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COLUNA 
VERTEBRAL
ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA
PROFESSOR MOSIAH
 Anatomia da Coluna Vertebral
A coluna vertebral é parte subcranial do esqueleto axial. De forma 
muito simplificada, é uma haste firme e flexível, constituída de 
elementos individuais unidos entre si por articulações, conectados 
por fortes ligamentos e suportados dinamicamente por uma 
poderosa massa musculotendinosa. A coluna vertebral é uma série 
de ossos individuais – as vértebras – que ao serem articulados 
constituem o eixo central esquelético do corpo. A coluna vertebral 
é flexível porque as vértebras são móveis, mas a sua estabilidade 
depende principalmente dos músculos e ligamentos.
 Anatomia e Função 
A coluna vertebral tem função de sustentação de carga, 
locomoção, equilíbrio e proteção dos elementos neurais (nervos). É 
formada, basicamente, por vértebras, discos intervertebrais, 
músculos e ligamentos. No interior da coluna localizam-se nervos, 
incluindo medula espinal e raízes nervosas.
 A coluna vista de frente deve ser retilínea, porém existem 
curvaturas naturais (fisiológicas) quando a coluna vertebral é 
observada de lado. Essas curvaturas são chamadas cifose (coluna 
torácica) e lordose (coluna cervical e coluna lombar), sendo que 
essa última está localizada na parte inferior das costas.
Movimentos da Coluna Cervical
A coluna cervical é uma articulação muito móvel e por isso muito instável. 
Os movimentos encontrados e que são extremamente importantes para 
as atividades de vida diária são: 
Flexão: a coluna se dobra anteriormente (para frente), aproximando o 
queixo do peitoral. 
Extensão: a coluna se dobra para trás, elevando o queixo para cima.
Rotação: A coluna cervical e a cabeça se voltam para um lado. A 
rotação do pescoço é particularmente útil ao tentar olhar para o 
lado ou por cima do ombro.
Flexão lateral ou inclinação: a coluna cervical se inclina para um 
lado ou o outro com a orelha se movendo em direção ao ombro.
Anatomia óssea da coluna
Existem 33 vértebras na coluna, que são divididas em partes ou 
segmentos, da seguinte forma:
● Região cervical: 7 vértebras (C1 a C7)
● Região torácica ou dorsal: 12 vértebras (T1 a T12 ou D1 a D12)
● Região lombar: 5 vértebras: (L1 a L5)
● Região sacral: 5 vértebras fundidas (S1 a S5)
● Região coccígea: 4 vértebras fundidas
VÉRTEBRAS 
Vértebras são estruturas ósseas e rígidas. Existem variações 
anatômicas vertebrais de acordo com o segmento vertebral. Exemplo 
típico é a presença de massas laterais apenas em vértebras cervicais 
ou então processo odontóide, exclusivamente nas segundas 
vértebras cervicais (C2).
Dentre elas, merecem destaque corpo vertebral, processo espinhoso, 
processo transverso, facetas articulares, pedículo e lâmina. Vértebras 
sacrais possuem morfologia diferente das demais regiões da coluna 
pois são fundidas, além de fazerem conexão com a pelve (bacia).
As principais estruturas ósseas vertebrais
Discos intervertebrais
Discos intervertebrais são estruturas cartilaginosas, elásticas, 
localizadas entre os corpos vertebrais. O disco intervertebral é 
composto por núcleo pulposo (região central) e ânulo fibroso 
(periferia). Cada disco intervertebral está localizado entre duas 
vértebras adjacentes.
Articulações facetárias
Além dos discos, as vértebras também se comunicam por meio 
de pequenas articulações ósseas, chamadas de facetas 
articulares. Articulações vertebrais são denominadas 
zigoapofisárias. Entre duas vértebras adjacentes existem dois 
conjuntos de articulações.
Articulações facetárias
Forame intervertebral
Estrutura anatômica pela qual emergem raízes nervosas e vasos 
sanguíneos. Trata-se de espécie de “túnel”, por onde passa o nervo 
espinal. Existem dois forames intervertebrais entre cada par de 
vértebras, sendo um de cada lado.
Forame intervertebral
Ligamentos
São estruturas elásticas que conferem estabilidade à coluna. Os 
principais ligamentos da coluna são: longitudinal anterior e 
posterior, supraespinhoso, interespinhoso, amarelo e 
intertransverso.
Cápsula articular
Estrutura responsável por revestir cada articulação. No interior 
da articulação deve haver pequena quantidade de líquido 
sinovial.
