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56
Unidade II
Unidade II
5 MEIOS DE CONTRASTE NÃO IODADO
5.1 Meio de contraste sulfato de bário
Para tornar o trato gastrointestinal visível radiograficamente são usados os meios de contraste 
positivos ou radiopacos e os negativos ou radioluzentes (radiotransparentes).
Os meios de contraste negativos ou radioluzentes podem ser produzidos através do ar deglutido 
e também através da ingestão de cristais de carbonato de cálcio e de citrato de magnésio, os quais 
produzem o gás dióxido de carbono (CO2). Além disso, temos o contraste negativo natural, que são as 
bolhas de gás normalmente presentes no estômago.
A barita, cujo nome tem origem no grego barus (pesado), é um mineral de sulfato de bário e fórmula 
química BaSO4. Ainda que contenha bário, que é um metal pesado, ela não é considerada tóxica por 
conter elevada insolubilidade.
O sulfato de bário natural é um mineral com característica inorgânica e quimicamente inerte que é 
extraído das jazidas. Em seu estado puro, ele é um pó fino branco. A maior reserva da barita do mundo 
e a maior produtora é a China, enquanto o Brasil tem participação com somente 0,3% das reservas e 
1% da produção mundial. 
A barita em sua forma química é o sulfato de bário, que contém várias impurezas, como óxidos de 
ferro, alumínio, carbonato de cálcio e sílica. Essas impurezas são extraídas pelo processo de flotação, o 
qual é um processo físico de separação de misturas heterogêneas. Esse processo consiste na adição de 
bolhas de ar no meio, com o objetivo de suspensão das partículas no líquido e aglutinação nas bolhas. 
A espuma que se forma deve ser removida, levando consigo as partículas impuras. 
O meio de contraste sulfato de bário (BaSO4) é uma substância equivalente a um pó branco, o qual 
é positivo e radiopaco, usado unicamente para estudo do sistema gastrointestinal.
Figura 38 – Sulfato de bário
Fonte: Bontrager e Lampignano (2010, p. 461).
57
BIOQUÍMICA
Por causa da sua elevada densidade, o sulfato de bário funciona como um marcador tecidual, o que 
permite checar a integridade da mucosa ao longo de todo o trato gastrointestinal.
O sal de bário (BaSO4) em pó deve ser misturado com água anteriormente à ingestão pelo paciente. 
Eles são insolúveis, ou seja, não se dissociam em água nem em outras soluções aquosas, como os ácidos. 
Essa propriedade impede que seja absorvido pelos tecidos, transformando-o em um marcador seguro.
A mistura de sulfato de bário e água não forma uma solução, mas, sim, uma suspensão coloidal. 
Para representar uma solução, as moléculas dessa substância, quando adicionadas à água, deveriam 
se dissolver na água, porém o sulfato de bário não se dissocia em meio aquoso e permanece disperso 
nesse meio. Isso se deve ao diâmetro dessas partículas, que tende a variar entre 1 e 100 nanômetros 
(BONTRAGER; LAMPIGNANO, 2010).
Nos meios de contraste comercializados por alguns fabricantes, ocorre precipitação das partículas de 
sulfato de bário quando o sistema está em repouso. Nesses casos, podemos inferir que as partículas que 
depositaram são maiores do que 100 nanômetros e constituem uma suspensão grosseira com o meio 
dispersante, que é a água. 
Existem alguns sais de bário que possuem uma característica tóxica ou venenosa para o corpo 
humano, porém o sulfato de bário utilizado na radiologia precisa ser quimicamente puro. Por causa da 
sua insolubilidade, o sulfato de bário não interage de forma química com o corpo humano; devido a isso, 
a ocorrência de reação alérgica é raridade (ATSDR, 2007).
Geralmente, é utilizada a suspensão oral ou retal, as quais precisam ser preparadas um pouco antes 
da realização do exame. Esse tipo de suspensão não é metabolizado no organismo e pode ser expelido 
em sua forma intacta por via retal depois do procedimento radiográfico. 
A figura a seguir exemplifica essa situação ao evidenciar quatro marcas diferentes de bário. Em cada 
copo foi adicionada uma parte de água para uma parte de bário, ficando em repouso por 24 horas. 
Observa-se então que alguns copos demostram maior sedimentação que outros; sendo assim, é necessário 
que ele seja revolvido antes de ser de fato utilizado. 
Marca A Marca B (menor separação) Marca C
Marca D
(maior separação)
Figura 39 – Copos de bário
Fonte: Bontrager e Lampignano (2010, p. 461).
58
Unidade II
Outra aplicação importante da barita é a fabricação de concreto pesado, o qual tem atuação como 
um escudo contra radiação.
Em geral, o sulfato de bário é pré-empacotado – nesse caso, acrescenta-se água –, enquanto outros 
já vêm na forma líquida, porém devem ser bem misturados antes do uso. Existem várias marcas com 
diferentes cheiros e sabores com objetivo de minimizar o gosto de giz, como chocolate, chocolate 
maltado, baunilha, limão, laranja ou morango. 
A consistência do meio de contraste sulfato de bário varia de acordo com a estrutura a ser estudada. 
Sendo assim, ele poderá ser preparado ralo ou espesso. O bário ralo contém uma parte de sulfato de 
bário e uma parte de água, ficando com a consistência de um milk-shake ralo, o qual é usado para o 
estudo de todo o trato gastrointestinal. 
A forma de preparação segue a preferência do radiologista e o protocolo da instituição. O tempo 
de mobilidade do sulfato de bário dentro do trânsito gastrointestinal depende da consistência, da 
temperatura e também da condição clínica do paciente. 
Figura 40 – Mistura de sulfato de bário e água
Fonte: Bontrager e Lampignano (2010, p. 461).
O bário espesso é preparado com três ou quatro partes de sulfato de bário e uma parte de água; 
assim, ficará com a consistência de cereal cozido. Com essa consistência, o bário ficará mais difícil 
de deglutir; entretanto, é adequado para o uso no esôfago, pois desce lentamente, recobrindo o 
revestimento mucoso. 
59
BIOQUÍMICA
Figura 41 – Sulfato de bário espesso
Fonte: Bontrager e Lampignano (2010, p. 461).
As reações alérgicas ao sulfato de bário são raras, devido a sua insolubilidade. Entretanto, esse 
medicamento é contraindicado quando houver possibilidade de o sulfato de bário escapar para a cavidade 
peritoneal ou mediastinal, fato que pode ocasionar infartos intestinais ou peritonite. Esse escape pode 
ocorrer por meio de uma víscera perfurada ou durante cirurgia seguida de procedimentos radiográficos. 
Outras contraindicações ocorrem nos casos de pós e pré-operatório do tubo digestivo, quando 
houver suspeita de perfuração de vísceras. Quando ocorrer alguma dessas contraindicações, é indicada 
a realização do exame com o uso do meio de contraste iodado hidrossolúvel, o qual poderá ser removido 
facilmente por aspiração antes ou durante a cirurgia. Se qualquer material hidrossolúvel escapar para 
a cavidade abdominal, o corpo pode prontamente absorvê-lo; já o sulfato de bário, por outro lado, não 
é absorvido.
O paciente deve ser alertado de que os meios de contraste hidrossolúveis têm como desvantagem o 
gosto amargo. Por esse motivo, eles algumas vezes são misturados com bebidas que possuam sabores 
para ocultar o gosto desagradável, mas são frequentemente diluídos em água, pois é dessa forma que 
chegam nos centros de diagnóstico.
Os meios de contraste iodados hidrossolúveis percorrem o trato gastrointestinal muito mais rápido 
que o sulfato de bário. Eles devem ser guardados na memória, caso imagens tardias do estômago e do 
duodeno forem solicitadas, e o tecnólogo deve ter conhecimento desse fato.
 Observação
Caso o paciente seja sensível ao iodo ou tenha desidratação severa, não 
deve ser usado o meio de contrastes iodados, pois os agentes de contraste 
hidrossolúveis intensificarão ainda mais a desidratação. Deve ser dada 
também atenção aos sinais de reações alérgicas ao sulfato de bário, que, 
apesar de serem raras, foram relatadas em um pequeno número de pacientes. 
60
Unidade II
A suspensão baritada, em contato com as secreções gástricas ou com os colos intestinais, após 
algum tempo da administração, poderá perder suas características radiológicas (adesão à mucosa)– 
sendo assim, ficará aglomerada em flocos, impossibilitando a sua adesão à mucosa. Essa aparência 
recebe o nome de floculação do meio de contraste baritado. 
Outra situação importante é que o bário tende a tornar as fezes endurecidas, levando a uma difícil 
evacuação. Para que isso não ocorra, o paciente deve ser orientado posteriormente ao exame a aumentar 
a ingestão de líquidos e, caso haja necessidade, fazer uso de laxativos (óleo mineral), tendo como critério 
nos 2 dias consecutivos ao exame uma evacuação por dia.
A técnica do duplo contraste foi desenvolvida no Japão, onde existe uma alta incidência de 
carcinoma de estômago. Essa técnica consiste no emprego tanto do meio de contraste positivo 
e radiopaco quanto do negativo e radiotransparente, tendo como objetivo reforçar o diagnóstico de 
doenças gastrointestinais.
O meio de contraste radiopaco é o sulfato de bário. Sua alta densidade oferece uma boa cobertura 
da mucosa do estômago. Já o meio de contraste negativo inclui o ar ambiente, que será introduzido 
através de pequenos furos no canudinho; assim, quando o paciente aspira o sulfato de bário, ele aspira 
também o ar ambiente. 
Dióxido de carbono também é usado como meio de contraste negativo. Nesse caso, ele é produzido 
com a ingestão de citrato de cálcio e citrato de magnésio, que são cristais produtores de gás dióxido 
de carbono. Quando os cristais atingem o estômago, eles formam uma bolha de gás; sendo assim, o 
gás se mistura com o bário, forçando este contra a mucosa do estômago, o que oferece uma melhor 
cobertura e melhor visibilidade da mucosa, conforme mostrado na figura a seguir. O gás também 
distende as alças intestinais que estão colabadas, devido ao jejum do paciente, necessário para a 
realização do exame.
Figura 42 – Duplo contraste: estômago cheio de gás e bário
Fonte: Bontrager e Lampignano (2010, p. 462).
61
BIOQUÍMICA
Figura 43 – Duplo contraste: estômago cheio de gás e bário (pregas mucosas delineadas pelo bário)
Fonte: Bontrager e Lampignano (2010, p. 462).
Nas figuras é demonstrado o trânsito gastrointestinal com duplo contraste. O estômago está 
cheio de gás e bário, com as pregas mucosas delineadas pelo bário. Na seta são vistas dobras das 
mucosas longitudinais do estômago. Nessa técnica também são demonstrados pólipos potencias, 
divertículos e úlceras.
5.2 Gadolínio
O gadolínio é um meio de contraste utilizado na ressonância magnética. Ele é considerado 
paramagnético, pois é constituído de íons metálicos. 
 Observação
Possuir propriedades paramagnéticas significa que a substância é 
atraída do mesmo modo que o ferro, mas de forma muito mais fraca. 
O exame de ressonância magnética é realizado através do recebimento do sinal dos átomos de 
hidrogênio do corpo do paciente por uma bobina do equipamento de ressonância magnética. 
62
Unidade II
Figura 44 – Equipamento de ressonância supercondutor
Fonte: Bontrager e Lampignano (2010, p. 789).
O hidrogênio é o átomo mais abundante no corpo humano e possui apenas um próton, o que 
fornece a ele uma propriedade magnética, ou seja, sobre a ação de um campo magnético ele é atraído. 
O magneto de cada núcleo de hidrogênio contém um polo norte e um polo sul de força equivalente; 
sendo assim, ele possui dipolos magnéticos. 
O momento magnético nuclear
age como uma... ... que apresenta
Sentido Tamanho
Vetor magnéticoBarra de ímã
Figura 45 – O momento magnético do núcleo de hidrogênio
Fonte: Westbook, Roth e Talbot (2013, p. 5).
Trazendo para a ressonância, o conceito de paramagnetismo consiste na tendência que os dipolos 
magnéticos atômicos (spin dos átomos de hidrogênio) têm de se alinharem paralelamente com um 
campo magnético externo (campo magnético da ressonância magnética).
63
BIOQUÍMICA
Paralelo - baixa energia
Antiparalelo - alta energia
Mo
Bo
B)A)
Figura 46 – A) spins dos átomos de hidrogênio fora do campo magnético; 
B) spins do átomo de hidrogênio atraídos pelo campo magnético
Fonte: Hage e Iwasaki (2009, p. 1289).
O gadolínio é o íon metálico utilizado como meio de contraste paramagnético em ressonância 
magnética, sendo amplamente usado na prática clínica. No fim da década de 1980, houve sua aprovação 
regulatória. Supõe-se que mais de 450 milhões de doses de meios de contraste à base de gadolínio 
foram administradas mundialmente (BALZER, 2017).
Hoje em dia temos oito meios de contraste à base de gadolínio disponíveis no mercado. Cada 
fabricante determina os nomes genéricos/acrômios e os nomes comerciais.
Quadro 1 – Meios de contraste à base de gadolínio disponíveis no mercado
Nome genérico / Acrônimo Nome comercial (fabricante)
Gadopentetato de dimeglumina / Gd-DTPA Magnevistan ® (Bayer)
Gadoterato de muglumina / Gd-DOTA Dotarem ® (Guerbet)
Gadoteridol / Gd-HP-DO3A ProHance ® (Bracco)
Gadodiamida / Gd-DTPA-BMA Omniscan ® (GE Healthcare)
Gadoversetamida / Gd-DTPA-BMEA Optimark ® (Guerbet)
Gadobutrol / Gd-BT-DO3A Gadovist ® (Bayer)
Gadoxetato dissódico / Gd-EOB-DTPA Primovist ® (Bayer)
Gadobenato de dimeglumina / Gd-BOPTA MultiHance ® (Bracco)
Adaptado de: Dutra (2020). 
Na tabela periódica, é possível observar que o íon gadolínio é um metal pertencente à família dos 
lantanídeos e do grupo terras raras, com número atômico 64 e massa 157.
64
Unidade II
Fi
gu
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 4
7 
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Ta
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3)
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65
BIOQUÍMICA
Embora sejam abundantes, as terras raras, ou metais de terras raras, recebem esse nome por serem 
de difícil extração. A maioria das terras raras é extraída pela China, maior exportadora do mundo desses 
elementos. Mas devido à diminuição da quantidade da exportação das terras raras pelo país asiático, 
outros países, como Brasil e Alemanha, passaram a se dedicar à sua mineração. 
O problema é que o processo de reciclagem de terras raras é complicado, pois, após recolher 
o material, ele deve passar por um processo químico de separação. Em seguida, os elementos 
químicos devem ser purificados e, no caso de óxidos, devem ser combinados com outros produtos 
para serem reutilizados.
 Saiba mais
Para conhecer mais sobre o estudo da separação do gadolínio, 
leia o artigo: 
COSTA, A. F. Estudo da separação de gadolínio a partir da extração 
líquido-líquido em regime contínuo. XXVI JORNADA DE INICIAÇÃO 
CIENTÍFICA E II JORNADA DE INICIAÇÃO EM DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO 
E INOVAÇÃO. Anais... 2018. Disponível em: https://cutt.ly/QQozfpA. Acesso em: 
15 jul. 2021.
