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RESUMÃO IESC 
INTEGRADORA 
 
 
 
 
 
 
 
 
NÍVEIS DE PREVENÇÃO 
Os níveis de prevenção em saúde são estratégias adotadas para evitar o 
desenvolvimento, agravamento ou complicações das doenças e problemas de saúde. 
Eles foram instituídose para otimizar o uso dos recursos de saúde e melhorar a 
qualidade de vida da população. A prevenção é dividida em quatro níveis: 
1. Prevenção Primária: Focada na eliminação de fatores que podem desencadear 
doenças, como por meio da vacinação e da educação em saúde. É uma forma de 
atuar antes do surgimento da patologia, reduzindo o risco de doenças. 
EXEMPLOS: 
 Vacinação contra doenças como hepatite B, sarampo e influenza. 
 Promoção de hábitos saudáveis, como campanhas de alimentação balanceada 
e prática de exercícios físicos. 
 Programas de saúde pública para redução do tabagismo e do consumo de álcool. 
 Ações de saneamento básico e educação para o uso adequado de água e higiene 
pessoal. 
2. Prevenção Secundária: Busca identificar e tratar precocemente doenças já 
instaladas, evitando seu agravamento ou óbito. Esse nível inclui diagnósticos 
precoces e tratamentos para conter o avanço da doença. 
EXEMPLOS: 
 Exames de rastreamento como mamografia para detecção precoce do câncer 
de mama e colonoscopia para câncer de cólon. 
 Medição regular de pressão arterial e glicemia para identificar hipertensão e 
diabetes antes de sintomas graves. 
 Testes de triagem para infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) em grupos 
de risco. 
 Check-ups médicos regulares para detectar problemas de saúde em estágios 
iniciais. 
3. Prevenção Terciária: Focada em reabilitar e melhorar a qualidade de vida de 
pessoas que já possuem incapacidades ou sequelas de doenças, prevenindo a 
piora do quadro. Envolve processos de reabilitação e recuperação funcional. 
EXEMPLOS: 
 Reabilitação pós-AVC , como fisioterapia e terapia ocupacional para 
recuperação de funções motoras. 
 Tratamentos específicos para evitar a progressão de doenças graves, como 
terapias de suporte para pacientes oncológicos. 
4. Prevenção Quaternária: Voltada para evitar procedimentos desnecessários e 
invasivos que possam comprometer a dignidade do paciente, preservando-o de 
intervenções excessivas. 
EXEMPLOS: 
 Evite exames ou procedimentos invasivos desnecessários em pacientes que não 
apresentem indicação clínica clara. 
 Prescrição racional de medicamentos para reduzir o uso excessivo de 
antibióticos e combater a resistência microbiana. 
 
OBS: Durante a pandemia, tomou força o nível de Prevenção Quinquenária. A prevenção 
quinquenária é um conceito que visa melhorar a qualidade dos cuidados prestados aos 
pacientes, focando no bem-estar dos profissionais de saúde. O objetivo é evitar que o 
estado de saúde dos profissionais de saúde afete negativamente a qualidade dos 
serviços prestados aos pacientes. Ou seja, esse é o famoso “Cuidar de quem cuida”. 
 
NÍVEIS DE ATENÇÃO À SAÚDE 
Por outro lado, os níveis de atenção à saúde são categorias de serviços oferecidos dentro 
do sistema de saúde, organizados de acordo com a complexidade do atendimento e o 
tipo de assistência necessária. Eles são divididos em três níveis principais: 
1. Atenção Primária: Funciona como a porta de entrada do Sistema Único de Saúde 
(SUS), com o objetivo de reduzir o risco de doenças e promover a proteção à 
saúde da população. Exemplo: Unidades Básicas de Saúde (UBS). 
2. Atenção Secundária: Envolve serviços de saúde mais especializados, incluindo 
ambulatórios e hospitais que oferecem atendimento de média complexidade. 
Exemplo, Unidade de Pronto Atendimento (UPA). 
3. Atenção Terciária: Compreende serviços de saúde de alta complexidade, 
destinados a atendimentos altamente especializados, como os realizados em 
hospitais de grande porte e especializados. Exemplo: Hospital do Amor. 
Esses níveis de atenção à saúde funcionam de forma integrada para garantir um fluxo 
adequado de cuidados ao paciente, desde a prevenção e tratamento inicial até 
intervenções mais complexas. Essa organização visa um atendimento eficiente, 
equitativo e de qualidade para toda a população. 
 
 
 
 
 
 
 
DETERMINANTES SOCIAIS DA SAÚDE 
 Definição e Importância: São fatores como condições sociais, econômicas, 
culturais, étnico-raciais, psicológicas e comportamentais que influenciam a 
saúde e os riscos para doenças na população. 
 Impacto: As condições de vida e de trabalho têm uma relação direta com o 
estado de saúde dos indivíduos. 
 Possibilidade de Intervenção: Estes determinantes podem ser alterados através 
de ações informativas e políticas públicas para promover a saúde e reduzir 
desigualdades. 
 
HISTÓRIA NATURAL DA DOENÇA (MODELO DE LEAVELL & CLARK) 
1. Período de Pré-Patogênese: Fase que antecede a manifestação da doença, antes 
do início de qualquer sinal ou sintoma. 
2. Período de Patogênese: A doença já está instalada no organismo, evoluindo com 
a interação do agente causador com os tecidos e se manifestando por sinais e 
sintomas, podendo levar a diferentes desfechos clínicos. 
 
 
EVOLUÇÃO DO PROCESSO SAÚDE E DOENÇA 
1. Visão Mágica: Nas culturas antigas, a doença era vista como um castigo divino, 
imposto pelos deuses. 
2. Hipócrates: A relação da doença com o meio ambiente e os fatores de vida foi 
introduzida, considerando a saúde um reflexo das condições do ambiente. 
3. Idade Média: A visão religiosa predominou, e a doença foi tratada como um 
castigo divino. A teoria do "miasma" no final da Idade Média propunha que os 
maus cheiros (miasmas) eram responsáveis por transmitir doenças. 
4. Renascimento: A dissecação do corpo deixou de ser tabu, e a doença começou 
a ser vista como um defeito na "máquina humana", sem causas externas divinas. 
5. Iluminismo: Surgiu a Medicina Social, relacionando a saúde com as condições de 
vida e reconhecendo que o contexto social é determinante no processo de 
adoecimento. 
6. Teoria Bacteriológica: O avanço da microbiologia trouxe a ideia de que doenças 
são causadas por microorganismos específicos, deixando de lado fatores 
psicossociais. 
7. Modelo Multicausal: A saúde passou a ser vista como o resultado da interação 
entre agente causador, ambiente e indivíduo. 
8. Teoria da Determinação Social: A doença é vista como uma consequência dos 
determinantes sociais de saúde, envolvendo aspectos que podem ser 
influenciados tanto pelo estado quanto pela sociedade. 
PROMOÇÃO EM SAÚDE 
A promoção em saúde é um processo que visa alterar os determinantes de saúde, 
capacitando a sociedade para a melhoria da sua qualidade de vida. A promoção envolve 
ações que integram o Estado, a comunidade, o setor produtivo e os profissionais de 
saúde. Alguns eixos principais das ações de promoção incluem: 
1. Reforço da Ação Comunitária: Aumentar a participação da comunidade na 
organização dos serviços e das ações de saúde, fortalecendo o poder 
comunitário. 
2. Políticas Públicas Saudáveis: Implementação de políticas que visam reduzir as 
desigualdades sociais e promover o bem-estar da população. 
3. Desenvolvimento de Habilidades Pessoais: Educação e cultura para capacitar os 
indivíduos e promover habilidades para uma vida saudável. 
4. Criação de Ambientes Favoráveis: Preservação e melhoria do meio ambiente, 
oferecendo condições que favoreçam a saúde e o bem-estar. 
5. Reorganização dos Serviços de Saúde: Oferecer um cuidado integral, garantindo 
que o serviço de saúde atenda a todas as necessidades dos usuários. 
 