Estruturas nervosas
No interior da coluna localizam-se medula espinhal e raízes 
nervosas. A medula espinal está localizada nas regiões cervical e 
torácica. A medula espinhal é responsável por coordenar membros 
superiores e inferiores. O final da medula espinal é denominado 
cone medular, que geralmente está situado na topografia de L1. 
Abaixo do cone medular localizam-se as raízes da cauda equina. 
Lesões da cauda equina também podem afetar movimento dos 
membros inferiores e de vísceras como bexiga e intestino.
PATOLOGIAS
 DA
 COLUNA VERTEBRAL 
Radiculopatia
Radiculopatia é o termo usado para descrever os sintomas de 
irritação da raiz nervosa, que podem incluir dor, dormência, 
formigamento e fraqueza. 
A Radiculopatia é uma patologia que acomete a raiz dos nervos 
que iniciam na medula óssea, e levam o impulso nervoso até os 
membros, impulsos esses que podem ser relacionados a 
movimentos musculares e até mesmo de sensibilidade a qualquer 
estímulo externo. Pode afetar a lombar, cervical e o tórax.
https://blog.shopfisio.com.br/radioculopatia-cervical/
Quais são os principais sintomas da 
radiculopatia?
Quando ocorre a compressão destes nervos, o impulso não 
percorre seu trajeto normalmente e com isso ocorrem os seguintes 
sintomas:
● Dores tanto na região da coluna quanto em membros.
● Fraquezas.
● Parestesias (dormência, formigamento).
● Sensação de choque e queimor.
● Dificuldade de coordenação de movimentos.
PRINCIPAIS CAUSAS 
❖ Hérnias de disco.
❖ Estenose do canal vertebral.
❖ Artrose da coluna, também conhecida como espondiloartrose.
❖ Massas na medula, como tumores ou abscessos.
❖ Infecções, como herpes zoster, sífilis, HIV, citomegalovírus ou 
tuberculose.
❖ Radiculopatia diabética;
❖ Isquemia, provocada por alterações no fluxo de sangue, em 
vasculites.
❖ Inflamações, como as que ocorrem em casos de 
polirradiculoneuropatia desmielinizante inflamatória aguda e crônica 
ou na sarcoidose.
❖ Além disso, a radiculopatia pode ser provocada após um acidente que 
cause um traumatismo grave da coluna.
TRATAMENTO 
O médico é um profissional habilitado para discutir com você as melhores 
formas de tratamento, de acordo com o caso. Normalmente, o tratamento 
inclui terapias não-cirurgicas, como repouso, medicação e fisioterapia.No 
caso do tratamento medicamentoso envolve anti-inflamatórios e relaxantes 
musculares. 
Já o tratamento fisioterapêutico pode atuar no ganho de força muscular das 
extremidades superiores ou inferiores afetadas, melhorar coordenação 
motora, diminuir a parestesia e espasmos. Além de tudo isso ainda têm-se 
benefícios clínicos importantes na redução da dor e aumento de função com 
aplicações de eletroterapia.
http://www.shopfisio.com.br/aparelhos-eletroterapia
Sacroileíte: inflamação da articulação 
sacroilíaca
Sacroileíte é termo usado para inflamação em uma ou ambas 
articulações sacroilíacas, local de comunicação entre a coluna 
vertebral e a bacia. O problema pode ocorrer por diferentes 
motivos e é tipicamente acompanhado de dor e rigidez lombar, 
dor nas nádegas e, eventualmente, dor irradiada para os 
membros inferiores
https://www.drgotfryd.com.br/sacroileite-inflamacao-da-articulacao-sacroiliaca/
https://www.drgotfryd.com.br/sacroileite-inflamacao-da-articulacao-sacroiliaca/
Causas da Sacroileíte
Diversas condições podem levar a uma inflamação da articulação sacro-ilíaca. As 
mais comuns são:
● Inflamatória/Reumatológica (espondiloartropatias)
● Degenerativa
● Traumática
● Metabólica
● Infecciosa
● Neoplásica
● Pós-artrodese lombar
● Gravidez
● Obesidade
Cerca de 40% dos indivíduos com dor sacro-ilíaca aguda relatam história de 
traumatismo local ou gravidez recente.
