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1 Ozônioterapia Apresentação: Seja bem vindo ao curso de Ozonioterapia . Nosso curso tem o intuito de orientá-lo na utilização adequada com a Técnica Natural de Ozônioterapia, para o máximo de aproveitamento dos benefícios associados a esta técnica natural. Diante de outros procedimentos para tratamento de diversas patologias, em nossas pesquisas de campo, a ozonioterapia demonstrou diferentes resultados. Para avaliar os resultados e obter sucesso nos tratamentos precisamos entender a doença, conhecer o paciente, saber o meio de ação do Ozônio, e avaliar os resultados positivos. Tratar com Ozonioterapia, requer conhecimento, estudo, e seguir as orientações de tratamento e contra indicações, principalmente fazer os devidos exames necessários para a utilização. Essa é a proposta deste curso. A utilização de Ozonioterapia sem a capacitação adequada, pode resultar em queimaduras, lesões e necroses, devido a erros de aplicações, como altas concentrações, volume muito alto, aplicação muito rápida. A descoberta O Ozônio foi descoberto em 1785 pelo holandês Martin Van Marum. O primeiro gerador de Ozônio foi criado em 1840 por um físico alemão chamado Christian Friedrich Schoenbein, Em 1857 primeiro uso terapêutico do ozônio pelo engenheiro e inventor Werner von Siemens que construiu o primeiro gerador de ozônio. A Ozonioterapia já era conhecida no Séc. XIX, como potencial germicida e antibacteriano. Em 1900, Nicola Tesla, o grande físico Servo-croata patenteia seu gerador de Ozônio trazendo grande credibilidade e entusiasmo ao seu uso. Em 1935 a publicação do resumo “Uber Ozonbehandlung in der Chirurgie”, sobre o Tratamento com Ozônio em Cirurgia, pelo cirurgião austríaco Erwin Payr, com 290 páginas, durante o 59 Congresso da Sociedade Alemã de Cirurgia, em Berlim, é considerado o início da Ozonioterapia como se conhece atualmente. Na 1ª metade do Século XX, a Ozonioterapia era limitada pela falta de materiais resistentes à oxidação pelo ozônio. A utilização básica era a Ozonioterapia tópica. As pesquisas no campo da Ozônioterapia, vem aumentando consideravelmente,como na escola russa de Ozônio e em particular a de Nizhny Novgorod. 2 Na monografia “Ozone Technology in Obstetrics and Gynecology”, os autores russos T.S. Kachalina e G.O. Grechkanev, citaram os esforços realizados: “A situação atual difere da época da década de 1980, quando a gravidez foi considerada uma das contra indicações para utilização de Ozônio, e sua aplicação na esfera ginecológica foi limitada ao tratamento da colpite Candida. Pioneiras na regularização da Ozônio, as resoluções do Serviço de Vigilância da Rússia no campo da Saúde Pública, emitiu o certificado de registro nº FC-2007/014 de 15/02/2007 sobre o “pedido de Ozônio Medicinal em Obstetrícia, Ginecologia e Neonatologia”, e duas semanas depois, no FC-2007/029-Y de 28/02/2007, em Aplicação da Mistura de Oxigênio e Ozônio em Traumatologia. Em Cuba, a terapia de Ozônio recebeu status legal por meio da Resolução Ministerial 261 de 24 Agosto de 2009, promulgada pelo Ministério da Saúde Pública, ocorreu desde 1994 com o Ozone Research Center do Centro de Pesquisa de Cuba (CNIC). Na Espanha, graças aos esforços realizados pela ASEPROMO, a regularização de Ozônio foi alcançada em 14 de suas 17 comunidades autônomas. Devido á poderes delegados em questões de saúde para cada comunidade, a regularização não foi realizada de forma homogênea em todos eles. O que é importante notar é que 14 comunidades que o fizeram determinaram os requisitos necessários para que um Ozônioterapeuta pratique legalmente esta terapia em seu território. As regiões italianas de Lombardia, Emilia-Romagna e Marche foram favoráveis pelo uso da terapia com Ozônio, estas duas frases positivas do Tribunal Administrativo da Região de Lácio. Segunda Schwartz Drª Adriana, são muito escassos os países em que a terapia com Ozônio foi regularizada, por isso será necessário fazer mais esforços coordenados. Felizmente, esses exemplos já existem, e diversos países podem obter referências. O começo do uso medicinal Na 1ª Guerra Mundial, a Ozonioterapia começou a ganhar status, sendo utilizada em maior escala principalmente por alemães e ingleses no tratamento de ferimentos de guerra, infecções e inclusive gangrenas, evitando amputações comuns nessa época. Médico Alemão, Hans H. Wolff (falecido em 1990), dedicou sua vida a Ozonioterapia, tornando-a reconhecida mundialmente pelos seus efeitos, praticidade e economia. Após estes estudos a ozonioterapia ganhou repercussão e se tornou reconhecida em mais de 50 países, com mais de 26.000 profissionais. São diversas as pesquisas já existentes, em destaque: • Google - 24.700.000 citações sobre OZONIO • Google acadêmico (médico) - 585.000 citações sobre OZONIO • Google estética - 147.000 citações sobre OZONIO • Google científico estética - 16.100 citações sobre OZONIO 3 O que é OZÔNIO. OZÔNIO é um