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10 ALESSANDRA DA SILVA FARIAS EDIANE DA CRUZ PEREIRA GEOVANNA LOBATO RIBEIRO TAINARA DOS SANTOS MONTEIRO INFECÇÃO DE FERIDA CIRÚRGICA POR MICROORGANISMOS RESISTENTE E A PRÁTICA PROFISSIONAL CAPANEMA 2022 ALESSANDRA DA SILVA FARIAS EDIANE DA CRUZ PEREIRA GEOVANNA LOBATO RIBEIRO TAINARA DOS SANTOS MONTEIRO INFECÇÃO DE FERIDA CIRÚRGICA POR MICROORGANISMOS RESISTENTE E A PRÁTICA PROFISSIONAL CAPANEMA 2022 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 3 2 DESENVOLVIMENTO 4 2.1 DESAFIO 1 4 2.2 DESAFIO 2 4 2.3 DESAFIO 3 5 2.4 DESAFIO 4 6 3 CONCLUSÃO 9 REFERÊNCIAS 10 INTRODUÇÃO Na metodologia proposta, é fundamental a compreensão de que as ações necessitam ser compartilhadas. Sempre que houver a prescrição de um novo cuidado deverá ocorrer, concomitantemente, uma reavaliação da responsabilidade de ser paciente e ser profissional, como participante da prática terapêutica. O cuidado de enfermagem é parte importante do exercício profissional do enfermeiro, pois através dela é possível identificar as demandas do paciente e traçar estratégias de cuidado. Para que o cuidado de enfermagem seja bem desenvolvido é necessário que se utilize um método para norteá-lo. A ferramenta metodológica utilizada para nortear o cuidado de enfermagem é o Processo de Enfermagem. Ao utilizar o Processo de Enfermagem o profissional pode visualizar melhor o paciente, o que proporciona melhor qualidade na assistência. Assim, é fundamental que o Processo de Enfermagem seja executo de forma plena, visando a melhor saúde do paciente. Contudo, estes profissionais estão sujeito a erros e infrações éticas, podendo aumentar os ricos aos quais os pacientes estão expostos. Portanto, é fundamental que os enfermeiros possuam capacitação para executar esse cuidado, sobretudo no que diz respeito ao cuidado na administração de medicamento e tratamento no pós-operatório. Para abordar essas questões, esta produção irá realizar o estudo do caso da paciente Hilda, de 71 anos, a qual passou pela realização de uma osteos síntese de fêmur de urgência. Na UIT, a paciente foi medicada com dipirona, contudo, possuía alergia, o que foi não consultado pelos profissionais. Além disso, esse medicamento era para ter sido administrado em outra paciente que estava dividindo o quarto com Hilda. Com base nisso, esta produção objetiva elucidar as condutas do enfermeiro nesse processo. DESENVOLVIMENTO DESAFIO 1 O Processo de Enfermagem (PE), que pode ser compreendido como a expressão do método clínico, tem se configurado como uma das formas de sistematizar a assistência de enfermagem, de modo a identificar e solucionar situações, considerando um dado contexto, num determinado período de tempo, visando produção de resultados positivos para a saúde de um indivíduo ou comunidade (CARVALHO; BACHION, 2009). Segundo Barros (2016), o Processo de Enfermagem possui cinco fases, a saber: coleta de dados, diagnóstico de enfermagem, planejamento, implementação e avaliação. No caso da anamnese, esta se encontra na primeira etapa, ou seja, na fase de coleta de dados. De modo geral, a anamnese busca entender a história da doença do paciente, por meio da rememoração dos eventos anteriores relacionados a saúde do indivíduo e da identificação das manifestações clínicas apresentadas (SANTOS; VEIGA; ANDRADE, 2011). Assim sendo, a anamnese fornece um quadro histórico acerca do paciente, tanto em relação a história da doença atual como anteriores, sendo um meio de descrever o histórico do paciente. Para a coleta dessas informações, o enfermeiro realizar a coleta direta, a partir de uma entrevista com o paciente ou preenchimento de questionário; e a coleta indireta, que consiste na entrevista de entrevistar familiares, recorrer ao prontuário do paciente e exames clínicos, pois todos são meios de conhecer a história clínica do indivíduo. Em se tratando da construção de um instrumento de anamnese para uso do enfermeiro, são considerados essenciais as seguintes informações: identificação do paciente (idade, sexo, estado civil, profissão e outros); queixa principal (sintomas); história da doença atual (todos aspectos da patologia, como início, intensificação e outros); história familiar (referente a patologias de parentes); história pessoal (hábitos de vida, como utilização de medicamentos; se possui alergias; detalhamento de doenças crônicas); revisão por sistemas (observar como está o corpo no geral). DESAFIO 2 A paciente caiu sem nenhuma razão aparente, havendo grande dor no membro inferior direito (MID), o qual, no dia