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Sistema Hepatobiliar 
Anatomia do Fígado 
Anatomia do Fígado 
A unidade estrutural do fígado : lobo hepático
Compreende: Cordões de hepatócitos que se irradiam em torno de uma veia hepática central
A unidade funcional do fígado : ácino hepático
Compreende : parênquima hepático, tríade hepática : via de perfusão hepática,oxigênio e nutrientes
Anatomia do Fígado 
Funções do Fígado 
Função essencial : Manutenção do metabolismo
Metabolismo das proteínas: 
 Albumina, globulina ( proteínas plasmáticas 90%) , sintetizadas no fígado , síntese de amônia, uréia .
Armazenamento de vitaminas : Hidrossolúveis , Lipossolúveis ( E,D,A e K)
Funções do Fígado 
Metabolismo dos carboidratos : glicogênio – mantém o nível de glicose normal 
 gliconeogênese, glicogenólise, metabolismo da insulina, glucagon.
Metabolismo dos Lipídios : colesterol,ácidos biliares, triglicerides, ácidos graxos, lipoproteínas, fosfolipídios.
Funções do Fígado 
Funções imunológicas : células de Kupffer, produção de interleucinas
Função de Armazenamento : vitaminas, Cobre, Ferro.
Funções Hematológicas: Ativação dos fatores hematopóieticos,homeostasia geral
Funções de detoxificação e excretória: medicamentos
Funções digestivas : Bile
Doença hepática x Insuficiência hepática 
Doença hepática : é qualquer distúrbio que cause lesão de hepatócitos, colestase ou ambas.
 ex: hipóxia,doenças metabólicas,intoxicação, in-
flamação, traumatismo mecânico e obstrução do ducto biliar extra ou intra- hepático.
Doença hepática x Insuficiência hepática 
Insuficiência hepática: perda de 70 a 80 % da 
massa hepática funcional.
Incapacidade do fígado de remover do sangue as substâncias excretadas ou pela menor pro-
dução de substâncias produzidas pelo fígado 
Avaliação laboratorial do fígado 
Finalidade
Determinação da atividade sérica das enzimas que indicam lesão dos hepatócitos
Determinação da atividade sérica das enzimas que indicam colestase
 Testes que avaliam a função hepática
Testes bioquímicos para avaliação hepática 
Enzimas de extravasamento : 
 ALT Marcadores de necrose tecidual
 AST 
Enzimas de indução:
 GGT Marcadores de colestase
 F. A 
Testes bioquímicos para avaliação hepática 
Fosfatase alcalina = Izoenzimas 
 Fosfatase alcalina de origem óssea
 Fosfatase alcalina de origem hepática
 Fosfatase alcalina de origem medicamentosa
 
Testes bioquímicos para avaliação hepática 
GGT
 Nos felinos sempre mensurar FA e GGT juntas
Testes bioquímicos para avaliação hepática 
Avaliação da capacidade síntese,metabolismo e excreção hepática
Albumina
Uréia
Glicemia
Tempo de coagulação
Bilirrubina 
ácidos biliares
Testes bioquímicos para avaliação hepática 
Fluxograma Bilirrubina
He velhas → sistema fagocitico →Hb↗globina →aa 
 (baço/fígado/ mo) ↘ heme
 ↓
 biliverdina 
 ↓
 bilirrubina+ albumina
 ↓ ( BI)
 hepatócitos
 ↓
 bile ← bilirrubina + ácido glicurônico
 ( BD)
 
Testes bioquímicos para avaliação hepática 
Tipos de icterícia
Pré hepática 
Hepática
Pós hepática
A icterícia é evidente quando as concentrações de Bilirrubina ultrapassam 3,0 mg/dl 
Doenças hepáticas caninas 
Alterações circulatórias no fígado
Desvios portossistêmicos congênitos 
Definição 
Canais vasculares anômalos : desvio de sangue do sistema portal - circulação venosa sistêmica.
Intra -hepática – falha fechamento do ducto venoso ao nascimento (raças grandes)
Extra – hepática – anastomoses da veia porta
 ( raças pequenas) 
Desvios portossistêmicos congênitos
 Diagnóstico
Exames de imagem ( US com doppler) + Exame físico + dosagem de ácidos biliares .
 Prevalência 
Cães : Yorkshire terrier, Maltês e Pugs .
Desvios portossistêmicos congênitos
 Sintomas 
 Primeiro 2 anos de vida até 5 anos – (Schnauzer miniatura)
Sistema nervoso (95 %) 
 andar compulsivo
 head pressing
 letargia
 ataxia
 torpor 
 coma
Desvios portossistêmicos congênitos
Sintomas
êmese
 diarreia
polidipsia
poliúria 
Hematúria ( cristais de biurato de amônio)
Tratamento 
Controle da hiperamonemia + cirúrgia 
 
