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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE 
CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS 
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS 
CURSO DE ADMINISTRAÇÃO 
 
 
 
LAÍS REINALDO LUNA ESMERALDO 
 
 
 
 
ANÁLISE DE PLANO DE NEGÓCIOS PARA LOJA VIRTUAL BALU TREND SPOT 
 
 
 
 
Orientador: Prof. Msc. Francenildo Dantas Rodrigues 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Natal/RN 
2017 
 
 
 
LAÍS REINALDO LUNA ESMERALDO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANÁLISE DE PLANO DE NEGÓCIOS PARA LOJA VIRTUAL BALU TREND SPOT 
 
 
 
 
 
Trabalho de conclusão de curso de graduação 
apresentado, ao Departamento de Ciências 
Administrativas da Universidade Federal do Rio 
Grande do Norte, como requisito para a obtenção de 
grau de Bacharel em Administração. 
 
Orientador: Prof. Msc. Francenildo Dantas 
Rodrigues 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Natal/RN 
2017 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Catalogação da Publicação na Fonte. 
UFRN / Biblioteca Setorial do CCSA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Esmeraldo, Laís Reinaldo Luna. 
Análise de plano de negócios para loja virtual Balu Trend 
Spot/ Laís Reinaldo Luna Esmeraldo. - Natal, 2017. 
125f.: il. 
 
Orientador: Prof. Me. Francenildo Dantas Rodrigues. 
 
Monografia (Graduação em Administração) – Universidade 
Federal do Rio Grande do Norte. Centro de Ciências Sociais 
Aplicadas. Departamento de Ciências Administrativas. 
 
1. Plano de negócio – Monografia. 2. Análise 
mercadológica – Monografia. 3. Plano de Marketing - 
Monografia. 4. Plano financeiro - Monografia. 5. Viabilidade 
econômica - Monografia. I. Rodrigues, Francenildo Dantas. 
II. Universidade Federal do Rio Grande do Norte. III. Título. 
 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE 
CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS 
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS 
CURSO DE ADMINISTRAÇÃO 
 
 
PROPOSTA DE PLANO DE NEGÓCIOS PARA LOJA VIRTUAL BALU TREND 
SPOT 
 
_________________________________________________ 
LAÍS REINALDO LUNA ESMERALDO 
(Autora) 
 
 
Monografia apresentada em 12/12/2017 pela Banca Examinadora composta pelos 
seguintes membros: 
 
BANCA EXAMINADORA 
 
________________________________________________ 
Prof. Francenildo Dantas Rodrigues, Msc. 
Orientador – UFRN 
 
 
 
________________________________________________ 
Prof. Ana Patrícia Rodrigues Leite, Drª. 
Examinadora – UFRN 
 
 
________________________________________________ 
Prof. Antônio Carlos Ferreira, Msc. 
Examinador – UFRN 
 
 
NATAL 
2017 
 
 
 
AGRADECIMENTOS 
 
Agradeço primeiramente a Deus que possibilitou essa e todas as outras 
realizações da minha vida. Agradeço também aos meus pais, Marcus Vinicius Luna 
Esmeraldo e Maria Lígia Reinaldo Esmeraldo e ao meu namorado Bruno Mariz Lobo 
pelo apoio e paciência em todos os momentos ao longo do curso e especialmente 
nos últimos meses. Ao professor Francenildo Dantas Rodrigues, pelo apoio em 
todos momentos, por sempre mostrar os caminhos corretos para a elaboração do 
trabalho, pela paciência ao longo dos últimos meses e por todas as orientações que 
tornaram possível essa monografia. Agradeço também a professora Ana Patrícia 
Rodrigues Leite que foi além de mentora uma amiga ao longo de todo curso, me 
presenteando com ótimas oportunidades de agregar conhecimento, e ao professor 
Antônio Carlos Ferreira que muito contribuiu para o meu desenvolvimento 
educacional. Para concluir, agradeço a todos que colaboraram e se fizeram 
presentes ao longo desse semestre e contribuíram para o meu crescimento 
acadêmico, profissional e pessoal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RESUMO 
 
A presente monografia busca analisar fatores que possam prejudicar ou alavancar a 
entrada da loja Balu Trend Spot no mercado de moda virtual na cidade de Natal, Rio 
Grande do Norte. Para possibilitar essa análise foi elaborada uma pesquisa aplicada 
exclusivamente com clientes da loja, que possibilitou conhecer melhor o consumidor, 
ver suas necessidades, o que identificam como qualidade e desvantagem do e-
commerce. A pesquisa mostrou que o público da loja é formado em sua maioria por 
mulheres jovens, que recebiam até 2 salários mínimos, residiam na Zona Sul de 
Natal e buscavam produtos de qualidade, no entanto tinham receio da compra online 
não corresponder às expectativas. Após a análise da pesquisa foi produzido um 
Plano de Negócios, nele foi feita uma análise mercadológica, buscando obter dados 
do mercado de moda e e-commerce, no qual a empresa está se inserindo. Também 
foi realizado um plano de marketing, buscando ações para elevar a visibilidade da 
loja, além do plano financeiro, que possibilitou o conhecimento acerca da viabilidade 
econômica do empreendimento. Após isso, foi elaborada a Análise SWOT, na 
avaliação estratégica, onde fez-se uma verificação do ambiente interno, buscando 
identificar as forças e fraquezas da empresa e do ambiente externo, elencando as 
oportunidades e ameaças do mercado. Com isso, foram criadas ações que 
objetivam alavancar os pontos fortes, aproveitar as oportunidades e solucionar os 
pontos fracos, combatendo as ameaças. 
 
Palavras-chave: Plano de negócio. Análise mercadológica. Plano de Marketing. 
Plano financeiro. Viabilidade econômica. 
 
 
 
 
 
 
 
ABSTRACT 
 
This monograph seeks to analyze factors that may prejudice or help to launch the 
online store “Balu Trend Spot” into fashion business in Natal, Rio Grande do Norte. It 
was made a research with the buyers, to identify their special needs and recognize 
what they know as advantages and desadvantages of online shop. The research 
showed that most of the buyers are young women, that gain 2 minimun salarys, lives 
in south Natal and that seeks good products but were afraid of the online shop did 
not correspond with their expectations. After the research analysis, it were made a 
business plan and a market analysis to obtain the needed data about fashion market 
and e-commerce. Also, it was made a marketing plan, seeking strategic actions to 
make the store more popular, and a financial plan, to compreend the economic 
viability of Balu Trend Spot. Besides that, it was also made a SWOT. At the strategic 
review, the internal environment was verified, seeking identify the company’s 
strengths and weaknesses. The external environment was also verified, pointing 
fashion market’s opportunities and threats. With this, it were created some actions to 
leverage the strengths, seek the opportunities, solve the weaknesses and fight the 
threats. 
 
Keywords: Business plan. Market analysis. Marketing plan. Financial plan. 
Economic viability. 
 
 
 
 
 
 
 
 
LISTA DE FIGURAS 
 
Figura 1 – Matriz SWOT – F.O.F.A........................................................................... 38 
Figura 2 – Sexo dos entrevistados ........................................................................... 53 
Figura 3 – Faixa etária dos entrevistados ................................................................. 54 
Figura 4 – Renda dos entrevistados ......................................................................... 55 
Figura 5 – Bairro de residência dos entrevistados .................................................... 55 
Figura 6 – Fator de maior relevância na tomada de decisão dos entrevistados ....... 56 
Figura 7 – Frequência que os entrevistados compram roupas por mês ................... 57 
Figura 8 – Valor médio por compra dos entrevistados ............................................. 57 
Figura 9 – Entrevistados que costumam fazer compras online ................................ 58 
Figura 10 – Entrevistados que acompanham as lojas no Instagram ........................ 59 
Figura 11 – Tempo que os entrevistados utilizam a internet por dia ........................ 60 
Figura 12 – Fatores que contribuem para compra na internet .................................. 61 
Figura 13 – Fatores que dificultam a comprapela internet ....................................... 62 
Figura 14 – Análise SWOT da empresa ................................................................... 82 
Figura 15 – Cruzamento da análise SWOT .............................................................. 83 
Figura 16 – Situação da empresa ............................................................................ 84 
 
 
 
 
 
 
LISTA DE QUADROS 
 
Quadro 1 – Análise das empresas concorrentes ...................................................... 67 
Quadro 2 – Necessidade liquida de capital de giro em dias ..................................... 72 
Quadro 3 – Fatuamento total por mês ...................................................................... 75 
Quadro 4 – Projeção de aumento no custo de mercadorias vendidas por mês ....... 77 
Quadro 5 – Projeção dos custos .............................................................................. 78 
Quadro 6 – Ações preventivas e corretivas .............................................................. 81 
 
 
 
 
LISTA DE TABELAS 
 
Tabela 1 – Estoque inicial ......................................................................................... 71 
Tabela 2 – Contas a receber ..................................................................................... 72 
Tabela 3 – Caixa mínimo .......................................................................................... 73 
Tabela 4 – Total do capital de giro ............................................................................ 73 
Tabela 5 – Investimento total .................................................................................... 74 
Tabela 6 – Faturamento total .................................................................................... 74 
Tabela 7 – Total de custo de mercadorias vendidas ................................................. 76 
Tabela 8 – Resultados da receita total ...................................................................... 79 
Tabela 9 – Indicadores de viabilidade ....................................................................... 79 
 
 
 
 
 
LISTA DE ABREVIAÇÕES E SIGLAS 
 
TEA Taxa de Empreendedores Iniciais 
GEM Global Entrepreneurship Monitor (Monitor Global de Empreendedorismo) 
WWW World Wide Web 
MEI Microempreendedor Individual 
ME Microempresa 
EPP Empresa de Pequeno Porte 
CNJP Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas 
ICMS Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços. 
ISS Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
1 INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 14 
1.1 DADOS RESUMIDOS DA EMPRESA ............................................................. 15 
1.2 CARACTERÍSTICAS DO NEGÓCIO ............................................................... 16 
1.3 JUSTIFICATIVA ............................................................................................... 16 
1.4 CONTEXTUALIZAÇÃO E PROBLEMA ........................................................... 17 
1.5 OBJETIVOS ..................................................................................................... 18 
1.5.1 Objetivo geral .......................................................................................... 18 
1.5.2 Objetivos específicos ............................................................................. 18 
2 ESTRUTURA DO TRABALHO .............................................................................. 19 
3 REFERENCIAL TEÓRICO ..................................................................................... 20 
3.1 EMPREENDEDORISMO ................................................................................. 20 
3.1.1 Empreendedorismo no Brasil ................................................................ 22 
3.1.2. Empreendedorismo no e-commerce .................................................... 23 
3.2 PLANO DE NEGÓCIO ..................................................................................... 24 
3.2.1. Sumário executivo ................................................................................. 27 
3.2.2 Análise de mercado ................................................................................ 29 
3.2.3 Plano de marketing ................................................................................. 30 
3.2.4 Plano operacional ................................................................................... 31 
3.2.5 Plano financeiro ...................................................................................... 33 
3.2.6 Cenários ................................................................................................... 35 
3.2.7 Avaliação estratégica .............................................................................. 36 
3.3 MARKETING ................................................................................................... 38 
3.3.1 Marketing no e-commerce ...................................................................... 40 
3.3.2 Marketing de moda .................................................................................. 41 
3.4 E-COMMERCE ................................................................................................ 43 
3.4.1 E-commerce No Brasil ............................................................................ 45 
3.4.2 Consumidor do e-commerce .................................................................. 46 
3.5 LEGALIZAÇÃO DO NEGÓCIO ........................................................................ 47 
4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS ............................................................... 50 
4.1 ABRANGÊNCIA DO ESTUDO......................................................................... 50 
4.2 CARACTERIZAÇÃO DO ESTUDO.................................................................. 50 
4.3 SUJEITOS DA PESQUISA .............................................................................. 51 
 
 
4.4 COLETA DE DADOS ....................................................................................... 51 
4.5 ANÁLISE DOS DADOS ................................................................................... 51 
5 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS .................................................... 53 
5.1 SEXO ............................................................................................................... 53 
5.2 FAIXA ETÁRIA................................................................................................. 54 
5.3 FAIXA DE RENDA ........................................................................................... 54 
5.4 BAIRRO ........................................................................................................... 55 
5.5 TOMADA DE DECISÃO .................................................................................. 56 
5.6. FREQUÊNCIA DE COMPRA .......................................................................... 56 
5.7 VALOR DAS COMPRAS ................................................................................. 57 
5.8 COMPRAS ONLINE ........................................................................................ 58 
5.9. REDES SOCIAIS ............................................................................................ 59 
5.10 USO DA INTERNET ...................................................................................... 59 
5.11 VANTAGENS DA COMPRA ONLINE ............................................................ 60 
5.12 PROBLEMAS DA COMPRA ONLINE ............................................................ 61 
6 PLANO DE NEGÓCIOS ......................................................................................... 63 
6.1 SUMÁRIO EXECUTIVO ..................................................................................63 
6.1.1 Resumo .................................................................................................... 63 
6.1.2 Dados do empreendedor ........................................................................ 63 
6.1.3 Missão da empresa ................................................................................. 64 
6.1.4 Setores de atividade ............................................................................... 64 
6.1.5 Capital social ........................................................................................... 64 
6.2 ANÁLISE DE MERCADO ................................................................................ 64 
6.2.1 Estudo dos clientes ................................................................................ 65 
6.2.2 Estudo dos concorrentes ....................................................................... 66 
6.2.3 Estudo dos fornecedores ....................................................................... 67 
6.3 PLANO DE MARKETING ................................................................................ 68 
6.3.1 Produtos e serviços ................................................................................ 68 
6.3.2 Localização do negócio .......................................................................... 69 
6.4 PLANO OPERACIONAL .................................................................................. 69 
6.4.1 Capacidade instalada .............................................................................. 69 
6.4.2 Processos operacionais ......................................................................... 70 
6.4.3 Necessidade de pessoal ......................................................................... 70 
6.5 PLANO FINANCEIRO ...................................................................................... 70 
 
 
6.5.1 Investimentos fixos ................................................................................. 71 
6.5.2 Estoque inicial ......................................................................................... 71 
6.5.3 Caixa mínimo ........................................................................................... 71 
6.5.4 Investimentos pré-operacionais ............................................................ 73 
6.5.5 Investimento total .................................................................................... 73 
6.5.6. Faturamento mensal .............................................................................. 74 
6.5.7. Custo unitário ......................................................................................... 75 
6.5.8. Custos de comercialização ................................................................... 75 
6.5.9 Demonstrativo de resultados ................................................................. 78 
6.5.10 Indicadores de viabilidade.................................................................... 79 
6.6 CONSTRUÇÃO DE CENÁRIOS ...................................................................... 80 
6.6.1 Ações preventivas e corretivas .............................................................. 80 
6.7 AVALIAÇÃO ESTRATÉGICA .......................................................................... 82 
7 CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................... 86 
REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 87 
ANEXOS ................................................................................................................... 93 
ANEXO A – Clientes da Balu Closet Spot ............................................................. 94 
APÊNDICES ............................................................................................................. 95 
APÊNDICE A – Pesquisa de Mercado .................................................................. 96 
APÊNDICE B – Imagens do instagram @balucloset ............................................. 98 
APÊNDICE C – Logomarca da empresa ............................................................... 99 
APÊNDICE D – Plano de negócios ..................................................................... 100 
 
 
 
14 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
 A tendência do mercado atual é alavancar o uso dos e-commerces, que em 
português significa utilizar as plataformas do “comércio eletrônico” para otimizar e 
ampliar o escopo de atuação das empresas. Nessa perspectiva, Dulinski (2015) 
defende que em um momento de crise é necessário mudar o foco da visão para 
enxergar novas possibilidades e oportunidades no mercado, e, para o respectivo 
autor, o e-commerce está se mostrando uma porta viável para o crescimento em 
meio a dificuldade do momento. 
Em 2016, o faturamento do comércio eletrônico totalizou 44,4 bilhões de 
reais, alta nominal de 7,4 por cento em relação a 2015, que foi considerada a menor 
elevação apurada desde o início da pesquisa iniciada em 2001, e um dos principais 
fatores para a previsão do crescimento do e-commerce em 2017 é a contínua 
entrada de novos consumidores no mercado, com migração dos clientes de lojas 
físicas para o ambiente virtual (REUTERS, 2016). 
Seguindo essa tendência, lojas foram criadas com a finalidade de se instalar 
apenas na plataforma virtual, realizando suas vendas através de dispositivos 
eletrônicos. Belalian (2015) afirma que “o comércio eletrônico está em frequente 
expansão e não para de crescer. Esse tipo de comercio já corresponde a cerca de 
4% do PIB do varejo e possui um crescimento anual que supera os 30%”. Pesquisas 
mais atualizadas, realizadas pela Reuters (2017) mostram que o comércio eletrônico 
continua em crescimento, e preveem que o faturamento dos e-commerces registrem 
um crescimento nominal de 12 por cento em 2017, para 49,7 bilhões de reais. Além 
disso, está prevista uma alta de 41% nas compras por meio de dispositivos móveis, 
elevando a participação dos meios móveis a 32% das transações online. 
Visando entrar nesse mercado em expansão, de acordo com o que foi 
apresentado acima, é possível afirmar que o crescimento da utilização da internet 
está facilitando a compra e venda de produtos, sendo o e-commerce, de acordo com 
Ramos (2015), o responsável pela sobrevivência de empresas em meio à crise. 
 Além disso, o e-commerce vem melhorando a vida de lojistas, pois de acordo 
com Mendes (2013), em meio as inúmeras mudanças que as empresas necessitam 
apresentar para se manterem competitivas, tanto no Brasil como em outros países, 
um dos recursos mais utilizados por elas para melhorar seu desempenho no 
mercado são a comunicação e tecnologia da informação. 
15 
 
 Já Novato (2014) afirma que o mercado está abrindo mais oportunidades para 
empreendedores dispostos a inovar e arriscar, e com isso o e-commerce está se 
tornando uma oportunidade de empreendimento para os que não possuem e não 
buscam de imediato abrir uma loja fixa. Hoje essas pessoas podem optar por um 
modelo de comércio virtual, que é mais simples e acessível financeiramente. Esse 
padrão é ideal para quem está começando um novo negócio, pois possibilita um 
baixo investimento, reduzindo o risco do empreendimento. 
Para iniciar um empreendimento é necessário saber quais os setores estão 
favoráveis para a atuação. Nesse sentido, a pesquisa realizada pela Agência Sebrae 
(2017) mostrou que o mercado da moda está otimista em 2017 e revela boas 
expectativas para quem quer investir no segmento. A previsão é que o faturamento 
do setor têxtil e de confecção chegue a R$ 135 bilhões até o final do ano. 
Existem ainda algumas atitudes que devem ser tomadas antes de investir no 
mercado de moda para evitar surpresas futuras, são elas: realizar uma pesquisa de 
mercado e conhecer seus concorrentes, fornecedores e público alvo; investir no e-
commerce; focar em ações promocionais nas redessociais; e estruturar o negócio 
pensando em ações de mercado e planejar a gestão de finanças. Além disso, as 
empresas estão investindo em coleções focadas em seus clientes, buscando reduzir 
custos operacionais para conseguir preços mais justos e, consequentemente, 
aumentar as vendas (SEBRAE, 2017). 
 Analisando esses dados, é perceptível uma melhor oportunidade de 
crescimento no âmbito virtual. A visualização desta oportunidade somada à uma 
decisão de baixo investimento para reduzir os riscos do negocio no segmento da 
moda. Optou-se por essa plataforma para dar inicio a um novo modelo de negócio, 
que busca trazer as novidades e tendências com preços acessíveis e comodidade 
de ir até os clientes. Para entrar nesse mercado com maiores chances de sucesso, 
foi elaborado um Plano de Negócios, que auxiliará na obtenção de maiores 
informações sobre o mercado e análise da viabilidade do empreendimento. 
 
1.1 DADOS RESUMIDOS DA EMPRESA 
 
Nome: Balu Trend Spot 
Setor de Atividade: E-Commerce 
Forma de Constituição: Micro Empreendedor Individual 
16 
 
Objetivo Social: Comércio Varejista do Setor de Moda Online 
Endereço: Rua Francisco Maia Sobrinho, 1990, Lagoa Nova 
Objetivo: Inovar no setor de moda, trazendo peças acessíveis com foco no 
consumo de estudantes universitários, que buscam estar antenados nas tendências, 
gastando pouco. 
Histórico: A loja foi idealizada por uma estudante, de graduação em Administração 
de empresas da UFRN, que mantinha o sonho de criar uma loja. De início, com 
escassez de tempo e recursos limitados, optou-se por adentrar o setor apenas com 
vendas online, sem ponto físico. 
 
1.2 CARACTERÍSTICAS DO NEGÓCIO 
 
A Balu Trend Spot é uma loja de moda virtual, ainda não formalizada, que foi 
idealizada por uma jovem de espírito empreendedor, buscando trazer produtos que 
estejam atualizados ao que está em destaque no mundo da moda, pois assim como 
afirma Palomino (2003), a moda é um sistema que acompanha o vestuário e o 
tempo, dessa forma ela está em constante mudança e sempre se atualizando. A loja 
busca, além disso, trazer peças de valor acessível especialmente aos estudantes 
universitários, que possuem acesso as redes sociais e costumam acompanhar as 
lojas virtualmente. A ideia é oferecer peças que não estão disponíveis no mercado 
local a preços acessíveis ao público das classes B e C. 
 Apesar de utilizar uma plataforma de vendas virtual, que segundo Mendes 
(2013) “foi uma das invenções que mais impactaram o século XXI, afetando e 
tornando mais eficiente a maneira como a sociedade e as empresas se comunicam 
e realizam transações”, o diferencial competitivo da Balu Trend Spot é levar o 
produto até o seu cliente. Esse método exclui a possibilidade do produto não estar 
de acordo com o esperado, assim como foi visto na pesquisa, mostrando que 80% 
do público entrevistado teme as compras online devido ao receio do produto não 
corresponder a expectativa. 
 
1.3 JUSTIFICATIVA 
 
Abrir um negócio, ainda mais em um ambiente competitivo, requer 
planejamento e estratégias. Nessa linha de raciocínio, Oliveira (2009) mostra que 
17 
 
um Plano de Negócios é essencial para a abertura de um empreendimento, pois é a 
arte de utilizar adequadamente os recursos tecnológicos, físicos, humanos e 
financeiros, buscando a minimização dos problemas empresariais e maximização do 
uso das oportunidades identificadas dentro do ambiente empresarial para que se 
tenham maiores chances de obter sucesso, e um retorno rápido do investimento. 
 Ao iniciar um novo negócio fica fácil se perder nas ideias e fugir do foco. O 
plano de negócios, que é uma espécie de roteiro a ser seguido para se conseguir 
chegar ao sucesso, ajuda a consolidar as ideias do empreendedor e dar uma 
segurança maior para que os planejamentos sejam bem executadas, alcançando o 
êxito (GONÇALVES, 2013). 
 Todos os dias podem ser vistas novas organizações no mercado de vestuário 
online, e o setor não para de crescer. Em pesquisa realizada pelo Sebrae (2016), 
percebe-se que a categoria de moda e acessórios foi a que mais se destacou, com 
14%, se mantendo na liderança em volume de transações do comércio eletrônico, 
devido ao conforto em se comprar artigos de vestuário na internet. No entanto, é 
perceptível que as lojas aderentes ao segmento estão seguindo uma linha bastante 
parecida, sendo a ideia da Balu Trend Spot trazer peças diferenciadas, com preços 
que possam concorrer com essas lojas já consolidadas. 
 
