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INTRODUÇÃO →Definição: mel é um produto alimentício produzido pelas abelhas a partir do néctar das flores e se secreções de certas plantas ou de excreções de insetos sugadores de plantas que ficam sobre as partes vivas das plantas que as abelhas recolhem, transformam, combinam com substâncias especificas próprias, armazenam e deixam maturara nos favos da colmeia (processo físico-enzimático) →As abelhas produzem mel, pois não conseguem gerar energia a partir do néctar e do pólen, por isso são transformadas nesse produto que, após ser maturado, oferece energia a elas Esse mel serve então de alimento para si próprias, já que não conseguem absorver nutriente diretamente →É então necessário ingerir essa matéria prima que, após o contato com enzimas naturais do seu organismo, formará o mel, que será regurgitado e depositado na melgueira, no interior da colmeia, onde ocorre sua maturação para posterior alimentação fracionada →O simples fato de se retirar constantemente o mel da colmeia funciona como um estimulo à produção continuada →Papo ou vesícula nectarífera é o local onde o néctar ficara após ser sugado pelas abelhas, para sofrer desidratação →Glândula hipofaríngea faz a produção das enzimas amilase, invertase e glicose-oxidase, que atuam no processo enzimático de produção de mel →Glândulas mandibular e cerífera são importantes para a produção de geleia real e cera, respectivamente PRODUÇÃO DO MEL →É um processo físico-enzimático, pois as abelhas coletam o néctar, secreções de plantas e exceções dos insetos sugadores e vão armazená-los em uma porção do seu corpo denominada papo/vesícula nectarífera, onde ocorrerá desidratação do néctar (processo físico) →Em seguida há o processo enzimático, no qual as abelhas combinam o amido do néctar com a sua própria amilase, fazendo a quebra em maltose. A sacarose presente no néctar, quando entra em contato com a enzima invertase, produzida pelas abelhas, é convertida em glicose e frutose. A glicose oriunda da quebra do dissacarídeo é quebrada pela enzima glicose- oxidase em ácido glucônico e peroxido de hidrogênio (H2O2) O ácido glucônico é responsável pela acidez do mel, tornando-o um meio não interessante para a proliferação de bactérias O H2O2 auxilia na conservação do mel, diminuindo a sua perecibilidade, tornando seu prazo de validade extremamente longo Os açúcares presentes no mel são entoa maltose, glicose e frutose →A produção é então finalizada com um processo físico, no qual há o regurgitamento do mel nos favos (mel verde), onde irá sofrer desidratação, formando o mel maturado, pronto para o consumo das abelhas e dos seres humanos →O mel é o produto menos perecível que existe, pois não é propicio a proliferação bacteriana pelo seu pH baixo, possui conservantes naturais, umidade baixa (+/- 20%), além de que o mel inspecionado é obrigatoriamente pasteurizado, o que elimina 100% dos organismos patogênicos e 99% dos deteriorantes PRODUÇÃO DA GELEIA REAL →Este é um produto com constituição diferente, sendo semelhante à produção do mel, porém no momento da regurgitação, ele entrará em contato com outras secreções das glândulas hipofaríngeas, que o enriquecem naturalmente →Após sua produção, é armazenado no ninho, também no interior da colmeia, para a alimentação da abelha rainha CLASSIFICAÇÃO ZOOLÓGICA →As abelhas especializadas na produção do mel pertencem ao Reino Animalia, Filo Arthropoda, Classe Insecta, Ordem Hymenoptera, Família Apidae, Gênero e Espécie Apis mellifera Abelhas europeias como Apis mellifera ligustica (italiana) e Apis mellifera mellifera (alemã) são mais especializadas na produção de mel, em virtude do clima naturalmente frio de onde estão inseridas Abelhas africanas como Apis mellifera scuttelata é originaria de uma região de clima mais quente e já não apresenta tanta especialidade nessa produção HISTÓRICO DA APICULTURA NO BRASIL →Abelhas Não são nativas do Brasil, tendo sido introduzidas em 1839 por Antônio Carneiro, que trouxe as 1ª espécies de Apis melífera da Europa →Durante esse período notou-se que as abelhas europeias não se adaptaram ao clima quente do país e, consequentemente, produzir mel de maneira satisfatória →Em 1956 foi necessário introduzir abelhas africanas para realizar o cruzamento, mas mesmo com essa combinação genética, o clima ainda apresentava grande influência na produção do mel →Apesar de existir grandes produções no Sul do país, favorecidas pelas baixas temperaturas, o Brasil ainda pode ser muito melhor e ocupar posição de maior destaque na produção mundial →Em 1974 observa-se maior racionalização da produção brasileira, que deixou de ser amadora e tornou-se profissionalizada e, por isso, em 1980 houve maior expansão do setor no país →Em 