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Morfologia da boca e glândulas salivares 
Lara Camila da Silva Alves – Medicina – 3º Semestre 
 
• Lábios e bochechas possuem uma parte externa de pele e uma parte interna de mucosa. Assim, a parte 
externa é queratinizada, e a parte interna é não queratinizada. 
• A língua é uma estrutura altamente muscularizada, o que auxilia na mastigação e articulação de palavras. 
• A língua é composta por oito músculos; os lábios possuem seis músculos e o palato mole, cinco músculos. 
• Os lábios são ]formados por músculos e tecido fibroso – externamente por pele e internamente por mucosa. 
• Um dos principais músculos que formam os lábios é o orbicular da boca, cuja contração é responsável por 
fechar os espaços que temos entre os lábios, denominado de rima da boca. 
 
Esclerodermia – doença inflamatória crônica do tecido conjuntivo que afeta a pele. Nessa doença, pode haver o 
acometimento fibroso na parte externa dos lábios, o que compromete a contração do músculo orbicular da boca 
e diminui a abertura bucal – rima da boca. 
 
O músculo orbicular da boca e bucinador irão 
se inserir nos lábios. 
OBS: o músculo bucinador é o principal 
músculo da bochecha, e sua contração está 
envolvida no ato de bocejar. 
O ducto da glândula parótida atravessa de 
forma horizontal o masseter e o bucinador, e 
irá se abrir na face interna da bochecha. 
Os lábios vão dos dois sulcos nasolabiais 
(entra a asa nasal e a comissura labial de um 
lado a outro) e do sulco mentolabial (entre o 
mento e o lábio) 
 
A leve depressão que tem no lábio superior é a região do filtro. 
Os cantos dos lábios são chamados de comissura labial. 
 
Quando há inflamação nos cantos da boca, por exemplo, por 
infecção ou cândida (fungos), chamamos de queilite angular – 
inflamação do ângulo da boca/das comissuras labiais. 
OBS: eritema – enfermidade na pele ou mucosa. 
 
A transição entre pele/lábios e a mucosa, internamente, é 
avermelhada e brilhante. 
A parte interna dos lábios tem elevações provocadas pela 
presença de glândulas mucosas que se abrem na face interna dos 
lábios. 
Na cavidade oral, uma série de secreções irão formar a saliva – e não são oriundas apenas das glândulas salivares, 
mas também das glândulas que secretam muco que também irão compor a saliva. 
A gengiva propriamente dita é formada por tecido 
queratinizado. 
OBS: existe outra parte – que continua sendo gengiva – 
não queratinizada, que possui uma mucosa com cor 
diferente, e vai se continuar coma mucosa da face 
interna dos lábios. 
A região de encontro entre a gengiva não queratinizada 
e a mucosa da face interna dos lábios é chamada de 
fórnix vestibular (comunica a mucosa do lábio com a 
mucosa da gengiva) 
O vestíbulo bucal é o espaço da cavidade oral onde 
passamos a escova do lado de fora, e possui formato de 
fenda. Localiza-se externamente aos dentes com a boca 
fechada, e internamente encontramos a mucosa dos 
lábios e as bochechas. 
OBS: ao passar a língua do lado de fora dos dentes com a 
boca fechada, passaremos a língua no vestíbulo. 
 
O fórnix é a base de uma gengiva e o ápice da outra. Além disso, é o ápice do vestíbulo 
Cavidade oral é a parte interna dos dentes; composta pela língua na base, o palato duro e mole no ápice, a faringe 
posterior atrás e a face interna dos dentes na frente. 
Assim, a região oral é formada pela cavidade oral + vestíbulo 
 
DENTES 
Incisivos – são os quatro primeiros; suas bordas são finas e cortantes. 
Caninos – pontiagudos. 
Pré-molares – possuem duas cúspides (pontinhas). 
Molares – possuem três ou mais cúspides. 
A papila parotídea fica ao nível dos pré-molares superiores. 
OBS: há um abalamento na face interna da gengiva, onde tem uma abertura 
– local onde será drenado o ducto da glândula parótida (que passou pelo 
bucinador e pelo masseter, atravessando a bochecha, e irá se abrir na papila 
parotídea. Isso corre porque as glândulas salivares são glândulas exócrinas 
– produzem secreção e liberam dentro da região oral. Glândulas salivares 
são tubulacionares e exócrinas, pois têm o ducto. 
 
