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ÉTICA - AV2 REVISÃO 
 
AULA 03 Atividade da advocacia 
AULA 04 Inscrição dos advogados 
AULA 05 Sociedade e advogado empregado 
AULA 06 Honorários advocatícios 
AULA 07 Impedimentos e incompatibilidades 
AULA 08 Infrações e sanções penais 
 
AULA 03 - Atividade da advocacia 
 
Além disso, o artigo 133 da CF/88 dispõe que o advogado é indispensável à administração 
da justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos 
limites da lei. 
De acordo com o artigo 2º do CED-OAB, o advogado, além de ser indispensável à 
administração da Justiça, é defensor do Estado Democrático de Direito, dos direitos 
humanos e garantias fundamentais, da cidadania, da moralidade, da Justiça e da 
paz social, cumprindo-lhe exercer o seu ministério em consonância com a sua elevada 
função pública e com os valores que lhe são inerentes. O advogado presta serviço público e 
exerce função social. 
atividade privativa da advocacia: a postulação em órgãos do Poder Judiciário e 
juizados especiais, a prestação de consultoria, assessoria e direção jurídica. 
OBS 1: Não se inclui na atividade privativa de advocacia a impetração de habeas 
corpus em qualquer instância ou tribunal. 
OBS 2:A existência do instituto do jus postulandi perante a Justiça Trabalhista, 
na qual os empregados e os empregadores poderão reclamar pessoalmente 
perante a Justiça do Trabalho e acompanhar as suas reclamações até o final. 
Todas as atividades desempenhadas pelo advogado devem ser entendidas como múnus 
público, como função pública voltada ao interesse social que atinge toda a sociedade. 
O exercício da advocacia é incompatível com qualquer procedimento de 
mercantilização (art. 5º, CED-OAB), bem como que é vedado o oferecimento de 
serviços profissionais que implique, direta ou indiretamente, em angariar ou captar 
clientela (art. 7º, CED-OAB). 
 É vedada a divulgação de advocacia em conjunto com outra atividade 
Considera-se efetivo o exercício da atividade de advocacia a participação anual 
mínima em 5 (cinco) atos privativos de advogado, em causas ou questões 
distintas. 
Considera-se efetivo o exercício da atividade de advocacia a participação anual 
mínima em 5 (cinco) atos privativos de advogado, em causas ou questões distintas. 
Os atos privativos de advogado praticados por pessoa não inscrita na OAB, bem como os 
praticados por advogado impedido, no âmbito do seu impedimento, suspenso, 
licenciado ou que exerça atividade incompatível com a advocacia, serão NULOS. 
 
 
NULIDADE: 
1- Pessoa não inscrita na OAB 
2- Advogado impedido, suspenso, licenciado ou exercendo atividade incompatível. 
 
Nada impede que o advogado RENUNCIE ao mandato, de acordo com a sua conveniência, 
sem menção do motivo que determinou a renúncia, exigindo-se apenas que continue 
representando o mandante durante 10 (dez) dias, contados da notificação da renúncia, salvo 
se for substituído antes do término desse prazo, sendo que cessará, após o decurso 
desse prazo, a responsabilidade profissional pelo acompanhamento da causa. 
Outra forma de encerrar o mandato é mediante a REVOGAÇÃO pela vontade do cliente, 
que não o desobriga do pagamento das verbas honorárias contratadas, assim 
como não retira o direito do advogado de receber o quanto lhe seja devido em 
eventual verba honorária de sucumbência, calculada proporcionalmente em face do 
serviço efetivamente prestado. 
 
 AULA 04 - Inscrição dos advogados 
EOAB 
Capítulo III 
 Da Inscrição 
 Art. 8º. 
 Para inscrição como advogado é necessário: 
 I – capacidade civil; 
 II – diploma ou certidão de graduação em direito, obtido em instituição de ensino 
oficialmente autorizada e credenciada; 
 III – título de eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro; 
 IV – aprovação em Exame de Ordem; 
 V – não exercer atividade incompatível com a advocacia; 
 VI – idoneidade moral; 
 VII – prestar compromisso perante o conselho 
 
Capacidade: 1- Pessoa natural, ao nascer com vida, adquire personalidade jurídica, de 
acordo com o artigo 2º do Código Civil: “A personalidade civil da pessoa começa do 
nascimento com vida, mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro”. 
 
A inscrição principal do advogado deve ser feita no Conselho Seccional em cujo 
território o advogado pretende estabelecer o seu domicílio profissional, entendendo-se 
como domicílio a sede principal de advocacia. Em caso de dúvida, prevalece o domicílio da 
pessoa física do advogado (art. 10, EOAB). 
OBS: A atuação do advogado não fica restrita ao território de seu domicílio 
profissional, já que pode atuar em outros territórios, exigindo-se apenas a 
realização de inscrição suplementar nos Conselhos Seccionais quando a 
intervenção judicial exceder de 5 (cinco) causas por ano.Por outro lado, no caso 
de mudança efetiva de domicílio profissional para outra unidade federativa, o 
advogado deve requerer a transferência de sua inscrição para o Conselho 
Seccional correspondente, sendo que o Conselho Seccional deve suspender o 
pedido de transferência ou de inscrição suplementar ao verificar a existência de 
vício ou ilegalidade na inscrição principal, contra ela representando ao 
Conselho Federal 
 
Cancelamento da inscrição: 
1- Quando o advogado requerer 
2- Sofrer penalidade de exclusão 
3- Falecer 
4- Passar a exercer, em caráter DEFINITIVO, atividade incompatível com a advocacia. 
5- Perder qualquer um dos requisitos necessários para a inscrição 
*Apesar do cancelamento, poderá ser feito novo pedido de inscrição que não restaura o 
número de inscrição anterior. 
 