O gadolínio é um elemento altamente tóxico em sua forma livre, podendo levar à degeneração 
esplênica (baço), à necrose hepática (fígado), ao bloqueio na produção de enzimas, à inibição dos 
canais de cálcio (o bloqueio dos canais de cálcio causa a redução da pressão arterial) e a uma série de 
desequilíbrios no sangue. O uso clínico do íon de gadolínio só é possível porque ele é fortemente ligado a 
um quelante, evitando os efeitos tóxicos relacionados a sua forma livre. Os agentes quelantes têm como 
finalidade capturar, transportar e/ou eliminar substâncias (metais) do organismo onde o íon metálico 
(íon gadolínio) é envolvido por ligações covalentes do agente quelante. 
O íon gadolínio apresenta nove pontos de ligação; os ligantes (moléculas ou átomos) se ligam 
diretamente a esses pontos através de ligações covalentes, onde pares de elétrons são compartilhados 
e cedidos ao íon metálico pelo ligante. Portanto, o quelante usado para o meio de contraste gadolínio 
apresenta oito átomos doadores. Dos nove pontos ligantes do íon gadolínio, oito são ocupados pelo 
quelante e um é ligado a uma molécula de água. Vale ressaltar que, ao término do exame, o quelante 
vai transportar o íon gadolínio para fora do corpo humano (MORCOS, 2014).
A interação do gadolínio com um grande número de moléculas de água aumenta o sinal da 
ressonância na sequência ponderada em T1. Isso só é possível por causa da ligação do único ponto 
ligante do íon gadolínio com a molécula de água que acabamos decitar.
66
Unidade II
 Observação
Ponderação T1 é o tempo necessário para a recuperação de 
aproximadamente 63% da magnetização longitudinal dos prótons. Numa 
imagem com contraste em T1 aparecem em branco a gordura, os fluidos 
com proteínas, as moléculas com lipídeos, as hemorragias subagudas, a 
melanina e o gadolínio; já em escuro aparecem as neoplasmas, os edemas, 
as inflamações, os fluidos puros e o líquido cefalorraquidiano.
5.2.1 Característica paramagnética
A ponderação T1 (tempo de relaxamento) tem alta sensibilidade para o gadolínio; então, após 
a administração do meio de contraste gadolínio se realiza a ponderação T1. Isso ocorre porque o 
gadolínio possui sete elétrons não pareados, o que produz o efeito paramagnético. Essa condição (efeito 
paramagnético) leva ao encurtamento dos tempos de relaxamento T1 e T2 (tempo de relaxamento 2) 
e, consequentemente, ao aumento significativo do sinal de ressonância na sequência T1 – portanto, 
intensifica a diferença de contraste entre as estruturas avaliadas. Isso significa que o efeito paramagnético 
altera o relaxamento das moléculas de água contidas nos tecidos adjacentes. É importante destacar 
que o encurtamento T2 geralmente ocorre quando são utilizadas altas concentrações de gadolínio. 
Para uso clínico são utilizadas baixas concentrações de doses; isto posto, dificilmente será detectado o 
encurtamento T2 após administração do gadolínio (MORCOS, 2014).
 Observação
A Lei da Indução Eletromagnética, elaborada por Michael Faraday em 1833, 
faz referência a três forças individuais: movimento, magnetismo e carga 
elétrica. Se existirem duas delas, a terceira é automaticamente induzida.
Núcleos ativos em ressonância magnética que têm carga efetiva e estão 
em rotação (spin) adquirem automaticamente um momento magnético e 
se alinham a um campo magnético externo.
Os meios de contraste à base de gadolínio podem variar quanto as suas propriedades químicas, como 
a estrutura molecular, que pode ser macrocíclica ou linear, e também na sua ionicidade, que pode ser 
iônica e não iônica. 
180º
C
Figura 48 – Estrutura molecular linear
67
BIOQUÍMICA
H H
H HH H
H HH H
H H
C C
C CC C
C CC C
C C
Figura 49 – Estrutura molecular macrocíclica
Essas variações na estrutura molecular e na ionicidade estão relacionadas à estabilidade da ligação 
do íon gadolínio ao quelato. Chama-se estrutura macrocíclica um composto orgânico cuja cadeia possui 
uma sequência de átomos de carbono ligados, ou seja, uma cadeia fechada. 
Sendo assim, os meios de contraste macrocíclicos possuem uma formação anelar rígida (cadeia fechada) 
em sua estrutura, na qual o íon de gadolínio é aprisionado no centro. Isso estabelece maior proteção do íon 
gadolínio dentro da molécula, pois, como abordado anteriormente, o gadolínio em sua forma livre (fora do 
quelato) é extremamente tóxico ao corpo humano. Por outro lado, temos os meios de contraste com estrutura 
molecular linear, ou seja, aberta, que proporciona menor proteção, já que o íon de gadolínio fica mais exposto.
A ionicidade é outra característica que influencia a ligação do íon de gadolínio no interior da 
molécula do quelato. A ionicidade é estabelecida conforme seus ligantes (átomos ou moléculas).
Os meios de contraste iônicos (íon gadolínio) possuem oito ligantes, dos quais cinco são ácidos 
carboxílicos (COOH) e três são átomos aminonitrogênios (amina carbono ligado a nitrogênio). 
A característica dissociativa de sais e meglumina ou sódio no composto contribui para a propriedade 
iônica da molécula.
Gadopentetato 
de dimeglumina
Magnevistan®
Gadobenato de dimeglumina
MultiHance®
LinearesMacrocíclicos
Iô
ni
co
s
Gadoxetato dissódico
Primovist®
Gadoterato de meglumina 
Dotarem®
O
O
O
O
O
O
N
N N
N
N
N
N
N
N
N
N
N
N
Gd3+
Gd3+
Gd3+
Gd3+
O
O
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O
O
O
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O
O
O CH3
O-
-O
-O
O-
O-
O-
O-
O-
O-
O-
O-
O-
O-
O-
O-
O-
O-
-O
-O
Figura 50 – Meios de contraste iônicos: estrutura molecular macrocíclica 
Fonte: Dutra (2020, p. 38).
68
Unidade II
Nos contrastes não iônicos, os ácidos carboxílicos são reduzidos de cinco para três, os quais neutralizam 
as três cargas positivas do íon gadolínio (Gd3+), tornando o meio de contraste um estado neutro. Sendo 
assim, os dois ácidos carboxílicos reduzidos são substituídos por duas metilamidas não iônicas, as quais 
apresentam ligações mais fracas ao gadolínio quando comparadas aos ácidos carboxílicos. 
Gadoteridol
ProHance®
Gadodiamida
Omniscan®
Gadobutrol
Gadovist®
Gadoversetamida
Optimark®
N
ão
 iô
ni
co
s
HN NH
CH3 CH3
O
N N
N
Gd3+
O
O
-O
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O-
-O
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N
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Gd3+
O
O
O
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O-
O-
O-
N N
N
N
HO
OH
Gd3+
O
O
O
O-
O-
O
O-
HN NH
CH3 H3C
O
N N
N
Gd3+
O
O
-O
O
O
O
O
O-
-O
Figura 51 – Meios de contraste não iônicos: estrutura molecular macrocíclica
Fonte: Dutra (2020, p. 38).
Via de regra, os meios de contraste macrocíclicos (cadeia fechada) e iônicos possuem maior 
estabilidade, enquanto os meios de contraste lineares e não iônicos possuem menor estabilidade. 
A estabilidade do meio de contraste é um fator importante, uma vez que a alta instabilidade dos 
meios de contraste está relacionada com as taxas de dissociação do gadolínio da molécula de contraste, 
ou seja, os meios de contraste macrocíclicos e iônicos apresentam uma maior estabilidade em solução 
pelo fato de a cadeia ser fechada, fazendo com que o íon de gadolínio fique aprisionado no interior 
da molécula e impedindo a dissociação ou separação do íon de gadolínio com a molécula de quelato. 
Além do mais, a dissociação do gadolínio está relacionada com o aparecimento de depósito do meio de 
contraste nos tecidos, podendo levar à fibrose sistêmica nefrogênica (FSN).
 Lembrete
A fibrose sistêmica nefrogênica é uma complicação grave do uso do 
gadolínio em pacientes com insuficiência renal.
A osmolaridade dos meios de contraste é um fator determinante na ocorrência de reações adversas, 
e isso ocorre porque ela está relacionada com o número de partículas osmoticamente ativas na solução, 
tornando-se relacionada a sua ionicidade. 
69
BIOQUÍMICA
Os meios de contraste iônicos apresentam maior osmolaridade, o que justifica a sua maior taxa de 
reações adversas e também maior toxidade nos tecidos locais quando ocorre extravasamento. Essas 
combinações são muito comuns quando são usados os meios de contraste iodados, porém, mediante 
o uso do meio de contraste à base de gadolínio, se tornam menos importantes em razão da baixa 
osmolaridade do meio de contraste à base de gadolínio, se comparado com os meios de contraste 
iodados. Exemplificando, uma dose frequente de um determinado meio de contraste à base de gadolínio 
(Magnevistan) contém uma osmolaridade de 27 mOsm, considerando um paciente com 70 kg, o que 
estabelece perturbação de 3% na osmolaridade plasmática. 
Entretanto, com o meio de contraste iodado ocorre o contrário: mesmo sendo de baixa osmolaridade, 
quando administrada uma injeção de 150 ml, compreende cerca de 100 mOsm de carga osmótica, o 
que aumentará significativamente a osmolaridade plasmática e proporcionará maior probabilidade de 
reação alérgica. Ademais, quando se utilizam quantidades menores de volume do meio de contraste à 
base de gadolínio, ocorre menor impacto hemodinâmico associado.
Outra propriedade importante dos meios de contraste é a viscosidade, que é a resistência de um 
fluido ao escoamento. Quanto menor a viscosidade, mais fácil será a sua administração. No entanto, 
essa propriedade é menos significativa para o meio de contraste à base de gadolínio quando comparado 
aos meios de contraste iodados, isso porque o volume injetado do gadolínio é mais baixo, resultando 
pouquíssimo na alteração da viscosidade plasmática.
O gadolínio Gd+3 é um íon metálico paramagnético que diminui o tempo de relaxamento T1 e 
T2. Ele é utilizado como quelato, e isso significa moléculas orgânicas grandes (complexo ligante) que 
formam um complexo estável ao seu entorno,o que ocorre devido à toxidade de sua forma iônica. 
O quelato diminui a chance de toxidade, e a frequência de reações adversas é baixa.
A segurança do meio de contraste à base de gadolínio sempre foi considerada como tendo um perfil 
altamente favorável. Os efeitos colaterais ou reações alérgicas são raros.
No entanto, nas últimas décadas, se iniciou uma grande preocupação quanto ao uso do gadolínio. 
Em pacientes com função renal normal, esses meios de contraste são facilmente excretados pelo 
organismo, porém, em pacientes com insuficiência renal, o meio de contraste tende a ter uma excreção 
lenta, possibilitando que o íon de gadolínio (Gd+3) na sua forma iônica se dissocie do quelato, podendo 
levar a possíveis efeitos colaterais.
A fibrose nefrogênica sistêmica (FNS) é uma condição que ocorre apenas em pacientes em disfunção 
renal. Inicia-se com uma lesão cutânea, podendo evoluir para outros órgãos, incluindo fibrose de músculo 
esquelético, articulações, fígado, pulmão e coração, e pode ser fatal (SILVEIRA, 2011).
A literatura relata que o uso do quelato de gadolínio leva ao desencadeamento de fibrose nefrogênica 
sistêmica. Ademais, foi detectada a sua presença na pele e nos tecidos moles de pacientes com a doença. 
A mais recente preocupação surgiu com a descoberta da presença do gadolínio nos tecidos encefálicos 
de pacientes com função renal normal. Através de estudos, foi identificado que essa condição está 
70
Unidade II
mais associada ao uso de meios de contraste mais instáveis, ou seja, com estruturas lineares (abertas). 
Sendo assim, as agências reguladoras, mediante preocupação com esses meios de contraste de baixa 
estabilidade (lineares), tomaram providências, estabelecendo alerta ou até interdição da venda de alguns 
meios de contraste (mercado europeu). 
Em seguida foi elaborada, com base nas diretrizes europeias e americanas, a categorização dos meios 
de contraste de acordo com seu risco de FSN (veja o quadro a seguir), levando à suspensão dos meios de 
contraste de alto risco para o mercado europeu.
Quadro 2 – Classificação de risco dos meios de contraste à base de gadolínio para 
fibrose sistêmica nefrogênica, de acordo com as diretrizes do comitê de meio de 
contraste da European Society of Urogenital Radiology (ESUR, versão 10.0, 
2018) e do American College of Radiology (ACR, versão 2020)
Nome comercial Classificação ESUR Classificação ACR
Omniscan ® Risco alto Grupo I
Magnevistan ® Risco alto Grupo I
Optimark ® Risco alto Grupo I
MultiHance ® Risco intermediário Grupo II
ProHance ® Risco baixo Grupo II
Gadovist ® Risco baixo Grupo II
Dotarem ® Risco baixo Grupo II
Primovist ® / Eovist Risco intermediário Grupo III
Fonte: Dutra (2020, p. 47).
No quadro é demonstrada a classificação de risco dos meios de contraste à base de gadolínio para 
fibrose sistêmica nefrogênica. O grupo I é o que apresenta mais casos de FSN, o grupo II é associado a 
poucos ou nenhum caso de FSN e o grupo III é o dos meios de contraste recentes no mercado, ou seja, 
com dados ainda limitados.
5.3 Reações adversas
O conhecimento das possíveis reações adversas aos meios de contraste é essencial por parte da 
equipe, já que no cotidiano de trabalho nas unidades de imagenologia as reações adversas são eventos 
que apresentam desde formas leves até quadros ameaçadores à vida do paciente. Toda instituição deve 
desenvolver um planejamento, medidas de profilaxia e um atendimento adequado de forma individual 
para cada paciente.
Após a injeção dos meios de contraste iodados, dois efeitos colaterais são considerados comuns – 
ou seja, são esperados –, como onda de calor (fogacho) e gosto metálico na boca, os quais passam de 
forma rápida. 
71
BIOQUÍMICA
Foi constatado que muitos pacientes desenvolvem reações adversas por ansiedade ou receio de 
receber o meio de contraste e da realização do exame. Uma forma de evitar esse quadro é o tecnólogo 
fornecer ao paciente uma cuidadosa explicação a respeito do exame e dos efeitos colaterais comuns. 
Uma maneira de averiguar a intolerância e a hipersensibilidade do paciente ao meio de contraste 
é através da obtenção da história clínica. Portanto, é realizada uma anamnese (questionário) antes da 
administração do meio de contraste, na qual será questionado se o paciente possui história de alergia, 
se faz uso de medicamento (e de qual tipo), se é alérgico a iodo ou a medicamentos, se já tomou o meio 
de contraste antes, se possui doenças como insuficiência renal ou pulmonar ou autoimune etc. Uma 
resposta positiva a quaisquer dessas questões alerta a equipe para a probabilidade de uma maior reação, 
e, dependendo da conduta médica, pode ser recomendada a administração de uma pré-medicação como 
corticoides ou anti-histamínico para reduzir a gravidade das reações do meio de contraste. Pacientes 
que têm asma ou alergia a medicamentos podem ser candidatos a esse procedimento. 
