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EXCELENTÍSSIMO DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Autos n. ...
Recorrente: SERAFIM
Recorrido: INCORPORADORA X
SERAFIM, já qualificado nos autos, por seu advogado abaixo assinado, vem respeitosamente, à presença de Vossa Excelência interpor o presente
RECURSO ESPECIAL
com fundamento nas alíneas a e c do inciso III do art. 105 da CF, em face do acórdão prolatado pela ...ª Câmara Cível do E. Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, quando do julgamento do recurso de apelação interposto pelo ora recorrente.
Requer, pois, que Vossa Excelência receba as anexas razões recursais, as quais se consideram incorporadas a presente petição, e promova o regular processamento do feito, com o consequente encaminhamento ao STJ – Superior Tribunal de Justiça, para os fins de mister. Requer, ainda, a juntada da inclusa guia de preparo devidamente recolhida.
Pede o deferimento.
Rio de Janeiro, data...
Advogado...
OAB...
RAZÕES DO RECURSO ESPECIAL
Autos n. ...
Recorrente: SERAFIM
Recorrido: INCORPORADORA X
Origem: TJ do Rio de Janeiro/...ª Vara Cível
COLENDO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, 
NOBRES MINISTROS, 
1. PRELIMINARMENTE
1.1. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE
Da tempestividade
O acórdão proferido no julgamento da apelação interposto pelo ora recorrente foi publicado no Diário da Justiça Eletrônico de nº ..., com intimação no dia ..., e com o termo final definido para o dia ..., razão pela qual fica patente a tempestividade do presente recurso excepcional.
Do prequestionamento
Certo também é que a Colenda ... Câmara Cível do Tribunal “a quo” manteve integralmente a decisão de primeiro grau pelos seus próprios fundamentos, sem motivar específica e casuisticamente a decisão. O autor, diante disso, opôs embargos de declaração por entender que havia omissão no Acórdão, para préquestionar a violação de norma federal aplicável ao caso em tela. No julgamento dos embargos declaratórios, embora tenha enfrentado os dispositivos legais aplicáveis à espécie, o Tribunal negou provimento ao recurso e também aplicou a multa prevista na lei para a hipótese de embargos meramente protelatórios.
2. SÍNTESE DO PROCESSO
Trata-se de recurso em que se discute o direito de indenização por danos morais e lucros cessantes, bem como a legitimidade passiva da recorrida.
Como se depreende da simples leitura dos autos, o recorrente celebrou com a recorrida, contrato de compra e venda de um apartamento. Em razão da demora exacerbada na entrega da unidade imobiliária, o recorrente ingressou com demanda indenizatória, pleiteando a condenação da RECORRIDA ao pagamento de lucros cessantes e danos morais.
O pedido foi julgado improcedente, o juízo de primeira instância, transcorridos regularmente os atos processuais sob o rito comum, acolheu a preliminar de ilegitimidade passiva.
Da sentença proferida já à luz da vigência do CPC/15, o autor interpôs recurso de apelação, mas o acórdão no Tribunal de Justiça correspondente manteve integralmente a decisão pelos seus próprios fundamentos, sem motivar específica e casuisticamente a decisão.
O autor, diante disso, opôs embargos de declaração por entender que havia omissão no Acórdão, para préquestionar a violação de norma federal aplicável ao caso em tela. No julgamento dos embargos declaratórios, embora tenha enfrentado os dispositivos legais aplicáveis à espécie, o Tribunal negou provimento ao recurso e também aplicou a multa prevista na lei para a hipótese de embargos meramente protelatórios.
É a breve síntese do necessário.
3. DA VIOLAÇÃO DE LEI INFRACONSTITUCIONAL
O CDC em seu art. 25, § 1° normatiza que havendo mais de um responsável pela causação do dano, todos responderão solidariamente pela reparação; o art. 942 do CC estabelece que Os bens do responsável pela ofensa ou violação do direito de outrem ficam sujeitos à reparação do dano causado e, se a ofensa tiver mais de um autor, todos responderão solidariamente pela reparação; e o art. 30 da Lei nº 4.591/64 preceitua que estende-se a condição de incorporador aos proprietários e titulares de direitos aquisitivos que contratem a construção de edifícios que se destinem a constituição em condomínio, sempre que iniciarem as alienações antes da conclusão das obras. 
Diante desses apontamentos, entende o Recorrente que o e. Tribunal “a quo” ao decidir manter o entendimento do juízo de primeiro grau, violou os comandos federais acima dispostos, haja vista que é patente a legitimidade passiva da RECORRIDA, bem como a prática de ilícito contratual ao não entregar o imóvel no prazo pactuado e o dano advindo do atraso exacerbado, em que o RECORRENTE deixa de perceber os frutos almejados nesse interim.