Licenciamento (Ficará desobrigado do pagamento da anuidade, se assim 
requerer) 
1- Assim o requerer, por motivo justificado 
2- Passar a exercer, em caráter temporário, atividade incompatível com o exercício da 
advocacia 
3- Sofrer doença mental considerada curável 
 
→ Estagiário: 
Segundo o artigo 29 do Regulamento Geral do Estatuto da OAB, os atos de advocacia, 
previstos no art. 1º do Estatuto, podem ser subscritos por estagiário inscrito na OAB, em 
conjunto com o advogado ou o defensor público. 
De outra parte, o estagiário inscrito na OAB pode praticar isoladamente os seguintes atos, 
sob a responsabilidade do advogado (art. 29, §1º, do Regulamento Geral): 
 • retirar e devolver autos em cartório, assinando a respectiva carga; 
 • obter junto aos escrivães e chefes de secretarias certidões de peças ou autos de 
processos em curso ou findos; 
 • assinar petições de juntada de documentos a processos judiciais ou administrativos. 
 
A INSCRIÇÃO do estagiário é feita no Conselho Seccional em cujo território se localize 
seu curso jurídico, sendo necessário, para a inscrição, o preenchimento dos seguintes 
requisitos 
I – capacidade civil; 
II – título de eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro; 
III – não exercer atividade incompatível com a advocacia; 
IV – idoneidade moral; 
VII – prestar compromisso perante o Conselho; 
VIII – ter sido admitido em estágio profissional de advocacia 
*OBS: Caso o aluno exerça atividade incompatível com a advocacia, pode frequentar o 
estágio para fins de aprendizagem. 
 
AULA 05 - Sociedade e advogado empregado 
 
Sociedade de advogados: O desempenho das atividades do advogado poderá ocorrer de 
forma individual ou por meio de sociedade de advogados. A sociedade é uma espécie de 
corporação, dotada de personalidade jurídica, instituída por meio de um contrato social, 
com a finalidade de exercer atividade econômica e partilhar lucros. 
OAB: ENTIDADE SUI GENERIS, ou seja, um serviço público independente de 
categoria ímpar no elenco das personalidades jurídicas no direito brasileiro. 
Nos termos do artigo 37 do Regulamento Geral do Estatuto da OAB, os advogados podem 
constituir sociedade simples, unipessoal ou pluripessoal, de prestação de serviços de 
advocacia, a qual deve ser regularmente registrada no Conselho Seccional da OAB em cuja 
base territorial tiver sede. De acordo com o artigo 16, § 3º, EOAB, é proibido o registro, nos 
cartóriosde registro civil de pessoas jurídicas e nas juntas comerciais, de sociedade que 
inclua, entre outras finalidades, a atividade de advocacia. 
 
OBS: Manter sociedade profissional fora das normas e preceitos estabelecidos 
no Estatuto da OAB caracteriza infração disciplinar. 
 
Nenhum advogado pode integrar mais de uma sociedade de advogados, constituir mais de 
uma sociedade unipessoal de advocacia, ou integrar, simultaneamente, uma sociedade de 
advogados e uma sociedade unipessoal de advocacia com sede ou filial na mesma área 
territorial do respectivo Conselho Seccional (art. 15, § 4º, do Estatuto da OAB). 
o Estatuto autoriza a criação de filiais e a atuação dos advogados em áreas de outro Conselho 
Seccional, sendo que o ato de constituição de filial deve ser averbado no registro da 
sociedade e arquivado no Conselho Seccional onde se instalar, ficando os sócios, inclusive o 
titular da sociedade unipessoal de advocacia, obrigados à inscrição suplementar (art. 15, 
§ 5º, EOAB). 
Em obediência ao princípio da confiança recíproca entre advogado e cliente, bem como em 
decorrência do sigilo profissional, os advogados sócios de uma mesma sociedade 
profissional, ou reunidos em caráter permanente para cooperação recíproca, não podem 
representar, em juízo ou fora dele, clientes de interesses opostos, nos termos do artigo 15, 
§ 6º c/c artigo 19, do Código de Ética e Disciplina da OAB. 
 
O impedimento ou a incompatibilidade em caráter temporário do advogado não o 
exclui da sociedade de advogados à qual pertença, mas deve ser averbado no registro da 
sociedade, sendo proibida, em qualquer hipótese, a exploração de seu nome e de sua imagem 
em favor da sociedade (art. 16, § 2º, EOAB – Redação dada pela Lei n. 14.365, de 2022). A 
Lei n. 14.365, de 02 de junho de 2022 incluiu a possibilidade de o advogado associar- 
-se a uma ou mais sociedades de advogados ou sociedades unipessoais de 
advocacia, sem que estejam presentes os requisitos legais de vínculo empregatício, para 
prestação de serviços e participação nos resultados, na forma do Regulamento Geral e de 
Provimentos do Conselho Federal da OAB. Por meio de pactuação de contrato 
próprio 
 
Por sua vez, a sociedade, os sócios, bem como o titular da sociedade individual de advocacia 
respondem subsidiária e ilimitadamente pelos danos causados, nas hipóteses de dolo ou 
culpa e por ação ou omissão no exercício da advocacia, sem prejuízo das sanções 
disciplinares (art. 17 do Estatuto da OAB c/c art. 40 do Regulamento Geral) 
A sociedade pode associar-se com advogados, sem vínculo de emprego, para participação 
nos resultados, desde que os contratos firmados sejam averbados no registro da sociedade de 
advogados (art. 39 do Regulamento Geral). Nesse sentido, a Lei n. 14.365, de 02 de junho de 
2022 incluiu a previsão de que não será admitida a averbação do contrato de 
associação que contenha, em conjunto, os elementos caracterizadores de relação de 
emprego previstos na Consolidação das Leis do Trabalho – CLT (art. 15, § 11, 
EOAB). 
A associação ocorrerá por meio de pactuação de contrato próprio, que poderá ser de caráter 
geral ou restringir-se a determinada causa ou trabalho e que deverá ser registrado no 
Conselho Seccional da OAB em cuja base territorial tiver sede a sociedade de advogados que 
dele tomar parte. 
 