Ressaltamos que todo paciente é considerado de risco, independentemente de ter ou não uma 
história de alergia.
5.3.1 Classificação das reações e tratamento
As reações adversas podem ser categorizadas de acordo com sua temporalidade e severidade. 
A identificação dessas categorias irá direcionar a conduta oferecida ao paciente.
5.3.1.1 Temporalidade
A temporalidade pode ser aguda, tardia ou muito tardia. Nas reações agudas, a ocorrência se dá 
após 1 hora da administração do meio de contraste; nas reações tardias, a ocorrência se dá entre 1 hora 
e 7 dias da administração do meio de contraste, sendo que a maioria é observada dentro de 3 horas a 
2 dias; já nas reações muito tardias, a ocorrência se dá após uma semana da administração do meio de 
contraste (DUTRA, 2020).
5.3.1.2 Severidade e tratamento
A severidade é classificada de acordo com o grau de sintomas associados à reação, podendo ser 
dividida em quatro categorias: leve, moderada, grave ou específica de um órgão. 
A reação leve é considerada uma reação não alérgica. Ela não requer tratamento medicamentoso 
e nem assistência médica e pode ocorrer por ansiedade ou medo. Mesmo não sendo uma situação 
letal, o tecnólogo deve estar atento a qualquer necessidade do paciente. Os sintomas são ansiedade, 
tontura, náuseas, vômitos, eritema leve, coceira e urticária leve e espalhada, e incluem também os 
efeitos colaterais comuns, como gosto metálico e sensação de calor durante a administração do meio 
de contraste (fogacho). Nesse caso, o tratamento consiste em fazer o paciente respirar lentamente, 
fornecendo a ele uma toalha molhada fria. Deve-se sempre tranquilizar e observar o paciente.
72
Unidade II
A reação moderada é uma verdadeira reação alérgica (reação anafilática). Ela inclui os sintomas 
urticária (moderada e severa), edema de laringe, broncospasmo, angioedema, hipotensão, taquicardia 
(> 100 batimentos por minuto) ou braquicardia (< 60 batimentos por minuto). Essa reação pode evoluir 
para uma condição letal, por isso a assistência médica deve ser fornecida imediatamente. O tratamento 
envolve intervenção farmacológica.
A reação grave é conhecida como reação vasovagal, e o nervo vago é o principal nervo do sistema 
nervoso parassimpático; portanto, a reação vasovagal nada mais é do que um aumento do tônus 
parassimpático. O nervo vago percorre do cérebro até o abdômen e possui funções sensitivas e motoras, 
sendo importante para a manutenção de funções vitais, como a regulação da frequência cardíaca e 
arterial. A reação vasovagal compromete o nervo vago, portanto, é uma condição que causa desmaios 
e fraqueza muscular. Quanto ao tratamento, uma emergência médica deve ser declarada. O uso do 
carrinho, de drogas de emergência, de oxigênio e do equipamento de sucção é imprescindível, e a 
hospitalização é iminente (BONTRAGER; LAMPIGNANO, 2010).
Na reação específica de um órgão, ocorrem diversos sintomas: no sistema cardíaco, atividade elétrica 
sem pulso; no sistema respiratório, edema pulmonar; no sistema vascular, trombose venosa; no sistema 
nervoso, indução de convulsões;no sistema renal, insuficiência temporária ou paralisação completa e 
extravasamento do meio de contraste fora do vaso para dentro dos tecidos moles. 
O início da reação segue a injeção do meio de contraste e pode não ser identificado por até 48 horas 
após a finalização do exame. O tratamento inclui monitoramento, hidratação, administração de diurético, 
medicamento para intervenção cardíaca, anticonvulsivantes e diálise geral. Caso o paciente tenha 
dificuldade para produzir urina ou outros sintomas incomuns, deve ser orientado a procurar o médico.
5.3.2 Fatores de riscos
As reações adversas de hipersensibilidade agudas ao meio de contraste ocorrem de forma inesperada, 
sem previsão, porém alguns pacientes manifestam maior risco para esse evento.
Vale destacar os pacientes que já receberam o meio de contraste e tiveram reações adversas, sendo 
esse o fator de risco mais importante, pois abre possibilidades para futuras reações adversas, isso 
considerando que foi administrado novamente o mesmo meio de contraste que o anterior e se a reação 
ocorrida foi moderada ou grave. Ademais, pacientes que tiveram reação adversa ao meio de contraste 
iodado também apresentam o risco ao meio de contraste à base de gadolínio (DUTRA, 2020).
Portanto, se houver indicação da administração do meio de contraste em pacientes que já tiveram 
reação devido ao uso do meio de contraste, é necessário escolher um diferente do anterior. 
Outro fator de risco é a asma, que, por definição, é um estreitamento dos brônquios (canais que 
levam ar aos pulmões), o que dificulta a passagem de ar, levando a crises que tornam a respiração difícil. 
Apesar de ser um fator de risco, considera-se mais importante o controle dos sintomas da asma antes 
do exame do que o paciente ser acometido da doença. Desse modo, a estabilização do quadro asmático 
73
BIOQUÍMICA
é fundamental para a realização do exame contrastado. É importante destacar que pacientes asmáticos 
não têm indicação para pré-medicação.
Alergias causadas por alimentação ou por quaisquer outras substâncias e pacientes portadores de 
eczema (afecção alérgica da pele) também são fatores de risco, porém, são considerados baixos. Esses 
pacientes têm maior probabilidade de desenvolver reação adversas após a administração do meio de 
contraste. Provavelmente esse fator está associado à reação hipersensibilidade e não alérgica, por isso 
não há contraindicação do uso do meio de contraste e também não é recomendada a pré-medicação 
para esses pacientes. 
No caso de pacientes com alergia a frutos do mar, apesar de ser um fator risco desenvolver uma 
reação adversa aos meios de contraste, esse risco não é aumentado se comparado a pacientes com 
outros tipos de alergia (BROWN et al., 2008).
Ao contrário do conceito que é amplamente difundido de que os frutos do mar, que contêm iodo, 
têm uma reação cruzada com o meio de contraste iodado, não há uma associação comprovada até o 
momento. Na verdade, o principal alérgeno dos frutos do mar são as proteínas contidas na carne do 
peixe (parvalbumina) ou do camarão (tropomiosina), e não o iodo.
É importante ressaltar que a ansiedade contribui para uma possível reação aos meios de contraste. 
Por isso, um bom diálogo com o paciente é fundamental para esclarecer todas as dúvidas antes do 
exame, com o objetivo de reduzir a probabilidade de reações ao meio de contraste. A idade e o gênero 
do paciente também são fatores de risco, pois existem relatos que crianças, idosos e pessoas do sexo 
masculino têm menor possibilidade de manifestar uma reação adversa.
O próximo fator de risco são os medicamentos denominados betabloqueadores. Eles são responsáveis 
por bloquear os receptores adrenérgicos do tipo beta, que respondem à ligação da norepinefrina 
(noradrenalina) e da epinefrina (adrenalina), as quais são as catecolaminas liberadas pelo sistema 
nervoso simpático. Por esse motivo, os betabloqueadores inibem as respostas mediadas pela adrenalina 
quando esta é administrada para se reverter um quadro alérgico.
Estudos relatam que o uso de betabloqueadores pode estimular o risco de uma reação adversa e 
também inibir a resposta ao tratamento com adrenalina, aumentando, assim, a severidade da anafilaxia, 
que nada mais é do que uma reação alérgica grave e de rápida progressão que pode provocar a morte. 
Porém, como esses estudos são heterogêneos, com resultados inconsistentes, não é recomendando 
suspender os betabloqueadores ou usar pré-medicação previamente à administração do meio de 
contraste (TEJEDOR-ALONSO et al., 2019). 
A cardiomiopatia pode levar a uma inflamação do músculo cardíaco que provoca sua ampliação e 
enfraquecimento. Dessa maneira, a cardiomiopatia severa pode aumentar o risco de reações cardíacas 
fisiológicas, mediante a ocorrência da reação adversa ao meio de contraste. No entanto, como o risco é 
baixo, não é contraindicado o uso do meio de contraste ou da pré-medicação (BUSH; SWANSON, 1991).
74
Unidade II
5.3.3 Marcadores da função renal
Para avaliar a função renal, devem ser realizados exames laboratoriais de ureia e creatinina antes 
do exame de imagem. O tecnólogo deve examinar o prontuário do paciente para verificar os níveis 
dessas substâncias. 
O objetivo do exame laboratorial da ureia é avaliar a quantidade de ureia no sangue, e através 
dele é possível saber se os rins e o fígado estão funcionando corretamente. O fígado metaboliza as 
proteínas provenientes da alimentação; como resultado desse metabolismo é produzida a ureia, a qual é 
direcionada para o sangue, que será filtrado pelos rins, e eliminada na urina. Porém, caso ocorra algum 
problema no fígado ou nos rins, mesmo em casos em que o paciente tem uma dieta rica em proteínas, 
a quantidade de ureia circulante no sangue aumenta, caracterizando a uremia, que é tóxica para o 
organismo. As doenças que comprometem a função dos rins geralmente levam ao aumento dos níveis 
sanguíneos de ureia.
A creatina é produzida pelo próprio organismo, ou seja, no fígado, rins e pâncreas, mas pode também 
ser obtida por meio dos alimentos ricos em proteína, como carnes e peixes. Em seguida, é transportada 
para os músculos e o cérebro, onde é transformada em creatina fosfato (processo de fosforilação), 
também conhecida como fosfocreatina. A creatina fosfato possui uma elevada reserva energética, sendo 
essencial no processo de contração muscular.
Para os músculos realizarem suas atividades, eles consomem creatina fosfato. A quebra da creatina 
fosfato é uma condição essencial para a contração dos músculos, o que dá origem à creatinina. Em níveis 
elevados, a creatinina pode indicar condições como insuficiência renal, infecção nos rins, desidratação e 
problemas durante a gravidez. A creatinina é filtrada nos rins e excretada na urina. Quando os rins não 
estão funcionando adequadamente, a filtração da creatinina é comprometida. Isso significa que boa 
parte da creatinina produzida não será excretada na urina, elevando sua concentração no sangue.
Pacientes com níveis sanguíneos elevados apresentam maior chance de experimentar uma reação 
adversa aos meios de contraste. Níveis normais de creatinina adulto são de 0,6 a 1,5 mg/dl, e de ureia 
são de 8 a 25 mg/100 ml.
5.3.4 Medidas de prevenção, tipos de exames e meios de contraste
Antes da administração do meio de contraste, é fundamental a análise de algumas questões. 
A primeira é se existe uma indicação e uma justificativa válida para a administração do meio de contraste; 
a segunda, se o benefício da administração do meio de contraste é maior que o risco; e a terceira, se 
existe outro método de imagem que não necessite do meio de contraste e forneça a mesma informação 
diagnóstica. Baseada nessa análise, a decisão do uso ou não do meio de contraste depende do contexto 
clínico, levando em consideração todos os riscos, benefícios e alternativas de métodos de diagnósticos 
(ENG et al., 2016).
É fato que os meios de contraste de alta osmolaridade (hiperosmolares) causam maior nefrotoxidadedo que os meios de contraste de baixa osmolaridade (hipo ou iso-osmolares). Comparando os meios 
75
BIOQUÍMICA
de contraste de baixo risco – os hipo-osmolares e os iso-osmolares –, o perfil de nefrotoxidade é 
semelhante; portanto, é indicado o uso da menor dose de meio contraste capaz de fornecer a 
informação diagnóstica. 
 Lembrete
A nefrotoxicidade se refere aos efeitos deletérios (nocivos) causados aos 
rins por uma determinada substância, nesse caso, os meios de contraste.
A função renal basal é o fator mais importante para o desenvolvimento do IRA-PC quando comparado 
com o volume de contraste injetado, assim como a presença de diabetes ou a idade do paciente. 
 Observação
A insuficiência renal aguda pós-contraste (IRA-PC), mais conhecida 
como insuficiência renal aguda (IRA), é uma síndrome caracterizada por 
perda abrupta da função renal.
A função basal se refere ao nível de atividade de um órgão em repouso ou em jejum. A presença 
de nefropatia crônica grave é o fator de risco mais alto para IRA-PC. O risco de IRA-PC é bem maior 
se a injeção do meio de contraste for por via intra-arterial do que por via intravenosa. Nesses grupos, 
o uso do meio de contraste intravascular só pode haver se o benefício for maior que o risco potencial. 
Para esses grupos, a ação preventiva é a hidratação profilática intravascular, que deve ser monitorada e 
individualizada a fim de deter sobrecarga de volume. Os meios de contraste de alta osmolalidade são os 
mais ligados ao acontecimento de IRA-PC. Devido a isso, deve-se preferir o uso de meios de contraste 
de baixa osmolalidade e na menor dose possível para a aquisição da informação diagnóstica, evitando 
múltiplas injeções de meio de contraste em pequenos intervalos de tempo. É indicado suspender 
medicamentos nefrotóxicos para os pacientes de risco, como medida de prevenção (MÜLLER et al., 2002).
 Observação 
A diabetes se caracteriza por uma elevação dos níveis de glicose no 
sangue, causada pela falta de produção do hormônio insulina no pâncreas 
ou pela perda da eficiência da ação de insulina em pessoas com excesso de 
gordura no corpo. 
A insulina transporta a glicose para dentro das células e permite a sua 
transformação em energia para o funcionamento equilibrado do organismo.
Quando não controlado, o aumento de glicose no sangue pode levar a 
danos nos vasos sanguíneos e nervos, acarretando em complicações – por 
exemplo, disfunção e falência de órgãos como rins, olhos e coração.
76
Unidade II
5.3.5 Preparo do paciente ou prevenção
Antes do início do exame, no momento da abordagem do paciente, algumas diretrizes devem ser 
seguidas: a conferência de dados do paciente, como idade, nome e gênero, assim como da avaliação do 
estado mental e emocional, para saber se ele tem condições de realizar o exame. Além disso, são 
coletadas informações relevantes através da anamnese, e, na sequência, o paciente deve assinar o 
termo de consentimento esclarecido e informado. Uma explicação detalhada sobre o procedimento 
deve ser dada ao paciente com o objetivo de tranquilizá-lo.
Após deitar, é necessário avaliar se o paciente está confortável, principalmente se houver preocupação 
com a ocorrência de uma síncope (perda de consciência temporária). Caso o paciente seja criança, o 
tecnólogo deve avaliar se ela será colaborativa ou não; se considerar que a criança pode ser tornar 
arredia ou se mexer abruptamente durante a inserção da agulha, deve solicitar ao responsável ou a 
outra pessoa que possa ajudar a imobilizar o membro e manter a criança calma. No entanto, o método 
de preferência para obter a colaboração da criança é sempre a comunicação terapêutica, ou seja, 
conversar com ela, com o objetivo de passar confiança, e jamais enganá-la a respeito dos desconfortos 
do procedimento. Toda atenção deve ser dada à criança e é necessário ser receptível a suas queixas e 
valorizar suas preocupações.
