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ACUPUNTURA PARA O TRATAMENTO DA DOR 
POR DISFUNÇÃOTEMPOROMANDIBULAR
Segundo a Associação Americana de Dor (AAOP), a Disfunção 
Temporomandibular (DTM) são um termo coletivo que abrangem as 
alterações funcionais das ATMs, os músculos da mastigação e estruturas 
associadas. Segundo Okeson, 2008, estudos transversais mostram que em 
adultos, 40% a 75% apresentam ao menos um sinal de DTM (Okeson, 2008). 
E a maior prevalência ocorre ente os 20 e 40 anos (Oliveira, 2002). A 
etiologia da DTM é multifatorial, como fatores biopsicossociais, anatômicos, 
estresse, depressão, ansiedade, hábitos parafuncionais orais, desequilíbrios 
posturais, trauma, hiperatividade muscular, entre outros (Okeson, 2008).
Segundo Bonica (2001), a dor crônica, inclusive na região orofacial, 
custa bilhões de dólares em serviço de saúde, perda de produtividade 
e dias de trabalho e compensações por invalidez. E em pesquisa 
epidemiológica para dor orofacial, Carrara, Conti, Barbosa (2010), 
relataram 5,3% de dor por DTM dos avaliados. 
A acupuntura é uma técnica usada há mais de 5.000 anos no Oriente, 
sendo usada principalmente para o alivio de dores, onde visa equilibrar o 
fluxo energético dentro dos meridianos. O tratamento da DTM com 
acupuntura é eficaz na melhora dos movimentos mandibulares e na 
redução da sintomatologia dolorosa (YAMAMURA, 2001; Porporatti et al., 
2015). Além disso, estudos mostram que a acupuntura induz a liberação de 
substancias como endorfina e serotonina, que estão ligadas ao alivio de 
dores e sensação de bem-estar. Esta revisão de literatura tem como 
objetivo apresentar diferentes formas de tratamento de DTM através da 
acupuntura, para que um cirurgião dentista reconheça-os e tenha 
capacidade de tratar ou encaminhar seus pacientes a equipes 
multidisciplinares.
O tratamento da DTM deve ser primeiramente conservador, reversível e 
não invasivo ao sistema estomatognático. E para sua real efetividade, é 
necessário ser direcionado à origem da dor, e não somente o tratamento 
local. Assim como estabelecer um diagnóstico e tratamento 
individualizado para cada paciente. Tem-se utilizado de diversas terapias 
para o tratamento da dor por DTM, como bloqueios anestésicos locais, 
toxina botulínica, ajustes oclusais, cirurgias de ATM, fármacos, exercícios, 
calor, frio, laser terapia, TENS, acupuntura, acompanhamento psicológico, 
entre outros (Okeson, 2008). 
A Acupuntura é a terapia por meio da aplicação de estímulos na pele, 
com a inserção de agulhas em pontos específicos, chamados acupontos, 
sendo assim uma terapia reflexa, a qual o estimulo de uma área tem ação 
sobre outra. E é indicada para o tratamento da DTM, fundamentado nos 
mecanismos de redução da dor, propriedades anti-inflamatórias e efeitos 
neuro-hormonais e endócrinos.
A MTC tem por principio, harmonizar os órgãos adoecidos e 
recuperar a homeostase dinâmica entre eles, através do tratamento 
adequado dos pontos de acupuntura. 
A acupuntura tem se mostrado tão eficiente na melhora da dor por DTM 
quanto as terapias ocidentais convencionais, devido a diminuição imediata 
da dor, além de ter uma resposta anti-inflamatória excelente, diminui 
tensões musculares e alterações emocionais.
Terapia farmacológica em 
disfunções temporomandibulares
É de fundamental importância compreender o uso da terapia
farmacológica no como tratamento coadjuvante em disfunções
temporomandibulares e dores orofaciais. 
O cirurgião-dentista deve possuir conhecimentos sobre farmacologia e 
terapêutica para uma prescrição adequada e racional.
Segundo Okeson (2000) , os agentes farmacológicos podem promover o 
conforto e a reabilitação do paciente quando usados como parte de 
um programa mais amplo. E ainda relata que apesar de existir uma 
tendência para o clínico confiar em um único agente 
“favorito”,nenhuma droga isoladamente provou ser eficiente para todo 
espectro das DTM.
O estágio em que a dor se encontra influi diretamente na escolha do 
medicamento a ser
utilizado,determinando que classes de drogas são eficazes,o período de 
utilização e efeitos colaterais.