 
 
 
SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS) 
O SUS é uma rede de ações e serviços para promoção, proteção e recuperação da saúde, 
estruturada de forma regionalizada e hierarquizada, com a participação dos entes 
federativos (União, Estados e Municípios) e da iniciativa privada de forma 
complementar. Seus principais princípios e diretrizes são: 
DECORE QUAIS SÃO OS PRINCÍPIOS E QUAIS SÃO AS DIRETRIZES. 
 Princípios: 
o Universalidade: Garante o acesso de todos os cidadãos aos serviços de 
saúde.o Equidade: Assegura justiça social, fornecendo mais recursos para quem 
mais precisa. 
o Integralidade: Promove o atendimento completo das necessidades de 
saúde dos cidadãos. 
 Diretrizes: 
o Descentralização/Regionalização: Responsabilidades e recursos são 
distribuídos para diferentes regiões e esferas de governo. 
o Participação Popular: Encoraja a população a participar e exercer 
controle social sobre as ações de saúde. 
o Hierarquização dos Serviços: Organiza a atenção à saúde de forma 
escalonada, do atendimento básico à alta complexidade, com suporte 
complementar do setor privado (os níveis de atenção primária até 
terciária, do serviço menos complexo para o mais complexo). 
ENTENDENDO OS PRINCÍPIOS E DIRETRIZES COM EXEMPLOS. 
Universalidade: 
o Uma pessoa que sofre um acidente de trânsito e precisa de atendimento 
imediato pode ser atendida em uma unidade de emergência do SUS, 
independentemente de sua condição financeira ou status de saúde. Isso 
representa a ideia de que todos têm direito ao acesso aos serviços de 
saúde. 
o Uma campanha de vacinação gratuita contra a gripe é oferecida a toda a 
população, desde crianças até idosos, sem discriminação. 
Equidade: 
o Em uma cidade com alta incidência de hipertensão e diabetes em bairros 
mais carentes, o SUS pode intensificar campanhas de prevenção e 
programas de controle de doenças crônicas nessas áreas, oferecendo 
mais recursos e apoio para quem mais precisa. 
o Um paciente que necessita de um transplante, mas tem poucos recursos, 
recebe prioridade de acordo com sua condição de saúde e gravidade do 
quadro, mesmo que haja pessoas com mais condições financeiras na fila. 
Integralidade: 
o Uma mulher grávida, ao buscar atendimento no SUS, tem acesso a um 
acompanhamento completo que inclui consultas pré-natais, exames 
laboratoriais e ultrassonografias, além de orientações nutricionais e de 
saúde mental. Isso representa o conceito de integralidade ao cuidar de 
todas as necessidades da paciente durante a gestação. 
o Um paciente diagnosticado com câncer recebe um plano de tratamento 
que envolve consultas, exames, cirurgia, quimioterapia e 
acompanhamento psicológico, assegurando uma atenção integral. 
Descentralização/Regionalização: 
o Uma pequena cidade possui uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para 
atendimentos de rotina e encaminha casos mais complexos para uma 
cidade maior próxima que tem hospital com especialistas e centro de 
diagnóstico. A responsabilidade é dividida entre as cidades, cada uma 
com suas atribuições, formando uma rede de apoio regionalizada. 
o Uma pessoa com uma emergência médica em uma cidade interiorana é 
atendida no posto de saúde local, mas é encaminhada para um hospital 
regional em um município maior para procedimentos especializados, 
evidenciando a organização regional do sistema de saúde. 
Participação Popular: 
o Em uma conferência municipal de saúde, a comunidade se reúne para 
discutir as necessidades e prioridades de saúde locais. Nessa ocasião, os 
cidadãos podem sugerir melhorias no atendimento e apontar problemas, 
como a falta de medicamentos em postos de saúde. Essas conferências 
fortalecem a participação da população no controle social das ações de 
saúde. 
o Um conselho de saúde local se reúne periodicamente com 
representantes da comunidade para avaliar as políticas de saúde e 
acompanhar a execução de projetos, como campanhas de vacinação e 
programas de prevenção, garantindo controle social e transparência. 
Hierarquização dos Serviços: 
o Um paciente que começa com uma consulta na atenção básica para 
tratar uma dor abdominal é encaminhado para a atenção secundária para 
realizar exames mais detalhados e, caso necessário, é atendido em um 
hospital de alta complexidade para um procedimento cirúrgico. Esse 
fluxo de cuidado reflete a hierarquia dos níveis de complexidade no 
atendimento. 
o Uma criança com febre é atendida em uma UBS e diagnosticada com uma 
infecção comum. No entanto, ao identificar complicações, a equipe de 
saúde a encaminha para um hospital onde possa receber cuidados mais 
especializados, seguindo a lógica da hierarquização dos serviços de 
saúde. 
 Legislação: 
o Constituição Federal de 1988 (Artigos 196 a 200): Define o direito à 
saúde e o financiamento das ações e serviços de saúde. 
o Lei 8080/90: Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e 
recuperação da saúde, e a organização dos serviços correspondentes. 
o Lei 8142/90: Estabelece a participação comunitária na gestão do SUS e 
regulamenta a transferência de recursos financeiros para a saúde. 
 
MODELOS ASSISTENCIAIS DE SAÚDE 
Os modelos assistenciais de saúde, representam diferentes abordagens históricas e 
estratégias de organização do sistema de saúde que foram adotadas no Brasil e em 
outros países ao longo do tempo. Cada modelo reflete uma visão particular sobre a 
saúde, a doença, o papel do Estado e o acesso da população aos serviços de saúde. 
Modelo Hegemônico 
 Este modelo é centrado na medicina curativa e no atendimento individualizado. 
Ele é "hegemônico" pois prevalece em contextos onde a saúde é vista como 
mercadoria, e as soluções para problemas de saúde são altamente 
medicalizadas, incentivando o consumo de serviços e medicamentos. A saúde é 
tratada de maneira individual e focada na resposta a demandas espontâneas, 
sem necessariamente abordar as causas coletivas das doenças. 
Modelo Sanitário/Campanhista 
 Este modelo surgiu no início do século XX com ações de saneamento e combate 
a epidemias. Ele é voltado para a prevenção em saúde e abrange o coletivo, com 
campanhas de vacinação e medidas para controlar e erradicar epidemias e 
endemias. A Revolta da Vacina no Brasil, liderada por Oswaldo Cruz, é um 
exemplo marcante desse modelo. Ele enfatiza a saúde pública e a necessidade 
de medidas preventivas para a proteção coletiva. 
Modelo Médico-Assistencial Privatista 
 Baseado na promoção de atendimento médico curativo individual, esse modelo 
surgiu no Brasil com a Lei Eloy Chaves, que criou as Caixas de Aposentadoria e 
Pensão (CAPs) no início do século XX. Este modelo prioriza o uso de tecnologias 
avançadas e incentiva a oferta de serviços de saúde privados. Focado em 
tratamentos, ele possui uma abordagem curativa e privatizante, onde o Estado 
atua como um facilitador para a iniciativa privada na assistência médica. 
 