Sintomas de Sacroileíte
Há alguns sintomas que são mais frequentementeencontrados da dor originária 
da articulação sacro-iliáca:
● Dor abaixo do dermátomo da raiz de L5
● Dor que piora da posição sentada para a posição em pé
● Dor que piora com a flexão do tronco
● Dor que piora subindo escadas
● Dor que melhora com a deambulação
● Dor e sensibilidade à palpação na região da articulação sacro-ilíaca
Geralmente a região mais dolorosa é nas laterais da coluna e não na região central 
como na dor lombar simples. A sacroileíte pode irradiar para região dos glúteos e 
da coxa.
Diagnóstico
Apesar de radiografias simples serem capazes de mostrar 
alterações das articulações sacroilíacas, o exame de eleição é 
ressonância magnética. Além disso, quando se diagnostica 
sacroileíte sem causa evidente, deve-se realizar investigação mais 
detalhada, em busca de possíveis doenças reumatológicas, como 
espondilite anquilosante.
Tratamento
Os tratamentos para sacroileíte variam de acordo com a causa e a 
intensidade do problema. Dessa forma, são opções frequentes:
● Medicações (analgésicos, miorrelaxantes e antiinflamatórios);
● Fisioterapia e exercícios;
● Infiltrações da articulação sacroilíaca com corticosteróides;
● Ablação articular por radiofrequência;
Em casos de distúrbio reumatológico, o tratamento deve incluir 
medicações específicas para a doença causadora do problema.
https://www.drgotfryd.com.br/infiltracao-na-coluna/
DOR CIÁTICA OU LOMBOCIATALGIA
A dor ciática ou ciatalgia é a dor ao longo do curso do nervo ciático, geralmente 
resultado de comprometimento de raiz nervosa na coluna, mas pode ser também 
por compressão ou inflamação do próprio nervo.
O dano ao ciático pode ocorrer dentro do canal espinhal, no forame intervertebral 
(espaço entre as vértebras por onde passa a medula espinhal) ou em algum outro 
ponto de seu percurso, já que atravessa vários músculos, fáscias (membranas de 
tecido fibroso que protegem os órgãos) e tendões.
O nervo ciático é formado pelas raízes nervosas que saem da medula espinhal na 
região lombar. Ele desce pela nádega e, em seguida, pela parte de trás da perna 
até o tornozelo e o pé.
A dor ciática clássica começa na região lombar e nas nádegas. Afeta uma perna, 
passando pela parte de trás da coxa, pelo joelho e, às vezes, na panturrilha e no pé.
SINTOMAS E SINAIS DA DOR CIÁTICA
Dor em formigamento, dormência ou choque na coluna, glúteo, perna ou 
planta do pé
Sensação de queimação, fisgada ou perna cansada
Fraqueza em uma ou nas duas pernas
Dor que piora ao ficar muito tempo parado
Dificuldade para caminhar ou ficar muito tempo na mesma posição
A intensidade da dor ciática varia muito de caso a caso. Dessa forma, pode 
ser leve, causando apenas desconforto ou queimação ocasional. Contudo, 
em casos mais graves, pode ser incapacitante, impedindo o paciente de ficar 
em pé.Uma sensação de choque elétrico pelo trajeto do nervo também é 
comum.
 
 ESCOLIOSE
 
 
ESCOLIOSE
É um desvio da coluna vertebral no plano frontal, ou seja, a coluna está 
desviada para a esquerda ou para a direita. Hoje sabemos que essa 
deformidade é tridimensional, causando além desse desvio, uma rotação da 
coluna vertebral, sendo responsável pela assimetria das mamas e caixa 
torácica.
Quando observamos o indivíduo de frente ou de costa com uma assimetria 
entre a altura dos ombros ou cintura pode ser um sinal de escoliose.
Existem diversos tipos de escoliose a mais comum é a idiopática com cerca 
de 80% dos casos, outras causas mais comuns são: congênita, 
neuromuscular, degenerativa.
CAUSAS
Em cerca de 80% dos casos, nenhuma causa é encontrada e falamos, então, 
de escolioses idiopáticas. A frequência de escolioses familiares é relatada por 
diversos autores, entre 30 a 60%, sendo 40% o índice mais frequentemente 
citado. Atualmente, os especialistas convergem em direção a uma 
hereditariedade multifatorial.Existem algumas escolioses com causa 
definida, como, por exemplo, na paralisia cerebral, ou outras de fundo 
neurológico, bem como escolioses causadas por mal formação, poliomielite, 
distrofias musculares, síndromes específicas (Marfan, Rett, Ehlers-Danlos, 
etc.), tumores, etc.
DIAGNOSTICO
Pode ser diagnosticada por meio de: 
● Exames físicos,
● Exames de imagem (radiografias e ressonância magnética).
