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IDENTIDADE CULTURAL E ENSINO DE HISTÓRIA NO BRASIL Centenas de etnias indígenas viviam no território que, posteriormente, foi chamado de "Brasil" por seus colonizadores estrangeiros. Milhões de africanos de diferentes origens culturais e étnicas foram trazidos escravizados para a colônia e o império brasileiros. Somando-se a esse contingente populacional, europeus e outras pessoas provenientes de toda parte vieram para nosso país. Mais recentemente, acompanhando movimentos migratórios que ocorrem no mundo inteiro, o Brasil tem recebido cidadãos bolivianos, cabo-verdianos, haitianos, nigerianos, sírios e venezuelanos. Ainda que esses movimentos diaspóricos e migratórios tenham ocorrido em momentos diferentes, todas essas etnias e culturas contribuíram para formar a identidade cultural brasileira. As identidades culturais de um indivíduo, de um grupo ou de todo um país podem se manifestar de diferentes formas: por meio da arte, de costumes e práticas, de reconhecimento étnico, de religiosidade. São inúmeras formas de expressão do pertencimento a determinado grupo. Convivem hoje, no território brasileiro, centenas de etnias indígenas, uma população descendente de diversas etnias africanas, descendentes e imigrantes de diferentes nacionalidades de todos os continentes. Uma diversidade regional, religiosa, cultural, linguística, racial, étnica... Como falar em identidade cultural no singular? Como ensinar a história do Brasil a partir de uma educação pluricultural? Você já deve ter ouvido falar sobre como os currículos da disciplina de história são eurocêntricos, tanto em relação aos conteúdos quanto às cronologias, e como existe uma valorização da cultura europeia em detrimento das outras matrizes culturais que formam a identidade cultural brasileira. No entanto, você já ouviu falar sobre o conceito de "branquitude"? Sabe como ele se relaciona com esses temas?