Modelo de Atenção Gerenciada 
 Este modelo é baseado na análise de custo-benefício e custo-efetividade, 
integrando a medicina baseada em evidências. Ele utiliza a epidemiologia clínica, 
bioestatística e informática para orientar decisões de saúde, visando racionalizar 
o uso de procedimentos e de serviços especializados. A ideia é otimizar os 
recursos e melhorar a qualidade dos atendimentos com base em dados 
científicos. 
Modelo Alternativo 
 Voltado para a racionalização do uso de tecnologias, este modelo prioriza o 
atendimento integral e eficiente, promovendo a atenção primária e a medicina 
comunitária. A principal proposta é garantir que os cuidados de saúde sejam 
acessíveis e respondam efetivamente às necessidades da população. Esse 
modelo busca a integração dos serviços e o atendimento das demandas com um 
foco mais comunitário e de baixo custo. 
Modelo Organizado 
 Este modelo organiza os serviços de saúde com base em necessidades 
epidemiológicas e integra a demanda espontânea (pessoas que procuram 
atendimento por conta própria) com necessidades programáticas de saúde 
pública. Ele promove um atendimento que seja planejado conforme as 
necessidades locais e a realidade epidemiológica da população atendida. 
Modelo de Distritalização 
 Estrutura a rede de saúde com base em uma distribuição geográfica, com o 
objetivo de criar um sistema de saúde estruturado e acessível. Neste modelo, os 
serviços de saúde são organizados por distritos de forma integrada, permitindo 
uma comunicação eficiente entre as unidades e o atendimento próximo à 
população. 
Modelos Programáticos Esses modelos são construídos a partir de programas especiais de saúde voltados 
para necessidades específicas da população, como programas de controle de 
doenças crônicas, pré-natal, entre outros. A ideia é recompor as práticas de 
saúde no nível local, promovendo um atendimento mais ágil e voltado para 
necessidades específicas da população. 
Modelo de Vigilância em Saúde 
 Este modelo adota uma abordagem ampla de saúde pública, focando na 
identificação e monitoramento de problemas de saúde, riscos e intervenções 
necessárias. Ele está alinhado com práticas de promoção, proteção e assistência, 
e visa controlar as causas de doenças e danos à saúde, além de monitorar os 
níveis de risco na população. 
Esses modelos evoluíram e se complementaram ao longo do tempo, influenciando a 
organização atual do Sistema Único de Saúde (SUS) e outros sistemas de saúde em 
diferentes países. Eles representam as diferentes tentativas de adaptar a saúde pública 
e os serviços de saúde às necessidades reais das populações e às condições 
socioeconômicas de cada época. 
ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE / ATENÇÃO PRIMÁRIA 
Definição: A Atenção Básica é composta por ações de saúde voltadas para o indivíduo, 
a família e a coletividade, abrangendo promoção, prevenção, proteção, diagnóstico, 
tratamento, reabilitação, redução de danos, cuidados paliativos e vigilância em saúde. 
Essas ações são desenvolvidas por meio de práticas de cuidado integrado e de uma 
gestão qualificada, realizadas por uma equipe multiprofissional que atua com 
responsabilidade sanitária sobre uma população localizada em um território específico. 
1. Porta de Entrada dos Usuários 
A Atenção Básica é frequentemente a primeira interação dos usuários com o 
sistema de saúde. Seu papel inclui orientar a prevenção de doenças, resolver 
casos de menor gravidade e encaminhar casos mais complexos para níveis de 
atendimento superiores. 
2. Descentralização e Acessibilidade 
O atendimento é altamente descentralizado, ocorrendo o mais próximo possível 
das residências dos usuários. 
3. Programas e Iniciativas 
A Atenção Básica inclui diversos programas, tais como: 
o Estratégia de Saúde da Família (ESF): Oferece serviços multidisciplinares 
às comunidades por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBS). 
o Consultórios de Rua: Atende pessoas em situação de rua. 
o Programa Melhor em Casa: Focado no atendimento domiciliar. 
o Programa Brasil Sorridente: Oferece serviços de saúde bucal. 
o Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS): Busca alternativas 
para melhorar a saúde nas comunidades. 
4. Composição da Equipe Básica 
A equipe básica inclui médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e Agentes 
Comunitários de Saúde (ACS). O número de ACS deve ser suficiente para cobrir 
toda a população cadastrada, com um máximo de 750 pessoas por ACS e de até 
12 ACSs por equipe de saúde da família. Desde 2000, a equipe foi ampliada com 
a inclusão de uma equipe de saúde bucal, composta por cirurgião-dentista e 
auxiliar de consultório dentário, e podendo contar com um técnico de higiene 
bucal. 
5. Atribuições Profissionais 
As funções específicas de cada profissional da equipe são detalhadas a seguir: 
Atribuições das Categorias Profissionais 
 Agente Comunitário de Saúde (ACS) 
o Cadastrar e monitorar todas as famílias da área sob sua responsabilidade, 
realizando visitas domiciliares e ações educativas em saúde, promoção e 
prevenção de doenças. 
o Integrar a comunidade com a equipe e com o sistema de saúde, atuando 
como elo. 
 Enfermeiro 
o Gerenciar atividades na unidade de saúde. 
o Fornecer assistência integral às famílias da área de abrangência, 
acompanhando-as em todas as fases do ciclo de vida. 
o Planejar, coordenar e avaliar as ações dos ACSs e da equipe de 
enfermagem, e ser responsável pela educação permanente. 
 Médico 
o Realizar atendimento integral a indivíduos e famílias, em todas as fases 
do desenvolvimento humano, seja na unidade, domicílios ou outros 
espaços comunitários. 
o Auxiliar o enfermeiro em atividades de supervisão e na educação 
permanente dos ACSs, além de contribuir para o gerenciamento da 
unidade de saúde. 
 Técnico de Enfermagem 
o Auxiliar no gerenciamento da unidade de saúde. 
o Realizar procedimentos de enfermagem na unidade, nos domicílios ou na 
comunidade. 
o Promover ações de educação em saúde. 
 Cirurgião-Dentista 
o Trabalhar de forma integrada com os demais membros da equipe. 
o Realizar o planejamento de ações em saúde bucal, com base no perfil 
epidemiológico da população, e realizar procedimentos clínicos. 
o Conduzir atividades de educação em saúde bucal e supervisionar o 
Técnico de Higiene Dental (THD) e o Auxiliar de Consultório Dentário 
(ACD). 
 Técnico de Higiene Dental (THD) 
o Apoiar o dentista em suas funções e colaborar nas atividades dos ACDs e 
ACSs, especialmente em ações de prevenção e promoção da saúde bucal. 
 Auxiliar de Consultório Dentário (ACD) 
o Realizar desinfecção, esterilização e manutenção dos instrumentos 
utilizados, e organizar a agenda clínica. 
PRINCÍPIOS E DIRETRIZES DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS) A 
SEREM OPERACIONALIZADOS NA ATENÇÃO BÁSICA 
Princípios: 
1. Universalidade: Garantia de acesso de toda a população aos serviços de saúde, 
sem restrições, considerando o direito à saúde como um dever do Estado. 
2. Equidade: Atendimento de acordo com as necessidades específicas de cada 
indivíduo e grupo populacional, visando a redução das desigualdades no acesso 
à saúde. 
3. Integralidade: Oferta de atendimento integral, considerando a pessoa em todas 
as suas dimensões (física, emocional, social), com ações de promoção, 
prevenção, tratamento e reabilitação. 
Diretrizes: 
1. Regionalização e Hierarquização: Estruturação do sistema de saúde em níveis 
de complexidade crescente, de forma a garantir acesso organizado e eficiente 
aos serviços. 
2. Territorialização: Definição de áreas específicas de atuação para cada equipe de 
saúde, facilitando o planejamento e a organização das ações de saúde. 
3. Participação na Comunidade: Incentivo à participação ativa da população no 
planejamento, acompanhamento e avaliação das ações de saúde. 
4. Cuidado Centrado na Pessoa: Abordagem do cuidado voltada para o indivíduo, 
respeitando suas necessidades e contextos específicos. 
5. Resolutividade: Capacidade de resolver a maioria das demandas de saúde no 
primeiro nível de atendimento, evitando encaminhamentos desnecessários. 
6. Longitudinalidade do Cuidado: Acompanhamento contínuo e ao longo do 
tempo, fortalecendo o vínculo entre equipe e população. 
7. Coordenação do Cuidado: Organização dos serviços de saúde para garantir que 
o paciente receba cuidados coordenados e integrados entre diferentes pontos 
da rede. 
Atributos da Atenção Básica (ABS ou APS) 
 Atributos Nucleares/Essenciais: 
o Acesso de Primeiro Contato: Disponibilidade de atendimento inicial em 
saúde, como porta de entrada preferencial para os usuários. 
o Coordenação da Saúde: Articulação de cuidados dentro da rede, 
assegurando que todas as informações e serviços estejam integrados. 
o Integralidade: Atenção completa e diversificada às necessidades de 
saúde, englobando ações de promoção, prevenção, tratamento e 
reabilitação. 
o Longitudinalidade: Continuidade do atendimento ao longo do tempo, 
estabelecendo relações duradouras com a população atendida. 
 