1.4 CONTEXTUALIZAÇÃO E PROBLEMA 
 
Diante de pesquisas realizadas, optou-se por atuar no mercado de moda 
online, que de acordo com Rios (2016, apud RAMALHO,2016) está em alta no 
Brasil. No entanto, a população ainda fica insegura para adquirir roupas ou 
acessórios de moda pela internet, por receio da qualidade do produto e que esse 
não esteja de acordo com o esperado. Segundo dados do Abcomm (2017) o setor 
deve crescer 12% em relação a 2016 e faturar R$ 59,9 bilhões, podendo registrar 
mais de 200 milhões de pedidos nas lojas virtuais. A expectativa é que atinja a 
marca de 38,5 milhões de compradores únicos nas 71 mil lojas virtuais existentes, 
consolidando a tecnologia no cotidiano dos brasileiros. 
 Esse crescimento ocorreu, segundo Dulinski (2015), devido a necessidade 
gerada pelo período de crise econômica, onde o empreendedor muda o foco da 
visão para enxergar novas possibilidades e oportunidades no mercado, e o e-
18 
 
commerce está se mostrando uma porta para o crescimento em meio a dificuldade 
deste momento. 
Aproveitando esses dados a Balu Trend Spot optou por atuar no mercado de 
moda online, visando neste uma melhor oportunidade de mercado. 
Uma pesquisa realizada pelo Sebrae (2014) apontou que uma das principais 
causas mortis das empresas brasileiras é a falta de planejamento, devido à falta de 
informações sobre o mercado, e a não ter realizado o planejamento de itens básicos 
necessários para o funcionamento da empresa. Dessa forma, a empresa entra no 
mercado sem o conhecimento necessário de seus consumidores e concorrentes, 
dificultando a caracterização da sua vantagem competitiva. 
 O Sebrae (2014) ainda afirma que antecipar os fatos, buscar informações e 
ter um plano de ação para atingir as metas e saber onde quer chegar são fatores 
que aumentam as chances de sobrevivência de uma empresa. 
Dessa forma, foi visto que o principal problema encontrado pela Balu Trend 
Spot é a falta de conhecimento do mercado, que podem resultar em um futuro 
insucesso da empresa. Para evitar que isso ocorra, deve-se elaborar um Plano de 
Negócios, buscando informações acerca do mercado, pensando em ações de 
promoção, analisando o investimento necessário e a viabilidade da empresa, para 
assim evitar surpresas no futuro. 
 
1.5 OBJETIVOS 
1.5.1 Objetivo geral 
 
Elaborar um Plano de Negócios da loja Balu Trend Spot, empreendimento 
online, situado em Natal/RN, no período de agosto a novembro de 2017. 
 
1.5.2 Objetivos específicos 
 
Para atender o propósito citado anteriormente, se define os seguintes 
objetivos específicos: 
a) Elaborar pesquisa de mercado para subsidiar o plano de negócios; 
b) Verificar viabilidade ecpnômico-financeira; 
c) Implementar ações de melhoria. 
19 
 
2 ESTRUTURA DO TRABALHO 
 
O presente trabalho foi dividido em seis partes principais, sendo elas: 
a) Introdução, onde é feita a contextualização, problema e objetivos da 
pesquisa; 
b) Referencial teórico, onde é feita a pesquisa bibliográfica, oferecendo 
embasamento teórico e agregando conhecimento para o trabalho; 
c) Procedimentos metodológicos, o qual informa as metodologias 
utilizadas no decorrer da monografia; 
d) Análise e discussão dos resultados, apresentando os dados coletados 
na pesquisa, que serão utilizados como base para a elaboração do próximo 
ponto, que é o plano de negócios; 
e) Plano de negócios, onde são feitas as análises de mercado,financeira 
e operacional, além de ocorrer a estruturação do plano de marketing e 
avaliação estratégica; 
f) Conclusão, apresentando os resultados obtidos pelo estudo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
20 
 
3 REFERENCIAL TEÓRICO 
 
 Nessa seção do trabalho serão discutidos a luz da teoria sobre diversas 
temáticas como Empreendedorismo, Canvas, Plano de Negócio, Marketing, 
Marketing de Moda, E-commerce, Estratégia e Viabilidade do negócio. 
 
3.1 EMPREENDEDORISMO 
 
No Brasil, muito se fala acerca de empreendedorismo, especialmente nos 
dias atuais, onde o investimento em boas ideias e a diminuição da burocratização 
para abertura de pequenas empresas está em crescimento. 
Em seu livro, Braudel (1982) relata que o primeiro exemplo da palavra 
empreendedor que se tem conhecimento foi encontrado em 1709, mas que essa 
palavra era utilizada para se dirigir a alguém que controla uma empresa, no ano de 
1770, e se difundiu em meados dos anos 80, onde a situação começou de fato a 
mudar, e passaram a surgir empresas de natureza francamente capitalistas. 
Apesar de uma mesma origem, o perfil do empreendedor foi mudando ao 
longo do tempo. Nessa linha de raciocínio Vale (2014) caracteriza os 
empreendedores em diferentes épocas, afirmando que os primeiros 
empreendedores que se tem conhecimento viviam em um ambiente socioeconômico 
caracterizado por uma relativa estabilidade, eram detentores de ofícios cujas 
tradições passavam de geração para geração; os empreendedores atuais, por sua 
vez, situam-se em um mundo completamente diferente, caracterizado por rápidas 
transformações e grande competição e são vistos como personagens 
multifacetados. 
Não é de hoje que o tema empreendedorismo vem sendo abordado, assim 
como relatou Braudel (1982), afirmando que esse termo já existe há cerca de 300 
anos. Já Dolabela (2006 apud DINIZ, 2009) relatou que, diferente do imaginado, o 
empreendedorismo existe desde a primeira ação humana inovadora, que buscava 
melhorar a relação do homem com os outros e com a natureza. 
No entanto, apesar de antigo, o tema está sendo mais abordado hoje em dia 
devido a competição entre as organizações estar cada vez mais acirrada, fazendo 
com que empresas engessadas e inflexíveis dessem espaço a empresas 
inovadoras. Isso fez com que o conhecimento se tornasse um importante fator 
21 
 
gerador de receitas. Visando se manterem competitivas no mercado, Diniz (2009) 
afirma que as organizações precisam de agilidade, inovação, e flexibilidade para 
sobreviver às mudanças. Dessa forma, percebe-se que os métodos tradicionais, os 
quais não usufruíam das novas tecnologias, estão ficando em desuso, e os 
empreendedores estão em destaque no momento. 
O termo empreendedorismo, que está em constante uso, é definido por 
Novato (2014) como o estudo dedicado ao desenvolvimento de competências, como 
as citadas acima, que estão relacionadas à criação. É necessário saber identificar 
oportunidades e transformá-las em realidade, e esse é o papel de um 
empreendedor. A importância do empreendedorismo ocorre na geração de riquezas, 
promovendo crescimento e desenvolvimento, gerando mudanças tanto econômicas 
quanto sociais. 
Para que se construa um novo empreendimento, com inovações e novidades, 
é necessário que alguém esteja a frente disso, como afirmam Dornelas et al. (2010, 
p.1): 
 
No coração do processo empreendedor existe o fundador: o buscador de 
oportunidades, o criador e incentivador; o líder, resolvedor de problemas e 
motivador; o estrategista e guardião da missão, do valor e da cultura da 
empresa. Sem essa energia, impulso e vitalidade humanos, as melhores 
ideias (mesmo quando apoiadas por uma abundância excessiva de 
recursos e pessoal) vão fracassar, ter um desempenho péssimo, ou 
simplesmente nunca sairão do papel. Uma pessoa ter um potencial brilhante 
nos campos musicais, científicos ou atléticos não se equipara ao excelente 
músico, ao excelente cientista ou ao excelente atleta. A diferença está nos 
intangíveis: criatividade e engenhosidade, compromisso, tenacidade e 
determinação, uma paixão por vencer e se destacar, liderança e habilidade 
de montagem de equipes. 
 
Como apresentado anteriormente, o empreendedor está exposto a diversos 
problemas e dificuldades para obter sucesso em seu negócio. Para tal, Diniz (2009) 
afirma que o empreendedor é um campeão que não desiste jamais, pois acredita em 
sua capacidade, enxergando os fracassos como oportunidade de aprender cada vez 
mais. Ele tem olhos para o futuro, sendo capaz de investir todo seu tempo na 
realização de seus sonhos. 
Para concluir, é perceptível que o mercado está abrindo mais oportunidades 
para empreendedores dispostos a inovar e arriscar, mas também é necessário muito 
foco e dedicação. Fala-se que “para ser um empreendedor não basta apenas ter 
uma boa ideia e querer cria-la sem antes ter dedicação no trabalho e nos estudos. 
22 
 
Conhecer o que você quer é o primeiro passo de um longo caminho” (NOVATO, 
2014). 
O empreendedorismo está cada vez mais se destacando no cenário mundial, 
e no Brasil não está sendo diferente. São diversos os fatores que estão levando o 
brasileiro a se tornar empreendedor, como será explorado a seguir. 
 
3.1.1 Empreendedorismo no Brasil 
 
Um dos principais veículos da atividade empreendedora é a pequena 
empresa, que nos últimos anos geraram mais empregos que organizações com 100 
ou mais empregados no Brasil (BARROS & PEREIRA, 2008). 
Barros e Pereira (2008) ainda afirmam que o empreendedorismo costuma ser 
mensurado nos diversos países pela atividade dos trabalhadores por conta-própria. 
O número e a participação dos trabalhadores autônomos na economia brasileira 
passaram de 10 milhões em 1978 para 18,6 milhões em 2004. 
Como citado acima, o empreendedorismo no Brasil está em crescimento e 
vem tomando seu espaço no parâmetro mundial, como demonstra ainda Barros e 
Pereira (2008), afirmando que 
 
O Brasil está entre os dez maiores países empreendedores, tanto no 
empreendedorismo inicial quanto no estabelecido. No período de 2001 a 
2004, a taxa de empreendedorismo inicial no país oscilou em torno de 13%, 
o que representa 15 milhões de empreendedores. Em 2005, esta taxa de 
empreendedores iniciais caiu para 11,3%, o que representa a sétima 
posição no ranking. A taxa de empreendedores estabelecidos foi de 10,1%, 
a quinta posição entre os países. 
 
No entanto, Greco et al. (2009), mostra que alguns anos depois o país sofreu 
uma queda no ranking do empreendedorismo: 
 
O Brasil ocupou a 13ª posição no ranking mundial de empreendedorismo 
realizado pelo Global Entrepreneurship Monitor em 2008. A Taxa de 
Empreendedores em Estágio Inicial (TEA) brasileira foi de 12,02 o que 
significa que de cada 100 brasileiros 12 realizavam alguma atividade 
empreendedora até o momento da pesquisa. Essa taxa está relativamente 
próxima da média histórica brasileira, que é de 12,72. 
 
Continuando o raciocínio de Greco et al. (2009), que apresentou o alto 
número de brasileiros empreendedores, derivadas do elevado número de 
desemprego, acrescido de ideias inovadoras, o Brasil continua com uma TEA (taxa 
23 
 
de empreendedores iniciais) superior à média dos países observados pela pesquisa 
GEM1, que foi de 10,48%. A TEA média brasileira de 2001 a 2008 é de 12,72% 
contra uma TEA média dos demais países GEM de apenas 7,25%. Isso reforça que 
o Brasil é um país de alta capacidade empreendedora e que na média entre 2001 e 
2008 o brasileiro é 75,58% mais empreendedor que os outros. 
No ano de 2016, o empreendedorismo obteve o maior índice dos últimos 14 
anos, com taxas de 39,3%, sendo equivalente ao dobro das taxas registradas em 
2002. A pesquisa ainda informou que a cada dez brasileiros adultos, quatro já estão 
envolvidos com a criação de uma empresa (SEBRAE, 2016). 
Nas pesquisas são apresentados dados que compravam o crescimento 
gradativo doempreendedorismo no Brasil, que tem como parte responsável o 
crescimento do e-commerce, que está facilitando a entrada de empreendedores no 
mercado. 
 
3.1.2. Empreendedorismo no e-commerce 
 
 De todas as decisões tomadas por um empreendedor no que se refere a sua 
empresa, é provável que a mais importante seja a escolha do segmento de atuação. 
Pensando nisso, Felipini (2007) afirma que isso significa definir que produtos vender 
e para quem oferecer esses produtos. Apesar de representar uma parcela menor da 
população, o e-commerce é responsável por um público forte e atuante, sendo 
interessante que as empresas sejam ativas nas redes sociais, elevando a 
visualização da loja e aumentando o vínculo com os clientes. 
Visualizando a importância do e-commerce para o empreendedorismo, uma 
pesquisa realizada pelo Sebrae (2016) apontou que o cenário de recessão 
econômica gerou oportunidades para que o comércio eletrônico se tornasse um dos 
principais aliados dos brasileiros para a aquisição de produtos, uma vez que a 
internet permite uma rápida e eficiente comparação de preços e, na maioria das 
vezes, uma compra com melhor custo-benefício. Com isso, foi vista uma 
oportunidade interessante para empreendedores que buscam montar uma loja 
virtual, pois não há necessidade de investimento em uma loja física. E os números 
mostram um futuro atrativo para o setor. 
 
1
 Global Entrepreneurship Monitor (Monitor Global de Empreendedorismo). 
24 
 
Dentro desse segmento virtual, dados do Sebrae (2016), mostram que a 
categoria mais favorável para o sucesso de um empreendimento é a de Moda e 
Acessórios, pois essa se encontra na liderança em volume de transações do 
comércio eletrônico, devido ao conforto em se comprar artigos de vestuário na 
internet. 
Independente do segmento de atuação, para entrar em um empreendimento, 
evitando imprevistos e problemas futuros, é necessário a elaboração de um Plano 
de Negócios. 
 
3.2 PLANO DE NEGÓCIO 
 
O Plano de Negócio é utilizado para facilitar a criação de uma nova empresa, 
ou aplicar melhorias em uma empresa já existente, auxiliando na identificação de 
problemas, visualização de soluções e também analisando a viabilidade do negócio. 
O planejamento é necessário para realizar ações com clareza e evitar 
acontecimentos inesperados no futuro, como afirma Bernardi (2003, p. 70): “uma 
preparação não adequada e superficial é pré-requisito a um provável insucesso”. 
Segundo Salim, et al. (2001, p. 16), 
 
O mundo empresarial e dos negócios pertence cada vez mais aos 
empreendedores, isto é, àqueles que identificam as melhores oportunidades 
e sabem como aproveitá-las. Esses empreendedores cada vez mais são 
levados a pensar bem sobre vários fatores que envolvem seu negócio, 
realizar um planejamento bem detalhado, antes de iniciar suas atividades. 
 
Para que esse planejamento ocorra, os responsáveis pelo empreendimento 
optam por realizar um Plano de Negócio, que de acordo com Salim et al. (2001, p. 
16) “é um documento que contém a caracterização do negócio, sua forma de operar, 
suas estratégias, seu plano para conquistar uma fatia do mercado e as projeções de 
despesas, receitas e resultados financeiros” 
Em outras palavras, Nascimento (2013) afirma que o Plano de Negócio é o 
processo de validação de uma ideia, é o momento que o empreendedor realiza o 
planejamento detalhado da empresa. Também pode ser definido como um 
documento que descreve quais os objetivos de um negócio e qual é o percurso 
necessário para que esses objetivos sejam alcançados, diminuindo os riscos e as 
incertezas. 
25 
 
Ainda conforme o pensamento de Nascimento (2013), o Plano de Negócio 
possui finalidades sob 2 óticas: a primeira condiz com o sentido interno do 
empreendimento, ou seja, para proveito do próprio empreendimento, onde o plano 
serve como ferramenta de orientação na busca de informações detalhadas sobre o 
ramo, produtos e serviços que o empreendimento irá oferecer, bem como clientes, 
concorrentes, fornecedores, pontos fortes e fracos do negócio, contribuindo para a 
identificação da viabilidade da ideia. Já a segunda ótica, que diz respeito ao 
ambiente externo da empresa, tem a função de informar terceiros. O Plano de 
Negócio é considerado um pré-requisito para se falar com um capitalista e/ou outros 
investidores. 
Reis (2013) compartilha do mesmo pensamento dos demais autores, 
descrevendo que o plano de negócios é uma ferramenta utilizada com o objetivo de 
detalhar tudo o que será importante para a implantação de um negócio, podendo 
avaliar melhor a viabilidade de um empreendimento. 
Já visando o lado da concorrência, Reis (2013), afirma que o plano de 
negócios também pode encoraja-lo a se posicionar no mercado diante de seus 
concorrentes. Na elaboração do modelo de negócios, é comum aparecer possíveis 
fragilidades, entrando a oportunidade de alterar nesse documento o que havia sido 
planejado inicialmente, visando que modificar as ideias enquanto ainda estão no 
papel é mais simples do que quando já implementadas. 
Desse modo, Gonçalves (2013) mostra ser necessário que cada empresa 
tenha o seu próprio Plano de Negócios que é uma espécie de roteiro a ser seguido 
para se conseguir chegar ao sucesso. Ele é individual e deve ser elaborado para 
cada empresa, pois cada um tem necessidades diferentes, mesmo que estejam no 
mesmo segmento de mercado. 
Sendo assim, Gonçalves (2013) mostra as vantagens de se elaborar um 
Plano de Negócios: 
 
Um plano de negócios quando elaborado corretamente é capaz de mostrar 
toda a viabilidade e estratégias do seu empreendimento. O plano vai lhe dar 
informações do ponto de vista estrutural, administrativo, estratégico, 
mercadológico, técnico, operacional e financeiro. Ou seja: tudo o que você 
precisa saber para tirar a sua empresa do papel e abrir as portas. 
 
26 
 
Tendo em mente o que é o Plano de Negócio, vê-se necessária a criação de 
etapas para sua elaboração, como apresentado por Dornelas (2000 apud PIO, 
2009): 
a) Capa, que é a primeira impressão; 
b) Sumário, para informar o título de cada assunto; 
c) Sumário executivo, contendo uma síntese do negócio; 
d) Planejamento estratégico do negócio, ou seja, o rumo da empresa; 
e) Descrição da empresa; 
f) Produtos e serviços; 
g) Análise de mercado, onde é feita a pesquisa de mercado; 
h) Plano de marketing, que apresenta a melhor forma de comercializar; 
i) Anexos, com informações a serem ressaltadas. 
Dando continuidade, em cartilha elaborada pelo Sebrae (2007), encontra-se o 
passo a passo detalhado por um outro ponto de vista, já que o plano é elaborado de 
acordo com a necessidade do empreendedor. Nela estão: 
a) Sumário executivo, sendo esse o resumo do Plano: resumo dos 
principais pontos a serem abordados; dados dos empreendedores e do 
empreendimento; missão da empresa; setores de atividade que ela se 
encontra; sua forma jurídica; o seu regime tributário; capital social que 
representa todos os recursos da empresa; fonte de recursos, que é a maneira 
como serão obtidos; 
b) Análise de mercado que aborda o estudo dos clientes, dos 
concorrentes e dos fornecedores; 
c) Plano de Marketing, abrangendo os produtos e serviços; os preços e 
estratégias de promoções; estrutura de comercialização e a localização do 
negócio; 
d) Plano Operacional, contendo o layout, que apresentará a distribuição 
dos diversos setores da empresa; capacidade produtiva; processos 
operacionais, mostrando como a empresa irá funcionar; necessidade de 
pessoal para o funcionamento do negócio; 
e) Plano Financeiro, que abordará a estimativa dos investimentos fixos; 
capital de giro, que aborda os recursos necessários para o funcionamento da 
empresa; investimentos pré operacionais, que se refere aos gastos antes do 
inicio do empreendimento; investimento total, que é o resultado da soma das 
27 
 
demais formasde investimento; a estimativa do faturamento mensal; 
estimativa dos custos de matéria-prima, materiais diretos e terceirizados; 
estimativa dos custos de comercialização; apuração dos custos do material 
direto ou mercadoria vendida; estimativa dos custos com mão-de-obra e com 
depreciação; estimativa dos custos fixos operacionais mensais; demonstrativo 
de resultados; indicadores de viabilidade; lucratividade e rentabilidade; e o 
prazo de retorno do investimento; 
f) Construção de cenários, simulando valores diversos para a empresa; 
g) Avaliação estratégica, onde entra a matriz SWOT, que aponta as 
forças, forças, oportunidades, fraquezas e ameaças, também podendo ser 
chamada de Matriz FOFA. A matriz é feita em quadrantes, apontando pontos 
positivos e negativos da empresa no ambiente interno e externo; 
h) Avaliação do Plano de Negócios; 
i) Referências bibliográficas. 
Com isso, observa-se que a estrutura do plano de negócios varia de acordo 
com a necessidade do empreendedor, tendo como objetivo final analisar a 
viabilidade do negócio, realizando análises e pesquisas, sendo útil para empresas 
nascentes e empresas já atuantes no mercado. O plano em questão terá como 
ponto de partida a elaboração do sumário executivo, que é o resumo de tudo que 
está no Plano de Negócios. 
 
3.2.1. Sumário executivo 
 
Dentro do Plano de Negócios, Dornelas (2012) afirma que o primeiro ponto é 
o sumário executivo, que apesar de vir no início, deve ser o último a ser elaborado, 
pois se torna mais eficiente e coerente escrever uma síntese depois de se preparar 
o texto básico dessa síntese. 
Fazendo uma descrição mais detalhada do Sumario Executivo, Salim et al. 
(2001, p. 49) apresenta o sumário executivo como “um extrato competente e 
motivante do Plano de Negócio. Onde deve estar exposto a área de negócios, qual o 
produto ou serviço, qual o mercado e que fatia desse mercado queremos obter?”. 
Essas informações devem ser apresentadas de forma objetiva e sucinta. 
Para a elaboração do Sumário Executivo, existem pontos a serem abordados. 
Segundo Chiavenato (2012), nele deve conter: 
28 
 
a) Descrição da visão geral e abrangente do negócio; 
b) Resumo do Plano de Negócios; 
c) Natureza do negócio e aspectos importantes do empreendimento, 
contendo missão e visão; 
d) Necessidades que a empresa vai atender no mercado; 
e) Resumo das características do mercado em que irá atuar; 
f) Relatório sobre os sócios; 
g) Breve relatório acerca dos recursos financeiros necessários. 
h) Como dito anteriormente, cada empreendedor elabora o plano de 
negócios de acordo com a necessidade. Da mesma forma, cada autor 
descreve com seu ponto de vista, sendo assim, para Salim et al. (2001) o 
Sumário Executivo deve conter: 
i) Objetivos; 
j) A empresa ou o produto: a oportunidade identificada e sua 
transformação em um negócio; 
k) O que será vendido, qual o mercado e como será feita a abordagem; 
l) Missão da empresa, a imagem que pretende se projetar e seus fatores 
críticos de sucesso; 
m) Como o produto será vendido, como vai se manter atualizado e como 
serão cumpridos os objetivos da empresa; 
n) Sócios e estrutura; 
o) Investimentos necessários; 
p) Valor necessário para a empresa funcionar mensalmente; 
q) Receita prevista e como será sua evolução; 
r) Em que ponto a empresa passa a ter receitas capazes de cobrir suas 
despesas; 
s) Quando o investimento será recuperado. 
Dessa forma, vê-se que apesar de autores abordarem pontos diferentes, o 
Sumário Executivo segue uma mesma lógica, unindo pontos necessários para que 
seja feito um resumo eficiente do Plano de Negócios. Após a elaboração do sumário 
executivo, será feita uma análise de mercado, onde é estudado os concorrentes, os 
clientes e a situação do mercado, para que a empresa esteja preparada para seu 
futuro. 
 
