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ÉTICA - AV2 REVISÃO AULA 03 Atividade da advocacia AULA 04 Inscrição dos advogados AULA 05 Sociedade e advogado empregado AULA 06 Honorários advocatícios AULA 07 Impedimentos e incompatibilidades AULA 08 Infrações e sanções penais AULA 03 - Atividade da advocacia Além disso, o artigo 133 da CF/88 dispõe que o advogado é indispensável à administração da justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei. De acordo com o artigo 2º do CED-OAB, o advogado, além de ser indispensável à administração da Justiça, é defensor do Estado Democrático de Direito, dos direitos humanos e garantias fundamentais, da cidadania, da moralidade, da Justiça e da paz social, cumprindo-lhe exercer o seu ministério em consonância com a sua elevada função pública e com os valores que lhe são inerentes. O advogado presta serviço público e exerce função social. atividade privativa da advocacia: a postulação em órgãos do Poder Judiciário e juizados especiais, a prestação de consultoria, assessoria e direção jurídica. OBS 1: Não se inclui na atividade privativa de advocacia a impetração de habeas corpus em qualquer instância ou tribunal. OBS 2:A existência do instituto do jus postulandi perante a Justiça Trabalhista, na qual os empregados e os empregadores poderão reclamar pessoalmente perante a Justiça do Trabalho e acompanhar as suas reclamações até o final. Todas as atividades desempenhadas pelo advogado devem ser entendidas como múnus público, como função pública voltada ao interesse social que atinge toda a sociedade. O exercício da advocacia é incompatível com qualquer procedimento de mercantilização (art. 5º, CED-OAB), bem como que é vedado o oferecimento de serviços profissionais que implique, direta ou indiretamente, em angariar ou captar clientela (art. 7º, CED-OAB). É vedada a divulgação de advocacia em conjunto com outra atividade Considera-se efetivo o exercício da atividade de advocacia a participação anual mínima em 5 (cinco) atos privativos de advogado, em causas ou questões distintas. Considera-se efetivo o exercício da atividade de advocacia a participação anual mínima em 5 (cinco) atos privativos de advogado, em causas ou questões distintas. Os atos privativos de advogado praticados por pessoa não inscrita na OAB, bem como os praticados por advogado impedido, no âmbito do seu impedimento, suspenso, licenciado ou que exerça atividade incompatível com a advocacia, serão NULOS. NULIDADE: 1- Pessoa não inscrita na OAB 2- Advogado impedido, suspenso, licenciado ou exercendo atividade incompatível. Nada impede que o advogado RENUNCIE ao mandato, de acordo com a sua conveniência, sem menção do motivo que determinou a renúncia, exigindo-se apenas que continue representando o mandante durante 10 (dez) dias, contados da notificação da renúncia, salvo se for substituído antes do término desse prazo, sendo que cessará, após o decurso desse prazo, a responsabilidade profissional pelo acompanhamento da causa. Outra forma de encerrar o mandato é mediante a REVOGAÇÃO pela vontade do cliente, que não o desobriga do pagamento das verbas honorárias contratadas, assim como não retira o direito do advogado de receber o quanto lhe seja devido em eventual verba honorária de sucumbência, calculada proporcionalmente em face do serviço efetivamente prestado. AULA 04 - Inscrição dos advogados EOAB Capítulo III Da Inscrição Art. 8º. Para inscrição como advogado é necessário: I – capacidade civil; II – diploma ou certidão de graduação em direito, obtido em instituição de ensino oficialmente autorizada e credenciada; III – título de eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro; IV – aprovação em Exame de Ordem; V – não exercer atividade incompatível com a advocacia; VI – idoneidade moral; VII – prestar compromisso perante o conselho Capacidade: 1- Pessoa natural, ao nascer com vida, adquire personalidade jurídica, de acordo com o artigo 2º do Código Civil: “A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida, mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro”. A inscrição principal do advogado deve ser feita no Conselho Seccional em cujo território o advogado pretende estabelecer o seu domicílio profissional, entendendo-se como domicílio a sede principal de advocacia. Em caso de dúvida, prevalece o domicílio da pessoa física do advogado (art. 10, EOAB). OBS: A atuação do advogado não fica restrita ao território de seu domicílio profissional, já que pode atuar em outros territórios, exigindo-se apenas a realização de inscrição suplementar nos Conselhos Seccionais quando a intervenção judicial exceder de 5 (cinco) causas por ano.Por outro lado, no caso de mudança efetiva de domicílio profissional para outra unidade federativa, o advogado deve requerer a transferência de sua inscrição para o Conselho Seccional correspondente, sendo que o Conselho Seccional deve suspender o pedido de transferência ou de inscrição suplementar ao verificar a existência de vício ou ilegalidade na inscrição principal, contra ela representando ao Conselho Federal Cancelamento da inscrição: 1- Quando o advogado requerer 2- Sofrer penalidade de exclusão 3- Falecer 4- Passar a exercer, em caráter DEFINITIVO, atividade incompatível com a advocacia. 