2009 o país alcançou seu ápice produtivo com posição de destaque no ranking mundial, sendo o 4º maior produtor →Com uma queda nos anos seguintes (2010- 2015), foi possível observar um crescimento ascendente da produção nos últimos 5 anos, voltando-se também ao mercado externo BIOLOGIA DAS ABELHAS E CICLO REPRODUTIVO →Abelhas são conhecidas por sua importância para a polinização e produção de mel, consideradas uma sociedade organizada, na qual os membros possuem suas funções bem estabelecidas →Fêmeas, tanto operárias como rainha, são organismos diploides (2n), enquanto o zangão é haploide (n), sendo que a rainha é maior que a operária e o zangão é mais escuro →ZANGÕES são originados de ovos não fecundados (partenogênese = desenvolvimento de embrião sem fecundação) e fazem a fertilização da abelha rainha, sendo que, após isso morrem, pois no acasalamento, seu órgão genital fica preso no corpo da rainha e se rompe Não possuem ferrão e não produzem mel, pois não possuem órgãos de defesa nem de trabalho Apresentam olhos compostos mais desenvolvidos (visão mais aprimorada) e antenas com maior capacidade olfativa (detecção de feromônios da rainha) Sua única função é fecundar a rainha durante o voo nupcial →RAINHAS tem como única e exclusiva função a reprodução por meio da postura de ovos Em uma colmeia existe apenas 1 rainha e milhares de operárias →OPERÁRIAS são responsáveis pela produção do mel, da geleia real e de outros produtos das abelhas, como cera e própolis Engenheiras: responsáveis pela construção da colmeia, criam o favo para a deposição do mel a partir da cera e vedando a colmeia com o própolis Campeiras: captam o néctar, o pólen e as secreções de plantas para a fabricação do mel Nutrizes: responsáveis ela alimentação das larvas OBS: Quando é operária o ovo fica no fundo do ninho, eclodindo por cima e quando é rainha o ovo fica na parte de cima, eclodindo por baixo do ninho →O que determina se a abelha será operária ou rainha é exclusivamente sua alimentação, já que são idênticas geneticamente, mas as operárias se alimentam de mel e as rainhas de geleia real Identifica-se a morte da abelha rainha e, a partir disso, as operárias começam a alimentar uma larva com geleia real, que elas julgam estar aptas a se tornar abelha rainha (essa alimentação faz com que ela desenvolva completamente seu sistema reprodutor, que a operária não possui desenvolvido) Se a rainha morrer em um apiário, deve-se esperar todo o processo de nova eclosão, ou existem institutos de pesquisa que vendem rainhas pelo correio e, para introduzi-la, deve-se pegar mel e lambuzar essa rainha (pode ocorrer de as operárias não a reconhecerem e matá-la, mas geralmente dá cerro) →Do ovo até se tornarem abelhas, as operárias levam 21 dias, a rainha 16 dias e o zangão 26 dias →Operárias podem viver em torno de 50 dias (no inverno sua longevidade podechegar a 5 meses), zangões 30 dias e abelha rainha de 2-5 anos →A vida reprodutiva da abelha rainha tem início a partir do 20º dia de vida e, nesse intervalo desde o nascimento, durante o voo nupcial, ocorre sua fecundação por, em média 10-20 zangões A rainha retém os espermatozoides na espermatoteca e os utiliza ao longo de sua vida, de forma que não é necessário ocorrer nova fertilização Em um único dia a rainha é capaz de por cerca de 2mil ovos gradativamente, que se somados atingem massa superior a massa corporal da própria abelha →Toda vez que a rainha morre, a longevidade da colmeia é comprometida, pois não haverá mais postura de ovos a partir daquele dia e as operárias ficam responsáveis por alimentar um ovo com geleia real, que leva 16 dias para eclodir e apenas 20 dias após a eclosão começa a postura de novos ovos, demorando mais 21 dias para que esses ovos eclodam com novas operárias (não significa extermínio da colmeia, mas sim uma situação preocupante) MANEJO APÍCOLA →Abelhas melíferas são criadas em apiários, podendo eles serem fixos, quando as colmeias não mudam de lugar ou migratórios, quando as colmeias são transportadas de um local para outro de acordo com a florada desejada Por conta de as abelhas serem animais de cultura migratória, para apiários fixos é necessário que o local seja envolto por mata nativa (floresta silvestre) ou por cultura (eucalipto, café, laranja, abóbora) para sua alimentação, caso contrário, os animais se deslocarão em busca de alimento Dependendo de onde o néctar e a seiva forem obtidos, podem ocorrer alterações no sabor e na coloração do mel produzido por esses animais O RIISPOA estabelece que os produtos das abelhas são os elaborados por elas e extraídos das colmeias sem qualquer estimulo de alimentação artificial capaz de alterar sua composição original, devendo-se evitar a utilização de alimentação artificial de abelhas com