29 
 
3.2.2 Análise de mercado 
 
Nesse ponto, como afirma Salim et al. (2001), será abordado o embasamento 
do empreendedor, ou seja, mostra que ele está atendo as variáveis e as condições 
que se encontra o mercado, e não se baseia apenas na sua “boa ideia”. 
A análise de mercado, segundo Dornelas (2012), por diversas vezes é 
considerada a parte mais importante e mais difícil de ser feita, já que toda a 
estratégia do negócio depende de como a empresa abordará o seu mercado 
consumidor, buscando sempre estar à frente da concorrência, agregando maior 
valor aos seus produtos, com o intuito de fidelizar seus clientes. 
Para que seja feita a análise de mercado, é interessante que alguns pontos 
sejam trabalhados. Para Chiavenato (2012), são eles: 
a) Principais características do setor; 
b) Oportunidades encontradas no mercado; 
c) Identificação dos fornecedores de entrada. 
A Análise de Mercado entra também com o intuito de descobrir o público alvo 
da empresa, e dessa forma criar planos de ação voltados para atingi-los. Para 
Dornelas (2012, p. 149), “quando se define o segmento de mercado, está-se 
definindo um grupo de pessoas com características similares, necessidades e 
desejos comuns, e que serão o foco de vendas da empresa”. 
Para que se tenha o conhecimento necessário sobre o segmento de mercado, 
é interessante que seja feita uma pesquisa de mercado que, como afirma Salim et 
al. (2001) servirá para definir o tamanho, as características e a forma de ocupação 
do mercado, apresentando ainda as preferências do consumidor, e o grau de 
importância atribuída a cada aspecto do negócio. 
Na Análise de mercado ainda é interessante que seja feita uma análise da 
concorrência, para que a empresa estabeleça uma estratégia de marketing e 
conheça quais alternativas de produtos existem no mercado em que a empresa 
atua, e ainda saber por que seus clientes-alvo optam por outro produto. Identificando 
os pontos fracos dos competidores, o empreendedor deve saber explorá-los para 
proporcionar melhores resultados para sua empresa. 
Ao analisar o mercado de e-commerce de moda no qual a empresa está se 
inserindo, o Sebrae (2016) mostra que o comércio eletrônico está sendo 
considerado um dos principais aliados dos brasileiros, que encontram facilidade na 
30 
 
aquisição de produtos, preço baixo e melhor custo benefício. Além disso, dentro 
desse mercado, o segmento que mais se destaca é o de moda e acessórios, que 
corresponde a 14% do comércio eletrônico. 
Antes o e-commerce de moda era pouco utilizado. Valle (2017) afirma que 
essa rejeição do público pelo segmento acontecia principalmente por na venda 
online não haver a prova do produto antes da compra, para que fosse visto o 
material de perto. No entanto, isso vem mudando e, como apontado anteriormente, 
atualmente o segmento de moda é um dos que mais cresce no e-commerce. 
Valle (2017) afirma ainda que as mulheres são as maiores entusiastas do 
crescimento do segmento, e as lojas virtuais voltadas para o público feminino são as 
que mais crescem no país. 
Dessa forma, com o mercado em crescimento, a concorrência no segmento é 
elevada, sendo necessário criar vantagens competitivas para se destacar em um 
mercado que, apesar de demonstrar bons resultados, possui uma ampla 
concorrência. 
Em resumo, tem-se que a análise de mercado será útil para descobrir o 
público que a empresa irá atingir, criando estratégias de marketing específicas, que 
serão elaboradas em um Plano de Marketing e buscando conhecer suas 
necessidades de consumo para atendê-las. 
 
3.2.3 Plano de marketing 
 
Empresas utilizam o Plano de Marketing com o objetivo de trazer melhoria e 
crescimento. Nesse sentido, ela deve adotar estratégias específicas de marketing 
para obter melhores resultados sobre seus competidores (DORNELAS, 2012). 
Sparemberger e Zamberlan (2008) descrevem o plano de marketing como 
uma ferramenta utilizada pelas organizações, seguindo as determinações globais do 
planejamento corporativo. O plano de marketing estabelece os objetivos de 
marketingda companhia e sugere estratégias para alcançar tais objetivos. 
Levando em consideração a dimensão de um Plano de Marketing, Polizei 
(2010), afirmou que o plano de Marketing corresponde a cerca de 70% ou 90% do 
plano de negócio, onde serão acrescentados detalhes de operações, logística, entre 
outras implicações internas do negócio. No plano de marketing o foco principal é o 
31 
 
ambiente externo, ou seja, o mercado, sendo assim necessária a elaboração da 
Análise de Mercado. 
Dessa forma, Polizei (2010) apresenta a grandeza de um plano de marketing, 
que objetiva disciplinar o empreendedor a primeiro analisar o mercado, e somente 
depois desenhar a proposta que melhor irá atender consumidor. 
Assim, Dornelas (2012) mostra que a projeção de vendas de uma empresa 
está diretamente ligada as suas estratégias de marketing estabelecidas, 
dependendo de como o produto será posicionado no mercado, sua política de 
preços e promoções, seus canais de vendas e ainda como o produto chegará ao 
cliente. 
As estratégias de atuação do Plano de Marketing são utilizadas em diferentes 
plataformas. No entanto, a Balu Trend Spot está inserida na que atualmente 
apresenta um crescimento elevado, o e-commerce. De acordo com Peçanha (2014), 
o e-commerce deriva da maior utilização da tecnologia da informação, trabalhando 
as maneiras que as empresas tem para potencializar seu e-commerce, atingindo 
mais facilmente o público de uma forma direta e prática, além de ser mais acessível, 
pois propões estratégias que não dependem de um orçamento elevado. 
Em resumo, Sparemberger e Zamberlan (2008) afirmam que o plano de 
marketing é visto como um mapa que visualiza para onde a empresa está se 
movendo e aonde ela chegará. 
Após a elaboração do Plano de Marketing será feito o Plano Operacional, 
onde serão detalhadas as etapas do processo operacional. 
 
3.2.4 Plano operacional 
 
A elaboração de um Plano Operacional objetiva gerar um maior controle na 
qualidade das operações de um negócio. De acordo com a empresa júnior Masci 
(2017) as empresas que se destacam no mercado de atuação são as mais 
organizadas, ou seja, que prezam por um planejamento eficiente para guiar suas 
ações. Ao delimitar o nível estratégico e o tático, deve-se determinar 
as operações que serão essenciais para o alcance da estratégia e das metas da 
organização. Nisso entra a importância de elaborar um plano operacional. 
Dessa forma, para Bueno et al (2009, p. 7), tem-se que o Plano Operacional 
visa “escolher uma localização adequada da empresa, o desenho de sua estrutura 
32 
 
física, definir sobre sua capacidade de produção, escolher os processos 
operacionais na produção e a necessidade de pessoal em termos de quantidade e 
qualificação.” 
Ou seja, “o plano operacional é o esquema que visa gerar resultados à curto 
prazo e descreve as tarefas a serem realizadas pelos colaboradores, indispensáveis 
para o alcance dos objetivos da empresa” (MASCI, 2017). 
Com isso, Chiavenato (2012) aponta os tópicos que devem conter o Plano 
Operacional, os quais são: 
a) Previsão de vendas; 
b) Planejamento da produção; 
c) Orçamento de despesas gerais; 
d) Previsão do lucro operacional; 
e) Previsão do fluxo de caixa e balancete; 
f) Balanço patrimonial simulado; 
g) Previsão de índices operacionais e financeiros. 
De acordo com o Sebrae (2017) o Plano Operacional descreve como a 
empresa está estruturada, sua localização, instalações físicas e equipamentos. Nele 
são feitas estimativas acerca da capacidade produtiva ou de quantos clientes 
consegue atender por mês, além de traçar quantos são os funcionários e suas 
tarefas. 
Para definir a capacidade de produção, Wilker (2012) afirma que é feita a 
capacidade instalada da empresa. Nela é calculada a quantidade máxima que um 
sistema produtivo pode produzir ininterruptamente, desconsiderando as perdas. 
Portanto, é a capacidade produtiva obtida numa jornada de trabalho de 24 horas. 
Após analisar a capacidade de produção, de acordo com o Sebrae (2017) 
será descrito como serão distribuídas as atividades da empresa. Nela deve constar 
os planos de trabalhos, os responsáveis, os materiais e os equipamentos, desde o 
momento inicial até a o final, quando o produto é entregue para o cliente. 
Assim, o Plano Operacional é responsável pela descrição do processo 
operacional, descrevendo suas etapas detalhadamente. Após sua realização, será 
elaborado o Plano Financeiro, onde serão abordados todos os custos e lucros que a 
empresa possui, apresentando no final a viabilidade do negócio. 
 
33 
 
3.2.5 Plano financeiro 
 
O Plano Financeiro, como afirma Dornelas (2012), pode ser considerado 
como a etapa mais difícil de um Plano de Negócios, já que nele deve vir redigido em 
números tudo o que foi escrito até então nas outras seções, incluindo investimentos, 
gastos com marketing, despesas com vendas, gastos com pessoal, custos fixos e 
variáveis, projeções de vendas e rentabilidade do negócio. 
Em ditado popular, Salim et al. (2001) considera o Plano Financeiro como a 
prova dos nove para um negócio, pois nele irá mostrar se a empresa é viável, sua 
lucratividade, em quanto tempo o investimento dará retorno e quanto será 
necessário investir para que seja possível chegar ao ponto em que a empresa seja 
autossustentável. 
No Plano Financeiro, existem pontos que serão abordados visando obter 
respostas das perguntas necessárias para verificar a viabilidade de um negócio. De 
acordo com Salim et al. (2001), os principais pontos a serem retratados são: 
a) Pressupostos importantes; 
b) Percentual de probabilidade dos cenários; 
c) Calculo do ponto de equilíbrio econômico financeiro; 
d) Calculo do custo de operar a empresa sem vender e sem produzir; 
e) Lucros e perdas; 
f) Fluxo de caixa; 
g) Projeção do balanço da empresa; 
h) Calculo de indicadores. 
O Sebrae (2017) descreve os pontos necessários para a elaboração de um 
Plano de Negócio, são eles: 
a) Investimentos Fixos, os quais são todos os bens a serem comprados 
para a abertura da empresa. Nele devem estar listados as máquinas, os 
equipamentos, os móveis, os utensílios, as ferramentas e os veículos. Deve 
também estar especificado o valor, a quantidade e o total que será investido 
neles; 
b) Caixa Mínimo, que é representado pelo valor em dinheiro que a 
empresa possui para cobrir os custos e as despesas, até que os 
consumidores paguem pelos produtos e serviços ofertados; 
34 
 
c) Investimentos Pré-operacionais, que são os gastos feitos antes da 
empresa iniciar suas atividades, ou seja, as reformas, algumas taxas 
referentes à empresa para registrá-la, treinamento de pessoal, divulgação, 
entre outros; 
d) Faturamento mensal: é a partir desse ponto que serão feitas as 
projeções futuras, para saber quanto de lucro poderá ter no primeiro mês, 
depois da abertura do negócio e assim por diante; 
e) Os custos de comercialização são os gastos com impostos e 
comissões de vendedores. Ele é classificado como custo variável, pois estará 
relacionado com o preço da venda, e de acordo com os impostos a serem 
pagos pelo governo, entrarão nos cálculos os impostos correspondentes ao 
enquadramento escolhido pelo empresário; 
f) Custos fixos operacionais mensais, que não se alteram pelo volume de 
produção ou quantidade de produtos vendidos no período. Esses valores 
terão quer ser pagos normalmente, independente do faturamento no negócio; 
g) Indicadores de viabilidade, os quais irão apresentar o ponto de 
equilíbrio, nele consta o quanto a empresa precisa faturar para pagar os seus 
custos; a lucratividade; a rentabilidade, que mede o retorno do capital 
investido pelos sócios; e o prazo de retorno do investimento. 
Com isso, Chiavenato (2012) afirma que no Plano Financeiro será feito o balanço 
da abertura de uma empresa e a previsão de receitas, fluxo de caixa e balanço para 
o período coberto pelo planejamento. Comisso, tem-se que através do Plano 
Financeiro o empreendedor irá acompanhar os resultados da sua empresa, ver a 
necessidade de investimento e a viabilidade do negócio. 
 
3.2.5.1 Viabilidade do negócio 
 
O Plano de Negócio, como apresentado anteriormente, tem como finalidade 
expor a viabilidade de um empreendimento. Para isso, é interessante que se 
compreenda um pouco mais sobre o assunto. 
Assim como afirma Chiavenato (2012), o sucesso de qualquer negócio 
depende de decisões que devem ser tomadas antes de iniciar a empresa. Para 
fundamentar tais decisões, deve ser elaborado um pequeno projeto, que será um 
guia para o futuro e irá orientar o processo decisório para identificar e tentar 
35 
 
potencializar as oportunidades do mercado, reconhecer e neutralizar as ameaças e 
descobrir como criar valor para o cliente, gerando riqueza para empresa. 
Em outras palavras, Chiavenato (2012) mostra que torna-se necessário um 
projeto de viabilidade financeira para saber a partir de que volume de atividade 
econômica a empresa se torna viável e lucrativa. 
A análise de viabilidade econômica, segundo Martins et al. (2010) tem como 
intuito identificar os benefícios esperados em dado investimento para colocá-los em 
comparação com os investimentos e custos associados ao mesmo, a fim de verificar 
a sua viabilidade de implementação. 
Dessa forma, tem-se que a importância da viabilidade está em prever riscos 
futuros, evitando um investimento que não será lucrativo. Ao concluir o Plano 
Financeiro da empresa, será apresentado o cenário em que ela se encontra. 
 
3.2.6 Cenários 
 
A análise de cenários, quando aplicada ao estudo de viabilidade econômica, 
está relacionada à criação de cenários que não haviam sido previstos em um 
momento inicial. Como sabemos, sempre vai existir a possibilidade de coisas 
melhores ou piores acontecerem, por isso existem dois cenários básicos, o otimista 
e o pessimista (ÁVILA, 2015). 
Com outras palavras, o Sebrae (2013) afirma que na análise de cenários 
serão feitas simulações, preparando cenários onde o negócio obtenha resultados 
pessimistas (queda nas vendas e/ou aumento dos custos) ou otimistas (crescimento 
do faturamento e diminuição despesas). A partir daí, serão vistas ações para evitar e 
prevenir-se frente às adversidades, ou para potencializar situações favoráveis. 
Dessa forma, o cenário otimista é elaborado com o objetivo de criar um 
ambiente favorável para a organização, que de acordo com Paula (2016) ocorre 
quando todas às metas de faturamento são batidas, o menor custo de produção é 
alcançado, as despesas operacionais ficam abaixo dos limites estabelecidos e assim 
por diante. 
Depois de feito o cenário otimista, é o momento para fazer alterações que 
impactem negativamente nas suas receitas e/ou que aumentem seus custos e 
investimentos projetados. Dessa forma, Ávila (2015) afirma que ao pensar em um 
36 
 
cenário bastante adverso (mas ainda assim, real), é possível comparar o custo que 
aquele cenário pode ter e analisar se vale a pena entrar nele ou não. 
Assim, tem-se que na avaliação dos cenários são feitas simulações em 
situações positivas e negativas, para dessa forma prevenir adversidades e 
potencializar situações favoráveis. 
O mercado de atuação da Balu Trend Spot, segundo Rios (2016, apud 
RAMALHO, 2016) está em alta no Brasil, no entanto, a população ainda fica 
insegura para adquirir roupas ou acessórios de moda pela internet, por receio da 
qualidade do produto e que esse não esteja de acordo com o esperado. Com isso, 
dados do Abcomm (2017) afirmam que o setor deve crescer 12% em relação a 2016 
e faturar R$ 59,9 bilhões, podendo registrar mais de 200 milhões de pedidos nas 
lojas virtuais. A expectativa é que atinja a marca de 38,5 milhões de compradores 
únicos nas 71 mil lojas virtuais existentes, consolidando a tecnologia no cotidiano 
dos brasileiros. 
Sendo assim, tem-se que o cenário do segmento é positivo, fator que 
favorece a atuação da loja nesse mercado. 
Posteriormente deve-se elaborar a avaliação estratégica, onde é feita uma 
análise do ambiente interno e externo para criar soluções das problemáticas e 
enfatizar os pontos positivos, e dessa forma descobrir a situação que a empresa se 
encontra. 
 
3.2.7 Avaliação estratégica 
 
A estratégia é utilizada especialmente pelos empresários, que buscam 
métodos para realizar boas negociações. Segundo Dornelas (2012), “o termo 
estratégia é muito utilizado pelos empreendedores para definir como agir numa 
negociação, fechar uma parceria, entrar em um novo mercado, mas sempre de 
maneira subjetiva, não processual”. 
Em uma empresa, como afirma Oliveira (2009), a estratégia é considerada a 
arte de utilizar adequadamente os recursos tecnológicos, físicos, humanos e 
financeiros, buscando a minimização dos problemas empresariais e maximização do 
uso das oportunidades identificadas dentro do ambiente empresarial. É por isto que 
as estratégias devem apresentar efetiva interligação com os projetos da empresa. 
37 
 
Ainda de acordo com Oliveira (2009, p. 5), “a estratégia não deve ser 
considerada como um plano fixo ou determinado, mas um esquema orientador 
dentro de um fluxo de decisões”. 
Visualizando a estratégia, podemos ter uma ideia mais clara do que é uma 
Avaliação Estratégica, que, segundo Dornelas (2012), deve incluir um misto de 
racionalidade e subjetividade, seguindo um processo básico que facilitará o 
entendimento do empreendedor acerca da situação atual de seu negócio, 
apresentando os melhores meios para atingir os objetivos. 
Assim, Salim et al. (2001) afirma que a Avaliação Estratégica é o resultado da 
análise conjunta de diversas informações obtidas sobre o mercado, os produtos 
oferecidos, e as necessidades e preferências dos clientes. A partir disso, será feita a 
Análise SWOT, ou Matriz F.O.F.A, onde será necessário identificar e avaliar as 
oportunidades e ameaças no ambiente externo, e as forças e fraquezas no ambiente 
interno. Dessa forma devem ser traçadas as estratégias da empresa. 
Nesse sentido, Bastos (2014) constata que a Análise SWOT se trata de uma 
ferramenta estrutural da administração, elaborada com o objetivo de avaliar os 
ambientes internos e externos, formulando estratégias de negócios para a empresa 
com a finalidade de otimizar seu desempenho no mercado. 
Ainda seguindo o pensamento de Bastos (2014). 
 
A análise SWOT também é utilizada para identificar os pontos fortes e 
fracos de uma organização, assim como as oportunidades e ameaças das 
quais a mesma está exposta. Essa ferramenta é geralmente aplicada 
durante o planejamento estratégico, promovendo uma análise no cenário 
interno e externo com o objetivo de compilar tudo em uma matriz e assim 
facilitar a visualização das características que fazem parte da sigla. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
38 
 
Figura 1 – Matriz SWOT – F.O.F.A. 
 
Fonte: Casarotto, 2016. 
 
 
Como demonstrado na figura acima, Dornelas (2012) descreve que “uma 
maneira de representar a Análise SWOT é pela construção de um retângulo, dividido 
em quatro partes em que as forças, fraquezas, oportunidades e ameaças são 
colocadas separadamente”. 
A implementação da ferramenta, como afirma Manketelow e Carlson (2010) é 
dada através de uma matriz, na qual as linhas serão compostas pelas forças e 
fraquezas (ambiente interno) e oportunidades e ameaças (ambiente externo). Dessa 
forma, é feito o cruzamento da linha com a coluna, analisando uma estratégia de 
aperfeiçoamento na fraqueza ou no aproveitamento de oportunidades. Os 
cruzamentos são enumerados de 1 a 5, sendo 1 pouca influencia e 5 muita 
influencia 
Dessa forma, tem-se que a Avaliação estratégica irá avaliar a situação da 
empresa interna e externamente, sendo utilizada para traçar planos de melhorias, 
enaltecendo seus pontos fortes, aproveitando as oportunidades, superando as 
fraquezas e combatendoas ameaças. 
 