5.4 Condições especiais
5.4.1 Gestação 
Os efeitos dos meios de contraste em fetos e embriões humanos não são totalmente conhecidos, 
pois os estudos em gestantes são muito limitados. Entretanto, existem estudos demonstrando meios de 
contraste iodado e à base de gadolínio no feto após administração materna. Após chegar na circulação 
fetal, os meios de contraste são excretados através dos rins do feto, se misturando com o líquido 
amniótico, e, em seguida, são engolidos pelo feto; com isso, irão atingir o seu trato gastrointestinal. 
Sabe-se que o meio de contraste iodado no feto não gera mutação. O principal efeito deletério é o 
seu potencial impacto sobre a glândula tireoide durante o período fetal e neonatal, condição que pode 
levar à inibição de hormônios tireoidianos. 
Estudos relatam que a exposição do gadolínio em gestantes, em qualquer fase da gestação, 
não tem associação com maior risco de anomalias congênitas, porém, foi observado maior risco de 
desenvolver anormalidades reumatológicas e inflamatórias, como também risco de aborto ou morte 
(RAY et al., 2016).
Baseado nesses estudos, é recomendado avaliar qual método apresenta menor potencial de risco e 
maior informação diagnóstica, tanto materno quanto fetal. Caso seja realmente necessário o uso do 
meio de contraste iodado, deve-se monitorar a função tireoidiana do feto durante a primeira semana 
após o parto. Em se tratando do meio de contraste à base de gadolínio que seja utilizado somente quando 
o benefício justificar o risco para o feto, deve ser utilizada a menor dose necessária para obter uma 
imagem de qualidade e ser administrado o meio de contraste com menor risco (TREMBLAY et al., 2012).
77
BIOQUÍMICA
5.4.2 Lactação
O meio de contraste iodado, como já foi visto, quando administrado por via intravenosa, possui 
meia-vida de aproximadamente 2 horas em paciente com função renal normal, sendo 100% eliminado 
em 24 horas. Na criança, a dose administrada na mãe e estimada através do leite materno é menor que 
0,01%, sendo muito menor que a dose permitida administrada na criança durante o exame contrastado 
(1,5 a 2 ml/kg). Pode haver sabor no leite materno por um período curto. 
Assim, as orientações indicam que não há necessidade de suspensão da amamentação após 
a administração do meio de contraste na lactante, a não ser quando a mãe julgar necessário. São 
estabelecidas diretrizes no caso do meio de contraste à base de gadolínio com alto risco de fibrose 
sistêmica nefrogênica, que determina suspensão da amamentação por 24 horas após o uso do meio 
de contraste.
5.4.3 Disfunção tireoidiana 
Devido ao fato de possuir iodo, o meio de contraste iodado pode afetar o funcionamento da glândula 
tireoide, visto que ela utiliza o iodo para a produção dos hormônios tireoidianos (T4 e T3). Qualquer 
alteração na concentração do iodo sérico afetará a produção de hormônio e pode levar a hipertireoidismo 
ou hipotireoidismo. Essa ocorrência é rara e pode ocorrer meses após a administração do meio de 
contraste iodado. Em indivíduos com função tireoidiana normal, dificilmente ocorrerá alteração. 
No hipertireoidismo, a glândula tireoide fica exageradamente ativa e sintetiza uma grande quantidade 
de hormônio. Essa condição contraindica o uso de meios de contraste iodados (DUTRA, 2020).
 Observação
O hipertireoidismo é definido pelo aumento excessivo da atividade 
da glândula tireoide. Essa condição leva ao aumento da concentração 
dos hormônios e, consequentemente, ao aumento da velocidade do 
metabolismo orgânico.
Já o hipotireoidismo é definido como a redução da atividade da glândula 
tireoide. Sendo assim, a produção hormonal será insuficiente, reduzindo a 
velocidade do metabolismo.
78
Unidade II
Cartilagem tireoide
Glândula tireoide
Glândulas paratireoides
Região do 
timoTraqueia
Laringe
Nível de C6
Nível de T4
ou T5
EsquerdoDireito
Figura 52 – Traqueia e glândula tireoide
Fonte: Bontrager e Lampignano (2010, p. 73).
As causas do hipotireoidismo são diversas. O motivo mais frequente é a variação autoimune, que 
ocorre quando o próprio corpocomeça a atacar a tireoide. Esse hipotireoidismo é denominado tireoidite 
de Hashimoto, doença que corresponde a 95% dos casos de hipotireoidismo.
No caso do hipertireoidismo, o sexo feminino é o mais propenso. A causa mais comum ocorre quando 
a glândula da tireoide se encontra ativa de forma exagerada, o que produz uma grande quantidade de 
hormônios. Essa condição é conhecida como bócio difuso tóxico ou doença de Graves, a qual também 
é autoimune. Nesse caso, os anticorpos se ligam nos receptores de TSH presentes na tireoide e os ativa; 
como resultado, ocorre aumento da atividade da tireoide.
5.4.4 Anemia falciforme 
A anemia falciforme é uma doença hereditária na qual os glóbulos vermelhos sofrem alterações 
e ficam com aspecto de foice. A membrana celular acaba sofrendo alterações a ponto de se romper, 
ocasionando anemia.
Na literatura, encontramos relatos sobre, após administração intravenosa do meio de contraste 
iodado de alta osmolalidade, ocorrer a falcização de hemácias, que é a mudança da forma normal da 
hemácia para a forma de foice. No entanto, quando administrados meios de contraste iso-osmolares ou 
de baixa osmolalidade, não ocorre aumento expressivo de eventos adversos em pacientes acometidos 
com anemia falciforme (CAMPBELL et al., 2012).
79
BIOQUÍMICA
A ocorrência da falcização é baixa ou inexistente após o uso dos meios de contraste tanto 
iodado quanto à base de gadolínio. Sendo assim, pacientes com anemia falciforme não têm 
contraindicação para o uso de meio de contraste iodado e à base de gadolínio, sendo apenas 
recomendada a hidratação antes do meio de contraste iodado.
Hemácia normal Hemácia falciforme
Figura 53 – Glóbulos vermelhos, hemoglobina normal e anormal
Anemia de longa data e crises periódicas de vaso-oclusão são duas das maiores características 
de anemia falciforme. A anemia é causada pelo aumento de deformações dos glóbulos vermelhos. 
Nos casos ocorridos em crianças, elas podem apresentar um aspecto pálido e olhos amarelados.
As crises vaso-oclusivas, que são obstruções dos vasos sanguíneos em qualquer lugar do organismo, 
são oriundas da deformação dos glóbulos vermelhos, o que acarreta falta de oxigênio na área afetada 
do organismo. Os sintomas podem depender dos locais onde esses vasos sanguíneos estão bloqueados, 
embora os que mais aparecem sejam dores nos ossos.
Vaso-oclusão de 
células falciformes
Circulação 
sanguínea normal
Glóbulos vermelhos saudáveis
Glóbulos vermelhos falciformes a 
bloquearem a circulação sanguínea
Figura 54 – Circulação sanguínea normal e com oclusão no vaso de células falciformes
5.4.5 Feocromocitoma e paraganglioma
Nas glândulas adrenais são encontradas as células cromafins, nas quais os tumores feocromocitoma 
se originam. Esses tumores provocam uma quantidade excessiva de hormônios denominados 
catecolaminas (epinefrina e norepinefrina). O feocromocitoma causa efeitos relacionados ao aumento 
do tônus simpático.
80
Unidade II
O excesso de produção desse hormônio pode desencadear frequência cardíaca elevada com forte 
pulsação, sudorese exagerada, vertigem ao se levantar, respiração ofegante e fortes dores de cabeça, 
sendo a hipertensão arterial o sintoma mais importante. A concentração de catecolaminas no sangue 
é medida, e, através dos exames de imagem, o tumor é diagnosticado. Geralmente, o tratamento para 
feocromocitoma é feito com cirurgia para tentar remover o máximo de tumor da glândula adrenal 
afetada, já que a maioria do crescimento ocorre dentro do córtex das glândulas adrenais, sendo que 
menos de 10% são cancerosos e 10% se desenvolvem fora das glândulas adrenais de forma específica 
nas células cromafins.
Esse tumor pode ocorrer em homens ou mulheres, independentemente da idade, mas apresenta 
maior prevalência em indivíduos entre 20 e 40 anos. Vale ressaltar que a maioria das pessoas que são 
acometidas pelos feocromocitomas têm neoplasia endócrina múltipla, que é uma patologia hereditária 
incomum, levando a uma maior predisposição ao desenvolvimento de tumores nas glândulas tireoide, 
paratireoide e adrenais. 
Glândulas 
suprarrenais 
(adrenais)
Rim
Ureter
Bexiga
Uretra
Direito Esquerdo
Figura 55 – Sistema urinário: glândulas suprarrenais (adrenais)
Fonte: Bontrager e Lampignano (2010, p. 107).
 Observação
As adrenais ou suprarrenais são glândulas singulares. Elas são de 
pequena dimensão, porém de bastante importância e multifuncionais. 
Encontradas acima dos rins, elas liberam uma variedade de hormônios e 
neurotransmissões, cada um produzido em compartimentos anatômicos 
diferentes. 
81
BIOQUÍMICA
Os paragangliomas possuem a mesma constituição dos feocromocitomas. Ambos são classificados 
de acordo com sua localização, sendo que 90% dos feocromocitomas acometem as glândulas adrenais. 
No caso de mudança de localização de feocromocitomas, como coração, peito, crânio ou pescoço, eles 
passam a ser denominados extra-adrenais ou paragangliomas.
Figura 56 – Imagem de tomografia mostrando um feocromocitoma (ver seta) 
após a injeção intravenosa de contraste
Fonte: Herr et al. (2014, p. 234).
A B
Figura 57 – Imagem de ressonância magnética 
mostrando um paraganglioma no pescoço 
Fonte: Düzlü et al. (2018, p. 60).
82
Unidade II
Atualmente, não existe comprovação de que o uso dos meios de contraste tanto iodados como à 
base de gadolínio intravenoso possa intensificar os episódios de hipertensão nos pacientes com tumores 
como feocromocitomas ou paragangliomas, que são tumores produtores de catecolaminas. Sendo assim, 
não existem contraindicações para o uso dos meios de contraste nesses pacientes. 
No caso de tomografia computadorizada, é indicado meio de contraste intravenoso não iônico para 
pacientes portadores de feocromocitoma ou paraganglioma, e também não há necessidade de nenhum 
tipo de preparo especial ou qualquer tipo de restrição antes do uso dos meios de contraste iodado 
iônico ou à base de gadolínio. No entanto, caso seja necessária a administração intra-arterial de meio de 
contraste iodado, é recomendado o uso oral de bloqueadores alfa e beta-adrenérgicos, com supervisão 
médica. Esses bloqueadores têm a função de diminuir a pressão arterial.
5.4.6 Mieloma múltiplo
O mieloma múltiplo é um tipo de câncer que tem início na medula óssea quando ocorre a mutação 
de células, ou seja, a produção de plasmócitos anormais chamados de células malignas. Pacientes 
acometidos com mielomas múltiplos com função renal normal que tenham recebido meio de contraste 
não possuem risco aumentado de injúria renal aguda pós-contraste IRA-PC, desde que o meio de 
contraste seja iso ou hipo-osmolar e que o paciente esteja bem hidratado. No entanto, se a função renal 
estiver alterada, o paciente apresenta maior risco de IRA-PC. 
Para esses pacientes, é necessário suspender os medicamentos nefrotóxicos e realizar hidratação 
profilática intravascular, a qual deve ser monitorada e individualizada para evitar sobrecarga de volume. 
No entanto, não é recomendado o uso de N-acetilcisteina, de diuréticos ou manitol e de hemodiálise 
como medidas profiláticas.
5.4.7 Miastenia gravis
A proteção do corpo humano contra infeções é feita através do sistema imunológico, o qual é 
constituído por células, tecidos, órgãos e moléculas – também fazem parte desse sistema o baço, 
linfonodos e células livres, como os leucócitos. As infeções são causadas por patógenos, e o sistema 
imunológico tenta destruir esses agentes externos, como vírus, bactérias, parasitas ou fungos. Algumas 
doenças atacam o sistema imunológico contra uma estrutura do próprio organismo; isso é considerado 
uma resposta imunológica, e essas doenças são denominadas autoimunes. A miastenia gravis é uma 
doença autoimune caracterizada pela presença de anticorpos que se ligam e inativam especificamente 
os receptores nicotínicos presentes na junção neuromuscular. 
Apesar de muitos estudos terem sidos realizados até o momento em relação à injeção intravenosa 
dos meios de contraste iodados e ao usodo meio de contraste iodado intravenoso em pacientes com 
mistastenia gravis, o agravamento clínico ainda é questionável, e o assunto ainda é muito contraditório, 
portanto, o uso do meio de contraste iodado nesses pacientes leva a uma contraindicação relativa. 
Em contrapartida, estudos com o meio de contraste à base de gadolínio ainda são escassos.
83
BIOQUÍMICA
5.4.8 Metformina 
A metformina é um medicamento (comprimido) hipoglicemiante oral que pode ser utilizado para 
diminuir a quantidade de glicose (açúcar) no sangue (glicemia), para tratamento de diabetes mellitus 
tipo 2, em pacientes obesos, além de tratamento da síndrome de ovários policísticos. No tratamento de 
diabetes mellitus tipo 2, o corpo não produz insulina ou cria resistência a ela. Para administração do meio 
de contraste iodado em pacientes com injúria renal aguda ou disfunção renal severa, é recomendada a 
suspensão da metformina por 48 horas e sua reintrodução após avaliação da função renal.
5.4.9 Outros medicamentos
Betabloqueadores são aplicados com o objetivo de diminuir a mortalidade e impedir complicações 
das doenças cardiovasculares. A interrupção dos betabloqueadores normalmente não é necessária, 
entretanto, pode ficar comprometido o tratamento do broncoespasmo, como também a resposta à 
adrenalina, caso ocorra uma reação de hipersensibilidade.
A interleucina-2 é um medicamento anticancerígeno. Ela não é um anticorpo, mas pode participar 
da resposta imune. Pacientes que fazem uso de interleucina-2 precisam estar cientes do grande risco de 
reação cutânea tardia ao meio de contraste.
6 INDICAÇÕES DOS MEIOS DE CONTRASTE
6.1 Trato urinário
Os primeiros estudos orográficos, ou seja, estudos dos rins e ureteres com uso do meio de contraste, 
ocorreram em 1923, mas somente em 1929 a urografia foi introduzida na prática clínica, mediante o 
uso do contraste diiodado Uroselectan. Em 1950 foram introduzidos também para esse estudo os meios 
de contraste triiodados iônicos de alta osmolalidade (Urografina, Conray e Urovision), sendo assim 
mais uma opção. A preocupação quanto à nefrotoxidade provocada pelo uso do meio de contraste 
de alta osmolalidade ocorreu apenas quando começaram a aparecer os primeiros casos. Diante desse 
fato, na década de 1980, foram introduzidos os meios de contraste não iônicos de baixa osmolalidade 
(Iopamiron e Omnipaque), com menos reações adversas. Na sequência vieram os dímeros não iônicos, 
com osmolalidade semelhante ao plasma sanguíneo, porém com alta viscosidade, a ponto de limitar seu 
uso clínico.
84
Unidade II
Figura 58 – Urografia excretora contrastada evidenciando rins, ureteres e bexiga
Fonte: Nacif et al. (2004, p. 434).
