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7°P Isadora Campos 25/02/23 A laringe é um importante e complexo órgão musculocartilaginoso que desempenha uma série de atividades fisiológicas. Dentre elas, podem-se destacar a esfincteriana (protetora da via aérea), a respiratória e a fonatória. ➔ Embriologia 6° mês gestação: Endoderma forma epitélio de revestimento da laringe, pavimentoso estratificado nas pregas vocais, ventrículos, pregas vestibulares e face laríngea da epiglote. ▪ Cartilagem Tireóidea – 4° arco branquial ▪ Cartilagem Cricoidea – 5° arco branquial ➔ Histologia A superfície da cavidade laríngea como um todo é revestida principalmente com epitélio respiratório, constituído por epitélio pseudoestratificado cilíndrico ciliado, com uma grande concentração de células caliciformes e uma submucosa contendo glândulas mucosas e serosas. Contudo, algumas regiões que estão mais propensas a atritos e desgastes, como a face lingual da epiglote e o bordo livre da prega vocal, são revestidas por epitélio pavimentoso estratificado não queratinizado. ➔ Anatomia O esqueleto da laringe é constituído por 9 cartilagens ao todo (3 ímpares e 3 pares) que se articulam através de membranas, ligamentos e pregas. A maior cartilagem chama-se tireóidea. É uma cartilagem hialina ímpar, com forma de livro aberto para trás. A junção de suas duas lâminas forma, no plano mediano anteriormente, a proeminência laríngea, conhecida popularmente como pomo de adão, sendo bastante evidente em homens. Posteriormente, essa cartilagem projeta, em cada lâmina, o corno superior e o corno inferior. Os limites superiores da tireóidea são fixados ao hioide pela membrana tíreo-hióidea. Inferiormente, os cornos inferiores estão ligados às superfícies laterais da cartilagem cricóidea formando as chamadas articulações cricotireóideas. Entre C3 - C6 → Consiste em nove cartilagens unidas por ligamentos e membranas 3 são ímpares – tireóidea, cricóidea e epiglótica 3 pares – aritenóidea, corniculada e cuneiforme 7°P Isadora Campos 25/02/23 ▪ Cartilagens aritenoideas: Pares de pirâmides, se articulam com as partes laterais da margem superior da lâmina cricoidea Angulo anterior forma a apófise vocal (inserção posterior das pregas vocais) As articulações cricoaritenoideas permitem às cartilagens aritenoideas deslizarem, inclinarem para frente e para trás e girarem. ▪ Cartilagem cricóidea: Anel de sinete com aro olhando anteriormente Posterior é a lâmina e a anterior é o arco Menor do que a tireóidea, mais espessa e mais resistente, é o único anel completo de cartilagem a envolver parte da via aerífera Se fixa na margem inferior da cartilagem tireóidea por meio do ligamento cricotireóideo mediano e no primeiro anel traqueal por meio do ligamento cricotraqueal ▪ Cartilagem epiglótica: Cartilagem recoberta com mucosa Atrás da raiz da língua e do osso hióide, na frente do ádito da laringe, forma a parte superior da parede anterior e a margem superior do ádito da laringe. A laringe pode ser dividida, anatomofuncionalmente, em três regiões: supraglótica, glótica e subglótica (ou infraglótica). A glote ou região glótica é a que se encontra no nível das pregas vocais, que formam o aparelho vocal da laringe. Acima dela, tem-se a supraglote ou vestíbulo da laringe, até o ádito da laringe. Abaixo, tem-se a subglote, até a margem inferior da cricóidea. 7°P Isadora Campos 25/02/23 As pregas vocais (pregas vocais verdadeiras) são compostas, essencialmente, do músculo vocal e do ligamento vocal, recobertos por mucosa. A rima da glote, ou fenda glótica, é o espaço entre as pregas vocais, que varia de acordo com a posição delas. A comissura anterior é representada pela união anterior das pregas vocais verdadeiras em suas inserções na cartilagem tireóidea; a região interaritenóidea representa a parede posterior da glote. ➔ Musculatura intrínseca São responsáveis pela sua movimentação, modificando o posicionamento, o nível vertical, o comprimento e a tensão das pregas vocais, além do tamanho e do formato da rima da glote. São eles: Tireoaritenóideo (TA), Aritenóideo (AA) transverso e oblíquos, Cricoaritenóideo posterior (CAP), Cricoaritenóideo lateral (CAL), Cricotireóideo (CT). ➔ Musculatura extrínseca Composta por músculos provenientes de estruturas não laríngeas que se relacionam com estruturas externas da laringe, interferindo de modo indireto na fonação, pois promove ajustes de movimentos das cartilagens laríngeas e da musculatura intrínseca. Dessa forma, pode influenciar a sustentação/estabilização laríngea, a pressão subglótica, o controle da frequência, intensidade e ressonância da voz. De acordo com sua inserção no osso hioide, pode ser dividida em: Músculos supra-hióideos (elevadores da laringe): miloióideo, genioióideo, estiloióideo e digástricos. Músculos infra-hióideos (abaixadores da laringe): esternotireóideo, esternoióideo, tireoióideo e omoióideo. ➔ Inervação A inervação motora dos diferentes músculos da laringe é fornecida pelo nervo laríngeo recorrente ou inferior, com exceção do músculo cricotireóideo, cuja inervação é feita pelo nervo laríngeo superior, nervo misto que também é responsável pela sensibilidade da mucosa laríngea. O nervo laríngeo superior é ramo colateral do nervo vago (X nervo craniano). ➔ Sistema arterial Vascularizada pelas artérias laríngea superior, laríngea inferior e artéria cricotireóidea. ➔ Sistema venoso Veias laríngea superior e laríngea inferior ➔ Sistema linfático Os vasos linfáticos da região supraglótica drenam para os linfonodos cervicais profundos superiores. Já os da região subglótica drenam O formato da rima varia de acordo com a posição das pregas vocais Respiração em repouso, a rima é estreita e cuneiforme Respiração forçada é larga Adutores: aproximam as pregas vocais - cricoaritenóideos laterais - ariaritenóideos Abdutores: afastam as cordas vocais - cricoaritenóideos posteriores Tensores: tireoaritenóideos lateral e medial (m. vocalis) - cricotireóideos Ramo laríngeo superior – gânglio inferior do nervo vago divide-se em ramo interno (sensitivo e autônomo) e ramo externo (motor para o cricotireóideo) Ramo laríngeo inferior – continuação do nervo laríngeo recorrente – motor para todos os músculos, exceto cricotireóideo 7°P Isadora Campos 25/02/23 para os linfonodos pré-traqueais, que seguem para os linfonodos superficiais profundos inferiores. ➔ Fisiologia − Reflexos laríngeos As funções básicas da laringe (proteção, respiração e fonação) são o resultado de diversos reflexos polissinápticos inter- relacionados que ocorrem no nível do tronco cerebral. Apesar de outros sistemas neuromusculares poderem participar da resposta reflexa, a via efetora comum dos reflexos laríngeos envolve a participação do núcleo ambíguo no tronco cerebral, onde se encontram os motoneurônios responsáveis pela inervação da musculatura intrínseca da laringe. − Músculos intrínsecos da laringe Os efeitos promovidos pela contração de cada músculo intrínseco no posicionamento, nível vertical, comprimento, tensão e forma da borda livre da prega vocal foram estudados em modelos animais. Músculo cricotireóideo é o principal tensor das pregas vocais. Sua contração leva à rotação das cartilagens tireóidea e cricóidea ao longo do eixo da articulação cricotireóidea. Esse movimento faz que a borda superior da lâmina da cartilagem cricóidea, onde estão assentadas as aritenoides, seja afastada da comissura anterior. Consequentemente, as pregas vocais são alongadas e estiradas. O músculo tireoaritenóideo é dividido em porção medial, também conhecido como músculo vocal, e porção lateral ou externa.O músculo cricoaritenóideo lateral (CAL) é um adutor da prega vocal. Sua contração traciona o processo muscular da cartilagem aritenóidea no sentido anteroinferior. Esse movimento promove a rotação da cartilagem aritenóidea sobre a cartilagem cricóidea, resultando em medialização e rebaixamento do processo vocal. O músculo interaritenóideo (IA) participa da adução da região IA, fechando a glote cartilagínea, efeito não atingido pela contração isolada do tireoaritenóideo e do CAL. Com esse