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Nascimento, Crescimento e Desenvolvimento | Fernanda Ribeiro – MedUesb XVII Palestras Anatomia clínico cirúrgica os órgãos genitais femininos ESTUDO DA PELVE - de todas as lesões iatrogênicas ao ureter, cerca de , mais comumente a histerectomia abdominal; o risco é maior com distorções da anatomia pélvica, incluindo massas anexiais, endometriose, aderências ou miomas. A pelve é o espaço circundado pelo cíngulo do membro inferior. Anel de ossos, em forma de bacia, que une a coluna vertebral aos dois fêmures. sustentação do peso da parte superior do corpo nas posições sentada e de pé, assim como fixação da musculatura de locomoção e postura. contenção e proteção das vísceras pélvicas, assim como fixação para os corpos eréteis no caso dos órgãos genitais externos (masculinos). Nos seres humanos, a pelve é a região de transição entre o tronco e os membros inferiores. É uma cavidade osteomuscular e fascial, onde existem componentes do aparelho digestivo, urinário e genital. ossos do quadril direito e esquerdo. O osso ilíaco é constituído pela fusão de três ossos (ílio, ísquio e púbis) em um processo que se completa entre os 15 e os 16 anos de idade. Na face lateral externa desse osso, em que ocorre a ossificação desses três ossos, há uma depressão circular grande denominado . Essa depressão é o ponto de articulação da pelve com os membros inferiores. maior dos ossos pélvicos. Localiza-se na região mais superior. Possui uma crista e quatro ângulos (espinhas) que servem para inserções musculares. Sua face anterior é lisa e côncava, denominada fossa ilíaca. osso posteroinferior do quadril. Medialmente encontra-se a espinha isquiática, ponto de reparo importante na avaliação da descida fetal durante o trabalho de parto. osso anterior do quadril. localiza-se entre os dois ossos ilíacos e se articula com eles por meio da articulação sacroilíaca. Juntamente à vértebra L5, constitui o ângulo sacrovertebral, cujo vértice é denominado promontório sacral. Sua face anterior, voltada para a pelve, é côncava e apresenta algumas diferenças anatômicas de acordo com os vários tipos de bacia. é formado pela fusão de quatro vértebras rudimentares e se une ao sacro por meio da articulação sacrococcígea, que apresenta grande mobilidade durante o parto. é limitada lateralmente pelas fossas ilíacas e posteriormente pela coluna vertebral. O limite anterior se faz com os músculos da parede anterior do abdômen. também chamada de bacia obstétrica ou escavação. É dividida, didaticamente, nos estreitos superior, médio e inferior. segundo Caldwell, arredondada, mais favorável ao parto. É a mais comum entre as mulheres (47%). possui forma de coração. É a mais comum entre os homens. possui forma alongada (20%). possui forma achatada (30%). Conjugata vera anatômica Conjugata vera obstétrica Diâmetro transverso máximo Diâmetro transverso médio Primeiro oblíquo Segundo oblíquo Sacro médio púbico Diâmetro bi- isquiático - Diâmetro cóccix- subpúbico Diâmetro sagital posterior Diâmetro bituberoso - Nascimento, Crescimento e Desenvolvimento | Fernanda Ribeiro – MedUesb XVII Espessa/pesada Fina e leve Profunda Superficial Estreita/profunda Larga/superficial Forma de coração Oval/arredondada Estreito (<70º) Largo (>80º) Redondo Oval Grande Pequeno Estreita (~70º) Quase 90º também conhecido como retináculo periuterino de Martin. É formado por uma malha de fibras conjuntivas elásticas e de musculatura lisa. Ligamentos pubo-vesico-uterino, cardinal e uterossacro. Distribui-se em 6 feixes: ligamentos pubo-vesico- uterino, sobre os quais descansa a bexiga. são os mais importantes, também chamados de ligamento transverso de Mackenrodt, base do ligamento largo ou Nascimento, Crescimento e Desenvolvimento | Fernanda Ribeiro – MedUesb XVII paramétrio lateral. Fixam solidamente o colo uterino e a abóbada vaginal. ligamentos uterossacros. Tracionam o colo para trás e o mantém elevado. Quando perdem o tônus, permitem que o colo se dirija para baixo e para frente, fazendo com que seu eixo coincida com o da vagina. também conhecido como assoalho pélvico ou aparelho de apoio. É formado por: constituído pelo músculo levantador do ânus (o mais importante do aparelho de sustentação, é formado por duas partes – púbica e ilíaca) e músculo ísquio-coccígeo (origina-se na espinha isquiática e se insere no sacro e cóccix). também conhecido por diafragma urogenital, fecha o hiato urogenital, exceto as aberturas para a uretra e vagina. É constituído por músculo transverso profundo do períneo e aponeurose, músculo transverso superficial do períneo e cunha perineal. ❖ Os músculos do assoalho pélvico se contraem simultaneamente com o aumento da pressão abdominal. ❖ O parto vaginal pode lesar os músculos e ligamentos do assoalho pélvico por rotura direta das fibras musculares ou por comprometimento da inervação. ❖ A concentração de colágeno no paramétrio da cúpula vaginal de mulheres com prolapso é menor do que na mulher sem prolapso. cavo pélvico visceral subseroso. bifurcação na margem superior do forame isquiático. ❖ ❖ ❖ ❖ ❖ ❖ ramo vaginal e ramo ascendente (ramo ovárico e ramo tubário). tubos musculares com 25-30cm de comprimento. Retroperitoneais. Adentram a bexiga passando por baixo da artéria uterina e distam 1-2cm do colo uterino. a pelve é inervada principalmente pelos nervos espinhais sacrais e coccígeos e pela parte pélvica do sistema nervoso autônomo. localizado na parede posterolateral da pelve menor, intimamente relacionado com face anterior do músculo piriforme. maior nervo do corpo humano, formado por nervos espinais L4-S3. principal nervo do períneo e o principal nervo sensorial dos órgãos genitais externos. Derivado dos nervos espinais S2-S4. L4-S1. Inerva os glúteos médios e mínimo. L5-S2. Inerva o musculo glúteo máximo. nervos espinhais L2-L4 do plexo lombar no abdome. Inerva músculos mediais da coxa. fibras nervosas de S4 e S5. parte do levantador do ânus e a articulação sacrococcígea. inervação simpática dos MMII. Nascimento, Crescimento e Desenvolvimento | Fernanda Ribeiro – MedUesb XVII via mais importante a inervar vísceras pélvicas. ovários, tubas, útero, vagina e períneo. grandes e pequenos lábios, vestíbulo, clitóris e monte da pube. outra classificação seria genitália baixa (abaixo do orifício cervical interno) e genitália alta (acima do orifício cervical interno). PROF: PÉRICLES FARINA Alterações fisiológicas da gestação ALTERAÇÕES HEMODINÂMICAS ❖ Aumento de volume sanguíneo – devido a perda de 500ml de sangue no parto normal e cerca de 1000ml na cesárea; ❖ Alterações respiratórias; ❖ Alterações urinárias; ❖ Ganho de peso. ALTERAÇÕES CARDIOVASCULARES A mulher no parto normal perde cerca de 400ml de sangue e, na cesárea, esse número aumenta para cerca de um litro. Após a dequitação, as artérias que nutriam a placenta precisam ser fechadas, e isso ocorre por meio das contrações uterinas pós-parto e a deposição de fibrina – miotamponamento. ❖ Aumento volume sanguíneo; ❖ Aumento DC em 40%; ❖ Aumento da FC em 20-30%; ❖ Discreta elevação PA – pela liberação de óxido nítrico pelo endotélio vascular; ❖ Diminuição da RVP – relaxamento da camada muscular das arteríolas. na pré-eclâmpsia, a camada muscular da artéria uterina e das arteríolas espiraladas não perdem o tônus, logo, a RVP não diminui e a P.A. sobe. ALTERAÇÕES HEMATOLÓGICAS ❖ Aumento de hemácias com anemia dilucional – o volume plasmático aumenta a custa de retenção líquida (aumento de Na+ e volemia), mas o número de hemácias não aumenta na proporção ideal; ❖ Aumento de leucócitos – pode aumentar até 15-20 mil. O sistema imunológico reage ao “corpo estranho”; ❖ Diminuição de albumina; ❖ Aumento dos fatores de coagulação(fibrinogênio, fatores I, VII, VIII, IX e X). tendência à trombose – o aumento de volume do útero dificulta o retorno venoso, por isso é importante a prática do