valor corrigido, não caracterizam alteração 
do mesmo, podendo ser registrados por simples apostila, dispensando a celebração de aditamento. 
 
Seção IV 
Da Execução dos Contratos 
Art. 66. O contrato deverá ser executado fielmente pelas partes, de acordo com as cláusulas avençadas e as normas 
desta Lei, respondendo cada uma pelas conseqüências de sua inexecução total ou parcial. 
 
 
Art. 66-A. As empresas enquadradas no inciso V do § 2o e no inciso II do § 5o do art. 3o desta Lei deverão cumprir, 
durante todo o período de execução do contrato, a reserva de cargos prevista em lei para pessoa com deficiência 
ou para reabilitado da Previdência Social, bem como as regras de acessibilidade previstas na legislação. 
Parágrafo único. Cabe à administração fiscalizar o cumprimento dos requisitos de acessibilidade nos serviços e nos 
ambientes de trabalho. 
Trata-se das empresas contratadas em razão do critério de desempate ou da margem de preferência que 
beneficiam quem cumpre a reserva de cargos prevista em lei para pessoa com deficiência ou para reabilitado da 
Previdência Social, bem como as regras de acessibilidade previstas na legislação. 
 
Art. 3º (...) 
§ 2º Em igualdade de condições, como critério de desempate, será assegurada preferência, sucessivamente, aos 
bens e serviços: (...) 
V – produzidos ou prestados por empresas que comprovem cumprimento de reserva de cargos prevista em lei 
para pessoa com deficiência ou para reabilitado da Previdência Social e que atendam às regras de acessibilidade 
previstas na legislação. 
§ 5º Nos processos de licitação, poderá ser estabelecida margem de preferência para: (...) 
II - bens e serviços produzidos ou prestados por empresas que comprovem cumprimento de reserva de cargos 
prevista em lei para pessoa com deficiência ou para reabilitado da Previdência Social e que atendam às regras de 
acessibilidade previstas na legislação. 
 
 
Art. 67. A execução do contrato deverá ser acompanhada e fiscalizada por um representante da Administração 
especialmente designado, permitida a contratação de terceiros para assisti-lo e subsidiá-lo de informações 
pertinentes a essa atribuição. 
§ 1o O representante da Administração anotará em registro próprio todas as ocorrências relacionadas com a 
execução do contrato, determinando o que for necessário à regularização das faltas ou defeitos observados. 
§ 2o As decisões e providências que ultrapassarem a competência do representante deverão ser solicitadas a seus 
superiores em tempo hábil para a adoção das medidas convenientes. 
 
 
Art. 68. O contratado deverá manter PREPOSTO, aceito pela Administração, no local da obra ou serviço, para 
representá-lo na execução do contrato. 
 
 
Art. 69. O contratado é obrigado a reparar, corrigir, remover, reconstruir ou substituir, às suas expensas, no total ou 
em parte, o objeto do contrato em que se verificarem vícios, defeitos ou incorreções resultantes da execução ou de 
materiais empregados. 
 
 
Art. 70. O contratado é responsável pelos danos causados diretamente à Administração ou a terceiros, 
decorrentes de sua CULPA OU DOLO na execução do contrato, NÃO EXCLUINDO OU REDUZINDO essa 
responsabilidade a fiscalização ou o acompanhamento pelo órgão interessado. 
A responsabilidade do contratado é SUBJETIVA, eis que exige culpa ou dolo para sua caracterização. 
80 
 
Na hipótese de dano causado pelo só fato da obra – ou seja, quando o dano decorre da própria natureza da 
obra ou de algum fato imprevisível, sem que tenha havido culpa de alguém – há responsabilidade civil objetiva 
da Administração Pública, vale dizer, a Administração (e não o contratado) é quem deverá indenizar os terceiros 
afetados pela obra. 
 
 
Art. 71. O CONTRATADO é responsável pelos encargos TRABALHISTAS, PREVIDENCIÁRIOS, FISCAIS E 
COMERCIAIS resultantes da execução do contrato. (DPC/RJ-2012-FUNCAB) 
 
§ 1o A INADIMPLÊNCIA do contratado, com referência aos encargos trabalhistas, fiscais e comerciais NÃO 
TRANSFERE à Administração Pública a responsabilidade por seu pagamento, NEM PODERÁ onerar o objeto do 
contrato ou restringir a regularização e o uso das obras e edificações, inclusive perante o Registro de Imóveis. 
(DPC/PA-2016-FUNCAB-reaplicação) 
 
#INFO 
- O inadimplemento dos encargos trabalhistas dos empregados do contratado não transfere 
automaticamente ao Poder Público a responsabilidade pelo seu pagamento. 
O inadimplemento dos encargos trabalhistas dos empregados do contratado não transfere automaticamente ao 
Poder Público contratante a responsabilidade pelo seu pagamento, seja em caráter solidário ou subsidiário, nos 
termos do art. 71, § 1º, da Lei nº 8.666/93. 
STF. Plená rio. RE 760931/DF, rel. orig. Min. Rosá Weber, red. p/ o ác. Min. Luiz Fux, julgádo em 26/4/2017 
(repercussá o gerál) (Info 862). 
 
Obs.: É importante um esclarecimento revelado durante os debates: é possível sim, excepcionalmente, que a 
Administração Pública responda pelas dívidas trabalhistas contraídas pela empresa contratada e que não foram 
pagas, desde que o ex-empregado reclamante comprove, com elementos concretos de prova, que houve efetiva 
falha do Poder Público na fiscalização do contrato. 
 
§ 2o A Administração Pública responde SOLIDARIAMENTE com o contratado pelos encargos PREVIDENCIÁRIOS 
resultantes da execução do contrato, nos termos do art. 31 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991. 
 
CONTRATOS ADMINISTRATIVOS (ENCARGOS - RESPONSABILIDADE) 
Encargos Responsabilidade 
Trabalhistas, Fiscais e 
Comerciais 
- Regra: Contratado (art. 71, caput e § 1º, da Lei nº 8.666/93); 
 
- Exceção: Encargos trabalhistas - excepcionalmente, no exame de casos concretos, 
é possível a responsabilização SUBSIDIÁRIA (e não solidária) da Administração 
Pública, quando se comprovar sua omissão culposa no exercício do seu dever de 
fiscalização, a chamada culpa in vigilando (STF - Rcl AgR 12.758/DF). 
Previdenciários 
Contratado e Administração Pública - SOLIDARIAMENTE (art. 71, § 2º, da Lei nº 
8.666/93) 
 
 
Art. 72. O contratado, na execução do contrato, sem prejuízo das responsabilidades contratuais e legais, poderá 
SUBCONTRATAR PARTES da obra, serviço ou fornecimento, até o limite admitido, em cada caso, pela 
Administração. (DPF-2013-CESPE) 
Os contratos administrativos são pessoais, celebrados intuitu personae, ou seja, exige-se que o objeto seja 
executado pelo próprio contratado,não se admitindo, de regra, a subcontratação (o contratado não pode, 
livremente, repassar a terceiros a execução do contrato). 
Porém, o art. 72 prevê a possibilidade excepcional de subcontratação parcial (e não total!) de obra, serviço ou 
fornecimento. 
Para tanto, a subcontratação deve preencher três condições cumulativas: 
1. prevista no edital; e 
2. prevista no contrato; e 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8212cons.htm#art31..
81 
 
3. dentro do limite admitido, em cada caso, pela Administração. 
 
 
Art. 73. Executado o contrato, o seu objeto será RECEBIDO: 
 
I - em se tratando de OBRAS E SERVIÇOS: 
a) provisoriamente, pelo responsável por seu acompanhamento e fiscalização, mediante termo circunstanciado, 
assinado pelas partes em até 15 (quinze) dias da comunicação escrita do contratado; 
b) definitivamente, por servidor ou comissão designada pela autoridade competente, mediante termo 
circunstanciado, assinado pelas partes, após o decurso do prazo de observação, ou vistoria que comprove a 
adequação do objeto aos termos contratuais, observado o disposto no art. 69 desta Lei; 
 
II - em se tratando de COMPRAS OU DE LOCAÇÃO DE EQUIPAMENTOS: 
a) provisoriamente, para efeito de posterior verificação da conformidade do material com a especificação; 
b) definitivamente, após a verificação da qualidade e quantidade do material e conseqüente aceitação. 
 
§ 1o Nos casos de aquisição de equipamentos de grande vulto, o recebimento far-se-á mediante termo 
circunstanciado e, nos demais, mediante recibo. 
 
§ 2o O recebimento provisório ou definitivo NÃO EXCLUI a responsabilidade civil pela solidez e segurança da 
obra ou do serviço, nem ético-profissional pela perfeita execução do contrato, dentro dos limites estabelecidos pela 
lei ou pelo contrato. 
 
§ 3o O prazo a que se refere a alínea "b" do inciso I deste artigo não poderá ser superior a 90 (noventa) dias, salvo 
em casos excepcionais, devidamente justificados e previstos no edital. 
 
§ 4o Na hipótese de o termo circunstanciado ou a verificação a que se refere este artigo não serem, respectivamente, 
lavrado ou procedida dentro dos prazos fixados, reputar-se-ão como realizados, desde que comunicados à 
Administração nos 15 (quinze) dias anteriores à exaustão dos mesmos. 
 
 
Art. 74. Poderá ser DISPENSADO o recebimento provisório nos seguintes casos: 
I - gêneros perecíveis e alimentação preparada; 
II - serviços profissionais; (DPC/BA-2018-VUNESP) 
III - obras e serviços de valor até o previsto no art. 23, inciso II (convite), alínea "a" (R$ 176 mil), desta Lei, desde 
que não se componham de aparelhos, equipamentos e instalações sujeitos à verificação de funcionamento e 
produtividade. 
Parágrafo único. Nos casos deste artigo, o recebimento será feito mediante recibo. 
Art. 15. (...) § 8º O recebimento de material de valor superior ao limite estabelecido no art. 23 desta Lei, para a 
modalidade de convite, deverá ser confiado a uma comissão de, no mínimo, 3 (três) membros. 
O art. 15 trata das compras. Assim, as compras de material cujo valor exceda a R$ 176 mil (limite do convite) 
deverão ser recebidas por comissão de no mínimo três membros. 
 
Recebimento 
provisório é 
DISPENSADO 
- gêneros perecíveis e alimentação preparada; 
 
- serviços profissionais; 
 
- obras e serviços de valor até 176 mil, DESDE QUE não se componham de aparelhos, 
equipamentos e instalações sujeitos à verificação de funcionamento e produtividade. 
 
 
Art. 75. Salvo disposições em contrário constantes do edital, do convite ou de ato normativo, os ensaios, testes e 
demais provas exigidos por normas técnicas oficiais para a boa execução do objeto do contrato correm por conta 
do contratado. 
82 
 
Art. 76. A Administração rejeitará, no todo ou em parte, obra, serviço ou fornecimento executado em desacordo com 
o contrato. 
 
RECEBIMENTO 
Provisório e 
Definitivo 
- Obras e serviços Termo circunstanciado 
- Compras ou locações de 
equipamentos: 
Regra: Recibo 
 
Exceção: Termo circunstanciado 
(equipamento de grande vulto) 
Definitivo 
- Gênero perecíveis e alimentação 
preparada; 
 
- Serviços profissionais; 
 
- Obras e serviços até R$ 176 mil, 
quando não componham de 
aparelhos, equipamentos e instalações 
que dependam de verificação de 
funcionamento e produtividade. 
Recibo 
 
 
 
Seção V 
Da Inexecução e da Rescisão dos Contratos 
Art. 77. A inexecução total ou parcial do contrato enseja a sua RESCISÃO, com as conseqüências contratuais e as 
previstas em lei ou regulamento. 
- RESCISÃO: é o desfazimento de um contrato válido, em decorrência de razões outras que não a ilegalidade 
(ex.: inexecução do contrato, interesse público, caso fortuito e força maior, acordo entre as partes). 
 
Diferentemente da anulação, os efeitos da rescisão são ex nunc, ou seja, prospectivos, não retroativos. 
 
 
Art. 78. CONSTITUEM MOTIVO para RESCISÃO do contrato: 
I - o não cumprimento de cláusulas contratuais, especificações, projetos ou prazos; 
II - o cumprimento irregular de cláusulas contratuais, especificações, projetos e prazos; 
III - a lentidão do seu cumprimento, levando a Administração a comprovar a impossibilidade da conclusão da obra, 
do serviço ou do fornecimento, nos prazos estipulados; 
IV - o atraso injustificado no início da obra, serviço ou fornecimento; 
V - a paralisação da obra, do serviço ou do fornecimento, sem justa causa e prévia comunicação à Administração; 
VI - a subcontratação total ou parcial do seu objeto, a associação do contratado com outrem, a cessão ou 
transferência, total ou parcial, bem como a fusão, cisão ou incorporação, não admitidas no edital e no contrato; 
VII - o desatendimento das determinações regulares da autoridade designada para acompanhar e fiscalizar a sua 
execução, assim como as de seus superiores; 
VIII - o cometimento reiterado de faltas na sua execução, anotadas na forma do § 1o do art. 67 desta Lei; 
IX - a decretação de falência ou a instauração de insolvência civil; 
X - a dissolução da sociedade ou o falecimento do contratado; 
XI - a alteração social ou a modificação da finalidade ou da estrutura da empresa, que prejudique a execução do 
contrato; 
XII - razões de interesse público, de alta relevância e amplo conhecimento, justificadas e determinadas pela máxima 
autoridade da esfera administrativa a que está subordinado o contratante e exaradas no processo administrativo a 
que se refere o contrato; 
XIII - a supressão, por parte da Administração, de obras, serviços ou compras, acarretando modificação do valor inicial 
do contrato além do limite permitido no § 1o do art. 65 desta Lei; 
XIV - a suspensão de sua execução, por ordem escrita da Administração, por prazo superior a 120 (cento e 
vinte) dias, SALVO em caso de calamidade pública, grave perturbação da ordem interna ou guerra, ou ainda por 
repetidas suspensões que totalizem o mesmo prazo, independentemente do pagamento obrigatório de indenizações 
pelas sucessivas e contratualmente imprevistas desmobilizações e mobilizações e outras previstas, assegurado ao 
83 
 
contratado, nesses casos, o DIREITO DE OPTAR pela suspensão do cumprimento das obrigações assumidas 
até que seja normalizada a situação; 
XV - o atraso SUPERIOR a 90 (noventa) dias dos pagamentos devidos pela Administração decorrentes de obras, 
serviços ou fornecimento, ou parcelas destes, já recebidos ou executados, SALVO em caso de calamidade pública, 
grave perturbação da ordem interna ou guerra, assegurado ao contratado o DIREITO DE OPTAR pela suspensão 
do cumprimento de suas obrigações até que seja normalizada a situação; EXCEPTIO NON ADIMPLETI 
CONTRACTUS (DPC/MA-2012-FGV – DPC/RN-2009-CESPE) 
Este inciso consagra mais uma cláusula exorbitante dos contratos administrativos, a inoponibilidade ou 
restrição à oposição da exceção do contrato não cumprido (exceptio non adimpleti contractus). 
Assim, no caso de nãopagamento por parte da Administração Pública, somente após 90 dias de atraso é que o 
particular contratado pode demandar a rescisão do contrato administrativo ou, ainda, paralisar a execução dos 
serviços, após notificação prévia. 
Em caso de calamidade pública, grave perturbação da ordem interna ou guerra, o particular não poderá 
demandar a rescisão ou deixar de prestar o serviço mesmo diante de atraso de pagamento superior a 90 dias. 
XVI - a não liberação, por parte da Administração, de área, local ou objeto para execução de obra, serviço ou 
fornecimento, nos prazos contratuais, bem como das fontes de materiais naturais especificadas no projeto; 
XVII - a ocorrência de caso fortuito ou de força maior, regularmente comprovada, impeditiva da execução do 
contrato. 
XVIII – descumprimento do disposto no inciso V do art. 27, sem prejuízo das sanções penais cabíveis. 
O art. 27, V, trata da vedação do art. 7º, XXXIII, da Constituição Federal, que proíbe trabalho noturno, perigoso 
ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de 
aprendiz, a partir de quatorze anos. 
Parágrafo único. Os casos de rescisão contratual serão FORMALMENTE MOTIVADOS nos autos do processo, 
assegurado o contraditório e a ampla defesa. 
 
