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Audiologi� básic�
@joanapoletto�
AUDIOMETRIA TONAL LIMINAR
- Finalidade:
Detectar a existência de perda auditiva
em crianças, adultos e idosos;
Auxiliar o topodiagnóstico das lesões
auditivas que possam atingir estruturas das
orelhas externa, média ou interna;
Fornecer dados para a indicação de
próteses auditivas;
Servir como exame pré-admissional,
periódico e demissional em programas de
prevenção de perda auditiva em
trabalhadores expostos a ruído e outros
agentes prejudiciais ao sistema auditivo
Determinar o tipo de perda auditiva,
comparando se os limiares tonais por via
aérea e via óssea;
Determinar a magnitude da perda
auditiva (grau da perda);
Detectar a presença de perda auditiva
funcional;
Monitorar a efetividade da intervenção
médica pré e pós tratamento;
Predizer o handicap auditivo e a
habilidade de reconhecimento fonêmico;
Avaliar a necessidade e o benefício
com o uso de prótese auditiva. (Santos et al,
2011)
-Determinação do Limiar de Audibilidade:
menor intensidade do sinal sonoro
necessária para provocar resposta em 50%
das apresentações (Yantis, 1989)
ATENUAÇÃO INTERAURAL DE VIA AÉREA
- GOLDSTEIN & NEWMAN (1994) e STACH
(1998): utilizar valores descritos por
frequência.
250 500 1k 2k 3k 4k 6k 8kHz
40 40 40 45 45 50 50 50dB
GRAUDE PERDAAUDITIVA (Lloyd e Kaplan,
1978)
- Média tritonal de 500, 1000 e 2000 Hz
GRAUDA PERDA LIMIARES AUDITIVOS
normal -10 a 25
leve 26 a 40
moderada 41 a 55
moderadamente
severa
56 a 70
severa 71 a 90
profunda acima de 90
VIAÓSSEA
- Colocação do vibrador na mastóide e
pressão necessária (500mg).
- A audição por via óssea é recebida pelos
mesmos receptores sensoriais que recebem
o estímulo por via aérea;
- Alterações de orelha média podem interferir
na transmissão de via óssea;
- Quando qualquer local do crânio for
estimulado pelo vibrador ósseo, as duas
cócleas serão estimuladas ao mesmo tempo
- Limitação mecânicas do vibrador ósseo
(abaixo de 250Hz e acima de 4000Hz)
- Sempre iguais ou melhores que a VA
- Frequência de teste: 500, 1000, 2000, 3000 e
4000 Hz. Começar por 1000Hz. Frequências
intermediárias (750 e 1500Hz).
- Quando testar : limiares de VA maiores que
20dB
EFEITO DE OCLUSÃO EMVIAÓSSEA
- Melhora do limiar por via óssea devido à
oclusão da orelha com o fone auricular –
pesquisa do limiar de VO
- Indivíduos normais ou com PASN
- Via óssea semmascaramento
- Valores fixos a serem acrescentados no
mascaramento:
Hz 500 1000 2000
dB 15 15 10
TIPOS DE PERDAAUDITIVA
- CONDUTIVA: Limiares de via óssea menores
ou iguais a 15 dBNA;
Limiares de via aérea maiores do que
25 dBNA; Gap aéreo-ósseo maior ou igual a
15 dB (Silman. Silverman, 1997).
Gap máximo de 60dB
- SENSORIONEURAL: Limiares de via óssea
maiores do que 15 dBNA;
Limiares de via aérea maiores do que
25 dBNA
Gap aéreo ósseo de até 10 dB (Silman.
Silverman, 1997).
-MISTA: Limiares de via óssea maiores do
que 15 dBNA;
Limiares de via aérea maiores do que
25 dBNA; Gap aéreo ósseo maior ou igual a 15
dB (Silman. Silverman, 1997).
Gap máximo de 60dB
LOGOAUDIOMETRIA
- Quantificar a habilidade de reconhecer a
fala
- Confirma os limiares tonais do paciente
Limiar de Reconhecimento de Fala (LRF)
- Menor intensidade na qual o indivíduo é
capaz de reconhecer 50% dos estímulos de
fala
- Confirmação dos limiares tonais da VA
- Realizada logo após a pesquisa dos limiares
audiométricos por via aérea Possibilidade de
realização antes da determinação dos
limiares aéreos
- Realizado com:
palavras Dissílabas, trissílabas ou
polissílabas
perguntas simples: “Onde o senhor
mora?”
ordens simples: “Cadê o nariz?”