Advogado empregado: 
O vínculo empregatício do advogado exige os mesmos elementos fático-jurídicos 
estabelecidos para a constituição da relação de trabalho comum, trazidos na Consolidação 
das Leis do Trabalho: 
 CLT Art. 3º – Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza 
não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário. 
Além do mais, nas causas em que for parte o empregador, ou pessoa por este representada, 
os honorários de sucumbência são devidos aos advogados empregados. Caso os honorários 
de sucumbência sejam percebidos por advogado empregado de sociedade de advogados, 
esses serão partilhados entre ele e a empregadora (art. 21, caput e parágrafo único, do 
Estatuto da OAB). 
 
AULA 06 - Honorários advocatícios 
 
Os honorários advocatícios são a contraprestação devida aos advogados pela prestação 
de seus serviços profissionais, os quais são fixados pelo profissional, observando-se o 
mínimo estabelecido na tabela de honorários do respectivo Conselho Seccional da OAB, sob 
pena de caracterizar-se aviltamento (depreciação) de honorários 
Na hipótese de encerramento da relação contratual com o cliente o advogado mantém o 
direito aos honorários proporcionais ao trabalho realizado nos processos judiciais e 
administrativos em que tenha atuado, nos exatos termos do contrato celebrado, inclusive em 
relação aos eventos de sucesso que porventura venham a ocorrer após o encerramento da 
relação contratual, salvo renúncia expressa do advogado aos honorários 
pactuados. Entretanto, cuidado: o distrato e a rescisão do contrato de prestação de serviços 
advocatícios, mesmo que formalmente celebrados, não configuram renúncia expressa aos 
honorários pactuados (art. 24, §§ 5º e 6º, EOAB/incluído no Estatuto pela Lei n. 14.365, de 
02 de junho de 2022) 
Por outro lado, nos termos do art. 22, § 2º, do Estatuto da OAB, na falta de estipulação ou de 
acordo, os honorários serão fixados por arbitramento judicial, sendo que a remuneração 
deverá ser compatível com o trabalho e o valor econômico da questão, observando-se ainda, 
obrigatoriamente, os regramentos do Código de Processo Civil no mínimo 10% e o máximo 
20%. 
 
OBS: Segundo o § 1º do artigo 22 do EOAB, o advogado, quando indicado para 
patrocinar causa de juridicamente necessitado, no caso de impossibilidade da 
Defensoria Pública, tem direito aos honorários fixados pelo juiz, segundo 
tabela organizada pelo Conselho Seccional da OAB, e pagos pelo Estado. Aqui, 
cuida-se da conhecida defensoria dativa, que decorre do dever constitucional 
do Estado de prestar assistência jurídica integral e gratuita aos que 
comprovarem insuficiência de recursos (art. 5º, inciso LXXIV, CF/88) Devemos 
destacar que o novo Código de Processo Civil, em seu artigo 85, § 19, garante que os 
advogados públicos perceberão honorários de sucumbência, nos termos da lei. 
 
Na hipótese de falecimento ou incapacidade civil do advogado, os honorários de 
sucumbência, proporcionais ao trabalho realizado, são recebidos por seus 
sucessores ou representantes legais (art. 24, § 2º, EOAB). 
 
AULA 07 - Impedimentos e incompatibilidades 
 
Incompatibilidades: PROIBIÇÃO TOTAL DO EXERCÍCIO DA ADVOCACIA 
(TEMP OU PERMANENTE) INSCRIÇÃO CANCELADA 
No entanto, o Estatuto da OAB prevê algumas situações em que a liberdade de atuação é 
relativizada e os advogados ficam proibidos, total ou parcialmente, de desempenhar seu 
ministério. As hipóteses trazidas pelo Estatuto são taxativas, uma vez que estamos diante 
de situações que limitam o exercício de um direito fundamental, bem como tendo em vista 
que os conceitos genéricos e a criação de situações de impedimento e incompatibilidades por 
meio de interpretações subjetivas afronta diretamente o princípio da reserva legal. 
 
OBS: nenhuma forma de captação de clientela é admitida pelo Estatuto da OAB. 
 
