Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Sistem� digestóri�
2° semestre
Lívia B. Cerreti
Cavidad� ora� � faring�
Cavidad� ora�
– A cavidade oral ou boca é dividida em duas partes: vestíbulo da boca e cavidade
própria da boca
– Vestíbulo da boca: espaço entre os dentes e gengiva e os lábios e bochechas;
comunica-se com o exterior pela rima da boca
– Cavidade própria da boca: espaço entre os arcos dentais da maxila e da
mandíbula; limitada lateral e anteriormente pelos arcos dentais, teto formado pelo
palato e se comunica com a orofaringe
Lábi��, bochecha� � gengiva�
– Lábios: pregas musculofibrosas móveis que circundam a boca
– Contém músculos orbicular da boca, vasos e nervos dos lábios superiores e
inferiores
– Atuam como as válvulas da rima da boca, contendo o esfíncter (músculo orbicular
da boca) que controla entrada e saída da boca
– A zona de transição do lábio continua até a cavidade oral
– Frênulos dos lábios: pregas da margem livre da túnica mucosa na linha mediana
– Irrigados pelas artérias labiais superior e inferior, formando um anel arterial
– Lábio superior é irrigado por ramos labiais superiores das artérias facial e
infraorbital, enquanto o inferior é irrigado por ramos labiais inferiores das artérias
facial e mentual
– Inervação: lábio superior pelos nervos infraorbitais e inferior pelos nervos
mentuais
– Linfonodos submandibulares no lábio superior e submentuais no inferior
– As bochechas são contínuas com os lábios e tem estrutura similar
– A parte externa constitui a região bucal
– A proeminência da bochecha está entre as regiões bucal e zigomática
– Seus principais músculos são os bucinadores, que superficialmente apresentam
corpos adiposos
– A irrigação das bochechas se dá por ramos bucais da artéria maxilar e a inervação
é por ramos bucais do nervo mandibular
– Gengivas: constituídas de tecido fibroso coberto por túnica mucosa
– A gengiva propriamente dita está presa aos processos alveolares da mandíbula e
da maxila e aos dentes
– As gengivas labial e mandibular são adjacentes aos lábios e às bochechas,
respectivamente
Lívia B. Cerreti
Palat� dur� � palat� mol�
– O palato constitui o teto da cavidade oral, separando-a da cavidade nasal
– A parte anterior é o palato duro, que é formado pelos processos palatinos da
maxila e as lâminas horizontais do osso palatino
– A parte posterior é o palato mole, o qual é móvel e não possui esqueleto ósseo; de
sua margem livre se origina a úvula
– Durante a deglutição, o palato mole é tensionado para permitir que a língua seja
pressionada e leve o bolo alimentar para a parte posterior da boca e então ele é
elevado, impedindo que o alimento vá para a cavidade nasal
– A cavidade oral é delimitada posteriormente pelo istmo das fauces
– O palato possui uma linha mediana, que possui uma crista a partir da papila
incisiva, a rafe do palato
– Os cinco músculos do palato mole são: tensor do véu palatino (nervo pterigóideo
medial), levantador do véu palatino, palatoglosso, palatofaríngeo e músculo da úvula
(inervados pelo ramo faríngeo do nervo vago)
– Irrigação: artérias palatinas maior e menor
– Drenagem através das veias do palato, que são tributárias do plexo venoso
pterigóideo
– Inervação: nervos sensitivos são ramos do nervo maxilar; nervos palatino maior
supre a gengiva, nervo nasopalatino supre a túnica mucosa do palato duro, nervos
palatinos menores suprem o palato mole
Língu�
– Órgão móvel recoberto por túnica mucosa
– Função: articulação e compressão do
alimento
– Dividida em raiz (parte posterior), corpo e
ápice
– Possui duas faces, que são separadas
por uma margem
– O dorso da língua possui o sulco terminal
da língua
– O sulco mediano divide a parte anterior
em metades direita e esquerda
– As papilas linguais podem ser
circunvaladas (circundadas por uma
depressão onde se abrem ductos de
glândulas serosas), folhadas (pouco
desenvolvidas em humanos), filiformes
Lívia B. Cerreti
(contém terminações nervosas) e fungiformes (em formato de cogumelo)
– A parte posterior da língua não apresenta papilas, mas contém nódulos linfoides,
que formam a tonsila lingual
– Músculos extrínsecos da língua: genioglosso, hioglosso, estiloglosso (todos
inervados pelo nervo hipoglosso) e palatoglosso (inervado pelo plexo faríngeo)
– Músculos intrínsecos da língua: longitudinais superior e inferior, transverso e
vertical
– Irrigação: artérias dorsais da língua e artérias profundas da língua
– Drenagem venosa: veias dorsais da língua, veias profundas da língua e veia
sublingual
Faring�
– Estende-se da base do crânio até a margem inferior da cartilagem cricóidea
– É contínua com o esôfago
– Seu interior é dividido em três partes
– Parte nasal (nasofaringe): tem função respiratória e se abre na cavidade nasal a
partir dos cóanos
– Possui tecido linfoide abundante que forma um anel tonsilar
– Tonsila faríngea: chamada de adenoide quando aumentada, situada na parte
posterior da nasofaringe
– Existe uma prega de mucosa chamada prega salpingofaríngea, que se estende a
partir da extremidade medial da tuba auditiva
– A tonsila tubária se situa perto da tuba auditiva
– Posterior ao toro tubário e à prega salpingofaríngea, fica o recesso faríngeo, uma
projeção lateral da faringe em formato de fenda
– Parte oral da faringe (orofaringe): tem função digestória; seus limites são o palato
mole e a base da língua
– As tonsilas palatinas ficam de cada lado da faringe entre os arcos palatinos
– A fossa tonsilar é formada pelo músculo constritor superior da faringe e pela
lâmina da fáscia faringobasilar
– Parte laríngea: posterior à laringe; estende-se da parte superior da epiglote até a
margem inferior da cartilagem cricóidea; comunica-se com a laringe pelo ádito da
laringe
– O recesso piriforme é uma depressão de cada lado do ádito e separado dele pela
prega ariepiglótica
– A faringe apresenta uma lâmina muscular formada por uma camada interna de
músculo longitudinal e uma camada circular externa
– A camada circular externa é composta pelos músculos constritores da faringe
(superior, médio e inferior)
Lívia B. Cerreti
– Os músculos longitudinais internos são: palatofaríngeo, estilofaríngeo e
salpingofaríngeo; são responsáveis por elevar a laringe e encurtar a faringe durante
a deglutição
– A irrigação é feita pela artéria tonsilar, um ramo da artéria fascial
– A drenagem venosa é feita pela veia palatina externa (paratonsilar) e drena para o
plexo venoso faríngeo
– O anel linfático é formado pelas tonsilas palatinas, linguais e faríngeas