O frênulo do lábio (4) é uma túnica formada por mucosa que conecta o lábio com a região 
da gengiva. Há frênulo labial superior, inferior e laterais. 
Os frênulos laterais ficam ao nível dos pré-molares. 
➔ É importante que haja a ligação dos lábios com o dentes, pois tudo deve estar 
coordenado e altamente muscularizado para poder ocorrer deglutição, mastigação, 
trituração dos alimentos, dicção de palavras etc. 
LEMBRAR: existem os frênulos labiais e os frênulos linguais. 
A membrana-túnica-mucosa (frênulos) conecta a língua ao assoalho da boca. 
A membrana mucosa conecta o lábio superior e inferior à região da gengiva. 
Papila parotídea com abertura do ducto parotídeo 
 
 
 
Para elevar os lábios, temos três músculos: 
MM. elevadores do canto da boca; 
M. elevador do lábio superior; 
M. elevador do lábio superior e da asa nasal; 
 
Para abaixar o lábio inferior, temos: 
M. mentual; 
M. abaixador do ângulo da boca; 
M. abaixador do lábio inferior; 
 
A irrigação sanguínea da cavidade oral e da orofaringe vem, principalmente, da artéria facial – ramo da artéria 
carótida externa. 
A artéria carótida externa sobe pela 
mandíbula e na região da borda inferior, 
vai dar origem à artéria facial. 
Quando chega próximo à comissura 
labial, ela vai se bifurcar e dar origem à 
labial superior (irriga o lábio superior) e 
labial inferior (irriga o lábio inferior). 
OBS: o lábio superior também é irrigado 
pela artéria infraorbitária e artéria 
mentual – também ramos da artéria fácil. 
 
A irrigação da parótida - que é 
atravessada pela artéria carótida externa 
- , ocorrerá da seguinte forma: a artéria 
carótida externa passa por dentro da 
parótida, onde irá emitir a artéria maxilar, 
que irá irrigar a parótida e as bochechas. Assim, uma parte da artéria facial é irrigada pela artéria labial superior, 
mas também tem irrigação da artéria maxilar. 
 
A cavidade oral propriamente dita é composta por: palato duro (em cima), palato mole e a parte da faringe 
(atrás), dorso da língua (base) e a face interna dos dentes (na região superior) 
OBS: os lábios precisam estar conectados pois são responsáveis por fazer a apreensão e direcionar o alimento 
para a cavidade oral propriamente dita, e não cair no vestíbulo. 
 
DIASTEMA – afastamento dos dentes. Nesses casos, o frênulo labial 
superior está mais hipertrofiado, e então os dentes incisivos não 
conseguem encostar. Geralmente, esses indivíduos têm de realizar a 
ressecação do frênulo – uma cirurgia para reposicionar o frênulo em uma 
região mais alta da gengiva, permitindo a aproximação entre os dentes. 
A língua é altamente muscularizada. composta por oito músculos intrínsecos (começa e termina na língua, sem 
fixação óssea) envolvidos na mudança do formato da língua. Já os músculos extrínsecos, são aqueles que 
conectam a língua a estruturas ósseas da cavidade oral, e estão mais envolvidos na movimentação da língua. 
Há músculos que estão dentro da própria estrutura da língua, como o músculo longitudinal que tem feixes 
transversos e horizontais, e faz a conexão da língua com o osso hióide. 
A conexão entre a língua e o osso hióide é chamada de ioglosso; entre a língua e o palato mole, palatoglosso; 
entre a língua e o processo estiloide estiloglosso; entre a língua e a região do mento, genioglosso. 
➔ Glosso – refere-se à língua. 
 