CAUSAS DE RESCISÃO (dividem-se em quatro grupos): 
Causa imputáveis ao 
CONTRATADO 
(incisos I a XI e XVIII) 
- Não cumprimentos das cláusulas contratuais, especificações, projetos ou prazo; 
- Cumprimento irregular; 
- Lentidão do seu cumprimenro; 
- Atraso injustificado; 
- Paralisação sem justa causa e prévia comunicação à Administração; 
- Subcontratação total ou parcial não admitidas no contrato e no edital; 
- Desatendimento das determinações; 
- Cometimento reinterado de faltas na execução; 
- Decretação de falência ou instauração de insolvência civil; 
- Dissolução da sociedade ou falecimento do contratado; 
- Alteração social ou modificação da finalidade/estrutura da empresa, que 
prejudique a execução; 
- Descumprimento de vedação à exploração de trabalho de menor. 
Causa imputáveis à 
ADMINISTRAÇÃO 
(incisos XIII a XVI) 
- Supressão, por parte da Administração, além do limite permitido na lei; 
- Suspensão da execução, por ordem escrita da Administração, por prazo 
superior a 120 dias, salvo situações excepcionais; 
- Atraso superior a 90 dias dos pagamentos devidos pela Administração, salvo 
situações excepcionais; 
- Não liberação, por parte da Administração, de área, local ou objeto para a 
execução do contrato. 
Razões de interesse público 
(inciso XII) 
- Razões de interesse público, de alta relevância e amplo conhecimento, 
justificadas e determinadas p/ máxima autoridade da esfera administrativa 
exaradas no processo administrativo. 
Caso Fortuito ou Força Maior 
(inciso XVII) 
- Ocorrência de caso fortuito ou força maior, comprovada, impeditiva da 
execução. 
 
 
 
84 
 
Art. 79. A RESCISÃO do contrato PODERÁ SER: 
I - determinada por ato unilateral e escrito da Administração, nos casos enumerados nos incisos I a XII e XVII do 
artigo anterior; (DPC/SC-2014-ACAFE) 
II - amigável, por acordo entre as partes, reduzida a termo no processo da licitação, desde que haja conveniência 
para a Administração; (DPC/SC-2014-ACAFE) 
III - judicial, nos termos da legislação; 
 
§ 1o A rescisão administrativa ou amigável deverá ser PRECEDIDA de autorização escrita e fundamentada da 
autoridade competente. (DPC/SC-2014-ACAFE) 
 
§ 2o Quando a rescisão ocorrer com base nos incisos XII a XVII do artigo anterior, SEM QUE HAJA CULPA DO 
CONTRATADO, será este ressarcido dos prejuízos regularmente comprovados que houver sofrido, tendo ainda 
direito a: (DPC/ES-2011-CESPE) 
I - devolução de garantia; 
II - pagamentos devidos pela execução do contrato até a data da rescisão; 
III - pagamento do custo da desmobilização. (DPC/SC-2014-ACAFE) 
 
§ 5o Ocorrendo impedimento, paralisação ou sustação do contrato, o cronograma de execução será prorrogado 
automaticamente por igual tempo. 
 
 
Art. 80. A rescisão de que trata o inciso I (unilateral, imputável ao contratado) do artigo anterior acarreta as 
seguintes CONSEQÜÊNCIAS, sem prejuízo das sanções previstas nesta Lei: 
I - assunção imediata do objeto do contrato, no estado e local em que se encontrar, por ato próprio da 
Administração; (DPC/SC-2014-ACAFE) 
II - ocupação e utilização do local, instalações, equipamentos, material e pessoal empregados na execução do 
contrato, necessários à sua continuidade, na forma do inciso V do art. 58 desta Lei; (DPC/PA-2016-FUNCAB-
reaplicação) 
Obs.: O ato de ocupação provisória deve ser precedido de autorização expressa do Ministro de Estado 
competente, ou Secretário Estadual ou Municipal, conforme o caso (art. 80, § 3º). 
III - execução da garantia contratual, para ressarcimento da Administração, e dos valores das multas e indenizações 
a ela devidos; 
IV - retenção dos créditos decorrentes do contrato até o limite dos prejuízos causados à Administração. (DPC/AP-
2010-FGV) 
 
§ 1o A aplicação das medidas previstas nos incisos I e II deste artigo fica a critério da Administração, que poderá dar 
continuidade à obra ou ao serviço por execução direta ou indireta. 
 
§ 2o É permitido à Administração, no caso de concordata do contratado, manter o contrato, podendo assumir o 
controle de determinadas atividades de serviços essenciais. 
 
§ 3o Na hipótese do inciso II (ocupação temporária) deste artigo, o ato deverá ser precedido de AUTORIZAÇÃO 
EXPRESSA do Ministro de Estado competente, ou Secretário Estadual ou Municipal, conforme o caso. 
 
§ 4o A rescisão de que trata o inciso IV do artigo anterior permite à Administração, a seu critério, aplicar a medida 
prevista no inciso I deste artigo. 
Dispositivo sem efeito, porque o inciso IV do artigo anterior foi vetado. 
 
 
 
 
 
 
85 
 
Capítulo IV 
DAS SANÇÕES ADMINISTRATIVAS E DA TUTELA JUDICIAL 
 
Seção I 
Disposições Gerais 
Art. 81. A recusa injustificada do adjudicatário em assinar o contrato, aceitar ou retirar o instrumento equivalente, 
dentro do prazo estabelecido pela Administração, caracteriza o descumprimento total da obrigação assumida, 
sujeitando-o às penalidades legalmente estabelecidas. 
Parágrafo único. O disposto neste artigo NÃO SE APLICA aos licitantes convocados nos termos do art. 64, § 2o 
desta Lei, que não aceitarem a contratação, nas mesmas condições propostas pelo primeiro adjudicatário, inclusive 
quanto ao prazo e preço. 
Art. 64 (...) § 2º É facultado à Administração, quando o convocado não assinar o termo de contrato ou não aceitar 
ou retirar o instrumento equivalente no prazo e condições estabelecidos, convocar os licitantes remanescentes, na 
ordem de classificação, para fazê-lo em igual prazo e nas mesmas condições propostas pelo primeiro classificado, 
inclusive quanto aos preços atualizados de conformidade com o ato convocatório, ou revogar a licitação 
independentemente da cominação prevista no art. 81 desta Lei. 
 
- Se o vencedor da licitação for convocado dentro do prazo, ele será obrigado a assinar o contrato ou retirar o 
instrumento equivalente. Se não o fizer, estará sujeito às penalidades legais. 
 
- Por outro lado, os demais licitantes, quando convocados para assinar o contrato “no lugar do vencedor”, não 
serão obrigados a assinar, já que, neste caso, a assinatura não seria pelo valor das suas propostas. Se aceitassem, 
teriam que cumprir as obrigações “nas mesmas condições propostas pelo primeiro classificado”. 
 
Art. 82. Os agentes administrativos que praticarem atos em desacordo com os preceitos desta Lei ou visando a 
frustrar os objetivos da licitação sujeitam-se às sanções previstas nesta Lei e nos regulamentos próprios, sem prejuízo 
das responsabilidades civil e criminal que seu ato ensejar. 
 
Art. 83. Os crimes definidos nesta Lei, ainda que simplesmente tentados, sujeitam os seus autores,quando 
servidores públicos, além das sanções penais, à perda do cargo, emprego, função ou mandato eletivo. (EFEITO 
DA CONDENAÇÃO) 
 
EFEITO DA CONDENAÇÃO 
- Perda do cargo, emprego, função ou mandato eletivo. 
 
* ainda que tentado o crime! 
 
Art. 84. CONSIDERA-SE SERVIDOR PÚBLICO, para os fins desta Lei, aquele que exerce, mesmo que 
transitoriamente ou sem remuneração, cargo, função ou emprego público. 
§ 1º EQUIPARA-SE A SERVIDOR PÚBLICO, para os fins desta Lei, quem exerce cargo, emprego ou função em 
entidade paraestatal, assim consideradas, além das fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista, 
as demais entidades sob controle, direto ou indireto, do Poder Público. (DPC/GO-2017-CESPE) 
§ 2º A pena imposta será ACRESCIDA da terça parte, quando os autores dos crimes previstos nesta Lei forem 
ocupantes de CARGO EM COMISSÃO ou de FUNÇÃO DE CONFIANÇA em órgão da Administração direta, 
autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista, fundação pública, ou outra entidade controlada 
direta ou indiretamente pelo Poder Público. (CAUSA DE AUMENTO DE PENA) 
 
Art. 85. As infrações penais previstas nesta Lei pertinem às licitações e aos contratos celebrados pela União, Estados, 
Distrito Federal, Municípios, e respectivas autarquias, empresas públicas, sociedades de economia mista, fundações 
públicas, e quaisquer outras entidades sob seu controle direto ou indireto. 
 
 
 
 
86 
 
Seção II 
Das Sanções Administrativas 
Art. 86. O atraso injustificado na execução do contrato sujeitará o contratado à MULTA DE MORA, na forma 
prevista no instrumento convocatório ou no contrato. 
§ 1o A multa a que alude este artigo NÃO IMPEDE que a Administração RESCINDA UNILATERALMENTE o 
contrato e aplique as outras sanções previstas nesta Lei. 
§ 2o A multa, aplicada após regular processo administrativo, será DESCONTADA DA GARANTIA do respectivo 
contratado. 
§ 3o Se a multa for de valor superior ao valor da garantia prestada, além da perda desta, responderá o 
contratado pela SUA DIFERENÇA, a qual será descontada dos pagamentos eventualmente devidos pela 
Administração ou ainda, quando for o caso, cobrada judicialmente. 
 
 
Art. 87. Pela INEXECUÇÃO total ou parcial do contrato a Administração poderá, garantida a prévia defesa, 
aplicar ao contratado as seguintes SANÇÕES: (DPC/MA-2012-FGV) 
I - advertência; 
II - multa, na forma prevista no instrumento convocatório ou no contrato; 
III - suspensão temporária de participação em licitação e impedimento de contratar com a Administração, por 
prazo não superior a 2 (dois) anos; (DPC/GO-2013-UEG) 
IV - declaração de inidoneidade para licitar ou contratar com a Administração Pública enquanto perdurarem os 
motivos determinantes da punição ou até que seja promovida a reabilitação perante a própria autoridade que aplicou 
a penalidade, que será concedida sempre que o contratado ressarcir a Administração pelos prejuízos resultantes e 
após decorrido o prazo da sanção aplicada com base no inciso anterior (2 anos). (DPC/ES-2019-INSTITUTOACESSO 
– DPC/GO-2012-UEG) 
 
§ 1o Se a multa aplicada for superior ao valor da garantia prestada, além da perda desta, responderá o contratado 
pela sua diferença, que será descontada dos pagamentos eventualmente devidos pela Administração ou cobrada 
judicialmente. 
 
§ 2o As sanções previstas nos incisos I, III e IV deste artigo poderão ser aplicadas JUNTAMENTE com a do inciso 
II (multa), facultada a defesa prévia do interessado, no respectivo processo, no prazo de 5 (cinco) dias ÚTEIS. 
(DPC/GO-2013-UEG) 
A pena de multa pode ser aplicada cumulativamente com qualquer uma das outras. 
Por outro lado, é vedada a acumulação das demais sanções entre si. 
 
§ 3o A sanção estabelecida no inciso IV (declaração de inidoneidade) deste artigo é de COMPETÊNCIA 
EXCLUSIVA do Ministro de Estado, do Secretário Estadual ou Municipal, conforme o caso, facultada a defesa do 
interessado no respectivo processo, no prazo de 10 (dez) dias da abertura de vista, podendo a reabilitação ser 
requerida APÓS 2 (dois) anos de sua aplicação. 
 
DECLARAÇÃO DE IDONEIDADE 
Defesa 10 dias 
Pedido de Reconsideração 10 dias ÚTEIS 
 
art. 88. As sanções previstas nos incisos III e IV do artigo anterior poderão também ser aplicadas às empresas ou 
aos profissionais que, em razão dos contratos regidos por esta Lei: 
I - tenham sofrido condenação definitiva por praticarem, por meios dolosos, fraude fiscal no recolhimento de 
quaisquer tributos; 
II - tenham praticado atos ilícitos visando a frustrar os objetivos da licitação; 
III - demonstrem não possuir idoneidade para contratar com a Administração em virtude de atos ilícitos praticados. 
 
 
 
 
 
87 
 
SANÇÕES 
- Advertência 
- Multa * Única cumulável com as outras sanções 
- Suspensão para licitar e 
contratar 
* Lei de licitações: prazo máximo de 2 anos 
 
# Lei do Pregão: prazo máximo de 5 anos 
- Declaração de Inidoneidade 
* Prazo indeterminado, pondendo perdurar até que: 
a) cessem os motivos que ensejaram a punição; ou 
b) seja promovida a reabilitação perante a própria 
autoridade que aplicou a penalidade, que somente 
será concedida depois que: 
(i) o contratado tenha ressarcido a administração pelos 
prejuízos resultantes; e 
(ii) haja decorrido o prazo de 2 anos. 
 