3.3 MARKETING 
 
Nesse ponto serão abordadas as características do marketing, e seus 
aspectos importantes para impulsionar a imagem de uma empresa no mercado. 
39 
 
Ao analisar a linha do tempo do marketing, Santângelo (2009) afirma que o 
conceito moderno de marketing surgiu no pós-guerra, na década de 1950, quando 
ocorreu um maior avanço de industrialização mundial, o que gerou uma acirrada 
competição entre as empresas e maior disputa pelos mercados. O simples processo 
de produção e de vendas de produtos com qualidade, e de serviços, já não era 
suficiente para o alcance de receitas e lucros vislumbrados pelas empresas, pois o 
cliente passou a ter o poder de escolha, selecionando o que traria um maior custo e 
benefício. As organizações, reconhecendo que a decisão final sobre a compra dos 
produtos estaria nas mãos dos clientes, passaram a desenvolver técnicas para se 
adequar de acordo com a necessidade dos clientes. 
Assim surgiu o marketing, buscando suprir as necessidades das empresas 
em se destacar em um mercado competitivo. Assim como Kotler e Keller (2013, p. 3) 
afirmaram, o Marketing envolve a identificação e a satisfação das necessidades 
humanas e sociais. Uma das mais sucintas e melhores definições de marketing é a 
de “suprir necessidades gerando lucro”. 
Ainda segundo Kotler e Keller (2013), marketing diz respeito a criar, 
comunicar, entregar e trocar ofertas que tenham valores para a sociedade. Utilizar 
essa forma de processo de troca exige habilidade, e a administração de marketing 
ocorre quando uma das partes de uma relação busca obter algo da outra parte 
envolvida no processo. Em resumo, a administração de marketing é a ciência que 
seleciona o mercado desejado, procura conquistar novos clientes e utiliza a criação, 
entrega e comunicação de um valor superior ao cliente para desta forma fidelizá-lo. 
Já Peter (2000, p. 4 apud GARCIA, 2012) considera o marketing como o 
“processo de planejar e executar a definição do preço, promoção, distribuição de 
ideias, bens e serviços com o intuito de criar trocas que atendam metas individuais e 
organizacionais”. 
Sendo assim, Garcia (2012) afirma ainda que as organizações e pessoas 
utilizam do marketing para agregar valor ao seu produto ou serviço ofertado. O 
marketing tem a função de tornar a venda mais fácil, pois quão melhor elaborada a 
abordagem dos seus compostos, mais fácil pode se tornar a venda. Muito embora o 
tema seja comentado entre a maioria dos administradores, poucos ainda sabem 
elaborar uma abordagem condizente aos seus aspectos. 
De acordo com Gabriel (2010), a sociedade, o mercado e o consumidor 
mudaram, portanto é necessário que o marketing também mude levando em 
40 
 
consideração o novo cenário e as novas ferramentas e plataformas de ação que 
passam a ser disponíveis. 
Sendo assim, Gabriel (2010) constata que qualquer componente de uma 
estratégia de marketing para satisfazer as necessidades ou desejos pode utilizar de 
tecnologias e plataformas digitais, ou não, tendo em mente que as estratégias de 
marketing são baseadas nos 4P’s – preço, praça, produto e promoção. Assim, 
enquanto antes apenas um composto de marketing poderia ser baseado em 
tecnologias tradicionais, hoje qualquer um dos 4P’s pode ser digital ou tradicional. 
Na evolução do marketing surgiram os 4C’s, que podem ser descritos como 
uma extensão dos 4P’s. De acordo com Silva e Silva (2010) esta nova classificação 
reforça os 4P’s, porém atribui a cada um deles uma maior área de abrangência e 
foco, conforme à evolução do mercado. Enquanto antes a ênfase era na qualidade 
do produto, atualmente as empresas têm se preocupado mais com a satisfação do 
cliente (interno e externo); antes o preço era visualizado como um diferencial 
competitivo frente aos concorrentes. Agora, as empresas fazem tal análise com base 
no seu ponto de equilíbrio, seus custos e o valor agregado à marca; enquanto o 
ponto comercial recebia forte atenção com aspectos relacionados à infra-estrutura e 
à organização, atualmente as empresas investem na conveniência, seja através de 
entrega em domicílio, seja através da adequação às novas tecnologias, 
disponibilizando aos seus clientes a comodidade de comprar e receber os produtos 
sem sair de casa, de forma segura e rápida. 
Com isso, tem-se a relevância do marketing no processo de desenvolvimento 
e crescimento de uma empresa. Alguns fatores estão sendo utilizados para elevar o 
alcance do marketing, fatores esses que são apoiados no crescimento do acesso à 
tecnologia. 
 
3.3.1 Marketing no e-commerce 
 
Como apresentado anteriormente, o e-commerce é uma nova ferramenta que 
o marketing vem utilizando, de tal forma que amplia seu poder de ação. Essa nova 
plataforma foi denominada Marketing Digital, e está auxiliando as empresas na 
entrada e utilização do meio virtual, que hoje é essencial para que uma empresa se 
mantenha competitiva no mercado. 
41 
 
Assim, através do ponto de vista de Rodrigues (2013), o chamado Marketing 
Digital são ações que as empresas utilizam, através de ferramentas da internet, 
como por exemplo, e-mails e redes sociais, e com o uso da telefonia celular, através 
de mensagens de texto, e alguns outros meios digitais com o propósito de divulgar 
seus produtos e serviços, conquistando novos clientes e fidelizando os atuais, além 
de facilitar a comunicação com o público. O marketing digital engloba a prática de 
promover com mais rapidez, através de canais de distribuição eletrônica, atingindo 
com mais eficácia novos clientes e de forma mais personalizada. 
Esse novo modelo de marketing, para Rodrigues (2013), baseia-se na 
utilização da tecnologia da informação, de forma estratégica, mais econômica e 
operacional, adaptadas aos meios digitais e possuindo a mesma eficácia do 
marketing tradicional, no entanto, potencializando o seu fortalecimento. 
Sendo assim, Peçanha (2014) constata que, com o crescimento na utilização 
da tecnologia da informação e com a internet a cada dia mais presente na vida 
de todos, o marketing digital trabalha com as principais maneiras que as empresas 
têm para potencializar seu e-commerce e se comunicar com o público de 
forma direta, personalizada e no momento certo. 
Dessa forma, de acordo com Peçanha (2014), tem-se que o e-marketing, ou 
seja, marketing no e-commerce, também tem como vantagem a sua acessibilidade, 
pois, contrastando com outras modalidades de marketing, que só podem ser 
adotadas por grandes empresas, o marketing digital pode ser utilizado por empresas 
de todos os portes, não sendo necessário um orçamento elevado para gerar 
resultados. 
Assim, vê-se que as empresas vêm utilizando marketing no e-commerce pra 
elevar o seu alcance, atingir novos públicos e fidelizar sua clientela. Devido ao 
crescimento do e-commerce, o marketing digital vem se tornando mais eficaz e 
sendo frequentemente utilizado pelos empreendedores. O marketing de moda está 
aproveitando das novidades tecnológicas para ampliar o seu alcance. 
 
3.3.2 Marketing de moda 
 
O conceito de moda é mais complexo do que simplesmente a roupa que se 
usa, assim como demonstra Palomino (2003), afirmando que moda é um sistema 
que acompanha o vestuário e o tempo; ela está em constante mudança e sempre se 
http://marketingdeconteudo.com/transformacao-digital/
http://marketingdeconteudo.com/transformacao-digital/
42 
 
atualizando. Integra o simples uso das roupas no dia-a-dia a um contexto maior, 
político, social, sociológico. Moda não é só “estar na moda”. 
De acordo com Santos (2012), moda é uma expressão de sociedades, 
culturas, mentalidades, ambientes econômicos e contextos políticos. É um fenômeno 
onipresente em todos os períodos da história. O estudo da moda como indústria, 
porém, é recente; da mesma forma, diz-se que o marketing sempre existiu, porém 
apareceu como disciplina sistematizada somente na primeira metade doséc. XX. Os 
estudos sobre marketing de moda também são recentes e apenas nas últimas 
décadas têm sido tratados como uma especialidade dentro do campo do marketing. 
Moda e marketing são duas atividades que sempre caminharam juntas, mas cuja 
conexão a academia tardou em reconhecer. 
Tendo em vista que nas últimas décadas o marketing de moda tem sido visto 
como uma especialidade do marketing, é interessante que se tenha conhecimento 
dessa área, que segundo Chagas (2015, p. 317) 
 
O marketing de moda é o conjunto de técnicas que tem como foco os 
clientes atuais e potenciais, com o intuito de alavancar as vendas e 
fortalecer a imagem da marca. Nesse setor, o marketing, o design, os 
clientes e a pesquisa de mercado andam em conjunto, trabalhando em 
constante alinhamento para perceber quais são as tendências de moda, o 
perfil do seu público-alvo e os canais indicados para alcançá-lo. 
 
Tendo em vista o que é o marketing, Chagas (2015) afirma que ele tem como 
objetivo final reter clientes, visando isso a longo prazo. Existe diferença entre 
conquistar clientes e mantê-los. Com a competição do cenário atual no segmento de 
moda, onde podem ser vistas novas lojas surgindo todos os dias, as organizações 
estão lutando para conquistar a atenção e dinheiro dos consumidores. As marcas 
devem sempre estar inovando e nunca entrar em sua zona de conforto, pois o 
sucesso de hoje não garante o de amanhã. Desta forma, o marketing de 
relacionamento vem se tornando uma ferramenta muito importante. 
Com isso, vê-se que o marketing de moda é uma técnica de marketing 
utilizada para fortalecer uma marca relacionada ao mundo da moda, elevando suas 
vendas. 
 
 
43 
 
3.4 E-COMMERCE 
 
Cada vez mais empresas estão usufruindo do e-commerce para alçar novos 
voos e crescer acompanhando essa tendência de mercado. 
De acordo com Tassabehji (2003 apud MENDES, 2013), o inicio efetivo do e-
commerce ocorreu em 1991, ano em que a internet foi aberta para uso comercial. A 
internet não é coordenada por nenhuma organização ou governo, entretanto, opera 
dentro de padrões técnicos e protocolos que possibilitam seu funcionamento como 
uma infraestrutura global. Isto posto, a internet é indiretamente regulada pelas 
organizações que desenvolvem esses protocolos e padrões aos quais ela se 
submete, o que significa que essas organizações terão uma vantagem competitiva 
com relação as organizações e países que não estão envolvidos diretamente no 
processo. 
Assim, foi visto que o e-commerce teve seu desenvolvimento decorrente do 
poder da internet, que segundo Mendes (2013), “foi uma das invenções que mais 
impactaram o século XXI, afetando e tornando mais eficiente a maneira como a 
sociedade e as empresas se comunicam e realizam transações”. 
Visando tornar mais eficiente a comunicação, como afirmou Tassabehji (2003, 
apud MENDES, 2013), no início dos anos 2000 um grande número de empresas, 
tanto nos Estados Unidos como na Europa Ocidental passaram a oferecer seus 
serviços de World Wide Web (www), criando uma página na web para iniciar o uso 
do e-commerce e expandir os negócios. 
Segundo Belalian (2015) “o comércio eletrônico está em frequente expansão 
e não para de crescer. Esse tipo de comercio já corresponde a cerca de 4% do PIB 
do varejo e possui um crescimento anual que supera os 30%”. 
Ainda de acordo com Belalian (2015) 
 
O E-Commerce é a uma estratégia para algumas empresas que possuem 
loja física, uma vez que a loja virtual consegue chegar aonde a estrutura 
física não consegue, vendendo no regime de auto-atendimento, 
funcionando 24 horas por dia, 7 dias por semana e sempre interagindo com 
consumidores. 
 
O mercado atual está sempre solicitando mudanças e inovações, com isso, 
Dulinski (2015) afirma que em um momento de crise é necessário mudar o foco da 
visão para enxergar novas possibilidades e oportunidades no mercado, e o e-
https://www.dlojavirtual.com/e-commerce/artigos-sobre-e-commerce
44 
 
commerce está se mostrando uma porta para o crescimento em meio a dificuldade 
do momento, apresentando um faturamento maior no primeiro semestre do que no 
mesmo período do ano anterior. Foram 18,6 bilhões de reais em 2015, contra 16,1 
bilhões de reais em 2014. 
Esse crescimento apresentado pelo e-commerce se deve aos elevados 
números de utilização da internet, pois segundo Matos (2015), 
 
As redes sociais permitem que os usuários tenham autonomia para opinar 
sobre qualquer coisa, inclusive seu posicionamento sobre as marcas que 
gostam ou não. Estar nas redes sociais é praticamente uma obrigação para 
as empresas, pois através da plataforma é possível conhecer o público-alvo 
e traçar a melhor estratégia para fortalecer a imagem da empresa e 
conquistar novos clientes. 
 
Atualmente, as redes sociais servem também como uma espécie de serviço 
de atendimento ao cliente, e de uma forma que as reclamações podem se espalhar 
rapidamente. Devido a isso, é interessante que seja dado um feedback rápido ao 
cliente, e mesmo quando não existe a pergunta é importante que a empresa deixe 
um comentário sobre o assunto abordado, mostrando interesse da empresa sobre o 
assunto e a importância da opinião do cliente, trazendo uma maior proximidade 
entre o cliente e a marca. 
Sendo assim, para Matos (2015), uma empresa que fornece um retorno 
rápido, resolve o problema e deixa o cliente satisfeito pode ter um retorno tão bom 
quanto uma boa campanha publicitária. É importante não esquecer das 
multiplataformas online, como smarthphones e tablets, que são meios cada vez mais 
usados pelas pessoas. A empresa tem que estar onde o cliente está, e garantir que 
ele tenha uma boa experiência em multiplataformas é fundamental. 
Mesmo em meio à crise econômica que vivemos, Ramos (2015) constata que 
estudiosos já levantam bandeiras positivas afirmando que esse é o melhor momento 
de oportunidade, enquanto alguns empresários com pouco preparo ou por falta de 
capital de giro fecham as portas. Nesse momento, o mercado continua aquecido, e é 
preciso ter em mente que esse período de crise será vencido, e que o segredo é 
realizar um estudo amplo e analisando tudo o que for possível, sendo uma grande 
oportunidade para utilizar o e-commerce para ajudar a desviar a crise. 
Ramos (2015) ainda afirma que: 
 
45 
 
É o momento de apostar em suas redes sociais, fazer um trabalho mais 
segmentado. E quando essa fase passar, você conseguirá resultados 
positivos quanto à posicionamento de marca, frente a outros concorrentes 
que seguirão a multidão e provavelmente irão naufragar. É nesse momento 
que Vendedores e Gerentes de vendas se diferenciam dos Gerentes de 
Relacionamento. Faça um cliente e não uma venda. 
 
Para se destacar nas redes sociais, Assis e Silveira (2017) apresentam a 
importância de utilizar a popularidade de Digital Influencers, ou seja, pessoas que 
influenciam outras digitalmente, por meio das mídias sociais e internet. Ser 
categorizado como um exemplo a ser seguido nas redes sociais é ingressar na 
profissão da moda e ter garantia de poder e privilégios. O marketing também está 
intimamente envolvido, pois após a “fama” nas mídias virtuais, os profissionais são 
frequentemente procurados por marcas que usam os influenciadores para 
conseguirem conversões em vendas na internet. 
Os digital influencers são um dos meios que as lojas estão utilizando para 
fazer sua promoção no mundo virtual. Os dados acima mostram o quão importante é 
hoje estar vinculado nas redes sociais, que se tornaram inclusive a solução para 
algumas empresas driblarem à crise. No Brasil, a estratégia de utilizar a tecnologia 
para criar uma vantagem competitiva está sendo cada vez mais utilizada. 
 
3.4.1 E-commerce No Brasil 
 
Ao estudar o mercado de comércio eletrônico no Brasil e suas constantes 
mutações, Mendes (2013), constatou que 
 
Em meio as inúmeras mudanças que as empresas vêm apresentando, tanto 
no Brasilcomo em outros países, um dos recursos mais utilizados por elas 
para melhorar seu desempenho no mercado são a comunicação e 
tecnologia da informação. Tanto a fim de estreitar sua relação com os 
fornecedores, como se fazendo conhecer e conhecendo melhor os clientes. 
 
Levando em consideração as mudanças recorrentes no mercado, que 
elevaram o uso da internet, e consequentemente acentuaram os números do e-
commerce, como mostra Felipini (2012, apud MENDES, 2013), o comércio eletrônico 
no Brasil tem uma taxa média de crescimento ao redor de 30% ao ano, números 
impressionantes se comparados ao crescimento de outros setores. 
O Sebrae (2016) está auxiliando na abertura e crescimento de micro e 
pequenas empresas no país, sendo uma parte de empreendimentos virtuais. Dessa 
forma, são apresentados dados do e-commerce no Brasil, que mostram que de 2001 
46 
 
a 2015 o faturamento nesse setor apresentou um crescimento acelerado, e a 
tendência é que continue a crescer. No ano de 2015 foram realizadas compras 
virtuais por 39,1 milhões de consumidores, o que totalizou em 106,2 milhões de 
pedidos. 
Assim, contata-se que o Brasil está de portas abertas para os 
empreendimentos virtuais, já que esses, como apresentado anteriormente, estão 
auxiliando no crescimento das empresas, e se mostrando uma alternativa para a 
crise que se instalou no país. Pensando nisso, o Sebrae (2016) considera a maior 
segurança no momento da compra, as reformas governamentais que contribuíram 
para o incentivo ao e-commerce, maior uso de meios de pagamentos, como os 
cartões de crédito, como alguns dos fatores que influenciaram o crescimento do e-
commerce no Brasil. 
Em 2016, o faturamento do comércio eletrônico totalizou 44,4 bilhões de 
reais, alta nominal de 7,4 por cento em relação a 2015, que foi considerada a menor 
elevação apurada desde o início da pesquisa iniciada em 2001. Um dos principais 
fatores para a previsão do crescimento do e-commerce em 2017 é a contínua 
entrada de novos consumidores no mercado, com migração dos clientes de lojas 
físicas para o ambiente virtual (REUTERS, 2016). 
Ainda de acordo com pesquisas realizadas pela Reuters (2017) percebe-se 
que o comércio eletrônico continua em crescimento, e é previsto que o faturamento 
do e-commerce registre um crescimento nominal de 12 por cento em 2017, para 
49,7 bilhões de reais. Além disso, está prevista uma alta de 41% nas compras por 
meio de dispositivos móveis, elevando a participação dos meios móveis a 32% das 
transações online. 
Esses fatores geraram um crescimento do e-commerce em geral, que, em 
dados apontados pelo Sebrae (2016), a categoria que mais se destacou foi a de 
Moda e Acessórios, com 14%, se mantendo na liderança em volume de transações 
do comércio eletrônico, devido ao conforto em se comprar artigos de vestuário na 
internet. 
 
3.4.2 Consumidor do e-commerce 
 
É visto que o perfil do consumidor vem mudando a cada ano. Beraldo (2017) 
constata que muito disso ocorre devido as mudanças de comportamento do usuário 
47 
 
na internet, influenciado pelo crescimento da tecnologia e maior proximidade do 
consumidor com as marcas, dando maior poder aos clientes, que passam a ter 
múltipla escolha de onde comprar e passam a comparar em poucos cliques. Com 
isso, a compra através da internet foi ficando cada vez mais comum e mudou os 
hábitos de consumo, que foi potencializado com o surgimento das redes sociais. 
De acordo com pesquisa realizada por Souza (2017) os homens são os que 
mais compram pela internet (93%), e a faixa etária que mais utiliza esse meio é de 
35 a 49 anos, pertencentes em sua maioria às classes A e B. Para esses 
consumidores, a principal vantagem da compra online é o preço ser mais baixo se 
comparado a lojas físicas (58%), seguido pela comodidade (45%). 
Olhando o lado negativo da compra online, Camargo (2016) afirma que as 
barreiras enfrentadas pelo canal têm relação com os costumes dos compradores 
latinos, visto que 73% dos entrevistados que não adquirem produtos pela internet 
afirmaram preferir ver o produto antes de levá-lo para casa, ou seja, temem que o 
produto não corresponda as expectativas. Além disso, o desconhecimento gera 
desconfiança, pois a segunda razão para não comprarem algum item ou serviço na 
rede é porque temem fornecer informações pessoais e financeiras (39%). 
Para que um empreendimento funcione bem, independente do segmento ou 
da plataforma que utilize, é interessante que este esteja atuando formalmente de 
acordo com o que os parâmetros de legalização estabelecem. 
 
3.5 LEGALIZAÇÃO DO NEGÓCIO 
 
Um passo essencial para a abertura de uma empresa, é sua legalização. 
Independente do porte da empresa, ao seguir o que a legislação determina o 
negócio terá uma maior oportunidade de crescimento. 
Visando o significativo número de empreendedores que buscam legalizar seu 
negócio, Fernandes (2015) afirma que a legislação civil empresarial do país tem se 
modernizado, passando a oferecer cada vez mais possibilidades para a formalização 
de negócios e incentivos para os empreendedores. 
Ainda seguindo o pensamento de Fernandes (2015), existem diferentes 
modelos nos quais uma empresa poderá se enquadrar, com vantagens e regras 
bem diferentes para cada tipo de pessoa jurídica, são elas: 
48 
 
a) Microempreendedor Individual (MEI), o qual trata-se de uma empresa 
individual, voltada para a formalização das pessoas que trabalham por conta 
própria, sendo ideal para iniciar um negócio, pois enfrenta pouca burocracia 
inicial. Deve ainda ter faturamento anual de até R$60 mil, sendo que esse 
limite será de R$ 81 Mil em 2018; 
b) Microempresas (ME), as quais são empreendimentos que visam o 
lucro e que apresentam um faturamento anual de até R$360 mil; 
c) Empresas de pequeno porte (EPP), que são empresas com 
faturamento anual no limite de R$3,6 milhões; em 2018 esse limite será 
alterado para R$ 4,8 milhões. A formalização e o enquadramento tributário 
seguem as mesmas indicações da Microempresa. 
Dessa forma, vê-se que no processo de legalização é necessário saber qual 
tipo de empresa será aberta, como afirma Roveda (2016), que apresenta além das 
opções anteriores, algumas outras para que se possa optar por a melhor opção para 
cada empresa, são elas: 
a) Sociedade limitada, estrutura que reúne no mínimo uma dupla de 
empresários que se inscrevem na Junta Comercial estadual para abrir o 
negócio; 
b) Sociedade anônima: são empresas com o capital distribuído em 
ações, por isso os sócios são chamados de acionistas; 
c) Microempresas, que são empresas que possuem faturamento bruto 
anual menor ou igual a R$ 360 mil, podendo se enquadrar no Simples 
Nacional, regime de pagamento de impostos unificado e mais simples; 
d) EPP (Empresa de pequeno porte): se a pequena empresa faturar mais 
que R$ 360 mil e até R$ 3,6 milhões, poderá se constituir como EPP; 
e) Microempreendedor individual, o qual tem o faturamento anual de até 
R$ 60 mil e possui um único proprietário. O empreendedor pode ter um 
funcionário fixo com registro na carteira de trabalho. O MEI também permite 
registro no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), facilitando a 
abertura de uma conta bancária, o pedido de linhas de crédito empresariais e 
a emissão de Nota Fiscal eletrônica ou avulsa, além de poder se enquadrar 
no Simples Nacional, com pagamento fixo mensal de 5% do salário mínimo 
49 
 
mais 1 real, para comércio ou indústria. Esse valor inclui as obrigações em 
relação à Previdência Social e ao ICMS2 ou ISS3. 
Dessa forma, analisando a situação atual da empresa, tem-se que a melhor 
opção é aderir ao Microempreendedor Individual (MEI), onde a taxa mensal a ser 
paga será baixa, se enquadrando na possibilidade de gastos da empresa. 
 
 
2
 Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços. 
3
 Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza.50 
 
4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS 
 
Neste capítulo serão trabalhados os métodos científicos, que segundo Gil 
(2008) é o conjunto de procedimentos intelectuais e técnicos adotados para se 
atingir o conhecimento. Para isso serão analisados os dados da pesquisa, a fim de 
atingir seus objetivos gerais e específicos. Será discutido como a metodologia foi 
aplicada, seguindo a sua característica do estudo, bem como sua abrangência, 
política de coleta dos dados e todas as limitações da pesquisa. 
 
4.1 ABRANGÊNCIA DO ESTUDO 
 
O estudo tem como objetivo definir um Plano de Negócios para a Balu Trend 
Spot, empresa no segmento de moda que atua no ambiente virtual. Para isso foi 
utilizado o software Plano de Negócios 3.0 do Sebrae Minas Gerais. Ainda foi 
realizada uma pesquisa com clientes da loja para conhecer os hábitos e 
necessidades de seus consumidores. 
 