movimento, a glote membranosa é aduzida em certo grau. Os efeitos da contração do IA na tensão, comprimento, forma da borda livre e nível vertical da prega vocal são menores que aqueles provocados por outros músculos. O músculo cricoaritenóideo posterior (CAP) é o abdutor das pregas vocais. Sua contração traciona o processo muscular posteroinferiormente, promovendo uma ação contrária àquela do CAL. ➔ Funções − Aerodigestiva − Reflexo da tosse: Na fase compressiva, a laringe oferece grande resistência ao fluxo de ar expiratório pela contração da musculatura esfinctérica, elevando a pressão endotraqueal. Na fase expulsiva, ela deve abrir-se rapidamente para permitir o escape abrupto do ar. ➔ Proteção das vias aéreas − Mais importante → deglutição Quando o reflexo de deglutição é deflagrado, por estimulação de receptores profundos localizados próximos às fauces e à base da língua, o centro da deglutição no tronco cerebral programa quatro atividades neuromusculares reflexas para ocorrer de modo sequencial: Pacientes traqueostomizados: A capacidade de reter o ar nos pulmões é também importante em outras funções. O aumento da pressão intratorácica promovido pela manobra de Valsalva é obtido por mecanismos semelhantes e pode ser transmitido para o abdômen, sendo importante na defecação e durante o período expulsivo do parto. A manobra de Valsalva serve ainda para estabilizar o tórax durante o levantamento de pesos com os braços. Além disso, ao alterar a pressão intratorácica, a laringe pode ter influência sobre o retorno venoso para o coração e, consequentemente, sobre a circulação. 7°P Isadora Campos 25/02/23 1. Fechamento velofaríngeo para evitar refluxo de alimentos para o nariz. 2. Peristalse faríngea para impulsionar o bolo alimentar através da faringe. 3. Proteção da via aérea. 4. Abertura do esfíncter superior do esôfago para permitir a passagem do alimento para o esôfago. A proteção da via aérea durante a deglutição envolve dois mecanismos principais: a elevação e o fechamento da laringe. Com esse deslocamento, a epiglote é empurrada posteriormente, assumindo uma posição horizontalizada sobre o vestíbulo laríngeo. Nessas condições, a laringe fica de certa forma protegida do trajeto do bolo alimentar, que passa sobre a base da língua. − Função respiratória Atua como um resistor cuja resistência é variável, regulando o fluxo aéreo inspiratório e expiratório. Esse controle ocorre principalmente em nível glótico, apesar de mecanismos extrínsecos poderem alterar a resistência laríngea. − Função fonatória A produção da fala envolve basicamente três processos: a produção do som glótico pela vibração das pregas vocais, seguida pela ressonância e articulação desse som, que ocorrem no trato vocal supraglótico. Dessa forma, não só a laringe, mas todo o sistema respiratório e também o trato vocal, são importantes na produção da fala. − Estroboscopia (ciclo vibratório): Fase de abertura; fechamento e fechada Na maioria das condições fonatórias, a borda livre da prega vocal apresenta uma extensão vertical quando observada no plano frontal. Assim, o contato entre as bordas livres durante a fase fechada não se dá em um único ponto, mas se faz através de uma superfície dentro dessa extensão vertical. Durante a fonação, a borda livre da prega vocal inicia sua abertura em sua porção inferior (lábio inferior), e à medida que a frente de pressão subglótica caminha em direção cranial, abre-se a porção superior (lábio superior), eliminando um puff de ar. Tanto o fechamento completo da glote como a propagação da onda mucosa dependem da presença de uma estrutura vibrátil adequada, representada por uma mucosa frouxa e flexível. 