– A inervação motora e sensitiva deriva do plexo nervoso faríngeo
– As fibras motoras do plexo derivam do nervo vago e suprem todos os músculos da
faringe e palato mole, exceto o estilofaríngeo e o tensor do véu palatino
– As fibras sensitivas derivam do nervo glossofaríngeo
Lívia B. Cerreti
Esôfag� � estômag�
Esôfag�
– Tubo que conecta a faringe ao estômago
– É contínuo no começo com a parte laríngea da faringe na junção faringoesofágica
– A parte superior é composta de músculo estriado esquelético e a parte inferior é
composta de músculo liso, que se misturam na região intermediária
– A parte cervical é a primeira porção, a qual pertence o esfíncter esofágico
superior; é um pouco inclinada para a esquerda
– O lúmen do esôfago se expande quando o bolo alimentar desce por ele,
produzindo movimentos peristálticos
– A irrigação da parte cervical é feita por ramos das artérias tireóideas inferiores e a
drenagem é feita por tributárias das veias tireóideas inferiores, linfonodos
paratraqueais e linfonodos cervicais profundos inferiores
– A inervação da parte cervical é feita por fibras somáticas através dos nervos
laríngeos recorrentes e por fibras vasomotoras dos troncos simpáticos
– O esôfago apresenta três constrições
– Constrição cervical (esfíncter esofágico superior): causada pela parte
cricofaríngea do músculo constritor inferior da faringe; tem início na junção
faringoesofágica
– Constrição:
broncoaórtica (torácica):
cruzamento com a aorta
e com o brônquio
principal esquerdo
– Constrição
diafragmática: no local
em que atravessa o hiato
esofágico do diafragma– O esôfago possui uma
lâmina muscular circular
interna e uma
longitudinal externa
– É fixado às margens do
hiato esofágico pelo
ligamento
frenicoesofágico, o qual
permite o movimento do diafragma na respiração
– A parte abdominal vai do hiato esofágico até o óstio cárdio do estômago
Lívia B. Cerreti
– A junção esofagogástrica apresenta uma linha irregular que divide os dois órgãos,
chamada de linha Z, a qual é imediatamente inferior ao esfíncter esofágico inferior
– A irrigação da parte abdominal é feita pela artéria gástrica esquerda, um ramo do
tronco celíaco, pela artéria frênica inferior esquerda
– A drenagem venosa se dá para sistema porta pela veia gástrica esquerda e para o
sistema venoso sistêmico pelas veias esofágicas
– A inervação se dá pelo plexo esofágico, formado pelos troncos vagais e pelos
troncos simpáticos torácicos por meio de nervos esplâncnicos maiores e plexos
periarteriais
Estômag�
– Tem função de armazenar o alimento ingerido e prepará-lo para a digestão no
duodeno
– Realiza a digestão enzimática; o suco gástrico converte o alimento em uma
mistura semilíquida chamada quimo
– Sua anatomia de superfície é dividida em quatro partes
– Cárdia: circunda a abertura do estômago (óstio cárdio)
– Fundo gástrico: parte
superior relacionada
com a cúpula do
diafragma
– A incisura cárdica está
entre a parte cárdia e o
fundo gástrico
– Corpo gástrico: parte
principal; entre o fundo
e o antro pilórico
– Parte pilórica: região
da saída do estômago;
o antro pilórico leva ao
canal pilórico; o piloro é
um esfíncter presente
nessa parte que
controla a saída do
conteúdo gástrico pelo óstio pilórico para o duodeno
– O estômago apresenta duas curvaturas
– Curvatura menor: forma a margem direita do estômago; a incisura angular indica a
junção do corpo gástrico com a parte pilórica
– Curvatura maior: forma a margem esquerda do estômago
– Em seu interior, o estômago é coberto por uma camada contínua de muco que
protege a superfície do ácido gástrico
Lívia B. Cerreti
– A mucosa forma pregas gástricas quando contraídas
– É coberto de peritônio, exceto onde há vasos sanguíneos
– A irrigação é feita por anastomoses nas curvaturas
– Na curvatura menor, as artérias gástricas esquerda e direita se anastomosam,
enquanto na maior, ela se dá pelas artérias gastromentais direita e esquerda
– As veias gástricas acompanham as artérias; as veias gástricas direita e esquerda
drenam para a veia porta, enquanto as veias gastromentais esquerdas drenam para
a veia esplênica e a direita drena para a veia mesentérica superior
– As veias mesentérica superior e gastromental direita se unem para formar a veia
porta
– A inervação parassimpática se dá pelos troncos vagais anterior e posterior
– O tronco vagal anterior deriva do nervo vago esquerdo e segue a curvatura menor
do estômago
– O tronco vagal posterior deriva do nervo vago direito e segue pela curvatura maior
do estômago; emite um ramo para o plexo celíaco
– A inervação simpática segue para o plexo celíaco pelo nervo esplâncnico maior
Lívia B. Cerreti
Intestin� delgad�, gr�ss�, cana� ana� � ânu�
Vascularizaçã� d�� intestin�� primitiv�� � seu� derivad��
– Intestino primitivo é dividido em anterior (proximal), médio e posterior (distal)
– Intestino anterior: tronco celíaco (até parte descendente do duodeno)
– Intestino médio: artéria mesentérica superior (até a flexura cólica esquerda)
– Intestino posterior: artéria mesentérica inferior (até a parte superior do reto)
Intestin� delgad�
– Ocupa todos os quadrantes do abdome
– Dividido em duodeno, jejuno e íleo
– Duodeno: parte inicial; recebe o conteúdo digerido no estômago e termina a
digestão
– A maior parte do duodeno é retroperitoneal
– Ele envolve a cabeça do pâncreas
– É dividido em partes superior, descendente, horizontal e ascendente
– Na parte descendente se abrem dois ductos pancreáticos
– Flexuras do intestino: superior, inferior e duodenojejunal
– As papilas duodenais (ou ampolas) maior e menor ficam na parte descendente
– Ampola hepatopancreática: formada pelos ductos colédoco e pancreático
principal; é uma estrutura dilatada; forma o esfíncter de Oddi
– A papila menor é formada pelo ducto pancreático acessório
– Irrigação: artéria pancreático-duodenal inferior, (um ramo da artéria mesentérica
superior) que se divide em ramos anterior e posterior e artéria pancreático-duodenal
inferior, que também se divide em ramos anterior e posterior; os ramos anteriores e
posteriores se anastomosam
– Drenagem: veia mesentérica superior e veia esplênica, que formam a veia porta,
fazendo drenagem para o sistema porta hepático
– Inervação simpático pelos nervos esplâncnicos e parassimpática pelo tronco vagal
– Jejuno: tem função de absorver nutrientes, portanto apresenta mais pregas para
aumentar a superfície de contato
– Vasa recta mais longa
– Mesentério mais grosso e opaco, pois possui mais lipídeos, uma vez que sofreram
