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Anatomia da cabeça e do pescoço Vista anterior do crânio O crânio subdivide-se em: Neurocrânio: caixa óssea do encéfalo; Viscerocrânio. O neurocrânio em adultos é formado por 8 ossos, sendo 4 deles ímpares e 2 pares: Frontal; Etmoide; Esfenoide; Occipital; Parietal (bilateral); Temporal (bilateral). A vista frontal ou anterior do crânio é formada pelos ossos frontal e zigomático, órbitas, região nasal, maxila e mandíbula. O frontal, especificamente sua escama (parte plana), forma o esqueleto da fronte, articulando-se na porção inferior com o osso nasal e o zigomático. Em alguns adultos pode-se ver uma sutura frontal (sutura metópica) persistente ou remanescente, na linha mediana da glabela, a área lisa e ligeiramente deprimida situada entre os arcos superciliares. Os arcos superciliares se situam nas regiões próximas às sobrancelhas. Na escama do osso frontal vê-se duas elevações arredondadas, mais proeminente nos homens, chamadas de túber frontal. A parte horizontal, chamada parte orbital do osso frontal, forma o teto das órbitas. A margem supraorbital do osso frontal, o limite angular entre a escama e a parte orbital do frontal, tem um forame ou incisura supraorbital que dá passagem ao nervo e aos vasos supraorbitais e a um ramo do nervo oftálmico. A fossa média do crânio se conecta com as órbitas pelo canal óptico, por onde passa o nervo óptico (II par) e a artéria oftálmica. Próximo ao canal óptico, temos a fissura orbital superior e a inferior. Pela fissura orbital superior passam o nervo oculomotor (III par), nervo troclear (IV par) e nervo abducente (VI par), que se direcionam aos músculos extrínsecos do olho. Também passa por essa fissura o nervo oftálmico e as veias oftálmicas, que conectam as veias superficiais e profundas. Os zigomáticos, que formam as proeminências das bochechas, situam-se nas paredes inferior e lateral das órbitas, apoiados sobre as maxilas. Possuem 3 faces. Um pequeno forame zigomaticofacial perfura a face lateral do zigomático, por onde passa o nervo zigomaticofacial. A sutura frontozigomática conecta o processo zigomático do osso frontal ao processo frontal do osso zigomático. Na face anterior da maxila, temos uma projeção para o osso frontal, chamada de processo frontal da maxila, onde se localiza a crista lacrimal anterior. Posteriormente ao processo frontal da maxila, temos o osso lacrimal, onde se localiza a crista lacrimal posterior. Entre as cristas lacrimais, localiza-se a fossa do saco lacrimal, que se conecta ao canal lacrimonasal. As maxilas formam o esqueleto do arco dental superior, e são unidas na linha mediana pela sutura intermaxilar. Elas circundam a maior parte da abertura piriforme e formam a margem infraorbital. Inferiormente a margem infraorbital, temos os forames infraorbitais, que dão passagem ao nervo e vasos infraorbitais. Os nervos infraorbitais inervam o lábio superior. A maxila e a mandíbula possuem processos alveolares, que sustentam os dentes. As raízes dos dentes geram eminências, chamadas de eminências alveolares. Obs: a maior eminência alveolar é a eminência canina. A fossa canina se localiza posterolateralmente a eminência canina. Inferiormente aos ossos nasais está a abertura piriforme, formada tanto pelos ossos nasais quanto pela maxila. A abertura piriforme leva esse nome devido ao formato similar ao de uma pera. Inferiormente à abertura piriforme, observa-se um processo pontiagudo, ao qual dá-se o nome de espinha nasal anterior, que pertence à maxila. O septo nasal ósseo pode ser observado através dessa abertura, dividindo a cavidade nasal em partes direita e esquerda. O septo nasal é composto por 2 ossos e 1 cartilagem, os 2 ossos que o compõem são: vômer e lâmina perpendicular do etmoide. Na parede lateral de cada cavidade nasal há lâminas ósseas curvas, as conchas nasais. Temos as conchas nasais inferiores, médias e superiores. As conchas nasais inferiores são ossos independentes. Já as conchas nasais médias e superiores são ossos provenientes do osso etmoide. Obs: na vista anterior do crânio conseguimos ver apenas as conchas nasais inferiores e médias. A mandíbula é um osso em formato de U que tem processos alveolares, assim como a maxila, que sustentam os dentes mandibulares. Consiste em uma parte horizontal, o corpo, e uma parte vertical, o ramo da mandíbula. A protuberância mentual, que forma a