exercício físico, consumo de líquido e controle do peso. ALTERAÇÕES VENTILATÓRIAS ❖ Aumento da ventilação e do volume corrente; ❖ Aumento da frequência ventilatória; ❖ Diminuição da capacidade funcional residual. ALTERAÇÕES GASTROINTESTINAIS ❖ Lentificação do esvaziamento gástrico; ❖ Mobilização de alças durante gestação; ❖ Diminuição da motilidade intestinal; ❖ Refluxo gastresofágico – necessidade de ensinar a alimentação correta (menos refeições líquidas, mais sólidas. Não se deitar depois de comer etc.) ❖ Maior constipação – recomendar a beber mais água e comer mais fibras ALTERAÇÕES URINÁRIAS ❖ Aumento do fluxo e da filtração glomerular; ❖ Dilatação fisiológica dos cálices, pelve e dos ureteres (D>E); ❖ Hidronefrose fisiológica; ❖ Maior risco de ITU – uretra curta e contenção da urina e quando o útero cresce, comprime a bexiga. ALTERAÇÕES NEUROENDÓCRINAS ❖ Aumento da hipófise 30-50%; ❖ Eclâmpsia pode simular TCE (convulsão, hipertensão, hiperreflexia, proteinúria e edema periférico). ALTERAÇÕES UTERINAS ❖ Aumento do volume uterino; ALTERAÇÕES ANATÔMICAS ❖ Elevação do diafragma; ❖ Deslocamento do intestino; ❖ Pélvico – 12 semanas; Umbigo – 20 semanas; Rebordo costal – 34 semanas. Nascimento, Crescimento e Desenvolvimento | Fernanda Ribeiro – MedUesb XVII ALTERAÇÕES DAS MAMAS ❖ Desenvolvimento ductal até o 6º mês; ❖ 7 – 9º mês: desenvolvimento acinar. ❖ 600ml/dia de leite. ALTERAÇÕES PSICOLÓGICAS Alegria, ansiedade, medo, fobias, receios, depressão. PROF: PÉRICLES FARINA Ecografia CARACTERÍSTICAS USG ❖ Não invasivo; ❖ Imagens obtidas em qualquer orientação espacial; ❖ Sem efeitos nocivos dentro da medicina diagnóstica; ❖ Não utiliza radiação ionizante; ❖ Estudo não-invasivo da hemodinâmica corporal (Doppler) ❖ Aquisição de imagens em tempo real, permitindo o estudo do movimento de estruturas corporais. ❖ Curvo/convexo – órgãos internos (abdômen, gravidez); ❖ Linear – órgãos externos e superficiais (mama, músculos, pele) ❖ Endocavitário – cavidades naturais, endoscopia ou intracirúrgicas; ❖ Setorial – específico para o órgão (cardio, neuro); ❖ Especiais – com tecnologia adicional (volumétrica, 3D, 4D, biplanar); ❖ Doppler – aplicativo indispensável em todos, mede a velocidade do sangue; ❖ Elastrografia – aplicativo que avalia a elasticidade dos tecidos; ❖ Imagem panorâmica – aplicativo que obtém planos anatômicos amplos (todo o abdômen, mama); ❖ Usg contrastada – aplicativo, avaliação da perfusão dos tecidos com uso de contraste sanguíneo. abdome superior, abdome total, articulações, bolsas testiculares, cervical, ecocardiografia, ecocardiografia fetal, glândulas salivares, mamas, morfológico fetal, nervos periféricos, obstétrico, obstétrico com doppler, oftalmológico, ortopédico, parede abdominal, pele, pélvica via abdominal, prostática, tireoide, transesofágica, transfontanelar, transretal, transvaginal, vascular, vias urinárias, guia para biópsias, guia para tratamentos (ablação, histerossonografia, exérese de pólipo, redução de intussuscepção, administrar drogas, drenagem de cavidades). ECOGRAFIA NA GESTAÇÃO O ultrassom é um exame na avaliação da anatomia fetal. morfológico do primeiro trimestre. Objetivos dessa usg: ❖ Idade gestacional – CCN de até 10 sem gera idade gestacional mais precisa; ❖ 1º estudo de morfologia fetal; ❖ Marcadores de aneuploidias e malformações; ❖ Sexo fetal Acesso via abdominal ou vaginal. – reflete insuficiência do átrio, malformação cardíaca ou cromossomopatias. Pode ser baixo ou alto risco, mas quanto maior o edema na nuca, maior o risco. (edema nuca > 2mm = risco alto) tem como objetivos o diagnóstico e tratamento precoces, determinação do cariótipo fetal, preparo do casal para o nascimento da criança “especial”, determina melhor via e local de parto, preparo de equipe multidisciplinar. ❖ Osso nasal isolado = 73% ❖ Osso nasal + TN = 90% ❖ Osso nasal + TN + bioquímica = 97% Uso de doppler no 1º trim – rastreamento e risco de pré-eclâmpsia. morfológico do segundo trimestre Objetivos dessa usg: ❖ 2º estudo de morfologia fetal; ❖ Morfologia dos anexos; ❖ Marcadores de cromossomopatias; ❖ Doppler das artérias uterinas; ❖ Avaliação do colo do útero. Nascimento, Crescimento e Desenvolvimento | Fernanda Ribeiro – MedUesb XVII Se apresentar alguma alteração, deve ser realizado estudo morfológico genético. ultrassonografia obstétrica com doppler colorido. USG do crescimento. Uso de doppler colorido para verificar se o bebê está em sofrimento. Avalia-se artéria umbilical e artéria cerebral média (para verificar se há hipóxia). Se paciente for hipertensa, avaliar doppler de artéria oftálmica. Se houver picos de velocidade é sinal de pré-eclâmpsia. PROF: CLODOALDO CADETE Assistência ao RN na sala de parto INTRODUÇÃO Primeiramente, é importante que está ali, ver o prontuário, caderneta de saúde, rever uma anamnese completa – se é a termo, se houve gestações anteriores, algum aborto. Deve-se analisar, também, como está sendo o – quantas horas, se teve alguma intercorrência etc. Dirigir-se a mãe e complementar dúvidas relacionadas a anamnese, tranquilizá-la e se apresentar. Depois disso, paramentar-se (parto normal – lavagem de mãos e luvas de procedimento / cesárea – lavagem e luvas cirúrgicas, capote, gorro etc.) e, ao entrar na sala de parto, organizar e checar todo o material necessário (que deve estar a prontidão na mesa de reanimação) – laringoscópio (nº 00, 0 e 1) com lâmina reta, pilhas reservas, compressas, cânulas de intubação (nº 2,0, 2,5 e 3,0), material para acessos e cateterismo umbilical, medicações. Muito importante – a temperatura da sala é fundamental, entre 23,5º a 26ºC. O berço de calor radiante deve já estar ligado, com os campos e compressas já a postos (pois devem estar aquecidos para receber o RN). O bebê deve ser mantido a uma temperatura de 36º a 36,5ºC (em temp. axilar). Manter o cordão umbilical de 1-3 min, se o bebê nascer sem complicações e ativo, enquanto fica em contato direto com a mãe. Durante esse contato materno, cobrir o concepto com campo aquecido. *Avisar à mãe antes de pegar o bebê. Quando leva o RN ao berço, deve-se limpar ele (sem atritos e fricção), realizar a prevenção à gonococcia – e se for menina, utiliza-se também nas genitálias. Também é o momento em que é realizado as medidas do comprimento, perímetro cefálico, torácico e abdominal (com fita métrica), além do peso. *medidas de perímetro são importantes para comparação futura caso haja alguma distensão. colocar o bebê em contato pele a pele e junto ao peito da mãe (mesmo que não pegue, já ajuda no mecanismo da ocitocina e secreção/ejeção do leite) para que haja o início do vínculo mãe-bebê, Se o bebê é < 34sem ou que há algum risco ou possibilidade de asfixia, deve-se estar de maior prontidão, devido ao “Golden minute” – o RN deve estar respirando em até 1 minuto – e, para isso, todos os procedimentos devem ser feitos em até 30 segundos. É necessário pelo menos 3 profissionais para receber cada bebê (na teoria). RECEBENDO UM BEBÊ PRÉ-TERMO ver se e . Clampear o cordão e nos campos de calor radiante e colocando gorro de tecido ou lã, posicionando-o no saco, para evitar a perda de calor. Manter a cabeça em leve extensão para permeabilizar as vias aéreas. Não aspirar se não houver indicação. Caso necessário, para melhor visualização quando intubar, aspirar apenas 1 vez. (utilizando o cordão umbilical, estetoscópio ou monitor cardíaco) para avaliar qual será o próximo passo. Se estiver < 100 bpm, realizar ventilação por pressão positiva (com máscara adequada). Enquanto realiza-se a ventilação, outro profissional deve auscultaro pulmão para verificar que está ventilando corretamente. Se chegar > 100 bpm, pode parar a ventilação. Se permanecer < 100 bpm, outro profissional deve iniciar a realizar massagem cardíaca. Se ficar < 60 bpm, utiliza-se medicações. Em casos mais extremos, pensa-se na possibilidade de utilizar um expansor