Por isso,é válido uma breve distinção entre os dois principais estágios da 
dor que ocorrem nas DTM:
aguda e crônica.
Analgésicos não opioides 
Os Analgésicos não-opióides podem
Produzir respostas positivas no tratamento da dor miofascial , 
principalmente as associadas com processo inflamatório e são usados 
para dores orofaciais agudas,musculoesqueléticas (cefaléia, mialgia e 
artralgia) de brandas a moderadas. Quanto ao uso de ANO para dores 
crônicas, alguns estudos demonstraram que o efeito positivo destas 
drogas não foi superior ao placebo
Analgésicos opióides
Opióides são fármacos derivados do ópio e incluem produtos naturais 
como morfina e codeína
Os opióides incluem tanto agentes naturais quanto sintéticos e são únicos 
em sua capacidade de reduzir dores moderadas e severas. Os seus efeitos 
variam de benéficos como a analgesia até
Colaterais como dependência, tolerância, sedação, náuseas, constipação 
e depressão respiratória, isso indica a necessidade do conhecimento da 
dose. Segundo diversos autores os AO são mais úteis em condições de 
dores agudas onde houver exacerbação dador musculoesquelética, já 
que produzem menos efeitos colaterais quando usados num curto período 
de tempo
Corticosteróides
Corticosteróides são um grupo de antiinflamatórios esteróides de potente 
ação. 
O mecanismo pelo qual exercem sua ação antiinflamatória ainda não está 
completamente compreendido, embora saiba-se que inibem a produção 
de prostaglandinas, tromboxina e leucotrienos
Corticosteróides
Injeções de corticosteróides na ATM têm sido recomendadas com 
bases limitadas em casos de dor severa na articulação em que 
outros tratamentos conservadores tiveram insucesso. 
Ansiolíticos
Os ansiolíticos são classificados como drogas sedativo-hipnóticas e são mais 
comumente prescritos por seus efeitos contra a ansiedade. Também podem 
ser receitados como coadjuvantes nos tratamentos de fenômenos dolorosos 
, pois estes estão intimamente relacionados com aspectos psíquicos. Os 
agentes tranqüilizantes não eliminam o estresse, mas sim alteram a 
percepção ou reação do paciente ao mesmo, sendo portanto, uma 
terapia de suporte
Antidepressivos
Os antidepressivos têm sido cada vez mais utilizados para o tratamento de 
dor crônica por serem eficazes no controle de diversas síndromes. A 
observação que antidepressivos são úteis mesmo quando não há 
presença de depressão, sugere que estas drogas tem atividade 
analgésica
Independente de efeitos antidepressivos.
Os antidepressivos tricíclicos são os mais utilizados , pois possuem ação 
analgésica demonstrada. Estudos demonstram que sua utilizaçãoé
realizada em vários tipos de dor facial incluindo dor facial atípica, DTM e 
dores de origem neurogênica. Acredita-se que seus efeitos terapêuticos 
estejam relacionados à sua capacidade de disponibilizar serotonina, 
aminas biogênicas e norepinefrina nas junções sinápticas do SNC.
Relaxantes musculares
Os relaxantes musculares são úteis para pacientes que têm contratura 
muscular ou alteração
do sono devido à dor. O relaxamento muscular ocorre devido à ação em 
circuito polissináptico da
medula espinal e do tronco encefálico.
O uso desses medicamentos induz a um relaxamento central dos músculos 
pela supressão parcial dos impulsos nervosos para os músculos estriados. 
Esta modulação da contração muscular é atingida pela ação do 
medicamento no SNC. Estes compostos afetam a atividade neural 
associada com
os reflexos de estiramento muscular.
ABORDAGEM FISIOTERAPÊUTICA NO 
TRATAMENTO DA DISFUNÇÃO 
TEMPOROMANDIBULAR
As condutas fisioterapêuticas no tratamento dos distúrbios 
temporomandibulares dependem da sua etiologia. Em casos mais simples 
nos quais há comprometimento da postura, disfunção articular e 
desequilíbrios musculares, o fisioterapeutapode intervir com os recursos, tais 
como: 
cinesioterapia, 
eletrotermofototerapia,
reeducação postural global. 
Poderá usar também modalidades físicas, massagem e técnica de 
relaxamento
Nos recursos fisioterapêuticos que incluem terapia manual, laser, TENS, 
acupuntura, ultrassom e RPG como base terapêutica apresentam bons 
resultados na melhora da dor e da amplitude de movimento nos pacientes 
com DTM. 
O laser de baixa frequência e a TENS foram frequentes ferramentas com 
bons resultados na reabilitação das DTMs

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