* Competência Exclusiva: Ministro de Estado; 
Secretário Estadual ou Municipal 
 
* Alcança toda a Administração Pública 
 
 
#TABELARESUMO: 
CONTRATOS ADMINISTRATIVOS 
CONCEITO 
- É todo e qualquer AJUSTE entre órgãos ou entidades da Administração Pública e 
particulares, em que haja um acordo de vontades para a formação de vínculo e a 
estipulação de obrigações recíprocas, seja qual for a denominação utilizada (art. 2º, p. 
único). 
CARACTERÍSTICAS 
- Comutativo: gera direitos e deveres previamente estabelecidos para ambas as partes, 
não havendo submissão à álea pelos contratantes; 
- Consensual: o simples consenso das partes já formaliza o contrato; 
- De adesão: as cláusulas do contrato são preestabelecidas pela Administração. Assim, o 
particular apenas adere ao contrato; 
- Oneroso: em regra, não se admitem contratos gratuitos; 
- Sinalagmático: as obrigações das partes são recíprocas; 
- Formalismo: em regra, os contratos são formais e escritos; 
- Intuito Personae (Personalíssimo): Em regra, os contratos administrativos são pessoais, 
devendo ser executados pelo licitante vencedor; 
- Mutabilidade: o contratos será alterado sempre que as condições originárias previstas 
foram modificadas; 
- Cláusulas Exorbitantes: são aquelas que conferem à Administração prerrogativas que 
lhe colocam em posição de superioridade. 
CONTRATO DA 
ADMINISTRAÇÃO 
x 
CONTRATO 
ADMINISTRATIVO 
- Contratos da Administração 
* a Administração não figura na qualidade de poder público 
* são regidos preponderantemente pelo direito privado 
* relação de horizontalidade 
* Ex.: contrato de locação, em que a Administração é locatária 
 
- Contratos Administrativos 
* a Administração figura na qualidade de poder público 
* são regidos pelo regime de direito público 
* relação de verticalidade 
* Ex.: contratações de obras/serviços 
CONTRATO 
x 
CONVÊNIO 
- Contratos 
* interesses antagônicos/opostos 
 
88 
 
(DPC/RJ-2012-
FUNCAB) 
- Convênios 
* interesses comuns/coincidentes 
* há cooperação entre as partes 
* é um acordo; não é contrato 
DURAÇÃO 
- Regra: Duração restrita à vigência dos créditos orçamentários. 
 
- Exceções: 
* Projeto com produtos contemplados nas metas estabelecidas no PPA: 4 anos (doutrina) 
* Serviços a serem executados de forma contínua: 60 meses + 12 meses = 72 meses 
* Aluguel de equipamentos e utilização de serviços de informática: 48 meses 
* Segurança Nacional; material forças armadas; complexidade tecnológica, e defesa 
nacional; inovação tecnológica: 120 meses 
 
Obs.: Prazo dos contratos é determinado. Não há contrato com prazo devigência 
indeterminado. 
CLÁUSULAS 
EXORBITANTES 
Bizu: FARAO 
- Fiscalização (arts. 67 e 68); 
- Alteração unilateral (art. 65); 
- Rescinsão unilateral (arts. 78 e 79, I); 
- Aplicação de sanções (arts. 86 a 89); 
- Ocupação provisória no caso de serviços essenciais (arts. 86 a 88). 
 
Outras Cláusulas: 
- Exigência de garantia (art. 56); 
- Restrição à oposição da exceção do contrato não cumprido (art. 78, XV); 
- Exigência de medidas de compensação (art. 3º, §11). 
TEORIA DA 
IMPREVISÃO 
1. Fato do Príncipe 
Atos gerais e extracontratuais do Estado que oneram indiretamente ou reflexamente o 
contrato administrativo. É fato genérico. 
Ex.: aumento de alíquota do tributo que incide sobre o contrato. 
 
2. Fato da administração 
Atos ou omissões específicas do Estado que incidem de forma direta ou específica sobre 
o contrato. 
Ex.: não liberação de um bem que estava previsto no contrato para viabilizar sua execução. 
 
3. Caso Fortuito ou Força Maior 
Eventos da natureza ou de terceiros, de caráter extraordinário, imprevisíveis ou inevitáveis 
que impedem ou oneram a execução do contrato. 
 
4. Interferências Imprevisíveis 
Ocorrências imprevisíveis, preexistentes, descobretas na execução do contrato, que 
oneram o contrato, mas não impedem a execução. 
Ex.: objeto de uma obra descreve um terreno arenoso, porém aos fazer as escavações, 
descobre-se que o terreno é rochoso, fato que implicará em gastos excessivamente 
maiores. 
ENCARGOS 
- Trabalhistas, Fiscais e Comerciais 
* Regra: Contratado 
* Exceção: Encargos trabalhistas - excepcionalmente, no exame de casos concretos, é 
possível a responsabilização SUBSIDIÁRIA (e não solidária) da Administração Pública, 
quando se comprovar sua omissão culposa no exercício do seu dever de fiscalização, a 
chamada culpa in vigilando (STF - Rcl AgR 12.758/DF). 
 
- Previdenciários 
Contratado e Administração Pública - SOLIDARIAMENTE 
89 
 
SANÇÕES 
- Advertência 
 
- Multa 
* Única cumulável com as outras sanções 
 
- Suspensão para licitar e contratar (prazo máximo de 2 anos) 
 
- Declaração de Inidoneidade 
* Prazo indeterminado, pondendo perdurar até que: 
a) cessem os motivos que ensejaram a punição; ou 
b) seja promovida a reabilitação perante a própria autoridade que aplicou a penalidade, 
que somente será concedida depois que: 
(i) o contratado tenha ressarcido a administração pelos prejuízos resultantes; e 
(ii) haja decorrido o prazo de 2 anos. 
* Competência Exclusiva: Ministro de Estado; Secretário Estadual ou Municipal 
* Alcança toda a Administração Pública 
 
Capítulo V 
DOS RECURSOS ADMINISTRATIVOS 
Art. 109. Dos atos da Administração decorrentes da aplicação desta Lei CABEM: 
 
I - RECURSO, no prazo de 5 (cinco) dias úteis a contar da intimação do ato ou da lavratura da ata, nos casos de: 
a) habilitação ou inabilitação do licitante; 
b) julgamento das propostas; 
c) anulação ou revogação da licitação; 
d) indeferimento do pedido de inscrição em registro cadastral, sua alteração ou cancelamento; 
e) rescisão do contrato, a que se refere o inciso I do art. 79 desta Lei; 
f) aplicação das penas de advertência, suspensão temporária ou de multa; 
 
II - REPRESENTAÇÃO, no prazo de 5 (cinco) dias úteis da intimação da decisão relacionada com o objeto da 
licitação ou do contrato, de que não caiba recurso hierárquico; 
 
III - PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO, de decisão de Ministro de Estado, ou Secretário Estadual ou Municipal, 
conforme o caso, na hipótese do § 4o do art. 87 desta Lei, no prazo de 10 (dez) dias úteis da intimação do ato. 
 
§ 1o A intimação dos atos referidos no inciso I, alíneas "a", "b", "c" e "e", deste artigo, excluídos os relativos a 
advertência e multa de mora, e no inciso III, será feita mediante publicação na imprensa oficial, SALVO para os 
casos previstos nas alíneas "a" e "b", se presentes os prepostos dos licitantes no ato em que foi adotada a 
decisão, quando poderá ser feita por comunicação direta aos interessados e lavrada em ata. 
§ 2o O recurso previsto nas alíneas "a" (habilitação ou inabilitação do licitante) e "b" (julgamento das 
propostas) do inciso I deste artigo terá efeito suspensivo, PODENDO a autoridade competente, motivadamente 
e presentes razões de interesse público, atribuir ao recurso interposto eficácia suspensiva aos demais recursos. 
§ 3o Interposto, o recurso será comunicado aos demais licitantes, que poderão impugná-lo no prazo de 5 
(cinco) dias úteis. 
§ 4o O recurso será dirigido à autoridade superior, por intermédio da que praticou o ato recorrido, a qual poderá 
reconsiderar sua decisão, no prazo de 5 (cinco) dias úteis, ou, nesse mesmo prazo, fazê-lo subir, devidamente 
informado, devendo, neste caso, a decisão ser proferida dentro do prazo de 5 (cinco) dias úteis, contado do 
recebimento do recurso, sob pena de responsabilidade. 
§ 5o Nenhum prazo de recurso, representação ou pedido de reconsideração se inicia ou corre sem que os autos do 
processo estejam com vista franqueada ao interessado. 
§ 6o Em se tratando de licitações efetuadas na modalidade de "CARTA CONVITE" os prazos estabelecidos nos 
incisos I e II e no parágrafo 3o deste artigo serão de dois dias úteis. 
 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8666cons.htm#art87§3
90 
 
RECURSOS ADMINISTRATIVOS 
RECURSO PRAZO APLICAÇÃO CONTAGEM 
RECURSO 
5 dias úteis 
2 dias úteis 
(convite) 
Efeito suspensivo SEMPRE: 
- habilitação ou inabilitação do licitante; 
- julgamento das propostas. 
Da intimação do ato 
OU 
Da lavratura da ata 
Efeito suspensivo FACULTATIVO: 
- anulação ou revogação da licitação; 
- indeferimento do pedido de inscrição 
em registro cadastral, sua alteração ou 
cancelamento; 
- rescisão unilateral do contrato pela 
Administração; 
- advertência, suspensão temporária ou 
de multa. 
REPRESENTAÇÃO 
5 dias úteis 
2 dias úteis 
(convite) 
- quando não couber recurso hierárquico. 
Da intimação da decisão 
relacionada com o 
objeto da licitação ou 
do contrato 
PEDIDO DE 
RECONSIDERAÇÃO 
10 dias úteis 
- declaração de inidoneidade para licitar 
ou contratar com a Administração 
Pública aplicada pelo Ministro de Estado 
ou Secretário Estadual ou Municipal. 
Da intimação do ato 
 
Capítulo VI 
DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS 
Art. 110. Na contagem dos prazos estabelecidos nesta Lei, EXCLUIR-SE-Á o dia do início e INCLUIR-SE-Á o do 
vencimento, e considerar-se-ão os dias consecutivos, EXCETO quando for explicitamente disposto em contrário. 
Parágrafo único. Só se iniciam e vencem os prazos referidos neste artigo em dia de expediente no órgão ou na 
entidade. 
 
Art. 111. A Administração só poderá contratar, pagar, premiar ou receber projeto ou serviço técnico especializado 
desde que o autor ceda os direitos patrimoniais a ele relativos e a Administração possa utilizá-lo de acordo com o 
previsto no regulamento de concurso ou no ajuste para sua elaboração. 
Parágrafo único. Quando o projeto referir-se a obra imaterial de caráter tecnológico, insuscetível de privilégio, a 
cessão dos direitos incluirá o fornecimento de todos os dados, documentos e elementos de informação pertinentes 
à tecnologia de concepção, desenvolvimento, fixação em suporte físico de qualquer natureza e aplicação da obra. 
 
Art. 112. Quando o objeto do contrato interessar a mais de uma entidade pública, caberá ao órgão contratante, 
perante a entidade interessada, responder pela sua boa execução, fiscalização e pagamento. 
§ 1o Os consórcios públicos poderão realizar licitação da qual, nos termos do edital, decorram contratos 
administrativos celebrados por órgãos ou entidades dos entes da Federação consorciados. 
§ 2o É facultado à entidade interessada o acompanhamento da licitação e da execução do contrato. 
 
Art. 113. O controle das despesas decorrentes dos contratos e demais instrumentos regidos por esta lei será feito 
pelo tribunal de contas competente, naforma da legislação pertinente, ficando os órgãos interessados da 
Administração responsáveis pela demonstração da legalidade e regularidade da despesa e execução, nos termos da 
Constituição e sem prejuízo do sistema de controle interno nela previsto. 
§ 1o Qualquer licitante, contratado ou pessoa física ou jurídica poderá representar ao Tribunal de Contas ou aos 
órgãos integrantes do sistema de controle interno contra irregularidades na aplicação desta Lei, para os fins do 
disposto neste artigo. 
§ 2o Os Tribunais de Contas e os órgãos integrantes do sistema de controle interno poderão solicitar para exame, até 
o dia útil imediatamente anterior à data de recebimento das propostas, cópia de edital de licitação já publicado, 
obrigando-se os órgãos ou entidades da Administração interessada à adoção de medidas corretivas pertinentes que, 
em função desse exame, lhes forem determinadas. 
91 
 
Art. 114. O sistema instituído nesta Lei não impede a pré-qualificação de licitantes nas concorrências, a ser procedida 
sempre que o objeto da licitação recomende análise mais detida da qualificação técnica dos interessados. 
§ 1o A adoção do procedimento de pré-qualificação será feita mediante proposta da autoridade competente, 
aprovada pela imediatamente superior. 
§ 2o Na pré-qualificação serão observadas as exigências desta Lei relativas à concorrência, à convocação dos 
interessados, ao procedimento e à analise da documentação. 
 
Art. 115. Os órgãos da Administração poderão expedir normas relativas aos procedimentos operacionais a serem 
observados na execução das licitações, no âmbito de sua competência, observadas as disposições desta Lei. 
Parágrafo único. As normas a que se refere este artigo, após aprovação da autoridade competente, deverão ser 
publicadas na imprensa oficial. 
 
Art. 116. APLICAM-SE as disposições desta Lei, NO QUE COUBER, aos convênios, acordos, ajustes e outros 
instrumentos congêneres celebrados por órgãos e entidades da Administração. 
§ 1o A celebração de convênio, acordo ou ajuste pelos órgãos ou entidades da administração pública depende de 
prévia aprovação de competente plano de trabalho proposto pela organização interessada, o qual deverá 
conter, no mínimo, as seguintes informações: 
I - identificação do objeto a ser executado; 
II - metas a serem atingidas; 
III - etapas ou fases de execução; 
IV - plano de aplicação dos recursos financeiros; 
V - cronograma de desembolso; 
VI - previsão de início e fim da execução do objeto, bem assim da conclusão das etapas ou fases programadas; 
VII - se o ajuste compreender obra ou serviço de engenharia, comprovação de que os recursos próprios para 
complementar a execução do objeto estão devidamente assegurados, salvo se o custo total do empreendimento 
recair sobre a entidade ou órgão descentralizador. 
§ 2o Assinado o convênio, a entidade ou órgão repassador dará ciência do mesmo à Assembléia Legislativa ou à 
Câmara Municipal respectiva. 
§ 3o As parcelas do convênio serão liberadas em estrita conformidade com o plano de aplicação aprovado, exceto 
nos casos a seguir, em que as mesmas ficarão retidas até o saneamento das impropriedades ocorrentes: 
I - quando não tiver havido comprovação da boa e regular aplicação da parcela anteriormente recebida, na forma da 
legislação aplicável, inclusive mediante procedimentos de fiscalização local, realizados periodicamente pela entidade 
ou órgão descentralizador dos recursos ou pelo órgão competente do sistema de controle interno da Administração 
Pública; 
II - quando verificado desvio de finalidade na aplicação dos recursos, atrasos não justificados no cumprimento das 
etapas ou fases programadas, práticas atentatórias aos princípios fundamentais de Administração Pública nas 
contratações e demais atos praticados na execução do convênio, ou o inadimplemento do executor com relação a 
outras cláusulas conveniais básicas; 
III - quando o executor deixar de adotar as medidas saneadoras apontadas pelo partícipe repassador dos recursos 
ou por integrantes do respectivo sistema de controle interno. 
§ 4o Os saldos de convênio, enquanto não utilizados, serão obrigatoriamente aplicados em cadernetas de poupança 
de instituição financeira oficial se a previsão de seu uso for igual ou superior a um mês, ou em fundo de aplicação 
financeira de curto prazo ou operação de mercado aberto lastreada em títulos da dívida pública, quando a utilização 
dos mesmos verificar-se em prazos menores que um mês. 
§ 5o As receitas financeiras auferidas na forma do parágrafo anterior serão obrigatoriamente computadas a crédito 
do convênio e aplicadas, exclusivamente, no objeto de sua finalidade, devendo constar de demonstrativo específico 
que integrará as prestações de contas do ajuste. 
§ 6o Quando da conclusão, denúncia, rescisão ou extinção do convênio, acordo ou ajuste, os saldos financeiros 
remanescentes, inclusive os provenientes das receitas obtidas das aplicações financeiras realizadas, serão devolvidos 
à entidade ou órgão repassador dos recursos, no prazo improrrogável de 30 (trinta) dias do evento, sob pena da 
imediata instauração de tomada de contas especial do responsável, providenciada pela autoridade competente do 
órgão ou entidade titular dos recursos. 
 