composto químico de três átomos de Oxigênio (O3), encontrado abundantemente na atmosfera da Terra. O OZÔNIO é gerado, quando um átomo de O² (oxigênio) de recebe uma carga elétrica de aproximadamente15.000 volts, ele é dividido, tornando-se, um átomo avulso de (O²), logo este funde-se a uma molécula de O², gerando assim O³. O² + O = O³ Em condições normais o OZONIO não tem cor, e sim um odor muito característico, que está associado a origem de seu nome, que vem do Grego, Ozein “o que tem cheiro”. O OZONIO está na estratosfera, a 40 Km da superfície da Terra, lá acontece o bloqueio dos raios ultravioletas solares, e é esta camada que é destruída pelo CFC (Cloro Flúor Carbono) Quando tomamos sol através de uma janela de vidro, o que passa pelo vidro são os raios ultravioletas A, que causam foto envelhecimento, manchas na pele, câncer de pele. A natureza faz do OZONIO, seu purificador natural do ar, quando sentimos o cheiro após a chuva ter caído, é um cheiro característico de OZONIO, o azul que fica no céu também é do OZONIO. Segundo Enrico Fermi, físico italiano, prêmio Nobel em Física em 1938, “OZONIO é a maior descoberta da química moderna”. Podemos destacar que mais de 1.000 cidades no mundo tratam sua água com OZONIO, sendo destaque Paris. O OZONIO possui um diferencial dos demais desinfetantes, o seu mecanismo de destruição dos micro-organismos é mais eficiente por ser mais oxidante, (substâncias que tem o poder energético de oxidação, retirar o O2 tal como o iodo, permanganato de potássio e o ácido nítrico, são alguns), ele age direto na parede celular, causando sua ruptura, diferente do cloro que age superficialmente, assim a destruição do micro- organismo é completa. No processo de destruição o OZONIO, não deixa resíduos. • Ozonio é o mais poderoso oxidante utilizável, ele é 1,5 vezes mais forte que o cloro. 4 • 3.125 vezes mais rápido que o cloro, na destruição dos microrganismos. • Se não for utilizado dissolve-se em O2, sem deixar resíduos. • 10 vezes mais solúvel na água que o O2. • É o 3º maior oxidante da natureza! O que é Ozonioterapia Em resumo a Ozonioterapia, é uma forma de prevenção e tratamento de mais de 260 patologias registradas, podendo ser feito de diversa formas, sua composição é feita por Oxigênio Medicinal e uma máquina geradora de Ozônio, desta combinação é gerado um gás que vai ser inserido no corpo do indivíduo, auxiliando o organismo a eliminar ou reduzir os micro-organismos, bactérias, vírus, gordura localizada, infecções, dermatites, ou seja, uma abrangência muito grande de utilidades terapêuticas. A Ozonioterapia estimula o sistema imunológico, ajuda na liberação de artérias, veias e pequenos vasos, regulariza a produção de enzimas e hormônios, diminui os processos inflamatórios, melhora a oxigenação cerebral, neutraliza os processos alérgicos, ajuda a eliminar as toxinas do organismo.Uma das atividades da Ozonioterapia é desacelerar o processo de envelhecimento. Com o passar dos anos nosso corpo perde energia vital, as células ficam mais lentas, algumas não funcionam corretamente, então envelhecemos. Nosso corpo produz radicais livres, que são substâncias com elétrons desemparelhados altamente reativo, atrapalhando a produção de energia e, podendo causar danos em alguns tecidos, como do sangue, cerebral, e na pele. O Ozônio um antioxidante natural que também contribui no auxílio da reorganização natural contra os radicais livres, ajudando o nosso organismo em sua defesa. O primeiro tratamento de Ozonioterapia, foi feito em um menino com difteria nos EUA, feito pelo médico e pensador religioso John Harvey Kellogg (1852 – 1943). O cantor Bob Marley, faleceu no dia 11 de Maio de 1981, com apenas 37 Kg, e uma das hipóteses de sua morte é um tipo de câncer, o cantor passou por tratamento alternativo, a base de uma dieta macrobiótica, febres induzidas e injeções do Ozônio em seu umbigo, a fim de aumentar a quantidade de Oxigênio no corpo, o ex médico nazista Doutor Josef Issels, na Baviera-Alemanha, , relatou três semanas de vida ao cantor, porém Bob viveu oito meses a mais que o relatado, não existem registros que comprovem a eficácia da ozonioterapia em seu tratamento, porém foi após seu uso que sua sobrevida aumentou. Lance Armstrong, vencedor por 7 vezes o Tour de France, a maior prova ciclística do mundo, fazia uso da Ozonioterapia, tratando inclusive de 2 canceres de próstata. 