7°P Isadora Campos 25/02/23 ➔ Semiologia A avaliação perceptivo-auditiva faz parte do “exame físico” da voz do paciente. Utilizando sua audição, o laringologista irá “inspecionar” a voz do paciente, observando parâmetros como: ressonância, ataque vocal, tessitura vocal, qualidade vocal, velocidade de fala e respiração, loudness, picht, tensão geral do aparelho fonador, ressonância e qualidade da emissão vocal. Todas essas informações são extremamente úteis na caracterização do tipo de voz ou mesmo na detecção dos distúrbios da voz, principalmente quando avaliada por profissionais devidamente treinados. A avaliação acústica da voz ocorre com o registro espectrográfico do som. As características físicas da onda sonora são, então, registradas e quantificadas por softwares especializados, o que permite análise mais objetiva da voz. ➔ Exames − Nasofibrolaringoscopia Ótica flexível Menor qualidade da imagem Avalia da cavidade nasal ate a laringe − Laringoscopia Ótica rígida Melhor qualidade da imagem Avalia cavidade bucal e laringe Representa uma série de métodos usados para visibilização indireta da laringe, que usa luz refletida em espelho ou cabos de fibra óptica. Esses procedimentos permitem avaliar o paciente acordado com movimentos ativos da laringe. Pode-se usar ou não anestesia tópica na orofaringe. Isso possibilita a avaliação funcional da laringe e do trato vocal. Forma (abaulamentos, retrações, assimetrias, edemas) Superfície (irregularidades, alterações de cor, espessamentos, vasculodisgenesias) Fonação (paralisias, fendas) Distúrbios de vibração (redução, assimetria, assincronia) ➔ Principais patologias laríngeas ✓ Disfonias funcionais (fonastenia, afonia histérica, disfonia espástica) ✓ Malformações congênitas (laringomalácea, diafragma laríngeo, laringocele) ✓ Lesões estruturais mínimas ✓ Laringites (agudas e crônicas) ✓ Tumores ✓ Perturbações da motilidade ➔ Laringite aguda inespecífica Congestão, edema, alterações histológicas, vasodilatação, infiltrado leucocitário, exsudato e eritema Duração: +/- 8 dias, autolimitada Clínica: Tosse Crianças: maior gravidade, dispneia grave Ex: Epiglotite Adultos: menor gravidade (disfonia) − Etiologia: Bacteriana (+ frequente): Branhamella catarrhalis e Haemophilus influenzae Viral (+ frequente na infância): rinovirus, coronavírus − Tratamento Repouso vocal Hidratação Eliminação dos fatores pré-disponentes (DRGE, tabaco, abuso da voz) ATB amplo espectro 7°P Isadora Campos 25/02/23 CTC em casos mais graves Nebulização (controverso) ➔ Laringotraqueíte, laringotraqueobronquite ou Crupe − Clínica: Tosse ladrante Estridor inspiratório Graus variados de angústia respiratória − Etiologia - Viral: Parainfluenza tipo 1 e 2 Virus sincicial respiratório (VSR) Rinovírus e enterovírus ➔ Síndrome de obstrução subglótica Subglote (porção mais estreita da VAS): inflamada edemaciada Causa mais comum de estridor agudo em criança D≠ laringomalacia: estridor crônico Crianças de 1 a 6 anos de idade – pico aos 18 meses Incidência bianual (viral)- inverno e outono − Diagnóstico: Primariamente clínico Exames complementares: videofaringolaringoscopia flexível (ambiente controlado) ou rígida − Tratamento: Umidificação do ar e O2 (tendas de o2) com monitorização Tranquilizar a criança e pais, manter em ambiente tranquilo Corticóides (maioria autores: ctc o mais rápido possível após o dx: dexametasona 0,15 – 0,6mg/kg / budesonida 2 mg via inalatoria) Adrenalina Sedação é contraindicada (piora da IRA) ➔ Epiglote → supraglotite Infecção aguda que envolve estruturas superiores as pregas vocais (epiglote, aritenoides e prega ariepiglotica) Etiologia - bacteriana Haemophilus influenzae tipo B (principal)- Gram -. A grande redução dos casos pela vacina em 1985 (hoje rara em crianças, porém constante em adultos) Staphylococcus aureus, streptococcus grupo A e B − Clínica criança: Instalação abrupta de angústia respiratória Sintomas iniciais de dor de garganta e febre baixa Disfagia, odinofagia intensa e febre alta- progressão doença Dispneia grave com estridor inspiratório − Clínica adulto: Odinofagia, disfagia, aumento da salivação Dispnéia, rouquidão, adenopatia cervical − Diagnóstico = emergência Clínico 7°P Isadora Campos 25/02/23 Confirmação: laringoscopia direta flexível/ rígida ou VDL: epiglote edemaciada, vermelho- cereja + inflamação em aritenoides e pregas ariepigloticas − Tratamento: Criança sentada (deitada: queda epiglote) Oxigenioterapia