 Atributos Derivados: 
o Foco na Família: Consideração do contexto familiar no atendimento, 
compreendendo as dinâmicas familiares para o cuidado. 
o Orientação Comunitária: Atenção voltada para a comunidade, 
entendendo suas especificidades e necessidades coletivas. 
o Competência Cultural: Respeito e adaptação do atendimento às 
características culturais da população. 
Funções Essenciais da Atenção Primária à Saúde (APS) 
1. Ser Base: A APS deve ser o pilar central do sistema de saúde, com alto grau de 
descentralização e presença capilar. É essencial em qualquer ação de cuidado à 
saúde, funcionandocomo ponto de apoio inicial para o cuidado contínuo da 
população. 
2. Ser Resolutiva: Identificar riscos e necessidades de saúde da população, 
utilizando diversas tecnologias e práticas de cuidado tanto individuais quanto 
coletivas. A APS busca construir vínculos e promover autonomia dos indivíduos 
e grupos sociais, permitindo uma clínica ampliada, que vai além do tratamento 
imediato e busca uma saúde duradoura. 
3. Coordenar o Cuidado: Planejar, acompanhar e gerenciar os projetos 
terapêuticos, garantindo que o usuário tenha um fluxo organizado entre os 
pontos de atenção da Rede de Atenção à Saúde (RAS). A APS atua como centro 
de comunicação na rede de saúde, garantindo que o cuidado seja contínuo, 
horizontal e integrado. 
4. Ordenar as Redes: Identificar e organizar as necessidades de saúde da 
população, estruturando as demandas e encaminhando-as para os serviços 
adequados. Isso permite que a programação dos serviços de saúde seja 
planejada conforme as necessidades dos usuários, priorizando uma atenção 
integral e eficaz. 
ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA (ESF) 
A ESF é uma estratégia de organização e operacionalização da APS no Brasil. Foi 
implementada para reforçar os princípios da APS por meio de uma abordagem centrada 
na família e na comunidade. 
Objetivo e Importância da ESF 
 A ESF visa expandir, qualificar e consolidar a Atenção Básica (AB) como principal 
forma de organização dos serviços de saúde, reorientando o processo de 
trabalho para atender aos princípios da AB. Dessa forma, ela aumenta a 
resolutividade e tem um impacto positivo na saúde da população e das 
coletividades. Além disso, a ESF oferece uma importante relação custo-
efetividade, considerando que previne doenças e reduz demandas por serviços 
de maior complexidade. 
 
Modelo de Atenção Centrado na Integralidade 
 A ESF se diferencia por seu foco ampliado, que vai além do tratamento de 
doenças, compreendendo o indivíduo em sua totalidade e nas diferentes esferas 
da vida – como membro de uma família e de uma comunidade. Esse modelo 
reconhece o contexto social e histórico no qual o processo saúde-doença se 
desenvolve, oferecendo um cuidado que leva em conta as necessidades 
individuais e coletivas. 
Fundamentos Normativos e Diretrizes 
 A ESF possui diretrizes específicas, incluindo a necessidade de um território 
adscrito pelo qual a equipe de saúde assume responsabilidade sanitária. Isso 
fortalece o compromisso da equipe com a comunidade atendida. 
Promoção da Saúde e Abordagem Comunitária 
 A proposta da ESF é centrada na promoção da saúde, com uma abordagem 
comunitária realizada pelo médico de família e comunidade, pelas equipes de 
saúde da família, pelos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF) e pela Rede 
de Atenção à Saúde (RAS). 
Composição das Equipes de Saúde da Família (eSF) 
 Cada equipe de Saúde da Família (eSF) é formada, no mínimo, por: 
o Médico generalista ou especialista em Saúde da Família ou Médico de 
Família e Comunidade; 
o Enfermeiro generalista ou especialista em Saúde da Família; 
o Auxiliar ou técnico de enfermagem; 
o Agentes comunitários de saúde. 
 Podem também fazer parte da equipe profissionais de Saúde Bucal, como 
cirurgião-dentista, auxiliar e/ou técnico em Saúde Bucal. 
Responsabilidade Populacional 
 Cada equipe da ESF é responsável por um máximo de 4.000 pessoas, sendo a 
média recomendada de 3.000, de acordo com os critérios de equidade. Quanto 
maior o grau de vulnerabilidade do território, menor deve ser o número de 
pessoas assistidas pela equipe. 
 