4.2 CARACTERIZAÇÃO DO ESTUDO 
 
Em busca de levantar as informações mais relevantes para o plano de 
negócio em estudo, foi estruturada uma pesquisa descritiva, que segundo Gil (2008), 
tem como objetivo a descrição das características de determinada população, 
utilizando técnicas padronizadas de coleta de dados para estudar as características 
de um grupo. 
Nela foi utilizada a pesquisa de campo, que para Marconi e Lakatos (1992), é 
uma forma de levantamento de dados no próprio local onde ocorrem os fenômenos, 
através da observação direta, entrevistas e questionários. No caso da Balu Trend 
Spot a pesquisa foi realizada através de questionários aplicados exclusivamente 
com clientes da loja, buscando conhecer melhor seus hábitos e características. 
Para a realização do trabalho ainda foi utilizado o métodos quantitativo, que 
segundo Richardson (1989), caracteriza-se pelo emprego da quantificação na coleta 
e no tratamento das informações, utilizando técnicas estatísticas, garantindo a 
precisão dos dados, e priorizando a objetividade. Nesse contexto, para a Balu Trend 
Spot foi definida um tipo de coleta para realizar a pesquisa com os clientes. 
51 
 
4.3 SUJEITOS DA PESQUISA 
 
Visando responder aos objetivos da pesquisa, as perguntas do questionário 
aplicado foram direcionadas para traçar o perfil das clientes que já compraram na 
Balu Trend Spot, para dessa forma ter uma visão a respeito da própria empresa e 
para identificar os principais traços de seus clientes. 
 
4.4 COLETA DE DADOS 
 
A pesquisa foi estruturada em forma de questionário contendo perguntas 
fechadas com 20 questões (anexo A). Para isso, foi feita uma abordagem 
quantitativa para avaliar a percepção dos clientes da loja através do Google Docs. 
Marconi e Lakatos (2003, p. 201) definem questionário como sendo “um instrumento 
de coleta de dados, constituído por uma série ordenada de perguntas”. 
Com isso, foi constituído o que seria o objetivo a se obter como resultados 
através da ferramenta de questionário. Com a devida aplicabilidade, foi possível ter 
uma apuração dos insumos necessários para máxima acurácia e melhor 
aproveitamento das respostas dos entrevistados. 
Após a composição dos questionários e definição dos insumos necessários, 
foi elucidado como a pesquisa seria aplicada, bem como sua data e horário de 
aplicação. No intuito de ter melhor aproveitamento das informações fornecidas pelos 
clientes, optou-se por enviar a solicitação da pesquisa pelo aplicativo de mensagens 
whatsapp a fim de oferecer maior comodidade aos respondentes. No dia 17 de 
outubro foi realizado um teste piloto, com a aplicação de quatro questionários, que 
após aprovação foi aplicado durante os dias 18, 19 e 20 de outubro com os clientes 
da loja. Foram entrevistados 20 clientes da Balu Trend Spot e o resultado de todos 
os questionários foram aplicados. 
 
4.5 ANÁLISE DOS DADOS 
 
Após a coleta de dados da pesquisa, parte-se para a etapa de tabulação e 
tratamento de dados. Observa-se que o presente trabalho aborda um tipo de 
analise teórico-empírica, pois além da epistemologia, extraída de acervos 
referenciados, recorre o levantamento de percepção da amostra pesquisada, 
52 
 
mediante a aplicação de instrumentos ou técnicas de pesquisa, dentre os quais 
citam-se: questionários e plataforma on-line. 
Na análise dos dados será feita a tabulação dos mesmos, onde será possível 
organizar todas as respostas obtidas de forma a relacioná-las com percentuais para 
a melhor visualização dos resultados. Dessa forma, todas as respostas foram 
utilizadas como meio para encontrar o objeto pretendido, no qual será feito a analise 
de ocorrência dos dados, para encontrar elementos em comuns como resultados. 
 
53 
 
5 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
 
Para a criação do perfil do consumidor foi feita uma pesquisa durante três 
dias com 20 clientes, e foi traçado um padrão de consumo para que a empresa 
possa tomar como base para as suas operações. 
No questionário foram abordados tópicos como idade, sexo, renda, local de 
residência, frequência de consumo, uso de redes sociais, utilização e 
posicionamento sobre compras em lojas online. Desses, seguiram as conclusões a 
seguir. 
 
5.1 SEXO 
 
A primeira parte da pesquisa buscou identificar o perfil dos sujeitos da 
pesquisa. O primeiro ponto analisado faz referência ao gênero dos respondentes. 
Com base na pesquisa foram analisados 20 consumidores, sendo 10% deles 
homens e 90% mulheres, diferentemente dos dados encontrados em pesquisa 
realizada por Souza (2017), o qual afirma que 93% dos usuários do e-commerce são 
homens. Essa diferença ocorre devido a pesquisa ter sido realizada especificamente 
com clientes da loja, que está inserida no segmento de moda feminina. 
 
Figura 2 – Sexo dos entrevistados 
 
Fonte: Dados da pesquisa, 2017. 
 
Esses dados mostram que, como esperado, a maior parte do público da Balu 
é de mulheres, no entanto, mesmo sendo uma loja feminina, possui uma pequena 
parcela de clientes homens, que compram para presentear ou para uso próprio. 
54 
 
5.2 FAIXA ETÁRIA 
 
Os entrevistados estãona faixa etária, em sua maioria, entre 21 e 25 anos, 
totalizando 70%, como mostra o gráfico 2, seguidos daqueles entre 26 a 30 anos, 
que correspondem a 25% dos entrevistados. A faixa etária menos expressiva foi de 
até 20 anos, que não correspondeu a nenhum dos entrevistados. 
 
Figura 3 – Faixa etária dos entrevistados 
 
Fonte: Dados da pesquisa, 2017. 
 
Os números apresentados no gráfico acima demonstram que a maior parte 
dos consumidores da loja são jovens, que buscam a união entre tendência e preço 
baixo. A partir disso, a loja irá direcionar seu marketing, que segundo Kotler e Keller 
(2013), é a ciência que seleciona o mercado desejado, e procura conquistar novos 
clientes e utiliza a criação, entrega e comunicação de um valor superior ao cliente 
para desta forma fidelizá-lo. 
 
5.3 FAIXA DE RENDA 
 
O gráfico 3 está apresentando que 60% dos entrevistados recebe até 2 
salários mínimos, uma quantidade relevante, já que a segunda posição ficou com 
20% (de 3 a 8 salários mínimos). O menor público que a Balu Trend Spot está 
atingindo é o da classe mais alta, que recebe acima de 14 salários mínimos, o que 
corresponde a 5% dos consumidores que responderam a pesquisa. Apesar da 
classe A ser o público que menos utiliza os produtos da loja, em pesquisa realizada 
por Souza (2017), foi visto que a maior parte dos usuários do e-commerce 
pertencem as classes A e B. 
55 
 
Figura 4 – Renda dos entrevistados 
 
Fonte: Dados da pesquisa, 2017. 
 
A partir dessa análise, como esperado, foi visto que o público da loja não 
possui uma renda alta, consequentemente buscam gastar menos em suas compras, 
o que favorece estabelecimentos com produtos de baixo valor agregado, sendo essa 
a proposta da Balu Trend Spot. 
 
5.4 BAIRRO 
 
O gráfico 4, que corresponde ao bairro onde residem os entrevistados, teve 
os seguintes resultados: o bairro em que mais residemos clientes da Balu é Lagoa 
Nova (20% dos entrevistados); além disso, é possível visualizar que a maior parte 
dos clientes estão situados na Zona Sul da cidade. 
 
Figura 5 – Bairro de residência dos entrevistados 
 
Fonte: Dados da pesquisa, 2017. 
 
Esses dados são importantes para visualizar melhor a logística de entregas 
que deve ser trabalhada 
56 
 
5.5 TOMADA DE DECISÃO 
 
Quando foi analisada a relevância na tomada de decisão na hora da compra 
de um produto, foi constatado que a qualidade dos produtos vinha em primeiro lugar, 
correspondendo a 35% das respostas dos entrevistados, seguida de perto pelo 
estilo, com 30%. Estes dados são comprovados pelo gráfico 5. 
 
Figura 6 – Fator de maior relevância na tomada de decisão dos entrevistados 
 
Fonte: Dados da pesquisa, 2017. 
 
Os dados apresentados mostram que os clientes estão mais preocupados 
com qualidade – e, consequentemente, com a durabilidade da peça – e com o estilo 
que ela representa, do que com o valor monetário destas. No entanto, o preço das 
peças não deixa de ser uma preocupação dos entrevistados, pois vem em seguida, 
correspondendo a 20% do público assistido pela pesquisa. 
 
5.6. FREQUÊNCIA DE COMPRA 
 
A pesquisa buscou também identificar a frequência com que os entrevistados 
compram peças de vestuário por mês, e o resultado foi favorável para a empresa, 
pois 40% das pessoas que responderam a pesquisa fazem suas compras uma vez 
por mês, e em seguida vem os que compram mais de uma vez, sendo esses 30% 
dos clientes. Dados confirmados no gráfico 6. 
 
 
 
 
57 
 
Figura 7 – Frequência que os entrevistados compram roupas por mês 
 
Fonte: Dados da pesquisa, 2017. 
 
De acordo com o conteúdo apresentado no gráfico 6, é visto que o hábito de 
compra de roupas está bem presente na vida da maior parte dos entrevistados. 
Fidelizando esses clientes a loja pode adquirir uma constância em suas vendas 
mensais. 
 
5.7 VALOR DAS COMPRAS 
 
O gráfico 7 está relacionado ao valor médio gasto pelos clientes em cada 
compra. A pesquisa mostrou que 50% dos entrevistados gastam em média de 76 a 
150 reais por compra. Apenas 10% dos entrevistados gastam mais de 300 reais por 
compra. 
 
Figura 8 – Valor médio por compra dos entrevistados 
 
Fonte: Dados da pesquisa, 2017. 
 
58 
 
Com isso, a empresa deve investir em produtos que atendam a essa faixa de 
preço, atentando que haverá maior saída de seus produtos. 
 
5.8 COMPRAS ONLINE 
 
O gráfico seguinte corresponde a quantidade de clientes que utilizam compras 
virtuais em seu dia a dia. Os dados apresentaram que 65% dos clientes costumam 
fazer compras online, enquanto 35% não possuem esse hábito. No entanto, o 
comércio eletrônico continua a crescer, e de acordo com pesquisas realizadas pela 
Reuters (2017), está prevista uma alta de 41% nas compras por meio de dispositivos 
móveis. Com isso, possivelmente no futuro esse número de clientes adeptos às 
compras online irá crescer. 
 
Figura 9 – Entrevistados que costumam fazer compras online 
 
Fonte: Dados da pesquisa, 2017. 
 
Segundo Belalian (2015), “o comércio eletrônico está em frequente expansão 
e não para de crescer. Esse tipo de comercio já corresponde a cerca de 4% do PIB 
do varejo e possui um crescimento anual que supera os 30%”. 
A partir desse gráfico e dos dados apresentados, é visto que o uso dessa 
forma de comercialização está surtindo efeito. O objetivo é garantir que os clientes 
que já possuíam esse hábito continuem comprando, e que os que fizeram uso pela 
primeira vez, passem a continuar com esse hábito de consumo virtual. 
 
 
59 
 
5.9. REDES SOCIAIS 
 
O gráfico 09 apresenta os associados que acompanham os comércios de 
vestuário nas redes sociais. Nele observa-se que 95% dos entrevistados 
acompanham as redes sociais de suas lojas de preferência. 
 
Figura 10 – Entrevistados que acompanham as lojas no Instagram 
 
Fonte: Dados da pesquisa, 2017. 
 
Esse ponto é bastante positivo para a loja, mostrando que seus consumidores 
estão sempre acompanhando as novidades que chegam através das redes sociais. 
 
5.10 USO DA INTERNET 
 
Ao analisar a frequência de utilização da internet pelos entrevistados, 
podemos constatar que 45% dos clientes que responderam a pesquisa utilizam a 
internet por, em média, de 3 horas e 1 minuto à 5 horas por dia, e apenas 5% dos 
entrevistados fazem uso por até 1 hora , como pode ser visto no gráfico 10. 
 
 
 
 
 
 
 
 
60 
 
Figura 11 – Tempo que os entrevistados utilizam a internet por dia 
 
Fonte: Dados da pesquisa, 2017. 
 
O uso da internet por um longo período de tempo faz com que os 
consumidores estejam mais propícios a visualizar as publicações. Nesse sentido, o 
investimento na publicidade por mídias digitais e no número de postagens se torna 
imprescindível, já que esse é o principal meio de divulgação da loja. 
 
5.11 VANTAGENS DA COMPRA ONLINE 
 
Os entrevistados foram questionados quanto aos fatores que contribuem para 
realizarem uma compra online, e de acordo com o gráfico 11, a comodidade de não 
precisar ir até a loja é o ponto que mais influencia para efetivar a compra; em 
seguida está o fator preço. 
Comparado aos entrevistados da pesquisa realizada por Souza (2017), os 
mesmos dois componentes se destacaram no quesito vantagem da compra online, 
porém assumindo posições diferentes, pois enquanto na pesquisa com os clientes 
da Balu Trend Spot o principal fator foi a comodidade (45%), na segunda pesquisa o 
ponto em destaque foi o preço (58%). 
 
 
 
 
 
 
 
61 
 
Figura 12 – Fatores que contribuem para compra na internet 
 
Fonte: Dados da pesquisa, 2017. 
 
Para Ramos (2015), o momento é de apostar em suas redes sociais, fazer um 
trabalho mais segmentado. E quando essa fase passar, você conseguirá resultados 
positivos quanto ao posicionamento da marca, frente a outros concorrentes que 
seguirão a multidão e provavelmente irão naufragar. É nesse momento que 
Vendedores e Gerentes de vendas se diferenciam dos Gerentes de Relacionamento: 
faça um cliente, e não uma venda. 
Dessa forma, e com os números apresentados na pesquisa, a loja deverá 
investir em enfatizar os fatores que são considerados chaves para as compras 
virtuais. 
 
5.12 PROBLEMAS DA COMPRA ONLINE 
 
Quando foi perguntado acerca dos problemas que os clientes enxergavam ao 
realizar uma compra online, foi exposto que 80% dos clientes ficam receosos com as 
compras online por apreensão de que os produtos não correspondam as 
expectativas, dados confirmados por Camargo (2016), o qual afirma que as barreiras 
enfrentadas pelo canal têm relação com os costumes dos compradores latinos, visto 
que, segundo pesquisa realizada pelo autor, 73% dos entrevistados que não 
adquirem produtos pela internet afirmaram preferir ver o produto antes de levá-lo 
para casa, ou seja, temem que o produto não corresponda as expectativas. 
 
 
 
 
62 
 
Figura 13 – Fatores que dificultam a compra pela internet 
 
Fonte: Dados da pesquisa, 2017. 
 
O diferencial da Balu é estar entrando no mercado para lutar contra o que foi 
apresentado no gráfico acima, que mostra o receio dos clientes com relação aos 
produtos escolhidos. Dessa forma, a loja mostra seu diferencial competitivo, dando a 
oportunidade do consumidor provar a peça escolhida antes da compra, fato que não 
ocorre comumente em outras lojas no segmento virtual. 
Para melhor aproveitamento dos dados acima, foi elaborado um Plano de 
Negócios, objetivando obter conhecimento sobre o mercado que a empresa está 
atuando, analisando a viabilidade da empresa e evitando problemas futuros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
63 
 
6 PLANO DE NEGÓCIOS 
 
O Plano de Negócio é elaborado para auxiliar na identificação de problemas, 
visualizar soluções e também analisar a viabilidade do negócio. Assim como afirma 
Salim, et al. (2001, p.16), “é um documentoque contém a caracterização do 
negócio, sua forma de operar, suas estratégias, seu plano para conquistar uma fatia 
do mercado e as projeções de despesas, receitas e resultados financeiros”. 
Essa ferramenta é utilizada para facilitar a criação de uma nova empresa, 
prevendo acontecimentos futuros que podem prejudicar o negócio, conhecendo o 
mercado que a empresa irá atuar e criando estratégias que ajudem no 
desenvolvimento do empreendimento, além de aplicar melhorias em empresas já 
existentes. 
 
6.1 SUMÁRIO EXECUTIVO 
 
O sumário executivo pode ser definido como um resumo, como descrito por 
Salim et al. (2001, p. 49) “um extrato competente e motivante do Plano de Negócio, 
onde será informado qual a área de negócios, o produto ou serviço, o mercado e 
que fatia desse mercado irá atender”. 
 
6.1.1 Resumo 
 
O Plano de Negócios da empresa Balu tem como objetivo facilitar a 
visualização da empresa, analisando o mercado no qual ela está adentrando e 
verificando a viabilidade do empreendimento. O ponto de equilíbrio para o negócio 
será o valor de R$36.931,00, com 15,73% de lucratividade, 134,81% de 
rentabilidade, e a empresa terá o retorno do investimento em cerca de 9 meses. 
 
6.1.2 Dados do empreendedor 
 
A loja foi fundada por Laís Reinaldo Luna Esmeraldo, residente na rua 
Francisco Maia Sobrinho, 1990, Lagoa Nova na cidade de Natal-RN. Uma estudante 
de Administração da UFRN, com perfil empreendedor que busca trazer inovação 
64 
 
para o setor de moda em Natal. Todas as operações relacionadas a loja são 
atribuídas a empreendedora. 
 
6.1.3 Missão da empresa 
 
A missão da empresa, de acordo com Salim et al. (2001), diz respeito a 
imagem que pretende se projetar e seus fatores críticos de sucesso. A missão da 
Balu Trend Spot é trazer a moda e tendências atuais das passarelas, unindo roupas 
clássicas e descoladas, tudo isso com um preço acessível especialmente para 
jovens antenados com as novidades do mundo da moda. 
 
6.1.4 Setores de atividade 
 
A Balu Trend Spot atua no setor de comércio, tendo como forma jurídica o 
Microempreendedor Individual – MEI, que de acordo com Fernandes (2015), trata-se 
de uma empresa individual, voltada para a formalização das pessoas que trabalham 
por conta própria, sendo ideal para iniciar um negócio, pois enfrenta pouca 
burocracia inicial. Deve ainda ter faturamento anual de até R$60 mil, sendo que esse 
limite será de R$ 81 Mil em 2018. 
Além disso, de acordo com Roveda (2016), tem-se que o enquadramento 
tributário da empresa é o Regime Simples Nacional, com pagamento fixo mensal de 
5% do salário mínimo mais 1 real, para comércio ou indústria. Esse valor inclui as 
obrigações em relação à Previdência Social e ao ICMS ou ISS. 
 
6.1.5 Capital social 
 
O Capital Social da Balu Trend Spot foi de R$7.442,76. Como a empresa 
possui uma única sócia, essa teve participação de 100%. Esse valor foi derivado de 
recursos próprios da proprietária. 
 
6.2 ANÁLISE DE MERCADO 
 
A análise de mercado, segundo Dornelas (2012), por diversas vezes é 
considerada a parte mais importante e mais difícil de ser feita, já que toda a 
65 
 
estratégia do negócio depende de como a empresa abordará o seu mercado 
consumidor, buscando sempre estar à frente da concorrência, agregando maior 
valor aos seus produtos, com o intuito de fidelizar seus clientes. 
 
6.2.1 Estudo dos clientes 
 
Para definir o segmento de mercado, o Sebrae (2017) afirma ser necessário 
conhecer o público em que o produto/serviço será consumido. Assim é necessário 
realizar um estudo sobre as necessidades do cliente e definir qual será o público 
alvo. 
 
6.2.1.1 Público alvo – perfil dos clientes 
 
A Análise de Mercado entra também com o intuito de descobrir o público alvo 
da empresa, e, nesse sentido, criar planos de ação voltados para atingi-los. Para 
Dornelas (2012, p. 149), “quando se define o segmento de mercado, está-se 
definindo um grupo de pessoas com características similares, necessidades e 
desejos comuns, e que serão o foco de vendas da empresa”. 
Para a criação do perfil do consumidor foi feita uma pesquisa durante três 
dias com 20 clientes, e foi traçado um padrão de consumo para que a empresa 
possa tomar como base para as suas operações. Nessa pesquisa, constatou-se que 
o público alvo da empresa é um público jovem, que utiliza com frequência as redes 
sociais e acompanham as lojas pelo instagram, formado predominantemente por 
mulheres, no entanto, existindo clientes do sexo masculino. Os clientes da loja estão 
distribuídos pela Grande Natal, porém há uma maior concentração na Zona Sul da 
cidade. 
 
6.2.1.2 Comportamento dos clientes 
 
Para que se tenha o conhecimento necessário sobre o segmento de mercado, 
é interessante que seja feita uma pesquisa de mercado que, como afirma Salim et 
al. (2001), servirá para definir o tamanho, as características e a forma de ocupação 
no mercado, apresentando ainda as preferências do consumidor, o seu 
comportamento e o grau de importância atribuída a cada aspecto do negócio. 
66 
 
De acordo com a pesquisa realizada com os clientes da Balu Trend Spot, foi 
visto que os consumidores da loja buscam conforto, praticidade, e preço baixo, 
além de peças diferentes das encontradas comumente nas lojas de Natal. 
 
6.2.2 Estudo dos concorrentes 
 
Ao analisar o mercado de e-commerce de moda no qual a empresa está se 
inserindo, o Sebrae (2016) mostra que o comércio eletrônico está sendo 
considerado um dos principais aliados dos brasileiros, que encontram facilidade na 
aquisição de produtos, preço baixo e melhor custo benefício. Além disso, dentro 
desse mercado, o segmento que mais se destaca é o de moda e acessórios, que 
corresponde a 14% do comércio eletrônico. 
Dessa forma, com o mercado em crescimento, a concorrência no segmento é 
elevada, sendo necessário criar vantagens competitivas para se destacar em um 
mercado que, apesar de demonstrar bons resultados, possui uma ampla 
concorrência. 
Para isso, Chiavenato (2012) afirma ser interessante elaborar uma análise da 
concorrência, para que a empresa estabeleça uma estratégia de marketing e 
conheça quais alternativas de produtos existem no mercado em que a empresa 
atua, e ainda saber por que seus clientes-alvo optam por outro produto. Identificando 
os pontos fracos dos competidores, o empreendedor deve saber explorá-los para 
proporcionar melhores resultados para sua empresa. 
Dessa forma, foi feita uma análise de 3 empresas dos segmentos que são 
concorrentes da Balu Trend Spot. Na tabela abaixo os estabelecimentos foram 
classificados em Ótimo, quando a loja atende todas as necessidades do cliente; 
Boa, quando atende a maior parte das necessidades do cliente; Regular, quando 
atende poucas necessidades dos clientes; e Ruim, quando não atende nenhuma 
necessidade do consumidor. 
 
 
 
 
 
 
 
67 
 
Quadro 1 – Análise das empresas concorrentes 
 
Empresa 
 
Qualidade 
 
Preço 
Condições 
de 
Pagamento 
 
Localização 
 
Atendimento 
 
Serviços aos 
clientes 
Empresa A Ótima Ótimo Boa Ótima Regular Regular 
Empresa B Regular Ótimo Boa Boa Ótimo Ótimo 
Empresa C Regular Bom Boa Ótima Regular Regular 
Fonte: Elaboração própria. 
 
Dessa forma, como apresentado no quadro acima, conclui-se que os 
concorrentes oferecem preço baixo e boas condições de pagamento, no entanto, 
duas das empresas apresentam produtos que deixam a desejar em termos de 
qualidade, sendo o atendimento da loja B ótimo e o da C insatisfatório. Já a loja A, 
mesmo apresentando uma ótima qualidade em seus produtos, apresenta um 
atendimento regular. 
 