92 
 
Art. 117. As obras, serviços, compras e alienações realizados pelos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário e do 
Tribunal de Contas regem-se pelas normas desta Lei, no que couber, nas três esferas administrativas. 
 
Art. 118. Os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e as entidades da administração indireta deverão adaptar suas 
normas sobre licitações e contratos ao disposto nesta Lei. 
 
Art. 119. As sociedades de economia mista, empresas e fundações públicas e demais entidades controladas direta 
ou indiretamente pela União e pelas entidades referidas no artigo anterior editarão regulamentos próprios 
devidamente publicados, ficando sujeitas às disposições desta Lei. 
Parágrafo único. Os regulamentos a que se refere este artigo, no âmbito da Administração Pública, após aprovados 
pela autoridade de nível superior a que estiverem vinculados os respectivos órgãos, sociedades e entidades, deverão 
ser publicados na imprensa oficial. 
 
Art. 120. Os valores fixados por esta Lei poderão ser anualmente revistos pelo Poder Executivo Federal, que os fará 
publicar no Diário Oficial da União, observando como limite superior a variação geral dos preços do mercado, no 
período. 
 
Art. 121. O disposto nesta Lei não se aplica às licitações instauradas e aos contratos assinados anteriormente à sua 
vigência, ressalvado o disposto no art. 57, nos parágrafos 1o, 2o e 8o do art. 65, no inciso XV do art. 78, bem assim o 
disposto no "caput" do art. 5o, com relação ao pagamento das obrigações na ordem cronológica, podendo esta ser 
observada, no prazo de noventa dias contados da vigência desta Lei, separadamente para as obrigações relativas aos 
contratos regidos por legislação anterior à Lei no 8.666, de 21 de junho de 1993. 
Parágrafo único. Os contratos relativos a imóveis do patrimônio da União continuam a reger-se pelas disposições 
do Decreto-lei no 9.760, de 5 de setembro de 1946, com suas alterações, e os relativos a operações de crédito interno 
ou externo celebrados pela União ou a concessão de garantia do Tesouro Nacional continuam regidos pela legislação 
pertinente, aplicando-se esta Lei, no que couber. 
 
Art. 122. Nas concessões de linhas aéreas, observar-se-á procedimento licitatório específico, a ser estabelecido no 
Código Brasileiro de Aeronáutica. 
 
Art. 123. Em suas licitações e contratações administrativas, as repartições sediadas no exterior observarão as 
peculiaridades locais e os princípios básicos desta Lei, na forma de regulamentação específica. 
 
Art. 124. Aplicam-se às licitações e aos contratos para permissão ou concessão de serviços públicos os dispositivos 
desta Lei que não conflitemcom a legislação específica sobre o assunto. 
Parágrafo único. As exigências contidas nos incisos II a IV do § 2o do art. 7o serão dispensadas nas licitações para 
concessão de serviços com execução prévia de obras em que não foram previstos desembolso por parte da 
Administração Pública concedente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del9760.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7565.htm
93 
 
3. PREGÃO – LEI Nº 10.520/2002 
 
Art. 1º Para AQUISIÇÃO de bens e serviços COMUNS, poderá ser adotada a licitação na modalidade de 
PREGÃO, que será regida por esta Lei. 
 
Parágrafo único. CONSIDERAM-SE BENS E SERVIÇOS COMUNS, para os fins e efeitos deste artigo, aqueles cujos 
padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital, por meio de 
especificações usuais no mercado. 
Obs.: O pregão é modalidade de licitação utilizada para aquisição de bens e serviços comuns, 
independentemente do valor estimado para a contratação. O que importa é a natureza do objeto (bens e 
serviços comuns), e não o valor do contrato. 
 
 
Art. 2º 
§ 1º PODERÁ SER realizado o pregão por meio da utilização de recursos de tecnologia da informação, nos termos 
de regulamentação específica. (PREGÃO ELETRÔNICO) 
 
§ 2º Será FACULTADO, nos termos de regulamentos próprios da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, a 
participação de bolsas de mercadorias no apoio técnico e operacional aos órgãos e entidades promotores da 
modalidade de pregão, utilizando-se de recursos de tecnologia da informação. 
 
§ 3º As bolsas a que se referem o § 2º DEVERÃO estar organizadas sob a forma de sociedades civis SEM fins 
lucrativos e com a participação plural de corretoras que operem sistemas eletrônicos unificados de pregões. 
 
 
Art. 3º A FASE PREPARATÓRIA do pregão observará o seguinte: 
I - a autoridade competente justificará a necessidade de contratação e definirá o objeto do certame, as 
exigências de habilitação, os critérios de aceitação das propostas, as sanções por inadimplemento e as 
cláusulas do contrato, inclusive com fixação dos prazos para fornecimento; 
II - a definição do objeto deverá ser precisa, suficiente e clara, vedadas especificações que, por excessivas, 
irrelevantes ou desnecessárias, limitem a competição; 
III - dos autos do procedimento constarão a justificativa das definições referidas no inciso I deste artigo e os 
indispensáveis elementos técnicos sobre os quais estiverem apoiados, bem como o orçamento, elaborado pelo órgão 
ou entidade promotora da licitação, dos bens ou serviços a serem licitados; e 
IV - a autoridade competente designará, dentre os servidores do órgão ou entidade promotora da licitação, o 
PREGOEIRO e respectiva EQUIPE DE APOIO, cuja atribuição inclui, dentre outras, o recebimento das propostas e 
lances, a análise de sua aceitabilidade e sua classificação, bem como a habilitação e a adjudicação do objeto 
do certame ao licitante vencedor. 
 
ATRIBUIÇÕES DO 
PREGOEIRO E EQUIPE DE APOIO 
Dentre outras: 
- recebimento das propostas e lances; 
- análise de aceitabilidade e classificação das propostas e lances; 
- habilitação e a adjudicação do objeto do certame ao licitante vencedor. 
 
§ 1º A EQUIPE DE APOIO DEVERÁ ser integrada em SUA MAIORIA por servidores ocupantes de cargo efetivo 
ou emprego da administração, PREFERENCIALMENTE pertencentes ao quadro permanente do órgão ou 
entidade promotora do evento. 
 
§ 2º No âmbito do Ministério da Defesa, as funções de pregoeiro e de membro da equipe de apoio PODERÃO 
ser desempenhadas por militares 
 
 
 
94 
 
Art. 4º A FASE EXTERNA do pregão SERÁ INICIADA com a convocação dos interessados e observará as seguintes 
regras: 
I - a convocação dos interessados será efetuada por meio de publicação de aviso na imprensa oficial e em sítio 
eletrônico oficial do respectivo ente federativo, FACULTADO aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, 
alternativamente, a utilização de sítio eletrônico oficial da União, conforme regulamento do Poder Executivo 
federal; (Redação dada pela Medida Provisória nº 896, de 2019) 
II - do aviso constarão a definição do objeto da licitação, a indicação do local, dias e horários em que poderá ser lida 
ou obtida a íntegra do edital; 
III - do edital constarão todos os elementos definidos na forma do inciso I do art. 3º, as normas que disciplinarem o 
procedimento e a minuta do contrato, quando for o caso; 
IV - cópias do edital e do respectivo aviso serão colocadas à disposição de qualquer pessoa para consulta e divulgadas 
na forma da Lei nº 9.755, de 16 de dezembro de 1998; 
V - o prazo fixado para a apresentação das propostas, contado a partir da publicação do aviso, NÃO SERÁ 
INFERIOR a 8 (oito) dias ÚTEIS; 
 
LICITAÇÃO – PRAZOS P/ AS PROPOSTAS 
Modalidades Prazos 
Concorrência 
45 dias corridos  empreitada integral, melhor técnica e técnica e preço; 
30 dias corridos  menor preço. 
Tomada de Preço 
30 dias corridos  melhor técnica e técnica e preço; 
15 dias corridos  menor preço. 
Concurso 45 dias corridos 
Leilão 15 dias corridos 
Pregão 8 dias úteis 
Convite 5 dias úteis 
 
VI - no dia, hora e local designados, será realizada sessão pública para recebimento das propostas, devendo o 
interessado, ou seu representante, identificar-se e, se for o caso, comprovar a existência dos necessários poderes 
para formulação de propostas e para a prática de todos os demais atos inerentes ao certame; 
VII - aberta a sessão, os interessados ou seus representantes, apresentarão declaração dando ciência de que cumprem 
plenamente os requisitos de habilitação e entregarão os envelopes contendo a indicação do objeto e do preço 
oferecidos, procedendo-se à sua imediata abertura e à verificação da conformidade das propostas com os requisitos 
estabelecidos no instrumento convocatório; 
VIII - no curso da sessão, o autor da oferta de valor mais baixo e os das ofertas com preços até 10% (dez por 
cento) superiores àquela poderão fazer novos lances verbais e sucessivos, até a proclamação do vencedor; 
IX - não havendo pelo menos 3 (três) ofertas nas condições definidas no inciso anterior, poderão os autores das 
melhores propostas, ATÉ O MÁXIMO de 3 (três), oferecer novos lances verbais e sucessivos, quaisquer que 
sejam os preços oferecidos; 
X - para julgamento e classificação das propostas, será adotado o critério de MENOR PREÇO, observados os 
prazos máximos para fornecimento, as especificações técnicas e parâmetros mínimos de desempenho e qualidade 
definidos no edital; 
XI - examinada a PROPOSTA CLASSIFICADA EM PRIMEIRO LUGAR, quanto ao objeto e valor, CABERÁ ao 
pregoeiro decidir motivadamente a respeito da sua aceitabilidade; 
XII - encerrada a etapa competitiva e ordenadas as ofertas, o pregoeiro procederá à abertura do invólucro contendo 
os documentos de habilitação do licitante que apresentou a melhor proposta, para verificação do atendimento das 
condições fixadas no edital; 
XIII - a habilitação far-se-á com a verificação de que o licitante está em situação regular perante a Fazenda Nacional, 
a Seguridade Social e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS, e as Fazendas Estaduais e Municipais, quando 
for o caso, com a comprovação de que atende às exigências do edital quanto à habilitação jurídica e qualificações 
técnica e econômico-financeira; 
XIV - os licitantes poderão deixar de apresentar os documentos de habilitação que já constem do Sistema de 
Cadastramento Unificado de Fornecedores – Sicaf e sistemas semelhantes mantidos por Estados, Distrito Federal ou 
Municípios, assegurado aos demais licitantes o direito de acesso aos dados nele constantes; 
XV - verificado o atendimento das exigências fixadas no edital, o licitante será declarado vencedor; 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Mpv/mpv896.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9755.htm
95XVI - se a oferta não for aceitável ou se o licitante desatender às exigências habilitatórias, o pregoeiro examinará as 
ofertas subseqüentes e a qualificação dos licitantes, na ordem de classificação, e assim sucessivamente, até a 
apuração de uma que atenda ao edital, sendo o respectivo licitante declarado vencedor; 
XVII - nas situações previstas nos incisos XI e XVI, o pregoeiro poderá negociar diretamente com o proponente 
para que seja obtido preço melhor; 
XVIII - declarado o vencedor, qualquer licitante poderá manifestar imediata e motivadamente a intenção de 
recorrer, quando lhe será concedido o prazo de 3 (três) dias para apresentação das razões do recurso, ficando os 
demais licitantes desde logo intimados para apresentar contra-razões em igual número de dias, que começarão 
a correr do término do prazo do recorrente, sendo-lhes assegurada vista imediata dos autos; 
XIX - o acolhimento de recurso importará a invalidação apenas dos atos insuscetíveis de aproveitamento; 
XX - a falta de manifestação imediata e motivada do licitante importará a decadência do direito de recurso e a 
adjudicação do objeto da licitação pelo pregoeiro ao vencedor; 
XXI - decididos os recursos, a autoridade competente fará a adjudicação do objeto da licitação ao licitante vencedor; 
XXII - homologada a licitação pela autoridade competente, o adjudicatário será convocado para assinar o contrato 
no prazo definido em edital; e 
XXIII - se o licitante vencedor, convocado dentro do prazo de validade da sua proposta, não celebrar o contrato, 
aplicar-se-á o disposto no inciso XVI. 
 
No pregão há a inversão 
das fases: 
a) instrumento convocatório; 
b) julgamento das propostas  lances verbais decrescentes; 
c) habilitação dos licitantes  análise documental de quem ofertou o menor lance; 
d) adjudicação; 
e) homologação. 
 
 
Art. 5º É VEDADA a exigência de: 
I - garantia de proposta; 
II - aquisição do edital pelos licitantes, como condição para participação no certame; e 
III - pagamento de taxas e emolumentos, salvo os referentes a fornecimento do edital, que não serão superiores 
ao custo de sua reprodução gráfica, e aos custos de utilização de recursos de tecnologia da informação, quando for 
o caso. 
 
VEDADA A EXIGÊNCIA 
- Aquisição do edital pelos licitantes, como condição para participação no certame; 
- PAgamento de taxas e emolumentos; 
- GARantia de proposta; 
 
BIZU: APAGAR 
 
 
Art. 6º O prazo de validade das propostas será de 60 (sessenta) dias, se outro não estiver fixado no edital. 
 
PRAZO DE VALIDADE 
DAS PROPOSTAS 
Lei 8.666/93 
- 60 dias (prazo fixo) 
* Se a convocação for feita no prazo: o licitante será obrigado a 
assinar o contrato, ou então sofrerá as sanções previstas em lei; 
* Se a convocação for feita após o prazo: o licitante poderá assinar 
ou não o contrato e não poderá sofrer sanções. 
Pregão 
- 60 dias (se outro não for fixado no instrumento convocatório. 
O edital poderá fixar um prazo de validade distinto) 
 
 
Art. 7º Quem, convocado dentro do prazo de validade da sua proposta, não celebrar o contrato, deixar de entregar 
ou apresentar documentação falsa exigida para o certame, ensejar o retardamento da execução de seu objeto, não 
mantiver a proposta, falhar ou fraudar na execução do contrato, comportar-se de modo inidôneo ou cometer fraude 
fiscal, ficará IMPEDIDO DE LICITAR E CONTRATAR com a União, Estados, Distrito Federal ou Municípios e, será 
96 
 
descredenciado no Sicaf, ou nos sistemas de cadastramento de fornecedores a que se refere o inciso XIV do art. 4º 
desta Lei, pelo prazo de ATÉ 5 (cinco) anos, sem prejuízo das multas previstas em edital e no contrato e das demais 
cominações legais. 
 