 
 
 
TERRITORIALIZAÇÃO NA ATENÇÃO BÁSICA 
Definição e Objetivo 
 A territorialização é o processo de análise territorial que organiza a base dos 
sistemas de saúde e orienta o planejamento das ações de vigilância em saúde. 
Esse processo ajuda a organizar a aplicação dos recursos nas Unidades Básicas 
de Saúde (UBS) de acordo com as características e necessidades da população. 
Importância do Território na Saúde da Família 
 Cada UBS cobre um território delimitado, cujas características influenciam o 
processo saúde-doença da população. A territorialização considera o ambiente 
como um espaço que impacta a saúde, aproximando a prática da geografia à 
saúde pública. O território se torna, assim, um local de atuação compartilhada e 
responsabilidade conjunta. 
Conhecimento do Território e Intersetorialidade 
 Para a construção de um trabalho efetivo, é fundamental conhecer o território e 
sua dinâmica, compreendendo as relações humanas, as necessidades e os 
problemas de saúde. Esse conhecimento facilita o planejamento de ações 
intersetoriais adequadas ao contexto local. 
Estruturação dos Serviços de Saúde com Base no Território 
 A organização territorial dos serviços busca adaptar-se às necessidades 
específicas de cada território, proporcionando soluções mais eficazes para os 
problemas de saúde da área. As ações de vigilância em saúde devem priorizar 
uma base territorial que leve em consideração as condições locais e o acesso aos 
serviços de saúde. 
Papéis dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) 
 Os ACS atuam como elo entre a comunidade e a equipe de saúde, com uma área 
de atuação chamada de microárea. Sua presença no território é essencial para a 
integração da comunidade ao sistema de saúde, facilitando o planejamento e a 
execução de ações de vigilância em saúde. 
Tipos de Territórios no Processo de Municipalização 
1. Território-Distrito: Delimitação político-administrativa que pode ser equivalente 
ao município, parte dele, ou um consórcio de municípios. 
2. Território-Área: Área de abrangência de uma UBS, podendo ser delimitada por 
bairros, ruas ou coordenadas geográficas. 
3. Território-Microárea: Divisão do território-Área com foco na homogeneidade 
socioeconômica e sanitária, facilitando a implementação de ações específicas. 
4. Território-Moradia: Local de residência da família, onde são realizadas 
intervenções com base em informações epidemiológicas, tornando-se um objeto 
da prática de vigilância em saúde. 
Importância de Definir e Descrever o Território de Abrangência 
 Caracterizar a população e seus problemas de saúde; 
 Identificar as assimetrias socioeconômicas da área; 
 Criar uma relação de corresponsabilidade entre os serviços de saúde e a 
população; 
 Planejar os serviços de saúde com base nas reais necessidades locais; 
 Reconhecer desigualdades para buscar equidade no atendimento. 
Abordagem Comunitária – Diagnóstico e Inserção 
Importância do Diagnóstico Comunitário para a Saúde 
 Conhecer o perfil dos agravos à saúde prevalentes na comunidade é essencial 
para determinar os recursos necessários, incluindo pessoal, equipamentos, 
medicamentos e insumos, em atividades preventivas, diagnósticas, terapêuticas 
e de reabilitação. 
Princípio Organizativo e Longitudinalidade 
 A abordagem comunitária, como organizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), 
baseia-se na longitudinalidade do cuidado, ou seja, no acompanhamento 
contínuo da saúde da comunidade ao longo do tempo. Esse princípio facilita o 
reconhecimento e o enfrentamento dos determinantes sociais de saúde, que são 
fatores socioeconômicos, culturais e ambientais que influenciam diretamente as 
condições de saúde da população. 
Diagnóstico da Saúde da Comunidade 
O diagnóstico de saúde da comunidade é um estudo que utiliza informações 
epidemiológicas para entender o contexto de saúde e planejamento dos serviços. Esse 
diagnóstico segue algumas etapas específicas: 
Etapas para Realização de um Diagnóstico de Saúde Comunitário 
1. Redação do protocolo de pesquisa e envio ao Comitê de Ética em Pesquisa 
(CEP). 
2. Elaboração dos instrumentos de pesquisa. 
3. Amostragem representativa da comunidade. 
4. Seleção e treinamento dos entrevistadores. 
5. Aplicação dos questionários e codificação das respostas. 
6. Padronização de medidas para uniformizar a coleta de dados. 
7. Estudo-piloto para ajustes e validação do processo. 
8. Coleta de dados em campo.9. Controle de qualidade das informações obtidas. 
10. Digitalização dos dados para análise informatizada. 
11. Limpeza do banco de dados para evitar inconsistências. 
12. Análise dos dados com foco nas principais condições de saúde. 
13. Divulgação dos resultados para orientar o planejamento das ações de saúde. 
 Pesquisa de Morbidade: A morbidade (presença de doenças) pode ser 
investigada por meio de inquéritos domiciliares ou pelo levantamento da 
demanda nos serviços de saúde, analisando o perfil dos usuários que procuram 
atendimento espontaneamente. 
Competências Necessárias para uma Abordagem Comunitária Efetiva 
Para desenvolver uma abordagem comunitária eficiente, é fundamental que a equipe 
de saúde adquira e aplique as seguintes competências: 
1. Análise Histórica do processo de formação da comunidade para compreender 
fatores passados que influenciam a saúde atual. 
2. Determinação do Território cartográfico e das áreas de influência para delimitar 
a área de atuação. 
3. Identificação de Atores Comunitários: Reconhecimento dos líderes e 
influenciadores locais. 
4. Mapeamento de Redes de Apoio existentes na comunidade. 
5. Reconhecimento dos Instrumentos Sociais de apoio aos moradores. 
6. Identificação de Barreiras ao Acesso aos serviços de saúde. 
7. Construção do Ecomapa para representar as relações da comunidade e sua 
interação com recursos locais. 
8. Análise Crítica dos Determinantes Sociais de Saúde, visando compreender o 
impacto dos fatores sociais e econômicos no processo de saúde-doença da 
população. 
Ações para Implementar uma Abordagem Comunitária 
A abordagem comunitária deve ser implementada por meio de ações integradas e 
planejadas, incluindo: 
 Territorialização: Mapeamento da área de atuação com identificação das 
necessidades específicas da comunidade. 
 Análise da Situação de Saúde: Exame das condições e problemas de saúde da 
comunidade. 
 Diagnóstico de Saúde da Comunidade: Estudo sistemático para identificar os 
principais problemas de saúde. 
 Planejamento de Ações com base nas necessidades locais. 
 Educação Popular em Saúde: Promoção de conhecimento sobre saúde para a 
população. 
 Abordagem Comunitária em Situações Especiais: Adaptação das ações de saúde 
para atender situações específicas, como desastres ou surtos de doenças. 
 Visitas Domiciliares e Atenção Domiciliar: Acompanhamento direto às famílias 
em suas residências. 
 Grupos Operativos e Educativos: Reuniões e atividades coletivas com foco na 
educação e promoção da saúde. 
 Participação Social e Conselhos: Envolvimento da população e organizações 
locais no planejamento e na execução das ações de saúde. 
Essa abordagem visa proporcionar um cuidado integral à comunidade, promovendo a 
saúde e prevenindo doenças por meio da atuação colaborativa entre profissionais de 
saúde e a população. 
Adscrição da Clientela 
A adscrição da clientela é o processo de identificação e vínculo dos usuários de saúde a 
uma unidade específica, realizada em conjunto com a territorialização e a inserção 
comunitária. Esse processo envolve: 
 Objetivo: A adscrição busca identificar as necessidades de saúde de diferentes 
grupos populacionais junto às equipes de saúde da família. 
 Método: Um dos métodos comuns para adscrição é a Estimativa Rápida 
Participativa (ERP), que facilita a coleta de dados comunitários de forma 
eficiente. 
 Coleta de Dados: A coleta de informações pode ser realizada por meio do 
cadastramento das famílias adscritas, utilizando fichas do Sistema de 
Informações da Atenção Básica (SIAB) ou do e-SUS, que são geridas pelos 
agentes comunitários de saúde (ACS). 
 Análise dos Dados: Os dados coletados permitem a identificação de grupos 
vulneráveis e das desigualdades no território, possibilitando à equipe definir 
prioridades com base nas realidades locais. 
Planejamento das Ações 
Com a territorialização concluída e a análise de situação realizada, é possível estruturar 
planos de ação para atender às necessidades específicas do território. 
 Identificação dos Problemas: A partir da análise de situação, a equipe identifica 
os problemas mais significativos do território e elabora estratégias para 
enfrentá-los. 
 Métodos de Planejamento: Entre os métodos utilizados estão: 
o Planejamento Estratégico Situacional (PES): Focado na identificação de 
problemas prioritários e na elaboração de estratégias para solucioná-los. 
o Estimativa Rápida Participativa (ERP): Envolve a comunidade no 
levantamento das condições e necessidades locais. 
o Método Altadir de Planificação Popular (MAPP): Visa à participação 
popular no planejamento de ações em saúde. 
Esse planejamento facilita a organização das ações, definição dos responsáveis e 
estabelecimento de prazos para cada intervenção. 
Participação e Controle Social 
A participação popular e o controle social são fundamentais para fortalecer a 
democracia e integrar a sociedade civil no planejamento e gestão do Sistema Único de 
Saúde (SUS). 
 Participação Popular: É o direito dos cidadãos de expressar suas necessidades e 
contribuições para a gestão da saúde, principalmente através de movimentos 
sociais e organizações coletivas. 
 Controle Social: Refere-se ao acompanhamento, avaliação e controle das ações 
públicas pela sociedade. É exercido, no SUS, por meio dos Conselhos de Saúde e 
das Conferências de Saúde: 
o Conselhos de Saúde: Atuam propondo e monitorando a execução das 
políticas de saúde. 
o Conferências de Saúde: Realizadas periodicamente em municípios, 
estados e em âmbito nacional, permitem a avaliação e proposição de 
novas diretrizes para o sistema de saúde. 
Esses mecanismos garantem que a sociedade tenha voz ativa na elaboração e 
fiscalização das políticas de saúde, promovendo um sistema de saúde público mais 
equitativo e participativo. 
TRABALHO EM EQUIPE 
O trabalho em equipe é caracterizado pela colaboração entre pessoas de conhecimentos 
variados que se unem para alcançar objetivos comuns. Esse processo envolve a 
elaboração de um plano de ação claro, onde os membros se comunicam, negociam e 
utilizam suas habilidades diversas para atingir os resultados desejados. 
Principais Atributos para o Trabalho em Equipe: 
 Valorização das Opiniões: Envolve a comunicação efetiva, o respeito à opinião 
alheia e a capacidade de negociação. 
 Elaboração de um Plano de Ação: Cada membro contribui com suas ideias e 
participa ativamente das discussões. 
 Enriquecimento pela Diversidade de Visões: A diversidade de perspectivas 
estimula discussões mais ricas e proporciona um ambiente de aprendizado 
mútuo. 
 