6.2.3 Estudo dos fornecedores 
 
Para a eficiência do plano, é interessante que também seja feita uma análise 
dos fornecedores. Assim, haverá um maior controle para compras futuras, podendo 
analisar quais possuem melhores condições de pagamento, prazos de entrega 
rápidos, boalocalização e os melhores preços. 
Analisando os fornecedores que a Balu Trend Spot costuma utilizar, viu-se 
que o fornecedor A, que é responsável pelas peças de alta qualidade e preço mais 
alto, possui um prazo de entrega de 7 dias; no entanto, como está localizado em 
São Paulo capital, o acesso nem sempre é possível. 
O fornecedor B, revendedor das peças de valor intermediário, está localizado 
em Fortaleza - CE, dessa forma, os produtos chegam através de um ônibus, em um 
prazo médio de 6 dias. 
Já o fornecedor C, que é reponsável por as peças de menor preço, está 
localizado em Toritama – PE. Apesar de ter boa localização por estar mais perto de 
Natal, as peças são enviadas por um ônibus que demora em média 10 dias para 
entregar. 
Todos os fornecedores possuem desconto de 10% no pagamento à vista, e 
por esse motivo, não são feitas parcelas nos pedidos dos produtos. 
 
68 
 
6.3 PLANO DE MARKETING 
 
O Plano de Marketing, de acordo com Dornelas (2012), é elaborado para 
auxiliar as empresas a se destacarem no mercado; por esse motivo, essa etapa vem 
após a análise de mercado, para que o marketing seja feito direcionado para o 
público específico que a empresa deseja atingir. Empresas utilizam o Plano de 
Marketing com o objetivo de trazer melhoria e crescimento, onde a empresa deve 
adotar estratégias específicas de marketing para obter melhores resultados sobre 
seus concorrentes. 
6.3.1 Produtos e serviços 
 
A Balu Trend Spot tem sua linha de produtos baseada em 3 segmentos 
diferentes. Nelas estão as peças Padrão A (valor mais alto), que são normalmente 
vestidos mais arrumados; as Padrão B (valor intermediário), que são macaquinhos, 
shorts e blusas; e as de Padrão C (valor mais baixo), que são camisetas. 
Analisando o e-commerce, Camargo (2016) afirmou que as barreiras 
enfrentadas pelo canal tem relação com os costumes dos compradores latinos, visto 
que 73% dos entrevistados de sua pesquisa que não adquirem produtos pela 
internet afirmaram preferir ver o produto antes de levá-lo para casa, ou seja, temem 
que o produto não corresponda as expectativas. Esses números estão de acordo 
com os encontrados na pesquisa feita com os clientes da Balu Trend Spot, onde 
80% dos entrevistados afirmam que o produto não corresponder as expectativas é o 
maior receio na compra online. 
 Pensando nisso, a loja optou por realizar suas divulgações e vendas através 
da internet. No entanto, é ofertada a opção de levar as peças até o cliente, para que 
esse possa provar o produto antes da compra. Na entrega das peças, a Balu Trend 
Spot cobra uma taxa de conveniência, que é calculada de acordo com a localização 
do cliente em relação a localização de saída do veículo. A taxa tem o valor de 0,95 
multiplicado pela quilometragem do descolamento. Dentro desse valor está incluso o 
combustível, a depreciação e o tempo do aluguel do veículo que será utilizado para 
entrega. 
 O valor dos produtos é definido através de um mark–up, que de acordo com 
Alves (2012), é um índice aplicado sobre o custo de um produto ou serviço para a 
69 
 
formação do preço de venda. Na loja foi definida uma taxa equivalente a cerca de 
70% por cento em cima do valor de compra. 
Já para a promoção dos produtos optou-se por dois meios principais. Levando 
em conta que a loja tem o instagram como canal, foram feitos patrocínios no 
aplicativo, para impulsionar as postagens, além de parceria com uma modelo que 
também atua como digital influencer, que de acordo com Assis e Silveira (2017) são 
pessoas que influenciam outras digitalmente, por meio das mídias sociais e internet, 
fazendo divulgações em postagens no seu perfil. 
6.3.2 Localização do negócio 
 
A Balu Trend Spot não possui endereço por não possuir espaço físico, e suas 
vendas acontecem pela internet ou através da entrega das peças em locais 
acertados com os clientes. No entanto, o estoque, local de recebimento das peças e 
onde as mesmas são armazenadas ficam localizados na casa da proprietária. 
 
6.4 PLANO OPERACIONAL 
 
A elaboração do Plano Operacional objetiva gerar um maior controle nas 
operações do negócio, como descrito pela empresa júnior Masci (2017): “o plano 
operacional é o esquema que visa gerar resultados à curto prazo e descreve as 
tarefas a serem realizadas pelos colaboradores, indispensáveis para o alcance dos 
objetivos da empresa”. 
De acordo com o Sebrae (2017) o Plano Operacional descreve como a 
empresa está estruturada. Nele são feitas estimativas acerca da capacidade 
produtiva ou de quantos clientes consegue atender por mês, além de traçar quantos 
são os funcionários e suas tarefas. 
 
6.4.1 Capacidade instalada 
 
De acordo com Wilker (2011), Capacidade Instalada é a quantidade máxima 
que um sistema produtivo pode produzir ininterruptamente, desconsiderando as 
perdas. Portanto, é a capacidade produtiva obtida numa jornada de trabalho de 24 
horas. Tomando essa informação como base, foi calculada que a capacidade 
máxima de produção e comercialização da Balu Trend Spot é de atender 6 clientes 
70 
 
por dia, com média de venda de duas peças por cliente, vendendo em média 12 
peças ao dia, e 360 peças ao mês. 
 
6.4.2 Processos operacionais 
 
Nessa estapa, o Sebrae (2017) afirma que será descrito como serão 
distribuídas as atividades da empresa. Nela deve constar os planos de trabalhos, os 
responsáveis, os materiais e os equipamentos, desde o momento inicial até a o final, 
quando o produto é entregue para o cliente. 
A primeira atividade realizada é o contato com o cliente, após o mesmo 
demonstrar interesse por uma das peças publicada em fotos no instagram da loja. 
Após isso é realizado o agendamento da visita; em seguida, é efetivada a visita no 
local marcado com as peças escolhidas pelo cliente, e outras que se encaixem no 
perfil do cliente são apresentadas à ele; por fim, a venda é concluída. Assim, é 
realizado novo pedido ao fornecedor. Todas as etapas citadas são feitas pela 
proprietária do negócio. 
 
6.4.3 Necessidade de pessoal 
 
Como a loja está iniciando suas atividades e busca reduzir os gastos, a 
equipe é formada exclusivamente pela proprietária, que irá fazer os pedidos, fazer 
divulgações e movimentar as redes sociais, e efetivar as vendas, sendo também 
responsável por todos os processos internos da empresa. 
Para exercer essas tarefas é necessário dispor de uma boa comunicação, 
capacidade de persuasão, pró-atividade e possuir técnicas de vendas e negociação. 
 
6.5 PLANO FINANCEIRO 
 
No Plano Financeiro será realizado o balanço da abertura de uma empresa e 
a previsão de receitas, fluxo de caixa e balanço para o período coberto pelo 
planejamento (CHIAVENATO, 2012). Como resultado disso, o empreendedor irá 
acompanhar os resultados da sua empresa, ver a necessidade de investimento, e a 
viabilidade do negócio. 
 
71 
 
6.5.1 Investimentos fixos 
 
De acordo com o Sebrae (2017), os Investimentos Fixos são todos os bens a 
serem comprados para a abertura da empresa. Nele devem estar listados as 
máquinas, os equipamentos, os móveis, os utensílios, as ferramentas e os veículos. 
Deve também estar especificado o valor, a quantidade e o total que será investido 
neles. 
Para a abertura da empresa foram necessários um notebook Notebook 
Positivo Stilo One XC3550 Intel no valor de R$ 809,99, e um Smartphone LG K10 
custando R$ 799,00, o que totalizou um investimento fixo de R$1.608,99. 
 
6.5.2 Estoque inicial 
 
Nesse ponto são tratados os produtos do estoque inicial da loja. As peças 
foram divididos em três diferentes padrões, de acordo com seus fornecedores, 
sendo os produtos de padrão A os de maior valor agregado, os de padrão B são 
produtos com preço intermediário e as de padrão C as peças ne menor valor . No 
estoque também está incluso as embalagens, como apresentado na tabela abaixo. 
 
Tabela 1 – Estoque inicial 
Nº Descrição Qtde Valor UnitárioTotal 
1 Embalagem 500 R$ 0,10 R$ 50,00 
2 Padrão A 8 R$ 65,00 R$ 520,00 
3 Padrão B 10 R$ 45,00 R$ 450,00 
4 Padrão C 10 R$ 30,00 R$ 300,00 
TOTAL (A) R$ 1.320,00 
Fonte: Elaboração própria. 
 
6.5.3 Caixa mínimo 
 
O Caixa Mínimo, segundo o Sebrae (2017) é representado pelo valor em 
dinheiro que a empresa possui para cobrir os custos e as despesas, até que os 
consumidores paguem pelos produtos e serviços ofertados. 
Esse ponto é composto de diferentes etapas, sendo a primeira as Contas á 
Receber, ou seja, o cálculo do prazo médio de vendas. 
 
 
72 
 
Tabela 2 – Contas a receber 
Prazo médio de 
vendas 
(%) Número de dias Média Ponderada em 
dias 
Padrão A 28,58 15 4,29 
Padrão B 35,71 15 5,36 
Padrão C 35,71 15 5,36 
Prazo médio total 15 
Fonte: Elaboração própria. 
 
Foi estipulado 15 dias para o recebimento do valor. Esse número foi 
encontrado através de uma média, tomando como base que metade das vendas da 
loja são feitas à vista e a outra metade para o vencimento. Com isso, tem-se uma 
média de 15 dias para o prazo médio de vendas. 
No segundo passo é realizado um cálculo do prazo médio de compras. No 
entanto, devido a todos os fornecedores oferecerem um desconto de 10% nas 
compras à vista, os pagamentos são feitos no dia da compra. 
O terceiro passo é a elaboração do cálculo de necessidade média de estoque; 
nele deve estar descrito a quantidade de peças necessárias no estoque que permita 
realizar vendas ininterruptas. No plano, foi visto que a necessidade média de 
estoque da Balu Trend Spot é de 15 dias. 
Com esses três passos, será feito o cálculo da necessidade líquida de capital 
de giro em dias, como apresentado no quadro abaixo. Nele é feito o cálculo do prazo 
médio de venda mais (+) necessidade média de estoque menos (–) prazo médio de 
compras. Com isso, foi vista uma necessidade líquida de capital de giro de 30 dias. 
 
Quadro 2 – Necessidade liquida de capital de giro em dias 
Recursos da empresa fora do seu caixa Número de dias 
1. Contas a Receber – prazo médio de 
vendas 
15 
2. Estoques – necessidade média de 
estoques 
15 
Subtotal Recursos fora do caixa 30 
Recursos de terceiros no caixa da 
empresa 
 
3. Fornecedores – prazo médio de compras 0 
Subtotal Recursos de terceiros no caixa 0 
Necessidade Líquida de Capital de Giro em 
dias 
30 
Fonte: Elaboração própria. 
 
73 
 
Na tabela abaixo estão apresentados o valor total dos custos fixos e variável 
mensal, que serão detalhados nos tópicos seguintes, totalizando R$4.121,77. Ao 
dividir o valor pelos trinta dias do mês, tem-se um custo diário de R$ 137,39. 
Tabela 3 – Caixa mínimo 
Descrição Valor 
1. Custo fixo mensal R$ 1.161,07 
2. Custo variável mensal R$ 2.960,70 
3. Custo total da empresa R$ 4.121,77 
4. Custo total diário R$ 137,39 
5. Necessidade Líquida de Capital de Giro em dias 30 
Total de B – Caixa Mínimo R$ 4.121,77 
Fonte: Elaboração própria. 
 
Com isso, tem-se que o total do capital de giro, somando o estoque inicial e o 
caixa mínimo é de R$ 5.441,77. 
 
Tabela 4 – Total do capital de giro 
Descrição Valor 
A – Estoque Inicial R$ 1.320,00 
B – Caixa Mínimo R$ 4.121,77 
TOTAL DO CAPITAL DE GIRO (A+B) R$ 5.441,77 
Fonte: Elaboração própria. 
 
6.5.4 Investimentos pré-operacionais 
 
O Sebrae (2017) afirma que os investimentos pré-operacionais são os gastos 
feitos antes da empresa iniciar suas atividades, ou seja, as reformas, algumas taxas 
referentes à empresa para registrá-la, treinamento de pessoal, divulgação, entre 
outros. 
Utilizando as informações acima, detectou-se a existência de investimentos 
pré operacionais em três segmentos: com a maquineta de cartão, que custou 
R$120,00; com o patrocínio que foi feito no Instagram para alavancar as postagens 
e divulgar a marca, custando R$212,00; e com o frete dos 3 fornecedores, que 
totalizou R$60,00. Nesse sentido, temos um total de investimentos pré-operacionais 
de R$392,00. 
 
6.5.5 Investimento total 
 
Com os dados adquiridos dos números acima, tem-se que o investimento total 
é a soma dos investimentos fixos (R$ 1.608,99), do capital de giro (R$ 5.441,77) e 
74 
 
dos investimentos pré-operacionais (R$ 392,00), totalizando um investimento total 
na empresa de R$ 7.442,76, como apresentado na tabela abaixo. 
 
Tabela 5 – Investimento total 
Descrição dos investimentos Valor (%) 
Investimentos Fixos – Quadro 
5.1 
R$ 1.608,99 21,62 
Capital de Giro – Quadro 5.2 R$ 5.441,77 73,11 
Investimentos Pré-
Operacionais – Quadro 5.3 
R$ 392,00 5,27 
TOTAL (1 + 2 + 3) R$ 7.442,76 100,00 
Fonte: Elaboração própria. 
 
6.5.6. Faturamento mensal 
 
De acordo com o Sebrae (2017), a partir desse ponto serão feitas as 
projeções futuras, para saber quanto de lucro poderá ter no primeiro mês, depois da 
abertura do negócio e assim por diante. 
Analisando os números da Balu Trend Spot, tem-se a estimativa de vendas 
dos produtos em estoque, como apresentado na tabela abaixo. 
 
Tabela 6 – Faturamento total 
 
 
Nº 
 
 
Produto/Serviço 
Quantidade 
(Estimativa 
de Vendas) 
Preço de 
Venda 
Unitário (em 
R$) 
 
Faturamento 
Total (em 
R$) 
1 Padrão A 16 R$ 115,00 R$ 1.840,00 
2 Padrão B 20 R$ 80,00 R$ 1.600,00 
3 Padrão C 20 R$ 55,00 R$ 1.100,00 
4 Taxa de conveniência 150 R$ 0,95 R$ 142,50 
TOTAL R$ 4.682,50 
Fonte: Elaboração própria. 
 
Dessa forma, tem-se um faturamento total de R$4.682,50. 
Na projeção das receitas foi definido um crescimento a uma taxa constante de 
2% ao mês para os 12 primeiros meses da loja, como demonstrado na tabela 
abaixo, e um crescimento de 10% ao ano a partir do segundo ano do 
estabelecimento. 
 
 
 
75 
 
Quadro 3 – Fatuamento total por mês 
Período Faturamento Total 
Mês 1 R$ 4.682,50 
Mês 2 R$ 4.776,15 
Mês 3 R$ 4.871,67 
Mês 4 R$ 4.969,11 
Mês 5 R$ 5.068,49 
Mês 6 R$ 5.169,86 
Mês 7 R$ 5.273,26 
Mês 8 R$ 5.378,72 
Mês 9 R$ 5.486,30 
Mês 10 R$ 5.596,02 
Mês 11 R$ 5.707,94 
Mês 12 R$ 5.822,10 
Ano 1 R$ 62.802,11 
Fonte: Elaboração própria. 
 
6.5.7. Custo unitário 
 
O custo unitário por produto é a soma do valor de compra do produto com o 
frete, que totalizou R$ 60,00. Esse total foi dividido pra cada peça de acordo com o 
seu valor. Dessa forma, as peças do padrão A, que custavam R$65,00, tiveram um 
acréscimo de R$3,75, totalizando R$68,75; as do padrão B, que custavam R$45,00 
passaram a custar R$47,00, devido ao acréscimo de R$2,00; e as de padrão C 
tiveram um acréscimo de R$1,00, passando de R$30,00 para R$31,00. 
A taxa de conveniência cobrada para a entrega das peças possui um custo 
unitário para a empresa de R$ 0,50, valor que será multiplicado pela quilometragem 
da distância do proprietário da empresa para o cliente. Nesse valor está incluso o 
tempo de aluguel do veículo, o combustível e a depreciação do automóvel. Para o 
comprador, essa taxa cobrada será de R$ 0,95. 
 
6.5.8. Custos de comercialização 
 
De acordo com o Sebrae (2017), 
 
os custos de comercialização são os gastos com impostos e comissões de 
vendedores. Ele é classificado como custo variável, pois estará relacionado 
com o preço da venda, e de acordo com os impostos a serem pagos pelo 
governo, entrarão nos cálculos os impostos correspondentes ao 
enquadramento escolhido pelo empresário. 
 
76 
 
Nesse sentido, optou-se por se enquadrar no MEI (microempreendedor 
individual), que segundo Roveda (2016) são empresas que tem o faturamento anual 
de até R$ 60 mil e possui um único proprietário, aderindo ao Simples Nacional, 
dessa forma, não sendo necessário o pagamento de impostos. Como a proprietária 
da empresa é responsável por todas as operações, também não é feito o pagamento 
de comissões com as vendas. Com isso, tem-se que os custos de comercialização 
do produto são os gastos com propaganda, que correspondem a 2,82%, que 
equivalem a R$132,05. Além disso, também é calculada a taxa de cartões. É 
cobrada uma taxade 4% por venda no cartão; no entanto, como apenas metade das 
vendas da loja são feitas pelo cartão, foi definida uma taxa de 2% do faturamento 
estimado (R$4.682,50), o que correspondeu a R$93,65. 
Com isso, temos um total de custo de comercialização de R$225,70. 
 
6.5.8.1 Apuração do custo Mv 
 
Nesse ponto é feita a apuração dos custos da mercadoria vendida. Nele pode 
ser vista uma estimativa de vendas de 16 unidades das peças de padrão A, com o 
valor unitário de aquisição de R$68,76, totalizando um custo de mercadoria vendida 
de R$1.100,00; os produtos de padrão B possuem uma estimativa de venda de 20 
peças, com valor unitário de R$47,00, totalizando R$940,00; e nas peças de padrão 
C, utilizando a estimativa de venda de 20 peças, com custo unitário de R$31,00, 
totaliza R$620,00. Com isso, a Balu Trend Spot tem um total de custo de 
mercadorias vendidas de R$2.735,00, como apresentado na tabela abaixo. 
 
Tabela 7 – Total de custo de mercadorias vendidas 
 
 
Nº 
 
 
Produto/Serviço 
Estimativa 
de Vendas 
(em 
unidades) 
Custo 
Unitário de 
Materiais/ 
Aquisições 
 
 
CMD / CMV 
1 Padrão A 16 R$ 68,75 R$ 1.100,00 
2 Padrão B 20 R$ 47,00 R$ 940,00 
3 Padrão C 20 R$ 31,00 R$ 620,00 
4 taxa de conveniência 150 R$ 0,50 R$ 75,00 
TOTAL R$ 2.735,00 
Fonte: Elaboração própria. 
 
77 
 
Com isso, é feita uma projeção de aumento 2% ao mês no custo de 
mercadorias vendidas, como apresentado abaixo. 
 
Quadro 4 – Projeção de aumento no custo de mercadorias vendidas por mês 
Período CMD/CMV 
Mês 1 R$ 2.735,00 
Mês 2 R$ 2.789,70 
Mês 3 R$ 2.845,49 
Mês 4 R$ 2.902,40 
Mês 5 R$ 2.960,45 
Mês 6 R$ 3.019,66 
Mês 7 R$ 3.080,05 
Mês 8 R$ 3.141,66 
Mês 9 R$ 3.204,49 
Mês 10 R$ 3.268,58 
Mês 11 R$ 3.333,95 
Mês 12 R$ 3.400,63 
Ano 1 R$ 36.682,07 
Fonte: Elaboração própria. 
 
6.5.8.2 Custos de mão de obra 
 
Nesse ponto entra o salário dos empregados, que neste caso é apenas o pró-
labore da proprietária, o qual resulta no valor de R$ 965,00. 
 
6.5.8.3 Custo com depreciação 
 
No custo com depreciação foram avaliadas as depreciações do celular e do 
computador. Assim foi visto que ambos possuem uma vida útil de 5 anos. O valor 
total dos dois foi de R$1.608,99, possuindo assim uma depreciação anual de 
R$321,80 e depreciação mensal de R$26,82. 
 
6.5.8.4 Custos fixos operacionais mensais 
 
O Sebrae (2017) explica que os custos fixos operacionais mensais não se 
alteram pelo volume de produção ou quantidade de produtos vendidos no período. 
Esses valores terão quer ser pagos normalmente, independente do faturamento no 
negócio. 
Com isso, tem-se que os custos fixos operacionais da loja são o pró-labore da 
proprietária no valor de R$965,00; a depreciação dos materiais, que como visto 
78 
 
anteriormente totalizou R$26,82 ao mês; a contribuição do microempreendedor 
individual no valor de R$49,25; os gastos com energia elétrica foram calculados em 
R$40,00; e com internet e telefone R$80,00. Com isso, obteve-se um total de 
R$1.161,07. 
Com isso, foi feita uma projeção dos custos com o crescimento a uma taxa 
constante de 1% ao mês para os 12 primeiros meses, e 2% ao ano a partir do 
segundo ano, como apresentado no quadro abaixo. 
 
Quadro 5 – Projeção dos custos 
Custo Período Custo Total 
Mês 1 R$ 1.161,07 
Mês 2 R$1.172,68 
Mês 3 R$1.184,41 
Mês 4 R$1.196,25 
Mês 5 R$1.208,21 
Mês 6 R$1.220,30 
Mês 7 R$1.232.50 
Mês 8 R$1.244,82 
Mês 9 R$1.257,27 
Mês 10 R$1.269,85 
Mês 11 R$1.282,54 
Mês 12 R$1.295,37 
Ano 1 R$14.725,27 
Fonte: Elaboração própria. 
 
6.5.9 Demonstrativo de resultados 
 
Na tabela abaixo estão apresentados os resultados da receita total com 
vendas, dos custos fixos e variáveis e da margem de contribuição. Dessa forma é 
encontra-se o lucro da empresa, que como apresentado abaixo foi de R$560,73 ao 
mês, sendo um lucro anual de R$8.367,67, ou seja, 11,98% da receita total com 
vendas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
79 
 
Tabela 8 – Resultados da receita total 
Descrição Valor Valor Anual (%) 
1. Receita Total com Vendas R$ 4.682,50 R$ 62.802,12 100,00 
2. Custos Variáveis Totais 
2.1 (-) Custos com materiais diretos 
e/ou CMV(*) 
R$ 2.735,00 R$ 36.682,06 58,41 
2.2 (-) Impostos sobre vendas R$ 0,00 R$ 0,00 0,00 
2.3 (-) Gastos com vendas R$ 225,70 R$ 3.027,09 4,82 
Total de custos Variáveis R$ 2.960,70 R$ 39,709,15 63,23 
3. Margem de Contribuição R$ 1.721,80 R$ 23.092,97 36,77 
4. (-) Custos Fixos Totais R$ 1.161,07 R$ 14.725,27 24,80 
5. Resultado Operacional: LUCRO R$ 560,73 R$ 8.367,67 11,98 
Fonte: Elaboração própria. 
 