absorção
– Irrigado pelas artérias jejunais, ramos da artéria mesentérica superior
– Íleo: parte final do intestino delgado
– Alça com menor diâmetro
Lívia B. Cerreti
– Mesentério mais fino (pois a gordura já foi eliminada para os vasos linfáticos) e
translúcido
– Presença de GALT, que aumenta após o intestino grosso, formando placas de
Peyer
– Papila ileal: fica na transição com o intestino grosso; está entre o ceco e o colo
ascendente; apresenta lábio ileocólico (superior) e ileocecal (inferior)
– É irrigado pelas artérias ileais, ramos da artéria mesentérica superior
– As veias jejunais e ileais drenam para veia mesentérica superior, que se junta com
a veia esplênica e forma a veia porta
Intestin� gr�ss�
– Apresenta saculações/haustros com apêndices omentais associados
– Três faixas de músculo liso conhecidas como tênias
– Tênia mesocólica associada ao mesocolo; tênia omental associada ao omento e
tênia livre sem nenhuma associação
– As tênias convergem para o apêndice vermiforme
– Ceco: primeira parte; termina na papila ileal; ceco e apêndice possuem peritônio
– Colo ascendente: apresenta a tênia do colo; está junto à parede posterior do
abdome, então só a parte da frente possui peritônio
– Flexura cólica direita: entre colo ascendente e colo transverso
– Colo transverso: peritonizado; mesocolo transverso
– Flexura cólica esquerda: esplênica; entre colo transverso e descendente
– Colo descendente: retroperitoneal
– Colo sigmoide: é peritonizado; móvel
– Reto: possui peritônio na parte superior, é retroperitoneal no meio e
extraperitoneal na parte inferior; apresenta quatro pregas (junção reto-sigmoide,
superior, média e inferior) que se abrem e fecham
Cana� ana�
– Possui um esfíncter externo de músculo esquelético e um interno de músculo liso
– Começa após a prega inferior na junção anorretal
– Emite projeções que formam uma coluna anal e entre elas há um espaço, os seios
anais
– Abaixo das colunas, existe mucosa que se transforma em pele
– A transição da mucosa para pele se dá na linha pécten (ou pectínea)
Lívia B. Cerreti
Fígad�, vesícul� bilia� � pâncrea�
Pâncrea�
– Glândula mista acessória da digestão, alongada e retroperitoneal
– Situa-se atrás do estômago, entre o duodeno e o baço
– Produz suco pancreático (secreção exócrina; liberado no duodeno), glucagon e
insulina (secreções endócrinas; liberados no sangue)
– É dividido em cabeça, colo, corpo e cauda
– A cabeça do pâncreas é a parte expandida da glândula e possui uma projeção
inferior chamada processo uncinado
– O ducto colédoco se situa em sulco na face posterossuperior da cabeça
– O colo do pâncreas é curto e está situado entre os vasos mesentéricos superiores
– O corpo do pâncreas possui
peritônio na face anterior mas
não na posterior
– A cauda do pâncreas se
situa anterior ao rim esquerdo
e é relativamente móvel
– O ducto pancreático principal
surge na cauda do pâncreas e
se relaciona com o ducto
colédoco, formando a ampola
hepatopancreática, a qual se
abre na papila maior do
duodeno
– O ducto pancreático
acessório abre-se na papila
menor do duodeno
– Irrigação: ramos
pancreáticos das artérias
gastroduodenale mesentérica superior; artérias pancreaticoduodenais superiores
anterior e posterior (ramos da artéria gastroduodenal) e artérias
pancreaticoduodenais inferiores anterior e posterior (ramos da artéria mesentérica
superior)
– Drenagem venosa: veias pancreáticas, tributárias da veia porta hepática, que
drenam para veia esplênica
– Nervos derivados dos nervos vago e esplâncnico
Lívia B. Cerreti
Fígad�
– Maior glândula do corpo
– Armazena glicogênio e secreta bile, que sai pelos ductos biliares (ductos
hepáticos direito e esquerdo) e formam o ducto hepático comum, que se une aos
ductos cístico e colédoco
– A produção de bile é contínua, exceto no momento da refeição, quando é liberada
pela vesícula biliar
– Ocupa o hipocôndrio direito, a região epigástrica e normalmente, vai até o
hipocôndrio esquerdo, podendo variar de pessoa para pessoa
– Possui uma face diafragmática anterior e uma face visceral posteroinferior
– A face diafragmática é lisa e se relaciona com o diafragma e é recoberta por
peritônio
– O ligamento falciforme se estende entre o fígado e a parede anterior do abdome
– A área nua do fígado está em contato direto com o diafragma e é demarcada
pelos ligamentos coronários, que se unem para formar os ligamentos triangulares
direito e esquerdo
– A VCI atravessa o sulco da veia cava na área nua
– A face visceral é cheia de fissuras e impressões e também é recoberta por
peritônio
– O ligamento redondo do fígado é um remanescente da veia umbilical do feto e
segue na margem livre do ligamento falciforme
– O omento menor ou ligamento hepatogástrico encerra a tríade portal (ducto
colédoco, veia porta e artéria hepática)
– O fígado é dividido em quatro lobos, dois anatômicos (lobo hepático direito e lobo
hepático esquerdo) e dois acessórios (lobo quadrado e lobo caudado)
– Ele é ainda subdividido em oito segmentos que recebem um ramo secundário ou
terciário da tríade portal, fazendo com que sejam independentes
– Possui irrigação dupla, uma venosa dominante e uma arterial menor
– A veia porta hepática (formada pelas veias mesentérica superior e esplênica) traz
80% do sangue para o fígado com oxigênio e nutrientes absorvidos pelo sistema
digestório
– A artéria hepática própria traz 20% do sangue; é um ramo da artéria hepática
comum que se origina no tronco celíaco
Lívia B. Cerreti
Lívia B. Cerreti
Duct�� biliare�
– Conduzem a bile do fígado para o duodeno
– Ductos hepáticos direito e esquerdo drenam as partes direita e esquerda do
fígado, respectivamente
– Ducto hepático comum recebe o ducto cístico para formar o ducto colédoco, que
conduz a bile para o duodeno
Vesícul� bilia�
– Situa-se na fossa da vesícula biliar do fígado
– Armazena e libera bile no momento da alimentação
– Dividida em fundo, corpo e colo
– Fundo: extremidade larga e arredondada
– Corpo: parte principal
– Colo: extremidade estreita e afilada oposta ao fundo e se une ao ducto cístico
– O ducto cístico une o colo da vesícula ao ducto hepático comum para que a bile
seja desviada para a vesícula quando o ducto colédoco se fecha
– Irrigação: artéria cística que se origina da artéria hepática direita
– Drenagem: veias císticas, que drenam para veia porta hepática
– Inervação: plexo nervoso celíaco, nervo vago e nervo frênico direito
Lívia B. Cerreti
Peritôni�
– Estrutura de difícil definição
– A maior camada serosa do corpo humano