açúcar, rapadura, fubá e água (com eles pode haver mudanças de caráter físico- químico, nutricional e sensorial dos produtos) CAIXAS (COLMEIAS) →Compostas por alvado (entrada para as abelhas), fundo (base da colmeia), ninho (local onde ocorre a postura da rainha, incubação e desenvolvimento das crias), melgueira (local destinado ao armazenamento do mel), tampa (acima da melgueira e fecha a colmeia, auxiliando na proteção contra invasores e no controle de Tº) e tripé/cavalete (evita o contato das caixas com o chão) →No ninho e na melgueira cabem geralmente 10 quadros, molduras de madeira que servem para colocar cera alveolada e posterior deposição de ovos e larvas e mel →Devem ser mantidas na cor de madeira ou pintadas, somente do lado externo, de cor clara, buscando assim, diminuir a Tº interna da caixa e evitar o estresse térmico e a agressividade das abelhas APIÁRIO →Deve-se respeitar o distanciamento de segurança de 5-10m entre as caixas, com no máximo 20 caixas por apiário, para evitar a competição entre os animais →Deve haver distância mínima de 6km entre apiários, pois as abelhas se deslocam em um raio de 3km →O tamanho do apiário e consequentemente a quantidade de caixas por apiário é dependente da oferta abundante ou não de alimento para as abelhas →Deve-se garantir o fornecimento de água abundante e de qualidade, portanto preconiza- se a presença de rio ou açude próximo a localidade →Deve ser cercado, evitando a entrada de predadores e outros animais e devem estar localizados longe de residência e de outras criações, pois as abelhas, em alguns casos, podem se tornar agressivas TRANSPORTE DAS CAIXAS →Deve ser feito no período da noite, quando todas as abelhas já terão voltado para sua colmeia, realizando-se movimentos leves e usando roupa de segurança, além de vedar frestas para que nenhuma delas escape e sem presença de odor forte, pois este pode provocar agressividade nas abelhas →É comum o emprego da fumaça para acalmar as abelhas, reduzindo sua agressividade e facilitar o manejo apícola A fumaça é geralmente produzida com fumigador, que simula uma situação de incêndio, fazendo com que as abelhas voltem sua atenção para a proteção das larvas e ingestão de alimento, desviando sua atenção do apicultor MANUSEIO DAS CAIXAS →Realizado no meio da manhã ou final da tarde, pois é o momento em que a maioria das operárias estão no campo em atividade de coleta MANEJO DAS ABELHAS →O comportamento delas deve ser sempre observado, a fim de se evitar perdas produtivas e econômicas Devem ficar dentro da colmeia produzindo mel ou no campo colhendo néctar Se estiverem do lado de fora da caixa (aglomeradas próximo ao alvado, externamente) pode indicar algum tipo de erro de manejo, podendo representar excesso de animais, devendo-se então dividir a colmeia, ou então, Tº elevada no interior da caixa →Quando detectado o excesso de animais a divisão da colmeia é recomendada, devendo-se providenciar uma nova caixa e transferindo a rainha para ela (algumas abelhas irão acompanhar a rainha, enquanto outras permanecerão na caixa antiga e iniciarão a alimentação de uma larva com geleia real para a criação de nova rainha Pode-se também adicionar nova rainha, melhorada geneticamente e adquirida na colmeia, devendo-se verificar se ela será aceita pelas operárias PRINCIPAIS PREDADORES DAS ABLEHAS →Aves: bem-te-vi →Répteis: lagartos e calangos →Anfíbios: sapos e rãs →Insetos: formigas e cupins (geralmente não vão atrás das abelhas, mas sim do mel, por isso é importante que no apiário as caixas fiquem em cima de tripés/cavaletes, para dificultar o ataque deles) →Mamíferos: tatu, tamanduá e homem (é o principal predador, causando o extermínio delas através de desmatamentos, uso de agrotóxicos) PRINCIPAIS DOENÇAS QUE ACOMETEM ABELHAS →Estudos sobre as doenças que acometem as abelhas ainda são bem escassos, devendo-se estar atento à situação sanitária das colmeias, para reconhecer anormalidades e saber como lidar com a situação ACARIOSE →Causada pelo carrapato Acarapis woodi, que se aloja na traqueia da abelha e vai se alimentando da linfa e, com isso, vai ingurgitando e aumentando de tamanho até o ponto em que obstrui a respiração do animal causando sua morte por sufocamento →Sinais e sintomas: asas desconjuntadas e arrastando-se no chão próximo à colmeia →Tratamento: pulverização de nitrobenzeno ou silicato de metila PARALISIA AGUDA E PARALISIA CRÔNICA →Causadas pelo Vírus da Paralisia Aguda (ABPV) e Virus da Paralisia Crônica (CBPV) →É altamente contagiosa, portanto, se uma colmeia estiver contaminada, provavelmente as outras do apiário também estarão →Sinais e sintomas: paralisia e tremores no corpo e asas, diarreia e, no caso da PA, as abelhas morrem mais rapidamente Na PA ocorre um curso rápido e