LEMBRAR: as gengivas possuem uma parte mais rosa (perto do dente) – 
porque é queratinizada -, e uma parte mais avermelhada – mais 
vascularizada e sem queratina – que chamamos de túnica mucosa 
alveolar. 
Da área queratinizada, há uma região chamada de gengiva livre. A parte 
onde tem uma série de pontilhados na gengiva é onde se abre em várias 
glândulas mucosas, essa parte é chamada de gengiva aderida – pois está 
aderia à parte óssea alveolar da arcada dentária superior e inferior. 
A túnica mucosa alveolar está ligada à parte óssea, mas de forma mais 
frouxa. 
 
Acima do músculo bucinadorencontramos os corpos adiposos da bochecha, que são acúmulos de tecido 
conjuntivo encapsulado. Por ex: no lactente eles são muito desenvolvidos, poia a alimentação à base de leite 
exige o movimento da sucção. 
 
Os 2/3 anteriores do palato é o palato duro – parte 
óssea do palato. O 1/3 posterior é palato mole – 
parte músculo-membranosa. 
O palato mole está conectado ao palato duro por 
uma aponeurose. 
O palato duro é formado por dois ossos: osso 
palatino e o processo palatino do osso maxilar. 
O palato mole existe, pois é de suma importância 
para impedir a regurgitação alimentar → eleva-se 
quando o alimento passa por ele, impedindo que o 
alimento vá para a cavidade nasal. 
OBS: se um paciente tem alteração na 
movimentação do palato mole, ele pode 
apresentar fala anasalada, regurgitação nasal de líquidos, 
dificuldade de deglutição etc. 
O palato é o osso que separa a musculatura respiratória da região 
oral. Assim, acima dele temos a mucosa respiratória e em baixo a 
mucosa do trato digestivo. 
A face inferior do palato duro tem pregas transversais (2) e uma 
proeminência atrás dos dentes incisivos – papila incisiva (2). 
OBS: acredita-se que as pregas transversais são apenas para 
facilitar a manipulação dos alimentos no palato em si pela língua. 
1- Gengiva livre 
2- Gengiva aderida 
3- TMA 
4- Papila interdentária 
O palato possui receptor gustativo e tem aberturas onde vão desembocar as glândulas mucosas que irão fazer 
parte da saliva. 
O palato mole termina na úvula. 
A região interna mais proeminente (crista) entre 
a metade esquerda e direita do palato é 
chamada de rafe palatina – onde ocorre a fusão 
embrionária dos processos palatinos. 
OBS: há pacientes que têm malformações na 
rafe palatina, o que chamamos de tórus palatino 
– alteração da formação embriológica da rafe 
palatina. 
 
A fixação do palato mole com a base da língua é 
chamada de higera. 
O pilar que fica na frente da amígdala é 
chamado de arco palatoglosso. 
Entre o palato mole e a região da faringe, temos o arco palatofaríngeo. Entre os dois arcos, encontramos a tonsila 
palatina – também chamada de amígdala. 
O palato mole tem músculo intrínseco – elevador do palato, e outras estruturas que tensionam e elevam o palato. 
Por dentro dos arcos não passa só membrana, mas também músculo. 
OBS: o músculo milióideo é do assoalho da boca e não faz parte da estrutura da língua. 
 
A língua pode ser divida em 2/3 anteriores e 1/3 posterior. 
2/3 anteriores – corpo da língua (visível quando abrimos a boca). 
1/3 posterior – raiz da língua (não é visível; está em frente à faringe). 
 
O ápice/ponta da língua é a extremidade da língua, e está em contato com os incisivos quando a língua está em 
repouso. Possui duas faces: face inferior (em contato com o assoalho da boca) e a face superior (convexa, e está 
em contato com a cavidade oral propriamente dita; tem uma série de irregularidades devido à presença de 
papilas). 
 
A região do dorso da língua tem papilas. Já a raiz da língua não possui papilas gustativas – tem uma série de 
irregularidades devido à presença de nódulos linfoides. 
O conjunto de nódulos linfoides que tem na raiz da língua é chamado de tonsila lingual. 
 