proeminência do queixo, é uma elevação óssea triangular situada em posição inferior à sínfise da mandíbula. Lateralmente a protuberância mentual, em ambos os lados, notam-se elevações, as quais dá- se o nome de tubérculos mentuais. Nota-se também a presença de forames, chamados forames mentuais. Por estes forames passam os nervos e vasos mentuais. Os nervos mentuais inervam o lábio inferior. Como já dito, a mandíbula possui 2 partes: o corpo da mandíbula e o ramo da mandíbula. A borda anterior do ramo da mandíbula se projeta para o corpo da mandíbula por meio da linha oblíqua. O processo coronóide da mandíbula é anterior, e é onde se insere o músculo temporal. O processo condilar é posterior, e é dividido em colo e cabeça. Sendo o colo a parte menor, e a cabeça a parte superior e maior. A tuberosidade massetérica é a superfície irregular que se localiza próxima ao ângulo da mandíbula. É onde se insere o músculo masseter. A fóvea pterigoidea é medial ao colo da mandíbula, e é o local onde se insere o músculo pterigoideo lateral. Vista lateral do crânio A vista lateral do crânio é formada pelo neurocrânio e viscerocrânio. A fossa temporal do crânio é formada pelo osso parietal, frontal, temporal e esfenoide. Os limites superior e posterior da fossa temporal são as linhas temporais superior e inferior; o limite anterior é representado pelo frontal e pelo zigomático; e o limite inferior é o arco zigomático. No processo zigomático do frontal temos a linha temporal, que se divide em superior e inferior. A parte do esfenoide que faz parte da fossa temporal é a face temporal da asa maior do esfenoide. A parte do temporal que faz parte da fossa temporal é a parte escamosa. O arco zigomático é formado pelo processo temporal do zigomático e pelo processo zigomático do temporal, unidos pela sutura temporozigomática. O osso temporal é dividido em 3 partes: escamosa, petrosa e timpânica. Na parte escamosa encontramos a crista supramastóidea e o processo zigomático do temporal. No início do processo zigomático do temporal, nota-se a presença da fossa mandibular, que recebe o ramo da mandíbula. Anteriormente à fossa mandibular, nota-se a presença do tubérculo articular. A parte timpânica do temporal é formada pelo poro acústico externo (abertura) e meato acústico externo (canal). Inferiormente ao arco zigomático localiza-se a fossa infratemporal. Na fossa infratemporal, encontra-se a fissura pterigomaxilar, que leva à fossa pterigopalatina (interna). O limite anterior da fossa infratemporal é a face infratemporal da maxila. Na face infratemporal da maxila temos uma protuberância arredondada, chamada de túber da maxila, onde se localizam os forames alveolares. O limite posterior da fossa infratemporal é a lâmina lateral do processo pterigoideo do esfenoide. Uma projeção em forma de gancho, inferiormente na fossa infratemporal é chamada de hâmulo pterigoideo, uma vez que é uma projeção proveniente da lâmina medial do processo pterigoideo do esfenoide. Base externa do crânio O teto da boca é formado pelo palato duro e pelo palato mole. O palato duro, diferentemente do palato mole, éconstituído por um palato ósseo. A parte anterior do palato ósseo é formada pelos processos palatinos da maxila e a parte posterior, pelas lâminas horizontais dos palatinos. Localizando-se no meio dos processos palatinos da maxila e das lâminas horizontais do osso palatino, nota-se a presença de uma sutura, chamada de sutura palatina mediana. Perpendicular a esta sutura, nota-se a presença de outra sutura, chamada de sutura palatina transversa. Seguindo pela sutura palatina mediana, nota-se a presença de uma fossa, chamada de fossa incisiva. Internamente a fossa incisiva, vê-se os forames incisivos, que são a desembocadura dos canais incisivos. A margem posterior livre das lâminas horizontais do palatino, se projetam na linha mediana posteriormente formando a espinha nasal posterior. A espinhal nasal anterior é formado pela maxila. Lateralmente na lâmina horizontal do osso palatino, nota-se a presença de um forame, chamado forame palatino maior. As lâminas horizontais do osso palatino se projetam póstero-lateralmente formando os processos piramidais. Nos processos piramidais localizam-se os forames palatinos menores. As cavidades que recebem as raízes dentais são os chamados alvéolos dentais. Separando os alvéolos dentais, temos os septos interalveolares. Quando o