Quando o profissional passa a exercer, em caráter DEFINITIVO, atividade incompatível 
com a advocacia terá sua inscrição CANCELADA. E apesar do cancelamento, poderá 
ser feito novo pedido de inscrição, que não restaura o número de inscrição 
anterior e ao interessado cabe a prova dos requisitos da capacidade civil – art. 
8º, inciso I, do não desempenho de atividade incompatível – inciso V, de 
idoneidade moral – inciso VI, além prestar novamente compromisso perante o 
Conselho – inciso VII (art. 11 do Estatuto da OAB) 
 
Poderá licenciar-se o profissional que passar a exercer, em caráter temporário, atividade 
incompatível com o exercício da advocacia (art. 12, inciso II, do Estatuto da OAB). 
Durante o período em que o advogado estiver licenciado ficará desobrigado do 
pagamento das anuidades, se assim expressamenterequerer, conforme entendimento 
pacificado do Conselho Federal da OAB (Súmula n. 03/2012/COP). A incompatibilidade 
refere-se ao cargo, de modo que mesmo que o ocupante do cargo ou função deixe de 
exercê-lo temporariamente a incompatibilidade permanece (art. 28, § 1º, do Estatuto da 
OAB). . A incompatibilidade apenas cessa quando deixar o cargo por motivo de 
aposentadoria, morte, renúncia ou exoneração. 
 
Conforme o artigo 28 do Estatuto da OAB, a advocacia é INCOMPATÍVEL, mesmo em 
causa própria, com as seguintes atividades: 
 • I – chefe do Poder Executivo e membros da Mesa do Poder Legislativo e seus substitutos 
legais; 
• II – membros de órgãos do Poder Judiciário, do Ministério Público, dos tribunais e 
conselhos de contas, dos juizados especiais, da justiça de paz, juízes classistas, bem 
como de todos os que exerçam função de julgamento em órgãos de deliberação coletiva da 
Administração Pública direta e indireta;. 
 
OBS: a vedação do exercício da advocacia por juízes no juízo ou tribunal do qual 
se afastou, antes de decorridos três anos do afastamento do cargo por 
aposentadoria ou exoneração, também conhecida como “quarentena” dos 
juízes (art. 95, parágrafo único, inciso V, CF/1988). 
OBS: os servidores efetivos, comissionados ou postos à disposição dos 
Ministérios Públicos estaduais e da União, ou por estes requisitados, são 
proibidos de exercer a advocacia 
 
• III – ocupantes de cargos ou funções de direção em Órgãos da Administração Pública direta 
ou indireta, em suas fundações e em suas empresas controladas ou concessionárias de 
serviço público; 
No caso, a incompatibilidade visa cargos ou funções com poder de decisão 
relevante sobre interesse de terceiro, já que o § 2º do artigo 28 do Estatuto da 
OAB traz que não se incluem nessa hipótese os que não detenham poder de 
decisão relevante sobre interesses de terceiro, a juízo do conselho competente 
da OAB, bem como a administração acadêmica diretamente relacionada ao 
magistério jurídico 
 
• IV – ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a qualquer órgão 
do Poder Judiciário e os que exercem serviços notariais e de registro; 
Segundo o artigo 149 do Código de Processo Civil, são auxiliares da Justiça, além de outros 
cujas atribuições sejam determinadas pelas normas de organização judiciária o escrivão, o 
chefe de secretaria, o oficial de justiça, o perito, o depositário, o administrador, o intérprete, 
o tradutor, o mediador, o conciliador judicial, o partidor, o distribuidor, o contabilista e o 
regulador de avarias 
 
• V – ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a atividade policial 
de qualquer natureza; 
A incompatibilidade do inciso não deve ser interpretada de forma restritiva. 
Aqui, devemos considerar toda a categoria policial, ou seja, todos os que 
prestam serviços de apoio à segurança pública, não apenas os policiais 
 
• VI – militares de qualquer natureza, na ativa; 
Atente-se ao fato de que a incompatibilidade somente será afastada para o 
exercício da advocacia em causa própria, estritamente para fins de defesa e 
tutela de direitos pessoais e desde que o profissional possua inscrição especial 
na OAB, sendo vedada sua participação em sociedade de advogados. Ademais, 
friso que a inscrição especial deve constar no documento profissional de 
registro na OAB e não isenta o profissional do pagamento da contribuição 
anual, de multas e de preços de serviços devidos à OAB, porém é vedada a 
cobrança em valor superior ao exigido para os demais membros. 
 
• VII – ocupantes de cargos ou funções que tenham competência de lançamento, arrecadação 
ou fiscalização de tributos e contribuições parafiscais; 
• VIII – ocupantes de funções de direção e gerência em instituições financeiras, inclusive 
privadas; 
Desse modo, tendo em vista que quando o profissional passa a exercer, em 
caráter definitivo, atividade incompatível com a advocacia terá sua inscrição 
cancelada, conclui-se que o desempenho de atividades incompatíveis enseja a 
perda do cargo exercido perante os órgãos da OAB. 
 
Impedimentos: Proibição PARCIAL 
O profissional que passar a exercer, em caráter temporário, atividade incompatível poderá 
licenciar-se do exercício da advocacia (art. 12, inciso II, do Estatuto da OAB). 
 
Conforme o artigo 30 do Estatuto da OAB, são IMPEDIDOS de exercer a 
advocacia: 
 
 • I – os servidores da administração direta, indireta e fundacional, contra a Fazenda Pública 
que os remunere ou à qual seja vinculada a entidade empregadora; Parágrafo único. Não se 
incluem nas hipóteses do inciso I os docentes dos cursos jurídicos. 
OBS: É importante destacar, que o impedimento se mantém mesmo após a 
aposentadoria do servidor, considerando que o vínculo remuneratório com a 
Administração Pública permanece. 
 
• II – os membros do Poder Legislativo, em seus diferentes níveis, contra ou a favor das 
pessoas jurídicas de direito público, empresas públicas, sociedades de economia mista, 
fundações públicas, entidades paraestatais ou empresas concessionárias ou permissionárias 
de serviço público. 
 
