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Prof. Dr. Juan Justino de Araujo Neves
Msc. Patologia Ambiental e Experimental
Dr. Patologia Ambiental e Experimental
Dr. Veterinary Sciences for Animal Health and Food Safety
MICOSES SUPERFICIAIS
INTRODUÇÃO
• Principais espécies causadoras de infecções superficiais:
- Dermatófitos.
- Malassezia spp.
- Candida spp.
• A caracterização de bolor é a presença de hifas e conídios.
• A caracterização de leveduras é a estrutura unicelular com 
brotamento.
INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO
DERMATÓFITOS
• Fungo que infecta estruturas queratinizadas (pele, pelos,
casco, chifre, unhas, penas) através das queratinases.
• Infecção fúngica de maior prevalência no mundo.
• Sete gêneros: Microsporum, Trichophyton, Epidermophyton, 
Nannizia, Paraphyton, Lophophyton, Arthroderma.
• Predisposição: animais e humanos jovens e idosos, 
imunocomprometido e com doenças imunossupressoras.
• Habitat: antropofílico, geofílico e zoofílico.
• Resistência física e química.
• Transmissão direta e indireta.
DERMATÓFITOS
• Zoonoses
DERMATÓFITOS
DERMATÓFITOS
• Microsporum canis (zoofílico):
- Principal causador da dermatofitose em cães e gatos e 
principal espécie causadora de zoonoses em seres humanos.
- Macroscopicamente apresenta colônia branca, cotonosa, com 
reverso amarelado.
- Microscopicamente apresenta hifa hialina, septada, com 
microconídeos em forma de gota e macroconídeos com 
aspecto fusiforme contendo de 5 a 8 células.
DERMATÓFITOS
DERMATÓFITOS
• Nannizia gypsea (geofílico):
- Antes classificada como Microsporum gypseum.
- Principal espécie geofílica vive sobre o solo e comumente atinge 
animais e seres humanos, principalmente crianças e trabalhadores 
rurais.
- Macroscopicamente tem aspecto pulverulento (pó), no inicio do 
crescimento tem aspecto cotonoso. Coloração varia de 
amarronzado a creme (areia) e o reverso pode ser amarelo a 
incolor.
- Microscopicamente apresenta hifas hialinas, septadas, pequena 
quantidade de microconídeos que apresenta a forma de gota e 
grande quantidade de macroconídeos contendo de 4 a 7 células.
DERMATÓFITOS
• N. gypesea
DERMATÓFITOS
• T. mentagrophytes
DERMATÓFITOS
• T. mentagrophytes
DERMATÓFITOS
• T. equinum
DERMATÓFITOS
• T. quinckeanum
DERMATÓFITOS
• T. verrucosum
DERMATÓFITOS
• N. nanna
DERMATÓFITOS
• L. gallinae
DERMATÓFITOS
• Diagnóstico:
- Coleta de amostra: pelo, escamas de pele, carpete.
- Cultura: Mycosel e Sabouraud.
- Corantes: azul de metileno, azul de lactofenol e algodão.
- Exame direto: KOH 20%.
- Teste de temperatura e perfuração de pelo.
- Identificação: características macro e microscópicas 
(microcultivos).
- Histopatológico.
- Biologia molecular.
Amostra
Exame 
direto
KOH 20%
Cultura
Identificação 
fenotípica 
Identificação 
genotípica
4 semanas, 
25ºC
DERMATÓFITOS
DERMATÓFITOS
DERMATÓFITOS
DERMATÓFITOS
DERMATÓFITOS
DERMATÓFITOS
Malassezia
• Principais espécies:
- M. pachydermatis (cães, gatos, carnívoros e aves).
- M. caprae (caprinos e equinos).
- M. cuniculi (coelhos).
- M. furfur (humanos, bovinos, elefantes, suínos, macacos, 
avestruzes e pelicanos).
- M. globosa (humanos, guepardo, bovinos).
- M. japônica (humanos).
Malassezia
• Principais espécies:
- M. nana (bovinos, cães e gatos).
- M. obtusa (humanos).
- M. restricta (humanos).
- M. sloofiae (humanos, suínos, caprinos, ovinos).
- M. sympodialis (humanos, equinos, suínos e ovinos).
- M. yamatoensis (humanos).
- M. dermatis (humanos)
- M. equina (equinos e bovinos).
- M. arunalokei (humanos).
- M. brasiliensis e M. psitacci (papagaios).