5- Perder qualquer um dos requisitos necessários para a inscrição *Apesar do cancelamento, poderá ser feito novo pedido de inscrição que não restaura o número de inscrição anterior. Licenciamento (Ficará desobrigado do pagamento da anuidade, se assim requerer) 1- Assim o requerer, por motivo justificado 2- Passar a exercer, em caráter temporário, atividade incompatível com o exercício da advocacia 3- Sofrer doença mental considerada curável → Estagiário: Segundo o artigo 29 do Regulamento Geral do Estatuto da OAB, os atos de advocacia, previstos no art. 1º do Estatuto, podem ser subscritos por estagiário inscrito na OAB, em conjunto com o advogado ou o defensor público. De outra parte, o estagiário inscrito na OAB pode praticar isoladamente os seguintes atos, sob a responsabilidade do advogado (art. 29, §1º, do Regulamento Geral): • retirar e devolver autos em cartório, assinando a respectiva carga; • obter junto aos escrivães e chefes de secretarias certidões de peças ou autos de processos em curso ou findos; • assinar petições de juntada de documentos a processos judiciais ou administrativos. A INSCRIÇÃO do estagiário é feita no Conselho Seccional em cujo território se localize seu curso jurídico, sendo necessário, para a inscrição, o preenchimento dos seguintes requisitos I – capacidade civil; II – título de eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro; III – não exercer atividade incompatível com a advocacia; IV – idoneidade moral; VII – prestar compromisso perante o Conselho; VIII – ter sido admitido em estágio profissional de advocacia *OBS: Caso o aluno exerça atividade incompatível com a advocacia, pode frequentar o estágio para fins de aprendizagem. AULA 05 - Sociedade e advogado empregado Sociedade de advogados: O desempenho das atividades do advogado poderá ocorrer de forma individual ou por meio de sociedade de advogados. A sociedade é uma espécie de corporação, dotada de personalidade jurídica, instituída por meio de um contrato social, com a finalidade de exercer atividade econômica e partilhar lucros. OAB: ENTIDADE SUI GENERIS, ou seja, um serviço público independente de categoria ímpar no elenco das personalidades jurídicas no direito brasileiro. Nos termos do artigo 37 do Regulamento Geral do Estatuto da OAB, os advogados podem constituir sociedade simples, unipessoal ou pluripessoal, de prestação de serviços de advocacia, a qual deve ser regularmente registrada no Conselho Seccional da OAB em cuja base territorial tiver sede. De acordo com o artigo 16, § 3º, EOAB, é proibido o registro, nos cartóriosde registro civil de pessoas jurídicas e nas juntas comerciais, de sociedade que inclua, entre outras finalidades, a atividade de advocacia. OBS: Manter sociedade profissional fora das normas e preceitos estabelecidos no Estatuto da OAB caracteriza infração disciplinar. Nenhum advogado pode integrar mais de uma sociedade de advogados, constituir mais de uma sociedade unipessoal de advocacia, ou integrar, simultaneamente, uma sociedade de advogados e uma sociedade unipessoal de advocacia com sede ou filial na mesma área territorial do respectivo Conselho Seccional (art. 15, § 4º, do Estatuto da OAB). o Estatuto autoriza a criação de filiais e a atuação dos advogados em áreas de outro Conselho Seccional, sendo que o ato de constituição de filial deve ser averbado no registro da sociedade e arquivado no Conselho Seccional onde se instalar, ficando os sócios, inclusive o titular da sociedade unipessoal de advocacia, obrigados à inscrição suplementar (art. 15, § 5º, EOAB). Em obediência ao princípio da confiança recíproca entre advogado e cliente, bem como em decorrência do sigilo profissional, os advogados sócios de uma mesma sociedade profissional, ou reunidos em caráter permanente para cooperação recíproca, não podem representar, em juízo ou fora dele, clientes de interesses opostos, nos termos do artigo 15, § 6º c/c artigo 19, do Código de Ética e Disciplina da OAB. O impedimento ou a incompatibilidade em caráter temporário do advogado não o exclui da sociedade de advogados à qual pertença, mas deve ser averbado no registro da sociedade, sendo proibida, em qualquer hipótese, a exploração de seu nome e de sua imagem em favor da sociedade (art. 16, § 2º, EOAB – Redação dada pela Lei n. 14.365, de 2022). A Lei n. 14.365, de 02 de junho de 2022 incluiu a possibilidade de o advogado associar- -se a uma ou mais sociedades de advogados ou sociedades unipessoais de advocacia, sem que estejam presentes os requisitos legais de vínculo empregatício, para prestação de serviços e participação nos resultados, na forma do Regulamento Geral e de Provimentos do Conselho Federal da OAB. Por meio de pactuação de contrato próprio Por sua vez, a sociedade, os sócios, bem como o titular da sociedade individual de advocacia respondem subsidiária