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Regimes Políticos · “O regime político de uma sociedade determina como se desenvolve a Política dos cidadãos. Compreender suas características contribui para conhecer como se estruturam e se articulam as instituições políticas e como os indivíduos se movem dentro delas.” (PEDROSO, Elizabeth. Regimes Políticos. In: PETERSEN, Áurea et. Al. (Orgs.). Ciência Política: textos introdutórios. 4. Ed. Porto Alegre: EDIPUCAS, 1998. p. 93) · Democracia é o oposto de autocracia; Democracia = governo do povo; Autocracia = o governante tem poder excessivo; · O totalitarismo e o autoritarismo são exemplos de regimes autocráticos. Totalitarismo · Hannah Arendt; ⤷ 1906-1975, Alemanha · “O preparo triunfa quando as pessoas perdem o contato com seus semelhantes e com a realidade que as rodeia; pois, juntamente com esses contatos, os homens perdem a capacidade de sentir e de pensar. O súdito ideal do governo totalitário [...] é [...] aquele para quem já não existe a diferença entre o fato e a ficção [...] e a diferença entre o verdadeiro e o falso [...]”. Trechos do livro “Origens do Totalitarismo”, de Hannah Arendt, publicado em 1951 · Contexto histórico: fracasso das forças políticas tradicionais; instabilidade política; instabilidade econômica; povo disposto à ruptura; · Pangermanismo: agrupar, em um mesmo Estado, os povos de origem germânica; · 1º Guerra Mundial (1914-1918); Tratado de Versalhes (1919); República de Weimar (1919-1933); 2º Guerra Mundial (1939-1945); · 1930: partido nazista tem vitória expressiva. Há deputados nazistas no legislativo; 1932: Hitler perde, no segundo turno, as eleições presidenciais para Paul von Hindenburg; 1933: depois de sucessivos conchavos, Hitler ascende ao poder (vira chanceler); 1939: alemães invadem a Polônia, começa a 2º GM; · Zeitgeist: fascismo italiano (1922-1943); franquismo espanhol (1939-1975); salazarismo português (1926-1974); · Em Hannah Arendt, o totalitarismo vai ser tratado como novidade; · Algumas características do totalitarismo: 1. destruição de todas as tradições sociais, legais e políticas do país; 2. criação de instituições inteiramente novas; 3. transformação das classes em massas; 4. transferência do centro do poder do exército para a polícia (ex: gestapo); 5. estabelece uma política exterior que visava, abertamente, ao domínio mundial. · Totalitarismo e ideologia: não basta o terror, deve haver o convencimento; · Ideologia como algo negativo: simplificações da realidade. Crenças superficiais e especulativas que tentam justificar a barbárie; · Ideologia e seus elementos: 1. explicação total: passado, presente e futuro; 2. a ideologia emancipa-se da realidade que percebemos com nossos sentidos e insiste em uma realidade “mais verdadeira”; 3. a ideologia vale por si mesma, constrói uma lógica que se explica em si mesma. Autoritarismo · O autoritarismo é um tipo de autocracia, logo, é um regime que também vai ter um governante com poder excessivo. Apesar de não se verificar o grau de controle do totalitarismo, nem o alto grau de ideologização e massificação promovidas pelas lideranças totalitárias, o autoritarismo também vai lidar com questões como cercamento de direitos individuais, perseguição às oposições, violência social, censura etc.; · “Ele [Juan Linz] define regimes autoritários como ‘sistemas políticos com pluralismo limitado e não responsável; sem uma ideologia elaborada e dirigente (porém com mentalidades específicas); sem mobilização política intensiva ou extensiva (exceto em alguns pontos do seu desenvolvimento) e nos quais o líder (ou, às vezes, um pequeno grupo) exerce o poder dentro de limites formalmente mal definidos, mas realmente bem previsíveis’”. (PEDROSO, Elizabeth. Regimes Políticos. In: PETERSEN, Áurea et. Al. (Orgs.). Ciência Política: textos introdutórios. 4. Ed. Porto Alegre: EDIPUCAS, 1998. p. 103) Democracia · “A ciência política contemporânea tem que lidar com concepções democráticas extremamente diversificadas, sobretudo porque o século XX foi fértil para a proliferação de conceitos de democracia. Aliás, o regime democrático demonstrou-se diverso não apenas no âmbito dos conceitos. Peter Mair, em Democracies, desenvolve argumentos fundamentais para demonstrar que, embora se imagine a democracia como um sistema uno e indiferenciado, na verdade, sobretudo após a terceira onda de democratização, é possível encontrar e caracterizar uma série de variações na estrutura dos governos democráticos”. [SANTOS, D.A. dos. Democracia Intrapartidária no Caso Brasileiro: uma primeira incursão a temática a partir da análise dos estatutos de dez partidos políticos. 2014. 128 f. Dissertação (Mestrado em Ciência Política) – Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Ciência Política, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2014] · Democracia direta / Democracia representativa; · Minimalismo / Maximalismo; · Democracia para Robert Dahl: · “[...] a democracia estaria mais próxima do número quatro. Na realidade, ela o ultrapassa, com níveis máximos de competição e participação, ou seja, com a plena capacidade de concorrência por votos e de participação do povo, não somente por meio do voto, mas com diversos outros aparatos. Dahl deixa isso mais claro quando define três condições necessárias à democracia: 1. Oportunidade plena, dos cidadãos, de formular suas preferências; 3. De expressar suas preferências a seus concidadãos e ao governo através da ação individual e da coletiva; e 3. De ter suas preferências igualmente consideradas na conduta do governo, ou seja, consideradas sem discriminação decorrente do conteúdo ou da fonte de preferência”. [SANTOS, D.A. dos. Democracia Intrapartidária no Caso Brasileiro: uma primeira incursão a temática a partir da análise dos estatutos de dez partidos políticos. 2014. 128 f. Dissertação (Mestrado em Ciência Política) – Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Ciência Política, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2014]