ATB (ceftriaxona EV) CTC (indicada pela maioria dos autores: dexa IM) Sempre hospitalar IOT, TQT ➔ Laringite crônica inespecífica Hipertrofia, metaplasia do epitélio + fibrose Adultos Sexo masculino - Exposição aos fatores de risco: Consumo abusivo de cigarro e álcool Uso abusivo da voz DRGE Uso crônico de esteroides inalatórios Trabalho com exposição a agentes poluentes (pó de cimento, alcatrão, asbesto, níquel, cromo, pesticidas) HPV (16) Epitélio das pregas vocais exposto a agentes irritativos Áreas de queratose (substituição do epitélio por queratina) − Progressão: Displasia leve à moderada à acentuada à carcinoma in situ à carcinoma infiltrativo − Sintomas: Disfonia (mais frequente, inicio-intermitente) Excessiva produção de muco Tosse crônica, necessidade de limpar a garganta Dispneia Dor de intensidade variável − Diagnóstico: História clínica Exame indireto (Videolaringoscopia) Videolaringoscopia direta com biópsia (casos selecionados) − Tratamento: Abolir cigarro e álcool Tratar RLF e alergia respiratória Interromper uso de CTC inalatórios Evitar exposição a poluentes Fonoterapia Casos refratários ao tratamento clínico: biópsia excisional − Seguimento: acompanhar recidiva cirurgia na suspeita de transformação maligna 7°P Isadora Campos 25/02/23 ➔ Laringite crônica → candidíase Hiperemia e edema de mucosa, placas brancas exsudativas na superfície Candidíase oral e faríngea (+ frequentes que laríngea) − Tratamento: Suspender CTC inalatório quando possível (melhora 4-6 semanas após) Candidíase laríngea: + antifúngicos orais Prevenção: uso de espaçador, bochechos e gargarejos após uso do inalante. ➔ Paralisias laríngeas 2° causa mais frequente de estridor em RN Incomum, grande morbidade Bilateral – gravidade é maior e pode gerar quadros aspirativos Unilateral – disfonia ou choro fraco, pode ser oligossintomáticas Congênitas // Adquiridas − Clínica: Estridor Cianose Apnéia Dificuldade de mamada → aspiração Retração intercostal Disfonia Alterações do choro e da fala − Causas INFECCIOSAS: Meningite, encefalite e poliomielite TRAUMÁTICAS: intraparto, cirúrgicos, hipóxia Distocia de ombro Pós IOT (compressão do nervo laríngeo recorrente pelo balão ou pela própria cânula na parte superior da cartilagem tireóidea) − Diagnóstico Laringoscopia rígida e videonasolaringoscopia Eletromiografia laríngea: prognóstico da paralisia Tomografia − Tratamento PRIORIDADE → Boa VA e garantir nutrição adequada Traqueostomia é necessária em 50 – 80% com PL bilateral 20% em PL unilateral SNG e Gastrostomia – PL Bilateral PL BILATERAIS – traqueostomia, lateralizarão, medialização e reinervação Dilatação glótica via endoscópica Aritenoidectomia a laser Cordotomia Posterior Aritenoidopexia Interposição de enxerto de cartilagem costal na lâmina posterior da cricoide Traqueotomia Botox 7°P Isadora Campos 25/02/23 ➔ Laringomalácia Causa mais frequente de estridor inspiratório em lactentes (45-75%) Fisiopatologia: alteração anatômica, cartilaginosa e neuromuscular Piora durante esforço Início nas primeiras semanas de vida, piora entre 4-8 meses e remissão 18- 24 meses Laringoscopia: colabamento das estruturas supraglóticas durante inspiração − Classificação Olney: I: prolapso da mucosa redundante das aritenoides e acessórias (cuneiformes e corniculadas) II: encurtamento das pregas ariepiglóticas III: queda posterior da epiglote sobre o ádito − Diagnóstico endoscópico: Pregas ariepiglóticas curtas, difícil visualização das pregas vocais, edema de glote posterior, epiglote longa e retroposicionada, hipertrofia dos tecidos posteriores da laringe. − Consenso Internacional Laringomalácia: Leve: estridor inspiratório sem outros achados Moderada: tosse, engasgos, regurgitação, dificuldade alimentar Grave: apneia, cianose, dificuldade de ganho ponderal, hipertensão pulmonar, cor pulmonale Fatores de risco: APGAR, comorbidades, lesão sincrônica, saturação O2 basal em repouso − Tratamento: Benigno: expectante, fonoterapia, DRGE Casos graves: supraglotoplastia, laser CO2, bons resultados (90%) Vitamina D e Ca