6.2 Sistema cardiovascular
Nos exames contrastados do sistema cardiovascular, faz parte dos protocolos dos centros de 
diagnósticos o uso do meio de contraste de baixa osmolalidade, conduta que reduziu a ocorrência e 
o agravamento das reações adversas. Apesar dessa redução, as poucas ocorrências chamam atenção 
quando se referem a danos na condução elétrica miocárdica, que nada mais é do que o estímulo elétrico 
para a contração do miocárdio, incluindo extra-sístoles (alteração na formação do impulso elétrico do 
coração), fibrilação (câmaras cardíacas contraem-se em ritmo síncrono) e efeitos tromboembólicos.
85
BIOQUÍMICA
Figura 59 – Angiograma de abdome inferior, com imagem 
em ASD (angiografia subtração digital) à direita
Fonte: Bontrager e Lampignano (2010, p. 702).
 Observação
A artéria coronária esquerda deixa a aorta acima da válvula aórtica. 
Geralmente corre cerca de 1 a 25 mm e se bifurca entre a artéria descendente 
anterior e a artéria circunflexa esquerda. O entupimento dessa artéria leva 
à conhecida morte súbita.
6.3 Sistema nervoso central
Existem duas formas de os meios de contraste chegarem até o sistema nervoso central: por uma 
injeção intravascular, no caso de uma angiografia cerebral, ou através de uma injeção subaracnoidal 
(entre a membrana aracnoide e a pia-máter). 
A barreira hematoencefálica (BHE) é uma barreira natural cuja função é limitar e regular a troca de 
substâncias entre o plasma sanguíneo e o sistema nervoso central, incluindo os meios de contraste. 
Permeabilidade se refere à propriedade de um corpo de se deixar penetrar por uma substância. 
O aumento da permeabilidade da barreira hematoencefálica pode ocorrer patologicamente, como no 
caso de tumores ou efeitos diretos dos meios de contraste. Caso isso ocorra, os meios de contraste 
podem penetrar e chegar em estruturas cerebrais, se espalhando nos espaços ventriculares. 
A mielografia é um exame realizado para avaliar a medula espinhal, o que é feito por meio da injeção 
de contraste na região lombar de forma específica no espaço subaracnoidal. Nessa situação, caso ocorra 
o aumento da permeabilidade da BHE, o meio de contraste alcançará as regiões anteriores do sistema 
nervoso central. Segundo Sugawara e Daros (2004), ocorrem lesões cerebrais provocadas por altas dose 
86
Unidade II
dos meios de contraste iodados iônicos. No entanto, os meios de contraste não iônicos são menos 
agressivos à BHE e menos tóxicos a estruturas cerebrais, mesmo em pacientes com comprometimento 
da BHE. Sendo assim, é recomendado o uso do meio de contraste iodado não iônicos em pacientes com 
lesão da BHE.
A
B
C
Figura 60 – Angiografia cerebral. A: artéria carótida interna direita; 
B: artéria carótida externa direita; C: artéria carótida comum direita
Fonte: Bontrager e Lampignano (2010, p. 683).
 Observação
A angiografia, também chamada de arteriografia cerebral, é uma técnica 
utilizada para encontrar anomalias nos vasos sanguíneos cerebrais. Por 
exemplo: uma dilatação arterial (aneurisma), uma configuração anormal 
(malformação arteriovenosa), uma inflamação (arterite) ou uma obstrução 
vascular (acidente vascular cerebral).
87
BIOQUÍMICA
Figura 61 – Mielografia da lombar (OPD – oblíqua posterior direita e OPE – oblíqua posterior esquerda)
Fonte: Bontrager e Lampignano (2010, p. 763).
6.4 Trato gastrointestinal
Para os estudos do trânsito gastrointestinal, podem ser utilizados o meio de contraste sulfato de 
bário (sal insolúvel) ou meios de contraste iodados iônicos e não iônicos (sais solúveis). 
Desde 1910, data em que ocorreu a primeira descrição do uso do sulfato de bário como meio de 
contraste, ele tem permanecido como agente de escolha para os estudos gastrointestinais. Achado na 
natureza em rochas vulcânicas, unido ao mineral conhecido como barita, o sulfato de bário é totalmente 
insolúvel, e, quando alterado em sal solúvel, como no caso do carbonato de bário, ele passa a ter alta 
toxicidade, sendo assim um veneno mortal. O sulfato de bário tem como vantagens possuir uma ótima 
opacidade, não ser absorvido pelo organismo humano, ser excretado em sua forma intacta através 
das fezes e apresentar alta aderência à parede da mucosa gastrointestinal. O sulfato de bário pode ser 
administrado por via oral ou retal. 
O enema baritado é um exame contrastado do intestino grosso no qual o meio de contraste é 
introduzido por via retal. No caso de paciente não colaborativo e imobilizado, a administração pode ser 
feita na forma simples, ou seja, somente sulfato de bário de baixa densidade. Entretanto, a preferência 
para realização do enema baritado é a técnica do duplo contraste, na qual é administrado o sulfato de 
bário associado a um gás inerte (ar ou gás carbônico) por meio de insuflação. 
88
Unidade II
O gás se mistura com o bário e força o sulfato de bário contra a mucosa, oferecendo uma melhor 
cobertura e melhor visibilidade da mucosa. Para estudo do esôfago, pode-se utilizar contraste simples 
ou duplo. Antes do exame, alguns cuidados são necessários, como jejum, uso de laxantes e clister, que é 
a injeção de medicação por via retal para lavagem intestinal. Também é indicada medicação para aliviar 
espasmos viscerais, caso ocorram. 
As reações adversas e alérgicas são raras. As reações adversas mais comuns são náuseas,vômitos, dor 
abdominal (no caso das reações alérgicas, normalmente inicia-se com prurido), eritema, edema de glote, 
broncoespasmo, hipotensão severa, taquicardia, dispneia, agitação, confusão e cianose. Em se tratando 
das reações graves, elas estão relacionadas com a presença de perfurações do trato gastrointestinal, 
mesmo porque é contraindicado o uso de sulfato de bário caso o paciente tenha suspeita de perfuração 
de vísceras (nesse caso, são indicados os meios de contraste iodados iônicos e não iônicos).
Os contrastes iodados iônicos possuem alta osmolalidade. Conforme vão circulando pelo trato 
gastrointestinal, eles vão ficando cada vez mais diluídos, o que leva à perda da opacidade e pode 
também provocar a desidratação do paciente, motivo pelo qual o seu uso é contraindicado para os 
recém-nascidos. Também é contraindicado caso haja suspeita de aspiração bronquial, pois essa condição 
pode levar à pneumonite química. Em relação aos meios de contraste iodados não iônicos, a grande 
vantagem oferecida é o fato de serem de baixa osmolalidade e não proporcionarem efeitos desidratantes.
Figura 62 – Enema baritado com duplo contraste – AP 
Fonte: Bontrager e Lampignano (2010, p. 488).
89
BIOQUÍMICA
6.5 Sistema biliar
O sistema biliar pode ser avaliado através de exames de diagnósticos por imagem. Nas últimas 
décadas foi dada ênfase ao desenvolvimento dos meios de contraste iodados para os estudos do sistema 
biliar, sendo eles colangiográficos e colecistográficos.
Os meios de contraste colecistográficos são administrados por via oral, tendo como objetivo 
opacificar a vesícula biliar. Já os meios de contraste colangiográficos são administrados por via 
endovenosa, sendo apacificados os ductos biliares. Desde 1952, não ocorreram mudanças nos meios 
de contraste orais colecistográficos, sendo eles o iopodato (Biloptin) e o ácido iopanoico (Telepaque). 
Na figura a seguir podemos observar que o grupo ácido (COOH) não está ligado diretamente ao 
anel benzênico, mas, sim, à cadeia lateral. Isso faz com que os meios de contraste fiquem mais ácidos e 
lipofílicos (demonstrem maior afinidade com gordura). Já no carbono 5 não há substituinte, liberando a 
ligação a proteínas plasmáticas.
CH2-CH-COOH
NH2
CH2CH3
I I
Figura 63 – Ácido iopanoico (Telepaque)
O iopodato e o ácido iopanoico são absorvidos por difusão passiva através do intestino. Isso significa 
a passagem de substâncias (meios de contraste) pela região lipídica da membrana plasmática, de um 
local maior concentrado para um menor concentrado. Após absorvidos, são levados e ligados à albumina 
plasmática (proteína do plasma, produzida naturalmente pelo fígado), ficando acumulados no tecido 
gorduroso e no fígado. No fígado são capturados pelos hepatócitos, que são células do fígado com 
objetivo de formar e excretar bile durante o metabolismo da bilirrubina, e transportados ativamente 
para os sistemas biliares e grandemente armazenados na vesícula biliar, onde se concentram entre 14 e 
20 horas após a ingestão. 
De maneira oposta aos agentes orais colecistográficos, os colangiográficos são bem solúveis em água 
e não podem ser absorvidos pelo trato gastrointestinal, sendo unicamente de uso injetável intravascular. 
Embora seja pouco utilizado na prática clínica, o iotroxaro (Bilisopin) é um exemplo comercial. Ele 
é um dímero iônico sem substituinte nos carbonos 5, o que gera uma forte ligação com a albumina 
plasmática, evitando a excreção renal. As características ácidas e lipofílicas trazem a eliminação 
biliar desse agente. O efeito colerético limita o grau de opacificação das vias biliares por causa 
do efeito de diluição. A máxima concentração nas vias biliares é atingida 30 minutos depois da 
administração endovenosa.
90
Unidade II
NHCO — (CH2OCH2)3 — CONH
COO- COO-
I II I
Figura 64 – Iotroxato meglumina (Biliscopin). 
Meio de contraste colangiográfico de uso endovenoso
Esses dois tipos de contraste, colecistográficos e colangiográficos, perdem opacificidade em casos 
de disfunção hepatocelular, e sua utilização nesses casos não é indicada. Seu uso vem diminuindo 
gradativamente, porém não estão totalmente abandonados, e o conhecimento farmacológico a respeito 
desses agentes ainda é relevante.
 
Figura 65 – Radiografia dos ductores biliares/colangiografia tubo em T
Fonte: Bontrager e Lampignano (2010, p. 755).
91
BIOQUÍMICA
 Observação
A colangiografia endovenosa tem como objetivo estudar de forma 
radiológica as vias biliares através de infusão endovenosa. 
Têm indicações para esse procedimento: o estudo de uma vesícula biliar 
que não pode ser visualizada durante um colecistograma oral; pacientes 
colecistectomizados (que removeram a vesícula biliar); vômitos e diarreias 
intensos que impediram a absorção do meio de contraste. 
Não tem indicações para esse procedimento: elevada incidência de 
reações ao meio de contraste.
6.6 Extravasamento do MC
6.6.1 Definição e incidência
O uso dos meios de contraste nas imagens diagnósticas tem aumentado de forma significativa nos 
últimos anos. Os meios de contraste alteram a capacidade de absorção da radiação ionizante nos tecidos, 
proporcionado, assim, um diagnóstico mais acurado. Ainda que os meios de contraste apresentem 
vários benefícios, um risco preocupante, embora pouco frequente, está no extravasamento do meio de 
contraste, em particular os de alta osmolalidade, que são tóxicos aos tecidos circundantes. O profissional 
deve ter capacidade para reconhecer tal situação e também saber como proceder; consequentemente, 
essa situação pode levar a um aumento da morbidade e da permanência no hospital.
O extravasamento resulta na injeção imprudente do meio de contraste nos tecidos adjacentes, 
podendo ocorrer uma resposta inflamatória aguda, com seu pico em 24 a 48 horas após o extravasamento. 
O meio de contraste à base de gadolínio por ser administrado em pequenos volumes. Com maior uso 
de injeção manual, há menor ocorrência de extravasamento quando comparado com os meios de 
contraste iodados.
6.6.2 Fatores associados
Não há como prever o extravasamento do meio de contraste, mas alguns fatores podem aumentar 
a chance de ocorrência.
Alguns fatores estão diretamente relacionados ao paciente, como dificuldade de comunicação, 
agitação ou dificuldade de colaboração, indivíduos debilitados e severamente doentes, presença de 
pouco tecido celular subcutâneo, doença vascular diabética, trombose venosa, alterações vasculares 
pós-radioterapia, quimioterapia etc.
92
Unidade II
Outros fatores estão associados à escolha da via de acesso e à integridade dessa via. Sendo assim, o 
local de maior incidência de extravasamento é a fossa antecubital, por ser o local mais comum de punção 
venosa. Os demais fatores são o uso do cateter por mais de 24 horas e do tipo metálico, posicionamento 
inadequado, várias punções no mesmo local e cateter de menor calibre.
A administração dos meios de contraste com o uso de bombas injetoras propicia maior risco de 
extravasamento que a injeção manual, principalmente se o paciente já tiver outro fator de risco associado.
A viscosidade do meio de contraste é controlada através do aquecimento da substância antes da 
administração a 37 ºC. Sendo assim, os meios de contraste iodado de alta osmolalidade fazem parte dos 
fatores de risco do extravasamento. 
6.6.3 Prevenção 
A administração dos meios de contraste devem ser realizadas com muita prudência. Diante do 
conhecimento dos fatores de risco, o tecnólogo deve reconhecer os pacientes de risco, optar por cateter 
de plástico, dar preferência a acesso da fossa antecúbital, reduzir a viscosidade aquecendo o meio de 
contraste (iodado) a 37 ºC, orientar o paciente a comunicar a equipe caso sinta dor ou edema no local 
da injeção e administrar soro fisiológico antes do meio de contraste para checar o acesso. Uma forma 
de verificar a ocorrência do extravasamento é apalpando o acesso no local da punção venosa durante 
os primeiros segundos da injeção do meio decontraste.
6.6.4 Tratamento
Até o momento não foi bem definido o tratamento diante do extravasamento do meio de contraste. 
Entretanto, existe um protocolo comum que determina algumas diretrizes a respeito de como o 
tecnólogo deve comunicar o enfermeiro e/ou o médico responsável pelo setor de que irá entrar com 
intervenção farmacológica rapidamente:
• o membro em que ocorreu o extravasamento deve ser levantado acima do nível do coração para 
reduzir a pressão nos capilares e favorecer a reabsorção do meio de contraste extravasado;
• é necessário revezar sobre o local que ocorreu o extravasamento do meio de contraste uma 
compressa fria, que propicia uma ação anti-inflamatória, seguida de compressas quentes, para 
primeiro aliviar a dor e, em seguida, melhorar a reabsorção do meio de contraste;
• documentar o extravasamento é essencial, incluindo tipo e volume do meio de contraste 
extravasado, se a injeção foi manual ou automática, taxa de injeção e pressão de injeção, local do 
extravasamento, hora e data da ocorrência e nome do radiologista e do enfermeiro que realizaram 
o atendimento;
• deve-se entrar em contato com o paciente em um período de 24 a 48 horas para verificação do 
quadro clínico.
93
BIOQUÍMICA
7 SELEÇÃO E PREPARAÇÃO DOS PACIENTES ANTES DA ADMINISTRAÇÃO DOS 
MEIOS DE CONTRASTE
7.1 Triagem dos fatores de risco
Para realização do exame contrastado, uma entrevista prévia deverá ser realizada com o paciente, 
ou seja, uma anamnese, com o objetivo de obter uma história clínica detalhada do paciente na busca de 
fatores de risco para reações adversas e também esclarecer suas eventuais dúvidas. Em seguida ele deve 
assinar um termo de consentimento e responsabilidade. 