OBS: os juízes eleitorais oriundos da classe dos advogados estão impedidos de advogar 
contra a Fazenda Pública federal e perante a própria justiça eleitoral. Além disso, 
apenas reforço que o os juízes leigos dos Juizados Especiais, considerados auxiliares 
da Justiça, também foram excepcionados da modalidade de incompatibilidade prevista 
no artigo 28, inciso II, do Estatuto da OAB, permanecendo o impedimento perante os 
Juizados Especiais enquanto durar o desempenho de suas funções, nos termos o 
artigo 7º, parágrafo único, da Lei n. 9.099/1995. Outro caso especial, agora trazido pelo 
Código de Processo Civil, refere-se aos advogados que atuam como conciliadores e 
mediadores judiciais, que estarão impedidos de exercer a advocacia nos juízos em que 
desempenhem suas funções (art. 167, § 5º, do CPC). Ainda, ficam igualmente 
impedidos, pelo prazo de 1 (um) ano, contado do término da última audiência em 
que atuaram, de assessorar, representar ou patrocinar qualquer das partes (art. 172, CPC). 
Ademais, o Código de Ética e Disciplina da OAB, em seu artigo 33 prevê hipótese de 
impedimento em que o advogado enquanto exercer cargos ou funções em órgãos 
da OAB ou tiver acesso, em qualquer condição, nos seus Conselhos, não poderá, salvo em 
causa própria, atuar em processos que tramitem perante a entidade, nem oferecer 
pareceres destinados a instruí-los. 
 
AULA 08 - Infrações e sanções penais 
Infrações: o Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil elencou um rol taxativo de 
situações que não devem ser praticadas pelos advogados, sob pena de cometerem infrações 
disciplinares. 
Por sua vez, quem induzir ou manter alguém em erro referente a sua falsa condição de 
advogado sujeitar-se-á as penas do crime de estelionato, previsto no artigo 171 do Código 
Penal, além de incidir na infração penal do artigo 47 da Lei de Contravenções Penais 
caracterizada pelo exercício ilegal da profissão. 
Ademais, o Regulamento Geral da OAB acrescenta que a prática de atos privativos de 
advocacia por profissionais e sociedades não inscritos na OAB constitui exercício ilegal 
da profissão. E, ainda, é defeso (proibido) ao advogado prestar serviços de assessoria e 
consultoria jurídicas para terceiros em sociedades que não possam ser registradas na OAB 
(art. 4º). 
1. Exercer a Profissão, quando Impedido de Fazê-Lo, ou Facilitar, por qualquer 
Meio, o seu Exercício aos não Inscritos, Proibidos ou Impedidos (Inciso I) 
2. Manter Sociedade Profissional Fora das Normas e Preceitos Estabelecidos 
nesta Lei (Inciso II) 
É vedada a inclusão, no quadro societário da sociedade de advogados, de pessoa sem 
inscrição na OAB ou que exerça atividade incompatível com a advocacia, bem como associar 
a sociedade a outra atividade diversa, por exemplo: contabilidade, corretora de imóveis etc. 
De todo modo, é essencial que as sociedades profissionais observem as normas e preceitos 
estabelecidos no Estatutoda OAB, no Regulamento Geral da OAB, bem como nos 
Provimentos do Conselho Federal. Caso contrário, os advogados estarão sujeitos às 
penalidades da infração disciplinar. 
3. Valer-se de Agenciador de Causas, Mediante Participação nos Honorários a 
Receber (Inciso III) 
A simples indicação do advogado ou da sociedade de advogados feita por pessoa comum não 
configura a prática da infração trazida acima, já que é elementar o recebimento de vantagem 
pecuniária por parte do agenciador. O agenciador poderá atuar de diversas maneiras, seja 
por meio de panfletagem ou da publicidade feita em palestras e reuniões sindicais, por 
exemplo. 
4. Angariar ou Captar Causas, com ou sem a Intervenção de Terceiros (Inciso 
IV) 
O advogado não pode oferecer seus serviços como se fosse uma mercadoria, prometendo 
resultados e oferecendo um produto final. Lembre-se, a publicidade profissional deve possuir 
caráter meramente informativo, primando pela discrição e sobriedade (art. 39, CED-OAB). 
5. Assinar qualquer Escrito Destinado a Processo Judicial ou para Fim 
Extrajudicial que não Tenha Feito, ou em que não Tenha Colaborado (Inciso V) 