e ilimitadamente pelos danos causados, nas hipóteses de dolo ou culpa e por ação ou omissão no exercício da advocacia, sem prejuízo das sanções disciplinares (art. 17 do Estatuto da OAB c/c art. 40 do Regulamento Geral) A sociedade pode associar-se com advogados, sem vínculo de emprego, para participação nos resultados, desde que os contratos firmados sejam averbados no registro da sociedade de advogados (art. 39 do Regulamento Geral). Nesse sentido, a Lei n. 14.365, de 02 de junho de 2022 incluiu a previsão de que não será admitida a averbação do contrato de associação que contenha, em conjunto, os elementos caracterizadores de relação de emprego previstos na Consolidação das Leis do Trabalho – CLT (art. 15, § 11, EOAB). A associação ocorrerá por meio de pactuação de contrato próprio, que poderá ser de caráter geral ou restringir-se a determinada causa ou trabalho e que deverá ser registrado no Conselho Seccional da OAB em cuja base territorial tiver sede a sociedade de advogados que dele tomar parte. Advogado empregado: O vínculo empregatício do advogado exige os mesmos elementos fático-jurídicos estabelecidos para a constituição da relação de trabalho comum, trazidos na Consolidação das Leis do Trabalho: CLT Art. 3º – Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário. Além do mais, nas causas em que for parte o empregador, ou pessoa por este representada, os honorários de sucumbência são devidos aos advogados empregados. Caso os honorários de sucumbência sejam percebidos por advogado empregado de sociedade de advogados, esses serão partilhados entre ele e a empregadora (art. 21, caput e parágrafo único, do Estatuto da OAB). AULA 06 - Honorários advocatícios Os honorários advocatícios são a contraprestação devida aos advogados pela prestação de seus serviços profissionais, os quais são fixados pelo profissional, observando-se o mínimo estabelecido na tabela de honorários do respectivo Conselho Seccional da OAB, sob pena de caracterizar-se aviltamento (depreciação) de honorários Na hipótese de encerramento da relação contratual com o cliente o advogado mantém o direito aos honorários proporcionais ao trabalho realizado nos processos judiciais e administrativos em que tenha atuado, nos exatos termos do contrato celebrado, inclusive em relação aos eventos de sucesso que porventura venham a ocorrer após o encerramento da relação contratual, salvo renúncia expressa do advogado aos honorários pactuados. Entretanto, cuidado: o distrato e a rescisão do contrato de prestação de serviços advocatícios, mesmo que formalmente celebrados, não configuram renúncia expressa aos honorários pactuados (art. 24, §§ 5º e 6º, EOAB/incluído no Estatuto pela Lei n. 14.365, de 02 de junho de 2022) Por outro lado, nos termos do art. 22, § 2º, do Estatuto da OAB, na falta de estipulação ou de acordo, os honorários serão fixados por arbitramento judicial, sendo que a remuneração deverá ser compatível com o trabalho e o valor econômico da questão, observando-se ainda, obrigatoriamente, os regramentos do Código de Processo Civil no mínimo 10% e o máximo 20%. OBS: Segundo o § 1º do artigo 22 do EOAB, o advogado, quando indicado para patrocinar causa de juridicamente necessitado, no caso de impossibilidade da Defensoria Pública, tem direito aos honorários fixados pelo juiz, segundo tabela organizada pelo Conselho Seccional da OAB, e pagos pelo Estado. Aqui, cuida-se da conhecida defensoria dativa, que decorre do dever constitucional do Estado de prestar assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos (art. 5º, inciso LXXIV, CF/88) Devemos destacar que o novo Código de Processo Civil, em seu artigo 85, § 19, garante que os advogados públicos perceberão honorários de sucumbência, nos termos da lei. Na hipótese de falecimento ou incapacidade civil do advogado, os honorários de sucumbência, proporcionais ao trabalho realizado, são recebidos por seus sucessores ou representantes legais (art. 24, § 2º, EOAB). AULA 07 - Impedimentos e incompatibilidades Incompatibilidades: PROIBIÇÃO TOTAL DO EXERCÍCIO DA ADVOCACIA (TEMP OU PERMANENTE) INSCRIÇÃO CANCELADA No entanto, o Estatuto da OAB prevê algumas situações em que a liberdade de atuação é relativizada e os advogados ficam proibidos, total ou parcialmente, de desempenhar seu ministério. As hipóteses trazidas pelo Estatuto são taxativas, uma vez que estamos diante de situações que limitam o exercício de um direito fundamental, bem como tendo em vista que os conceitos genéricos e a criação de situações de impedimento e incompatibilidades por meio de interpretações subjetivas afronta diretamente o princípio da reserva legal. OBS: nenhuma forma de captação de clientela é admitida pelo Estatuto da OAB. Quando o profissional passa a exercer, em caráter DEFINITIVO, atividade incompatível com a advocacia terá sua inscrição CANCELADA. E apesar do cancelamento, poderá ser feito novo pedido de inscrição, que não restaura o número de inscrição anterior e ao interessado cabe a prova dos requisitos da capacidade civil – art. 8º, inciso