IMPEDIMENTO DE LICITAR E CONTRATAR 
Na lei de Licitações Máximo 2 anos 
Na lei do Pregão Máximo 5 anos 
 
#INFO 
- Termo inicial da punição prevista no art. 7º da Lei nº 10.520/2002 (Lei do Pregão). 
O pregão é uma modalidade de licitação disciplinada pela Lei 10.520/2002. 
O art. 7º da Lei prevê que o licitante que for convocado dentro do prazo de validade de sua proposta e não celebrar 
o contrato, deixar de entregar a documentação, apresentar documentação falsa, retardar a execução do que 
contratado, não mantiver a proposta, falhar ou fraudar na execução do contrato, comportar-se de modo inidôneo 
ou cometer fraude fiscal, ficará impedido de licitar e contratar com a União, Estados, Distrito Federal ou Municípios 
pelo prazo de até 5 anos. 
Esse prazo de 5 anos (ou menos) de punição começa a ser contado quando? Inicia-se com a publicação da decisão 
no Diário Oficial ou somente no dia em que é feito o registro negativo sobre a empresa no SICAF? Isso é importante 
porque a inserção dessa informação no SICAF pode demorar um tempo para acontecer. Qual é, portanto, o termo 
inicial da sanção? 
A data da publicação no Diário Oficial. 
O termo inicial para efeito de contagem e detração (abatimento) da penalidade prevista no art. 7º da Lei 
10.520/2002, aplicada por órgão federal, coincide com a data em que foi publicada a decisão administrativa no 
Diário Oficial da União – e não com a do registro no SICAF. 
STJ. 1ª Seção. MS 20.784-DF, Rel. Min. Sérgio Kukina, Rel. para acórdão Min. Arnaldo Esteves Lima, julgado 
em 9/4/2015 (Info 561). 
 
PRAZOS NO PREGÃO 
Apresentação das propostas NÃO inferior à 8 dias ÚTEIS 
Validade das propostas 60 dias, SALVO outro for fixado no edital 
Razões do Recurso 3 dias 
Impedimento (contratar e licitar) ATÉ 5 anos 
 
 
Art. 8º Os atos essenciais do pregão, inclusive os decorrentes de meios eletrônicos, serão documentados no 
processo respectivo, com vistas à aferição de sua regularidade pelos agentes de controle, nos termos do regulamento 
previsto no art. 2º. 
 
 
Art. 9º APLICAM-SE subsidiariamente, para a modalidade de pregão, as normas da Lei nº 8.666, de 21 de junho 
de 1993. 
 
 
Art. 10. Ficam convalidados os atos praticados com base na Medida Provisória nº 2.182-18, de 23 de agosto de 2001. 
 
 
Art. 11. As compras e contratações de bens e serviços comuns, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios, quando efetuadas pelo SISTEMA DE REGISTRO DE PREÇOS previsto no art. 15 da Lei nº 
8.666, de 21 de junho de 1993, PODERÃO ADOTAR a modalidade de pregão, conforme regulamento específico. 
 
SISTEMA DE REGISTRO DE PREÇOS - SRP 
Modalidades: 
- concorrência (art. 15, § 3º, I, Lei nº 8.666/93); ou 
- pregão (art. 11, Lei nº 10520/02). 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8666cons.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8666cons.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/Antigas_2001/2182-18.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8666cons.htm#art15
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8666cons.htm#art15
97 
 
Art. 12. A Lei nº 10.191, de 14 de fevereiro de 2001, passa a vigorar acrescida do seguinte artigo: 
“Art. 2-A. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão adotar, nas licitações de registro de preços 
destinadas à aquisição de bens e serviços comuns da área da saúde, a modalidade do pregão, inclusive por meio 
eletrônico, observando-se o seguinte: 
I - são considerados bens e serviços comuns da área da saúde, aqueles necessários ao atendimento dos órgãos que 
integram o Sistema Único de Saúde, cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos 
no edital, por meio de especificações usuais do mercado. 
II - quando o quantitativo total estimado para a contratação ou fornecimento não puder ser atendido pelo licitante 
vencedor, admitir-se-á a convocação de tantos licitantes quantos forem necessários para o atingimento da totalidade 
do quantitativo, respeitada a ordem de classificação, desde que os referidos licitantes aceitem praticar o mesmo 
preço da proposta vencedora. 
III - na impossibilidade do atendimento ao disposto no inciso II, excepcionalmente, poderão ser registrados outros 
preços diferentesda proposta vencedora, desde que se trate de objetos de qualidade ou desempenho superior, 
devidamente justificada e comprovada a vantagem, e que as ofertas sejam em valor inferior ao limite máximo 
admitido.” 
 
 
#TABELARESUMO: 
PREGÃO (LEI Nº 10.520/02) 
BIZUS GERAIS 
- Vale para todas esferas administrativas. 
 
- Aplica-se subsidiariamente a Lei nº 8.666/93. 
 
- As propostas de preços são escritas e os lances verbais. 
OBJETO 
- Aquisição de bens e serviços comuns: 
* critérios objetivos: especificações usuais no mercardo; 
* independentemente do valor. 
 
Obs.: compras e contratações de bens e serviços comuns: quando efetuadas pelo 
sistema de registro de preços (SRP) PODERÃO ADOTAR o pregão. 
TIPO (CRITÉRIO) - menor preço 
MODALIDADES 
- eletrônico (preferencialmente) 
- presencial (deve justificar) 
PUBLICIDADE - aviso 
LANCES 
- oferta de valor mais baixo e 10% + valor mais baixo 
- verbais e sucessivos 
PREGOEIRO 
- pregoeiro + equipe de apoio 
#L8666 = comissão 
INVERSÃO DAS FASES 
- JULGAMENTO  HABILITAÇÃO  ADJUDICAÇÃO  HOMOLOGAÇÃO 
#L8666 = habilitação  julgamento  homologação  adjudicação 
RECURSO 
- recurso único 
- qualquer licitante 
- 3 dias 
PRAZOS 
- Apresentação das propostas: não inferior a 8 dias úteis (entre aviso e proposta) 
 
- Validade das propostas: 60 dias, salvo se outro for fixado pelo edital 
#L8666 = 60 dias (prazo fixo) 
 
- Recurso: 3 dias 
 
- Impedimento p/ contratar e licitar: Até 5 anos 
#L8666 = 2 anos 
VEDAÇÕES 
- garantia de propostas; 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LEIS_2001/L10191.htm#art2a
98 
 
- aquisição do edital pelos licitantes, como condição para participação no certame; e 
 
- pagamento de taxas e emolumentos, salvo os referentes a fornecimento do edital, 
que não serão superiores ao custo de sua reprodução gráfica, e aos custos de 
utilização de recursos de tecnologia da informação, quando for o caso. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
99 
 
4. SERVIÇOS PÚBLICOS – LEI Nº 8.987/1995 
 
Capítulo I 
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES 
Art. 1o As CONCESSÕES de serviços públicos e de obras públicas e as PERMISSÕES de serviços públicos REGER-
SE-ÃO pelos termos do art. 175 da Constituição Federal, por esta Lei, pelas normas legais pertinentes e pelas 
cláusulas dos indispensáveis contratos. 
Parágrafo único. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios promoverão a revisão e as adaptações 
necessárias de sua legislação às prescrições desta Lei, buscando atender as peculiaridades das diversas 
modalidades dos seus serviços. 
 
 
Art. 2o Para os fins do disposto nesta Lei, CONSIDERA-SE: 
 
I - PODER CONCEDENTE: a União, o Estado, o Distrito Federal ou o Município, em cuja competência se encontre o 
serviço público, precedido ou não da execução de obra pública, objeto de concessão ou permissão; 
 
#ALTERAÇÃOLEGISLATIVA 
II - CONCESSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO: a delegação de sua prestação, feita pelo poder concedente, mediante 
licitação, na modalidade de CONCORRÊNCIA ou DIÁLOGO COMPETITIVO, à pessoa jurídica ou consórcio de 
empresas que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco e por prazo DETERMINADO; 
(Lei nº 14.133/2021) 
 
#ALTERAÇÃOLEGISLATIVA 
III - CONCESSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO PRECEDIDA DA EXECUÇÃO DE OBRA PÚBLICA: a construção, total ou 
parcial, conservação, reforma, ampliação ou melhoramento de quaisquer obras de interesse público, delegada pelo 
poder concedente, mediante licitação, na modalidade de CONCORRÊNCIA ou DIÁLOGO COMPETITIVO, à pessoa 
jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para a sua realização, por sua conta e risco, de 
forma que o investimento da concessionária seja remunerado e amortizado mediante a exploração do serviço ou da 
obra por prazo DETERMINADO; (Lei nº 14.133/2021) 
 
CONCESSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO 
Conceito 
É um contrato administrativo como outro qualquer e, portanto, quase todas as 
demais regras de direito administrativo se aplicam a ele, pelo qual a 
Administração transfere à pessoa jurídica ou ao consórcio de empresas a 
execução de certa atividade de interesse público, remunerada através de 
tarifas pagas pelos usuários. Quem paga a prestadora de serviço não é a 
administração, e sim o usuário. 
Características 
- licitação: modalidade concorrência; 
- pessoa jurídica ou consórcio de empresas; 
- conta e risco da concessionária; 
- prazo determinado; 
- contrato administrativo. 
Concessões Comuns: 
- concessão de serviço público simpes; e 
- concessão de serviço público precedida da execução de obra pública. 
 
IV - PERMISSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO: a delegação, a título precário, mediante licitação, da prestação de serviços 
públicos, feita pelo poder concedente à pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para seu desempenho, 
por sua conta e risco. 
 
 
 
 
100 
 
PERMISSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO 
Conceito 
É a delegação, a título precário, mediante licitação, da prestação de serviços 
públicos, feita pelo poder concedente à pessoa física ou jurídica que 
demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco. 
Características 
- licitação: qualquer modalidade; 
- pessoa física ou pessoa jurídica; 
- conta e risco da permissionária; 
- prazo indeterminado; 
- contrato de adesão. 
 
 
Art. 3o As concessões e permissões SUJEITAR-SE-ÃO À FISCALIZAÇÃO pelo poder concedente responsável pela 
delegação, com a cooperação dos usuários. 
 
 
Art. 4o A concessão de serviço público, PRECEDIDA OU NÃO da execução de obra pública, SERÁ FORMALIZADA 
mediante CONTRATO, que deverá observar os termos desta Lei, das normas pertinentes e do edital de licitação. 
(DPC/AC-2017-IBADE) 
 
 
Art. 5o O poder concedente publicará, PREVIAMENTE ao edital de licitação, ato justificando a conveniência da 
outorga de concessão ou permissão, caracterizando seu objeto, área e prazo. 
 
CONCESSÃO PERMISSÃO AUTORIZAÇÃO 
Contrato Administrativo Contrato de Adesão Ato Administrativo 
Licitação 
(Modalidade Concorrência) 
Licitação 
(Qualquer Modalidade) 
Não há Licitação 
Pessoa Jurídica ou Consórcio de 
Empresas 
Pessoa Jurídica ou Pessoa Física Pessoa Jurídica ou Pessoa Física 
Obras e Serviços ou 
Apenas Serviço Público 
Apenas Serviço Público Apenas Serviço Público 
Oneroso Gratuito ou Oneroso Gratuito ou Oneroso 
Bilateral Unilateral Unilateral 
Não Precário Precário Precário 
Prazo Determinado Prazo Indeterminado Prazo Indeterminado 
Exige Autorização Legislativa 
Não Exige Autorização Legislativa, 
em regra 
Não Exige Autorização Legislativa 
 
#INFO 
- A concessionária não tem direito adquirido à renovação do contrato de concessão. 
A concessionária não tem direito adquirido à renovação do contrato de concessão de usina hidrelétrica. 
A União possui a faculdade de prorrogar ou não o contrato de concessão, tendo em vista o interesse público, não 
se podendo invocar direito líquido e certo a tal prorrogação. 
Dessa forma, a prorrogação do contrato administrativo insere-se no campo da discricionariedade. 
A Lei nº 12.783/2013 subordinou a prorrogação dos contratos de concessão de geração, transmissão e distribuição 
de energia elétrica à aceitação expressa de determinadas condições. Se estas são recusadas pela concessionária, a 
Administração Pública não é obrigada a renovar a concessão. 
101 
 
A Lei nº 12.783/2013 pode ser aplicada para a renovação de contratos ocorrida após a sua vigência mesmo que a 
assinatura do pacto original tenha ocorrido antes da sua edição. 
STF. 2ª Turma. RMS 34203/DF e AC 3980/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, julgados em 21/11/2017 (Info 885). 
 
Capítulo II 
DO SERVIÇO ADEQUADO 
Art. 6o TODA concessão ou permissão PRESSUPÕE a prestação de serviço adequado ao pleno atendimento dos 
usuários, conforme estabelecido nesta Lei, nas normas pertinentes e no respectivocontrato. 
 
§ 1o SERVIÇO ADEQUADO é o que satisfaz as condições de regularidade, continuidade, eficiência, segurança, 
atualidade, generalidade, cortesia na sua prestação e modicidade das tarifas. 
 
Serviço Adequado 
aquele que satisfaz as condições de: 
- Regularidade; 
- Continuidade; 
- Eficiência; 
- Segurança; 
- Atualidade; 
- Generalidade; 
- Cortesia na sua prestação; e 
- Modicidade das tarifas. 
 
§ 2o A ATUALIDADE compreende a MODERNIDADE das técnicas, do equipamento e das instalações e a sua 
conservação, bem como a melhoria e expansão do serviço. 
 
§ 3o NÃO SE CARACTERIZA como DESCONTINUIDADE DO SERVIÇO a sua interrupção em situação de 
EMERGÊNCIA ou APÓS PRÉVIO AVISO, quando: 
I - motivada por razões de ordem técnica ou de segurança das instalações; e, 
II - por inadimplemento do usuário, considerado o interesse da coletividade. 
 
#NOVIDADELEGISLATIVA 
§ 4º A interrupção do serviço na hipótese prevista no inciso II (inadimplemento do usuário) do § 3º deste artigo 
NÃO PODERÁ INICIAR-SE na sexta-feira, no sábado ou no domingo, nem em feriado ou no dia anterior a 
feriado. (Lei nº 14.015/2020) 
 
INTERRUPÇÃO DE 
SERVIÇOS PÚBLICOS 
Regra Serviço não pode ser interrompido 
Exceção 
(art. 6º, §§ 3º e 4º, 
da Lei nº 8.987/95) 
SEM aviso prévio - Emergência 
COM aviso prévio 
- Razões de ordem técnica; 
 
- Razões de segurança das instalações; 
 
- Inadimplemento do usuário, 
considerando o interesse da coletividade. 
* Aqui, não pode iniciar: sexta-feira, 
sábado, domingo, feriado, dia anterior a 
feriado. 
 
#INFO 
JURISPRUDÊNCIA SOBRE INTERRUPÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS 
- É possível o corte da energia elétrica por fraude no medidor, desde que cumpridos alguns requisitos. 
Na hipótese de débito estrito de recuperação de consumo efetivo por fraude no aparelho medidor atribuída ao 
consumidor, desde que apurado em observância aos princípios do contraditório e da ampla defesa, é possível o 
corte administrativo do fornecimento do serviço de energia elétrica, mediante prévio aviso ao consumidor, pelo 
102 
 
inadimplemento do consumo recuperado correspondente ao período de 90 (noventa) dias anterior à constatação 
da fraude, contanto que executado o corte em até 90 (noventa) dias após o vencimento do débito, sem prejuízo 
do direito de a concessionária utilizar os meios judiciais ordinários de cobrança da dívida, inclusive antecedente 
aos mencionados 90 (noventa) dias de retroação. 
STJ. 1ª Seção. REsp 1.412.433-RS, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 25/04/2018 (recurso repetitivo) 
(Info 634). 
 
