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Liberação Miofascial Conceito É um dos métodos de tratamento dos tecidos moles mais antigos da história. A técnica de Liberação Miofáscial Manual pode ser classificada como direta ou indireta, superficial ou profunda. Ela aplica os princípios da sobrecarga biomecânica do tecido mole e as modificações reflexas neurais mediante estimulação dos mecanorreceptores presentes na Fáscia. Conceito Fascia A Fáscia é uma unidade do corpo, contínua de região para região e reveste totalmente todos os 53 áreas regionalmente mapeadas no corpo. Embora as várias porções de Fáscia recebem nomes específicos, a Fáscia é toda contínua. A fáscia é "uma folha ou banda de tecido conjuntivo fibroso envolvendo, separando ou unindo os músculos, órgãos e outras estruturas do corpo macio”. Dicionário Médico Americano Heritage Stedman (2007) Fascia Músculo – não representa mais uma entidade funcional isolada; Elemento constiuído de um conjunto funcional indissociável; Tecido Conjutivo Fibroso (aponeuroses, tendões, septos intra e inter musculares, expansões aponeuróticas... E o tecido muscular contrátil); Elemento elástico que transmite, coordena, distribui as tensões sobre o esqueleto passivamente móvel; Elemento motor que realiza os tensionamentos. Camadas da Fascia A Fáscia superficial - tecido de trama frouxa, fibroelástico e areolar. Dentro da Fáscia subsuperficial há gordura, estruturas vasculares (inclusive redes capilares e canais linfáticos) e tecidos nervosos, particularmente os corpúsculos de Paccine, conhecidos como receptores da pele². A Fáscia profunda - envolve e separa músculos, circunda e separa órgãos viscerais internos e contribui intensamente para o contorno e função do corpo. O peritônio, o pericárdio e a pleura são elementos especializados da Fáscia profunda². (STECCO et al., 2011) Fascia Profunda Membrana fibrosa formada de colágeno tipo I (feixes fibrosos em diversas direções); Também pode ser encontrado fibras de colágeno tipo III (cicatrização de feridas – regeneração e reparação, crescimento rápido, desenvolvimento fetal...) Fascia Profunda Fibras de elastina estão presentes no tecido conjuntivo frouxo, como proteinoglicanos, assim como o ácido hialurónico (hialuronano; HA). Função da Fascia Componente do grupo tecido mole de caráter conectivo, que tem um múltiplo papel de separar, compartimentar e manter ligado, interconectar; Sustentar o peso; Intercomunicar o processo de transmissão de forças; Responsável pelo fluxo do fluido lubrificante existente entre as estruturas, cuja função é facilitar o movimento e nutrir; Apresenta mecanorreceptores e proprioceptores que transmitem à medula espinal e ao cérebro informações sobre a posição e movimento do corpo, tanto normal quanto anormal. Biomecânica da Fascia A fixação íntima da Fáscia ao músculo permite a contração e relaxamento; Fáscia possui elasticidade (conserva sua forma e responde a deformação); Deformação elástica – capacidade de recuperar sua forma original quando sua carga é aplicada e removida; Deformação plástica – quando é submetida a uma carga grande e aplicada por um período mais longo, não conseguindo recuperar seu tamanho original; Biomecânica da Fascia Esse fenômeno possui significado clínico quando se observa os efeitos do traumatismo agudo e repetitivo e do estresse de longo prazo sobre tecidos conjuntivos (trabalho/esporte); A Fáscia possui a capacidade de se deformar quando submetida a estresse e perde energia. Esse fenômeno, chamado histerese, é utilizado terapeuticamente na técnica de liberação miofascial (soltura). Tensegridade Quando deformado através de forças externas, a tensão é distribuída por toda a estrutura, até mesmo nas áreas não deformadas. EARLS; MYERS, 2010 Lesão da Fascia 1. Densificação da Fáscia (Treinamento desportivo de alta intensidade, exercícios e overuse laboral) – alteram o tecido conjuntivo frouxo dentro da Fáscia profunda. Esta alteração é facilmente reversível porque pode modificar as propriedades mecânicas através do aumento da temperatura, ou o aumento da deformação local. 