dente tem mais de uma raíz, separando essas raízes temos os septos inter- radiculares. Superiormente à margem posterior do palato há duas grandes aberturas: os cóanos (aberturas nasais posteriores), separados pelo vômer, um osso plano ímpar que constitui uma grande parte do septo nasal ósseo. O equivalente posterior da abertura piriforme são os cóanos. O processo pterigoide é composto por 2 lâminas, a lâmina medial e a lâmina lateral. A lâmina medial apresenta uma projeção pontiaguda em formato de gancho, chamada de hámulo pterigoideo. Também pode ser observada uma fossa, chamada fossa escafóidea. A fossa escafóidea se continua com o sulco para a parte cartilagínea da tuba auditiva. Entre as lâminas pode ser observada uma outra fossa, chamada fossa pterigoidea. As faces temporal e infratemporal da asa maior do esfenoide são separadas pela crista infratemporal. Lateralmente ao suco para a parte cartilagínea da tuba auditiva, encontra-se a espinha do esfenoide. Na espinha do esfenoide, nota-se um forame, chamado forame espinhoso. O forame espinhoso se localiza abaixo do forame oval, e permite a passagem da artéria meníngea média. Seguindo pelo sulco para a parte cartilagínea da tuba auditiva, encontramos o canal musculotubário. O canal musculotubário se divide em 2 semicanais: um semicanal para o músculo tensor do tímpano e outro semicanal para a parte óssea da tuba auditiva. Próximo ao canal musculotubário, pode-se observar a abertura externa do canal carótico. São pelos canais caróticos que as artérias carótidas internas passam. As veias jugulares internas passam pelos forames jugulares. O bulbo superior destas veias, ao atravessar o forame, forma uma depressão em sua parede anterior. A essa depressão dá-se o nome de fossa jugular. Entre o processo mastoide e o processo estiloide, encontra-se o forame estilomastóideo. Interior a este forame, está o canal do nervo facial. Medialmente ao processo mastoideo, nota-se a presença de uma incisura, chamada incisura mastoidea. Medial a esta incisura, encontra-se o sulco da artéria occipital. Posteriormente ao processo mastoide, encontramos os forames mastoideos. Através desses forames, atravessam as veias emissárias. Anteriormente ao forame magno, temos a parte basilar do osso occipital. Nesta parte do osso, encontra-se uma estrutura chamada tubérculo faríngeo. Lateralmente ao forame magno, encontram-se duas elevações. A estas elevações dá-se o nome de côndilo occipital. Anteriormente ao côndilo, temos o canal do nervo hipoglosso, que segue em sentido pósteroanterior. Posteriormente ao côndilo, temos o canal condilar. Lateralmente ao forame magno, temos uma projeção óssea que sai em direção ao forame jugular, “abraçando-o”, chamada processo jugular. Vista occipital No plano sagital, observa-se a sutura sagital. Abaixo da sutura sagital, temos uma outra sutura, chamada de sutura lambdóidea. Em geral, a protuberância occipital externa é palpada com facilidade no plano mediano. A linha nucal superior, que forma o limite superior do pescoço, estende-se lateralmente a partir de cada lado da protuberância, conectando-a ao processo mastoide de cada lado. A linha nucal inferior é menos evidente. Na vista posterior da mandíbula, na linha mediana, temos as espinhas genianas. Inferior e lateralmente às espinhas, nota-se a presença de duas depressões, chamadas de fossas digástricas. Superiormente às espinhas genianas, vemos uma linha, chamada de linha milo-hióidea. A linha milo-hióidea separa duas fóveas. Superior a linha, está a fóvea sublingual, e inferior a linha, está a fóvea submandibular. No ramo da mandíbula, temos o forame da mandíbula, por onde passam os nervos alveolares inferiores. Anteriormente ao forame da mandíbula, temos uma projeção, chamada de língula da mandíbula. Inferiormente ao forame da mandíbula temos o sulco milo-hióideo. Por esse suco passam os nervos e vasos milo-hióideos, que são ramos dos nervos e vasos alveolares inferiores. Medialmente à tuberosidade massetérica, temos a tuberosidade pteigóidea, na face medial do ângulo da mandíbula, onde se insere o músculo pterigoideo medial. Base interna do crânio A base interna do crânio é dividida em 3 fossas, anterior, média e posterior. O limite da fossa anterior com a média são as bordas posteriores das asas menores do osso esfenoide e o limbo esfenoidal. O limite da fossa média com a posterior é a margem superior da parte