- É válida a interrupção do serviço público por razões de ordem técnica se houve prévio aviso por meio de 
rádio. 
Em regra, o serviço público deverá ser prestado de forma contínua, ou seja, sem interrupções (princípio da 
continuidade do serviço público). 
Excepcionalmente, será possível a interrupção do serviço público nas seguintes hipóteses previstas no art. 6º, § 3º 
da Lei n.º 8.987/95: 
a) Em caso de emergência (mesmo sem aviso prévio); 
b) Por razões de ordem técnica ou de segurança das instalações, desde que o usuário seja previamente avisado; 
c) Por causa de inadimplemento do usuário, desde que ele seja previamente avisado. 
Se a concessionária de energia elétrica divulga, por meio de aviso nas emissoras de rádio do Município, que haverá, 
daqui a alguns dias, a interrupção do fornecimento de energia elétrica por algumas horas em virtude de razões de 
ordem técnica, este aviso atende a exigência da Lei nº 8.987/95? 
SIM. A divulgação da suspensão no fornecimento de serviço de energia elétrica por meio de emissoras de rádio, 
dias antes da interrupção, satisfaz a exigência de aviso prévio, prevista no art. 6º, § 3º, da Lei nº 8.987/95. 
STJ. 1ª Turma. REsp 1.270.339-SC, Rel. Min. Gurgel de Faria, julgado em 15/12/2016 (Info 598). 
 
- Corte de serviços públicos essenciais e débitos pretéritos. 
Não é legítimo o corte no fornecimento de serviços públicos essenciais quando a inadimplência do consumidor 
decorrer de débitos pretéritos, o débito originar-se de suposta fraude no medidor de consumo de energia apurada 
unilateralmente pela concessionária e inexistir aviso prévio ao consumidor inadimplente. 
STJ. 2ª Turma. AgRg no AREsp 211.514-SP, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 18/10/2012 (Info 508). 
 
- Pessoa jurídica e dano moral por corte no fornecimento de energia elétrica. 
Pessoa jurídica pode sofrer dano moral desde que haja um ferimento de sua honra objetiva (imagem, conceito e 
boa fama), de forma a abalar sua credibilidade, com repercussão econômica. 
Não é possível presumir a existência de dano moral pelo simples corte de energia elétrica por parte da 
concessionária de serviço público, sendo necessária a comprovação da empresa afetada de prejuízo à sua honra 
objetiva. 
STJ. 2ª Turma. REsp 1.298 689·RS. Rel. Min. Costro Meiro. Julgado em 23/10/2012. 
 
JURISPRUDÊNCIA EM TESES Nº 13 DO STJ - CORTE NO FORNECIMENTO DE SERVIÇOS PÚBLICOS 
ESSENCIAIS 
1) É legítimo o corte no fornecimento de serviços públicos essenciais quando inadimplente o usuário, desde que 
precedido de notificação. 
2) É legítimo o corte no fornecimento de serviços públicos essenciais por razões de ordem técnica ou de 
segurança das instalações, desde que precedido de notificação. 
3) É ILEGÍTIMO o corte no fornecimento de energia elétrica quando puder afetar o direito à saúde e à 
integridade física do usuário. 
4) É legítimo o corte no fornecimento de serviços públicos essenciais quando inadimplente pessoa jurídica de 
direito público, desde que precedido de notificação e a interrupção não atinja as unidades prestadoras de 
serviços indispensáveis à população. 
5) É ILEGÍTIMO o corte no fornecimento de serviços públicos essenciais quando inadimplente unidade de saúde, 
uma vez que prevalecem os interesses de proteção à vida e à saúde. 
6) É ILEGÍTIMO o corte no fornecimento de serviços públicos essenciais quando a inadimplência do usuário 
decorrer de débitos pretéritos, uma vez que a interrupção pressupõe o inadimplemento de conta regular, 
relativa ao mês do consumo. 
103 
 
7) É ILEGÍTIMO o corte no fornecimento de serviços públicos essenciais por débitos de usuário anterior, em 
razão da natureza pessoal da dívida. 
8) É ILEGÍTIMO o corte no fornecimento de energia elétrica em razão de débito irrisório, por configurar abuso 
de direito e ofensa aos princípios da proporcionalidade e razoabilidade, sendo cabível a indenização ao 
consumidor por danos morais. 
9) É ILEGÍTIMO o corte no fornecimento de serviços públicos essenciais quando o débito decorrer de 
irregularidade no hidrômetro ou no medidor de energia elétrica, apurada unilateralmente pela 
concessionária. 
10) O corte no fornecimento de energia elétrica somente pode recair sobre o imóvel que originou o débito, e 
não sobre outra unidade de consumo do usuário inadimplente. 
 
Capítulo III 
DOS DIREITOS E OBRIGAÇÕES DOS USUÁRIOS 
Art. 7º. Sem prejuízo do disposto na Lei no 8.078, de 11 de setembro de 1990, são DIREITOS e OBRIGAÇÕES dos 
usuários: 
I - receber serviço adequado; 
II - receber do poder concedente e da concessionária informações para a defesa de interesses individuais ou 
coletivos; 
III - obter e utilizar o serviço, com liberdade de escolha entre vários prestadores de serviços, quando for o caso, 
observadas as normas do poder concedente. 
IV - levar ao conhecimento do poder público e da concessionária as irregularidades de que tenham conhecimento, 
referentes ao serviço prestado; 
V - comunicar às autoridades competentes os atos ilícitos praticados pela concessionária na prestação do serviço; 
VI - contribuir para a permanência das boas condições dos bens públicos através dos quais lhes são prestados os 
serviços. 
 
 
Art. 7º-A. As concessionárias de serviços públicos, de direito público e privado, nos Estados e no Distrito Federal, 
são OBRIGADAS a oferecer ao consumidore ao usuário, dentro do mês de vencimento, O MÍNIMO de seis 
datas opcionais para escolherem os dias de vencimento de seus débitos. 
 
Capítulo IV 
DA POLÍTICA TARIFÁRIA 
Art. 9o A tarifa do serviço público concedido será fixada pelo preço da proposta vencedora da licitação e preservada 
pelas regras de revisão previstas nesta Lei, no edital e no contrato. 
 
§ 1o A tarifa não será subordinada à legislação específica anterior e somente nos casos expressamente previstos 
em lei, sua cobrança poderá ser condicionada à existência de serviço público alternativo e gratuito para o usuário. 
 
§ 2o Os contratos poderão prever mecanismos de revisão das tarifas, a fim de manter-se o equilíbrio econômico-
financeiro. 
 
§ 3o Ressalvados os impostos sobre a renda, a criação, alteração ou extinção de quaisquer tributos ou encargos 
legais, após a apresentação da proposta, quando comprovado seu impacto, implicará a revisão da tarifa, para mais 
ou para menos, conforme o caso. 
 
§ 4o Em havendo alteração unilateral do contrato que afete o seu inicial equilíbrio econômico-financeiro, o poder 
concedente deverá restabelecê-lo, concomitantemente à alteração. 
 
§ 5º A concessionária deverá divulgar em seu sítio eletrônico, de forma clara e de fácil compreensão pelos usuários, 
tabela com o valor das tarifas praticadas e a evolução das revisões ou reajustes realizados nos últimos cinco anos. 
 
 
104 
 
Art. 10. Sempre que forem atendidas as condições do contrato, considera-se mantido seu equilíbrio econômico-
financeiro. 
 
 
Art. 11. No atendimento às peculiaridades de cada serviço público, PODERÁ o PODER CONCEDENTE PREVER, 
em favor da CONCESSIONÁRIA, no edital de licitação, a possibilidade de OUTRAS FONTES provenientes de 
receitas alternativas, complementares, acessórias ou de projetos associados, com ou sem exclusividade, com 
vistas a favorecer a modicidade das tarifas, observado o disposto no art. 17 desta Lei. 
Parágrafo único. As fontes de receita previstas neste artigo serão obrigatoriamente consideradas para a aferição do 
inicial equilíbrio econômico-financeiro do contrato. 
 
 
Art. 13. As tarifas poderão ser diferenciadas em função das características técnicas e dos custos específicos 
provenientes do atendimento aos distintos segmentos de usuários. 
 
Capítulo V 
DA LICITAÇÃO 
Art. 14. TODA concessão de serviço público, PRECEDIDA OU NÃO da execução de obra pública, será objeto de 
prévia licitação, nos termos da legislação própria e com observância dos princípios da legalidade, moralidade, 
publicidade, igualdade, do julgamento por critérios objetivos e da vinculação ao instrumento convocatório. 
Obs.: As concessões e permissões são espécies de contratos administrativos, sujeitando-se, portanto, às 
cláusulas exorbitantes peculiares, que conferem à Administração uma posição de supremacia na relação 
contratual, com prerrogativas próprias de Direito Público, como a possibilidade de rescisão unilateral do contrato. 
 
 
Art. 15. No julgamento da licitação será considerado um dos seguintes CRITÉRIOS: 
I - o menor valor da tarifa do serviço público a ser prestado; 
II - a maior oferta, nos casos de pagamento ao poder concedente pela outorga da concessão; 
III - a combinação, dois a dois, dos critérios referidos nos incisos I, II e VII; 
IV - melhor proposta técnica, com preço fixado no edital; 
V - melhor proposta em razão da combinação dos critérios de menor valor da tarifa do serviço público a ser 
prestado com o de melhor técnica; 
VI - melhor proposta em razão da combinação dos critérios de maior oferta pela outorga da concessão com o de 
melhor técnica; ou 
VII - melhor oferta de pagamento pela outorga após qualificação de propostas técnicas. 
 
§ 1o A aplicação do critério previsto no inciso III só será admitida quando previamente estabelecida no edital de 
licitação, inclusive com regras e fórmulas precisas para avaliação econômico-financeira. 
 
§ 2o Para fins de aplicação do disposto nos incisos IV, V, VI e VII, o edital de licitação conterá parâmetros e exigências 
para formulação de propostas técnicas. 
 
§ 3o O poder concedente RECUSARÁ propostas manifestamente inexequíveis ou financeiramente incompatíveis 
com os objetivos da licitação. 
 
§ 4o Em igualdade de condições, será dada PREFERÊNCIA à proposta apresentada por empresa brasileira. 
 
 
Art. 16. A outorga de concessão ou permissão não terá caráter de exclusividade, salvo no caso de inviabilidade 
técnica ou econômica justificada no ato a que se refere o art. 5o desta Lei. 
 
 
Art. 17. Considerar-se-á DESCLASSIFICADA a proposta que, para sua viabilização, necessite de vantagens ou 
subsídios que não estejam previamente autorizados em lei e à disposição de todos os concorrentes. 
105 
 
§ 1o Considerar-se-á, também, DESCLASSIFICADA a proposta de entidade estatal alheia à esfera político-
administrativa do poder concedente que, para sua viabilização, necessite de vantagens ou subsídios do poder 
público controlador da referida entidade. 
 
§ 2o Inclui-se nas vantagens ou subsídios de que trata este artigo, qualquer tipo de tratamento tributário diferenciado, 
ainda que em conseqüência da natureza jurídica do licitante, que comprometa a isonomia fiscal que deve prevalecer 
entre todos os concorrentes. 
 
 
Art. 18. O edital de licitação será elaborado pelo poder concedente, observados, no que couber, os critérios e as 
normas gerais da legislação própria sobre licitações e contratos e conterá, especialmente: 
I - o objeto, metas e prazo da concessão; 
II - a descrição das condições necessárias à prestação adequada do serviço; 
III - os prazos para recebimento das propostas, julgamento da licitação e assinatura do contrato; 
IV - prazo, local e horário em que serão fornecidos, aos interessados, os dados, estudos e projetos necessários à 
elaboração dos orçamentos e apresentação das propostas; 
V - os critérios e a relação dos documentos exigidos para a aferição da capacidade técnica, da idoneidade financeira 
e da regularidade jurídica e fiscal; 
VI - as possíveis fontes de receitas alternativas, complementares ou acessórias, bem como as provenientes de projetos 
associados; 
VII - os direitos e obrigações do poder concedente e da concessionária em relação a alterações e expansões a serem 
realizadas no futuro, para garantir a continuidade da prestação do serviço; 
VIII - os critérios de reajuste e revisão da tarifa; 
IX - os critérios, indicadores, fórmulas e parâmetros a serem utilizados no julgamento técnico e econômico-financeiro 
da proposta; 
X - a indicação dos bens reversíveis; 
XI - as características dos bens reversíveis e as condições em que estes serão postos à disposição, nos casos em que 
houver sido extinta a concessão anterior; 
XII - a expressa indicação do responsável pelo ônus das desapropriações necessárias à execução do serviço ou da 
obra pública, ou para a instituição de servidão administrativa; 
XIII - as condições de liderança da empresa responsável, na hipótese em que for permitida a participação de empresas 
em consórcio; 
XIV - nos casos de concessão, a minuta do respectivo contrato, que conterá as cláusulas essenciais referidas no art. 
23 desta Lei, quando aplicáveis; 
XV - nos casos de concessão de serviços públicos precedida da execução de obra pública, os dados relativos à obra, 
dentre os quais os elementos do projeto básico que permitam sua plena caracterização, bem assim as garantias 
exigidas para essa parte específica do contrato, adequadas a cada caso e limitadas ao valor da obra; 
XVI - nos casos de permissão, os termos do contrato de adesão a ser firmado. 
 
 
Art. 18-A. O edital poderá prever a INVERSÃO DA ORDEM DAS FASES de HABILITAÇÃO e JULGAMENTO, 
hipótese em que: 
I - encerrada a fase de classificação das propostas ou o oferecimento de lances, será aberto o invólucro com os 
documentos de habilitação do licitante mais bem classificado, paraverificação do atendimento das condições fixadas 
no edital; 
II - verificado o atendimento das exigências do edital, o licitante será declarado vencedor; 
III - inabilitado o licitante melhor classificado, serão analisados os documentos habilitatórios do licitante com a 
proposta classificada em segundo lugar, e assim sucessivamente, até que um licitante classificado atenda às 
condições fixadas no edital; 
IV - proclamado o resultado final do certame, o objeto será adjudicado ao vencedor nas condições técnicas e 
econômicas por ele ofertadas. 
 
 
106 
 
Art. 19. Quando permitida, na licitação, a participação de empresas em consórcio, observar-se-ão as seguintes 
normas: 
I - comprovação de compromisso, público ou particular, de constituição de consórcio, subscrito pelas consorciadas; 
II - indicação da empresa responsável pelo consórcio; 
III - apresentação dos documentos exigidos nos incisos V e XIII do artigo anterior, por parte de cada consorciada; 
IV - impedimento de participação de empresas consorciadas na mesma licitação, por intermédio de mais de um 
consórcio ou isoladamente. 
 
§ 1o O licitante vencedor fica obrigado a promover, antes da celebração do contrato, a constituição e registro do 
consórcio, nos termos do compromisso referido no inciso I deste artigo. 
 
§ 2o A empresa líder do consórcio é a responsável perante o poder concedente pelo cumprimento do contrato de 
concessão, sem prejuízo da responsabilidade solidária das demais consorciadas. 
 