I, do não desempenho de atividade incompatível – inciso V, de idoneidade moral – inciso VI, além prestar novamente compromisso perante o Conselho – inciso VII (art. 11 do Estatuto da OAB) Poderá licenciar-se o profissional que passar a exercer, em caráter temporário, atividade incompatível com o exercício da advocacia (art. 12, inciso II, do Estatuto da OAB). Durante o período em que o advogado estiver licenciado ficará desobrigado do pagamento das anuidades, se assim expressamenterequerer, conforme entendimento pacificado do Conselho Federal da OAB (Súmula n. 03/2012/COP). A incompatibilidade refere-se ao cargo, de modo que mesmo que o ocupante do cargo ou função deixe de exercê-lo temporariamente a incompatibilidade permanece (art. 28, § 1º, do Estatuto da OAB). . A incompatibilidade apenas cessa quando deixar o cargo por motivo de aposentadoria, morte, renúncia ou exoneração. Conforme o artigo 28 do Estatuto da OAB, a advocacia é INCOMPATÍVEL, mesmo em causa própria, com as seguintes atividades: • I – chefe do Poder Executivo e membros da Mesa do Poder Legislativo e seus substitutos legais; • II – membros de órgãos do Poder Judiciário, do Ministério Público, dos tribunais e conselhos de contas, dos juizados especiais, da justiça de paz, juízes classistas, bem como de todos os que exerçam função de julgamento em órgãos de deliberação coletiva da Administração Pública direta e indireta;. OBS: a vedação do exercício da advocacia por juízes no juízo ou tribunal do qual se afastou, antes de decorridos três anos do afastamento do cargo por aposentadoria ou exoneração, também conhecida como “quarentena” dos juízes (art. 95, parágrafo único, inciso V, CF/1988). OBS: os servidores efetivos, comissionados ou postos à disposição dos Ministérios Públicos estaduais e da União, ou por estes requisitados, são proibidos de exercer a advocacia • III – ocupantes de cargos ou funções de direção em Órgãos da Administração Pública direta ou indireta, em suas fundações e em suas empresas controladas ou concessionárias de serviço público; No caso, a incompatibilidade visa cargos ou funções com poder de decisão relevante sobre interesse de terceiro, já que o § 2º do artigo 28 do Estatuto da OAB traz que não se incluem nessa hipótese os que não detenham poder de decisão relevante sobre interesses de terceiro, a juízo do conselho competente da OAB, bem como a administração acadêmica diretamente relacionada ao magistério jurídico • IV – ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a qualquer órgão do Poder Judiciário e os que exercem serviços notariais e de registro; Segundo o artigo 149 do Código de Processo Civil, são auxiliares da Justiça, além de outros cujas atribuições sejam determinadas pelas normas de organização judiciária o escrivão, o chefe de secretaria, o oficial de justiça, o perito, o depositário, o administrador, o intérprete, o tradutor, o mediador, o conciliador judicial, o partidor, o distribuidor, o contabilista e o regulador de avarias • V – ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a atividade policial de qualquer natureza; A incompatibilidade do inciso não deve ser interpretada de forma restritiva. Aqui, devemos considerar toda a categoria policial, ou seja, todos os que prestam serviços de apoio à segurança pública, não apenas os policiais • VI – militares de qualquer natureza, na ativa; Atente-se ao fato de que a incompatibilidade somente será afastada para o exercício da advocacia em causa própria, estritamente para fins de defesa e tutela de direitos pessoais e desde que o profissional possua inscrição especial na OAB, sendo vedada sua participação em sociedade de advogados. Ademais, friso que a inscrição especial deve constar no documento profissional de registro na OAB e não isenta o profissional do pagamento da contribuição anual, de multas e de preços de serviços devidos à OAB, porém é vedada a cobrança em valor superior ao exigido para os demais membros. • VII – ocupantes de cargos ou funções que tenham competência de lançamento, arrecadação ou fiscalização de tributos e contribuições parafiscais; • VIII – ocupantes de funções de direção e gerência em instituições financeiras, inclusive privadas; Desse modo, tendo em vista que quando o profissional passa a exercer, em caráter definitivo, atividade incompatível com a advocacia terá sua inscrição cancelada, conclui-se que o desempenho de atividades incompatíveis enseja a perda do cargo exercido perante os órgãos da OAB. Impedimentos: Proibição PARCIAL O profissional que passar a exercer, em caráter temporário, atividade incompatível poderá licenciar-se do exercício da advocacia (art. 12, inciso II, do Estatuto da OAB). Conforme o artigo 30 do Estatuto da OAB, são IMPEDIDOS de exercer a advocacia: • I – os servidores da administração direta, indireta e fundacional, contra a Fazenda Pública que os remunere ou à qual seja vinculada a entidade empregadora; Parágrafo único. Não se incluem nas hipóteses do inciso I os docentes dos cursos jurídicos. OBS: É importante destacar, que