Alterações das vias biliares e vesícula 
Mucocele
Definição
 Hiperplasia do epitélio e ↑ da produção de muco – necrose isquêmica,ruptura ,peritonite biliar e infecções oportunistas.
 Prevalência
 Cães de raças pequenas – dilatação da vesícula biliar - ↑ muco 
Mucocele
 Prevalência
 Cães de raças pequenas – dilatação da vesícula biliar - ↑ muco 
Cães > 6 anos 
Sem predisposição sexual
Shetland sheepdogs, cocker spaniel,schnauzer miniatura 
 Hiperadrenocorticismo e Hipotireoidismo 
Mucocele
Sintomas 
Anorexia
Êmese
Poliúria 
Polidipsia
 Diagnóstico
US ( lama biliar x mucocele)
Exames laboratoriais : FA e GGT 
Mucocele
 Tratamento
Cirúrgico
Sintomas clínicos brandos: 
Coleréticos
Antibióticos
Nutracêuticos
Dieta
Doenças do parênquima hepático
 Hepatites agudas 
Etiologia 
Bactérias
Vírus 
Protozoários
Medicamentos: carprofeno,cetoconazol,ibuprofeno,halotano,
 mebendazol,trimetropin-sulfa,tetraciclinas .
Doenças do parênquima hepático
 Hepatite crônica
 Lesão persistente, inflamatória, associada a ↑ da ALT e AST por 4 meses ou mais .
 Prevalência 
Cães 4 a 7 anos de idade, sem predileção sexual
Doenças do parênquima hepático
 Hepatite crônica 
 Etiologia
 Microorganismos
Toxinas
Fármacos
Reações imunomediadas
Alterações metabólicas ( raças) 
Doenças do parênquima hepático
Hepatite crônica 
 Diagnóstico
 Biópsia 
Exames laboratorias ( ALT/FA) )
 Hemograma completo ....
US 
Doenças do parênquima hepático
Cirrose 
Doença mais comum – inflamatórias do fígado de cães.
 Etiologia
 Processos agressivos e contínuos de diversas naturezas – inflamação,necrose hepatocelular
 Diagnóstico
 US – fígado ↓ e aspecto grosseiro e nodular. 
 Doenças hepáticas em Felinos 
Lipidose hepática felina
Doença + comum de felinos
Idiopática ou secundária
Idiopática < 5 %
Secundária > 95 %
	- Doença intestinal inflamatória
	- Pancreatite
	- Diabetes Mellitus.
	- Colangiohepatite
	- DRC
Lipidose hepática felina
Definição 
 È um distúrbio do metabolismo dos lipídios após períodos prolongados de hiporexia e anorexia a partir de 3 dias – acúmulo de triglicerídios no interior do hepatócito – colestase intra-hepática
Lipidose hepática felina
Manifestações clínicas 
Ictéricia
Hepatomegalia
Vômito
Sialorréia ( náusea)
Desidratação – vômitos 
Lipidose hepática felina
Diagnóstico – laboratorial
 Urinálise : bilirrubinúria
Bioquímica sérica 
FA ++++
ALT e AST ++/+++ 
GGT Normal /+
BT ++++
↓ albumina
↑ ou N globulinas
 K ↓ ou N e P ↓ ou N 
Lipidose hepática felina
Diagnóstico – imagem
Aumento da ecogenicidade hepática
Biópsia aspirativa - - exame citológico do fígado 
80 % dos hepatócitos com vacúolos de gordura. 
Lipidose hepática felina
Estratégia terapêutica 
	Interromper a lipólise periférica – inibir a ação da LHS ( lipase hormônio sensível )
 