– É dividido em lâmina parietal (em contato com a cavidade abdominal e aos
músculos do abdome) e visceral (envolve os órgãos da cavidade abdominal e
pélvica) e líquido intraperitoneal
– Constituição do peritônio: células mesoteliais achatadas fixadas sobre tecido
conjuntivo frouxo
– Constituição do líquido peritoneal: pequena quantidade de líquido transparente, o
qual apresenta remanescentes mesoteliais e células do sistema imune,
principalmente linfócitos
– O peritônio em homens é um saco completamente fechado, contudo, em
mulheres, ele apresenta duas aberturas inferiores por onde se projetam as tubas
uterinas
– O peritônio, na maior parte de sua extensão, é contínuo, pode apresentar
fenestras em algumas porções
– Tem importante função de sustentação e fixação de órgãos da cavidade
abdominopélvica, além de ser importante barreira imunológica
– Omento menor e omento maior são duas dobras do peritônio com tecido adiposo
e tecido conjuntivo frouxo
Divisõe� intraperitoneai� � extraperitoneai�
– Fígado: intraperitoneal, com exceção da área nua
– Estômago: intraperitoneal
– Intestino delgado: parte descendente do duodeno, jejuno e íleo são
intraperitoneais; demais partes são extraperitoneais
– Intestino grosso: colo transverso, sigmoide e, geralmente, ceco, um terço inferior
do colo descendente são intraperitoneais; de maneira geral, o colo ascendente,
descendente, reto e ânus são estraperitoneais
– Pâncreas: anteriormente recoberto por peritônio, outras partes são
extraperitoneais
– Baço: intraperitoneal
– Aorta e veia cava inferior: extraperitoneais
– Rim e glândula suprarrenal: extrapeitoneais
– Bexiga urinária: porção superior revestida por peritônio; demais partes
extraperitoneais
Lívia B. Cerreti
– Útero: intraperitoneal
– Tubas uterinas: projetam-se do peritônio para fora em direção aos ovários
– Ovários: extraperitoneais
Lívia B. Cerreti
Histologi� d� cavidad� ora�
Cavidad� d� boc�
– Revestida de epitélio estratificado pavimentoso
– O lábio apresenta a transição para o epitélio queratinizado da pele
– A lâmina própria é contínua com a submucosa, onde se encontram glândulas
salivares
– O teto da boca é formado pelos palatos duro e mole, que são revestidos por
epitélio estratificado pavimentoso
– No palato duro, a mucosa repousa sobre o tecido ósseo
– O palato mole é constituído por músculo estriado esquelético e apresenta
glândulas salivares na submucosa
Língu�
– Formada por músculo estriado esquelético recoberto por mucosa
– Na superfície inferior da língua a mucosa é lisa
– Na superfície superior, ela é
irregular devido à presença de
papilas
– Há uma separação entre as partes
anterior e posterior da superfície
superior por uma linha em forma de
V
– Após a linha, a língua apresenta
saliências formadas por nódulos
linfáticos
– As tonsilas linguais se apresentam
como saliências na mucosa
– As papilas podem ser:
● Papilas filiformes: são cônicas
e alongadas; mais frequentes
e recobrem toda a superfície
superior da língua
● Papilas fungiformes: base
estreita a parte apical dilatada
(parece um fungo); são pouco
frequentes e estão entre as filiformes; apresentam corpúsculos gustativos
Lívia B. Cerreti
● Papilas circunvaladas: forma achatada; são circundadas por um sulco, onde
desembocam as glândulas salivares linguais serosas; formam o V lingual
● Papilas foliáceas: pouco desenvolvidas em humanos
Gengiv�
– Mucosa constituída por lâmina própria de tecido conjuntivo denso e epitélio
estratificado plano
– Divide-se em:
– Gengiva inserida: lâmina própria é firmemente inserida no periósteo e o epitélio
queratinizado
– Gengiva marginal: junto à coroa dentária
– O epitélio gengival aderido ao dente é denominado epitélio juncional
Glândula� salivare�
– Possuem porção secretora e ductos excretores
– Função: lubrificar e umedecer alimentos; início da digestão de carboidratos e
lipídeos
– Glândula parótida: glândula serosa (possui células serosas); exócrina acinosa
composta e produz 25% da saliva
– Glândula submandibular: glândula mista, ou seja, possui ácinos mucosos (contém
muco) e serosos (contém proteína); exócrina tubuloacinosa composta
– Glândula sublingual: glândula mista; exócrina tubuloacinosa composta
Lívia B. Cerreti
Histologi� d� esôfag� � estômag�
Estrutur� gera� d� trat� digestóri�
– É formado por quatro camadas principais, que são: mucosa, submucosa, camada
muscular e camada serosa
– Camada mucosa é constituída por: camada epitelial de revestimento, lâmina
própria de tecido frouxo contendo vasos, fibras musculares lisas e tecido linfoide e
muscular da mucosa (camada delgada de músculo liso)
– A submucosa é formada de tecido conjuntivo denso rico em vasos sanguíneose
linfáticos e contém o plexo nervoso submucoso (de Meissner) e glândulas
– A camada muscular é constituída por fibras musculares lisas (camada circular
interna e camada longitudinal externa) e plexo nervoso mioentérico
– A camada serosa é formada por tecido conjuntivo frouxo e mesotélio
Esôfag�
– É revestido por epitélio estratificado pavimentoso não queratinizado
– Possui todas as camadas mencionadas anteriormente
– A submucosa apresenta glândulas esofágicas
– A camada muscular é constituída por músculo estriado esquelético na porção
superior, músculo liso no terço inferior e uma transição entre os dois na porção
média
– Sua parte abdominal é revestida por uma camada serosa
– A parte torácica é revestida somente pela adventícia, constituída de tecido frouxo
Estômag�
– Histologicamente, é dividido em três regiões: região cárdia, corpo e fundo com a
mesma estrutura e piloro
– Sua superfície interna apresenta invaginações do epitélio de revestimento para
dentro da lâmina própria, formando as fossetas gástricas
– A membrana mucosa possui pequenas glândulas que se abrem no fundo das
fossetas
– As glândulas se localizam na lâmina própria e não na submucosa
Lívia B. Cerreti
– A região cárdia apresenta fossetas desenvolvidas, glândulas curtas, células
colunares mucosas produtoras de muco e isoenzimas e células parietais (oxínticas)
produtoras de H+ e Cl
– O fundo e o corpo possuem fossetas curtas glândulas desenvolvidas
– Essas glândulas são formadas por istmo (células mucosas, células tronco e
parietais), colo (células mucosas, células tronco, parietais e enteroendócrinas) e
base (células parietais, principais ou zimogênicas e enteroendócrinas
– A região pilórica tem fossetas desenvolvidas e glândulas curtas formadas por
células mucosas e células G (secretam gastrina)
Lívia B. Cerreti
Histologi� d�� intestin��
Intestin� delgad�
– Sua mucosa tem função de: digestão, absorção, secreção, motilidade e defesa
– Mesmo padrão do esôfago e estômago (camadas mucosa, submucosa, muscular
própria e serosa)
– Duodeno: tecido epitelial simples colunar
– Apresenta vilosidades que formam invaginações (criptas) no sentido da lâmina
própria
– Os vilos possuem enterócitos (células absortivas) com microvilosidades para
aumentar a superfície de absorção
– Nas criptas há células tronco, células enteroendócrinas e células de defesa
(células M)
– O duodeno também apresenta muitas glândulas mucosas, onde se situam as
células de Paneth, as quais contém lizoenzimas
– Jejuno: região de maior absorção; apresenta pregas intestinais com vilos
(enterócitos e células caliciformes)
– Ocorre um tracionamento da submucosa
– A absorção acontece pelos capilares venosos, que vem da veia mesentérica e vão
para o fígado
– Íleo: via final; apresenta inúmeras células caliciformes e menos células absortivas
Intestin� gr�ss�
– Cólon: epitélio que se projeta para baixo (existem apenas criptas); muitas células
caliciformes
– Apêndice vermiforme: nódulos linfáticos; criptas menos desenvolvidas
– Canal anal: criptas com muitas células caliciformes; zona colorretal com glândulas;
zona de transição com epitélio que se estratifica com células cúbicas e sem células
caliciformes; zona pavimentosa tem as mesmas características da pele
– Ânus: pele, glândulas sebáceas e folículos pilosos
Lívia B. Cerreti
Histologi� d� fígad�, via� biliare� � pâncrea�
Pâncrea�
– Glândula mista
– Parte endócrina formada pelas ilhotas de Langerhans
– A parte exócrina é composta de ductos intercalares que penetram na luz dos
ácinos, onde se apresenta como células centroacinosas
– Os ductos confluem para ductos intralobulares e interlobulares
– Apresenta uma cápsula de tecido conjuntivo que envia septos que dividem a
glândula em lóbulos
– Células dos ácinos repousam sobre a lâmina basal envolta por fibras reticulares e
capilares sanguíneos
– O controle da secreção é feito pelos hormônios secretina e CCK
– Secretina promove secreção de um líquido alcalino que neutraliza a acidez dos
alimentos no duodeno
– A secreção estimulada pelo CCK é rica em enzimas
Fígad�
– Constituído de hepatócitos, que formam os lóbulos hepáticos
– Nos lóbulos, os hepatócitos se organizam em uma placa
– Cada espaço porta apresenta uma vênula, uma arteríola e um ducto biliar, que
formam a tríade portal
– As placas celulares são perfuradas por capilares sinusóides
– Os sinusóides tem paredes revestidas por células endoteliais e células de Kupffer
(macrófagos com ação de fazer fagocitose)
– O espaço que separa o hepatócito do sinusoide é o espaço de Disse, que contém
células armazenadoras de lipídeos
– No centro do lóbulo existe uma veia centrolobular, onde desembocam os
sinusóides
Lívia B. Cerreti
Vesícul� bilia�
– Órgão oco com um ducto que desemboca no ducto hepático comum, formando o
ducto colédoco
– Parede constituída de várias camadas
– Mucosa constituída de epitélio prismático simples e lâmina própria
– Uma camada de músculo liso
– Uma camada de tecido conjuntivo perimuscular
– Camada adventícia
– É coberta por peritônio
Lívia B. Cerreti
Mastigaçã�, salivaçã� � deglutiçã�
– O sistema digestório tem função de levar nutrientes, água e eletrólitos do
ambiente externo para o ambiente interno
– Para isso, realiza digestão (degradação química e mecânica dos alimentos),
absorção (movimento de substâncias do lúmen para o líquido extracelular),
secreção (água vai do LEC para o lúmen do trato digestório) e motilidade
(movimento de material devido à contração muscular)
– Muco: composto de glicoproteínas chamadas mucinas e protege a mucosa do
trato gastrointestinal; feito em células mucosas do estômago
– O sistema digestório digere macromoléculas em moléculas absorvíveis através de
degradação mecânica e enzimática
– A mastigação e agitação gástrica produzem pedaços menores que aumentam a
superfície exposta às enzimas digestivas
– Absorção ocorre principalmente no intestino delgado
– A motilidade transporta o alimento e o mistura mecanicamente para quebrá-lo em
pequenas partículas, aumentando a superfície de contato com enzimas
– O trato gastrointestinal é constituído praticamente de músculo liso
– Entre as refeições, as contrações seguem um modelo de complexo motor
migratório, que realiza a limpeza, varrendo sobras do bolo alimentar
– Durante e após as refeições, podem ter outros dois padrões de contração
– Peristaltismo: ondas progressivas que se movem de uma seção do trato para a
próxima; realizado por músculos circulares, empurrando o alimento
– Contrações segmentares: segmentos curtos de intestino contraem e relaxam
alternadamente; quando o músculo circular contrai, o músculo longitudinal relaxa;
agitam o conteúdo intestinal
Regulaçã� d� funçã� gastrointestina�
– A motilidade e a secreção são as principais funções reguladas
– O sistema nervoso entérico (SNE) é constituído de seções isoladas do intestino
que criam uma onda de contrações peristálticas; é independente do controle
exercido pelo SNC
– O SNE possui neurônios intrínsecos, neurotransmissores, neuromoduladores,
células da glia, barreira de difusão e centros integradores
– Plexos nervosos entéricos permitem que os reflexos locais sejam iniciados,
integrados e finalizados (reflexos curtos)
Lívia B. Cerreti
– Um reflexo originado no SNC é chamado de reflexo longo, incluindo reflexos
antecipatórios e emocionais
– Assim, os reflexos longos são chamados de reflexos cefálicos, pois se originam no
encéfalo e se iniciam com estímulos que preparam o sistema digestório para a
refeição; como visão, cheiro e som
Fas� cefálic�
– Processo que se inicia antes de a comida entrar na boca
– São reflexos longos estimulados por pensamento, cheiro, imagem, etc que criam
uma resposta antecipatória
– O estímulo antecipatório e o estímulo do alimento na boca ativam o bulbo
– O bulbo manda sinais para as glândulas salivares e para o SNE via nervo vago
– Em resposta, estômago, intestino e órgãos glandulares iniciam a secreção e
aumentam a motilidade em antecipação ao alimento que virá
– O alimento, ao entrar na boca, fica em contato com a saliva– A saliva tem função de: amolecer e lubrificar o alimento, fazer a digestão do amido
(amilase salivar), gustação (dissolve o alimento para sentir o sabor) e defesa, pois
tem enzimas antibacterianas
– A digestão mecânica começa com a mastigação
– As glândulas salivares são exócrinas