petrosa do osso temporal e o dorso da sela. Fossa anterior Na fossa anterior da base interna do crânio, observamos a face orbital do frontal. Caso este osso seja perfurado, o objeto invade a cavidade orbital. Observamos também a crista etmoidal e, ao lado dela, as lâminas cribiformes. Nas lâminas cribiformes existem forames por onde atravessam os ramos do nervo olfatório. O julgo esfenoidal conecta as duas asas menores do osso esfenoide. A linha posterior livre à ele é chamada de limbo esfenoidal. Fossa média Os processos clinóides anteriores são projeções posteriores das asas menores do osso esfenoide. Nota-se também a presença do canal óptico na asa menor do esfenoide. A fissura orbital superior está localizada entre a asa menor do esfenoide e a asa maior do esfenoide. O forame redondo tem trajetória horizontal, e pode ser visto pela vista da base externa do crânio. O forame espinhoso permite a passagem da artéria meníngea média. Os ramos da artéria meníngea média deixam impressões no crânio, chamadas de sulcos da artéria meníngea média. O forame lacerado possui um formato irregular, e está medialmente à parte petrosa do osso temporal. A abertura interna do canal carótico está próximo ao forame lacerado, lateralmente a ele. E é por onde emerge a artéria carótida interna. O gânglio trigeminal do nervo trigêmeo encosta em uma parte do crânio localizada próxima ao forame lacerado e deixa uma impressão, chamada impressão trigeminal. Próxima a impressão trigeminal nós temos 2 sucos: o sulco para o nervo petroso maior, que se localiza mais medialmente e vai em direção ao forame lacerado, e o sulco para o nervo petroso menor que se localiza mais lateralmente, e vai em direção ao forame oval. O canal semicircular anterior forma uma elevação, conhecida como eminência arqueada. Lateralmente à eminência arqueada,temos outra elevação, chamada tegme timpânico. Conectando os canais ópticos, nota-se a presença de um sulco, chamado sulco pré-quiasmático. Posteriormente ao sulco pré-quiasmático, temos a sela terca. No centro da sela turca, temos uma fosse menor, conhecida como fossa hipofisial. Posteriormente a sela turca, temos o dorso da sela, e lateralmente a ele, duas projeções, chamadas de processos clinóides posteriores. Internamente, temos o poro acústico interno (abertura) e o meato acústico interno (canal). Ao nível da confluência dos seios, temos a protuberância occipital interna. Chegando a ela, temos o sulco do seio occipital, e o sulco do seio sagital superior. Saindo a partir dela, temos o sulco do seio transverso, que após a curva torna-se sulco do seio sigmoide, que segue em direção ao forame jugular. O sulco do seio transverso separa a fossa cerebelar da fossa cerebral. O clivo se refere à parte óssea do occipital e do esfenoide que se localiza entre o forame magno e a sela turca. Vista superior do crânio Na vista superior do crânio, podemos notar a presença de 3 suturas. Horizontalmente, no plano coronal, notamos a presença da sutura coronal. Verticalmente, no plano sagital, notamos a presença da sutura sagital. Cruzando a sutura sagital, notamos a presença da sutura lambdóidea. Nota-se também a presença de forames nos ossos parietais. Pelos forames parietais passam as veias emissárias, que também passam pelos forames mastoideos. Calvária (teto do crânio) A calvária (teto do crânio) é formado por duas lâminas de ossos compactos, chamadas de lâmina interna e lâmina externa. Entre estas lâminas, temos uma camada de osso esponjoso, chamada de díploe. No díploe temos os canais diplóicos, por estes canais diplóicos, passam as veias emissárias, que saem nos forames parietais. Notamos também a presença de sulcos, que são impressões a artéria meníngea média. Chamados de sulcos da artéria meníngea média, também vistas na base interna do crânio. As fovéolas granulares são impressões ósseas deixadas no crânio pelas granulações aracnóideas. No plano mediano, nota-se também a presença do sulco do seio sagital superior. Fossas e cavidades ósseas do crânio Fossa temporal Os limites da fossa temporal são: Limite anterior: processo frontal do osso zigomático e processo zigomático do osso frontal; Limite superior: linha temporal superior; Limite posterior: linha temporal superior; Limite inferior: crista supramastóidea, arco zigomático e crista infratemporal; Assoalho: parte escamosa do temporal, face temporal da asa maior do esfenoide, face