4. DA DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL
Os arestos apontados como paradigmas neste recurso foram retirados do repositório oficial (www.stj.gov.br).
4.1. ARESTO PARADIGMA 1
AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 708.414 - DF (2015/0102031-8)
DECISÃO
Trata-se de agravo em recurso especial interposto por TAO EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS S.A. contra decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios que inadmitiu o apelo nobre, manejado com base no art. 105, III, a, da CF, sob o fundamento de incidência das Súmulas n°s 5 e 7 deste STJ.
Em suas razões, a agravante alega, em síntese, que os óbices sumulares invocados não são aplicáveis à hipótese e reitera a tese de ilegitimidade passiva ad causam, apontando a violação do art. 39 da Lei nº 4.591/64, uma vez que a teria figurado apenas como alienante permutante do imóvel no qual a JFE 2 (incorporadora adquirente do terreno) promoveu a incorporação (e-STJ, fl. 525).
Contraminuta não apresentada.
É o relatório.
DECIDO.
Originalmente, cuida-se de ação de indenização por danos materiais decorrentes de descumprimento contratual ajuizada pelo ora agravado em face da agravante.
O pedido foi julgado parcialmente procedente, tendo sido a agravante condenada ao pagamento dos lucros cessantes ocasionados pelo atraso na entrega do imóvel objeto do litígio, decisão que foi mantida pelo Tribunal de origem.
A irresignação não prospera.
Com efeito, tendo o acórdão consignado que a apelante-ré praticou atividade incorporativa, ainda que não tenha participado diretamente da construção do empreendimento, integrando a cadeia de eventos que supostamente causaram danos ao apelado-autor, a linha argumentativa desenvolvida no recurso especial se mostra deficiente, seja porque incapaz de demonstrar a plausibilidade das alegações formuladas, seja porque se mostra dissociada da fundamentação adotada pela Corte estadual.
De fato, o pressuposto da tese recursal - a de que a agravante não teria promovido a incorporação do imóvel - foi afastado pelo Tribunal de origem, com base na interpretação do contrato firmado entre as partes e os demais elementos de convicção dos autos, o que esvazia completamente a pretensão deduzida, especialmente porque, como é sabido, esta Corte Superior toma os fatos assim como delineados na origem.
O apelo nobre, portanto, não tem condições de ser conhecido em virtude dos óbices contidos nas Súmulas nºs 5 e 7 do STJ e 283 e 284 do STF.
Nestas condições, NEGO PROVIMENTO ao agravo.
Publique-se. Intimem-se.
Brasília (DF), 1º de setembro de 2015.
Ministro MOURA RIBEIRO Relator
(Ministro MOURA RIBEIRO, 14/09/2015)
Há divergência jurisprudencial entre a decisão paradigma e do acórdão recorrido, isto porque, segundo a inteligência da referida decisão, o RECORRIDO praticou atividade incorporativa, ainda que não tenha participado diretamente da construção do empreendimento, integrando a cadeia de eventos que supostamente causaram danos ao apelado-autor.
Eis a divergência.
5. DO REQUERIMENTO
Diante do exposto, pede e requer o recorrente:
(i) Diante destas considerações, requer o recebimento e admissão do presente recurso para declarar a violação do artigo 489, § 1º, inciso I do Código de Processo Civil e a consequente NULIDADE do acórdão por falta de fundamentação, ou reconhecer a existência de divergência jurisprudencial, reformando o v. acórdão de origempara declarar a legitimidade passiva da RECORRIDA e sua consequente condenação a indenização.
(ii) Caso este e. Tribunal entenda por demasiado o prejuízo que ocasionará a invalidação do acórdão para o recorrente, pede-se que seja o julgado integralmente reformado, com base no Art. 282, §2º, do CPC.
(iii) Com relação à multa aplicada, em razão do Tribunal “a quo” acreditar ser o embargo de declaração meramente protelatório, pede-se que seja afastada, por se tratar de recurso com finalidade de pré-questionamento, o que implica a inaplicabilidade do Art.1026, §2º, do CPC/15 e na violação ao enunciado de Súmula de Jurisprudência predominante do STJ (Súmula98).
Fazendo isto esse e. Tribunal estará renovando seus propósitos de distribuir a tão almejada Justiça!
Termos em que pede deferimento.
Rio de Janeiro, data...
Assinatura...	
OAB...

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