de volumes. PROF: SUMAIA Genética na gravidez – diagnóstico pré-natal e pré-implantacional de doenças cromossômicas DIAGNÓSTICO PRÉ-NATAL Nascimento, Crescimento e Desenvolvimento | Fernanda Ribeiro – MedUesb XVII Processo de destinado à gestante e ao futuro bebê e que permite também . A questão da genética no pré-natal é muito delicada, pois muitas vezes é chocante para a família as dismorfias. Além disso, gera uma sensação de culpa aos pais. É uma opção do casal e é importante que essa opção seja tomada com conhecimento das vantagens e riscos de cada exame disponível. Permitirá aos cassais optarem ou não por gravidezes mesmo em situações de . Na , tranquilizando as famílias e permitindo uma gravidez sem ansiedades. Equipe multidisciplinar em genética auxilia no diagnóstico clínico, uma vez que existem poucos médicos geneticistas no Brasil (principalmente em polos e centros de pesquisa). (casos de estupro, incompatibilidade com a vida – anencefalia e algumas alterações genéticas – e risco de morte para a mãe); ; aspectos religiosos, culturais e pessoas e idade gestacional. ❖ Fornecer aos casais sobre os riscos de ter um filho com uma anomalia; ❖ Dar apoio e , especialmente entre os grupos de alto risco (hipertensas, diabéticas, de idade 35+); ❖ Permitir que os casais iniciem uma gestação com o conhecimento de que a presença ou ausência do distúrbio no feto pode ser ; ❖ Dar ao casal a opção de uma conduta apropriada para o iminente nascimento de uma criança com um distúrbio genético em termos de , e ; ❖ Possibilitar o da criança afetada. Isto hoje é possível para um número pequeno, mas crescente, de distúrbios congênitos. A é, hoje em dia, mais utilizada para paternidade, mas é importante para diagnosticar por exame cromossômico e fazer o preparo psicológico da família para o nascimento de uma criança com alguma dismorfia, assim como estabelecer uma conduta pré e pós-natal. é realizada a partir da 15ª semana. idade materna elevada (35+), (identificação de defeitos anatômicos no feto, visto em usg – muitas dessas má formações congênitas estão ligadas à cromossomopatias, portanto, é mandatória a realização do estudo cromossômico do feto), (se já existe o conhecimento de que um dos pais é portador de uma anomalia cromossômica – pode ocorrer abortamento de repetição ou alteração no feto), criança prévia com doença genética (risco aumentado de cromossomopatias fetal). se, em caso de abortamento de repetição, não conseguir exame cromossômico do feto, deve-se solicitar dos pais para verificar translocação cromossômica. criança prévia com alteração cromossômica, criança anterior falecida com malformações múltiplas sem diagnóstico, anomalia cromossômica em parentes de 1º e 2º grau, história de infertilidade prévia do casal, perdas fetais recorrentes. ultrassonografia, punção de vilosidades coriônicas (citogenética), amniocentese (citogenética), cordocentese, (PGD – FIV, análise do DNA de célula do blastocisto), diagnóstico pré-natal não- invasivo (NIPT – utiliza o sangue materno, parte fetal circulante no plasma, pode-se realizar apenas dos 5 cromossomos mais comuns de se ter alteração ou com os 24 cromossomos, ou com 24 + microdeleções). alta precisão para detectar síndromes genéticas durante a gravidez. É realizado a partir da coleta de sangue materno (parte fetal circulante no plasma) e possui mínimo risco para à mãe ou o bebê. Qualquer grávida pode realizar a partir da 11ª semana de gestação. Pode-se realizar apenas dos 5 cromossomos mais comuns de se ter alteração (13, 18, 21, X e Y – síndrome de Patau, Edwards, Down, Turner, Klinefelter e XXX/XYY), com os 24 cromossomos, ou com 24 + microdeleções até as 12 semanas, a bolsa amniótica não preenche ainda a luz do Nascimento, Crescimento e Desenvolvimento | Fernanda Ribeiro – MedUesb XVII útero. O córion começou a diferenciar o córion frondoso, que irá constituir o local da placenta. É a região com maior índice mitótico e, portanto, a área de qual deve ser coletado o material. É realizado entre a 10ª e 12ª semana de gestação e pode ser feito por via transvaginal ou transabdominal. A via transabdominal tem algumas vantagens, como por exemplo, pode ser realizada em qualquer época após a 10ª semana de gestação, supõe-se que seja de menor risco e não precisa de bacterioscopia prévia. Tem risco semelhante ao da amniocentese (em causar perdas fetais) e sucesso de mais de 99% na análise cromossômica. realizada entre a 15ª e 17ª semana de gestação. Deve-se considerar a viabilidade fetal, idade gestacional, número de fetos, volume de líquido amniótico, normalidade das estruturas anatômicas fetais, posição do feto e da placenta. São realizadas cultura de células, análises cromossômicas e análises bioquímicas a partir do líquido amniótico coletado. Provoca incômodo, mas não dor, e pode causar cólicas. Realizar o procedimento em estágio mais precoce (10 e 14 semanas), resulta em aumento de 3 vezes o risco de aborto espontâneo. é realizado após a 17ª semana de gestação. É útil quando a informação diagnóstica não pode ser obtida por amniocentese, CVS, ultrassom ou os resultados desses testes foram inconclusivos. Coleta- se o sangue e mantem em tubo com anticoagulante EDTA. Mas tem o NIPT como alternativa. DIAGNÓSTICO ULTRASSONOGRÁFICO Inicialmente, pode-se apenas determinar com precisão a idade fetal e os batimentos cardíacos fetais. Com o andar das semanas, é possível identificar se a gestação é gemelar e o sexo do feto. holoprosencefalia, doença infantil do rim policístico, síndrome de meckel-gruber (distúrbio autossômico recessivo com ecefalocele, polidactilia e rins policísticos) e síndrome de fryns (distúrbio autossômico recessivo, com anomalias da face, do diafragma, dos membros, das vias geniturinárias e do sistema nervoso central). fenda labial, pé torto, defeitos cardíacos congênitos e defeitos do tubo neural. genitália, higroma cístico, polidactilia, onfalocele e defeitos de raio radial. ascite, atresias, bexiga-distensão, bradicardia sinusal, cistos, contraturas congênitas, anormalidades no cordão umbilical, encefaloceles, fêmur curto, fraturas, desordens da gemelaridade, defeitos cloacais das genitálias, hematomas, hidramnia, hidrocefalia, hidronefrose, hidropsia fetal, hidrotórax, hidroureter, hipertelorismo/hipotelorismo ocular, lábio leporino, microcefalia, microftalmia, mielingocele, morte fetal, oliho-hidramnia, onfalocele, palato fendido, efusão de pericárdio, anomalias placentárias, efusões de pleura, polidactilia, pterigium, aplasia do rádio, retardo de crescimento intra-uterino, ectopia dos rins, rins multicísticos, taquicardia supraventricular, trombocitopenia, tumores e obstrução de ureteres. trissomias do 21, 13 e 18; monossomia do X. , podendo ser encontradas em cardiopatias e em diversas síndromes. O uso da TN é capaz de detectar cerca de , sendo assim usado como rotina para tranquilizar casais que já tiveram uma criança com essa afecção. CITOGENÉTICA Cariótipo humano normal é 46, XX (mulher) ou XY (homem). 47, XX ou XY + 21. Síndrome de Down. Tem incidência de 1:540, sendo 90% dos casos não-disjunção materna. prega epicântica, hipotonia, hiperflexibilidade das articulações, baixa estatura com ossos curtos e largos e deficiência mental. 47, XX ou XY + 18. Síndrome de Edwards. Incidência de 1:6000 nascimentos. pavilhão auricular dismórfico, deficiência mental e crescimento, hipertonicidade, occipital proeminente. 47, XX ou XY + 13. Síndrome de Patau. Tem incidênciade 1:12000, sendo que 88% dos casos, o bebê morre no primeiro mês de vida e apenas 5% sobrevivem até o 6º mês. Nascimento, Crescimento e Desenvolvimento | Fernanda Ribeiro – MedUesb XVII deficiência mental, anoftalmia/microftalmia, lábio e/ou palato fendido e anomalias cardíacas. podem resultar na presença de um cromossomo marcador, que é um pequeno cromossomo e sua origem não pode ser identificada pela citogenética clássica. Tem incidência de 7:10000 RN. são mais compatíveis com a vida quando comparadas à aneuploidias autossômicas. 