5 Indicações ▪ Infecções bacterianas, fúngicas e viróticas, hepatites, herpes ▪ Feridas e úlceras crônicas diabéticas, vasculares, infecciosas ▪ Doença de Peyronie ▪ Queimaduras ▪ Inflamações Intestinais: Doença de Crohn, Síndrome do Cólon Irritável ▪ Doenças Inflamatórias Reumáticas e Osteoarticulares: ▪ Tendinites, Bursites, Epicondilites; ▪ Dor Miofascial; ▪ Contusões Musculares, Entorses, Fibromialgia: ▪ Hérnias de Disco. ▪ Neuropatias Diabética, Neuroma de Morton, Síndrome do Túnel do Carpo ▪ Coadjuvante em Doenças Metabólicas: Diabetes, Hipotireoidismo ▪ Insuficiência Vascular, Vasculopatias ▪ Coadjuvante na Depressão ▪ Coadjuvante nas Doenças Neurodegenerativas: Alzheimer, Parkinson, Esclerose Múltipla ▪ Coadjuvante em Doenças Imunológicas: SIDA, Artrite Reumatoide, Lúpus Eritematoso, Psoríase. As oportunidades de ser contaminado com hepatite, SIDA|AIDS, sífilis e outras infecções através da transfusão sanguínea podem ser eliminadas com uso do ozono; ▪ Coadjuvante no tratamento do Câncer, Tumores malignos, linfomas e leucemia podem ser tratados em conjunto com a medicina convencional trazendo grandes benefícios; ▪ Ativa o sistema imunológico e aumenta a proteção através dos antioxidantes; ▪ Altamente eficaz em problemas vasculares periféricos. As pessoas com gangrena ou úlcera diabética podem livrar-se de amputação do membro afetado; ▪ Combate problemas cardiovasculares, aterosclerose, alivia a dor da angina e melhora a circulação sanguínea; ▪ Melhora a diabetes porque normaliza a glicemia; ▪ Eficaz em todas as formas de artrite reumatoide; ▪ A insuflação vaginal trata candidíase e diversas formas de vaginite; ▪ Reduz e até elimina muitos casos de dores crónicas através da ação nos receptores da dor. ▪ Quanto ao uso retal, tendo sido as indicações já bem discutidas e publicadas, são: Colite Ulcerativa, Proctite, estados I e II, Prostatites, Fístula Anal e fissuras. ▪ Hepatites B e C e para imunomodulação complementar em tratamentos oncológicos. ▪ Modula – Equilibra o estresse oxidativo (O estresse oxidativo pode ser definido como o desequilíbrio entre a formação e remoção de agentes oxidantes no organismo, decorrente da geração excessiva de espécies reativas de oxigênio). 6 Contra-Indicações Uma das contra-indicações é a deficiência da enzima Glicose-6-Fosfato Desidrogenase (G6PD), conhecida como favismo, em função do risco de hemólise (rompimento da membrana das hemácias), pois casos de deficiência genética da enzima G6PD (glicose-6-phosfato desidrogenase) que condiciona a doença relativamente rara na população geral , que neste caso a ausência da enzima faz com que o indivíduo não responda contra o estresse oxidativo controlado, desencadeando assim uma reação em cadeia que não faz o efeito curativo. Em casos de hipertireoidismo, diabetes mellitus, hipertensão arterial severa descompensada, é necessário que a estabilização clínica dessas situações seja realizada previamente à aplicação da Ozonioterapia, há também contra indicações relativas como gravidez. E embora nenhum caso de aborto ou malformação fetal tenha sido relatado até o momento, é prudente não realizar a Ozonioterapia em gestante em nenhum trimestre de gestação. Durante o período menstrual, os procedimentos de terapia com ozônio devem ser interrompidos temporariamente. Anemias, hipertireoidismo, complicações medicamentosas, automedicação, devem ser informadas para o terapeuta, pois o resultado pode não ser alcançado. A Tireoidite de Hashimoto, é uma doença autoimune, cuja principal característica é a inflamação da tireoide causada por um erro do sistema imunológico. Na tireoidite de Hashimoto, o organismo fabrica anticorpos contra as células da tireoide. Esses anticorpos provocam a destruição da glândula ou a redução da sua atividade, o que pode levar ao hipotireoidismo por carência na produção dos hormônios T3 e T4. Pessoas que fazem uso regular de Vitamina C, 48 horas antes da utilização de ozonioterapia, devem suspender a atualização e voltar a suplementação em no mínimo 72 horas após a aplicação da Ozonioterapia, justamente pelo efeito oxidativo. Não se deve utilizar a Ozonioterapia em: ▪ Trombocitopenia, plaquetas abaixo de 50.000 ou coagulopatia descontrolada. ▪ Instabilidade cardiovascular severa ▪ IAM recente ▪ Intoxicação alcóolica aguda ▪ Estado de mal convulsivo ▪ Hemocromatose (excesso de ferro pode intoxicar órgãos, o que pode levar a doenças como câncer, batimento cardíaco irregular e cirrose do fígado). ▪ Pacientes em tratamento de cobre e ferro. ▪ Alguns alimentos ao dia de tratamento: feijão fava (ação G6PD) https://drauziovarella.com.br/entrevistas-2/hipotireoidismohipertireoidismo/ 7 ▪ Legislação / Anvisa Não existe legislação específica vigente para utilização da Ozônioterapia no Brasil, alguns projetos de regulamentação, tramitam no meio jurídico, porém nada resolutivo ainda. Cabe ao profissional o bom senso e a utilização com proficiência e ética. Alguns conselhos já reconhecem a ozonioterapia como especialidade e regulamentaram como procedimento complementar as suas atividades. Para que o profissional possa utilizar ozonioterapia, o mesmo deve estar capacitado ter ética, higiene, disciplina e profissionalismo. A portaria da ANVISA Nr . 25/76, publicada no DOU de 09/11/1977, da Comissão de Normas e Padrões para Alimentos, que estabelece. 