6.5.10 Indicadores de viabilidade 
 
De acordo com Martins et al. (2010) os indicadores de viabilidade buscam 
identificar os benefícios esperados em dado investimento para colocá-los em 
comparação com os investimentos e custos associados ao mesmo, a fim de verificar 
a sua viabilidade de implementação. O Sebrae (2017) mostra que os indicadores de 
viabilidade irão apresentar o ponto de equilíbrio, ou seja, o quanto a empresa 
precisa faturar para pagar os seus custos; a lucratividade; a rentabilidade, que mede 
o retorno do capital investido pelos sócios); e o prazo de retorno do investimento. 
Com isso, temos os dados apresentados na tabela abaixo. 
 
Tabela 9 – Indicadores de viabilidade 
Indicadores Ano 1 
Ponto de Equilíbrio R$ 40.045,94 
Lucratividade 13,32 % 
Rentabilidade 112,43 % 
Prazo de retorno do investimento 11 meses 
Fonte: Elaboração própria. 
 
Visualizando esses dados, observa-se que a empresa é viável, e apesar de 
não ter uma lucratividade muito alta (13,32%), o retorno do investimento será dado 
em um curto prazo (11 meses). 
 
 
80 
 
6.6 CONSTRUÇÃO DE CENÁRIOS 
 
Na construção de cenários, de acordo com o Sebrae (2013) serão feitas 
simulações, preparando cenários onde o negócio obtenha resultados pessimistas 
(queda nas vendas e/ou aumento dos custos) ou otimistas (crescimento do 
faturamento e diminuição despesas). A partir daí, serão vistas ações para evitar e 
prevenir-se frente às adversidades ou então para potencializar situações favoráveis. 
 
6.6.1 Ações preventivas e corretivas 
 
Nesse ponto é aplicada uma receita pessimista de 20% e otimista de 10%, 
como apresentado no quadro abaixo. 
 
81 
 
Quadro 6 – Ações preventivas e corretivas 
 
Fonte: Elaboração própria. 
82 
 
 
Para evitar a ocorrência do cenário pessimista, devem analisar 
constantemente as tendências de mercado, para que dessa forma os produtos 
mantenham-se atualizados, e realizar constantemente parcerias para alavancar a 
divulgação da loja, para dessa forma, a marca estar em constante evidência. 
 
6.7 AVALIAÇÃO ESTRATÉGICA 
 
A Avaliação Estratégica, como afirma Salim et al. (2001) é o resultado da 
análise conjunta de diversas informações obtidas sobre o mercado, os produtos 
oferecidos, e as necessidades e preferências dos clientes. A partir disso, será feita a 
Análise SWOT, ou Matriz F.O.F.A, onde será necessário identificar e avaliar as 
oportunidades e ameaças no ambiente externo, e as forças e fraquezas no ambiente 
interno. Dessa forma devem ser traçadas as estratégias da empresa. 
 
Figura 14 – Análise SWOT da empresa 
 
Fonte: Elaboração própria. 
 
Na imagem acima foram apresentados dados da Balu Trend Spot, onde foram 
elencadas as forças, fraquezas, oportunidades e ameaças. 
A implementação da ferramenta, como afirma Manketelow e Carlson (2010) é 
dada através de uma matriz, na qual as linhas serão compostas pelas forças e 
fraquezas (ambiente interno) e oportunidades e ameaças (ambiente externo). Dessa 
83 
 
 
forma, é feito o cruzamento da linha com a coluna, analisando uma estratégia de 
aperfeiçoamento na fraqueza ou no aproveitamento de oportunidades. Os 
cruzamentos são enumerados de 1 a 5, sendo 1 pouca influencia e 5 muita 
influencia, como apresentado na figura abaixo. 
 
Figura 15 – Cruzamento da análise SWOT 
 
Fonte:Elaboração própria. 
 
Ao fazer o cruzamento tem-se: 
a) O quanto um ponto fraco pode agravar uma ameaça 
b) O impacto do ponto forte para neutralizar uma ameaça 
c) O impacto do ponto fraco no aproveitamento de uma oportunidade 
d) O quanto um ponto forte pode potencializar uma oportunidade 
84 
 
 
Após o cruzamento é possível saber a situação em que a empresa se 
encontra, como apresentado na figura abaixo. 
 
Figura 16 – Situação da empresa 
 
Fonte: Elaboração própria. 
 
Dessa forma, temos que a empresa se encontra em um cenário de 
sobrevivência. Stonner (2013) afirma que para que a empresa sobreviva, deve-se 
desenvolver estratégias que minimizem as fraquezas, e possivelmente contorne as 
ameaças. 
Para solucionar problemas encontrados, e tirar a empresa da situação de 
sobrevivência, é interessante que sejam criadas novas estratégias de marketing, 
fazendo uso das novas tecnologias. 
É necessário trabalhar com estratégias de fidelização, fazendo o pedido dos 
produtos de acordo com os clientes mais fiéis, e dessa forma, os novos clientes 
poderiam solicitar a numeração desejada, o que também resolveria o problema de 
estoque podendo fazer o pedido de peças de numerações diferentes, solicitando um 
prazo de entrega. Ao criar uma promoção das vendas, haverá um crescimento dos 
números de pedidos, gerando um maior lucro que permitirá um aumento no estoque 
e numerações das peças. 
85 
 
 
Além disso, seria interessante a criação de um site em um futuro próximo, 
pois esse facilitará as vendas, tornando o contato mais direto, onde o cliente pode 
fazer sua compra de forma mais rápida. 
Também devem ser feitas parcerias com lojas de outros segmentos, como o 
de acessórios, dessa forma a loja conseguirá atingir um público diferentes e 
conquistar clientes, alavancando suas vendas. 
A loja traz a vantagem da proprietária possuir uma similaridade com os 
clientes, ou seja, possui idade e hábitos de consumo parecidos. Esse fato deve ser 
utilizado para aumentar a ligação do cliente com a loja. 
Para se destacar no mercado, visando driblar a concorrência, a Balu deve 
buscar estratégias que evidenciem sua marca, se aproveitando das vantagens do e-
commerce, além de buscar produtos diferenciados, e realizar as entregas à 
domicílio, para dessa forma se destacar apesar de não possuir espaço físico, 
usufruindo do seu diferencial. 
 
 
86 
 
 
7 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
A Balu Trend Spot é uma loja entrante no segmento de moda online, 
possuindo uma única proprietária. O empreendimento foi caracterizado como 
microempreendedor individual (MEI), por tratar-se de uma empresa individual, que 
busca a formalização do trabalho por conta própria, sendo essa forma jurídica ideal 
para iniciar um negócio de pequeno porte, se enquadrando no Simples Nacional. 
 O presente plano teve como objetivo preparar a empresa para o mercado de 
moda virtual, no qual ela está se inserindo, setor esse que está em crescimento e 
possui uma ampla concorrência. Porém notou-se a existência de oportunidade para 
investimento nesse segmento, pois mesmo com um elevado número de 
concorrentes, as pessoas continuam comprando com frequência e buscando cada 
vez mais lojas que tragam novidades, bom custo benefício e comodidade, como 
apresentado na pesquisa realizada pelo autor. 
Para auxiliar nessa situação, foi desenvolvido um plano de negócio para 
analisar a situação em que o mercado se encontra, visualizando a situação dos 
consumidores e concorrentes. Além disso foi apresentada a viabilidade financeira do 
empreendimento, e também os as dificuldades e vantagens da empresa, oferecendo 
ações de melhorias para a Balu Trend Spot. 
Foi constatada a viabilidade da empresa, que apesar de pequena, possui uma 
projeção de crescimento futura, e um retorno do investimento de 11 meses, prazo 
relativamente curto, o que diminui os riscos de perda com o empreendimento. 
Além disso, foi averiguado que a empresa se encontra em estado de 
sobrevivência, e para isso, foram desenvolvidas estratégias que minimizem as 
fraquezas, contornem as ameaças, fazendo um melhor aproveitamento das 
oportunidades e de seus pontos fortes. 
Para concluir, deve-se ter em mente que a realização desse estudo não é 
uma fórmula de sucesso, pois deverá ser feito o seu desenvolvimento, e o 
empreendedor deve continuar atento às informações necessárias do mercado, e 
realizar constante acompanhamento para saber se os acontecimentos estão indo de 
acordo com o esperado pelo plano. Além disso, cada empreendedor tem seu jeito de 
comandar o negócio, e para definir o sucesso de um empreendimento, a empresa 
deverá atender os consumidores, os acionistas, o meio ambiente e a sociedade. 
87 
 
 
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93 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANEXOS 
 
94 
 
 
ANEXO A – Clientes da Balu Closet Spot 
 
 
 
 
 
 
 
 
95 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APÊNDICES 
 
 
96 
 
 
APÊNDICE A – Pesquisa de Mercado 
 
 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE 
CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS 
DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO 
 
PESQUISA DE MERCADO 
 
 
 
1. Sexo: masculino ( ) Feminino ( ) 
2. Qual sua faixa etária? 
a. Ate 20 anos 
b. De 21 a 25 
c. De 26 a 35 
d. Mais de 36 
3. Qual a sua renda? 
a. Ate 2 salários mínimos 
b. De 3 a 8 salários mínimos 
c. De 9 a 14 salários mínimos 
d. Acima de 14 salários mínimos 
4. Onde você mora (bairro)? ____________________ 
5. Na hora de escolher uma vestimenta, qual fator tem maior relevância na tomada de 
decisão: 
a. Preço 
b. Qualidade 
c. Estilo 
d. Praticidade 
6. Com qual frequência você costuma comprar roupa? 
a. Mais de uma vez por mês 
b. Uma vez por mês 
c. A cada 2 meses 
d. De 3 a 6 meses 
e. Raramente 
7. Quanto você gasta em média em uma compra? 
a. De 30 a 75 reais 
b. De 75 a 150 reais 
c. De 150 a 300 reais 
d. Mais de 300 reais 
 
8. Você costuma fazer compras em lojas virtuais? 
97 
 
 
a. Sim 
b. Não 
9. Você acompanha as lojas nas mídias sociais? Se sim, qual mídia você mais 
acompanha? 
a. Sim 
b. Não 
_________________________________________ 
10. Quantas horas em média você passa acessando a internet por dia? 
a. Até 1 hora 
b. De 1:01 até 3 horas 
c. De 3:01 até 5 horas 
d. Mais de 5 horas 
11. Quais fatores contribuem para fazer uma compra pela internet? 
a. Preço 
b. Disponibilidade 
c. Variedade 
d. Comodidade 
12. Quais fatores dificultam a compra pela internet? 
a. Segurança 
b. Medo do produto não atender a expectativa 
c. Ausência de comunicação pessoal 
d. Tempo de entrega do produto 
 
 
98 
 
 
APÊNDICE B – Imagens do instagram @balucloset 
 
 
99 
 
 
APÊNDICE C – Logomarca da empresa 
 
100 
 
 
APÊNDICE D – Plano de negócios 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Balu Trend Spot 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Elaborado por: Laís Reinaldo Luna Esmeraldo 
Data criação: 17/11/2017 
15:06 
Data Modificação: 01/12/2017 
11:37 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tipo Empresa: Empresa 
nascente 
101 
 
 
1 - Sumário Executivo 
1.1 - Resumo 
1.2 - Dados dos empreendedores 
1.3 - Missão da empresa 
1.4 - Setores de atividade 
1.5 - Forma jurídica 
1.6 - Enquadramento tributário 
Âmbito federal 
1.7 - Capital social 
1.8 - Fonte de recursos 
2 - Análise de mercado 
2.1 - Estudo dos clientes 
2.2 - Estudo dos concorrentes 
2.3 - Estudo dos fornecedores 
3 - Plano de marketing 
3.1 - Produtos e serviços 
3.2 - Preço 
3.3 - Estratégias promocionais 
3.4 - Estrutura de comercialização 
3.5 - Localização do negócio 
4 - Plano operacional 
4.1 - Leiaute 
4.2 - Capacidade instalada 
4.3 - Processos operacionais 
4.4 - Necessidade de pessoal 
5 - Plano financeiro 
5.1 - Investimentos fixos 
5.2 - Estoque inicial 
5.3 - Caixa mínimo 
5.4 - Investimentos pré-operacionais 
5.5 - Investimento total 
5.6 - Faturamento mensal 
5.7 - Custo unitário 
5.8 - Custos de comercialização 
5.9 - Apuração do custo de MD e/ou MV 
5.10 - Custos de mão-de-obra 
5.11 - Custos com depreciação 
5.12 - Custos fixos operacionais mensais 
5.13 - Demonstrativo de resultados 
5.14 - Indicadores de viabilidade 
6 - Construção de cenário 
6.1 - Ações preventivas e corretivas 
7 - Avaliação estratégica 
7.1 - Análise da matriz F.O.F.A 
8 - Avaliação do plano 
8.1 - Análise do plano
102 
 
 
 
1 - Sumário Executivo 
 
 
1.1 - Resumo 
 
 
O Plano de Negócios da empresa Balu tem como objetivo facilitar a visualização da empresa, analisando o mercado 
no qual ela está adentrando e verificando a viabilidade do empreendimento. 
 
 
Indicadores 
 
Ano 1 
 
Ponto de Equilíbrio 
 
R$ 40.045,94 
 
Lucratividade 
 
13,32 % 
 
Rentabilidade 
 
112,43 % 
 
Prazo de retorno do investimento 
 
11 meses 
 
 
1.2 - Dados dos empreendedores 
 
 
 
Nome: 
 
Laís Reinaldo Luna Esmeraldo 
 
Endereço: 
 
Rua Francisco Maia Sobrinho, 1990. 
 
Cidade: 
 
Natal 
 
Estado: 
 
Rio Grande do Norte 
 
Perfil: 
 
Estudante de Administração com perfil empreendedor, que busca trazer inovação no setor de moda em Natal. 
 
Atribuições: 
 
Responsável por todas as operações da loja. 
 
 
1.3 - Missão da empresa 
 
 
A missão da Balu é trazer a moda e tendência atual das passarelas, unindo roupas clássicas e descoladas, tudo isso 
com um preço acessível especialmente a jovens antenados com as novidades do mundo da moda. 
 
 
1.4 - Setores de atividade 
 
 
[ ] Agropecuária 
[x] Comércio 
[ ] Indústria 
[ ] Serviços 
 
 
1.5 - Forma jurídica 
 
 
( ) Empresário Individual 
( ) Empresa Individual de Responsabilidade Limitada – EIRELI 
(x) Microempreendedor Individual – MEI 
103 
 
 
( ) Sociedade Limitada 
( ) Outros: 
104 
 
 
 
 
 
 
1.6 - Enquadramento tributário 
 
 
Âmbito federal 
 
 
Regime Simples 
(x) Sim 
( ) Não 
IRPJ – Imposto de Renda Pessoa Jurídica 
PIS – Contribuição para os Programas de Integração Social 
COFINS – Contribuição para Financiamento da Seguridade Social 
CSLL – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido 
IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados (apenas para indústria) 
ICMS - Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços 
ISS - Imposto sobre Serviços 
 
 
1.7 - Capital social 
 
 
 
Nº 
 
Sócio 
 
Valor 
 
Participação (%) 
 
1 
 
Laís Reinaldo Luna Esmeraldo 
 
R$ 7.442,76 
 
100,00 
 
Total 
 
R$ 7.442,76 
 
100,00 
 
 
1.8 - Fonte de recursos 
 
 
Recursos próprios. 
105 
 
 
 
 
2 - Análise de mercado 
 
 
 
2.1 - Estudo dos clientes 
 
 
Público-alvo (perfil dos clientes) 
Para a criação do perfil do consumidor foi feita uma pesquisa durante três dias com 20 clientes, e foi traçado um 
padrão de consumo para que a empresa possa tomar como base para as suas operações. Nesa pesquisa, 
constatou-se que o público alvo da empresa é um público jovem, que utilizam com frequência as redes sociais e 
acompanham as lojas pelo instagram, formado predominantemente por mulheres, no entanto existindo clientes do 
sexo masculino. 
 
 
Comportamento dos clientes (interesses e o que os levam a comprar) 
Os clientes da loja buscam conforto,praticidade, e preço baixo, além de peças diferentes das encontradas 
comumente nas lojas de Natal. 
 
 
Área de abrangência (onde estão os clientes?) 
A maior parte dos clientes da Balu se concentra na Zona Sul de Natal. 
106 
 
 
 
 
2.2 - Estudo dos concorrentes 
 
 
 
 
Empresa 
 
 
Qualidade 
 
 
Preço 
 
Condições de 
Pagamento 
 
 
Localização 
 
 
Atendimento 
 
 
Serviços aos clientes 
 
Empresa A 
 
Ótima 
 
Ótimo 
 
Boa 
 
Ótima 
 
Regular 
 
Regular 
 
Empresa B 
 
Regular 
 
Ótimo 
 
Boa 
 
Boa 
 
Ótimo 
 
Ótimo 
 
Empresa C 
 
Regular 
 
Bom 
 
Boa 
 
Ótima 
 
Regular 
 
Regular 
 
 
Conclusões 
Dessa forma, conclui-se os concorrentes oferecem preço baixo e boas condições de pagamento, no entanto, duas das empresas seus produtos deixam a desejar em termos 
de qualidade, sendo o atendimento da loja B ótimo e o da C insatisfatório. Já a loja A mesmo apresentando uma otima qualidadeem seus produtos apresenta um 
atendimento regular. 
107 
 
 
 
 
2.3 - Estudo dos fornecedores 
 
 
 
 
 
 
Nº 
 
Descrição dos itens a 
serem adquiridos 
(matérias-primas, 
insumos, mercadorias 
e serviços) 
 
 
 
 
Nome do fornecedor 
 
 
 
 
Preço 
 
 
 
Condições de 
pagamento 
 
 
 
 
Prazo de entrega 
 
 
 
Localização (estado 
e/ou município) 
 
 
1 
Vestidos e macacões 
longos 
 
 
Fornecedor A 
 
 
Alto 
 
 
À vista 
 
 
7 
 
 
Ruim 
 
 
2 
Macaquinhos, shorts e 
blusas 
 
 
Fornecedor B 
 
 
Regular 
 
 
À vista 
 
 
6 
 
 
Regular 
 
3 
 
T-shirts 
 
Fornecedor C 
 
Baixo 
 
À vista 
 
10 
 
Boa 
108 
 
 
 
 
3 - Plano de marketing 
 
 
3.1 - Produtos e serviços 
 
 
A Balu tem sua linha de produtos baseada em 3 segmentos diferentes. Nelas estão as peças Padrão C (baixo preço), 
que são camisetas, as Padrão B (valor intermediário), que são macaquinhos, shorts e blusas, e as de Padrão A (valor 
mais alto), que são normalmente vestidos mais arrumados. 
 
 
Nº 
 
Produtos / Serviços 
 
1 
 
Padrão C 
 
2 
 
Padrão B 
 
3 
 
Padrão A 
 
4 
 
taxa de conveniência 
 
 
3.2 - Preço 
 
 
Marc-up, ou seja, é definida uma porcentagem em cima do valor de compra 
 
 
3.3 - Estratégias promocionais 
 
 
Para promoção dos produtos optou-se por dois meios principais. Levando em conta que a loja tem o instagram como 
canal, foram feitos patrocínios no aplicativo, para impulsionar as postagens, além de parceria com uma modelo que 
também é digital influencer, fazendo divulgações em postagens no seu perfil. 
 
 
3.4 - Estrutura de comercialização 
 
 
As vendas são feitas através da internet, no entanto, é ofertada a opção de levar as peças até o cliente, para que 
esse possa provar o produto antes da compra, para isso é feita a cobrança de uma taxa de conveniência baseada na 
localização do cliente. Nessa taxa está icluso o valor de combustível e de depreciação do veículo. 
 
 
3.5 - Localização do negócio 
 
 
 
Endereço: 
 
Rua Francisco Maia sobrinho, 1990. 
 
Bairro: 
 
Lagoa Nova 
 
Cidade: 
 
Natal 
 
Estado: 
 
Rio Grande do Norte 
 
Fone 1: 
 
(84) 9112-7419 
 
Fone 1: 
 
( ) - 
 
Fax: 
 
( ) - 
109 
 
 
 
 
Considerações sobre o ponto (localização), que justifiquem sua escolha: 
 
A loja não possui ponto fixo, sendo utilizada a plataforma de vendas online, com entrega delivery. O endereço 
cadastrado é o local do estoque. 
110 
 
 
 
 
4 - Plano operacional 
 
 
 
4.1 - Leiaute 
 
 
O leiaute do empreendimento não foi informado. 
 
 
4.2 - Capacidade instalada 
 
 
Qual a capacidade máxima de produção (ou serviços) e comercialização? 
6 clientes por dia, com média de venda de duas peças por cliente, assim vendendo em média 12 peças ao dia, 360 
peças ao mês. 
 
 
4.3 - Processos operacionais 
 
 
A primeira atividade é o contato com o cliente, após o mesmo ter interesse por uma das peças publicada em fotos no 
instagram da loja. Após isso é realizado o agendamento da visita, assim é realizada a visita no local marcado e peças 
escolhidas pelo cliente e outras que se encaixem no perfi do cliente são apresentadas à ele, e a venda é concluída. 
Assim, é realizado novo pedido ao fornecedor. 
 