temporal do frontal e osso parietal. Osso esfenoide A crista esfenoidal se articula com o osso etmóide. A crista esfenoidal se continua como rostro esfenoidal, e se articula com o vômer. No corpo do esfenoide, lateralmente a crista esfenoidal, existem duas aberturas, chamadas de aberturas do seio esfenoidal. Lateralmente às aberturas do seio esfenoidal, localizam-se mais duas aberturas, as fissuras orbitais superiores. O canal pterigoideo se localiza no início do processo pterigoideo. Pelo canal passa o nervo pterigoideo. Localizado próximo ao canal pterigoideo, na face maxilar da asa maior do esfenoide, está o forame redondo, que apresenta direção horizontal. As asas maiores do esfenoide possuem algumas faces: Face orbital; Face maxilar; Face temporal; Face infratemporal; Face cerebral. Fossa infratemporal É inferior à fossa temporal e profunda ao ramo da mandíbula. Os limites da fossa infratemporal são: Limite anterior: face infratemporal da maxila; Limite posterior: processo estilóide; Limite medial: face lateral da lâmina lateral do processo pterigoide e fissura pterigomaxilar; Limite lateral: face medial do ramo da mandíbula; Limite superior: face infratemporal da asa maior do esfenoide; Limite inferior: inserção do músculo pterigóideo medial na tuberosidade pterigoidea; Conexões da fossa infratemporal: Conexão superior: se conecta, através do forame oval e do forame espinhoso com a fossa média do crânio e através do espaço entre o arco zigomático e a crista infratemporal se comunica com a fossa temporal. Conexão medial: se conecta, através da fissura pterigomaxilar, com a fossa pterigopalatina; Conexão antero-superior: se conecta, através da fissura orbital inferior, com a cavidade orbital. Fossa pterigopalatina A fossa pterigopalatina está medial à fossa infratemporal, e se conectam pela fissura pterigomaxilar. Medial à fossa pterigopalatina, está a cavidade nasal. Parede anterior: túber da maxila; Parede posterior: processo pterigoide do osso esfenoide; Parede medial: lâmina perpendicular do osso palatino (separando-a da cavidade nasal); Parede lateral: aberta, formada pela fissura pterigomaxilar. Conexões da fossa pterigopalatina: Conexão posterior: através do forame redondo, se conecta com a fossa média do crânio. Através do canal pterigóideo, se conecta com o forame lacerado; Conexão medial: através do forame esfenopalatino, se conecta com a cavidade nasal; Conexão anterior do teto (anterior e superior): através da fissura orbital inferior, se conecta com a cavidade orbital; Conexão inferior (vértice): através dos canais palatinos maiores e canais palatinos menores se conecta com a cavidade oral. Conexão lateral: é aberta, e se conecta através da fissura pterigomaxilar com a fossa infratemporal. Osso palatino O osso palatino é composto por uma lâmina perpendicular, e duas lâminas horizontais. Na lâmina perpendicular do osso palatino notamos: Processo orbital, que se localiza anteriormente e faz parte do assoalho da cavidade orbital; Processo esfenoidal, que se localiza posteriormente. Entre os processos, encontra-se a incisura esfenopalatina. No osso articulado, a incisura esfenopalatina se torna o forame esfenopalatino. O forame esfenopalatino conecta a fossa pterigopalatina com a cavidade nasal. Notamos também 2 processos piramidais, que podem ser vistos na vista da base externa do crânio. Eles se localizam inferiormente, posteriormente e lateralmente às lâminas horizontais. É nos processos piramidais do osso palatino que encontram-se os forames palatinos menores. Os forames palatinos maiores se encontram na lateral das lâminas horizontais do osso. Cavidade orbital Conexões da cavidade orbital: Se conecta, através do canal óptico e da fissura orbital superior com a fossa média do crânio; Se conecta, através da fissura orbital inferior, lateralmente, com a fossa infratemporal, e medialmente com a fossa pterigopalatina; Se conecta, através dos forames etmoidais anteriores, com a fossa anterior do crânio; Se conecta, através do canal lacrimonasal, com o meato inferior da cavidade nasal; Se conecta, através do sulco infraorbital e canal infraorbital na face orbital da maxila, e emerge no forame infraorbital. Osso zigomático Face orbital apresenta o forame zigomáticoorbital; Face lateral: apresenta o forame zigomáticofacial; Face temporal: apresenta o forame zigomáticotemporal internamente; Temos também o