47, XXY (ou 48, XXXY / 49, XXXXY). Tem incidência entre 1:575 a 1:1000 RN do sexo masculino. Inativação do X, pequena quantidade de genes presentes no Y. estatura elevada, testículo pequeno, pênis pouco desenvolvido, ginecomastia, azoospermia. 47, XYY. Incidência de 1:800 a 1:1000 em RN do sexo masculino. 45, X. Tem incidência de 1:2000 a 1:5000 RN do sexo feminino. estatura baixa, pescoço curto e alado, ausência ou pouco desenvolvimento dos seios e pelos pubianos. 47, XXX. Incidência de 1:1000 em RN do sexo feminino. Possui fenótipo variado. (ou 48, XXXX / 49 XXXXX) perda de segmentos cromossômicos. simples quebra, sem reunião das extremidades. dupla quebra, perda de um segmento interno, seguida de soldadura. repetição de um segmento cromossômico, causando aumento do número de genes ou outras sequências. Maioria é resultante de crossing over desigual entre cromátides homólogas durante meiose. fragmento não invertido em comparação à sua posição no cromossomo original. fragmento invertido em comparação à sua posição no cromossomo original. ou fertilidade – só é possível ser compatível se houver . DIAGNÓSTICO PRÉ-IMPLANTACIONAL refere-se ao uso de técnicas moleculares ou citogenéticas durante o processo de fertilização in vitro (FIV). diagnosticar a existência de anomalias genéticas nos embriões antes da implantação no útero materno, selecionar embriões livres das condições genéticas investigadas. podem ser realizados por meio de biópsia do glóbulo polar ou biópsia do embrião, realizada na mórula (3 dias após FIV) ou no blastocisto (4 ou 5 dias após FIV). investigação de anomalia genética específica presente em um ou ambos os genitores investigação de anomalias genéticas em geral. Nesse caso, os pais são tidos como geneticamente normais. PROF: ALEXANDRA GALVÃO GOMES (GENETICISTA USP) Amamentação – sobrevivência infantil e qualidade de vida ALEITAMENTO MATERNO Ministério da Saúde e OMS recomendam e amamentação continuada até os 2 anos de idade ou mais. Infelizmente, mães que trabalham geralmente descontinuam a amamentação antes do período indicado, pois a licença maternidade é menor que os 6 meses. Houve grande aumento na adesão do aleitamento materno recentemente. Porém, média de apenas 47,5% das mães amamentam até os 6 meses de vida e cerca de 60% amamentam os 4 primeiros meses. a criança recebe somente leite materno (seja diretamente do peito ou ordenhado) e nenhum outro líquido ou sólido, com exceção de suplementos minerais ou vitaminas. Nascimento, Crescimento e Desenvolvimento | Fernanda Ribeiro – MedUesb XVII No banco de leite, o leite é priorizado para bebês pré-termos internados, uma vez que não há leite o suficiente para o acompanhamento de todas as mães/crianças que não conseguem amamentar. O leite ordenhado pode ficar até 12h na geladeira, porém se ordenhado com tudo higienizado e congelado após, pode durar até 6 meses no banco de leite – e tempo indefinido para o próprio filho. a criança recebe leite materno complementado por alimentos sólidos, semi-sólidos e/ou outros líquidos a partir do 6º mês. ❖ Dar líquidos ou alimentos ao bebê além do leite materno; ❖ Dar mamadeiras ou chupetas ao bebê – uma vez que ele pode preferir a forma de sucção que lhe dá menos trabalho; ❖ Limitar o número de mamadas; ❖ Limitar o tempo de sucção ou a duração de uma mamada – o bebê que deve determinar o tempo, já que isso interfere no desenvolvimento dele, no controle da saciedade (o que gera menos riscos de desenvolver obesidade futuramente). COMPOSIÇÃO DO LEITE MATERNO O leite humano é muito mais do que uma fonte de nutrientes, é uma substância viva de grande complexidade biológica. o que faz com que não haja alergia à proteína do leite materno. Pode haver uma intolerância ao açúcar, principalmente à lactose, mas geralmente a quantidade de lactase produzida pelo bebê é o suficiente para digerir apenas o leite materno, sendo mais comum em alimentação complementar. Contém gordura, água, açúcar, vitaminas, ferro, proteínas, enzinas, sais e anticorpos. Em geral, o leite materno mantém uma conformidade, sendo semelhante entre diferentes lactantes, mas uma alimentação desbalanceada pode afetar a qualidade do leite. Assim como o uso de medicações e drogas. ❖ Aparece por volta do 7º mês de gestação. ❖ É espesso, pegajoso e amarelo claro. ❖ É completo como primeiro alimento do bebê. ❖ Cerca de 30ml/mamada – que é a capacidade gástrica do bebê. , rico em leucócitos e imunoglobulinas, principalmente nos 4 primeiros dias. Pode ser referido como colostroterapia (principalmente em prematuros), uma vez que seu uso garante a pincelagem do trato gastrointestinal com lactobacilos, evitando doenças – como enterocolite necrosante. Garante uma proteção para o RN. É mais rico em lactose, proteínas e contém menos gorduras que o leite maduro. rico em anticorpos, muitos leucócitos, ação laxante, fatores de crescimento e rico em vitamina A. protege contra infecções e alergias/intolerâncias, expulsa o mecônio e ajuda a prevenir icterícia, acelera a maturação intestinal, reduz a gravidade de algumas infecções (como sarampo e diarreia) e previne doenças oculares causadas por deficiência de vitamina A. lactoferrina, imunoglobulina A (principalmente, mas tb possui IgG, IgE) e fator bífidus. o leite materno prematuro contém mais proteína, IgA e lactoferrina (que são fatores de proteção para o bebê pré-termo). ❖ Modifica-se conforme o período do dia; ❖ – o leite posterior é mais rico em gordura do que o anterior – que possui mais água. Por isso, é importante esvaziar a mama, para que o bebê garanta maior ingestão calórica e atinja a saciedade. ❖ Modifica-se conforme as necessidades do bebê; ❖ Modifica-se conforme as doenças que a mãe já teve contato – imunoglobulinas ofertadas à criança. O leite anterior é mais acinzentado, contém mais líquido. Já o posterior, é mais branco, por conter maior quantidade de lipídeos. Nascimento, Crescimento e Desenvolvimento | Fernanda Ribeiro – MedUesb XVII ❖ O teor é perfeito para o crescimento e desenvolvimento do bebê. – cerca de 0,9% do leite, levando em torno de 180 dias para dobrar o peso ao nascer. ❖ É facilmente digerida e bem absorvida pelo organismo do bebê – possui apenas cerca de 35% de caseína, enquanto o leite de vaca possui 80% (o que o torna de difícil digestão). ❖ A quantidade de proteína do leite não é afetada pela dieta da mãe. ❖ É a principal fonte de energia para o bebê. ❖ O leite materno contém enzimas que digerem a gordura e a transformam em energia (caloria) para o bebê. ❖ Contém substâncias essenciais (ácidos graxos e lipase) para o desenvolvimento cerebral – facilitam a mielinização de forma adequada. ❖ A quantidade de gordura do leite pode ser afetada pela dieta da mãe – é o componente mais variável no leite materno, sendo disponibilizado em picos (sendo maior no fim da manhã e a tarde e no leite posterior). ❖ Fornece 40% das necessidades de energia. ❖ Facilita a absorção de cálcio e ferro – cerca de 50% de absorção de ferro no leite humano (50-70ug/100ml) ❖ Promove a colonização intestinal com lactobacilus bifidus. principalmente vitamina A, C e – em menor quantidade – B. cerca de 2 copos de leite materno fornecem mais de 90% das necessidades diáriasde vitamina C, assim como importante porcentagem das necessidades de vitamina A, proteínas e calorias. IMPORTÂNCIA DA AMAMENTAÇÃO A OMS estima que a cada por meio da prática da amamentação. Crianças em amamentação exclusiva adoecem 2,5x menos que crianças que tomam leite artificial. ❖ Proporciona uma nutrição superior e um ótimo crescimento; ❖ Fornece água adequada para hidratação; ❖ Favorece o vínculo afetivo e o desenvolvimento; ❖ Protege contra infeções e alergias; A proteção contra infecções ocorre a partir da infecção da mãe – as suas células brancas produzem