TRATAMENTO
O tratamento divide-se em observação, uso de colete e cirurgia. Na 
indicação de uma das três formas de abordagem levamos em consideração 
o grau da deformidade pelo ângulo COBB medido nas radiografias de 
coluna, a flexibilidade da curva e a maturidade esquelética
Curvas até 20 graus COBB observamos a evolução da deformidade através 
de radiografias a cada 3 meses. Muitas dessas deformidades não evoluem, e 
somente as que evoluírem deve-se colocar colete.
Curvas entre 20 e 40 graus COBB recomenda-se o uso de coletes 
“MILWAUKEE” ou TLSO.
Curvas acima de 40 graus COBB está indicado a abordagem cirúrgica 
quando está associado a uma descompensação do tronco.
A cirurgia pode ser feita por abordagem anterior ou posterior. O 
planejamento do número de vértebras a serem incluídas durante o 
procedimento da cirurgia e o tamanho da incisão cirúrgica dependerá da 
magnitude e tipo de curva
LOMBALGIA
Também conhecida como Dor Lombar, é a dor que ocorre na 
região entre a décima segunda costela até o sulco interglúteo. Ela 
pode ser acompanhada de dor que se irradia para uma ou ambas 
as nádegas ou para as pernas na distribuição do nervo ciático (dor 
ciática).
CAUSA
A degeneração dos discos intervertebral talvez seja a principal causa da dor
● Degeneração das facetas articulares
● Deformidades do tronco
● Espondilolistese “escorregamento vertebral”
● Uso excessivo das estruturas lombares (resultando em entorses e distensões)
● Doenças sistêmicas com dor referida em região lombar, sendo identificadas 
mais de 70 doenças causadoras de dor
● Sedentarismo
● Fatores psicossociais
● Esforços repetitivos
● Excesso de peso
● Posição não ergonômica no trabalho
QUANDO A DOR LOMBAR PODE SER DEVIDO A UMA CAUSA MAIS 
GRAVE? Quando, além da dor lombar, o paciente apresenta um 
desses sinais também:
● Trauma
● Osteoporose
● Perda de força em uma ou ambas as pernas
● História de câncer
● Febre
● Perda de peso
● Crianças
● Adultos com mais de 65 anos
● Retenção urinária
● Dor por mais de 3 semanas sem melhora
●
DIAGNÓSTICO
Uma vez que a maioria dos casos de lombalgia é auto-limitada, o 
diagnóstico por imagem muitas vezes não é necessário.
Os fatores que levam ao início da dor, bem como a natureza e a duração da 
dor, propiciam importantes pistas para a busca da provável causa
Deve-se solicitar exames de imagem para a obtenção do diagnóstico 
quando a dor persiste por mais de duas semanas e os exames que podem 
ser solicitados são: radiografia, tomografia computadorizada, ressonância 
magnética, cintilografia óssea. Os exames laboratoriais devem ser 
solicitados quando a dor apresenta características inflamatórias.
 
“O médico através da história e o exame físico pode direcionar para o 
melhor exame para a obtenção do diagnóstico”.
TRATAMENTO
O tratamento vai sempre depender da causa da lombalgia diferenciando de 
um problema mais leve como entorses musculares ligamentares e pequenas 
alterações nos discos e facetas articulares. Quando a causa de dor lombar é 
devido a problemas mais sérios como hérnia de disco, espondilolistese, 
estenose de canal lombar o tratamento vai ser direcionado para a causa 
específica que gera dor lombar.
HÉRNIA DE DISCO LOMBAR
A coluna vertebral é constituída pelas vértebras e entre elas há o disco 
intervertebral que é responsável pelo amortecimento do impacto e ajuda 
também na movimentação e resistência da coluna. O disco é constituído por 
duas partes o ânulo fibroso e o núcleo pulposo que tem a aparência de um 
gel. Quando o disco intervertebral sofre uma ruptura na sua parte externa 
“anulo fibroso” permite que o material que esta no seu interior “gel” saia, 
comprimindo uma das raízes do nervo ciático. A dor inicia-se devido a essa 
compressãocausando uma isquemia na raiz nervosa ou devido a irritação 
desse material “gel” na raiz nervosa.
Quando essa camada externa começa a rachar como uma 
barragem que começa a romper o gel do centro sai para fora do 
disco e com isso começa a comprimir as raízes nervosas, chamado 
de hérnia de disco.
