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Pneumotórax e Derrame pleural 1
Pneumotórax e Derrame pleural 
JÚLIA MARIA CEOLIN 
3º PERÍODO 
PNEUMOTÓRAX
O pneumotórax é a presença de ar entre as duas camadas da pleura, que pode resultar em um colapso total ou parcial dos 
pulmões. Para avaliar o pneumotórax utiliza-se o raio x e a tomografia, e em alguns cassos ultrassonografia. 
PLEURAS 
1. Pleura visceral: recobre a superfície pulmonar. Se estende às fissuras pulmonares. 
2. Pleura parietal: recobre a superfície torácica ( faces cervical, costal, diafragmática e mediastinal). 
3. Pressão intrapleural: É a pressão encontrada na cavidade pleural. Essa pressão é negativa e isso causa aderência das 
pleuras. Quando essa pressão se torna mais negativa o pulmão tende a expandir, já quando se torna menos negativa o 
pulmão tende a se retrair. 
Normalmente há uma mínima quantidade de líquido entre os folhetos para facilitar o deslizamento e a expansão pulmonar, 
cerca de 10-20 mL. 
As pleuras não são visíveis em um raio x normal, podem ser visualizadas na TC como uma 
linha com densidade de partes moles. 
ETIOLOGIA
Pode ser espontâneo - que é dividido em:
1. Primário: quando não sabemos a etiologia. Algumas doenças do colágeno podem estar associadas. 
2. Secundário: presença de bolhas periféricas que rompem e levam a um pneumotórax, ocorre principalmente em pacientes 
com DPOC. 
Pode ser iatrogênico - é causado por trauma, procedimentos e etc. Comum de ver acontecer em procedimentos como o 
acesso venoso central. 
ACHADOS RADIOLÓGICOS
Áreas de hipertransparência.
Localização e delimitação da trama vascular.
Pulmão colabado.
Visualização da “linha” da pleura, que normalmente não é visualizada em casos normais. 
Modificação no ângulo do contorno costo-frênico. 
Corte axial
Pneumotórax e Derrame pleural 2
➞ OBS: O sinal do menisco ocorre quando há aumento do volume 
do líquido pleural, onde esse líquido escorre para os seios 
costofrênicos e assume características típicas no raio x
O ar no raio x é escuro. Procura-se áreas escuras no raio x, com transparência maior. Observa-se o pulmão esquerdo com trama vascular limitada e 
hipertransparência no ápice pulmonar do mesmo lado. 
Pleura visceral visível no Raio x, divisão entre o pneumotórax e o pulmão. 
Pequena obliteração do seio costofrênico do lado direito. 
No raio x da esquerda o pulmão está muito pequeno, projetado sobre o coração. 
No raio x da direita, observa-se o pulmão colabado no hemitórax esquerdo, a 
área de transparência está toda preenchida por ar. 
Ângulo costofrênico bem pontiagudo. Formato do menisco.
Pulmão colabado no hemitórax direito. Múltiplas fraturas de 
arcos costais, que possivelmente perfuraram as pleuras e o 
pulmão. No raio x a direita foi feita a incidência oblíqua, 
para avaliação dos arcos costais. 
Pneumotórax e Derrame pleural 3
➞ OBS: Toda vez que se faz uma sonda 
nasogástrica ou um acesso venosa central, deve-se 
realizar um raio x de controle para saber a 
localização dos instrumentos.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
Dispneia, satuação baixa, histórico de trauma, dor torácica, dentre outros. 
SINAIS DE ALERTA PARA TRATAMENTO IMEDIATO 
O desvio da traquéia se da para o lado oposto do pneumotórax, então, 
se o pneumotórax se encontra no pulmão direito, a traquéia vai estar 
desviada para o lado esquerdo. 
Ocorre também o desvio de outras estruturas do mediastino ( coração, 
aorta), também para o lado oposto. 
Depressão da cúpula frênica. O ar empurra a cúpula frênica, e há a 
retificação das mesmas. 
Alargamento dos espaços intercostais. Como aumenta a pressão do 
tórax, os arcos costais aumentam o espaço entre eles. 
Turgência jugular, por conta da dificuldade de retorno venoso. 
PNEUMOTÓRAX NA TOMOGRAFIA
Na tomografia o paciente fica deitado
Faca nas costas. Em decúbito é importante lembrar que o ar sobe. Quando o 
paciente não consegue ficar em pé realiza-se o raio x em decúbito lateral, com 
raios horizontais e com o paciente com o lado suspeito do pneumotórax para 
cima, o ar sobe. 