6. Advogar contra Literal Disposição de Lei, Presumindo-se a Boa Fé quando 
Fundamentado na Inconstitucionalidade, na Injustiça da Lei ou em 
Pronunciamento Judicial Anterior (Inciso VI) 
7. Violar, sem Justa Causa, Sigilo Profissional (Inciso VII) 
8. Estabelecer Entendimento com a Parte Adversa sem Autorização do Cliente 
ou Ciência do Advogado Contrário (Inciso VI 
9. Prejudicar, por Culpa Grave, Interesse Confiado ao seu Patrocínio (Inciso IX) 
O advogado não poderá ser responsabilizado por perder uma demanda se para o deslinde o 
processo se empenhou, inexistindo erro inescusável. De todo modo, segundo o artigo 32 do 
Estatuto da OAB, o advogado é responsável pelos atos que, no exercício profissional, praticar 
com dolo ou culpa. 
10. Acarretar, Conscientemente, por Ato Próprio, a Anulação ou a Nulidade do 
Processo em que Funcione (Inciso X) 
A infração do inciso requer um dolo direcionado, mesmo que seja por omissão, consciente e 
voluntária, do procurador. 
11. Abandonar a Causa sem Justo Motivo ou Antes de Decorridos Dez Dias da 
Comunicação da Renúncia (Inciso XI) 
Nada impede, todavia, que o advogado renuncie ao mandato, de acordo com a sua 
conveniência, sem menção do motivo que determinou a renúncia, exigindo-se, apenas, que 
continue representando o mandante durante 10 (dez) dias, contados da notificação da 
renúncia, salvo se for substituído antes do término desse prazo, sendo que cessará, após o 
decurso desse prazo, a responsabilidade profissional pelo acompanhamento da causa (art. 
5º, § 3º, do Estatuto da OAB). 
12. Recusar-se a Prestar, sem Justo Motivo, Assistência Jurídica, quando 
Nomeado em Virtude de Impossibilidade da Defensoria Pública (Inciso XII) 
13. Fazer Publicar na Imprensa, Desnecessária e Habitualmente, Alegações 
Forenses ou Relativas a Causas Pendentes (Inciso XIII) 
14. Deturpar o Teor de Dispositivo de Lei, de Citação Doutrinária ou de Julgado, 
Bem como de Depoimentos, Documentos e Alegações da Parte Contrária, para 
Confundir o Adversário ou Iludir o Juiz da Causa (Inciso XIV) 
15. Fazer, em Nome do Constituinte, sem Autorização Escrita Deste, Imputação 
a Terceiro de Fato Definido como Crime (Inciso XV) 
16. Deixar de Cumprir, no Prazo Estabelecido, Determinação Emanada do 
Órgão ou de Autoridade da Ordem, em Matéria da Competência desta, Depois 
de Regularmente Notificado (Inciso XVI) 
São órgãos da OAB (art. 45 do Estatuto da OAB): 
• o Conselho Federal; 
• os Conselhos Seccionais; 
• as Subseções; e 
• as Caixas de Assistência dos Advogados. 
17. Prestar Concurso a Clientes ou a Terceiros para Realização de Ato Contrário 
à Lei ou Destinado a Fraudá-la (Inciso XVII) 
18. Solicitar ou Receber de Constituinte qualquer Importância para Aplicação 
Ilícita ou Desonesta (Inciso XVIII) 
19. Receber Valores, da Parte Contrária ou de Terceiro, Relacionados com o 
Objeto do Mandato, sem Expressa Autorização do Constituinte (Inciso XIX) 
20 - Locupletar-se, por qualquer Forma, à Custa do Cliente ou da Parte Adversa, 
por si ou Interposta Pessoa (Inciso XX) 
O significado de locupletar é enriquecer, tornar-se rico (Michaelis). Nesse contexto, o 
locupletamento é ilícito, pois o advogado, pessoalmente ou por intermédio de terceira 
pessoa, enriquece às custas de seu cliente ou da parte contrária. 
21. Recusar-se, Injustificadamente, a Prestar Contas ao Cliente de Quantias 
Recebidas dele ou de Terceiros por Conta dele (Inciso XXI) 
22. Reter, Abusivamente, ou Extraviar Autos Recebidos com Vista ou em 
Confiança (Inciso XXII) 
23. Deixar de Pagar as Contribuições, Multas e Preços de Serviços Devidos à 
OAB, Depois de Regularmente Notificado a Fazê-lo (Inciso XXIII) 
24. Incidirem Erros Reiterados que Evidenciem Inépcia Profissional (Inciso 
XXIV) 
25. Manter Conduta Incompatível com a Advocacia (Inciso XXV) 
26. Fazer Falsa Prova de Qualquer dos Requisitos para Inscrição na OAB 
(Inciso XXVI) 
27. Tornar-se Moralmente Inidôneo para o Exercício da Advocacia (Inciso 
XXVII) 
28. Praticar Crime Infamante (Inciso XXVIII) 
29. Praticar, o Estagiário, Ato Excedente de sua Habilitação (Inciso XXIX) 
 