3.8.13.” O equipamento para o processo de enchimento e fechamento dos recipientes, bem como os condutos, canalização, depósitos e utensílios que entram em contato com a água da fonte, deverão ser submetidos a processo de higienização, podendo ser empregados preparações desinfetantes contendo cloro, dióxido de cloro ou OZONIO, devendo a eliminação destes agentes, ser testada por reações indicadoras adequadas”. O FDA (Food and Drugs), órgão federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, reconhece que não há malefícios do Ozônio em alimentos de consumo humano. ▪ Exames É indicado que o paciente traga os exames, de preferência com laudos, a fim de que o profissional fique ciente sobre seu quadro clínico. O Paciente deve informar ao médico que o acompanha no tratamento, sobre a terapia complementar com a Ozônioterapia. Realizar cópias de examespois são documentos, e estes documentos devem ser arquivados por tempo indeterminado, mesmo que o paciente não retorne. O Ozônioterapeuta pode solicitar ao paciente que traga alguns exames, que garantam, que o paciente está apto, a ozônioterapia, por exemplo: ▪ Hemograma completo. ▪ G6PD (Glicose-6-Fosfato Desidrogenase) ▪ Raio X, ultra som, ressonância magnética, exames de imagem. 8 ▪ Anatomia Conhecer a anatomia humana facilita muito o tratamento do paciente, saber localizar espaços articulares, camadas da derme, sistema circulatório, sistema respiratório, O corpo humano, tem conexões entre tecidos, músculos, vasos sanguíneos, células, que colaboram para o tratamento com Ozônio, isto ocorre de forma sistêmica, como uma aplicação retal, A posição anatômica de referência, é analisar a anatomia para descrever as posições espaciais dos órgãos, ossos e demais componentes do corpo humano. 9 Planos do Corpo ▪ Materiais de Uso É importante que os materiais estejam em abundância no consultório. Todos os materiais devem ser validados pelos órgãos de Saúde que são competentes pele sua circulação e uso público. A certificação da ANVISA e INMETRO, são as mais importantes hoje no Brasil, Pois as certificações internacionais, podem não ser válidas legalmente no Brasil. Os materiais que serão usados na Ozonioterapia, são específicos, alguns materiais não resistem a oxidação do Ozônio. O terapeuta organizará os materiais que serão utilizados durante a sessão, planeje a utilização, evite improvisar, faça o descarte adequado para cada material. A utilização das seringas e agulhas deve ser interpretada pelo terapeuta, de forma que traga conforto ao paciente, eficácia na aplicação. • Tamanho das seringas: 10, 20 e 60 ml, com o embolo de látex. • Agulhas: 13x0,30, 13x0,45, 20x0,55, 25x0,70, 25x0,80 e 30x0,80. o Estas medidas são sugestivas, podendo o terapeuta adequar o material a ser utilizado. • Sonda retal, nº 08 ao nº12 • Estetoscópio de aço cirúrgico (ver tabela de compatibilidade com Ozônio) com silicone. ▪ Biossegurança O profissional deve dominar a sua atividade profissional. No caso da Ozônioterapia, você estará exposto a fluídos corporais, mucosas, sangue, feridas abertas, entre outros meios de contaminação. A proteção deve ser constante, evitando que a exposição aconteça após o paciente sair. A integridade do paciente também deve ser preservada, os cuidados com ele e seu acompanhante não podem ser negligenciados, ofereça sempre os EPI’s para todos. 10 Recomendação de uso: ▪ Calçados fechados, de preferência de couro. ▪ Calça comprida ▪ Jaleco comprido de manga comprida, abotoado, sobre uma camiseta ou camisa. ▪ Máscara de proteção respiratória. ▪ Máscara full face ▪ Óculos de proteção ▪ Luvas de Procedimento Cada conselho determinará os procedimentos que deverão ser adotados para a realização do trabalho com o Ozônio, consulte o seu. • cofen.gov.br • cff.org.br • website.cfo.org.br • portal.cfm.org.br • portal.cfmv.gov.br • coffito.gov.br • confef.org.br/confef/ • cfbm.org.br A sala onde serão realizados os procedimentos, devem ser ventiladas, possuir janelas para a exaustão do ar ambiente, a corrente de ar (natural ou mecânica) deverá estar sempre nas costas do terapeuta e do paciente, saindo em direção a janela. Evitar sala fechadas tendo somente circulação de ar, o ar condicionado sozinho não evita a grande quantidade de ozônio no ambiente, que sabemos ser inapropriado para inalação, ou seja, o ambiente deve estar ventilado. ▪ Gerador de Ozônio “Um bom Ozônioterapeuta com um gerador de Ozônio não confiável, não pode entregar uma Ozônioterapia eficaz”. Velio Bocci – Ozone A New Medical Drug”. Hoje existem muitos geradores de OZONIO, nacionais e importados, preços, modelos, propagandas variadas. Porém não é qualquer gerador que pode ser usado para a saúde, este deve ser específico, necessário ter entrada de oxigênio medicinal com regulador de fluxo de Oxigênio, regulador de dosagem de Ozônio. No Brasil existem duas marcas que tem o registro da ANVISA, com segurança para todos, na escolha do equipamento, deve-se considerar a confiabilidade nas dosagens, concentrações, averiguar se são legitimas, avaliar custo-benefício, suporte técnico em venda e pós venda, respeito no prazo de entrega, assistência técnica. http://www.cofen.gov.br/ http://www.cff.org.br/ 11 Equipamento utilizado no Nosso curso; Equipamento Modelo O&L 1.5 RM – Portátil, da OZONE & LIFE. ▪ Dosagens Em Ozonioterapia Menos é mais. A concentração das doses determina o efeito do Ozônio. Esse fator é determinante no sucesso da Ozonioterapia. As concentrações do ozônio são medidas em Gammas (µg/ml), miligramas por mililitros ou micro gramas por litro. 