– Glândulas parótidas: solução aquosa de enzimas
– Glândulas sublinguais: solução mucosa
– Glândulas submandibulares: solução mista
– A deglutição (engolir) empurra o alimento para o esôfago através da pressão da
língua
– No início, o palato mole se
eleva, fechando a
nasofaringe para impedir
que o alimento vá para a
cavidade nasal
– A contração muscular
move a faringe para cima, o
que fecha a traquéia e abre
o esfíncter esofágico
superior
– Quando o bolo se move
no esôfago, a epiglote se
abaixa, fechando as vias
aéreas superiores,
impedindo a entrada de
alimento ou líquido e a respiração é brevemente inibida
Lívia B. Cerreti
– Ao se aproximar do esôfago, o esfíncter esofágico superior relaxa e os movimento
peristálticos empurram o bolo alimentar em direção ao estômago
Fas� gástric�
– O estômago tem função de: armazenamento, digestão e defesa
– Sua atividade se inicia com um reflexo vagal antes da chegada do alimento
– A fase gástrica se inicia com a chegada do alimento no estômago, o qual é
distendido
– Com o alimento ainda no esôfago, o estômago relaxa e expande, o que é
chamado de relaxamento receptivo
– Enquanto a parte superior do estômago retém o bolo alimentar, a parte inferior
realiza a digestão
– Ondas peristálticas empurram o alimento para o piloro, misturando-o com ácidos e
enzimas digestivas
– O aumento da motilidade gástrica está sob controle neural e é estimulada pela
distensão do estômago
Fas� intestina�
– Começa quando o quimo passa ao intestino delgado
– Até então, o quimo sofreu pouca digestão química
– Contrações segmentares e peristálticas misturam o quimo com enzimas para
ocorrer a absorção
– Fígado, pâncreas e intestino produzem secreção
– Quando o quimo entra no intestino delgado, a digestão de proteínas, pois a
pepsina é inativada no pH alto
– Enzimas pancreáticas e da borda em escova finalizam a digestão de peptídeos,
carboidratos e gorduras em moléculas menores para serem absorvidas
Lívia B. Cerreti
Aspect�� morfofuncionai� d� funçã� gástric�
Secreçã� gástric�
– A mucosa gástrica apresenta glândulas oxínticas (gástricas) e glândulas pilóricas
– As glândulas oxínticas são compostas por células mucosas do cólon (secretam
muco), células principais (secretam pepsinogênio) e células parietais ou oxínticas
(secretam ácido clorídrico e fator intrínseco)
– A célula parietal possui canalículos intracelulares onde o ácido clorídrico é
formado e então é conduzido até a extremidade secretora da célula
– A formação do ácido clorídrico se dá por um mecanismo complexo
– A água dentro da célula se dissocia em H+ e OH-
– O H+ é catalisado pela bomba Na/K ATPase (que se transforma em uma bomba
H/K ATPase) e é bombeado para fora da célula
– OH- se acumula e forma HCO3- (bicarbonato) com o CO2 (que pode vir do
sangue ou ser formado pelo metabolismo da célula); essa reação é catalisada pela
anidrase carbônica
– HCO3- é transportado para o líquido extracelular e então íons cloreto entram na
célula e são secretados para os canalículos, resultando numa solução de ácido
clorídrico
– A acetilcolina estimula a secreção de pepsinogênio e de ácido clorídrico
– Gastrina e histamina estimulam apenas as células parietais
– Assim que secretado, o pepsinogênio não tem função digestiva, porém, ao entrar
em contato com HCl, ele é convertido em pepsina ativa, que atua como enzima
proteolítica
– A estimulação da secreção de pepsinogênio se dá por acetilcolina e ácido no
estômago
– O fator intrínseco é essencial para a absorção da vitamina B12 no íleo
– As glândulas pilóricas possuem muitas células mucosas e poucas parietais e
principais; liberam gastrina
– As células mucosas secretam muco que lubrifica e protege a parede gástrica das
enzimas gástricas
– Entre as glândulas existem células mucosas de superfície, as quais secretam
muco visco que protege a parede gástrica e lubrifica o alimento
– A gastrina é secretada pelas células G, que ficam nas glândulas pilóricas
Lívia B. Cerreti
Peristaltism�
– Movimento propulsivo básico do trato gastrointestinal
– Estimulado pela distensão do trato, ou seja, quando há passagem de alimento, a
distensão estimula o sistema nervoso entérico a contrair a parede um pouco atrás
desse ponto, fazendo surgir um anel contrátil que inicia o movimento peristáltico
– Para ocorrer, é necessária a presença do plexo mioentérico
Esvaziament� gástric�
– Promovido por contrações no antro gástrico
– Essas contrações são intensas e começam próximo do corpo do estômago,
levando o alimento e misturando-o com o quimo no antro
– As ondas pilóricas forçam o quimo para o duodeno
Lívia B. Cerreti
Fisiologi� intestina�
Digestã� � a�sorçã�
– As secreções facilitam a digestão
– Por degradação mecânica e enzimática, macromoléculas são digeridas em
unidades menores absorvíveis
– As enzimas podem ser localizadas conforme seu melhor funcionamento em
determinado pH
– A absorção acontece no intestino delgado e utiliza muitas das mesmas proteínas
de transporte do túbulo renal
– Após serem absorvidos, os nutrientes entram no sangue ou na circulação linfática
Motilidad�
– Tem função de transportar o alimento e misturá-lo para quebrar em partículas
menores
– A mistura aumenta a superfície de contato com enzimas
– O trato gastrointestinal é composto de músculo liso unitário com células
eletricamente conectadas entre si que criam segmentos contráteis
– Contrações tônicas: duram minutos ou horas
– Contrações fásicas: ciclos de contração e relaxamento que duram segundos
– Contração e relaxamento estão associados a despolarização e repolarização, os
potenciais de ondas lentas
– As ondas lentas são controladas pelas células intersticiais de Cajal (ICCs), que
são intermediárias entre neurônios e músculo liso
– ICCs são as células marca-passo do trato gastrointestinal e suas ondas ocorrem a
uma frequência muito baixa
– Essas ondas se espalham para as camadas musculares lisas adjacentes
– As ondas lentas não alcançam o limiar em todo ciclo e assim, não causam
contrações
– Quando uma onda alcança o limiar, canais de Ca+2 se abrem, o cálcio entra na
célula e dispara o potencial de ação, iniciando a contração muscular
– Quanto maior a duração das ondas lentas, mais potenciais de ação disparados e
maior a força da contração muscular
Lívia B. Cerreti
Padrõe� d� contraçã�
– Existem três padrões diferentes de contração
– Complexo motor migratório: entre as refeições, contrações limpam o tubo
digestório, varrendo sobras do bolo alimentar que podem ter ficado
– Peristaltismo: ondas progressivas de contração que se movem de uma seção para