o impedimento se mantém mesmo após a aposentadoria do servidor, considerando que o vínculo remuneratório com a Administração Pública permanece. • II – os membros do Poder Legislativo, em seus diferentes níveis, contra ou a favor das pessoas jurídicas de direito público, empresas públicas, sociedades de economia mista, fundações públicas, entidades paraestatais ou empresas concessionárias ou permissionárias de serviço público. OBS: os juízes eleitorais oriundos da classe dos advogados estão impedidos de advogar contra a Fazenda Pública federal e perante a própria justiça eleitoral. Além disso, apenas reforço que o os juízes leigos dos Juizados Especiais, considerados auxiliares da Justiça, também foram excepcionados da modalidade de incompatibilidade prevista no artigo 28, inciso II, do Estatuto da OAB, permanecendo o impedimento perante os Juizados Especiais enquanto durar o desempenho de suas funções, nos termos o artigo 7º, parágrafo único, da Lei n. 9.099/1995. Outro caso especial, agora trazido pelo Código de Processo Civil, refere-se aos advogados que atuam como conciliadores e mediadores judiciais, que estarão impedidos de exercer a advocacia nos juízos em que desempenhem suas funções (art. 167, § 5º, do CPC). Ainda, ficam igualmente impedidos, pelo prazo de 1 (um) ano, contado do término da última audiência em que atuaram, de assessorar, representar ou patrocinar qualquer das partes (art. 172, CPC). Ademais, o Código de Ética e Disciplina da OAB, em seu artigo 33 prevê hipótese de impedimento em que o advogado enquanto exercer cargos ou funções em órgãos da OAB ou tiver acesso, em qualquer condição, nos seus Conselhos, não poderá, salvo em causa própria, atuar em processos que tramitem perante a entidade, nem oferecer pareceres destinados a instruí-los. AULA 08 - Infrações e sanções penais Infrações: o Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil elencou um rol taxativo de situações que não devem ser praticadas pelos advogados, sob pena de cometerem infrações disciplinares. Por sua vez, quem induzir ou manter alguém em erro referente a sua falsa condição de advogado sujeitar-se-á as penas do crime de estelionato, previsto no artigo 171 do Código Penal, além de incidir na infração penal do artigo 47 da Lei de Contravenções Penais caracterizada pelo exercício ilegal da profissão. Ademais, o Regulamento Geral da OAB acrescenta que a prática de atos privativos de advocacia por profissionais e sociedades não inscritos na OAB constitui exercício ilegal da profissão. E, ainda, é defeso (proibido) ao advogado prestar serviços de assessoria e consultoria jurídicas para terceiros em sociedades que não possam ser registradas na OAB (art. 4º). 1. Exercer a Profissão, quando Impedido de Fazê-Lo, ou Facilitar, por qualquer Meio, o seu Exercício aos não Inscritos, Proibidos ou Impedidos (Inciso I) 2. Manter Sociedade Profissional Fora das Normas e Preceitos Estabelecidos nesta Lei (Inciso II) É vedada a inclusão, no quadro societário da sociedade de advogados, de pessoa sem inscrição na OAB ou que exerça atividade incompatível com a advocacia, bem como associar a sociedade a outra atividade diversa, por exemplo: contabilidade, corretora de imóveis etc. De todo modo, é essencial que as sociedades profissionais observem as normas e preceitos estabelecidos no Estatutoda OAB, no Regulamento Geral da OAB, bem como nos Provimentos do Conselho Federal. Caso contrário, os advogados estarão sujeitos às penalidades da infração disciplinar. 3. Valer-se de Agenciador de Causas, Mediante Participação nos Honorários a Receber (Inciso III) A simples indicação do advogado ou da sociedade de advogados feita por pessoa comum não configura a prática da infração trazida acima, já que é elementar o recebimento de vantagem pecuniária por parte do agenciador. O agenciador poderá atuar de diversas maneiras, seja por meio de panfletagem ou da publicidade feita em palestras e reuniões sindicais, por exemplo. 4. Angariar ou Captar Causas, com ou sem a Intervenção de Terceiros (Inciso IV) O advogado não pode oferecer seus serviços como se fosse uma mercadoria, prometendo resultados e oferecendo um produto final. Lembre-se, a publicidade profissional deve possuir caráter meramente informativo, primando pela discrição e sobriedade (art. 39, CED-OAB). 5. Assinar qualquer Escrito Destinado a Processo Judicial ou para Fim Extrajudicial que não Tenha Feito, ou em que não Tenha Colaborado (Inciso V) 6. Advogar contra Literal Disposição de Lei, Presumindo-se a Boa Fé quando Fundamentado na Inconstitucionalidade, na Injustiça da Lei ou em Pronunciamento Judicial Anterior (Inciso VI) 7. Violar, sem Justa Causa, Sigilo Profissional (Inciso VII) 8. Estabelecer Entendimento com a Parte Adversa sem Autorização do Cliente ou Ciência do Advogado Contrário (Inciso VI 9. Prejudicar, por Culpa Grave, Interesse Confiado ao seu Patrocínio (Inciso IX) O advogado não poderá ser responsabilizado por perder uma demanda se para o deslinde o processo se empenhou, inexistindo erro inescusável. De todo modo, segundo o artigo 32 do Estatuto da OAB, o advogado é responsável pelos atos que, no exercício profissional, praticar com dolo ou culpa. 