1m³ = 1000L Doses baixas: 5 a 15 µg/mL: estas doses têm um efeito imunomodulador e utilizam-se nas doenças onde há suspeitas de comprometimento do sistema imunológico. ▪ Regeneração biológica ▪ Gota ▪ Fibromialgia Dose média: 20 a 30 µg/mL: são imunomoduladores e estimuladoras do sistema enzimático de defesa antioxidante e de grande utilidade nas doenças crônico- degenerativas tais como, diabetes, arteriosclerose, doença de Parkinson, Alzheimer e demência senil. Dores e doenças metabólicas. ▪ Insuficiência renal crônica ▪ Cancro ▪ Nefropatias ▪ Doenças neurodegenerativas: Alzheimer, Parkinson, síndromes de demência. ▪ Doenças pulmonares: enfisema, DPOC, síndrome respiratória aguda. ▪ Doenças oftalmológicas: retinose pigmentar, catarata, glaucoma, degeneração macular relacionada à idade. ▪ Doenças hematológicas: Beta-talassemia, anemia falciforme. 12 ▪ Doenças vasculares: HTA, insuficiência venosa, doença arterial periférica, AVE, isquemia cardíaca, estase venosa. Doses altas: 30 a 60 µg/mL: se utilizam especialmente em úlceras ou feridas infectadas e para ozonizar óleo de girassol e água. A ozonização do óleo, nunca pode ser realizada com um gerador para uso medicinal, porque não se pode evitar que o vapor do óleo de girassol se difunda para os tubos de alta tensão. O resultado é a produção de diversas substâncias indesejáveis. Exceto nos geradores com válvula que cortam a saída do ozônio. ▪ Concentrações Em Ozonioterapia, dizemos que “menos é mais”, este procedimento, também pode ser chamado de Tratamento Oxigênio-Ozônio, porque a mistura para uso medicinal, será entre. 95% a 99,5% de Oxigênio ou seja 5% a 0,5% de Ozônio Nós não precisamos nos preocupar com esta mistura, o equipamento faz isto sozinho, mais um benefício do equipamento confiável. Sempre começamos com baixas concentrações. Precisamos entender a resposta do paciente ao tratamento, o tempo em que ele responde, quanto tempo ele fica sob a ação do Ozônio. Existem pessoas que são mais sensíveis a tratamentos, medicações e substâncias. Então, começamos com a baixa dosagem para todos os pacientes e montamos o tratamento personalizado para cada um. Cálculo das doses: Para calcular a dose de ozônio a ser administrada, basta aplicar a seguinte relação. Doses = Q x V onde: DO = Doses total de Ozônio Q = Concentrações da mistura Oxigênio-Ozônio V = Volume da mistura Oxigênio-Ozônio Exemplo 01: se enchermos uma seringa de 20mL, com uma concentração de Ozônio de 10 µg/mL. DO = 10x20 = A dose total será de 200 µg 13 ▪ Preparação para Ozônioterapia Este é o momento de colocar em prática todo seu conhecimento, suas habilidades e sua performance. O paciente possivelmente experimentará algo novo, e este momento deve ser o mais confortável possível. É importante que tudo esteja pronto para o atendimento. Após concluir a anamnese, todas as dúvidas esclarecidas, o termo de consentimento assinado, o terapeuta deve orientar o paciente como proceder.A partir deste momento: ✓ Organize todo o material que será utilizado de acordo com o procedimento que será aplicado. ✓ Prepare o paciente para o procedimento, não esqueça a orientação sobre o procedimento a ser realizado. ✓ Utilizar luvas e então prepare o material de assepsia. ✓ Deixar o material de coleta pronto. ✓ Ao finalizar o tratamento, verifique se o paciente está bem. ▪ Água Ozonizada A hidrossolubilidade do Ozônio é 10 vezes superior à do Oxigênio: 49,0 mL do O³, para cada 100 mL de água, comparada com 4,89 mL de O² por cada 100 mL de água. Água Ozonizada é obtida com o borbulhamento do O³, em um recipiente de vidro, por no mínimo de 10 minutos. Depois de 5 ou 6 minutos, a concentração de O³, cai 25% da concentração inicial. Esta água, pode ser bebida, para a higienização da mucosa bucal, lavagem de feridas, banhos, imersão, outros. Quando necessitamos de concentrações elevadas, essa deve ser por volta de 80 µg/mL. Porém devido à volatilidade do ozônio, a concentração final no momento da aplicação será de aproximadamente 20 µg/mL. Esta concentração é útil para lavar + O2 Fluxo/O2 1 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1,0 L/min 0 1 2 3 4 6 8 10 12 15 17 3/4 = 0,75 L/min 0 1,5 3 4 6 8 11 14 16 20 22 1/2 = 0,50 L/min 0 2 4 6 7 11 14 18 21 26 28 1/4 = 0,25 L/min 0 5 9 12 15 21 27 33 37 45 49 - O2 1/8 = 0,125 L/min 0 10 15 18 23 31 39 46 51 60 65 Dosador/O3 Menor fluxo de O2 = maior concentração de O3 Fluxo médio de O2 = média concentração de O3 Maior fluxo de O2 = menor concentração de O3 + O3- O3 14 feridas. Caso a lesão evolua para melhora, podemos