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Milena Marques 145 
Introdução a Imagens em Neurologia – RNM e TC.
Introdução – 
Quais são os métodos de imagem disponíveis na neuro 
radiologia: 
• Radiografia de Crânio 
• Ultrassonografia de crânio → muito utilizada para 
avaliação de neonatos com fontanelas abertas. → 
avaliar a presença de hemorragia intracraniana. 
• TC de crânio → importante principalmente no 
contexto de trauma 
• RM de crânio → excelente para caracterizar as 
lesões → melhor resolução tecidual. 
o Difusão 
o Espectroscopia 
o Perfusão. 
1 – Ultrassonografia de Crânio: 
• Equipamentos utilizados 
o Transdutor + gel, teclado, monitor, 
impressora 
• Vantagens do uso do USG: 
o Sem radiação ionizante 
o Baixo custo 
o Rápido 
o Imagens em tempo real 
o Maior contato do radiologista com o 
paciente 
o Muito vantajoso em criança com fontanela 
aberta = USG transfontanela 
▪ Avaliação de hemorragia 
intracraniana. 
 
 
 
• Desvantagens 
o Método avaliador-dependente 
o Estudar órgãos protegidos por ossos – 
encéfalo do adulto 
o Estudar órgãos que tenha ar 
o Pacientes obesos 
• Termos utilizados no USG 
o Hiperecóico = mais branco – ex: sangue 
o Hipoecoico = mais cinza – tecidos 
o Anecoico = preto – ventrículos. 
 
 
2 – Tomografia computadorizada: 
• Transforma energia de radiação ionizante em 
imagens – diferença de absorção entre os tecidos 
• Excelente resolução espacial 
• Vantagens 
o Rápido ( 5-10 minutos a depender do 
equipamento utilizado) 
o Excelente resolução espacial – permite 
reformatação em vários planos 
• Desvantagens 
o Contraste endovenoso (iodo) – grau 
alérgico e nefrotóxico 
o Radiação ionizante 
o Alto custo 
o Equipamento emissor de radiação ionizante 
 
 
 
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• Reformatações: sagital, coronal, axial, obliqua, 
curva e radial 
• Janelas: janela de partes moles (para visualizar o 
parênquima) e janela óssea. 
• Indicações da TC 
o Trauma – diferenciar hematomas, visualizar 
hemorragias subaracnóidea 
o AVCi 
o AVCh 
o Avaliação de fraturas 
 
Anatomia da TC: 
 
• Estrutura 5 – quarto ventrículo 
• Estrutura 9 – ponte 
 
• Estrutura 4 – bulbo 
• Estrutura 7 – cerebelo 
 
• Estrutura 36 – mesencéfalo 
 
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3 – Ressonância Magnética 
• Formação da imagem através de interação de um 
forte campo magnético sem emissão de radiação 
ionizante 
• Vantagens 
o Excelente resolução tecidual 
o Boa resolução espacial 
o Não emite radiação ionizante 
• Desvantagens 
o Maior tempo do exame 
o Contraste endovenoso – quelato de 
Gadolíneo – fibrose renal 
o Alto custo (maior que o da TC) 
• Contraste Gadolíneo ➔ relativamente seguro 
o Contraindicado em nefropatias (pois 
possui eliminação renal e a hemodiálise 
não elimina) 
o Contraindicado na gravidez 
o Contraindicado se alergia a gadolínio 
o Na lactação evitar amamentar nas 
primeiras 24hrs após o contraste 
• Quando utilizar Gadolíneo? 
o Revascularização da lesão 
o Suspeita de malignidade 
o Diferenciar tumor de edema 
o Avaliar perfusão 
 
 
Atenção reconhecendo tomografia x ressonância: 
Na TC – diferentes atenuações: ➔ Nomeclatura da TC: 
hiperdenso, hipodenso, 
hiperatenuante , 
hipoatenuante. 
• Água = cinza médio 
• Ar = preto ➔ 
hipodenso 
• Gordura = cinza 
escuro 
• Osso = branco ➔ 
hiperdenso 
• Meio de contraste = branco brilhante 
Diferenciando TC x RNM 
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TC RNM (T1 e T2) 
Calota craniana = 
acentuadamente 
hiperdenso 
Calota craniana = nunca 
hiperdenso – geralmente 
baixo sinal (T1 ou T2) 
Gordura do tecido celular 
subcutâneo = sempre 
escuro (hipodenso) 
Gordura do tecido celular 
subcutâneo = pode ser 
clara (se supressão – 
escura) 
Liquor = hipodenso Liquor = hiperdenso 
(claro) ou escuro (t2 ou 
t1) 
Substancia branca = cinza 
escuro (apresenta-se mais 
escura que o córtex 
porque possui mais 
mielina – gordura, 
penetrando mais 
radiação) 
Substancia branca = vai 
depender se é T1 ou T2 
Substância cinzenta = 
cinza médio 
Substância cinzenta = vai 
depender se é t1 ou t2. 
• Planos na RNM – Sagital, coronal e axial 
• Sequencias da RNM – ponderação em T1 e 
ponderação em T2 
o Ponderação em T1 
▪ T1 
▪ T1 com supressão de gordura 
o Ponderação em T2 
o FLAIR (T2 com supressão do liquor) 
o Pós- CE 
o Técnicas avançadas – difusão, perfusão, 
espectroscopia, tractografia. 
• Nomenclatura usada na RM: hiposinal, hipersinal 
Agua/ liquor ➔ T1 – cinza médio / T2 – Brilha 
Ar ➔ T1 – preto / T2 – preto 
Gordura ➔ T1 – branca / T2 – branca ou preto 
Osso ➔ T1 – cinza escuro / T2 – cinza escuro 
Meio de contraste ➔ so no T1 – branca brilhante 
 