 
 
 
 
Dificuldades para o trabalho em Equipe: 
 
 
 
Diferença entre equipe agrupamento e equipe integração: 
 
 
 
Estrutura Verticalizada x Estrutura horizontalizada 
 
 
 
Tipos de Trabalho em Equipe 
1. Normativo: Define as atribuições de cada integrante, promovendo a autonomia 
de cada um, enquanto fomenta a interdependência e a flexibilidade para 
valorizar as competências individuais. 
2. Estratégico: Foca em identificar os objetivos, recursos disponíveis, parceiros e 
obstáculos que possam influenciar a realização das metas. 
3. Comunicativo: Prioriza a criação de espaços para discussão entre todos os 
membros da equipe e a comunidade, estabelecendo um projeto assistencial 
comum por meio de acordos. 
Características das Relações em Equipes com Disciplinas Diversas 
Quando uma equipe é formada por membros de diferentes áreas de atuação, as 
relações podem se dar de diferentes maneiras: 
 Multidisciplinaridade: Justaposição de conhecimentos diversos em que os 
membros não necessariamente trabalham em um projeto único. 
 Pluridisciplinaridade: Membros de diversas disciplinas trabalham com um 
objetivo comum, mas sem uma integração profunda. 
 Transdisciplinaridade: Integra disciplinas para um objetivo compartilhado, 
estruturando-se em sistemas que atuam em vários níveis. 
 Interdisciplinaridade: Integra membros de diferentesdisciplinas e níveis que 
trocam experiências de forma coordenada, voltados para um objetivo comum. 
Esses modelos organizam o trabalho em equipe de acordo com o nível de integração e 
cooperação entre as disciplinas, permitindo que cada membro contribua com seu 
conhecimento específico, promovendo soluções mais abrangentes e eficazes para 
problemas complexos. 
 
 
 
 
 
 
 
A ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA DE SAÚDE NO BRASIL: HISTÓRIA E 
EVOLUÇÃO 
Brasil Colônia (1500-1822) 
Durante o período colonial, as pessoas entendiam as doenças como castigo ou provação, 
estando fortemente ligadas, sem dúvida, a crenças e práticas religiosas, com o 
curandeirismo sendo o principal modelo de saúde. 
Assim, os pajés, físicos, boticários e cirurgiões barbeiros desenvolviam práticas de saúde 
através da manipulação de plantas, uso de banhos, inalação de vapores e outras 
técnicas. Com a vinda dos padres jesuítas ao Brasil, surgiram as primeiras Santas Casas 
de Misericórdia, em Santos (1543) e em Salvador (1549). 
A partir de então, a saúde assumiu um caráter assistencialista, com algumas doenças 
sendo tratadas nas enfermarias das santas casas. Neste período, predominava a noção 
de assistência à saúde como prática de caridade. 
Em 1808, com a chegada da Família Real ao Brasil, instituiu-se no país políticas médicas 
de intervenção na condição de vida e saúde da população, com ênfase na vigilância e 
controle de epidemias. 
Nesta época, havia forte influência da teoria miasmática na Europa, o que repercutiu 
no modelo de saúde vigente, creditando aos meios físicos como a água e o ar a origem 
das doenças. 
Em 22 de janeiro de 1810, publicou-se um Alvará Sanitário que determinou a criação de 
um lazareto para a quarentena de viajantes e de escravos portadores de moléstias 
epidêmicas, estabelecendo-se como uma medida de controle dos portos e das cidades. 
Dessa forma, apenas a autoridade sanitária poderia conceber o visto de entrada de 
pessoas nas cidades. 
Brasil Império (1822-1889) 
A invenção do microscópio e a descoberta de microrganismos revolucionou as práticas 
de saúde. O período entendido como Era Bacteriológica traz a superação da teoria 
miasmática e atribui a gênese das doenças aos microrganismo. Isso propôs a Teoria da 
Unicausalidade, que defendia que a doença se baseava na existência de apenas um 
agente causador de agravo ou doença. 
Essa concepção estimulou as ações de prevenção de diversas doenças infecciosas, 
trazendo sucesso no controle de doenças como a cólera, mas apresentava uma visão 
única em relação às enfermidades em geral. 
República Velha (1889-1930) 
Neste período, acontecia no Brasil a introdução da indústria e da lógica capitalista de 
produção. Com a chegada da indústria, as cidades começaram a planejar e concentrar 
as pessoas, que moravam próximas às fábricas onde trabalhavam. 
No entanto, esse crescimento populacional acarretou condições precárias de higiene e 
saneamento, tornando o Brasil destacado internacionalmente pelos surtos de doenças 
infecciosas. Esse cenário causava muito receio aos tripulantes estrangeiros, que não 
queriam desembarcar nos portos brasileiros, trazendo um significativo impacto 
econômico para o país. 
Portanto, como medida de enfrentamento à crise e na tentativa de melhorar a imagem 
do Brasil no exterior, intensificou-se o planejamento das cidades, adotando medidas de 
saneamento e a medicina higienista como modelo de saúde. 
Em 1903, Oswaldo Cruz é nomeado Diretor Geral de Saúde Pública, tendo como 
principal desafio no começo de sua atividade no órgão implementar medidas de 
controle dos surtos de varíola. 
Em 1904, iniciou a campanha de vacinação compulsória contra a varíola, na qual 
a brigada sanitária entrava nas casas das pessoas e as vacinavam compulsoriamente. 
Essa forma de agir gerou uma revolução popular conhecida como revolta da vacina. 
 A partir do sucesso no controle dos surtos de varíola, passou-se a adotar principalmente 
o modelo sanitarista-campanhista como modelo de assistência à saúde, centrando as 
ações de saúde pública nas práticas de vigilância sanitária, notificação de doenças, 
vacinação obrigatória, saneamento e higiene urbana. 
Em 1920, a Diretoria Geral de Saúde Pública foi extinguida, dando lugar ao 
Departamento Nacional de Saúde Pública (DNSP), sob direção do médico, pesquisador 
e sanitarista Carlos Chagas. 
Ao DNSP coube, dentre outras atribuições, conhecer e realizar: 
 O registro demográfico da população; 
 A introdução do laboratório como auxiliar no diagnóstico de doenças e 
na fiscalização de produtos alimentícios; 
 Fabricação organizada de produtos profiláticos para uso da população, como 
soros e vacinas; 
 Ações de propaganda e educação sanitária; 
 Expansão das atividades de saneamento para outros estados e para o interior 
do Brasil. 
Dessa forma, em 1923, o Brasil celebrou um convênio com a Fundação Rockefeller, 
iniciando um esforço para capacitar profissionais de saúde e pesquisadores para 
atuarem como sanitaristas. Além disso, foi promulgada a Lei Eloy Chaves, considerada o 
marco da previdência social no Brasil, criando as Caixas de Aposentadoria e Pensões 
(CAP). 
As Caixas de Aposentadorias e Pensões (CAPs) foram instituídas pela Lei Eloy Chaves, de 
24 de janeiro de 1923, que foi a primeira lei da Previdência Social no Brasil. 
A Lei Eloy Chaves obrigou as empresas ferroviárias a criar uma CAP para os seus 
funcionários, que tinha as seguintes funções: 
 Recolher as contribuições do empregador e dos trabalhadores 
 Pagar os benefícios aos aposentados e pensionistas 
 Prestar assistência médica aos trabalhadores formais 
 A Lei Eloy Chaves foi um marco inicial para a Previdência Social no Brasil, pois introduziu 
os primeiros elementos de proteção social organizada. A data de promulgação da lei, 24 
de janeiro, passou a ser considerada o Dia da Previdência Social no Brasil. No entanto, o 
modelo de assistência médica e aposentadoria criado pela Lei Eloy Chaves excluía os 
cidadãos que não trabalhavam de carteira assinada. 
Era Vargas (1930-1964) 
No campo da saúde, foi um período marcado pelo início da transição demográfica e 
epidemiológica. A expectativa de vida aumentou, principalmente pela redução da 
mortalidade por doenças infecciosas, e havia prevalência de doenças da pobreza, além 
do surgimento de doenças crônicas, como problemas cardíacos e neoplasias, o aumento 
de acidentes e da violência. 
Desse modo, em 1930, o governo criou o Ministério da Educação e Saúde (MESP), 
assumindo a responsabilidade pela prestação de serviços de saúde aos chamados pré-
cidadãos: pobres, desempregados e trabalhadores informais. Eles não eram 
assegurados pela previdência social e, portanto, não estavam cobertos pela medicina 
previdenciária. 
Além disso, com a criação do Ministério do Trabalho, teve início o sindicalismo e a 
organização dos trabalhadores por classes funcionais. Na área da saúde, foi criado 
o Instituto de Aposentadoria e Pensões (IAP). 
As CAPs foram então reorganizadas, e surgiram os IAPs, os quais eram organizados por 
categorias profissionais em vez de por empresas. Os principais IAPs eram: 
 IAPM (Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Marítimos) 
 IAPC (Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Comerciários) 
 IAPI (Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Industriários) 
 IAPB (Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Bancários) 
Em 1953, é criado o Ministério da Saúde, com foco não só em ações educativas e 
campanhas como também na manutenção de serviços assistenciais para não segurados 
da previdência. 
 