na PC demora mais tempo, sendo que, geralmente, a diarreia vem primeiro e depois há paralisia dos movimentos →Tratamento: trocar a colmeia doente ou substituir a rainha doente Praticamente não há tratamento, pois não há antiviral, sendo possível tentar antes a troca da rainha doente para reestabelecer a colmeia, pois geralmente ela é a 1ª afetada e, se detectado rapidamente, há grandes chances de dar certo MAL DE OUTONO →ocorre somente no outono em virtude da intoxicação pelo pólen da planta Barbartimão →Sinais e sintomas: ataxia, incoordenação motora e vômito, provocando morte das abelhas operárias por envenenamento →Tratamento: não há nada eficaz para essa afecção →Geralmente não acomete a colmeia inteira, a não ser que ela fique onde há essa planta e se alimente do pólen dela, mas não costuma ocorrer, pois a planta é retirada do local NOSEMOSE →Causada pela ingestão doprotozoário Nosema apis, que pode estar na água ou no pólen das plantas →Sua ocorrência é mais comum no final do inverno e início da primavera em abelhas adultas, mas pode ocorrer durante o ano todo, dependendo se a fonte de água está contaminada com esse protozoário →A mortalidade das operárias, rainha e zangões pode variar entre 5-35% →Sinais e sintomas: abdome distendido e brilhante, diarreia, tremores, dificuldade para voar e andar pelo chão, além de diminuição da postura de ovos pela abelha rainha →Tratamento: fumagilina diluída em água e ministrada em alimentadores ou borrifada nos quadros (o melhor é que as abelhas ingiram a substancia, que é um antiparasitário, o qual esse protozoário é sensível) PODRIDÃO EUROPÉIA DA CRIA →É a mais importante e a que mais afeta a apicultura brasileira, ocorrendo no mês de agosto, causando prejuízo as colmeias, sem extermina-las →Causada por Melissococcus plutonius e Bacterium eurydice →Apesar de ser altamente contagiosa, pode ser combatida com o uso da vassoura de fogo →As crias são infectadas quando ingerem alimento contaminado e geralmente sua morte ocorre na fase larval, antes da operculação dos alvéolos →Sinais e sintomas: larvas apresentam-se sem turgidez, com cores diferentes em tons de amarelo-pálido até o marrom e cheiro pútrido e variável →Tratamento: eliminação dos quadros (melgueiras) atacados e com antibioticoterapia, administrados em alimentadores, a base de estreptomicina ou terramicina (diluídos e borrifados em toda a colmeia e todas as caixas do apiário, já que é altamente contagiosa, devendo-se adapta-los as abelhas, já que não são medicamentos específicos para elas) SÍNDROME DO COLAPSO DAS COLÔNIAS DAS ABELHAS →É de causa multifatorial, intimamente associada ao uso indiscriminado de agrotóxicos →Leva a uma rápida perda das abelhas operárias adultas →Representa risco de extinção, o que acarreta em consequências graves ao ecossistema →Não há tratamento PRODUTO DAS ABELHAS →O principal benefício das abelhas para o ecossistema, como um todo, é a polinização, tendo em vista que algumas espécies de plantas têm sua reprodução totalmente dependentes das abelhas MEL →Composição: umidade máxima= 20%, sacarose máxima= 6%, minerais máximos= 0,6%, açucares redutores= mínimo de 65% e pH= 3,3-4,6 Enzimas: invertase, amilase ou diástase e glicose oxidase (auxiliam o processo de produção do mel) Ácidos orgânicos: glucurônico, acético, cítrico, fórmico e butírico →Apesar de não se rum alimento altamente proteico, as proteínas nele presente têm alto valor biológico, sendo ricas em aminoácidos essenciais e apresentam origem tanto animal como vegetal É possível determinar sua origem botânica com base no tipo de proteína presente, sendo um importante instrumento de detecção de fraudes →Em decorrência do pH ácido, baixa umidade e alta pressão osmótica, é considerado o produto de origem animal menos perecível, pois seu meio não é propicio para a proliferação microbiana Além disso deve ter pasteurização obrigatória, o que garante a eliminação de 100% dos organismos patogênicos e 99,9% dos deteriorantes, sendo seu prazo de validade extremamente extenso →A cristalização é um processo natural e esperado, tendo em vista sua composição supersaturada, sendo que baixas Tº podem acelerar esse processo, não sendo um indicativo de adulteração Esse fenômeno não altera características nutricionais do produto, podendo ele ser consumido após o aquecimento para que descristalize Os cristais devem ser homogêneos e relação ao tamanho e sem muita alteração de coloração →Variações de coloração, odor e sabor decorrem da diferenciação da alimentação das abelhas (quanto mais escuro, maior o teor de minerais em sua composição) →Pode ser comercializado em/com favos, devendo a proporção em relação ao mel, ser de, no mínimo, 30% Os favos devem estar limpos, claros, sem larvas, operculados e de primeiro