Deve-se, então, pesquisar os fatores de risco que podem levam a reações adversas de acordo com o 
meio de contraste a ser utilizado. Para os meios de contraste iodado, é importante coletar do paciente 
informações sobre reação prévia ao meio de contraste, asma, histórico alérgico, diabetes mellitus, 
hipertensão arterial, disfunção renal, insuficiência cardíaca e hipertireoidismo manifesto. Quanto aos 
meios de contraste à base de gadolínio, é importante atentar às seguintes informações: reação prévia 
ao meio de contraste, asma, histórico alérgico, injúria renal aguda, diálise e disfunção renal. 
Pacientes que já tenham tido reação prévia ao meio de contraste são considerados de alto risco 
para reação de hipersensibilidade. Nesse caso, é recomendado utilizar outra classe de meio de contraste, 
ademais, as reações de hipersensibilidade aos meios de contraste são inesperadas.
7.2 Reação de hipersensibilidade 
As reações de hipersensibilidade independem da dose ou da velocidade de infusão, podendo ocorrer 
mesmo com quantidades mínimas e sem exposição prévia ao meio de contraste. Podem ser diferenciadas 
de acordo com o tempo entre a exposição ao meio de contraste e o aparecimento de sintomas em 
dois grandes grupos: reações imediatas (quando ocorrem na primeira hora) ou reações não imediatas 
(quando ocorrem entre 1 hora e os 10 dias subsequentes) (BROCKOW; RING, 2010).
As reações de hipersensibilidade imediata aos meios de contraste manifestam-se tipicamente 
como anafilaxia. Sintomas gastrointestinais como náusea, vômitos, dor abdominal ou diarreia podem 
ocorrer. As reações mais graves envolvem os sistemas respiratório e cardiovascular e caracterizam-se por 
dispneia, broncoespasmo, hipotensão e taquicardia, podendo, em caso de choque anafilático, associar-se 
a alteração do estado de consciência. Cerca de 70% dessas reações ocorrem nos primeiros 5 minutos 
após a administração do meio de contraste, e cerca de 96% das reações graves ou fatais ocorrem nos 
primeiros 20 minutos (BROCKOW; RING, 2010). 
7.3 Pré-medicação
Tendo em vista que as reações adversas são imprevisíveis e que todo paciente deve ser considerado um 
paciente de risco, a equipe e a sala de exame devem estar preparadas para qualquer tipo de intercorrência, 
por isso, um carrinho de emergência bem equipado deve estar prontamente disponível, contendo nele 
equipamento para ressuscitação cardiopulmonar, oxigênio portátil, aparelho de sucção e medição de 
94
Unidade II
pressão sanguínea, desfibrilador e um monitor. Também devem ser mantidas na sala máscaras, cânulas 
para suporte com oxigênio, pontas de sucção, agulhas e seringas, bem como a epinefrina, droga de 
emergência muito comum. 
Figura 66 – Epinephrine
Fonte: Bontrager e Lampignano (2010, p. 540).
O tecnólogo é responsável por assegurar que o carrinho de emergência e o carrinho de drogas de 
emergência estejam equipados e não deve esquecer de conferir isso antes de qualquer procedimento 
com meio de contraste.
Figura 67 – Carrinho de parada
Fonte: Bontrager e Lampignano (2010, p. 540).
95
BIOQUÍMICA
A finalidade do uso de pré-medicação é reduzir a gravidade das reações aos meios de contraste. 
O paciente pode receber a medicação em diferentes estágios. Uma medicação comum nos centros 
de diagnósticos que faz parte dos protocolos inclui uma combinação de benadryl (princípio ativo 
difenidramina) e prednisona, dada por um período de 12 ou mais horas antes do procedimento. 
A história do paciente é analisada através da anamnese para saber se ele é candidato a essa 
pré-medicação, como no caso de indivíduos com histórico de asma, rinite alérgica (febre de feno) 
ou alergia a medicamentos. No momento do exame, o tecnólogo deve questionar se o paciente 
recebeu alguma pré-medicação e anotar sua resposta no prontuário.
Atualmente, o tempo de jejum para sólidos varia entre 0 e 12 horas, de acordo com o protocolo 
aderido pela instituição, mas a maioria das instituições solicita jejum de 4 a 6 horas.
7.4 Escolha dos meios de contraste
Quanto à escolha dos meios de contraste, considerando como fator relevante a ocorrência de reação 
aguda de hipersensibilidade e tendo como objetivo minimizá-las, os meios de contraste iodados não 
iônicos são recomendados como preferência, pois, quando comparados aos meios de contraste de alta 
osmolalidade iodados iônicos, é fato que os não iônicos proporcionam um risco de quatro a cinco vezes 
menor de reações adversas (CLEMENT, 2014).
Caso o paciente tenha sido submetido a algum exame contrastado e já tenha ocorrido uma reação ao 
meio de contraste, seja ele iodado ou à base de gadolínio, é recomendado utilizar uma classe diferente da 
anterior ou outro meio de contraste dentro da mesma classe, pois isso levará à redução da probabilidade 
de uma reação adversa futura. Pesquisadores afirmam que a troca do meio de contraste é mais eficaz 
que o uso de medicação prévia. 
O aquecimento do meio de contraste reduz a viscosidade e a resistência, tornando a injeção 
intravascular mais fácil, e diminui o desconforto dos pacientes, assim como a chance de extravasamento, 
isso levando em consideração os meios de contraste de alta viscosidade. A literatura relata que o 
aquecimento pode reduzir de forma considerável a periodicidade de reações adversas agudas.
Vale ressaltar que os meios de contraste à base de gadolínio são administrados a temperatura ambiente 
(15 a 30 ºC), de acordo com as bulas; sendo assim, não devem ser aquecidos antes da administração.
A princípio, os meios de contraste utilizados eram os iodados iônicos de alta osmolalidade. Nessa época 
foi iniciado o jejum para o uso de meio de contraste iodado intravenoso, o que ocorreu após se verificar 
que essas substâncias contrastantes têm altas taxas eméticas, ou seja, alto risco de provocar vômitos e 
náuseas, aumentado o risco de ocorrer aspiração e, consequentemente, pneumonia (CLEMENT, 2014).
Com a introdução dos meios de contraste de baixa osmolalidade, ocorreu a redução considerável 
das reações adversas e riscos de complicações eméticas. Mesmo assim, o protocolo de jejum é seguido 
para os estudos contrastados também para os meios de contraste iodados não iônicos de baixa 
osmolalidade. O tempo de jejum para sólidos varia de acordo com os diversos serviços, ficandoem 
torno de 0 a 12 horas, mas o mais comum é de 4 a 6 horas.
96
Unidade II
8 ANÁLISE DE IMAGENS E DESCARTE DE MEIOS DE CONTRASTE
8.1 Análise e discussão de imagens radiográficas com e sem meios de contraste
A radiologia é uma área da medicina fundamental através da qual são visualizadas imagens internas 
do corpo humano que auxiliam no diagnóstico de doenças suspeitas. As imagens radiográficas são 
formadas através da capacidade de distinção entre as estruturas adjacentes, ou seja, é necessário que 
haja um bom contraste entre as estruturas para que se tenha uma boa visibilidade. Essas imagens 
são registradas em um filme ou monitor de um computador após a exposição do paciente aos raios X. 
Quando a diferença de densidade é grande, o contraste é alto; quando a diferença de densidade é 
pequena, o contraste é baixo. Regiões de maior densidade atenuam mais os feixes de raio X do que as 
de menor densidade. 
A figura a seguir representa uma radiografia de tórax em PA. É importante que se tenha uma 
exposição e um posicionamento adequado. Os fatores técnicos foram selecionados com a finalidade 
de visualizar os pulmões e outras partes moles, porém, devido à alta densidade óssea, podem ser vistos 
clavículas, escápulas e arcos costais. No entanto, o esterno e as vértebras torácicas estão superpostas; 
sendo assim, não são bem visualizados na radiografia de tórax.
A
B
C
D
E
F
G
Coração
Figura 68 – Radiografia de tórax
Fonte: Bontrager e Lampignano (2010, p. 76).
97
BIOQUÍMICA
Os pulmões (ou seja, o ar, que possui baixa densidade) e a traqueia, representados pelo contorno 
pontilhado em A, que fazem parte do sistema respiratório, são bem expostos, embora os brônquios 
não apresentem a mesma condição. Já o coração, os grandes vasos sanguíneos e o diafragma 
são bastantes evidentes. Essas estruturas possuem contraste natural, positivo e radiopaco (por 
exemplo, o osso) e negativo e radiotransparente (por exemplo, o ar). Na imagem, a letra B indica 
o ápice pulmonar; a letra C, a carina; a letra D, a base pulmonar; a letra E, o diafragma; a letra F, o 
ângulo costofrênico; e a letra G, o hilo pulmonar. 
A radiografia simples de abdome anteroposterior (AP) está representada na figura a seguir, com o 
paciente em decúbito dorsal, sem o uso do meio de contraste. Habitualmente é realizada uma radiografia 
simples de abdome RUB (rins, ureteres e bexiga) previamente à radiografia com o meio de contraste, 
com o objetivo de excluir algumas patologias.
Figura 69 – AP de abdome RUB
Fonte: Bontrager e Lampignano (2010, p. 104).
Obstrução intestinal, perfurações com ar livre intraperitoneal (gás fora do trato digestivo), líquido 
em excesso no abdome ou possível massa intra-abdominal podem levar a uma situação de emergência. 
Nesse caso, é realizada uma rotina de abdome agudo ou duas ou três radiografias, que são feitas em 
posições diferentes com o objetivo de visualizar níveis hidroaéreos e também o ar livre dentro da 
cavidade abdominal. 
98
Unidade II
É fundamental que se tenha uma compreensão da anatomia e das relações entre órgãos e estruturas 
no interior da cavidade abdominal e pélvica. Na radiografia de abdome, três músculos se destacam: 
o diafragma e os psoas maiores direito e esquerdo.
A cavidade abdominal e a cavidade torácica são divididas pelo músculo diafragma. No momento 
da realização da radiografia do tórax e do abdome esse músculo deve permanecer estático, o que é 
possível através da orientação correta ao paciente sobre a respiração. Se os parâmetros técnicos forem 
selecionados de forma adequada, ambos os músculos psoas são visualizados na radiografia de abdome – 
mais especificamente, suas bordas laterais –, isso considerando uma paciente de porte pequeno ou médio. 
No entanto, os demais sistemas orgânicos abdominais, como esôfago, estômago, intestino delgado, 
intestino grosso e todo o sistema excretor, não são visualizados na radiografia simples de abdome, pois 
apresentam densidades semelhantes às estruturas adjacentes. Sendo assim, para visualização desses 
sistemas, há necessidade da administração do meio de contraste.
Quando a finalidade é o estudo dos órgãos da cavidade abdominal ou torácica, é necessário o uso 
do meio de contraste, podendo ser iodado ou não iodado. Vale lembrar que, quando se trata do trânsito 
gastrointestinal, também pode-se trabalhar com a técnica do duplo contraste, ou seja, sulfato de bário 
e dióxido de carbono. Segue uma radiografia de abdome:
Estômago A
Bulbo duodenal B
A
B
C
Válvula 
ileocecal C
Figura 70 – Radiografia abdominal contrastado com sulfato de bário
Fonte: Bontrager e Lampignano (2010, p. 105).
99
BIOQUÍMICA
Na radiografia, é possível evidenciar o meio de contraste sulfato de bário em todo o estômago e 
também na porção proximal do intestino delgado e intestino grosso. Destaca-se na imagem o bulbo 
duodenal. A letra A indica o duodeno; a letra B, o jejuno; e a letra C, a válvula ileocecal.
A imagem a seguir representa uma radiografia contrastada. Foi realizada a administração 
intravenosa do meio de contraste iodado, cujo exame é denominado urografia excretora ou 
intravenosa (UIV). Nesse caso, o objetivo é o estudo do sistema urinário. A visualização desse 
sistema não é possível numa radiografia simples, ou seja, sem contraste, tendo como fator limitante 
a cápsula adiposa que contorna os rins, fazendo com que eles fiquem com forma tênue, e também 
densidades semelhantes entre os tecidos. 
Observam-se na imagem: letra A, rim esquerdo; letra B, ureter proximal esquerdo; letra C, ureter 
distal esquerdo antes do esvaziamento na bexiga; e letra D, área da glândula suprarrenal (adrenal) 
direita, sobre o rim direito.
A
B
C
D
Figura 71 – Urografia intravenosa (UIV). A: rim esquerdo; B: terço médio do 
ureter esquerdo; C: ureter distal esquerdo; D: região da glândula suprarrenal
Fonte: Bontrager e Lampignano (2010, p. 107).
Os orgãos reprodutores não são vistos em imagens radiográficas sem meio de contraste. Sendo 
assim, para estudos do sistema reprodutor feminino, é realizada uma histerossalpingografia, em que a 
cavidade uterina é delineada pela injeção do meio de contraste iodado através do colo uterino. Desse 
modo, serão avaliadas a cavidade uterina e a permeabilidade (grau de abertura) das tubas uterinas, 
como também o formato e o contorno para detectar qualquer processo patológico.
100
Unidade II
Figura 72 – Histerossalpingografia (HSG) mostra o contraste 
sendo injetado para dentro da cavidade uterina
Fonte: Bontrager e Lampignano (2010, p. 760).
8.2 Análise e discussão de imagens de tomografia computadorizada (TC) e 
ressonância magnética (RM) com e sem meios de contraste
8.2.1 Análise e discussão de imagens de TC com ou sem meios de contraste
A tomografia computadorizada (TC) é um método diagnóstico por imagem cada dia mais utilizado 
na prática clínica. Assim como na radiologia convencional, o contraste que permite gerar as imagens é 
resultante da diferença na absorção do feixe de raio X em função das características dos tecidos.
Quanto maior a absorção do feixe pelo tecido, mais claro esse tecido aparecerá na imagem, uma vez 
que haverá grande absorção, e pouca radiação ultrapassará o objeto, e quanto menor a absorção do 
feixe pelo tecido, mais escuro este se apresentará na imagem.
O diagnóstico através da tomografia computadorizada permite observar as estruturas internas do 
corpo humano por meio de imagens de cortes axiais. A formação da imagem da tomografia segue o 
mesmo princípio de formação de imagem do raio X convencional, ou seja, estruturas com alta densidade 
absorvem mais radiação e ficam opacas na imagem, enquanto estruturas com menos densidade absorvem 
menos radiação e ficam mais escuras. 
A TC tem como diferencial a escala de densidade de Hounsfield (UH, ou unidades de Hounsfield). 
As diferentes densidades dos tecidos são medidas por índices de atenuação, os quais são representados 
numa escala de Hounsfield, composta por 2.000 níveis de cinza. 
101BIOQUÍMICA
Tabela 2 – Escala de densidade de Hounsfield (UH)
Escala de Hounsfield Anatomia
300 a 1.000 Osso denso (compacto)
100 a 200 Osso mole
60 Fígado
50 Pâncreas
36 Encéfalo (parênquima)
20 Músculo
0 Água
-20 a -80 Gordura
-500 a -800 Pulmão
-1.000 Ar
Após a radiação atravessar o corpo do paciente, ela é captada pelos detectores localizados no 
gantry do lado oposto à ampola. Determinadas estruturas precisam do meio de contraste para serem 
visualizadas. Na varredura da região abdominal, o exame pode ser realizado com ou sem contraste.