2. Fibrose Fascial (Trauma, cirurgia e diabetes) - alteram as camadas fibrosas da Fáscia profunda. Esta alteração é difícil de modificar, porque só um processo inflamatório local pode destruir as fibras de colágeno patológicos e permitir a deposição de novas fibras de colágeno. EARLS; MYERS, 2010 Lesão da Fascia A densificação crônica altera a ação de deslizamento entre as camadas fibrosas adjacentes. Isto afeta a deposição das fibras de colagéno, mesmo num ponto distante do primeiro local de densificação. Na verdade, a Fáscia está sempre sujeito a pressões de remodelação que responderam ao estado mecânico local. Se a deposição espacial das fibras é alterada com respeito a condições fisiológicas, a reconstrução será patológica. EARLS; MYERS, 2010 Técnica da LMF Retesamento-frouxidão : Contração do agonista – encurtamento fascial Relaxamento do antagonista – frouxidão fascial Lesão aguda – espasmo/dor/espasmo contínuo Lesão Crônica – dor/ afrouxamento / dor Técnica da LMF Palpação: Palpação de elementos miofasciais Localização da dor miofascial Aderência / Sensação de queimação Ativa mecanorreceptores - resposta inibitória Relaxamento muscular – libera a fascia Técnica da LMF Alteração Neurorreflexiva: Força manual no musc. esquelético Estimulação Aferente (mecanorreceptores) Inibição eferente – relaxamento do tecido retesado Técnica da LMF Liberação ou soltura: Estresse ao tecido resulta em relaxamento Aplicação de pressão Simetria da forma ou função Ativa mecanorreceptores - resposta inibitória Relaxamento muscular – libera a fascia A tensão muscular provoca limitação da amplitude de movimento e desempenho dos músculos (WILLIAMS et al. 2002; MYERS, 2009) Liberação da tensão em cadeias musculares (MYERS, 2009); Técnica de liberação Miofascial (SANCHEZ et al. 2011; BATISTA 2012; SAAVEDRA et al. 2014). Intercomunicar a transmissão de forças Durante os últimos 400 anos resultou na descoberta de 44 epônimos que explicitamente se referem a aspectos Da fáscia (ADSTRUM, 2015). William Cowper (1666) pareçe Ser o anatomista mais antigo lembrado dessa maneira. A fáscia é apenas uma forma passiva Contribuem para o comportamento biomecânico (SCHLEIP, 2005). A presença de células contrácteis na fáscia (SPECTOR, 2002; SCHLEIP, 2005; HINZ, 2012; SCHLEIP, 2012) Miofibroblastos (HINZ, 2003) Mecanorreceptores de limiar alto e baixo na fáscia (SAKADA, 1974; YAHIA, 1992; SOLOMONOW, 1998; DYHRE- POULSON, 2000) Comparação entre os momentos pré e pós-intervenção dos grupos controle (GC) e experimental (GE) ARRUDA G. A; STELLBRINK G; OLIVEIRA A.R. Efeitos da liberação miofascial e idade sobre a flexibilidade de homens. Ter Man.; 8(39):396-400, 2010. Valores médios e desvios padrão referentes à intervenção de mobilização vertebral na ADM cervical (n=33) Aumento de 6,6% de amplitude de movimento no movimento multiplanar LEITE P. M; MAISTRO A. S; ROSSI D. M; NAVEGA M. T. Comparação entre mobilização miofascial e vertebral na amplitude de movimento cervical em jovens assintomáticos. Ter Man.; 10(48):168-172, 2012. Manobras Miofasciais Comentários Evidências Científicas??? Intensidade da Manobra Velocidade Tempo Aplçicação