Logo Passei Direto
Buscar

Material sobre diagnóstico e manejo da laminite em equinos. Aborda radiografia (DP palmaro-distal 60°), venografia com ioexol, classificação da rotação (capsular vs falangeana), deslocamento distal/sinking, prevenção, cuidados imediatos (retirar ferradura, piso macio) e AINEs (fenilbutazona).

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Dorso-PROXIMAL PALMARO-Distal 60O 
É utilizada para avaliar se o animal 
apresenta osteíte podal, consequente ao 
déficit de irrigação sanguínea originada 
pelo deslocamento dorsal. 
Quando ocorre o deslocamento dorsal da 
falange, a articulação interfalangiana distal 
gira comprimindo o plexo coronário 
(importante vascularização). 
 
OBS: a borda da falange fica toda “comida”. 
Outra importância é avaliar se há infecção 
secundária. 
 
VENOGRAFIA DIGITAL 
É uma técnica de radiografia contrastada 
onde podemos avaliar a vascularização e os 
plexos. O plexo que menos muda é o E 
(plexo solear). 
Faz-se o garrote no membro do animal, 
localiza-se a veia digital palmar, aplica-se o 
contraste iodado (ioexol). Posteriormente 
radiografa-se o animal nas projeções. 
 
 
 
Classificação da rotação na laminite 
ROTAÇÃO DORSAL FALANGEANA 
Podemos ter dois tipos: 
-Capsular: aumenta a distância entre a 
borda da muralha e a borda da falange, 
porém o eixo podofalangeano se mantém 
(pouco comprometimento vascular). 
-Falangeana: nesse caso a articulação 
interfalangiana distal fica deslocada para 
dorsal comprimindo o plexo coronário 
(desalinhamento do eixo podofalangeano). 
 
OBS: na rotação dorsal a distância entre a 
borda da muralha e a borda da falange na 
região distal é maior. 
 
DESLOCAMENTO DISTAL SIMÉTRICO (SINKING 
ou afundamento dorsal) 
É quando o esqueleto do cavalo afunda 
como um todo. 
Na radiografia é possível visualizar a 
articulação interfalangiana distal dentro do 
casco (afunda). 
 
 
DESLOCAMENTO DISTAL SIMÉTRICO (medial 
ou lateral SINKING) 
É quando temos o afundamento apenas de 
um lado (o outro lado fica normal). 
 
OBS: existem animais que desenvolvem as 
laminites mistas (com afundamento e 
rotação concomitante) 
 
tratamento 
PREVENÇÃO DA FALÊNCIA ESTRUTRAL 
Não existem tratamento melhor do que 
prever que o animal possa desenvolver 
laminite e trabalhar de forma preventiva. 
1. Devemos conhecer se o cavalo que tem 
ou está em risco de desenvolver laminite. 
OBS: se foi identificado que o cavalo tem 
potencial para desenvolver laminite, já 
entramos com o tratamento preventivo. 
2. Cavalo manifesta sinais clínicos de 
laminite, porém não apresenta evidência 
radiológica de deslocamento de falange 3. 
OBS: se pegamos um animal na fase aguda 
de laminite, devemos entrar rasgando com 
tratamento. 
3. sinais clínicos presentes. 
Os objetivos para a prevenção da laminite 
incluem: 
-Se o animal apresenta qualquer doença 
sistêmica primária que possa levar o animal 
a desenvolver laminite (pneumonia, 
metrite, colite, etc), devemos realizar o 
tratamento adequado para doença 
sistêmica primária. 
-Controle da inflamação/sepse sistêmica; 
-Diagnóstico e estabilização de qualquer 
doença metabólica. Caso o animal esteja 
em um grau de obesidade elevado, deve-
se realizar um controle e uma dieta no 
animal para que o animal não fique 
predisposto a desenvolver laminite; 
-Animais obesos que iram passar por 
cirurgia ortopédica, o indicado é controlar 
esse peso antes de realizar a cirurgia 
(laminite mecânica); 
-Realizar o suporte do dígito (casco). 
 
Tratamento imediato 
Primeira coisa que devemos fazer ao 
atender um animal com laminite é retirar 
a ferradura e coloca o animal em um piso 
macio (se deforma melhor as 
angulosidades do casco, ajudando a 
distribuir melhor as forças). 
OBS: isso da um grande alivio para o cavalo. 
 
TRATAMENTO MEDICAMENTOSO 
-AINES 
Em animais com laminite aguda 
tratamento inicia-se com o a Fenilbutazona 
(equipalazone).