da avaliação, encontrava rotacionado externamente e muito edemaciado. É necessário investigar a causa da queda da paciente, pois pode estar relacionada cum alterações no sistema osteomuscular, como a redução da massa óssea muscular e redução da força e resistência, o que pode ter levado a essa queda sem razões aparentes. Quanto aos métodos propedêuticos, recomenda que seja realizada a inspeção, enfatizando a comparação entre as articulações, no que diz respeito a coloração da pele e mobilidade articular. Também é fundamental que seja feita a palpação, para que o enfermeiro possa perceber possíveis alterações da temperatura cutânea, bem como edemas, dores, proeminências ósseas e até mesmo nódulos (PATINE; BARBOZA, 2004). DESAFIO 3 Ao trabalhar a questão de ocorrências éticas na enfermagem, observa-se que podem existir três tipos de classificações: negligência, imprudência e imperícia. De acordo com Freitas e Oguisso (2003), a negligência ocorre quando uma atitude ou conduta não é realizada diante de uma situação em que era esperada. Ou seja, é quando o profissional deixa de realizar a ação que deveria ser feita, agindo com descuido, desatenção ou indiferença, deixando e lado as precauções necessárias. Como exemplos de negligência, Carboni, Reppetto e Nogueira (2018, p. 104) destacam: Outros exemplos de negligência são: descuido de material coletado de paciente, quebra de material hospitalar, não atendimento às solicitações do paciente, não manter a vigilância necessária do paciente, causando-lhe danos. A documentação de um problema apresentado pelo paciente sem a intervenção pertinente pode ser caracterizada como negligência. Em relação a imprudência, esta pode ser caracterizada como uma ação precipitada, realizada sem cautela. Diferentemente da negligência, não pressupõe a missão de uma conduta ou a não realização de algo, mas sim a tomada de uma atitude diferente daquela esperada. Em síntese, o profissional é classificado como imprudente quando expõe o paciente a riscos de forma precipitada, não havendo esforços para minimizar esses riscos (FREITAS; OGUISSO, 2003). Para exemplificar, tem-se as seguintes situações de imprudência: antecipação do medicamento e administrar o medicamento errado. A imperícia, por sua vez, relaciona-se com a inaptidão, ignorância e a falta de qualificação (seja de cunho técnico, teórico ou prático) acerca da ação realizada. Desse modo, a imperícia é uma infração decorrente da falta de conhecimentos técnicos ou de habilidades para executar atividades e atribuições. Em outras palavras, a imprudência consiste em uma atitude comitiva (de cometer ou agir) praticada pelo profissional, fazendo com que o paciente seja exposto a riscos, além da existência de possíveis acometimentos danosos ao indivíduo, sejam eles físico ou moral com (FREITAS; OGUISSO, 2003). Como exemplo, tem-se: enfermeiro constatar óbito e orientação falha a pacientes diabéticos. Com base nisso, pode-se afirmar que no caso estudado, em que os profissionais não questionaram a paciente a respeito de alergias, possui um caso de negligência, pois deixaram de realizar um procedimento fundamental durante a anamnese, que consiste em questionar possíveis alergias. Além disso, também aconteceu de o enfermeiro medicar com prescrição errada a paciente, pois não verificou a pulseira de identificação. Nessa segunda situação, entende-se que o profissional foi imprudente, pois expos a pacientea riscos de forma precipitada. DESAFIO 4 O plano de aula consiste em processo didático: é um documento elaborado pelo professor, contendo “estrutura didática; temática; objetivo, conteúdo programático; estratégias e recursos didáticos; duração e referências'' (TAKAHASHI; FERNANDES, 2004, p. 115), com a finalidade de planejar e organizar as aulas ministradas. Essa ferramenta é de extrema importância, pois auxilia o professor a seguir os objetivos da aula, tornando o ensino mais intencional, na medida que possibilita alcançar êxito no processo de ensino-aprendizagem. Pensando nessa importância, foi pensando no seguinte plano de aula para uma aula de treinamento de uma equipe de enfermagem com a temática “Segurança do paciente: prescrição, uso e administração de medicamento” PLANO DE AULA -Tempo de Aula: 100 minutos – Síncrona -Público: Equipe de Enfermagem -Conteúdo: segurança do paciente: Prescrição, uso e administração de medicamentos -Objetivo geral: · Auxiliar os enfermeiros a identificarem quais são os procedimentos e condutas que devem ser realizados na prescrição, uso e administração de medicamento -Objetivos específicos · Realizar a leitura adequada da prescrição · Identificar maneiras de realizar o uso do medicamento · Identificar os principais erros cometidos na administração de medicamentos -Metodologia 1. Passar os vídeos introdutórios: “Segurança do paciente: administração segura de medicamentos” (https://www.youtube.com/watch?v=Wd3yA6pSOFU) e “3 certos da administração de medicamentos - processo de medicação” (https://www.youtube.com/watch?v=TyVJz6BEusY) 2. Após o vídeo, haverá uma rápida discussão acerca do texto passado como leitura para o treinamento: “Ações para segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos em unidades de pronto atendimento (SANTOS; ROCHA; SAMPAIO, 2019)”, visando a metodologia de diálogo entre aluno e professor 3. Como terceiro passo, para ampliar a construção de conhecimentos, a turma será dividida em duas e será feito um estudo de caso, em que a cada passo a equipe deve informar sua opinião acerca do que deve ser feito no caso narrado pelo professor. Avaliação:: Realização de um portfólio em grupo com quatro questões acerca do caso apresentado Referência: SANTOS, Patricia Reis Alves dos; ROCHA, Fernanda Ludmilla Rossi; SAMPAIO, Camila Santana Justo Cintra. Ações para segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos em unidades de pronto atendimento. Revista Gaúcha de Enfermagem, v. 40, 2019. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rgenf/a/MBzJNJNhGG6XqKPRdZ37tdj/abstract/?lang=pt. CONCLUSÃO A partir dos estudos realizados durante esta produção, pode-se promover uma reflexão da importância das competências gerencias do enfermeiro no Processo de Enfermagem, com ênfase para a questão do cuidado inicial, na medida em que a anamnese bem realizada é o passo inicial para um tratamento em saúde eficaz. Nesse contexto, por meio de pesquisas de que respaldem a prática profissional de enfermagem, notou-se que a assistência de enfermagem se inicia desde o primeiro contato com o paciente, cabendo a estes profissionais realizarem questionamentos e realizar o exame físico, a fim de conhecer o paciente e seu histórico. Com base no estudo do caso, pode-se concluir que é imprescindível que o profissional de enfermagem possua uma visão sistêmica, conhecimento, tomada de decisão e liderança em diversos âmbitos de investigação, de modo a promover melhor prática profissional. Se capacitar e melhorar os conhecimentos práticos e teóricos é fundamental, sendo a melhor forma de evitar casos de negligência, imprudência e imperícia. Portanto, defende-se que o enfermeiro deve estar em constante aprendizado. Dessa forma, esta produção pode ser considerada uma ferramenta eficaz, pois proporciona ao enfermeiro um embasamento prático quanto ao tema pesquisado, de modo a corroborar para uma melhor assistência prestada, sobretudo no que diz respeito a anamnese, prescrição, uso e administração de medicamento. REFERÊNCIAS Aquino, Maria Jesus Nascimento de et al. Anotações de Enfermagem: avaliação da qualidade em unidade de Terapia Intensiva. Enferm. Foco 9 (1) Pág.7-12. 2019. 2- Blank, Cinthya Yara et al. A prática do enfermeiro auditor hospitalar na região do Vale do Itajaí. Revista Eletrônica de Enfermagem. 15(1). Pág. 233-242. Jan/março 2013. BRASIL. Conselho Federal de Enfermagem. Resolução COFEN no564/2017. Aprova o novo Código de ética dos profissionais de enfermagem. Disponível em: http://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-no-5642017_59145.html. CARBONI, Rosadélia Malheiros; REPPETTO, Maria Angela; NOGUEIRA, Valnice de Oliveira. Erros no exercício da enfermagem que caracterizam imperícia, imprudência e negligência: uma revisão bibliográfica. Rev Paul Enferm, v. 29, n. 1/3, p. 100-7, 2018. Disponível em: https://docs.bvsalud.org/biblioref/2019/02/970768/repen_2018_v29n1-2-3_a10.pdf. CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DO DISTRITO FEDERAL. Parecer técnico no 03/2020. Brasília, 2020. Disponível em: https://bit.ly/3OUCfGv. FERREIRA, V. S. et al. Didática. Porto Alegre: SAGAH, 2018. FREITAS, Genival Fernandes de; OGUISSO, Taka. Ocorrências éticas na enfermagem. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 56, p. 637-639, 2003. Disponível em: https://www.scielo.br/j/reben/a/8jGdHWWWc4bZT54wXt5JhWv/?format=pdf&lang=pt OLIVEIRA, L. D. R. Didática Aplicada à Enfermagem. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2017. PATINE, Flávia S.; BARBOZA, Denise B.; PINTO, Maria H. Ensino do exame físico em uma escola de enfermagem. Arq Ciênc Saúde, v. 11, n. 2, p. 2-8, 2004. 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