Sanções disciplinares: A finalidade do Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil em 
elencar um rol taxativo de condutas que não devem ser praticadas pelos advogados, sob pena 
de cometerem infrações disciplinares, é buscar a observância dos mandamentos éticos e 
disciplinares pelos profissionais, reprimindo em caráter pedagógico condutas que se 
dissociam da função social e da dignidade da advocacia. 
CENSURA, SUSPENSÃO, EXCLUSÃO E MULTA. 
1. Censura 
A censura pode ser convertida em advertência, em ofício reservado, sem registro nos 
assentamentos do inscrito, quando presente circunstância atenuante. 
*Causas atenuantes: 
I – falta cometida na defesa de prerrogativa profissional; 
II – ausência de punição disciplinar anterior; 
III – exercício assíduo e proficiente de mandato ou cargo em qualquer órgão da 
OAB; IV – prestação de relevantes serviços à advocacia ou à causa pública. 
 
I – exercer a profissão, quando impedido de fazê-lo, ou facilitar, por qualquer meio, o seu 
exercício 
aos não inscritos, proibidos ou impedidos; 
II – manter sociedade profissional fora das normas e preceitos estabelecidos nesta lei; 
III – valer-se de agenciador de causas, mediante participação nos honorários a receber; 
IV – angariar ou captar causas, com ou sem a intervenção de terceiros; 
V – assinar qualquer escrito destinado a processo judicial ou para fim extrajudicial que não 
tenha 
feito, ou em que não tenha colaborado; 
VI – advogar contra literal disposição de lei, presumindo-se a boa-fé quando fundamentado 
na inconstitucionalidade, na injustiça da lei ou em pronunciamento judicial anterior; 
VII – violar, sem justa causa, sigilo profissional; 
VIII – estabelecer entendimento com a parte adversa sem autorização do cliente ou ciência 
do advogado contrário; 
IX – prejudicar, por culpa grave, interesse confiado ao seu patrocínio; 
X – acarretar, conscientemente, por ato próprio, a anulação ou a nulidade do processo em 
que funcione; 
XI – abandonar a causa sem justo motivo ou antes de decorridos dez dias da comunicação da 
renúncia; 
XII – recusar-se a prestar, sem justo motivo, assistência jurídica, quando nomeado em 
virtude de 
impossibilidade da Defensoria Pública; 
XIII – fazer publicar na imprensa, desnecessária e habitualmente, alegações forenses ou 
relativas a 
causas pendentes; 
XIV – deturpar o teor de dispositivo de lei, de citação doutrinária ou de julgado, bem como 
de depoimentos, documentos e alegações da parte contrária, para confundir o adversário ou 
iludir o juiz da causa; 
XV – fazer, em nome do constituinte, sem autorização escrita deste, imputação a terceiro de 
fato 
definido como crime; 
XVI – deixar de cumprir, no prazo estabelecido, determinação emanada do órgão ou de 
autoridade 
da Ordem, em matéria da competência desta,depois de regularmente notificado; 
[...] 
XXIX – praticar, o estagiário, ato excedente de sua habilitação. 
 
2. Suspensão 
a suspensão será aplicada nos casos de reincidência em infração disciplinar, bem como no 
caso das infrações definidas nos incisos XVII a XXV do art. 34, quais sejam: 
XVII – prestar concurso a clientes ou a terceiros para realização de ato contrário à lei ou 
destinado 
a fraudá-la; 
XVIII – solicitar ou receber de constituinte qualquer importância para aplicação ilícita ou 
desonesta; 
XIX – receber valores, da parte contrária ou de terceiro, relacionados com o objeto do 
mandato, sem 
expressa autorização do constituinte; 
XX – locupletar-se, por qualquer forma, à custa do cliente ou da parte adversa, por si ou 
interposta pessoa; 
XXI – recusar-se, injustificadamente, a prestar contas ao cliente de quantias recebidas dele 
ou de 
terceiros por conta dele; 
XXII – reter, abusivamente, ou extraviar autos recebidos com vista ou em confiança; 
XXIII – deixar de pagar as contribuições, multas e preços de serviços devidos à OAB, depois 
de regularmente notificado a fazê-lo; 
XXIV – incidir em erros reiterados que evidenciem inépcia profissional; 
XXV – manter conduta incompatível com a advocacia; 
A penalidade de suspensão acarreta ao infrator a interdição do exercício 
profissional, em todo o território nacional, pelo prazo de 30 (trinta) dias a 12 
(doze) meses, de acordo com os critérios de individualização: antecedentes 
profissionais do inscrito, atenuantes, grau de culpa por ele revelada, 
circunstâncias e consequências da infração. 
 
3. Exclusão 
De acordo com o artigo 38 do Estatuto da OAB, a exclusão será aplicada nos casos de 
aplicação por 3 (três) vezes da penalidade de suspensão, bem como nos casos de 
infrações definidas nos incisos XXVI a XXVIII do art. 34, vejamos: 
Art. 34. 
XXVI – fazer falsa prova de qualquer dos requisitos para inscrição na OAB; 
XXVII – tornar-se moralmente inidôneo para o exercício da advocacia; 
XXVIII – praticar crime infamante; 
Para a aplicação da sanção disciplinar de exclusão, é necessária a manifestação 
favorável de dois terços dos membros do Conselho Seccional competente (art. 
38, parágrafo único, EOAB). Lembre-se que se forem aplicadas as sanções 
disciplinares de suspensão ou exclusão o profissional ficará impedido de 
exercer o mandato profissional, nos termos do artigo 42 do EOAB. 
 
4. Multa 
De acordo com o artigo 39 do Estatuto da OAB, a penalidade de multa, variável entre o 
mínimo correspondente ao valor de uma anuidade e o máximo de seu décuplo, é aplicável 
cumulativamente com a censura ou suspensão, em havendo circunstâncias agravantes. 
 
5. Reabilitação 
Sabemos que no Brasil não são admitidas penas de caráter perpétuo, conforme determina a 
Carta Magna (art. 5º, inciso XLVII, alínea b). 
Sendo assim, em consonância com essa garantia fundamental, é permitido ao que tenha 
sofrido qualquer sanção disciplinar requerer a reabilitação, 1 (um) ano após seu 
cumprimento, em face de provas efetivas de bom comportamento (art. 41 do Estatuto da 
OAB). 
Entretanto, caso a sanção disciplinar resulte da prática de crime, o pedido de reabilitação 
depende também da correspondente reabilitação criminal. 
 
6. Prescrição 
Sob a ótica do Estatuto da OAB, a pretensão à punibilidade das infrações disciplinares 
prescreve em 5 (cinco) anos, contados da data da constatação oficial do fato, nos termos do 
artigo 43. Ademais, aplica-se a prescrição a todo processo disciplinar paralisado por mais de 
3 (três) anos, pendente de despacho ou julgamento, devendo ser arquivado de ofício ou a 
requerimento da parte interessada, sem prejuízo de serem apuradas as responsabilidades 
pela paralisação (art. 43, § 1º, do Estatuto da OAB). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
01. De acordo com o entendimento do STF, qual a natureza jurídica da OAB? Explique. 
 