 
 Alimentação enteral 
 X
 Alimentação parenteral
Suporte nutricional :
Lipidose hepática felina
Estratégia terapêutica
Estimulantes do apetite 
Mirtazapina – Remeron ®- 3 a 4 mg /gato cd 72 hs 1/8 comp 72 horas . 
Ciproeptadina – Cobavital ®: 2mg/gato SID /BID 
Alimentação enteral 
Tubo esofágico 
Tubo nasogástricoFluidoterapia – NACL 0,9 % - evitar glicose – reposição de K 
Sondas 
Lipidose hepática felina
Cálculo das necessidades calóricas 
 60 Kcal/kg/dia
Exemplo : felino ,peso : 6 kg
REL= 60 x 6 = 360 Kcal/dia 
Lipidose hepática felina
Escolha da dieta 
Rica em proteína e de alta digestibilidade
Encefalopatia : restrição de proteína 
Suplementação 
Arginina :1 g/dia – dietas humanas
Taurina : 500 mg/dia – dietas humanas manipular
L-carnitina : 250 – 500 mg/dia
Lipidose hepática felina
Sinais de encefalopatia hepática 
Lactulona 0,5 ml/kg/3x /dia
Metronidazol: 10 mg /kg/2x /dia 
Complicações 
Vômitos pós refeições
Metoclopramida 
Ondasetrona – Vonau®: 1mg/kg SID ou BID 
Síndrome da re-alimentação – 72 horas após o inicio da alimentação 
Lipidose hepática felina
Outras opções
SAMe – S- adenosilmetionina 90 mg/gato/dia
Denosyl ®
Denamarin ® 
Lipidose hepática felina
Prognóstico 
Suporte nutricional adequado 
60 a 80 % sobrevivem
-sem suporte nutricional adequado
5 a 10 % sobrevivem 
Colangites 
Doença inflamatória das vias biliares dos felinos
Colangite neutrofílica
Aguda
Crônica		
Colangite linfocítica – infiltrado linfocítico
Colangite parasitária – ( Platynosomum sp )
Colangite neutrofílica 
Achados laboratoriais
Hemograma completo 
 Leucocitose/neutrofilia e desvio á esquerda
Bioquímica sérica 
 ↑ ALT,AST,GGT e FA
US – pancreatite e duodenite – 
 Triadite 
Colangite neutrofílica 
Diagnóstico 
Citologia hepática 
Cultura e antibiograma da bile 
E.coli
Clostridium spp
Klebsiella spp
Enterobacter spp
Staphylococcus spp
Streptococcus spp
Colangite neutrofílica 
Tratamento
Manejo nutricional – não restringir proteína 
 60kcal/kg/dia
_ Identificar doenças concomitantes e trata-las
_ Antimicrobianos 
 Ampicilina 22 mg/kg VO/SC/IV TID 1- 6 meses
Amoxicilina 10 – 20 mg/kg VO BID 1-6 meses
Cefalexina 15 mg/kg VO BID/TID 1 – 6 meses 
Colangite neutrofílica 
 Enrofloxacina 2,5 mg/kg VO BID 1- 6 meses
 Metronidazol 7,5 mg /kg VO BID 1-6 meses
Àcido ursodeoxicólico – Ursacol 10-15mg/kg SID
SAMe- Denosyl® 90 mg /gato 
Colangite linfocítica 
Infiltração de pequenos linfócitos ao redor dos ductos biliares – crônica de evolução lenta e progressiva
Ocorre em gatos de meia idade ou idosos.
Sintomas inespecíficos
Vômito esporádico,diarreia, raramente anorexia, fezes acólicas.
Ex físico: hepatomegalia e icterícia 
Colangite linfocítica 
Achados laboratoriais : 
Anemia não regenerativa
↑ ALT/AST/FA e GGT 
 Hiperproteinemia – dç imunomediada
 US:
 Sem alterações hepáticas
 Inflamação peribiliar
 Lipidose 
Colangite linfocítica 
Diagnóstico definitivo – HISTOLÓGICO
 
 
 CITOLOGIA 
 X
 HISTOLOGIA 
Colangite linfocítica 
Tratamento
Manejo dietético- não restringir proteína
Prednisolona 
2 a 4 mg/kg SID VO - ↓ dose em 25% a cd 10 dias /manter regime dias alternados ( 1-2mg/kg)
Metronidazol
7,5 mg/kg VO BID – indefinido
Acido ursodeoxicólico – Ursacol
10-15 mg/kg VO
SAMe – Denosyl 90 mg /gato 
Colangite parasitária
Àreas endêmicas
Manifestações semelhantes a colangite linfocítica
Achados ultrassonográficos : tortuosidade das vias biliares ( diferencial das outras colangites)
Diagnóstico
Parasitológico de fezes – pesquisa de ovos na bile
Histopatológicos : eosinófilos 
Colangite parasitária
Tratamento
Praziquantel – 20 mg/kg 
 3 dias consecutivos 
 repetir após 15 dias.
Colecistoduodenostomia 
obstrução do ducto biliar.
Casos clínicos 1
Resenha : Brisa , felina , 9 anos , srd
Histórico : Animal com histórico de após alimentação com sialorréia intensa e permanecendo em decúbito lateral, refere de resto animal esperta com normorexia, normodipsia e normúria , foi levada há 5 veterinários e tratada para problemas pulmonares.
Casos clínicos 1 
Exames laboratoriais 
Hemograma completo 
 Bioquimica sérica 
Ht 38 % 
Pt 8,0 
Leucócitos : 23.000
Plaquetas : 100.000 
ALT : 550 UI/L
AST : 189 UI/L
FA : 250 UI/L
Albumina : 2,5 mg/dl 
Acidos biliares : basal e pós prandial ↑ ++++
Casos clínicos 1 
Qual suspeita diagnóstica?
Você pediria mais alguns exames complementar ?
Qual tratamento ?
Casos clínicos 2 
Resenha : Siâmes, 8 anos , fêmea , Cristal
Histórico: Animal apresenta vômitos várias vezes ao dia , inicialmente após alimentação e depois espumoso 
Exames ↑ ALT, ↑ FA, GGT N , Albumina ↓ 1,5 mg/dl ,Pt 7,0 g/dl N 
Perfil renal : U + C N 
K e Ca ↓
Us : areas inflamatórias em pâncreas e duodeno e ↑ de fígado.
Casos clínicos 2 
Quais exames você solicitaria?
Qual diagnóstico?
Qual melhor protocolo de tratamento?