Autoritarismo (1964-1985) 
O período do autoritarismo foi marcado por uma forte crise burocrática administrativa. 
Portanto, as condições de saúde eram precárias e coexistiam as doenças da pobreza e 
as doenças da modernidade, ganhando destaque as doenças cardiovasculares. 
A saúde pública era limitada e de baixa qualidade. O Ministério da Saúde concentrava-
se na redução dos agravos imunopreviníveis eno atendimento em programas 
específicos, como o controle de doenças como tuberculose e hanseníase. Enquanto isso, 
a medicina previdenciária-privatista oferecia assistência à saúde aos contribuintes dos 
IAPs e seus familiares. 
Como tentativa de reordenar o sistema, as ações da Previdência foram divididas em 
órgãos especializados. 
Assim, criou-se o Sistema Nacional de Previdência Social (SINPAS), que congregou o 
Instituto de Administração da Previdência e Assistência Social (IAPAS), o Instituto 
Nacional de Previdência Social (INPS), criado pela fusão das IAPs, e o Instituto Nacional 
de Assistência Médica e Previdência Social (INAMPS). 
INAMPS: O INAMPS prestava assistência médica previdenciária restritamente 
aos trabalhadores que exerciam atividade remunerada e aos seus dependentes, sendo 
a atenção à saúde centrada na doença e em procedimentos. 
Em 1974, o governo criou o Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS), o qual 
implementou o Plano de Pronta Ação. Esse plano habilitou clínicas e hospitais privados 
contratados pela Previdência a atenderem casos de urgência de qualquer indivíduo. 
Em 1975, é proposta a criação do Sistema Nacional de Saúde através da lei 6.229/75 
durante a V Conferência Nacional de Saúde. Entretanto, a oposição exercida pelos 
empresários da saúde contra a regulamentação desta lei fez com que o Governo 
centrasse sua atuação apenas em programas verticais. 
A realização da Conferência de Alma-Ata, em 1978, ampliou mundialmente o debate 
sobre os modelos de atenção à saúde, discutindo a importância da Atenção Primária à 
Saúde, o que repercutiu também no Brasil. 
PREV-SAÚDE: O Governo Figueiredo elaborou o PREV-SAÚDE, uma ambiciosa tentativa 
de reorganização da saúde pública que tinha a ênfase nas ações da Atenção Primária, 
com participação da comunidade, regionalização e hierarquização como princípios. No 
entanto, os empresários da saúde e os dirigentes do INAMPS boicotaram a elaboração 
do plano. 
Em 1982, instituiu-se o Plano CONASP, que extinguiu o pagamento por unidades de 
serviços ao setor privado contratado pelo INAMPS, implantou as autorizações para 
internação hospitalar (AIH) e possibilitou, por meio das Ações Integradas de Saúde (AIS), 
o acesso aos serviços previdenciários e de saúde pública para a população não segurada. 
Durante a década de 1970, setores da sociedade começaram a organizar o Movimento 
da Reforma Sanitária Brasileira (MRS), que contava com estudantes, profissionais de 
saúde, sindicatos, associações de moradores e intelectuais, dando destaque ao CEBES e 
à ABRASCO. 
Esse movimento ganhou força, sem dúvida, no final da década de 70 e início dos anos 
80, quando ampliaram-se os debates sobre a necessidade de criar um Sistema Único de 
Saúde para o Brasil e elaboraram-se os textos base para a construção da VIII Conferência 
Nacional de Saúde. 
Nova República (1985-1988) 
Em 1986, a realização da VIII Conferência Nacional de Saúde permitiu, pela primeira vez 
na história do país, a participação da sociedade civil organizada no processo de 
construção de um novo modelo de saúde. Norteada pelo princípio da “Saúde como 
direito de todos e dever do Estado”. Suas principais deliberações foram a base para a 
instituição do SUS na Constituição Federal de 1988. 
Em 1987, enquanto se aprofundavam as discussões sobre o financiamento e a 
operacionalização do Sistema Único de Saúde, o Governo cria o Sistema Único 
Descentralizado de Saúde (SUDS), que tinha como princípios a universalização, a 
equidade, a descentralização, a regionalização, a hierarquização e a participação da 
comunidade. 
O SUDS apresentou um avanço na gestão do Estado sobre um Sistema de Saúde 
nacional, principalmente ao descentralizar as ações para o âmbito dos estados e 
municípios. 
Em 1988, a Constituição Federal define a saúde como um direito de todos os cidadãos 
e dever do Estado, criando o Sistema Único de Saúde (SUS) através dos artigos 194 a 
200. As Leis 8.080/90 e 8.142/90 regulamentaram o SUS em 1990. 
 
CARTAS DE PROMOÇÃO DA SAÚDE 
A promoção da saúde é uma área fundamental nas políticas de saúde global. Desde 
1978, diferentes conferências internacionais estabeleceram marcos importantes para 
orientar práticas e políticas públicas voltadas para a melhoria da saúde e bem-estar. 
Abaixo estão descritas as principais declarações emitidas ao longo dos anos, cada uma 
com temas específicos sobre promoção da saúde e os contextos de cada época: 
1. Declaração de Alma-Ata 
 Ano: 1978 
 País: União Soviética (URSS) 
 Tema: Conferência Internacional sobre Cuidados Primários de Saúde 
 Descrição: A Conferência de Alma-Ata marcou um marco importante ao destacar 
a importância dos cuidados primários de saúde. A declaração enfatizou que a 
atenção primária deveria ser a base para sistemas de saúde mais justos e 
acessíveis, garantindo que todos tenham acesso a serviços essenciais e de 
qualidade. Alma-Ata definiu a saúde como um direito humano fundamental e 
um recurso essencial para o desenvolvimento social e econômico. 
2. Carta de Ottawa 
 Ano: 1986 
 País: Canadá 
 Tema: Primeira Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde 
 Descrição: Em Ottawa, foi realizada a primeira conferência especificamente 
voltada para a promoção da saúde, abordando as necessidades dos países 
industrializados. A carta resultante destacou cinco áreas prioritárias para 
promoção da saúde: construção de políticas públicas saudáveis, criação de 
ambientes de apoio, fortalecimento da ação comunitária, desenvolvimento de 
habilidades pessoais e reorientação dos serviços de saúde. A Carta de Ottawa se 
tornou uma referência mundial na promoção da saúde. 
3. Declaração de Adelaide 
 Ano: 1988 
 País: Austrália 
 Tema: Segunda Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde 
 Descrição: A conferência de Adelaide destacou a importância das políticas 
públicas saudáveis, focando em como as políticas de diferentes setores (como 
educação, alimentação, moradia e transporte) influenciam diretamente na 
saúde da população. A declaração enfatizou que a promoção da saúde exige uma 
abordagem intersetorial para construir um ambiente saudável e melhorar as 
condições de vida e de trabalho das pessoas. 
 
4. Declaração de Sundsvall 
 Ano: 1991 
 País: Suécia 
 Tema: Terceira Conferência Internacional de Promoção da Saúde 
 Descrição: Em Sundsvall, o foco foi a criação de ambientes favoráveis à saúde. A 
declaração reconheceu que a saúde está profundamente ligada ao ambiente 
físico, social e econômico, e que é necessário criar ambientes que apoiem 
escolhas saudáveis. Sundsvall enfatizou a importância de condições de vida 
sustentáveis, segurança no trabalho e acesso a serviços de saúde que promovam 
o bem-estar. 
5. Declaração de Santa Fé de Bogotá 
 Ano: 1992 
 País: Colômbia 
 Tema: Conferência Internacional de Promoção da Saúde 
 Descrição: Na Colômbia, a conferência destacou a necessidade de promover o 
bem-estar como uma meta central do desenvolvimento. A declaração reforçou 
a relação entre saúde e desenvolvimento e defendeu que políticas de promoção 
da saúde devem considerar o bem-estar social e econômico. Esse encontro foi 
crucial para reafirmar que o desenvolvimento deve ter como propósito final o 
bem-estar das pessoas. 
6. Declaração de Jacarta 
 Ano: 1997 
 País: Indonésia 
 Tema: Quarta Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde 
 Descrição: A conferência em Jacarta foi a primeira realizada em um país em 
desenvolvimento e abordou o tema "Novos Protagonistas para uma Nova Era". 
Esta declaração enfatizou a importância de fortalecer as ações de promoção da 
saúde no século XXI, com destaque para novos atores e setores envolvidos na 
promoção da saúde. A declaração de Jacarta defendeu a necessidade de 
desenvolver parcerias globais e incluir novos protagonistas no processo, 
adaptando-se às mudanças sociais e econômicas da época.

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