- M. vespertilionis (morcegos).
Malassezia
• Características gerais:
- Todas as espécies são lipodenpendentes com exceção da M. 
pachydermatis.
- Aeróbia. 
- Encontrada na microbiota, oportunista.
- Apresenta forma oval, se divide por brotamento com fixação em 
base larga.
- Não forma filamentos e transmissão ocorre pelo contato com 
animais doentes ou fômites contaminados.
- Parede celular composta por glicoproteínas, lipídios e quitina.
Malassezia
• Diagnóstico:
- Exame direto.
- Cultura e isolamento: meio de Dixon, ágar Sabouraud, 
Mycosel. 32ºC.
- Coloração: GRAM, panóptico, Giemsa.
- Testes bioquímicos: catalase, urease, esculina, temperatura, 
teste de Tween.
- Biologia molecular.
Malassezia
Malassezia
Malassezia
Malassezia
Malassezia
Candida
• Principais espécies:
- C. albicans.
- C. tropicalis.
- C. parapsilosis.
- C. glabrata.
• Mais de 200 espécies.
Candida
• Características gerais:
- Candidemia.
- Atinge pacientes com sistema imune incompetente.
- Uso abusivo de antibióticos, uso de esteroides de forma 
prolongada ou que comprometam o mecanismo de defesa da 
pele.
- Multiplicação por brotamento (meios de cultura e mucosas).
- Tubos germinativos: em ambientes com temperaturas, pH, 
nutrição e atmosfera alteradas.
Candida
• Características gerais:
- Formação de pseudo-hifas produzidas pelo alongamento dos 
blastoconídios e por sua falha em se tornarem septados.
- No ambiente in vivo a presença dessas estruturas está 
associado a invasividade e proliferação ativa da doença.
- Clamidósporo estrutura in vitro.
- Parede celular (glicoproteínas, polissacarídeos, mananos, 
quitina e lipídeos). 
Candida
Candida
• Fatores de virulência:
- Enzimas peptideolíticas.
- Adesinas: aderência do microrganismo as proteínas da matriz 
extracelular.
- Neuraminidases, fosfolipases e proteases participam da 
patogênese.
- Glicoproteína de na parede celular tem ação semelhante a uma 
endotoxina.
• Reservatório:
- Regiões mucocutâneas (genital e digestória) de aves e mamíferos. 
Candida
• Transmissão:
- Endógena.
• Acomete animais de sangue quente.
• Resistência:
- Congelamento, ambientes inanimados.
- Sensível a aquecimento (50ºC), luz UV, desinfetantes a base 
de cloro ou amônia quartenária.
Candida
• Diagnóstico:
- Isolamento e cultura: ágar sabouraud e ágar sangue.
- 25º a 30ºC por 7 dias. Colônias brancas, cremosas a pastosas
- Corantes: Gram, Giemsa e metenamina-prata.
- Algumas espécies são inibidas pela ciclo-hexamida.
- Exame direto.
- Bioquímico.
- Biologia molecular.
Candida
Candida
REFERÊNCIAS
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• CHERMETTE, R.; FERREIRO, L.; GUILLOT, J. Dermatophytoses in animals. Mycopathologia, v. 166, p. 385-405, 2008.
• de HOOG, G. S.; DUKIK, K.; MONOD, M.; PACKEU, A.; STUBBE, D.; HENDRICKX, M.; KUPSCH, C.; STIELOW, J. B.; FREEKE, J.; 
GOKER, M.; REZAI-MATEHKOLAEI, A.; MIRHENDI, H.; GRASER, Y. Toward a novel multilocus phylogenetic taxonomy for the
dermatophytes. Mycopathologia, v.182, p. 5 – 31, 2017.
• FERREIRA, R. R.; MACHADO, M. L. S.; SPANAMBERG, A.; FERREIRO L. Querion causado por Microsporum gypseum em um cão. 
Acta Scientiae Veterinary, v. 34, p. 179 – 182, 2006.
• GRÄSER, Y.; MONOD, M.; BOUCHARA, J.; DUKIK, K.; NENOFF, P.; KARGL, A.; KUPSCH, C.; ZHAN, P.; PACKEU, A.; CHATURVEDI, 
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• GUILLOT, Jacques; BOND, Ross. Malassezia yeasts in veterinary dermatology: an updated overview. Frontiers in cellular and infection 
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• MANCIANTI, F.; NARDONI, S.; CORAZZA, M.; D’ ACHILE, P.; PONTICELLI, C.; Environmental detection of Microsporum canis
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their householdenvironment. Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia, v. 70, p. 1747-1753, 2018.