10. Acarretar, Conscientemente, por Ato Próprio, a Anulação ou a Nulidade do Processo em que Funcione (Inciso X) A infração do inciso requer um dolo direcionado, mesmo que seja por omissão, consciente e voluntária, do procurador. 11. Abandonar a Causa sem Justo Motivo ou Antes de Decorridos Dez Dias da Comunicação da Renúncia (Inciso XI) Nada impede, todavia, que o advogado renuncie ao mandato, de acordo com a sua conveniência, sem menção do motivo que determinou a renúncia, exigindo-se, apenas, que continue representando o mandante durante 10 (dez) dias, contados da notificação da renúncia, salvo se for substituído antes do término desse prazo, sendo que cessará, após o decurso desse prazo, a responsabilidade profissional pelo acompanhamento da causa (art. 5º, § 3º, do Estatuto da OAB). 12. Recusar-se a Prestar, sem Justo Motivo, Assistência Jurídica, quando Nomeado em Virtude de Impossibilidade da Defensoria Pública (Inciso XII) 13. Fazer Publicar na Imprensa, Desnecessária e Habitualmente, Alegações Forenses ou Relativas a Causas Pendentes (Inciso XIII) 14. Deturpar o Teor de Dispositivo de Lei, de Citação Doutrinária ou de Julgado, Bem como de Depoimentos, Documentos e Alegações da Parte Contrária, para Confundir o Adversário ou Iludir o Juiz da Causa (Inciso XIV) 15. Fazer, em Nome do Constituinte, sem Autorização Escrita Deste, Imputação a Terceiro de Fato Definido como Crime (Inciso XV) 16. Deixar de Cumprir, no Prazo Estabelecido, Determinação Emanada do Órgão ou de Autoridade da Ordem, em Matéria da Competência desta, Depois de Regularmente Notificado (Inciso XVI) São órgãos da OAB (art. 45 do Estatuto da OAB): • o Conselho Federal; • os Conselhos Seccionais; • as Subseções; e • as Caixas de Assistência dos Advogados. 17. Prestar Concurso a Clientes ou a Terceiros para Realização de Ato Contrário à Lei ou Destinado a Fraudá-la (Inciso XVII) 18. Solicitar ou Receber de Constituinte qualquer Importância para Aplicação Ilícita ou Desonesta (Inciso XVIII) 19. Receber Valores, da Parte Contrária ou de Terceiro, Relacionados com o Objeto do Mandato, sem Expressa Autorização do Constituinte (Inciso XIX) 20 - Locupletar-se, por qualquer Forma, à Custa do Cliente ou da Parte Adversa, por si ou Interposta Pessoa (Inciso XX) O significado de locupletar é enriquecer, tornar-se rico (Michaelis). Nesse contexto, o locupletamento é ilícito, pois o advogado, pessoalmente ou por intermédio de terceira pessoa, enriquece às custas de seu cliente ou da parte contrária. 21. Recusar-se, Injustificadamente, a Prestar Contas ao Cliente de Quantias Recebidas dele ou de Terceiros por Conta dele (Inciso XXI) 22. Reter, Abusivamente, ou Extraviar Autos Recebidos com Vista ou em Confiança (Inciso XXII) 23. Deixar de Pagar as Contribuições, Multas e Preços de Serviços Devidos à OAB, Depois de Regularmente Notificado a Fazê-lo (Inciso XXIII) 24. Incidirem Erros Reiterados que Evidenciem Inépcia Profissional (Inciso XXIV) 25. Manter Conduta Incompatível com a Advocacia (Inciso XXV) 26. Fazer Falsa Prova de Qualquer dos Requisitos para Inscrição na OAB (Inciso XXVI) 27. Tornar-se Moralmente Inidôneo para o Exercício da Advocacia (Inciso XXVII) 28. Praticar Crime Infamante (Inciso XXVIII) 29. Praticar, o Estagiário, Ato Excedente de sua Habilitação (Inciso XXIX) Sanções disciplinares: A finalidade do Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil em elencar um rol taxativo de condutas que não devem ser praticadas pelos advogados, sob pena de cometerem infrações disciplinares, é buscar a observância dos mandamentos éticos e disciplinares pelos profissionais, reprimindo em caráter pedagógico condutas que se dissociam da função social e da dignidade da advocacia. CENSURA, SUSPENSÃO, EXCLUSÃO E MULTA. 1. Censura A censura pode ser convertida em advertência, em ofício reservado, sem registro nos assentamentos do inscrito, quando presente circunstância atenuante. *Causas atenuantes: I – falta cometida na defesa de prerrogativa profissional; II – ausência de punição disciplinar anterior; III – exercício assíduo e proficiente de mandato ou cargo em qualquer órgão da OAB; IV – prestação de relevantes serviços à advocacia ou à causa pública. I – exercer a profissão, quando impedido de fazê-lo, ou facilitar, por qualquer meio, o seu exercício aos não inscritos, proibidos ou impedidos; II – manter sociedade profissional fora das normas e preceitos estabelecidos nesta lei; III – valer-se de agenciador de causas, mediante participação nos honorários a receber; IV – angariar ou captar causas, com ou sem a intervenção de terceiros; V – assinar qualquer escrito destinado a processo judicial ou para fim extrajudicial que não tenha feito, ou em que não tenha colaborado; VI – advogar contra literal disposição de lei, presumindo-se a boa-fé quando fundamentado na inconstitucionalidade, na injustiça da lei ou em pronunciamento judicial anterior; VII – violar, sem justa causa, sigilo profissional; VIII – estabelecer entendimento com a parte adversa sem autorização do cliente ou ciência do advogado contrário; IX – prejudicar, por culpa grave, interesse confiado ao seu patrocínio; X – acarretar, conscientemente, por ato próprio, a anulação ou a nulidade do processo em que funcione; XI – abandonar a causa sem justo motivo ou antes de decorridos dez dias da comunicação da renúncia; XII – recusar-se a prestar, sem justo motivo, assistência jurídica, quando nomeado em virtude de impossibilidade da Defensoria Pública; XIII – fazer publicar na imprensa, desnecessária e habitualmente, alegações forenses ou relativas a causas pendentes; XIV – deturpar o teor de dispositivo de lei, de citação doutrinária ou de julgado, bem como de depoimentos, documentos e alegações da parte contrária, para confundir o adversário ou iludir o juiz da causa; XV – fazer, em nome do constituinte, sem autorização escrita deste, imputação a terceiro de fato definido como crime; XVI – deixar de cumprir, no prazo estabelecido, determinação emanada do órgão ou de autoridade da Ordem, em matéria da competência desta,depois de regularmente notificado; [...] XXIX – praticar, o estagiário, ato excedente de sua habilitação. 2. Suspensão a suspensão será aplicada nos casos de reincidência em infração disciplinar, bem como no caso das infrações definidas nos incisos XVII a XXV do art. 34, quais sejam: XVII – prestar concurso a clientes ou a terceiros para realização de ato contrário à lei ou destinado a fraudá-la; XVIII – solicitar ou receber de constituinte qualquer importância para aplicação ilícita ou desonesta; XIX – receber valores, da parte contrária ou de terceiro, relacionados com o objeto do mandato, sem expressa autorização do constituinte; XX – locupletar-se, por qualquer forma, à custa do cliente ou da parte adversa, por si ou interposta pessoa; XXI – recusar-se, injustificadamente, a prestar contas ao cliente de quantias recebidas dele ou de terceiros por conta dele; XXII – reter, abusivamente, ou extraviar autos recebidos com vista ou em confiança; XXIII – deixar de pagar as contribuições, multas e preços de serviços devidos à OAB, depois de regularmente notificado a fazê-lo; XXIV – incidir em erros reiterados que evidenciem inépcia profissional; XXV – manter conduta incompatível com a advocacia; A penalidade de suspensão acarreta ao infrator a interdição do exercício profissional, em todo o território nacional, pelo prazo de 30 (trinta) dias a 12 (doze) meses, de acordo com os critérios de individualização: antecedentes profissionais do inscrito, atenuantes, grau de culpa por ele revelada, circunstâncias e consequências da infração. 3. Exclusão De acordo com o artigo 38 do Estatuto da OAB, a exclusão será aplicada nos casos de aplicação por 3 (três) vezes da penalidade de suspensão, bem como nos casos de infrações definidas nos incisos XXVI a XXVIII do art. 34, vejamos: Art. 34. XXVI – fazer falsa prova de qualquer dos requisitos para inscrição na OAB; XXVII – tornar-se moralmente inidôneo para o exercício da advocacia; XXVIII – praticar crime infamante; Para a aplicação da sanção disciplinar de exclusão, é necessária a manifestação favorável de dois terços dos membros do Conselho Seccional competente (art. 38, parágrafo único, EOAB). Lembre-se que se forem aplicadas as sanções disciplinares de suspensão ou exclusão o profissional ficará impedido de exercer o mandato profissional, nos termos do artigo 42 do EOAB. 4. Multa De acordo com o artigo 39 do Estatuto da OAB, a penalidade de multa, variável entre o mínimo correspondente ao valor de uma anuidade e o máximo de seu décuplo, é aplicável cumulativamente com a censura ou suspensão, em havendo circunstâncias agravantes. 5. Reabilitação Sabemos que no Brasil não são admitidas penas de caráter perpétuo, conforme determina a Carta Magna (art. 5º, inciso XLVII, alínea b). Sendo assim, em consonância com essa garantia fundamental, é permitido ao que tenha sofrido qualquer sanção disciplinar requerer a reabilitação, 1 (um) ano após seu cumprimento, em face de provas efetivas de bom comportamento (art. 41 do Estatuto da OAB). Entretanto, caso a sanção disciplinar resulte da prática de crime, o pedido de reabilitação depende também da correspondente reabilitação criminal. 6. Prescrição Sob a ótica do Estatuto da OAB, a pretensão à punibilidade das infrações disciplinares prescreve em 5 (cinco) anos, contados da data da constatação oficial do fato, nos termos do artigo 43. Ademais, aplica-se a prescrição a todo processo disciplinar paralisado por mais de 3 (três) anos, pendente de despacho ou julgamento, devendo ser arquivado de ofício ou a requerimento da parte interessada, sem prejuízo de serem apuradas as responsabilidades pela paralisação (art. 43, § 1º, do Estatuto da OAB). 