diminuir a concentração até chegar a 5 µg/mL. A água duplamente destilada (bidestilada), se mantida a 5ºC, num frasco de vidro e com tampa de silicone, tem meia – vida de 110 horas, ou seja, permanecerá com 50% da concentração inicial. Se estiver a 20ºC a meia vida será de 9 horas. Para a água monodestilada a meia vida do O³ é inferior a 1 hora. A eliminação das bactérias e a inativação viral estão relacionadas a concentração de ozônio na água e ao tempo de contato com os microrganismos. As bactérias são aquelas que são destruídas mais rapidamente. As bactérias de E. Coli são destruídas por concentrações de ozônio um pouco superiores a 0,1 µg/mL e uma duração de contato de 15 segundos, a temperatura de 25ºC a 30ºC. Streptococcus faecalis são mais facilmente destruídos, com concentrações de Ozônio de aproximadamente 0,025 µg/mL, obtém-se uma inativação de 99,9% em 20 segundos ou menos, em ambas as temperaturas. Os vírus são mais resistentes do que as bactérias. Os primeiros estudos realizados por cientistas da Saúde Pública Francesa na década de 1960, mostraram que os tipos I, II, III do poliovírus são inativados pela exposição a concentrações de Ozônio dissolvido de 0,4 µg/mL durante um período de contato de 4 minutos. ▪ Hidrozonioterapia Consiste em uma banheira, onde é feita a dispersão do OZÔNIO, através de uma manta que fica imersa no fundo da banheira, saturando a água de O3. Pode ser feita também com bandagens desta mesma água. É o único tratamento com OZÔNIO regulamentado no Brasil. Há mais de 40 anos a Universita Degli Studi di Pisa e hospitais italianos relatam o uso de hidrozonioterapia para vasculopatias, cicatrização de diabetes, queimaduras e úlceras de decúbito. A hidrozonioterapia ajuda no tratamento da Circulação, Celulite e Gordura Localizada e provoca melhora na Oxigenação, Hidromassagem, mudança na Temperatura Corporal e Hidro-Peeling. Tem propriedades estimulantes, cicatrizantes, desinfetantes, bactericida, fungicida, viruscida, hidratante e tonificante. Indicações de Hidrozonioterapia. • Drenagem linfática • Efeito relaxante • Pré e pós-operatório • Celulite • Estase linfática e circulatória • Queimaduras • Stress • Micoses • Atletas • Vasculopatias periféricas 15 • Estética ▪ Óleo Ozonizado Os óleos mais utilizados para ozonizar são o de girassol e azeite de oliva. Foram desenvolvidos muitos estudos clínicos, nos quais comprovou-se sua eficiência fungicida, viruscida e antibacteriana. O desenvolvimento de métodos para preservar os óleos vegetais ozonizados é uma dificuldade até os dias atuais. O resultado deste processo é uma mudança física e química, resultando em um óleo de cheiro muito forte e característico, assim como a viscosidade, que também sofre alteração. A capacidade de regeneração epitelial, também se mostrou muito satisfatória com o uso de óleos ozonizados, além de ser um bom anti-inflamatório, tratar manchas na pele, afecções dermatológicas e micoses. Preparação do óleo Ozonizado: Uma sugestão prática, que facilita em muito a vida do Ozônioterapeuta é comprar o óleo Ozonizado de uma empresa confiável, eles conseguem produzir concentrações muito altas, por maiores períodos, confeccionando um produto de extrema qualidade, condição que o gerador doméstico não é capaz de atingir. Existem dois tipos de óleos refinados • Para uso interno: (bebida) com uma concentração de ozônio na mistura oxigenada de 20 µg/mL, o tempo de borbulhamento para 100mL de óleo é de 10 minutos, para uma concentração de ozônio na mistura oxigenada de 40 µg/mL, será de 05 minutos, assim por diante. • Para uso externo: com uma concentração de Ozônio na mistura oxigenada de 20 µg/mL, o tempo de borbulhamento de 100mL de óleo é de 15 minutos, para uma concentração de 40 µg/mL de ozônio na mistura oxigenada será de 8 minutos, assim por diante. O óleo Ozonizado, deve ser guardado em um recipiente de vidro escuro, em um refrigerador, pode permanecer próprio para o uso terapêutico por até 2 anos, em condição ambiente por até 6 meses (Miura T. et al. 2001). Alguns exemplos de aplicação de óleo Ozonizado: • Acne • Cicatriz • Pós cirurgias • Úlceras gástricas, dérmicas e genitais • Giardíase • Gengivostomatite • Infecções • Queimaduras • Herpes • Otites • Onicomicoses 16 • Estética. ▪ Soro Fisiológico Ozonizado Existem alguns autores que descrevem este procedimento, onde o soro é o veículo que leva o Ozônio para dentro do corpo, e este processo acontece através de um acesso venoso de grosso calibre. Porém este procedimento requer tempo, consentimento, estrutura logística, e conhecimento técnico. O paciente ficará recebendo o soro Ozonizado por cerca de 20 a 40 minutos, o que é bastante tempo, ainda mais sabendo que outros procedimentos podem ser adotados. ▪ Ozônioterapia na Estética Existe muita discussão da ozonioterapia na utilização Estética, vale lembrar que o Ozônio não faz o mesmo trabalho de muitos produtos de estética. Uma situação muito importante é a