uso, não podendo ter passado por processamento anteriormente e devolvidos ao produtor GELEIA REAL →Produto rico em proteínas (mínimo 10%), açucares redutores (glicose – mínimo 10%), lipídeos (mínimo 3%), hormônios, enzimas e vitaminas, com composição bem diferente do mel →Não deve ser pasteurizada, pois este processo, inativa suas substâncias perdendo suas propriedades naturais →Não se deve aquecer o mel após adicionar a ele a geleia real →Deve ser estocada ao abrigo da luz (potes opacos, pois é sensível à luz), em Tº de 2-4ºC e sua acidez varia entre 3,4-4,5 →Sua formação lipídica possui o princípio ativo 10-HDA (ácido 10-hidroxi-2-decenoico), que confere efeito rejuvenescedor e evita a formação de RL quando consumido Este ativo é o principal componente da fração lipídica, contendo o princípio ativo da geleia real →Rotulagem e comercialização: é necessária a proporção mínima de geleia equivalente a 0,2% e pasteurização do mel antes da adição dela PÓLEN →Fica estocado na colmeia e seu aspecto é semelhante a grãos e de coloração amarelada →Comercializado adicionado ao mel, com proporção mínima de 5%, mas também pode ser vendido in natura ou desidratado →Composição: umidade máxima= 30% (se for desidratado passa para 4%), lipídeos= mínimo 1,8%, proteínas= mínimo 8%, açúcares totais= 14,5-55% e pH= 4-6 PRÓPOLIS →Definição: produto oriundo de substâncias resinosas e balsâmicas colhidas pelas abelhas, de broto, flores e exsudatos, nas quais as abelhas acrescentam secreções salivares, cera e pólen para elaboração final do produto →Usado para vedar a colmeia e impedir a entrada de possíveis contaminantes →De coloração esverdeada e consistência firme →Comercializado em solução alcoólica (álcool de cereal) como extrato de própolis →Mesmo com efeito bactericida e bacteriostático comprovados cientificamente para as abelhas, NÃO pode ser vendido com apelo terapêutico aos seres humanos →Componentes ativos = flavonoides, sendo classificado de acordo com o teor de substancias presentes Baixo teor = até 1% Médio teor = 1-2% Alto teor = mais que 2% Existe uma variação na qualidade do própolis e da [ ] na qual ele tem efeito, sendo que o própolis verde possui alto teor de flavonoides, portanto é um própolis de melhor qualidade pela maior quantidade de princípio ativo Para o própolis ser comercializado, o teor de flavonoides deve ser de, no mínimo, 0,5% HIDROMEL →É o mel que, por adição de levedura Saccharomyces cerevisiae, sofreu fermentação e transformou seu açúcar em álcool etílico, atingindo a máxima graduação alcoólica de 14ºGL →Pode ser seco, licoroso, doce e espumoso →É um produto clandestino, não possuindo inspeção CERA DE ABELHA →Utilizada juntamente com o própolis para vedar a colmeia, além de construir o favo →Possui efeito bactericida e bacteriostático, podendo ser utilizado como apelo cosmético VINAGRE DE MEL →Caracteriza-se pela fermentação acética do hidromel, ou seja, fermentação acética o álcool etílico, ou da mistura entre mel e água, por meio da adição da bactéria Acinetobacter spp., gerando um produto ácido →Para ser comercializado, sua pasteurização é obrigatória para matar bactérias acéticas COMPOSTO OU XAROPE DE AÇÚCARES →Utilizado pelas indústrias de alimentos para fabricação de balas, biscoitos, bombons e chocolates e farmacêuticas para produção de xaropes antitussígenos, por exemplo →Para ser comercializado, deve ter conteúdo mínimo de 30% de mel, sendo os outros 70% água, mas não são encontrados diretamente para vender e sim nas formas citadas no tópico anterior APITOXINA →É o veneno das abelhas, constituída por água, enzimas, aminoácidos e mais de 18 substancias com atividadefarmacológica →Pode ser usada terapeuticamente em artrites e reumatismos →Sua coleta é realizada com a utilização de coletores posicionados no alvado (entrada da colmeia) e quando as abelhas pousam na placa coletora elétrica ocorre choque e a apitoxina é liberada na superfície da placa devido a contração do musculo, que se liga a glândula do veneno Após a secagem a apitoxina é raspada, transferida para recipientes e acondicionada para ser destinada a venda →Para ser comercializado deve apresentar umidade máxima= 35%, teor de proteína entre 50-85%, aminoácidos e mais de 18 substancias farmacologicamente ativas PRODUÇÃO E CONSUMO →Em 2020 a produção mundial de mel foi de cerca de 1.770.119 toneladas/ano, oriundas de 79 milhões de colmeias, rendendo valor de R$238,71 milhões →O maior produtor mundial é a China, responsável por aproximadamente 26% de toda a produção de mel no mundo, sendo 466.487 toneladas/ano, enquanto o Brasil produz 51.508 toneladas/ano (essa discrepância produtiva tem como um dos motivos o baixo consumo per capita do brasileiro, que gira em torno de 60g de mel/ano →Cerca de 76% da