01. De acordo com o entendimento do STF, qual a natureza jurídica da OAB? Explique. OAB é entidade caracterizada como serviço público, possuindo personalidade jurídica própria, razão pela qual não mantém qualquer vínculo de subordinação ou funcional com os órgãos da Administração Pública, direta ou indireta. A Ordem dos Advogados do Brasil, cujas características são autonomia e independência, não pode ser tida como congênere dos demais órgãos de fiscalização profissional. 02. Quais as competências do Conselho Federal da OAB previstas na Lei no 8.906/1994? O Conselho Federal é competente para (art. 54, do Estatuto da OAB): I – dar cumprimento efetivo às finalidades da OAB; II – representar, em juízo ou fora dele, os interesses coletivos ou individuais dos advogados; III – velar pela dignidade, independência, prerrogativas e valorização da advocacia; IV – representar, com exclusividade, os advogados brasileiros nos órgãos e eventos internacionais da advocacia; V – editar e alterar o Regulamento Geral, o Código de Ética e Disciplina, e os Provimentos que julgar necessários; VI – adotar medidas para assegurar o regular funcionamento dos Conselhos Seccionais; VII – intervir nos Conselhos Seccionais, onde e quando constatar grave violação desta lei ou do regulamento geral; VIII – cassar ou modificar, de ofício ou mediante representação, qualquer ato, de órgão ou autoridade da OAB, contrário a esta lei, ao regulamento geral, ao Código de Ética e Disciplina, e aos Provimentos, ouvida a autoridade ou o órgão em causa; IX – julgar, em grau de recurso, as questões decididas pelos Conselhos Seccionais, nos casos previstos neste estatuto e no regulamento geral; X – dispor sobre a identificação dos inscritos na OAB e sobre os respectivos símbolos privativos; XI – apreciar o relatório anual e deliberar sobre o balanço e as contas de sua diretoria; XII – homologar ou mandar suprir relatório anual, o balanço e as contas dos Conselhos Seccionais; XIII – elaborar as listas constitucionalmente previstas, para o preenchimento dos cargos nos tribunais judiciários de âmbito nacional ou interestadual, com advogados que estejam em pleno exercício da profissão, vedada a inclusão de nome de membro do próprio Conselho ou de outro órgão da OAB; XIV – ajuizar ação direta de inconstitucionalidade de normas legais e atos normativos, ação civil pública, mandado de segurança coletivo, mandado de injunção e demais ações cuja legitimação lhe seja outorgada por lei; XV – colaborar com o aperfeiçoamento dos cursos jurídicos, e opinar, previamente, nos pedidos apresentados aos órgãos competentes para criação, reconhecimento ou credenciamento desses cursos; XVI – autorizar, pela maioria absoluta das delegações, a oneração ou alienação de seus bens imóveis; XVII – participar de concursos públicos, nos casos previstos na Constituição e na lei, em todas as suas fases, quando tiverem abrangência nacional ou interestadual; XVIII – resolver os casos omissos neste estatuto. XIX – fiscalizar, acompanhar e definir parâmetros e diretrizes da relação jurídica mantida entre advogados e sociedades de advogados ou entre escritório de advogados sócios e advogado associado, inclusive no que se refere ao cumprimento dos requisitos norteadores da associação sem vínculo empregatício; (Incluído pela Lei n. 14.365, de 2022) XX – promover, por intermédio da Câmara de Mediação e Arbitragem, a solução sobre questões atinentes à relação entre advogados sócios ou associados e homologar, caso necessário, quitações de honorários entre advogados e sociedades de advogados, observado o disposto no inciso XXXV do caput do art. 5º da Constituição Federal. (Incluído pela Lei n. 14.365, de 2022) 03. Quais os requisitos de elegibilidade para cada um dos cargos de direção e conselhos da OAB? São requisitos de elegibilidade para qualquer cargo (art. 63, § 2o): a) Situação regular perante a OAB; b) Não ocupar cargo exonerável ad nutum; c) Não ter sido condenado por infração disciplinar, salvo estando reabilitado; d) Exercer efetivamente a advocacia há, no mínimo: - 03 (três) anos, para cargos de Conselheiro Seccional e das Subseções; - 05 (cinco) anos, para os demais cargos. (Alteraçãotrazida pela Lei no 13.879, de 20/09/2019) 04. Quais os órgãos que compõem a Ordem dos Advogados do Brasil? Caracterize-os. Art. 45. São órgãos da OAB: I - o Conselho Federal; (O Conselho Federal, dotado de personalidade jurídica própria, com sede na capital da República, é o órgão supremo da OAB.) II - os Conselhos Seccionais; (Os Conselhos Seccionais, dotados de personalidade jurídica própria, têm jurisdição sobre os respectivos territórios dos Estados- membros, do Distrito Federal e dos Territórios.) III - as Subseções; (As Subseções são partes autônomas do Conselho Seccional, na forma desta lei e de seu ato constitutivo.) IV - as Caixas de Assistência dos Advogados. (As Caixas de Assistência dos Advogados, dotadas de personalidade jurídica própria, são criadas pelos Conselhos Seccionais, quando estes contarem com mais de mil e quinhentos inscritos.) 05. Qual a composição do Conselho Federal da OAB? A diretoria do Conselho Federal é composta de um Presidente, de um Vice- Presidente, de um Secretário-Geral, de um Secretário-Geral Adjunto e de um Tesoureiro.