 
4.4 - Necessidade de pessoal 
 
 
 
Nº 
 
Cargo/Função 
 
Qualificações necessárias 
 
 
1 
 
 
Proprietária 
Boa comunicação, capacidade de persuasão, pró atividade, 
tecnicas de negociação. 
111 
 
 
5 - Plano financeiro 
 
 
5.1 - Investimentos fixos 
 
 
A – Imóveis 
 
 
Nº 
 
Descrição 
 
Qtde 
 
Valor Unitário 
 
Total 
 
SUB-TOTAL (A) 
 
R$ 0,00 
 
 
B – Máquinas 
 
 
Nº 
 
Descrição 
 
Qtde 
 
Valor Unitário 
 
Total 
 
SUB-TOTAL (B) 
 
R$ 0,00 
 
 
C – Equipamentos 
 
 
Nº 
 
Descrição 
 
Qtde 
 
Valor Unitário 
 
Total 
 
SUB-TOTAL (C) 
 
R$ 0,00 
 
 
D – Móveis e Utensílios 
 
 
Nº 
 
Descrição 
 
Qtde 
 
Valor Unitário 
 
Total 
 
SUB-TOTAL (D) 
 
R$ 0,00 
 
 
E – Veículos 
 
 
Nº 
 
Descrição 
 
Qtde 
 
Valor Unitário 
 
Total 
 
SUB-TOTAL (E) 
 
R$ 0,00 
 
 
F – Computadores 
 
 
Nº 
 
Descrição 
 
Qtde 
 
Valor Unitário 
 
Total 
 
 
1 
 
Notebook Positivo Stilo One 
XC3550 Intel Atom x5-Z8300 
1.44 GHz 2048 MB 32 GB 
 
 
1 
 
 
R$ 809,99 
 
 
R$ 809,99 
 
2 
 
Smartphone LG K10 
 
1 
 
R$ 799,00 
 
R$ 799,00 
 
SUB-TOTAL (F) 
 
R$ 1.608,99 
 
 
TOTAL DOS INVESTIMENTOS FIXOS 
 
 
TOTAL DOS INVESTIMENTOS FIXOS (A+B+C+D+E+F): R$ 1.608,99 
 
112 
 
 
5.2 - Estoque inicial 
 
 
 
Nº 
 
Descrição 
 
Qtde 
 
Valor Unitário 
 
Total 
 
1 
 
Embalagem 
 
500 
 
R$ 0,10 
 
R$ 50,00 
 
2 
 
Padrão A 
 
8 
 
R$ 65,00 
 
R$ 520,00 
 
3 
 
Padrão B 
 
10 
 
R$ 45,00 
 
R$ 450,00 
 
4 
 
Padrão C 
 
10 
 
R$ 30,00 
 
R$ 300,00 
 
TOTAL (A) 
 
R$ 1.320,00 
 
 
5.3 - Caixa mínimo 
 
 
1º Passo: Contas a receber – Cálculo do prazo médio de vendas 
 
 
 
Prazo médio de vendas 
 
 
(%) 
 
 
Número de dias 
 
Média 
Ponderada em 
dias 
 
Padrão A 
 
28,58 
 
15 
 
4,29 
 
Padrão B 
 
35,71 
 
15 
 
5,36 
 
Padrão C 
 
35,71 
 
15 
 
5,36 
 
Prazo médio total 
 
15 
 
 
2º Passo: Fornecedores – Cálculo do prazo médio de compras 
 
 
 
Prazo médio de compras 
 
 
(%) 
 
 
Número de dias 
 
Média 
Ponderada em 
dias 
 
Fornecedor C 
 
35,71 
 
0 
 
0,00 
 
Fornecedor B 
 
35,71 
 
0 
 
0,00 
 
Fornecedor A 
 
28,58 
 
0 
 
0,00 
 
Prazo médio total 
 
0 
 
 
3º Passo: Estoque – Cálculo de necessidade média de estoque 
 
 
Necessidade média de estoque 
 
Numero de dias 15 
 
 
4º Passo: Cálculo da necessidade líquida de capital de giro em dias 
 
Recursos da empresa fora do seu caixa Número de dias 
113 
 
 
 
 
1. Contas a Receber – prazo médio de vendas 
 
15 
 
2. Estoques – necessidade média de estoques 
 
15 
 
Subtotal Recursos fora do caixa 
 
30 
 
Recursos de terceiros no caixa da empresa 
 
 
3. Fornecedores – prazo médio de compras 
 
0 
 
Subtotal Recursos de terceiros no caixa 
 
0 
 
Necessidade Líquida de Capital de Giro em dias 
 
30 
 
 
Caixa Mínimo 
 
 
1. Custo fixo mensal 
 
R$ 1.161,07 
 
2. Custo variável mensal 
 
R$ 2.960,70 
 
3. Custo total da empresa 
 
R$ 4.121,77 
 
4. Custo total diário 
 
R$ 137,39 
 
5. Necessidade Líquida de Capital de Giro em dias 
 
30 
 
Total de B – Caixa Mínimo 
 
R$ 4.121,77 
 
 
Capital de giro (Resumo) 
 
 
Descrição 
 
Valor 
 
A – Estoque Inicial 
 
R$ 1.320,00 
 
B – Caixa Mínimo 
 
R$ 4.121,77 
 
TOTAL DO CAPITAL DE GIRO (A+B) 
 
R$ 5.441,77 
 
 
5.4 - Investimentos pré-operacionais 
 
 
 
Descrição 
 
Valor 
 
Despesas de Legalização 
 
R$ 0,00 
 
Obras civis e/ou reformas 
 
R$ 0,00 
 
Divulgação 
 
R$ 0,00 
 
Cursos e Treinamentos 
 
R$ 0,00 
 
Outras despesasR$ 0,00 
 
Maquineta de cartão 
 
R$ 120,00 
 
Patrocínio no Instagram 
 
R$ 212,00 
 
Frete 
 
R$ 60,00 
 
TOTAL 
 
R$ 392,00 
114 
 
 
 
 
5.5 - Investimento total 
 
 
 
Descrição dos investimentos 
 
Valor 
 
(%) 
 
Investimentos Fixos – Quadro 5.1 
 
R$ 1.608,99 
 
21,62 
 
Capital de Giro – Quadro 5.2 
 
R$ 5.441,77 
 
73,11 
 
Investimentos Pré-Operacionais – Quadro 5.3 
 
R$ 392,00 
 
5,27 
 
TOTAL (1 + 2 + 3) 
 
R$ 7.442,76 
 
100,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fontes de recursos 
 
Valor 
 
(%) 
 
Recursos próprios 
 
R$ 7.442,76 
 
100,00 
 
Recursos de terceiros 
 
R$ 0,00 
 
0,00 
 
Outros 
 
R$ 0,00 
 
0,00 
 
TOTAL (1 + 2 + 3) 
 
R$ 7.442,76 
 
100,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
5.6 - Faturamento mensal 
115 
 
 
 
 
 
Nº 
 
 
Produto/Serviço 
 
Quantidade 
(Estimativa de 
Vendas) 
 
Preço de 
Venda Unitário 
(em R$) 
 
 
Faturamento Total 
(em R$) 
 
1 
 
Padrão C 
 
20 
 
R$ 55,00 
 
R$ 1.100,00 
 
2 
 
Padrão B 
 
20 
 
R$ 80,00 
 
R$ 1.600,00 
 
3 
 
Padrão A 
 
16 
 
R$ 115,00 
 
R$ 1.840,00 
 
4 
 
taxa de conveniência 
 
150 
 
R$ 0,95 
 
R$ 142,50 
 
TOTAL 
 
R$ 4.682,50 
 
 
Projeção das Receitas: 
( ) Sem expectativa de crescimento 
(x) Crescimento a uma taxa constante: 
2,00 % ao mês para os 12 primeiros meses 
10,00 % ao ano a partir do 2º ano 
( ) Entradas diferenciadas por período 
 
 
Período 
 
Faturamento Total 
 
Mês 1 
 
R$ 4.682,50 
 
Mês 2 
 
R$ 4.776,15 
 
Mês 3 
 
R$ 4.871,67 
 
Mês 4 
 
R$ 4.969,11 
 
Mês 5 
 
R$ 5.068,49 
 
Mês 6 
 
R$ 5.169,86 
 
Mês 7 
 
R$ 5.273,26 
 
Mês 8 
 
R$ 5.378,72 
 
Mês 9 
 
R$ 5.486,30 
 
Mês 10 
 
R$ 5.596,02 
 
Mês 11 
 
R$ 5.707,94 
 
Mês 12 
 
R$ 5.822,10 
 
Ano 1 
 
R$ 62.802,11 
116 
 
 
 
 
 
 
5.7 - Custo unitário 
 
Produto: Padrão C 
 
Produto: Padrão B 
 
Produto: Padrão A 
 
Produto: Taxa de conveniência 
 
117 
 
 
5.8 - Custos de comercialização 
 
 
 
Descrição 
 
(%) 
 
Faturamento Estimado 
 
Custo Total 
 
SIMPLES (Imposto Federal) 
 
0,00 
 
R$ 4.682,50 
 
R$ 0,00 
 
Comissões (Gastos com Vendas) 
 
0,00 
 
R$ 4.682,50 
 
R$ 0,00 
 
Propaganda (Gastos com Vendas) 
 
2,82 
 
R$ 4.682,50 
 
R$ 132,05 
 
Taxas de Cartões (Gastos com Vendas) 
 
2,00 
 
R$ 4.682,50 
 
R$ 93,65 
 
 
Total Impostos 
 
R$ 0,00 
 
Total Gastos com Vendas 
 
R$ 225,70 
 
Total Geral (Impostos + Gastos) 
 
R$ 225,70 
 
 
Período 
 
Custo Total 
 
Mês 1 
 
R$ 225,70 
 
Mês 2 
 
R$ 230,21 
 
Mês 3 
 
R$ 234,82 
 
Mês 4 
 
R$ 239,51 
 
Mês 5 
 
R$ 244,30 
 
Mês 6 
 
R$ 249,19 
 
Mês 7 
 
R$ 254,17 
 
Mês 8 
 
R$ 259,26 
 
Mês 9 
 
R$ 264,44 
 
Mês 10 
 
R$ 269,73 
 
Mês 11 
 
R$ 275,13 
 
Mês 12 
 
R$ 280,63 
 
Ano 1 
 
R$ 3.027,11 
 
 
 
 
118 
 
 
 
5.9 - Apuração do custo de MD e/ou MV 
 
 
 
 
Nº 
 
 
Produto/Serviço 
 
Estimativa de 
Vendas (em 
unidades) 
 
Custo Unitário 
de Matériais 
/Aquisições 
 
 
CMD / CMV 
 
1 
 
Padrão C 
 
20 
 
R$ 31,00 
 
R$ 620,00 
 
2 
 
Padrão B 
 
20 
 
R$ 47,00 
 
R$ 940,00 
 
3 
 
Padrão A 
 
16 
 
R$ 68,75 
 
R$ 1.100,00 
 
4 
 
taxa de conveniência 
 
150 
 
R$ 0,50 
 
R$ 75,00 
 
TOTAL 
 
R$ 2.735,00 
 
 
Período 
 
CMD/CMV 
 
Mês 1 
 
R$ 2.735,00 
 
Mês 2 
 
R$ 2.789,70 
 
Mês 3 
 
R$ 2.845,49 
 
Mês 4 
 
R$ 2.902,40 
 
Mês 5 
 
R$ 2.960,45 
 
Mês 6 
 
R$ 3.019,66 
 
Mês 7 
 
R$ 3.080,05 
 
Mês 8 
 
R$ 3.141,66 
 
Mês 9 
 
R$ 3.204,49 
 
Mês 10 
 
R$ 3.268,58 
 
Mês 11 
 
R$ 3.333,95 
 
Mês 12 
 
R$ 3.400,63 
 
Ano 1 
 
R$ 36.682,07 
119 
 
 
 
5.10 - Custos de mão-de-obra 
 
 
 
 
Função 
 
 
Nº de 
Empregados 
 
 
Salário Mensal 
 
 
Subtotal 
 
(%) de 
encargos 
sociais 
 
 
Encargos 
sociais 
 
 
Total 
 
Proprietária 
 
1 
 
R$ 0,00 
 
R$ 0,00 
 
0,00 
 
R$ 0,00 
 
R$ 0,00 
 
TOTAL 
 
1 
 
0,00 
 
R$ 0,00 
 
R$ 0,00 
 
 
5.11 - Custos com depreciação 
 
 
 
Ativos Fixos 
 
Valor do bem 
 
Vida útil em Anos 
 
Depreciação Anual 
 
Depreciação Mensal 
 
COMPUTADORES 
 
R$ 1.608,99 
 
5 
 
R$ 321,80 
 
R$ 26,82 
 
Total 
 
R$ 321,80 
 
R$ 26,82 
 
 
5.12 - Custos fixos operacionais mensais 
 
 
 
Descrição 
 
Custo 
 
Aluguel 
 
R$ 0,00 
 
Condomínio 
 
R$ 0,00 
 
IPTU 
 
R$ 0,00 
 
Energia elétrica 
 
R$ 0,00 
 
Telefone + internet 
 
R$ 0,00 
 
Honorários do contador 
 
R$ 0,00 
 
Pró-labore 
 
R$ 0,00 
 
Manutenção dos equipamentos 
 
R$ 0,00 
 
Salários + encargos 
 
R$ 0,00 
 
Material de limpeza 
 
R$ 0,00 
 
Material de escritório 
 
R$ 0,00 
 
Taxas diversas 
 
R$ 0,00 
 
Serviços de terceiros 
 
R$ 0,00 
 
Depreciação 
 
R$ 26,82 
 
Contribuição do Microempreendedor Individual – MEI 
 
R$ 49,25 
 
Outras taxas 
 
R$ 0,00 
 
Energia elétrica 
 
R$ 40,00 
 
Telefone e Internet 
 
R$ 80,00 
120 
 
 
 
 
Prólabore 
 
R$ 965,00 
 
TOTAL 
 
R$ 1.161,07 
 
 
Projeção dos Custos: 
( ) Sem expectativa de crescimento 
(x) Crescimento a uma taxa constante: 
1,00 % ao mês para os 12 primeiros meses 
2,00 % ao ano a partir do 2º ano 
( ) Entradas diferenciadas por período 
 
 
Período 
 
Custo Total 
 
Mês 1 
 
R$ 1.161,07 
 
Mês 2 
 
R$ 1.172,68 
 
Mês 3 
 
R$ 1.184,41 
 
Mês 4 
 
R$ 1.196,25 
 
Mês 5 
 
R$ 1.208,21 
 
Mês 6 
 
R$ 1.220,30 
 
Mês 7 
 
R$ 1.232,50 
 
Mês 8 
 
R$ 1.244,82 
 
Mês 9 
 
R$ 1.257,27 
 
Mês 10 
 
R$ 1.269,85 
 
Mês 11 
 
R$ 1.282,54 
 
Mês 12 
 
R$ 1.295,37 
 
Ano 1 
 
R$ 14.725,27 
 
 
 
 
 
 
 
 
5.13 - Demonstrativo de resultados 
121 
 
 
 
 
Descrição 
 
Valor 
 
Valor Anual 
 
(%) 
 
1. Receita Total com Vendas 
 
R$ 4.682,50 
 
R$ 62.802,12 
 
100,00 
 
2. Custos Variáveis Totais 
 
 
2.1 (-) Custos com materiais diretos e/ou CMV(*) 
 
R$ 2.735,00 
 
R$ 36.682,06 
 
58,41 
 
2.2 (-) Impostos sobre vendas 
 
R$ 0,00 
 
R$ 0,00 
 
0,00 
 
2.3 (-) Gastos com vendas 
 
R$ 225,70 
 
R$ 3.027,09 
 
4,82 
 
Total de custos Variáveis 
 
R$ 2.960,70 
 
R$ 39.709,15 
 
63,23 
 
3. Margem de Contribuição 
 
R$ 1.721,80 
 
R$ 23.092,97 
 
36,77 
 
4. (-) Custos Fixos Totais 
 
R$ 1.161,07 
 
R$ 14.725,27 
 
24,80 
 
5. Resultado Operacional: LUCRO 
 
R$ 560,73 
 
R$ 8.367,67 
 
11,98 
 
 
Período 
 
Resultado 
 
Mês 1 
 
R$ 560,73 
 
Mês 2 
 
R$ 583,56 
 
Mês 3 
 
R$ 606,95 
 
Mês 4 
 
R$ 630,94 
 
Mês 5 
 
R$ 655,52 
 
Mês 6 
 
R$ 680,71 
 
Mês 7 
 
R$ 706,53 
 
Mês 8 
 
R$ 732,98 
 
Mês 9 
 
R$ 760,09 
 
Mês 10 
 
R$ 787,87 
 
Mês 11 
 
R$ 816,32 
 
Mês 12 
 
R$ 845,47 
 
Ano 1 
 
R$ 8.367,66 
 
 
 
 
 
 
122 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5.14 - Indicadores de viabilidade 
 
 
 
Indicadores 
 
Ano 1 
 
Ponto de Equilíbrio 
 
R$ 40.045,94 
 
Lucratividade 
 
13,32 % 
 
Rentabilidade 
 
112,43 % 
 
Prazo de retorno do investimento 
 
11 meses 
 
 
 
123 
 
 
 
 
6 - Construção de cenário 
 
 
 
6.1 - Ações preventivas e corretivas 
 
 
Receita (pessimista) 20,00 % Receita (otimista) 10,00 % 
 
 
 
 
 
Descrição 
 
Cenário provável 
 
Cenário pessimista 
 
Cenário otimista 
 
Valor 
 
(%) 
 
Valor 
 
(%) 
 
Valor 
 
(%) 
 
1. Receita total com vendas 
 
R$ 4.682,50 
 
100,00 
 
R$ 3.746,00 
 
100,00 
 
R$ 5.150,75 
 
100,00 
 
2. Custos variáveis totais 
 
 
2.1 (-) Custos com materiais diretos e ou CMV 
 
R$ 2.735,00 
 
58,41 
 
R$ 2.188,00 
 
58,41 
 
R$ 3.008,50 
 
58,41 
 
2.2 (-) Impostos sobre vendas 
 
R$ 0,00 
 
0,00 
 
R$ 0,00 
 
0,00 
 
R$ 0,00 
 
0,00 
 
2.3 (-) Gastos com vendas 
 
R$ 225,70 
 
4,82 
 
R$ 180,56 
 
4,82 
 
R$ 248,27 
 
4,82 
 
Total de Custos Variáveis 
 
R$ 2.960,70 
 
63,23 
 
R$ 2.368,56 
 
63,23 
 
R$ 3.256,77 
 
63,23 
 
3. Margem de contribuição 
 
R$ 1.721,80 
 
36,77 
 
R$ 1.377,44 
 
36,77 
 
R$ 1.893,98 
 
36,77 
 
4. (-) Custos fixos totais 
 
R$ 1.161,07 
 
24,80 
 
R$ 1.161,07 
 
30,99R$ 1.161,07 
 
22,54 
 
Resultado Operacional 
 
R$ 560,73 
 
11,98 
 
R$ 216,37 
 
5,78 
 
R$ 732,91 
 
14,23 
 
 
Ações corretivas e preventivas: 
Constantemente analisar as tendências de mercado para que assim os produtos mantenham-se atualizados, e realizar constantemente parcerias para divulgação da loja 
para que assim a marca esteja em constante evidência. 
124 
 
 
 
 
7 - Avaliação estratégica 
 
7.1 - Análise da matriz F.O.F.A 
 
 
 
FATORES INTERNOS 
 
FATORES EXTERNOS 
 
 
 
 
 
PONTOS 
FORTES 
 
FORÇAS 
 
 
Parcerias gratuitas 
Entregas à domicílio 
Bom relaconamento com a clientela Ausência de espaço físico Similaridade 
entre vendedor e cliente 
 
OPORTUNIDADES 
 
 
E-commerce em crescimento 
Novas tecnologias 
 
 
 
 
 
PONTOS 
FRACOS 
 
FRAQUEZAS 
 
 
Falta de experiência dos gestores 
Não há espaço para grande quantidade de peças em estoque 
Variedade reduzida de numeração Variedade reduzida de modelos 
Inexperiência do mercado 
 
AMEAÇAS 
 
 
Alta concorrência 
Muitas empresas entrantes 
Lojas com preços mais acessíveis 
Lojas com espaço físico 
 
 
Ações: 
Para solucionar problemas enontrados, e gerar um melhor aproveitamento das oportunidades, é necessário criar novas estratégias de marketing, fazendo uso das novas 
tecnologias. Trabalhar com estratégias de fidelização, fazendo o pedido dos produtos de acordo com os clientes mais fiéis, dessa forma, os novos clientes poderiam 
solictar a numeração desejada, o que também resolveria o problema de estoque podendo fazer o pedido de peças de numerações diferentes com prazo de entrega Ao 
criar uma promoção das vendas, haverá um crescimento dos números de vendas, gerando um maior lucro que permitirá um aumento de estoque e numeração. Para se 
destacar no mercado, visando driblar a concorrência, a Balu deve´buscar estratégias de marketing, que evidenciem sua marca, além de buscar produtos diferenciados, 
e realizar as entregas à domicílio, para dessa forma se destacar apesar de não posuir espaço físico, usfruindo do seu diferencial. 
125 
 
 
 
 
8 - Avaliação do plano 
 
 
 
8.1 - Análise do plano 
 
 
O Plano de Negócios elaborado para a empresa Balu expôs dados da empresa que se encontra no inicio de sua 
atuação no mercado natalense. Nele foi possível visualizar a situação em que a empresa se encontra, analisar o 
mercado no qual ela está atuando, definir estratégias para sua atuação e ao final do plano financeiro foi possível 
analisar a viabilidade da empresa. 
126 
 
 
Termo de Aceite 
 
 
SOFTWARE CEPN 3.0 - COMO ELABORAR 
UM PLANO DE NEGÓCIO 
 
O software tem como objetivo oferecer uma ferramenta simples e prática para a elaboração de um 
plano de negócios. Criar uma empresa é um desafio e o plano de negócios, enquanto instrumento de 
planejamento, é adotado em todo o mundo, por diversas instituições e por empresas dos mais 
diversos porte e setores. 
Um plano de negócios tem como proposta fazer com que o empreendedor seja capaz de estimar 
se, a partir da sua visão de futuro, experiência e conhecimento de mercado, seu projeto é viável ou 
não. Apesar de não eliminar totalmente os riscos, evita que erros sejam cometidos pela falta de 
análise. 
O sistema foi preparado para orientá-lo no preenchimento de cada seção do plano a partir das 
informações coletadas por você. Para ajudá-lo, a ferramenta explica as etapas do plano, 
apresentando dicas, alertas e recomendações. Os 
exemplos disponibilizados são fictícios, de natureza pedagógica e trazem informações e valores 
meramente ilustrativos. 
 
Informações Gerais 
 
Um plano de negócios não garante por si só o sucesso de uma empresa. Fatores externos 
também influenciam o negócio, portanto monitore ameaças e oportunidades. 
 
Fatores internos também determinam a existência e o crescimento de uma empresa. Esses fatores 
estão sob controle do empreendedor e são relacionados à implantação de controles e à uma gestão 
eficiente. 
 
Informação é a matéria-prima para qualquer ação de planejamento e quanto mais precisa for, 
maior será a qualidade do plano de negócios. Portanto, leia revistas especializadas, consulte 
associações e entidades do seu segmento, participe de feiras e cursos, faça pesquisas na Internet, 
converse com outros empresários, clientes, fornecedores e especialistas (consultores, 
contabilistas, advogados, etc.). 
 
O plano de negócio deve ser revisado periodicamente, pois é flexível e está sujeito a 
ajustes em função das mudanças no mercado ou do ambiente interno da empresa. 
 
Apesar do plano ser um instrumento de gestão importante, há outras ferramentas que devem ser 
utilizadas por você na administração da empresa. 
 
O plano de negócios pode ser solicitado por uma instituição financeira ou por um investidor para 
a captação de recursos. Entretanto, este plano não assegura a obtenção dos recursos em si, pois 
cada instituição tem processos próprios, requisitos e exigências. 
 
Um plano de negócio pode ser utilizado para obter sócios e investidores, estabelecer parcerias 
com fornecedores e clientes ou mesmo buscar recursos. Porém, o usuário mais importante 
do plano de negócios é o próprio empreendedor. 
 
 
 
 
Tenho ciência e concordo 
com os termos acima. 
Laís Reinaldo 
Luna 
Esmeraldo

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