produção nacional, sendo 30.606 toneladas/ano, é destinada à exportação, tendo como principais importadores os EUA, Japão, França, Reino Unido e Alemanha (responsável por 50% da importação de todo o mel exportado no mundo) O Brasil exporta mais do que fica no mercado interno, mesmo assim não é um dos maiores produtores do mundo, sendo praticamente o único POA em que isso ocorre – isso se dá pela falta de consumo dos brasileiros →Os estados brasileiros com a maior produção são os do Sul do país, com 38%, sendo justificada pelo clima favorável Quando comparados à Argentina, esta produz 80.000 toneladas/ano, sob condições climáticas semelhantes →Um fator que pode explicar a baixa produção brasileira é o baixo preço pago ao produtor (R$12/kg) →No que tange a produtividade das colmeias, esta também é baixa, produzindo cerca de 15kg de mel/colmeia/ano, isso por conta do clima não muito favorável, falta de tecnologias e apicultura amadora com manejos deficitários, nutrição inadequada →De 1974-2020 há crescimento da produção de mel no país, sinalizando uma perspectiva de maior desenvolvimento para setor MÉTODOS DE CONSERVAÇÃO DO MEL →O principal método, considerado como etapa obrigatória é a pasteurização, sendo que o calor exerce função bactericida, eliminando 100% da microbiota patogênica e 99% da deteriorante e quando realizada da maneira correta preserva suas características bioquímicas, sensoriais e nutricionais do alimento, aumentando seu prazo de validade Para ele é utilizado o pasteurizador em placas Após a pasteurização, com o uso do binômio tempo-Tº adequado o mel é resfriado rapidamente para paralisar as reações físico-químicas, evitando assim que ocorram alterações bioquímicas que modifiquem as características nutricionais e sensoriais do produto (à medida que aumenta a Tº, o tempo de pasteurização diminui) O envase deve ocorrer ainda morno (aproximadamente 50ºC), devendo preencher o frasco até quase transbordar, para que não haja formação da coluna de ar e consequentemente a proliferação de microorganismos Após a pasteurização deve-se proceder a descristalização do mel, sendo que ele cristaliza e não açucara (este processo é esperado e se não cristalizar indica que há água, pois ele é uma solução supersaturada de açúcar, possuindo maior quantidade de soluto em relação ao solvente, mas não pode afirmar que foi fraudado, pois pode ser que não cristalize dependendo de sua composição – pode ocorrer de o mel cristalizar na melgueira, dentro da caixa) O mel é o único POA que após a pasteurização pode ser mantido sob Tº ambiente sem que haja prejuízo na sua validade, já que não é um meio propicio para a multiplicação dos microorganismos O binômio tempo-Tº da pasteurização é determinado de acordo com a quantidade de sólidos presentes no produto, de modo que os alimentos que possuem maior teor de sólidos necessitam de maior tempo e Tº de pasteurização Existem 2 técnicas de pasteurização: lenta em tanques de parede dupla, na qual se trabalha com Tº mais baixas e tempos maiores e rápida no pasteurizador me placa, na qual se trabalha com Tº altas e tempos menores, sendo ambas permitidas para o mel, mas a mais utilizada pelas industrias é a rápida o O pasteurizador em placa tanto aquece como esfria, mas não quer dizer que o princípio da pasteurização seja o choque térmico, mas sim o que mata as bactérias é o calor (não deve deixar o alimento resfriar com o tempo para que não altere suas características sensoriais) →No Brasil, a repasteurização (pasteurizar mais de uma vez), a superpasteurização (Tº mais elevadas ou tempos mais prolongados que o preconizado), assim como a subpasteurização (Tº mais baixas ou tempos mais curtos) são práticas proibidas pela legislação, pois nas 2 primeiras pode haver perda das características sensoriais e nutricionais do produto e na última pode não ser capaz de tornar o alimento seguro para o consumidor já que pode não eliminar 100% os microorganisos patogênicos →O RIISPOA 2017 nos artigos 22 e 267 permite a extração do mel pelo próprio produtor, mas nesses casos ele fica mais propenso às fraudes (adição de água) e a problemas higiênico- sanitários pelos erros de manipulação e ausência de equipamentos adequados EXTRAÇÃO E BENEFICIAMENTO DO MEL →As melgueiras ou ninhos chegam com os favos na recepção da indústria, não devendo ser totalmente fechada para que seja possível a saída das abelhas que eventualmente foram junto Na recepção pode haver a coleta de amostras pelo Setor de Controle de Qualidade da indústria ou pelo Serviço de Inspeção Oficial para a avaliação da matéria prima e se o produtor está fraudando →Em seguida as melgueiras são encaminhadas para a desoperculação dos favos, que pode ocorrer de forma manual ou mecânica e em seguida são destinadas