A abertura que conecta a cavidade oral com a faringe posterior é 
chamada e istmo das fauces. 
Limites do istmo das fauces: 
Superiormente – palato mole 
Inferiormente – língua 
Lateralmente – pilares 
➔ Essa abertura permite a comunicação entre a boca e a faringe. 
Na região pré-sucal da língua – que vem antes do sulco – há papilas 
gustativas. 
Papilas circunvaladas possuem depressão ao seu redor. 
Papilas folhadas são pouco desenvolvidas, estão normalmente na região lateral da língua. 
Papilas fungiformes e filiformes são cilíndricas, mas as filiformes ficam na região do ápice da língua e são 
menores, e as fungiformes são um pouquinho maiores e menos numerosas, existindo tanto na região lateral, 
quanto na região apical da língua. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Na parte sensitiva, os 2/3 anteriores vêm do trigêmeo e o 1/3 posterior vem do glossofaríngeo. A parte motora 
quase toda vem do hipoglosso. 
 
Há três pares de glândulas salivares: parótidas, submandibulares e sublinguais. 
As glândulas parótidas têm formato piramidal, e tecido adiposo para se movimentar junto à maxila. É uma 
glândula exócrina que libera sua secreção no ducto parotídeo – que vai se abrir na papila da parótida na face 
interna da bochecha, ao nível dos pré-molares superiores. 
Há estruturas importantes que tem contato íntimo à estrutura da parótida: nervo facial e artéria carótida 
externa. 
A irrigação das parótidas vem da artéria maxilar – ramo da carótida externa. 
 
As glândulas submandibulares estão em contato íntimo com a região inferior e posterior da maxila. Ela é bem 
profunda e está em contato com o assoalho da boca. 
Por ser uma glândula exócrina, libera sua secreção no ducto submandibular. São as glândulas que mais produzem 
saliva, cerca de 60%. 
 
As glândulas sublinguais são profundas, porém mais 
superficiais que as submandibulares. São várias em 
formato de frênulo ao redor da língua. 
 
As glândulas salivares acessórias são várias pequenas 
glândulas que estão na bochecha, lábios, palato etc. 
 
O ducto de Wharton drena a saliva produzida pelas 
glândulas submandibulares. 
O ducto de Bartholin é o ducto das glândula sublinguais 
que se abrem no assoalho da boca. 
 
 
 
VISÃO GERAL 
Estruturas 
• Lábios 
• Gengivas 
• Dentes 
• Língua 
• Bochechas 
• Palato (duro e mole) 
- Úvula 
• Arcos palatoglossos – unem o palato à língua 
- Istmo das fouces 
 - Tonsilas palatinas 
• Arcos palatofaríngeos 
• Assoalho da boca 
• Glândulas salivares 
- Sublinguais, submandibulares e parótidas 
 
LÁBIOS 
Pregas musculares que circundam a cavidade oral 
Superfícies 
- Superfície da pele: epiderme queratinizada, folículos pilosos, 
glândulas sebáceas e sudoríparas 
- Zona vermelha 
- Superfície mucosa: região interna e úmida pela presença de 
glândulas salivares menores 
• Rima labial 
• Ângulo da boca 
• Filtro 
• Frênulos dos lábios superior e inferior (liga os lábios à 
gengiva) 
• Sulcos nasolabiais: delimitam os lábios 
 
 
O músculo bucinador é o 
principal músculo das 
bochechas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LÁBIOS 
Irrigação 
Artérias labiais superior e inferior – ramos da artéria facial 
Inervação 
Lábio superior: ramos labiais superiores do nervo infraorbital 
Lábio inferior: ramo mentual da divisão mandibular do trigêmeo 
 
MUCOSAS DA CAVIDADE ORAL 
Mucosa mastigatória 
Epitélio pavimentoso queratinizado ou paraqueratinizado 
Locais de atrito com o alimento 
Gengiva, palato duro e dorso da língua. 
Mucosa de revestimento 
Epitélio pavimentoso não queratinizado 
Presença de glândulas salivares menores difusas 
Lábios, bochechas, palato mole, assoalho da boca 
Mucosa especializada: paladar 
 
DENTES 
TIPOS: 
Incisivos – especializados no corte 
Caninos – especializados na perfuração 
Molares – especializados na trituração 
- Pré-molares (2 cúspides) e molares (3 cúspides)

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