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Bioquímica II

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NADH, mas não é regulada é reversível. Catalisada 8ª Reação 
pela malato desidrogenase. 
 
 
 
 
 
 
Vivian Rocha 
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A principal molécula reguladora do Ciclo de Krebs será o 
, ou seja, a regulação do balanço energético vai comandar o NADH
Ciclo de Krebs. NADH, NAD
+
, ATP, ADP, FAD, FADH2 e Cálcio, 
todas essas moléculas energéticas é que vão regular as três enzimas 
reguláveis do Ciclo Krebs (reação 1, 3 e a 4). A primeira reação é 
inibida por NADH, citrato e por Succinil-CoA. Qual é a lógica que 
vai regular o Ciclo de Krebs? Carga energética e fluxo do Ciclo. 
NADH é carga energética e citrato é fluxo do Ciclo. Altas 
concentrações de NADH inibem o ciclo, isso significa que se o Ciclo 
de Krebs esta rodando rápido e temos muito NADH, o excedente de 
NADH inibe todo o Ciclo, assim os intermediários ficam disponíveis 
para produzir aminoácidos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vivian Rocha 
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Módulo II 
 
AULA 5 - GLICONEOGÊNESE 
A gliconeogênese é uma via que a partir de moléculas produz glicose de três não glicídicas
ou mais carbonos e só ocorre no no . estado de jejum fígado
Sendo um pouco mais preciosista o também faz gliconeogênese, mas somente córtex renal
em um estado de jejum mais prolongado. 
Os organismos unicelulares não fazem gliconeogênese, sendo assim esta é tipicamente vista 
em organismos multicelulares. Em tecidos ou órgãos especializados em sustentar outros órgãos. 
No caso dos mamíferos o fígado e o córtex renal vão produzir glicose com o objetivo de 
 como o sustentar órgãos mais nobres , e as . Esses órgãos iram cérebro sistema nervoso hemácias
prioritariamente metabolizar glicose, no caso das hemácias é exclusivamente glicose. 
Os lipídeos sustentam energeticamente a gliconeogênse com ácidos graxos que são 
quebrados (β-oxidação) produzindo carbonos e isso também gera muito NADH e muito 
para executar a esta via que é cara. FADH2 
A (quebra do glicogênio) e a gliconeogênese ocorrem ao mesmo tempo e com Glicogenólise
o mesmo objetivo no fígado. A diferença é que a glicogenólise é limitada enquanto que a 
gliconeogênese a principio é ilimitada, em termos de quanto ela pode produzir, visto que as 
moléculas que são utilizadas como substratos por ela estão em abundância no organismo. 
Relembrando a glicólise 
Três enzimas da glicólise são irreversíveis e reguladas enquanto que as outras 5 vão ser 
reversíveis e não reguladas, por tanto elas são capazes de fazer a reação de A para B se houver mais 
A e de B para A se houver mais B. 
Então é inteligente utilizar, estas 5 enzimas para não precisar sintetizar outras que fariam a 
mesma reação que estas fazem. 
 As enzimas irreversíveis, sendo assim precisamos de outras Qual é o ponto problemático?
enzimas que façam essa reação ao contrario. 
Enzimas da Gliconeogênese 
 Em parte, porque não é Podemos afirmar que a gliconeogênese é a reversão da glicólise?
uma reversão, pois são utilizadas outras enzimas na gliconeogênese nas etapas que seriam 
irreversíveis da glicólise, mas todas as enzimas reversíveis são utilizadas para ambas as vias. 
Glicose 6-fosfatase 
Faz a reação reversa da . hexoquinase Glicose 6-fosfato retirando o fosfato da Glicose
posição 6 e gerando glicose. 
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Frutose 1,6-bifosfatase 
Faz a reação reversa da . PFK 1 Frutose 1,6-bifosfato retirando o Frutose 6-fosfato
fosfato da posição 1. 
Terceira enzima 
São necessárias várias enzimas para realizar a reação contraria a da enzima piruvato 
. Para fazer a reação quinase piruvato , a molécula de piruvato precisa passar fosfoenolpiruvato
por dento dentro da mitocôndria e voltar. Para realizar este processo precisaremos de pelo menos
duas enzimas e dois transportadores. Um transportador vai levar o piruvato para dentro da 
mitocôndria, a irá transforma-lo em piruvato carboxilase e a partir dele uma enzima oxaloacetato
chamada de irá utilizar um GTP para sintetizar o fosfoenolpiruvato carboxi quinase (PEPCK) 
. PEP
 
Essa é a via mais simples que utiliza apenas duas enzimas, mas às vezes essa reação é 
catalisada por quatro enzimas. 
 
