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Disciplina: Assistência à Saúde Coletiva. 
Professora: 
Aula 1 
 
SAÚDE COLETIVA E SAÚDE PÚBLICA 
 
Saúde Pública: toma como objeto de trabalho os problemas de saúde, definidos em termos de 
mortes, doenças, agravos e riscos em suas ocorrências no nível da coletividade. Nesse sentido, o conceito de 
saúde que lhe é próprio é o da ausência de doenças. Em geral refere-se àquela fila do SUS que todos estamos 
acostumados, hospitais para atender o serviço de saúde da população em geral, basicamente: a saúde pública 
cuida do tratamento das doenças. 
Saúde coletiva: é a ciência e a arte de prevenir as doenças, de prolongar a vida e melhorar a saúde 
e a eficiência mental e física dos indivíduos, por meio da intervenção técnica e política do Estado. Visa 
trabalhar com a prevenção. O objetivo dessa área é prevenir o desenvolvimento ou a disseminação de 
patologias ou outros problemas de saúde. Esse campo atua, por exemplo, através de políticas públicas que 
visam a melhoria do saneamento básico, em campanhas de prevenção, conscientização sobre o uso de 
contraceptivos, alertas sobre a saúde bucal e assim por diante. Ou seja, a base da saúde coletiva é prevenir 
antes da doença aparecer. 
 
PROMOÇÃO DA SAÚDE 
 
Promover saúde é reduzir vulnerabilidade e riscos à saúde relacionados aos seus determinantes e 
condicionantes – modos de viver, condições de trabalho, habitação, ambiente, educação, lazer, cultura, acesso 
a bens e serviços essenciais. 
É fundamental recuperarmos o entendimento do processo saúde-doença considerando-o resultante 
de determinada organização social e influenciado por diversos aspectos que caracterizam a inserção social dos 
indivíduos e grupos em busca de melhor qualidade de vida. O nível de saúde de uma população depende da 
ação de diversos setores que atuam na sociedade, sendo que o setor saúde é apenas um dentre eles. 
Para realizar a promoção da saúde faz-se necessário investir em melhorias na habitação, na renda, 
no consumo de alimentos, no aumento da escolaridade e na construção de ambientes saudáveis. Desenvolver 
ações de promoção da saúde e prevenção de agravos, nos espaços de saúde coletiva, exige da equipe de 
enfermagem um agir profissional dentro desse contexto, rompendo com a prática dos serviços, viciada na 
atuação curativa, cujas ações estão voltadas somente para a solução de queixas específicas e pontuais. 
 
SISTEMAS DE ATENÇÃO À SAÚDE 
 
Sistema fragmentado 
 O sistema de atenção à saúde adotado, que é fragmentado, episódico, reativo e voltado 
prioritariamente para as condições e os eventos agudos. Os sistemas fragmentados de atenção à saúde são 
aqueles que se organizam através de um conjunto de pontos de atenção à saúde isolados e incomunicados 
uns dos outros e que, por consequência, são incapazes de prestar uma atenção contínua à população. Atenção 
primária à saúde não se comunica fluidamente com a atenção secundária à saúde e esses dois níveis também 
não se comunicam com a atenção terciária à saúde, nem com os sistemas de apoio. 
 
Características: 
• Forma de organização hierárquica; 
• Inexistência da continuidade da atenção; 
• Foco nas condições agudas através de unidades de pronto-atendimento, ambulatorial e hospitalar; 
• passividade da pessoa usuária; 
• A ação reativa à demanda; 
• A ênfase relativa nas intervenções curativas e reabilitadoras; 
• O modelo de atenção à saúde, fragmentado e sem estratificação dos riscos; 
• Atenção centrada no cuidado profissional, especialmente no médico; e o financiamento por 
procedimentos. 
 A figura abaixo procura ilustrar essa mudança de um sistema hierárquico (fragmentado), nos 
níveis de atenção básica, de média e de alta complexidade, para uma rede horizontal integrada, organizada 
a partir de um centro de comunicação, o ponto da atenção primária à saúde, representado pelo círculo 
central. 
 
Rede de atenção à saúde 
 Organizações de conjuntos de serviços de saúde, vinculados entre si por uma missão única, por 
objetivos comuns e por uma ação cooperativa e interdependente, que permitem ofertar uma atenção contínua 
e integral a determinada população, coordenada pela atenção primária à saúde prestada no tempo certo, no 
lugar certo, com o custo certo, com a qualidade certa e de forma humanizada, com responsabilidades sanitárias 
e econômicas por esta população. 
 
Missão e objetivos comuns: 
• Ação cooperativa e interdependente; 
• Responsável por uma população definida; 
• Articulada em territórios sanitários; 
• Organizada de forma poliarquia; 
• Organizada por um contínuo de atenção: primária, secundária e terciária 
• Organizada de forma integral: ações de promoção da saúde e de prevenção, cura, cuidado, reabilitação 
ou paliação das doenças 
• Coordenada pela atenção primária à saúde 
• Orientada para a atenção às condições agudas e crônicas 
• Focada no ciclo completo da atenção a uma condição de saúde 
 
 
 
 
Atenção Primária à Saúde (APS) 
 
 Visa evitar ou remover fatores de risco ou causais antes que se desenvolva o mecanismo 
patológico que levará à doença. Recorre a meios dirigidos ao nível individual, a grupos selecionados 
ou à população em geral. Assim, espera-se a diminuição da incidência da doença pelo controle de 
fatores de risco ou causas associadas. 
 
Atenção Secundária 
 
 Corresponde à detecção precoce de problemas de saúde em indivíduos presumivelmente doentes, 
mas assintomáticos para a situação em estudo. Pretende-se, ainda, que haja uma aplicação imediata de 
medidas apropriadas, com vista ao rápido restabelecimento da saúde ou, pelo menos, um 
condicionamento favorável da evolução da situação, com cura e/ou redução das consequências mais 
importantes da doença. 
 
Atenção Terciária 
 
 São o conjunto de terapias e procedimento de grande densidade tecnológica. Neste nível de 
atenção são realizados procedimentos de alto custo e organizada em polos macrorregionais, através do 
sistema de referência

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