anticorpos para protegê-la, alguns leucócitos vão ao seio e produzem anticorpos ali e, então, os anticorpos contra a infecção são secretados no leite para proteger o bebê. ❖ Proteção contra diabetes e câncer na infância; ❖ Melhor resposta à vacinação; ❖ Recuperação mais rápida nas doenças; ❖ Menos problemas ortodônticos e fonoaudiológicos – são associados ao uso da mamadeira; ❖ Melhor desempenho em testes de QI. ❖ Ajuda o útero a recuperar seu tamanho normal, reduzindo o risco de hemorragia pós- parto; ❖ Aumenta as reservas de ferro; ❖ Reduz o risco de câncer de mama e de ovário; ❖ Ajuda a retardar uma nova gravidez – se for exclusivo e constante; ❖ Torna conveniente as viagens e mamadas noturnas; ❖ A depressão pós-parto é reduzida; ❖ É mais prático, menos trabalhoso – uma vez que o leite já está pronto, não precisa de preparo; ❖ O leite não estraga e não é preciso se preocupar com a falta de estoque; ❖ É mais econômico. ❖ Melhor saúde e nutrição resultam em melhor ambiente psicossocial e bem-estar; ❖ Menos gastos com cuidados médicos – a economia pode ser revertida em outros benefícios. ❖ Ambiente emocional mais calmo e tranquilo; ❖ Mais espaço para o hospital – alojamento conjunto da mãe e bebê; ❖ Melhor direcionamento no trabalho da equipe; ❖ Melhor imagem e maior prestígio; ❖ Menos crianças abandonadas; ❖ Menos infecção neonatal; ❖ Mais seguro em emergências. Nascimento, Crescimento e Desenvolvimento | Fernanda Ribeiro – MedUesb XVII ❖ Interfere no vínculo; ❖ Mais diarreia e infecções respiratórias; ❖ Mais alergias e intolerâncias; ❖ Diarreia persistente; ❖ Maior risco de doenças crônicas; ❖ Desnutrição e deficiência de vitamina A; ❖ Maior mortalidade; ❖ Obesidade; ❖ Menor desempenho em testes de inteligência. ❖ Interfere no vínculo; ❖ Pode ficar grávida precocemente; ❖ Maior risco de anemia; ❖ Maior risco de câncer de ovário e mamas. PROF: SUMAIA Histofisiologia das mamas ESTRUTURA HISTOEMBRIOLÓGICA ❖ independente dos hormônios sexuais; ❖ testosterona; ❖ esteroides placentários e prolactina; ❖ ductos lactíferos; ❖ ramificação dos ductos; ❖ crescimento ductal, espessamento epitelial e diferenciação do estroma; ❖ diferenciação e crescimento lóbulo-alveolar; ❖ diferenciação terminal da mama, aumento no número de lóbulos, proliferação epitelial e acúmulo de secreção – maturação morfológica e atividade funcional; ❖ atrofia e perda do estroma intralobular. ❖ Embriogênese: cordões celulares invadem o estroma; ❖ Pré-púbere: ductos terminais com raros lóbulos. ❖ Menarca: ductos, lóbulos e estroma denso. ❖ Fase folicular: lóbulos quiescentes; ❖ Pós ovulação: proliferação celular, vacuolização celular e edema estromal; ❖ Menstruação: apoptose, regressão dos lóbulos. luminal + mioepitelial + basal. ❖ Basal: células tronco; ❖ Basal com expressão de CK5 + CK8, 18 e 19: epitelial luminal ❖ Basal com expressão de CK5 + actina: mioepitelial. CARCINOMAS DA MAMA problema de saúde pública. ❖ 180 mil novos casos de câncer de mama (2007 – EUA) Nascimento, Crescimento e Desenvolvimento | Fernanda Ribeiro – MedUesb XVII ❖ 1 em cada 3 diagnósticos de câncer nos EUA ❖ EUA – mortalidade vem diminuindo desde 1994 ❖ Brasil – aumento das taxas devido ao diagnóstico tardio e terapêutica inadequada. Tem incidência mais elevada nas regiões sudeste e sul. PROF: CLAUDIA LEAL Vitaminas VITAMINAS As vitaminas constituem um grupo de nutrientes orgânicos necessários em quantidades pequenas para uma variedade de funções bioquímicas, que geralmente não podem ser sintetizadas pelo organismo e que, portanto, devem ser fornecidas pela dieta. A título excepcional da vit D (absorvida através da captação dos raios uv), niacina e ácido ascórbico (sintetizadas no organismo), geralmente são adquiridas pela alimentação. A alimentação deve ser a mais completa e equilibrada possível de modo a que não se cometam excessos ou haja déficits em relação às vitaminas. Nutricionistas, nutrólogos e endócrinos favorecem uma alimentação balanceada invés de uma suplementação individualizada. as vitaminas são classificadas de acordo com a sua propriedade de solubilidade em água ou gorduras. A, D, E e K. Podem se acumular no organismo e alcançar níveis tóxicos. complexo B e vitamina C VITAMINAS LIPOSSOLÚVEIS ❖ São compostos constituídos de unidades de isopreno e desempenham papéis essenciais no metabolismo ou na fisiologia. ❖ São encontradas na fase lipídica dos alimentos. ❖ Sua absorção intestinal está regulada pelos mesmos mecanismos de absorção de lipídeos. Absorvidas de modo eficiente quando há absorção normal de gordura. ❖ São transportadas no sangue em lipoproteínas ou fixadas em proteínas de ligações específicas ❖ Os distúrbios que afetam a absorção e digestão delas, como dieta pobre em gordura, esteatorreia e distúrbios do sistema biliar, podem levar a síndromes de deficiências: quadro de hipovitaminose. ❖ A ingestão excessiva de vitaminas A e D podem resultar em toxicidade. engloba um grupo de moléculas insaturadas, incluindo retinol e compostos relacionados, bem como alguns carotenoides. classe de compostos que inclui retinol e seus derivados químicos, com 4 unidades de isoprenoides. A atividade da vitamina A em tecidos animais é encontrada predominantemente sob a forma de retinol e, em menor quantidade, ácido retinóico. é essencial para ❖ é componente dos pigmentos de cones e bastonetes da retina. A energia (que a rodopsina absorve) deste processo origina um impulso nervoso, que é transmitido pelo nervo óptico para o encéfalo, provocando o efeito da visão. ❖ Diferenciação celular no sistema imune. ❖ Crescimento e diferenciação tecidual. ❖ Manutenção de tecidos epiteliais. ❖ Regulação da transcrição gênica. As ações do ácido retinóico sobre a regulação da transcrição de muitos genes têm levado a considerar esse composto como um hormônio. fígado, frutas amarelas, tomate, cenoura, espinafre, óleo de fígado de peixe, gema do ovo e leite e seus derivados. ❖ Diminuição de visão por falha na formação de rodopsina é a causa evitável mais importante da cegueira noturna. ❖ Defeitos no crescimento ósseo ❖ Falhas na reprodução (espermatogênese diminuída e morte embrionária ou fetal) ❖ Defeitos no crescimento e diferenciação dos tecidos epiteliais (resulta em queratinização) ❖ A leva à diminuição da visão, principalmente à noite, à xeroftalmia. ❖ Outros sinais clínicos observados incluem: perda de apetite e peso, descarga nasal, conjuntivite, lacrimejamento, fertilidade reduzida. ❖ Aumento da suscetibilidade às infecções. Nascimento, Crescimento e Desenvolvimento | Fernanda Ribeiro – MedUesb XVII ❖ Falhas de queratinização e de funcionalidade principalmente nas células epiteliais dos tratos gastrointestinais, respiratório e urogenital, além do olho. associado à suplementação vitamínica e automedicação. Níveis de toxicidade estão associados a malformações nos bebês. O limite superior tolerável para homens e mulheres adultos é de 3mg/dia. Toxicidade – a vitamina A livre provoca lise da membrana e lesão tecidual. ❖ SNC: cefaleia, náusea, ataxia, anorexia. ❖ Fígado: hepatomegalia com alterações histológicas, hiperlipidemia. ❖Homeostasia do cálcio: espessamento de ossos longos, hipercalcemia e calcificação de tecidos moles. ❖ Pele: ressecamento excessivo, descamação e alopecia. não é estritamente uma vitamina, pois pode ser sintetizada na pele, e, na maioria das condições, essa é a principal fonte. A necessidade de uma fonte alimentar surge somente quando a exposição à luz solar é inadequada. A pré-vitamina D é convertida em vitamina D por ação da radiação solar. Há evidências de que uma ingestão consideravelmente acima dos valores necessários para manter a homeostasia do cálcio reduz o risco de resistência à insulina, obesidade e síndrome metabólica, bem como o risco de vários tipos de câncer. ❖ Estimula a absorção intestinal e a homeostasia de cálcio e fosfato. ❖ A molécula ativa 1,25-diidroxicolecalciferol