REFERÊNCIAS
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validation of a microsatellite marker-based method for tracing infections by Microsporum canis. Journal of
Dermatological Science, v.70, p. 123 – 129, 2013.
• PIN. D. Non-dermatophyte dermatoses mimicking dermatophytoses in animals. Mycopathologia, v.182, p. 133 – 126, 
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• THEELEN, Bart et al. Malassezia ecology, pathophysiology, and treatment. Medical mycology, v. 56, n. suppl_1, p. 
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• VERALDI, S.; SCHIANCHI, R.; BENZECRY V., GORANI, A. Tinea manuum: a report of 18 cases in the metropolitan
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• Odile Crosaz, Audrey Legras, Federico Vilaplana-Grosso, Julien Debeaupuits, René Chermette, Blaise Hubert, 
Jacques Guillot, Generalized dermatitis associated with Malassezia overgrowth in cats: A report of six cases in France, 
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• CRISPIM, G. J. B.; OLIVEIRA, V. M. Principais bactérias de interesse médico encontrados em molhos e condimentos 
de lanchonetes tipo Fast Food. Ciências biológicas, agrárias e da saúde, v. 18, p. 115 – 124, 2014.
REFERÊNCIAS
• TRABULSI, L. R.; ALTHERTHUM, F. Microbiologia. 6ºed. São 
Paulo: Editora Atheneu, 2015.
• MCVEY, D.S.; KENNEDY, M.; CHENGAPPA, M. M. (Eds). 
Microbiologia Veterinária. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara 
Koogan, 2016.
• https://www.researchgate.net/figure/Growth-patterns-of-M-
pachydermatis-strains-in-the-Tween-diffusion-test-with-SGA-
and_fig1_317373791
• https://www.istockphoto.com/br/foto/candida-albicans-
gm185108191-19614014
https://www.researchgate.net/figure/Growth-patterns-of-M-pachydermatis-strains-in-the-Tween-diffusion-test-with-SGA-and_fig1_317373791
https://www.researchgate.net/figure/Growth-patterns-of-M-pachydermatis-strains-in-the-Tween-diffusion-test-with-SGA-and_fig1_317373791
https://www.researchgate.net/figure/Growth-patterns-of-M-pachydermatis-strains-in-the-Tween-diffusion-test-with-SGA-and_fig1_317373791
https://www.istockphoto.com/br/foto/candida-albicans-gm185108191-19614014
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OBRIGADO E 
BONS ESTUDOS!
	Slide 1: MICOSES SUPERFICIAIS
	Slide 2: INTRODUÇÃO
	Slide 3: INTRODUÇÃO
	Slide 4: INTRODUÇÃO
	Slide 5: INTRODUÇÃO
	Slide 6: DERMATÓFITOS
	Slide 7: DERMATÓFITOS
	Slide 8: DERMATÓFITOS
	Slide 9: DERMATÓFITOS
	Slide 10: DERMATÓFITOS
	Slide 11: DERMATÓFITOS
	Slide 12: DERMATÓFITOS
	Slide 13: DERMATÓFITOS
	Slide 14: DERMATÓFITOS
	Slide 15: DERMATÓFITOS
	Slide 16: DERMATÓFITOS
	Slide 17: DERMATÓFITOS
	Slide 18: DERMATÓFITOS
	Slide 19: DERMATÓFITOS
	Slide 20: DERMATÓFITOS
	Slide 21
	Slide 22: DERMATÓFITOS
	Slide 23: DERMATÓFITOS
	Slide 24: DERMATÓFITOS
	Slide 25: DERMATÓFITOS
	Slide 26: DERMATÓFITOS
	Slide 27: Malassezia
	Slide 28: Malassezia
	Slide 29: Malassezia
	Slide 30: Malassezia
	Slide 31: Malassezia
	Slide 32: Malassezia
	Slide 33: Malassezia
	Slide 34: Malassezia
	Slide 35: Malassezia
	Slide 36: Candida
	Slide 37: Candida
	Slide 38: Candida
	Slide 39: Candida
	Slide 40: Candida
	Slide 41: Candida
	Slide 42: Candida
	Slide 43: Candida
	Slide 44: Candida
	Slide 45: REFERÊNCIAS
	Slide 46: REFERÊNCIAS
	Slide 47: REFERÊNCIAS
	Slide 48