SINTOMAS
● Dor lombar
● Dor lombar irradiada para o membro inferior,
● Alteração da sensibilidade como formigamento, dormência, 
anestesia em alguma região do membro inferior.
● Quando há uma piora do quadro pode ocorrer uma 
diminuição de força em algum movimento das pernas.
CAUSA
A causa da hérnia de disco é devido a dois fatores:
Primeiro: Fatores genéticos: diversos genes tem sido estudados como causas 
das hérnias de disco. Eles são responsáveis pela formação da estrutura do 
disco deixando-o mais ou menos resistentes.
Segundo: Fatores relacionados ao nosso estilo de vida que são eles: 
obesidade, cigarro, atividades repetitivas intensas, trauma, sedentarismo, 
manter uma posição de trabalho por longos períodos por vários anos.
 
EXAMES
● Radiografia
● Ressonância Magnética 
● Tomografia 
CLASSIFICAÇÃO
● Abaulamento discal: o disco apenas passa levemente do seu limite;
● Protrusão discal: quando há ruptura do disco mas o ligamento externo ainda está 
íntegro;
● Extrusão discal: ruptura do anel fibroso externo e expulsão de fragmento central do 
disco;
● Sequestro: quando o fragmento do disco migra para baixo ou para cima no canal 
vertebral
● Abaulamento discal: o disco apenas passa levemente do seu limite;
● Protrusão discal: quando há ruptura do disco mas o ligamento externo ainda está 
íntegro;
● Extrusão discal: ruptura do anel fibroso externo e expulsão de fragmento central do 
disco;
● Sequestro: quando o fragmento do disco migra para baixo ou para cima no canal 
vertebral
TRATAMENTO
Medicação: Dependendo da intensidade da dor diversas medicações podem 
ser utilizadas anti-inflamatórios, corticóides, analgésicos opióides. Também 
pode associar relaxantes musculares na presença de contraturas musculares.
 
Fisioterapia: diversos recursos podem ser utilizados. Inicialmente métodos 
físicos calor, gelo, alongamento, tração. Após o quadro agudo introdução de 
exercícios posturais, e fortalecimento muscular. Importante lembrar a todos 
que a fisioterapia é como uma receita de bolo, com a mesma receita as 
pessoas fazem bolos muito diferentes, então a experiência, tempo com o 
paciente fazem muita diferença no resultado final da fisioterapia.
 
 ESPONDILOLISTESE
Termo espondilolistese é usado para descrever várias doenças da coluna 
onde uma vértebra escorrega saindo do alinhamento normal com a outra 
vértebra.
 “Escorregamento de uma vértebra sobre a outra vertebral”
SINTOMAS
Dor Lombar que piora durante atividade física e melhora no repouso. A dor 
também é pior em pé ou andando . Dor Ciática devido a compressão de 
estruturas nervosas.
DIAGNÓSTICO
● Radiografia da coluna no plano frontal e perfil possibilita o diagnóstico 
na maioria dos casos
● Tomografia computadorizada solicitada para melhor avaliação da lesão 
do “pars articular” e na avaliação do potencial de consolidação em 
listeses de baixo grau
● Ressonância magnética lombar necessária quando o paciente 
apresenta déficit neurológico associado ou dor irradiada para membros 
inferiores, possibilitando uma melhor avalição das estruturas 
comprimidas
● Cintilografia óssea para avaliarmos o potencial de consolidação da 
espondilolise.
CAUSA
Existem cinco causas de espondilolistese:
● Istímica: Fratura por stress do pars articular vertebral ocorrendo mais 
comumente entre a idade de 5 e 8 anos e também é um importante 
diagnóstico diferencial entre atletas com queixa de dor lombar.
● Degenerativo: Nesse caso o escorregamento ocorre por uma alteração 
degenerativa das facetas articulares que evoluem com uma frouxidão e 
perda da sustentação do alinhamento vertebral.
● Congênita: Alterações importante na coluna vertebral propiciando o 
escorregamento vertebral.
● Tumor e infecções: Causando destruição em alguma estrutura da 
coluna vertebral propiciando o escorregamento.
● Alterações de sensibilidade: Alterações como: formigamento ou 
dormência em alguma região do membro inferior.
TRATAMENTO
❖ fortalecimento da musculatura do tronco (abdominal, oblíquo e 
musculatura das costas). Diariamente esses exercícios devem ser 
realizados.
❖ O uso de medicações analgésicas e antiinflamatórias no processo 
agudo. Pode-se também usar por curtos períodos órteses que ajudam 
no controle da dor.

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