Ra
io
s 
X
Osso
Tecidos 
moles
Água
Gordura
Ar
i
i
i
i
i
1
3
5
8
10
Cabos
Detector Computador
Figura 73 – Interação da radiação com o corpo do paciente, chegando 
no detector e demonstrando a imagem no computador
A figura a seguir mostra um corte axial sem o uso do meio de contraste, no nível da décima segunda 
vértebra torácica (T12). Foram identificados o fígado, o baço, o rim esquerdo, a medula espinhal, a aorta 
descendente e o colo intestinal.
102
Unidade II
Medula
T12
Colo
Rim 
esquerdo
Aorta 
descendente
Baço
Fígado
Figura 74 – Corte axial do abdome
Fonte: Mourão (2015, p. 216).
Na imagem a seguir encontra-se um corte axial, no nível da terceira vertera lombar (L3), com o 
uso do meio de contraste, o que justifica a visualização da aorta descendente, o colo e o rim direito. 
A introdução do meio de contraste foi realizada por duas vias distintas, através do sistema vascular e 
digestório. São mostrados na imagem o fígado, a medula espinhal e os tecidos muscular e gorduroso.
Colo
Rim 
direito
Aorta 
descendente
L3
Fígado
Figura 75 – Corte axial do abdome
Fonte: Mourão (2015, p. 216).
103
BIOQUÍMICA
A figura a seguir mostra uma varredura dos rins. A imagem A determina os limites de varredura, 
que vão das glândulas suprarrenais até o limite inferior do rim. A imagem B mostra um corte axial sem 
o uso do meio de contraste, sendo identificado o rim direito, o fígado e os tecidos ósseo, muscular e 
gorduroso. A imagem C demonstra um corte axial do rim direito com o uso do meio de contraste.
A B
C
Figura 76 – Corte axial do abdome com e sem o uso do meio de contraste
Fonte: Mourão (2015, p. 222).
104
Unidade II
8.2.2 Análise e discussão de imagens de ressonância magnética (RM) com ou sem meios 
de contraste
O sinal de RM é produzido quando os spins dos átomos de hidrogênio do corpo do paciente induzem 
uma corrente na bobina do equipamento de ressonância. Na ressonância magnética não existe radiação 
ionizante como no raio X convencional e na TC, saindo do equipamento e interagindo com o corpo 
humano, mas sim um potente campo magnético que tem por objetivo alinhar os spins dos átomos 
de hidrogênio. Além disso, na ressonância magnética, é usado o meio contraste à base de gadolínio, 
com o objetivo de intensificar os sinais das estruturas, o que proporciona uma melhor visualização e 
também contribui na diferenciação de doenças primárias (tumor) dos efeitos secundários (edema). Ela 
ainda auxilia no diagnóstico de metástase, infecções, processos inflamatórios e infartos subagudos do 
encéfalo. Após o paciente realizar uma cirurgia da coluna, pode ser indicado o exame de ressonância 
para diferenciar um processo cicatricial de uma doença discal recorrente. O uso mais frequente do meio 
de contraste na ressonância magnética envolve a avalição do sistema nervoso central.
A figura a seguir mostra uma imagem do encéfalo ponderada em T1 sem contraste. Conforme 
indicado pela seta, a lesão aparece na cor cinza, o que é denominado isosinal. 
Figura 77 – Encéfalo ponderada em T1 sem contraste
Fonte: Bontrager e Lampignano (2010, p. 798).
105
BIOQUÍMICA
A figura a seguir demonstra uma imagem ponderada em T1 com o uso do meio de contraste à base 
de gadolínio, o qual realça a lesão, fazendo com que apareça com área brilhante no centro do encéfalo 
(ver seta). Nesse caso, temos um hipersinal.
Figura 78 – Encéfalo ponderada em T1 com o meio de contraste 
Fonte: Bontrager e Lampignano (2010, p. 798).
A B
Figura 79 – Lesão medular em esclerose múltipla. Imagem sagital ponderada em T2 
(A) e imagem sagital ponderada em T1 pós-contraste (B) mostrando lesões no 
nível de C2–C3 e C4–C5, a última apresentando realce pós-gadolínio
Fonte: Leite (2011, p. 432).
106
Unidade II
Substância branca
Substância cinzenta
Líquido cefalorraquidiano
T1 T2
Figura 80 – Diferença da relação de contraste entre a 
visualização das estruturas nas ponderações T1 e T2
Fonte: Klein (2016, p. 48).
8.3 O descarte dos resíduos de contraste e o meio ambiente
A criação da Política Nacional de Resíduos Sólidos foi importante para obter uma gestão, o que 
contribuiu para a melhora na qualidade ambiental e na condição de vida. Além disso, a questão 
ambiental vem sendo uma grande questão política global. Essa preocupação tornou o gerenciamento 
desse processo de descarte de resíduos extremamente importante para a conservação da saúde do 
meio ambiente. 
Ademais, políticas e legislações públicas nacionais e regionais têm como obrigação trazer uma visão 
proativa sobre a importância dessa estratégia para o meio ambiente, além de criar e desenvolver novos 
indicadores ambientais. Com eles é possível monitorar a evolução que essa política abrange. 
Os descartes indevidos de resíduos criam grandes prejuízos ambientais, os quais colocam em 
risco os recursos naturais globais e a qualidade de vida da população presente por gerações. Esses 
descartes inadequados criam agentes potencialmente perigosos, físicos, químicos ou biológicos, 
transformando as condições ambientais e afetando a vida humana. Por isso, cada vez mais políticas 
públicas vêm sendo criadas com o objetivo de garantir o meio ambiente sustentável e preservar a 
saúde da população.
107
BIOQUÍMICA
Devido ao alto risco para o meio ambiente e saúde pública, foi aprovada a Resolução Conama 
n. 006, de 19 de setembro de 1991, que tornou não obrigatória a incineração ou queima dos resíduos 
sólidos oriundos de estabelecimentos de saúde ou similares e deu autoridade para cada órgão estadual de 
meio ambiente criar normas para o licenciamento ambiental de coleta, transporte e destino final desses 
resíduos para os estados e municípios que não optaram pela incineração. A criação dessa Resolução 
trouxe bastante destaque legal para os RSS (resíduos dos serviços de saúde) no final da década de 1990.
Posteriormente, foi elaborada a Resolução Conama n. 005, de 5 de agosto de 1993. Ela trouxe as 
diretrizes da anterior, porém estipulou que os próprios estabelecimentos prestadores de serviço de 
saúde elaborem o gerenciamento dos resíduos, contemplando a geração, coleta, armazenamento, 
transporte e destino final. Após ela, surgiu a Resolução Conama n. 283/01, publicada em 12 de 
julho de 2001.
Posteriormente, a Anvisa, que tem como objetivo regulamentar, controlar e fiscalizar produtos e 
serviços que oferecem riscos à saúde da população, resolveu tomar a responsabilidade e promoveu 
um debate público a fim de orientar sua própria resolução. Assim, foi promulgada em 2003 a 
Resolução de Diretoria Colegiada – RDC Anvisa n. 33/03, com o objetivo de regulamentar e gerenciar 
os resíduos da área da saúde. Essa resolução começou a considerar os riscos existentes à saúde 
dos trabalhadores, saúde e meio ambiente, porém gerou divergências com as orientações advindas 
da Conama. Assim, os dois órgãos buscaram uma forma de equilibrar as duas regulamentações, 
e, por isso, foi deliberada a revogação da RDF Anvisa n. 33/03 e publicadas a RDC Anvisa n. 306 e 
a Resolução Conama n. 358. Essa unificação trouxe um avanço para as regras de tratamento dos 
RSS de todo o país, porém ainda com o desafio de considerar cada especificação dos estados 
e municípios. 
A RDF Anvisa n. 306/04 e a Resolução Conama n. 358/05 classificam os RSS segundo os grupos de 
risco e suas exigências para o manejo específico. Esses grupos são: 
• Grupo A: resíduos com a possível presença deagentes biológicos que, por suas características, 
podem apresentar risco de infecção. 
• Grupo B: resíduos químicos. 
• Grupo C: rejeitos radioativos. 
• Grupo D: resíduos comuns. 
• Grupo E: materiais perfurocortantes.
108
Unidade II
Figura 81 – Símbolos de identificação dos grupos de resíduos
Fonte: Anvisa (2006).
109
BIOQUÍMICA
Quadro 3 – Classificação dos resíduos de fontes especiais
Resíduos de fontes especiais
Classificação Origem Componentes/Periculosidade
Industrial
Indústrias metalúrgica, 
elétrica, química, de papel e 
celulose, têxtil etc.
Composição de resíduos varia de acordo com a atividade (exemplos: 
iodos, cinzas, borrachas, metais, vidros, fibras, cerâmica etc.). São 
classificados por meio da Norma ABNT 10.004/2004 em classe I 
(perigosos), classe II-A e classe II-B (não perigosos)
Construção civil
Construção, reformas, reparos, 
demolições, preparação e 
escavação de terrenos
Resolução Conama n. 307/2002:
A: reutilizáveis e recicláveis (solos, tijolos, telhas, placas de revestimento)
B: recicláveis para outra destinação (plásticos, papel/papelão, metais, 
vidros, madeiras etc.)
C: não recicláveis
D: perigosos (amianto, tintas, solventes, óleos, resíduos contaminados – 
reformas de clínicas radiológicas e unidades industriais)
Radioativos
Serviços de saúde, instituições 
de pesquisa, laboratórios e 
usinas nucleares
Resíduos contendo substância radioativa com atividade acima dos 
limites de eliminação
Portos, aeroportos, 
e terminais 
rodoferroviários
Resíduos gerados em 
terminais de transporte, 
navios, aviões, ônibus e trens
Resíduos com potencial de causar doenças – tráfego intenso de pessoas 
de várias regiões do país e mundo.
Cargas contaminadas – animais, plantas, carnes
Agrícola Gerado na área rural/agrícola Resíduos perigosos – contêm restos de embalagens impregnadas com fertilizantes químicos e pesticidas
Saúde
Qualquer atividade de 
natureza médico-assistencial 
humana ou animal – clínicas 
odontológicas, veterinárias, 
farmácias, centros de 
pesquisa – farmacologia 
e saúde, medicamentos 
vencidos, necrotérios, 
funerárias, medicina legal e 
barreiras sanitárias
Resíduos infectantes (sépticos) – cultura, vacina vencida, sangue 
e hemoderivados, tecidos, órgão, produto de fecundação com as 
características definidas na Resolução n. 306, materiais resultantes de 
cirurgia, agulhas, ampola, pipeta, bisturi, animais contaminados, resíduos 
que entraram em contato com pacientes (secreções, refeições etc.)
Resíduos especiais – rejeitos radioativos, medicamento vencido, 
contaminado ou interditado, resíduos químicos perigosos
Resíduos comuns – não entram em contato com pacientes (escritório, 
restos de alimentos etc.)
Adaptado de: Anvisa (2006).
Os resíduos de serviços de saúde (RSS) são uma pequena quantidade gerada (cerca de 1% a 3% 
do total de resíduos), porém eles são partes importantes do global, por apresentarem um alto risco à 
saúde e ao meio ambiente. Entre os riscos que podem causar ao meio ambiente, se destaca o potencial 
risco de contaminação do solo e águas superficiais ou subterrâneas oriundas dos lançamentos desses 
resíduos em lixões ou aterros controlados, que proporcionam também riscos aos catadores. Além disso, 
existe o risco por contaminação do ar, que se dá através do tratamento desses resíduos pela incineração 
descontrolada, a qual emite poluentes para a atmosfera.
A respeito da destinação desses RSS, segundo a Anvisa (2006), a Pesquisa Nacional de Saneamento 
Básico (PNSB 2000) do IBGE demonstrou que a maior parte dos municípios brasileiros não possui um 
sistema adequado para efetuar a coleta, tratamento e disposição final desses resíduos. Cerca de 56% dos 
municípios depositam seus resíduos no solo, e 30% desse número correspondem aos lixões. O restante 
110
Unidade II
dos municípios dispõe de aterros controlados ou especiais. Ademais, a respeito das formas de tratamento 
adotadas, os resultados dessa pesquisa demonstraram que cerca de 20% dos municípios realizam queima 
a céu aberto, enquanto 11% fazem incineração. As tecnologias de micro-ondas e autoclave compõem 
apenas 0,8% dos municípios, e cerca de 22% não possuem qualquer tratamento para os RSS.
Apesar do crescimento de novas e eficazes legislações, poucos municípios vistorizam de forma 
adequada seus RSS. Até mesmo aqueles que obtêm um sistema específico para o gerenciamento de 
resíduos, na maior parte dos casos, têm grandes problemas e são focados apenas nos principais hospitais.
O Plano de Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS) é um documento criado com 
o objetivo de descrever os seguintes passos para o recolhimento e destino dos resíduos: segregação, 
acondicionamento, coleta, armazenamento, transporte, tratamento e disposição final. 
Portanto, os estabelecimentos de saúde são os responsáveis pelo correto gerenciamento de todo 
resíduo gerado por eles, e os órgãos públicos têm a obrigação, entre suas competências, de fiscalizar e 
regulamentar esse gerenciamento.
8.4 Análise de artigos nacionais e internacionais
Na literatura é encontrada uma enorme quantidade de publicações que abrangem temáticas 
específicas sobre os meios de contraste. Esse conteúdo também se encontra disponível em acervos de 
bibliotecas eletrônicas, através de artigos nacionais e internacionais. Além disso, muitos artigos nacionais 
são baseados em revisões bibliográficas de artigos internacionais, já que a maioria das decisões ligadas 
ao diagnóstico por imagem é tomada através do Colégio Americano de Radiologia (ACR).
Na Revista Brasileira de Alergia e Imunopatologia foi publicado um artigo com o título “Reações 
alérgicas ou pseudoalérgicas aos meios de contraste iodados?” (GRACITELLI; BELTRAME; GRUMACH, 
2001), o qual avalia os fatores interligados a reações alérgicas e aos meios de contraste, assim como o 
diagnóstico e o tratamento, sendo utilizada como método de pesquisa uma revisão literária dos últimos 
25 anos. Reações alérgicas aos meios de contraste sempre foram motivo de discussão. Apesar de os 
meios de contraste iodado não iônico de baixa osmolalidade diminuírem a probabilidade de ocorrência 
de reações alérgicas, eles têm como desvantagem o custo elevado, o que inviabiliza seu uso diário. 
As reações adversas a drogas são classificadas em reações previsíveis, ou seja, que são comuns e 
podem ocorrer em qualquer paciente, representando a maior parte das ocorrências, sendo que a dose 
utilizada está diretamente relacionada com os seus efeitos, e as imprevisíveis, que são raras, percebidas 
somente em pacientes com vulnerabilidade específica, consideradas reações de hipersensibilidade ou 
alérgicas, uma reação idiossincrática que é uma resposta não característica da administração da droga. 