OAB é entidade caracterizada como serviço público, possuindo personalidade 
jurídica própria, razão pela qual não mantém qualquer vínculo de 
subordinação ou funcional com os órgãos da Administração Pública, direta ou 
indireta. A Ordem dos Advogados do Brasil, cujas características são autonomia 
e independência, não pode ser tida como congênere dos demais órgãos de 
fiscalização profissional. 
 
02. Quais as competências do Conselho Federal da OAB previstas na Lei no 8.906/1994? 
 
O Conselho Federal é competente para (art. 54, do Estatuto da OAB): 
I – dar cumprimento efetivo às finalidades da OAB; 
II – representar, em juízo ou fora dele, os interesses coletivos ou individuais dos advogados; 
III – velar pela dignidade, independência, prerrogativas e valorização da advocacia; 
IV – representar, com exclusividade, os advogados brasileiros nos órgãos e eventos 
internacionais da advocacia; 
V – editar e alterar o Regulamento Geral, o Código de Ética e Disciplina, e os Provimentos 
que julgar necessários; 
VI – adotar medidas para assegurar o regular funcionamento dos Conselhos Seccionais; 
VII – intervir nos Conselhos Seccionais, onde e quando constatar grave violação desta lei ou 
do regulamento geral; 
VIII – cassar ou modificar, de ofício ou mediante representação, qualquer ato, de órgão ou 
autoridade da OAB, contrário a esta lei, ao regulamento geral, ao Código de Ética e 
Disciplina, e aos Provimentos, ouvida a autoridade ou o órgão em causa; 
IX – julgar, em grau de recurso, as questões decididas pelos Conselhos Seccionais, nos casos 
previstos neste estatuto e no regulamento geral; 
X – dispor sobre a identificação dos inscritos na OAB e sobre os respectivos símbolos 
privativos; 
XI – apreciar o relatório anual e deliberar sobre o balanço e as contas de sua diretoria; 
XII – homologar ou mandar suprir relatório anual, o balanço e as contas dos Conselhos 
Seccionais; 
XIII – elaborar as listas constitucionalmente previstas, para o preenchimento dos cargos nos 
tribunais judiciários de âmbito nacional ou interestadual, com advogados que estejam em 
pleno exercício da profissão, vedada a inclusão de nome de membro do próprio Conselho ou 
de outro órgão da OAB; 
XIV – ajuizar ação direta de inconstitucionalidade de normas legais e atos normativos, ação 
civil pública, mandado de segurança coletivo, mandado de injunção e demais ações cuja 
legitimação lhe seja outorgada por lei; 
XV – colaborar com o aperfeiçoamento dos cursos jurídicos, e opinar, previamente, nos 
pedidos apresentados aos órgãos competentes para criação, reconhecimento ou 
credenciamento desses cursos; 
XVI – autorizar, pela maioria absoluta das delegações, a oneração ou alienação de seus bens 
imóveis; 
XVII – participar de concursos públicos, nos casos previstos na Constituição e na lei, em 
todas as suas fases, quando tiverem abrangência nacional ou interestadual; 
XVIII – resolver os casos omissos neste estatuto. 
XIX – fiscalizar, acompanhar e definir parâmetros e diretrizes da relação jurídica mantida 
entre advogados e sociedades de advogados ou entre escritório de advogados sócios e 
advogado associado, inclusive no que se refere ao cumprimento dos requisitos norteadores 
da associação sem vínculo empregatício; (Incluído pela Lei n. 14.365, de 2022) 
XX – promover, por intermédio da Câmara de Mediação e Arbitragem, a solução sobre 
questões atinentes à relação entre advogados sócios ou associados e homologar, caso 
necessário, quitações de honorários entre advogados e sociedades de advogados, observado o 
disposto no inciso XXXV do caput do art. 5º da Constituição Federal. (Incluído pela Lei n. 
14.365, de 2022) 
 
03. Quais os requisitos de elegibilidade para cada um dos cargos de direção e conselhos da 
OAB? 
 
São requisitos de elegibilidade para qualquer cargo (art. 63, § 2o): 
a) Situação regular perante a OAB; 
b) Não ocupar cargo exonerável ad nutum; 
c) Não ter sido condenado por infração disciplinar, salvo estando 
reabilitado; 
d) Exercer efetivamente a advocacia há, no mínimo: 
- 03 (três) anos, para cargos de Conselheiro Seccional e das Subseções; 
- 05 (cinco) anos, para os demais cargos. 
(Alteraçãotrazida pela Lei no 13.879, de 20/09/2019) 
 
04. Quais os órgãos que compõem a Ordem dos Advogados do Brasil? Caracterize-os. 
 
Art. 45. São órgãos da OAB: 
I - o Conselho Federal; (O Conselho Federal, dotado de personalidade jurídica 
própria, com sede na capital da República, é o órgão supremo da OAB.) 
II - os Conselhos Seccionais; (Os Conselhos Seccionais, dotados de personalidade 
jurídica própria, têm jurisdição sobre os respectivos territórios dos Estados-
membros, do Distrito Federal e dos Territórios.) 
III - as Subseções; (As Subseções são partes autônomas do Conselho Seccional, na 
forma desta lei e de seu ato constitutivo.) 
IV - as Caixas de Assistência dos Advogados. (As Caixas de Assistência dos Advogados, 
dotadas de personalidade jurídica própria, são criadas pelos Conselhos 
Seccionais, quando estes contarem com mais de mil e quinhentos inscritos.) 
 
05. Qual a composição do Conselho Federal da OAB? 
A diretoria do Conselho Federal é composta de um Presidente, de um Vice-
Presidente, de um Secretário-Geral, de um Secretário-Geral Adjunto e de um 
Tesoureiro.

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