à centrifugação por meio de força centrípeta faz a separação do mel dos favos →Após isso ele é destinado aos tanques decantadores, onde as impurezas maiores vão para o fundo e o mel limpo ficará na superfície, sendo esta a etapa que finaliza os trabalhos na área suja, na qual há maior risco de contaminação do alimento →O mel segue para a área limpa para sofrer descristalização e pasteurização, sendo após isso destinado ao tanque de filtração, em que ocorrerá remoção das impurezas menores →A etapa seguinte é a adição de extratos, sendo ela opcional e, caso realizada, estes devem ser pasteurizados antes de adiciona-los ao mel para diminuir as chances de ocorrência de contaminação adicional →O envase deve ocorrer com o mel ainda morno, fechando na embalagem (devem ser embalagens primarias e previamente esterilizadas) sem permitir que haja coluna de ar →Após essa etapa há rotulagem do produto seguido do armazenamento em Tº ambiente e local seco OBS: a inspeção e controle de qualidade atuam em 2 etapas desse fluxograma, sendo elas coleta de amostras e armazenamento →Os PCC são etapas no processamento do alimento que devem ser fortemente controladas para evitar a presença de perigos físicos, químicos ou biológicos nos alimentos, sendo assim a qualidade da matéria prima é um ponto essencial para a qualidade final do produto, sendo de extrema importância selecionar e acompanhar cuidadosamente os fornecedores de mel para a indústria Deve-se tomar cuidado com as etapas seguintes à pasteurização para que não ocorra contaminação pós tratamento térmico, seja por adição de ingredientes contaminados ou embalagem contaminada RECEPÇÃO= melgueiras/ninhos chegam com os favos na indústriaPCC Nela pode ter coleta de amostras pelo SI DESOPERCULAÇÃO= dos favos, podendo ocorrer de forma manual ou mecânica CENTRIFUGAÇÃO= força centrípeta faz a separação do mel dos favos TANQUE DE DECANTAÇÃO= impurezas maiores vão para o fundo e o mel limpo ficara na superfície Se extraído pelo produtor o fluxograma começa aqui DESCRISTALIZAÇÃO PASTEURIZAÇÃO= calor remove 100% bactérias patogênicas e 99% das deteriorantes PCC TANQUE DE FILTRAÇÃO= remoção das impurezas menores ADIÇÃO DE EXTRATOS= opcional, devendo eles estarem pasteurizados para serem adicionados ao mel PCC ENVASE= feito com o mel ainda morno, devendo ser primarias e não possuindo coluna de ar para a proliferação de microorganismos PCC ROTULAGEM ARMAZENAMENTO= Tº ambiente e local seco, exceto geleia real que deve ser refrigerada Nela pode ter coleta de amostras pelo SI EXPEDIÇÃO INSPEÇÃO →Art. 22, RIISPOA classifica os estabelecimentos de produtos de abelhas e derivados em unidade de beneficiamento de produtos das abelhas →Portaria 006 de 25/07/1985 estabelece que os testes laboratoriais são obrigatórios e utilizados na rotina de avaliação do mel DETERMINAÇÃO DE UMIDADE →É o mais utilizado, pois apenas testes macroscópicos não são capazes de determinar se o produto está apto ao consumo – “padrão ouro” →É o método de secagem em estufa a 105ºC (coloca-se certa quantidade de mel em um recipiente, faz sua pesagem, é encaminhado para a estufa para evaporação da água e em seguida é novamente pesado o recipiente com o mel) Pode também ser utilizado um refratômetro →Indica a maturidade do mel, sendo que o peso perdido durante o processo indica a quantidade de água que existia no produto e o peso restante indica a quantidade de sólidos totais →O valor limite de umidade é de 20% Acima suspeita-se de fraude por adição de água, ou mel verde/não maturado, ou seja, que não sofreu maturação nos favos (faz com que a segurança do produto fique comprometida) TESTE DE ACIDEZ →Consiste na titulação do mel com NaOH 0,1N até que se atinja a neutralidade do meio sinalizada pelo indicador fenolftaleína →É quantificada com base na quantidade de solução alcalina utilizada para neutralizá-lo, sendo o limite de 50 mEq/kg Acidez elevada = indicativo indireto na qualidade microbiológica do alimento, tendo em vista que a proliferação de microorganismos degrada os açucares, formando compostos ácidos (indica deterioração, ou seja, quando o mel fermenta a bactéria utiliza glicose/açúcares do mel produzindo compostos ácidos e, à medida que vão fermentando a acidez eleva) É indireto, pois os microorganismos não são visualizados Se essa acidez der elevada, há suspeita de contaminação microbiana PROVA DE FIEHE →Teste qualitativo para detectar a presença do HMF (hidroximetilfurfural) Quando elevado indica a ocorrência de fraude por adição de sacarose, armazenamento prolongado ou aquecimento excessivo do mel Essa prova indica apenas presença ou ausência do composto HMF →Mistura-se o mel com éter etílico, resorcina (indicador de cor vermelha) e ácido clorídrico e observa-se a coloração final