 
Lembrando que no FLAIR – é igual ao T2 mas com 
supressão do liquor (então o liquor vai ficar escuro, 
mas a substancia branca continua mais escura que a 
cinzenta) 
 
Técnicas avançadas de RNM 
1 – Difusão (DWI): estuda o movimento randômico das 
moléculas de água 
• Conceito – 
avaliação 
qualitativa ou 
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quantitativa difusão representando a área 
percorrida por uma molécula de água em um 
intervalo de tempo (mm²/s) 
• Quadro existe uma “dificuldade de caminhar pelo 
tecido” a imagem fica branca. → tumores ou 
edemas ficam brancos. 
• Principio da difusão no AVi hiperagudo → presença 
do edema citotóxico do AVC restringe a 
movimentação das molecular → elas se tornam ais 
claros (área com edema) 
 
• Diferenciação de tumor e abscesso 
o Conteúdo hipersinal → abscesso 
o Conteúdo hiposinal → tumor 
 
• Tractografia – as moléculas de água não se 
difundem livremente em tecidos organizados 
(tecidos biológicos) – anisotropia 
o Essa técnica permite a visualização dos 
tratos para melhor direcionar a 
neurocirurgia. 
 
2 – Espectroscopia de prótons 
• Método não invasivo 
• Identificação in vivo de metabolitos encefálicos 
(bioquímica) 
• Permite que o tecido seja avaliado quanto a 
presença e concentração de vários metabolitos 
• Pode aumentar a especificadae e ajudar a melhorar 
a capacidade de predizer o grau histológico de um 
tumor. 
• Princípio físico - O princípio básico que permite a 
espectroscopia de RM (MRS) é que a distribuição 
de elétrons ao redor de um átomo faz com que 
núcleos em diferentes moléculas experimentem 
um campo magnético ligeiramente diferente 
 
 
• Seus usos: 
 
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• Aparentemente em aula ela reforçou 
esses marcadores então pode ser 
importante 
 
 
 
3 – Perfusão cerebral 
• Permite a visualização da perfusão dos tecidos 
• Córtex com maior perfusão do que a substância 
branca 
• Estuda a hemodinâmica nos capilares na 1ª 
passagem rápida do contraste (gadolineo) 
injetado V 
• Fornece informações sobre angiogênese 
tumoral 
o Astrocitoma de alto grau tem aumento 
da CBV perfusão. 
• Importante para identificar área de penumbra 
em um AVC e mesmo após 4h indicar o 
tratamento para o paciente 
 
 
 
4 – Permeabilidade 
• Informa o número de capilares e pode indicar 
neovascularização 
• Tumor de baixo perfusão → tumor de baixo 
grau 
• Tumor de alta perfusão → alto grau 
 
• MTT – tempo 
• CBV – volume 
• CBF – fluxo 
5 – RM funcional (BOLD) 
• Mostra a função do cérebro 
• Permite identificar áreas do cérebro que são 
ativadas em resposta a uma determinada tarefa 
controlada (paradigma) 
• Contraste – oxigênio 
• Tumor distorce o tecido ao redor 
• Auxilia na margem cirúrgica para evitar deixar 
sequelas 
6 – Angio RM 
• Analisa o lumen vascular 
• Permite visualizar aneurisam, estenose 
(obstrução) 
• Com contraste em alguns casos 
(preferencialmente quando for extracraniano), 
diferente da Angio-TC que é sempre com 
contraste. 
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7 – Análise da parede do vaso 
• RM direcionada para parede do vaso 
• Análise do fluxocom contraste. 
8 – Angiografia 
9 – Medicina nuclear. 
 
 
 
 
 
 
 
Teve uma parte da aula que ela falou de hematomas, 
calcificações fisiológicas e hemorragia subaracnóide 
para efeito de didática acho melhor colocar em um 
tópico separado 
Hemorragias 
1 – Hematoma extradural (Epidural) 
• Afasta a dura máter da tabua interna do crânio 
• Maioria arterial – ruptura da artéria meníngea 
• Venosos – menos frequentes e com ruptura dos 
seios durais 
• Importante efeito expansivo 
 Formato de lente biconvexa hiperdensa 
 Normalmente com fratura da região 
correspondente 
 NÃO COSTUMAM CRUZAR AS SUTURAS 
CRANIANAS – cruza apenas a linha média no 
ápice, nas proximidades da sutura craniana 
 Pode ter aspecto heterogêneo – 
extravasamento ativo de sangue fresco 
 
 
2 – Hematoma subdural 
• Estiramento ou laceração das veia scorticais 
que atravessam o espaço subdural 
• Não respeita suturas 
• Imagem concava 
 
 
3 – Hemorragias subaracnóides: 
• Causada por ruptura de aneurisma ou trauma 
• Sulcos preenchidos por sangue 
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Calcificações fisiológicas: 
• Foice cerebral 
• Nucleos lentiformes 
• Plexo coroide 
• Pineal

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