Não é possível prever uma reação aos meios de contraste iodados. Os sintomas das reações adversas 
são classificados como leves, moderados, graves e fatais. Quanto às características dos meios de contraste 
iodados, podem ser iônicos e não iônicos, sendo que ambos podem ser monômeros e dímeros.
111
BIOQUÍMICA
Os meios de contraste iônicos dissociam-se em solução em duas partículas cátions e ânions; com 
isso, apresentam alta osmolalidade. Já os não iônicos não dissociam em solução, permanecendo 
com apenas uma partícula, o que justifica sua baixa osmolalidade.
Os testes alérgicos cutâneos ou in vitro não são muito utilizados na prevenção de uma reação 
alérgica devido à ausência de materiais apropriados. São indicados corticoides e anti-histamínicos em 
pacientes com maior predisposição a desencadear uma reação alérgica, isso até o momento em que 
forem definidos critérios de diagnósticos e tratamentos específicos para possíveis reações.
Citamos ainda outro artigo, publicado na Revista da Associação Médica e intitulado “Nefropatia 
induzida por contraste: como prevenir?” (GATTAZ, 2002). Esse estudo menciona a nefropatia induzida 
por contraste (NIC), em que, como o próprio nome diz, a função renal fica comprometida após a 
administraçãodo meio de contraste. Para que ocorra a confirmação dessa situação, o paciente não 
pode ter nenhuma outra causa que possa levar a isso.
Pacientes que já têm insuficiência renal são considerados pacientes de alto risco para o surgimento 
da NIC. Sendo assim, quanto maior a gravidade da insuficiência renal, consequentemente, maior será 
o risco de NIC e também de diálise. Vale lembrar que esse risco corresponde a dez vezes o valor da 
creatinina sérica basal. Outro grupo que também merece atenção especial é o dos pacientes diabéticos 
com insuficiência renal, que são considerados de alto risco para o desenvolvimento da NIC. Se a creatinina 
estiver alterada, o risco para diabéticos é o dobro em comparação com pacientes não diabéticos.
O aumento do risco de NIC está diretamente associado à diminuição do fluxo plasmático. São inseridos 
nessa classe pacientes desidratados, com insuficiência cardíaca ou que tomam diurético. No caso de 
pacientes com função renal normal, uma hidratação adequada é satisfatória. Para os pacientes com 
risco elevado de NIC, é indicado optar por outros métodos de diagnósticos que não façam uso do meio 
de contraste iodado, não fazer uso de diurético 72 horas antes do procedimento com meio de contraste 
e não fazer uso de uma nova dose de contrate nas próximas 72 horas, ou fazê-lo somente quando a 
creatinina sérica estiver normal. 
Quanto maior a dose de contraste, maior será o risco de NIC; portanto, deve ser administrada a menor dose 
suficiente, tendo como limite 5 ml de contraste por peso em kg/creatinina sérica. Em pacientes portadores 
de diabetes com insuficiência renal é indicado o meio de contraste não iônico de baixa osmolalidade. 
Já para pacientes de risco é indicada hidratação endovenosa com soro fisiológico 0,45%, 1 ml/kg/horas 
de 12 horas antes até 12 horas após a utilização do contraste. Para pacientes com insuficiência renal 
crônica, uma alternativa que tem sido eficaz para prevenir a NIC é a administração de acetilcisteína 
600 mg via oral de 12 em 12 horas no dia anterior e no dia da administração do meio de contraste 
junto com solução salina.
Levantamentos bibliográficos, assim como pesquisas, sejam eles realizados a partir de conteúdos 
nacionais ou internacionais, têm contribuindo grandemente com a área de ensino. Os resultados das 
pesquisas agregam conhecimento para a formação dos profissionais, estimulando-os cada vez mais em 
busca dos conhecimentos sobre o assunto. 
112
Unidade II
 Saiba mais
Leia o artigo a seguir:
JUCHEM, B. C.; DALL’AGNOL, C. M.; MAGALHÃES, A. M. M. Contraste 
iodado em tomografia computadorizada: prevenção de reações adversas. 
Revista Brasileira de Enfermagem, v. 57, n. 1, jan./fev. 2004, p. 57-61. 
Disponível em: https://cutt.ly/GQvUEWW. Acesso em: 4 ago. 2021.
 Resumo
Nesta unidade, inicialmente, destacamos que para o estudo do trato 
gastrointestinal são usados os meios de contraste positivos ou radiopacos e 
negativos ou radioluzentes (radiotransparentes), sendo os meios de contraste 
negativos ou radioluzentes produzidos através da ingestão de cristais de 
carbonato de cálcio e de citrato de magnésio, os quais produzem o gás 
dióxido de carbono (CO2). Além disso, temos o contraste negativo natural, 
que são as bolhas de gás normalmente presentes no estômago. 
Para o trato gastrointestinal, pode ser administrado o meio de contraste 
iodado e também o sulfato de bário, sendo que este é contraindicado 
se houver suspeita de escapar para dentro da cavidade abdominal. Para 
esse estudo, pode ser utilizada também a técnica do duplo contraste, ou 
seja, sulfato de bário e dióxido de carbono. O sulfato de bário pode ser 
administrado por via oral ou retal, e sua eliminação se dá através das fezes. 
Após o exame gastrointestinal superior ou de um enema baritado, 
o residual do sulfato de bário no intestino tende a se tonar solidificado. 
Como resultado, o paciente poderá ter dificuldades de evacuar, podendo 
ser necessário um laxativo após o exame, o que contribui para a remoção 
do sulfato de bário. Alguns pacientes não podem fazer uso de laxantes; 
neste caso, é necessário aumentar a ingestão de líquidos ou fibras até que 
as fezes não contenham mais sinais de sulfato de bário.
Vimos que o gadolínio é um meio de contraste utilizado na ressonância 
magnética. Ele é considerado paramagnético, pois é constituído de íons 
metálicos. O exame de ressonância magnética é realizado através do 
recebimento do sinal do átomo de hidrogênio do corpo do paciente por uma 
bobina do equipamento. O hidrogênio é o átomo mais abundante no corpo 
humano e possui apenas um próton, o que fornece a ele uma propriedade 
magnética, ou seja, sob a ação de um campo magnético, ele é atraído.
113
BIOQUÍMICA
O gadolínio é um elemento altamente tóxico. Em sua forma livre, o uso 
clínico do íon de gadolínio só é possível porque ele é fortemente ligado 
a um quelante, o que evita os efeitos tóxicos relacionados a sua forma 
livre. A mais recente preocupação surgiu com a descoberta da presença 
do gadolínio nos tecidos encefálicos em pacientes mesmo com função 
renal normal. Através de estudos foi identificado que essa condição está 
mais associada ao uso de meios de contraste mais instáveis, ou seja, 
com estruturas lineares (abertas). Sendo assim, as agências reguladoras, 
mediante preocupação com esses meios de contraste de baixa estabilidade 
(lineares), tomaram providências, estabelecendo alerta ou até interdição 
da venda de alguns meios de contraste no mercado europeu. 
Ressaltamos que as reações adversas podem ser categorizadas de 
acordo com sua temporalidade e severidade. A identificação dessas 
categorias irá direcionar a conduta oferecida ao paciente. As reações 
adversas de hipersensibilidade agudas ao meio de contraste ocorrem de 
forma inesperada, porém alguns pacientes manifestam maior risco para 
esse evento. Vale destacar alguns fatores de risco, como idade e gênero, 
indivíduos que apresentam asma, alergias, ansiedade e cardiomiopatia, 
uso de betabloqueadores e casos em que o paciente já recebeu o meio de 
contraste e teve reações adversas. Para avaliar a função renal, são realizados 
exames laboratoriais de ureia e creatinina. 
Outro assunto tratado foi a escolha do tipo do meio de contraste. Antes 
da administração do meio de contraste, é fundamental a análise de algumas 
questões. Baseando-se nessa análise, a decisão do uso ou não do meio de 
contraste depende do contexto clínico, levando em consideração todos os 
riscos, benefícios e alternativas de métodos de diagnósticos. 
Antes do início do exame, no momento da abordagem do paciente, 
algumas diretrizes devem ser seguidas: conferência de dados do paciente, como 
idade, nome e gênero, e avaliação de seu estado mental e emocional, para 
saber se ele tem condições de realizar o exame. Além disso, são coletadas 
informações relevantes através da anamnese, e, na sequência, o paciente 
deve assinar o termo de consentimento esclarecido e informado. Uma 
explicação detalhada sobre o procedimento deve ser dada ao paciente, com 
o objetivo de tranquilizá-lo.
Acentuamos a análise e discussão de imagens radiográficas com e sem 
meios de contraste. As imagens radiográficas são formadas através da 
capacidade de distinção entre as estruturas adjacentes, ou seja, é necessário 
que haja um bom contraste entre as estruturas para que se tenha uma boa 
visibilidade. Essas imagens são registradas em um filme ou monitor de um 
computador após a exposição do paciente aos raios X. Quando a diferença 
114
Unidade II
de densidade é grande, o contraste é alto; quando a diferença de densidade 
é pequena, o contraste é baixo. Regiões de maior densidade atenuam mais 
os feixes de raio X do que as regiões de menor densidade. Sendo assim, 
estruturas que não apresentam diferença de densidade consequentemente 
não têm um bom contraste. Para evidenciá-las, há necessidade de meio de 
contraste, como abdome e pelve, entre outras.
Em nossos estudos, avaliamos a criação da PolíticaNacional de Resíduos 
Sólidos. Ela foi importante para obter uma gestão, o que contribuiu para 
a melhora na qualidade ambiental e na condição de vida. Vimos também 
que a questão ambiental vem sendo uma grande questão política global. 
A preocupação com isso tornou o gerenciamento desse processo de descarte 
de resíduos extremamente importante para a conservação da saúde do 
meio ambiente. 
Devido ao alto risco para o meio ambiente e a saúde pública, foi aprovada 
a Resolução Conama n. 006, de 19 de setembro de 1991. Essa resolução 
tornou não obrigatória a incineração ou queima dos resíduos sólidos 
oriundos de estabelecimentos de saúde ou similares e deu autoridade a 
cada órgão estadual de meio ambiente criar normas para o licenciamento 
ambiental de coleta, transporte e destino final desses resíduos para os 
estados e municípios que não optaram pela incineração. 
A RDF Anvisa n. 306/04 e a Resolução Conama n. 358/05 classificam os 
RSS segundo os grupos de risco e suas exigências para o manejo específico. 
Esses grupos são: 
• Grupo A: resíduos com a possível presença de agentes biológicos 
que, por suas características, podem apresentar risco de infecção. 
• Grupo B: resíduos químicos. 
• Grupo C: rejeitos radioativos. 
• Grupo D: resíduos comuns. 
• Grupo E: materiais perfurocortantes.
Finalizamos a unidade com a análise dos artigos “Reações alérgicas ou 
pseudoalérgicas aos meios de contraste iodados?” e “Nefropatia Induzida 
por Contraste: como prevenir?”, publicados respectivamente na Revista 
Brasileira de Alergia e Imunopatologia e na Revista da Associação Médica.
115
BIOQUÍMICA
 Exercícios
Questão 1. A angiografia está relacionada ao estudo dos vasos sanguíneos e à avaliação de 
obstruções e dilatações, utilizando meio de contraste iodado.
Durante a administração desse meio de contraste, podem ocorrer reações adversas, desde formas mais 
leves até quadros críticos à vida. Além das reações adversas, podem ocorrer interações medicamentosas, 
para as quais podem ser adotadas condutas que minimizem seus efeitos.
Considerando as informações apresentadas, avalie as asserções a seguir e a relação proposta 
entre elas.
I – Pacientes que fazem uso da metformina devem descontinuar o uso do medicamento 48 horas 
antes e depois da administração do contraste iodado.
Porque
II – A metformina pode acumular-se no sangue em quantidade suficiente para causar acidose láctica 
em pacientes com alterações da função renal.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
A) As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a asserção II justifica a I.
B) As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a asserção II não justifica a I.
C) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
D) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
E) As asserções I e II são proposições falsas.
Resposta correta: alternativa A.
Análise da questão
Os contrastes iodados, principalmente aqueles que apresentam alta osmolaridade e são administrados 
por via intravenosa, são nefrotóxicos quando interagem com a metformina, um fármaco hipoglicemiante 
utilizado no tratamento da diabetes tipo II e da síndrome dos ovários policísticos. Essa interação é 
observada sobretudo em pacientes que apresentam insuficiência renal; por esse motivo, recomenda-se 
que o uso do medicamento seja interrompido pelo menos 2 dias antes do uso do contraste. Como 
resultado da nefrotoxicidade, observa-se aumento dos níveis séricos de creatinina, um marcador da 
função renal. 
116
Unidade II
Além disso, com o uso de contrastes iodados, a chance de os usuários de metformina desenvolverem 
acidose lática aumenta. Isso ocorre porque a metformina inibe a captação de substratos glicogênicos 
(lactato e alanina) e, assim, bloqueia a respiração mitocondrial, efeito que é potencializado com o uso 
dos contrastes iodados.
Questão 2. O gadolínio é um elemento altamente tóxico que, em sua forma livre, pode levar à 
degeneração esplênica, à necrose hepática, ao bloqueio na produção de enzimas e ao bloqueio dos 
canais de cálcio. Por esse motivo, o gadolínio deve ser associado a agentes quelantes antes da sua 
administração.
Assinale a alternativa incorreta a respeito dos agentes quelantes:
A) O agente quelante determina a distribuição do gadolínio pelos diferentes compartimentos teciduais.
B) O quelante acelera a excreção do gadolínio, o que diminui significativamente sua toxicidade.
C) As moléculas de quelante que permanecem livres, ou seja, desligadas do gadolínio, são inertes e 
não interferem em outros íons presentes no organismo.
D) O agente quelante não apresenta propriedades paramagnéticas e, portanto, não participa da 
formação da imagem.
E) Alguns agentes quelantes possibilitam a diminuição do volume de contraste administrada 
ao paciente.
Resposta correta: alternativa C.
Análise das alternativas
A) Alternativa correta.
Justificativa: os contrastes à base de gadolínio podem ser divididos em duas categorias, de acordo 
com o tipo de quelante que carrega o metal: extracelular (inespecífico) e intracelular (específico). 
Portanto, o agente quelante determina a distribuição do gadolínio.
B) Alternativa correta.
Justificativa: os agentes quelantes estabelecem complexos hidrossolúveis com diferentes íons, 
inclusive o gadolínio. Com isso, a velocidade de excreção renal aumenta e, consequentemente, os efeitos 
desses íons no organismo diminuem.
117
BIOQUÍMICA
C) Alternativa incorreta.
Justificativa: o quelante livre pode quelar diversos cátions presentes em nosso organismo, 
como o cálcio e o zinco, em um processo descrito como transmetalização. A transmetalização pode 
levar ao desenvolvimento de doenças graves em modelos animais, mas ainda não está claro qual o 
impacto em humanos.
D) Alternativa correta.
Justificativa: o único componente com propriedades paramagnéticas e que, portanto, contribui 
para a formação da imagem na ressonância magnética é o gadolínio. O quelante apenas altera a 
farmacocinética do gadolínio, principalmente sua distribuição pelo organismo e sua excreção.
E) Alternativa correta.
Justificativa: existem quelantes que possibilitam tempo de relaxação T1 maior do que outros, o que 
permite a diminuição do volume de contraste injetado, quando for de interesse. 
118
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