regula a expressão gênica interagindo com receptores proteicos nucleares específicos. ❖ Regulação da proliferação e da diferenciação celulares. ❖ A vitamina D3 é indiretamente requerida para a mineralização óssea durante o crescimento do esqueleto – receptores de vitamina D, nos ossos, estão localizados nos osteoblastos e controlam a síntese e secreção de proteínas específicas como a osteocalcina, osteopontina, colágeno e fosfatase alcalina. fígado, cereais, alimentos ricos em gordura, óleo de fígado de bacalhau, gema do ovo e leite e seus derivados. O leite materno não contém vitamina D, por isso, é necessária a suplementação no primeiro ano de vida. ❖ Raquitismo em crianças e alterações no tórax ❖ Osteoporose e osteomalácia ❖ Fadiga ❖ Enfraquecimento dos dentes ❖ Cáries dentárias ❖ Problemas musculares ❖ Dores nos olhos ❖ Sede anormal ❖ Prurido ❖ Náuseas e vômitos ❖ Diarreia ❖ Necessidade urgente de urinar ❖ Depósito anormal de cálcio nas paredes dos vasos sanguíneos, fígado, pulmão, rins e estômago. A exposição excessiva à luz solar não leva à intoxicação devido à capacidade limitada de sintetizar o precursor (7-desidrocolesterol) e pq a exposição prolongada à luz solar leva à formação de compostos inativos. ❖ Ação antioxidante ❖ Está associada com o aumento da resposta imune, por manter a integridade estrutural e funcional das células do sistema imune e estimular a síntese de anticorpos (igG). ❖ Manutenção da estabilidade das hemácias ❖ Ajuda a prevenir abortos espontâneos óleos vegetais, nozes, grãos integrais, espinafre, farinhas enriquecidas e ovos. ❖ Em animais de laboratório, resulta em reabsorção dos fetos e atrofia muscular. ❖ Pacientes com má absorção grave de gordura e alguns tipos de doença hepática crônica são incapazes de absorver a vitamina ou Nascimento, Crescimento e Desenvolvimento | Fernanda Ribeiro – MedUesb XVII transportá-la – apresentam lesão das membranas neurais e musculares. ❖ Ligeira inibição do sistema imune. ❖ Ligeira redução da coagulação sanguínea. ❖ Pequeno aumento do peso. Comparada às vitaminas A e D, não é considerada tóxica. atua sobre a ativação de fatores de coagulação – é necessária para a síntese hepática de protrombina (fator II) e dos fatores de coagulação sanguínea VII, IX e X. vegetais em folha, tomate, amêndoas e castanhas. Produzida por bactérias da flora intestinal. falha na coagulação – hemorragias subcutâneas e internas. Pode ser resultado de insuficiente vit K na dieta, falta de síntese microbiana no intestino, problemas de absorção intestinal ou incapacidade hepática de usar a vitamina K disponível. rara, porém pode se acumular no organismo ❖ Destruição dos glóbulos vermelhos e anemias ❖ Casos de trombose VITAMINAS HIDROSSOLÚVEIS ❖ Constituem um grupo de compostos estrutural e funcionalmente independentes que compartilham a característica de serem essenciais para o metabolismo, participando como coenzimas. Atuam como catalisadores de reações enzimáticas Ligam-se às enzimas ativas inativas (apoenzimas), transformando-as em enzimas ativas (holoenzimas). ❖ De maneira geral, não são armazenadas em quantidades significativas no organismo. Seu excesso é rapidamente excretado via urinária. ❖ Dificilmente ocorrem deficiências de uma vitamina do complexo B. deficiência múltipla é mais comum ❖ Papel central no metabolismo energético, especialmente os carboidratos ❖ Condução nervosa ❖ Mantém tônus muscular cereais integrais, pinhão, feijão, leite, fígado, peixe, carnes magras e pão. ❖ Beribéri – acúmulo de fluidos (edema) no sistema neuromuscular, dor, atrofia e debilidade muscular, paralisia e morte. ❖ Perda do apetite, constipação, enjoo, depressão, irritabilidade e fadiga. Em humanos, é observada em desnutrição avançada, alimentação exclusiva à base de arroz polido e em alcoolismo crônico (síndrome de wernick) grande ingestão ou administração parenteral de tiamina não produz efeitos tóxicos pois a vitamina é rapidamente excretada pelo rim. ❖ Se dose for superior a 50mg/dia – tremores, herpes, edema, ansiedade, aceleração de batimentos cardíacos e alergias. ❖ Mantém a integridade cutânea ❖ Papel em reações metabólicas ❖ Proteção das membranas das hemácias contra estresse oxidativo carnes magras, ovos, leite, fígado e vegetais em folha. ❖ Taxa de crescimento diminuída ❖ Inflamação da mucosa oral ❖ Perda de pelo ❖ Produção excessiva de lágrimas e saliva ❖ Outros sinais incluem: anorexia, diarreia, dermatite, queilose (fissuras nos cantos da boca) e glossite (a língua parece lisa e púrpura) Nascimento, Crescimento e Desenvolvimento | Fernanda Ribeiro – MedUesb XVII quando doses elevadas são fornecidas via oral, apenas uma pequena fração se absorve e a maioria é excretada pelas fezes – o sistema de absorção na via intestinal é rapidamente saturado, além de que a capacidade para armazenar a vitamina nos tecidos é limitada. ❖ Prurido ❖ Sensações de dormência, ardor ou picadas na pele ❖ Fornecimento de energia – formação de coenzimas NAD e NADP ❖ Reações metabólicas de glicídios, ácidos graxos e aminoácidos – tecido cutâneo, gastrointestinal e nervoso. carnes magras, ovos, leite e fígado. ❖ Transtornos na pele e no trato gastrointestinal, com sinais como perda de apetite, crescimento retardado, fraqueza, dermatite, desordens digestivas e diarreia. ❖ Pelagra – doença envolvendo a pele, o TGI e o SNC. Os sinais da evolução compreendem dermatite, diarreia e demência (3D) e, se não tratada, morte. podem ocorrer efeitos tóxicos em níveis muito além dos seus requerimentos (10 a 20 vezes) ❖ O ácido nicotínico tem sido utilizado no tratamento da hiperlipidemia, quando há necessidade de uma quantidade da ordem de 1 a 6 g/dia, causando dilatação dos vasos sanguíneos e rubor, juntamente com irritação cutânea. ❖ A ingestão de ácido nicotínico e de nicotinamida acima de 500mg/dia também provoca lesão hepática. ❖ Participa como cofator de diversas reações metabólicas ❖ Atua no transporte de ácidos carboxílicos ❖ Estimula a formação de anticorpos gema de ovo, abacate, gérmen de trigo, fígado e carne bovina magra. não foi definitivamente mostrada nos seres humanos, exceto em caso de depleção específica. não apresenta toxicidade conhecida em doses relativamente elevadas. ❖ Em ratos, se observa dano hepático com doses de 100 vezes o requerimento nutricional. piridoxina é o nome comum do álcool piridoxina, piridoxal (aldeído) e piridoxamina (amina) todas tem como composto ativo a coenzima piridoxal-5-fosfato (PLP). ❖ Coenzima para muitas enzimas envolvidas no metabolismo dos aminoácidos ❖ Ativa enzimas responsáveis pela síntese de neurotransmissores – manutenção da integridade funcional do cérebro ❖ Papel importante na ação dos hormônios esteroides – o piridoxal-fosfato remove o complexo hormônio-receptor de sua ligação ao DNA, interrompendo a ação dos hormônios. cereais integrais, pão, fígado, leite, ovo, carnes magras e peixes. rara❖ O aumento da sensibilidade à ação dos hormônios esteroides pode ser importante no desenvolvimento do câncer dependente de hormônio de mama, útero e próstata, e o estado de vitamina B6 pode influenciar no prognóstico. exibe uma toxicidade muito baixa, entretanto, doses excessivas podem causar sinais clínicos, como: ❖ Alterações na marcha ❖ Incoordenação motora ❖ Convulsões ❖ Paralisia ❖ Morte ❖ Necessária para a síntese do ácido ascórbico Nascimento, Crescimento e Desenvolvimento | Fernanda Ribeiro – MedUesb XVII ❖ Essencial para o metabolismo normal das proteínas e dos lipídeos ❖ Atua juntamente com as vitaminas B2, B6, niacina e vitamina A na conservação da pele saudável ❖ Diminui o aparecimento dos cabelos brancos e ajuda nos tratamentos de calvície ❖ Papel na regulação no ciclo celular levedura de cerveja, leite, arroz integral, fígado, ovos e lentilha. ❖ Hipotonia ❖ Atraso no desenvolvimento ❖ Perda de cabelo ❖ Erupções cutâneas ❖ Fadiga extrema ❖ Ataxia ❖ Atraso mental ❖ Há