O dessa reação vem do ciclo de Krebs, que neste momento não esta oxaloacetato
funcionando normalmente em função do balanço energético, sendo assim a transformação de 
piruvato em Acetil-CoA esta totalmente bloqueada (alta 
concentração de Acetil-CoA), e o todo piruvato vai ser utilizado 
para sintetizar oxaloacetato. 
A reação que faz a PEPCK sintetizar PEP a partir de 
oxaloacetato pode ocorrer dentro ou fora da mitocôndria. Isso 
porque em mamíferos parte da PEPCK esta dentro da 
. mitocôndria e parte no citosol
Sendo assim temos , duas vias para a produção de PEP
uma já explicada acima onde PEPCK se encontra na mitocôndria 
e a outra onde a PEPCK esta no citosol. 
A faz a reação direta, já a PECK mitocondrial PEPCK 
 precisa que seu substrato citosólica seja oxaloacetato
transportado para o citosol. Essas duas vias não são iguais, visto que não existe um transportador 
para oxaloacetato (se houvesse um as duas vias seriam exatamente iguais). 
Existem duas opções para fazer como que esse oxaloacetato sai da mitocôndria. (Vias para 
a saída de carbonos da mitocôndria) 
 
 
 
 
 
Vivian Rocha 
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Balanço aminado 
 Um grupamento amino é adicionado à estrutura do oxaloacetato fazendo com que ele se 
transforme em , que é transportado para aspartato
citosol, onde irá perder este grupamento amino 
voltando a ser oxaloacetato que segue a gliconeogênese. 
Balanço Redox 
O NADH vai doar um par de elétrons para o 
oxaloacetato gerando , que consegue sair da malato
mitocôndria, no citosol esse par de elétrons é retirado 
do malato e vai para o NAD
+
 que virá NADH e o 
malato volta a ser oxaloacetato que segue a 
gliconeogênese. 
A diferença básica dessas duas vias é o balanço 
, já que a segunda opção obriga você a de NADH
transferir o potencial de elétrons de dentro da 
mitocôndria para fora, fazendo com que o citosol fique mais redutor. 
O passo da é a , ela é uma enzima regulada e que limitante gliconeogênese PEPCK
praticamente vai determinar se este processo ocorre ou não. 
Ela só será produzida pelo organismo no estado de jejum (no estado alimentado ela é 
degradada). Cada vez que o organismo entra no estado de jejum, o DNA faz RNAm que produz 
essa enzima. A cada jejum esse ciclo é refeito. 
Ou seja, a PEPCK é regulada por expressão gênica. 
Regulação das Enzimas da Gliconeogênese 
A regulação é oposta, pois a glicólise e a gliconeogênese não ocorrem ao mesmo tempo, 
visto que a glicólise ocorre no estado alimentando enquanto que a gliconeogênese ocorre no estado 
de jejum. 
Regulação da Frutose 1,6-bifosfatase 
Como a Frutose 2,6-bifosfato é o principal regulador da PFK 1 ativando-a ele irá inibir a 
Frutose 1,6-bifosfatase. Na ausência deste açúcar a PFK 1 estará inibida consequentemente a 
Frutose 1,6-bifosfatase estará ativa. Por tanto o principal regulador da Frutose 1,6-bifosfatase 
também é a PFK 2 e o açúcar Frutose 2,6-bifosfato. 
As duas não iram funcionar ao mesmo tempo, sendo assim a molécula que vai ativar uma irá 
inibir a outra. 
Existe uma regulação também por carga energética, o AMP vai regular essas duas 
moléculas, mas o ATP irá regular uma, mas não vai regular a outra. 
A regulação da PFK 1 por carga energética é a seguinte: A glicólise é uma via que produz 
energia, então se há alta energética a velocidade da PFK 1 é reduzida, o raciocínio para a 
gliconeogênese é o oposto, pois por ser uma via cara ela precisa de alta energética para ativa-la. 
 
 
Vivian Rocha 
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Regulação da Glicose 6-fosfatase 
A Glicose 6-fosfatase é uma enzima reclusa que não se encontra no citosol, ficando presa 
dentro do retículo, por tanto ela praticamente não é regulada. O que determina se ela será usada ou 
não é o transportador que

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