outra, empurrando o bolo alimentar para frente
– Os músculos circulares contraem o segmento apical a um bolo alimentar, que
empurra o bolo para o segmento receptor
– Contrações segmentares: segmentos curtos intestinais contraem e relaxam
alternadamente (músculo circular contrai e longitudinal relaxa e vice-versa)
– Agitam o conteúdo intestinal, misturando-o e mantendo-o em contato com o
epitélio absortivo
Peptíde�� gastrointestinai�
– Atuam como hormônios ou sinais parácrinos
– Excitam ou inibem motilidade e secreção
– CCK: melhora a saciedade e atua como neurotransmissor no cérebro
– Grelina: age no cérebro para aumentar a ingestão de alimentos
– Secretina: estimula a secreção pancreática
– Gastrina: estimula a secreção gástrica ácida
– Motilina: aumenta a secreção de motilina não associados ao complexo motor
migratório
– A fase intestinal é estimulada por gastrina e CCK e inervação parassimpática
Secreçã� d� enzima�
– Enzimas pancreáticas são secretadas como zimogênio, que é ativado quando
chega no intestino
– A enteropeptidase da borda em escova converte o tripsinogênio inativo em
tripsina, que converte outros zimogênios em suas formas ativas
– Os sinais para liberação de enzimas pancreáticassão distensão do intestino
delgado, presença de alimento no intestino, sinais neurais e CCK
Lívia B. Cerreti
Secreçã� d� bicarbonat�
– Neutraliza o ácido proveniente do estômago
– Requer altos níveis de anidrase carbônica
– Bicarbonato produzido a partir de CO2 e água é secretado por um trocador apical
Cl- HCO3-
– Íons hidrogênio produzidos com o bicarbonato deixam a célula por um trocador
Na+ H+ na membrana basolateral e é reabsorvido na circulação intestinal,
equilibrando o HCO3-
– Cl entra na célula pelo cotransportador NKCC na membrana basolateral sai pelo
CFTR apical
– Cl então reentra na célula em troca de HCO3-, entrando no lúmen
– Defeitos no canal CFTR causam fibrose cística, caracterizada pela perturbação
pancreática
– É causada por uma mutação, o que faz com que a secreção de Cl pare
– Porém, as células caliciformes continuam secretando muco, o que resulta em um
espessamento do muco
A�sorçã� d� gordura�
– Absorvidas por difusão simples
– Saem de suas micelas e se difundem pela membrana do enterócito
– Os monoacilgliceróis e ácidos graxos movem-se para o REL, onde se
recombinam, formando triacilgliceróis
– Os triacilgliceróis se combinam com colesterol e proteínas e formam quilomícrons,
que deixam a célula por exocitose e são absorvidos pelos capilares linfáticos,
passam pelo sistema linfático e entram no sistema venoso
A�sorçã� d� carboidrat��
– A absorção intestinal usa o simporte apical Na+ glicose SGLT e o transportador
basolateral, que movem glicose e galactose
– A absorção da frutose não é dependente de Na+, ela move-se pela membrana
apical por difusão facilitada através de GLUT5 e na membrana basolateral através
do GLUT2
Lívia B. Cerreti
A�sorçã� d� proteína�
– Os produtos de sua digestão são aminoácidos livres, dipeptídeos e tripeptídeos,
os quais podem ser absorvidos
– Os aminoácidos livres são carregados por proteínas transportadoras dependentes
de Na+
– Dipeptídeos e tripeptídeos são carregados para os enterócitos por transportadores
de oligopeptídeos que usa o cotransportador dependente de H+
– Os oligopeptídeos tem então dois destinos possíveis
– A maioria é digerida por peptidases em aminoácidos, que são transportados
através da membrana basolateral e para a circulação
– Os que não são digeridos, são transportados intactos pela membrana basolateral
através de um trocador dependente de H+
A�sorçã� d� ferr� � cálci�
– Absorção regulada
– Uma diminuição na sua concentração aumenta sua captação pelo intestino
– O ferro é ingerido como ferro heme, que é absorvido pelo cotransporte com H+ por
uma proteína, a DMT1
– Na célula, enzimas convertem o ferro heme em Fe2+
– A absorção de ferro é regulada pelo hormônio hepcidina
– Quando o estoque de ferro está alto, o fígado secreta hepcidina, que se liga à
ferroportina, o que destrói o transportador ferroportina, o que reduz a captação de
ferro pelo intestino
– A absorção de Ca2+ ocorre no duodeno e é hormonalmente regulado
– Ele entra no enterócito pelos canais apicais de Ca2+ e é transportado através da
membrana basolateral por Ca2+ ATPase e por um antiporte Na+ Ca2+
– A absorção de Ca2+ é regulada pela vitamina D
Lívia B. Cerreti
Fisiologi� d� fígad� � vesícul� bilia�
– O lóbulo hepático é construído em torno de
uma veia central
– É composto de placas celulares
– Entre as células, situam-se canalículos
biliares, que drenam para os ductos biliares
– Nos septos interlobulares existem vênulas
que recebem sangue da veia porta e seguem
para os capilares sinusoides
– Também existem arteríolas no septo
Secreçã� d� bil� pel� fígad�
– A bile é importante na digestão e absorção de gorduras
– Isso porque os ácidos biliares ajudam na emulsificação das gorduras e na
absorção dos produtos finais da digestão de gorduras
– A bile também excreta produtos do sangue, incluindo a bilirrubina
– A solução inicial é secretada pelos hepatócitos para os canalículos biliares, que se
originam entre as células
– Essa secreção é rica em ácidos biliares, colesterol e outros componentes
orgânicos
– A bile segue aos septos interlobulares e desemboca nos ductos biliares terminais,
que fluem para ductos cada vez maiores até chegar no ducto hepático e no duto
biliar comum e então e bile flui para o duodeno
– Essa segunda secreção é estimulada pela secretina
– A bile é secretada continuamente pelos hepatócitos e é armazenada na vesícula
biliar
– Quando o alimento começa a ser digerido, a vesícula biliar começa a se esvaziar
através de contrações da parede e com o relaxamento do esfíncter de Oddi
– As contrações são estimuladas pelo hormônio CCK, cuja liberação é estimulada
pela presença de alimentos gordurosos no duodeno
– Quando o alimento não é gorduroso, a vesícula se esvazia lentamente
Lívia B. Cerreti
Regeneraçã�
– Capacidade do fígado de se restaurar após perda do tecido hepático
– Em caso de hepatectomia parcial, a regeneração é rápida, pois nesse momento
os hepatócitos se dividem duas vezes mais
– Esse processo é controlado pelo fator de crescimento de hepatócitos (HGF), que
aumenta seus níveis após a hepatectomia
– O fator de crescimento transformante é um inibidor da proliferação das célulasβ
hepáticas
– Quando o fígado volta ao seu tamanho original, o processo de divisão celular é
terminado
Bilirrubin� bilia�
– Muitas substâncias são excretadas na bile e eliminadas nas fezes, como a
bilirrubina
– Quando a hemácia atinge seu tempo de vida máximo, sua membrana se rompe e
a hemoglobina é liberada e fagociatada pelos macrófagos teciduais
– A hemoglobina se separa em globina e grupo heme
– O grupo heme forma a biliverdina, que é rapidamente reduzida em bilirrubina não
conjugada, que é liberada para o plasma
– A bilirrubina não conjugada se liga fortemente à albumina e essa combinação é
transportada por todo o sangue e líquido intersticial
– A bilirrubina não conjugada é então absorvida pelos hepatócitos e se desprende
da albumina
– Ela é então excretada e chega ao intestino, onde a bilirrubina conjugada é
convertida por ação bacteriana em urobilinogênio
– Parte do urobilinogênio é reabsorvida de volta para o sangue, mas a maior parte é
reexcretada pelo fígado para o intestino e é excretado na urina
– Na urina, ao entrar em contato com o ar, o urobilinogênio é oxidado em urobilina
(nas fezes, ele é oxidado em estercobilina)
Icteríci� � bilirrubin�
– A icterícia é resultante do excesso de bilirrubina, tanto não conjugada quanto
conjugada nos líquidos extracelulares
– Pode ser causada por: destruição aumentada de hemácias (icterícia hemolítica)
ou obstrução de ductos biliares (icterícia obstrutiva)
Lívia B. Cerreti
– Na hemolítica, as hemácias são lisadas muito rapidamente, o que aumenta a
produção de bilirrubina não conjugada, porém as células hepáticas não conseguem
excretá-la tão rapidamente, assim, os níveis de bilirrubina aumentam muito
– Na obstrutiva, os ductos podem estar obstruídos com cálculos biliares ou câncer,
ou ainda os hepatócitos podem estar danificados (como na hepatite)
– Nesse caso, a bilirrubina é formada normalmente, porém não consegue chegar no
intestino; o nível de bilirrubina conjugada no sangue sobe
Lívia B. Cerreti
Secreçã� pancreátic�
– Pâncreas é uma glândula mista
– Enzimas digestivas pancreáticas são secretadas pelos ácinos pancreáticos e
bicarbonato é secretado pelos ductos que começam nos ácinos
– O produto de enzimas mais bicarbonato flui pelo ducto pancreático, que se abre
na ampola de Vater (ampola maior), envolta pelo esfíncter de Oddi
– O suco pancreático é secretado em resposta à presença de quimo no duodeno
Enzima� digestiva� pancreática�
– As enzimas na secreção pancreática digerem proteínas, carboidratos e gorduras
– As mais importantes na digestão de proteínas são: tripsina (mais abundante),
quimotripsina e carboxipolipeptidase
– Tripsina e quimotripsina hidrolisam proteínas em peptídeos
– Carboxipolipeptidase cliva os peptídeos até aminoácidos individuais
– Quando sintetizadas, essas enzimas estão na forma inativa de tripsinogênio,
quimotripsinogênio e procarboxipolipeptidase e sãoativadas apenas quando são
secretadas no trato intestinal
– O tripsinogênio é ativado pela enzima enterocinase
– O quimotripsinogênio é ativado pela tripsina
– A digestão de carboidratos é feita pela amilase pancreática, que hidrolisa os
carboidratos (exceto celulose) para formar dissacarídeos e trissacarídeos
– A digestão de gorduras é feita por: lipase pancreática (hidrolisa gorduras neutras a
ácidos graxos), colesterol esterase (hidrolisa ésteres de colesterol) e fosfolipase
(cliva os ácidos graxos dos fosfolipídios)
– As enzimas proteolíticas não podem ficar ativas após chegarem no intestino, pois
podem digerir o próprio pâncreas
– As células que secretam essas enzimas também secretam um inibidor de tripsina
– Esse inibidor inativa a tripsina e, consequentemente, as outras enzimas também,
já que é ela que as ativa
– Quando há uma lesão no pâncreas ou o ducto é obstruído, a secreção pancreática
se acumula nas áreas comprometidas
– Nesse caso, o inibidor de tripsina não tem efeito e as enzimas continuam ativas e
podem digerir todo o pâncreas
– Esse quadro caracteriza a pancreatite aguda, que pode ser fatal
Lívia B. Cerreti
Secreçã� d� íon� bicarbonat�
– Bicarbonato e água são secretados pelas células epiteliais dos ductos acinosos
– Íons bicarbonato neutralizam a acidez do quimo que chega do estômago
– A secreção se dá da seguinte forma:
– CO2 se difunde para as células a partir do sangue e se combina com água por
influência de anidrase carbônica para formar ácido carbônico (H2CO3)
– O ácido carbônico se dissocia e os íons hidrogênio formados são trocados por
íons sódio na membrana basolateral da célula
– O movimento de sódio e bicarbonato do sangue para o lúmen do ducto cria
gradiente de pressão osmótica, o que provoca um fluxo de água para o ducto
pancreático, formando a solução de bicarbonato
Regulaçã� d� secreçã� pancreátic�
– Acetilcolina: liberada por terminações do nervo vago para o sistema nervoso
entérico
– Colecistocinina (CCK): secretada pela mucosa do duodeno e do jejuno quando o
alimento chega ao intestino delgado
– Secretina: também secretada por duodeno e jejuno quando chegam alimentos
ácidos
– Acetilcolina e CCK estimulam células acinares, estimulando a produção de
enzimas digestivas pancreáticas,porém com pouca água e eletrólitos
– A secretina estimula a secreção de solução aquosa de bicarbonato, assim a
secreção pancreática consegue fluir pelo ducto pancreático
– Quando todos os estímulos agem ao mesmo tempo, a secreção é maior do que a
secreção promovida por eles individualmente, ou seja, os estímulos tem ação de
potencializar uns aos outros
Fase� d� secreçã� pancreátic�
– Fase cefálica: os mesmos sinais nervosos que causam a secreção do estômago
provocam a liberação de acetilcolina e a secreção corresponde a 20% do total
– Fase gástrica: a estimulação nervosa continua; corresponde de 5 a 10% do total e
pouco chega no duodeno
– Fase intestinal: depois que o quimo deixa o estômago e então a secreção é
abundante em resposta à secretina
Lívia B. Cerreti
Secretin� � íon� bicarbonat�
– Secretina está presente de forma inativa de pró-secretina nas células S na
mucosa do duodeno e jejuno
– Quando o quimo ácido chega no duodeno, provoca ativação e liberação de
secretina para o sangue através do HCl presente no quimo
– A secretina faz com que o pâncreas secrete líquido com elevadas concentrações
de bicarbonato, mas baixas concentrações de cloreto
– Bicarbonato e HCl formam cloreto de sódio e ácido carbônico
– O ácido carbônico se dissocia em CO2 e água
– O dióxido de carbono é transferido para o sangue e expirado pelos pulmões
– Assim, apenas a solução neutra de cloreto de sódio permanece no duodeno
Lívia B. Cerreti

Mais conteúdos dessa disciplina