 
Art. 20. É facultado ao poder concedente, desde que previsto no edital, no interesse do serviço a ser concedido, 
determinar que o licitante vencedor, no caso de consórcio, se constitua em empresa antes da celebração do contrato. 
 
 
Art. 21. Os estudos, investigações, levantamentos, projetos, obras e despesas ou investimentos já efetuados, 
vinculados à concessão, de utilidade para a licitação, realizados pelo poder concedente ou com a sua autorização, 
estarão à disposição dos interessados, devendo o vencedor da licitação ressarcir os dispêndios correspondentes, 
especificados no edital. 
 
 
Art. 22. É assegurada a qualquer pessoa a obtenção de certidão sobre atos, contratos, decisões ou pareceres relativos 
à licitação ou às próprias concessões. 
 
#INFO 
- Em regra, é imprescindível prévia licitação para a concessão ou permissão da exploração de serviços de 
transporte coletivo de passageiros. 
Salvo situações excepcionais, devidamente comprovadas, o implemento de transporte público coletivo pressupõe 
prévia licitação. 
STF. Plenário. RE 1001104, Rel. Marco Aurélio, julgado em 15/05/2020 (Repercussão Geral – Tema 854) (Info 
982 – clipping). 
 
Capítulo VI 
DO CONTRATO DE CONCESSÃO 
Art. 23. São CLÁUSULAS ESSENCIAIS do contrato de concessão as relativas: 
I - ao objeto, à área e ao prazo da concessão; 
II - ao modo, forma e condições de prestação do serviço; 
III - aos critérios, indicadores, fórmulas e parâmetros definidores da qualidade do serviço; 
IV - ao preço do serviço e aos critérios e procedimentos para o reajuste e a revisão das tarifas; 
V - aos direitos, garantias e obrigações do poder concedente e da concessionária, inclusive os relacionados às 
previsíveis necessidades de futura alteração e expansão do serviço e conseqüente modernização, aperfeiçoamento e 
ampliação dos equipamentos e das instalações; 
VI - aos direitos e deveres dos usuários para obtenção e utilização do serviço; 
VII - à forma de fiscalização das instalações, dos equipamentos, dos métodos e práticas de execução do serviço, bem 
como a indicação dos órgãos competentes para exercê-la; 
VIII - às penalidades contratuais e administrativas a que se sujeita a concessionária e sua forma de aplicação; 
IX - aos casos de extinção da concessão; 
X - aos bens reversíveis; 
XI - aos critérios para o cálculo e a forma de pagamento das indenizações devidas à concessionária, quando for o 
caso; 
107 
 
XII - às condições para prorrogação do contrato; 
XIII - à obrigatoriedade, forma e periodicidade da prestação de contas da concessionária ao poder concedente; 
XIV - à exigência da publicação de demonstrações financeiras periódicas da concessionária; e 
XV - ao foro e ao modo amigável de solução das divergências contratuais. 
Parágrafo único. Os contratos relativos à concessão de serviço público precedido da execução de obra pública 
deverão, ADICIONALMENTE: 
I - estipular os cronogramas físico-financeiros de execução das obras vinculadas à concessão; e 
II - exigir garantia do fiel cumprimento, pela concessionária, das obrigações relativas às obras vinculadas à concessão. 
 
 
Art. 23-A. O contrato de concessão poderá prever o emprego de mecanismos privados para resolução de 
disputas decorrentes ou relacionadas ao contrato, inclusive a ARBITRAGEM, a ser realizada no Brasil e em língua 
portuguesa, nos termos da Lei no 9.307, de 23 de setembro de 1996. 
 
 
Art. 25. Incumbe à concessionária a execução do serviço concedido, cabendo-lhe responder por todos os 
prejuízos causados ao poder concedente, aos usuários ou a terceiros, sem que a fiscalização exercida pelo órgão 
competente exclua ou atenue essa responsabilidade. 
 
§ 1o Sem prejuízo da responsabilidade a que se refere este artigo, a concessionária poderá contratar com terceiros o 
desenvolvimento de atividades inerentes, acessórias ou complementares ao serviço concedido, bem como a 
implementação de projetos associados. 
 
§ 2o Os contratos celebrados entre a concessionária e os terceiros a que se refere o parágrafo anterior reger-se-ão 
pelo direito privado, não se estabelecendo qualquer relação jurídica entre os terceiros e o poder concedente. 
 
§ 3o A execução das atividades contratadas com terceiros pressupõe o cumprimento das normas regulamentares da 
modalidade do serviço concedido. 
 
 
Art. 26. É admitida a SUBCONCESSÃO, nos termos previstos no contrato de concessão, desde que 
expressamente autorizada pelo PODER CONCEDENTE. 
 
§ 1o A outorga de subconcessão será sempre precedida de CONCORRÊNCIA. 
 
§ 2o O subconcessionário se sub-rogará TODOS os direitos e obrigações da subconcedente dentro dos limites 
da subconcessão. 
 
 
Art. 27. A transferência de concessão ou do controle societário da concessionária sem prévia anuência do poder 
concedente implicará a CADUCIDADE DA CONCESSÃO. 
 
§ 1o Para fins de obtenção da anuência de que trata o caput deste artigo, o pretendente deverá: 
I - atender às exigências de capacidade técnica, idoneidade financeira e regularidade jurídica e fiscal necessárias à 
assunção do serviço; e 
II - comprometer-se a cumprir todas as cláusulas do contrato em vigor. 
 
 
Art. 27-A. Nas condições estabelecidas no contrato de concessão, o poder concedente autorizará a assunção do 
controle ou da administração temporária da concessionária por seus financiadores e garantidores com quem não 
mantenha vínculo societário direto, para promover sua reestruturação financeira e assegurar a continuidade da 
prestação dos serviços. (DPC/AC-2017-IBADE) 
 
108 
 
§ 1o Na hipótese prevista no caput, o poder concedente exigirá dos financiadores e dos garantidores que atendam 
às exigências de regularidade jurídica e fiscal, podendo alterar ou dispensar os demais requisitos previstos no inciso 
I do parágrafo único do art. 27. 
 
§ 2o A assunção do controle ou da administração temporária autorizadas na forma do caput deste artigo não alterará 
as obrigações da concessionária e de seus controladores para com terceiros, poder concedente e usuários dos 
serviços públicos. 
 
§ 3o Configura-se o controle da concessionária, para os fins dispostos no caput deste artigo, a propriedade resolúvel 
de ações ou quotas por seus financiadores e garantidores que atendam os requisitos do art. 116 da Lei no 6.404, de 
15 de dezembro de 1976. 
 
§ 4o Configura-se a administração temporária da concessionária por seus financiadores e garantidoresquando, sem 
a transferência da propriedade de ações ou quotas, forem outorgados os seguintes poderes: 
I - indicar os membros do Conselho de Administração, a serem eleitos em Assembleia Geral pelos acionistas, nas 
sociedades regidas pela Lei 6.404, de 15 de dezembro de 1976; ou administradores, a serem eleitos pelos quotistas, 
nas demais sociedades; 
II - indicar os membros do Conselho Fiscal, a serem eleitos pelos acionistas ou quotistas controladores em Assembleia 
Geral; 
III - exercer poder de veto sobre qualquer proposta submetida à votação dos acionistas ou quotistas da 
concessionária, que representem, ou possam representar, prejuízos aos fins previstos no caput deste artigo; 
IV - outros poderes necessários ao alcance dos fins previstos no caput deste artigo. 
 
§ 5o A administração temporária autorizada na forma deste artigo NÃO ACARRETARÁ responsabilidade aos 
financiadores e garantidores em relação à tributação, encargos, ônus, sanções, obrigações ou compromissos com 
terceiros, inclusive com o poder concedente ou empregados. (DPC/AC-2017-IBADE) 
 
§ 6o O Poder Concedente disciplinará sobre o prazo da administração temporária. 
 
 
Art. 28. Nos contratos de financiamento, as concessionárias poderão oferecer em garantia os direitos emergentes 
da concessão, até o limite que não comprometa a operacionalização e a continuidade da prestação do serviço. 
 
 
Art. 28-A. Para garantir contratos de mútuo de longo prazo, destinados a investimentos relacionados a contratos de 
concessão, em qualquer de suas modalidades, as concessionárias poderão ceder ao mutuante, em caráter fiduciário, 
parcela de seus créditos operacionais futuros, observadas as seguintes condições: 
I - o contrato de cessão dos créditos deverá ser registrado em Cartório de Títulos e Documentos para ter eficácia 
perante terceiros; 
II - sem prejuízo do disposto no inciso I do caput deste artigo, a cessão do crédito não terá eficácia em relação ao 
Poder Público concedente senão quando for este formalmente notificado; 
III - os créditos futuros cedidos nos termos deste artigo serão constituídos sob a titularidade do mutuante, 
independentemente de qualquer formalidade adicional; 
IV - o mutuante poderá indicar instituição financeira para efetuar a cobrança e receber os pagamentos dos créditos 
cedidos ou permitir que a concessionária o faça, na qualidade de representante e depositária; 
V - na hipótese de ter sido indicada instituição financeira, conforme previsto no inciso IV do caput deste artigo, fica 
a concessionária obrigada a apresentar a essa os créditos para cobrança; 
VI - os pagamentos dos créditos cedidos deverão ser depositados pela concessionária ou pela instituição encarregada 
da cobrança em conta corrente bancária vinculada ao contrato de mútuo; 
VII - a instituição financeira depositária deverá transferir os valores recebidos ao mutuante à medida que as 
obrigações do contrato de mútuo tornarem-se exigíveis; e 
VIII - o contrato de cessão disporá sobre a devolução à concessionária dos recursos excedentes, sendo vedada a 
retenção do saldo após o adimplemento integral do contrato. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6404consol.htm#art116
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6404consol.htm#art116
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6404consol.htm
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Parágrafo único. Para os fins deste artigo, serão considerados contratos de longo prazo aqueles cujas obrigações 
tenham prazo médio de vencimento superior a 5 (cinco) anos. 
 
Capítulo VII 
DOS ENCARGOS DO PODER CONCEDENTE 
Art. 29. Incumbe ao PODER CONCEDENTE: 
I - regulamentar o serviço concedido e fiscalizar permanentemente a sua prestação; 
II - aplicar as penalidades regulamentares e contratuais; (DPC/AC-2017-IBADE) 
III - intervir na prestação do serviço, nos casos e condições previstos em lei; 
IV - extinguir a concessão, nos casos previstos nesta Lei e na forma prevista no contrato; 
V - homologar reajustes e proceder à revisão das tarifas na forma desta Lei, das normas pertinentes e do contrato; 
VI - cumprir e fazer cumprir as disposições regulamentares do serviço e as cláusulas contratuais da concessão; 
VII - zelar pela boa qualidade do serviço, receber, apurar e solucionar queixas e reclamações dos usuários, que serão 
cientificados, em até trinta dias, das providências tomadas; 
VIII - declarar de utilidade pública os bens necessários à execução do serviço ou obra pública, promovendo as 
desapropriações, diretamente ou mediante outorga de poderes à concessionária, caso em que será desta a 
responsabilidade pelas indenizações cabíveis; 
IX - declarar de necessidade ou utilidade pública, para fins de instituição de servidão administrativa, os bens 
necessários à execução de serviço ou obra pública, promovendo-a diretamente ou mediante outorga de poderes à 
concessionária, caso em que será desta a responsabilidade pelas indenizações cabíveis; 
X - estimular o aumento da qualidade, produtividade, preservação do meio-ambiente e conservação; 
XI - incentivar a competitividade; e 
XII - estimular a formação de associações de usuários para defesa de interesses relativos ao serviço. 
 
 
Art. 30. No exercício da fiscalização, o poder concedente terá acesso aos dados relativos à administração, 
contabilidade, recursos técnicos, econômicos e financeiros da concessionária. (DPC/AC-2017-IBADE) 
Parágrafo único. A fiscalização do serviço será feita por intermédio de órgão técnico do poder concedente ou por 
entidade com ele conveniada, e, PERIODICAMENTE, conforme previsto em norma regulamentar, por comissão 
composta de representantes do poder concedente, da concessionária e dos usuários. (DPC/AC-2017-IBADE) 
 
Capítulo VIII 
DOS ENCARGOS DA CONCESSIONÁRIA 
Art. 31. Incumbe à CONCESSIONÁRIA: 
I - prestar serviço adequado, na forma prevista nesta Lei, nas normas técnicas aplicáveis e no contrato; 
II - manter em dia o inventário e o registro dos bens vinculados à concessão; 
III - prestar contas da gestão do serviço ao poder concedente e aos usuários, nos termos definidos no contrato; 
IV - cumprir e fazer cumprir as normas do serviço e as cláusulas contratuais da concessão; 
V - permitir aos encarregados da fiscalização livre acesso, em qualquer época, às obras, aos equipamentos e às 
instalações integrantes do serviço, bem como a seus registros contábeis; 
VI - promover as desapropriações e constituir servidões autorizadas pelo poder concedente, conforme previsto no 
edital e no contrato; 
VII - zelar pela integridade dos bens vinculados à prestação do serviço, bem como segurá-los adequadamente; e 
VIII - captar, aplicar e gerir os recursos financeiros necessários à prestação do serviço. 
Parágrafo único. As contratações, inclusive de mão-de-obra, feitas pela concessionária serão regidas pelas 
disposições de direito privado e pela legislação trabalhista, não se estabelecendo qualquer relação entre os 
terceiros contratados pela concessionária e o poder concedente. 
 
Capítulo IX 
DA INTERVENÇÃO 
Art. 32. O poder concedente poderá INTERVIR na concessão, com o fim de assegurar a adequação na prestação 
do serviço, bem como o fiel cumprimento das normas contratuais, regulamentares e legais pertinentes. 
(DPC/AC-2017-IBADE) 
110 
 
Parágrafo único. A intervenção far-se-á por DECRETO do poder concedente, que conterá a designação do 
interventor, o prazo da intervenção e os objetivos e limites da medida. 
 
 
Art. 33. DECLARADA a intervenção, o poder concedente deverá, no prazo de trinta dias, INSTAURAR 
PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO para comprovar as causas determinantes da medida e apurar 
responsabilidades, assegurado o direito de ampla defesa. 
 
§ 1o Se ficar comprovado que a intervenção não observou os pressupostos legais e regulamentares será declarada 
sua nulidade, devendo o serviço ser imediatamente devolvido à concessionária, sem prejuízo de seu direito à 
indenização. 
 
§ 2o O PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVOa que se refere o caput deste artigo DEVERÁ SER CONCLUÍDO no 
prazo de ATÉ cento e oitenta dias, sob pena de considerar-se inválida a intervenção. 
 
 
Art. 34. CESSADA a intervenção, se não for EXTINTA a concessão, a administração do serviço será devolvida à 
concessionária, precedida de prestação de contas pelo interventor, que RESPONDERÁ pelos atos praticados 
durante a sua gestão. 
 
Capítulo X 
DA EXTINÇÃO DA CONCESSÃO 
Art. 35. EXTINGUE-SE a concessão por: 
I - advento do termo contratual (reversão); 
II - encampação; 
III - caducidade; 
IV - rescisão; 
V - anulação; e (Obs.: ilegalidade) 
VI - falência ou extinção da empresa concessionária e falecimento ou incapacidade do titular, no caso de 
empresa individual. 
 