atenção a combinação de produtos químicos, algumas reações podem acontecer, uma vez que muitos produtos não foram expostos em ensaios com Ozônio. Não se deve comparar ozonioterapia a outros procedimentos utilizados na estética, como por exemplo: ➢ Ozônio é igual Botox = Não ➢ Ozônio faz preenchimento facial = Não ➢ Ozônio sozinho emagrece = Não Vamos explicar: ➢ Ozônio é igual Botox = Não Botox = é um derivado da bactéria anaeróbia Clostridium botulinum. Esse microrganismo que em condições apropriadas à sua reprodução (10°C, sem oxigênio e certo nível de acidez), cresce e produz sete sorotipos diferentes de toxina (A, B, C1, D, E, F e G). Dentre esses, o sorotipo A é o mais potente. Para fins terapêuticos, é utilizada uma forma purificada, congelada a vácuo e estéril da toxina botulínica tipo A, produzida a partir da cultura da cepa Hall da bactéria Clostridium botulinum. Esta forma proporciona maior duração dos efeitos terapêuticos. Quando aplicada em pequenas doses, ela bloqueia a liberação de acetilcolina (neurotransmissor responsável por levar as mensagens elétricas do cérebro aos músculos) e, como resultado, o músculo não recebe a mensagem para contrair. ➢ Ozônio faz preenchimento facial = Não Ácido hialurônico, é um dospreenchedores mais utilizados, principalmente no rosto, apesar de ser indicado também para o corpo, o ácido https://pt.wikipedia.org/wiki/Clostridium_botulinum https://pt.wikipedia.org/wiki/Bact%C3%A9ria https://pt.wikipedia.org/wiki/Clostridium_botulinum https://pt.wikipedia.org/wiki/Acetilcolina 17 hialurônico estimula a produção de colágeno, além de ter ação hidratante na região em que for aplicado. "Ao preencher uma região profunda, um sulco ou uma ruga, [o ácido] absorve como uma esponja a água dos tecidos ao redor para esta região, aumentando ainda mais o volume da molécula". O resultado é instantâneo e pode ser conferido após a primeira aplicação. Contra-indicação: Pacientes com alergias, doenças autoimunes, anêmicos, câncer, grávidas e lactantes, já que a maioria das composições comerciais trazem lidocaína, um anestésico local para diminuir a dor durante a infiltração do ácido, além de outros conservantes, que podem ser tóxicos para as gestantes. Caso haja inflamação presente no local da aplicação, ele não deve ser utilizado. "A injeção [dele] no nariz é muito perigosa”, segundo um especialista, o ácido hialurônico pode causar necrose de pele quando injetado dentro de algum vaso sanguíneo dentro desta região. Ele ainda orienta que qualquer preenchimento deve ser feito apenas por especialistas na área de dermatologia e cirurgia plástica, conforme as recomendações do Conselho Federal de Medicina. Duração: O ácido hialurônico é reabsorvido pelo corpo após um período de 1 a 2 anos. Hidroxiapatita de cálcio/Ácido poli-L-lático, são outras duas substâncias sintéticas utilizadas em pacientes com flacidez e excesso de pele em regiões como rosto, pescoço, umbigo, parte interna dos braços e face interna das coxas que não querem recorrer a um tratamento cirúrgico, já que ele provoca a contração da pele. Seu efeito é visto após duas ou três aplicações. "Eles são bioestimuladores do colágeno que preenchem, hidratam e tonificam a pele, melhorando a flacidez a longo prazo. Não são volumizadores. A hidroxiapatita de cálcio tem o nome comercial de Radiesse e o ácido poli-L- lático, de Sculptra". Contra-indicação: Não são indicados para pacientes com alergias, doenças autoimunes, anemia, câncer, grávidas, lactentes ou com processo inflamatório no local da aplicação, pelos mesmos motivos. Duração: Até 2 anos. Policaprolactona, substância sintética absorvível com ação semelhante à do ácido hialurônico, que estimula a produção do colágeno e chegou ao mercado no último ano. Muito usada para preencher rugas, sulcos, remodelar queixo, mandíbula e maçã do rosto, também pode ser usado no corpo. Contra-indicação: Não recomendado para pacientes com alergias, anemia, doenças autoimunes, câncer, grávidas, lactentes ou com processos inflamatórios e infecciosos no local da aplicação. 18 Duração: Tem quatro apresentações, com efeito que dura 1, 2, 3 ou até 4 anos, dependendo dos compostos que o acompanham e que desaceleram sua metabolização pelo organismo. Gordura enxertada: É indicada para o preenchimento de grandes áreas, como os glúteos ou no colo após a inserção de próteses de silicone, para que ele fique mais preenchido. "Como se usa a gordura do próprio corpo, não há risco de rejeição ou processo inflamatório, caso as regras sejam seguidas", A aplicação não deve ser feita próxima a grandes vasos, para evitar os riscos de embolia. Contra-indicação: Os riscos do enxerto de gordura são os mesmos de qualquer cirurgia, já que o procedimento requer uma lipoaspiração anterior de gorduras de outras porções do corpo. Por isso mesmo, ela só é indicada para quem tiver estes depósitos. "Em uma atleta, que não tenha gordura nenhuma no corpo, tem de se usar prótese [de silicone]. A