indícios que a deficiência pode aumentar a resistência das células cancerosas e agentes antineoplásicos (como a vimblastina e doxurribicina) não há descrição de casos de toxicidade em humanos. a forma ativa é o ácido- 5,6,7,8-tetra-hidrofolato (THF). ❖ Várias reações de síntese de lipídeos, proteínas, ácidos nucleicos, hormônios e neurotransmissores. ❖ Hematopoiese ❖ Multiplicação celular – muito importante na gravidez ❖ Síntese das bases do DNA vegetais em folhas, frutas, cereais integrais e frutos do mar. Produzida por bactérias da flora intestinal. ❖ Diminuição na síntese de purinas e pirimidinas – incapacidade das células sanguíneas se dividirem – leucopenia e anemia megaloblástica (macrocítica) ❖ Afeta os tecidos com rápida taxa de crescimento ou regeneração, como epitélio gastrointestinal, epiderme e medula óssea. ❖ Falta de ácido fólico na gravidez – espinha bífida ou mielomeningocele. é considerada uma vitamina atóxica. ❖ Atua como coenzima no metabolismo dos carboidratos, gorduras e proteínas ❖ Formação de ácidos nucleicos ❖ Formação da bainha de mielina ❖ Maturação das hemácias carne, frutos do mar, ovo, leite e derivados. ❖ Anemia megaloblástica ❖ Lesões neurológicas (desmielinização progressiva do tecido nervoso) ❖ Perda de memória ❖ Parestesias e diminuição da sensibilidade em membros inferiores ❖ Essencial para a formação de tecido conjuntivo, ossos e dentes ❖ Proteção celular e cicatrização de feridas ❖ Antioxidante ❖ Aumenta a eficácia do sistema imunológico Nascimento, Crescimento e Desenvolvimento | Fernanda Ribeiro – MedUesb XVII pimentão verde e vermelho, frutas cítricas, couve-de-bruxelas, morango, tomate e couve- flor. ❖ Escorbuto – pequenas áreas de sangramento sob a pele, sangramento das gengivas, hematomas maiores, falta de ar, fadiga aguda, hiperqueratose folicular, petéquias perifoliculares. ❖ Problemas de dentição e mobilidade em idosos ❖ Pode ser fatal em geral, doses altas são bem toleradas, tendo se relatado efeitos tóxicos em megadoses, que incluem: ❖ Acidose ❖ Problemas gastrointestinais ❖ Glicosúria Promove maior absorção de ferro no intestino delgado, então, a longo prazo, pode gerar acúmulo de ferro. SUPLEMENTAÇÃO VITAMÍNICA Os pacientes devem ser alertados que a suplementação não substitui uma dieta equilibrada e, na maioria dos casos, não traz benefícios adicionais – as vantagens de obter vitaminas e minerais de alimentos, e não de suplementos, devem ser destacadas. ❖ Os micronutrientes obtidos do alimento tem melhor absorção ❖ A suplementação tem risco de potenciais efeitos adversos ❖ A dieta fornece uma variedade de substâncias nutricionais importantes em proporções biologicamente ideais ❖ Suplementos apresentam compostos isolados em altas concentrações ❖ Pesquisas mostram que resultados positivos à saúde são mais fortemente relacionados a padrões alimentares e alimentos específicos do que à ingestão de nutrientes individuais tem seu papel em grupos de risco em que os requisitos não são alcançados pela dieta, incluindo pessoas em determinados estágios de vida e aqueles com fatores de risco específicos. – indicação para mulheres que planejam engravidar ou estão no 1º trimestre da gestação, tem como objetivo prevenir efeitos no tubo neural do feto, deve ser suplementado com dose diária de 0,4-0,8mg. O ácido fólico e mais biodisponível na forma sintética do que na alimentação natural. – indicação de início logo após o nascimento, mantendo até o desmame e troca por um leite integral fortificado com vitamina D, deve ser suplementado com dose diária de 400IU. – de 4 a 6 meses de idade. ❖ – indicação para adultos com 50 anos ou mais, que podem não absorver adequadamente a forma de ocorrência natural, ligada a proteínas. Tem como objetivo alcançar a IDR de 2,4µg/dia com B12 sintética, encontrada em suplementos ou alimentos fortificados. ❖ – a IDR para manter a saúde óssea é de 600 UI/dia para adultos até 70 anos, e 800 UI/dia para aqueles com mais de 70. PROF: RAPHAEL QUEIROZ Assistência integral à saúde da criança e do adolescente CRIANÇA - VÍDEO Acompanhamento integral – pesquisar programa nacional ADOLESCÊNCIA A adolescência é o período de transição da infância para a vida adulta – determinado pelo Ministério da Saúde entre a faixa etária de 10 e 19 anos de idade. O adolescente sofre uma série de alterações biológicas, psicológicas e sociais. a ❖ Exercício físico – a maioria dos profissionais de Ed. Física recomenda atividades visando o desenvolvimento de várias habilidades, como natação, capoeira etc. ❖ Dieta saudável e equilibrada – as necessidades nutricionais nesse período de vida são complexas. Os jovens têm tido hábitos Nascimento, Crescimento e Desenvolvimento | Fernanda Ribeiro – MedUesb XVII alimentares piores, como omitir refeições, comer mais alimentos processados etc. ❖ Sexualidade precoce – cada vez tem sido mais cedo a descoberta sexual dos adolescentes. A falta de maturidade e preparo psicológico- emocional para esse despertar sexual trazem sérias consequências para o adolescente – principalmente as meninas – como a gestação, envolver-se com pessoas mais velhas, ISTs etc. É papel do médico perceber a ajuda que o jovem precisa, para orientar em relação a sexualidade também e para conduzir de uma forma saudável a atividade sexual. ❖ Masturbação – busca solitária do prazer sexual. No início da adolescência apresenta caráter explorador, acompanhada de curiosidade, experimentação e avaliação do desempenho (principalmente masculino). Deve ser esclarecido que é normal, mas que há limites. ❖ Polução noturna – deve ser tranquilizado quanto a sua normalidade. ❖ “Ficar” – namoro corporal sem compromisso social. Iniciar na fase exploratória da adolescência, é preocupante, pois além da ausência de compromisso, há onipotência, negação e comportamentos de risco como aspectos característicos. O profissional de saúde deve ter responsabilidade de saber como conversar e guiar, caso veja a abertura. ❖ Gravidez precoce ❖ Doenças sexualmente transmissíveis hpv – a vacina deve ser acompanhada de um esclarecimento, que serve para prevenção antes da relação sexual, mas não significa que ela não possa desenvolver câncer de colo de útero futuramente. Também é importante a abordagem do uso do preservativo. >>a medicina deve ser preventiva. ❖ Obesidade ❖ Acne juvenil ❖ Tatuagens e piercings – diálogo com adolescentes pode funcionar como fator de prevenção e proteção de riscos. ❖ Cefaléia – dor de cabeça, principalmente na TPM ❖ Distúrbios menstruais – irregularidade menstrual é comum na adolescência. Mas é importante investigar. importante olhar acolhedor! ❖ Depressão – 1% em crianças e 5% em adolescentes ❖ Suicídio – terceira causa de morte em adolescentes.❖ Uso de drogas e álcool. ❖ Violência sexual ❖ Maus tratos ❖ Bullying ❖ Esportes e uso indevido de anabolizantes e suplementos Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA. PROF: SUMAIA Crescimento e desenvolvimento na adolescência INTRODUÇÃO A adolescência compreende um complexo processo de maturação que transforma a criança em adulto. A puberdade reúne os fenômenos biológicos da adolescência, possibilitando o completo crescimento somático e a maturação hormonal que asseguram a capacidade de reprodução e de preservação da espécie. resultante do aumento da secreção dos andrógenos suprarrenais (entre 6 e 8 anos de idade óssea) e que parece ser independente da ativação do eixo hipofisário-gônadas. Ativação ou desinibição de neurônios hipotalâmicos secretores de hormônio liberador de gonadotrofinas (LHRH), com consequente liberação dos hormônios luteinizante (LH) e folículo-estimulante (FSH) pela glândula hipófise. aumento dos esteroides sexuais produzidos pelos testículos e ovários Nascimento, Crescimento e Desenvolvimento | Fernanda Ribeiro – MedUesb XVII EVENTOS PUBERAIS A altura final, o ritmo como o crescimento se processa, o início e a velocidade com que