processo frontal do osso zigomático e processo temporal do osso zigomático. Cavidade nasal O teto da cavidade nasal é formado pelas lâminas cribiformes. Os forames das lâminas cribiformes conectam a cavidade nasal com a fossa anterior do crânio; A parede lateral da cavidade nasal é formada pela concha nasal superior, média e inferior e pelo meato nasal superior, médio e inferior. A concha nasal superior e média fazem partedo osso etmoide, e a concha nasal inferior é um osso independente. Obs: os meatos nasais são espaços que se localizam entre as conchas. O óstio do canal lacrimonasal está no meato nasal inferior, e conecta a cavidade nasal com a cavidade orbital. O forame esfenopalatino formado pelo osso palatino está posterior à concha nasal média e conecta a cavidade nasal com a fossa pterigopalatina. O septo nasal ósseo é formado pelo vômer e pela lâmina perpendicular do etmoide. O assoalho da cavidade nasal se conecta, através dos canais incisivos, com a fossa incisiva, que se localiza na parte anterior do palato ósseo. Fase nasal da maxila Na parte nasal da maxila, nota-se a presença de um sulco, chamado de sulco lacrimal. O sulco lacrimal faz parte do canal lacrimonasal. O hiato maxilar corresponde a uma abertura lateral ao sulco lacrimal. A cavidade óssea internamente ao hiato, chama-se seio maxilar. Podemos notar também uma parte serrada do processo palatino da maxila. E os canais incisivos, que desembocam na fossa incisiva, que se localiza anteriormente no palato ósseo. Osso etmoide A crista etmoidal pode ser visualizada por uma vista da base interna do crânio. Ela divide as duas lâminas cribiformes, com seus forames. A lâmina perpendicular do etmoide constitui o septo nasal ósseo, em conjunto com o vômer. Na face medial do labirinto etmoidal, localizam-se as conchas nasais superior e média, que fazem parte deste osso. A face lateral do labirinto etmoidal chama-se lâmina orbital do labirinto. Fontículos (moleiras) Os fontículos, também chamados de moleiras, são lacunas preenchidas por membranas, que posteriormente se ossificam. Pode-se observar a presença das moleiras: Anterior e posterior, que se localizam na linha mediana; Anterolateral e posterolateral, que se localizam lateralmente. Músculos da face Os músculos da face são os músculos da expressão facial. Obs: a inervação de todos os músculos da expressão facial é feita pelo componente motor do nervo facial. Com o tempo, os músculos e suas ações, formam rugas perpendiculares ao eixo de suas fibras musculares. Em cirurgias na face, normalmente, o cirurgião faz incisões nos eixos das rugas. 1) Músculos da boca Músculo constritor Músculo orbicular da boca Obs: protrair os lábios é “fazer biquinho”. Músculos dilatadores superficiais Músculos dilatadores profundos Obs: o músculo levantador do ângulo da boca fica profundo ao músculo levantador do lábio superior. 2) Músculos do nariz O músculo nasal possui duas partes, a transversa, que é responsável por comprimir as narinas, e a parte alar, que é responsável por dilatar as narinas. 3) Músculos das pálpebras Obs: o corrugador do supercílio puxa a pele para a linha mediana, formando rugas verticais. 4) Músculo occipitofrontal Obs: a porção frontal é conectada com a porção occipital do músculo occipitofrontal pela aponeurose epicrânica. O músculo occipitofrontal puxa a pele da testa pra cima, formando rugas horizontais. A paralisia facial periférica ocorre devido ao acometimento do nervo facial. O principal sintoma é a perda da dos movimentos de um lado da face, uma vez que o nervo facial é o responsável pela inervação motora dos músculos da expressão facial. Uma vez que o nervo facial é responsável pela inervação motora da face, um paciente com paralisia facial mantêm a sua sensibilidade, e conseguiria sentir um beijo na face, por exemplo. Ele também consegue mastigar, uma vez que os músculos da mastigação possuem uma inervação diferente. Músculos da mastigação A mandíbula consegue realizar os seguintes movimentos: Depressão e elevação; Protrusão e retrusão; Lateralidade. Músculo temporal Músculo masseter Pterigóideo medial Pterigóideo lateral Porque existe deslocamento de fragmentos em uma fratura mandibular? Os fragmentos se deslocam devido à ação dos músculos. Tais músculos realizam as ações de elevação e protrusão, principalmente, a ação exercida por estes músculos, dessa forma, provoca o deslocamento de fragmentos.