injeção de gordura depende de gordura disponível para transferências". Duração: Permanente. PMMA (Polimetilmetacrilato) As microesferas acrílicas que já foram usadas por várias pessoas famosas, são substâncias sintéticas e não são encontradas naturalmente no corpo nem absorvíveis. Elas são indicadas apenas para preenchimentos em pacientes imunodeprimidos, como os portadores do HIV, que perdem gordura da face. "Não tinha uma outra opção que desse resultado tão favorável para estes pacientes". No entanto, as doses usadas devem ser baixas mesmo nestes casos: até 3 ml por aplicação Contra-indicação: Rejeição, inflamações, infecções, embolia e até morte. Segundo pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional São Paulo (SBPC-SP), essa substância sintética provocou deformidades e complicações em cerca de 17 mil pessoas entre 2015 e 2016, pelo seu uso indiscriminado em pacientes que não tinham indicação de uso. Duração: Permanente. Uma vez injetado, ele só pode ser removido cirurgicamente. Hidrogel Ainda usado por alguns profissionais, esta substância sintética está proibida pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no Brasil. Contraindicação: Rejeição, inflamações, infecções, embolia e até morte. Duração: Permanente, uma vez injetado, ele só pode ser removido cirurgicamente. ➢ Ozônio sozinho emagrece = Não 19 O ato de emagrecer, depende de muitos fatores, o Ozônio é um deles. Alimentação, hábitos vitais salutares, atividades físicas regulares, relaxamento, bom sono, condições psicossomáticas, genética, outras. A função do Ozônio, com a mescla de Oxigênio (O²) + Ozônio (O³), neste processo oxidante é ativar as células do corpo, agindo de forma sistêmica. Se em paralelo a isto, houver ações metabólicas de média a alta intensidade, ele servirá como importante coadjuvante, no emagrecimento. Ozonioterapia e as Terapias Naturais Da mesma forma que a Ozonioterapia interage de modo complementar a muitos tratamentos médicos, ela também tem muito a contribuir com as terapias naturais. São muitos os profissionais que fazem estes procedimentos. A Medicina Tradicional Chinesa – Acupuntura é usada comumente na China e tem lançado mão da Ozonioterapia agregada à Acupuntura. A Naturopatia recomenda a Ozonioterapia como complementar a suas técnicas, de forma muito natural, harmonicamente. A Quiropraxia, pode adicionar a Ozonioterapia, complementando o tratamento de alívio da dor, por exemplo no tratamento da hérnia de disco. ▪ Ozonioterapia no tratamento complementar de Feridas Abertas As feridas abertas representam grande desconforto, constrangimento e muita dor. A maioria dos tratamentos são demorados e muitas vezes não curam a ferida. São várias as razões pelo qual estas lesões existem: ▪ Queimaduras (química, radiação, calor ou frio, animais e vegetais, elétricas, abrasivas), ▪ Úlceras de decúbito, escaras. ▪ Lacerações ▪ Perfurações ▪ Avulsões ▪ Cortes ▪ Úlceras diabéticas ▪ Outras mais. Diante deste conhecimento, pode-se dizer que 75% das amputações por problemas diabéticos, poderiam ser evitadas com a Ozonioterapia, a um baixo custo e com resultados significativos. 20 O Ozônio executa a função de modulador do sistema de defesa do organismo, acelerando a cicatrização, combatendo algum processo infeccioso que possam acontecer e mantendo a ferida estéril. As aplicações podem acontecer de várias formas, pode ser usada por via subdérmica, aplicação retal, cápsulas, auto-hemoterapia com Ozônio. O grande questionamento é: qual dessas vias de aplicação utilizar? A resposta depende da habilitação técnica do profissional, e do aceite do paciente pela técnica, e também do local da ferida. As formas de tratar estas lesões variam muito, tanto em volume, frequência, doses ou concentrações, são muitos os fatores que iram determinar o procedimento a ser seguido, e paciente e terapeuta devem estar de acordo. Duas técnicas têm um resultado muito significativo: a Bag-terapia e o Óleo Ozonizado, podendo serem feitas simultaneamente, melhorandoassim os resultados. Outras técnicas com a lavagem com água Ozonizada, a auto hemoterapia Ozonizada, insuflação retal, também apresentam um complemento terapêutico satisfatório. 21 Referência Bibliográfica: • Mobiloc.com.br/blog/tipos-mascaras-protecao-respiratoria/ • cofen.gov.br • cff.org.br • website.cfo.org.br • portal.cfm.org.br • portal.cfmv.gov.br • coffito.gov.br • confef.org.br/confef/ • cfbm.org.br • www.ozonelife.com.br • Dr. Fabrício Lamy, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e professor de pós-graduação em Dermatologia do Instituto Carlos Chagas; Dr. Alan Landecker, cirurgião plástico membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica; Dr. Ronaldo Soares, cirurgião plástico, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e Dra. Karina Gilio, cirurgiã plástica, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. http://www.cofen.gov.br/ http://www.cff.org.br/ http://www.ozonelife.com.br/