teste com figuras
- pedir ao paciente que repita cada palavra
ouvida do jeito que entender, mesmo que a
voz esteja bem fraca (baixa)
- Começa com uma intensidade de 40dB
acima da média tonal de 500, 1000 e 2000 Hz
(40dBNS)
– Fala-se uma palavra em cada intensidade,
que em seguida é diminuída de 10 em 10 dB
até o momento em que o paciente não
consegue mais repeti-las. Neste momento
aumenta-se a intensidade de 5 em 5 dB e 3
–Apresentar 4 estímulos e identificar a menor
intensidade em que houver 50% de acertos
- Valores coincidentes com amédia tritonal
ou até 10dB acima
Limiar de Detecção da Fala (LDF)
- Menor intensidade em que o indivíduo
detecta a presença da fala em 50% das
apresentações
- Realizar quando não for possível realizar o
LRF/SRT: perdas auditivas NS severas e
profundas ou pacientes com distúrbios
severos de linguagem
- Avaliador repete de sílaba sem
sentido:“Pa-Pa-Pa” e o paciente apenas
sinaliza a presença ou ausência do estímulo
- O resultado coincide com o melhor limiar de
via aérea na região entre 250 e 4000Hz ou
com amédia tritonal
Índice de Reconhecimento de Fala (IRF)
- Analisar a habilidade que um indivíduo tem
de detectar, reconhecer e repetir
corretamente uma lista de palavras mono e
dissilábicas em uma intensidade fixa e
confortável (supraliminar)
- Lista de 25 monossílabos e 25 dissílabos
para cada orelha
- Orientação: repetir cada palavra do jeito
que entender (mesmo que não tenha
sentido)
- Calcular 40 a partir da média tritonal,
intensidade fixa
- Resultado em % de acertos (25 palavras
100%; 01 palavra 04%), faz monossílabos
quando dissílabos ≤ 88%
ATENUAÇÃO INTERAURAL LOGOAUDIOMETRIA
- Quantidade de mascaramento fixa
- Se a intensidade a ser usada no teste –
valor da AI (45dB – LRF / IRF) for maior ou
igual a média da VO da ONT para as
frequências de 500, 1000 e 2000Hz precisa
MASCARAR
- LRF e IRF: 45dB
- LDF: 35dB
MEDIDAS DE IMITÂNCIA ACÚSTICA
- O equipamento faz a medida emitindo um
som no MAE, ao mesmo tempo que realiza
uma variação de pressão de ar, que
provocará alterações no efeito de rigidez do
sistema tímpano-ossicular
- A variação de pressão no MAE causa
mudança na capacidade de absorção do
som pelo sistema, levando a uma variação
da quantidade de som remanescente no
meato em função da mudança de pressão.
- O equipamento converte esta pressão
sonora remanescente em Impedância (Russo
et al, 2011)
- Analisa o grau de mobilidade do sistema
tímpano ossicular (Jerger, 1970)
TIMPANOGRAMA
- Timpanograma indicação da mobilidade
(complacência) do sistema da orelha média
e as devidas classificações.
- O registro do gráfico é feito no sentido
horizontal (eixo do X) em função da pressão
e, no sentido vertical (eixo Y) em função da
mobilidade ou da admitância do conjunto
tímpano-ossicular
- Pico do timpanograma: é o pico da pressão
que ocorre quando a pressão de ar da OM e
do meio externo se igualam É umamedida
indireta da pressão da OM
- Altura do timpanograma: mostra a
diferença, em complacência, entre a MT
enrijecida e o máximo de complacência. Esta
diferença é denominada de “complacência”
e é a medida para o volume equivalente da
OM.
CURVAS TIMPANOMÉTRICAS
- TIPO A: Encontra-se em indivíduos com
orelha média em estado normal. Pressão: 0,3
a 1,6ml e volume da orelhamédia: 50 a
-100daPa
- TIPO AR: Mostra baixa admitância.
Encontra-se em indivíduos que apresentam
rigidez no sistema tímpano-ossicular, na MT,
alguma alteração na articulação dos
ossículos ou ainda a fixação da platina do
estribo na janela oval. Pressão: menor a 0,3ml
e volume da orelhamédia: 50 a -100daPa
- TIPO AD: Encontrado em um sistema de OM
muito móvel ou altamente complacente, tal
como é visto na disjunção ossicular, ou perda
das fibras elásticas da MT (flácida).
Eventualmente pode ocorrer em tuba
auditiva aberta. Pressão: maior que 1,6ml e
volume da orelhamédia: 50 a -100daPa
- TIPO B: Não apresenta ponto de máxima
compliância em nenhuma pressão de ar,
apresentando curva achatada e inalterável,
mesmo que as variações de pressão no MAE
sejam grandes. Indica presença de líquido na
orelha média (OMS), vedação do meato
acústico externo e perfuração timpânica.
Pressão: Não há e volume da orelhamédia:
menor que 0,3ml
- TIPOC: Encontra-se em indivíduos que
apresentam disfunção tubária. A curva
mantém as mesmas características da tipo
A, porém com ponto de máxima compliância
negativo(abaixo de - 100 daPa). Pressão:
menor que -100daPa e volume da orelha
média:0,3 a 1,6ml
- Tipo D: Curva profunda com pequeno
entalhe no pico. Pressão: +100daPa. Não
necessariamente indica orelha patológica,
podendo ser: neotímpano, Fixação de partes
dos ossículos após disjunção, membrana
timpânica flácida, tubo de ventilação
bloqueado com cerume e OM “curada”
TIPOS DE CURVA TIMPANOMÉTRICA
REFLEXOACÚSTICO
- O reflexo acústico é o resultado da
contração do músculo estapédio da orelha
média, em resposta a um sinal acústico
ativador.
- O sinal mais fraco capaz de eliciar o reflexo
acústico é registrado como sendo o limiar ou
nível mínimo de reflexo acústico para a
orelha estimulada (Northern, Grimes 1978)
- Duas medidas: contralateral e ipsilateral
- Via aferente: orelha na qual o sinal é
apresentado
- Via eferente: orelha na qual a resposta é
registrada
- Reflexo ocorre entre 85 e 100 dBNA na
presença de audição normal
- Frequências testadas 0,5, 1, 2 e 4 kHz
(contralateral),