Sonda nasogástrica que adentrou a traquéia e perfurou o 
pulmão do lado esquerdo. 
Pneumotórax hipertensivo. Tubo e traquéia 
desviados da linha média. Cúpula frênica “desceu”. 
Estruturas desviadas para o lado oposto. 
Pré e pós intervenção médica. 
Pneumotórax e Derrame pleural 4
➞ Usa-se a janela pulmonar para avaliar o pneumotórax e a janela mediastinal para avaliar as estruturas do mediastino e as 
fraturas de costela. 
Pneumotórax espontâneo secundário. Não 
consegue identificar pneumotórax pela 
posição em que está no exame. 
Ex de paciente com DPOC. Bolhas grandes de enfisema presas por finas estrias. 
Pulmão parcialmente colabado. A área em 
preto escuro é a área de pneumotórax. 
Paciente politraumatizado. Área de pneumotórax e área de sangramento grande. 
Pneumotórax e Derrame pleural 5
 DERRAME PLEURAL 
O derrame pleural é caracterizado pelo acúmulo de líquido no espaço pleural. Esse líquido pode ser:
1. Transudato: relacionado à casos de ICC, síndrome nefrótica, cirrose, dentre outros. Ocorre onde há baixa densidade 
proteíca e está mais associado ao aumento da pressão nos capilares. 
2. Exsudato: Há mais proteínas presentes, como, por exemplo, a desidrogenase lática. Associado à pneumonias, 
neoplasias, tuberculose e artrite reumatóide. Relacionado com a redução da drenagem no líquido. 
➞ A diferença que só é avaliada pela análise laboratorial do líquido depois da punção. 
➞ Os pacientes variam, desde assintomáticos até dispneicos severos. Tudo depende do volume de líquido que foi acumulado 
no espaço pleural. O paciente pode apresentar dor pleurítica - ventilatório-dependente. 
➞ Pode ser livre - o paciente se movimenta e o líquido se movimenta também - ou estar loculado - preso em algum 
compartimento da cavidade pleural, mais relacionado à infecção, como por exemplo o líquido purulento. 
ACHADOS RADIOLÓGICOS 
Obliteração dos recessos costofrênicos e cardiofrênicos.
Espessamento e líquido entre as cissuras - dividem os lobos.
Sinal do menisco.
Opacificação do hemitórax com desvio das estruturas do mediastino para o lado contralateral. 
Ângulo costofrênico não visível no hemitórax direto. Derrame pleural pequeno. 
Derrame pleural grande. Sinal do menisco. Opacificação quase completa do 
hemitórax esquerdo no raio x à esquerda. 
Opacificação quase completa do hemitórax esquerdo. 
Coração e traquéia desviados. 
Pneumotórax e Derrame pleural 6
➞ OBS: Para saber se o derrame é livre ou loculado pode-
se realizar um decúbito lateral com o paciente, com o lado 
acometido para baixo. Se o derrame for livre o líquido 
escorre até em cima. 
➞ Na imagem da esquerda há um derrame pleural, já na 
imagem da direta há uma atelectasia. 
Atelectasia: pulmão colabado, normalmente por 
oclusão de algum brônquio. É ocluída a entrada de ar. 
A atelectasia puxa as estruturas mediastinais, uma vez 
o pulmão está colabado. 
Dessa forma, é possível observar, na atelectasia, o desvio 
da traquéia para o mesmo lado onde está o acometimento 
pulmonar. 
➞ Pode-se utilizar o ultrassom para avaliar o derrame pleural em crianças, por conta da dificuldade de realizar uma imagem 
radiográfica com eficácia. 
Acometimento completo do hemitórax esquerdo. 
Traquéia e coração desviados. Derrame loculado à esquerda e derrame livre à direta. 
Derrame pleural com acúmulo de líquido na fissura horizontal - que 
divide o lobo superior do inferior -, dando a impressão de um pseudo-
nódulo. 
Pneumotórax e Derrame pleural 7
DERRAME PLEURAL NA TOMOGRAFIA 
➞ Utiliza-se janela mediastinal na avaliação de derrame. 
➞ Derrame visualizado em preto escuro. 
Líquido no ultrasom é preto. A linha branca é o diafragma, acima dela está o fígado e abaixo a cavidade torácica. Observa-se um acúmulo de 
líquido - imagem anecóica, um pequeno derrame pleural na cavidade torácica.

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