§ 1o Extinta a concessão, RETORNAM ao poder concedente TODOS os bens reversíveis, direitos e privilégios 
transferidos ao concessionário conforme previsto no edital e estabelecido no contrato. 
 
§ 2o Extinta a concessão, haverá a imediata assunção do serviço pelo poder concedente, procedendo-se aos 
levantamentos, avaliações e liquidações necessários. 
 
§ 3o A assunção do serviço AUTORIZA a ocupação das instalações e a utilização, pelo poder concedente, de 
todos os bens reversíveis. 
 
§ 4o Nos casos previstos nos incisos I (advento do termo contratual) e II (encampação) deste artigo, o poder 
concedente, antecipando-se à extinção da concessão, procederá aos levantamentos e avaliações necessários à 
determinação dos montantes da indenização que será devida à concessionária, na forma dos arts. 36 e 37 desta 
Lei. 
EXTINÇÃO DA CONCESSÃO 
a) Advento do termo contratual: término do prazo do contrato; 
b) Encampação: por interesse público, com indenização prévia e 
autorização legislativa; 
c) Caducidade: por inadimplência do contratado, com indenização 
posterior e sem autorização legislativa; 
d) Rescisão: por iniciativa da concessionária, após decisão judicial; 
e) Anulação: por ilegalidade ou ilegitimidade no contrato ou na licitação; 
decretada pelo poder concedente ou pelo Judiciário, se provocado. 
f) Falência ou extinção da empresa concessionária e falecimento ou 
incapacidade do titular, no caso de empresa individual. 
111 
 
Art. 36. A REVERSÃO no advento do termo contratual far-se-á com a indenização das parcelas dos 
investimentos vinculados a bens reversíveis, AINDA NÃO amortizados ou depreciados, que tenham sido 
realizados com o objetivo de garantir a continuidade e atualidade do serviço concedido. (Obs.: Advento do 
termo contratual ou Reversão: vencimento do contrato) 
 
 
Art. 37. Considera-se ENCAMPAÇÃO a retomada do serviço pelo poder concedente durante o prazo da 
concessão, por motivo de INTERESSE PÚBLICO, mediante lei autorizativa específica e APÓS PRÉVIO pagamento 
da indenização, na forma do artigo anterior. (DPC/AC-2017-IBADE) 
 
ENCAMPAÇÃO 
- motivo: interesse público; 
 
- necessidade de lei autorizativa específica; 
 
- pagamento prévio de indenização para o concessionário. 
 
 
Art. 38. A inexecução total ou parcial do contrato acarretará, a critério do poder concedente, a declaração de 
CADUCIDADE da concessão ou a aplicação das sanções contratuais, respeitadas as disposições deste artigo, do 
art. 27, e as normas convencionadas entre as partes. (DPC/AC-2017-IBADE) 
 
CADUCIDADE 
- motivo: inexecução total ou parcial do contrato; 
 
- não há necessidade de lei autorizativa específica; 
 
- não há pagamento prévio de indenização para o concessionário. 
 
§ 1o A CADUCIDADE DA CONCESSÃO PODERÁ SER DECLARADA pelo poder concedente quando: 
I - o serviço estiver sendo prestado de forma inadequada ou deficiente, tendo por base as normas, critérios, 
indicadores e parâmetros definidores da qualidade do serviço; 
II - a concessionária descumprir cláusulas contratuais ou disposições legais ou regulamentares concernentes à 
concessão; 
III - a concessionária paralisar o serviço ou concorrer para tanto, ressalvadas as hipóteses decorrentes de caso 
fortuito ou força maior; 
IV - a concessionária perder as condições econômicas, técnicas ou operacionais para manter a adequada 
prestação do serviço concedido; 
V - a concessionária não cumprir as penalidades impostas por infrações, nos devidos prazos; 
VI - a concessionária não atender a intimação do poder concedente no sentido de regularizar a prestação do 
serviço; e 
VII - a concessionária não atender a intimação do poder concedente para, em 180 (cento e oitenta) dias, 
apresentar a documentação relativa a regularidade fiscal, no curso da concessão, na forma do art. 29 da Lei nº 
8.666, de 21 de junho de 1993. 
 
§ 2o A declaração da caducidade da concessão DEVERÁ SER PRECEDIDA da verificação da inadimplência da 
concessionária em processo administrativo, assegurado o direito de ampla defesa. 
 
§ 3o Não será instaurado processo administrativo de inadimplência antes de comunicados à concessionária, 
detalhadamente, os descumprimentos contratuais referidos no § 1º deste artigo, dando-lhe um prazo para corrigir 
as falhas e transgressões apontadas e para o enquadramento, nos termos contratuais. 
 
§ 4o Instaurado o processo administrativo e comprovada a inadimplência, a caducidade será declarada por DECRETO 
do poder concedente, INDEPENDENTEMENTE de indenização prévia, calculada no decurso do processo. 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8666cons.htm#art29.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8666cons.htm#art29.
112 
 
§ 5o A indenização de que trata o parágrafo anterior, será devida na forma do art. 36 desta Lei e do contrato, 
DESCONTADO o valor das multas contratuais e dos danos causados pela concessionária. 
 
§ 6o Declarada a caducidade, não resultará para o poder concedente qualquer espécie de responsabilidade em 
relação aos encargos, ônus, obrigações ou compromissos com terceiros ou com empregados da concessionária. 
 
#NÃOCONFUNDA: 
ENCAMPAÇÃO (art. 37) CADUCIDADE (art. 38) 
Ambas são formas de extinção do contrado de concessão de serviços públicos. 
Razão de Interesse Público Razão de Inexecução do Contratado 
Ato discricionário Ato discricionário 
Indenização prévia 
(Administração Pública indeniza Concessionária) 
Indenização posterior 
(Concessionária indeniza Administração Pública) 
Não há contraditório e ampla defesa Há contraditório e ampla defesa 
Com autorização legislativa específica Sem autorização legislativa específica 
 
 
Art. 39. O contrato de concessão poderá ser RESCINDIDO por iniciativa da concessionária, no caso de 
descumprimento das normas contratuais pelo poder concedente, mediante ação judicial especialmente 
intentada para esse fim. 
Parágrafo único. Na hipótese prevista no caput deste artigo, os serviços prestados pela concessionária não 
poderão ser INTERROMPIDOS ou PARALISADOS, até a decisão judicial transitada em julgado. 
 
Capítulo XI 
DAS PERMISSÕES 
Art. 40. A PERMISSÃO de serviço público SERÁ FORMALIZADA mediante CONTRATO DE ADESÃO, que observará 
os termos desta Lei, das demais normas pertinentes e do edital de licitação, inclusive quanto à precariedade e à 
revogabilidade unilateral do contrato pelo poder concedente. 
Parágrafo único. APLICA-SE às permissões o disposto nesta Lei. 
 
Capítulo XII 
DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS 
Art. 41. O disposto nesta Lei não se aplica à concessão, permissão e autorização para o serviço de radiodifusão 
sonora e de sons e imagens. 
 
 
Art. 42. As concessões de serviço público outorgadas anteriormente à entrada em vigor desta Lei consideram-se 
válidas pelo prazo fixado no contrato ou no ato de outorga, observado o disposto no art. 43 desta Lei. 
 
§ 1o Vencido o prazo mencionado no contrato ou ato de outorga, o serviço poderá ser prestado por órgão ou 
entidade do poder concedente, ou delegado a terceiros, mediante novo contrato. 
 
§ 2o As concessões em caráter precário, as que estiverem com prazo vencido e as que estiverem em vigor por prazoindeterminado, inclusive por força de legislação anterior, permanecerão válidas pelo prazo necessário à realização 
dos levantamentos e avaliações indispensáveis à organização das licitações que precederão a outorga das concessões 
que as substituirão, prazo esse que não será inferior a 24 (vinte e quatro) meses. 
 
§ 3º As concessões a que se refere o § 2o deste artigo, inclusive as que não possuam instrumento que as formalize 
ou que possuam cláusula que preveja prorrogação, terão validade máxima até o dia 31 de dezembro de 2010, desde 
que, até o dia 30 de junho de 2009, tenham sido cumpridas, cumulativamente, as seguintes condições: 
113 
 
I - levantamento mais amplo e retroativo possível dos elementos físicos constituintes da infra-estrutura de bens 
reversíveis e dos dados financeiros, contábeis e comerciais relativos à prestação dos serviços, em dimensão necessária 
e suficiente para a realização do cálculo de eventual indenização relativa aos investimentos ainda não amortizados 
pelas receitas emergentes da concessão, observadas as disposições legais e contratuais que regulavam a prestação 
do serviço ou a ela aplicáveis nos 20 (vinte) anos anteriores ao da publicação desta Lei; 
II - celebração de acordo entre o poder concedente e o concessionário sobre os critérios e a forma de indenização 
de eventuais créditos remanescentes de investimentos ainda não amortizados ou depreciados, apurados a partir dos 
levantamentos referidos no inciso I deste parágrafo e auditados por instituição especializada escolhida de comum 
acordo pelas partes; e 
III - publicação na imprensa oficial de ato formal de autoridade do poder concedente, autorizando a prestação 
precária dos serviços por prazo de até 6 (seis) meses, renovável até 31 de dezembro de 2008, mediante comprovação 
do cumprimento do disposto nos incisos I e II deste parágrafo. 
 
§ 4o Não ocorrendo o acordo previsto no inciso II do § 3o deste artigo, o cálculo da indenização de investimentos 
será feito com base nos critérios previstos no instrumento de concessão antes celebrado ou, na omissão deste, por 
avaliação de seu valor econômico ou reavaliação patrimonial, depreciação e amortização de ativos imobilizados 
definidos pelas legislações fiscal e das sociedades por ações, efetuada por empresa de auditoria independente 
escolhida de comum acordo pelas partes. 
 
§ 5o No caso do § 4o deste artigo, o pagamento de eventual indenização será realizado, mediante garantia real, por 
meio de 4 (quatro) parcelas anuais, iguais e sucessivas, da parte ainda não amortizada de investimentos e de outras 
indenizações relacionadas à prestação dos serviços, realizados com capital próprio do concessionário ou de seu 
controlador, ou originários de operações de financiamento, ou obtidos mediante emissão de ações, debêntures e 
outros títulos mobiliários, com a primeira parcela paga até o último dia útil do exercício financeiro em que ocorrer a 
reversão. 
 
§ 6o Ocorrendo acordo, poderá a indenização de que trata o § 5o deste artigo ser paga mediante receitas de novo 
contrato que venha a disciplinar a prestação do serviço. 
 
 
Art. 43. Ficam extintas todas as concessões de serviços públicos outorgadas sem licitação na vigência da Constituição 
de 1988. 
Parágrafo único. Ficam também extintas todas as concessões outorgadas sem licitação anteriormente à Constituição 
de 1988, cujas obras ou serviços não tenham sido iniciados ou que se encontrem paralisados quando da entrada em 
vigor desta Lei. 
 
 
Art. 44. As concessionárias que tiverem obras que se encontrem atrasadas, na data da publicação desta Lei, 
apresentarão ao poder concedente, dentro de cento e oitenta dias, plano efetivo de conclusão das obras. 
Parágrafo único. Caso a concessionária não apresente o plano a que se refere este artigo ou se este plano não 
oferecer condições efetivas para o término da obra, o poder concedente poderá declarar extinta a concessão, relativa 
a essa obra. 
 
 
Art. 45. Nas hipóteses de que tratam os arts. 43 e 44 desta Lei, o poder concedente indenizará as obras e serviços 
realizados somente no caso e com os recursos da nova licitação. 
Parágrafo único. A licitação de que trata o caput deste artigo deverá, obrigatoriamente, levar em conta, para fins de 
avaliação, o estágio das obras paralisadas ou atrasadas, de modo a permitir a utilização do critério de julgamento 
estabelecido no inciso III do art. 15 desta Lei. 
 
 
 
 
 
114 
 
5. PROCESSO ADMINISTRATIVO – LEI Nº 9.784/1999 
 
PROCESSO ADMINISTRATIVO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO 
Configura-se por uma série concatenada de atos 
administrativos, respeitando uma ordem posta por lei, 
com uma finalidade especifica, ensejando a prática de 
um ato final. 
Traduz-se na forma pela qual os atos do processo se 
desenvolvem. O procedimento é o rito respeitado pela 
Administração para se alcançar a finalidade do 
processo. 
 
CAPÍTULO I 
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS 
Art. 1o Esta Lei estabelece normas básicas sobre o PROCESSO ADMINISTRATIVO no âmbito da Administração 
Federal direta e indireta, visando, em especial, à proteção dos direitos dos administrados e ao melhor cumprimento 
dos fins da Administração. 
 
§ 1o Os preceitos desta Lei TAMBÉM SE APLICAM aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário da União, 
quando no desempenho de função administrativa. 
 
§ 2o Para os fins desta Lei, CONSIDERAM-SE: 
I - ÓRGÃO - a unidade de atuação integrante da estrutura da Administração direta e da estrutura da 
Administração indireta; 
II - ENTIDADE - a unidade de atuação dotada de personalidade jurídica; 
III - AUTORIDADE - o servidor ou agente público dotado de poder de decisão. 
 
 
Art. 2o A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos PRINCÍPIOS da legalidade, finalidade, motivação, 
razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e 
eficiência. 
 
Parágrafo único. Nos processos administrativos serão observados, entre outros, os CRITÉRIOS de: 
I - atuação conforme a lei e o Direito; 
II - atendimento a fins de interesse geral, VEDADA a renúncia total ou parcial de poderes ou competências, SALVO 
autorização em lei; 
III - objetividade no atendimento do interesse público, VEDADA a promoção pessoal de agentes ou autoridades; 
IV - atuação segundo padrões éticos de probidade, decoro e boa-fé; 
V - divulgação oficial dos atos administrativos, ressalvadas as hipóteses de sigilo previstas na Constituição; 
VI - adequação entre meios e fins, VEDADA a imposição de obrigações, restrições e sanções em medida superior 
àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público; 
VII - indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinarem a decisão; 
VIII – observância das formalidades essenciais à garantia dos direitos dos administrados; 
IX - adoção de formas simples, suficientes para propiciar adequado grau de certeza, segurança e respeito aos direitos 
dos administrados; 
X - garantia dos direitos à comunicação, à apresentação de alegações finais, à produção de provas e à interposição 
de recursos, nos processos de que possam resultar sanções e nas situações de litígio; 
XI - proibição de cobrança de despesas processuais, RESSALVADAS as previstas em lei; 
XII - impulsão, de ofício, do processo administrativo, sem prejuízo da atuação dos interessados; 
XIII - interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a que se 
dirige, VEDADA aplicação retroativa de nova interpretação. 
 
 
 
 
115 
 
CAPÍTULO II 
DOS DIREITOS DOS ADMINISTRADOS 
Art. 3o O administrado tem os seguintes DIREITOS perante a administração, sem prejuízo de outros que lhe sejam 
assegurados: 
I - ser tratado com respeito pelas autoridades e servidores, que deverão facilitar o exercício de seus direitos e o 
cumprimento de suas obrigações; 
II - ter ciência da tramitação dos processos

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