o desenvolvimento puberal ocorre, a maturação óssea, o desenvolvimento dentário sofrem significante influência de fatores genéticos. As interações com os fatores ambientais se dão de forma distinta, isto é, as condições ambientais que alterem algum aspecto do crescimento não o fazem obrigatoriamente em todos. A nutrição, incluindo a ingestão de nutrientes específicos, é um dos mais significativos determinantes do crescimento. Aspectos psicossociais como maus-tratos podem prejudicar o crescimento, a despeito da nutrição adequada e de não haver doença orgânica. A grande variabilidade quanto ao início, duração e progressão das mudanças puberais tem, como consequência, a questão de a idade biológica nem sempre estar de acordo com a idade cronológica. Assim, é preciso que se leve em conta a fase puberal do desenvolvimento quando se analisa o crescimento de um adolescente. durante a adolescência, embora os hormônios desempenhem papéis individuais, a interação entre os hormônios gonadais e adrenais com o hormônio de crescimento torna-se essencial para o estirão de crescimento normal e para a maturação sexual. O estirão de crescimento, período em que se ganha 20% da estatura final, tem idade de início e velocidade das mudanças variadas entre os indivíduos. Nas meninas, ocorre no início da puberdade e, nos meninos, na fase intermediária. A avaliação do crescimento é feita por meio de comparação com uma curva de referência: a atualmente recomendada é a da Organização Mundial de Saúde4. Acima do escore Z-2, a estatura é considerada adequada para a idade; acima do escore Z -3 e abaixo de Z-2, o diagnóstico é de baixa estatura para a idade; estaturas inferiores ao escore Z-3 são consideradas muito baixas para a idade. A velocidade de crescimento (aumento estatural no intervalo de um ano) é medida em centímetros por ano e não deve ser aferida através de resultados encontrados em intervalos menores do que seis meses, já que o crescimento sofre influências sazonais. Até os 4 anos, as meninas têm velocidade de crescimento discretamente mais elevada que os meninos. A partir daí, ambos crescem a uma velocidade de 5 a 6 cm/ano até o início da puberdade, quando a velocidade de crescimento sofre uma aceleração, alcançando valores de 10 a 12 cm/ano no sexo masculino e 8 a 10 cm/ano nas meninas. Essa aceleração da velocidade de crescimento é imediatamente precedida por uma pequena redução da mesma. Para acompanhamento do peso de adolescentes, a Organização Mundial de Saúde recomenda a utilização do gráfico de Índice de Massa Corporal (IMC), ainda se configurando como melhor parâmetro clínico de avaliação nutricional de uma população. O IMC está adequado para a idade (eutrofia) quando seus valores se encontram entre os escores Z -2 e Z +1. A obesidade é caracterizada por valores de IMC acima do escore Z +2, enquanto valores maiores que Z +1 e menores que Z +2 são classsificados como sobrepeso. Valores inferiores ao escore Z -2 são caracterizados como magreza, sendo esta acentuada quando o IMC é inferior ao escore Z -3. Segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008- 2009, o déficit de peso está presente em apenas 3,4% dos adolescentes brasileiros, enquanto o excesso de peso tem uma prevalência de 21,7% (3,7% em 1974- 75) entre adolescentes do sexo masculino e de 19,4% no sexo feminino (7,6% em 1974-75). Para avaliação da velocidade de crescrescimento, são utilizados gráficos de Tanner e Whitehouse. http://revistadepediatriasoperj.org.br/imagebank/images/v12n1s1a05-ane05.jpg http://revistadepediatriasoperj.org.br/imagebank/images/v12n1s1a05-ane06.jpg Nascimento, Crescimento e Desenvolvimento | Fernanda Ribeiro – MedUesb XVII Pelo fato de a estatura sofrer influência de fatores genéticos, o cálculo do alvo genético avalia a herança (estatura dos pais) na determinação da faixa de estatura final. Assim, para calcular o alvo genético, é utilizada a seguinte fórmula: durante a puberdade, os homens adquirem massa magra a uma velocidade maior e por mais tempo do que a mulher. Na mulher, a massa muscular relativa diminui do início ao final da puberdade (80% para 75% do peso corpóreo). Embora haja aumento absoluto da massa muscular, seu percentual sofre queda porque o tecido adiposo aumenta mais rapidamente. No homem, a massa muscular aumenta de 80 a 85% do peso corpóreo para 90% na maturidade. Esse aumento reflete a ação dos andrógenos circulantes. O ganho de tecido adiposo é mais acentuado no sexo feminino, sendo importante para que os ciclos menstruais se instalem e se mantenham regulares. apesar de hormônios tireoideanos ainda serem necessários para o crescimento normal, os hormônios gonadais desempenham um papel de maior significância. A puberdade é caracterizada pelo aumento da amplitude dos pulsos de secreção de hormônio luteinizante (LH) e folículo-estimulante (FSH), detectáveis já antes que os sinais externos da puberdade sejam evidentes. Além do aumento do hormônio de crescimento e dos esteroides sexuais, há aumento na resistência à insulina. A testosterona estimula a eritropoiese. Por isso, há aumento de células vermelhas no sexo masculino. a maioria dos órgãos duplica de tamanho durante a puberdade. O tecido linfoide sofre uma involução nesse período. clinicamente, é avaliada em cinco estágios, levando-se em conta, desenvolvimento mamário e pelos pubianos no sexo feminino (MP), aspecto dos órgãos genitais e pelos pubianos no masculino7 (GP). A sequência de eventos puberais é ordenada, sendo controlada por fatores neuroendócrinos, responsáveis por seu início e progressão2. O primeiro sinal de puberdade masculina é o aumento do volume testicular (9-14 anos - volume de 4 ml), seguido do aparecimento de pelos pubianos e aumento de pênis. A (primeira ejaculação) ocorre com volume testicular em torno de 10 a 12ml, e o sêmen dos dois primeiros anos costuma ter baixa concentração de espermatozoides. As pilificações axilar e facial coincidem com o estágio III de pelos pubianos, enquanto a mudança no timbre de voz com o estádio V. A ginecomastia puberal surge em mais de metade dos adolescentes do sexo masculino7,8 e em 90% desaparece em 3 anos. A (aparecimento do broto mamário entre 8 e 13 anos) é o primeiro sinal da puberdade feminina, seguido do surgimento de pelos pubianos ( ) e axilares, e posteriormente da . A telarca pode ser assimétrica ou unilateral no início do desenvolvimento puberal. A ocorre dois a cinco anos após a telarca, e os primeiros ciclos menstruais costumam ser irregulares, frequentemente anovulatórios e mais prolongados. Em relação ao desenvolvimento psicossocial, o anexo 9 apresenta algumas características de cada fase daadolescência, facilitando o enfoque na abordagem dos aspectos de saúde. O início da adolescência é marcado por diminuição no interesse nas atividades dos pais, grande preocupação com as mudanças pubertárias, intenso relacionamento com amigos do mesmo sexo, aumento da necessidade de privacidade e falta de controle em relação aos impulsos, podendo ser confundido com o isolamento social de alguns distúrbios psiquiátricos de maior incidência nessa fase de vida. Aqui, a linguagem obscena costuma se intensificar, assim como a atividade masturbatória. A fase intermediária é o momento de maior intensidade nos conflitos com os pais, quando a aceitação dos valores do grupo se torna mais importante. A necessidade de experimentações aumenta, as relações com o outro costumam ser fugazes e descompromissadas, engajando-se mais frequentemente em comportamentos de risco, requerendo intensificação das ações de prevenção. Na fase final da adolescência, quando há maior estabilidade emocional, o envolvimento grupal é menos intenso, há maior aceitação dos valores parentais, busca de objeto amoroso único e habilidade de se comprometer e de se impor limites. FONTE: TEXTO MARIA DE FÁTIMA GOULART COUTINHO – COMITÊ DE ADOLESCÊNCIA, IPPMG/UFRJ