formada Avermelhada = teste negativo (desejado) Vermelho cereja imediato = presença de açúcar invertido em meio ácido, caracterizando fraude por adição de açúcar (HMF acima do limite) Salmão (alaranjado) = armazenamento prolongado ou aquecimento excessivo do mel (HMF elevado) →Caso o resultado seja positivo é necessário realizar um teste quantitativo para determinar a quantidade da substancia que está presente no produto e determinar o seu aproveitamento (realizado no espectrofotômetro) →O limite máximo é de 60mg/kg, sendo este chamado de mel de mesa e liberado para consumo direto, porém, quando acima é encaminhado para a utilização como mel industrial ou fabricação de subprodutos não comestíveis pelo homem (a escolha do destino depende dos resultados dos outros testes realizados) PROVA DE LUND →Detecta a adição de água no mel, consistindo na mistura do mel com reagentes em um tubo de ensaio e aguarda-se até que forme um precipitado (esperado) →A altura do precipitado deve ser entre 0,6-3ml, o que significa que a prova é positiva Valores inferiores são indicativos de alteração ou adulteração OBS: os testes de rotina obrigatórios são Umidade, Acidez, Fiehe e Lund ANÁLISES COMPLEMENTARES →Não são obrigatórias pelo SI, mas, geralmente, se for detectada qualquer alteração nas 4 provas anteriores, estas podem ser feitas →Classificação do mel pela cor Varia de acordo com a alimentação das abelhas, ou seja, do tipo de néctar usado na produção do mel Muito escura = pode ser indicativo de fraude por adição de melado, proveniente da cana-de-açúcar Feita através do equipamento colorímetro →Índice de formol Detecta teor de proteína do mel, que pode estar alterado quando ocorre alimentação artificial das abelhas Hoje em dia a alimentação artificial não é recomendada, mas não é proibida, o que pode alterar a composição do mel, sobretudo esse teor proteico (ela pode ser feita, desde que não altere) – pode tanto ser diminuída quanto aumentada Não significa a abelha retirar o néctar da flor, mas sim misturar, por exemplo, fubá e açúcar na alimentação delas →Índice de diástase Indica aquecimento excessivo do mel (superpasteurização), quando a indústria duvida da qualidade higiênico-sanitária do mel, mas é proibido pois compromete o valor nutritivo Detectada através da enzima alfa- amilase que fica inativa, enzima a qual as abelhas produzem e deve estar ativa no mel →Reação de Lugol Faz-se a adição de iodo 30% ao mel, sendo possível detectar a presença de amido pela adição fraudulenta de glicose de milho Se positiva, a amostra analisada ficará com coloração azul →Em relação a padrões microbiológicos, não há critérios estabelecidos para o mel, estando na legislação apenas para a geleia real *n= nº de amostras do lote analisadas c= nº de amostras que podem apresentar resultados entre me M, sendo m o limite mínimo e M o máximo Normalmente as analises microbiológicas são realizadas com 1g do alimento, porém, como a Salmonella spp. é responsável pelo maior nº de ocorrência de doenças veiculadas por alimentos no BR e sua dose infectante é baixa o valor amostral deve ser aumentado para 25g para que a chance de detecção seja maior O Clostridium botulinum é o mais importante capaz de se proliferar no mel, causando o botulismo, com taxa de mortalidade em torno de 40% e pode estar presente em baixa [ ], que não chegue a ser suficiente para a produção de toxinas, mas para crianças com menos de 2 anos, por ainda serem imaturas, estas podem acabar sendo intoxicadas, por isso seu fornecimento a elas não é indicado Se 1 das amostras não passar para um dos testes, o lote todo é condenado ADULTERAÇÕES EM MEL E DERIVADOS →São relativamente comuns e muitas vezes ocorrem em efeito cascata/dominó, sempre com objetivo de mascarar a alteração inicial e ganhos econômicos →utilização de alimentos artificiais, ao ponto de modificar características intrínsecas do mel Tem objetivo de acelerar a produção do mel, mas aumenta o teor de sacarose e proteína do produto Pode ser confirmada através da prova de Fiehe e do índice de formol, respectivamente →Adição de xarope de açúcar, melado ou glicose de milho, a fim de aumentar o volume do produto e, consequentemente, diminuir seu custo de produção Pode ser confirmada pela prova de Fiehe e pela reação de lugol Ultimamente essa tem sido a adulteração mais detectada em amostras de mel →Adição de água para aumentar o volume,já que o produtor ganha por volume de alimento produzido, o que faz com que o mel não forme o precipitado que é esperado na prova de Lund, ou também pode ser detectado na determinação de umidade →O aquecimento excessivo é empregado quando há duvida em relação a quantidade microbiológica da matéria-prima Pode ser detectado pela prova de Fiehe e pelo índice diastásico